

Há vários pontos positivos sobre nossa mente imperfeita. Na imagem, uma silhueta humana de frente para o céu. — Foto: Getty Images (via BBC)
“A memória”, escreve o neurocientista Charan Ranganath em seu novo livro Why We Remember ("Por que nos lembramos", em tradução livre), “é muito, muito mais do que um arquivo do passado; é o prisma através do qual vemos a nós mesmos, aos outros e ao mundo”.
Ranganath é professor de psicologia na Universidade da Califórnia, na cidade de Davis, e passou os últimos 30 anos explorando os processos cerebrais por trás da nossa capacidade de recordar, de lembrar — e de esquecer.
Ele argumenta que muitas das nossas suposições comuns sobre a memória são equivocadas; suas aparentes falhas muitas vezes surgem de seus recursos mais úteis, criando uma flexibilidade cognitiva que tem sido essencial para a nossa sobrevivência.
Ele conversou com David Robson, jornalista especializado em ciência, a respeito desse conhecimento de ponta sobre o cérebro e as maneiras através das quais podemos usar esse saber para fazer melhor uso de nossas mentes perfeitamente imperfeitas.
Charan Ranganath - As memórias são formadas por meio de mudanças na força das conexões entre os neurônios. Algumas destas ligações não serão tão boas, enquanto outras serão mais fortes e eficazes.
O princípio da aprendizagem baseada em erros significa que, quando você tenta recuperar essas memórias, sua lembrança sempre será um pouco imperfeita.
E assim, quando o cérebro tenta extrair essa memória e você a compara com a informação real, essas redes podem enfraquecer os vínculos ruins e fortalecer os vínculos bons.
A implicação é que extrair o material que você está tentando aprender é a melhor maneira de aprender mais, porque expõe essas fraquezas e, portanto, dá ao seu cérebro a chance de otimizar essas memórias.
É por isso que técnicas de aprendizagem ativa — como dirigir por um bairro em vez de apenas procurá-lo no Google Maps, ou atuar em uma peça em vez de ler o roteiro repetidas vezes — são tão eficazes.

Nossa memória maravilhosamente falha faz parte da nossa identidade. — Foto: Getty Images (via BBC)
Ranganath - Uma analogia que gosto de fazer é imaginar que vou até sua casa e questiono: Por que você não é acumulador? Por que você simplesmente não guarda tudo?
Se não esquecêssemos nada, estaríamos acumulando memórias e você nunca conseguiria encontrar o que deseja, quando deseja.
No momento, estou hospedado em um hotel e não faria sentido lembrar o número deste quarto daqui a duas semanas. Da mesma forma, pense em todas as pessoas por quem você passa na rua. Você realmente precisa memorizar todos os seus rostos?
Ranganath - O problema, à medida que envelhecemos, não é necessariamente que não possamos formar memórias, mas que não nos concentramos nas informações que precisamos lembrar.
Tornamo-nos mais distraídos e todas essas coisas fúteis surgem às custas do que importa. E assim, quando tentamos recordar essas memórias, não conseguimos encontrar a informação que procuramos.
Ranganath - Existem três princípios básicos. Um deles é a distinção. Nossas memórias competem entre si e, portanto, quanto mais você conseguir fazer algo se destacar, melhor.
Memórias vívidas associadas a imagens, sons e sentimentos únicos — são elas que vão ficar por aqui. Portanto, focar nos detalhes sensoriais, em vez de ficarmos presos na cabeça, realmente nos ajuda a lembrar melhor.
A segunda estratégia é encorajar uma maior organização das suas memórias de uma forma que as torne mais significativas. No livro, discuto o método do “palácio da memória”, que envolve associar a informação que você deseja aprender com a informação que você já possui.
Em terceiro lugar, podemos criar pistas. Procurar uma memória é muito trabalhoso e algo sujeito a erros; é melhor que as memórias surjam em nossa cabeça. Criar dicas pode ajudar que isso aconteça.
Sabemos, por exemplo, que as músicas podem evocar naturalmente memórias de períodos específicos da sua vida. E há muitas outras dicas do dia a dia que você pode usar.
Se estou tentando me lembrar de levar o lixo para fora, vou me imaginar caminhando até a porta e depois olhar para a lata de lixo. Como resultado, quando eu chegar à porta na vida real, isso servirá como uma dica de que devo levar o lixo para fora.

