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A sirene de alerta precisa tocar em alto e claro som nos arredores da Vila Belmiro nos próximos dias. Neste domingo, o Santos tropeçou novamente no Campeonato Brasileiro e, dessa vez, perdeu para um rival direto na briga contra o rebaixamento, o Grêmio, por 1 a 0.

O time ocupa a penúltima posição no torneio, com quatro pontos em sete rodadas. A pontuação baixa pode cobrar um preço alto em dezembro.

Não há, no clube, quem escape de responsabilidade por esse momento ruim. De diretoria ao elenco, é preciso uma reflexão e correção de rota para que 2025 não acabe de forma tão trágica como em 2023. O penúltimo lugar é reflexo de um time desequilibrado e individualmente falho na temporada.

Cleber Xavier mostrou ideias e, principalmente, coragem ao mexer na equipe de forma contundente para visitar a equipe gremista, mas não será nenhum salvador da pátria em um cenário adverso.

Escalação corajosa, atuação desastrosa

Cleber apostou em um Santos bastante modificado em Porto Alegre: entraram no time Luisão, Luan Peres, Tomás Rincón, Thaciano, Soteldo e Deivid Washington. Um 11 arrojado que, no papel, parecia ter chances de um melhor resultado do que no jogo passado.

Pouco mais de dez minutos de jogo foram suficientes para mostrar que nem tudo é o que parece: Luan Peres, um dos melhores zagueiros do Santos num passado não tão distante, foi um dos piores em campo, com cartão logo no início, um quase pênalti e totalmente sem tempo de bola.

Luisão, escalado novamente para atuar como um lateral-direito em que pese sua posição de origem ser a de zagueiro, também não correspondeu, dando espaços, sendo amarelado e falhando na marcação no gol marcado pelo Grêmio no fim da partida.

Rollheiser, outrora destaque por sua atuação como camisa 10, centralizado e dono da construção das jogadas ofensivas, acabou deslocado para a ponta direita com a entrada de Thaciano no time. Nem Thaciano foi efetivo como construtor, nem o argentino funcionou encaixotado na marcação pelo lado.

Soteldo quase salva o time

Coube a Soteldo, então, a missão de arrastar o time do Santos para o ataque. E assim o fez com maestria, foi o dono das ações ofensivas alvinegras pela ponta esquerda, com velocidade, bom posicionamento e drible, mas deixou a desejar na tomada de decisão final nas jogadas.

Deivid Washington, mais leve e veloz do que Tiquinho Soares, tentou sair da área para ajudar o Santos a chegar de forma mais contundente ao gol de Thiago Volpi, mas a maioria das finalizações acabaram indo para fora das traves.

Alterações pioram o time

A situação piorou para o Santos, que chegou a dominar o jogo no terço final do primeiro tempo, com as mudanças feitas por Clebinho. Escobar, segundo o treinador, sentiu um desconforto e quase não foi relacionado para o jogo, mas, escalado como titular, suportou bem a pressão.

Sua saída, na reta final da partida, acabou sendo determinante para a derrota. Kevyson entrou em seu lugar na lateral e quase no lance seguinte, permitiu ao Grêmio chegar com facilidade por seu setor, cruzar na área e contar com mais falhas defensivas para abrir o placar.

JP Chermont, Matheus Xavier, Tiquinho e Bontempo, que entraram na etapa final, não conseguiram nem de longe esboçar nova reação da equipe na partida.

O começo de Brasileirão mostra ao Santos que o elenco é desequilibrado e precisará ser encorpado com a pausa no meio do ano. A defesa é um setor que exigirá do clube maior investimento. É preciso enxergar que o que acontece hoje cobrará do clube no futuro.

 

Dorival Júnior venceu a sua segunda partida no comando do Corinthians. Neste sábado, na Neo Química Arena, o Timão derrotou o Internacional por 4 a 2, de virada, com show de Yuri Alberto que anotou um hat-trick.

Na avaliação do treinador, o Timão controlava a partida quando abriu o placar e acabou levando a virada por conta de um desequlíbrio de poucos minutos ao longo do primeiro tempo. Apesar disso, Dorival considera que a vitória do Corinthians, construída no segundo tempo, foi merecida.

– É emocionante viver uma partida como essa. Tomamos a virada em um momento que estávamos bem postados, não estávamos sofrendo. Marcávamos uma equipe que joga de uma forma interessante há algum tempo. Um desequilíbrio de sete ou oito minutos acaba tirando o nosso jogo. Um time forte, com volume de jogo.

– Voltamos para o segundo tempo, para mim o principal ponto foi manter a organização da equipe. Mesmo que com um a mais, pressionando toda hora, criamos. Fizemos o resultado no fim, valeu pela insistência e pela dedicação de uma equipe que não abaixou a cabeça e não se entregou nos 90 minutos. Mereceu o resultado – analisou.

Dorival elogiou o autocontrole do Corinthians em não se desorganizar depois de ter sofrido a virada ainda no primeiro tempo mesmo com muito mais posse de bola do que o adversário. O treinador pediu pés no chão e a manutenção do desempenho apresentado contra o Internacional na sequência do trabalho.

– Primeiro, você precisa acreditar naquilo que está sendo trabalhado. Não poderíamos perder o principal: a organização da equipe. Quando você se desorganiza, fica difícil. Tivemos seis ou sete minutos de desequilíbrio, o que quase nos tira o brilhantismo do trabalho. O primeiro gol foi uma jogada muito bonita, típica daquilo que pedimos.

– As jogadas foram repetidas à exaustão, mostramos e treinamos isso com eles no pouco tempo que tivemos. Perceberam a força que têm, não se desequilibraram, se fortaleceram como grupo e equipe. Espero que a gente mantenha os pés no chão e seguimos em busca de melhores resultados daqui para frente – disse.

A vitória desta noite deixou o Corinthians na sétima colocação do Brasileirão com dez pontos, um a mais que o Internacional. O próximo compromisso é no sábado, às 18h30 (de Brasília), contra o Mirassol, fora de casa. Antes disso, na terça-feira, novamente na Neo Química Arena, o Timão recebe o América de Cali, da Colômbia, pela Copa Sul-Americana.

Opção por Hugo na lateral

– Queríamos um jogador um pouco mais fixo, teoricamente um terceiro homem de marcação. As características do Hugo batiam muito com isso, fez dois treinos muito bons e nos deu confiança. Ainda conhecemos muito pouco de cada atleta. Não quero que a gente desacredite dele, certamente ele terá novas oportunidades. Faço questão que todos estejam em condições de brigar por suas respectivas posições.

