
Com os preços já sob os efeitos da guerra no Oriente Médio, a inflação nos Estados Unidos em março deste ano acelerou em relação ao mês anterior e veio em linha com as estimativas dos analistas do mercado, de acordo com números divulgados nesta sexta-feira (10/4) pelo Departamento do Trabalho.
O núcleo da inflação nos EUA, que exclui variações de preços de alimentos e energia, mais voláteis, foi de 2,6% em março, na base anual.
O resultado, que veio dentro do esperado pelo mercado, ficou levemente acima do mês anterior (2,5%).
Na comparação mensal, o núcleo da inflação norte-americana ficou em 0,2%, estável em relação a fevereiro (0,2%).
O dado de inflação é considerado um dos mais importantes para a definição da taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).
Na última reunião do Fed, em março, os juros foram mantidos no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado.
O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros está marcado para os dias 28 e 29 de abril.
A taxa básica de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Quando a autoridade monetária mantém os juros elevados, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.
