
Entre janeiro e dezembro de 2025, as forças policiais de Alagoas apreenderam mais de 2,8 toneladas de entorpecentes e retiraram de circulação 1.655 armas de fogo em todo o estado.
Os números expressivos refletem a atuação conjunta das Polícias Militar e Civil, combinando ações ostensivas, investigações qualificadas e o uso de inteligência policial. Ao todo, foram apreendidas cerca de 2,2 toneladas de maconha, 551 quilos de cocaína e 85 quilos de crack, além de loló, skunk e outras drogas.
As armas e os entorpecentes foram retirados de circulação por meio de abordagens a suspeitos, operações direcionadas, investigações e informações repassadas pela população por meio do Disque-Denúncia 181.
Em relação ao volume total de drogas apreendidas, o resultado de 2025 representa um aumento de 35,7% em comparação com 2024, ano em que foram retiradas de circulação 1,8 tonelada de entorpecentes. Desse total, 1,47 tonelada correspondia à maconha, 311 quilos à cocaína e 38 quilos ao crack, as substâncias com maior incidência nas apreensões.
De acordo com dados do Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac) da SSP, o mês de setembro apresentou os melhores resultados da série histórica, superando os índices registrados em anos anteriores. O desempenho é atribuído aos investimentos do Governo de Alagoas na área da segurança pública, com foco em tecnologia, monitoramento, capacitação e fortalecimento da inteligência policial.
Para o secretário de Estado da Segurança Pública, Flávio Saraiva, os resultados são consequência direta do modelo de gestão baseado em inteligência, integração e investimentos robustos na segurança.
“Esses números mostram a eficiência da força-tarefa de inteligência da SSP e da atuação integrada das nossas polícias. O Governo de Alagoas tem investido fortemente em tecnologia, estrutura e equipamentos, permitindo que as forças de segurança trabalhem de forma coordenada e estratégica. Cada arma e cada quilo de droga apreendidos representam vidas que foram salvas e mais segurança para a população alagoana”, disse o secretário.
Em Maceió, uma das ações de maior impacto ocorreu em fevereiro, durante uma operação integrada coordenada pela Chefia Geral de Inteligência Integrada da SSP, em parceria com a Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam) e o Ministério Público de Alagoas.
A operação resultou na apreensão de mais de 210 quilos de drogas, além de sete armas de fogo — entre elas um fuzil — e 1.389 munições. Segundo as investigações, o material pertencia a uma organização criminosa de grande porte, com ramificações em outros estados, representando um dos maiores golpes recentes contra o tráfico de drogas na capital.
A prefeita Tia Júlia, o secretário de Estado de Relações Federativas e Internacionais Júlio Cezar e o deputado estadual Sílvio Camelo conquistaram um importante pacote de infraestrutura para Palmeira dos Índios, por meio do programa Alagoas de Ponta a Ponta, do governo do estado. As novas obras beneficiarão comunidades da zona rural com pavimentação asfáltica, melhorarão os acessos, a mobilidade e a qualidade de vida da população.
Na quinta-feira (22), a comitiva se reuniu em Maceió com o secretário de Estado de Transporte e Desenvolvimento Urbano Mozart Amaral que acolheu os projetos elaborados e doados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios. As intervenções contemplarão as serras da Mandioca e de São José, Moreira e Lagoa de Canafístula e ampliarão a malha viária rural do município.
Assim como já ocorreu nas comunidades Bonifácio e Buenos Aires, na gestão do então governador Renan Filho, as novas localidades receberão pavimentação para garantir mais segurança no tráfego, facilitar o escoamento da produção agrícola e assegurar dignidade aos moradores que há anos aguardavam por essas melhorias.
O secretário de Estado Júlio Cezar ressaltou a importância da união entre os entes públicos para viabilizar as obras. “Este é um exemplo claro de como a parceria entre município e Estado gera resultados concretos. A prefeita Tia Júlia apresentou projetos bem elaborados, que foram prontamente acolhidos pelo Governo de Alagoas, garantindo mais infraestrutura e inclusão para a zona rural. Com mais esta conquista, Palmeira dos Índios segue avançando na modernização de sua infraestrutura, fortalecendo a zona rural e garantindo mais qualidade de vida para quem vive no campo”, afirmou o secretário.
O deputado estadual Sílvio Camelo enfatizou o impacto social das obras. “Levar pavimentação para essas comunidades significa promover desenvolvimento, segurança e cidadania. Temos trabalhado para garantir que Palmeira dos Índios continue avançando, principalmente nas áreas que mais precisam”, pontuou o parlamentar.
Para a prefeita Tia Júlia, este investimento reforça o compromisso da gestão com o desenvolvimento equilibrado entre a cidade e a zona rural. “Estamos trabalhando para que o desenvolvimento chegue a todos os cantos de Palmeira dos Índios. A pavimentação dessas serras é um sonho antigo das comunidades rurais e só está sendo possível graças à parceria com o Governo do Estado, com o apoio do governador Paulo Dantas, do secretário Júlio e do deputado Sílvio Camelo”, destacou a prefeita.
O que é o programa Alagoas de Ponta a Ponta
O Alagoas de Ponta a Ponta é um programa do Governo do Estado que tem como objetivo ampliar e qualificar a infraestrutura viária em todo o território alagoano. A iniciativa contempla obras de pavimentação, recuperação e implantação de estradas, tanto em áreas urbanas quanto rurais, que promove integração regional, desenvolvimento econômico e melhoria da mobilidade para a população.
A libido é o termo usado para descrever o desejo sexual de uma pessoa. Esse desejo pode ser influenciado por diversos fatores, como hormônios, saúde física e mental e até a alimentação. Em alguns momentos da vida, ela pode diminuir, o que pode afetar a qualidade da vida sexual. Se você está buscando maneiras de melhorar sua libido, a alimentação pode ser uma aliada poderosa. Existem vários alimentos que são conhecidos por estimular o desejo sexual, proporcionando mais energia e vitalidade para o corpo e mente.
