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O ator José Dumont foi preso na manhã desta quarta-feira (4), na zona sul do Rio de Janeiro, após condenação definitiva pelo crime de estupro de vulnerável.

O caso remonta a 2022. Segundo registros do processo, o ator levou para seu apartamento um menino de 11 anos, filho de uma ambulante que trabalhava nas proximidades do prédio onde ele residia.

O artista, que mudou-se para São Paulo ainda jovem, trabalhou como carteiro e tentou ser marinheiro até descobrir sua vocação.

Ele iniciou sua história profissional no teatro, nos anos 1970, e no final daquela década deu início a uma longa e premiada trajetória no cinema. Um de seus primeiros trabalhos foi em "Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia" (1977), de Hector Babenco, clássico do cinema nacional, no qual interpretou o assassino do protagonista, vivido por Reginaldo Faria.

Reprodução / Instagram

 

De lá para cá, já esteve no elenco de cerca de 40 filmes, entre eles "Gaijin - Os Caminhos da Liberdade", de Tizuka Yamazaki (1980), que lhe rendeu o Kikito de melhor ator coadjuvante no festival de Gramado" e "O Homem que Virou Suco" (1981), de João Batista de Andrade. Foi premiado mais uma vez em Gramado e também no Festival de Brasília e de Huelva, na Espanha.

Ele já revelou ter se alfabetizou através da literatura de cordel, também participou de filmes fundamentais como "Memórias do Cárcere" (1984), dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e "Morte e Vida Severina" (1977), sob o comando de Zelito Viana, além de "A Hora da Estrela", de Suzana Amaral.

Dividiu o set com Didi, Dedé, Mussum e Zacarias nas comédias de Os Trapalhões, nos anos 1980 e, mais recentemente, interpretou o empresário de duplas caipiras Miranda, de "Dois Filhos de Francisco". Por este papel, tornou-se Melhor Ator Coadjuvante do Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, em 2006.

José Dumont, com sobrenome afrancesado por um erro no registro em cartório (era para ser Do Monte), também fez carreira na TV. Seu currículo inclui novelas e séries de estilos variados -de "Bandidos da Falange" (Globo), nos anos 1980, a Os Mutantes, na Record, no início dos anos 2000, passando por Terra Nostra, Brava Gente, Mandacaru e Pantanal (foi o pai de Juma Marruá na primeira versão, em 1990).

O trabalho mais recente do ator na TV foi em 2021, quando interpretou na Globo o Coronel Eudoro, na novela "Nos Tempos do Imperador".

CRIME - Set.2022

Mãe de adolescente de 12 anos diz querer justiça após denunciar o ator José Dumont. Ela afirmou à TV Record que o filho teria sido abordado após pedir dicas de atuação.

Caso passou a ser investigado pela DCAV (Delegacia da Criança e Adolescente Vítima).

Out.2022

A DCAV do Rio pediu à Justiça a prisão preventiva de José Dumont.

Jul.2023

Dez.2025

Globo corta 95% das cenas de José Dumont na reprise de "Terra Nostra" (1999). Na novela, ele interpretava Batista, funcionário de Gumercindo (Antonio Fagundes).

 

O general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), prometeu que os ataques retaliatórios do Irã contra os Estados Unidos e Israel “serão ainda mais devastadores”. Naeini disse também que os mísseis iranianos foram modernizados e “são mais avançados do que os usados ​​na guerra do ano passado”.

A referência é sobre a da guerra de 12 dias, em junho de 2025, entre Irã e Israel, que deixou 963 mortos em mais de 2 mil ataques, além de quase 8 mil feridos e 700 presos. O cessar-fogo foi negociado com os Estados Unidos. Israel justificou o ataque como uma ação preventiva contra bombas nucleares iranianas.

“Os inimigos devem esperar ataques contínuos do Irã. […] Os portões do inferno se abrirão cada vez mais para os EUA e o regime sionista”, afirmou o porta-voz do Irã.

Segundo a declaração, divulgada pela Tasnim, agência de notícias semi oficial iraniana, nessa terça-feira (3/3), o general disse que ataques do Irã contra alvos em territórios ocupados por Israel e bases norte-americanas na região, durante a Operação Verdadeira Promessa 4, “superou as expectativas do inimigo e os pegou de surpresa”.

A agência informou ainda que um destróier americano, que estava reabastecendo em um navio-tanque, no Oceano Índico, a cerca de 650 quilômetros da costa sul do Irã, foi atingido por mísseis da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), segundo o comunicado. Um caça F-15 dos EUA também teria sido abatido, sobre a região da fronteira entre o Irã e o Kuwait.

Ainda na terça-feira, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que mais de 650 militares norte-americanos foram mortos ou feridos nos dois primeiros dias da operação retaliatória iraniana.

Leia a matéria completa em Metrópoles

 

Uma pesquisa publicada em 17 de fevereiro na revista Scientific Reports indica que canhotos tendem a ser mais competitivos e menos propensos a evitar confrontos por ansiedade. O trabalho foi conduzido por especialistas do Departamento de Psicologia da Universidade de Chieti-Pescara, na Itália.

Hoje, cerca de 10% da população mundial é canhota. Apesar de representarem uma parcela menor, essas pessoas nunca deixaram de existir e os cientistas queriam entender por quê.

A ideia era investigar justamente por que a preferência pela mão esquerda persiste ao longo da evolução humana, mesmo com a predominância de destros na maior parte do mundo.

Como o estudo foi feito

Para investigar a relação entre lateralidade — preferência motora e funcional pelo uso de um lado do corpo — e traços psicológicos, os pesquisadores analisaram mais de 1,1 mil voluntários.