'Pistas' no dia a dia podem turbinar a memória. — Foto: Getty Images (via BBC)
Ranganath - Temos “esquemas” que nos ajudam a lembrar com menos esforço.
Imagine que você acabou de ir ao banco. Você já tem muito conhecimento sobre os tipos de eventos que acontecem no banco e os tipos de coisas que não acontecem.
Isso permite restringir o alcance das informações que você precisa lembrar. Os esquemas atuam como o tecido conjuntivo que permite pegar esses novos [dados] e aplicá-los. Mas às vezes os esquemas preenchem muitos espaços em branco, com detalhes errados.
A segunda razão é que as memórias mudam com o tempo. Isso é muito importante, porque é desejável atualizar as memórias.
Se você viu um parente que não via há muito tempo e seu rosto mudou em relação à primeira vez que você o viu, você precisa criar uma memória mais precisa da aparência dele. Mas às vezes a nossa imaginação pode infiltrar-se na memória.
Ranganath - Quando compartilhamos memórias com outras pessoas, isso pode fazer com que as memórias sejam atualizadas. Quando estou explicando um acontecimento para você, o ato de te contar aquela história pode mudar a maneira como me lembro dela.
Suas reações à maneira como conto a história, por exemplo, moldarão minha memória dela mais tarde; pode se tornar mais engraçada.
Ou você pode até me dar algumas informações adicionais — mas errôneas — que podem penetrar na minha memória: fico confuso entre o que realmente aconteceu e o que você me disse enquanto eu explicava o que aconteceu.
Eu diria que muitas das nossas memórias já não são [puramente] nossas: são memórias coletivas.
Ranganath - Escrever o livro, em particular, deu-me um incentivo para preservar a minha memória. Agora, estou tentando fazer exercícios regularmente e estou muito atento à minha dieta, para garantir que manterei minha saúde cognitiva na velhice.
Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta terça-feira (21), recursos contra a decisão que absolveu o senador Sergio Moro (União Brasil-PR).
Na prática o senador vai manter o mandato parlamentar.
Prevaleceu o voto do relator, ministro Floriano de Azevedo Marques. Votaram na linha do relator os ministros André Ramos Tavares, Cármen Lúcia, Nunes Marques, Isabel Gallotti, Raul Araújo e o presidente da Corte,Alexandre de Moraes.
Após a decisão, Moro publicou uma mensagem em uma rede social onde comemorou a decisão. Segundo ele, diante do resultado, os votos que recebeu foram respeitados (leia texto completo no fim desta reportagem).
É possível recorrer no próprio TSE com os chamados embargos de declaração ou, se houver questão constitucional, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Marques iniciou seu voto afirmando que o dever do julgador é se pautar por isenção e objetividade. Ao longo de uma hora e quarenta de voto, o ministro analisou cada acusação.
O relator sustentou que, em relação às condutas que levam à inelegibilidade e tratam de irregularidades de gastos, elas ficam configuradas quando há "gravidade" e "relevância jurídica do fato apurado".
Em relação a uma das acusações — de irregularidades em gastos eleitorais — o ministro pontuou que "a aprovação das contas de um candidato com ressalvas não acarreta necessariamente cassação e inelegibilidade".
Marques considerou que não houve provas do uso indevido dos meios de comunicação.
"Não restou caracterizada nos autos a caracterização do uso irregular ou abusivo dos meios de comunicação".
Sobre a suposta compra de apoio político, o ministro pontuou que, "em que pese as suspeitas sobre estes pagamentos, nem as alegações dos recorrentes, nem provas colhidas permitem um juízo isento de dúvida razoável sobre o fato".
Marques também não viu provas do desvio de finalidade, que teria ocorrido no suposto repasse irregular de recursos dos fundos partidário e de campanha.
"Não há prova clara e convincente no tocante às alegações do desvio de finalidade".
"Condenar alguém pela prática de caixa 2 ou lavagem de dinheiro baseado apenas em suposições tampouco é conduta correta condizente à boa judicatura", completou.
O ministro André Ramos Tavares foi o segundo a votar. Seguiu o relator.
"Registro que o caso em julgamento é permeado por elemento probatório que, a meu ver, é frágil", declarou o ministro.
A ministra Cármen Lúcia apresentou o terceiro voto. Seguiu o posicionamento de Marques. Ressaltou, no entanto, os gastos realizados na pré-campanha.
"O quadro que se mostra não é exatamente um modelo ético de comportamento na pré-campanha, que precisa ser levado em consideração", declarou.
"É preciso apenas alertar que esté período não é algo tolerável para qualquer tipo de comportamento", completou.
Cármen Lúcia pontuou, no entanto, que não há comprovação de irregularidades.
"Não se pode ter como comprovada, acima de qualquer dúvida nem que tenha havido gastos excessivos, nem que tenha havido lesão a erário público, ou mesmo abuso dos meios de comunicação, menos ainda dolo eventual eleitoral neste caso", pontuou.
O voto de Nunes Marques consolidou a maioria contra os recursos. Para o ministro, não há provas suficientes de irregularidades. Na sequência, os ministros Raul Araújo e Isabel Gallotti se associaram à maioria.
O presidente Alexandre de Moraes iniciou seu voto afirmando que é necessária uma alteração no sistema eleitoral brasileiro sobre a pré-campanha. Defendeu que é preciso uma "regulamentação melhor". O ministro também apontou que não há indícios de irregularidades.
A Corte Eleitoral avalia pedidos apresentados pelo PL e a Federação Brasil da Esperança (que reúne PT, PCdoB e PV) para rever a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, que rejeitou as acusações de abuso de poder econômico, caixa dois e uso indevido dos meios de comunicação.
Na prática, o tribunal regional manteve o mandato de Moro como senador.
O caso começou a ser julgado na última quinta-feira (16). Na ocasião, o relator, ministro Floriano de Azevedo Marques, apresentou um resumo do andamento do caso.
Na sessão desta terça, antes do voto do relator, os advogados dos envolvidos do processo e o Ministério Público Eleitoral apresentaram seus argumentos.
A disputa jurídica começou no Paraná, com a apresentação de duas ações de investigação eleitoral contra Moro e seus suplentes – Luis Felipe Cunha e Ricardo Augusto Guerra. Esse tipo de processo pode levar políticos à inelegibilidade por oito anos, ou seja, a proibição de concorrer a cargos eletivos nesse período.