Chocolate amargo
O chocolate amargo é um dos alimentos mais conhecidos por suas propriedades que ajudam a aumentar a libido. Ele contém feniletilamina, uma substância que estimula a liberação de endorfinas, hormônios associados ao prazer.
Com a aproximação do Carnaval, muitas pessoas buscam “fórmulas mágicas” para melhorar a forma física em pouco tempo. Nesse contexto, dietas restritivas, treinos excessivos, “canetas milagrosas” e procedimentos estéticos ganham protagonismo, mas nem todas essas estratégias trazem resultados reais ou seguros.
De acordo com o Dr. Bruno Dubeux, médico-nutrólogo e professor da Afya Educação Médica do Rio de Janeiro, o mais importante nesse período é alinhar expectativas e priorizar hábitos que tragam benefícios consistentes ao corpo.
Segundo o especialista, mesmo em poucas semanas é possível notar mudanças como a redução do inchaço, melhora do tônus muscular e aumento da disposição, desde que as escolhas sejam feitas com equilíbrio.
Pensando nisso, ele lista cinco orientações sobre o que realmente funciona ou não para quem quer chegar brilhando no Carnaval. Confira!
Dietas muito rígidas podem até gerar perda de peso rápida, mas costumam provocar queda de energia, perda de massa muscular e aumento do risco de efeito rebote. A recomendação é reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, controlar o excesso de açúcar, álcool e sódio, manter uma alimentação equilibrada e priorizar fontes de proteína, legumes, verduras, carboidratos de boa qualidade e uma boa hidratação ao longo do dia.
Aumentar a carga de treino de forma brusca pode causar lesões, fadiga excessiva e queda de rendimento. O ideal é manter uma rotina que inclua musculação, fundamental para preservar e estimular a massa muscular e manter o metabolismo ativo, combinada a exercícios aeróbicos, mesmo em sessões mais curtas, desde que bem orientadas. A recomendação geral é acumular pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada.

Procedimentos como drenagem linfática e massagens modeladoras podem auxiliar na redução da retenção de líquidos e melhorar temporariamente o aspecto da pele. Entretanto, não promovem perda de gordura corporal e devem ser encarados apenas como complemento a uma rotina saudável.
Chás, termogênicos e suplementos alimentares costumam ser bastante procurados antes do Carnaval, mas a maioria não possui comprovação científica consistente para perda de gordura ou mudança significativa na composição corporal. Alguns produtos podem ter efeitos discretos quando bem indicados, mas nenhum substitui alimentação equilibrada e exercício físico. Além disso, o uso sem orientação profissional pode trazer riscos à saúde, especialmente em pessoas com problemas cardíacos, ansiedade ou distúrbios do sono.
Dormir pouco e viver sob estresse constante interfere em hormônios ligados ao apetite, à saciedade e ao acúmulo de gordura, além de favorecer resistência à insulina e maior produção de cortisol. Manter uma rotina de sono adequada e cuidar da saúde emocional faz parte do processo de melhora do corpo e da disposição.
Para o médico da Afya, não existem soluções milagrosas quando o assunto é forma física. “O mais importante é investir em escolhas possíveis e sustentáveis. Até o Carnaval, o objetivo deve ser cuidar do corpo com consciência, respeitando os limites e priorizando a saúde”, conclui.
Pesquisadores da Universidade de Würzburg, na Alemanha, em parceria com cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos EUA, descobriram como os tumores do câncer de pâncreas conseguem crescer tão rápido sem chamar a atenção do sistema imunológico.
Segundo o estudo, as células cancerígenas usam um mecanismo interno para se “esconder” das defesas naturais do corpo, que são ativadas justamente pelo sistema imunológico.
Isso faz com que a doença avance sem ser combatida e também ajuda a explicar por que esse tipo de câncer costuma ser diagnosticado só em estágios mais avançados. A descoberta foi publicada na revista científica Cell nessa quinta-feira (22/1).
Para entender como o câncer de pâncreas consegue crescer rápido sem ser visto, os pesquisadores estudaram células tumorais em laboratório e fizeram testes em animais. O foco era observar o comportamento das células em situações de crescimento acelerado, que são bem comuns nesse tipo de tumor.
Durante os experimentos, a equipe identificou que as células cancerígenas ativavam um mecanismo interno que consegue eliminar sinais que normalmente chamariam a atenção do sistema imunológico.
Em uma segunda etapa, os cientistas modificaram geneticamente essas células através da proteína MYC para impedir o mecanismo e acompanharam a resposta do organismo.
Depois das análises, os resultados mostraram que, quando esse processo de camuflagem era interrompido, o sistema imunológico conseguia reconhecer o tumor e reagir contra ele, reduzindo as lesões.
O estudo mostrou que o mecanismo usado pelo câncer de pâncreas para se esconder do sistema imunológico está ligado à proteína MYC, que já é conhecida por estimular o crescimento rápido dos tumores. Em situações normais, essa proteína se liga ao DNA e ativa genes que fazem as células se multiplicarem.
Porém, os pesquisadores observaram que nos tumores que crescem mais agressivos, o MYC age de outra maneira. Em vez de se ligar ao DNA, a proteína se conecta ao RNA, que é a molécula envolvida na produção de proteínas dentro da célula.
Assim, o MYC ajuda a eliminar as estruturas genéticas defeituosas que normalmente funcionariam como sinais de alerta para o sistema imunológico. Sem esses avisos, as defesas do organismo não são ativadas e o tumor consegue crescer sem ser identificado.

A principal conclusão dos pesquisadores foi que o crescimento acelerado do câncer de pâncreas não depende só da multiplicação das células, mas também da capacidade do tumor de enganar o sistema imunológico.
