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A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou nesta segunda-feira (3) uma ferramenta online que permite ao consumidor comparar as ofertas de operadoras disponíveis em sua cidade.

As ofertas são separadas por:

  • telefonia móvel;
  • banda larga;
  • TV por assinatura;
  • telefonia fixa; e
  • combos com os serviços anteriores.

 

Chamada de "Anatel Busca Ofertas", a ferramenta lista e detalha as ofertas disponíveis por município e tipo de serviço. É possível filtrar por preço, modalidade de pagamento, nome da empresa e volume de dados (no caso da telefonia móvel e banda larga, por exemplo).

A ferramenta está disponível no site da Anatel.

Regulamento de direitos do consumidor

 

Segundo a Anatel, o buscador de ofertas é compatível com o Regulamento Geral de Direitos do Consumidor (RGC), "bem como considerará possíveis alterações resultantes da implementação do novo RGC".

A norma de 2014, que define os direitos dos consumidores de telecomunicações, estabelece que as operadoras devem disponibilizar informações suficientes sobre suas ofertas, de forma a permitir a comparação de pacotes entre empresas diferentes.

Em outubro do ano passado, a Anatel aprovou novas regras de direitos do consumidor, que entrariam em vigência em nove meses a partir de sua publicação. Contudo, a norma foi objeto de pedidos de anulação, que estão sendo analisados pela agência.

As principais mudanças no regulamento são a proibição de cobrança no primeiro mês de inadimplência, a dispensa das operadoras de manter lojas físicas próprias e a liberação de planos exclusivamente digitais.

Pelas novas regras, as operadoras também podem migrar os clientes automaticamente para novos planos em caso de extinção dos atuais e de ausência de manifestação do cliente sobre adesão a um novo plano.

Elon Musk, CEO da SpaceX e Tesla e proprietário do Twitter, durante a conferência Viva Technology em Paris, em 16 de junho de 2023 — Foto: REUTERS/ Gonzalo Fuentes

Elon Musk, CEO da SpaceX e Tesla e proprietário do Twitter, durante a conferência Viva Technology em Paris, em 16 de junho de 2023 — Foto: REUTERS/ Gonzalo Fuentes

O fundador da Tesla, Elon Musk, voltou ao primeiro lugar da lista de bilionários da Forbes. Ele ultrapassa o francês Bernard Arnault, presidente do grupo de luxo LVMH.

Apesar da queda das ações da Tesla, o bilionário já acumula uma fortuna de mais de US$ 209 bilhões (o equivalente a R$ 1,095 trilhão). Arnault, que ocupava o primeiro lugar da lista, tem patrimônio de US$ 202,7 bilhões (R$ 1,062 trilhão).

Veja abaixo as cinco pessoas mais ricas do mundo nesta segunda-feira, 03:

  1. Elon Musk: US$ 209,1 bilhões
  2. Bernard Arnault: US$ 202,7 bilhões
  3. Jeff Bezos: US$ 195,4 bilhões
  4. Mark Zuckerberg: US$ 166,9 bilhões
  5. Larry Ellison: US$ 147,9 bilhões

Polêmicas

 

O primeiro lugar da lista de bilionários vem em meio a uma série de polêmicas envolvendo o nome de Musk.

Na última quinta-feira (30), por exemplo, o empresário resolveu sua última briga judicial com a Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, ao concordar em depor na investigação do órgão regulador sobre sua aquisição do site de mídia social Twitter em 2022.

Musk e a SEC concordaram com uma data não revelada em que o chefe-executivo da Tesla será interrogado, disseram eles em documentos judiciais. Musk também concordou em não recorrer da decisão judicial que o obrigou a cumprir a intimação da agência.

A SEC processou Musk em outubro para obrigá-lo a depor depois que ele se recusou a comparecer a uma entrevista em setembro para a investigação. O bilionário disse que a SEC estava tentando "assediá-lo" por meio de investigações injustificadas.

A investigação diz respeito ao fato de Musk ter violado as leis federais de valores mobiliários em 2022, quando comprou ações do Twitter, que mais tarde renomeou como X. Também está analisando declarações e registros da SEC que ele fez em relação ao negócio, disse a agência anteriormente.

Além disso, também na semana passada, o bilionário resolveu oferecer visitas à fábrica da Tesla neste mês para os 15 acionistas votarem em seu pacote de remuneração de US$ 56 bilhões (R$ 293,3 bilhões), no mais recente esforço da fabricante de veículos elétricos para reunir votos de investidores.

A próxima votação, cujo resultado será anunciado na reunião anual da empresa, em 13 de junho, é vista como um referendo sobre a liderança de Musk, já que os investidores temem que ele esteja distraído com seus outros empreendimentos e que seus comentários frequentemente controversos estejam pesando sobre a reputação e as vendas de Tesla.

A empresa está fazendo um esforço incomum e público para angariar apoio ao pacote de remuneração de Musk. O conselho da empresa justificou o acordo de remuneração dizendo que ele é necessário garantir que Musk priorize a Tesla em detrimento de seus outros compromissos.

A Tesla pediu aos acionistas que reafirmassem sua aprovação da remuneração recorde estabelecida em 2018, mas foi rejeitada por um juiz que concluiu que o pacote foi negociado por diretores que pareciam estar em dívida com Musk.

* Com informações da agência de notícias Reuters

"É como se um avião caísse toda semana." Essa é a comparação feita pelo médico Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), para lembrar que a covid-19 ainda causa cerca de 200 mortes no Brasil a cada sete dias.

Até o final de maio, o país havia registrado mais de 3,5 mil óbitos relacionados à infecção causada pelo Sars-CoV-2, o coronavírus por trás da pandemia.

"É claro que tivemos períodos mais graves, em que chegamos a contabilizar 4 mil mortes em um único dia", pondera Kfouri.

Em 2021, o ano mais grave da crise sanitária, o Brasil teve 424 mil mortes por covid-19. Desde então, esses números caíram de forma dramática: foram 74 mil óbitos em 2022, 14 mil em 2023 e 3,5 mil nesses primeiros cinco meses de 2024.

A queda coincide com a chegada das vacinas a partir de 2021 e o aumento do número de pessoas que tomaram as doses preconizadas.

"A vacinação foi a grande responsável por conseguirmos conter essa doença tão ameaçadora", constata a infectologista Raquel Stucchi, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A médica Isabella Ballalai, também da SBIm, concorda: "A vacinação contra a covid-19 no Brasil foi um sucesso e nos tornamos um dos primeiros países a ter mais de 80% da população imunizada. Isso mostra que o brasileiro acredita nas vacinas".

Os dados recém-divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua revelam que, no primeiro trimestre de 2023, 188,3 milhões de brasileiros haviam tomado pelo menos uma dose de vacina contra a covid-19. Isso representa 93,9% da população. Cerca de 11 milhões (ou 5,6% do total) declararam que não se imunizaram.

"Hoje, ainda temos muitas mortes por uma doença para a qual existem doses disponíveis", lamenta Ballalai.

Passados mais de três anos desde que as primeiras doses que protegem contra o coronavírus começaram a chegar aos postos de saúde, muita coisa mudou.

Alguns imunizantes — que foram essenciais para conter a pandemia — acabaram aposentados, por diferentes motivos.

As faixas da população que devem tomar reforços periódicos também sofreram uma série de ajustes.

E ainda há um grande debate sobre quando e como as doses devem ser atualizadas para proteger contra as mais recentes variantes do coronavírus.

A seguir, a BBC News Brasil resume as principais informações sobre a nova campanha de vacinação

Algumas vacinas são aposentadas, e outras entram em cena

 

Ao longo das campanhas de 2021 a 2023, o Brasil chegou a adotar quatro tipos diferentes de vacinas contra a covid-19: a CoronaVac (Sinovac/Butantan), a Comirnaty (Pfizer), a Vaxzevria (AstraZeneca/FioCruz) e a Jcovden (Janssen).

"Todas foram extremamente importantes naquele momento", avalia Stucchi, que também integra a SBIm.

Mais recentemente, três dessas opções saíram de cena nos postos de saúde brasileiros: as vacinas CoronaVac, da AstraZeneca e da Janssen não são mais aplicadas.

Do grupo "original", restaram as doses fabricadas pela Pfizer — que também passaram por atualizações para proteger contra as variantes do vírus.

Além delas, o país também começará a usar na atual campanha o imunizante Spikevax, produzido pela farmacêutica Moderna.

Pfizer e Moderna usam a tecnologia do mRNA. Isso significa que as doses trazem uma pequena sequência de material genético capaz de instruir as células do nosso próprio corpo a fabricarem a proteína spike, uma estrutura presente na superfície do coronavírus.

Esse material é identificado pelo sistema imunológico, que cria uma resposta para conter uma infecção pelo patógeno e as consequências mais graves da covid-19 no organismo, que estão relacionadas à hospitalização e morte.

Há ainda uma terceira vacina recém-aprovada no Brasil: a Covovax, desenvolvida pelo laboratório Novavax e licenciada no país pela Zalika Farmacêutica.

Ela é uma vacina de subunidade proteica, uma tecnologia também usada nos imunizantes que protegem contra o HPV e a hepatite B.

Neste caso, proteínas do coronavírus são injetadas diretamente no corpo, para que as células de defesa aprendam a identificar e a lidar com essa ameaça.

Por ora, não há previsão de quando a Covovax será utilizada na rede pública de saúde brasileira.

Mas, afinal, o que motivou a "aposentadoria" de algumas vacinas e a "promoção" de outras?

"Hoje, sabemos que as vacinas de mRNA [Pfizer e Moderna] induzem uma resposta imunológica mais robusta e uma maior proteção", explica Stucchi.

Em comparação, os resultados obtidos com a CoronaVac se mostraram inferiores — e, por esse motivo, ela foi deixada de lado conforme os estoques foram se esgotando, embora ainda seja recomendada em algumas situações para as crianças.

Vacina da AstraZeneca já não é mais utilizada nos programas de vacinação — Foto: GETTY IMAGES

Vacina da AstraZeneca já não é mais utilizada nos programas de vacinação — Foto: GETTY IMAGES

Além disso, a experiência de vida real revelou que as vacinas de vetor viral (AstraZeneca e Janssen, entre outras) estão relacionadas a um efeito colateral raro em algumas populações, como as gestantes: a trombose com trombocitopenia.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos calcula que esse evento adverso afeta 4 pessoas a cada 1 milhão de doses administradas.

"A trombose com trombocitopenia é um efeito colateral raro, mas sério, que provoca coágulos em grandes vasos sanguíneos, além de diminuir as plaquetas", explica o CDC.