Sergio Moro (União Brasil) durante a campanha de 2022, alvo das ações. — Foto: Amanda Menezes/RPC
Nas ações, o PL e a Federação Brasil da Esperança acusaram o grupo de irregularidades nos gastos realizados na pré-campanha e nos repasses de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.
Para as siglas, houve abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação, compra de apoio político e arrecadação ilícita de recursos na pré-campanha. O grupo pediu a cassação dos mandatos, a aplicação da inelegibilidade e nova eleição para cargo de senador no estado.
Por 5 votos a 2, o TRE do Paraná rejeitou os pedidos. Os magistrados consideraram que não há provas das irregularidades apontadas.
Ao recorrer ao TSE, o PL a Federação Brasil da Esperança reforçaram acusações de irregularidades e os pedidos para a condenação de Moro e de seus suplentes.
Já a defesa do parlamentar negou atos ilícitos e pediu a manutenção da decisão do tribunal no Paraná.
Em parecer, o Ministério Público Eleitoral defendeu na Corte Eleitoral a rejeição dos recursos. O MP Eleitoral pontuou que não há "prova clara e convincente" das alegações de desvio de finalidade apresentadas pelos partidos que recorreram.
Após a decisão, Moro publicou um texto em uma rede social em que comemorou a decisão do TSE. Segundo o senador, dessa forma, os votos que recebeu foram respeitados.
"Os boatos sobre a cassação de meu mandato foram exagerados. Em julgamento unânime, técnico e independente, o TSE rejeitou as ações que buscavam, com mentiras e falsidades, a cassação do meu mandato. Foram respeitadas a soberania popular e os votos de quase dois milhões de paranaenses. No Senado, casa legislativa que integro com orgulho, continuarei honrando a confiança dos meus eleitores e defendendo os interesses do Paraná e do Brasil", escreveu o senador.
Enquanto ocorria a votação do TSE, Moro permaneceu em seu gabinete, no Congresso. Só saiu do local após o resultado da votação, mas não deu declaração. Enquanto caminhava em direção ao elevador, disse apenas: "temos que elogiar a independência do judiciário brasileiro."
O senador estava acompanhado de sua esposa, a deputada Rosangela Moro (União-SP).
A deputada também publicou um texto nas redes sociais após o resultado. Ela classificou o julgamento como " mais uma dura batalha" na vida dos dois.
“Vencemos! Mais uma dura batalha em nossas vidas. O TSE honrou os votos de quase dois milhões de eleitores do Paraná e reconheceu a absoluta correção da campanha eleitoral do senador Sergio Moro. Hoje é dia para enaltecer a justiça, agradecer aos familiares, amigos, eleitores e equipes que nos acompanharam a cada dia nessa jornada de injustiças. Que venham as próximas batalhas. Que os perdedores aprendam a aceitar a derrota, pois essa é a verdadeira essência da democracia", escreveu Rosangela.
Susana Vieira falou, ao "Fantástico", sobre seu estado atual de saúde. Em entrevista ao programa deste domingo (19), a atriz explicou que tem Leucemia Linfocítica Crônica e Anemia Hemolítica Autoimune.
"Tenho Leucemia Linfocítica Crônica, que é uma doença que não tem cura e não adianta fazer transplante de medula", explicou.
"E eu tenho uma outra doença de sangue, que se chama Anemia Hemolítica Autoimune. É óbvio que com à medida que você vai ficando com mais idade, você fica preocupada. Então essa doença, parece que foi Deus, me deixou em paz. Ou eu estou mais em paz talvez", afirmou.
Aos 81 anos, Susana também explicou que as duas doenças estão em remissão. E falou sobre, também, sobre seus cuidados com a saúde e boa forma.
"A disciplina de fazer os exercícios, que eles mandam. E eu como tudo, arroz, feijão, muita farinha. Como de tudo, pão, manteiga, tudo."
"Esse negócio de fazer coisas na cara, de se encher de coisa, não me chama a atenção, porque eu não precisei. Como não precisei, não faço. Eu não sou contra quem faz. A minha testa, na hora que eu achei que me incomodou, eu botei um botox. Mas já sofri tanta injeção na vida por causa da doença que eu tive...", explicou a atriz.
Susana também falou sobre a biografia "Senhora do meu destino", que acaba de ser lançada e que a atriz assina com o escritor Mauro Alencar.
O título da obra é uma homenagem ao nome da novela na qual ela interpretou a personagem Maria do Carmo, em 2004.
"Eu considero [meu maior papel]. Papel título sempre é bom. Eu transformo qualquer coisa em ouro. Mas em termos de popularidade, em termos de personagem cheio, brasileiro, dificílimo fazer uma mulher brasileira sendo eu paulista, mas criada no Rio de Janeiro", afirmou a atriz.
Susana ainda relembrou que, inicialmente, era para ela ter feito o papel de Nazaré, que ficou a cargo de Renata Sorrah. "Eu nunca faria igual".
Ao final da entrevista, a apresentadora Poliana Abritta questionou quais os desejos da atriz hoje.
"Muita coisa. Mas continua ligada no amor, no sexo. O que quero dizer, é que quando você continua desejando alguma coisa, você continua viva, bonita. Deseje. Que seja um pão com manteiga, que seja um emprego melhor. Deseje um homem, uma mulher. Deseje. Meu verbo não é sonhar, é desejar. Deseje o que for."
Cientistas acreditam que podem ter resolvido o mistério de como 31 pirâmides — incluindo o célebre complexo de Gizé — foram construídas há mais de 4 mil anos no Egito.
Uma equipe de pesquisa da Universidade da Carolina do Norte em Wilmington, nos Estados Unidos, descobriu que as pirâmides provavelmente foram construídas ao longo de uma antiga ramificação há muito tempo perdida do Rio Nilo, que agora está escondida sob desertos e terras agrícolas.
Há muitos anos, os arqueólogos acreditam que os antigos egípcios devem ter usado uma via navegável próxima para transportar materiais como os blocos de pedra, necessários para construir os monumentos.
Mas até agora, "ninguém tinha certeza da localização, da forma, do tamanho ou da proximidade desta megavia navegável em relação ao local das pirâmides", explica o professor Eman Ghoneim, um dos autores do estudo.

Ghoneim liderou a equipe de pesquisa que fez a descoberta — Foto: EMAN GHONEIM/UNCW/Via BBC
Em um esforço intercontinental, o grupo de pesquisadores utilizou imagens de radar via satélite, mapas históricos, levantamentos geofísicos e sondagem de sedimentos (uma técnica usada por arqueólogos para recuperar evidências de amostras) para mapear o "braço" do rio — que eles acreditam ter desaparecido devido a uma grande seca e tempestades de areia há milhares de anos.
A equipe conseguiu "penetrar na superfície da areia e produzir imagens de características ocultas" usando a tecnologia de radar, diz o estudo, publicado na revista científica Nature.
Entre elas, estavam "rios soterrados e estruturas antigas" localizados na encosta de onde se encontra a "grande maioria das pirâmides do Antigo Egito", acrescenta Ghoneim.

