
Uma empresária de Mato Grosso morreu após ser atingida por uma pilastra enquanto estava deitada em uma rede em um imóvel na cidade de Paracuru, no litoral do Ceará, onde passava férias. O caso aconteceu na noite da última segunda-feira (5).
A vítima foi identificada como Thayze Moreira Rodrigues, de 42 anos, proprietária da Vidraçaria Araçatuba, que há 35 anos funciona na cidade de Rondonópolis (MT). A vítima deixa uma filha.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social afirma que a Polícia Civil de Paracuru investiga o caso. Equipes da Polícia Militar e da Perícia Forense estiveram no local do acidente e "colheram informações que subsidiarão a apuração policial", afirma a pasta.
A prefeitura do município mato-grossense divulgou uma nota de pesar pela morte da empresária, que há seis anos assumiu os negócios da família depois da morte do pai.
"Reconhecida pelo profissionalismo e atenção aos detalhes, a empresária de Rondonópolis teve uma trajetória marcada pela dedicação e compromisso com o trabalho, construiu uma história de empreendedorismo responsável, tornando-se referência no segmento de vidraçaria e contribuindo para o desenvolvimento econômico da cidade e para a realização de inúmeros sonhos de clientes", diz um trecho da nota de pesar da prefeitura.
A vidraçaria da vítima decretou três dias de luto, com ajustes temporários das atividades, pela morte da proprietária.
Após o passaporte atribuído à modelo Eliza Samudio (1985-2010) ser encontrado em uma residência em Portugal, Sônia Fátima Moura, mãe da modelo, diz que o caso tem lacunas e pontos que não se encaixam.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o Consulado-Geral em Lisboa foi instruído a remeter o documento ao governo brasileiro, em Brasília, onde ficará disponível para caso a família tenha interesse em reaver o documento.
Segundo o Público Brasil, o documento foi entregue ao Consulado na sexta-feira (2). O documento havia sido encontrado em uma casa em Carcavelos, na região metropolitana de Lisboa.
O Itamaraty não explicou com quem o documento foi encontrado nem as circunstâncias em que isso aconteceu.
Em publicação no Instagram, Sônia pediu esclarecimentos.
"A história divulgada está cheia de lacunas, coincidências e pontos que não se encaixam. Não acredito que tudo tenha acontecido de forma aleatória. Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas e uma condução que apenas amplia a angústia de quem já vive um luto permanente. Essas lacunas não são detalheselas pesam, machucam e gritam por esclarecimento", publicou.
A mãe falou que o surgimento do passaporte causou profunda dor e exaustão emocional.
"Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma. Ela carrega uma saudade que aperta o peito, que sufoca, que nunca descansa", afirmou.
Sônia disse que vai se manter em silêncio, mas que vai exigir respostas.
"Neste momento, escolho me manter em silêncio para tentar sobreviver à saudade, para tentar respirar em meio à dor e preservar o pouco de paz que ainda consigo reunir para mim e para minha família. Mas tenham certeza: vou exigir das autoridades todas as respostas que ainda não foram dadas. Essa é uma história marcada por muitas lacunas, e elas precisarão ser esclarecidas, porque minha filha merece respeito, verdade e justiça", concluiu.
Pessoas ouvidas pela reportagem do Público Brasil afirmaram que Eliza entrou em Portugal em 1º de maio de 2007, como está no passaporte, mas teria pedido uma autorização de retorno para o Brasil, com validade até novembro daquele ano, como consta nos registros do Itamaraty. Não se sabe o dia exato em que retornou ao Brasil nem por que pediu a autorização - se teve o passaporte roubado ou se o perdeu.
Eliza foi assassinada em 2010 a mando do goleiro Bruno, com quem teve um relacionamento à época. Em 2013, ele foi considerado culpado por homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver e foi condenado a 22 anos de prisão, depois reduzidos a 20 anos e 9 meses.
A modelo desapareceu com o filho de quatro meses, que teve com o ex-goleiro, em junho daquele ano. Na época, ela pedia pensão para a criança. Segundo a denúncia, Bruno não queria pagar e, por isso, montou um plano para matá-la com ajuda de Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão.
O corpo de Eliza nunca foi encontrado. As principais provas usadas no processo foram o sangue dela encontrado em uma Land Rover do goleiro, então jogador do Flamengo, e objetos dela e do bebê deixados no sítio do jogador. Todos os réus sempre negaram ter havido crime.
Goiânia – Os gêmeos siameses de Canarana, em Mato Grosso, que nasceram nessa terça-feira (6/1), na capital goiana, são um caso raro e de alta complexidade da medicina. Os bebês Marcos e Mateus são isquiópagos, ou seja, unidos pelo quadril.
De acordo com o médico pediátrico e especialista em siameses, Zacharias Calil, que acompanha o caso, a situação dos meninos está entre as mais complexas da especialidade. Eles são unidos pelo tórax, abdômen e bacia, têm três pernas, dividem a mesma genitália e apresentam anomalia anorretal.
“Da nossa especialidade, é o caso mais complexo de gêmeos conjugados, siameses. Envolve a união de vários órgãos, uma dificuldade muito grande na separação, a utilização da terceira perna em uma outra etapa, lá na frente. Agora, pele e essas coisas, ele ainda precisam crescer pra gente tomar alguma conduta, colocar expansores ou não”, detalhou.
