Um homem de 30 anos suspeito de tentar matar a companheira por ciúmes foi preso nesta quarta-feira (11). A captura ocorreu durante a Operação Cerco Fechado – Fase 2, da Polícia Civil de Alagos.
Segundo informações da polícia, o crime ocorreu no dia 2 de agosto de 2025, em uma região conhecida como Altinho, no município de Pão de Açúcar. Após uma discussão motivada por ciúmes, a vítima deixou o local e seguiu para a residência de familiares do companheiro.
O suspeito a perseguiu e, ao alcançá-la, iniciou agressões físicas e a atacou com golpes de faca. A situação foi interrompida por terceiros.
A prisão de um homem de 30 anos, investigado por tentativa de feminicídio contra a própria companheira, foi realizada nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL), em cumprimento a um mandado de prisão preventiva.
O homem foi encaminhado para o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Batalha, onde os procedimentos cabíveis foram realizados.
A operação foi realizada pela Unidade de Homicídios da 3ª Região e pelo 48º Distrito Policial (48º DP) de Pão de Açúcar. O trabalho foi coordenado pelos delegados Frank Ney e Isaías Rodrigues.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na terça-feira (10/2), nova indicação terapêutica para a vacina Gardasil 9. Com a decisão, o imunizante passa a ter autorização formal para prevenir cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço relacionados aos nove tipos de HPV cobertos pela vacina.
Até então, esses tumores não constavam explicitamente na bula como indicação aprovada. Porém, uma “nova indicação” não significa que a vacina mudou de composição.
infecções persistentes causadas por tipos oncogênicos do HPV.
Agora, passam a constar também os cânceres de orofaringe e de cabeça e pescoço.
A vacina Gardasil 9 (nonavalente) protege contra nove tipos de HPV: 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, cobrindo cerca de 90% dos tipos de HPV causadores de câncer.
Quem pode receber a vacina com a nova indicação
A autorização vale para pessoas de 9 a 45 anos de idade, incluindo homens e mulheres. A agência destaca que a vacinação é mais eficaz quando realizada antes do início da vida sexual, já que o HPV é transmitido principalmente por contato sexual. Isso porque a vacina atua prevenindo a infecção pelos tipos de HPV. Ela não trata infecções já existentes.
Segundo a nota publicada, a aprovação da Anvisa se baseia na capacidade da vacina de induzir resposta imunológica robusta contra os tipos virais oncogênicos e na prevenção da infecção persistente por esses vírus. A infecção persistente é considerada etapa fundamental no desenvolvimento de câncer relacionado ao HPV.
A medida amplia o escopo de prevenção do produto e reforça o papel da vacinação como estratégia contra diferentes cânceres relacionados ao HPV, dentro da faixa etária de 9 a 45 anos autorizada pela Anvisa .
A calcificação das artérias é a fase avançada da aterosclerose, que é a formação de placas de gordura no interior desses vasos sanguíneos, responsáveis por transportar sangue rico em oxigênio e nutrientes para todas as células. Em entrevista à coluna Claudia Meireles, o cirurgião vascular Alexandre Giovannini explica sobre o quadro.
Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) e integrante do corpo clínico do Hospital Santa Lúcia Sul, em Brasília (DF), o médico destaca sobre a calcificação das artérias ser, na maioria das vezes, uma doença silenciosa. “Este é o ponto mais crítico. Não dói enquanto está se formando”, frisa.
O especialista em angioradiologia e cirurgia endovascular enfatiza que o paciente costuma descobrir o problema quando já está avançado ou durante exames de rotina, como o ecodoppler ou a tomografia. De acordo com Alexandre, o corpo também dá sinais: “Geralmente, aparecem como cansaço excessivo, falta de ar ao fazer esforços pequenos e dor no peito.”
Segundo o médico, fatores como o envelhecimento natural, genética, má alimentação, tabagismo, diabetes, pressão alta e até problemas renais aceleram esse depósito. “É como se o corpo tentasse ‘cicatrizar’ uma agressão nas artérias usando o cálcio, o que acaba endurecendo o vaso sanguíneo”, finaliza o especialista.
MoMo Productions via Getty Images
Um homem de 52 anos, alvo da Operação Cerco Fechado – Fase IIe já condenado na Justiça por homicídio, foi preso nesta quarta-feira (11) durante o cumprimento de mandados de prisão em Maceió. Ele recebeu a pena de 14 anos de reclusão, mas estava foragido.
A detenção foi realizada por uma equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob a coordenação da delegada Tacyane Ribeiro.
"Com a prisão, o condenado foi retirado de circulação e encaminhado para os procedimentos legais cabíveis, a fim de que possa cumprir a pena imposta pelo Estado", destacou a Polícia Civil em informe à imprensa.
A operação
A ação integra a Operação Cerco Fechado – Fase II e reforça o trabalho contínuo de localização e captura de foragidos da Justiça, com o principal objetivo de combater e desarticular organizações criminosas que atuam em diversas modalidades de crimes no estado.
“Operações como essa retiram de circulação indivíduos condenados por crimes graves, garantindo o cumprimento das decisões judiciais e reforçando a sensação de justiça para a sociedade”, concluiu Tacyane Ribeiro.
Mais de 70 mandados de prisão, e de busca e apreensão, foram expedidos pela Justiça. Cerca de 10 pessoas foram presas nesta manhã, nas cidades de Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios e São Miguel dos Campos. O quantitativo total será divulgado ao término da operação.
Depois de um trabalho intenso de conservação da espécie, a Índia conseguiu dobrar a população de Tigres do país em uma década.
O resultado do estudo, publicado na revista Science, foi comemorado pela WWF, World Wide Fund for Nature, (Fundo Mundial para a Natureza).
