
Medicamentos modernos transformaram o tratamento do diabetes e da obesidade. Mas o uso sem indicação médica, a prescrição inadequada e até produtos falsificados estão criando um problema sério de saúde pública.
As chamadas “canetas emagrecedoras” representam, de fato, uma das maiores revoluções recentes da indústria farmacêutica. Fármacos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro pertencem a classes que atuam em hormônios intestinais ligados à saciedade e ao controle glicêmico. São indicados principalmente para diabetes tipo 2, resistência à insulina e obesidade com critérios clínicos definidos, além de apresentarem benefícios metabólicos relevantes, como a melhora da esteatose hepática em muitos pacientes.
O problema não está na medicação em si. O problema está no uso indiscriminado.
Esses fármacos reduzem o apetite, retardam o esvaziamento do estômago e melhoram o controle glicêmico. Justamente por isso, não são isentos de efeitos colaterais. Náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e desidratação são queixas frequentes, especialmente quando não há ajuste adequado e acompanhamento clínico.
Pacientes com histórico de cálculos biliares podem apresentar descompensações, inclusive quadros de colecistite aguda. Há ainda situações específicas que exigem atenção redobrada, como doenças pancreáticas, distúrbios gastrointestinais e condições metabólicas prévias.
O que preocupa é que muitas pessoas iniciam o uso sem avaliação adequada, motivadas por fins exclusivamente estéticos ou por influência de redes sociais. Em alguns casos, há prescrição sem acompanhamento estruturado. Em outros, há automedicação.
Um ponto pouco discutido, mas extremamente relevante, é o impacto dessas medicações no esvaziamento gástrico. Como elas retardam a saída do alimento do estômago, o jejum tradicional de seis a oito horas pode não garantir que o estômago esteja realmente vazio.
Isso se torna particularmente preocupante em situações que exigem anestesia, como cirurgias, colonoscopias ou endoscopias. Há risco aumentado de broncoaspiração – quando o conteúdo gástrico é aspirado para os pulmões –, especialmente em procedimentos de urgência, como em casos de apendicite aguda.
Sem orientação médica adequada, o paciente pode sequer informar o uso da medicação, colocando-se em
risco em um momento crítico.
Outro problema crescente é a circulação de versões falsificadas desses medicamentos. Muitos deles ainda estão sob patente, o que significa que cópias "similares" não autorizadas não são legítimas. Produtos vendidos fora de canais oficiais podem conter substâncias inadequadas, doses incorretas ou até contaminantes.
Trata-se de um risco real e silencioso, especialmente quando há compra por meios informais ou redes
sociais.
As canetas emagrecedoras são, sim, ferramentas valiosas no tratamento do diabetes e da obesidade quando bem indicadas. Elas ajudam no controle metabólico, reduzem riscos cardiovasculares em pacientes selecionados e melhoram a qualidade de vida.
Mas não são soluções mágicas, nem devem ser usadas como atalho estético sem avaliação criteriosa. Todo
medicamento potente exige diagnóstico correto, indicação formal, acompanhamento clínico e revisão periódica.
Transformar uma revolução terapêutica em modismo é um erro perigoso. Em saúde, o que define segurança não é a popularidade da medicação, mas a responsabilidade no seu uso.

Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, tornou-se alvo de ataques do Irã pelo segundo dia seguido. O Ministério da Defesa do país informou, nesta quinta-feira (5/3), que os sistemas de defesa aérea conseguiram interceptar grande parte dos mísseis balísticos, mas explosões foram registradas no país.
Pelas redes sociais, moradores de Abu Dhabi relataram ter ouvido explosões na cidade. O Ministério da Defesa confirmou que o barulho é resultado da interceptação de mísseis balísticos pelos sistemas de defesa aérea e da interceptação de drones e munições de ataque por caças.
O sétimo júri de Albino Santos terminou com a condenação do assassino em série por 22 anos, cinco meses e 15 dias de reclusão. O tribunal julgou Albino pela morte de Genilda Maria da Conceição, de 71 anos, vítima do criminoso em 2019. O crime é apontado como o primeiro dos 18 assassinatos atribuído a Albino Santos de Lima. A informação da condenação foi divulgada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas, no início da tarde desta quinta-feira, 5, no Fórum do Barro Duro, na capital alagoana.
Com a sétima sentença, Albino dos Santos, que está preso desde setembro de 2024, tem um total de 175 anos e 2 meses de prisão na somatória das penas.
