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Dipirona ou paracetamol? Saiba qual medicamento afeta mais o fígado

hepatologista Liz Marjorie explica que o fígado atua como “o centro que organiza e processa quase tudo o que entra no corpo”. “O órgão tem um papel duplo: algumas drogas precisam ser ativadas pela glândula para fazer efeito, enquanto outras têm de ser transformadas em formas mais simples para que se tornem menos tóxicas e possam ser excretadas pela urina ou pela bile”, detalha a médica sobre o papel do fígado após o consumo de um medicamento.

A mestra em gastroenterologia pela Universidade de Federal de São Paulo (Unifesp) pontua que o fígado tanto “ativa” quanto “desintoxica”. “Esse órgão é a peça-chave para que um medicamento funcione forma segura”, enfatiza Liz Marjorie, que atende em Juazeiro do Norte (CE). A coluna Claudia Meireles questionou a especialista a respeito do potencial hepatotóxico de fórmulas populares e usadas sem prescrição.

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O funcionamento do fígado pode ser prejudicado pela superdosagem de medicamentos

Quando o órgão não funciona adequadamente, ocorre um desequilíbrio do organismo
O fígado é responsável pela desintoxicação do organismo

Entre os medicamentos mais utilizados pelos brasileiros sem prescrição médica, constam o paracetamol, dipirona, ibuprofeno e diplofenaco. Segundo a hepatologista, a fórmula dessa lista com maior potencial de causar dano hepático em casos de superdosagem é o paracetamol, também chamado de acetaminofeno.

A gastroenterologista menciona que, em quantidades corretas, o paracetamol é “relativamente seguro”. “O problema ocorre quando se ultrapassa a dose máxima diária ou nas situações em que o paciente consome vários produtos diferentes para gripe e dor que contêm esse mesmo princípio ativo. No caso, há uma soma de dosagens sem perceber”, alerta a médica.

pessoa tomando suplementos
A superdosagem de paracetamol oferece perigo à saúde do fígado

A especialista enfatiza que a superdosagem medicamentosa “pode causar lesões graves” à saúde. “Em situações críticas, o órgão pode parar de funcionar, sendo necessário, em casos extremos e raros, até mesmo um transplante de fígado, esclarece Liz Marjorie.

Conforme a hepatologista, os anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno e o diclofenaco, tendem a interferir na saúde do fígado e dos rins. Ela ressalta que isso pode ocorrer principalmente em pessoas idosas ou com doenças preexistentes, quando os medicamentos são usados por longos períodos sem acompanhamento especializado.

Foto colorida de maquete de fígado humano - Metrópoles
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