Força da torcida

– Somente quem está vivendo aqui dentro pode mensurar tudo o que representa. Sempre foi muito difícil jogar aqui, vim com várias equipes e sempre tive jogos trabalhosos. Hoje, ter o torcedor ao seu lado, é viver tudo aquilo que enfrentei e foi marcante na minha carreira. Tivemos alguns resultados importantes aqui dentro, mas sempre construídos com trabalho e dedicação. Não se joga contra o Corinthians, se joga também contra o torcedor. É uma satisfação para mim e espero viver momentos marcantes aqui.

Controle de carga

– Quero tentar explicar uma coisa que acontece há anos no futebol brasileiro. É muito difícil manter regularidade e postura jogando a cada dois ou três dias. Todo mundo tem esse problema. O que estamos tentando não é preservar, é só colocar em campo a equipe que esteja fisicamente em condições. Jogamos na quarta, viajamos a madrugada toda, treinamos pela manhã e liberamos o grupo. Não teria como colocar aqueles que atuaram. Eu até colocaria, mas correria um risco muito grande. Certamente, teríamos muitas dificuldades no segundo tempo. Daqui para frente, vamos fazer isso com frequência. Talvez comprometendo a formação inicial? Sim, mas estamos buscando deixar todos eles cientes da aplicação de trabalho. Mesmo com tantas alterações mantivemos o equilíbrio, a postura e conquistamos um ótimo resultado. Habitualmente, faremos substituições.

Memphis

– Pelo pouco do que vi e por aquilo que assisti, quero ele mais próximo da área adversária. Ele tem que estar ali, próximo, flutuar como ele faz, justamente fugindo das marcações, buscando as costas dos volantes. Para mim, essa é a função natural dele. Ele ainda não atingiu tudo o que ele pode, tenho convicção de que ele pode evoluir muito aqui dentro.

Qual a ideia para terça-feira?

– Vai depender muito da reapresentação do grupo, a partir de amanhã. Espero que eles estejam plenamente recuperados. Espero que alcancemos uma recuperação importante porque será um jogo difícil, adversário que nos exigirá muito. Temos que estar bem e recuperados para um grande jogo.

Gols anulados

– É difícil falar alguma coisa, ali é muita interpretação. Não sei se o VAR deveria intervir naquele instante, é só essa dúvida que eu tenho.

Sistema defensivo

– Acredito que é um desequilíbrio que provoca uma situação com essa, em um segundo momento a observação individual de cada atleta. Vamos trabalhar comportamentos para minimizar isso. A equipe teve volume, paciência, trocou passes, criou por dentro, trabalho a bola, atacamos espaços e marcamos os gols. É questão de tempo, a recuperação é curta, e a preparação é ainda menor. Não é simples.

Declaração de Vitão 

– É difícil falar alguma coisa. Falar aquilo que um atleta tenha colocado na imprensa, eu prefiro não questionar. Respeito a opinião dele, entendo, mas acho que o Corinthians fez por merecer. Não podemos tirar o crédito, temos que jogar futebol e respeitar os adversários. Merecemos aquilo que buscamos.

Desempenho coletivo

– Preparamos a equipe para que exista uma entrega, para que não abaixe o ritmo e esteja preparado. A recuperação de uma partida para outra é fundamental, tivemos um exemplo claro daquilo que fizemos no Maracanã e daquilo que fizemos aqui. Tivemos entrega, organização, volume e oportunidades. Acho que isso foi de mais positivo que aconteceu. Tivemos 22 oportunidades, é um número expressivo, ainda mais diante de uma equipe muito bem organizada.

Coronado

– Benéfico para todos nós, para o Corinthians e para ele. Pontuei que gostaria de ver o Coronado que vi em outros momentos, mais ativo e se expondo. Ele tem potencial para isso, agora é questão de tempo para que todos nós possamos observar tudo aquilo que ele possa nos entregar.

Avaliação da estreia em casa

– Acho que, acima de tudo, merecemos o resultado. Desde o primeiro minuto, o Corinthians jogou com regularidade e precisão, se entregando na marcação. Nosso ataque ajudou a marcar, o meio de campo esteve próximo, não jogamos espaçados, tivemos uma equipe equilibrada e próxima. Quando isso acontece, você diminui a possibilidade de derrota. A equipe percebeu isso nos treinamentos. A partida de Novo Horizonte não é simples. Há quanto tempo eles não perdiam lá? Se não me falha a memória, há algum tempo que o Corinthians não vencia o Internacional. Se em campo você não colocar determinação e atitude, não existe resultado que não aconteça. Chorado ou não, o importante é que o resultado aconteceu e espero que outros venham. Quero ver a equipe se entregando da mesma forma como aconteceu nas duas últimas apresentações.

Importância dos zagueiros

– Diferente de outros momentos, o futebol passa por essa situação. A iniciação se dá de uma maneira diferente do que acontecia no passado. São os zagueiros que iniciam a jogada hoje. Acho que isso tem que ser estimulado, logicamente sem correr tantos riscos, mas a repetição para que a gente tenha um pouco mais de segurança. Uma confiança que está começando a aparecer e, se Deus quiser, vamos ter mais resultados.

O Cruzeiro tem uma reação consolidada na temporada. A vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo mostra isso. Não só pelo resultado diante do time considerado como o “bicho papão” do futebol nacional, mas principalmente pelo nível de atuação que levou aos três pontos.

O time chegou para a partida desse domingo com a primeira sequência de vitórias sob comando de Leonardo Jardim e vivendo o melhor momento coletivo de 2025. Mas, pela frente, também tinha o maior desafio do ano. E foi superado com méritos.

A escalação deixou claro qual é o time considerado ideal por Leonardo Jardim. Uma estrutura que tem participação fundamental no momento de reação e que deixa pouquíssimas – ou nenhuma – brechas para questionamento. O campo mostrou exatamente isso.

O Cruzeiro jogou de peito aberto. Marcou alto, incomodou a saída de bola e tirou o conforto do setor que torna o Flamengo tão dominante: o meio-campo. Ajustado, o time de Leonardo Jardim foi premiado por essa postura. Lucas Romero roubou no meio, e Kaio Jorge foi fatal para abrir o placar ainda cedo, aos 14 minutos.

