
Um homem que procurou a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência por extravio de documentos acabou preso nesta segunda-feira (20), no município do Pilar, na Região Metropolitana de Maceió.
De acordo com a polícia, durante o atendimento na unidade policial, os dados do homem foram consultados nos sistemas de segurança e foi constatada a existência de um mandado de prisão em aberto contra ele.
A ordem judicial foi expedida pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Jaciara, no estado de Mato Grosso, referente a uma condenação definitiva, com pena superior a 10 anos de reclusão em regime fechado por tentativa de homicídio.
Após o cumprimento do mandado, o homem foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos de praxe e, em seguida, conduzido a delegacia.
Um casal de namorados foi morto a tiros na noite de segunda-feira (19), na cidade de Remanso, no norte da Bahia.
Segundo informações da Polícia Civil, as vítimas foram identificadas como Lucas Gabriel Santana Andrade, de 27 anos, e Juliana Rosa Ribeiro dos Santos, de 23.Informações iniciais apontam que Lucas e Juliana estavam na casa onde moravam, na Vila Santana, zona urbana do município, quando foram assassinados. Para a polícia, a família do jovem disse que ele chegou a ligar para familiares informando que o imóvel estava sendo invadido.
Quando chegaram no local, os policiais já encontraram o casal morto. Buscas foram feitas pela região ainda na noite de segunda, mas nenhum suspeito foi encontrado.
O caso é investigado pela Delegacia Territorial (DT) de Remanso, que tenta identificar os autores dos assassinatos e descobrir a motivação do crime.
Em entrevista à coluna nesta terça-feira (20/1), o delegado Maurício Iacozzilli deu detalhes do modus operandi dos três técnicos de enfermagem suspeitos de matar três pacientes que estavam internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), em novembro e dezembro de 2025.
Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, de 28 e 22 anos, foram presos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
De acordo com Iacozolli, os suspeitos agiam juntos, tendo as duas mulheres participação “omissiva e colaborativa”. As investigações revelaram que o trio agia com frieza, sendo que chegaram, inclusive, a se reunir, após a aplicação do medicamento, para observar o monitor cardíaco das vítimas zerar os batimentos.
“Uma delas está com ele quando ele pega o remédio, prepara as injeções e vai com ele até o quarto. A outra chega num momento posterior e elas parecem vigiar a porta em um certo momento, pelas filmagens. Elas se posicionam na frente do braço da vítima que ele está fazendo a aplicação para que alguém que esteja lá fora não consiga ver e depois os três ficam assistindo o monitor da vítima até zerar. Os vídeos demonstram que elas tinham conhecimento, sim, do que estavam acontecendo”, contou.
O delegado declarou que, por esta razão, as técnicas também vão ser indiciadas pelos crimes de homicídio.
As investigações apontam que o grupo teria sido responsável pelas mortes de João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos.
No caso da professora aposentada, o homem ainda injetou mais de 10 seringas de desinfetante no organismo da mulher. A motivação dos crimes ainda está sendo investigada.
Inicialmente, os presos tentaram negar os crimes afirmando que aplicavam apenas medicamentos indicados pelos médicos. Contudo, ao serem confrontados com as provas dos crimes, os investigados confessaram o crime sem apresentar arrependimento, demonstrando frieza.
A investigação deverá indiciá-los pelo crime de homicídio doloso qualificado com impossibilidade de defesa da vítima.
O caso passou a ser investigado após denúncias do próprio hospital, que percebeu circunstâncias atípicas relacionadas aos três na UTI. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.
Com base nas evidências, fruto da investigação interna, o Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos, os quais já haviam sido desligados da Instituição.
“O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a Justiça.”
No recorte de 2020 até 2025, o Brasil registrou a morte de 8.557 mulheres vítimas do feminicídio. Em seis anos, foi registrado um aumento de 9,1%. O ano de 2025 registrou bateu um novo recorde, com 1.470 vítimas, uma variação de 0,41% em relação ao ano passado, com 1.464.