Os participantes responderam questionários destinados a identificar preferência manual, motivação e características de personalidade. A partir das respostas, foi calculado o chamado quociente de lateralidade, um indicador que mede o grau de dominância de uma das mãos.

Em uma segunda etapa, foram selecionados indivíduos com forte predominância manual (483 destros e 50 canhotos) para responder a novas avaliações focadas em espírito competitivo, ansiedade e sintomas depressivos.

Os resultados mostraram que os canhotos apresentaram índices maiores de hipercompetitividade, além de demonstrarem menor tendência a evitar disputas por receio ou insegurança.

Para verificar se essa diferença poderia estar relacionada a habilidades motoras, alguns dos voluntários participaram de um teste prático em laboratório. A atividade era encaixar nove pinos em um tabuleiro no menor tempo possível usando só uma mão.

Entretanto, o desempenho não confirmou a superioridade física dos canhotos. Entre os 24 destros avaliados nessa fase, quase metade foi mais rápida do que os participantes canhotos. Isso sugere que o diferencial não está na destreza manual, mas na disposição mental para competir.

Explicação evolutiva

Os pesquisadores afirmam que os resultados dão suporte à chamada estratégia evolutivamente estável. A teoria da biologia evolutiva propõe que uma característica pode se manter ao longo do tempo mesmo sendo minoritária quando oferece alguma vantagem em determinadas situações.

No caso da lateralidade, a maioria destra pode ter sido favorecida em contextos que exigem cooperação e padronização dentro de grupos grandes. Por outro lado, ser canhoto poderia representar um benefício em disputas individuais, principalmente em cenários competitivos, nos quais agir de forma menos previsível pode fazer diferença.

Essa combinação de vantagens distintas ajudaria a explicar por que o canhotismo, embora presente em uma parcela menor da população, nunca desapareceu ao longo da história humana.

Um homem de 44 anos foi sequestrado e jogado dentro do Rio Piracicaba, nessa quarta-feira (3/3), após importunar a própria sobrinha grávida, de 16 anos, durante uma confraternização familiar, no interior de São Paulo. O companheira da adolescente, de 32 anos, foi preso e um jovem apreendido por atacarem o indivíduo.

Segundo o boletim de ocorrência, o caso ocorreu durante uma festa de família, no bairro Jardim São Francisco, em Piracicaba. O importunador teria ingerido bebida alcoólica e passado a mão no cabelo e no corpo da própria sobrinha adolescente. A vítima, que relatou aos policias ter ficado assustada, ligou para o companheiro, que foi até o local acompanhado de um amigo de 17 anos para agredir o suspeito.

O tio foi agredido com socos, chutes e foi sequestrado pelos agressores. Ele teve os pés e mãos amarrados, foi colocado no porta-malas de um veículo, atacado com uma faca e arremessado no Rio Piracicaba. Em depoimento à polícia, o parceiro da adolescente de 16 anos afirmou que tinha a intenção de matar o importunador.

Apesar da tentativa de homicídio, o homem sobreviveu após se desamarrar e pedir por socorro. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados e socorreram o suspeito ao Hospital Fornecedor de Cana (HFC), onde ele permanece internado.

Após buscas, os policiais localizaram os envolvidos no sequestro, que logo confessaram o crime. O homem de 32 anos afirmou que recebeu uma ligação da companheira, que estava assustada ao ser assediada pelo tio embriagado, e foi preso. O adolescente também admitiu participação e foi apreendido. Eles foram encaminhado ao 2º Distrito Policial de Piracicaba, onde permanecem à disposição da Justiça.

Procurado pela reportagem, o hospital não divulgou mais informações sobre o estado de saúde do tio. O homem deve ser investigado pela acusação de importunação.

 

 

mulher-que-morreu-em-acidente-de-carro

A mulher de 25 anos que morreu em um acidente de moto na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) foi identificada como Karla Thaynnara Nogueira. Nas redes sociais, ela tinha mais de 43 mil seguidores. Ela era motociclista, enfermeira e mãe. Ao ver o acidente fatal, o pai da vítima, o policial militar José Carlos Andrade Nogueira, tirou a própria vida.

Vídeo:

José Carlos era soldado reformado da PMDFA mulher teria sido atropelada por um caminhão, após perder o controle da motocicleta ao colidir com um veículo. O grave acidente ocorreu na manhã desta terça-feira (3/3) próximo ao viaduto Ayrton Senna, na Epia.

O pai dela, um policial militar que também pilotava uma moto, passava pelo local no momento do acidente. Ao ver a filha, ele teria tirado a própria vida, segundo testemunhas.

Imagens:

Quem era a filha do PM que morreu ao ver acidente fatal na Epia - destaque galeria
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Ela era motociclista

Filha e o pai, policial militar
Foto nas redes sociais
José Carlos, soldado da reserva
Postagem nas redes sociais

De acordo com as informações da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a vítima morreu no local do acidente. Segundo a ocorrência, a jovem perdeu o controle da motocicleta após colidir com um veículo, caiu na via e foi atingida por um caminhão que vinha atrás.

A polícia ainda informou que as equipes que atendiam a ocorrência tentaram intervir para impedir a ação do pai. A ocorrência foi registrada na delegacia para as providências cabíveis.

Os rins trabalham silenciosamente todos os dias filtrando o sangue, eliminando toxinas e regulando o equilíbrio de líquidos e minerais no corpo. Mas um hábito cotidiano pode influenciar diretamente essa função: o que colocamos no copo.

Algumas bebidas ajudam a preservar o funcionamento dos rins, enquanto outras, quando consumidas com frequência ou em excesso, podem aumentar o risco de sobrecarga, formação de cálculos renais e até doenças crônicas.