Ballalai explica que, em um contexto de pandemia, quando havia um altíssimo número de casos e mortes por covid-19, o uso dos produtos de AstraZeneca ou Janssen era justificado.

"Nesse contexto, essas vacinas continuaram a ser utilizadas, porque a relação risco-benefício era muito grande", explica Ballalai.

Os pesquisadores também colocaram na balança o fato de que a própria infecção pelo coronavírus representa um risco relativamente mais alto de desenvolver quadros de trombose quando comparada à vacinação com essas opções.

"Ou você simplesmente deixava as pessoas morrerem de covid, ou apenas não aplicava essas doses naqueles grupos onde havia mais risco de desenvolver esse evento adverso", destaca a médica.

À época, as autoridades de saúde optaram pela segunda alternativa: as vacinas de AstraZeneca e Janssen seguiram na campanha, mas deixaram de ser utilizadas em mulheres grávidas, por exemplo.

"Com o passar do tempo, passamos a ter mais quantidade de outras vacinas, especialmente da Pfizer. Com isso, as doses de AstraZeneca foram sendo usadas com menor frequência, até que elas deixaram de ser utilizadas nas campanhas", complementa Ballalai.

Esse debate voltou à tona recentemente, quando a AstraZeneca divulgou no início de maio que deixaria de fabricar sua vacina.

A farmacêutica disse que estava "incrivelmente orgulhosa" dos resultados obtidos: "De acordo com estimativas independentes, mais de 6,5 milhões de vidas foram salvas apenas no primeiro ano de vacinação".

"Nossos esforços foram reconhecidos por governos de todo o mundo e são apontados como amplamente decisivos para acabar com a pandemia global", disse o laboratório.

A notícia recente não significa, porém, que a AstraZeneca só reconheceu agora que a vacina está relacionada aos (raros) casos de trombose com trombocitopenia, como sugerem alguns textos com informações falsas compartilhados em sites e redes sociais.

Há documentos divulgados pela farmacêutica desde 2021 que citavam claramente esse evento adverso — e propunham protocolos para minimizar os riscos ou fazer o diagnóstico precoce dos casos.

Vacina da Moderna fará sua 'estreia' no Brasil na campanha de 2024 — Foto: GETTY IMAGES

Vacina da Moderna fará sua 'estreia' no Brasil na campanha de 2024 — Foto: GETTY IMAGES

Vacinação contra a covid: quem deve tomar as doses de reforço?

 

Se anteriormente os imunizantes contra o coronavírus estavam disponíveis praticamente a todas as idades (com raríssimas exceções), agora eles serão priorizados a alguns públicos-alvo específicos.

Kfouri diz que a definição de grupos prioritários tem a ver com o contexto atual. "A vacinação universal contra a covid não faz mais sentido, pois não estamos diante do mesmo risco que enfrentávamos há quatro anos", avalia o médico.

"Alcançamos uma imunidade populacional, e dificilmente um adulto jovem saudável vai parar no hospital por causa dessa doença agora."

No entanto, existem alguns grupos que continuam altamente vulneráveis, seja porque eles ainda não tiveram contato algum com o Sars-CoV-2 ou porque têm um sistema imunológico mais frágil, que precisa ser lembrado com frequência sobre como combater esse patógeno.

Também há uma diferença na periodicidade de aplicação dos reforços. Alguns grupos precisarão receber uma dose por ano, enquanto outros devem tomar a injeção a cada seis meses.

A campanha de 2024 traçada pelo Ministério da Saúde estabelece o seguinte.

Duas doses por ano, com um intervalo mínimo de seis meses entre elas para:

  • Pessoas com mais de 60 anos;
  • Indivíduos imunocomprometidos com mais de 5 anos;
  • Gestantes e puérperas.

 

Os "imunocomprometidos" são pessoas que têm qualquer condição que altera o funcionamento do sistema imunológico, como é o caso de pacientes que fazem tratamento contra o câncer, por exemplo.

Já o grupo das puérperas inclui as mulheres que deram à luz nos últimos 45 a 60 dias.

Uma vacina por ano, com um intervalo mínimo de três meses em relação à última dose aplicada para:

  • Pessoas que vivem em instituições de longa permanência;
  • Trabalhadores de instituições de longa permanência;
  • Indígenas;
  • Ribeirinhos;
  • Quilombolas;
  • Trabalhadores da saúde;
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Pessoas com comorbidades;
  • Pessoas privadas de liberdade com mais de 18 anos;
  • Funcionários do sistema prisional;
  • Adolescentes e jovens que cumprem medidas socioeducativas;
  • Pessoas em situação de rua.

 

Para quem nunca foi vacinado contra a covid:

  • Crianças de 6 meses a 5 anos: duas doses de vacina, com um intervalo de quatro semanas entre elas;
  • Crianças de mais de 5 anos: uma dose do imunizante;
  • Pessoas imunocomprometidas com mais de 5 anos: três doses. A segunda é aplicada quatro semanas após a primeira. Já a terceira vem após oito semanas da segunda.

 

"Temos uma preocupação grande com as crianças, porque vemos muitos casos de covid nessa faixa etária que exigem hospitalização e apresentam risco de morte", alerta Ballalai.

"Precisamos aumentar a proteção desse público."

Os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil aprovam a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde contra a covid-19 e observam que ela se assemelha ao que é feito há anos na vacinação contra o influenza, o vírus causador da gripe.

A vacinação contra a covid-19 entrou para o calendário infantil — Foto: GETTY IMAGES

A vacinação contra a covid-19 entrou para o calendário infantil — Foto: GETTY IMAGES

Doses que resguardam contra as novas variantes

 

Por fim, o último aspecto da vacinação que passou por uma mudança relevante tem a ver com a atualização das doses, para que garantam um bom nível de proteção contra as variantes do coronavírus que circulam com mais intensidade no momento.

Isso é necessário porque o patógeno sofre mutações genéticas o tempo todo. Algumas dessas mudanças conferem alguma vantagem a ele — como uma facilidade maior para ser transmitido de uma pessoa para outra, por exemplo.

Os imunizantes, portanto, precisam ser capazes de "treinar" células imunes para as ameaças em voga.

A vacina que será ofertada agora no Brasil foi desenhada para fazer frente à cepa XBB.1.5.

Embora já existam outras variantes de preocupação ou em monitoramento, como a JN.1 e a KP.2, as autoridades consideram que essa versão do imunizante em uso (contra a XBB) confere um bom nível de proteção, ao reduzir o risco de hospitalização e morte por covid-19.

No entanto, os médicos entrevistados pela reportagem entendem que esse processo de atualização das vacinas contra o coronavírus precisará passar por ajustes nos próximos anos.

"A Organização Mundial da Saúde recomenda atualmente que as vacinas contra a covid sejam revisadas uma vez ao ano, no mês de junho. Mas essa orientação parece privilegiar o Hemisfério Norte, que terá acesso às doses mais atualizadas durante o inverno em comparação com o Hemisfério Sul", critica Stucchi.

Os especialistas sugerem aqui a adoção do mesmo modelo utilizado na imunização contra o influenza, em que a composição das doses que serão usadas nas campanhas é definida em fevereiro para o Hemisfério Norte e em setembro para o Hemisfério Sul.

Kfouri aponta que ainda é preciso observar o comportamento do coronavírus por mais tempo para entender a sazonalidade dele.

"Com o influenza, temos muitos anos de vigilância, o que nos garante uma previsibilidade das cepas de vírus que vão circular em cada temporada", compara ele.

"Já com o coronavírus, isso ainda não está bem definido. Tivemos picos de casos em pleno janeiro, durante o verão", argumenta o médico.

De acordo com o Ministério da Saúde, a meta da nova campanha de vacinação contra a covid-19 é proteger cerca de 70 milhões de brasileiros.

"A covid-19 não acabou. Ela ainda tem um impacto importante na saúde pública e privada", alerta Stucchi.

"A vacinação é a estratégia que pode mudar a história ao garantir um quadro mais leve para a grande maioria das pessoas."

O Senado iniciou nesta semana a discussão de uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que gerou polêmica. A PEC das Praias, como vem sendo chamada, passou a ser considerada como um mecanismo para privatizar as áreas à beira-mar, que pertencem à União. Também foi dito que a PEC regularizaria todo o Complexo da Maré, conjunto de comunidades no Rio de Janeiro.

A polêmica cresceu ainda mais depois que a atriz Luana Piovani e o jogador Neymar trocaram farpas nas redes sociais por causa da PEC. O jogador de futebol anunciou parceria com uma construtora para um condomínio na beira do mar.

O texto no Senado foi discutido numa audiência pública. Ainda está longe de ser analisado por comissões e pelo plenário. Depois da repercussão ruim do debate, o próprio presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicou que a matéria não está entre as prioridades de votação.

Veja abaixo o que o texto de fato prevê:

Venda de áreas à beira-mar

 

Veja como funciona atualmente e como ficará a situação de empreendimentos à beira-mar se a PEC for aprovada.

  • Como é hoje

 

As áreas à beira-mar de que trata a PEC são chamadas de terrenos de marinha. Correspondem a uma faixa que começa 33 metros depois do ponto mais alto que a maré atinge. Ou seja, esses terrenos não abrangem a praia e o mar, região geralmente frequentada pelos banhistas. Essa parte continuaria pública. Os terrenos de marinha correspondem a uma camada mais atrás da praia, onde ficam geralmente hotéis e bares.

Veja a divisão das áreas na beira da praia — Foto: Ministério da Gestão e Inovação (MGI)

Veja a divisão das áreas na beira da praia — Foto: Ministério da Gestão e Inovação (MGI)

Pela legislação atual, a União, dona dos terrenos de marinha, pode permitir que pessoas e empresas usem e até transmitam as terras aos seus herdeiros. Mas, para isso, esses empreendimentos têm que pagar impostos específicos.

  • Como ficaria com a PEC

 

O texto discutido no Senado prevê a autorização para a venda dos terrenos de marinha a empresas e pessoas que já estejam ocupando a área.

Pelo projeto, os lotes deixariam de ser compartilhados, entre o governo e quem os ocupa, e teriam apenas um dono, como um hotel ou resort.

Conforme o texto, só permaneceriam com o governo áreas ainda não ocupadas e locais onde são prestados serviços públicos, como portos e aeroportos, por exemplo.

Projeto de reurbanização da Praia Central, em Balneário Camboriú, com visão aérea mostrando calçadão e restinga — Foto: PMBC/Divulgação

Projeto de reurbanização da Praia Central, em Balneário Camboriú, com visão aérea mostrando calçadão e restinga — Foto: PMBC/Divulgação

Isso significa privatização?