Veja o vídeo:
Os gêmeos nasceram no Hospital Estadual da Mulher (Hemu), na capital goiana. Logo após o parto, eles foram encaminhados para a unidade de terapia intensiva (UTI) neonatal da unidade de saúde.
Ainda segundo Zacharias, os gêmeos precisam passar por uma cirurgia de colostomia em até 36 horas para garantir o funcionamento do intestino. Após esse procedimento, os siameses serão preparados para a cirurgia de separação, que deve ocorrer quando tiverem entre 8 meses e 1 ano de vida.
De acordo com o médico, só durante o procedimento será possível saber se os bebês têm intestinos separados e como é condição urinária deles.
A mãe dos bebês tem 21 anos e passa bem. A jovem está na enfermaria do hospital.
O crescimento do pênis é um processo gradual que acompanha o desenvolvimento masculino desde a infância até o final da puberdade. Entender essa trajetória ajuda a esclarecer dúvidas comuns sobre o tamanho do órgão e os fatores que interferem em seu desenvolvimento.
“Nos primeiros cinco anos de vida, a produção de testosterona é bem pequena, mas já permite um certo desenvolvimento da genitália. Na puberdade, há um pico maior na produção desse hormônio, o que faz com que o pênis cresça mais”, explica Eduardo Lopes, urologista e professor na Faculdade de Medicina da Bahia (FAMEB/UFBA).
Durante a puberdade, o corpo do garoto passa por uma série de transformações hormonais. O aumento da testosterona estimula o crescimento do pênis e dos testículos, além de outras mudanças como o crescimento de pelos pubianos, alteração da voz e ganho de massa muscular.
Essa fase normalmente ocorre entre os 9 e 14 anos, prolongando-se até os 18 anos em média, quando o órgão atinge seu tamanho adulto. O ritmo de crescimento pode variar de indivíduo para indivíduo, influenciado por fatores genéticos, hormonais e nutricionais. Por isso, não existe um padrão único de desenvolvimento.
O Irã executou nesta quarta-feira (7) um homem condenado por espionar para Israel, informou a imprensa estatal, em meio a protestos contínuos e tensões crescentes entre Teerã e as autoridades israelenses. “A pena de morte contra Ali Ardestani por espionagem para o Mossad, o serviço de inteligência e segurança israelense, foi executada esta manhã (quarta-feira)”, anunciou a agência de notícias Mizan, porta-voz do Judiciário iraniano, sem especificar a data de sua prisão ou julgamento.
Em 28 de dezembro, manifestações contra a hiperinflação e a crise econômica começaram em Teerã. Esses protestos, inicialmente contra o alto custo de vida, evoluíram para um movimento político que se espalhou por todo o país. Essas são as manifestações mais intensas desde as de 2022-2023, após a morte de uma mulher presa por violar o código de vestimenta feminina.
A imprensa iraniana noticiou nos últimos dias a prisão de várias pessoas identificadas como agentes do Mossad.
O Judiciário, no entanto, não estabeleceu nenhuma ligação entre esta execução e os protestos em curso.
O Irã, que não reconhece Israel, há muito o acusa de realizar operações de sabotagem contra suas instalações nucleares e de assassinar seus cientistas.
O Mossad recentemente fez um apelo público aos manifestantes iranianos para que intensifiquem sua mobilização, declarando sua presença “no terreno”.
A Marinha investiga as circunstâncias do naufrágio de uma embarcação pesqueira ocorrido na madrugada de 05 de janeiro, nas proximidades da Barreira do Boqueirão, em Japaratinga, no litoral norte de Alagoas.
Segundo a Marinha, a ocorrência foi comunicada ainda durante a madrugada, o que levou ao envio de uma equipe da Capitania dos Portos de Alagoas para as primeiras apurações no local.
Durante a inspeção inicial, a embarcação foi encontrada parcialmente emborcada, com a presença de uma mancha com características de resíduos oleosos ao redor. Não houve registro de vítimas, e os tripulantes não estavam no local no momento da vistoria.
De acordo com a Capitania dos Portos, um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação será instaurado para apurar as causas do naufrágio, as condições da embarcação, as circunstâncias do acidente e eventuais responsabilidades.
Moradores da região registraram imagens do ocorrido e demonstraram preocupação com a mancha de óleo espalhada pelo mar. Em um dos vídeos, um morador narra a cena e alerta para o vazamento. “O barco virou lá embaixo, olha a mancha de óleo. Tudo é diesel”, disse, ao comentar o impacto ambiental causado pelo acidente; assista:
O barco, conforme relatos de moradores de Japaratinga, já tinha apresentado problemas mecânicos quando estava em outra área e teria sido rebocado até a região onde acabou naufragando, causando o rompimento e o consequente derramamento de combustível, aparentemente óleo diesel, na água.
Ao TNH1, a Marinha afirmou que estão sendo adotadas medidas em conjunto com outros órgãos para avaliar e conter os impactos ambientais provocados pelo vazamento de resíduos oleosos. "A MB ressalta a importância da participação da sociedade na segurança da navegação, salvaguarda da vida humana no mar e na prevenção da poluição hídrica por parte de embarcações", informou.