O jogo não tinha domínio completo cruzeirense. Ao contrário, era aberto, de "trocação". Cássio foi decisivo por duas vezes, e Kaio Jorge carimbou o travessão. Em raro descuido do Cruzeiro na proteção da área, Arrascaeta empatou praticamente no apagar das luzes do primeiro tempo. Ducha de água fria e preocupação sobre o segundo tempo, principalmente pelo aspecto físico e o nível de reposição do Flamengo.

Mas a resposta foi positiva, e o Cruzeiro voltou melhor para o segundo tempo. Seguiu vertical e foi dominante nas ações ofensivas. Pecou no último passe em alguns lances, mas ainda fez Rossi trabalhar em quatro chutes perigosos. Do outro lado, Cássio só sujou o uniforme nos acréscimos, em bola aérea aproveitada por Bruno Henrique.

O gol no último lance, do predestinado Gabigol, chegou para confirmar um resultado merecido. O Cruzeiro, que chegou ao jogo como azarão, terminou com 17 finalizações, quase o triplo das seis adversárias. Defensivamente, fez mais que o dobro de desarmes (23 a 11) e soube picotar o jogo do Flamengo com faltas táticas. Demonstrou que é um time ajustado e que aumentou o apetite em busca de ter novamente a bola nos pés.

O nível de atuação do Cruzeiro, por si, já seria uma resposta importante de que a reação, de fato, está instaurada. Mas, aliar desempenho a resultado diante de um rival do poder do Flamengo, aumenta o valor do que está sendo construído com Leonardo Jardim. Pontos para o treinador, que tem conseguido subir também o nível individual de praticamente todos do elenco.

É um projeto ainda em construção, que ainda paga por erros de planejamento no início do ano e tem um técnico com só três meses no cargo. É preciso calma.

O Cruzeiro ainda necessita de muitos ajustes, sobretudo no que diz respeito ao equilíbrio do elenco. Precisa de peças com características que tornem capaz a manutenção do nível de intensidade diante da maratona de jogos, por exemplo. Mas, sem dúvida, o time tem dado respostas imponentes nas últimas semanas. Em campo, passando por cima dos problemas de bastidores.

O clube ainda não tem o nível do próprio Flamengo e nem do Palmeiras, mas já se mostra em condições de brigar com os demais, com potencial para se colocar, no mínimo, em uma segunda prateleira de times. Seja para brigar por objetivos importantes no Brasileiro ou para sonhar com a Copa do Brasil. Na Sul-Americana, o caminho ainda é possível, mas menos provável. Uma vitória para não deixar dúvidas que, ainda que com grande atraso, o Cruzeiro chegou para a temporada.

Corinthians está definido para enfrentar o Internacional no próximo sábado, às 18h30 (de Brasília), pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Na tarde deste sábado, o técnico Dorival Júnior fez os últimos ajustes para a partida e montou a equipe titular com Memphis Depay e Yuri Alberto no ataque.

De acordo com as informações divulgadas pelo clube, a comissão técnica comandou um treino tático para simular a movimentação do Internacional e corrigir comportamentos da equipe. Na parte final da atividade, o elenco ajustou o posicionamento nas bolas paradas ofensivas e defensivas.

De acordo com as informações divulgadas pelo clube, a comissão técnica comandou um treino tático para simular a movimentação do Internacional e corrigir comportamentos da equipe. Na parte final da atividade, o elenco ajustou o posicionamento nas bolas paradas ofensivas e defensivas.

A provável escalação do Corinthians para esta partida tem Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Cacá e Fabrizio Angileri; Raniele, José Martínez, André Carrillo e Igor Coronado (Breno Bidon); Memphis Depay (Ángel Romero) e Yuri Alberto.

As baixas são Rodrigo Garro, que segue em tratamento da tendinopatia no joelho direito, e Gustavo Henrique - operado nesta sexta-feira para resolver um problema de hérnia inguinal que o persegue desde o início da temporada.

O Timão tem sete pontos ganhos no Campeonato Brasileiro e inicia a rodada na 12ª colocação na tabela. Os colorados possuem dois pontos a mais, estão na sexta posição e dentro do grupo dos classificados para a Conmebol Libertadores do ano que vem.

 

Cleber Xavier terá muito trabalho para recolocar o Santos nos trilhos na temporada 2025. O problema do time aparenta, cada vez mais, não ser só tático, mas também anímico e de concentração, além dos inúmeros desfalques, e dará ao novo técnico dor de cabeça até voltar a vencer.

Depois do empate em 1 a 1 com o CRB, na noite da última quinta-feira, na Vila Belmiro, pela ida da terceira fase da Copa do Brasil, ficou ainda mais claro que o grande objetivo inicial de Cleber no Peixe precisa ser conquistar resultados, independentemente do desempenho. Imediatamente, o Santos precisa vencer para realinhar os astros e, só então, dar chance ao técnico de "raciocinar".

Contra o time alagoano, foram sete desfalques, todos com condições de estar no time titular, e uma série de erros individuais que comprometeram a vitória. O goleiro Gabriel Brazão, com uma defesa de pênalti e algumas outras cruciais, e Benjamín Rollheiser, com gol, foram os destaques.

Gil foi o mais decepcionante: em dois erros individuais, cedeu um gol e um pênalti para o time rival. Uma noite muito ruim, mas que serve para lembrá-lo de que é preciso estar mais concentrado.

Resultado e só resultado

Com o empate, o Santos chegou a três partidas sem vitória. Pedro Caixinha deixou terra arrasada no quesito anímico do grupo. Uma torcida extremamente irritada, reativa e decepcionada, que até tentou apoiar o grupo durante a partida, mas protestou muito com o apito final. E expôs uma realidade que parece dura de mudar.

Nesse sentido, a grande busca é por resultado. A única coisa que dará a Cleber Xavier mais paz para trabalhar e confiança de volta ao elenco é resultado. O time figura na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e precisa reagir de forma contundente e imediata.

Serão dois dias de trabalhos no CT antes da partida contra o Grêmio, no domingo, em Porto Alegre. Um será usado para recuperar os atletas e outro para colocá-los em campo e esboçar qual será o time a ir a campo na capital gaúcha. Pouquíssimo tempo para um anseio tão grande.

Sequência dura

De palavras claras e ideias já bem definidas, Cleber terá de apostar na conversa para corrigir os erros já pensando no jogo contra o Grêmio. Tempo para trabalhar ele só terá na semana seguinte, com cinco, seis ou sete dias de trabalho antes do jogo contra o Ceará, marcado inicialmente para 12 de maio.

Ideias boas o comandante novo parece ter. Escolheu bem os Meninos da Vila para entrar em campo na metade final da partida, deu chance a Rollheiser de atuar de duas formas diferentes, por dentro e por fora, e parece ter claro que o trabalho será árduo.

