A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga seis mortes por pancreatite possivelmente associadas ao uso de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras no Brasil.
As notificações envolvem medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, usados principalmente no tratamento da diabetes e da obesidade. Entre os princípios ativos citados estão semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.
Em nota ao Metrópoles, a Anvisa destacou que os registros são classificados como suspeitos e ainda passam por avaliação técnica. Segundo a agência, “não é possível afirmar que se tratam de casos comprovados”, já que as notificações não estabelecem, por si só, uma relação causal direta entre o uso dos medicamentos e os eventos relatados.
Dados do sistema VigiMed indicam um total de 225 notificações suspeitas da doença relacionadas a esses produtos. O monitoramento reúne informações tanto do uso comercial dos produtos quanto de estudos clínicos.
Desse total, 145 registros foram feitos no sistema oficial de farmacovigilância entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025. Quando também são considerados dados provenientes de pesquisas clínicas, o número chega a 225 relatos.
Como a notificação de eventos adversos não é obrigatória, especialistas avaliam que o número real de casos pode ser maior do que o registrado oficialmente.
Embora os quadros mais graves sejam considerados raros, o aviso reforçou a necessidade de atenção a sintomas e de acompanhamento médico durante o tratamento.
A Anvisa lembra que a possibilidade de pancreatite já consta nas bulas desses medicamentos no Brasil como um evento adverso conhecido.
Diante do aumento do uso das canetas emagrecedoras no país, a agência e especialistas reforçam a importância da prescrição responsável, da avaliação individual de riscos e do acompanhamento contínuo dos pacientes ao longo do tratamento.
O BRB assumiu uma batelada de papéis do Master após constatar que as carteiras de crédito vendidas por R$ 12 bilhões pelo banco de Daniel Vorcaro eram podres. A substituição, que ocorreu às pressas, foi interrompida pela liquidação extrajudicial do Master, decretada um dia após Vorcaro e outros executivos do banco terem sido presos no âmbito da Operação Compliance Zero.
Na lista de ativos aceitos pelo BRB na tentativa de compensar as perdas com os títulos fraudulentos, há de tudo um pouco. Propriedades, fundos, ações, contas no exterior e a empresa Cemitérios São Paulo S.A., cujo nome fantasia é Grupo Maya.
Além de vender diversos tipos de serviços funerários, de coroas de flores a traslado de caixões, o Grupo Maya administra cinco cemitérios paulistanos: Campo Grande (foto em destaque), Lageado, Lapa, Parelheiros e Saudade.
Líder de reclamações nos canais da prefeitura de São Paulo, o Grupo Maya é investigado pelo Executivo local devido a uma possível fusão informal com outro grupo responsável pela administração de cemitérios na capital paulista, a Cortel.
Ao apurar as denúncias, a prefeitura descobriu que o Grupo Maya fez uma série de empréstimos com o Banco Master. A informação é importante porque o empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, aparece no quadro societário da Cortel. Zettel foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero.
Vende-se
O Grupo Maya faz parte dos ativos que o BRB espera vender o quanto antes para recuperar o caixa. Na última quarta-feira (4/2), o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, foi até a Faria Lima em busca de compradores.
Na lista de itens à venda, também consta um terreno próximo à região da Cidade Jardim, em São Paulo, localização nobre e de alto valor de mercado, além de restaurantes e outros bens. O pacote é avaliado pelo BRB em R$ 21,9 bilhões.
A venda de ativos comprados do Master é, inclusive, uma das opções para recomposição do capital apresentadas pelo BRB ao Banco Central (BC) na última sexta-feira (6/2).
O BC determinou ao banco o provisionamento de R$ 2,6 bilhões, em janeiro deste ano. O BRB, então, estruturou o plano com as seguintes opções:
empréstimo de consórcio de bancos;
empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC);
estruturação de um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) com ativos imobiliários do Governo do Distrito Federal;
solução de mercado com venda de ativos comprados do Master.
Por meio de nota, o Grupo Maya informou que “não procede a informação de que o BRB é acionista da concessionária.
Os acionistas permanecem os mesmos desde o início da concessão”. “Reitera que possui empréstimos com diversas instituições financeiras para pagamento da outorga e cumpre com os pagamentos em dia.”
“A concessionaria ressalta ainda que não há integração entre o Grupo Maya e qualquer empresa concorrente. A operação de sua base logística está em fase de testes para terceirização especializada, seguindo o modelo de prestação de serviços já adotado em áreas como segurança, limpeza e jardinagem. A medida visa garantir a eficiência operacional e está devidamente amparada por previsões contratuais”, conclui o texto.
O Carnaval de 2026 será celebrado entre os dias 14 e 17 de fevereiro e deve impactar a rotina de milhões de brasileiros. Apesar da importância da data no calendário cultural do país, a festa não é considerada feriado nacional.
A legislação permite que estados e municípios definam se os dias de Carnaval serão feriado, ponto facultativo ou dias úteis. Em cidades como São Paulo, onde o período é ponto facultativo, os dias de trabalho seguem normalmente.
O também período concentra pontos facultativos e datas simbólicas que impactam o funcionamento de repartições públicas, empresas e serviços.
De acordo com o calendário oficial, a segunda-feira (16) e a terça-feira (17) de Carnaval são consideradas ponto facultativo, assim como a Quarta-Feira de Cinzas (18), quando o ponto facultativo vale até as 14h.
Além do Carnaval, fevereiro também reúnedatas comemorativas importantes, como o Dia Mundial do Câncer (4), o Dia Nacional da Mamografia (5), o Dia Mundial do Rádio (13) e o Dia do Repórter (16), entre outras celebrações culturais, profissionais e religiosas.
18/02 (quarta-feira) – Quarta-Feira de Cinzas (ponto facultativo até 14h)
Feriados de 2026
1º de janeiro (quinta-feira) — Confraternização Universal
3 de abril (sexta-feira) — Paixão de Cristo
21 de abril (terça-feira) — Tiradentes
1º de maio (sexta-feira) — Dia Mundial do Trabalho
4 de junho (quinta-feira) – Corpus Christi (ponto facultativo)
7 de setembro (segunda-feira) — Independência do Brasil
12 de outubro (segunda-feira) — Nossa Senhora Aparecida
2 de novembro (segunda-feira) — Finados
15 de novembro (domingo) — Proclamação da República
20 de novembro (sexta-feira) — Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra
25 de dezembro (sexta-feira) — Natal
31 de dezembro (quinta-feira) — Véspera do Ano Novo (ponto facultativo após as 13 horas)
Datas comemorativas
01/02 – Dia do Publicitário
02/02 – Dia de Iemanjá
03/02 – Dia da Navegação do Rio São Francisco
04/02 – Dia Mundial do Câncer
05/02 – Dia Nacional da Mamografia
07/02 – Dia Nacional de Luta dos Povos Indígenas
10/02 – Dia do Atleta Profissional
13/02 – Dia Mundial do Rádio
16/02 – Dia do Repórter.
Um homem foi preso na manhã do domingo (8), durante o cumprimento de mandados judiciais no bairro Sonho Verde, em Palmeira dos Índios. A ação foi realizada por volta das 10h pela guarnição Pelopes (Tático Urbano) do 10º BPM, após acionamento do serviço de inteligência da unidade.