Informações e denúncias podem ser encaminhadas por meio do telefone 185 (emergências marítimas e fluviais) ou diretamente à CPAL pelos telefones (82) 3215-5800 e (82) 99324-8854.
Após consolidar a captura de Nicolás Maduro e indicar que a pressão militar americana no hemisfério ocidental ainda não se encerrou, o presidente dos EUA, Donald Trump, retomou a atenção à Groenlândia. A retórica pela anexação do território autônomo dinamarquês, no entanto, não é recente, e remonta a um interesse americano disparado há mais de um século.
A privilegiada posição da Groenlândia no Atlântico Norte levou os EUA a considerarem a compra ou anexação do território em diversas ocasiões, seja para consolidar o poder no hemisfério pós-Guerra Civil, seja para impedir o avanço russo na Guerra Fria.
O interesse dos EUA pela Groenlândia está longe de ser novo. Já em 1867 — o ano em que os EUA compraram o Alasca da Rússia —, políticos consideraram anexar a Groenlândia e também a Islândia. O país havia saído de uma guerra civil no ano anterior e se deixava levar por um espírito expansionista, tentando consolidar rotas marítimas estratégicas.
Em 1º de julho de 1868, quando a doutrina Monroe e o desejo de libertar o continente da influência europeia ganhava fôlego, jornais americanos noticiaram que o então secretário de Estado William Henry Seward estaria prestes a concluir a compra da Groenlândia por 5,5 milhões de dólares em ouro.Minerais da região atraem interesse dos EUA e de outros países
Havia um entendimento no governo americano de que a ilha aumentaria a influência naval dos EUA diante do crescente interesse europeu na região.
Um relatório encomendado por Seward, que também defendia a anexação do Canadá, indicava a grande quantidade de vida animal e “bens minerais” na Groenlândia. Entre eles, citava a criolita, um mineral usado na indústria do alumínio.
Contudo, a proposta da Casa Branca chegou aos ouvidos do Congresso americano, que prontamente rejeitou o uso de fundos para comprar novas terras. A ideia foi ridicularizada pelos parlamentares, que não viam grandes vantagens na aquisição do território tomado por gelo.
O acordo não se concretizou, mas a ideia permaneceu por décadas. No início da Segunda Guerra Mundial, em 1941, quando a Alemanha ocupou a Dinamarca, os EUA de fato avançaram sobre a Groenlândia para garantir a defesa do território. Foi nesse período que instalaram por lá bases e sistemas militares que perduram até hoje.
Documentos desclassificados desde a década de 1970 mostram que, em 1946, ao fim da guerra, os EUA chegaram a oferecer a compra da Groenlândia por US$ 100 milhões, pagos em ouro, depois de flertar com a ideia de trocar terras ricas em petróleo no Alasca por partes estratégicas do território dinamarquês. A proposta não ganhou tração, e a Dinamarca retomou a administração do território.
No entanto, após tentativas dinamarquesas de persuadir os EUA a deixarem a Groenlândia de forma permanente, os dois países se tornaram membros da Otan e, em 1951, assinaram um tratado bilateral de defesa. Nele, Washington manteria suas bases e se comprometeria a defender a Groenlândia de qualquer ameaça.
Naquele ano, ficou autorizada a construção da Base Aérea de Thule. Hoje chamada Base Espacial de Pituffik, ela serve à vigilância espacial e é considerada um pilar central do sistema americano de alerta precoce para lançamentos de mísseis.
Já em 1955, durante a Guerra Fria, assessores de segurança tentaram convencer o então presidente dos EUA, Dwight D. Eisenhower, a comprar a ilha. Desta vez, a justificativa era que a Groenlândia ofereceria posição fundamental para construir um sistema de vigilância e monitorar movimentos da URSS.
“À luz da ameaça soviético-comunista à segurança do Mundo Livre e nesta era de distâncias cada vez menores e potenciais atômicos, a Groenlândia assumiu progressivamente uma importância estratégica cada vez maior para os Estados Unidos”, disse o governo americano em um documento desclassificado daquele ano.
Segundo a Casa Branca, “pela primeira vez, os Estados Unidos devem agora estar preparados para se defender contra um ataque surpresa de proporções possivelmente devastadoras no início da guerra e para retaliar de forma rápida e eficaz com todos os meios à sua disposição.”
Contudo, com o tratado de defesa de 1951, a Dinamarca já havia concedido aos EUA uma margem de atuação tão ampla que o gabinete considerou arriscado demais, do ponto de vista diplomático, avançar com tais iniciativas. Também havia um temor de que a ação alimentasse narrativas soviéticas contrárias ao imperialismo americano.
O acordo já dava amplos poderes a Washington para manter sua atuação militar na Groenlândia, diante da baixa capacidade dinamarquesa de defender o território em caso de ataque.
A ideia não foi enterrada, mas passou a ser discutida principalmente nos bastidores e monitorada pelo Pentágono. Em 2008, a exploração comercial das reservas minerais da ilha também aguçou o interesse de Rússia e Canadá. Foi Donald Trump quem a trouxe novamente aos holofotes durante seu primeiro mandato (2017–2021).