Cabe a ele ter sabedoria e paciência para corrigir a rota santista ao mesmo tempo em que a torcida parece estar chegando em seu limite entre apoio e cobrança com bola rolando.

Cruzeiro fez 2 a 0 sobre o Vila Nova, na Copa do Brasil, mas com rendimento suficiente para ter matado o confronto. Vive a melhor fase em nove meses e, agora, terá um teste de fogo, contra o Flamengo, em meio ao momento de consolidação do time.

Desde o primeiro minuto de jogo, o Cruzeiro fez valer a soberania em relação ao Vila Nova. Demorou um pouco para criar chances claras, mas teve apetite para retomar rápido a bola e também verticalidade em busca do gol. Características que marcam o crescimento com Leonardo Jardim.

Aos poucos, o volume do Cruzeiro se transformou em chances. William obrigou o goleiro Halls a trabalhar, e Gabigol acertou a trave, antes de surgir o protagonista da noite. Com dois belos gols em quatro minutos, Kaio Jorge deu conforto e encaminhou a classificação do time às oitavas de final da Copa do Brasil.

Antes do intervalo, Romero levou perigo. No segundo tempo, Gabigol, Marquinhos e Eduardo tiveram chances claras para tornar protocolar o jogo de volta, mas desperdiçaram. Na defesa, com um sistema bem articulado, Cássio trabalhou somente uma vez em 90 minutos.

Desde o primeiro minuto de jogo, o Cruzeiro fez valer a soberania em relação ao Vila Nova. Demorou um pouco para criar chances claras, mas teve apetite para retomar rápido a bola e também verticalidade em busca do gol. Características que marcam o crescimento com Leonardo Jardim.

Aos poucos, o volume do Cruzeiro se transformou em chances. William obrigou o goleiro Halls a trabalhar, e Gabigol acertou a trave, antes de surgir o protagonista da noite. Com dois belos gols em quatro minutos, Kaio Jorge deu conforto e encaminhou a classificação do time às oitavas de final da Copa do Brasil.

Antes do intervalo, Romero levou perigo. No segundo tempo, Gabigol, Marquinhos e Eduardo tiveram chances claras para tornar protocolar o jogo de volta, mas desperdiçaram. Na defesa, com um sistema bem articulado, Cássio trabalhou somente uma vez em 90 minutos.

Leonardo Jardim tateou o elenco, mudou o time, cometeu erros de escolha, mas parece, cada vez mais, ter encontrado as soluções para o momento do Cruzeiro. Há um time titular consolidado, mas com rodagem do grupo e adaptações que dão resultado. Gabigol como meia/segundo atacante é uma delas, assim como Christian como meia pela direita. Situações importantes até ter a possibilidade de ajustar o grupo na janela do meio do ano.

Agora, pela frente, terá o melhor time do Brasil, em qualidade de elenco e desempenho em campo. O Flamengo segue muito favorito em relação ao Cruzeiro, mas o time de Leonardo Jardim, agora, se mostra bem mais capaz de competir, principalmente através da organização.

O resultado de domingo não cravará, para o bem ou para o mal, o que vai acontecer com o Cruzeiro no restante da temporada, mas um bom desempenho contra o time a ser batido no país certamente será considerado mais um passo nesse processo de reconstrução da equipe na temporada. Desafio grande.

Grêmio chegou a seis jogos seguidos sem vencer após perder para o CSA por 3 a 2 na quarta-feira, pela Copa do Brasil. A última vez que o clube atingiu essa marca foi em junho do ano passado, logo após a enchente e mandando seus jogos fora do Rio Grande do Sul. Na ocasião, porém, foram quatro derrotas e dois empates. Agora, são três derrotas e três empates.

O Tricolor tentará dar fim ao ciclo negativo com a ajuda da torcida. Depois de três partidas como visitante, o time recebe o Santos no domingo, às 16h, na Arena, pela sétima rodada do Brasileirão. Para vencer o momento de crise, o técnico Mano Menezes pediu a ajuda da massa:

— É o primeiro jogo que vamos fazer como mandante, e o torcedor deve ter visto também como é difícil jogar como visitante. O ambiente do jogo interfere diretamente na produção das equipes. Nós precisamos muito. Mesmo que tenhamos consciência que temos que melhorar. Só vamos melhorar ao lado do nosso torcedor. A gente pede esse voto de confiança.

O saldo do mês que recém acabou também é ruim. Nos nove compromissos de abril, apenas duas vitórias (contra Sportivo Luqueño e Atlético Grau pela Sul-Americana). Seis dessas partidas foram nas casas dos adversários.

O Grêmio em abril

  • 02/04 - Sportivo Luqueño 1 x 2 Grêmio - Sul-Americana
  • 05/04 - Ceará 2 x 0 Grêmio - Brasileirão
  • 08/04 - Grêmio 2 x 0 Atlético Grau – Sul-Americana
  • 13/04 - Grêmio 0 x 2 Flamengo - Brasileirão
  • 16/04 - Mirassol 4 x 1 Grêmio - Brasileirão
  • 19/04 - Grêmio 1 x 1 Inter - Brasileirão
  • 24/04 - Godoy Cruz 2 x 2 Grêmio - Sul-Americana
  • 27/04 - Vitória 1 x 1 Grêmio - Brasileirão
  • 30/04 - CSA 3 x 2 Grêmio - Copa do Brasil
  • 16 gols sofridos
  • 11 gols marcados
  • 33,3% de aproveitamento
  • As raízes da crise

    Perda do Gauchão

    O primeiro objetivo do Grêmio em 2025 era alcançar o oitavo título estadual e igualar uma marca que apenas o maior rival tinha, ainda da década de 1970. A sequência foi interrompida, e o Inter voltou a conquistar o Gauchão depois de muito tempo. No primeiro jogo da decisão, o Tricolor engoliu uma derrota incontestável por 2 a 0 na Arena, empatando em 1 a 1 no Beira-Rio.

    No combo que incomoda o torcedor está o fato de a equipe não vencer Gre-Nais desde outubro de 2023. Nesta temporada, já ocorreram quatro clássicos — três pelo Campeonato Gaúcho — e um Brasileirão, com três empates e uma derrota.

    Atuações ruins

    O que começou a minar o trabalho do antigo técnico, Gustavo Quinteros, foram as atuações irregulares, que viraram regra a partir da segunda partida da semifinal do Gauchão, quando perdeu por 2 a 1 para o Juventude. Derrotado no tempo normal (com a expulsão de Jemerson na etapa inicial), a vaga veio nos pênaltis.