O julgamento do caso da morte de Genilda Maria da Conceição foi marcado pela emoção e expectativa da família da vítima. Genilda foi assassinada na manhã de 6 de fevereiro de 2019, no Beco de Zé Miguel, enquanto levava o neto, de 11 anos, para a escola. A idosa foi atingida por tiros pelas costas.
No início, a família recebeu informações desencontradas sobre o que havia acontecido.
“Inicialmente falaram que era assalto. Depois vimos o que tinha acontecido. No dia, o marido da minha prima me ligou e disse que a minha velhinha tinha sido baleada e estava mal no pronto-socorro. Quando cheguei lá, já estava morta”, relatou o filho da vítima.
Para o filho, a descoberta de que o crime teria sido cometido por um serial killer trouxe ainda mais impacto para a família. “Foi uma surpresa descobrir que um serial killer a matou. Vamos ver se hoje acaba isso. A Justiça existe, mas não pra quem morre. Quem foi culpado pagará de forma condenatória. É uma punição. Mas o que é a Justiça? É ficar preso por 20 anos ou ser absolvido? O Poder Judiciário faz o seu papel, mas quem está morto não volta”, afirmou.
O caso de Genilda passou a ser atribuído a Albino após a apreensão de um celular que continha uma fotografia da vítima armazenada.
Em depoimento à época, o acusado afirmou que associava a vítima a alguém que simpatizava com facções criminosas e com o tráfico de drogas, pois, segundo ele, usuários costumavam se reunir para o consumo de maconha nas proximidades da casa da idosa.
Durante depoimento prestado nesta manhã no tribunal, Albino Santos de Lima negou ser o autor do assassinato. O réu afirmou que chegou a assumir o crime anteriormente porque estaria “delirando” na época, e que depois, já em plena consciência, passou a negar a autoria.
O júri popular foi conduzido pelo juiz Yulli Rotter, da 7ª Vara Criminal. O Ministério Público de Alagoas foi representado pelo promotor de Justiça Antônio Villas Boas.
Relembre os júris do serial killer de Maceió:
Britney Spears foi presa na noite de quarta-feira (4/3), na Califórnia, nos Estados Unidos e desativou o Instagram. Ela utilizava a rede social, com milhões de seguidores, para fazer desabafos pessoais.
A artista foi presa por dirigir sob influência de álcool, segundo o TMZ. Britney foi liberada ainda na noite de quarta-feira e decidiu restringir o Instagram. Esta, entretanto, não é a primeira vez que a diva pop toma essa atitude.
Em outras oportunidades, desde o fim da tutela em 2021, a cantora optou por se ausentar da rede social com o objetivo de se esquivar de críticas e comentários indesejados. Os fãs da artista, entretanto, se sentem afastados dela com a decisão, visto que Britney não utiliza o X (antigo Twitter) com frequência desde 2025.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento para o tratamento da hemofilia. O produto, chamado Qfitlia e desenvolvido pela farmacêutica Sanofi Medley, poderá ser utilizado por adultos e adolescentes a partir de 12 anos diagnosticados com hemofilia A ou B.
Segundo a Anvisa, o remédio é indicado tanto para pacientes que possuem inibidores dos fatores de coagulação quanto para aqueles que não apresentam essa condição e poderá ajudar na prevenção de episódios de sangramento. A avaliação do pedido recebeu prioridade da agência porque a hemofilia é considerada uma doença rara, conforme previsto nas regras regulatórias para esse tipo de medicamento.
A hemofilia é um distúrbio genético que compromete o processo de coagulação do sangue. Pessoas com a doença apresentam deficiência em proteínas responsáveis por formar coágulos, o que dificulta a interrupção de sangramentos após ferimentos ou procedimentos médicos.
Dependendo do grau da doença, os episódios de hemorragia podem surgir apenas após traumas ou ocorrer de forma espontânea. As articulações e os músculos costumam ser as áreas mais afetadas, o que pode levar a dores recorrentes e danos progressivos quando o quadro não é tratado de forma adequada.
A condição está ligada a alterações genéticas associadas ao cromossomo X, razão pela qual aparece com muito mais frequência em homens.
Existem duas formas principais da doença. Na hemofilia A, o organismo produz pouca ou nenhuma quantidade do fator VIII, uma proteína essencial para a coagulação do sangue. Já na hemofilia B, o problema está na deficiência do fator IX, outra proteína que participa do mesmo processo. A gravidade varia de acordo com a quantidade desses fatores presentes no sangue.
