
O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), defendeu nesta terça-feira (28/4) que o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), receba o indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, antes da sabatina, marcada para quarta-feira (29/4).
Para Jaques, a decisão de Alcolumbre de não receber Messias não afeta no andamento do trâmite no Senado.
“Eu acho que é uma decisão do presidente. Eu, pessoalmente, acho que institucionalmente ele deveria receber. Mas, evidentemente, conversaram não depois da indicação. Mas, na minha opinião, não [atrapalha]. Aí é uma decisão dele”, disse.
O senador baiano declarou ainda que Alcolumbre não está trabalhando nem a favor nem contra Messias, “mas óbvio que a chancela ajudaria”.
“Se ele quisesse ajudar, poderia estar pedindo voto. Não tem informação do que ele poderia pedir voto contra. Até porque, na minha opinião, a derrota dos messias, na minha opinião, não agraga a nada a caminhada dele próprio. Porque parece estigmatizar uma pessoa. O cara é um jovem para estigmatizar”, afirmou.
Além disso, o líder se disse “confiante” quanto a contagem de votos para a aprovação do indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso na Suprema Corte.
“Eu estou confiante que a gente tenha os votos necessários para a aprovação dele. Temos conversado com muita gente”, afirmou.
A líder de extrema direita Marine Le Pen, do partido Agrupamento Nacional (RN), denunciou nesta terça-feira o que considera a “trumpificação” do presidente francês, Emmanuel Macron, e criticou o uso de uma “linguagem extremamente grosseira” por parte do chefe de Estado da República, especialmente ao criticar os “loucos” que atacam os profissionais de saúde vindos da Argélia.
“Quero chamar a atenção para a ‘trumpificação’ de Emmanuel Macron. Pode-se entender que ele está seguindo os passos do presidente dos Estados Unidos, adotando uma linguagem extremamente grosseira”, afirmou Le Pen durante uma coletiva de imprensa. Assim, lamentou que “toda essa suposta indignação” diante do fato de que os médicos de fora da União Europeia devam se submeter a novos exames em solo francês “seja desnecessária”
Nesse sentido, a líder da Agrupação Nacional defendeu esses exames, que considera “perfeitamente normais para garantir que os médicos estrangeiros sejam submetidos a avaliações, tal como já fazem os médicos franceses”. “Isso garantirá atendimento médico de qualidade para todos“, observou ela, segundo informações coletadas pelo jornal ‘Le Figaro’.
Suas palavras foram proferidas um dia depois de Macron criticar os “lunáticos” que atacam a Argélia diante da chegada de numerosos médicos que emigram para a França para trabalhar. O presidente francês demonstrou então sua indignação com o fato de que esses profissionais “não têm vida fácil” ao chegarem ao território francês para poderem exercer a profissão.
“É um caos. Está me deixando louco. É a loucura do sistema francês”, disse ele durante uma visita a um hospital no departamento de Ariège, onde conversou com um médico de origem argelina.
Dados do governo indicam que mais de um terço dos cerca de 19 000 médicos registrados no PADHUE (Profissionais com diplomas obtidos fora da União Europeia, na sigla em francês) se formaram na Argélia, o que representa, de longe, o maior grupo.
A desaprovação do presidente Lula (PT) cedeu ligeiramente em abril, mas o petista segue reprovado por mais da metade do eleitorado. Pesquisa Atlas/Bloomberg publicada nesta terça-feira (28) aponta que a taxa, que era de 54% em março, foi a 52,5%.
A aprovação oscilou de 46% para 46,8%, dentro da margem de erro de um ponto porcentual para mais ou para menos. Os que não souberam responder eram 1% e, agora, são de 0,7%. É a primeira vez desde o início do ano que não há piora na aprovação do presidente.
O levantamento Atlas/Bloomberg também questionou os entrevistados sobre o conceito que eles dariam ao governo Lula. A soma das respostas ruim ou péssimo subiu de 50% para 51,3%, pouco acima da margem de erro.
Já o conceito ótimo ou bom oscilou no limite da margem, de 41% para 42%. A parcela que considera o governo regular, por sua vez, caiu de 10% para 6,8%. O levantamento não fez menção aos indecisos neste caso.
O instituto entrevistou 5.008 eleitores pela internet entre os dias 22 e 27 de abril. A metodologia utilizada foi o recrutamento digital aleatório. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07992/2026.