 

A diretora de Oceano e Gestão Costeira do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ana Paula Prates, explica que o projeto abre brecha para "privatizar o acesso à praia, e não a praia em si", já que a parte frequentada pelos banhistas continuaria com a União.

Para a especialista, a proposta não prevê a "privatização direta" das praias, mas possibilita que uma empresa cerque o terreno e impeça a passagem de banhistas na faixa de areia, como já é visto hoje em alguns resorts.

"São áreas de restinga, mangues, dunas, pedaços de praia mais para cima, entradas de rios. São locais que vivem sob a influência da maré e têm ligação direta com o aumento do nível do mar. Esses terrenos são a salvaguarda para a adaptação da mudança do clima", disse Prates ao g1.

E o Complexo da Maré?

 

O relator da proposta no Senado, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), diz que o texto vai permitir a transferência de 8,3 mil casas para moradores do Complexo da Maré e para quilombolas da Restinga de Marambaia -- ilha também localizada no estado do Rio.

O senador pontua que haverá um aumento da arrecadação de impostos pelo governo e da geração de empregos nas regiões.

"Olhem só o mundo de arrecadação que tem para a União. Nas utilizações dos imóveis, tem aqui os valores discriminados. Pessoa física: R$ 42 bilhões; pessoa jurídica: R$ 67 bilhões; setor hoteleiro: R$1,7 bilhão; ramo imobiliário: quase R$24 bilhões. Imaginem, se houvesse a cessão onerosa dessas propriedades, o quanto que a União não arrecadaria com isso, muito mais", afirmou o parlamentar na audiência pública.

Críticas à PEC

 

Quem é contra, a exemplo do Painel Mar, plataforma que reúne sociedade civil e entidades governamentais, argumenta não fazer sentido vender lotes que podem "deixar de existir no futuro" por causa do aumento do nível do mar.

Além disso, segundo o grupo de estudos, a proteção dos mangues e restingas ajuda a enfrentar as mudanças climáticas, pois essas áreas funcionam como uma barreira natural, que ameniza a gravidade de situações como a vivida no Rio Grande do Sul, assolado pelas enchentes.

Se essas áreas forem vendidas para empreendimentos privados, a tendência é aumentar a degradação ambiental. E isso, de acordo com a plataforma, vai fragilizar ainda mais comunidades tradicionais que dependem do ecossistema marinho para sobreviver -- populações caiçaras, quilombolas, ribeirinhas e povos indígenas.

O cientista Carlos Nobre, especializado em aquecimento global, afirma que "se não controlarmos o efeito estufa, até o final do século, o mar vai subir de 80 cm a 1 metro". Para ele, ao invés da proposta, é necessário um plano, a longo prazo, para retirada das comunidades ribeirinhas dos terrenos de marinha, já que o aumento das marés e ressacas mais fortes são inevitáveis.

"Completamente sem sentido tornar propriedade privada quando, no final desse século, essas áreas serão mar", disse.

O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) sustenta que "a gestão tradicional promovida pelas comunidades indígenas, fundamentada em conhecimento sócio-tecno-ecológico profundo, resulta em práticas de conservação sustentável que impedem a degradação ambiental, a extinção de espécies e contribuem com a desaceleração das mudanças climáticas".

Defesa do texto

 

Além de Flávio Bolsonaro, quem também defende o texto é o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), que relatou o texto na Câmara, onde a matéria já foi aprovada.

Segundo ele, o projeto vai fomentar investimento em praias que se tornaram "verdadeiros cortiços no litoral do Brasil" e criar empregos para milhares de pessoas.

"Não estamos oportunizando nenhum negócio imobiliário a quem quer que seja, não estamos autorizando a privatização de praia alguma. Absolutamente nada.", afirmou o deputado.

"Agora, pegue aí uma ilha como a de Florianópolis, pegue as áreas portuárias que nós temos abandonadas, verdadeiros cortiços no litoral do Brasil, sem nenhuma conservação, sem nada, pontos absolutamente apodrecidos, destruídos, que poderiam ser áreas nobres das cidades, agregar ao patrimônio das cidades, mas que estão fora, porque são áreas de marinha. A SPU [Secretaria do Patrimônio da União] não tem dinheiro para cuidar, não faz absolutamente nada, e elas ficam como verdadeiras cicatrizes nas nossas cidades", argumentou o parlamentar

Terrenos à beira-mar

 

O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) informou que há 564 mil imóveis registrados em terreno de marinha. O governo arrecadou, em 2023, R$ 1,1 bilhão com as taxas de foro e de ocupação.

A pasta estima que o valor poderia ser cinco vezes maior, com um total de quase 3 milhões de construções nas áreas próximas ao mar, mas que não foram oficializadas.20% dos valores apurados são repassados para os municípios.

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) é responsável por gerir os terrenos. O órgão promove a regularização fundiária urbana de assentamentos irregulares.

"No ano de 2022 foram repassados para municípios cerca de 120 milhões de reais. Embora a PEC em análise determine que as áreas desocupadas permanecem na gestão da União, a possibilidade de municípios poderem acessar mais áreas a partir da expansão de perímetros urbanos, sem dúvida irá reduzir áreas disponíveis ao desenvolvimento nacional. Isso demandará futuras desapropriações trazendo altos custos indenizatórios para a União", explica o MGI.

Suelly Araújo, do Observatório do Clima, identifica no projeto um "grande lobby" do setor turístico de resorts. Segundo ela, trabalho de pessoas que vendem produtos na praia, em barracas e quiosques, será ameaçado com o estabelecimento de áreas privativas.

MMA e Movimento de Pescadores e Pescadoras Artesanais do Brasil (MPP) também são contra a medida.

Exemplo prático

 

Segundo a plataforma Painel Mar, em Balneário Camboriú (SC), "a supressão das dunas e praias por calçadões e avenida beira-mar durante as últimas décadas acarretou severos impactos tais como a diminuição da área de lazer da praia central e o sombreamento da praia".

"A privatização de lucros e a socialização de prejuízos acarretou custos milionários para o alargamento da praia, custeados por empresários locais, mas que a grande maioria dos municípios brasileiros não possuem condições financeiras sequer de realizar um projeto desta natureza. Outro exemplo é o que vem ocorrendo na cidade de Atafona, litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, onde o mar avança em média 2,7 metros por ano, mas já chegou a aumentar até oito metros em alguns anos, como entre 2008 e 2009, causando diversos prejuízos e transformando a cidade em uma cidade fantasma", explica a entidade.

Professores das universidades federais do Ceará seguem em greve após recusarem propostas do governo. — Foto: ADUFC/Reprodução

Professores das universidades federais do Ceará seguem em greve após recusarem propostas do governo. — Foto: ADUFC/Reprodução

Ao menos 54 universidades, 51 institutos federais (IFs) e o Colégio Pedro II continuam em greve desde abril, de acordo com levantamento do g1. Professores e servidores das instituições reivindicam reestruturação de carreira, recomposição salarial e orçamentária, e revogação de normas aprovadas nos governos Temer e Bolsonaro.

Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andres), há uma defasagem de 22,71% no salário dos professores, acumulada desde 2016. A entidade pede uma reposição salarial que considere essa diferença.

Os níveis de paralisação variam — em algumas instituições, professores e técnicos-administrativos aderiram à greve. Em outros casos, apenas os professores ou técnicos estão paralisados. No caso dos institutos federais, a greve atinge pelo menos 400 campi espalhados pelo país.

Na segunda-feira (27), o governo chegou a assinar um acordo com a Federação de Sindicatos de Professores e Professoras de Instituições Federais de Ensino Superior e de Ensino Básico Técnico e Tecnológico (Proifes-Federação).

No entanto, essa proposta não foi aceita pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) e pelo Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe).

O Ministério da Saúde disse em nota que "as demais instituições que não assinaram o acordo terão mais prazo para levarem novamente a proposta para suas bases e poderão assinar o acordo posteriormente."

Acordo com Proifes e negativa de sindicatos

 

O acordo firmado entre o governo e o Proifes prevê a reestruturação da carreira docente, um reajuste de salário de 9% em janeiro de 2025 e 3,5% em maio de 2026. Além disso, o acordo também detalha o que a entidade define como “reestruturação na progressão entre os diferentes níveis da carreira”, que garantiria uma elevação de salário para profissionais em início de carreira.

Segundo o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andres), no entanto, essa valorização aconteceria “às custas de mais uma desestruturação”, pois haveria uma redução no número de graus que a carreira possui atualmente, passando de 13 para 10.

Em comunicado na terça-feira (28), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) declarou que “a greve não acabou”.

Ainda em nota, o MEC afirmou que reforça que a pasta está “sempre aberta ao diálogo, franco e respeitoso, pela valorização dos servidores”.

Com a negativa dos dois sindicatos, a greve continua em muitas instituições pelo Brasil.

Veja a lista abaixo:

Norte

 

  • Amazonas: servidores técnico-administrativos dos 18 campi do Ifam entraram em greve no dia 15 de abril de 2024.
  • Pará: professores e servidores da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) continuam em greve. Também continuam paralisados os 18 campi do IFPA.
  • Acre: na Universidade Federal do Acre (UFAC), técnicos-administrativos e professores continuam em greve, assim como 6 campi do IF do estado.
  • Roraima: professores da Universidade Federal de Roraima (UFRR) continuam paralisado desde o dia 22 de abril.
  • Rondônia: na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), docentes e técnicos administrativos continuam em greve. Onze campi do IF do estado também continuam paralisados.
  • Amapá: técnicos e docentes da Universidade Federal do Amapá estão em greve. Os trabalhos em 5 campi do IFAP também estão suspensos.
  • Tocantins: na Universidade Federal do Tocantis, professores e técnicos continuam em greve. Três unidades do Instituto Federal também estão paralisados.

 

Nordeste

 

  • Alagoas: técnicos e professores continuam em greve na Universidade Federal de Alagoas (UFAL). 17 campi do IF do estado também estão paralisados.
  • Bahia: na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Recôncavo da Bahia (UFRB) e Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) professores e servidores continuam em greve; Todos os 24 campi do Instituto Federal da Bahia (IFBA), e os 14 do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) estão parados.
  • Ceará: a Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal de Cariri (UFCA), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) estão em greve. Assim como 33 campi do Instituto Federal do estado.
  • Maranhão: técnicos e professores continuam em greve na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e em todos os 25 campi do IF do estado.
  • Paraíba: técnicos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) estão em greve. Todos os 21 campi do IF da Paraíba também seguem paralisados.
  • Pernambuco: a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e 5 campi do IFSertãoPE continuam paralisados.
  • Piauí: técnicos e docentes da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e de 17 campis do IF do estado continuam paralisados.
  • Rio Grande do Norte: docentes e técnicos-administrativos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Universidade Federal do Semi-Árido (Ufersa) e o Instituto Federal do RN continuam em greve.
  • Sergipe: técnicos e docentes da Universidade Federal do Sergipe e de 10 campi do IF do estado continuam paralisados.