A pesquisa mostrou que essas duas funções acontecem de forma independente dentro da proteína MYC. Isso significa que é possível interferir no mecanismo usado pelo tumor para se esconder, sem afetar diretamente o processo de crescimento celular.
De acordo com os autores do estudo, a descoberta tem um grande potencial para novas abordagens terapêuticas no tratamento do câncer de pâncreas. A ideia é permitir que o organismo volte a identificar o câncer e atue contra a doença, o que pode contribuir para tratamentos menos invasivos e mais eficazes no futuro.
Que o Rio de Janeiro continua lindo todo mundo já sabe. Porém, não são apenas as belezas da capital que encantam os turistas e locais. Com uma distância de cerca de 153 km, outro paraíso também entrega uma orla magnífica, digna do título de “Caribe brasileiro”. Estamos falando de Cabo Frio, na Região dos Lagos.
Dono de um azul de tirar o fôlego, o mar das praias de Cabo Frio conquista qualquer pessoa pela beleza de sua água cristalina. No entanto, também é conhecido por ser bastante gelado, fruto de um fenômeno chamado ressurgência oceânica — responsável tanto pela transparência, quanto pelas temperaturas baixas.
A partir de correntes profundas do Oceano Atlântico, que sobem à superfície cheias de nutrientes, a característica sustenta a vida marinha do local e garante o tom de azul-turquesa nas águas. Para muita gente, na verdade, encarar uma água geladinha não é um problema, já que o calor é predominante na região.

Com uma grande faixa de areia e um monumento histórico, a praia mais famosa é a Praia do Forte. Além disso, seu roteiro também conta com outras opções: é possível caminhar pelo calçadão ou até passear pelas dunas da região. Confira outras visitas imperdíveis para quem escolhe o destino:
Quem visitar Cabo Frio, poderá desfrutar de uma culinária baseada na gastronomia portuguesa e pratos feitos a partir da pesca artesanal — um dos preparos tradicionais é o peixe com banana e pirão. Durante a noite, uma boa pedida é visitar o Bairro da Passagem, que conta com estabelecimentos muito charmosos construídos nas edificações históricas.

Para aquelas pessoas que gostam de inovar nos looks durante a viagem, vale a visita na famosa Rua dos Biquínis (Shopping Gamboa). Lá, é possível fazer um passeio que reúne economia criativa, turismo de compras e experiências gastronômicas pelo Boulevard Canal.
O Sol não é a maior das preocupações na hora de escolher o período da viagem, já que o calor é constante quase o ano todo. No entanto, as altas temporadas de férias podem ser menos proveitosas devido ao fluxo grande de pessoas e engarrafamentos. É importante planejar a visita de acordo com a intensidade dos ventos e temperatura da água.
Confira os dados do Climatempo:

Partindo da capital carioca, o acesso a Cabo Frio é feito pela Ponte Rio-Niterói seguida pela Via Lagos (RJ-124). Com trajeto duplicado e bem sinalizado, o percurso de carro dura cerca de 2h30, a depender do trânsito na saída do Rio e feriados.
De ônibus, é possível contar com partidas diárias da Rodoviária Novo Rio. Para quem quer ir de avião, o Aeroporto Internacional da cidade também recebe voos sazonais e de outras capitais brasileiras.
Se você começa a correr e já cansa nos primeiros minutos, não precisa se preocupar. Isso é mais comum do que parece. Muitos homens sentem falta de ar ou perdem o ritmo logo no início do treino.
O corpo pode estar despreparado, a respiração errada ou até a alimentação inadequada. Tudo isso faz diferença. A boa notícia é que com pequenos ajustes dá para melhorar o fôlego rapidamente.
A seguir, descubra as principais causas de por que você cansa rápido correndo e o que fazer para mudar isso.
O motivo mais comum é simples: o corpo ainda não está adaptado ao esforço da corrida. Correr exige mais do coração, pulmões e pernas. Mesmo quem faz musculação sente diferença.
Comece alternando corrida e caminhada.
Aumente o tempo de corrida a cada semana.
Descanse um dia entre os treinos para recuperar.
Com o tempo, o corpo melhora o uso do oxigênio e o cansaço diminui naturalmente.
Respirar errado acelera o cansaço. Muitos corredores usam apenas o tórax, e o ar não chega direito aos pulmões. Isso limita o oxigênio e prejudica o desempenho.
Inspire pelo nariz e solte o ar pela boca.
Use o abdômen, expandindo-o a cada respiração.
Mantenha o ritmo constante, sem prender o ar.
Uma boa dica é acompanhar a respiração com os passos. Inspire em dois passos e expire em dois. Com o tempo, o corpo se adapta e o fôlego melhora.
Muita gente cansa rápido porque come mal antes de correr. Treinar de estômago vazio ou após uma refeição pesada reduz a energia e o rendimento.
Faça uma refeição leve de 1 a 2 horas antes da corrida.
Prefira carboidratos complexos como aveia, banana ou pão integral.
Evite alimentos gordurosos e muito pesados.
Hidrate-se antes, durante e depois do treino.
Uma boa nutrição fornece energia suficiente e evita o cansaço precoce.
A corrida exige músculos fortes para manter o corpo estável. Quando as pernas e o abdômen estão fracos, o esforço aumenta e o cansaço aparece mais cedo.
Faça treinos de força duas vezes por semana.
Dê foco a agachamentos, avanços e pranchas.
Trabalhe o core para sustentar melhor o movimento.
Músculos fortalecidos melhoram a postura e reduzem a fadiga durante a corrida.
Muitos corredores saem rápido demais e queimam energia no início. O corpo não acompanha o ritmo e o fôlego acaba antes da hora.
Comece devagar, especialmente nos primeiros 10 minutos.