No entanto, o número tende a aumentar, uma vez que Alagoas, Paraíba, Pernambuco e São Paulo ainda não enviaram os dados referentes aos crimes de dezembro.
Os dados fornecidos pelo portal do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) evidenciam que, em média, cerca de quatro mulheres morrem por dia em razão do feminicídio.
Os últimos anos foram marcados por um padrão de crescimento no crime. O recorte com maior aumento foi entre 2020 e 2021, com 17 casos. Veja:
Tentativas de feminicídio
O número de tentativas de feminicídio também é um destaque importante. O ano de 2025 registrou o total de 3,702 tentativas, uma variação de 16,3% em relação ao ano anterior, com 3.185.
Apesar da ausência dos estados pendentes do mês de dezembro, o número registra o maior dos últimos seis anos. De 2020 até 2025, foram 15.214 casos de tentativas de assassinato contra mulheres, um aumento de 121,41%.
Lei do Feminicídio
Em 2026, a Lei do Feminicídio completa 11 anos desde a sanção da então presidente Dilma Rousseff (PT) em 9 março de 2015.
Em 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que endurece a pena para quem cometer o crime. Agora, a prisão pode ser de até 40 anos.
A pena é a maior prevista no Código Penal do país e, com a nova lei, haverá maior punição também para ocorrências de lesão corporal e violência doméstica.
Como denunciar violência contra as mulheres
A Central de Atendimento à Mulher, Ligue 180, é um serviço público que atua no combate à violência contra as mulheres. A ligação é gratuita e está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Ele oferece os seguintes serviços:
Em situações de emergência, deve-se acionar a Polícia Militar, pelo número 190.
A prefeita Tia Júlia visitou as obras de pavimentação no Conjunto José Maia Costa. Desta vez, a Rua Vereador Antônio Balbino entrou na fase final dos serviços e deve ser concluída nos próximos dias e vai garantir mais mobilidade, segurança e qualidade de vida para os moradores da localidade.
De acordo com o secretário municipal de Infraestrutura Thiago Tavares, a obra segue dentro do cronograma estabelecido e atende a uma antiga demanda da comunidade. “Estamos finalizando os últimos ajustes da pavimentação, com toda a infraestrutura necessária para assegurar durabilidade e conforto para quem trafega pela rua. É um serviço feito com planejamento e responsabilidade”, destacou o secretário.
Para a prefeita Tia Júlia, o avanço das obras representa o compromisso da gestão com a melhoria dos bairros e com o bem-estar da população. “Cada rua pavimentada significa mais dignidade para os moradores. Estamos trabalhando para levar infraestrutura de qualidade a todas as comunidades, ouvindo as pessoas e transformando essas demandas em ações concretas. A pavimentação da Rua Vereador Antônio Balbino faz parte de um conjunto de investimentos em infraestrutura urbana que vêm sendo executados no município”, afirmou a prefeita.
A cantora de forró Tamara da Silva foi morta a facadas pelo ex-companheiro nesse domingo (18/1), no bairro Parque Vista Bárbara, em Sorocaba, no interior de São Paulo. A namorada dela também morreu após ser atacada pelo suspeito.
Segundo a Polícia Civil, o homem, Tony Lima, desferiu diversos golpes de facas contra as vítimas e fugiu da cena do crime. Imediatamente, as equipes iniciaram as investigações para identificar e localizar o suspeito.
Durante as buscas, a polícia constatou que Tony teria cruzada a fronteira com Minas Gerais, em fuga. Ele foi localizado e preso em flagrante, no mesmo dia em que cometeu o crime. Questionado, ele confessou ter cometido os assassinatos.
O homem foi conduzido ao Plantão Policial de Pouso Alegre, em Minas Gerais, mas tirou a própria vida enquanto esperava a conclusão dos registros policiais na delegacia.