De acordo com as informações, a diligência teve como objetivo o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e de um mandado de busca e apreensão, expedidos pelo Plantão Judiciário do Interior (2ª Circunscrição) do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL).
Ao chegar ao endereço indicado, a equipe policial realizou o cerco do perímetro e procedeu com a identificação formal. O morador confirmou ser o alvo das ordens judiciais. Após ser informado sobre os mandados, o suspeito apresentou comportamento de nervosismo acentuado, sendo necessário o uso de algemas para garantir a integridade física do abordado e dos policiais, conforme prevê a legislação.
Durante a busca domiciliar, não foram encontrados objetos ilícitos. No entanto, foi apreendido um aparelho celular da marca Samsung, modelo J Prime 2, de cor preta. Após a estabilização da situação, as algemas foram retiradas.
O indivíduo foi conduzido no compartimento de retenção temporária da viatura até a 5ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), localizada no CISP de Palmeira dos Índios, onde foram adotadas as medidas cartorárias cabíveis. Ele permanece preso à disposição da Justiça. O fato foi registrado às 10h43 do mesmo dia.
É comum associar a perda de biodiversidade com atividades humanas, como desmatamento e poluição, que contribuem para a redução e o desaparecimento de espécies da fauna e da flora. Outra consequência da ação humana, a introdução de espécies invasoras, também desempenha um papel importante na diminuição da diversidade de espécies no mundo todo.
A chegada de uma espécie representa para um ecossistema um novo componente que é introduzido em um ambiente até então em equilíbrio e com inter-relações entres as espécies nativas, que evoluíram paralelamente ao longo de milhares de anos.
A introdução de uma nova espécie significa sempre uma ameaça?
Vai depender das características do ambiente que recebe e da espécie que é introduzida. Caso o desdobramento dessa introdução seja um evento de bioinvasão, os custos são altos, para o meio ambiente, para os cofres públicos e as vezes até para a saúde humana.
Estima-se que os custos com o manejo de espécies exóticas invasoras e as consequências desses eventos a nível global tenham girado em torno de R$ 2,88 trilhões de dólares, considerando o período entre 1970 e 2022. No Brasil, o valor gasto com os prejuízos chega a R$ 104,33 bilhões de dólares, entre 1984 e 2019.
No mar ainda faltam dados que estimem os custos com a problemática da bioinvasão no Brasil, mas é possível ter uma ideia a partir dos custos de uma única ação para remoção de uma espécie de coral invasor bem conhecida, o Coral-sol. O valor gasto em um dia de ação é de R$ 3.600 (aproximadamente US$ 720). Contudo, para um manejo efetivo, são necessárias atividades contínuas de remoção.
Bioinvasão marinha ao longo dos anos
Em função da sua extensão e variedade de ambientes associados a ecossistemas costeiros, o Brasil carrega o título de importante doador e receptor de espécies marinhas. Nossos 8 mil km de litoral são compostos por ambientes tropicais a temperados distintos e com diversidade de espécies particulares. Há desde recifes de corais e praias arenosas, até manguezais, marismas, bancos de rodolitos e fanerógamas marinhas, lagoas, estuários, ilhas oceânicas e pântanos.
O aumento das nossas atividades marítimas também contribui para esse cenário. No mar, qualquer embarcação ou estrutura que se movimente pode servir como meio de transporte para que uma espécie se desloque de um local para o outro.
A água utilizada em barcos e navios para manter a estabilidade, o equilíbrio e a segurança durante a navegação, conhecida como água de lastro, ao ser preenchida e despejada, transporta e introduz espécies marinhas de um local para outro.
Cascos de navios e plataformas de petróleo, a parte submersa de boias, o lixo marinho até a abertura de canais de navegação também são exemplos, já que as espécies usam essas estruturas e liberam suas larvas por onde passam.
Em 2019, um levantamento realizado por nós do Laboratório de Ecologia Marinha Bêntica da Uerj, mostrou que até aquele ano, 138 espécies marinhas foram consideradas não nativas (ou exóticas), ou seja, aquelas que ocorrem fora de sua área de distribuição natural.
A maioria dessas espécies foi introduzida no sudeste do Brasil e já encontrada nos 17 estados costeiros do país. Estas espécies compreendem gastrópodes, crustáceos, acídias, poliquetas, corais, peixes e até espécies do plâncton.
Na época em que o estudo foi publicado na revista Aquatic Invasions, nós fizemos um alerta. A falta de um banco de dados nacional de espécies exóticas invasoras marinhas é uma carência do nosso país no enfrentamento à bioinvasão.
Qual a situação atual e o que esperar para os próximos anos?
Passados seis anos, o cenário é outro. O Brasil atualmente conta com uma plataforma que inclui todas as espécies exóticas invasoras marinhas do Brasil. A Plataforma Brasileira de Bioinvasão é atualizada periodicamente e conta com a contribuição da sociedade, que pode preencher no próprio site um formulário indicando a ocorrência de uma espécie não nativa, que depois será analisado por especialistas no assunto.
Em contraponto a esse avanço, o número de espécies introduzidas aumentou desde 2019. Atualmente, o litoral brasileiro registra 175 espécies exóticas, que chegam ao país em diferentes embarcações ou estruturas que se movimentem e possam servir como meio de transporte. Considerando os dados da Plataforma, esse número sobe para 339, já que são incluídas as criptogênicas – quando não se sabe se é nativa ou não – e as contidas – não nativas, mas restritas a cativeiro ou cultivo.
Outro número que chama atenção é o aumento de espécies invasoras, que são aquelas que causam impactos mensuráveis no meio ambiente, em atividades socioeconômicas ou na saúde humana. Em seis anos, a quantidade de invasores marinhos saltou de 19 para 26.
Esses invasores compreendem, principalmente, espécies de antozoários, animais marinhos do grupo das águas-vivas e dos corais. Diferente das águas-vivas, passam toda a vida fixos no fundo do mar.
Esse número acende um outro alerta, o comércio de aquário como um caminho de transporte de espécies marinhas, como no caso dos corais moles e pétreos. É o caso do coral mole azul Latissimia ningalooensis.
Nativa da Austrália, a espécie foi descartada de um aquário em um costão rochoso de uma praia de águas calmas e cristalinas no município de Angra dos Reis, litoral sul do estado do Rio de Janeiro.
Em oito anos, o coral mole aumentou sua área de distribuição, dispersou para uma ilha próxima que fica dentro de uma unidade de conservação e, em alguns pontos, já é considerada a espécie mais abundante, ocupando um lugar em que antes viviam espécies nativas como o coral babão Palythoa caribaeorum e a alga Sargassum, um alimento importante para tartarugas marinhas.
O fato é que a introdução de espécies marinhas no Brasil segue um crescimento exponencial. Nosso país se tornou um importante doador e receptor de espécies marinhas, mas ainda carece de mecanismos regulatórios eficientes.