Mantenha um ritmo em que consiga conversar sem perder o ar.
Use aplicativos ou relógios esportivos para controlar a frequência cardíaca.
Ajustar o ritmo é essencial para correr mais tempo e com menos esforço.
Alguns fatores extras também explicam por que você cansa rápido correndo. Eles podem parecer pequenos, mas influenciam muito no desempenho.
Sono insuficiente: o corpo não se recupera e perde energia.
Sedentarismo: ficar muito tempo parado reduz o fôlego.
Falta de alongamento: músculos encurtados prejudicam o movimento.
Problemas respiratórios: podem limitar o desempenho e exigem avaliação médica.
Preste atenção a esses detalhes. Juntos, eles fazem diferença no rendimento.
Agora que você já sabe o que pode causar o cansaço, é hora de agir. Algumas mudanças simples na rotina ajudam a aumentar a resistência e correr com mais disposição.
Quer correr mais tempo e cansar menos? Algumas estratégias simples ajudam muito.
Faça treinos intervalados, alternando corrida rápida e trote leve.
Aumente o tempo e a distância de forma gradual.
Fortaleça o abdômen e as pernas com exercícios de força.
Alongue-se após os treinos para melhorar a recuperação.
Durma bem e respeite o descanso.
Esses hábitos aumentam o condicionamento e fazem o corpo usar o oxigênio de forma mais eficiente.
Para evitar o cansaço, é essencial descobrir seu ritmo ideal de corrida. Ele depende da frequência cardíaca (FC) e da sensação de esforço.
A tabela abaixo mostra uma referência prática:
| Zona de Esforço | % da FC Máxima | Sensação durante a corrida | Tipo de treino ideal | Cansaço esperado |
|---|---|---|---|---|
| Zona 1 – Leve | 50% a 60% | Respiração tranquila, consegue conversar normalmente | Aquecimento e regenerativo | Muito baixo |
| Zona 2 – Moderada | 60% a 70% | Respiração ritmada, conversa possível com pequenas pausas | Corrida base e resistência | Baixo |
| Zona 3 – Forte | 70% a 80% | Fôlego curto, fala com dificuldade | Corrida moderada e treinos de tempo | Médio |
| Zona 4 – Intensa | 80% a 90% | Respiração pesada, difícil conversar | Treinos intervalados e de velocidade | Alto |
| Zona 5 – Máxima | 90% a 100% | Fôlego no limite, esforço total | Sprint e provas curtas | Muito alto |
Dica: Para calcular sua frequência cardíaca máxima, use a fórmula básica:
220 – sua idade.
Depois, use as porcentagens da tabela para descobrir sua zona ideal de treino.
Exemplo: um homem de 35 anos tem FC máxima de 185 bpm.
Se ele quiser correr em ritmo moderado (Zona 2), deve manter os batimentos entre 110 e 130 bpm.
Cansar rápido correndo não é sinal de fraqueza, mas de que seu corpo ainda está se adaptando ao esforço. Com paciência, treino regular e atenção à respiração e à alimentação, o fôlego aumenta naturalmente.
O segredo é respeitar seu ritmo, evoluir de forma gradual e não desistir nos primeiros dias. Em poucas semanas, você vai perceber que o corpo responde melhor e aquele cansaço que parecia insuperável vai virar lembrança.
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) descartou a participação de outros profissionais de saúde nas mortes ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF).
Segundo fontes ligadas à investigação, a autoria dos crimes se restringe aos três técnicos de enfermagem presos no caso.
De acordo com os investigadores, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, de 28 e 22 anos, respectivamente, são os únicos apontados como responsáveis pelos homicídios apurados até o momento.
“No início, investigamos várias pessoas. Todas foram descartadas. Do hospital, já descartamos todo mundo que estava trabalhando. Só se depois aparecer alguma coisa nos celulares envolvendo alguém de fora”, afirmou uma fonte da apuração à coluna.
A investigação teve início em 23 de dezembro de 2025, quando a PCDF recebeu uma denúncia considerada atípica: o próprio hospital informou suspeitas de assassinatos cometidos dentro da UTI por técnicos de enfermagem.
As vítimas — João Clemente Pereira, de 63 anos, servidor da Caesb; Marcos Moreira, de 33, servidor dos Correios; e Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, de 75 anos — não se conheciam, tinham idades diferentes e moravam em regiões distintas. O único ponto em comum era o período de internação na UTI do Hospital Anchieta, entre novembro e dezembro do ano passado.
Em nota, a instituição informou que identificou circunstâncias atípicas relacionadas à atuação dos três técnicos. Com base em uma investigação interna, o hospital solicitou a abertura de inquérito policial e a adoção de medidas cautelares, incluindo a prisão dos envolvidos, que já haviam sido desligados da unidade.
Após receber a denúncia, a PCDF recolheu imagens do circuito interno de segurança, ouviu testemunhas e manteve troca constante de informações com o hospital.
Com o inquérito em estágio avançado, a primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada em 11 de janeiro, resultando na prisão de dois dos investigados. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços de Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.
Na última quinta-feira (15/1), a polícia cumpriu o terceiro mandado de prisão temporária. Novas apreensões de dispositivos eletrônicos ocorreram em Ceilândia e Samambaia.
Os celulares apreendidos durante a operação foram encaminhados ao Instituto de Criminalística da PCDF para análise pericial. A quebra de sigilo busca identificar pesquisas, mensagens e eventuais trocas de informações entre os investigados.
Segundo o delegado Maurício Iacozzilli, após a conclusão do inquérito que apura as três mortes já confirmadas, a polícia deve instaurar um novo procedimento para verificar se há outros homicídios ligados aos plantões dos suspeitos.
“Vamos cruzar dados de óbitos registrados nos dias de plantão dos investigados, não apenas no Hospital Anchieta, mas também em outras unidades de saúde onde eles tenham atuado ao longo da carreira”, afirmou.