Pesquisadores dos EUA, Egito e Austrália participaram do mapeamento de Ahramat, como foi chamada esta ramificação do Rio Nilo — Foto: SUZANNE ONSTINE/Via BBC
Em conversa com a BBC, uma das coautoras do estudo, Suzanne Onstine, afirma que "localizar a verdadeira ramificação [do rio] e ter os dados que mostram que havia uma via navegável que poderia ser usada para o transporte de blocos mais pesados, de equipamentos, de pessoas, de tudo, realmente nos ajuda a explicar a construção das pirâmides".
A equipe descobriu que este "braço" do rio — que recebeu o nome de Ahramat ("pirâmide", em árabe) — tinha cerca de 64 quilômetros de comprimento e entre 200 metros e 700 metros de largura.
Ele margeava 31 pirâmides, que foram construídas entre 4,7 mil e 3,7 mil anos atrás.
A descoberta desse extinto "braço" do rio ajuda a explicar a alta densidade de pirâmides entre Gizé e Lisht (local de sepultamentos do Médio Império), no que é hoje uma área inóspita do Deserto do Saara.
A proximidade desta ramificação do rio com os monumentos sugere que ele estava "ativo e operacional durante a fase de construção destas pirâmides", afirma o artigo.
Onstine explica que os antigos egípcios poderiam "usar a energia do rio para transportar esses blocos pesados, em vez do trabalho humano".
"É simplesmente muito menos esforço", acrescenta.
O Rio Nilo foi a tábua de salvação do Antigo Egito — e continua sendo até hoje.
Tony Ramos está "lúcido, sem auxílio de aparelhos e estável" após cirurgia no cérebro realizada nesta quinta-feira (16), segundo informou boletim médico disponibilizado pelo Hospital Samaritano Botafogo.
O ator passou por uma cirurgia para drenar um hematoma subdural – um sangramento intracraniano. E, segundo boletim desta sexta-feira (17), "mostrou significativa melhora" em nova tomografia.
"O Hospital Samaritano Botafogo informa que o ator Tony Ramos foi submetido a uma cirurgia de drenagem de hematoma subdural (sangramento intracraniano) pela equipe do Dr. Paulo Niemeyer, na data de ontem (16/05)."
"O paciente realizou uma nova tomografia de crânio na manhã de hoje (17/05), que mostrou significativa melhora. Tony Ramos respira sem auxílio de aparelhos, está lúcido e seu estado de saúde é estável."
Na quinta-feira (16), a família do ator informou que a cirurgia – comandada pelo neurocirurgião Paulo Niemeyer Filho – terminou por volta das 19h30 e foi considerada bem-sucedida.
Tony Ramos foi internado após se sentir mal, pela manhã, e cancelar as gravações. O ator completou este ano 60 anos de carreira, sendo 46 anos na Globo. Seu trabalho mais recente no ar foi a novela "Terra e paixão".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que determina a volta da cobrança do seguro obrigatório de veículos terrestres, antes conhecido como DPVAT, e agora rebatizado de Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT).
O pagamento é obrigatório para qualquer proprietário de veículo automotivo, como carros, motos, caminhões e micro-ônibus, por exemplo. Esse seguro será usado para pagar indenizações a vítimas de acidentes de trânsito.
O texto, que foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (17), trouxe dois vetos em relação ao que havia sido aprovado pelo Senado Federal no último dia 8.
Lula derrubou da lei dois artigos que previam multa e penalidade de infração grave para os motoristas que não pagarem o seguro.
DPVAT é uma sigla para Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres. É um seguro nacional obrigatório, pago por todos os donos de veículos anualmente, como um imposto.
Até 2020, a cobrança acontecia em todo início de ano, no mês de janeiro. O valor da contribuição variava de acordo com o tipo de veículo, além de ser corrigido, também, anualmente.
O pagamento continuará acontecendo uma vez ao ano, e será obrigatório para os donos de veículos automotores terrestres.
O dinheiro arrecadado com a cobrança do seguro é destinado para as vítimas de acidentes de trânsito, independentemente do tipo de veículo e de quem foi a culpa.
Mas o pagamento dos benefícios às vítimas foi suspenso no fim do ano passado pelo esgotamento dos recursos arrecadados com o DPVAT.
Agora, serão reformuladas as regras e o governo volta a cobrar o seguro, que passará a se chamar Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT).
O SPVAT será de contratação obrigatória por todos os veículos automotores de vias terrestres, como carros, motos e caminhões, por exemplo.
O texto sancionado pelo presidente Lula destaca que "considera-se automotor o veículo dotado de motor de propulsão que circula em vias terrestres por seus próprios meios e é utilizado para o transporte viário de pessoas e cargas ou para a tração viária de veículos utilizados para esses fins, sujeito a registro e a licenciamento perante os órgãos de trânsito".
O valor do novo seguro só será definido posteriormente pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). No entanto, a lei sancionada já traz algumas pistas do que a população pode esperar.
Segundo o texto publicado no DOU, o pagamento do seguro será feito uma vez por ano e seu valor "terá como base de cálculo atuarial o valor global estimado para o pagamento das indenizações e das despesas relativas à operação do seguro".
A lei também determina que o pagamento será de abrangência nacional e que os valores podem variar de acordo com o tipo do veículo.
Segundo o relator da proposta no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), um estudo do Ministério da Fazenda estima que a tarifa deverá variar entre R$ 50 e R$ 60. A cobrança deve voltar a ocorrer em 2025.
O texto possibilita que a cobrança do seguro seja feita pelos estados junto ao licenciamento anual ou ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). As unidades federativas que seguirem esse caminho poderão receber até 1% do montante arrecadado anualmente pelo SPVAT.
O SPVAT tem como objetivo indenizar vítimas de acidentes de trânsito, independentemente de quem foi a culpa ou onde estava (se era pedestre ou motorista).
O seguro poderá pagar indenizações a vítimas de acidentes ou seus herdeiros em casos de:
Também poderá reembolsar despesas com:
Para solicitar o seguro, a vítima precisa apresentar o pedido com uma prova simples do acidente e do dano causado pelo evento.
Em caso de morte, é preciso apresentar certidão da autópsia emitida pelo Instituto Médico Legal (IML), caso não seja comprovada a conexão da morte com o acidente apenas com a certidão de óbito.
O valor da indenização ou reembolso será estabelecido pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). O órgão também será responsável por definir os percentuais de cobertura para cada tipo de incapacidade parcial.
Apesar de não haver definições sobre valores, o projeto de lei já deixou de fora da cobertura de reembolsos:
O motorista que não fizer o pagamento do SPVAT não poderá fazer o licenciamento e nem circular em via pública com o veículo. Caberá ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran) garantir o cumprimento da lei.
Antes, o texto previa que o não pagamento do SPVAT resultaria em penalidade no Código de Trânsito Brasileiro, equivalente a uma multa por infração grave, hoje de R$ 195,23. Mas, o presidente Lula vetou o trecho.
A cobrança do seguro, que é pago por todos os proprietários de veículos, foi suspensa no início do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2020. Desde então, a Caixa Econômica Federal ficou responsável por administrar os recursos que já haviam sido arrecadados.
Segundo o governo, o dinheiro disponível foi suficiente para pagar os pedidos de seguro das vítimas de acidentes de trânsito até novembro do ano passado. De lá para cá, os pagamentos foram suspensos.
A nova regulamentação possibilitará tanto a volta da cobrança quanto a dos pagamentos do seguro.
O ex-jogador de futebol Daniel Alves, condenado por ter estuprado uma mulher em uma boate na Espanha, abriu uma nova empresa apenas um mês depois de deixar a prisão, em liberdade provisória.
Segundo informações do jornal esportivo Marca, Alves registrou, em abril, a empresa OQP Sport & Management no Registro Comercial de Barcelona, na Espanha. O negócio, em que ele é o único sócio e administrador, fará a gestão de direitos de imagem e o agenciamento de esportistas.
E não é a primeira vez que o ex-jogador se lança no mundo dos negócios. Ele já teve, com sua ex-mulher, Dinorah Santana, outras empresas de agenciamento de imagem e carreira.
Alves abriu a empresa pouco tempo depois de deixar a cadeia, após pagar uma fiança de 1 milhão de euros para aguardar a sentença definitiva do caso em que é acusado de estrupo.
Em fevereiro, Alves foi condenado a quatro anos e meio de prisão pelo crime de agressão sexual - ele foi acusado de estuprar uma mulher em uma boate em Barcelona. A defesa, no entanto, recorreu da sentença e, na sequência, pediu para que o brasileiro aguardasse a deliberação final em liberdade.
O brasileiro estava preso preventivamente desde janeiro de 2023.
Nesse período, o ex-jogador teve negados quatro pedidos para aguardar em liberdade. Em março, no entanto, a Justiça espanhola aceitou conceder liberdade provisória.
A prisão do influenciador digital Eric Trem Bala, de 32 anos, que promovia rifas de carros de luxo na internet gerou um alerta para os usuários das redes sociais. O Ministério da Fazenda afirmou que venda de rifas são proibidas no Brasil, exceto as que são realizadas por entidades beneficentes (entenda mais abaixo).
Trem Bala é investigado por exploração de jogos de azar, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem tributária. Além da prisão dele, outros quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos, todos nesta terça-feira (16), em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
De acordo com a investigação, ele sorteava estes carros de luxo por meio de aquisição de cotas a valores baixos, a partir de R$ 0,10, divulgadas e ofertadas pelas redes sociais dele. Estes prêmios, apesar de serem entregues, eram sorteados para pessoas próximas a ele.
O Ministério da Fazenda explicou em quais ocasiões e quais entidades estão permitidas a fazer sorteios de rifas. Veja abaixo:
De acordo com o Ministério da Fazenda, as rifas são proibidas no Brasil. Entende-se como rifas sorteios com a venda de bilhetes numerados, ao estilo da Loteria Federal.
A única forma de sorteio com venda de bilhetes permitida no país é a realizada por entidades beneficentes.
O sorteio de rifas de entidades beneficentes foi autorizado pela Lei 5.768/1971 e regulada pelo Decreto 70.951/1972. A venda de rifas deve ser autorizada pelo Ministério da Fazenda, por meio da Secretaria de Prêmios e Apostas.
A entidade beneficente deve encaminhar o pedido de autorização por meio do Sistema de Controle de Promoções Comerciais (SCPC), um sistema gerenciado pelo Ministério da Fazenda e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
O Ministério da Fazenda ainda reforçou que as regras para as organizações sem fins lucrativos precisam apresentar documentação, regulamento do sorteio e pagar uma taxa de autorização.
De acordo com a Polícia Civil, com o influenciador Trem Bala foram apreendidos nove veículos, entre eles uma carreta, uma moto, um jet ski e carros de luxo que, juntos, valem mais de R$ 4 milhões.