Dados do Ministério da Saúde indicam que o Brasil tem mais de 14 mil pessoas diagnosticadas com hemofilia. A maior parte dos casos corresponde à hemofilia A, que atinge cerca de 11,8 mil pacientes, enquanto pouco mais de 2,3 mil convivem com a hemofilia B.
O acompanhamento médico contínuo é fundamental para reduzir complicações e preservar a mobilidade e a qualidade de vida dessas pessoas.
A Polícia Civil de Alagoas iniciou as investigações e identificou o modelo da moto utilizada no assassinato de Adeilton Cabral dos Santos, de 36 anos, dentro do veículo que dirigia, na tarde dessa quarta-feira (04), em Satuba, região Metropolitana de Maceió. O crime aconteceu às margens da BR-316, em frente a um campo de futebol.
Segundo a delegada Zenilde Pinheiro, responsável pelos primeiros levantamentos, os dois supostos autores estavam utilizando um veículo XRE-190, de cor vermelha. Eles teriam se aproximado do veículo e efetuado vários disparos contra a vítima, fugindo em seguida.
“As investigações já foram iniciadas para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime. A população pode colaborar com informações de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181. O sigilo é garantido”, divulgou a assessoria.
Vítima foi atingida por 11 disparos e tinha “ficha criminal extensa”
A vítima é sobrinho de um vereador de Santa Luzia do Norte. Segundo testemunhas, a vítima tinha uma extensa ficha criminal e havia retornado recentemente de São Paulo quando foi surpreendida por criminosos em uma motocicleta.
Os atiradores efetuaram diversos disparos de arma de fogo e cerca de 11 tiros atingiram Adeilton na região do pescoço e tórax.
Ainda segundo testemunhas, Adeilton havia saído do Conjunto Eustáquio Gomes, na parte alta de Maceió, e tinha como destino final o município de Satuba, quando foi surpreendido às margens da rodovia federal por dois homens em uma motocicleta.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram que o automóvel, aparentemente um Volkswagen Polo, de cor branca, ficou crivado de balas no capô, no para-brisas e na parte direita dos passageiros. Pelo menos 10 marcas de tiros são perceptíveis pela imagem frontal do carro. Outros cinco buracos de disparos são visualizados na lateral do veículo.
Pela primeira vez desde o início da guerra, o Irã e o Hezbollah, a partir do Líbano, dispararam contra Israel de forma simultânea. As sirenes foram ativadas em todo o território israelense durante a madrugada desta quinta-feira (5/3), e moradores relataram várias explosões. Não há registro de feridos.
Israel realizou a décima primeira onda de ataques aéreos no Irã, atingindo um dos principais complexos militares em que se localizava o quartel-general da Guarda Revolucionária Islâmica, da milícia paramilitar Basij e de uma unidade especial de repressão aos protestos contra o regime.
Nesta ação, uma das maiores desde o início da guerra, 100 caças israelenses lançaram 250 bombas contra o complexo militar iraniano.
De acordo com a Hrana, agência de notícias dedicada a questões de direitos humanos e que monitora a guerra, até agora há mil mortos no Irã, além de cerca de 5,4 mil feridos.
Em Israel, segundo o Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS, em inglês), 12 pessoas foram mortas. O Seguro Social israelense informa que mais de 1,7 mil cidadãos do país estão desalojados e foram abrigados temporariamente em hotéis.
Nova frente de batalha
Israel e Hezbollah também se enfrentam numa nova frente de batalha, no Líbano. Desde que a milícia xiita libanesa entrou oficialmente na guerra ao lado do Irã, foram disparados cerca de 100 foguetes a partir do território libanês.

Israel deu início a uma incursão terrestre e também continua a realizar ataques contra o bairro de Dahieh, no sul de Beirute, considerado o reduto do Hezbollah na capital libanesa.
O Exército de Israel também deu ordens para que a população deixe toda a área do país abaixo do Rio Litani, cerca de 25 km ao norte da fronteira entre Israel e Líbano, provocando uma fuga em massa dos moradores para o norte do território libanês.
Até agora, segundo o Ministério da Saúde do Líbano, há cerca de 70 mortos e 350 feridos em função desses ataques.
A tarde desta quarta-feira (04) foi marcada por um momento de alegria genuíno, ocasionado pela realização de um sonho: a inauguração da Escola Municipal Deputado José Sampaio, localizada no bairro João XXIII. A solenidade de entrega da escola foi marcada não somente por discursos de autoridades importantes da gestão municipal, como, por exemplo a prefeita Tia Júlia, mas também por momentos de comoção, como as declarações do vereado Geninho Sampaio (sobrinho do Deputado José Sampaio).