As leis ainda são superficiais e as ações de enfrentamento são caras e esparsas. Ainda que a pesquisa avance e importantes conquistas tenham sido alcançadas, como a Plataforma Brasileira de Bioinvasão e a Estratégia Nacional para Espécies Exóticas Invasoras, o caminho é longo para alavancar o progresso na área.
Além de um alerta, chamamos a atenção para que mais estratégias sejam adotadas no manejo de espécies exóticas marinhas no Brasil. Precisamos de um engajamento dos estados e municípios com o governo federal para que haja ações integradas, com maior alcance e eficiência.
É fundamental também a união de todos os setores da sociedade e, para isso, a sensibilização de todos sobre a importância da temática é crucial. Sobretudo, necessitamos de recursos financeiros, pessoal qualificado e infraestrutura adequada para implementar medidas de prevenção, detecção precoce aliada à resposta rápida e controle de espécies exóticas em áreas costeiras e marinhas.
Assim, como na saúde, quando se trata de espécies invasoras, prevenir é sempre melhor (e muito mais barato) do que remediar.
O ouro é considerado uma reserva de valor há milhares de anos. Em 2026, porém, o preço dele tem se comportado mais como uma "ação meme" do que como um porto seguro
Investidores costumam recorrer ao ouro quando crises acontecem, a inflação dispara ou as ações despencam.
Mas os preços do ouro têm apresentado uma volatilidade extraordinária, atingindo recordes históricos antes de registrar a maior queda em um único dia da história no mês passado. O ouro acumula alta de aproximadamente 15% neste ano.
O ouro já teve altas expressivas antes: o melhor ano registrado foi 1979, com alta de 144%, em meio à inflação e ao aumento das tensões geopolíticas nos Estados Unidos. E os preços subiram 24% em 2020, quando a pandemia alterou drasticamente o status quo da economia global.
Desta vez, o ouro está se beneficiando do aumento das tensões geopolíticas. E, à medida que os investidores compravam mais, os ganhos obtiveram força, resultando em uma disparada dos preços.
Os investidores podem comprar e vender ETFs (fundos negociados em bolsa) que replicam o preço do ouro e da prata da mesma forma que compram e vendem ações.
O SPDR Gold ETF — um fundo popular que acompanha o desempenho do ouro físico — registrou em agosto o maior fluxo de entrada mensal da história, segundo dados da FactSet.
Nos últimos anos, os mercados americanos têm vivenciado episódios de mania das "ações meme", em que os investidores se aglomeram em torno de uma alta impulsionada pela euforia, tentando aproveitar a valorização repentina das ações.
Analistas afirmam que um padrão semelhante está se repetindo no mercado de metais: o ouro e a prata têm se comportado assim.
Uma oportunidade de ouro
O ouro valorizou-se 27% em 2024 e 67% em 2025. O metal amarelo atingiu os US$ 4.000 por onça troy pela primeira vez em outubro, antes de ultrapassar os US$ 5.000 em janeiro.
“Acho que havia uma grande variedade de investidores, incluindo hedgers, especuladores, fundos de hedge e traders de varejo, todos agindo de forma agressiva e impulsionando os preços para patamares mais altos do que esperávamos, ultrapassando o ponto de sustentabilidade”, analisou Joe Cavatoni, estrategista sênior de mercado e chefe de políticas públicas dos EUA no Conselho Mundial do Ouro.
Apesar de ter registrado a maior queda em um único dia em 30 de janeiro, o ouro ainda acumula alta neste ano. Mas a recente volatilidade levou alguns analistas a questionarem se o ouro ainda mantém o mesmo "brilho" como investimento.
Enquanto isso, o bitcoin caiu 50% desde que atingiu um recorde histórico acima de US$ 126.000 em outubro. Analistas dizem que os investidores que aproveitaram a alta do bitcoin podem ter mudado o foco para metais preciosos, o que contribuiu para alimentar a volatilidade.
“Isso está distorcendo o papel histórico do ouro como porto seguro. Agora ele está sendo negociado como um mercado impulsionado pelo momento, nos extremos do espectro de ativos de risco”, destacou David Scutt, analista de mercado da Forex.com, em um e-mail.
As perspectivas fundamentais para o ouro permanecem positivas, de acordo com economistas. O JPMorgan Chase prevê que os preços do ouro atingirão US$ 6.300 por onça troy até o final de 2026.
Enquanto os investidores tentam lucrar com a alta, a incerteza geopolítica persiste, o que impacta os preços do ouro.
Preços do ouro têm apresentado uma volatilidade extraordinária. Ilustração gerada por IA
Volatilidade histórica
A prata também apresentou volatilidade extraordinária. Os preços da prata mais que triplicaram no último ano, antes de despencarem 31% em 30 de janeiro e registrarem o pior dia desde 1980. Mesmo assim, a prata acumula alta de aproximadamente 138% no último ano.
O ouro subiu 6,07% na terça-feira (3) e registrou o melhor dia desde 2009, apenas dois dias após ter o pior dia da história.
O Índice de Volatilidade do Ouro da Cboe disparou este ano para o nível mais alto desde o início da pandemia de Covid-19 em 2020, refletindo a intensidade da volatilidade recente do metal.
“É difícil justificar chamar algo de hedge quando apresenta oscilações de dois dígitos”, disse Steve Sosnick, estrategista-chefe da Interactive Brokers, à CNN.
“Quando você vê esse tipo de queda é doloroso”, acrescentou, “mas, de certa forma, é o resultado natural da especulação hiperagressiva”, concluiu.
O Brasil desenvolve atualmente um ecossistema de pesquisa para a tecnologia de células CAR-T, com diferentes iniciativas em andamento e crescente articulação entre centros acadêmicos e instituições públicas. Nesse cenário, o Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein conduz um dos projetos mais avançados, com foco tanto na aplicação clínica da terapia quanto no desenvolvimento de um modelo nacionalizado de produção, capaz de ampliar o acesso aos pacientes e reduzir custos.
A terapia de células CAR-T (Chimeric Antigen Receptor T-cell) é uma modalidade avançada de tratamento oncológico que consiste em coletar células T – células do sistema imune responsáveis por atacar infecções e tumores – do próprio paciente, modificá-las geneticamente por meio de um vetor viral e reinfundi-las após expansão laboratorial. O processo resulta em células capazes de reconhecer um alvo tumoral específico e atacar células malignas.
Nos modelos comerciais tradicionais, as células precisam ser enviadas a fábricas no exterior, o que eleva o custo total do tratamento que inclui internação, exames e manejo de possíveis complicações. Além disso, o tempo entre coleta e infusão costuma variar de 30 a 50 dias, o que pode comprometer o tratamento de pacientes com progressão rápida da doença.
O projeto CARTHIAE, do Einstein, foi o primeiro estudo clínico brasileiro aprovado pela Anvisa para processamento integral em território nacional. A tecnologia adotada segue o modelo “point-of-care”, no qual todo o processo — coleta, manipulação e infusão — ocorre na própria instituição. Isso reduz o tempo “veia-a-veia” para cerca de 12 dias, diminuindo expressivamente os custos.
O estudo de fase 1 do Einstein já tratou cerca de 15 pacientes de um total previsto de 30, todos com doenças linfoides, como linfoma agressivo, leucemia linfocítica crônica e leucemia linfocítica aguda.
