Desde 2019, pacientes brasileiros podem acessar produtos à base de cannabis apenas por meio de importação autorizada ou medicamentos já regularizados. No entanto, o plantio da planta no país permanecia sem regulamentação específica.
Após a aprovação pela Diretoria Colegiada, a norma deverá ser publicada oficialmente nos próximos dias, com previsão de validade inicial de seis meses. Durante esse período, empresas, pesquisadores e associações deverão se adequar às novas exigências estabelecidas pela Anvisa.
Um alimento pouco comum no prato do brasileiro pode ganhar destaque nas discussões sobre saúde e nutrição nos próximos meses. Um estudo analisou os possíveis efeitos do consumo de bambu na alimentação humana e aponta benefícios surpreendentes da planta.
A pesquisa reuniu dados de pesquisas feitas em laboratório e com pessoas. O objetivo era avaliar os efeitos dos brotos de bambu e de produtos derivados da planta no corpo humano. A pesquisa foi publicada na revista Advances in Bamboo Science no final de 2025.
Superalimento é ciência ou marketing?
O termo “superalimento” não é uma categoria científica oficial e costuma ser usado mais como uma estratégia de marketing. Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que o bambu apresenta características nutricionais que podem fazer jus ao nome. Ao todo, a revisão analisou 16 estudos científicos disponíveis sobre o tema, algo que nunca tinha sido feito.
O que os estudos analisaram
Os trabalhos avaliados incluíram testes em humanos e experimentos laboratoriais. O objetivo foi entender como o consumo de bambu pode influenciar funções importantes do organismo, como metabolismo, digestão e inflamação.
Apesar do número razoável de estudos, só quatro das pesquisas envolveram participantes humanos, o que limita conclusões mais definitivas. Entretanto, durante o estudo foram identificados alguns benefícios associados ao consumo do bambu:
Melhora da saúde metabólica.
Auxílio no funcionamento do sistema digestivo.
Redução de inflamações no organismo.
Diminuição da toxicidade celular.
Esses fatores, segundo os autores, podem contribuir para a prevenção de diferentes doenças, como obesidade, diabetes tipo 1 e 2 e até doenças cardiovasculares, já que o bambu também se mostra capaz de reduzir inflamações no corpo.
Os pesquisadores acreditam que a contribuição no combate a doenças crônicas se dá pelo conjunto de nutrientes presentes na planta. O perfil nutricional do bambu se destaca por ser muito rico: ele é rico em proteínas e fibras, pobre em gordura e fonte de vitaminas e minerais.
Controle do açúcar no sangue e efeito probiótico no intestino
Um dos achados mais relevantes da revisão é o possível impacto do bambu no controle glicêmico, ajudando a regular os níveis de açúcar no sangue. Esse efeito pode ser útil tanto na prevenção quanto no controle da diabetes, segundo os autores.
Outro ponto destacado foi o efeito probiótico do bambu. Alguns estudos mostraram aumento de bactérias benéficas no intestino depois do consumo, o que favorece a saúde intestinal e a digestão.
Bambu pode ser tóxico
Apesar de todos os benefícios e potencial, o bambu pode ser tóxico se não for preparado da forma correta. Ele não pode ser consumido cru e, além disso, o estudo identificou a presença de algumas substâncias tóxicas na planta.
Foram registrados relatos de níveis elevados de chumbo na planta e mudanças na glândula tireoide dos participantes. Por isso, os pesquisadores destacam que é preciso muito cuidado na hora de consumir o bambu.
Em países asiáticos, o bambu já faz parte da alimentação tradicional há muito tempo. Para os pesquisadores, isso mostra que a planta pode ser um alimento saudável e sustentável, desde que preparada da forma correta.
Falta de estudos em humanos
Apesar dos resultados positivos, os próprios autores reconhecem que ainda existem poucas pesquisas clínicas em humanos. Muitos estudos analisados foram feitos só em laboratório ou com amostras pequenas.
Por isso, ainda não é possível fazer recomendações amplas sobre o consumo seguro de bambu. Segundo os autores, só com mais ensaios clínicos será possível confirmar se o bambu merece, de fato, o título de superalimento.