 

Sul

 

  • Paraná: técnicos e docentes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) de 28 campi do IF do estado seguem em greve.
  • Rio Grande do Sul: universidades e institutos federais suspenderam total ou parcialmente as atividades acadêmicas devido às cheias, portanto, não foram incluídos no levantamento.
  • Santa Catarina: treze dos 15 campi do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e os 22 campi do Instituto Federal Catarinense (IFC) estão em greve total ou parcial; a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) está em greve parcial.

 

Sudeste

 

  • Espírito Santo: professores e servidores da Universidade Federal do Espírito Santos (UFES) estão em greve desde o dia 15 de abril.
  • Minas Gerais: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ ), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal de Alfenas (Unifal), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), Universidade Federal de Itajubá (Unifei) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) continuam em greve. 28 campi do IFMG e Norte do estado.
  • São Paulo: docentes da Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal de São Carlos e (UFSCar) e de pelo menos 6 institutos federais não estão trabalhando.
  • Rio de Janeiro: professores e servidores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Unirio, Universidade Federal Fluminense (UFF) e de 15 campi do Instituto Federal do estado seguem com os trabalhos paralisados. Servidores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também continuam em greve.

 

Centro-Oeste

 

  • Goiás: técnicos da Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal de Catalão (UFCat) e Universidade Federal de Jataí (UFJ) continuam em greve. O IFGO e IF Goiano também continuam paralisados.
  • Mato Grosso: docentes e funcionários da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e de 18 campi do IFMT continuam em greve.
  • Mato Grosso do Sul: a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) de Campo Grande continua em greve. 10 campi do instituto federal do estado também estão em greve.
  • Distrito Federal: docentes e técnicos da Universidade de Brasília (UnB) também estão em greve.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou nesta quarta-feira (29) o edital do concurso unificado com 395 vagas e salários de até R$ 13.994,78. As oportunidades são para os cargos técnico e analista judiciário, de nível superior.

Do total de oportunidades, 126 são para cargos de analista e 269 para técnico, ambos no setor judiciário, além da formação de cadastro reserva (veja abaixo a distribuição de vagas).

A remuneração inicial pode variar entre R$ 8.529,65 a R$ 13.994,78, a depender do cargo.

 

As inscrições acontecem entre os dias 4 de junho e 18 de julho. A previsão é que as provas sejam aplicadas em todo o país no dia 22 de setembro.

O Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) é a banca organizadora do processo seletivo.

Antes, o TSE havia definido que a Fundação Getúlio Vargas (FGV) seria responsável pelo concurso (relembre o que aconteceu).

Os interessados em participar do processo seletivo precisam pagar uma taxa de inscrição de R$ 85, para o cargo de técnico judiciário, e R$ 130, para analista judiciário.

Candidatos doadores de medula óssea em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde e inscritos no CadÚnico podem solicitar isenção da taxa.

As vagas serão distribuídas entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e 26 tribunais regionais eleitorais (TREs). Somente o TRE de Tocantins ficou de fora, já que existe um outro concurso em andamento no órgão.

O concurso ainda prevê a reserva de 20% de vagas para pessoas negras, 10% para pessoas com deficiência e 3% para pessoas indígenas. A seleção terá as seguintes fases:

  1. Provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos;
  2. Prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório, somente para os cargos de Analista Judiciário;
  3. Teste de aptidão física, de caráter eliminatório, somente para o cargo de Técnico Judiciário - Área: Administrativa - Especialidade: Agente da Polícia Judicial;
  4. Avaliação de títulos, de caráter classificatório, somente para os cargos de Analista Judiciário.

 

Todas as fases do concurso serão realizadas nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal. Veja a distribuição de vagas:

  • Analista judiciário da área administrativa (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área administrativa, com especialidade em contabilidade (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em arquitetura (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em arquivologia (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em biblioteconomia (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em enfermagem (30 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em engenharia civil (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em engenharia elétrica (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em engenharia mecânica (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em estatística (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em medicina - clínica médica (20 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em medicina - psiquiátrica (20 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em medicina - medicina do trabalho (20 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade odontologia (30 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em psicologia (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em serviço social (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área de apoio especializado, com especialidade em tecnologia da informação (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área jurídica (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Analista judiciário da área administrativa (40 horas trabalhadas) - R$ 13.994,78;
  • Técnico judiciário da área administrativa, com especialidade em policial judicial (40 horas trabalhadas) - R$ 9.773,56.
  • Técnico judiciário de apoio especializado, com especialidade em programação de sistemas (40 horas trabalhadas) - R$ 8.529,65.

 

Cronograma do concurso ????

 

  • Inscrições: 4/6 a 18/7/2024
  • Solicitação de inscrição com isenção da taxa: 4/6 a 18/7/2024
  • Divulgação da consulta aos locais de provas: 6/9/2024
  • Aplicação das provas: 22/9/2024
  • Divulgação dos gabaritos oficiais: 27/9/2024
  • Resultado final das provas: 28/10/2024

Após o papa Francisco reconhecer o segundo milagre, segundo a crença da igreja católica, do beato Carlo Acutis, seu túmulo recebeu visitas em Assis, na Itália.

O corpo de Acutis, considerado o "padroeiro da internet", está exposto na igreja de Santa Maria Maggiore, segundo a agência Reuters.

A expectativa, agora, é que Acutis possa ser santificado, segundo o site Vatican News, principal veículo de notícias do Vaticano.

Carlo Acutis foi um adolescente católico que morreu de leucemia aos 15 anos em 12 de outubro de 2006, dia que a igreja católica celebra Nossa Senhora Aparecida. Ele fazia evangelização pela internet e ficou conhecido como "padroeiro da internet" entre os fiéis.

O Vatican News trata Acutis como "millennial". Millennials são as pessoas nascidas entre o início da década de 1980 até, aproximadamente, a primeira metade da década de 1990. O beato nasceu em 3 de maio de 1991, em Londres, na Inglaterra, mas passou toda sua vida na Itália.

Acutis foi beatificado em 2020 pelo Vaticano após seu primeiro milagre ter sido reconhecido pela igreja. Na ocasião, ele curou uma criança brasileira que tocou em uma relíquia sua em 12 de outubro de 2010 em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

No segundo milagre atribuído ao beato, reconhecido nesta quinta, ele curou uma jovem da Costa Rica após um acidente de bicicleta em 2022. Segundo o Vatican News, a costarriquenha Valeria estava internada com poucas chances de sobrevivência e foi curada dias após sua mãe rezar em sua tumba em Assis, na Itália.

Jovem visita o túmulo de Carlo Acuti na Igreja de Santa Maria Maior em Assis, Itália, em 26 de maio de 2024 — Foto: REUTERS/Matteo Berlenga

Jovem visita o túmulo de Carlo Acuti na Igreja de Santa Maria Maior em Assis, Itália, em 26 de maio de 2024 — Foto: REUTERS/Matteo Berlenga

Fiel visita túmulo de 'padroeiro da internet' após papa reconhecer milagres — Foto: REUTERS/Matteo Berlenga

Fiel visita túmulo de 'padroeiro da internet' após papa reconhecer milagres — Foto: REUTERS/Matteo Berlenga

Quem foi Carlo Acutis

 

Nascido em Londres, na Inglaterra, Carlo Acutis foi criado em Milão, na Itália, onde ainda criança tornou-se católico e devoto da Virgem Maria.

“Desde pequeno, sobretudo depois da primeira comunhão, nunca faltou ao encontro diário com a Santa Missa e o Rosário, seguidos de um momento de adoração eucarística”, declarou a mãe, Antonia Acutis, à agência de notícias católica ACI.

 

Além da igreja, Carlo Acutis gostava de computadores e tinha um conhecimento de ciência da computação muito acima da média para garotos da sua idade.

"Ele era um especialista em computação, lia livros de engenharia da computação e deixava todos maravilhados, mas colocava seu dom a serviço dos outros e o usava para ajudar seus amigos”, conta a mãe.

 

Carlo Acutis conseguiu unir as duas paixões ao criar um site dedicado à catalogação cuidadosa de cada milagre já relatado e para evangelizar — façanha que lhe rendeu o título de "padroeiro da internet".

"Este rapaz foi realmente genial e muitos aspectos da sua vida representam para nós um incentivo", disse o bispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino, ao site de notícias do Vaticano.

 

Após ser diagnosticado com leucemia, Carlo Acutis morreu em 12 de outubro de 2006, dia de Nossa Senhora Aparecida, considerada pela igreja católica a padroeira do Brasil.

Milagre no Brasil

 

Após a morte de Carlo Acutis, o padre Marcelo Tenório, da Paróquia São Sebastião, em Campo Grande, passou a realizar a missa anual de Nossa Senhora Aparecida sempre com a exposição de uma roupa que teria sangue do beato italiano.

Em uma dessas missas, no ano de 2010, um avô desesperado com o diagnóstico do neto doente o levou até a paróquia. Segundo a família, o garoto foi curado após tocar a vestimenta.

"A criança, me lembro bem, estava raquítica e tinha problemas de pâncreas anular. Ela não comia nada, não ingeria nem sólido nem líquido e teve a cura logo depois", afirmou o padre Marcelo Tenório, em entrevista ao g1 MS em novembro de 2019, quando o Vaticano reconheceu o milagre realizado por Carlo Acutis.

Beatificação

Carlo Acutis foi beatificado no dia 10 de outubro de 2020. Seu corpo está exposto no Santuário do Despojamento em Assis, no centro da Itália, em bom estado de conservação. O Vaticano afirma que os restos mortais de Carlo Acutis foram "recompostos", mas não detalha o processo.

Carlo Acutis e Rutílio Grande  — Foto: Vatican News

Carlo Acutis e Rutílio Grande — Foto: Vatican News

O número de jovens que não estudam, não trabalham e nem estão procurando emprego cresceu no último ano, aponta um levantamento do Ministério do Trabalho divulgado na manhã desta terça-feira (28).