Descubra quais são as melhores e piores bebidas para a saúde dos rins - destaque galeria
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Mais de 10% da população mundial tem doença renal

Os rins têm a função de manter o equilíbrio hídrico e de sais do corpo
As frutas têm propriedades que beneficiam a saúde dos rins

Abaixo, veja quais merecem atenção:

Bebidas que podem favorecer a saúde dos rins

Água

A hidratação adequada continua sendo a principal aliada dos rins. A água ajuda a diluir substâncias presentes na urina, reduzindo o risco de formação de pedras nos rins e facilitando a eliminação de resíduos metabólicos.

Manter uma ingestão regular de líquidos ao longo do dia também contribui para o equilíbrio da pressão arterial — fator importante para a saúde renal.

Água com limão ou frutas naturais

Bebidas simples à base de água e frutas podem oferecer benefícios adicionais. O limão, por exemplo, contém citrato, substância associada à redução da formação de certos tipos de cálculos renais.

Essas opções também ajudam a aumentar a ingestão de líquidos de forma mais agradável, sem excesso de açúcar.

Getty ImagesImagem colorida de dois copos de água com limão
O consumo diário pode auxiliar na digestão

Chás naturais sem açúcar

Chás como camomila, erva-doce e hortelã podem contribuir para a hidratação e, em geral, não sobrecarregam os rins quando consumidos de forma moderada.

Além disso, muitas dessas infusões apresentam compostos antioxidantes que ajudam a reduzir processos inflamatórios no organismo.

Descubra quais são as melhores e piores bebidas para a saúde dos rins - destaque galeria
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Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável
Praticar atividade física é essencial
 Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz
O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono

Bebidas que podem prejudicar a saúde dos rins

Refrigerantes

O consumo frequente de refrigerantes, especialmente os que contêm ácido fosfórico e grandes quantidades de açúcar, tem sido associado a maior risco de doença renal crônica e formação de cálculos renais.

Além disso, bebidas açucaradas contribuem para obesidade e diabetes — dois fatores importantes de risco para problemas renais.

Bebidas alcoólicas em excesso

O álcool pode provocar desidratação e alterar o equilíbrio de eletrólitos no organismo, aumentando a carga de trabalho dos rins. Em consumo elevado e frequente, também pode contribuir para elevação da pressão arterial.

Bebidas ultraprocessadas e energéticos

Energéticos e bebidas altamente industrializadas costumam concentrar cafeína, açúcar e aditivos em níveis elevados. O consumo excessivo pode aumentar a pressão arterial, causar sobrecarga metabólica e afetar o funcionamento renal ao longo do tempo.

Equilíbrio é a chave

Isso não significa que qualquer consumo ocasional dessas bebidas represente risco imediato. O problema geralmente está no padrão habitual de consumo.

De forma geral, é importante priorizar água, limitar bebidas açucaradas e moderar o consumo de álcool e cafeína. Esses cuidados simples ajudam não apenas os rins, mas também a saúde cardiovascular e metabólica como um todo.

No fim das contas, aquilo que parece um detalhe cotidiano, como escolher entre água e refrigerante, pode ter impacto direto na saúde dos rins ao longo dos anos.

O Exército de Israel disse nesta terça-feira (3) que fez um "ataque em larga escala" contra um grande complexo militar do Irã, que abrigava quartéis-generais de todas as organizações de segurança do país.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiAtolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".

Entenda por que mudar hábitos exige esforço do cérebro e veja como usar perguntas, treino cognitivo e pequenas ações a seu favor.

Você já tentou mudar um hábito, começou animado e, poucos dias depois, voltou para o modo antigo? Isso não acontece só por “falta de força de vontade”. Segundo a neurocientista e psicóloga Anaclaudia Zani, o cérebro foi programado para manter tudo estável.

Ou seja: ele prefere o que é conhecido, mesmo que não seja o melhor para você.

Esse mecanismo de estabilidade tem nome: homeostase. Entender como ele funciona é o primeiro passo para mudar hábitos com mais gentileza e menos culpa.

O que é homeostase e o que ela tem a ver com hábitos

Homeostase é o processo de autorregulação do corpo. É o sistema que mantém temperatura, batimentos, respiração, nível de glicose e outras funções dentro de uma faixa segura, mesmo quando o ambiente muda.

Para o organismo, beber água, respirar direito e ir ao banheiro nos horários de sempre são sinais de segurança. Quando tudo está dentro do padrão, o cérebro entende: “estamos bem, não mexe”.

Por isso, qualquer mudança na rotina pode ser lida como ameaça. Trocar o horário de dormir, começar a treinar cedo, cortar excesso de açúcar… tudo isso exige energia extra. O cérebro reage tentando economizar esforço e manter o que ele já conhece.

Na prática, isso aparece como:

  • preguiça de começar algo novo.

  • vontade de adiar tarefas importantes.

  • sensação de que mudar é “cansativo demais”.

Não é só emocional. É biológico.

Por que mudar hábitos é tão difícil?

De acordo com Anaclaudia, o cérebro humano foi projetado para manter o corpo vivo, não necessariamente feliz, produtivo ou realizado. Ele quer estabilidade, porque estabilidade significa sobrevivência.

Quando você tenta mudar hábitos de uma vez, o cérebro pode interpretar como risco. Ele entra em modo defesa e ativa respostas como:

  • procrastinar.

  • buscar prazer imediato (rolar o feed, abrir um doce, maratonar série).

  • evitar decisões que pareçam trabalhosas.

Além disso, muita gente vive em estado de alerta psicológico constante. Ansiedade, estresse e excesso de pressão fazem o cérebro acreditar que está sempre em perigo. Nessa condição, ele foge de qualquer coisa que pareça exigir ainda mais esforço.