No final da tarde da terça-feira (27), uma guarnição de Rádio Patrulha foi acionada, via Copom, para verificar uma situação enquadrada como violência doméstica (Lei Maria da Penha), fato registrado na rua Antônio Galindo dos Santos, bairro Vila Maria, em Palmeira dos Índios.
Quando os militares chegaram a residência, encontraram a mulher com vestígios de sangue, bem como o suposto autor da ocorrência também estava lesionado. Além disso, foi constatado que o interior do imóvel apresentava sinais de desordem, com grande quantidade de vidros quebrados e móveis danificados.
Questionada a respeito da origem do sangue, a mulher revelou acreditar que o sangramento seria do próprio suposto autor- o qual teria se ferido em razão dos vidros quebrados.
Diante da situação, a guarnição conduziu os dois envolvidos até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Palmeira dos Índios, onde o homem acusado recebeu atendimento médico, inclusive com a realização de suturas. A mulher também foi atendida.
Após o atendimento hospitalar, os dois foram levados até o CISP, onde foram adotadas as medidas cabíveis, sendo lavrado o Auto de Prisão em Flagrante (APF) em desfavor do autor - que permaneceu recolhido a disposição da Justiça.
Um advogado expulso da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) foi preso nesta terça-feira (27) no Distrito Federal suspeito de dar um golpe de quase R$ 1 milhão em uma mulher de 79 anos.
A vítima conheceu o homem há três anos quando procurava ajuda espiritual. Segundo a investigação, ela havia acabado de perder uma ação judicial e foi atrás de um vidente, já falecido, que atendia na rodoviária do Plano Piloto. A identidade da idosa não foi divulgada para preservá-la.
O vidente, então, apresentou o falso advogado a ela. Durante a aproximação, ele convenceu a idosa a investir em um terreno em Águas Lindas de Goiás, um imóvel que estaria sendo alvo de ação de usucapião e poderia beneficiá-la.
Sob o pretexto do investimento imobiliário, ele fez com que a mulher a transferisse R$ 981 mil ao longo dos três anos. Segundo a Polícia Civil, esses valores jamais resultaram em qualquer retorno financeiro ou comprovação de aquisição do imóvel.
O criminoso chegou a contratar um advogado legítimo para representá-lo no procedimento de usucapião. Em depoimento aos investigadores, no entanto, o profissional contou que recebeu apenas R$ 35 mil a título de honorários iniciais. "O que reforça a desproporcionalidade entre os valores entregues pela vítima e o efetivo custo do procedimento judicial", entendeu o delegado Wellington Barros Pereira.
Ainda não há informações sobre o destino do valor total. Não foi revelado, até o momento, se o homem adquiriu o empreendimento imobiliário para si ou se usou a quantia para outras finalidades.
A situação foi denunciada à polícia pelo irmão da vítima, 67. Ele contou que o suspeito estava na porta da casa da mulher para tentar pegar mais dinheiro. As equipes foram até o local e o prenderam em flagrante.
O suspeito negou o crime. O homem alegou que foi até a residência dela apenas para levar um contrato de prestação de serviços advocatícios e que passou a auxiliá-la como "amigo" por entender que ela era uma pessoa "sozinha e vulnerável".
A reportagem entrou em contato com a OAB para questionar o motivo da expulsão. Não houve retorno até o momento, mas o espaço segue aberto para manifestação.
A manhã contou com uma reunião importante para traçar estratégias de aproximação cada vez mais eficazes entre a administração pública municipal e o Tiro de Guerra – uma importante instituição do município, que tem como objetivo a formação de jovens com base em instrução militar básica. O encontro ocorreu na sede da prefeitura, onde foram recepcionados o Primeiro Sargento Wougran e o Subtenente Durgante, ambos representantes do TG.
De acordo com o Primeiro Sargento Wougran, o objetivo da reunião foi alinhar o ano de instrução do Tiro de Guerra. “Este primeiro contato foi feito porque acreditamos na importância desta união e buscamos esta interação a fim de fortalecer a nossa base”, disse o militar.
O encontro contou com a participação dos dois representantes do Tiro de Guerra, além dos secretários municipais de Comunicação Henrique Romeiro e de Governo Pablo Forllan e ainda parte da equipe de cerimonial da prefeitura.