Um homem de 28 anos foi preso nessa quinta-feira (22), suspeito de estupro qualificado e lesão corporal grave contra o próprio sobrinho, um adolescente de 17 anos com deficiência, na Barra de Santo Antônio, no Litoral Norte de Alagoas.
De acordo com a investigação, o crime ocorreu no dia 4 de janeiro, quando o adolescente foi colocado à força em um veículo por três indivíduos e levado para uma rua próxima, onde foi violentado sexualmente.
Durante as agressões, os suspeitos teriam proferido ameaças, indicando possível retaliação pelo fato de a vítima ter buscado ajuda da polícia. A Polícia Civil, no entanto, não explicou quais as circusntâncias que levaram o jovem a fazer uma denúncia. Em razão da violência sofrida, o jovem foi socorrido e encaminhado a uma unidade hospitalar, apresentando ferimentos e lesões graves.
No dia 14, o pai biológico da vítima compareceu à delegacia e registrou boletim de ocorrência, relatando os fatos. Ainda conforme o relato, as ameaças teriam como motivação o interesse do suposto autor em vender o imóvel onde residem a vítima e sua mãe, localizado na Ilha da Croa, estando o bem registrado em nome do adolescente.
Ainda não há informações a respeito da prisão dos demais suspeitos. Após a prisão, o investigado foi conduzido à unidade policial para a realização dos procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça. As investigações seguem em andamento para a completa apuração dos fatos.
O influenciador digital Babal Guimarães teve a progressão de pena concedida e passa para o regime semiaberto, conforme decisão da 16ª Vara Criminal da Capital.
Babal havia sido preso na manhã do dia 10 de dezembro do ano passado, quando a Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) cumpriu um mandado após a Justiça determinar a regressão do regime aberto para o fechado. A decisão foi tomada depois de ele ser acusado de agredir a então namorada, Karla Lessa, na área externa de um condomínio em Maceió.
Na ocasião, o juiz Alexandre Machado, da 16ª Vara Criminal, justificou que o influenciador teria cometido um novo crime, caracterizando descumprimento das condições impostas para o cumprimento da pena anterior. Segundo o magistrado, essa conduta tornava “impossível” a manutenção de Babal no regime aberto.
O influenciador já havia sido condenado anteriormente por agressões contra uma ex-companheira e cumpria pena de 1 ano, 4 meses e 9 dias, em regime aberto. Conforme a decisão judicial, ele tinha ciência de que o descumprimento das condições poderia resultar na regressão automática para um regime mais severo.
A legislação prevê que a prática de crime doloso ou falta grave autoriza a regressão do regime prisional. No entendimento do juiz, o Estado não pode permanecer inerte diante de condutas que indiquem que o condenado não faz jus ao benefício, sob risco de fortalecer a sensação de impunidade.
A medida ainda pode ser contestada por meio de recurso do Ministério Público de Alagoas (MPAL).
As alterações no olfato costumam ser vistas como um problema passageiro e de pouca relevância clínica. Em geral, são atribuídas a gripes, alergias ou, mais recentemente, à Covid-19. No entanto, evidências científicas acumuladas nas últimas décadas mostram que, em certos contextos, mudanças sutis na percepção de cheiros podem ser um sinal precoce de doenças neurológicas, incluindo o Alzheimer.
Reconhecer quando a perda do olfato é um achado benigno e quando merece investigação médica é essencial para o diagnóstico precoce, o acompanhamento adequado e a preservação da qualidade de vida.
O sistema olfatório tem uma característica singular entre os sentidos: suas vias se conectam diretamente a regiões do cérebro ligadas à memória, às emoções e ao comportamento, como o bulbo olfatório, o sistema límbico e o córtex entorrinal. Diferentemente da visão ou da audição, os estímulos do olfato não passam primeiro pelo tálamo, alcançando rapidamente estruturas profundas do cérebro.
Essas regiões estão entre as primeiras a sofrer alterações estruturais e funcionais no processo neurodegenerativo do Alzheimer. Por isso, estudos mostram que déficits na identificação, discriminação e no reconhecimento de odores podem surgir anos antes dos sintomas cognitivos clássicos, funcionando como um marcador funcional precoce.
Pesquisas recentes indicam que testes simples de identificação de odores, combinados a avaliações cognitivas breves, podem ajudar a identificar pessoas com maior risco de declínio cognitivo, ampliando as possibilidades de triagem em ambientes clínicos e na atenção primária.
Apesar da atenção dada à covid-19, a maioria das alterações do olfato tem causas não neurológicas. Entre as mais comuns estão a rinite alérgica, a rinossinusite crônica, diversas infecções virais, tabagismo, uso de certos medicamentos, exposição a substâncias irritantes e traumatismos cranianos.
Nesses casos, a perda do olfato costuma vir acompanhada de sintomas nasais ou respiratórios e tende a melhorar com tratamento específico. Diferenciar corretamente causas locais de causas neurológicas é essencial para evitar alarmismo e atrasos no diagnóstico.
O sinal de alerta surge quando a alteração do olfato é progressiva, persistente e não se explica por doenças nasais evidentes. O risco é maior quando o sintoma aparece em pessoas com mais de 60 anos ou se associa a queixas cognitivas sutis, como lapsos de memória, dificuldade de concentração ou mudanças de comportamento.
Nesses cenários, a alteração olfatória deve ser interpretada como parte de um quadro clínico mais amplo, e não como um achado isolado.
A abordagem inicial costuma incluir avaliação otorrinolaringológica, com o objetivo de excluir causas inflamatórias ou estruturais nasais. Na ausência de explicação local, ou diante de sinais neurológicos associados, a investigação deve prosseguir com avaliação neurológica e neuropsicológica.