Toda a cerimônia de abertura foi pomposa e especialmente pensada para a comunidade: além da seriedade própria de solenidades como estas, a população do bairro pôde desfrutar de momentos de lazer, com brinquedos infláveis voltados ao público infantil, além da distribuição de pipoca e algodão doce.
De acordo com a secretária municipal de Educação Renilda Pereira, este momento representa mais um importante passo para o avanço da educação em Palmeira dos Índios e reflete o compromisso da gestão municipal com o futuro das crianças e dos adolescentes palmeirenses. “Hoje agradeço não somente à nossa prefeita Tia Júlia, mas também ao nosso ex-prefeito Júlio Cezar, pois foi ele que deu início à realização deste sonho”, disse a secretária.
Como já é característico, a prefeita Tia Júlia fez questão de eexpressar a sua gratidão pelo trabalho dos colaboradores e citou técnicos da Secretaria Municipal de Infraestrutura, como forma de expressar a sua gratidão pelo cuidado em cada etapa da obra. “Sem estas pessoas nada disso seria possível. Me sinto muito realizada por poder proporcionar este momento à comunidade escolar, pois sei que ele é único”, disse a gestora municipal.
O transtorno do espectro autista (TEA) foi descrito, por décadas, com base em estudos feitos principalmente com meninos. Hoje, a medicina já sabe que meninas e mulheres também apresentam o mesmo núcleo do transtorno — dificuldades na comunicação social e padrões restritos de comportamento —, mas esses sinais podem surgir de forma mais sutil e menos reconhecida.
Dados indicam que um terço das mulheres recebe o diagnóstico só depois dos 20 anos, enquanto isso ocorre com 9% dos homens. Na primeira infância, entre 0 e 4 anos, o reconhecimento do autismo acontece em 61,6% dos meninos, mas só em 37,2% das meninas.
Ou seja, não se trata da ausência de características e sintomas, mas de uma manifestação que muitas vezes passa despercebida ou é confundida com traços de personalidade. Essa diferença na apresentação pode ajudar a entender o atraso no diagnóstico feminino.
Os critérios para diagnosticar o transtorno do espectro autista são iguais para homens e mulheres. O que muda é a forma como os sinais se expressam no dia a dia. Nas meninas, é mais comum existir o desejo de fazer parte de grupos e manter amizades.
Para isso, elas observam os amigos com atenção, analisam expressões faciais, decoram respostas e aprendem regras sociais para se encaixar. Já nos meninos, os comportamentos atípicos costumam ser mais evidentes.
Com meninas e mulheres, em vez de atitudes que chamam atenção, podem surgir ansiedade frequente, sensação persistente de inadequação e exaustão depois de interações sociais.
“Durante décadas, a maior parte das pesquisas e dos critérios diagnósticos foi baseada principalmente em meninos. Isso criou uma espécie de molde clínico masculino do autismo. Por isso, quando a apresentação foge desse molde, o reconhecimento se torna mais difícil. Além disso, comportamentos de retraimento em meninas podem ser interpretados como timidez ou sensibilidade”, explica o médico psiquiatra Adiel Rios, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
Um dos fatores que mais contribuem para o diagnóstico tardio em mulheres é a chamada camuflagem social, também conhecida como masking. Na prática, significa esconder ou compensar dificuldades para se adequar ao ambiente.
Isso pode incluir copiar gestos e expressões, ensaiar previamente o que será dito, manter contato visual mesmo com desconforto e conter movimentos repetitivos. Como muitos instrumentos de avaliação foram construídos para identificar sinais mais evidentes, essa adaptação pode dificultar a identificação do transtorno.
“Muitas mulheres só recebem diagnóstico quando o mecanismo de compensação entra em colapso — frequentemente em fases de maior exigência, como universidade, mercado de trabalho ou maternidade. O que parecia ‘funcionamento adequado’ era, na verdade, esforço contínuo”, ressalta a neuropsicóloga Leninha Wagner, de Florianópolis.
Os interesses restritos, característicos do espectro autista, também aparecem em meninas e mulheres. A diferença é que, muitas vezes, eles recaem sobre temas considerados comuns para a idade, como livros, animais, artistas ou assuntos escolares. Por serem socialmente aceitos, não costumam despertar suspeita.
O que distingue esses interesses é a intensidade e a rigidez. Pode haver dedicação excessiva a um único tema, necessidade de falar repetidamente sobre o assunto e dificuldade para mudar o foco. Além disso, comportamentos repetitivos tendem a ser mais sutis, como mexer discretamente nas mãos, contrair músculos ou manipular objetos pequenos.