Para a prefeita Tia Júlia, a integração entre município e Tiro de Guerra é fundamental para demonstrar todo o apreço que a Prefeitura de Palmeira dos Índios tem por estes profissionais. “É sempre uma honra ser convidada para integrar as atividades do Tiro de Guerra e ter a possibilidade de estar junto com nossos jovens que, por meio da formação militar, buscam servir não apenas aos palmeirenses, mas a todo o povo brasileiro”, disse a gestora municipal.
A produção de petróleo deve migrar de uma lógica de máxima exploração para o oposto: produzir o mínimo necessário durante a transição para energias mais limpas. Essa é uma das principais sugestões enviadas por 161 organizações sociais que integram o Observatório do Clima para subsidiar o mapa do caminho para uma transição energética justa e planejada, encomendado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2025.
O documento conta com recomendações técnicas, de regulamentação e econômicas e foi elaborado para contirbuir com os órgãos que estão desenhando o mapa do caminho. O prazo estabelecido para que a equipe ministerial do governo federal entregue ao Conselho Nacional de Política Energética o planejamento termina no dia 6 de fevereiro.
“Um mapa do caminho justo e inclusivo reduz riscos no curto prazo, amplia oportunidades de crescimento sustentável no longo prazo e representa uma escolha econômica racional para o Brasil”, explica o especialista em conservação da organização social WWF-Brasil, Ricardo Fujii.
De acordo com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, esse primeiro documento já está sendo elaborado e tratará inicialmente das diretrizes e bases para o Mapa do Caminho.
Com base em um estudo publicado em 2024, as recomendações das organizações sociais foram organizadas em três blocos: diretrizes de política energética e transição; governança e institucionalidade; orçamento, financiamento e fundamentos econômicos.
A substituição de combustíveis fósseis, como o petróleo, o carvão e o gás natural, por geração de energia limpa e renovável, como a solar e a eólica, é uma das principais medidas apontadas por especialistas como necessárias para frear o aquecimento global causado por atividades humanas que emitem gases poluentes na atmosfera.
A mudança no clima provocada pela ação humana tem sido associada a eventos climáticos extremos mais frequentes, que podem se agravar no futuro caso as metas estabelecidas internacionalmente pelo Acordo de Paris não sejam atingidas.
Políticas públicas
Cada bloco do documento enviado ao governo traz medidas de ordem prática. Por exemplo, no que trata das políticas energéticas e de transição, é sugerido realizar o cálculo do mínimo necessário de combustível fóssil para o período de transição energética, o descomissionamento dos campos de petróleo prestes a esgotar e a elaborar um cronograma para zerar os leilões de petróleo no Brasil.
“A desigualdade gerada pela expansão fóssil não é só regional ou social. É intergeracional, com ganhos concentrados agora e custos climáticos, sanitários e fiscais para nossos filhos”, alerta Nicole Oliveira, diretora do Instituto Arayara
Governança - Como recomendação de governança, é sugerido o fortalecimento de mecanismos de integração entre governo, sociedade e setor produtivo, como o Fórum Nacional de Transição Energética e o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, além da criação de um órgão de coordenação central capaz de monitorar o cumprimento de cronogramas e que funcione como uma autoridade de implementação.
“É uma mudança que exige compromisso e responsabilidade de todos os governos – atuais e vindouros – e de uma sociedade que faça e cobre tal escolha. Todo o setor privado – financeiro, agro, indústria – também precisa se engajar, voluntariamente ou não”, diz o pesquisador do ClimaInfo, Shigueo Watanabe Jr.
Finanças - No aspecto financeiro, entre as sugestões está o embasar a suspensão de novos leilões de petróleo na gestão do risco de ativos obsoletos (stranded assets, no termo em inglês). Por essa lógica, de perda dos ativos com origem nos combustíveis fosseis em um cenário de transição global, o documento recomenda evitar a antecipação da renda de recursos ainda não explorados.
O fim de novos subsídios governamentais à produção de combustíveis fósseis e a revisão dos existentes também integram as recomendações orçamentárias, assim como a destinação de orçamento vinculado à transição energética tanto no Plano Plurianual (PPA), quanto na Lei Orçamentária Anual (LOA).