Resultado: você sabe que o novo hábito faz bem, mas continua repetindo o antigo.

Como reprogramar o cérebro para aceitar mudanças?

A boa notícia é que esse mesmo cérebro que resiste também pode aprender. Segundo a especialista, a saída é o treino cognitivo: repetir, de forma intencional, novos comportamentos até que eles sejam reconhecidos como seguros.

Em vez de tentar mudar a vida inteira de uma vez, a ideia é:

  • introduzir mudanças pequenas, mas consistentes.

  • repetir essas mudanças até virarem automáticas.

  • mostrar, aos poucos, que o novo hábito não é uma ameaça.

Quando o cérebro percebe que nada de ruim acontece, a resistência diminui. A homeostase se ajusta a um novo padrão, e aquilo que parecia difícil começa a ficar natural.

Perguntas x ordens: como falar com o seu próprio cérebro

Um ponto interessante trazido por Anaclaudia é a forma como você se conversa internamente. O cérebro responde melhor a direção do que a obrigação.

Frases como:

“Eu preciso fazer isso”.
“Eu tenho que mudar agora”.

soam como ordem. Ordens podem ser interpretadas como pressão e ativar resistência.

Já perguntas como:

“Quais medidas eu posso tomar para isso acontecer?”.
“Qual é o próximo passo que eu consigo dar hoje?”.

ajudam o cérebro a organizar o pensamento e entrar em modo planejamento, não em modo defesa. Perguntas concretas funcionam como um “mecanismo de busca interno”: o cérebro automaticamente começa a procurar respostas e caminhos.

Em vez de “preciso mudar meus hábitos”, experimente:

  • “Qual pequeno hábito eu posso mudar primeiro?”.

  • “O que eu consigo fazer em 5 minutos para me aproximar dessa meta?”.

Pequenas decisões, grandes mudanças

Mudar hábitos não significa destruir a homeostase, e sim ensinar o cérebro quando ela é ou não necessária. Algumas estratégias ajudam nesse processo:

  • Microações: transformar metas grandes em passos muito pequenos, que caibam no seu dia.

  • Antecipar o próximo passo: pensar com antecedência o que você fará amanhã, em detalhes, para não depender só de “vontade” na hora.

  • Comunicar segurança ao corpo: respirar fundo, ajustar postura, descansar quando for preciso. Um corpo menos tenso aceita melhor mudanças.

  • Transformar metas em decisões práticas: trocar “vou ser mais saudável” por “hoje vou trocar o refrigerante por água no almoço”.

Cada decisão simples reduz um pouco a resistência da homeostase e fortalece novas conexões no cérebro.

Quando a homeostase ajuda (e quando atrapalha)

A homeostase é essencial. Graças a ela, o corpo mantém funções vitais sem você precisar pensar nisso o tempo todo. Ela também permite que o cérebro economize energia para decisões mais complexas.

O problema aparece quando esse mecanismo passa a preservar padrões que já não fazem bem. Por exemplo:

  • manter um hábito de sono ruim porque “sempre foi assim”.

  • manter o sedentarismo porque qualquer atividade nova parece desconfortável.

  • manter relacionamentos ou rotinas que drenam sua energia só porque são familiares.

A especialista explica que a “quebra” controlada da homeostase é justamente o que permite crescimento e adaptação.

Ao enfrentar um desafio, aprender algo novo ou encarar um medo, você desorganiza um pouco o padrão antigo para construir um novo, mais alinhado com quem você quer ser.

Mudar hábitos com menos culpa e mais consciência

No fim das contas, entender esse funcionamento do cérebro ajuda a tirar o peso da culpa. Se você tem dificuldade para mudar hábitos, isso não significa que você é fraco, preguiçoso ou “indisciplinado por natureza”.

Significa que seu cérebro está tentando te manter seguro do jeito que ele conhece.
Com treino, perguntas certas e passos pequenos, é possível ensinar que o novo também pode ser seguro, e até muito melhor.

Então, em vez de pensar “eu preciso mudar tudo agora”, você pode começar se perguntando: “Qual é o próximo pequeno passo que eu posso dar hoje?”.

É assim, um hábito de cada vez, que novas versões de você vão nascendo.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram um conjunto de genes que pode ajudar a prever como a hepatite viral evolui no organismo. A descoberta sugere que alterações nessa rede genética podem indicar desde a gravidade da inflamação no fígado até o risco de desenvolvimento de câncer hepático.

A equipe chamou esse conjunto de genes de neuroimunoma. A ideia por trás do nome é que ele reúne sinais dos sistemas nervoso e imunológico, mostrando que esses dois sistemas atuam de forma integrada durante a resposta do corpo à infecção.

O estudo foi apoiado pela FAPESP e publicado em dezembro de 2025 no Journal of Medical Virology. Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram mais de 1,8 mil amostras de bancos de dados públicos de diferentes países, incluindo Estados Unidos, Itália, China, Espanha, França, Alemanha, Reino Unido e Taiwan.

As informações avaliadas incluíam tecidos do fígado e células do sangue de pessoas infectadas por vírus da hepatite.

Segundo Otávio Cabral Marques, professor da Faculdade de Medicina da USP e coordenador da pesquisa, a primeira pista veio ao observar o comportamento das células de defesa no sangue.

“Nossa primeira descoberta foi que leucócitos de pacientes com hepatite passam a expressar genes normalmente associados ao sistema nervoso. Isso mostra que esses dois sistemas não funcionam de forma isolada. Eles parecem estar conectados por uma rede genética que coordena respostas em todo o organismo, especialmente em situações de inflamação crônica”, explica, em comunicado.