Tamara Silva foi velada e sepultada nessa segunda-feira (19/1), no Cemitério Santo Antônio, em Sorocaba.
A advogada Juliane Vieira, 28, que teve 63% do corpo queimado salvando a família de um incêndio no Paraná, recebeu alta nesta terça-feira (20) do Hospital Universitário de Londrina.
Alta à paciente foi dada na manhã desta terça, informou o hospital à reportagem. Na semana passada, a unidade de saúde informou uma melhora no quadro da advogada, que estava acordada e interagindo com a família.
Juliane passou mais de três meses internada após dar entrada no hospital em estado gravíssimo. Ela deu entrada no local em 15 de outubro de 2025, após salvar a mãe e um primo de quatro anos do incêndio.
ENTENDA O CASO
Juliane teve mais da metade do corpo queimado após salvar a família de um incêndio em outubro. O fogo atingiu o apartamento da família dela, que fica localizado no 13º andar de um prédio em Cascavel.
Ela se pendurou no suporte de um ar-condicionado para salvar a família. Depois de ajudar os familiares, Juliane foi resgatada pelos bombeiros.
Juliane Vieira tem 28 anos. Ela é descrita por amigos nas redes como uma mulher disciplinada, reservada e acostumada a superar desafios.
Ela mantinha vida ativa com atividades físicas. Em seu perfil no TikTok, compartilhava treinos de crossfit e momentos de lazer, com postagens que refletem cuidado com a saúde e gosto por atividades ao ar livre. Nas publicações, misturava fotos de treinos com mensagens de fé e superação, que agora têm sido retomadas por amigos e admiradores como símbolo da força demonstrada no resgate da família.
A consultoria Brand Finance divulgou, nesta terça-feira (20/1), seu tradicional ranking com as 500 marcas mais valiosas do mundo. As primeiras posições na lista são dominadas pelas chamadas “big techs”, gigantes do setor de tecnologia e inteligência artificial (IA).
No ranking das 500 marcas de maior valor no planeta, há apenas uma empresa brasileira, o Itaú, que subiu 20 colocações em relação ao ano anterior e ocupa o 254º lugar.
O Banco do Brasil, que no último ranking aparecia em 467º lugar, desta vez não entrou na lista dos 500.
Os primeiros colocados na lista de marcas mais valiosas, segundo a Brand Finance, são as chamadas “Sete Magníficas” – empresas de tecnologia com ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York. As companhias vêm protagonizando uma verdadeira “corrida” pelo mercado de IA.
A liderança do ranking é ocupada pela Apple, com valor de marca estimado em US$ 607,6 bilhões – o que corresponde a uma alta de 6% em relação ao ano anterior.
Na sequência, aparecem Microsoft, Google e Amazon.
A Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis, foi o grande destaque da lista e mais que dobrou seu valor de marca, com crescimento de 110% em um ano, para US$ 184,3 bilhões.
Entre as 20 primeiras colocadas do ranking, 11 empresas são dos EUA, seis da China, uma da Alemanha, uma do Japão e uma da Coreia do Sul.
Feridas nos pés são uma das complicações mais comuns da diabetes. Quando não cicatrizam corretamente, as lesões podem se transformar em infecções graves, levando a internações prolongadas e, em casos extremos, à amputação do membro.
Entre as bactérias encontradas com frequência nessas feridas, está a Escherichia coli (E. coli), conhecida por causar infecções intestinais, mas que também pode provocar doenças fora do intestino.
Até agora, porém, pouco se sabia sobre quais tipos de E. coli estavam envolvidos nessas infecções relacionadas à diabetes e por que algumas delas evoluem de forma tão agressiva.
Pesquisadores da Escola de Imunologia e Ciências Microbianas da King’s College London, no Reino Unido, analisaram 42 amostras de E. coli retiradas de feridas do pé diabético de pacientes de vários países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Índia e China.