Na infância, características do espectro em meninas costumam ser interpretadas como timidez, sensibilidade ou maturidade precoce. Brincadeiras repetitivas e muito organizadas, dificuldade em lidar com mudanças, incômodo com sons e texturas e amizades intensas, porém desequilibradas, raramente são investigadas como possíveis sinais de TEA.
Anos depois, já adultas, essas mulheres procuram atendimento por ansiedade, depressão ou conflitos nos relacionamentos. Sem analisar a trajetória desde a infância, o diagnóstico tende a focar só nesses problemas. Nesse contexto, o aumento recente de casos de autismo entre mulheres reflete maior atenção aos sinais que antes eram confundidos ou ignorados.
A Guarda Revolucionária do Irã realizou um ataque com drones a um centro de dados da Amazon no Bahrein, comunicou nesta quarta-feira (4/3) a agência de notícias Fars, estatal iraniana.
Segundo a agência, o ataque foi realizado após a inteligência iraniana identificar que os centros da empresa americana forneceriam apoio para atividades militares e de inteligência dos Estados Unidos.
O Irã alega que centro de dados no Bahrein é o maior da Amazon na região, e é considerado a porta de entrada para os serviços de nuvem avançados da Amazon nos países do Golfo Pérsico e no Oriente Médio.
Centros da Amazon nos Emirados Árabes também foram atingidos
Além do ataque à base do Bahrein, o Irã também lançou bombardeou dois outros centros da Amazon, nos Emirados Árabes Unidos, nessa segunda (2/3).
A Amazon confirmou na segunda-feira (2/3) que os ataques atingiram diretamente as bases nos Emirados Árabes, e afirmou que bombardeios atingiram proximidades da base no Bahrein, o que causou impactos na infraestrutura.
“Nos Emirados Árabes Unidos, duas de nossas instalações foram atingidas diretamente, enquanto no Bahrein, um ataque de drone nas proximidades de uma de nossas instalações causou impactos físicos em nossa infraestrutura“, informou a Amazon Web Service, que tem atualizado as informações sobre os serviços de nuvem e digitais da empresa no Oriente Médio.
Guerra no Irã
No sábado, os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo do país, Ali Khamenei.
Em resposta, o Irã atacou bases militares estadunidenses em diversos países do Oriente Médio, além de ataques contra Israel.
Os efeitos da guerra também impactam a economia global. No sábado, a Guarda Revolucionária do Irã fechou o Estreito de Ornuz – canal por onde passa um quinto do petróleo do mundo, e ameaçou incendiar qualquer navio que tente atravessá-lo. A medida inflacionou o preço internacional do barril de petróleo, que chegou a acumular uma alta de 10% após o início do conflito.
Os primeiros anos de vida são decisivos para o desenvolvimento do cérebro humano. Nesse período, conexões neurais se formam em ritmo acelerado e moldam como aprendemos, nos comunicamos e nos relacionamos ao longo da vida. Mas a ciência ainda investiga como esses mecanismos se desenvolvem e impactam no crescimento de uma criança.
Foi o que fizeram pesquisadores do Brasil, da África do Sul e dos Estados Unidos, em um estudo publicado na revista Imaging Neuroscience.
A equipe monitorou a atividade cerebral de mais de 800 crianças por meio de um eletroencefalograma (EEG), o que os permitiu acompanhar a organização neural em uma escala de tempo inferior a um segundo, enquanto os pequenos brincavam ou assistiam a vídeos. Os resultados apontam que bebês com idades entre 3 meses e 2 anos têm redes neurais semelhantes às de adultos.
“Isso sugere que as arquiteturas funcionais básicas do cérebro em grande escala já estão presentes no início da vida, embora sejam refinadas e ajustadas ao longo do desenvolvimento”, explica a neurocientista Priyanka Ghosh, autora-correspondente do estudo, em entrevista por e-mail à Agência Einstein.
Nos pequenos, porém, os mecanismos cerebrais se alternam rapidamente entre diferentes “modos de funcionamento”, mesmo em repouso. Esses instantes foram nomeados no artigo como “microestados”.
“Acreditamos que cada configuração de microestado do EEG represente uma rede global do cérebro, potencialmente ligada a um tipo específico de processamento funcional (auditivo, visual, atencional etc.)”, relata Ghosh, que atua como pesquisadora de pós-doutorado na Universidade Northeastern, nos Estados Unidos.