Alinhamento com o setor público
A iniciativa faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde, do qual fazem parte sete hospitais de excelência – entre eles, o Einstein.
Atualmente o Hospital Albert Einstein lidera mais de 40 projetos em andamento dentro do Proadi-SUS. Entre eles a pesquisa focada em CAR-T, que é estratégica por viabilizar a fabricação nacional desta tecnologia de ponta, com propriedade intelectual compartilhada com o Ministério da Saúde.
Esse alinhamento com o setor público é essencial para garantir que o CAR-T no Brasil nasça com vocação de acesso amplo. Com o objetivo de que, no futuro, tanto pacientes do sistema público quanto privado se beneficiem de terapias de última geração com custo reduzido.
Paralelamente, a instituição desenvolve novos estudos, incluindo um vetor viral anti-BCMA para mieloma múltiplo e pesquisas emergentes em outras condições, como glioblastoma infantil, câncer de pulmão e doenças autoimunes. Entre elas, a miastenia gravis, para a qual um estudo deve ser iniciado no Einstein em breve.
Os projetos são respaldados por certificações internacionais, como a da Foundation for the Accreditation of Cellular Therapy (FACT), concedida ao Centro de Terapias Celulares Avançadas do hospital — o primeiro da América Latina a obter acreditação para terapias com células geneticamente modificadas.
Os resultados preliminares do Projeto CARTHIAE indicam taxa de resposta geral de cerca de 80%, com efeitos colaterais equivalentes aos observados em produtos internacionais. A rapidez no processamento é apontada como uma das principais vantagens clínicas, sobretudo para pacientes com progressão acelerada da doença.
Outro aspecto positivo é que o cenário brasileiro é colaborativo. Além do Einstein, outros centros caminham em direção semelhante. Por exemplo, a USP Ribeirão Preto realizou o primeiro caso de uso compassivo de CAR-T no país e conduz agora um estudo multicêntrico com previsão de incluir 80 pacientes. Já o Instituto Butantan está desenvolvendo em parceria com a China uma terapia CAR-T focada em mieloma múltiplo.
Mais alvos
A Fiocruz, em conjunto com o Inca, atua em vetores virais de interesse nacional, aproveitando sua expertise na produção de vacinas para futura distribuição de vetores a centros de terapia celular “points-of-care” no Brasil e, potencialmente, na América Latina. E a Universidade Federal do Ceará conduz pesquisa voltada a doenças linfoides, atualmente aguardando aprovação regulatória.
A expectativa comum entre os pesquisadores é que a convergência entre essas instituições permita consolidar uma plataforma nacional robusta de terapias avançadas, considerando que a complementaridade entre centros pode acelerar a trajetória científica do país.
No âmbito internacional, estudos recentes sugerem a possibilidade de cura funcional em determinadas condições, principalmente quando o CAR-T é utilizado em linhas mais precoces ou combinado com anticorpos biespecíficos — como no estudo Ambition, do qual o Einstein participa.
Casos apresentados no congresso da Sociedade Americana de Hematologia (ASH) mostram remissões completas sustentadas em até 80% dos pacientes após 5 anos, estimulando a expectativa de que resultados semelhantes possam ser alcançados no Brasil até 2030.
A atuação conjunta de centros brasileiros cria uma base científica sólida para que o Brasil se torne um polo latino-americano de desenvolvimento em terapias avançadas.
Com redução significativa de custos, produção local, aceleração regulatória e parcerias com o SUS, o país constrói as condições necessárias para ampliar o acesso à terapia celular CAR-T e, no futuro, expandir sua aplicação para múltiplos tipos de câncer e doenças autoimunes.
De acordo com o médico, é preciso ter atenção ao estresse crônico. “Também pesa bastante, já que altera hormônios importantes para a saúde dos ossos, muitas vezes sem dar sinais claros no início”, pontua o ortopedista.
Ele ainda menciona a respeito do consumo exagerado de café: “Pode reduzir a absorção de cálcio, especialmente quando não reposição adequada na alimentação.”
Andrew Neel/PexelsBeber café exageradamente pode prejudicar a saúde dos ossos
Osteoporose
O enfraquecimento desses órgãos é a principal causa da osteoporose, doença caracterizada pela perda progressiva de massa óssea. Com estão fracos, os ossos ficam suscetíveis a fraturas. Considerada silenciosa, a condição costuma acometer especialmente idosos, mas também pode afetar crianças, adolescentes e jovens adultos.
Em um artigo, a Fundação Internacional de Osteoporose detalhou que, anualmente, são observadas até 37 milhões de fraturas por fragilidade óssea em pessoas com mais de 55 anos. Nesse número, há 70 casos por minuto.
Steve Gschmeissner/Science Photo Library/Gettyimages
Um terremoto de magnitude 5,5 atingiu Cuba na manhã deste domingo (8). O tremor foi detectado no leste do país e ocorreu em região próxima à província de Guantánamo.
O abalo sísmico foi registrado por volta das 8h (horário local). De acordo com o CENAIS (Central Nacional de Investigações Sismológicas), o terremoto teve magnitude 5,6 e ocorreu a cerca de 7 km de profundidade. Segundo o boletim, o epicentro ficou a cerca de 30 km a sudeste de Imías, na província de Guantánamo.
Não há registro oficial de vítimas ou danos divulgados por autoridades cubanas. O epicentro foi localizado no extremo leste da ilha, área conhecida por atividade sísmica devido à proximidade de falhas tectônicas no Caribe.
Não houve alerta de Tsunami emitido. Autoridades cubanas seguem monitorando a situação.
O EMSC (Centro Sismológico Europeu-Mediterrâneo) também registrou tremores de menor magnitude em outras regiões do mundo. Indonésia, Ilhas Filipinas, Polônia, República Checa e o norte da Itália foram afetados em menor escala, segundo o monitoramento global do órgão.
Um adolescente de 14 anos denunciou ter sido agredido pelo pai e pela madrasta no município de Palmeira dos Índios. A ocorrência foi registrada na noite desse domingo (8), no bairro Jardim Brasil.
De acordo com a Polícia Militar, a guarnição RP 01 foi acionada via Copom para averiguar uma denúncia de agressão. No local, os policiais mantiveram contato com a solicitante, que relatou que o filho teria sido agredido pelo pai e pela madrasta. Ela informou ainda que, após a separação, o adolescente passou a morar com o genitor e a madrasta.
No endereço informado, o adolescente estava acompanhado da mãe e confirmou à guarnição que havia sido agredido. Diante da situação, os policiais se deslocaram com a genitora e o menor até a residência do pai.
No local, o homem relatou que houve um desentendimento entre ele, o filho e a madrasta, afirmando que teria apenas tentado corrigir o adolescente.
Por se tratar de infração de menor potencial ofensivo, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Todas as partes envolvidas foram conduzidas ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios para a adoção das medidas legais cabíveis.
De acordo com o nefrologista Mendell Lemos, do Hospital Santa Lúcia, a dor na região lombar indica uma condição renal quando vem acompanhada de outros sintomas sistêmicos como febre, fadiga, náuseas ou vômitos. “Esses são sintomas que indicam a presença da infecção renal. Pacientes com estes quadros devem procurar atendimento imediatamente. Hipotensão, confusão mental e fraqueza, são sintomas de gravidade, por associarem-se a quadros sépticos, e necessitam de hospitalização para manejo adequado”, alerta.