Em 2010, as nações que compõem os países que ainda abrigam o tigre estabeleceram uma meta para dobrar o número de tigres selvagens em todo o mundo, um objetivo chamado Tx2, na Cúpula Internacional de Conservação do Tigre, em São Petersburgo.
Meta do Ano do Tigre
A ideia era que, até 2022, o Ano do Tigre no zodíaco chinês, os países do Indo-Pacífico, do Leste e Sul da Ásia e da Rússia conseguiriam alcançar o objetivo, mas eles foram além.
Houve vários triunfos impressionantes no Nepal e na Índia, que viram suas populações nativas de tigres dobrarem.
Como conseguiram
Um estudo revelou que o extenso monitoramento do felino, feito em 20 estados indianos, a cada quatro anos, além de aumentar o número de tigres também ampliou a quantidade de habitat protegido para esses animais.
Apesar de ser o país mais populoso do mundo, o governo indiano conseguiu criar espaço para tigres em uma área de 53.360 milhas quadradas. O habitat deles cresceu em 30%.
Em 2018, a população nativa de tigres da Índia ultrapassou os 3.600 indivíduos.
Além de representar 75% da população mundial de tigres, esse número era o dobro das melhores estimativas feitas em 2006.
Áreas pobres e ricas
O estudo apresenta resultados que mostram que os tigres prosperam em áreas com maior desenvolvimento econômico, onde moradores e visitantes podem arcar com o turismo de observação de tigres e os governos compensam as perdas relacionadas a esses animais.
Em contrapartida, os países mais pobres registram um aumento nos conflitos entre humanos e tigres, o que dificulta a sobrevivência do maior felino do mundo.
Mortes por tigres
Sim, eles são animais perigoso, mas dentro das reservas não oferecem tanto risco.
“Na verdade, dentro das reservas de tigres, é mais provável morrer em um acidente de carro do que em um ataque de tigre”, informou o GNN.
Fevereiro chega trazendo música, cores e movimento para Maceió. A Roda Maceió acompanha esse ritmo com um horário especial de funcionamento durante todo o mês. Em clima de Carnaval, o novo cartão-postal da capital passa a funcionar de domingo a domingo, das 14h às 23h, oferecendo uma experiência ainda mais conectada à energia da cidade.
A mudança no horário permite que moradores e turistas aproveitem o passeio tanto no período da tarde quanto à noite, quando a vista da orla ganha novos contornos, a iluminação cênica se destaca no horizonte e o clima festivo toma conta da Pajuçara.
Para João Paulo Brasil, Gerente Geral da Roda Maceió, a ampliação do funcionamento dialoga diretamente com o momento vivido pela cidade. “Fevereiro é um mês muito especial para Maceió, com as prévias, o Carnaval e um fluxo intenso de turistas. Ajustar o horário é uma forma de abraçar quem mora aqui e quem escolheu a cidade para curtir esse período, oferecendo uma experiência ainda mais alinhada ao ritmo do verão”, destaca.
Com 42 metros de altura, a Roda Maceió proporciona uma vista panorâmica de 360º da cidade, em um passeio que dura cerca de 18 minutos. As 20 cabines climatizadas, com capacidade para até oito passageiros, são equipadas com ar-condicionado, bluetooth, LED, monitoramento por câmeras e interfones, permitindo que cada grupo personalize a trilha sonora da experiência enquanto aprecia a paisagem do alto.
Outro diferencial é o sistema de iluminação cênica, que pode ser customizado e já se tornou parte do cenário noturno da capital, especialmente em períodos festivos como o Carnaval. A atração também é pet friendly, permitindo que os visitantes levem seus animais de estimação para viver o passeio juntos com ingressos de cabines VIPs e exclusivas.
Os ingressos podem ser adquiridos com antecedência pelo site, onde o visitante escolhe o dia desejado, ou diretamente na bilheteria no local, facilitando o planejamento de quem quer incluir a Roda no roteiro de verão.
Em fevereiro, a Roda Maceió se consolida como um ponto de encontro entre lazer, turismo e celebração, um convite para ver a cidade do alto, no ritmo mais animado do ano.
A prefeita Tia Júlia realizou uma visita ao conjunto Antônio Ribeiro, onde estão sendo feitas as obras de manutenção de 300 casas a serem entregues a cidadãos palmeirenses que necessitam das moradias. As casas possuem sala, dois quartos, banheiro e cozinha. A obra conta com a parceria do Ministério das Cidades, Banco do Brasil e a Prefeitura de Palmeira dos Índios.
Durante a visita técnica, a chefe do poder executivo municipal foi acompanhada pelo secretário municipal de Infraestrutura Thiago Tavares e pelo adjunto da pasta Arnaldo Cavalcante. Na ocasião, o mestre de obras José Filho explicou que as residências estão em fase de finalização. “Já realizamos as pinturas externa e interna, além da instalação de tomadas e a aplicação das cerâmicas “, clarificou o profissional.
Além das moradias, o conjunto passa por todo um investimento em infraestrutura de primeiro escalão e, de acordo, com o secretário municipal de Infraestrutura , o local contará com todas as ruas pavimentadas. “Aqui também teremos uma estação de esgoto própria para os moradores; o nosso objetivo é que todos tenham qualidade de vida “, explicou a autoridade municipal.
Conforme explicou a prefeita Tia Júlia, a entrega das casas alegrará a vida de centenas de cidadãos e, por isso, esta obra se trata de uma satisfação não somente profissional, mas pessoal. “Estou muito contente de observar o andamento destas obras e ver tudo sendo concluído com sucesso. O nosso povo merece moradias de qualidade “, disse a chefe do executivo.
* O artigo foi escrito pelos pesquisadores Christopher Lean, Annie Sandrussi e Wendy Rogers, da Universidade Macquarie, e Andrew James Latham, da Universidade de Aarhus, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.