Trem Bala ostenta veículos de luxo pelas redes sociais. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
"Isso demonstra claros indícios de manipulação desses sorteios. Além dos veículos, dos bens, ele sorteava cotas de Pix. Fazia transferências de R$ 50 mil, R$ 30 mil, R$ 10 mil para as pessoas sorteadas, mas de números fraudados através de softwares. A investigação prossegue", esclareceu o delegado Magno Machado.
A investigação também aponta para "clara lavagem de dinheiro", com movimentações milionárias, acompanhadas de sonegação fiscal. Trem Bala ostentava uma vida de luxo nas redes sociais, com veículos avaliados em mais de R$ 1 milhão, incompatível com o que ele declarava.
A polícia relata que os jogos de azar on-line estão cada vez mais comuns, com o envolvimento de influenciadores sorteando carros de luxo e mansões. Geralmente, vêm associadas a lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes fiscais.
Exploração de jogos de azar para obtenção de lucro para pessoas físicas ou jurídicas é crime previsto pelo Código Penal Brasileiro, sendo permitida apenas para entes governamentais.
O g1 tenta contato com a defesa de Eric Trem Bala.
O Brasil foi escolhido pela Fifa como sede da Copa do Mundo Feminina de Futebol de 2027. O anúncio foi feito durante a madrugada desta sexta-feira (17), no Congresso da federação em Bangkok, na Tailândia. Veja a lista de prováveis estádios mais abaixo.
Esta será a primeira vez na história que a competição feminina será disputada na América do Sul. O Brasil já havia recebido duas copas masculinas, em 1950 e em 2014.
"Vivemos hoje um dia histórico em Bangkok. Essa é uma vitória do futebol feminino mundial. Garanto a todos vocês que o Brasil fará a melhor Copa do Mundo Feminina da história", disse o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues.
Bélgica, Alemanha e Holanda também haviam apresentado uma candidatura conjunta que concorria contra a proposta brasileira. Já os Estados Unidos e o México haviam desistido da disputa em abril.
Na votação desta sexta-feira, o Brasil venceu por um placar de 119 votos a 78 para Bélgica, Alemanha e Holanda.
Durante o congresso desta sexta-feira, as comitivas tiveram 15 minutos para fazer uma apresentação final. O Brasil apostou na defesa da sustentabilidade, desenvolvimento esportivo, liderança feminina no futebol e direito das mulheres.
Segundo o ge, a campanha do Brasil propôs o uso de 10 estádios que foram palco de jogos da Copa de 2014, com abertura e final no Maracanã. No entanto, a programação pode ser alterada pela Fifa.
O slogan da candidatura brasileira foi "Uma Escolha Natural". O processo foi apoiado pelo governo federal, que criou um grupo de trabalho em outubro de 2023 para ajudar na análise dos requisitos da candidatura.
Em fevereiro deste ano, uma comitiva de especialistas de várias áreas visitou o Brasil para uma análise técnica da candidatura. O país recebeu nota 4, em uma escala que vai até 5. Bélgica, Alemanha e Holanda receberam nota 3,7.
A última Copa do Mundo Feminina foi sediada na Austrália e na Nova Zelândia. A competição, disputada em agosto de 2023, consagrou a seleção da Espanha como campeã. O Brasil caiu ainda na fase de grupos.