Getty ImagesA dor na lombar pode indicar a presença de infecção renal, quando associada a outros sintomas sistêmicos
Infecção renal é mais comum em mulheres
Chamada pielonefrite, a infecção nos rins costuma acometer mais mulheres, devido à anatomia do trato urinário feminino, que favorece a incidência de infecções urinárias. “Negligenciar sintomas de uma cistite ou tratamentos inadequados pode favorecer a incidência de complicações. Além disso, condições como o diabetes, histórico de infecções urinárias e malformações do trato urinário elevam o risco”, destaca Mendell Lemo
De acordo com o nefrologista, na população composta por mulheres em idade fértil, existe forte uma associação entre pielonefrite e comportamento sexual. “O ideal é uma consulta com nefrologista para identificar e tratar os fatores de risco.
“A principal preocupação é a evolução para quadros de sepse, que são potencialmente fatais. Há risco de formação de abscessos renais, que são acúmulos de pus no tecido renal e requerem tratamento cirúrgico para drenagem”, alerta.
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Como prevenir a infecção renal
Quadros repetidos de infecção podem levar ainda a cicatrizes renais com danos permanentes aos rins e evolução para doença renal crônica. Para evitar complicações, o médico recomenda medidas de prevenção como hidratação adequada, bom controle de comorbidades, especialmente diabetes, e evitar automedicação, “principalmente o uso empírico de antibióticos para tratamentos de infecções urinárias”.
foto ilustrativa de mulher com Infecção urinária - Metrópoles
A água é essencial para o corpo. Ela regula a temperatura, absorve nutrientes e elimina toxinas. É o principal elemento para hidratação e deve ser consumida regularmente para o bom funcionamento do corpo.
Apesar disso, um estudo da Universidade St Andrews mostrou que a água não é a mais hidratante a longo prazo. Ela ocupa o quarto lugar, sendo superada por outras bebidas, como o leite desnatado e a solução de reidratação oral.
Essas alternativas podem proporcionar hidratação eficaz, muitas vezes por períodos mais longos que a água. Vamos conhecer 5 bebidas que ajudam na hidratação e oferecem outros benefícios à saúde.
Leite desnatado: Benefícios e hidratação profunda
O leite desnatado ocupa o topo da lista. Ele contém água e eletrólitos, que ajudam a hidratar o corpo.
O leite tem cálcio, potássio e magnésio, essenciais para a saúde e para uma hidratação prolongada.
Sua composição retarda a liberação de líquidos no organismo, mantendo a hidratação por mais tempo.
Além disso, o leite é uma boa fonte de proteína, que fortalece os músculos e ajuda na recuperação pós-exercício.
Benefícios à saúde
Hidratação eficaz: O leite contém carboidratos e proteínas que retardam a liberação de água no corpo, garantindo uma hidratação prolongada.
Fortalece ossos e dentes: A presença de cálcio é fundamental para manter a saúde óssea.
Apoio à recuperação muscular: Após exercícios físicos, o leite desnatado ajuda na recuperação muscular, graças à proteína de alta qualidade presente.
Melhora no sistema imunológico: O leite também contém vitaminas A, D e B12, que são essenciais para fortalecer o sistema imunológico e prevenir doenças.
Portanto, o leite desnatado é uma excelente escolha para quem busca uma hidratação completa e benefícios adicionais para a saúde.
Solução de reidratação oral: Hidratação rápida e eficaz
A solução de reidratação oral, popularmente chamada de “soro caseiro”, é usada para combater a desidratação. Essa bebida contém água, sódio, potássio e açúcar, que ajudam a restaurar o equilíbrio de líquidos.
Ela é muito eficaz em casos de desidratação intensa e também é usada por atletas para reidratação rápida. Embora indicada principalmente para emergências, pode ser uma boa opção para quem pratica exercícios intensos.
Benefícios à saúde
Reposição de eletrólitos: Ajuda a repor sódio e potássio, minerais importantes para o funcionamento das células e músculos.
Melhora a absorção de líquidos: A combinação de sais e açúcar melhora a capacidade do corpo de absorver líquidos de forma mais eficaz.
Prevenção de desidratação grave: Ideal para casos de desidratação, especialmente após doenças ou exercícios intensos.
A solução de reidratação oral é altamente eficaz para quem precisa recuperar a hidratação rapidamente, mas deve ser usada com moderação.
Suco de laranja: Saborosa fonte de hidratação
O suco de laranja é uma excelente opção para hidratação e tem um sabor refrescante. Ele contém vitamina C, essencial para fortalecer o sistema imunológico, e outros nutrientes importantes.
Além disso, o suco de laranja tem alta concentração de água, o que ajuda na hidratação do corpo. É uma bebida deliciosa e rica em nutrientes, que deve ser consumida sem adição de açúcar.
Benefícios à saúde
Aumenta a imunidade: A vitamina C presente no suco de laranja fortalece o sistema imunológico e combate radicais livres.
Melhora a saúde da pele: A vitamina C é essencial para a produção de colágeno, promovendo uma pele saudável e firme.
Ajuda na digestão: O suco de laranja tem propriedades que estimulam a produção de bile e ajudam na digestão.
Refresca e hidrata: O suco de laranja é uma ótima maneira de se manter hidratado, especialmente em dias quentes.
Apesar do suco de laranja ser uma boa opção para hidratação, é importante consumi-lo sem adição de açúcares para evitar calorias extras.
Refrigerantes: Com moderação, podem contribuir para a hidratação
Os refrigerantes ajudam na hidratação devido ao conteúdo de água e açúcar, mas devem ser consumidos com cautela. Embora não sejam a melhor escolha de bebida, os refrigerantes são frequentemente consumidos, especialmente no verão.
Eles oferecem hidratação imediata, mas seu alto teor de açúcar pode trazer efeitos negativos para a saúde a longo prazo. É importante limitar o consumo de refrigerantes, pois os benefícios são compensados pelos riscos à saúde.
Benefícios à saúde
Hidratação rápida: Refrigerantes contêm água e açúcar, o que proporciona hidratação imediata, embora não seja recomendada a ingestão excessiva.
Energia rápida: O açúcar nos refrigerantes fornece um impulso de energia imediato, útil para momentos de baixa disposição.
Embora seja aceitável consumir refrigerantes ocasionalmente, é essencial limitar seu consumo e buscar alternativas mais saudáveis para a hidratação.
5. Chá preto gelado: Refresco com benefícios antioxidantes
O chá preto gelado é uma alternativa saudável e refrescante para hidratar o corpo, especialmente no verão. Ele é rico em antioxidantes, como polifenóis, que ajudam a combater os radicais livres no corpo.
Além de hidratar, o chá preto também oferece benefícios para o coração, ajudando a melhorar a saúde cardiovascular. Com uma quantidade moderada de cafeína, o chá preto também ajuda a aumentar a energia.
Benefícios à saúde
Rico em antioxidantes: O chá preto ajuda a combater os radicais livres e previne o envelhecimento celular.