Um estudo publicado pela Jefferies, uma empresa de serviços financeiros, aponta que as quatro maiores companhias aéreas dos Estados Unidos – American, Delta, Southwest e United – podem economizar até US$ 580 milhões por ano em combustível a partir do uso de medicamentos para emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro, pelos passageiros.
Tal afirmação decorre do fato de que quanto mais pesado um avião, mais combustível será necessário para a realização de um voo. Além disso, o querosene de aviação é um dos maiores custos nas operações das companhias em todo o mundo, e seu preço é dado em dólar.
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O aumento no número de ataques de tubarão no Havaí, especialmente no mês de outubro, não está ligado ao crescimento no número de pessoas no mar nem a mudanças recentes no turismo.
A pesquisa analisou 30 anos de registros de mordidas não provocadas, entre 1995 e 2024, e identificou um padrão claro: 20% de todos os ataques ocorreram em outubro, um número duas a quatro vezes maior do que o registrado em qualquer outro mês do ano. O fenômeno ficou conhecido entre os pesquisadores como “sharktober”.
Os pesquisadores não encontraram evidências de que outubro seja um mês com mais pessoas praticando atividades no mar, como surfe e natação. Isso indica que o aumento dos ataques não acontece porque há mais humanos na água, mas porque há mais tubarões-tigre em áreas costeiras nesse período.
Além disso, após o período de gestação, essas fêmeas tendem a se alimentar com mais intensidade, o que pode aumentar a chance de encontros acidentais com humanos. Segundo os autores, isso não significa que os tubarões estejam “caçando” pessoas, mas sim que há mais sobreposição entre áreas usadas por humanos e por grandes predadores marinhos.
Quem são os tubarões envolvidos
Em outubro, os tubarões-tigre foram responsáveis por 63% dos ataques registrados, uma proporção bem maior do que nos demais meses. A maioria dos animais envolvidos era de grande porte, com comprimentos entre 2,4 e 4,6 metros, e tamanho médio estimado em 3,2 metros.
Apesar do pico sazonal, os pesquisadores destacam que o risco geral de um ataque de tubarão no Havaí continua sendo muito baixo. Em décadas de registros, o número de ataques fatais é pequeno quando comparado à enorme quantidade de pessoas que entram no mar todos os anos no arquipélago.
Os autores ressaltam ainda que tubarões desempenham um papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas marinhos e que entender seus padrões de comportamento é fundamental para reduzir riscos sem gerar medo ou desinformação.
Aeroportos em países asiáticos reforçaram medidas de proteção sanitária após a confirmação de cinco casos do vírus Nipah na Índia. Tailândia, Nepal e Taiwan retomaram protocolos rigorosos de verificação de saúde, semelhantes aos que foram adotados durante a pandemia de covid-19.
De acordo com a emissora News 18, afiliada da CNN na Índia, os casos foram diagnosticados em profissionais de saúde na região de Bengala Ocidental. As autoridades de saúde indianas buscam acalmar a população, afirmando que a situação está sob controle.
O vírus Nipah, descoberto em 1999, já foi identificado outras vezes no sudeste da Ásia. A doença causa preocupação devido à sua alta letalidade e capacidade de transmissão entre humanos, o que justifica as medidas preventivas adotadas pelos países vizinhos.
Riscos para o Brasil
A infectologista Rosana Ritchmann avaliou os riscos do vírus Nipah para o Brasil e destacou que não há motivo para preocupação entre os cidadãos brasileiros, a menos que estejam se deslocando para a região afetada. "Não tem nenhum motivo para a gente ficar preocupado aqui. Se alguém agora tiver quadro respiratório, com tosse, dor de cabeça, não tem nada a ver com esse vírus", afirmou.
No entanto, a especialista ressaltou a importância de as autoridades sanitárias brasileiras começarem a planejar medidas preventivas. "É uma questão das nossas autoridades sanitárias já começarem a pensar, eventualmente, se tiver alguma suspeita clínica de alguém que viajou, retornou dessa região, como vamos manejar esse caso?", questionou.
Segundo Ritchmann, é necessário estabelecer um programa de enfrentamento que inclua medidas de isolamento, período de incubação, manejo de contatos e outras ações caso surja alguma suspeita de infecção pelo vírus Nipah no Brasil.