A Casa Branca culpou, nesta segunda-feira (27), o “culto de ódio da esquerda” pelo ataque a tiros ocorrido durante um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, que contou com a presença de Donald Trump.
“O culto de ódio da esquerda contra o presidente e todos aqueles que o apoiam e trabalham para ele resultou em várias pessoas feridas e mortas, e neste fim de semana quase aconteceu novamente”, declarou a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, em uma coletiva de imprensa.
A secretária de imprensa da Casa Branca também afirmou que o ataque de sábado (25) foi a terceira grande tentativa de assassinato contra o presidente Donald Trump.
Leavitt confirmou que a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, convocará uma reunião com autoridades do Departamento de Segurança Interna, do Serviço Secreto dos EUA e da equipe de operações da Casa Branca para “garantir a segurança e a proteção do presidente”.
Um suspeito armado foi impedido pelos agentes do Serviço Secreto antes que pudesse entrar no salão de baile lotado do hotel onde Trump, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente JD Vance e muitas outras autoridades importantes estavam reunidas para o jantar anual.
Leavitt culpou a retórica política dura por promover um ambiente em que alguém poderia querer atacar o presidente.
“Não deveríamos viver em um país onde o medo constante da violência política permeia”, disse ela.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, fez um aceno nesta segunda-feira (27) ao MDB e afirmou que o partido está mais perto de seu campo do que o do “outro lado”, referindo-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Tenho certeza que o MDB está muito mais perto de cá do que de lá. Já foi assim com o prefeito Ricardo Nunes, está sendo assim agora com o Felício Ramuth, excelentes quadros no partido, e tenho a convicção de que nós vamos fazer muito pelo nosso País juntos”, disse Flávio na Agrishow, que reúne o público do setor de agronegócio em Ribeirão Preto (SP), dirigindo-se a Baleia Rossi, presidente do MDB, presente na plateia.
A declaração vem em um momento em que o senador tenta atrair partidos de centro para sua campanha. O MDB, porém, tem a tradição de liberar seus diretórios estaduais no pleito presidencial.
O evento também contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Flávio incluiu o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), ao citar nomes que, segundo ele, “vão fazer muito pelo Brasil”. O senador também mencionou Tarcísio e o deputado federal Guilherme Derrite (PP). A menção a Prado vem em um momento em que o PL discute os pré-candidatos ao Senado pelo Estado.
Pré-candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou, nesta segunda-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "produto fadigado" e afirmou que o chefe do Executivo é "mercadoria vencida".
A declaração ocorreu em coletiva de imprensa, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), após participação na 31ª feira Agrishow, que acontece em Ribeirão Preto, no interior paulista.
"Não está compensando mais investir no Brasil, o Brasil faliu. O Lula é uma mercadoria que está vencida, ele está apresentando sinais de fadiga, que não tem mais energia e nem vontade de tocar esse país, parece que ele quer afundar cada vez mais o nosso Brasil, e deixar um problema para o próximo presidente resolver", afirmou Flávio.
O senador afirmou ainda que, sendo eleito, vai enxugar as contas públicas. "Essa taxa de juros vai cair, o Brasil vai voltar a ser um ambiente muito atrativo, não apenas só para brasileiros, mas de fora também, com redução de carga tributária e tratando marginal, bandido perigoso, como tem que ser tratado, ficando preso, que é um outro problema também da nossa produção com o jogo de carga".
Leia a matéria completa em CNN Brasil
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, transmitiu as exigências de negociação de Teerã, bem como suas reservas em relação às exigências dos EUA, às autoridades paquistanesas durante sua visita a Islamabad.
A informação foi repassada à Reuters neste sábado (25) por uma fonte paquistanesa envolvida nas negociações.
Neste fim de semana, o ministro iraniano deve se encontrar com o enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner.
De acordo com a Casa Branca, os dois teriam conversas com o ministro das Relações Exteriores iraniano.
Porém, o Irã afirmou que seus representantes não planejam se encontrar diretamente com os americanos para discutir o fim da guerra que já matou milhares de pessoas e abalou os mercados globais.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, chegou à capital paquistanesa, Islamabad, na sexta-feira (24).