Há menos de um ano, a empresa americana Colossal Biosciences anunciou que havia “ressuscitado” o lobo gigante, uma espécie de lobo caçador de megafauna extinta há 10 mil anos.
Dois dias após o anúncio da Colossal, o secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, usou a ideia da ressurreição de espécies para justificar o enfraquecimento das leis de proteção ambiental no país: “escolha sua espécie favorita e ligue para a Colossal”.
Seu raciocínio parecia confirmar os temores dos críticos sobre a tecnologia de desextinção. Se podemos trazer qualquer espécie de volta, por que protegê-las?
Em um novo estudo publicado na revista científica Biological Conservation, colocamos essa ideia à prova. Não encontramos evidências de que as pessoas aceitem a extinção mais facilmente se lhes for prometida a desextinção. Mas é importante comunicar os esforços de desextinção com cuidado.
O “risco moral” da desextinção
Desde o surgimento da tecnologia de desextinção, críticos argumentam que ela pode minar o apoio à conservação das espécies existentes.
Em outras palavras, a tecnologia de desextinção representa um “risco moral”. Trata-se de uma situação em que alguém está disposto a se comportar de maneira mais arriscada do que normalmente faria porque outra pessoa ou outra coisa arcará com os custos ou lidará com as consequências. Comportar-se de forma imprudente porque você tem seguro saúde é um exemplo clássico.
O risco moral da tecnologia de desextinção é que, se acreditarmos que quaisquer espécies extintas podem ser trazidas de volta, podemos estar mais dispostos a deixar que espécies sejam extintas em primeiro lugar.
Essa preocupação reflete debates em outras áreas da política ambiental. Por exemplo, críticos da captura de carbono e modificação da radiação solar temem que acreditar que podemos corrigir as mudanças climáticas mais tarde possa enfraquecer o incentivo para reduzir as emissões agora. Mas a maioria dos estudos que investigam essa afirmação descobriu que essas tecnologias não reduzem o apoio das pessoas à redução das emissões de carbono.
Nosso estudo é o primeiro a investigar se a tecnologia de desextinção reduz a preocupação das pessoas com a extinção de espécies existentes.
O que descobrimos
Apresentamos vários cenários a 363 pessoas de diversas origens. Esses cenários descreviam uma empresa fazendo algo que gerava um benefício econômico ou público, mas resultava no extermínio de uma espécie existente ameaçada de extinção.
Por exemplo, em um cenário, uma empresa pretendia construir uma rodovia para um novo porto através do último habitat da rã sevosa (Lithobates sevosus), uma espécie criticamente ameaçada de extinção. A construção levaria à extinção da rã.
Havia duas versões de cada cenário, diferindo na forma como a empresa compensaria a extinção da espécie.
Na versão “compensação ambiental”, seria feito um grande investimento para preservar outras espécies. Na versão “desextinção”, a tecnologia de desextinção seria usada para reintroduzir o DNA da espécie extinta em uma espécie relacionada posteriormente.
Para cada cenário, as pessoas foram questionadas: elas achavam que o projeto era bom para o público? A extinção da espécie era justificada? A compensação tornava a empresa menos culpada por causar a extinção da espécie? Devemos permitir projetos como este no futuro?
Por fim, nos casos em que a desextinção foi proposta, perguntamos se o entrevistado acreditava nas alegações das empresas de que a engenharia genética poderia ser usada para recriar com sucesso as espécies extintas.
Um aviso contra a manipulação
Não encontramos evidências de que propor a desextinção faça as pessoas aceitarem mais a extinção do que a compensação pela destruição ambiental.
Portanto, o risco moral por si só não é motivo para rejeitar totalmente o uso ético da tecnologia de desextinção. Além disso, enfatizar excessivamente os riscos potenciais, mas não comprovados da pesquisa de desextinção pode prejudicar o desenvolvimento de ferramentas eficazes para preservar as espécies atuais.
Encontramos, no entanto, um motivo para cautela.
Havia uma correlação entre a crença de uma pessoa de que a desextinção poderia ressuscitar a espécie e a crença de que causar sua extinção seria aceitável.
Trata-se de uma correlação, portanto não podemos dizer qual crença vem primeiro. Pode ser que essas pessoas já acreditem que a extinção é justificável para obter benefícios econômicos e, então, adotem a visão de que a desextinção é possível para justificar essa crença.
Uma possibilidade mais preocupante é o contrário: acreditar que a desextinção é possível pode ter levado esses indivíduos a considerar a extinção como aceitável. Uma forte crença no sucesso da desextinção pode servir como uma desculpa para a extinção ou como um motivo para a extinção.
Isso cria um grande risco se aqueles que desenvolvem a tecnologia de desextinção exagerarem ou enganarem o público sobre o que essa tecnologia pode alcançar.
Evite afirmações enganosas
É fundamental que as empresas e os cientistas que trabalham em esforços de desextinção se comuniquem com precisão e sem exageros. Afirmações de que a desextinção pode reverter a extinção são enganosas. A engenharia genética pode introduzir características perdidas de uma espécie extinta em uma espécie viva intimamente relacionada e restaurar funções ecológicas perdidas, mas não pode recriar a espécie extinta.
Os problemas surgem quando as empresas apresentam esses limites com cautela dentro da comunidade científica, mas fazem afirmações mais fortes em comunicações voltadas para o público.
Isso incentiva a falsa crença de que a extinção é totalmente reversível e traz o risco de minar a justificativa ética para quaisquer esforços de desextinção.
Esse risco pode ser evitado. Por exemplo, o projeto de desextinção que tenta restaurar os auroques (gado antigo) na Europa afirma claramente que está criando auroques 2.0. Trata-se de um substituto ecológico para a espécie extinta, não da espécie em si.