Em agosto de 2019, uma visita de Estado planejada à Dinamarca foi cancelada de última hora por Trump depois que a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen,classificou como “absurda” a ideia de vender a Groenlândia aos EUA.
O republicano retomou a proposta de forma mais incisiva no segundo mandato, desta vez indicando até mesmo interesse por uma anexação forçada do território. Em seu discurso mais recente, enunciado após a ação militar que capturou Nicolás Maduro na Venezuela, disse que Washington precisa da Groenlândia por razões de “segurança nacional”.
A proposta foi novamente rechaçada por líderes europeus. “Deixei muito claro qual é a posição do Reino da Dinamarca, e a Groenlândia afirmou repetidamente que não deseja se tornar parte dos Estados Unidos”, disse Mette Frederiksen, nesta segunda-feira. “Infelizmente, temo que seja preciso levar o presidente americano a sério quando ele diz que quer a Groenlândia.”
A Groenlândia, então habitada pelos povos inuit, foi primeiro colonizada pelos europeus em 1721, quando a então Dinamarca-Noruega enviou sua primeira expedição missionária.
O período colonial na ilha terminou em 1953, quando a Groenlândia se tornou parte oficial do Reino da Dinamarca, com representação no Parlamento dinamarquês. Já em 1979, Copenhague concedeu ao território a capacidade de autogestão, e uma lei de 2009 fortaleceu a autonomia. O chamado Self‑Government Act ampliou os poderes do governo groenlandês e seu controle sobre recursos naturais.
A soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia é reconhecida internacionalmente, inclusive por uma decisão do Tribunal Internacional Permanente de Justiça, principal órgão judicial da ONU, de 1933. Mas do ponto de vista econômico, a ilha é fortemente dependente da Dinamarca.
Groenlândia é considerado território autônomo. Dinamarca concede direito de população decidir separação por referendo.
No entanto, de acordo com os princípios do direito internacional das Nações Unidas, a Groenlândia tem o direito à autodeterminação. A lei de autonomia de 2009 também inclui o direito dos groenlandeses de decidirem, por meio de um referendo, sobre sua independência plena. As discussões a esse respeito ganharam maior intensidade nos últimos anos.
Hoje, a Groenlândia pertence à Dinamarca politicamente, mas apenas sua política externa e de segurança continua sendo definida em Copenhague.
Diante das declarações recentes dos EUA, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, reafirmou que o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados é “inegociável”.
Ocupando cerca de metade do tamanho somado dos países da União Europeia (UE), a Groenlândia é a maior ilha do mundo. Em seus pouco mais de 2 milhões de quilômetros quadrados vivem, porém, apenas cerca de 60 mil pessoas. A maioria pertence aos inuit Kalaallit e vive em pequenas cidades costeiras. Cerca de um terço habita a capital, Nuuk.
A ilha se estende do Atlântico Norte até o gelo eterno do Oceano Ártico. Oitenta por cento da superfície da Groenlândia é coberta por uma camada de gelo. Apenas as regiões costeiras – ainda assim uma área um pouco maior que a Alemanha – ficam livres de gelo durante o verão.
O aquecimento global, no entanto, faz com queas massas de gelo em todo o Oceano Ártico encolham gradualmente. Isso torna o interior da Groenlândia mais acessível, o que abre novas rotas marítimas pelo Ártico e torna mais viável à exploração de matérias-primas críticas.
Entre elas, estão urânio, petróleo e gás natural, além das duas maiores jazidas conhecidas de terras raras do mundo. Somam-se a isso níquel, cobre, ouro e grafite. A extração destes materiais foi interrompida pelo governo groenlandês por razões ambientais.
Trump rejeita que seu interesse seja nos minerais da região. Segundo ele, Washington vê a ilha como um posto avançado estratégico no espaço ártico, especialmente diante das atividades crescentes da Rússia e da China na região. Isso também envolve limitar o acesso de outras grandes potências aos recursos do Ártico e ao seu controle sobre novas rotas marítimas.
Conhecida principalmente por regular o ciclo do sono, a melatonina também exerce um papel relevante na saúde bucal — um aspecto ainda pouco conhecido fora do meio científico. Segundo a dentista Ilana Marques, o hormônio está presente na saliva e no fluido gengival e atua diretamente na proteção dos tecidos da boca, graças às suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e imunomoduladoras.
De acordo com a especialista, estudos apontam que pessoas com doença periodontal costumam apresentar níveis mais baixos de melatonina salivar quando comparadas a indivíduos com gengivas saudáveis. Para a especialista, essa diferença sugere uma relação direta entre a redução do hormônio na cavidade oral e o aumento da inflamação gengival.
“A diminuição da melatonina pode estar associada tanto ao estresse oxidativo nos tecidos quanto a uma resposta imune exacerbada, comum nos quadros de periodontite”, explica.

Esse desequilíbrio inflamatório compromete a integridade dos tecidos que sustentam os dentes e reforça a importância de ritmos hormonais adequados para a manutenção da saúde bucal. A melatonina, nesse contexto, atua como um elemento regulador, contribuindo para uma resposta inflamatória mais eficiente e para a preservação das estruturas periodontais.
