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O hábito de comer deitado, assistindo a uma série e esperando o sono chegar, pode ser mais prejudicial do que parece. De acordo com a nutricionista Raissa Bonfim, fazer a última refeição pouco antes de dormir afeta não apenas a qualidade do sono, mas também o funcionamento do cérebro — especialmente a concentração, a memória e o foco no dia seguinte.

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a especialista do departamento de Nutrição Hospitalar do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, explicou que digestão noturna interfere diretamente nos processos cognitivos.

“A produção de insulina e a liberação de hormônios digestivos podem afetar a regulação do sono e a função cerebral. As consequências, como desconforto gástrico e refluxo gastroesofágico, causam interrupções no sono e podem colocar o corpo em estresse”, afirma Raissa Bonfim.

As horas de sono durante a infância estavam associadas com um risco 50% maior de obesidade na fase adulta
Refeições logo antes de deitar pode impactar no desempenho cerebral no dia seguinte

Entenda como o hábito noturno pode afetar o foco, concentração e memória

Segundo a nutricionista, manter regularidade nos horários das refeições — principalmente no jantar e na ceia — é essencial para preservar o sono profundo. “Para iniciar o sono profundo, o corpo precisa reduzir a temperatura e a atividade metabólica, e a digestão noturna atrasa essa transição fisiológica”, explica.

O cenário pode piorar quando a refeição noturna inclui alimentos de digestão mais lenta, como ultraprocessados, itens gordurosos, picantes, ácidos ou ricos em carboidratos simples.

Hábito antes de dormir pode prejudicar a memória, foco e concentração - destaque galeria
Comidas açucaradas prejudicam o descanso
A pizza está entre os piores lanches para se fazer antes de dormir
Bebidas alcoolicas também influenciam na qualidade do sono

Priorizar esses alimentos faz com que ocorra um aumento da atividade metabólica do corpo, dificultando o controle glicêmico e gerando um ‘pico’ de insulina e um aumento da temperatura. Isso acarreta um baixo desempenho cerebral, uma vez que afeta o sono REM, que atua diretamente na regulação emocional e na consolidação da memória”, complementa.

Foto colorida de pessoa triste no trabalho ao voltar de férias - Tristeza pós-férias: médico conta por que fim do descanso afeta humor - Metrópoles
Lentidão cognitiva, irritabilidade, alterações de humor e queda de energia são algumas das consequências de comer perto da hora de dormir

A privação ou fragmentação do sono, segundo ela, tem reflexos claros no dia seguinte. “Há lentidão cognitiva, irritabilidade, alterações de humor e queda de energia, com sensação de fadiga generalizada”, garante Raissa Bonfim.

Sobre o intervalo ideal entre a última refeição e o momento de se deitar, a especialista é objetiva. “A recomendação é se deitar de duas a três horas depois de se alimentar. Caso seja uma ceia mais leve, pode ser uma hora antes”, conclui.

A morte de Anthony Gabriel, de apenas cinco anos, depois de desaparecer e ser encontrado por familiares em um córrego no bairro Feitosa, em Maceió, ainda é cercada de lacunas que precisam ser esclarecidas pela equipe de investigação da Polícia Civil. A suspeita inicial, segundo a família, foi de morte por afogamento, porém um médico que atendeu a vítima na UPA do Jacintinho disse ter encontrado sinais de abuso sexual no corpo da criança.

O tio de Anthony, Jamerson Rodrigo, conversou com a reportagem da TV Pajuçara, e declarou que acompanhava o pequeno momentos antes do desaparecimento dele. Jamerson também contou que o menino foi encontrado no córrego, de aproximadamente dois metros de profundidade, depois da localização de uma "tampinha", usada frequentemente por ele para brincar. A criança tinha Transtorno do Espectro Autista (TEA) e era não verbal.