A Colossal Biosciences atrai controvérsia generalizada por divulgar seus projetos, que incluem a “ressurreição” do mamute-lanoso, o dodô, e o tilacino.
Nossos resultados mostram que as alegações de que a desextinção necessariamente criará um risco moral são injustificadas.
No entanto, os defensores da desextinção têm o dever de ser cautelosos e claros em sua comunicação sobre o que sua tecnologia oferece — e o que ela não pode fazer.
Autoridades ao redor do mundo lamentaram o ataque a tiros no Canadá que deixou 10 pessoas mortas, incluindo a atiradora, e outras 25 pessoas feridas em uma escola. O caso ocorreu na tarde de terça-feira (10/1) na cidade de Tumbler Ridge, na província da Colúmbia Britânica.
Segundo autoridades canadenses, a pessoa responsável pelo ataque foi uma mulher, também encontrada morta após o ataque. Ela teria invadido a escola com uma arma e efetuado os disparos. Além do colégio, uma residência foi alvo da atiradora.
Nas redes sociais, o presidente da França, Emmanuel Macron, chamou o ataque de “tragédia” e afirmou que a França se solidariza com o povo canadense. “Nossos pensamentos estão com as famílias das vítimas, os feridos e toda a comunidade educacional”, escreveu.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky também usou as redes sociais para lamentar o ataque. “Estamos chocados com a notícia do tiroteio em uma escola em Tumbler Ridge, Canadá. Quando crianças são mortas, ninguém deve permanecer indiferente”, ressaltou Zelensky.
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, também lamentou o ataque e afirmou que está de “coração partido por este horrível tiroteio em uma escola na Colúmbia Britânica”.
“O povo da Califórnia se solidariza com nossos vizinhos no Canadá, demonstrando luto e solidariedade — nenhuma comunidade deveria sofrer com esse tipo de violência”, escreveu Newsom.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, também se manifestou sobre o ataque nesta quarta-feira (11/2). Em comunicado oficial, afirmou estar “consternado” com a “terrível tragédia”.
“Eu me junto às canadenses e aos canadenses para expressar minha solidariedade com aqueles cujas vidas foram irrevogavelmente abaladas hoje (terça-feira), e para saudar a coragem e o altruísmo dos primeiros socorristas que arriscaram suas vidas para proteger seus conterrâneos”, escreveu.
Para muitos praticantes de atividade física, o descanso ainda é visto como perda de tempo ou sinal de fraqueza. A cultura do “treinar sempre mais” domina academias, redes sociais e conversas sobre performance e estética corporal.
O problema é que o corpo humano não evolui apenas sob estímulo constante. Ele precisa de pausa para se adaptar, reparar danos e consolidar ganhos físicos e mentais. O treino gera estresse muscular, hormonal e neurológico.
A evolução real acontece quando esse estresse é seguido por recuperação adequada e estratégica. Treinar pesado e dormir pouco é como acelerar um carro sem óleo no motor. O desempenho até aparece no início, mas a falha chega rápido e cobra um preço alto.
Onde o músculo e a memória realmente crescem
Durante o treino de força, o músculo sofre microlesões provocadas pelo esforço mecânico intenso e repetido. Essas microlesões são necessárias para estimular a hipertrofia e o fortalecimento muscular progressivo.
No entanto, o músculo não cresce durante o treino. Ele cresce no período posterior, quando o corpo repara as fibras danificadas e as reconstrói mais fortes.
Esse processo depende diretamente de descanso adequado, ingestão nutricional correta e equilíbrio hormonal saudável. Sem recuperação suficiente, o músculo permanece em estado de dano, sem tempo para adaptação eficiente.
O mesmo raciocínio vale para o cérebro e o sistema nervoso central. Aprendizado motor, coordenação e foco também precisam de repouso para se consolidarem.
Ignorar o descanso transforma o treino em desgaste crônico, aumentando risco de lesões, fadiga persistente e estagnação de resultados.
O sono como uma verdadeira “faxina cerebral”
Dormir não é apenas desligar o corpo após um dia intenso de atividades físicas e mentais. Durante o sono profundo, o cérebro entra em um modo ativo de manutenção e limpeza interna.
Nesse período, atua o sistema glinfático, responsável por remover resíduos metabólicos acumulados ao longo do dia. Esses resíduos, quando não eliminados, prejudicam concentração, memória, tomada de decisão e desempenho cognitivo.
A falta de sono adequado impede essa “faxina cerebral”, deixando o cérebro sobrecarregado e menos eficiente. Por isso, noites mal dormidas afetam tanto o treino quanto o trabalho, os estudos e o humor diário.
Sono e consolidação da memória
Durante o sono, o cérebro organiza informações adquiridas durante o dia e transforma aprendizado em memória duradoura. Esse processo é essencial para fixar técnicas esportivas, padrões motores e habilidades cognitivas complexas.
Sem sono suficiente, moléculas ligadas à plasticidade cerebral não atuam plenamente, prejudicando aprendizado e adaptação. Na prática, isso significa treinar, repetir e não evoluir como esperado.
Hormônios do crescimento e impacto direto na performance
O descanso influencia diretamente o ambiente hormonal responsável pela recuperação e evolução física. Entre esses hormônios, o mais conhecido é o hormônio do crescimento, o famoso GH.
A janela de ouro do GH
A maior liberação natural de GH ocorre durante o sono profundo, especialmente nas primeiras horas da noite. Esse hormônio atua diretamente na regeneração muscular, na queima de gordura e na recuperação tecidual.
Dormir pouco ou mal reduz drasticamente essa liberação, comprometendo ganhos de massa muscular e definição corporal. Nenhum treino intenso compensa a ausência desse estímulo hormonal noturno.