O estudo publicado no jornal científico Microbiology Spectrum em 13 de janeiro mostrou que não existe uma única cepa responsável pelas infecções. Pelo contrário: há uma grande diversidade genética entre as bactérias encontradas.
Isso significa que diferentes tipos de E. coli conseguem se adaptar ao ambiente das feridas crônicas, o que dificulta tanto o diagnóstico quanto o tratamento.
Um dos achados mais preocupantes foi a alta taxa de resistência a medicamentos. Cerca de 78% das amostras analisadas eram resistentes a múltiplos antibióticos, incluindo remédios usados apenas em casos graves, como carbapenêmicos e colistina. Na prática, isso reduz as opções de tratamento disponíveis, aumenta o risco de falha terapêutica e prolonga a infecção, elevando as chances de complicações.
Além da resistência, muitas cepas carregavam genes de virulência, que tornam a bactéria mais capaz de causar doença. Esses genes ajudam a E. coli a se fixar nos tecidos, escapar do sistema imunológico e obter nutrientes essenciais para sobreviver na ferida.
Algumas dessas características estão associadas a infecções invasivas, que podem se espalhar para a corrente sanguínea e causar quadros graves, como a sepse.
Segundo os autores, entender melhor o perfil genético dessas bactérias pode ajudar médicos a escolher tratamentos mais adequados desde o início. Em vez de usar antibióticos de forma empírica, o sequenciamento genético permite identificar quais medicamentos têm mais chance de funcionar em cada caso.
O pesquisador Vincenzo Torraca, do King’s College London, afirma que esse tipo de análise pode reduzir infecções persistentes, hospitalizações longas e risco de amputações.
“Os dados são especialmente importantes para países com menos acesso a exames avançados, onde infecções do pé diabético são mais difíceis de tratar”, afirma.
Os cientistas agora pretendem investigar como esses fatores de virulência influenciam a evolução clínica das feridas. A expectativa é que, no futuro, essas informações ajudem a desenvolver diagnósticos mais rápidos, tratamentos personalizados e estratégias mais eficazes para prevenir complicações graves em pessoas com diabetes.
No cenário atual da cibersegurança, o perigo raramente se anuncia com grandes alertas ou bloqueios de tela. Enquanto o Ransomware é o “assalto à mão armada”, os Infostealers são os ladrões silenciosos que entram pela porta da frente, roubam a chave mestra e saem sem deixar rastros imediatos. Operando sob o modelo de Malware-as-a-Service (MaaS), variantes como LummaC2, RedLine e Raccoon “democratizaram” o crime digital, permitindo que atacantes com pouco conhecimento técnico causem grandes prejuízos através do aluguel de softwares espiões altamente sofisticados.
Diferente de vírus convencionais que visam impactar no Sistema operacional ou inutilizar o hardware, o foco dos Infostealers é a exfiltração de dados específicos. Eles não buscam destruir o sistema, mas sim minerar logs que contêm o que o mercado clandestino chama de “ouro digital”: credenciais de login, dados de preenchimento automático (Autofill), informações de carteiras de criptomoedas (Crypto Wallets) e, principalmente, cookies de sessão. Neste último ponto que reside o maior perigo contemporâneo. Ao roubar um cookie de sessão ativa, o criminoso realiza o chamado Session Hijacking. Na prática, isso permite que ele assuma o controle de uma conta (Account Takeover) sem precisar digitar a senha e, o mais grave, pulando a Autenticação Multifator (MFA). Se a sessão já está autenticada no navegador da vítima, o invasor simplesmente a replica em sua própria máquina, tornando inútil a proteção por SMS ou aplicativos de código.