A União Europeia (UE) confirmou nesta segunda-feira (26) o acordo político provisório fechado no fim de 2025 para proibir integralmente as importações de gás natural russo, tanto por gasodutos quanto na forma de gás natural liquefeito (GNL). A confirmação veio com a adoção formal do regulamento pelos 27 Estados-membros, segundo comunicado oficial da UE, que fixa o fim do GNL em 1º de janeiro de 2027 e estabelece 30 de setembro de 2027 como data-limite para o gás transportado por gasodutos – um ajuste em relação à previsão anterior, que mencionava novembro de 2027.
Segundo o comunicado da UE, o regulamento proíbe a importação de gás russo por gasodutos e de GNL na UE, com início de aplicação seis semanas após a entrada em vigor da norma. Contratos existentes terão um período de transição, em uma abordagem “em fases para limitar o impacto sobre preços e mercados”. O texto reforça que a medida é “um marco fundamental para cumprir o objetivo do REPowerEU de acabar com a dependência da UE da energia russa”.
O comunicado destaca ainda que os países do bloco deverão “verificar o país onde o gás foi produzido antes de autorizar a entrada no mercado da União”, além de adotar mecanismos de monitoramento rigorosos. O descumprimento das regras poderá resultar em penalidades que incluem multas de pelo menos 40 milhões de euros para empresas ou porcentuais relevantes do faturamento.
De acordo com a UE, até 1º de março de 2026 os Estados-membros terão de apresentar planos nacionais para diversificar o suprimento de gás e identificar desafios para substituir o produto russo. O comunicado também prevê que, “em caso de emergência e ameaça grave à segurança do abastecimento”, a Comissão Europeia poderá suspender temporariamente a proibição por até quatro semanas.
No pano de fundo, a UE lembra que, apesar da forte queda nas importações de petróleo russo, o gás da Rússia ainda responde por cerca de 13% das importações do bloco em 2025, mantendo riscos para a segurança energética europeia, segundo o próprio comunicado.
Um homem que estava foragido da justiça por estupro de vulnerável, condenado a 23 anos de prisão, foi preso em uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no município de Rio Largo. A prisão aconteceu no sábado (24), mas só foi divulgada nesta segunda-feira (26).
De acordo com a PRF, era por volta das 15h30, quando a equipe da PRF deu ordem de parada a um veículo suspeito.
"Durante a abordagem e consultas de dados, constatou-se que havia um mandado de prisão expedido, com validade até 2041, em desfavor do condutor", informou a PRF.
Diante do exposto, o envolvido foi encaminhado à Central de Flagrantes, no Tabuleiro do Martins, em Maceió, para a adoção das medidas legais cabiveis.
O cálculo foi feito a partir de fotografias aéreas no momento de maior aglomeração da manifestação. A margem de erro é de 12%. De acordo com o monitoramento, que utiliza um software de inteligência artificial para realizar a contagem, o ato teve, portanto, entre 15,8 mil e 20,1 mil participantes.
Fotos do ato foram tiradas em dois horários diferentes, às 10h45 e às 15h15, para a realização do cálculo. Das 24 imagens, sete fotografias feitas no momento de maior pico, às 15h15, foram usadas com base para a contagem.
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A manifestação deste domingo marcou o encerramento de uma caminhada de 240 quilômetros liderada por Nikolas e aliados em defesa da anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os demais condenados pelos atos golpistas do dia 8 de janeiro.
O Brasil segue em primeiro lugar no ranking de países que mais matam pessoas transexuais e travestis no mundo, com 80 assassinatos registrados em 2025. Os dados são da última edição do dossiê feito pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), lançado nesta segunda-feira (26).
O resultado representa queda de cerca de 34% em relação ao ano anterior, que registrou 122 crimes desse tipo, porém não tira o país do topo do ranking, posição que ocupa há quase 18 anos.
Para a presidente da Antra, Bruna Benevides, os dados são resultado de um sistema inteiro que naturaliza a opressão contra pessoas trans.
“Não são mortes isoladas, revelam uma população exposta à violência extrema desde muito cedo, atravessada por exclusão social, racismo, abandono institucional e sofrimento psicológico contínuo.”