“A rápida sucessão e mudança entre os estados cerebrais dominantes refletem a capacidade do cérebro de alternar entre redes funcionais de grande escala a cada momento”.
Na prática, isso significa que o vaivém de uma função para a outra é o que provavelmente permite às crianças perceberem o ambiente em que estão, reagirem a estímulos e aprenderem funções novas continuamente.
Compreender como o cérebro se organiza nos primeiros anos de vida é mais do que uma curiosidade científica: esse conhecimento pode ajudar profissionais de saúde e de educação, por exemplo, a identificarem precocemente sinais de que algo não está dentro do esperado. Quanto mais cedo essas diferenças são percebidas, maiores são as chances de oferecer apoio e tratamento eficientes.
“Os resultados são interessantes porque nos permitem distinguir nos exames o que faz parte do processo de maturação esperado para a criança, em uma curva típica de desenvolvimento cerebral daquilo que pode ser um sinal de desvio”, analisa a neurologista pediátrica Leticia Soster, do Einstein Hospital Israelita. “Trajetórias fora desse intervalo esperado podem acabar funcionando como um marcador de atipia do neurodesenvolvimento”.
Alterações pontuais fazem parte do crescimento infantil, e existe uma amplitude da variação daquilo que é considerado “típico” no desenvolvimento neural. Mas quando essas ocorrências são persistentes, elas devem ser tratadas como pontos de atenção. Esse tipo de referência pode ajudar a tornar os diagnósticos mais precisos, evitando alardes desnecessários e perda de sinais precoces de alterações no desenvolvimento cerebral.
Contudo, apenas olhar para os resultados do EEG não basta para chegar a um diagnóstico de problema no neurodesenvolvimento. Outros exames neurológicos devem ser considerados, além do acompanhamento regular de cada caso.
“Os sinais clínicos iniciais de alterações são extremamente sutis, e existe um grupo dessas características cognitivas que está muito associado ao contexto”, observa Soster. Isso significa que uma criança que está sempre irritada, por exemplo, pode não estar dormindo bem ou ter outros fatores que expliquem seu comportamento, e não necessariamente alguma condição neuroatípica.
Ao classificar os microestados do EEG como representações de diferentes redes cerebrais, os autores ressaltam que cada dimensão funcional segue um ritmo próprio de maturação, com padrões específicos de mudança ao longo dos primeiros dois anos de vida. Essa diferenciação permite pensar o desenvolvimento cerebral como um conjunto de trajetórias parcialmente independentes, em vez de um único eixo de “atraso” ou “normalidade”.
Por meio dessa lógica, o estudo sugere que intervenções poderiam ser pensadas de forma mais direcionada, levando em conta quais sistemas ou funções estão seguindo trajetórias atípicas. Em vez de estratégias genéricas, o mapeamento das dinâmicas cerebrais abre espaço para ações mais precisas, focadas em dimensões específicas do desenvolvimento que apresentem maior vulnerabilidade.
Embora os autores não defendam aplicações clínicas imediatas, o trabalho aponta para um futuro em que classificações funcionais do desenvolvimento cerebral podem ajudar a orientar intervenções mais ajustadas à diversidade. “Isso poderia facilitar a identificação de bebês com trajetórias cerebrais atípicas, estratificar riscos e monitorar se uma intervenção está ou não mudando a trajetória do paciente”, avalia a médica do Einstein.
A saúde intestinal está diretamente ligada aos hábitos alimentares do dia a dia. Mais do que um alimento específico, o que pesa negativamente é a combinação de consumo frequente, grandes porções e uma dieta pobre em fibras. Esse padrão pode prejudicar o equilíbrio da microbiota — o conjunto de microrganismos que vivem no intestino — e favorecer inflamações.
Segundo a coloproctologista Aline Amaro, quando a alimentação se baseia em produtos industrializados e pouco nutritivos, a barreira intestinal pode ficar enfraquecida. “Esse cenário costuma se manifestar com mais gases, distensão abdominal, dor, constipação ou diarreia”, explica.
A longo prazo, dependendo do perfil da pessoa, esse desequilíbrio também pode aumentar o risco de algumas doenças intestinais.
Produtos como fast food, salgadinhos, biscoitos recheados, bolos industrializados e refeições prontas costumam ter baixo teor de fibras e altas quantidades de açúcar, gorduras e aditivos.
“Revisões científicas associam o consumo frequente desses alimentos a disbiose — desequilíbrio da microbiota intestinal — além de menor diversidade de microrganismos e maior potencial inflamatório no organismo”, afirma Aline.