Além de seu papel protetor natural, a melatonina também vem sendo estudada como aliada em tratamentos odontológicos. Segundo Ilana Marques, pesquisas indicam que seu uso como terapia adjuvante, associada aos tratamentos convencionais, pode trazer benefícios importantes. Entre eles estão a redução de marcadores inflamatórios no fluido gengival, a modulação da resposta imune local e o estímulo à regeneração óssea e tecidual, especialmente em casos de doenças periodontais e implantes dentários.

Os efeitos positivos também aparecem nos parâmetros clínicos observados nos consultórios. A dentista destaca a redução da profundidade de sondagem periodontal e a diminuição do sangramento gengival, sinais claros de melhora do quadro inflamatório.
“Os benefícios não se limitam ao controle da inflamação, mas indicam um potencial real da melatonina como coadjuvante no manejo das condições inflamatórias da cavidade oral”, afirma.
Apesar dos resultados promissores, Ilana Marques ressalta que ainda são necessários mais estudos clínicos robustos para consolidar a indicação da melatonina na prática odontológica. Ainda assim, as evidências atuais já apontam para um novo olhar sobre o hormônio: além de garantir noites bem dormidas, ele pode ser um importante aliado na proteção do sorriso.
O jornal The New York Times divulgou nesta terça-feira (6) seu ranking de 52 lugares para conhecer em 2026. Um destino brasileiro está na lista: o Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), que ficou na 24ª posição.
“Uma das poucas críticas feitas a Inhotim é que um único dia não basta para ver tudo”, diz o New York Times, destacando as “500 obras distribuídas em 24 galerias de arquitetura única, em meio a um enorme jardim botânico”.
“Em 2026, Inhotim celebra 20 anos de abertura ao público (o espaço começou como uma coleção privada) com uma programação especial de exposições que exploram a identidade afro-amazônica do Brasil”, acrescenta o jornal.
“Obras de Dalton Paula, Davi de Jesus do Nascimento, Paulo Nazareth e de 22 artistas indígenas sul-americanos se somarão ao acervo permanente, que inclui trabalhos de artistas como Yayoi Kusama e Hélio Oiticica.”

Na menção a Inhotim, o New York Times cita Belo Horizonte, a cerca de 55 km do museu, como “a capital dos bares” do Brasil e elenca a capital mineira, o Parque Nacional da Serra do Cipó e “igrejas de exuberância barroca” como motivos para estender a viagem após a visita em Brumadinho.
Brasília (em 2024), Manaus e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (ambos em 2023) foram alguns dos lugares brasileiros que apareceram recentemente no ranking anual do New York Times. No ano passado, nenhum destino do país entrou na lista.
'América Revolucionária' lidera ranking
Além do museu mineiro, o jornal ainda incluiu cidades, praias, parques, cenários naturais e outras atrações como destinos para os viajantes em 2026.
Na primeira posição da lista, o New York Times indicou como destino a 'América Revolucionária', reunindo diversos eventos que ocorrerão nos Estados Unidos em 2026 para comemorar os 250 anos da independência do país.
"Filadélfia, berço da Declaração de Independência, vai sediar em 2 de julho o [desfile] Red, White & Blue To-Do Pomp & Parade, além de duas novas galerias no National Constitution Center, uma grande exposição no Philadelphia Museum of Art e uma partida da Copa do Mundo no Dia da Independência [4 de julho]", diz o jornal.
O NYT também cita a capital Washington e os estados de Virgínia, Nova York, Nova Jersey e Massachussets como locais de destaque para as celebrações.
Na segunda posição do ranking aparece Varsóvia, na Polônia, com destaque para o Museu de Arte Moderna e a Plac Defilad, praça central da cidade.
"Criada nos anos 1950 para desfiles do período comunista, a praça está sendo transformada em um polo verde e voltado aos pedestres, ligando o museu a outros espaços culturais", diz o jornal.
Para fechar o top 3, o NYT escolheu outra capital: Bangcoc, na Tailândia, que "vem trabalhando intensamente para combater sua condição de uma das cidades menos verdes da Ásia", segundo a publicação.
Veja a lista completa dos 52 destinos
O relatório de ocorrências do 10º Batalhão de Polícia Militar (10º BPM) registrou 4 ocorrências no plantão das últimas 24 horas.
Um homem foi preso no Loteamento Natercio Viana, em Palmeira dos Índios, acusado de furto de animal.
Quando os policiais chegaram ao local, o suspeito já estava detido pelo proprietário do animal e uma testemunha. Ele foi levado para o CISP, onde foi autuado em flagrante.
Também foram registrados casos de porte de arma branca, no bairro Alto do Cruzeiro; usuário de entorpecente na Praça da Independência e o flagrante de um condutor inabilitado no centro de Palmeira dos Índios. Nesses casos, foram feitos Termos Circunstanciados de Ocorrência
Um homem morreu eletrocutado na manhã desta quarta-feira (7), após sofrer uma descarga elétrica na região do Mercado da Produção, no bairro da Levada, em Maceió. O caso foi registrado antes das 7h30, na Rua Francisco de Menezes, via localizada ao lado do antigo Supermercado Bompreço e próxima à linha férrea, em uma área de grande circulação.