Fontes paquistanesas disseram anteriormente que uma equipe de logística e segurança dos EUA já estava posicionada em Islamabad para possíveis negociações.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Reuters também na sexta-feira (24) que o Irã planeja fazer uma oferta com o objetivo de satisfazer as exigências americanas, mas afirmou que ainda não sabia o que a oferta envolvia.
Questionado sobre com quem os EUA estavam negociando, Trump disse: "Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora".
Em resposta ao pedido de manifestação feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sobre a cirurgia no ombro do ex-presidente Jair Bolsonaro, a Procuradoria-Geral da República (PGR), disse, nesta sexta-feira (24), que não se opõe ao procedimento.
“O relatório médico assinado em 24.4.2026, por seu turno, indica que as principais queixas atuais do paciente são dores recorrentes e intermitentes no ombro direito, tanto em repouso quanto aos movimentos do membro superior direito.”, diz a decisão. “Dadas as informações fornecidas, não se vislumbra óbice ao acolhimento do pedido. A Procuradoria-Geral da República não se opõe aos pedidos formulados por Jair Messias Bolsonaro, sem prejuízo da adoção das medidas de cautelas necessárias.”, acrescenta.
Segundo o documento, o relatório fisioterapêutico apresentado pela defesa indica que a realização do procediento cirúrgico requerido, em caráter eletivo, apresenta três lesões que necessitam de reparações por meio de intervenções cirurgicas.
Na quinta-feira (23), o ministro Alexandre de Moraes pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que o ex-presidente seja autorizado a passar por uma cirurgia no ombro direito. A PGR tinha o prazo de cinco dias para se manifestar sobre a solicitação.
O pedido foi apresentado pelos advogados de Bolsonaro na terça-feira (21), com a indicação de que a cirurgia seja realizada já nesta sexta-feira (24) ou no sábado (25). O procedimento tem como objetivo reparar as estruturas de articulação, conhecidas como manguito rotador e lesões associadas.
Segundo a defesa, o ex-presidente sofre com dor persistente e incapacidade funcional no ombro, mesmo após tentativas de tratamentos conservadores e o uso diário de analgésicos. Exames físicos e de imagem constataram uma retração importante e uma lesão de alto grau no tendão supraespinhal — estrutura responsável pelo movimento de levantar o braço.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes. No dia 24 de março, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a transferência do ex-presidente para prisão domiciliar por 90 dias. A decisão ocorreu após ele passar semanas internado na UTI de um hospital em Brasília para tratar uma broncopneumonia bacteriana bilateral.
Segundo o último relatório médico enviado ao STF na semana passada, o quadro pulmonar do ex-presidente apresenta uma evolução clínica “satisfatória” e uma “melhora sutil” no pulmão esquerdo.
Apesar de responder positivamente aos antibióticos, a equipe médica relatou que o processo de reabilitação tem sido desafiador. Durante as sessões de fisioterapia, Bolsonaro tem relatado forte fadiga muscular, perda de equilíbrio – causada por medicamentos – e dores na região dorsal, além de ter enfrentado um episódio de soluços que durou cerca de oito horas.
O Ministério de Portos e Aeroportos solicitou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a suspensão imediata do processo de arrendamento do Tecon Santos 10 (STS-10), no Porto de Santos (SP), destinado à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral. A decisão ocorre após sucessivos adiamentos do processo.
Segundo o Ministério, o “aperfeiçoamento” do formato de competição do leilão ainda está em debate junto à Casa Civil. Por isso, a necessidade de interrupção do processo. “Nesse sentido, em observância aos princípios da cautela administrativa, da boa governança, da transparência e da segurança do processo decisório, mostra-se recomendável solicitar a essa Antaq o sobrestamento do processo encaminhado por esta Secretaria”, afirmou o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, em ofício enviado à Antaq.
Na prática, o pedido interrompe a tramitação na Antaq e tende a postergar o calendário do certame, já que a retomada dependerá de nova manifestação do poder concedente com as diretrizes revisadas e, eventualmente, a atualização de estudos e minutas.
O cronograma inicial previa que o leilão do Tecon10 acontecesse em janeiro, mas o prazo foi sendo estendido em meio a questionamentos sobre restrições a participantes na disputa. O terminal é considerado estratégico, já que vai ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos, o maior da América Latina.