Duda Pavão durante apresentação do Brasil no Congresso da Fifa, em Bangkok — Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha
Veja os estádios que o Brasil propôs para a Copa de 2027:

Debinha marca para o Brasil contra a França pela Copa do Mundo de 2023 — Foto: Reuters
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, votou para invalidar pontos da nova Lei de Improbidade Administrativa. A norma, que pune acusados de irregularidades na gestão de recursos públicos, foi alterada pelo Congresso em 2021.
Moraes é o relator do caso. Ele concluiu a apresentação do seu voto nesta quinta-feira (16).
O magistrado considerou inválidos os seguintes trechos da lei:
Após a apresentação do voto do relator, o ministro Gilmar Mendes pediu vista, ou seja, mais tempo para análise do voto apresentado por Moraes.
Ainda não há data para a retomada do julgamento da ação da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp).
O Google anunciou um recurso para o Android que funciona como uma espécie de "modo ladrão". A novidade, criada para combater roubos, poderá bloquear a tela do celular ao identificar que alguém arrancou o aparelho de sua mão abruptamente.
Chamada de "Theft Detection Lock" ("bloqueio de detecção de roubo"), a novidade foi revelada durante o Google I/O, evento anual da empresa para desenvolvedores, e estará disponível ainda este ano em dispositivos a partir do Android 10, segundo a empresa
"Esse recurso usa a inteligência artificial do Google para detectar se alguém arranca seu telefone de sua mão e tenta correr, andar de bicicleta ou ir embora", explica a gigante das buscas.
Com isso, o "Theft Detection Lock" será útil em casos como o da "gangue da bicicleta", em que criminosos atacam pedestres distraídos para roubar aparelhos celulares. A ação se tornou frequente especialmente na região central da cidade de São Paulo.
Também no evento, a empresa anunciou mais medidas contra roubo e furto do smartphone. A tela do dispositivo passará a será bloqueada quando o sistema identificar muitas tentativas de autenticação sem sucesso.
O acesso aos conteúdos do celular também será trancado caso o criminoso tente desconectar o aparelho por várias vezes seguidas.

Android terá 'modo ladrão' que bloqueia tela do celular caso alguém o arranque de sua mão — Foto: Reprodução/Google
O narrador esportivo Silvio Luiz morreu nesta quinta-feira (16), em São Paulo, aos 89 anos. A informação foi confirmada pelo Hospital Oswaldo Cruz, onde ele estava internado desde o dia 8 de maio.
Segundo o hospital, o narrador faleceu às 9h40, em decorrência de falência de múltiplos órgãos. Ele deixa três filhos e a esposa.
"O Hospital Alemão Oswaldo Cruz informa que o paciente, Sr. Sylvio Luiz Perez Machado de Souza, 89, faleceu nesta quinta-feira (16) às 9h40, em decorrência de falência de múltiplos órgãos. O narrador esportivo e jornalista estava internado na UTI do Hospital desde o dia 8 de maio. O Hospital Alemão Oswaldo Cruz lamenta o falecimento, a direção, equipe médica e assistencial se solidarizam com os familiares e amigos neste momento de dor."

Silvio Luiz, jornalista esportivo — Foto: ANTÔNIO CHAHESTIAN/RECORD
Anteriormente, em 7 de abril, ele já havia sido internado, após passar mal durante a transmissão da final do Campeonato Paulista entre Palmeiras e Santos.
O narrador estava participando da transmissão online da Record ao lado dos humoristas Bola e Carioca quando um dos colegas sinalizou para a produção que ele não estava bem.
Silvio teve dificuldades para falar e precisou ser socorrido pelos bombeiros. Foi levado para o Hospital Oswaldo Cruz, onde ficou internado até 30 de abril, quando teve alta após passar por exames.
Silvio Luiz é um dos maiores nomes do jornalismo esportivo brasileiro.
O narrador eternizou diversos bordões no mundo do futebol, dentre eles:
Silvio imortalizou pelo menos 10 bordões que, entre 2011 e 2016, foram utilizados no jogo de videogame Pro Evolution Soccer (PES) narrando e comentando as partidas online.
Mais recentemente, sua voz poderia ser usada para orientações de trânsito no aplicativo Waze de direção.
Outra marca de Silvio foi ter deixado as transmissões esportivas menos sérias. Ele protagonizou o primeiro palavrão da televisão no país.
"O Luizinho, que é o Pequeno Polegar, foi expulso num jogo do Corinthians e eu, naquele afã de repórter muito metido, falei: ´O que houve, Luiz´? Ele falou: 'Esse filho da p… me expulsou'. Porra, 1953! Filha da p… na televisão era um negócio que foi parar na Câmara de Vereadores, proibida a entrada dos repórteres. Agora, que culpa eu tenho se ele falou que o juiz era filho da p…?", contou Silvio Luiz em entrevista ao portal UOL.
Silvio participou da transmissão de seis Copas do Mundo e nove Olimpíadas e apresentou programas esportivos no Grupo Bandeirantes, na Record, no SBT e na RedeTV!.

Silvio Luiz ao lado de Pelé e Rivelino — Foto: Reprodução/Redes sociais
Foi vencedor de dois prêmios Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo), um como narrador de TV, em 2015, e outro pela indicação da diretoria do concurso, em 2010.
Em 2012, venceu o Prêmio Comunique-se como melhor locutor esportivo.
A ligação com o futebol foi além das telas e dos rádios: aos 31 anos, se formou como árbitro na Federação Paulista de Futebol e apitou partidas durante cinco anos.
Silvio também foi ator. No final da década de 1980, fez dois papéis em novelas da TV Record.
O humorista Carioca, colega de trabalho de Silvio, usou as redes sociais para prestar homenagens.
"Nossa ultima foto, Descanse em paz meu ídolo, amigo, pai, companheiro de trabalho. Muito obrigado Senhor por ter colocado o @silvioluizbarbas na minha vida… Inacreditavelmente era um menino que o amava pela TV, virei amigo e colega de trabalho. Silvio te amarei pra sempre, pra sempre. Vc é exemplo, quero ser como vc, trabalhar e fazer o q gosta até o final. Te amo. Um Bjo pra Marcia, Ale, Andre e Teca"

Postagem homenagem Silvio Luiz — Foto: Reprodução/Redes Sociais
O apresentador Marcos Chiesa, conhecido como Bola e também amigo de profissão do narrador, lamentou o falecimento.
"Que dia triste tá loco. Graças a Deus tive a oportunidade de falar pra vc em vida a honra e o privilegio que tive em trabalhar ao seu lado. Que Deus te receba de braços abertos meu irmão @silvioluizbarbas e que conforte a família e amigos. Muito obrigado pelo carinho risadas e lições mestre. Que dia triste.Vai fazer muita falta", escreveu.

