
Pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) vai processar um grupo de parlamentares governistas por ataques contra ele nas redes sociais. O senador acusa o presidente Lula de “escalar um time” para atacá-lo com “narrativas falsas”.
Os alvos das ações judiciais que Flávio Bolsonaro moverá são o vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias, e os deputados André Janones (Avante) e Otoni de Paula (MDB).
“Vão todos ser processados. Terão que provar o que estão dizendo ou serão responsabilizados cível, criminal e eleitoralmente. São narrativas falsas e requentadas nas quais não há nenhuma prova contra mim”, afirmou Flávio Bolsonaro à coluna.
“Nunca tive uma decisão judicial contra mim. Eles insistem em narrativas falsas. A gente vai cobrar na Justiça”, continuou o senador.
Flávio Bolsonaro também disse ver as digitais do presidente Lula na ofensiva promovida por governistas contra a sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
“O Lula escalou um time para ficar me atacando. Sendo que ele próprio foi presidente da República nos maiores escândalos do Brasil: mensalão, petrolão, INSS e Master. Em tudo ele está envolvido, não eu”, sustentou.
Nesta segunda-feira (6/4), André Janones também foi alvo de uma queixa-crime apresentada pela defesa de Jair Bolsonaro. A representação apresentada ao STF acusa o parlamentar do Avante de injúria, calúnia e difamação por publicações contra a transferência do ex-presidente para a prisão domiciliar, nas quais chama Bolsonaro de “ladrão”, “vagabundo” e “safado”.
Também nesta segunda-feira (6/3), Lindbergh Farias apresentou ao STF um pedido de prisão contra Eduardo Bolsonaro por declarações do ex-deputado à coluna. Para o petista, Eduardo tem buscado intimidar autoridades brasileiras ao afirmar que pretende denunciar ao governo Trump eventuais irregularidades de autoridades do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições deste ano.
Já o deputado Otoni de Paula, que defende a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) à Presidência, acusou Flávio Bolsonaro de supostamente chefiar um esquema de corrupção envolvendo a gestão de hospitais federais no Rio de Janeiro durante o governo de Jair Bolsonaro.