Genes podem indicar progressão da doença

Usando técnicas de aprendizado de máquina para analisar os dados, os cientistas observaram que o padrão de funcionamento desses genes muda conforme a doença evolui.

Quando a hepatite avança para estágios mais graves, como o câncer de fígado conhecido como hepatocarcinoma, ocorre uma alteração na forma como alguns genes são ativados. Essas mudanças podem servir como um marcador biológico da progressão da doença.

“Há mudanças evidentes na forma como esses genes se comportam ao longo da progressão da doença. Isso abre a possibilidade de usar esse conjunto genético como um biomarcador para monitorar o agravamento da hepatite viral”, afirma Adriel Leal Nóbile, cientista de dados e autor do estudo.

Entre os genes identificados, alguns chamaram a atenção por estarem ligados a mecanismos relacionados ao estresse. Um deles é o DBH, associado à produção de noradrenalina, um neurotransmissor envolvido na resposta do organismo ao estresse.

Segundo os pesquisadores, o aumento da atividade desse gene em tumores mais avançados sugere que processos ligados ao estresse podem influenciar o ambiente do câncer no fígado.

Além disso, outros genes presentes nessa rede também aparecem associados a condições de saúde mental, como depressão e ansiedade. Embora o estudo não tenha investigado diretamente essas doenças, os autores apontam que a descoberta reforça a ideia de uma ligação biológica entre inflamação crônica, sistema nervoso e saúde mental.

Para Otávio Cabral, os resultados ajudam a ampliar a compreensão sobre como o corpo reage a doenças prolongadas.

“Não se trata apenas de uma influência do sistema nervoso sobre o sistema imune. O que vemos é uma rede muito conectada, que coordena respostas em todo o organismo”, diz.

Os pesquisadores acreditam que o neuroimunoma pode, no futuro, ajudar médicos a identificar precocemente quais pacientes têm maior risco de complicações e até indicar possíveis impactos da doença na saúde mental.

Ao detalhar o que pode comprometer o bom funcionamento da tireoide, a exemplo de suplementos, a coluna Claudia Meireles acionou a endocrinologista e metabologista Ana Paula Barreto para saber, desta vez, quais as bebidas atrapalham a função da glândula. A médica aponta as opções com potencial de afetar o órgão.

De acordo com a especialista do Hospital Mantevida, de Brasília (DF), as bebidas que interferem na função da tireoide são as alcoólicas, opções com cafeína e as elaboradas com soja. Ela explica como cada uma age no organismo e influencia o papel da glândula, localizada na parte anterior do pescoço.

Endocrinologista cita bebidas com maior potencial de afetar a tireoide - destaque galeria

A tireoide fica na parte anterior do pescoço

O órgão é responsável por manter o equilíbrio metabólico do organismo

Ana Paula argumenta que o álcool atrapalha a conversão do hormônio tiroxina (T4) em triiodotironina (T3), que é a substância mais ativa e funcional da glândula. “Também tende a prejudicar a absorção de vitaminas e minerais essenciais ao funcionamento da tireoide“, garante a metabologista.

Conforme a médica, as bebidas como café e chás — a exemplo do preto, verde, de hibisco e erva-mate — têm propriedades capazes de “interferir” na função da tireoide. “Lembre-se: isso ocorre se o consumo for exagerado”, frisa. Ela pontua que a cafeína afeta a absorção de medicações: “Deve-se esperar 1h após o uso de medicamentos para ingerir algo à base do composto químico.”

Quem tem hipertireoidismo pode apresentar sintomas intensificados pela cafeína, como agitação, palpitações, tremores e até dor de cabeça.

Café quente em um copo sobre a mesa de madeira. Metrópoles
Entre as bebidas com potencial de prejudicar a função da tireoide, consta o café

Com relação às bebidas elaboradas com soja, a endocrinologista ressalta a respeito do exagero de consumo. “Dificulta a captação de iodo pelas células da glândula. Sabe-se que o mineral é a principal matéria-prima dos hormônios sintetizados pelo órgão”, esclarece Ana Paula Barreto.

A especialista evidencia sobre a alta ingestão dessas bebidas prejudicar o órgão. Se estiver em tratamento para a tireoide, ela aconselha “conversar” com um endocrinologista para saber é necessário ou não ter cuidado com o consumo dessas opções. “Pergunte se o seu atual consumo está adequado para não afetar a saúde”, orienta.

Olena Ruban/Getty ImagesImagem colorida mostra pessoas com taças na mão - Metrópoles
A endocrinologista explica como o álcool atrapalha o papel da tireoide de produzir hormônios

O controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, teve a prisão preventiva decretada, nesta quarta-feira (4), pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a Polícia Federal (PF) interceptar mensagens em que ele determina agressões físicas contra um jornalista e uma funcionária.

Nas conversas, o banqueiro afirma que quer “dar um pau” no profissional de imprensa e “moer” a empregada. Os diálogos constam na decisão assinada pelo ministro André Mendonça, divulgada nesta quarta. (Entenda a decisão aqui)

As ordens foram enviadas por Vorcaro a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado nas investigações como o coordenador de um grupo responsável por ações de vigilância e intimidação a mando do banqueiro.

No diálogo sobre o jornalista, Vorcaro afirmou que quer “mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”. A PF aponta que a intenção era simular um roubo para encobrir a agressão. Na sequência, Vorcaro reitera: “Quero dar um pau nele”. Mourão pergunta: “Pode? Vou olhar isso…”. Vorcaro responde: “Sim”.

Em outra troca de mensagens registrada no inquérito, o empresário queixou-se de uma funcionária identificada como Monique. “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”, escreveu Vorcaro. Mourão perguntou o que deveria fazer, e o banqueiro determinou: “Puxa endereço tudo”.