De acordo com relatos de comerciantes e moradores da região, o local concentra diversos estabelecimentos comerciais que foram desocupados em razão das obras de reforma do Mercado da Produção. Por esse motivo, a vítima teria acreditado que a fiação elétrica existente nos postes estivesse desativada.
Segundo testemunhas, o homem — conhecido apenas pelo apelido de “Negão” e identificado como morador em situação de rua — subiu em um poste na tentativa de furtar fios elétricos. Comerciantes afirmaram que ele já tinha o hábito de praticar esse tipo de ação na região e que, momentos antes do acidente, foi alertado por populares para não subir na estrutura.
Ainda conforme os relatos, mesmo após os avisos, o homem insistiu, subiu rapidamente no poste e acabou encostando na fiação energizada, sofrendo uma descarga elétrica. Ele caiu logo em seguida, já sem sinais aparentes de vida.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas, ao chegar ao local, a equipe apenas pôde constatar o óbito. A Polícia Militar (PM) também esteve presente e realizou o isolamento da área para os trabalhos da perícia e do Instituto Médico Legal (IML), que foi acionado para a remoção do corpo.
As circunstâncias do caso serão registradas oficialmente, e o corpo será submetido aos procedimentos legais.
O uso de canetas emagrecedoras por pessoas idosas requer cuidados para não acelerar o declínio funcional, avaliou nesta terça-feira (6), em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Leonardo Oliva.
Sem uma orientação adequada, as pessoas de 60 anos ou mais podem sofrer um risco mais imediato dos efeitos adversos. Estão incluídos principalmente náuseas e vômitos, além de dificuldade de ingestão de alimentos e água, podendo ocasionar até desidratação e distúrbios eletrolíticos, situação que é potencialmente grave, disse Oliva. A médio prazo, também pode ocorrer desnutrição.
Outro risco muito importante e significativo na população idosa é a perda de massa muscular quando a pessoa emagrece.
“Cerca de um terço do peso que a gente perde, com o uso dessas medicações, é peso em músculo, em massa magra. Não tem como a gente emagrecer apenas a gordura. O corpo perde gordura, mas perde também músculo”.
Na população com mais idade, essa perda de massa muscular pode significar perda de função,de funcionalidade, isto é, da capacidade de fazer as atividades do dia a dia.
“Então, é algo muito significativo que, inclusive, pode não ser recuperado”.
O diretor-científico da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Ivan Aprahamian, acrescenta que o efeito combinado de menor apetite, náuseas e rápida perda de peso pode precipitar síndromes geriátricas, como sarcopenia e fragilidade física.
Tratamento da obesidade
O presidente da SBGG afirma que as canetas emagrecedoras são medicações para o tratamento da obesidade, do diabetes e da apneia do sono. Ele adverte que tratar a obesidade é diferente de usar essas medicações para emagrecer poucos quilos, com fins estéticos.
"Hoje, a gente vê os indivíduos que querem perder três quilos ou a gordura localizada, a barriga, utilizando essas medicações. Não há indicação médica para isso”.
Oliva considera que as canetas são "um tratamento muito bom, uma inovação fantástica da medicina que deve ser usada de maneira apropriada, para o diabetes, a apneia do sono ou a obesidade, que é uma doença grave crônica de difícil tratamento”, esclareceu.
A busca pelo corpo perfeito fez com que as chamadas “canetas emagrecedoras” ganhassem notoriedade por sua eficácia na perda de peso e no controle glicêmico, trazendo benefícios importantes para o tratamento da obesidade, diabetes tipo 2 e até mesmo para a prevenção de doenças cardiovasculares e renais. No entanto, o uso indiscriminado e incorreto, sem a devida supervisão médica, pode colocar em risco a saúde das pessoas, alerta a SBGG.
Dentro da programação de tratamento para obesidade, é necessário que os idosos tenham um bom acompanhamento médico e nutricional e um bom acompanhamento com fisioterapeuta ou educador físico, para que possa desempenhar também a atividade física de forma regular, à medida que emagrecem, visando minimizar a perda muscular que vai acontecer com o emagrecimento.
Oliva orientou que não se deve buscar um emagrecimento muito rápido, porque, quanto mais rápido, maior a tendência de perda associada de massa muscular.
“E esse emagrecimento precisa ser muito bem acompanhado, para que a gente consiga minimamente ingerir o que é necessário para manutenção do músculo e da saúde, porque é importante se alimentar também para manter a saúde. Vitaminas, minerais e atividade física de forma regular e, especialmente, exercícios do tipo musculação, para que não haja perda de massa muscular também”.
Conscientização
Leonardo Oliva afirmou que o idoso tem que se conscientizar de que o seu corpo não é igual ao que tinha aos 20 anos. É tendência genética do corpo humano, destaca ele, que se acumule gordura à medida que a pessoa envelhece.
“Essa é uma memória genética que está associada à dificuldade de conseguir alimento. Porque, teoricamente, quanto mais velho o indivíduo se torna, mais difícil seria para ele conseguir o alimento, porque ele vai ter que disputar com os mais jovens, fica mais difícil para ele caçar, mais difícil para ele colher. Então, existe uma tendência ao acúmulo de gordura com o envelhecimento, e a substituição de músculo por gordura como um processo de evolução da espécie mesmo".