Projeto “Quem Ama Cuida” promove autonomia, resgata a autoestima e gera novas oportunidades de renda
Com o objetivo de transformar realidades e ampliar oportunidades, o deputado federal por Alagoas, Rafael Brito, destinou R$ 300 mil, por meio de emenda parlamentar, para a execução do projeto Quem Ama Cuida, desenvolvido pela instituição Magna Mater, voltado à capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade social no município de Maceió.
A iniciativa beneficia diretamente 60 mulheres com cursos de unhas em gel e maquiagem para peles negras, promovendo qualificação profissional, inclusão social e novas oportunidades de inserção no mercado de trabalho, além de atuar no enfrentamento à violência contra a mulher ao incentivar a autonomia financeira como caminho para o recomeço.
Para o deputado Rafael Brito, investir em capacitação é promover dignidade e liberdade. “Nosso compromisso é criar oportunidades reais para que essas mulheres possam reconstruir suas histórias com autonomia, segurança e perspectiva de futuro”, destacou o parlamentar alagoano.
Os resultados da iniciativa já podem ser percebidos nos relatos das participantes, que evidenciam o impacto direto na vida pessoal e profissional.
“Eu sofri violência em um relacionamento abusivo. Ouvi tantas vezes que eu era feia que acabei acreditando. Fiz o curso para me reconhecer novamente. Hoje, sei que sou capaz, independente do que dizem e sou uma mulher bela, maravilhosa, uma preta linda”, relatou uma das beneficiadas pelo curso de maquiagem para pele negra, que não terá o nome divulgado, em respeito à sua condição de vulnerabilidade.
A iniciativa fortalece a autoestima, resgata a identidade das participantes e rompe ciclos de violência, ao mesmo tempo em que abre caminhos reais para geração de renda e empreendedorismo.
“Aprendi muitas técnicas novas. Eu já trabalho na área da beleza, então esse curso vai contribuir muito para o meu futuro e para o meu crescimento profissional”, relatou outra participante, que também teve a identidade preservada.
O projeto Quem Ama Cuida mostra que, com apoio e oportunidades reais, é possível transformar realidades, resgatar vidas e construir novos caminhos com dignidade e esperança.
“Quando uma mulher conquista sua independência, ela muda completamente sua história e a de todos ao seu redor. Ela rompe ciclos de violência, resgata sua autoestima e abre novos caminhos. É por isso que acredito e invisto em projetos como esse, que dão oportunidade e ajudam a reconstruir vidas”, reforçou o deputado Rafael Brito.
Um funcionário do governo dos Estados Unidos que atuava no Brasil decidiu deixar o país na quinta-feira (23) após decisão do Ministério das Relações Exteriores de adotar o princípio da reciprocidade em relação a determinações do presidente dos EUA, Donald Trump, e convidá-lo a se retirar do Brasil. De acordo com apuração da Jovem Pan, Michael Myers atuava em cooperação com a Polícia Federal (PF) desde 2024.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, havia revelado na quarta-feira (22) a retirada das credenciais de um policial de imigração dos Estados Unidos do sistema da corporação. A medida, segundo ele, foi de acordo com a reciprocidade.
A decisão de retirar as credenciais do policial e, consequentemente, da saída de Michael Myers do Brasil, acontece após o governo Trump convidar o delegado da PF Marcelo Ivo de Carvalho a sair dos Estados Unidos, após atuação na prisão do ex-deputado federal, Alexandre Ramagem (PL), na última semana. No fim da tarde de segunda-feira (20), o Escritório para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado do governo americano confirmou a informação no X.
“Nenhum estrangeiro tem o direito de manipular nosso sistema de imigração para, simultaneamente, contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, solicitamos que a autoridade brasileira em questão deixe o nosso país por ter tentado fazer exatamente isso”, informou o Escritório.
Após a decisão dos EUA, o Itamaraty informou que comunicou ao representante da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil a aplicação da reciprocidade. “[A medida] não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso, como [estabelece] o parágrafo 7.3 do memorando de entendimento bilateral que regula essa modalidade de cooperação policial”, disse o ministério. Leia a íntegra abaixo.
“Diante da confirmação da informação de que oficial de ligação da Polícia Federal brasileira junto ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), em Miami, foi comunicado verbalmente pelo governo dos Estados Unidos sobre a interrupção imediata do exercício de suas funções oficiais em território norte-americano, representante da embaixada daquele país foi convocada ao Ministério das Relações Exteriores no final da tarde de ontem (21)”.