"Eu estava brincando com o Anthony, meu filho e outro sobrinho. Por volta das 17h sentimos a falta do Anthony. Todo mundo começou a correr atrás dele e ninguém imaginava que ele vinha para esse lado do esgoto, do córrego, que é muito fundo", iniciou.

"Por volta das 20h, eu vim pra cá e encontrei uma tampinha que ele brincava. Como ele não interagia muito, ele só gostava de brincar com essa tampinha, não largava por nada. Eu a encontrei dentro do esgoto. E senti que ele [Anthony] estava aqui. Mas os vizinhos disseram que viram ele correndo mais para cima e acabei não entrando", continuou.

Após um período, com a ajuda de um vizinho, Jamerson entrou na água e resgatou o sobrinho pelas pernas. "Depois um vizinho chegou e disse: "Se você entrar, eu entro contigo". Eu fui por um lado e ele foi pelo outro, e não encontramos nada. Mas quando a gente foi pelo meio juntos, ele disse que sentiu algo. Ai eu mergulhei e puxei o Anthony pelas pernas, já desfalecido. Tentei fazer massagem nele, ele chegou a vomitar. Estava desfalecido, mas como reagiu, estava com vida. Aí pedi ajuda da Força Tática e levamos ele pra UPA".

O tio de Anthony também explicou que a equipe médica da UPA do Jacintinho realizou manobras para reanimar a criança por quase uma hora, porém sem êxito. Os familiares disseram não suspeitar do crime de violência sexual pois o médico tratou o caso inicialmente como possível afogamento, conforme relato de Jamerson. No entanto, após análise do corpo, a equipe de profissionais constatou uma "dilatação anormal no ânus com a presença de fissuras", o que aponta para um trauma recente, com a suspeita do abuso sexual.

"No momento da informação do falecimento do Anthony, ele [médico] disse que não havia sinal de violência sexual, de estupro, de nada, e que a gente poderia ficar tranquilo em relação a isso. A morte teria sido causada por afogamento. Mas ele pediu para esperar pois ia fazer o laudo do óbito. Depois, ele nos chamou e disse que havia se precipitado de dar uma informação de que não tinha sinal de violência sexual. Há uma contradição. Duas horas depois, ele disse que havia sinal de estupro. A gente quer mais esclarecimentos sobre isso", reforçou o familiar.

Vizinha diz que viu criança brincando em rua

Uma vizinha da família, identificada como Maria, conversou com o TNH1 por ligação telefônica e destacou que os pais mantinham a criança sob bons-tratos e que Anthony acabou desaparecendo no momento de uma brincadeira na rua.

Ela também reforçou que não tem conhecimento sobre a violência sexual e não tem ideia de quem poderia fazer mal à criança.

"Ele brincava com outras crianças e aí caiu no córrego. Com a queda, ele afundou e não foi mais visto. Nós fomos procurá-lo em outro ponto, achando que ele tinha sido levado pelo córrego, mas ele sempre ficou ali na parte mais funda", disse.

Investigação

A Polícia Civil de Alagoas vai iniciar a investigação do caso por meio da Delegacia de Combate aos Crimes Contra Criança e Adolescente.

Até agora, não há informações precisas sobre as circunstâncias do desaparecimento da criança ou sobre possíveis suspeitos. O laudo da necropsia será fundamental para confirmar a causa da morte.

Uma mulher identificada como Vera Lúcia Lopes, de 42 anos, morreu em um grave acidente registrado em um trecho da BR-423, nas imediações do Povoado Caraíbas do Lino, zona rural de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, nessa quarta-feira (18).

Vera Lúcia morava em Inhapi e estava em Delmiro Gouveia para visitar a filha. No momento do acidente, ela seguia na garupa de uma motocicleta conduzida pelo companheiro.

Segundo relato do próprio condutor, a motocicleta teria colidido com um caçamba. Com o impacto, o casal foi arremessado e caiu na pista, quando a mulher teria sido atingida na cabeça por uma carreta que passava pela via. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

O condutor foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhado ao Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia. Até a última atualização desta matéria, não havia informações oficiais sobre o estado de saúde dele.