    Quinteros criou a expectativa de que a equipe melhoraria quando tivesse mais tempo para treinar após o Gauchão e com a pausa viabilizada pela Data Fifa. Na estreia pelo Brasileirão, o time venceu o Atlético-MG, mas contou com uma grande atuação do goleiro Tiago Volpi.

    O desempenho aquém do esperado se repetiu mesmo com vitória por 2 a 1 sobre o Sportivo Luqueño, na Sul-Americana, e na derrota para o Ceará no Brasileirão. Apesar de na sequência bater o Atlético Grau por 2 a 0 — a última vitória, em 8 de abril —, o time foi vaiado na Arena.

    Aposta decepcionante

    Depois de perder o ídolo Renato Portaluppi, que não quis permanecer como treinador por mais uma temporada, o Grêmio resolveu apostar em um técnico estrangeiro. Buscou Gustavo Quinteros, campeão argentino em 2024 pelo Vélez Sarsfield. Não deu certo.

    O treinador foi demitido depois de 20 jogos e duas derrotas consecutivas que se somaram às más atuações: 2 a 0 para o Flamengo, na Arena, e 4 a 1 para o Mirassol, em São Paulo.

    Com exceção de goleadas sobre Caxias, São Luiz e Pelotas, o trabalho de Quinteros nunca convenceu. Como "legado", deixou uma equipe sem padrão de jogo e titulares definidos, com problemas de marcação e que abusava das ligações diretas entre defesa e ataque.

    Sem sustentar resultados

    Mano Menezes assumiu o comando há três jogos. Em todos, o Grêmio largou com vantagem no placar. Contra Godoy Cruz e Vitória, cedeu o empate. Diante do CSA, levou a virada, com gol nos acréscimos.

    As falhas que causaram a queda de Quinteros se repetem e ainda não foram corrigidas pelo novo técnico, que não consegue tempo para treinar e precisa transformar o modo de se defender do time.

    — Há mais tempo, o Grêmio jogava com perseguições. Isso fica muito no imaginário do jogador, está acostumado a fazer dessa maneira. Quando você começa a trabalhar com posicionamento zonal, precisa que toda equipe faça esse posicionamento junto para essas coisas funcionarem bem. Um bom enfrentamento de um contra um inicia com um bom posicionamento. Se você está mal posicionado, você já sai atrasado, se dá muita vantagem ao adversário, e aí dificulta mais as coisas — justificou Mano Menezes na quarta-feira.

    Dificuldade contra equipes menores

     

    O Grêmio sobrevive na Copa do Brasil sem vencer. Na primeira fase, empatou em 1 a 1 com o São Raimundo, em Roraima, e conquistou a vaga nos pênaltis. O adversário sequer está em uma das divisões do futebol nacional.

    Depois, novo empate, desta vez em 3 a 3 com o Athletic, em Minas Gerais, e outra classificação nos pênaltis. Os mineiros conquistaram o acesso para a segunda divisão no ano passado, pela primeira vez na sua história.

    Nas duas oportunidades, o Grêmio esteve longe de mostrar a tradição na Copa do Brasil e a superioridade de investimento que possui em relação aos adversário.

    Maurício Saraiva analisa derrota do Grêmio para o CSA

    Agora na terceira fase, que passa a ter jogos de ida e volta, a primeira amostragem também não agradou. Perdeu por 3 a 2 para o CSA, que disputa a Série C do Brasileirão, em uma virada a partir dos 40 minutos do segundo tempo. O clube gaúcho tem a chance de reverter a situação no dia 20 de maio, na Arena.

    Contratações não resolvem

    O Grêmio fez 11 contratações neste ano. Entretanto, apenas três conquistaram status de titular. O goleiro Tiago Volpi (questionado recentemente em gols sofridos contra Vitória e CSA), o zagueiro Wagner Leonardo e o atacante Cristian Olivera foram os que se afirmaram.

    Reforço mais recente, o lateral-esquerdo Marlon tende a permanecer na equipe colocando outra contratação, Lucas Esteves, no banco. Por lesão, Amuzu ainda não pode ser aproveitado por Mano Menezes.

    Cuéllar começou uma partida após 40 dias para fazer reforço muscular. Luan Cândido chegou fora de forma. João Lucas não conseguiu fazer sombra a João Pedro.

    Camilo perdeu a vaga na equipe principal para Dodi, que já estava no grupo no ano passado. Jorge, contratado do Pelotas (rebaixado no Gauchão), chegou para ser o terceiro goleiro.

Novorizontino Corinthians se enfrentam nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. A bola rola no estádio Jorge Ismael de Biasi, o Jorjão, em Novo Horizonte.

Novorizontino chega em bom momento após vencer o Athletico Paranaense na rodada anterior da Série B. O Tigre está invicto na Segundona com duas vitórias e três empates. Nas fases anteriores da Copa do Brasil, o Aurinegro de Novo Horizonte passou por Rio Branco-ES (3 a 1) e Operário VG (1 a 0), em partidas únicas fora de casa.

Já o Corinthians terá a estreia do técnico Dorival Júnior e busca se reabilitar da goleada sofrida por 4 a 0 para o Flamengo, no último domingo, pelo Brasileirão.

No último confronto entre as equipes, em fevereiro, no Campeonato Paulista, deu Timão: 1 a 0, fora de casa, com reservas.

Escalações prováveis

Novorizontino - técnico: Umberto Louzer

A única mudança que Umberto Louzer deve fazer na escalação é a entrada do atacante Pablo Dyego, que fez dois gols na vitória sobre o Athletico Paranaense. O camisa 7 entrou logo no começo do primeiro tempo no lugar de Robson, que sentiu uma lesão muscular. Fora essa troca, o Novorizontino deve ter o mesmo 11 inicial da partida anterior.

Provável escalação: Airton; Dantas, Rafael Donato e Patrick; Igor Formiga (Rodrigo Soares), Luís Oyama, Marlon e Patrick Brey; Waguininho, Matheus Frizzo e Pablo Dyego.

  • Desfalques: Robson, Vitinho e Renato Palm (lesionados); Airton Moisés e César Martins (em transição física).
  • Pendurados: ninguém.
  • Corinthians - técnico: Dorival Júnior

    Em sua estreia, o novo treinador do Timão não poderá contar com o zagueiro Gustavo Henrique e o atacante Memphis Depay, por questões físicas. Dorival deve retomar o esquema com quatro meio-campistas, que foi deixado de lado por Orlando Ribeiro nos três jogos em que ele comandou a equipe interinamente.