“O agente brasileiro atuava com base em memorando de entendimento firmado entre os dois governos sobre a facilitação do intercâmbio de oficiais de ligação na área de segurança”.
“A representante da embaixada norte-americana foi informada, também verbalmente, que o governo brasileiro aplicará o princípio da reciprocidade diante da decisão sumária contra o agente da Polícia Federal, que não foi precedida de qualquer pedido de esclarecimento ou tentativa de diálogo sobre o caso, como prevê o parágrafo 7.3 do memorando de entendimento bilateral que regula essa modalidade de cooperação policial”.
“A medida tampouco observa a boa prática diplomática de diálogo entre nações amigas, como o Brasil e os Estados Unidos, ao longo de mais de 200 anos de relação. Os termos da aplicação da reciprocidade foram também transmitidos verbalmente à representante da embaixada e envolvem a interrupção imediata do exercício de funções oficiais do representante norte-americano de área homóloga em território brasileiro”.
A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) criticou, nessa quarta-feira (22), declarações do frei Gilson após a divulgação de um vídeo nas redes sociais. Na publicação, ela chamou o religioso de “falso profeta” e o acusou de misoginia.
O vídeo foi compartilhado pela senadora na rede X. Nas imagens, o frei Gilson discursa para fiéis sobre empoderamento feminino e sobre liderança masculina. Durante a fala, ele cita um trecho da Bíblia, em Gênesis 2:18, ao tratar da relação entre homens e mulheres.
"Disse mais o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea", cita o trecho bíblico.
Ao repostar o vídeo com as falas de frei Gilson, a senadora critica o discurso e o chama de "falso profeta", além de acusá-lo de misoginia. Soraya também utiliza um trecho bíblico para rebater as falas do frei.
"Mais um falso profeta. São freis, padres, pastores, pais de santo, políticos e etc. usando o nome de Deus em vão. Apesar da nossa laicidade, não posso deixar de destacar que eles infringem diuturnamente a própria fé que propagam, norma disposta no 3º mandamento (Êxodo 20:7). Haja fé para sobrevivermos nestes tempos...".
Senadora diz que frei não a representa
Após repostar o vídeo com a fala do frei Gilson, a senadora Soraya Thronicke publicou um comentário no próprio post em que relembra sua formação católica e cobra posicionamento da Igreja Católica.
“Nasci em berço católico e posso dizer que esse frei não me representa. Ele já passou de todos os limites possíveis de intolerância religiosa, misoginia, etc. Espero que nossa Igreja Católica tome severas providências”, escreveu.
O post da senadora tem mais de 2,3 mil comentários e quase 350 mil visualizações. Ativo nas redes sociais, frei Gilson não comentou sobre a repercussão da publicação da parlamentar.
O que frei Gilson disse no vídeo?
O vídeo compartilhado pela senadora mostra um recorte de um sermão do Frei Gilson, em que ele fala sobre o "papel" de homens e mulheres nas relações.
Na fala, o religioso associa o conceito de empoderamento feminino a uma suposta “ideologia dos tempos atuais” e defende a liderança masculina dentro da família.
“Ela [mulheres] sempre quer ter mais. Eu não me contento só em ter qualidades normais de uma mulher, eu quero mais. E isso é a ideologia dos mundos atuais. Uma mulher que quer mais, eu vou até usar a palavra que vocês já escutaram muito, empoderamento. Eu quero mais”, afirmou o frei.
Na sequência, ele sustenta que a liderança do homem estaria prevista na Bíblia. “É claro ver que Deus deu ao homem a liderança. É claro ver que Deus deu ao homem o ser o chefe. Isso está na Bíblia. O homem é o chefe do lar. O homem foi dado a ele liderança. Mas a mulher tem o desejo de poder. Não é desejo de serviço, desejo de poder. Repito a palavra, empoderamento. Essa palavra é do mundo atual”, diz.
O frei também critica o que chama de “guerra dos sexos”. “Portanto eu já começo a falar, a guerra dos sexos é ideologia pura. A guerra de masculino com feminino é diabólico”, declara.
Ao citar um trecho bíblico, ele quis explanar uma interpretação própria sobre o que seria o "papel feminino". “Para curar a solidão do homem, Deus fez você. Olha o texto bíblico: Gênesis 2, 18. O que está escrito aí? ‘Vou dar-lhe uma auxiliar que lhe seja adequada’. Deus faz uma promessa para Adão. Eu vou fazer alguém para ser sua auxiliar. Aqui você já começa a entender qual é a missão de uma mulher. Ela nasceu para auxiliar o homem”, disse.