Cortisol: quando o descanso falha
A privação de sono eleva os níveis de cortisol, o principal hormônio do estresse crônico. O cortisol alto favorece a perda muscular, o acúmulo de gordura abdominal e a queda de desempenho físico.
Além disso, níveis elevados de cortisol prejudicam o sistema imunológico e aumentam risco de lesões recorrentes. Treinar sem recuperar mantém o corpo em estado constante de alerta e desgaste.
Recuperação ativa e recuperação passiva: qual escolher?
Descansar não significa apenas ficar parado no sofá evitando qualquer tipo de movimento corporal. Existem formas diferentes de recuperação, e cada uma cumpre um papel específico no processo adaptativo.
A recuperação passiva envolve repouso completo, sono de qualidade e redução do estresse físico e mental. Ela é indispensável após treinos muito intensos ou períodos prolongados de sobrecarga.
A recuperação ativa, por outro lado, envolve movimentos leves que estimulam circulação e aceleram processos fisiológicos.
Estratégias eficazes de recuperação ativa
Caminhadas leves, pedaladas suaves e exercícios de mobilidade ajudam a reduzir rigidez muscular e dor tardia. Essas práticas facilitam a remoção de resíduos metabólicos acumulados durante o treino intenso.
Liberação miofascial, com rolos ou bolas, também contribui para relaxamento muscular e melhora da circulação local. Essas técnicas não substituem o descanso, mas complementam a recuperação de forma eficiente.
Frio, calor e contraste térmico
Banhos de gelo, saunas e terapias de contraste podem auxiliar em contextos específicos de recuperação. O frio reduz inflamação aguda, enquanto o calor promove relaxamento muscular e sensação de bem-estar. O uso dessas ferramentas deve ser estratégico, individualizado e alinhado ao tipo de treino realizado.
Higiene do sono para quem treina regularmente
Dormir melhor não depende apenas de deitar cedo. O ambiente e os hábitos antes do sono influenciam profundamente a qualidade do descanso.
Quartos escuros, silenciosos e levemente frios favorecem a produção natural de melatonina. A melatonina é o hormônio que regula o ciclo do sono e sinaliza ao corpo que é hora de descansar.
O uso excessivo de telas antes de dormir inibe esse processo. A luz azul dos dispositivos confunde o cérebro e atrasa o início do sono profundo.
Dicas práticas para melhorar o descanso
Estabeleça horários regulares para dormir e acordar.
Evite cafeína e estimulantes no período noturno.
Reduza o uso de telas pelo menos uma hora antes de dormir.
Priorize um ambiente confortável e silencioso.
Suplementação e relaxamento noturno
Após treinos noturnos intensos, o sistema nervoso pode permanecer acelerado por horas. Alguns suplementos ajudam a promover relaxamento e facilitar a transição para o sono.
Magnésio, inositol ou glicina são frequentemente utilizados para acalmar o sistema nervoso central. Eles não substituem bons hábitos, mas podem atuar como aliados em rotinas exigentes.
Descanso também é disciplina
Muitos atletas amadores se orgulham de nunca faltar ao treino, mas negligenciam completamente o sono. Esse desequilíbrio compromete resultados e aumenta o risco de lesões e exaustão.
Descansar exige planejamento, consciência corporal e maturidade esportiva. É uma decisão ativa, não um sinal de preguiça ou falta de comprometimento.
O descanso não é o oposto do esforço. Ele é parte fundamental do processo de evolução física e mental. Quem aprende a descansar melhor treina com mais qualidade, evolui mais rápido e constrói resultados sustentáveis.
Um homem foi preso na noite dessa terça-feira (10) após ameaçar de morte a própria mãe e o padrasto no município de Taquarana, no Agreste de Alagoas. A ocorrência foi atendida por uma guarnição da Rádio Patrulha do 3º Batalhão da Polícia Militar, acionada via Copom para averiguar uma situação de ameaça no âmbito da Lei Maria da Penha.
No local, os policiais fizeram contato com as vítimas, que relataram que o autor é paciente psiquiátrico e faz uso de entorpecentes. Segundo os familiares, as ameaças e agressões vêm ocorrendo há bastante tempo. Eles informaram ainda que, recentemente, o padrasto teve o ombro deslocado após um atrito físico com o enteado.
De acordo com o relato das vítimas, por volta das 19h30, o homem chegou à residência apresentando comportamento agressivo e passou a ameaçar a mãe e o padrasto de forma direta, afirmando que “iria matá-los essa noite”. Ainda segundo as informações, ele proferiu palavras de baixo calão e reiterou as ameaças, dizendo: “vão dormir que hoje eu pego vocês dois”.
Temendo pela integridade física e pelo possível cumprimento das ameaças, as vítimas acionaram a Polícia Militar. Ao chegar ao local, a guarnição encontrou o suspeito na residência e realizou a abordagem, conduzindo-o ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios.
Na unidade policial, foi registrado boletim de ocorrência pelos crimes de ameaça à mulher por razão da condição do sexo feminino (violência doméstica) e ameaça. O homem permaneceu preso à disposição da Justiça.
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) planeja implementar um novo modelo de consignado para aposentados e pensionistas, inspirado no crédito disponível para trabalhadores com carteira assinada. A proposta prevê que o aposentado possa comparar ofertas de diferentes instituições antes de contratar o empréstimo.
Chamada de "leilão do consignado", a proposta tem o objetivo de reduzir o assédio de bancos e correspondentes financeiros sobre beneficiários e ampliar a concorrência entre instituições, segundo o órgão.
O modelo está sendo desenvolvido em parceria com a Dataprev, empresa responsável pela infraestrutura tecnológica do INSS, e vem sendo discutido com bancos e entidades do setor financeiro.