O conceito atual de diagnóstico do Alzheimer evoluiu para um modelo baseado em biomarcadores, reconhecendo que o processo patológico começa muito antes da manifestação clínica evidente. Nesse contexto, o olfato pode atuar como um sinal sentinela acessível, orientando a necessidade de acompanhamento mais próximo.
A identificação precoce permite um melhor planejamento de cuidados, controle de fatores de risco modificáveis, orientação adequada de pacientes e familiares e preservação da autonomia e da segurança.
A perda do olfato afeta não apenas o prazer alimentar e social, mas também a segurança no dia a dia, ao reduzir a percepção de fumaça, vazamento de gás e alimentos estragados. Em certos contextos, pode ser um sinal silencioso de que o cérebro está em processo de mudança.
Reconhecer esse sintoma com atenção, equilíbrio e base científica contribui para uma abordagem mais preventiva, humana e orientada ao futuro da medicina.
Um estudo científico que revisou as estimativas de velocidade máxima de alguns dos maiores animais terrestres que já existiram concluiu que gigantes como os dinossauros saurópodes – caracterizados por seus pescoços e rabos compridos –, os mastodontes e os mamutes se moviam a velocidades significativamente menores do que se acreditava.
A velocidade de marcha dos animais depende de múltiplos fatores, incluindo o tipo de locomoção e a massa corporal.
Os animais plantígrados (que apoiam toda a planta do pé no chão ao caminhar) e graviportais (que pesam cerca de uma tonelada e têm patas adaptadas para suportar grandes pesos), são claramente mais lentos do que os animais digitígrados (que andam sobre os dedos) ou os ungulígrados (que andam sobre os cascos).
Além disso, a partir do peso de 100 kg, a velocidade máxima diminui progressivamente à medida que o tamanho do corpo aumenta. Um bom exemplo são os elefantes, os animais terrestres mais pesados, que não ultrapassam os 25 km/h.
Como a paleontologia estuda espécies extintas, não é possível observar o movimento das espécies, e portanto a estimativa de velocidade depende de modelos matemáticos. Até agora, estes modelos agrupavam animais com anatomias e modos de locomoção muito diferentes, levando a superestimações significativas.
“As equações tradicionais chegavam a exagerar a velocidade real dos elefantes modernos em até 70%, uma margem de erro incompatível com a reconstrução rigorosa do comportamento de espécies extintas”, explicaram os cientistas.
Para corrigir esse viés, a equipe de cientistas desenvolveu novos cálculos baseados exclusivamente em dados empíricos de elefantes vivos, considerados os melhores análogos dos grandes vertebrados do passado.
Ao aplicar esses modelos, os resultados mostraram que o mamute-lanoso, com cerca de 6 toneladas, teria sido o mais rápido dos proboscídeos extintos, atingindo velocidades de pouco mais de 20 km/h. Em contraste, o enorme Mammut borsoni, que pesava até 16 toneladas, dificilmente ultrapassaria os 15 km/h.
O estudo analisou ainda a velocidade dos mamutes que habitavam a Bacia do Orce, em Granada, na Espanha, como o Mammuthus meridionalis, espécie contemporânea dos primeiros humanos da Eurásia Ocidental, que se deslocaria a uma velocidade máxima de aproximadamente 18 km/h.
Os dinossauros gigantes revelaram-se ainda mais lentos, segundo os cientistas, que salientaram que o Argentinosaurus huinculensis, um dos maiores animais terrestres conhecidos, com cerca de 75 toneladas, não conseguiria ir além dos 10 km/h.
Na Europa, o Turiasaurus riodevensis, encontrado na província espanhola de Teruel e com um peso estimado de 42 toneladas, atingia uma velocidade máxima de 11,8 km/h.
Do estudo publicado na revista Scientific Reports participaram cientistas das universidades de Queensland (Austrália), Helsinque (Finlândia), Granada e Madri (Espanha).
O presidente e diretores do Rioprevidência, o Regime Próprio de Previdência Social do Rio de Janeiro, são alvo de buscas pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (23), na Operação Barco de Papel, dentro das investigações sobre o Banco Master.
O Rioprevidência afirmou ter feito nos últimos anos aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro. A PF considera que essas operações financeiras, supostamente irregulares, “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.
O fundo estadual é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões.
“A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, declarou a PF.
Agentes saíram para cumprir 4 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal.
Um dos endereços é a casa do presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, em Botafogo. A equipe precisou pular o portão para entrar.
Também são alvos Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos, e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimentos interino.
Agentes ainda foram à sede da autarquia, no Centro.
Relembre o caso
Em novembro, o g1 mostrou que o Rioprevidência aplicou R$ 2,6 bilhões em fundos do grupo liderado pelo Banco Master. O investimento foi realizado ao longo de 2024 e 2025, aproveitando taxas consideradas “mais atrativas” que as oferecidas por concorrentes.
Em maio, o Tribunal de Contas do RJ (TCE-RJ) já havia alertado para “graves irregularidades” aos gestores do fundo. Em outubro, o TCE voltou a criticar os aportes e determinou uma tutela provisória com apensação sobre o Rioprevidência, impedindo-o de fazer novas transações com o Master.
🔎 Tutela provisória seguido de apensação é como, em uma situação de emergência, o Tribunal emitir um comando de parar imediatamente (tutela provisória) e, em seguida, dizer que o caso será transferido e anexado à investigação criminal completa (a auditoria) para que todas as punições e responsabilidades sejam definidas de uma vez.
“Chega de decisões sem transparência, chega de colocar em risco a aposentadoria daqueles que colaboraram com a construção deste estado”, declarou o conselheiro Jose Gomes Graciosa.
Na época da reportagem, o Rioprevidência afirmou que “o valor efetivamente aplicado pelo órgão foi de aproximadamente R$ 970 milhões, em Letras Financeiras emitidas pela instituição entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034”. O órgão destacou que estava em negociação para substituir as letras por precatórios federais.