Salsicha, presunto, salame, bacon e mortadela estão entre os chamados embutidos. Além do alto teor de sal e aditivos químicos, esses produtos estão associados a riscos mais sérios.
Há evidências científicas robustas ligando o consumo de carnes processadas ao câncer colorretal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica esse tipo de alimento como carcinogênico para humanos.

Refrigerantes, sucos industrializados adoçados, chás prontos e energéticos concentram grandes quantidades de açúcar adicionado.
Estudos indicam que o consumo elevado dessas bebidas pode piorar sintomas intestinais em parte da população. Entre os mecanismos envolvidos estão o aumento da permeabilidade intestinal e alterações desfavoráveis na microbiota, especialmente quando há excesso de frutose.

Batata frita, salgados fritos e alimentos empanados preparados em óleo muito aquecido também entram na lista.
De acordo com a médica, pesquisas recentes apontam que dietas ricas em frituras podem estar associadas a perfis de microbiota ligados a piores desfechos metabólicos, funcionando como um marcador de alimentação pró-inflamatória.

Dietas com alto teor de gordura saturada — comuns em carnes muito gordurosas, lanches e alguns ultraprocessados — podem prejudicar a integridade da barreira intestinal.
Quando esse padrão ocorre junto com baixo consumo de fibras, a microbiota pode sofrer alterações que favorecem maior permeabilidade intestinal e inflamação.
Macarrão instantâneo, sopas prontas, snacks industrializados, temperos prontos e embutidos concentram grandes quantidades de sal.
Além dos impactos cardiovasculares conhecidos, estudos indicam que o consumo elevado de sódio pode reduzir microrganismos benéficos e estimular respostas inflamatórias no intestino.
Apesar dos riscos associados a esses alimentos, especialistas destacam que o impacto depende principalmente da frequência e da quantidade consumida.
“A boa notícia é que pequenas trocas consistentes, ao longo das semanas, costumam melhorar sintomas e ajudar a regular o funcionamento intestinal”, afirma Aline Amaro.
Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, ricos em fibras e com maior variedade nutricional, é uma das estratégias mais importantes para manter o intestino saudável.
Albino Santos de Lima, o "serial killer de Maceió", será julgado a partir das 9 horas desta quinta-feira (05) no Fórum do Barro Duro, em Maceió. O caso, que se tornou um dos mais emblemáticos da história recente de Alagoas, ganha mais um capítulo e agora entra em uma fase decisiva. O júri popular, conduzido pelo juiz Yulli Rotter, da 7ª Vara Criminal.
O julgamento de hoje envolve brutal assassinato de Genilda Maria da Conceição, uma idosa de 71 anos morta na manhã de 6 de fevereiro de 2019. O crime, ocorrido no Beco de Zé Miguel, carrega contornos de crueldade que ainda traumatizam a família: Genilda foi executada a tiros pelas costas, sem qualquer chance de defesa, enquanto cumpria a rotina de levar o neto de apenas 11 anos para a escola.
O Ministério Público Estadual estará representado pelo promotor de Justiça Antônio Villas Boas. A expectativa é que a sentença seja divulgada ainda na tarde desta quinta.
Albino se encontra preso desde setembro de 2024. Relembre os júris do serial killer de Maceió:

Em conversa interceptada pela Polícia Federal (PF), o banqueiro Daniel Vorcaro se gabou para a namorada de discursar para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Preso nesta quarta-feira (4/3), Vorcaro participou do Fórum Jurídico Brasil de Ideias, evento patrocinado pelo Banco Master, em Londres, entre os dias 24 e 26 de abril de 2024.
“Cheguei em London”, escreveu o banqueiro para a influencer e ex-repórter Martha Graeff, na manhã do dia 24 de abril de 2024. “Como assim? Eu esqueci que você ia”, respondeu a namorada. Em seguida, Vorcaro enviou uma foto. “Acabei de chegar”, contou.
Às 18h04, o banqueiro volta a dar notícias de Londres. “Amooor, acabei de dar o discurso para os ministros”, disse Vorcaro. “Wowwww. O que está acontecendo aí? Que máximo. Queria ver tudo que você faz”, respondeu a namorada.
“Eu sou muito louco. Essa realidade. Todos ministros do Brasil, do STF, do STJ etc. E euzinho discursando”, contou o banqueiro enviando sorrisos ao final das mensagens. “Muito louco, amor, a sua vida, tudo. Surreal. Parabéns”, respondeu Martha Graeff.