    Provável escalação: Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Cacá e Fabrizio Angileri; José Martínez, Raniele, André Carrillo e Igor Coronado; Romero e Yuri Alberto.

    • Desfalques: Memphis Depay (pancada na perna e no pé direito), Gustavo Henrique (controle de carga) e Rodrigo Garro (tratamento de tendinopatia patelar no joelho direito);
    • Pendurados: ninguém.
    • Arbitragem

      • Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
      • Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e André Luiz Severo (GO)
      • Quarto árbitro: Lucas Canetto Bellote (SP)
      • VAR: Adriano de Assis Miranda (SP)

       

O Atlético-MG escapou ser derrotado no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Contra um time de Série C, o Alvinegro mostrou fragilidades na defesa, ficou duas vezes atrás no placar e terminou no empate em 2 a 2 na terça-feira, fora de casa.

Cuca mexeu na escalação. Colocou Igor Rabello na vaga de Rômulo, e escolheu Fausto Vera como substituto de Alan Franco (lesionado).

As trocas não foram só em nomes, mas na formação da equipe. Lateral contra o Mirassol, Alonso atuou como um terceiro zagueiro quando estava defendendo. Com a bola, ficou mais avançado, como um volante. Já Rubens se posicionou pelo lado esquerdo.

O jogo trouxe um cenário diferente para o Atlético, mas não para quem acompanha o trabalho do Maringá nos últimos anos: uma marcação individual do adversário. O Dogão não tem o espaço como referência quando defende, mas, sim, o atleta adversário. Cada jogador tem o seu para marcar. Em um dos casos, Villar ficou na cola de Hulk o jogo inteiro.

Um jogo direto, físico e de muitas faltas. O desenho de jogo no Willie Davids seguiu esse roteiro, e o Maringá se mostrou melhor em boa parte do primeiro tempo.

Superior nos duelos individuais, o Dogão abriu o placar. Rubens errou na saída de bola - Rony não ganhou seu duelo, e Raphinha cruzou a bola na área. Rabello foi superado com facilidade, e Maranhão não perdoou.

Com a vantagem, o Maringá diminuiu o volume ofensivo e aumentou a intensidade na marcação, fazendo mais faltas. O Atlético tinha problemas para se adaptar ao que o jogo pedia. Cuello aparecia como a melhor escolha, mas ainda sendo pouco.

A bola parada ganhou peso. Uma parou na trave, e a segunda não deu para Rafael William. Em cobrança de falta de Scarpa, Rabello cabeceou para o chão e se redimiu da falha.

O cenário não mudou para o segundo tempo. Cuello era um dos poucos que se destacava. Foi assim que chegou a marcar, mas com o gol sendo anulado pela bola ter saído pela linha de fundo, segundo a arbitragem.

A fragilidade defensiva do Atlético também permaneceu. Erros técnicos, de posicionamento e pouca combatividade. Na bola parada, ninguém afastou da área, e Fausto Vera, contra, colocou o time da casa mais uma vez em vantagem.

Tudo ficou mais aberto após o gol. O Atlético teve Hulk com mais espaço e aumentando o volume ofensivo da equipe, enquanto o Dogão encaixava melhor o contra-ataque e trazia perigos ao goleiro Everson.

O gol de empate atleticano saiu por um caminho solitário. Cuello fez boa jogada e achou Hulk na área. O camisa sete finalizou forte e deixou tudo igual.

Cuca seguiu realizando trocas para deixar o time mais veloz e capaz de incomodar o adversário, mas era o Maringá quem tinha mais fôlego e capacidade para atacar. Incomodou uma, duas e só não saiu com a vitória por um erro do árbitro, ao não marcar uma penalidade.

Os problemas defensivos foram expostos mais uma vez. As lesões de Arana e Lyanco evidenciam os buracos na montagem do elenco. Quem está disponível, não tem dado conta do recado. Junto a isso, o time pode e deve render mais com as peças à disposição.

A vaga não está ameaçada, mas o futebol apresentado deixa um alerta para o que se pode transformar a temporada atleticana.

São Paulo cumpriu com a sua obrigação, mas venceu o Náutico, hoje na Série C do Campeonato Brasileiro, por um magro placar de 2 a 1 dentro do Morumbis, no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. A decisão da vaga nas oitavas será para o jogo dos Aflitos, no Recife, no dia 20 de maio.

Embora pobre, o placar não indica o que foi o jogo. O Tricolor teve mais volume, foi superior, desperdiçou várias chances e poderia ter matado o confronto ainda no jogo de ida. Foram 17 finalizações a nove; Onze escanteios a quatro. Nenhuma defesa de Rafael, e quatro de Muriel.

O jogo, porém, começou de outra maneira, com 1 a 0 para o Náutico. Depois de duas chances desperdiçadas por Luciano, o Timbu abriu o placar num chute muito bem executado por Caio Vitor, que tirou de Cédric Soares e mandou a bola quase no ângulo, sem chance de defesa para Rafael.

Apesar do golpe, a partida foi se desenhando de forma favorável ao São Paulo, que não se abalou. Num esquema ofensivo, o Tricolor teve força de chegada pela direita com Cédric e Lucas Ferreira, viu Marcos Antônio conduzir as ações centrais e teve Luciano, enfim, numa grande e decisiva noite.

pós viver jejum de 12 partidas, sem marcar nenhum gol desde 13 de fevereiro, o camisa 10 atuou mais solto e próximo de André Silva, pisou bastante na área e marcou duas vezes. Primeiro, recebeu enfiada de Lucas Ferreira, girou e bateu colocado. Na segunda etapa, completou cruzamento de Marcos Antônio. Uma virada tranquila e até natural pela superioridade do Tricolor ao seu rival.

Destaques em outros jogos, Matheus Alves e André Silva estiveram um pouco abaixo e não conseguiram ser decisivos também. Mesmo assim, acrescentaram qualidade ao time.

Sem Ferreirinha, poupado por desgaste, e ainda sem contar com Lucas Moura, Arboleda e Oscar (além de Luiz Gustavo, Pablo Maia e Calleri, que vão demorar mais a voltar), Zubeldía escalou uma equipe segura e dinâmica. O treinador rodou o elenco, e o time lutou por mais gols até o fim.

A vitória mantém o time num patamar de paz para a sequência do calendário, mas deixa a classificação aberta no jogo dos Aflitos. Até lá, serão três semanas. Tempo para a recuperação de alguns jogadores e uma maior maturação de um time que segue num processo de evolução.