Segundo o presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, o beneficiário deverá manifestar, dentro do Meu INSS, o interesse em contratar um empréstimo. Antes da abertura das propostas, o sistema fará uma análise da margem disponível e informará ao segurado a taxa de juros máxima, o valor máximo do crédito e o limite da parcela. A partir disso, o usuário poderá autorizar que instituições financeiras habilitadas apresentem ofertas.
As instituições terão um prazo para fazer propostas, e elas serão organizadas pela melhor condição financeira. O segurado pode escolher a proposta mais vantajosa ou optar por um banco específico de sua preferência.
De acordo com o presidente do INSS, somente após a escolha da proposta o contrato poderá ser formalizado, impedindo mudanças posteriores nas condições ofertadas, cobrança de taxas adicionais ou práticas como venda casada. O dinheiro será liberado depois de uma nova confirmação do segurado ao INSS.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente do INSS afirmou que o novo sistema inverte a lógica atual do consignado ao colocar o aposentado ou pensionista no centro do processo de contratação. Pela proposta, a iniciativa de solicitar o crédito parte do beneficiário e não das instituições financeiras.
A expectativa é que a ferramenta seja lançada ainda no primeiro semestre deste ano. "O que a gente precisa fazer é o teste para verificar, porque temos uma demanda muito grande de acesso ao consignado e precisamos ter certeza de que essa ferramenta vai aguentar, terá o suporte necessário e não terá problemas", afirmou Waller Junior.
A interface inicial do modelo estará disponível no aplicativo ou site Meu INSS, mas o sistema do leilão funcionará em uma plataforma separada para não impactar usuários que estejam requerendo benefícios previdenciários ou outros serviços da autarquia.
A biometria seguirá como exigência para o desbloqueio do benefício. Segundo o presidente do INSS, o desbloqueio biométrico é considerado um dos mecanismos mais seguros disponíveis atualmente. Além disso, novos aposentados já são obrigados, desde novembro, a ter biometria registrada em bases do governo -medida que será ampliada gradualmente para todos os beneficiários-, o que facilita a verificação da identidade do segurado e reduz o risco de fraudes.
Em caso de arrependimento da contratação, o segurado continuará tendo direito ao prazo de sete dias para desistir da operação, conforme previsto no CDC (Código de Defesa do Consumidor).
Em nota, a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) diz que as instituições financeiras veem como positiva a proposta de criação do modelo, "pois ele amplia a competitividade nesse mercado, fortalece a transparência e proporciona ao beneficiário maior autonomia na escolha da melhor condição disponível no mercado".
A federação acrescenta que o modelo reforça a transparência ao permitir a visualização de informações essenciais como valor ofertado, taxas de juros, prazos, encargos e demais condições da operação. "O cronograma de implementação depende da evolução técnica conduzida pelo INSS, especialmente diante dos ajustes recentes no fluxo de contratação decorrentes da lei nº 15.327, que também serão incorporados ao novo modelo."
Duas melhorias foram finalizadas no início de fevereiro, e outras duas estão programadas para os próximos meses, beneficiando mais de 1.500 pessoas
Um plano de melhorias da Conasa Águas do Sertão está redefinindo o cenário do abastecimento de água em áreas rurais de Palmeira dos Índios. Com foco em resolver problemas históricos de fornecimento, a concessionária finalizou na primeira semana de fevereiro duas importantes obras de remanejamento de rede, enquanto outras duas já estão programadas para os próximos meses, garantindo mais segurança hídrica para cerca de 1.500 moradores.
Os primeiros a contar com mais acesso a água são os moradores do Sítio Batingas e da localidade de Canafístula do Moreira, com a conclusão dos trabalhos iniciados no final de janeiro. No Sítio Batingas, será realizado o remanejamento de 1 quilômetro de rede, beneficiando aproximadamente 300 habitantes. Já em Canafístula do Moreira, o trabalho envolveu 400 metros de tubulação, atendendo a cerca de 350 pessoas. Ambas as intervenções representam um passo decisivo para normalizar o abastecimento nessas comunidades.
O remanejamento de rede é o processo de relocação da tubulação de distribuição de água de um local para outro, geralmente transferindo-a de propriedades privadas para vias públicas. A mudança permite que a concessionária tenha acesso direto à infraestrutura para manutenção, fiscalização e reparos, melhorando a eficiência do sistema. Além disso, o remanejamento reduz fraudes e perdas por vazamentos, garantindo um abastecimento mais regular e seguro para os moradores. “Essas obras representam uma das principais estratégias de modernização da infraestrutura de abastecimento de água em áreas rurais”, afirma Raulmar Filho, gerente operacional da Conasa Águas do Sertão.
Mais melhorias no horizonte
O compromisso da concessionária com Palmeira dos Índios não para por aí. Mais duas obras de remanejamento já estão programadas para os próximos meses, reforçando a infraestrutura hídrica da região.
A primeira delas, prevista para março e abril de 2026, será executada entre Gavião de Cima e Caraibinhas, com 3.500 metros de rede, beneficiando 750 habitantes. Já a segunda, agendada para abril e maio de 2026, abrangerá São José de Baixo com 2.800 metros de tubulação, beneficiando 204 moradores. “São exemplos do nosso compromisso contínuo com a qualidade de vida das comunidades que atendemos", completa Raulmar.
Durante muito tempo, falar do litoral de Alagoas era quase sinônimo de turismo sazonal. Alta ocupação em determinados meses, queda de movimento em outros, e uma economia que girava em torno desse vai-e-vem previsível. Esse cenário não desapareceu, mas começou a dividir espaço com outra realidade, menos óbvia e mais estrutural.
Nos últimos anos, a região passou a despertar um tipo diferente de atenção. Não apenas de turistas, mas de investidores que olham para o litoral alagoano como um território em transformação. Não se trata de um único projeto nem de um movimento isolado. É a soma de empreendimentos, decisões empresariais e mudanças no perfil de consumo que vêm redesenhando o papel económico da região.