Número de pessoas trans e travestis foram assassinadas no Brasil ao longo dos últimos 16 anos
Gráfico: ANTRA
Estatísticas de violência
Os dados para o dossiê foram coletados a partir do monitoramento diário de notícias, denúncias diretas feitas às organizações trans e registros públicos. Para Benevides, essa situação já evidencia uma violência: se a sociedade civil não fizer esse trabalho, as mortes simplesmente não existem para o Estado.
Em 2025, Ceará e Minas Gerais foram os estados com o maior número de assassinatos, sendo oito cada. Ao todo, a violência segue concentrada na Região Nordeste que registrou 38 assassinatos, seguido pelo Sudeste com 17, o Centro-Oeste com 12, o Norte com sete e o Sul com seis.
Levantamento feito pela Antra, que contabilizou o período de 2017 a 2025, mostrou o estado de São Paulo como o mais letal, registrando 155 mortes. O estudo revelou que a maioria das vítimas é de travestis e mulheres trans, predominantemente jovens, com maior incidência na faixa etária entre 18 e 35 anos, sendo pessoas negras e pardas as principais atingidas.
O dossiê aponta ainda que, por mais que os assassinatos tenham diminuído, houve aumento no número de tentativas de homicídio, o que significa que a queda de 34% em relação a 2024 não se traduz de fato em regressão da violência.
Em análise no dossiê, a Antra diz que esse cenário é explicado por um conjunto de fatores como subnotificação, descrédito nas instituições de segurança e justiça, retração da cobertura da mídia e ausência de políticas públicas específicas para o enfrentamento da transfobia – crime de preconceito, discriminação e hostilidade direcionados a pessoas transgênero.
Políticas públicas
Além do diagnóstico, o dossiê apresenta diversas recomendações dirigidas ao poder público, ao sistema de justiça, à segurança pública e às instituições de direitos humanos, buscando diálogo e propostas concretas para romper com a lógica de impunidade e escassez que marca a realidade das pessoas trans no Brasil.
Bruna Benevides, também autora do dossiê, acredita que o relatório da Antra “constrange o Estado”, informa a sociedade e impede o silêncio.
“É preciso reconhecer que as políticas de proteção às mulheres precisam estar acessíveis e disponíveis para as mulheres trans por exemplo. Pensar sobre tornar acessível o que existe e implementar o que ainda não foi devidamente alcançado. Há muita produção, inclusive de dados, falta ação por parte de tomadores de decisão”, completou.
A nona edição do Dossiê: Assassinatos e Violências Contra Travestis e Transexuais Brasileiras será apresentada em cerimônia no auditório do Ministério dos Direitos Humanos, com entrega oficial a representantes do governo federal.
Mortes violentas
Os dados divulgados nesta segunda-feira pela Antra reforçam o cenário evidenciado no último dia 18 pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), no Observatório de Mortes Violentas de LGBT+ no Brasil, atualizado anualmente.
Os dados, que incluem além da população trans, pessoas gays, lésbicas e bissexuais, entre outras, mostram que, em 2025, foram documentadas 257 mortes violentas, 204 homicídios, 20 suicídios, 17 latrocínios (roubo seguido de morte) e 16 casos de outras causas, como atropelamentos e afogamentos.
Em relação a 2024, quando foram documentados 291 casos, houve redução de 11,7%. Mas ainda significa uma morte a cada 34 horas no Brasil.
Também de acordo com o GGB, o Brasil permaneceu no ano passado como o país com maior número de homicídios e suicídios de pessoas LGBT+ em todo o mundo, seguido pelo México, com 40, e os Estados Unidos, com 10.
As agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em todo o país estarão fechadas de quarta (28) a sexta-feira (30) para atendimento presencial em razão de melhorias programadas nos sistemas previdenciários da Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social.
Vale lembrar que os canais remotos de atendimento, como o Meu INSS (site e aplicativo ) e a central telefônica 135, funcionarão normalmente até o dia 27, com mais de 100 serviços disponíveis.
O INSS alerta ainda que, a partir das 19h do dia 27 até o dia 31 de janeiro, o Meu INSS (site e aplicativo) e a central telefônica 135 ficarão indisponíveis.