“Então, essa genética acaba sendo desfavorável, porque a gente sabe que gordura demais é um marcador de saúde ruim. A obesidade é uma doença grave”.
De acordo com o geriatra, as pessoas precisam entender que, ao mesmo tempo em que lutam contra a tendência de acúmulo de gordura, isso deve estar associado à busca por saúde, e não simplesmente à perda de peso.
“Não é só uma questão de balança, é uma questão de buscar ter mais saúde”.
E isso envolve não apenas o peso, mas estar se alimentando bem, praticando atividade física e cuidando da saúde psicológica e emocional.
“Uma dieta de restrição calórica precisa ter um bom acompanhamento do ponto de vista psicológico, de saúde emocional. Porque, vai ser desafiador também do ponto de vista emocional fazer restrição calórica, comer menos do que o organismo gasta.
Receita médica
Outro cuidado que o presidente da SBGG destaca como indispensável é a compra de produtos oficiais com receita médica em farmácias legalizadas, pois há falsificações de procedência duvidosa à venda no mercado ilegal.
"Isso as torna mais perigosas ainda", ressalta ele, que descreve que, por conta dos riscos, há todo um controle de qualidade sobre a produção e regulação por parte de agências reguladoras, o que não ocorre nesses casos.
Os riscos envolvidos vão desde não saber o que a pessoa está injetando no próprio corpo, o que está comprando e usando, até o risco de como foi a manipulação em relação a infecções, contaminações por outras substâncias e por bactérias, fungos. "Comprar medicação em mercado paralelo é colocar a saúde em risco de uma forma muito grande”, advertiu.
Oliva explicou que a população muitas vezes não percebe a importância de uma medicação ter receita médica obrigatória.
“Na verdade, quando se impõe a necessidade de receita médica para se adquirir um medicamento, o que está sendo dito é que a pessoa só deve utilizar essa medicação após uma avaliação médica. Não é para pedir a receita para o vizinho que é médico, ou para o parente que é médico".
"A gente tem que se submeter a uma avaliação médica, para que a indicação seja muito bem-feita e para que as consequências maléficas ou deletérias sejam acompanhadas para que não aconteçam. A necessidade da receita médica é exatamente para isso”, afiançou.
Vulnerabilidades de segurança são, essencialmente, falhas técnicas ou processuais que podem ser exploradas por ameaças cibernéticas. Elas não surgem apenas de erros de programação, mas também de configurações inadequadas, ausência de atualizações, falhas humanas e decisões arquiteturais ultrapassadas. Em um cenário cada vez mais conectado, essas lacunas deixaram de ser exceções e passaram a representar um risco constante para indivíduos, empresas e governos.
Para entender a dimensão do problema, é importante diferenciar alguns conceitos fundamentais, tais como: Vulnerabilidade é a fraqueza em si; ameaça é qualquer evento ou agente capaz de explorá-la; risco é a combinação entre a probabilidade dessa exploração e o impacto que ela pode causar; e exploit é o código ou técnica usada para transformar a vulnerabilidade em um ataque real. Essa relação explica por que nem toda vulnerabilidade resulta imediatamente em um incidente, mas todas representam um potencial problema quando ignoradas.
Em 2025, a forma como atacantes exploraram as vulnerabilidades mudou significativamente. A automação passou a dominar o cenário. Uma vez que um criminoso obtém acesso inicial a um ambiente, muitas vezes por meio de um computador de funcionário ou de uma credencial vazada, técnicas de movimentação lateral permitem que ele explore falhas internas e avance silenciosamente até sistemas mais críticos. Além disso, ataques à cadeia de suprimentos tornaram-se uma das estratégias mais eficazes, explorando vulnerabilidades em fornecedores menores que possuem acesso legítimo a grandes organizações.
Outro fator crítico é a exploração de falhas do tipo zero-day, utilizadas antes mesmo que fabricantes tenham tempo de desenvolver correções. Esse risco é ampliado pelo uso de inteligência artificial, que permite a criação de ataques mais rápidos, adaptáveis e difíceis de detectar. Bots baseados em IA já são capazes de conduzir campanhas de engenharia social altamente convincentes, explorando o erro humano com precisão inédita.
Diante desse cenário, a mitigação de riscos exige uma abordagem moderna e em camadas. A arquitetura Zero Trust tornou-se essencial, baseada no princípio de nunca confiar automaticamente, mesmo em acessos internos. Cada solicitação precisa ser validada continuamente, reduzindo drasticamente o impacto de acessos comprometidos. A gestão de vulnerabilidades também precisa ser contínua e baseada em risco, priorizando correções que já possuem exploração ativa conhecida.
A autenticação multifator evoluiu e, em 2026, métodos simples como SMS já não são considerados suficientes. Soluções mais robustas incluem chaves físicas de segurança e biometria comportamental. Paralelamente, ferramentas de EDR e XDR com inteligência artificial passaram a desempenhar um papel central na detecção de comportamentos anômalos, permitindo respostas automáticas antes que o impacto se torne visível.
As pessoas comuns, que usam celulares, tablets ou computadores em suas residências para estudar ou simplesmente acessar informação, não podem deixar de saber sobre as vulnerabilidades de seus dispositivos. Cabe sempre verificar se seus sistemas e aplicativos estão atualizados, pois seus dados podem estar em risco.