Melhora a saúde cardiovascular: Estudos sugerem que o consumo regular de chá preto pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
Ajuda na digestão: O chá preto pode ser útil após as refeições, auxiliando na digestão e no alívio de desconfortos gastrointestinais.
Aumenta a energia: A cafeína presente no chá preto pode fornecer um leve aumento de energia sem os efeitos negativos do café.
Além de ser hidratante, o chá preto gelado oferece benefícios extras, como o aumento da energia e o apoio à saúde cardiovascular.
Hidrate-se!
Embora a água continue sendo a principal fonte de hidratação, algumas bebidas oferecem benefícios adicionais. O leite desnatado, a solução de reidratação oral, o suco de laranja, os refrigerantes e o chá preto gelado são alternativas viáveis.
Cada uma dessas bebidas oferece vantagens únicas, como o fortalecimento do sistema imunológico, saúde cardiovascular e digestiva, além de promover a hidratação.
É importante lembrar que, embora essas bebidas possam ser boas fontes de hidratação, a água deve continuar sendo a principal escolha. Manter-se hidratado é crucial para o funcionamento adequado do corpo, e essas alternativas podem complementar sua ingestão diária de líquidos.
Porém, a moderação é sempre a chave, pois o consumo excessivo de bebidas açucaradas e cafeinadas pode ter efeitos negativos.
Você é do time que bebe água logo que sai da cama? Segundo o nefrologista Elber Rocha, coordenador do Programa de Transplantes do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, essa prática é segura, saudável e muito vantajosa — mas é preciso ter algumas atenções no que é mito ou verdade.
Segundo o expert, a recomendação é especialmente importante entre aqueles que não têm o hábito de beber água ou acabam passando muitas horas sem se hidratar.
“Na prática, é uma forma simples de repor parte do líquido perdido durante o sono, como na respiração, suor e urina. Também é uma forma de ‘dar a largada’ no consumo hídrico do dia”, comenta Elber Rocha.
Saiba os reais efeitos de beber água logo ao acordar
Além da reidratação, Elber frisa que beber água ao despertar pode estimular a função renal, promovendo urina mais diluída nas horas seguintes. Apesar da indicação em jejum, o expert reforça que não existe horário mágico para beber água.
Getty ImagesA falta de água muda o funcionamento de vários sistemas do organismo, desde a regulação da pressão até o equilíbrio dos sais minerais
“Para quem tem histórico de pedras nos rins (desde que o total diário de líquidos seja suficiente), é extremamente desejável que se estabeleça o hábito. As diretrizes para formadores de cálculos recomendam volume urinário ≥ 2,5 L/dia — o que, em geral, exige ingerir bastante líquido ao longo do dia”, aponta o especialista.
Quando se trata de pessoas sem nenhuma condição atrelada às funções dos rins, Elber reforça que o ideal é ingerir cerca de 250 a 500 ml de água pela manhã, quantidade suficiente para a maioria das pessoas saudáveis. O mais importante, porém, é manter o consumo total de líquidos adequado ao longo do dia.
“A recomendação geral de ingestão hídrica é de 3,7 litros diários para homens e 2,7 litros para mulheres, considerando alimentos e bebidas. Um bom guia para saber se houve hidratação suficiente é observar cor e volume da urina ao longo do dia: urina muito escura e pouco volume sugerem baixa ingestão hídrica”, esclarece Elber Rocha.
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O nefrologista também menciona benefícios para o intestino. “É possível notar uma melhora discreta em constipação e bem-estar subjetivo entre aqueles que antes bebiam muito pouco”, emenda.
Outro ponto positivo em começar o dia se hidratando, segundo Elber, é garantir que se atinja a meta de água diária. “O benefício real muitas vezes é comportamental: quem começa cedo tende a manter o hábito”, pontua.
Água com limão em jejum traz mais benefícios?
A famosa água com limão em jejum também é uma prática que muitos aderem por considerar altamente saudável. De acordo com Elber, o hábito se faz eficaz entre pessoas que querem tornar o consumo de água mais agradável e facilitar a adesão ao hábito de hidratação constante.
Do ponto de vista da nefrologia, o expert destaca ainda que que o limão fornece citrato, composto extremamente vantajoso para algumas condições de saúde.
“O citrato presente no limão pode aumentar o citrato urinário em alguns pacientes. Essa característica pode ser útil como adjuvante na prevenção de certos cálculos, especialmente no que tange ao cálcio-oxalato em pessoas com hipocitratúria — ou seja, quando há facilidade para a formação de cálculos renais. Há estudos e análises sugerindo possível benefício, mas ainda com algumas limitações”, explica.
Por outro lado, o especialista reforça que a água com limão não é milagrosa. “Ela não é eficaz como um aliado para a queima de gordura e também não funciona como um aliado para o tratamento de gastrite”, esclarece Elber Rocha.
A exposição frequente à acidez do limão também pode trazer prejuízos e, por isso, exige cuidado. “A combinação pode contribuir para desgaste do esmalte dentário, especialmente se ficar ‘sorvendo’ ao longo do tempo. Uma dica prática é tomar de uma vez, evitar escovar os dentes imediatamente após e/ou usar canudo pode reduzir o contato com os dentes”, sugere Elber Rocha.
Contraindicação e mitos
Apesar dos benefícios, o especialista reforça que há exceções na hora de começar a beber água em jejum, sobretudo, quando o assunto é a quantidade para a hidratação.
“Pessoas com condições como insuficiência cardíaca, cirrose com retenção de líquidos, doença renal avançada ou uso de certos medicamentos podem precisar de restrição hídrica. Beber água em grandes volumes rapidamente, mesmo em jejum, também pode causar um quadro raro, mas grave, chamado hiponatremia — uma diluição perigosa do sódio no sangue”, alerta Elber Rocha.
bymuratdeniz/Getty ImagesAntes de implementar qualquer estratégia de saúde, consulte um especialista
O especialista também chama a atenção para mitos relacionados a ingestão do líquido. O primeiro deles é que o hábito de se hidratar em jejum desintoxica o corpo.
“Isso é um fato parcial. Os rins e o fígado fazem a depuração continuamente. A água apenas ajuda a manter a urina menos concentrada, mas não ‘detoxifica’ de forma especial por ser em jejum”, garante Elber Rocha.
Há quem acredite também que, para garantir os efeitos desejados, é preciso beber água morna em jejum. “A temperatura é questão de conforto. O efeito metabólico é pequeno e não depende disso”, salienta.
A última “certeza” comum nos consultórios, de acordo com Elber, é a ideia de que beber água pela manhã pode prevenir a infecção urinária. “Essa afirmação tem algumas nuances. Maior ingestão hídrica pode reduzir episódios de cistite recorrente em alguns grupos, mas isso depende do contexto e do total diário. Não é ‘a água da manhã’ em si. Revisões de ensaios clínicos sugerem benefícios em alguns desfechos, mas os resultados variam”, conclui.
Uma família do interior de São Paulo viveu dias de medo após encontrar mais de 50 escorpiões dentro de casa. O caso ocorreu em Baguaçu, distrito de Olímpia, e ganhou repercussão depois que vídeos publicados nas redes sociais mostraram a quantidade de animais espalhados pelo imóvel.