A infecção costuma ocorrer de forma sutil através de técnicas avançadas de engenharia social. O Malvertising, por exemplo, utiliza anúncios falsos no topo de motores de busca para imitar sites oficiais de softwares populares, levando o usuário a baixar instaladores fraudulentos. Outro vetor comum são os softwares modificados ou crackeados, que escondem códigos maliciosos como o AgentTesla ou Vidar. Para o usuário comum, o prejuízo pode ser a perda total de economias em criptoativos ou o sequestro de redes sociais. Para instituições públicas e privadas, o Infostealer é frequentemente o estágio de acesso inicial. Uma única máquina de colaborador infectada fornece as credenciais necessárias para que ameaças, principalmente grupos de ransomware, se infiltrem na rede, movem-se lateralmente e paralisam toda a operação de negócio, gerando riscos legais e sanções severas sob regulamentações como a LGPD.
A proteção moderna exige ir além do antivírus tradicional, que muitas vezes falha contra ameaças baseadas em memória ou variantes novas distribuídas via Telegram e Dark Web. Administradores de rede e usuários devem adotar uma postura de higiene digital rigorosa. O primeiro passo é abandonar o armazenamento de senhas diretamente nos navegadores, que são os alvos primários desses malwares. A migração para gerenciadores dedicados e criptografados como Bitwarden ou 1Password é essencial. Além disso, a implementação de MFA resistente, como chaves físicas YubiKey ou o uso de Passkeys, oferece uma camada de segurança que os Infostealers ainda não conseguem contornar facilmente através do roubo de cookies.
Caso haja suspeita de infecção, a resposta deve ser imediata e seguir uma ordem crítica para interromper o vazamento: desconecte o aparelho da internet, troque todas as senhas a partir de um dispositivo sabidamente limpo e, fundamentalmente, encerre todas as sessões ativas nas configurações de segurança de suas contas. Isso invalida os cookies que o invasor possa ter coletado. Por fim, a formatação do dispositivo infectado é recomendada, dado que esses malwares costumam deixar backdoors, que são “portas abertas", para garantir a reinfecção futura. As ameaças evoluíram para o silêncio e a eficácia técnica. Estar ciente de que a segurança da sua empresa ou da sua vida digital pode depender de um simples cookie salvo no navegador é o primeiro passo para uma defesa sólida.
As vezes os ladrões não estão nas esquinas escuras! Atenção e fiquem seguros!
*Diretor de Inteligência do Instituto de Defesa Cibernética e especialista em Políticas e Estratégias Cibernéticas
Na próxima semana, o príncipe Harry desembarca em Londres para prestar depoimento no julgamento contra a editora do Daily Mail e do The Sun, a Associated Newspapers. O retorno do duque de Sussex à capital britânica tem gerado inquietação entre membros da família real. No entanto, um possível encontro com o príncipe William ou com o rei Charles III está, a princípio, descartado.
Durante a semana do julgamento, William e Kate estarão fora da Inglaterra, cumprindo agenda oficial na Escócia. O casal participará de um encontro com as equipes olímpicas e paralímpicas de curling da Grã-Bretanha antes dos Jogos de Inverno, que neste ano acontecem em Stirling.
Também está prevista na agenda real uma visita à Radical Weavers, um espaço dedicado à tecelagem manual. O local funciona como uma instituição de caridade e a presença do casal tem como objetivo “dar destaque às tradições únicas do patrimônio escocês e mostrar como elas continuam a conectar comunidades e inspirar novas gerações”, segundo informou o Palácio de Kensington.

Harry não deve se encontrar com o pai, o rei Charles III, que também cumprirá agenda na Escócia. Segundo informações da Fox News, o monarca se recusaria a encontrar o filho por medo de vazamentos. O príncipe é visto como “uma pessoa não confiável” , especialmente em um momento em que o rei enfrenta um tratamento contra o câncer conduzido com o máximo sigilo.
Apesar de estarem a quilômetros de distância, a família real ainda “espera pelo pior” e tomou precauções contratando uma gestora de crise para lidar com possíveis complicações durante a estadia de Harry.