Grupo de monitoramento

Segundo a representação da Polícia Federal, Mourão coordenava uma estrutura informal chamada internamente de “A Turma”. O grupo contava com a participação do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e era acionado por Vorcaro para monitorar autoridadesjornalistasconcorrentes e ex-empregados

A investigação aponta que os integrantes utilizavam credenciais de terceiros para acessar de forma indevida sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Interpol. O objetivo era obter endereços e dados sigilosos para viabilizar as ações de intimidação.

‘Operação Compliance Zero’

As mensagens com ordens de agressão foram identificadas no âmbito da “Operação Compliance Zero”, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacionalcorrupçãolavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Polícia Federal aponta Vorcaro como líder de um esquema de captação de recursos no mercado financeiro mediante a emissão de títulos com rentabilidade superior à média. O dinheiro captado era direcionado para investimentos de risco e fundos do próprio conglomerado econômico.

A decisão do STF relata que as operações geraram um rombo financeiro coberto pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que alcança quase R$ 40 bilhões. A PF também identificou uma ocultação de mais de R$ 2,2 bilhões em contas ligadas ao pai do banqueiro. Essas movimentações foram feitas mesmo após Vorcaro ter sido solto em uma fase anterior da investigação, no final do ano passado.

Para evitar a fiscalização do esquema, a PF afirma que o grupo pagava propina a servidores do Banco Central. Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, ocupantes de cargos de chefia no departamento de supervisão bancária, foram afastados de suas funções pelo STF. A investigação aponta que eles revisavam ofícios do Banco Master antes do envio oficial ao órgão regulador e repassavam informações internas em troca de pagamentos mensais.

Prisões

O ministro André Mendonça atendeu ao pedido da PF e determinou a prisão preventiva de outros três investigados, citando a garantia da ordem pública e a conveniência da instrução criminal. Foram alvos dos mandados:

Fabiano Campos Zettel: apontado como o operador financeiro responsável por repassar os pagamentos do banco para os integrantes do grupo e para os servidores públicos. Ele ainda não foi localizado;

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão: apontado como coordenador operacional do grupo “A Turma”;

Marilson Roseno da Silva: policial federal aposentado, apontado como integrante da estrutura de monitoramento.

 

De acordo com a agência de notícias iraniana Mehr, Mojtaba Khamenei, filho do então líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, está vivo após os ataques de Estados Unidos e Israel. Ele é visto como um potencial sucessor para o comando do regime.

Segundo a agência, Mojtaba também está analisando “questões importantes” relacionadas ao país, sem fornecer detalhes.

Segundo filho do aiatolá, Mojtaba é amplamente reconhecido por exercer influência nos bastidores, com fortes laços com a Guarda Revolucionária Islâmica, a força militar mais poderosa do Irã, bem como com a Basij, sua rede paramilitar voluntária.

Possível sucessão

Apesar de alguns apontarem Mojtaba como possível sucessor do pai, as sensibilidades políticas e religiosas dentro do Irã não veem com bons olhos a transferência de poder em estilo dinástico.

Há ainda barreiras práticas, já que Mojtaba não é amplamente conhecido como um clérigo de alto escalão e não ocupa nenhum cargo oficial no governo.


				Filho do aiatolá Ali Khamenei está vivo, diz mídia do Irã

No entanto, nesta quarta-feira (4/3), o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, já ameaçou matar o sucessor do líder supremo do Irã.

“Qualquer líder escolhido pelo regime terrorista iraniano para continuar liderando o plano de destruição de Israel, ameaçando os Estados Unidos, o mundo livre e os países da região, e reprimindo o povo iraniano, será um alvo certo para assassinato, não importa seu nome ou onde ele se esconda”, disse pelas redes sociais.

A sucessão de Khamenei ainda não foi decidida. A escolha do novo líder deve ser feita pela Assembleia de Peritos, formada por 88 líderes religiosos do islamismo xiita – conhecidos como aiatolás.

Na terça-feira (3/3), Israel atacou o local onde a Assembleia de Peritos se reúne, na cidade de Qom. A parte israelense afirmou à mídia local que todos os 88 aiatolás estavam presentes no local. Por outro lado, a mídia estatal iraniana disse que o prédio foi evacuado e nenhum líder religioso foi atingido. Até o momento, não há informações sobre aiatolás mortos ou feridos.

Confronto e escalada de tensões

No último sábado (28/2), Estados Unidos e Israel deram início a uma onda de ataques coordenados contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo (1º/3), a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a “ofensiva mais pesada” da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um “direito e dever legítimo”.

A ex-prefeita de uma pequena cidade na Louisiana (EUA) foi considerada culpada na terça-feira (3/3) pelo abuso sexual de um adolescente durante festa na casa dela.

O júri no julgamento de Misty Roberts chegou a um veredicto de culpada após deliberar por menos de uma hora, de acordo com o site "Upper Michigan Source".

Misty renunciou ao cargo de prefeita de DeRidder quando o escândalo estourou.

A condenação ocorreu depois de o menor abusado pela ex-prefeita na festa de 2024 ter testemunhado perante os jurados que estava bêbado quando o crime sexual aconteceu. Misty foi flagrada na cama pelos dois filhos, que eram amigos da vítima.

Durante o julgamento, foi revelado ainda que Misty tomou a pílula do dia seguinte após o abuso.