Turismo de alto padrão e mudança de perfil
O crescimento do turismo de alto padrão ajuda a explicar parte desse reposicionamento. Empreendimentos residenciais e hoteleiros voltados para um público com maior poder aquisitivo passaram a surgir com mais frequência, alterando a dinâmica local. Esse tipo de projeto tende a gerar impactos que vão além da hotelaria.
Restaurantes, serviços especializados, comércio e até infraestrutura urbana acompanham essa mudança. A lógica deixa de ser apenas receber visitantes por curtos períodos e passa a envolver permanência, recorrência e consumo mais diversificado. Para a economia local, isso representa maior previsibilidade e novas oportunidades.
Além disso, esse perfil de visitante costuma exigir padrões mais elevados de serviço e organização. Isso acaba por pressionar o mercado a se profissionalizar, criando um ciclo que atrai novos investimentos e amplia a escala dos projetos.
Investidores mais atentos e decisões menos imediatas
Outro fator que chama atenção é o tipo de capital que tem chegado ao litoral de Alagoas. Há um interesse crescente de grupos que não buscam apenas retorno rápido, mas valorização de médio e longo prazo. Isso se reflete em projetos mais planejados, com preocupação estética, ambiental e operacional.
Essa mudança também altera a relação com o território. Áreas antes pouco exploradas passam a ser vistas como ativos estratégicos. Ao mesmo tempo, cresce a discussão sobre ocupação responsável, infraestrutura e integração com as comunidades locais.
Para o estado, esse movimento representa tanto uma oportunidade quanto um desafio. O crescimento precisa ser acompanhado de políticas públicas e planejamento para evitar problemas comuns em regiões que se desenvolvem de forma acelerada.
Lazer, luxo e novas discussões econômicas
Em destinos turísticos consolidados fora do Brasil, ciclos semelhantes de valorização costumam vir acompanhados de uma ampliação da oferta de lazer. Complexos integrados, eventos, centros de convenções e grandes atrações fazem parte dessa equação. Em muitos casos, isso inclui a presença de cassinos físicos como elemento associado ao turismo de luxo.
No Brasil, esse debate ainda avança com cautela e envolve questões regulatórias, sociais e econômicas. Mesmo assim, ele começa a aparecer com mais frequência sempre que se fala em grandes investimentos e reposicionamento de destinos turísticos.
Enquanto essas discussões seguem no campo institucional, experiências semelhantes já encontraram espaço fora do ambiente físico. No consumo contemporâneo, parte desse interesse por lazer e entretenimento migrou para o digital, onde cassinos online passaram a ocupar um lugar específico dentro desse ecossistema, refletindo uma adaptação do mercado às limitações e às mudanças tecnológicas. Atualmente, é até comum se verificar grandes nomes de cadeias de cassinos físicos que apostam igualmente no digital, oferecendo as suas próprias plataformas online.
Economia da experiência e comportamento do consumidor
Esse movimento não acontece isoladamente. Ele faz parte de uma transformação mais ampla no comportamento do consumidor. Viagens, lazer e entretenimento passaram a ser vistos como experiências completas, e não apenas como produtos pontuais.
O público que frequenta destinos de alto padrão também consome serviços digitais de forma intensa. Streaming, plataformas sob demanda, eventos virtuais e experiências personalizadas fazem parte do mesmo pacote de hábitos. Para investidores e empresas, entender essa lógica tornou-se essencial.
No caso de Alagoas, esse entendimento ajuda a explicar por que o estado passou a atrair atenção para além do turismo tradicional. O litoral começa a ser visto como um espaço onde diferentes setores podem coexistir e se complementar.
Impactos e desafios para o desenvolvimento regional
O reposicionamento económico do litoral alagoano traz impactos diretos para o desenvolvimento regional. A geração de empregos, a valorização imobiliária e o aumento da arrecadação são alguns dos efeitos positivos mais evidentes. Ao mesmo tempo, surgem desafios relacionados à mobilidade, ao acesso à moradia e à preservação ambiental.
A forma como esse crescimento será conduzido fará diferença no longo prazo. A articulação entre setor público, iniciativa privada e sociedade civil será determinante para transformar investimento em desenvolvimento sustentável.
Alagoas vive um momento de transição. Quando investidores começam a olhar para uma região com mais atenção, normalmente há sinais claros de transformação. A região passa a ser observada com outros critérios, outras expectativas e outro horizonte de desenvolvimento. Acompanhar esse movimento ajuda a entender não só o que está a ser construído hoje, mas também o tipo de economia que pode ganhar forma nos próximos anos.
O estado de Alagoas não é avesso ao turismo. Pelo contrário, esta atividade é uma parte essencial do PIB local, movimentando ao redor de 5,35% de toda a atividade econômica na região.
Segundo os dados do governo, cada turista que visita o estado deixa R$ 1.167,97 em média, o que indica algo claro: quanto mais visitantes, mais recursos para a população local crescer e se desenvolver.
Mas como o estado de Alagoas pode trazer mais turistas para a região? É o que veremos a seguir!
Alagoas ainda não explora seu potencial turístico na totalidade
Apesar de ser um local que recebe muitos visitantes, a verdade é que o estado de Alagoas não está entre os Top 5 estados com mais turistas no país (quem lidera o ranking é São Paulo, seguido do Rio de Janeiro, Paraná, Ceará e Mato Grosso do Sul).
Isso mostra que ainda há potencial de crescimento para o estado, desde que encontre as ações certas a fazer para atrair mais turistas.
A resposta pode estar na arte e na cultura
O investimento na arte e na cultura como um motor do turismo não é ideia nova. No entanto, ela segue dando resultados aqui e em qualquer lugar do mundo.