Como funcionava o aporte
De acordo com o TCE, o Rioprevidência utilizava o dinheiro arrecadado com descontos em folha para aplicar no mercado financeiro — o que deveria garantir a sustentabilidade do fundo.
O órgão determinou que o Rioprevidência não investisse mais em instrumentos financeiros emitidos, administrados ou geridos pelo conglomerado do Banco Master, nem em outras instituições que não atendessem aos princípios de segurança e prudência financeira.
Em maio, o Tribunal já havia pedido esclarecimentos sobre os investimentos. Desde então, concluiu que houve agravamento das irregularidades.
Até julho, R$ 2,6 bilhões — o equivalente a 25% dos recursos aplicados pelo Rioprevidência — estavam expostos a fundos administrados pelo Banco Master.
Um dos exemplos citados é o aporte de mais de R$ 1 bilhão no Arena Fundo de Investimento, administrado pela Master S/A Corretora. O fundo iniciou as operações em 18 de dezembro do ano passado, e no dia seguinte o Rioprevidência fez o primeiro aporte de R$ 50 milhões. Desde então, o fundo estadual fez sucessivos aportes, sendo o único cotista.
A rentabilidade média do fundo, de 4,05%, ficou abaixo da poupança (5,47%) e muito aquém do CDI (9,31%), o que, segundo o TCE, reforça a “ausência de vantajosidade”.
Os técnicos também identificaram aportes de mais de R$ 300 milhões em letras financeiras sem qualquer informação disponível — aplicações que funcionam como empréstimos a instituições financeiras, em troca de juros.
Outro exemplo citado é o investimento de R$ 100 milhões em junho, que caiu para R$ 75 milhões em apenas um mês. Na avaliação do Tribunal de Contas, esses casos “evidenciam uma gestão possivelmente irresponsável dos recursos do regime previdenciário”.
Dois homens foram baleados durante um ataque a tiros na Chã da Jaqueira, em Maceió, na madrugada desta sexta-feira (23).
O primeiro ferido deu entrada na UPA da Chã da Jaqueira com um tiro na mão direita. O projétil ficou alojado e ele precisou ser transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche da Barra. Segundo a polícia, o homem tem antecedente por homicídio e responde ao processo em liberdade.
Pouco depois, um segundo homem ferido por disparo de arma de fogo procurou atendimento na UPA da Santa Lúcia. Ele contou que estava em um comércio em frente a um supermercado, na Chã da Jaqueira, quando um homem em uma motocicleta passou atirando.
Os disparos teriam como alvo outra pessoa, mas um dos tiros acabou atingindo a vítima no braço direito. Assim como o primeiro ferido, ele também foi levado para o HGE.O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Antes associada ao envelhecimento, a hipertensão arterial tem sido diagnosticada cada vez mais cedo. Entre jovens, mesmo sem histórico familiar, o problema surge ligado a mudanças no estilo de vida, como estresse constante, má qualidade do sono e alimentação inadequada. Segundo o cardiologista Fabrício Da Silvia, o corpo jovem não está imune aos efeitos cumulativos de hábitos pouco saudáveis.
De acordo com o especialista, há uma antecipação dos quadros de pressão alta impulsionada por transformações no cotidiano.
“Sedentarismo, consumo excessivo de sódio e ultraprocessados, ganho de peso, privação crônica de sono e estresse contínuo interferem nos mecanismos que regulam a pressão arterial”, explica.
Esses fatores atuam sobre o sistema nervoso autônomo e o equilíbrio hormonal, favorecendo a elevação persistente da pressão.
Hábitos comuns na juventude têm impacto direto nesse processo. O estresse constante mantém elevados os níveis de adrenalina e cortisol, enquanto a falta de sono compromete a saúde vascular e aumenta a rigidez das artérias. Segundo o médico, o uso excessivo de telas contribui para o sedentarismo, piora do descanso e sobrecarga mental. Já o consumo de álcool, mesmo em quantidades consideradas moderadas, pode elevar a pressão de forma sustentada.
A alimentação também ocupa papel central. Alimentos ultraprocessados, ricos em sódio, gorduras inflamatórias e aditivos, favorecem a retenção de líquidos e a disfunção vascular. O tabagismo e o uso de cigarros eletrônicos agravam ainda mais o cenário: a nicotina provoca vasoconstrição imediata e, a longo prazo, danifica a parede dos vasos sanguíneos, aumentando o risco de hipertensão e doenças cardiovasculares precoces.

Fatores emocionais, como ansiedade crônica e burnout, também não devem ser subestimados. “Quando o organismo permanece em estado de alerta por longos períodos, picos ocasionais de pressão podem se transformar em hipertensão estabelecida”, alerta Fabrício. A repetição de níveis elevados em diferentes horários é um sinal claro de que algo não vai bem.
Outro ponto de atenção é o uso de hormônios anabolizantes. Segundo o cardiologista, o consumo abusivo, muitas vezes associado à busca por estética ou desempenho físico, está ligado ao aumento da pressão arterial, retenção de líquidos, alterações no colesterol e maior risco de eventos cardiovasculares, mesmo em jovens aparentemente saudáveis.
Embora a hipertensão seja frequentemente silenciosa, alguns sinais costumam ser ignorados: dores de cabeça recorrentes, cansaço excessivo, palpitações, tontura, visão embaçada, sensação de pressão no peito e queda no desempenho físico ou cognitivo. A ausência de sintomas, porém, não significa ausência de risco.

Antes de recorrer a medicamentos, mudanças de comportamento fazem grande diferença. Atividade física regular, sono de qualidade, redução do consumo de sal, álcool e ultraprocessados, abandono do tabagismo — incluindo vapers — e controle do estresse são medidas eficazes. Monitorar a pressão com regularidade, mesmo sem sintomas, também é fundamental.