Após a notícia do crime sexual se espalhar pela pequena DeRidder, que tem 9.800 moradores, a mãe da vítima enviou uma mensagem de texto para a então prefeita para se certificar de que ela não estava grávida. Em resposta, Misty escreveu que usava anticoncepcional, de acordo com o promotor do caso, citado pela emissora KPLC. A compra do medicamento foi feito pelo aplicativo DoorDash. Um entregador confirmou à Justiça ter deixado a pílula do dia seguinte na porta da casa de Misty.

A americana será sentenciada pelo juiz do caso em 17 de abril.

A pena para conjunção carnal com um menor é de até 10 anos de prisão, enquanto a pena para conduta indecente é de até sete anos, de acordo com a reportagem.

Pelo menos 101 pessoas estão desaparecidas e 78 ficaram feridas após um ataque de submarino contra um navio iraniano na costa do Sri Lanka, disseram à Reuters nesta quarta-feira (4) fontes da Marinha e do Ministério da Defesa do Sri Lanka.

A declaração ocorre durante a guerra do Oriente Médio, após os Estados Unidos e Israel iniciarem no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.

Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".

Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.

Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".

Durante muito tempo, a obesidade foi tratada como resultado de descontrole alimentar ou sedentarismo. Hoje, a ciência mostra que o ganho de peso é multifatorial.

A obesidade é reconhecida como doença crônica pela Organização Mundial da Saúde e pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.

Obesidade
Alterações hormonais, privação do sono e o estresse crônico estão ligados ao risco de obesidade - Foto: Shutterstock

Isso significa que envolve mecanismos cerebrais, hormonais e metabólicos complexos.

“O corpo não é uma calculadora simples de calorias. Ele é um sistema adaptativo”, explica a endocrinologista Alessandra Rascovski.

O que acontece no cérebro durante o ganho de peso

Um dos conceitos centrais é o da adaptação metabólica.

Quando uma pessoa emagrece, o organismo ativa mecanismos de defesa:

  • Aumento de hormônios que estimulam a fome.
  • Redução dos hormônios da saciedade.
  • Diminuição do gasto energético basal.

O cérebro passa a defender o peso anterior como referência.

Por isso, manter a perda de peso a longo prazo é biologicamente desafiador.

Estresse crônico e obesidade

O estresse constante ativa o eixo hipotálamo–hipófise–adrenal. Esse sistema regula a produção de cortisol.

Em situações agudas, o cortisol sobe e depois volta ao normal.

No estresse crônico, ele pode permanecer desregulado.

Segundo a profissional, níveis elevados de cortisol favorecem:

  • Resistência à insulina.
  • Acúmulo de gordura visceral.
  • Redução da massa muscular.
  • Aumento do apetite.

Além disso, o estresse altera os centros de recompensa do cérebro. Alimentos ricos em açúcar e gordura se tornam mais atrativos.

Não é apenas comportamento. É resposta neurobiológica.

Dormir pouco aumenta a fome

O sono é um regulador metabólico essencial.

Um estudo publicado no JAMA Internal Medicine em 2022 mostrou que adultos com sobrepeso que aumentaram o tempo de sono reduziram espontaneamente a ingestão calórica diária.

Dormir menos de seis horas por noite pode levar a:

  • Aumento da grelina (hormônio da fome).
  • Redução da leptina (hormônio da saciedade).
  • Piora da sensibilidade à insulina.

Outro estudo clássico, publicado nos Annals of Internal Medicine, demonstrou que poucas noites de sono restrito já alteram significativamente esses hormônios.

Na prática, menos sono significa:

  • Mais fome.
  • Menor saciedade.
  • Maior tendência ao acúmulo de gordura.

Hormônios e ganho de peso na menopausa

As alterações hormonais também impactam a obesidade.

Durante a menopausa, a queda do estrogênio favorece:

  • Acúmulo de gordura abdominal.
  • Aumento da resistência à insulina.
  • Alterações no gasto energético.

Além disso, sintomas como insônia e ondas de calor aumentam o estresse fisiológico.

Mesmo sem grandes mudanças na alimentação, muitas mulheres relatam ganho de peso nesse período.

Isso reforça a importância de avaliação individualizada.

Obesidade é uma condição crônica

A obesidade é influenciada por:

  • Genética.
  • Regulação hormonal.
  • Inflamação crônica de baixo grau.
  • Ambiente alimentar.
  • Fatores emocionais.
  • Privação de sono.
  • Estresse crônico.

Reduzir o problema à força de vontade é simplificar uma condição biologicamente complexa.

“O peso corporal resulta da interação entre cérebro, hormônios, sono, estresse e ambiente”, afirma Rascovski.

Quando procurar ajuda médica

O ganho de peso persistente merece avaliação profissional, especialmente quando está associado a:

  • Alterações hormonais.
  • Dificuldade extrema de emagrecer.
  • Sintomas de resistência à insulina.
  • Fadiga crônica.

A abordagem deve considerar metabolismo, saúde hormonal e estilo de vida de forma integrada.

 

Foto de mosca em folha vede - Metrópoles

 

Apesar de abrigar a maior floresta tropical do planeta, a Amazônia ainda tem sua biodiversidade pouco conhecida do ponto de vista científico, especialmente em suas áreas mais remotas. Um novo estudo publicado na Proceedings of the Royal Society B mostra como essa lacuna de conhecimento afeta grupos de animais menos visíveis e igualmente essenciais.

A pesquisa identifica onde estão e quais fatores direcionam as lacunas sobre o conhecimento das moscas sarcosaprófagas, insetos que utilizam à matéria orgânica animal e que são essenciais para o funcionamento dos ecossistemas.

Pequenos, mas imprescindíveis

As moscas sarcosaprófagas são insetos importantes para a decomposição da matéria orgânica, para a saúde pública e para a ciência forense. Embora importantes do ponto de vista da saúde e da natureza, o conhecimento sobre essas moscas ainda é muito limitado, principalmente na Amazônia.