Por fim, nenhum controle técnico substitui o fator humano bem preparado. Programas de conscientização, simulações de ataques modernos e uma cultura que incentiva a comunicação rápida de incidentes são indispensáveis. Complementarmente, a adoção de backups imutáveis garante a capacidade de recuperação mesmo diante de ataques destrutivos, como ransomware.
Em um ambiente onde o mundo digital é tão real quanto o físico, a sua identidade digital precisa ser preservada e onde sistemas corporativos e industriais estão cada vez mais integrados, tratar vulnerabilidades como um risco deixou de ser opcional. A resiliência cibernética começa com visibilidade, passa por governança e se consolida com ação contínua.
Fiquem seguros e com as vulnerabilidades corrigidas!
Autor: João Augusto Alexandria de Barros
Diretor de Inteligência do Instituto de Defesa Cibernética
Especialista em Políticas e Estratégias Cibernéticas
O Hyundai Motor Group apresentou seu robô humanoide Atlas de última geração na Consumer Electronics Show (CES) em Las Vegas, nesta segunda-feira (5).
Na apresentação da CES 2026, um protótipo do robô humanoide Atlas apresentou uma nova e aprimorada versão do projeto. Segundo a Hyundai, o Atlas possui mãos em escala humana com sensores táteis e capacidade para levantar até 50 kg.
O robô também pode operar de forma autônoma e foi projetado para funcionar em ambientes industriais com temperaturas que variam de -20ºC a 40ºC.
O Grupo Hyundai Motor planeja implantar robôs humanoides em sua fábrica nos EUA, na Geórgia, a partir de 2028, marcando um passo em direção à automação de tarefas de fabricação repetitivas e de alto risco, afirmou a empresa sul-coreana.
“Os rápidos avanços na IA nos últimos anos são a peça que faltava — e esse momento finalmente chegou”, disse Zachary Jackowski, vice-presidente e gerente geral da Atlas na Boston Dynamics , empresa controlada majoritariamente pela Hyundai. “Agora é hora de tirar oficialmente a Atlas do laboratório.”
A Boston Dynamics também anunciou uma parceria estratégica com a equipe de robótica do Google DeepMind para utilizar seus modelos básicos de IA.
“Os recentes avanços em IA criaram um caminho claro para alcançar essas capacidades, o que impulsionou nossa jornada de comercialização do Atlas”, disse Alberto Rodriguez, diretor de comportamento do Atlas na Boston Dynamics.
Até 2030, a Hyundai afirmou que espera que os robôs Atlas entrem na montagem de componentes, com um plano de longo prazo para assumir tarefas que envolvam cargas pesadas, movimentos repetitivos e operações complexas em locais de produção.
Os robôs foram projetados para reduzir o esforço físico dos trabalhadores, assumindo tarefas repetitivas e de maior risco, preparando o terreno para um uso comercial mais amplo em ambientes industriais, afirmou a empresa.
As ações da Petrobras negociadas na Bolsa de Valores do Brasil (B3) registravam queda, na tarde desta terça-feira (6/1), após a companhia ter informado que paralisou a perfuração na Foz do Amazonas após identificar um vazamento em duas linhas auxiliares – tubulações de apoio que conectam o navio-sonda ao poço Morpho. O local está a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.
A Foz do Amazonas é uma vasta região no extremo norte do litoral brasileiro (Amapá e Pará) na qual o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico, formando uma área de grande biodiversidade, com manguezais e recifes de corais únicos. O local é também alvo de disputa pela exploração de petróleo devido às reservas na chamada Margem Equatorial.
De acordo com a Petrobras, houve “perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho”.
“A perda do fluido de perfuração foi imediatamente contida e isolada. As linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo. Não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”, informou a estatal.
A Petrobras disse ainda que “adotou todas as medidas de controle e notificou os órgãos competentes”. “O fluido utilizado atende aos limites de toxicidade permitidos e é biodegradável, portanto não há dano ao meio ambiente ou às pessoas”, diz a nota da companhia.
A Petrobras também vem sendo afetada pela crise na Venezuela após os ataques militares dos Estados Unidos que depuseram o ditador Nicolás Maduro, no último sábado (3/1). Na segunda-feira (5/1), as ações da empresa já haviam fechado o pregão em baixa.
O mercado observa com atenção o andamento dos preços internacionais do petróleo, que podem ser fortemente atingidos com a crise venezuelana. O país sul-americano detém a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo dados da Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. A produção, no entanto, despencou nas últimas décadas.
Rafa Kalimann deu á luz Zuza, sua primeira filha com o cantor Nattan. O nome da bebê é uma homenagem a avó do artista que partiu em 2025. Ela se chamava Josefina, mas era carinhosamente chamada pelo apelido.
No último dia 1º, o cantor chegou a brincar com a demora no nascimento da filha. Ao exibir o barrigão de Rafa, o artista escreveu: “Todo mundo já nasceu, e essa menina não”, disse ele.
No Natal, Nattan também surpreendeu a amada com um presente cheio de significado: uma joia em homenagem à filha do casal, um relicário que traz uma foto dos dois e a imagem do ultrassom da bebê.