O Brasil tinha 4 milhões de jovens entre 14 e 24 anos nesta situação no 1º trimestre de 2023, de acordo com a pesquisa. Esse número saltou para 5,4 milhões no mesmo período deste ano.

Deste grupo, cerca de 60% são mulheres, a maioria com filhos pequenos, e 68% são negros, segundo o estudo.

São os chamados "nem-nem", termo usado para se referir ao grupo formado por quem não estuda nem trabalha, independentemente de estar à procura de emprego ou não.

Considerando também os que estão à procura de emprego (3,2 milhões), os chamados desocupados, o grupo dos nem-nem chegou a 8,6 milhões de jovens brasileiros.

Os dados foram divulgados pela subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho, Paula Montagner, no evento “Empregabilidade Jovem” do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), em São Paulo (SP).

Para ela, os números ainda são um reflexo da pandemia de Covid-19 e podem ser explicados, em parte, pelo trabalho de cuidado que as mulheres exercem na sociedade.

“Muitas mulheres ficaram um tempo fora do mercado na pandemia e encontraram outras alternativas. Muitas até anteciparam a gravidez. Elas cuidam de parentes, têm atividades que são socialmente valorizadas, mas não estão no mundo do trabalho”, afirma.

 

Os jovens entre 14 e 24 anos representam 17% da população brasileira (34 milhões de pessoas), e a maioria deles (39%) vive na região Sudeste, sendo metade no estado de São Paulo.

Com informações da PNAD Contínua, do IBGE, o levantamento mostra que a taxa de participação do grupo no mercado de trabalho ainda não retornou ao patamar de 2019, que era de 52,7% no 1º trimestre. No mesmo período deste ano, a porcentagem é de 50,5%.

A taxa representa os jovens ocupados e desocupados, que estão à procura de emprego. Quem não entra nas estatísticas são aqueles que estão fora do mercado, por realizarem outras atividades, como trabalhos de cuidado ou apenas estudos.

Mercado informal

 

Em 2024, a população ocupada na faixa etária entre 14 e 24 anos é de 14 milhões, sendo que 45% (6,3 milhões) trabalham na informalidade, segundo o levantamento. Essa porcentagem muda bastante de estado para estado.

Conforme a pesquisa, do total de jovens ocupados, apenas 12% (cerca de 2 milhões) atuam em ocupações técnicas, atividades culturais ou da informática e comunicações, que têm menor taxa de informalidade.

A maioria, cerca de 12 milhões, exerce ocupações de baixa qualificação ou remuneração, aponta o estudo.

Entre as ocupações mais frequentes do grupo, estão trabalhadores de controle de abastecimento e estoques, escriturários gerais, repositores de prateleiras, caixas e expedidores de bilhetes, recepcionistas, balconistas, vendedores de loja, entre outras.

Aprendiz e estagiário em alta

 

Entre 2011 e 2024, dobrou o número de aprendizes no Brasil. Atualmente, são 602 mil. E o levantamento destaca que 59% deles não concluíram o ensino médio.

Esse nível de escolaridade explica o tipo de postos de trabalho da maioria dos aprendizes, segundo a pesquisa, que são ocupações formalizadas e “que pagam as contas”, mas nem sempre apontam para caminhos futuros.

As principais, atualmente, são: auxiliar de liderança, assistente administrativo, repositor de mercadorias, vendedor de comércio varejista, alimentador de linha de produção, mecânico de manutenção de máquinas, embalador, escriturário de banco, auxiliar de logística, operador de caixa e almoxarife.

Já os estagiários eram 642 mil em 2023 e são 877 mil em 2024, um crescimento de 37%. Mais da metade (51%) atua em empresas privadas, mas há elevada parcela no setor público (40%), principalmente na administração pública (30%) e Justiça (7%).

Além disso, para somente 46% dos estagiários, havia declaração de bolsa-auxílio ou salário de contratação. O valor médio no país varia de R$ 712 a R$ 1.314, a depender da jornada de trabalho.

Inscrições Enem 2024 — Foto: Reprodução

Inscrições Enem 2024 — Foto: Reprodução

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2024 começaram nesta segunda-feira (27) e vão até 7 de junho.

Tire suas dúvidas abaixo:

???? Em que site fazer a inscrição? É só entrar na Página do Participante, em enem.inep.gov.br/participante.

????Qual é o valor da taxa de inscrição? Ela custa R$ 85 e deverá ser quitada até 12 de junho. Somente após o pagamento, a inscrição estará confirmada (veja passo a passo mais abaixo).

????Quais as formas de pagamento? A taxa deve ser paga por boleto, PIX ou cartão de crédito.

❗Quem está isento da taxa precisa se inscrever no Enem? SIM! Mesmo quem conseguiu a isenção (como os alunos da rede pública) precisa se inscrever. Caso contrário, não poderá fazer a prova.

????️ Para que serve o Enem? Ele é uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, utilizado por instituições públicas e privadas como critério de seleção, além de ser um requisito para programas governamentais de auxílio estudantil. Não há como se inscrever no Sisu, no Prouni e no Fies sem ter feito o Enem.

????️ Quando as provas serão aplicadas? Em 3 e 10 de novembro.

Dados necessários e etapas da inscrição

 

Os principais passos para realizar a inscrição no Enem são:

  • Informe seus dados pessoais: Durante a inscrição, você deverá informar o número do CPF e a data de nascimento.
  • Preencha seus dados de contato: Forneça um endereço de e-mail único e válido, assim como um número de telefone fixo e/ou celular válido. O Inep poderá utilizar o e-mail cadastrado para enviar informações sobre o exame.
  • Escolha onde quer fazer a prova: Indique o estado e município onde deseja realizar o exame.
  • Língua estrangeira: Selecione a língua estrangeira (inglês ou espanhol) na qual realizará a prova.
  • Crie seu cadastro e senha: Utilize o endereço https://sso.acesso.gov.br/ para criar um cadastro e senha de acesso que irá utilizar na Página do Participante.
  • Anote a senha em um local seguro, pois você precisará dela para: gerar o boleto com a taxa, que o Inep chama de Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança); realizar alterações nos dados cadastrais; acompanhar a inscrição e obter resultados e outras funcionalidades.
  • Verifique seus dados e anexe sua foto: Certifique-se de preencher corretamente todas as informações solicitadas, incluindo o Questionário Socioeconômico. Você também terá a opção de anexar uma foto atual, nítida e individual, seguindo as orientações fornecidas.
  • Confirme os dados e acompanhe a situação da inscrição: Após concluir a inscrição, verifique se todos os dados estão corretos.

 

Disciplinas e horários

 

Como nos últimos anos, o Enem será aplicado em dois domingos.

3 de novembro

O candidato deverá fazer:

  • 45 questões de linguagens (40 de língua portuguesa e 5 de inglês ou espanhol);
  • 45 questões de ciências humanas;
  • redação.

 

10 de novembro

A prova trará:

  • 45 questões de matemática;
  • 45 questões de ciências da natureza.

 

Veja os horários de aplicação (no fuso de Brasília):

  • Abertura dos portões: 12h
  • Fechamento dos portões: 13h
  • Início das provas: 13h30
  • Término das provas no 1º dia: 19h
  • Término das provas no 2º dia: 18h30

 

Cronograma do Enem 2024

 

  • Inscrições: de 27/5 a 7/6/2024
  • Pagamento da taxa de inscrição: de 27/5 a 12/6/2024
  • Pedido de tratamento pelo nome social: de 27/5 a 7/6/2024
  • Solicitação de atendimento especializado: de 27/5 a 7/6/2024
  • Resultado das solicitações de atendimento especializado: 17/6/2024
  • Recurso para pedidos negados: de 17/6 a 21/6/2024
  • Resultado do recurso: 27/6/2024
  • Divulgação dos locais de prova: data a ser marcada
  • Aplicação do Enem: 3 e 10/11/2024
  • Divulgação do gabarito: 20/11/2024
  • Divulgação do resultado: 13/1/2025

O iPhone completa 17 anos este ano. O lançamento do dispositivo com controle por tela sensível ao toque (touchscreen) marcou um momento que definiu nossas expectativas em relação aos smartphones desde então.

Quase uma geração inteira cresceu sem conhecer a vida sem um smartphone.

Tempo suficiente se passou para que as pessoas aprendessem sobre os benefícios e malefícios desses dispositivos em suas vidas, seja por inúmeros estudos científicos, seja por suas próprias experiências.

????Muitas pessoas estão agora cientes dos custos de ter o mundo ao alcance dos dedos. E estão rejeitando as maneiras como esses telefones podem prejudicar a concentração, afetar o sono e agravar problemas de saúde mental.

Existem várias maneiras relativamente simples de lidar com essas questões, como instalar aplicativos que limitam o tempo de tela.

No entanto, algumas pessoas estão decidindo ir mais longe, voltando a um tempo antes da conexão constante.

➡️Elas estão migrando para dumbphones (em oposição ao smartphone), um termo abrangente para celulares com funções básicas, como chamadas, mensagens de texto e alarmes.

Alguns dumbphones lembram os celulares flip dos anos 90. Outros são produtos de nicho, de alto padrão, que proporcionam uma experiência de smartphone simplificada a um custo surpreendentemente alto.

 

Em alguns casos, pais preocupados estão optando por esses dispositivos como uma forma de manter seus filhos longe das distrações de um smartphone.

Mas o mercado também inclui:

  • idosos que desejam algo simples;
  • trabalhadores em indústrias pesadas, como construção civil ou agricultura, que precisam de aparelhos resistentes;
  • e usuários comuns que não podem pagar o preço médio de um smartphone, muitas vezes acima de US$ 500 (R$ 2.040), sendo que os smartphones topo de linha podem custar até US$1.600 (R$ 6.630). No Brasil, o valor de um iPhone pode chegar a cerca de R$ 14 mil.

 

Abandonar esses dispositivos também se tornou uma tendência: adolescentes desesperados para escapar das redes sociais estão se autoproclamando neo-luditas.

Eu sabia que precisava tentar também. Crescendo em uma casa sem consoles de videogame no início dos anos 2000, jogava Halo e Borderlands na casa de amigos até ficar tonto e desorientado.

Mais tarde, como repórter de jornal, absorvia a enxurrada de informações do Twitter entre os prazos de entrega e depois passava horas rolando notícias quando chegava em casa.

Durante a pandemia, abandonei o Twitter, mas sucumbi ao Instagram Reels. A sensação de estar sempre conectado corroía meu bem-estar. Sair do universo dos smartphones parecia perfeito para mim.