O Fluminense venceu a Aparecidense por 1 a 0, gol de Keno, mas passou longe de convencer os torcedores, tanto os que estavam no estádio quanto os que viram pela televisão. Parte por falta de competência e um pouco por falta de sorte, não conseguiu ter um placar mais confortável e terá que resolver a vida no segundo jogo fora de casa.

Renato Gaúcho fez alterações no time titular em busca de uma postura mais agressiva. A ideia era tentar amassar um adversário que se sabia que jogaria fechado para segurar o empate. A parte de ter volume funcionou, mas faltou qualidade tanto nos passes quanto nas finalizações.

O Tricolor começou com Fuentes, Nonato e Keno nos lugares de Renê, Bernal e Canobbio, respectivamente. Um lateral mais agudo, um volante mais criativo e um atacante mais agressivo. É preciso também ponderar a saída de Cano antes dos 10 minutos de partida. É ele o grande responsável pela efetividade do time na frente.

O volume de jogo correspondeu ao esperado. O time entrou pressionando no campo de ataque, retendo a posse de bola e recuperando rápido nas (muitas) vezes que desperdiçava o controle. Mas foi apenas isso de bom que conseguiu apresentar, especialmente nos primeiros 45 minutos.

As 25 finalizações, sendo 10 na direção do gol, podem passar a impressão de que o Fluminense amassou a Aparecidense. Uma prova de que números frios não refletem a realidade do jogo.

Quem assistiu ao jogo viu um time que não tinha paciência nem dinâmica para abrir espaços na defesa da equipe goiana. A missão de enfrentar um time que se fecha atrás é complexa, mas a Aparecidense não apresentava um sistema defensivo muito encaixado também.

O Tricolor tinha a posse, rondava a área a todo tempo, porém foram poucas as vezes que conseguiu gerar boas condições de finalização. E, quando as teve, desperdiçou. Primeiro com Everaldo. O camisa 9 recebeu após lindo corta-luz de Ganso e bateu rasteiro para a defesa de Matheus Alves.

Dali até o intervalo, o Fluminense teve dificuldade de encontrar soluções. Apostou em alguns chutes de fora da área sem direção. A noite pouco inspirada de Arias, que errou 12 passes apenas no primeiro tempo, contribuiu para a pouca produção ofensiva.

O time trocava passes de forma lenta, o que facilitava para que a Aparecidense bloqueasse as chances de finalização. A volta para o intervalo mostrou uma postura diferente, mais agressiva, mas que aos poucos se misturou com ansiedade. Especialmente depois que começou a perder muitas chances.

As duas primeiras com Keno, em batida da entrada da área após passe de calcanhar de Samuel Xavier, e em finalização da marca do pênalti em cruzamento de Nonato. Ambas foram finalizações que poderiam ser melhores e, por isso, deram possibilidade de defesa a Matheus Alves.

Em seguida, foi Freytes que teve três oportunidades consecutivas: uma batida para fora, outra defendida e uma terceira parando na trave. Nesse meio-tempo, Renato apostou na entrada de Lima no lugar de Martinelli para dar mais criatividade ao meio-campo.

A tentativa de aumentar a pressão sobre a Aparecidense, jogando o time para o ataque, teve o efeito colateral de abrir o campo de defesa. Especialmente após as jogadas de bola parada improdutivas do Tricolor, a equipe da Série D teve o contra-ataque aberto para abrir o placar.

Foram pelo menos três ótimas chances de mano a mano com a defesa desperdiçadas. Quem mais buscou o jogo, finalizações e criou chances foi quem encontrou a solução. Keno abriu o placar e deu o alívio da vitória ao Fluminense.

Porém, como mostraram as vaias dos torcedores ao apito final, a atuação ainda não dá confiança de um time preparado para vencer. Os desafios maiores estão no horizonte, e o time precisa de evolução rápida se quiser sonhar com voos mais altos na temporada.

O Ahli venceu por 3 a 1 e aguarda Al Nassr ou Kawasaki Frontale na decisão. Em caso de título, o treinador alemão Matthias Jaissle segue no cargo, mas um revés fará com que as conversas se intensifiquem por Ancelotti. A busca do Al Hilal é mais emergencial e envolve também a Seleção.

Eliminado da competição continental e a seis pontos do Al Ittihad faltando cinco rodadas para o término da Liga Saudita, o clube vê Jorge Jesus em fim de ciclo e já pensa em troca para o Mundial de Clubes. O português, por sinal, passa a ser o favorito na corrida para assumir o Brasil até a Copa do Mundo e já é sabido que a multa rescisória é de 2 milhões de euros a partir de maio.

O Ahli venceu por 3 a 1 e aguarda Al Nassr ou Kawasaki Frontale na decisão. Em caso de título, o treinador alemão Matthias Jaissle segue no cargo, mas um revés fará com que as conversas se intensifiquem por Ancelotti. A busca do Al Hilal é mais emergencial e envolve também a Seleção.

Eliminado da competição continental e a seis pontos do Al Ittihad faltando cinco rodadas para o término da Liga Saudita, o clube vê Jorge Jesus em fim de ciclo e já pensa em troca para o Mundial de Clubes. O português, por sinal, passa a ser o favorito na corrida para assumir o Brasil até a Copa do Mundo e já é sabido que a multa rescisória é de 2 milhões de euros a partir de maio.

Cruzeiro fechou o exercício de 2024 com mais de R$ 183 milhões em compromissos de pagamentos por direitos econômicos adquiridos de atletas. A lista inclui 13 clubes e mais jogadores detentores de partes de seus direitos.

O valor de atletas de destaque no time profissional, como Matheus Pereira e Kaio Jorge, além de jogadores da base, como o jovem Akiles, pupilo do time do cantor Gusttavo Lima, constam no balanço.

No documento, os valores descritos são os compromissos de pagamento realizados na temporada. Não necessariamente todos eles foram quitados completamente em 2024.

Em 2024, o Cruzeiro tinha compromissos financeiros para a compra de direitos dos laterais Wesley Gasolina, Villalba e Marlon; dos zagueiros João Marcelo e Villalba; dos volantes Matheus Henrique, Fabrizio Peralta e Walace e do meia Matheus Pereira; também dos atacantes Arthur Gomes, Juan Dinenno, Lautaro Díaz, Kaio Jorge e Wesley.