A medida, segundo o instituto, é necessária para a modernização dos sistemas, de modo a assegurar maior estabilidade, segurança e eficiência dos serviços.
Para reduzir os impactos aos cidadãos, o INSS realizou atendimento extra no último final de semana, “com o objetivo de antecipar agendamentos e compensar a suspensão temporária do serviço presencial”.
O instituto informou ainda que garantiu o reencaixe nos casos em que o beneficiário preferiu receber atendimento presencial em dia útil.
A guerra da Ucrânia está prestes a completar quatro anos e entrou, na última semana, em mais um capítulo histórico. Pela primeira vez desde o início do conflito em larga escala, delegações da Ucrânia, dos Estados Unidos e da Rússia sentaram-se à mesma mesa para discutir um possível cessar-fogo duradouro.
O gesto, ainda que cercado de cautela, marca uma inflexão diplomática em um conflito que, até aqui, se sustentou mais pela lógica militar do que pela negociação política.
As conversas, realizadas nos Emirados Árabes Unidos, ocorrem em meio a uma ofensiva diplomática liderada por Washington, que assumiu o protagonismo na tentativa de encerrar a guerra. Apesar do simbolismo do encontro trilateral, negociadores e líderes envolvidos reconhecem que o processo segue travado em um ponto central: a disputa territorial no leste ucraniano.
E, segundo analistas ouvidos pelo Metrópoles, sem o reconhecimento dessas conquistas, Moscou dificilmente aceitará um acordo de paz duradouro.
Arte Metrópoles/Gabriel Lucas
“Uma única questão”
O enviado especial dos Estados Unidos para a guerra da Ucrânia, Steve Witkoff, à margem do Fórum Econômico Mundial, em Davos, que as negociações chegaram a um impasse concentrado em apenas um ponto.
Embora o diplomata tenha evitado especificar o entrave, ele já havia indicado anteriormente que a questão territorial segue como o principal obstáculo.
Uma delegação norte-americana chegou a desembarcar em Moscou para conversas diretas com o presidente russo, Vladimir Putin.
Segundo o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, os diálogos tratam da resolução do conflito ucraniano e de “outros temas relacionados”.
Territórios como linha vermelha
Atualmente, a Rússia ocupa cerca de 20% do território internacionalmente reconhecido como parte da Ucrânia, incluindo quase toda a região de Luhansk e áreas de Donetsk, Kherson e Zaporizhzhia.
Moscou exige que Kiev abandone oficialmente as reivindicações sobre essas regiões, anexadas pela Rússia em 2022 após referendos não reconhecidos pela comunidade internacional.
O governo ucraniano rejeita essa condição. Volodymyr Zelensky já admitiu, no entanto, a possibilidade de discutir concessões por meio de um referendo interno, mas descarta reconhecer formalmente os territórios como parte da Rússia.
Em Abu Dhabi, Zelensky adotou um tom cauteloso ao comentar o início das conversas trilaterais. “Veremos como a conversa se desenrola, quais serão os resultados. Ainda é muito cedo para conclusões”, afirmou.
Do lado russo, a postura permanece rígida. Yury Ushakov, assessor do Kremlin, afirmou que não há base para um acordo de longo prazo sem a resolução da questão territorial e reiterou que Moscou continuará perseguindo seus objetivos “no campo de batalha” enquanto não houver concessões concretas.
Pressão sobre Kiev
Para analistas, o novo formato de negociação evidencia o desequilíbrio de forças entre os atores envolvidos. Em entrevista ao Metrópoles, o professor de História do Mackenzie Victor Missiato avalia que o simples fato de o diálogo trilateral ter sido estabelecido já representa uma mudança relevante no conflito.
“Isso é uma sinalização prática de que existe um canal de diálogo e que o conflito pode estar caminhando para seus capítulos finais”, afirma.
Segundo o professor, a fragilidade econômica e militar acumulada pela Ucrânia ao longo da guerra enfraquece sua posição nas negociações.
“O poder de barganha dos Estados Unidos em relação ao envio de armamentos e financiamentos vem diminuindo. A Ucrânia não conseguiu reaver os territórios como se esperava, e isso enfraquece sua capacidade de manter ou avançar em suas reivindicações, especialmente as territoriais”, explica.