Quer um exemplo simples? O filme ‘O Agente Secreto’, indicado a quatro categorias no Oscar 2025, já rende tours especiais na cidade de Recife, com turistas que querem conhecer locações do longa.
Alagoas poderia seguir o exemplo e investir na criação de filmes que se passam nas cidades da região. É claro que nem todo filme vai receber quatro indicações ao Oscar e ganhar o Globo de Ouro, mas o ganho em turismo pode acontecer mesmo assim.
Além de filmes, artistas da região poderiam criar jogos, livros, músicas e revistas em quadrinhos que possam despertar o desejo de visitar e conhecer Alagoas. Até mesmo áreas mais comerciais podem ser uma boa estratégia.
Por exemplo, hoje existem dezenas de tipos de jogos e slots em plataformas e cassinos online com as mais diferentes temáticas e, inclusive, ambientados em cidades reais. Existem jogos focados em regiões específicas, como o Aloha! Christmas (baseado no Havaí) ou o Rio Stars (focado no Carnaval no Rio de Janeiro).
Poderiam existir, também, slots baseados nas regiões ou cultura de Alagoas, levando um pouco do estado para as pessoas ao redor do mundo e, assim, atraindo-as a visitar nossas cidades no futuro.
A Internet pode ser uma ferramenta poderosa
Seja através da criação de filmes e obras culturais, seja por meio de outras estratégias, um fato permanece: se Alagoas quer crescer no turismo, a Internet será o meio para isso.
É essencial que haja um trabalho conjunto envolvendo a sociedade e as empresas da área para facilitar ao máximo a vida do turista, especialmente online. Criar acessibilidade online, produzir vídeos e outros recursos é essencial para trazer turistas e garantir que a experiência deles aqui seja a melhor possível.
O turismo já é essencial para o estado de Alagoas e tem tudo para ser uma ferramenta poderosa de desenvolvimento econômico para a região nas próximas décadas. O potencial natural já existe, basta aplicá-lo.
Você já ficou sem voz depois de uma gripe forte? Ou precisou fazer um esforço enorme para falar durante horas em reunião, aula ou em local barulhento? Essas situações são comuns e passageiras. Mas, quando a rouquidão persiste – ou você sente desconforto para falar ou cantar, mesmo sem rouquidão óbvia –, é sinal de alerta. A disfonia afeta um terço da população em algum momento da vida e pode revelar desde inflamações até câncer de laringe.
A rouquidão leve, que surge após infecção respiratória ou uso exagerado da voz, geralmente melhora espontaneamente com repouso vocal e boa hidratação em poucos dias. No entanto, quando essa alteração vocal persiste por duas semanas ou mais, é fundamental procurar avaliação médica especializada.
O exame de videolaringoscopia, que pode ser realizado no próprio consultório médico, permite visualizar a laringe – órgão onde estão as cordas vocais – e identificar a causa do problema. Vale lembrar que a rouquidão é apenas um sintoma – o que realmente importa é descobrir e tratar a doença que a causa. Entre as principais causas de disfonia, estão lesões benignas, como nódulos vocais (os famosos “calos vocais”) e pólipos; infecções por vírus, bactérias ou fungos; refluxo laringofaríngeo ou outras doenças que causam irritação da laringe como um todo; doenças neurológicas ou paralisia de corda vocal; e até doenças malignas, como o câncer de laringe.
Se houver sintomas associados graves, não é necessário esperar duas semanas: dor ao engolir, dificuldade para engolir alimentos, falta de ar, caroço no pescoço ou histórico de tabagismo exigem avaliação imediata, especialmente em pessoas acima de 40 anos ou que dependem da voz profissionalmente.
O que a voz revela sobre a saúde
O som da voz é produzido quando o ar proveniente dos pulmões passa pelas cordas vocais, localizadas na laringe. As pregas vocais se aproximam, criando resistência ao fluxo aéreo, o que provoca sua vibração e transforma energia mecânica em som. Esse som primitivo é então refinado pela faringe, boca, língua e cavidades nasais para formar as palavras que pronunciamos.
Diversas condições podem interferir nesse mecanismo tão preciso: lesões que impedem o adequado fechamento das cordas vocais, fatores que prejudicam sua vibração ou situações que comprometem o controle neuromuscular das estruturas envolvidas na fonação. O câncer de laringe, com aproximadamente 7.790 novos casos anuais no Brasil (INCA 2023-25), frequentemente se apresenta de forma insidiosa, apenas com rouquidão aparentemente simples. Diagnosticado precocemente, oferece taxa de cura superior a 90% e sem sequelas graves; identificado tardiamente, reduz drasticamente as chances de cura e deixa sequelas significativas. O ideal, portanto, é identificar e tratar lesões antes que evoluam para malignidade.
Prevenção e cuidado vocal: orientações simples para preservar a voz e evitar o agravamento de problemas que podem se tornar crônicos:
Não use medicamentos sem indicação médica. Mesmo produtos considerados “naturais” podem, além de prejudicar a voz, atrasar o diagnóstico e o tratamento corretos.
Não use a voz excessivamente sem os cuidados necessários. Não grite quando estiver gripado ou já estiver rouco; isso pode piorar a inflamação das cordas vocais.
Não fume e não inale nenhuma substância que não seja medicamento prescrito pelo seu médico. Qualquer produto inalado sempre passará pelas cordas vocais e poderá prejudicá-las, além de trazer risco de intoxicação.
Beba bastante água, pelo menos 2 L/dia.
Tenha uma alimentação e hábitos saudáveis.
É sempre importante prestar atenção aos sinais e saber ouvir o corpo. Em caso de dúvida, consulte sempre seu médico otorrinolaringologista.