Na avaliação do especialista da realeza Richard Eden ao Daily Mail, William tem ciência de que “podem haver problemas pela frente” e que a presença do príncipe pode pressioná-los, assim como toda a família real, a “receberem os Sussex de braços abertos, mesmo que o casal, atualmente residente na Califórnia, nunca tenha se desculpado pelos ataques vergonhosos”, opina Eden.

A data exata da chegada de Harry a Londres ainda é desconhecida. No entanto, espera-se que o príncipe participe da maioria das audiências do processo, que começará a ser julgado na segunda-feira (19/1). De acordo com um esboço do cronograma divulgado pela mídia britânica, o depoimento do duque de Sussex deve ocorrer na quinta-feira (22/1).
A Associated Newspapers é processada por coleta ilegal de informações — acusação negada pela editora. Além de Harry, outras personalidades, como Elton John, a atriz Elizabeth Hurley e Sadie Frost, ex-esposa de Jude Law, também devem comparecer ao tribunal.
Esta é a segunda vez que Harry depõe em um processo contra tabloides britânicos. A primeira ocorreu em 2023, contra o Mirror Group Newspapers. Com sua participação, a família real britânica quebrou um jejum de 130 anos sem que um membro sênior prestasse depoimento na Justiça.

Embriagado sem álcool – por muito tempo isso soou como uma anedota, mas trata-se de um distúrbio metabólico grave: a síndrome da autofermentação, ou síndrome da autocervejaria, na qual o próprio intestino produz etanol.
Não há uma estimativa confiável de quantas pessoas em todo o mundo são afetadas pela síndrome. Na literatura especializada a condição é descrita como “muito rara”, mas os médicos presumem que há muitos casos não relatados, que provavelmente são interpretados erroneamente como abuso de álcool ou outras doenças.
Agora, a síndrome está sendo melhor compreendida com a ajuda do microbioma – o conjunto de microrganismos que vivem dentro de nós.
Na síndrome da autofermentação, as pessoas afetadas ficam intoxicadas mesmo sem ter bebido uma gota de álcool. O excesso de levedura no intestino costumava ser considerado o principal culpado, mas trabalhos mais recentes mudaram o foco para certos tipos de bactérias. Um estudo recém-publicado na revista Nature Microbiology é a investigação mais abrangente dessa doença incomum.
A pesquisa foi conduzida por uma equipe liderada por Bernd Schnabl e Cynthia Hsu na Universidade da Califórnia em San Diego, um grande hospital universitário dos Estados Unidos especializado em pesquisas sobre fígado e microbioma.
Schnabl e Hsu avaliaram amostras de fezes de 22 pacientes com síndrome de autofermentação, 21 de seus familiares e 22 pessoas saudáveis como grupo de controle. Isso lhes permitiu distinguir com mais clareza o papel da dieta e do ambiente do papel do microbioma.
Em laboratório, as amostras de fezes dos pacientes com a síndrome produziram significativamente mais álcool do que as dos grupos de controle. Isso se deve principalmente a bactérias intestinais como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae, que fermentam carboidratos em etanol em quantidade excessiva.
“Esses micróbios usam várias vias metabólicas formadoras de etanol”, explica Schnabl. “Eles podem elevar o nível de álcool no sangue a tal ponto que as pessoas afetadas não estejam mais aptas a dirigir”.
A síndrome da autofermentação mostra como o microbioma pode influenciar radicalmente o comportamento e a saúde, ao ponto de determinar os níveis de álcool no sangue que caracterizam culpa ou inocência perante um tribunal ou durante fiscalizações de trânsito.
Dessa forma, o fardo dessa doença não é apenas o álcool no sangue, mas também a dúvida: quem acreditaria em alguém que jura não ter bebido quando seu próprio intestino funciona como uma cervejaria secreta?
Muitos pacientes com a síndrome são inicialmente rotulados como alcoólatras que bebem em segredo – com consequências dramáticas para sua vida cotidiana, seus relacionamentos e, acima de tudo, sua credibilidade.