Missiato destaca ainda que a pressão exercida por Washington sobre Kiev atende também a interesses estratégicos norte-americanos mais amplos.
“Há um interesse claro dos Estados Unidos em restabelecer pontes de negociação com a Rússia, inclusive econômicas. Quanto mais pressão sobre a Ucrânia, que é o elo mais fraco, mais os EUA visualizam seus próprios interesses sendo contemplados com o fim da guerra”, avalia.
Um modelo imposto pelos mais fortes
Na mesma linha, o professor Alberto Moral aponta que o formato trilateral tende a consolidar um modelo de negociação assimétrico, no qual Rússia e Estados Unidos impõem os termos à Ucrânia.
“Esse modelo consolida uma negociação em que Rússia e Estados Unidos, por serem mais fortes, tentam impor uma solução à Ucrânia. Isso fica evidente, inclusive, pela forma como a Rússia participa das negociações, com uma delegação predominantemente militar”, afirma.
Para Moral, Moscou busca congelar o conflito a partir das posições já conquistadas.
“A Rússia pretende consolidar o controle sobre Luhansk e Donbass, especialmente Donetsk e Luhansk. Não há intenção de devolver esses territórios. O objetivo é estabelecer um congelamento do status quo e negociar a partir de uma posição de força”, diz.
Entre a diplomacia e a dissuasão
Enquanto as negociações avançam lentamente, o cenário internacional segue marcado por demonstrações de força. Pouco antes do encontro em Abu Dhabi, a Rússia anunciou um voo de patrulha de bombardeiros de longo alcance sobre o Mar Báltico, movimento interpretado como sinalização militar em meio à intensificação diplomática.
Para Victor Missiato, esse comportamento reflete uma mudança mais ampla na geopolítica global.
“Vivemos um momento em que o poder militar e as zonas de influência voltam a ganhar centralidade, em detrimento do multilateralismo. A Rússia tem uma economia fragilizada, mas um poder militar muito superior à sua capacidade socioeconômica, e isso se reflete na lógica das negociações”, analisa.
O assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, o "Joba", de 33 anos, supervisor de base do CRB, estava planejado desde dezembro de 2025 e foi orçado em R $10 mil. A revelação foi feita nesta segunda-feira (26), três dias após o crime, pela coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Tacyane Ribeiro.
A execução de Joba, que era conhecido nos bastidores do esporte como um homem tranquilo e de boa convivência chamou muita atenção, em especial dos alagoanos ligados ao Futebol.
“O joba tinha um relacionamento com a mulher dele. Após o término, a mulher se envolveu com outro rapaz e não deu certo esse relacionamento. Com isso, ela estava reatando o relacionamento com o Joba. O ex, conhecido como Ruan, não tinha ficado satisfeito com essa reconciliação e esse foi o motivo, esclarece a delegada, acrescentando o valor cobrado pelo crime.
“O Ruan contratou essas pessoas para executar a vítima. E esse plano já estava arquitetado desde dezembro do ano passado. Já vinha trabalhando esse plano. O pagamento acordado era no valor de R$10 mil, sendo R$4 mil pagos na terça-feira antes do crime, no bairro da Santa Lúcia", detalhou a delegada, em entrevista coletiva para esclarecimento do caso, na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Três pessoas envolvidas no crime morreram em confronto com a polícia no bairro Clima Bom, nesse domingo (25), um homem está preso e o mandante, conhecido como Ruan, está foragido. Esse último, de acordo com a investigação, teria descoberto a reconciliação, e furioso, contratado executores para matar o coordenador da categoria de base do CRB.
Johanisson foi assassinado a tiros na manhã da sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia, em Maceió. Ele seguia para o trabalho e foi atingido por um disparo na nuca enquanto aguardava a chegada de um transporte coletivo, com destino ao CT do Galo, na Barra de São Miguel. As primeiras informações da Polícia Militar apontavam que o homicídio pode ter acontecido em uma suposta tentativa de assalto, caracterizando um latrocínio, mas essa linha foi descartada pela Polícia Civil ainda no mesmo dia, quando foram iniciadas as investigações.