Jornalista esportivo Antero Greco — Foto: Reprodução/Redes sociais
O jornalista esportivo Antero Greco morreu nesta quinta-feira (16), em São Paulo, aos 69 anos. A informação foi confirmada pela ESPN, emissora para a qual trabalhava.
Greco foi diagnosticado com um tumor no cérebro em 2022. No dia 12, o profissional foi internado no Hospital Beneficência Portuguesa, na unidade Mirante, na capital paulista.
O corpo de Greco será velado no Cemitério do Redentor, ao meio-dia. O enterro deve ocorrer às 16h.

Postagem da ESPN sobre a morte de Antero Greco — Foto: Reprodução/Redes sociais
Antero era formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Começou sua carreira profissional no início dos anos 70, no Estadão, onde foi editor de Esportes.
Também atuou como editor e colunista no então Diário Popular. No início dos anos 90, foi comentarista de futebol na Rede Bandeirantes.
O jornalista teve uma passagem marcante pela ESPN Brasil. A dupla que formava com Paulo Soares, a quem se referia como "Paulo Amigão", ficou conhecida pelo entrosamento e risadas marcantes no programa de fim de noite "SportsCenter".

A dupla Paulo Amigão e Antero Greco na apresentação do SportsCenter, em 2002 — Foto: Reprodução/Redes sociais
Amigos e colegas de profissão lamentaram a morte nas redes socias.
"Um sujeito amável, doce, de astral sempre elevado, solidário, humilde, parceiro… um jornalista admirável, exemplar, de conduta impecável. A saudade que fica é do tamanho do seu coração. Obrigado por tanto, Anterito. Esteja com Deus. Um beijo grande", escreveu o narrador Paulo Andrade.
"O Jornalismo, assim mesmo, com J maiúsculo, está de luto. Morreu nesta madrugada Antero Greco, um dos maiores ícones da história da ESPN e da comunicação no Brasil. Antero Greco deixa não só o Jornalismo órfão neste dia, mas também o fã de esporte que se acostumou a assistir à extraordinária dupla com Amigão durante tantas e tantas noites de SportsCenter. A TV brasileira perde um dos maiores. E a nós, da família ESPN, ficará a saudade e as grandes memórias proporcionadas por Antero. Nossos sentimentos aos familiares e amigos. Descanse em paz", disse, em nota, a ESPN.
Na semana passada, a revista “MIT Technology Review” apresentou um novo serviço, que oferece a imortalidade digital dos entes queridos aos usuários. Por enquanto restrito aos chineses, tem boas chances de alcançar um público bem maior. Para entender do que se trata, Zeyi Yang, autor da reportagem, conta a história de Sun Kai, que, uma vez por semana, faz uma videochamada com sua mãe. Fala do trabalho, das pressões que sofre, e se abre como não acontece nem com a mulher. A mãe tece comentários pontuais, pede que ele que se cuide (afinal, é seu único filho), mas, principalmente, ouve. A questão é que ela morreu há cinco anos.
A interlocutora de Sun não é uma pessoa de verdade, e sim uma réplica de sua mãe, capaz de conduzir conversas simples. Depois que ela faleceu de forma repentina, em 2019, o filho decidiu manter a conexão entre os dois. Cofundador da Silicon Intelligence, empresa de inteligência artificial baseada em Nanjing (Nanquim), reuniu um time para viabilizar o projeto. Providenciou uma foto e trechos de áudios trocados no WeChat, serviço de mensagens instantâneas chinês, e, depois de quatro meses de trabalho, estava criada uma versão digital de sua mãe: um avatar que fica num aplicativo de seu telefone – com quem se comunica regularmente.
Para Sun, o fato de o repertório se resumir a poucas linhas não tem importância. “Ela repetia as mesmas coisas, ouvi-la sempre me emociona”, resumiu para o repórter. Na China, já há meia dúzia de empresas oferecendo serviço semelhante e milhares de pessoas se interessaram. A tecnologia não é perfeita e os avatares ainda se apresentam meio robóticos, mas está amadurecendo. O preço da imortalidade digital vem caindo e se tornando acessível ao grande público. Em 2023, custava entre 2 mil e 3 mil dólares, valor que agora está na casa de algumas centenas.
A ironia é que os avatares dos mortos são, essencialmente, deepfakes: adulterações de vídeos com a utilização da inteligência artificial, como os que vêm sendo usados em golpes e campanhas difamatórias. Quanto mais dados sobre a vida de alguém forem fornecidos, como fotos, áudios, vídeos, mais realista o resultado. Sima Huapeng, outro cofundador e CEO da Silicon Intelligence, afirma que, se 1% dos 1.4 bilhão de chineses se dispuser a pagar, a ideia do sócio se transformará numa mina de ouro.
O mercado da “ressurreição” não acaba aí. Outra companhia chinesa, a Super Brain, também oferece videochamadas com um avatar do defunto, mas quem fala é um ser bem vivo: um empregado da firma ou um terapeuta se fazendo passar pela pessoa morta. Normalmente, o contratante é a família, que tenta proporcionar alguns momentos de alegria a um idoso que não sabe que o parente morreu.
O vídeo de uma audiência virtual viralizou após a ré abrir uma garrafa de cerveja durante o depoimento de uma testemunha. Rebeca Barbosa Oliveira era julgada pelos crimes de injúria e ameaça. Na sentença, o juiz a condenou por 'litigância de má-fé', por causa do seu comportamento durante o julgamento. 
O g1 conversou com a advogada criminalista Lívia Machado e o advogado Halison Edir, que explicaram os m
Ações feitas por uma das partes de um processo judicial, com intuito de prejudicar o andamento de um julgamento podem ser consideradas pelo juiz uma litigância de má-fé. A lei 3.105 de 2015 do Código do Processo Civil, traz alguns exemplos:
Na decisão que condenou Receba por litigância de má-fé, o juiz cita o "seu comportamento arriscado (temerário) no ato processual", ao abrir uma garrafa de cerveja. O termo 'comportamento temerário', significa que uma das partes pode estar colocando em risco outras pessoas ou a credibilidade de depoimentos e do processo.