No entanto, fazer isso, na prática, foi um pouco mais difícil do que eu esperava.

Primeiro, tive dificuldade para conseguir um dumbphone.

Havia poucas opções e menos recomendações ainda, um contraste gritante com os milhões de análises de smartphones na internet.

Finalmente encontrei um site do escritor e defensor dos dumbphones Jose Briones, que oferece um "localizador de dumbphones".

Acabei escolhendo um CAT-S22, um celular flip semi-inteligente, que tem acesso a aplicativos como Google Maps. Custou US$ 69 (R$ 352) e termina qualquer chamada com um estalido satisfatório.

Quanto mais aprendia sobre dumbphones, mais percebia que a falta de análises não era necessariamente o motivo pelo qual eu estava tendo dificuldade em encontrar um aparelho.

Apesar da demanda crescente, entendi que os fabricantes de celulares têm pouco ou nenhum interesse em oferecer esses dispositivos.

 

Com os smartphones representando a grande maioria de todas as novas vendas de celulares, os gigantes da tecnologia têm pouco incentivo econômico para continuar produzindo novos dumbphones ou atualizando suas linhas existentes.

Economia precária

 

Embora pequeno, existe um mercado para os dumbphones.

➡️Nos EUA, dados de agosto de 2023 da Counterpoint Research mostram que os feature phones (ou telefone básico inteligente) – um tipo de dumbphone básico com capacidades reduzidas – compõem apenas 2% do mercado de celulares. Isso representa apenas uma pequena fração, mas ainda são muitos dispositivos.

➡️A Counterpoint estimou que as vendas de feature phones nos EUA chegariam a 2,8 milhões até o final do ano.

"Os feature phones permanecem consistentes nos EUA, pois seu design simples, acessibilidade e resistência ainda atendem a públicos específicos", segundo a empresa.

 

"Embora não haja um aumento significativo no mercado de feature phones, existem necessidades constantes que criam uma demanda estável para esses aparelhos em um mercado dominado pelos smartphones."

Jim Roberts, professor de Marketing na Hankamer School of Business da Universidade Baylor, no Texas (EUA), afirma que uma proporção surpreendente dos dumbphones do mundo é vendida nos EUA – ele estima cerca de 20%, embora os dados de mercado variem consideravelmente.

"[Os consumidores] estão percebendo que não estão mais felizes, ou estão menos felizes, do que gostariam de estar", diz Roberts. "E eles passam tanto tempo em seus smartphones que estão vendo o celular como o culpado."

De acordo com o Statista Market Insights, o mercado global total de feature phones deve gerar uma receita de US$ 10,6 bilhões (R$ 54 bilhões) este ano.

No entanto, embora os fabricantes de telefones obtenham somas notáveis com as vendas de feature phones, eles têm dificuldade em lucrar com o hardware simplificado.

E geralmente não vale a pena, economicamente, tentar melhorar esse negócio, especialmente porque os telefones costumam ser apenas uma pequena divisão de suas empresas como um todo.

Muitas dessas gigantes da tecnologia geralmente geram receita com software ou hardware altamente especializado, pelo qual os consumidores estão dispostos a pagar preços elevados. Elas também têm fontes de receita muito diversificadas.

A Samsung, por exemplo, ganha bilhões todos os anos com sua divisão de semicondutores.

➡️Simplesmente, essas empresas têm pouco incentivo para atender aos usuários de dumbphones, cujo potencial de receita é relativamente pequeno – isso se conseguirem sequer tornar a fabricação desses dispositivos economicamente viável.

Além disso, especialistas dizem que a enorme quantia que as gigantes da tecnologia podem cobrar pelos smartphones sugere que elas não darão prioridade aos usuários de feature phones tão cedo.

Briones, que deixou de usar smartphones em 2019, explica que as grandes empresas de tecnologia não querem que os dumbphones superem seus modelos mais chamativos e caros.

"As grandes empresas de tecnologia não querem nada que reduza o uso de smartphones, pois não ganham dinheiro com o hardware do dispositivo", diz ele.

 

Uma alternativa viável?

 

Para as empresas que ainda oferecem dumbphones, Thomas Husson, vice-presidente e principal analista da Forrester Research, não espera que muitas delas consigam sobreviver – ou pelo menos continuar fabricando esses dispositivos a longo prazo.

Além das margens de lucro precárias, há também o problema de que a tecnologia que sustenta esses dispositivos se tornará tão obsoleta que eles não poderão mais funcionar.

Por exemplo, os usuários de dumbphones em todo o mundo ficarão sem sorte se as redes 2G e 3G que garantem sua funcionalidade desaparecerem completamente. Além disso, muitos empregos – mesmo em posições de baixa remuneração – exigem que os funcionários possuam celulares com capacidades de aplicativos.

No fim das contas, pode não haver clientes suficientes para sustentar mesmo o modelo de negócios mais inteligente.

No entanto, pode haver uma maneira para as empresas de dumbphones sobreviverem.

Para serem economicamente viáveis, argumenta Husson, as empresas poderiam "desenvolver uma marca premium de nicho para alcançar esses segmentos".

De fato, algumas startups estão tentando capturar esse mercado especializado e encontrar sucesso econômico – oferecendo uma espécie de releitura moderna do feature phone.

A Light, sediada em Nova York, cria "Light Phones" customizáveis que minimizam a exposição à internet, redes sociais e outras distrações.

"O que estamos tentando fazer com o Light Phone não é criar um dumbphone, mas sim um telefone mais intencional – um telefone premium e minimalista – que não é inerentemente anti-tecnologia", disse Joe Hollier, cofundador da Light, à CNBC em 2023.

O dispositivo atualmente custa US$ 299 (R$ 1.525) – comparável a modelos de smartphones de baixo ou médio custo. É um preço alto para um telefone simplificado, mas a única maneira para a empresa tornar um produto de nicho economicamente viável.

Ao contrário dos feature phones, que geralmente são vendidos por seu baixo custo ou robustez, os telefones da Light são destinados a usuários conscientes que buscam um detox digital e desejam alguma conectividade sem sacrificar estilo ou funcionalidade.

O Light Phone de Briones faz chamadas, envia mensagens de texto e tem funções básicas de aplicativos, tudo visualizado através de uma tela de tinta eletrônica (e-ink) semelhante a um e-reader. Ele também pode ter um calendário, obter direções, transmitir podcasts e música e fazer anotações.

"É um bom conjunto de funcionalidades com o qual aprendi a viver", diz ele.

No início deste ano, a marca suíça Punkt também lançou um smartphone simplificado por US$ 750 (cerca de R$ 3.825).

Eles apostam que consumidores de alto padrão se interessarão por um hardware que se assemelha aos smartphones a que estão acostumados.

A Punkt se voltou para a abordagem de dumbphone de luxo; em 2015, a empresa ofereceu um feature phone que se parecia com um iPhone, mas que só fazia chamadas, enviava mensagens de texto e tinha um calendário e um relógio. Não deu certo.

 

Esses novos dispositivos também terão que competir com outros modelos de negócios destinados a atrair usuários que desejam reduzir sua dependência digital, mas que podem querer fazer isso de uma maneira mais suave do que uma transição completa de hardware.

Essa é a estratégia da Ghost Mode, uma empresa sediada nos EUA. Em vez de vender seu próprio telefone, a empresa reprograma essencialmente um smartphone Google Pixel 6a de acordo com as especificações do cliente, com todos os aplicativos necessários.

Depois disso, a Ghost Mode bloqueia o telefone nessas configurações. Como a maioria desses produtos de nicho, esse serviço não é barato, custando US$ 600 (cerca de R$ 3 mil), mas pode atrair consumidores de alto padrão mais do que a opção de abandonar seus smartphones completamente.

Apesar desses novos participantes e do interesse crescente por telefones mais simples, o sucesso ainda é incerto.

A Bullitt, fabricante licenciada do CAT S-22 que comprei, fechou as portas um dia antes de meu telefone chegar. Apesar das notícias, experimentei o hardware por cerca de uma semana.

Ele me permitia fazer chamadas, enviar mensagens de texto e usar alguns aplicativos que eu usava para manter contato com amigos e familiares. Meu uso total da internet caiu para apenas uma hora por dia.

Eu conseguia me concentrar melhor no meu entorno, em livros e em música. Mas senti falta do meu aplicativo de biblioteca.

Então, voltei para o meu Samsung Galaxy A32 bastante desgastado – com uma ressalva. Instalei o Minimalist Phone, um aplicativo que elimina os ícones chamativos de aplicativos e fundos em favor de uma interface em preto e branco.

Mantive o Messenger, WhatsApp e Discord para manter contato, mas quase todos os outros aplicativos não essenciais foram descartados. Não sinto falta deles.

Carteira de Identidade Nacional — Foto: Divulgação / Governo Federal

Carteira de Identidade Nacional — Foto: Divulgação / Governo Federal

Você gosta do seu nome❓Desde agosto de 2022, uma lei federal autoriza a mudança do próprio nome nos cartórios do Brasil, sem que a pessoa precise justificar o motivo.

De lá para cá, 19.384 brasileiros adotaram um novo prenome, de acordo com dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).

A lei federal 14.382/22 prevê que qualquer cidadão maior de 18 anos, ou pais de bebês com registro de até 15 dias, podem solicitar a mudança diretamente no Cartório de Registro Civil, independentemente de prazo, motivação, gênero, juízo de valor ou conveniência.

Antes dessa mudança, as alterações eram um processo burocrático que envolvia contratar um advogado e entrar com uma ação na justiça, o que poderia levar anos. Atualmente, basta comparecer ao cartório de registro civil com a documentação necessária, e em poucos dias a alteração é realizada (veja mais abaixo quais são os documentos exigidos).

'Goku, Naruto, Samael, Lua Serena'

 

De acordo com a registradora Civil Fernanda Maria Alves, diante da criatividade dos pais com exemplos de nomes inspirados em séries de TV como "Goku, Naruto, Samael, até Lua Serena", quando o assunto é um nome que possa expor a criança, o registrador pode intervir na vontade dos pais.

"Os funcionários do registro civil não devem permitir o registro de nomes que possam expor ao ridículo aqueles que os carregam. Caso os pais discordem da recusa do funcionário do registro, este apresentará o caso para que seja decidido pelo juiz competente", diz Fernanda.

 

A mudança de nome só pode ocorrer uma vez. Por isso, a registradora civil explica que os funcionários dos cartórios sempre perguntam se a pessoa tem certeza da mudança. "Porque se depois a pessoa não quiser mais, terá que mudar por meio de ação extrajudicial", explica.