Quem é frei Gilson?
Frei Gilson, nome de batismo Gilson da Silva Pupo Azevedo, é um sacerdote católico de 37 anos, nascido em São Paulo. Integrante do Instituto dos Freis Carmelitas Mensageiros do Espírito Santo, foi ordenado em 2013 e atuou por nove anos na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na Diocese de Santo Amaro.
Além da atuação religiosa, ganhou projeção nas redes sociais e na música. No YouTube, reúne público superior ao de nomes como Padre Marcelo Rossi, e soma mais de 7 milhões de seguidores no Instagram.
O frei ficou conhecido pelas transmissões de oração às 4h, que durante a quaresma chegaram a reunir mais de 1 milhão de pessoas simultaneamente. Como cantor, emplacou músicas como “Eu Seguirei” e mantém cerca de 1,3 milhão de ouvintes mensais no Spotify.
Apesar da popularidade e do apoio de figuras políticas conservadoras, também acumula críticas por declarações públicas.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes pediu desculpas na quinta-feira (23) por sugerir que “homossexual” seja ofensa. A manifestação aconteceu nas redes sociais após o magistrado questionar, em entrevista ao portal Metrópoles, se não seria ofensivo retratar o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), como um “boneco homossexual”.
Na publicação, Gilmar disse que não tem “receio em reconhecer o erro”, mas ponderou que existe “uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo”. Veja o tweet abaixo:
Na entrevista ao portal Metrópoles, o ministro estava criticando uma publicação de Zema sobre a série “Os Intocáveis”, quando perguntou se seria ofensivo fazer bonecos do ex-governador de MG como homossexual.
“Se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições, imagine que comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? É correto brincar com isso?”, disse Gilmar Mendes.
Zema reagiu à fala de Gilmar e, também nas redes sociais, afirmou que o ministro do STF mostrou “todo o seu preconceito para o Brasil”. Veja:
O embate entre Gilmar Mendes e Romeu Zema ganhou novos capítulos, quando o decano do STF enviou uma representação a Alexandre de Moraes pedindo a investigação do ex-governador de Minas Gerais, por compartilhar em suas redes sociais um vídeo com uma sátira aos ministros da Corte.
Na representação, Gilmar apontou a suspeita de indícios de crime em uma publicação feita por Zema.
Moraes pediu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir sobre a inclusão de Zema no inquérito.
O vídeo publicado por Zema retratava uma conversa entre dois bonecos, caracterizados por desenhos de fantoches, que representariam Dias Toffoli e Gilmar Mendes. No vídeo, Toffoli telefona para Gilmar e pede a ele que anule as quebras de sigilo de sua empresa, aprovada na CPI do Crime Organizado do Senado.
Gilmar Mendes em vídeo satírico de Zema
Com um diálogo marcado por ironias e caricaturas, Gilmar responde que anularia as quebras e pede em troca uma cortesia no resort Tayayá, no qual Toffoli possuía participação acionária.
A sátira se baseia no fato de que Gilmar Mendes efetivamente proferiu decisão anulando as quebras de sigilo da Maridt. Essa é a empresa de Toffoli e dos irmãos do ministro que recebeu aportes de um fundo de investimento ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, como mostrou o Estadão.
Na representação enviada a Moraes, Gilmar escreveu que o vídeo “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) realizou a coleta de material genético para um exame de DNA na Perícia Oficial do Estado de Alagoas. Segundo o ele, o procedimento foi solicitado à Justiça com o objetivo de antecipar a produção de provas e agilizar o esclarecimento de acusações que ele classifica como falsas.
O caso ganhou repercussão após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) chamá-lo de “estuprador” durante a leitura do relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e acusá-lo de uma suposta paternidade. Até o momento, não foram apresentadas provas públicas que sustentem a acusação.
Em declaração divulgada nas redes sociais, Gaspar afirmou que decidiu pela realização do exame de forma voluntária e disse ter sido alvo de acusações “covardes”. O parlamentar também associou o episódio a uma tentativa de desviar o foco de sua atuação política, citando críticas ao PT.