A advogada Lívia Machado explica que no caso da audiência virtual que viralizou, o andamento do julgamento pode ter sido afetado justamente pela ré ter ingerido bebida alcoólica.
"O fato de a mulher estar ingerindo bebida alcoólica vai atrapalhar o andamento do processo. Por quê? Porque o seu interrogatório vai perder a credibilidade. E aí no caso poderia ter que fazer novo interrogatório, poderia que gerar outra audiência, então isso atrasaria o andamento do processo e geraria esse prejuízo para o processo. Então no caso eu entendo que sim, o fato da mulher estar ingerindo bebida alcoólica é sim uma litigância de má-fé", disse.
No caso do julgamento de Rebeca, o juiz encerrou um depoimento e em seguida ouviu as demais testemunhas do processo, além da defesa de Rebeca e a acusação feita pelo promotor de Justiça.
Roupa inadequada, posturas mais grosseiras e palavrões podem ser considerados falta de decoro em uma audiência.
"A falta de decoro está mais focada nas características da pessoa, uma postura, às vezes mais ríspida ao falar, uma falta de vocábulo adequado. Agora, com relação à litigância de má-fé, o que tem que ser violado e prejudicado é o andamento do processo. Então, todas aquelas atitudes que de uma certa forma vão atrapalhar o andamento do processo, aí eu entendo que cabe uma litigância de má-fé", explicou Lívia.
Para que nenhuma das situações aconteça, as partes precisam ser orientadas sobre os comportamentos inadequados que não podem ser feitos em uma audiência. É o que explica o advogado Halison Edir.
"Sempre no início da audiência, quem está presidindo a audiência, seja o juiz, o conciliador, ele vai relembrar as partes. A princípio deveriam ser orientadas por quem as representa, seja o advogado particular, a Defensoria Pública, enfim, quem representa deveria orientar a parte. No início da audiência quem preside fala: "senhores, vamos usar o bom vocabulário, vamos portar com respeito com as outras partes". Então, é feito uma introdução, um resumo a cada audiência de como se portar", explicou.
Rebeca Barbosa Oliveira foi excluída de uma sala virtual onde era realizada uma audiência. O juiz da 2ª Vara de Augustinópolis decidiu encerrar um depoimento depois que a ré de um processo criminal abriu uma garrafa de cerveja. Caso aconteceu nesta segunda-feira (6).
A sentença saiu no mesmo dia. A ré foi absolvida pelo crime de injúria porque, segundo a decisão, não havia provas contundentes. No entanto, foi condenada a três meses e dois dias de detenção pelo crime de ameaça.
Em outra decisão, o juiz Alan Ide Ribeiro da Silva decidiu condená-la por litigância de má-fé, e atribuiu uma multa de dez salários mínimos por desrespeitar o judiciário.
Segundo advogado Halison Eric, a lei prevê que a multa por litigância pode ser fixada em até 10 vezes o valor do salário mínimo, quando o valor da causa for irrisório ou inestimável.
Leia, abaixo, a nota da Defensoria:
"A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) informa que não comenta decisões da Justiça envolvendo julgamento de pessoas assistidas. No caso em questão, é importante informar que não cabe à Instituição comentar ou opinar sobre o comportamento da assistida durante a audiência virtual".
Leia, abaixo, a nota do Tribunal de Justiça:
"A audiência criminal envolvia a instrução processual de uma acusação feita pelo Ministério Público contra a ré pela prática dos crimes de ameaça e de injúria racial. Durante as oitivas de vítimas e testemunhas, a ré foi flagrada abrindo uma bebida alcoólica e iniciando a sua ingestão.
Neste momento o magistrado presidente do ato, diante da situação flagrada, determinou a imediata exclusão da ré do recinto virtual, bem como declarou a impossibilidade de realização do interrogatório dela naquela condição.
A Defensoria Pública, no momento oportuno, entendeu por bem renunciar ao interrogatório da ré. Foram apresentadas as alegações orais pela acusação e defesa, momento que os autos foram conclusos para julgamento.
A sentença foi proferida no mesmo dia, sendo os pedidos julgados parcialmente procedentes para somente condenar a ré no crime de ameaça. Posteriormente, a ré foi condenada em litigância de má-fé por ter se portado daquela maneira em audiência, no pagamento de multa no valor de 10 salários mínimos".
O Rio Grande do Sul chegou ao número de 136 mortos em razão dos temporais e cheias que atingem o estado desde o final de abril. No boletim da Defesa Civil divulgado neste sábado (11), o estado ainda contabilizava 125 desaparecidos e 756 feridos.
O estado ainda registra 441,3 mil pessoas fora de casa. Desse total, são 71,3 mil pessoas em abrigos e 339,9 mil pessoas desalojadas (na casa de parentes ou amigos).
Do total de 497 municípios gaúchos, 444 relataram problemas decorrentes da chuva. A situação afeta 1,95 milhão de pessoas.
Os temporais ainda provocam o bloqueio de 136 trechos de estradas (confira aqui a situação dos serviços). O governo estadual anunciou o bloqueio de trechos de quatro rodovias nas regiões da Serra e do Vale do Taquari por risco de deslizamentos. Nestes pontos, a liberação será feita apenas para veículos de emergência e para o transporte de produtos essenciais:
Voltou a chover em Porto Alegre e outras partes do estado, como no Vale do Taquari, umas das regiões mais afetadas pelos temporais da semana passada. A previsão para a próxima semana é de que faça frio, inclusive com possibilidade de geada.
Volta a chover em Lajeado no Rio Grande do Sul
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê volumes acentuados no Rio Grande do Sul durante o fim de semana, com possibilidade de até 140 milímetros no domingo. As regiões mais afetadas devem ser a Norte e o Leste do estado