Também foram realizadas aquisições de dois atletas da base, em termos de direitos econômicos: o lateral Kauã Silva (vindo do Azuriz-PR, por R$ 50 mil) e Akiles, vindo do Paranavaí-PR, por R$ 600 mil.

Os maiores compromissos de pagamento realizados foram nas aquisições dos jogadores que vieram do futebol italiano. O Cruzeiro declarou: Walace (R$ 42,924 milhões), Kaio Jorge (R$ 39,9 milhões) e Matheus Henrique (R$ 27,089 milhões).

Com Matheus Pereira, foram R$ 17,695 milhões para o Al Hilal, da Arábia Saudita. Compromissos de compra de atletas já negociados pelo Cruzeiro também foram incluídos. É o caso dos R$ 4,826 milhões ao Palmeiras por Wesley, hoje no Internacional, e também os R$ 9,973 milhões ao Sporting, por Arthur Gomes, agora no Dinamo Moscou, da Rússia.

A ampliação do vínculo com Marlon, com a aquisição dos direitos econômicos do lateral, custaram ao clube R$ 2,68 milhões. Este valor vai diretamente para o lateral, negociado com o Grêmio recentemente.

Embalado pela vitória recente sobre o Fluminense, o Botafogo vira a chave para iniciar mais uma competição nesta semana: a Copa do Brasil, contra o Capital-DF, na quarta-feira. É o título que falta ao Alvinegro dentre as principais disputas nacionais; em 1999, o clube carioca fez sua melhor campanha, sendo vice em ano de Juventude campeão.

Às vésperas da estreia do Botafogo na terceira fase da Copa do Brasil, o ge lembra como foram as últimas participações do clube no torneio. O Alvinegro estreia nesta altura da competição por ter se classificado à Libertadores.

O retrospecto recente conta com um tabu nas oitavas de final - a próxima etapa do mata-mata, seguinte a uma possível classificação sobre o Capital na terceira fase. O jogo de volta do duelo contra o clube do Distrito Federal será no dia 22 de maio, no estádio Mané Garrincha.

Em quatro das últimas cinco participações na Copa do Brasil, o Botafogo ficou pelo caminho justamente nas oitavas. Há cinco anos, em 2020, o Alvinegro parou no Cuiabá. No ano seguinte, o clube carioca viveu uma exceção ao tabu, mas em cenário ainda mais desfavorável: o Botafogo foi eliminado ainda na segunda fase diante do ABC.

Desde então, foram três eliminações consecutivas nas oitavas de final da Copa do Brasil diante do América-MG (2022), Athletico-PR (2023) e Bahia (2024).

Contabilizando as últimas dez edições do torneio nacional, o Botafogo ainda acumula outra eliminação nas oitavas, em 2016. A melhor campanha recente do Alvinegro foi em 2017, quando o clube avançou até a semifinal da Copa do Brasil - e acabou eliminado pelo rival Flamengo, que foi vice para o Cruzeiro.

A campanha do vice

A melhor campanha do Botafogo na Copa do Brasil aconteceu em 1999. O clube chegou à decisão após eliminar Paysandu, Criciúma, São Paulo, Athletico-PR e Palmeiras. Na final, entretanto, o Juventude levou a melhor ao vencer a ida por 2 a 1 e segurar o empate por 0 a 0 na volta.

Últimas campanhas do Botafogo na Copa do Brasil

  • 2024: oitavas de final, eliminado pelo Bahia
  • 2023: oitavas de final, eliminado pelo Athletico-PR
  • 2022: oitavas de final, eliminado pelo América-MG
  • 2021: segunda fase, eliminado pelo ABC
  • 2020: oitavas de final, eliminado pelo Cuiabá
  • 2019: terceira fase, eliminado pelo Juventude
  • 2018: primeira fase, eliminado pela Aparecidense
  • 2017: semifinal, eliminado pelo Flamengo
  • 2016: oitavas de final, eliminado pelo Cruzeiro
  • 2015: terceira fase, eliminado pelo Figueirense

Para o duelo desta quarta-feira, contra o Capital, o Botafogo ainda não poderá contar com Santi Rodríguez, Nathan Fernandes e Marçal - este foi anunciado nesta segunda-feira. O processo de recuperação do uruguaio é considerado o mais delicado; ele vem de lesão sofrida contra o Bragantino, há duas semanas. O trio trabalha para ser integrado contra o Internacional, no dia 11 de maio, pelo Brasileirão.

Com 37 anos de carreira no futebol, Cléber já havia dito no ano passado que estudava havia algum tempo a mudança de auxiliar para treinador. No período de Flamengo, por exemplo, acabou cedendo mais espaço para Matheus Bachi auxiliar o pai justamente para preparar o terreno para a mudança.

No Santos, agora, terá a chance de colocar em prática a possibilidade de alavancar a carreira justamente ao lado de Matheus, que chega para ser seu auxiliar técnico número 1. Até então tido como o interino do clube, César Sampaio retorna à comissão fixa alvinegra.

Ficha técnica

  • Nome: Cléber Márcio Serpa Xavier
  • Nascimento: 29 de março de 1964, em Alegrete, RS
  • Carreira: como treinador de base, trabalhou em Inter e Grêmio. Como auxiliar no profissional, trabalhou com Tite no Grêmio, São Caetano, Corinthians, Atlético-MG, Palmeiras, Al Ain, Internacional, na Seleção e no Flamengo.
  • Títulos: campeão gaúcho e da Copa do Brasil pelo Grêmio; pelo Inter, Copa Sul-Americana e Gaúcho em 2008. No Corinthians, dois Brasileiros (2011 e 2015), Libertadores (2012), Mundial (2012), Paulista e Recopa (2013). Pelo Flamengo, Campeonato Carioca (2024). Na Seleção, foi a duas Copas (2018 e 2022). Conquistou a Copa América de 2019.

Dorival e sua comissão estreiam no comando do Timão na próxima quarta-feira, a partir das 21h30 (horário de Brasília), contra o Novorizontino, pela Copa do Brasil. O duelo será disputado em Novo Horizonte, no interior do estado de São Paulo.

Depois de acompanhar a goleada sofrida para o Flamengo, por 4 a 0, Dorival voltou a São Paulo, se apresentou pela manhã no centro de treinamento, assinou contrato, foi anunciado e logo depois foi ao gramado para acompanhar a atividade dos reservas.

Segundo as informações divulgadas pelo Corinthians, a atividade foi composta por um exercício de posse de bola e outro de enfrentamento tático. O executivo Fabinho Soldado, principal responsável pela negociação com Dorival, acompanhou todo o treinamento no campo.

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