Os procedimentos de diagnóstico atuais são complexos, pois os pacientes devem seguir uma dieta rica em carboidratos sob supervisão rigorosa enquanto seus níveis de álcool no sangue são medidos. Schnabl e Hsu propõem diagnosticar a doença no futuro usando amostras de fezes e visando especificamente o metabolismo bacteriano.
Ainda não existe uma terapia padronizada disponível. Em um paciente do estudo, os sintomas melhoraram significativamente após dois transplantes de fezes.
Um transplante de fezes (transplante de microbiota fecal, FMT) parece desagradável, mas é muito eficaz. Envolve a transferência de bactérias intestinais de um doador saudável para o intestino de um paciente para “reiniciar” seu microbioma alterado. A equipe agora investigará sistematicamente essa abordagem promissora em um grupo de oito pacientes.
Os especialistas veem as novas descobertas como um passo importante em direção à medicina personalizada do microbioma, mas alertam contra o otimismo prematuro: estudos maiores e dados de longo prazo são necessários antes que um tratamento possa ser estabelecido.
Luan Pereira, de 22 anos, foi levado às pressas para um hospital após passar mal ao fim de um show, na madrugada deste sábado (17), em São Paula. O cantor publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece sendo transportado em uma maca até uma ambulância, o que preocupou fãs e seguidores.
Na legenda da publicação, a equipe informou que Luan apresentou um quadro de arritmia cardíaca, pressão alta e taquicardia. “Após o show de hoje, Luan foi levado às pressas para o hospital por motivo de arritmia cardíaca, pressão alta e taquicardia. Vai ficar tudo bem, em nome de Jesus”, dizia o texto.
A publicação mobilizou uma série de mensagens de apoio de amigos e famosos. “Melhoras, Luan, vai ficar tudo bem. Deus é fiel”, disse Zé Vaqueiro. Já Murilo Huff comentou: “Melhoras, nego véi”. A apresentadora Patrícia Poeta também desejou pronta recuperação. “Vai ficar tudo bem, que você se recupere logo!”, escreveu.
Wanessa Camargo também demonstrou preocupação e pediu atualizações sobre o estado de saúde do cantor. “Vai ficar tudo bem! Por favor, deem notícias”, escreveu. Já a noiva do artista, Vitória Miranda, deixou uma mensagem emocionante: “Com você em pensamento e oração. Vai ficar tudo bem, amor”.
Histórico de saúde
Em outubro de 2025, Luan Pereira precisou deixar o Dança dos Famosos, quadro do Domingão com Huck, após sentir fortes dores e descobrir que estava com pedra no rim. Na época, Luan compartilhou o sofrimento nas redes sociais.
"Achei que estava com uma pedrinha só de 4 mm. Fiz tomografia e constatou que eu estou é com umas 10 pedras no rim... Só o que eu digo para vocês é: bebam muita água para vocês nunca precisarem passar por isso, maior dor da vida, sério", desabafou.
"Quero agradecer mais um dia vocês pelo cuidado e preocupação... estamos aqui na esperança de expelir as pedras sem precisar de cirurgia, e se o bom Deus quiser, que seja no tempo dele", afirmou.
Um homem de 40 anos foi preso na sexta-feira (16) suspeito de ameaçar a irmã, de 28, e os sobrinhos em Palmeira dos Índios, no Agreste de Alagoas.
De acordo com a Polícia Militar, a vítima relatou que costuma deixar os filhos na casa da mãe enquanto trabalha. No imóvel também mora o irmão, que, segundo ela, não aceita que os filhos fiquem na residência da mãe.
Por esse motivo, os dois discutiram, e o homem teria ameaçado a irmã e as crianças.
Ele foi localizado em outro endereço e conduzido ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios.
Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado pelo Conselho da EU. O tratado assinado neste sábado (17) em Assunção, no Paraguai, estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.
Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.
Após a assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.
1. Eliminação de tarifas alfandegárias
Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.
2. Ganhos imediatos para a indústria
Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.