No caso dos sobrenomes, Fernanda Maria diz que, salvo no caso de casamento, em geral, é possível excluir sobrenomes. Por exemplo, ao se casar, é possível excluir sobrenomes e adicionar o sobrenome do cônjuge, se desejado.

"Fora do casamento, só é possível mudar o sobrenome se for para adicionar um de família. Se um ancestral tem um sobrenome que a pessoa deseja adicionar, é possível desde que seja comprovada a relação. Muitas pessoas fazem isso para facilitar a obtenção de dupla nacionalidade", diz a registradora.

 

Como mudar o prenome?

Nova lei facilita a mudança de nome nos cartórios do Brasil

Para solicitar a mudança do nome é preciso ir presencialmente a um Cartório de Registro Civil. O interessado precisa:

  • Ser maior de 18 anos
  • Levar os documentos pessoais (RG e CPF)
  • Pagar a taxa que varia de acordo com a cidade (entre R$ 100 e R$ 400)

 

Feita a alteração, o cartório vai comunicar a mudança aos órgãos expedidores do documento de identidade, do CPF e do passaporte, bem como ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Pessoas trans

 

Pessoas transgênero têm o direito fundamental de alterar seu nome e gênero nos registros civis, sendo a mudança baseada unicamente na vontade expressa do indivíduo, sem a necessidade de outro requisito.

A modificação, alteração ou retificação do registro de gênero é feita diretamente no registro de nascimento.

"A partir da mudança no registro, a pessoa é oficialmente reconhecida com o gênero alterado. Portanto, ao prestar um concurso público, é necessário se identificar com o gênero presente em seu registro. É direito de todos ter um nome que seja considerado digno", diz Fernanda Maria Alves.

O sertanejo domina os rankings de músicas e artistas mais escutados do Brasil nos últimos dez anos, segundo o Spotify. A plataforma chegou ao país em 2014 e, neste mês, divulgou dados de consumo dos brasileiros na última década (veja ao fim da reportagem).

Liderada por Marília Mendonça (1995-2021), a lista de artistas mais populares no período tem, ao todo, sete nomes no sertanejo. As exceções são Anitta, que transita entre o pop e o funk, Wesley Safadão, do forró, e o funkeiro MC Ryan SP.

Marília Mendonça foi a artista mais escutada da década no Brasil, segundo o Spotify — Foto: Will Dias/Futura Press via Estadão Conteúdo

Marília Mendonça foi a artista mais escutada da década no Brasil, segundo o Spotify — Foto: Will Dias/Futura Press via Estadão Conteúdo

No ranking de músicas mais ouvidas, só duas fogem à regra: o rap romântico "Deixe-me Ir", do projeto 1Kilo, e "Shape of You", do cantor britânico Ed Sheeran (o g1 analisa as faixas do top 5 no VÍDEO acima).

De acordo com o Spotify, o número de músicas de artistas brasileiros presentes na plataforma aumentou em 656% em dez anos, e o volume de plays nessas faixas teve um crescimento de 240 vezes no período. Os dados mostram que, em média, mais de 60% do consumo de artistas brasileiros no Spotify acontece dentro do próprio país.

"Hear Me Now", hit eletrônico do DJ Alok, foi a música de um artista brasileiro mais escutada fora do país na última década. Anitta completa o pódio nas duas colocações seguintes: com "Downtown", parceria com J Balvin, e "Envolver", que chegou ao topo da lista de mais ouvidas do mundo na plataforma, com a ajuda do impulso brasileiro.

Veja, abaixo, os dados do Spotify no Brasil entre 2014 e 2023

Artistas mais escutados no Brasil

 

  1. Marília Mendonça
  2. Henrique & Juliano
  3. Jorge & Mateus
  4. Gusttavo Lima
  5. Zé Neto & Cristiano
  6. Matheus & Kauan
  7. Anitta
  8. Wesley Safadão
  9. Maiara & Maraisa
  10. MC Ryan SP

 

Artistas mais escutados no Brasil, ano a ano

 

  • 2014: Calvin Harris
  • 2015: Jorge & Mateus
  • 2016: Jorge & Mateus
  • 2017: Matheus & Kauan
  • 2018: Zé Neto & Cristiano
  • 2019: Marília Mendonça
  • 2020: Marília Mendonça
  • 2021: Os Barões da Pisadinha
  • 2022: Marília Mendonça
  • 2023: Ana Castela

 

Músicas mais escutadas no Brasil

 

  1. "Leão" - Marília Mendonça
  2. "Nosso Quadro" - Ana Castela e Agroplay
  3. "Arranhão - Ao Vivo" - Henrique & Juliano
  4. "Bombonzinho - Ao Vivo" - Ana Castela e Israel & Rodolffo
  5. "Mal Feito - Ao Vivo" - Hugo & Guilherme e Marília Mendonça;
  6. "Eu Gosto Assim - Ao Vivo" - Gustavo Mioto e Mari Fernandez
  7. "Liberdade Provisória" - Henrique & Juliano
  8. "Erro Gostoso - Ao Vivo" - Simone Mendes
  9. "Deixe Me Ir - Acústico" - 1Kilo
  10. "Shape of You" - Ed Sheeran

 

Músicas mais escutadas no Brasil, ano a ano

 

  • 2014: "Summer" - Calvin Harris
  • 2015: "Lean On" (feat. MØ & DJ Snake) - DJ Snake e Major Lazer e MØ
  • 2016: "Sorry" - Justin Bieber
  • 2017: "Shape of You" - Ed Sheeran
  • 2018: "Propaganda - Ao Vivo" - Jorge & Mateus
  • 2019: "Lençol Dobrado" - Analaga e João Gustavo e Murilo
  • 2020: "Liberdade Provisória" - Henrique & Juliano
  • 2021: "Batom de Cereja - Ao Vivo" - Israel & Rodolffo
  • 2022: "Mal Feito - Ao Vivo" - Hugo & Guilherme e Marília Mendonça
  • 2023: "Nosso Quadro" - Ana Castela e AgroPlay

 

Álbuns mais escutados no Brasil

 

  1. "Manifesto Musical" - Henrique & Juliano
  2. "Marília Mendonça - Ao Vivo" - Marília Mendonça
  3. "Ao Vivo No Ibirapuera" - Henrique & Juliano
  4. "Todos Os Cantos, Vol. 1" - Marília Mendonça
  5. "Esquece o Mundo Lá Fora (Ao Vivo) - Deluxe" - Zé Neto & Cristiano
  6. "O Embaixador" - Gusttavo Lima
  7. "O Céu Explica Tudo" - Henrique & Juliano
  8. "Festa das Patroas 35%" - Marília Mendonça e Maiara & Maraisa
  9. "Buteco in Boston (Ao Vivo)" - Gusttavo Lima
  10. "Melim" - Melin

 

Músicas de artistas brasileiros mais escutadas no mundo

 

  1. "Hear Me Now" - Alok, Bruno Martini e Zeeba
  2. "Downtown" - Anitta e J Balvin
  3. "Envolver" - Anitta
  4. "Olha a Explosão" - MC Kevinho
  5. "Nosso Quadro" - Ana Castela e AgroPlay
  6. "Bum Bum Tam Tam" - Future, J Balvin, Juan Magán, MC Fioti e Stefflon Don
  7. "Leão" - Marília Mendonça
  8. "Parado no Bailão" - MC Gury e MC L da Vinte
  9. "Arranhão - Ao Vivo" - Henrique & Juliano
  10. "Bombonzinho - Ao Vivo" - Ana Castela e Israel & Rodolffo

Jojo Todynho tem compartilhado com seus seguidores nas redes sociais várias imagens que mostram seu processo de emagrecimento após a cirurgia bariátrica, que realizou em agosto de 2023.

A cantora já perdeu cerca de 50 quilos desde o procedimento. Mas ela não é a única artista a emagrecer e compartilhar todo o processo com o público, incluindo o antes, o durante e o depois.

Relembre outros famosos que perderam mais de 50 quilos, seja com cirurgia, atividade física ou dieta rígida:

Jojo Todynho

 

Jojo Todynho, antes e depois de cirurgia bariátrica — Foto: Globo/João Miguel Júnior / Instagram

Jojo Todynho, antes e depois de cirurgia bariátrica — Foto: Globo/João Miguel Júnior / Instagram

Jojo Todynho decidiu passar pela cirurgia bariátrica depois que participou da "Dança dos Famosos". Na época do programa, ela pesava 160 kg.

Por orientação médica, a cantora teve que perder 20 quilos antes de operar. Com isso, ela focou na dieta e nos exercícios. Jojo entrou para a bariátrica com 140 kg, obesidade grau 3 e gordura no fígado.

No procedimento, ela tirou 90% do estômago e já perdeu quase 50 quilos. Somando a perda que ela teve antes da cirurgia, já são quase 70 quilos a menos.

Nas redes sociais, Jojo comentou que está indo no ritmo dela, com qualidade de vida e saúde 100%.

Leandro Hassum

 

Leandro Hassum mostrou seu processo pós-bariátrica e postagem no Instagram, em 2016 — Foto: Reprodução/Instagram

Leandro Hassum mostrou seu processo pós-bariátrica e postagem no Instagram, em 2016 — Foto: Reprodução/Instagram

Saúde também foi o foco de Leandro Hassum quando ele passou pela bariátrica em 2014. Com o procedimento, o ator saiu dos 150 kg e foi para os 90 kg. Logo depois da cirurgia, ele começou a praticar surf e participou de uma campanha que estimula o combate à obesidade.

Durante uma participação no programa "Mais Você", ele comentou que é um obeso em tratamento e disse que o melhor padrão que importa é o da saúde.

"Beleza e vaidade vêm com o tempo. Lógico que vai afetar porque uma roupa cabe melhor. Mas esse não tem que ser o gatilho de start. O gatilho tem que ser cuidar da sua saúde", disse o ator.

André Marques

 

André Marques: antes e depois de cirurgia bariátrica — Foto: João Miguel Júnior/ Globo/Divulgação

André Marques: antes e depois de cirurgia bariátrica — Foto: João Miguel Júnior/ Globo/Divulgação

André Marques também tinha a saúde em mente quando optou pela cirurgia bariátrica em 2013. O ator e apresentador chegou a pesar 162 kg e, com a cirurgia, diminuiu metade desse peso.

Recentemente, durante uma das gravações do "Contando Histórias com André Marques", ele falou que ganhou cerca de 7 quilos desde que começou a gravar seu canal do YouTube, que envolve episódios com viagens, entrevistas e receitas.