“Quando adotadas precocemente, essas estratégias têm impacto significativo na prevenção e no controle da hipertensão em jovens”, conclui o especialista da Amplexus Saúde Especializada. O cuidado com o bem-estar hoje pode evitar complicações cardiovasculares no futuro.
Mais da metade das mulheres com menos de 40 anos com câncer de mama avançado é responsável pelo cuidado de filhos menores de 18 anos. O dado, que por si só já revela a sobrecarga que recai sobre esse grupo, é um dos principais achados da primeira pesquisa global dedicada a mapear os desafios enfrentados por jovens pacientes em todo o mundo.
Conduzido pelo Projeto 528, batizado a partir da estimativa de que 528 mil mulheres vivem hoje com câncer de mama avançado, o estudo reuniu 3,8 mil respostas de participantes de 67 países, das quais 385 tinham menos de 40 anos. É sobre esse contingente que a análise se debruça, revelando o amplo impacto da doença na renda, na vida familiar, na estabilidade emocional e na relação com o próprio corpo.
Os números mostram que, além da carga emocional do diagnóstico, muitas dessas mulheres sustentam o lar e são o principal apoio de crianças e adolescentes que dependem delas integralmente. Entre as entrevistadas, 52% eram cuidadoras primárias. Após o início do tratamento, seis em cada dez relataram dificuldades no trabalho, 59% tiveram problemas para manter as contas em dia e 40% acumularam dívidas médicas.
Ao mesmo tempo, a percepção de estabilidade financeira, que antes alcançava metade delas, despencou para 20% após o diagnóstico. Para 36% das participantes, o custo das terapias influenciou a escolha do tratamento.
“O estudo foi muito eficiente em demonstrar que, com o aumento de diagnóstico de câncer de mama em pacientes e mulheres jovens, as disparidades são gigantes, com dificuldades que impedem desde o diagnóstico precoce até o tratamento”, analisa a oncologista Patrícia Taranto, do Einstein Hospital Israelita.
Embora não sejam a maioria das pacientes oncológicas, as mulheres jovens tendem a enfrentar tumores mais graves. “O câncer de mama nesse grupo é biologicamente mais agressivo do que em mulheres mais velhas. Muitas vezes, há maior risco de um tumor triplo negativo, que tem menos opções de tratamento, e de desenvolver um câncer por predisposição hereditária”, explica Taranto.
Entre os fatores levantados pela pesquisa, o peso da renda aparece como central, sobretudo pelos altos custos associados às terapias mais modernas. “Ao mesmo tempo que o tratamento evolui para a melhora dos desfechos, com a sobrevida global subindo, os valores associados a esse tratamento também podem aumentar de maneira muito significativa, chegando a custos muito elevados por ciclo de tratamento”, destaca a oncologista.
Para quem não dispõe de recursos ou enfrenta negativas de cobertura, o efeito pode ser devastador. “A ‘toxicidade’ financeira é algo que realmente pode impactar de maneira significativa e negativa na jornada do paciente oncológico, limitando o acesso”, observa a médica do Einstein.
Essa combinação de limitações econômicas e obstáculos ao atendimento aparece de forma consistente nos relatos. O levantamento indica que 40% das pacientes, mesmo após serem diagnosticadas, adiaram a busca por ajuda especializada. Muitas mencionaram que médicos da atenção primária ignoraram sinais iniciais ou que não havia informação clara sobre riscos.
Apenas 14% obtiveram diagnóstico por triagem clínica ou rotina; a maioria (85%) descobriu a doença a partir da percepção direta de sintomas, o que frequentemente aponta fases mais avançadas. Segundo a pesquisa, 52% receberam o diagnóstico já no estágio 4.
As desigualdades também se estendem ao acesso a exames de precisão. Nove em cada dez entrevistadas realizaram testes genéticos para detectar mutações hereditárias, mas somente 59% tiveram acesso a testes genômicos do tumor, fundamentais para orientar terapias mais precisas. Como consequência, apenas 46% receberam mais de uma opção de tratamento.
Cerca de 80% das voluntárias relataram sofrimento psicológico. Questões ligadas a alteração da imagem corporal, medo de perder a fertilidade e alterações da vida sexual apareceram de forma frequente. Apenas 4% afirmaram não ter tido problemas nessa área.
“Metade das mulheres teve suas relações sexuais e afetivas modificadas após a doença. Esse fator também é muito importante de ser acompanhado, porque parte do tratamento oncológico muitas vezes envolve uma indução de menopausa precoce, levando a impactos importantes na libido. O manejo adequado da doença deve avaliar esses sintomas e melhorar como possível o bem-estar dessas mulheres”, explica Patrícia Taranto.
A preservação da fertilidade também ganhou destaque. O estudo aponta que apenas 13% das pacientes que responderam à pesquisa foram aconselhadas a passarem por procedimentos prévios para preservar sua fertilidade, como a coleta de óvulos.
“Essa etapa deve ser feita sempre no início do tratamento, antes de começar a quimioterapia, para saber quais são os desejos da paciente, se ela tem um planejamento familiar e que técnicas podem ser usadas para permitir que ela consiga realizar esse desejo apesar da doença, incluindo avaliação com especialistas para o congelamento de óvulos ou de embriões”, orienta a médica do Einstein.
A pesquisa também analisou as redes de apoio: comunidades online de mulheres com doença avançada ajudaram de forma decisiva, mas apenas 43% receberam indicação de ingressar nessas redes. “O cuidado com a saúde mental tem de fazer parte do tratamento multidisciplinar do câncer de mama. É natural que a paciente fique mais fragilizada, então encontrar apoio, além de suporte psicológico, auxilia muito a reduzir o peso mental, espiritual e físico de atravessar essa jornada”, conclui a oncologista.