– Setores beneficiados:
Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.
Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.
UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:
Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
Cláusulas ambientais são vinculantes;
Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.
UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.
Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.
Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.
Avanços em setores como:
Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
Regras mais transparentes e previsíveis.
Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.
Capítulo específico para PMEs;
Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.
Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
Maior integração a cadeias globais de valor;
Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.
Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;
Aprovação pelo Parlamento Europeu;
Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;
Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.
O tempo excessivo diante de telas vem alterando não apenas os hábitos de consumo de informação, mas também o equilíbrio emocional das pessoas. A psicanalista e especialista em reprogramação mental Elainne Ourives afirma que a hiperconexão cria um estado permanente de alerta no cérebro, favorecendo quadros de ansiedade, cansaço mental e dificuldade de concentração.
“A mente humana não foi feita para estímulo contínuo. Ela precisa de pausas, silêncio e presença. Quando isso não acontece, o cérebro entra em um modo de vigilância constante, como se estivesse sempre sob ameaça”, explica.
Dados ajudam a dimensionar o problema. Um levantamento da DataReportal, plataforma internacional que analisa hábitos digitais em parceria com empresas como We Are Social e Meltwater, mostra que o brasileiro passa, em média, mais de nove horas por dia conectado à internet.
Para Elainne Ourives, esse número ajuda a entender por que sintomas emocionais estão se tornando tão comuns. “O corpo reage à sobrecarga digital como reage ao estresse contínuo. Há liberação de hormônios do estresse, queda de clareza mental e aumento da irritabilidade”, afirma.
A relação entre uso intenso de redes sociais e saúde mental também foi analisada no estudo “The Impact of Social Media Use on Job Burnout: The Role of Social Comparison”, publicado na revista científica Frontiers in Public Health, que reúne pesquisas revisadas por pares na área de saúde coletiva.
O trabalho aponta associação direta entre tempo excessivo nas redes, comparação social constante e aumento de sintomas de ansiedade e burnout. “Quando a pessoa vive se comparando, o cérebro entra em um ciclo de cobrança e insuficiência que desgasta emocionalmente”, diz Elainne Ourives.
No ambiente de trabalho, o impacto se agrava. Um relatório global da Deloitte, consultoria internacional que pesquisa comportamento organizacional, indica que mais de 60% dos profissionais checam o celular a cada dez minutos durante o expediente e relatam sensação de exaustão mental ao fim do dia. “É como se o descanso nunca chegasse. Mesmo fora do horário de trabalho, a mente continua em alerta”, observa.
A especialista reforça que o problema não está na tecnologia em si, mas na forma como ela é usada. “O risco começa quando a pessoa deixa de escolher quando se conectar e passa a reagir automaticamente a estímulos. Nesse ponto, a mente deixa de criar e passa apenas a responder”, afirma.
Imagem: Jelena Stanojkovic | ShutterstockO debate já alcança escolas e ambientes educacionais. Pesquisas conduzidas por grupos ligados à Universidade de São Paulo (USP) indicam que o uso prolongado de telas pode reduzir significativamente a capacidade de foco e aprendizagem entre crianças e adolescentes.
No cenário internacional, organismos ligados à Organização das Nações Unidas (ONU) discutem diretrizes para limitar o uso indiscriminado de tecnologias digitais em contextos educacionais, com foco na proteção do bem-estar emocional.
Para Elainne Ourives, recuperar o equilíbrio exige medidas simples, mas consistentes. “Pausas digitais, redução de notificações e mais contato humano fazem diferença real. Presença não é luxo, é necessidade emocional”, afirma. Segundo ela, práticas como respiração consciente, momentos de silêncio e contato com a natureza ajudam o cérebro a sair do estado de alerta constante.
“O desafio do nosso tempo não é se desconectar da tecnologia, mas reaprender a estar presente. A verdadeira inteligência não é a que responde mais rápido, é a que consegue manter equilíbrio emocional”, conclui.