André disse que as pessoas têm falado que ele engordou e que usa esses comentários como alerta.

"Brinco pra eu poder me alertar, porque já estive lá no fundo do poço. E fundo do poço tem mola. A mola depende da sua força de vontade, da sua dedicação, de você procurar ajuda. Você não pode romantizar a obesidade. Obesidade é uma das doenças que mais matam no mundo, por ano. Você não morre da palavra obesidade, você morre por doenças associadas à obesidade", declarou o apresentador.

Solange Almeida

 

Solange Almeida: antes e depois de cirurgia bariátrica — Foto: Reprodução/Instagram

Solange Almeida: antes e depois de cirurgia bariátrica — Foto: Reprodução/Instagram

Em 2008, Solange Almeida se submeteu a uma cirurgia bariátrica. Na época, a cantora ainda fazia parte do Aviões do Forró e pesava 120 kg.

Solange perdeu 56 quilos depois do procedimento. Durante uma participação no "Programa do Jô", ela comentou que já tinha tentado de tudo para emagrecer, mas não conseguia. E decidiu fazer a cirurgia em uma fase em que já apresentava aumento do fígado e acúmulo de gordura no órgão. "Meu médico disse que se eu não emagrecesse, em três anos, eu teria que fazer um transplante de fígado”, contou Solange.

João Guilherme Silva

 

O antes e depois de João Guilherme Silva — Foto: Reprodução/Instagram

O antes e depois de João Guilherme Silva — Foto: Reprodução/Instagram

João Guilherme Silva, filho de Fausto Silva, seguiu o exemplo do pai e passou pela cirurgia quando estava com 16 anos.

Ele eliminou 80 quilos após a cirurgia. Em uma entrevista recente, o apresentador, hoje com 20 anos, contou que não consegue lembrar de como ele era antes, mas que o procedimento trouxe mudanças na hora de dormir e de andar.

Chevy Chase

 

Chevy Chase em imagem de 2009 e, depois, em 2018, após bariátrica — Foto: Evan Agostini/Invision/AP Photo/Matt Sayles

Chevy Chase em imagem de 2009 e, depois, em 2018, após bariátrica — Foto: Evan Agostini/Invision/AP Photo/Matt Sayles

O ator Chevy Chase também optou pela bariátrica em 2018. Ele perdeu 50 quilos e, antes do procedimento, chegou a pesar 136 kg.

Além da cirurgia, ele também passou por um processo de reabilitação para se manter sóbrio. Segundo uma fonte próxima ao ator, os quilos a mais estavam deixando a batalha dele contra o álcool ainda mais difícil.

Hafþór Björnsson

 

Hafþór Björnsson: antes e depois de eliminar 50 quilos — Foto: Reprodução/Instagram

Hafþór Björnsson: antes e depois de eliminar 50 quilos — Foto: Reprodução/Instagram

Mas nem é só pela saúde que alguns artistas acabam perdendo peso. Hafþór Björnsson, por exemplo, perdeu 50 quilos logo após anunciar sua aposentadoria nas competições de Strongman, que são aquelas em que os atletas levantam pedras gigantes, arrastam veículos, aviões, entre outras atividades que demostram força.

No fim, o ator voltou para as competições, mas em 2021, um ano depois do "falso anúncio" de aposentadoria, saiu dos 205 kg e foi para os 155 kg.

Jia Ling

 

Jia Ling — Foto: Reprodução/Instagram

Jia Ling — Foto: Reprodução/Instagram

Jia Ling não passou pelo processo de perda de peso por saúde, mas, sim, por amor ao trabalho. A diretora e atriz chinesa foi a protagonista de sua própria obra, o filme "Yolo", que foi lançado no começo do ano.

O longa conta a história de superação de uma mulher com sobrepeso, que começa a lutar boxe e se apaixona pelo esporte.

Ling foi emagrecendo com sua personagem e chegou ao final das gravações com 50 quilos a menos. Nas redes sociais, ela brincou que assim que terminaram as filmagens, sentou-se na beira da cama e comeu cinco pacotes de wafers de chocolate.

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) marcou o julgamento do caso Gabigol, envolvendo uma possível tentativa de fraude em exame antidoping, para o dia 7 de junho. O atacante do Flamengo chegou a ser suspenso por dois anos pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD) em março, mas entrou com recurso no tribunal internacional e conseguiu um efeito suspensivo no fim de abril.

Gabigol admite que usou camisa do Corinthians e pede desculpas

A informação foi publicada primeiro pelo jornalista Venê Casagrande e confirmada pelo ge, que apurou que Gabigol irá até a Suíça para participar presencialmente do julgamento. O atacante, no entanto, não irá desfalcar o Flamengo por causa da viagem. O Rubro-Negro só terá dois jogos no início de junho: o clássico com o Vasco no dia 2 e contra o Grêmio no dia 13.

Gabigol chega ao Maracanã para o retorno dele aos campos em Flamengo x Amazonas — Foto: Divulgação/Flamengo

Gabigol chega ao Maracanã para o retorno dele aos campos em Flamengo x Amazonas — Foto: Divulgação/Flamengo

O CAS, tribunal internacional que vale como última instância no esporte, vai decidir se Gabigol será absolvido ou se manterá a suspensão do atacante até abril de 2025. Tanto o Flamengo como a defesa do jogador seguem otimista após terem o pedido de efeito suspensivo acatado por unanimidade, em decisão tomada por dois ingleses e um suíço.

Detalhes do caso

 

Todo o processo no CAS gera um custo judicial, que deve ser dividido entre as partes. Na segunda quinzena de abril, a defesa de Gabigol foi notificada de que a ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) não havia feito o pagamento da sua parte das custas judiciais. Para não atrasar o processo, o atacante pagou o que restava.

Dias depois, a ABCD enviou a sua parte da documentação e indicou um árbitro alemão. A documentação, no entanto, não foi aceita pelo CAS, que alegou questões administrativas, e a ABCD perdeu o direito de indicar o árbitro para formar o tribunal.

Dessa forma, o CAS indicou dois dos três árbitros que julgaram o pedido de efeito suspensivo. A mesa ficou formada por um inglês indicado pela defesa de Gabigol, além de outro inglês e um suíço indicados pela Corte. Os três votaram a favor e concederam o efeito suspensivo para o atacante, que agora aguarda a votação do recurso.

Na argumentação enviada ao CAS, a defesa pedia atenção ao "periculum in mora" (o perigo da demora) juntamente com "fumus boni juris" (fumaça do bom direito). O principal pedido foi para que o processo fosse analisado com rapidez, já que uma eventual perda de tempo poderia fazer com que Gabigol cumprisse grande parte ou até mesmo todo o período da suspensão que lhe fora imposta.

Ainda na defesa, o escritório Bichara e Motta citou o fato de o julgamento de Gabigol ter sido apertado no TJD-AD, com o placar de cinco votos favoráveis à suspensão e quatro contrários. No documento, há outros argumentos que anteciparam de forma resumida as razões que a defesa utilizará posteriormente no recurso, peça jurídica com a qual tentará a anulação da suspensão.

O Ministério da Gestão divulgou nesta quinta-feira (23), a nova data para o Concurso Público Nacional Unificado (CNPU), que ficou conhecido como o 'Enem dos concursos'. As avaliações vão acontecer dia 18 de agosto, em 228 cidade do país.

A prova reunirá mais de 2,1 milhões de candidatos e oferecerá 6.640 vagas para 21 órgãos da administração pública federal. Segundo o ministério da gestão, cronograma completo será divulgado em breve.

As avaliações foram adiadas por conta das enchentes no Rio Grande do Sul.

O cantor Nattan brindou os fãs com atualização sobre o 'sequestro' de seus cachorros que foram levados pela dupla Henrique e Juliano. A brincadeira dos sertanejos está saindo cara e os animais estão deixando rastros de destruição na casa dos 'sequestradores', segundo o cantor cearense.

"Tô com uma sensação tão boa aqui, gente. Já recebi foto e vídeo dos cachorros destruindo a casa dos meninos inteira. Porta de estúdio, sofá... É isso, meus meninos [...] comam tudo!", brincou o Nattan.

A brincadeira repercutiu entre os internautas e ganhou até música narrando a saga do cantor, repostada por Nattan nos stories do Instagram.

Dando indícios de que o 'sequestro' está longe de acabar, a dupla Henrique e Juliano ironizou no X (antigo Twitter): "E aquele ditado né amigos! Cachorro de bebo não tem dono [sic]", mencionando o perfil de Nattan.

Nos comentários, os seguidores se divertiram com a treta, "perde o amigo mas não perde o sequestro", disse uma internauta.

 

Imagem postada por Nattan de porta que cachorros teriam comido na casa de Henrique e Juliano — Foto: Reprodução/Instagram

Imagem postada por Nattan de porta que cachorros teriam comido na casa de Henrique e Juliano — Foto: Reprodução/Instagram

Entenda

 

Segundo Nattan, Henrique e Juliano foram para a casa dele, em Fortaleza, depois de um show no domingo (19). Eles curtiram o dia e beberam até a noite, quando Nattan resolveu ir dormir. Quando acordou, nesta segunda-feira (20), soube do que havia acontecido enquanto dormia.

"Eu acordei aqui e vi uma foto que eles levaram meus cachorros. [...] Esses caras são malucos. Que loucura é essa? Quem vai na casa de alguém e leva os cachorros?", disse Nattan.

Também pelos stories, ele postou um vídeo em que mostra Henrique com um dos pets, afirmando que levaria os animais porque o cantor cearense foi dormir e deixou os visitantes sozinhos. No vídeo, os tocantinenses ainda estavam carregando um saco de ração para os cães.

"Ele vai buscar os cachorros depois. Os cachorros não vão querer voltar não", disse Henrique na filmagem.

Nattan também postou para os seguidores vários vídeos e fotos registrados dentro do jatinho, em que os sertanejos estão mesmo com os cachorros. Segundo o cantor, os sertanejos trouxeram os animais para Palmas.

Entrando na brincadeira, Nattan afirmou ainda que em dois dias os cachorros devem voltar. "Tudo bem, depois de amanhã os cachorros voltam, eles levaram ração, vão cuidar dos cachorros. Agora é o seguinte, vocês me aguardem, eu vou na casa de vocês, na fazenda. E não me chamem de louco no dia que eu colocar um gado ou um cavalo dentro do avião", brincou.

Durante todo do dia o cantor cearense fez vídeos falando da brincadeira dos sertanejos e até postou vídeos dos pets em Palmas, com a família de Henrique e Juliano.

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