“Acabei de coletar o meu material genético e, por livre e espontânea vontade, pedi uma ordem judicial para fazer essa coleta. Fui acusado de forma covarde por um crime que jamais pratiquei, como cortina de fumaça justamente no dia em que pedi a prisão do filho do presidente da República”, declarou Gaspar.
O deputado disse não temer investigações e defendeu agilidade na apuração do caso. Segundo ele, é necessário que a Justiça dê uma resposta rápida para esclarecer os fatos.
Gaspar afirmou ainda que protoclou ações nas esferas cível e criminal, além de representações na Câmara e no Senado pedindo a cassação dos mandatos dos envolvidos.
Durante participação no Pavilhão de Expositores da Feira Brasil na Mesa, realizada na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), nesta quinta-feira, 23, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disparou contra integrantes da Polícia Federal que ocupam funções fora da instituição. Na avaliação do petista, parte desses servidores está apenas ‘fingindo que está trabalhando’.
Lula revelou que já acionou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para providenciar o chamamento dos profissionais deslocados. O presidente detalhou a medida:
“Ontem, eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da instituição”, anunciou. “Só vão ficar de fora aqueles que foram secretários de Estado.”
Wellington César Lima e Silva foi indicado por Lula para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública em janeiro de 2026.
O chefe do Executivo federal justificou a decisão com a necessidade de reforçar o efetivo no enfrentamento à criminalidade. Em suas palavras:
“Aqueles agentes e delegados que estão por aí, em outros lugares, fingindo que estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado neste país. Precisamos de todos os delegados e de todos os agentes trabalhando para prender bandidos”, declarou.
A fala do presidente acontece em um momento de forte controvérsia envolvendo o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, da PF. O agente atuava em Miami desde agosto de 2023 como oficial de ligação junto ao Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE), sendo o único representante da corporação brasileira dentro das dependências do órgão norte-americano.
O governo dos Estados Unidos acusou Marcelo Ivo de tentar manipular sistemas para prender o ex-deputado Alexandre Ramagem, estendendo perseguições políticas ao território norte-americano. A chancelaria americana se pronunciou por meio do Bureau de Assuntos do Hemisfério Ocidental:
“No foreigner gets to game our immigration system to both circumvent formal extradition requests and extend political witch hunts into U.S. territory. Today, we have asked that the relevant Brazilian official depart our nation for attempting to do that.”
O episódio envolvendo o delegado da PF motivou uma reação parlamentar imediata. O deputado Helio Lopes (PL-RJ) protocolou um requerimento na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados pedindo a convocação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para que preste esclarecimentos sobre o caso.
“Estamos diante de um episódio que exige esclarecimentos”, afirmou o parlamentar no documento encaminhado à comissão.
O caso de Marcelo Ivo e a declaração de Lula sobre agentes cedidos a outros órgãos reacendem o debate sobre a utilização do efetivo da PF e os limites de atuação da corporação tanto no Brasil quanto no exterior.
Deputado afirma que redução da jornada e dois dias de descanso semanal representam avanço na qualidade de vida dos trabalhadores.
Após defender o fim da escala 6x1, o deputado federal Rafael Brito reforçou sua expectativa para o avanço da proposta que trata da jornada de trabalho no Congresso Nacional. A matéria deve entrar em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (15).
Para o parlamentar, o debate representa um momento importante para discutir melhores condições de trabalho e qualidade de vida para os brasileiros. Rafael Brito afirmou que defende o fim da escala 6x1 e a adoção da jornada 5x2, com dois dias de descanso semanal e carga horária de 40 horas.
“Essa é uma discussão que precisa acontecer com responsabilidade e olhando para a realidade dos trabalhadores. A jornada 5x2, com 40 horas semanais, é um modelo mais equilibrado e que permite que as pessoas tenham tempo para descansar, cuidar da família e da própria saúde”, destacou.
O deputado também ressaltou que a análise da proposta na CCJ será um passo importante para ampliar o debate no Congresso. Para Rafael Brito, a modernização das relações de trabalho precisa considerar não apenas a produtividade, mas também o bem-estar da população.
“O mundo do trabalho mudou, e o Brasil precisa acompanhar essa transformação. Garantir dois dias de descanso por semana é uma forma de valorizar o trabalhador e reconhecer que o tempo livre também faz parte de uma vida digna. E o povo também precisa participar desse debate, cobrando dos seus representantes na Câmara a aprovação desse projeto ainda este ano”, afirmou.