A dona de casa Paulina da Silva Marques, de 25 anos, relatou a situação em seu perfil no Instagram. Segundo ela, o problema começou com o aparecimento de um único escorpião e, em pouco mais de uma semana, o número ultrapassou 50. "Desde então faz 8 dias e foram mais de 50 escorpiões encontrados", escreveu na publicação.
No relato, Paulina afirma que a casa não apresenta condições que justificassem uma infestação. "Minha casa não tem bagunça, não tem entulhos, eu nunca tinha visto tanto juntos em um só lugar", publicou. Inicialmente, a família acreditou que os animais vinham pelo ralo, mas a situação se mostrou mais complexa. "Até ver que eles pareciam brotar da parede", descreveu.
A preocupação aumentou por causa das duas filhas pequenas. "Minha maior preocupação é elas serem picadas", declarou Paulina, em entrevista à revista Crescer.
Ela contou ainda que precisou orientar a filha mais velha sobre o risco. "Apesar de serem crianças, eu expliquei, mostrei e disse que se encontrarem, é para chamar o papai e a mamãe. Minha filha mais velha ficou bem assustada".
A família acionou profissionais e realizou dedetização, além de fechar ralos e aplicar diferentes tipos de "veneno. Ainda assim, os escorpiões continuaram aparecendo.
Toda vez que chove aparecem uns dois ou três mortos pelo chão, geralmente são filhotes". disse Paulina, à revista Crescer.
O vídeo publicado por Paulina viralizou e ultrapassou 2 milhões de visualizações. Nos comentários, internautas relataram experiências semelhantes e sugeriram diferentes formas de controle.
COMO PREVENIR O APARECIMENTO DE ESCORPIÕES EM CASA
O controle de escorpiões em áreas urbanas depende menos da eliminação direta dos animais e mais da organização do ambiente. Ao UOL, o biólogo Matheus Fernandes Viola, doutor em ecologia, biodiversidade e evolução, explica que os acidentes diminuem quando o espaço deixa de oferecer condições para que esses animais se instalem.
Segundo ele, o controle segue a lógica do chamado manejo integrado. "Assim como ocorre com as baratas, o manejo de escorpiões exige uma abordagem integrada que considere não apenas a eliminação direta da praga, mas principalmente a modificação das condições ambientais que favorecem sua presença", afirmou, em entrevista ao UOL.
O especialista resume essa estratégia nas chamadas "4 As": acesso, abrigo, alimento e água.
"Embora sejam organismos distintos, as baratas atuando como praga primária e os escorpiões como predadores oportunistas, ambos encontram, nas falhas estruturais e no descuido com o ambiente, oportunidades para se instalar, se alimentar e proliferar", explicou.
1. Acesso: bloquear entradas. "A limitação do acesso é o primeiro passo, já que os escorpiões se aproveitam de falhas estruturais, fissuras em paredes, soleiras mal vedadas, conduítes e ralos para ingressar nas residências", disse Viola, que orienta que sejam instaladas telas milimetradas e que passagens de tubulações e frestas sejam vedadas. "Manter terrenos e quintais livres de acúmulos de materiais facilita a migração desses animais."
2. Abrigo: eliminar esconderijos. "Com o acesso dificultado, é essencial reduzir os abrigos, uma vez que os escorpiões são animais de hábitos noturnos que passam o dia escondidos em locais escuros, úmidos e protegidos", afirmou. Segundo o biólogo, "pilhas de telhas, tijolos, madeiras, entulhos, folhas secas e frestas em muros e paredes oferecem condições ideais para sua permanência".
"Dentro das residências devemos evitar que camas e berços fiquem encostados nas paredes. Roupas e calçados devem ser mantidos fora do chão e locais úmidos sob pias e em áreas de serviço devem ser inspecionados regularmente", disse Matheus Fernandes Viola, biólogo, ao UOL.
3. Alimento: controlar insetos. "Controlar a disponibilidade de alimento é essencial para reduzir a atratividade do ambiente, já que os escorpiões se alimentam principalmente de insetos, sobretudo baratas e grilos", explicou.
4. Água: eliminar umidade. Para o especialista, a umidade é outro fator decisivo. As medidas incluem "evitar água acumulada, corrigir vazamentos, manter pisos secos e utilizar ralos com tampas eficientes".
O Ministério da Saúde deu início, nesta sexta-feira (6), à transição da insulina humana (NPH) para a insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no SUS. A medida marca um avanço histórico no cuidado das pessoas que vivem com diabetes no Brasil e amplia as opções terapêuticas disponíveis na rede pública.
Trata-se de um medicamento mais moderno, de ação prolongada, que contribui para facilitar a rotina dos pacientes.
O projeto-piloto será implementado inicialmente no Amapá, Paraná, Paraíba e no Distrito Federal, atendendo crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2. A previsão é que mais de 50 mil pessoas sejam beneficiadas nessa primeira etapa.
“A expansão da oferta de tratamentos para diabetes no SUS é um exemplo concreto da importância do fortalecimento do nosso complexo industrial. Isso é parte de uma política do governo federal, do presidente Lula, de usar o poder de compra do SUS para aumentar o desenvolvimento industrial brasileiro a fim de garantir medicamentos gratuitos e assistência farmacêutica à população”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“Depois de duas décadas, o Brasil voltou a produzir insulina no país. Isso traz garantia e segurança para os pacientes”, reforça.
O que é a glargina?
A glargina é uma insulina de ação prolongada, com efeito de até 24 horas, o que facilita a manutenção dos níveis de glicose, e é aplicada apenas uma vez ao dia. A transição ocorrerá de forma gradual, com base na avaliação individual de cada paciente.
Nos quatro estados, o Ministério da Saúde está promovendo treinamento para auxiliar os profissionais de saúde da Atenção Primária. O treinamento se iniciou em 27 de janeiro e deve se encerrar até meados de fevereiro. Após os primeiros meses, será feita uma análise dos resultados para construção de um cronograma de expansão para os demais estados do país.
O tratamento com insulina glargina pode custar até R$ 250, para dois meses, na rede privada.
Ampliação da insuline glargina no SUS
A ampliação do uso da insulina glargina no SUS acontece por meio de uma parceria entre o laboratório público Bio-Manguinhos/Fiocruz, a empresa brasileira Biomm e a chinesa Gan & Lee. O acordo prevê a transferência da tecnologia para o Brasil, o que ajuda a fortalecer a produção nacional de medicamentos, vacinas e outros insumos de saúde.
Em 2025, foram entregues mais de 6 milhões de unidades do medicamento, com investimento de R$ 131 milhões. A previsão é chegar ao final de 2026 com capacidade de produção de até 36 milhões de tubetes para o abastecimento do SUS.
A escolha dos territórios considerou critérios de representatividade regional e capacidade de implementação, permitindo a avaliação de diferentes realidades do país.
Todo o processo de transição será acompanhado pelo Ministério da Saúde, com monitoramento constante e treinamentos para as equipes das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
As primeiras capacitações, feitas em parceria com a Fiocruz e a Biomm, ensinam o uso correto das canetas de insulina e a forma adequada de aplicar o medicamento.