O evento patrocinado pelo Banco Master em Londres reuniu os ministros do STF Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, do advogado-geral da União, Jorge Messias, e do então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta quinta-feira (5) que o Estreito de Ormuz — uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, cujo tráfego praticamente desapareceu desde o início da guerra — está fechado apenas para navios dos Estados Unidos, de Israel, da Europa e de outros aliados ocidentais.
“Já havíamos dito anteriormente que, com base nas leis e resoluções internacionais, em tempos de guerra, a República Islâmica do Irã terá o direito de controlar a passagem pelo Estreito de Ormuz”, afirmou o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), segundo a emissora estatal IRIB.
Se embarcações pertencentes aos Estados Unidos, a Israel, à Europa “e a seus apoiadores (…) forem observadas, certamente serão atingidas”, advertiu o IRGC.
O estreito está, na prática, fechado desde que os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irã no sábado, o que fez os preços do petróleo dispararem e ameaça desestabilizar a economia global.
A guerra entre os Estados Unidos e o Irã se intensificou nesta quarta-feira, depois que um ataque norte-americano atingiu um navio de guerra iraniano ao largo do Sri Lanka, aprofundando uma crise que paralisou o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz pelo quinto dia consecutivo e interrompeu o fluxo vital de petróleo e gás do Oriente Médio.
O ataque do submarino norte-americano ao navio iraniano ocorreu no momento em que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu fornecer seguro e escolta naval aos navios que exportam petróleo e gás do Oriente Médio, em uma tentativa de conter a alta dos preços da energia.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.
O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.
Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".
Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.
Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".
Familiares de Henrietta Lacks, uma mulher afro-americana que teve suas células imortalizadas em 1951, entraram em acordo extrajudicial com a farmacêutica suíça Novartis. A resolução entre as partes veio após uma série de processos que a família vem movendo contra empresas da área devido ao uso amplo e sem conhecimento por anos das células de Henrietta, conhecidas como “células imortais” ou “células de HeLa”.
Ao contrário dos exemplares cultivados em laboratório, que morrem em pouco tempo, as células de HeLa se diferenciam pela capacidade de sobreviver e se dividir continuamente. Assim, elas se tornaram essenciais para descobertas biomédicas e a fabricação de vacinas, sendo utilizadas até hoje.
Apesar dos avanços na biomedicina, a doação das células foi “involuntária” – ou seja, sem o consentimento de Henrietta ou de sua família após sua morte. Mesmo sendo obtidas de uma forma anti-ética, as empresas sempre as usaram e lucraram com as descobertas proporcionadas pelos fragmentos.
Além da Novartis, os familiares entraram em acordo com a Thermo Fisher Scientific há três anos pelo uso indevido. A empresa fornece serviços estruturais para pesquisa científica.
O caso foi descrito em artigo liderado pela Universidade Estadual de Nova York, nos Estados Unidos. O relato está disponível na revista científica Jima.
Henrietta procurou o hospital Johns Hopkins pela primeira vez em 1951, queixando-se de nódulo doloroso e um sangramento vaginal – à época, esse era o único centro que atendia pacientes negros. Após a coleta de células para biópsia, o exame revelou um câncer cervical.
“A aparência do tumor era diferente de tudo que o ginecologista que a examinou já tinha visto. Antes do tratamento do carcinoma, células do tumor foram removidas para fins de pesquisa sem o seu conhecimento ou permissão, o que era procedimento padrão na época”, escreve o autor do relato do caso.
Meses depois, a mulher faleceu. Já as amostras celulares continuaram em posse dos médicos, que passaram a estudá-las. Eles descobriram a capacidade de sobrevivência e multiplicação das células e as guardaram.
Anos depois, a família de Henrietta foi procurada para o mapeamento dos genes e entender melhor o mecanismo por trás da divisão contínua. Foi quando eles tomaram conhecimento do uso indevido das células em pesquisas científicas por anos.
Para se ter uma ideia, Jonas Salk, médico reconhecido por criar a primeira vacina eficaz contra a poliomielite, utilizou as células para o desenvolvimento do imunizante. Segundo o portal norte-americano IFL Science, uma estimativa de 2011 apontou que mais de 50 milhões de toneladas de células imortais foram produzidas em mais de 60 mil pesquisas científicas sem consentimento.
Apesar de reconhecer que as células de HeLa salvaram muitas vidas, a família segue buscando reparação dos lucros obtidos indevidamente pelas empresas durante muitos anos.