Quando se fala em Amazônia, a imagem mais comum é a de um tapete de árvores gigantes, de áreas intocadas e de animais carismáticos. De fato, isso tudo ainda existe em algumas regiões, porém a biodiversidade amazônica é composta majoritariamente por organismos pequenos e menos conhecidos, mas igualmente essenciais, que exercem papéis fundamentais para os ecossistemas e para as pessoas.

O estudo revela que o esforço científico dedicado às moscas sarcosaprófagas é desigual no território amazônico, concentrando-se principalmente em áreas mais acessíveis, próximas aos grandes rios da região. Regiões remotas, muitas delas com alto valor de conservação, ainda permanecem pouco estudadas.

No estudo, intitulado “Accessibility drives research efforts on Amazonian sarcosaprophagous flies”, os pesquisadores compilaram e analisaram mais de 8 mil registros de ocorrência de moscas decompositoras das famílias CalliphoridaeMesembrinellidae e Sarcophagidae em toda a Amazônia brasileira.

Essas moscas respondem rapidamente às mudanças ambientais e prestam serviços ecossistêmicos essenciais, como a decomposição da matéria orgânica. Ignorá-las significa perder informações valiosas sobre a saúde das nossas florestas.

Sem acessibilidade, sem pesquisa

A pesquisa investigou como o conhecimento sobre esses insetos está distribuído no espaço e quais fatores explicam os vieses de coleta observados. Para isso, os autores comparam os dados reais com um modelo nulo, que simula uma “Amazônia idealmente amostrada”, na qual todas as áreas teriam a mesma probabilidade de serem estudadas.

Parece complexo, mas é simples: o estudo criou um modelo matemático idealizado (conhecido como modelo nulo), que trata a Amazônia como se fosse igualmente estudada. Esse modelo idealizado foi usado como base de comparação para os dados reais de conhecimento das moscas decompositoras.

Os resultados revelam um padrão preocupante: cerca de 40% das áreas florestais apresentam probabilidade de conhecimento científico inferior a 10%. Em contraste, regiões mais acessíveis, muitas vezes já impactadas por ações humanas, concentram a maior parte dos registros disponíveis.

O estudo indica que a acessibilidade é um dos principais fatores que orientam o esforço de pesquisa na Amazônia. Estradas, rios, cidades e a proximidade de centros de pesquisa, onde estão concentrados os especialistas de diferentes grupos, facilitam a coleta de dados.

Em contraste, regiões isoladas, mesmo quando altamente preservadas, permanecem praticamente desconhecidas para a ciência. Isso indica que a ciência não apenas deixa de alcançar essas áreas, mas também investe de forma desproporcional onde já é mais fácil de chegar e realizar as coletas de biodiversidade.

Territórios quilombolas, assim como áreas remotas, essenciais para a conservação da região, apesar de estarem entre as áreas mais preservadas da Amazônia, figuram entre as menos amostradas. Esse cenário cria um paradoxo preocupante: sabemos mais sobre a biodiversidade de áreas já alteradas do que sobre regiões ainda intactas.

Isso aumenta o risco de perda de espécies antes mesmo que elas sejam conhecidas ou descritas pela ciência, além de comprometer oportunidades futuras ligadas à conservação e à manutenção do funcionamento dos ecossistemas.

Esse viés científico pode levar a decisões equivocadas em políticas de conservação, ao oferecer uma visão incompleta da biodiversidade amazônica. Embora pouco carismáticas, as moscas sarcosaprófagas desempenham papéis-chave nos ecossistemas e funcionam como importantes indicadoras de impacto ambiental.

Pesquisa em rede

O estudo reforça que não basta intensificar o esforço de pesquisa nos mesmos locais. Para reduzir efetivamente as lacunas de conhecimento, é fundamental investir em expedições direcionadas a áreas distantes e historicamente negligenciadas, aliadas a parcerias sólidas com comunidades locais e tradicionais, que conhecem profundamente o território, seus ciclos naturais e suas transformações. É preciso fazer ciência com e para as pessoas que vivem na Amazônia.

Nessas regiões distantes e ainda pouco conhecidas, grande parte da biodiversidade permanece invisível para a ciência. Daí a importância de redes de pesquisa, projetos de larga escala, financiamento contínuo e compartilhamento de dados como pilares fundamentais para o avanço do conhecimento sobre a biodiversidade amazônica. Diante dos altos custos logísticos e operacionais da pesquisa na região, unir esforços não é uma opção, mas uma necessidade.

Todos nós, autores do estudo, integramos redes científicas como o INCT-SinBiAm, o Capacream, e a Rede Amazônia Oriental (AmOr), iniciativas que integram diferentes projetos, instituições e setores da sociedade para a produção e integração de dados, formação de pesquisadores e geração de conhecimentos para informar a recuperação e conservação da Amazônia.

Essas redes são fundamentais para transformar desafios logísticos e científicos em oportunidades de cooperação, permitindo que diferentes instituições, pesquisadores e comunidades atuem de forma integrada em uma região marcada por grandes distâncias e limitações de acesso. Sem parcerias locais, é impossível avançar de forma ética e eficiente na Amazônia.

Ao evidenciar onde estão as maiores lacunas de conhecimento da biodiversidade de moscas decompositoras, o estudo oferece subsídios fundamentais para orientar futuras pesquisas, políticas públicas e estratégias de conservação. Afinal, conhecer essa biodiversidade — inclusive os seus organismos menos visíveis e negligenciados, mas ecologicamente indispensáveis, como os insetos — é um passo fundamental para proteger a floresta e as populações que dependem dela.

 

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