As geleiras, que constituem os reservatórios ocultos de água do mundo, são uma fonte de vida para bilhões de pessoas. O derretimento sazonal das montanhas e das geleiras alimenta alguns dos rios mais importantes do planeta, como o Indo, o Nilo, o Ganges e o Colorado, que, juntamente com outros rios de montanha, fornecem irrigação para as lavouras, abastecem com água potável quase 2 bilhões de pessoas e impulsionam a produção de energia elétrica.
À medida que as geleiras encolhem e desaparecem, as mudanças nos fluxos de água representam um risco cada vez maior para a segurança alimentar, a segurança do abastecimento de água e a segurança dos meios de subsistência de bilhões de pessoas.
No curto prazo, o derretimento acelerado pode desencadear perigos ambientais: inundações repentinas, formação de lagos na base das geleiras, avalanches e deslizamentos de terra.
No longo prazo, as geleiras, como fontes de água, simplesmente desaparecerão.
Até o final do século, a maioria das geleiras fornecerá muito menos água do que hoje, o que prejudicará tanto a agricultura dos povos das montanhas quanto os grandes celeiros das áreas de terras baixas situadas a jusante.
As montanhas cobrem mais de um quarto da superfície terrestre do planeta e abrigam 1,2 bilhão de pessoas, mas essas regiões estão se aquecendo a uma velocidade superior à média global.
As comunidades de montanha são especialmente vulneráveis à crescente variabilidade climática e à diminuição da disponibilidade sazonal de água para a agricultura e a irrigação. Como frequentemente não há uma alternativa viável de abastecimento de água, a perda da produção agrícola pode forçar deslocamentos associados ao clima e aumentar a instabilidade.
Em cinco dos últimos seis anos, foram registrados recordes históricos na velocidade de retração das geleiras, e as consequências já estão sendo sentidas.
Temporadas de neve mais curtas
Comunidades em todo o mundo, dos Andes ao Himalaia, estão vivenciando temporadas de neve mais curtas, escoamentos irregulares e a perda de fontes seguras de água. No Peru, o recuo das geleiras reduziu drasticamente a produtividade das lavouras. No Paquistão, a diminuição do derretimento ameaça os ciclos sazonais de plantio.
Muitas geleiras já atingiram seu pico hídrico — isto é, o ponto máximo de escoamento da água do degelo, a partir do qual a vazão passa a diminuir gradualmente — ou deverão alcançá-lo nas próximas duas ou três décadas.
Isso significa que, à medida que o crescimento populacional aumente ainda mais a demanda por água, as pessoas que dependem de rios alimentados por geleiras enfrentarão escassez crescente.
Além das implicações científicas e de sobrevivência, o desaparecimento das geleiras elimina algo menos tangível, mas igualmente profundo. Para os Povos Indígenas e as comunidades de montanha da Ásia, da América Latina, da África e do Pacífico, as geleiras são sagradas.
Seu derretimento enfraquece tradições, rituais, identidades e patrimônios culturais associados às paisagens montanhosas há séculos.
Embora ainda haja tempo para reagir, as respostas globais continuam fragmentadas e insuficientes. Por esse motivo, as Nações Unidas declararam 2025 como o Ano Internacional da Conservação das Geleiras, o que constitui um lembrete claro da importância de conservar esses ecossistemas congelados para proteger o nosso futuro.
Segurança alimentar
Para garantir a segurança alimentar e do abastecimento de água, dos picos mais altos até as planícies, é urgentemente necessário um avanço em políticas, investimentos e governança.
De modo geral, é preciso reduzir as emissões de gases de efeito estufa, melhorar a gestão da água e fortalecer os sistemas de alerta precoce, a agricultura adaptativa e os sistemas agroalimentares sustentáveis.
Devemos transformar os desafios decorrentes do derretimento das geleiras em oportunidades que beneficiem todas as pessoas.
A agricultura, um dos principais usuários de água e um setor-chave para a adaptação, pode ser uma solução em si mesma se for aprimorada de forma sustentável. Algumas técnicas que as comunidades de montanha aplicam há séculos, como o cultivo em terraços, a agroecologia, a agrofloresta e a diversificação de culturas, ajudam a proteger o solo e a água, reduzem o risco de desastres e sustentam os meios de vida.
Essas iniciativas de adaptação devem ser inclusivas e valorizar os conhecimentos dos Povos Indígenas para enfrentar vulnerabilidades centrais, como a pobreza e a desigualdade de gênero.
Também precisamos mobilizar investimentos em infraestrutura hídrica e agrícola. Nesse sentido, é necessário captar mais financiamento climático para apoiar comunidades de montanha vulneráveis, que enfrentam dificuldades de acesso à capacitação, ao financiamento e à inovação.
Além disso, os governos devem harmonizar suas estratégias, políticas e planos para enfrentar esse vínculo crucial entre água, agricultura e resiliência às mudanças climáticas. Com frequência, as montanhas não são consideradas na formulação das políticas climáticas nacionais nem nos marcos globais de adaptação.
Cooperação transfronteiriça
Precisamos de políticas e parcerias para sistemas hídricos alimentados por geleiras, iniciativas de cooperação transfronteiriça e mecanismos de compartilhamento de riscos e de alerta precoce, especialmente considerando que os rios alimentados por geleiras costumam atravessar vários países.
Essas medidas incluem também a revisão das estratégias de alocação de água em toda a bacia, bem como dos planos e investimentos em infraestrutura, a fim de melhorar a eficiência do uso da água para irrigação e intensificar o monitoramento e a pesquisa sobre as geleiras.
A preparação para um mundo com menos geleiras e menor vazão de suas preciosas águas exige inovação e coordenação. No Quirguistão, a FAO ajudou especialistas a construir geleiras artificiais, ou seja, torres de gelo criadas por meio da pulverização de água de montanha, que se derretem gradualmente no verão.
Somente na região de Batken, essa iniciativa permitiu armazenar mais de 1,5 milhão de metros cúbicos de gelo, quantidade suficiente para irrigar até 1.750 hectares.
Em Ladakh (Índia), a empresa social Acres of Ice construiu reservatórios de gelo automatizados para captar água não utilizada durante o outono e o inverno e congelá-la até a primavera. Nos Andes peruanos, está em curso uma iniciativa comunitária baseada em um sistema de filtragem natural com plantas nativas para combater a degradação da qualidade da água causada pelos minerais expostos pelo recuo das geleiras.
Ainda assim, há muito a ser feito, juntos. As geleiras são importantes porque a água é importante. Se ignorarmos seu rápido retrocesso, colocaremos em risco a segurança alimentar e o abastecimento de água em todo o mundo.
Qu Dongyu é diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura
A FAO é o organismo responsável pela celebração mundial do Dia Internacional das Montanhas, coordenada pela Secretaria da Aliança para as Montanhas, que recebe apoio financeiro dos governos de Andorra, Itália e Suíça. A Secretaria trabalhou em estreita colaboração com a UNESCO e a Organização Meteorológica Mundial, no Ano Internacional da Conservação das Geleiras (2025)