As circunstâncias do acidente devem ser investigadas pelas autoridades competentes.

Quando há um crescimento desordenado e incontrolável de células anormais em algum órgão, formando tumores malignos, o quadro é classificado como câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é a segunda que mais causa mortes no mundo, atrás apenas das condições cardiovasculares. Apesar de ser minoria, em alguns casos os tumores são transmitidos geneticamente de forma hereditária.

Quando o quadro tumoral é classificado como hereditário, não quer dizer que os pais passaram o câncer diretamente ao filho, mas sim que uma alteração genética capaz de aumentar o risco do desenvolvimento da doença foi herdado.

“Não significa que a pessoa obrigatoriamente terá câncer, mas ela apresenta um risco significativamente maior do que a população geral. Chamamos de alto risco quando ele é pelo menos cinco vezes superior ao risco basal da população”, explica a médica oncogeneticista Renata Sandoval, do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.

A situação se difere de outros cânceres que progridem através de mudanças no material genético (DNA) provocadas por erros naturais da divisão celular ou por exposição a fatores ambientais, como radiação ultravioleta ou substâncias carcinogênicas.

“Por exemplo, no câncer de pele, a radiação ultravioleta do sol pode provocar mutações acumuladas no DNA das células da pele até que elas passem a se multiplicar de forma desregulada. O câncer é uma doença genética, mas na maioria das vezes é adquirido”, exemplifica a oncogeneticista.

Estima-se que menos de 10% dos casos cancerígenos sejam tumores hereditários. Entre os que mais possuem associação com alterações genéticas estão alguns tipos de câncer de mama, especialmente em homens, e certas variedades de câncer de próstata e ovário.

A ligação também é muito presente em quadros de câncer adrenocortical na infância, que em 90% das vezes estão associados à ocorrência da síndrome de Li-Fraumeni, condição que pode causar mutação no gene supressor de tumor TP53.

“Mais recentemente, também temos observado alguns tipos de câncer de pulmão com associação genética. Na prática, qualquer câncer pode ser hereditário quando existe um defeito genético transmitido de pai para filho, aumentando o risco de desenvolvimento da doença”, aponta a oncologista Patrícia Schorn, coordenadora do Centro de Oncologia do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.

Thom Leach/Science Photo Library/Getty ImagesIlustração representando a terapia com linfócitos infiltrantes de tumor (TIL) para o tratamento do câncer. Durante a terapia com TIL, células T (azuis) que reconhecem células tumorais (vermelhas) são obtidas do paciente. Metrópoles
O código genético pode carregar mutações que aumentam as chances de desenvolver câncer

Quando o caso é passível de investigação

Alguns sinais são essenciais para apontar que há risco de câncer hereditário na família. Quanto mais rápido for identificada a presença da condição, maiores são as chances de sucesso no tratamento, caso a doença se desenvolva. Entre os principais padrões de suspeita, estão:

“Diante desses históricos, encaminha-se a família para avaliação com um geneticista. O especialista faz uma análise detalhada da história familiar, identifica qual gene pode estar envolvido e solicita um painel genético direcionado ou mais amplo, dependendo do caso”, diz Patrícia.

Descoberta de câncer genético influencia conduta médica

Assim que é identificada a hereditariedade, a conduta médica se altera. Indivíduos da família que possui a condição passam a investigar possíveis doenças tumorais bem mais cedo que a população em geral. A atitude é essencial para prevenção do avanço de possíveis cânceres.

“A recomendação geral é iniciar colonoscopia aos 45 anos, por exemplo, mas pessoas com síndromes genéticas podem precisar começar aos 10 ou 12 anos. No caso do câncer de ovário, o risco na população geral é de cerca de 1%, o que não justifica retirar os ovários de todas as mulheres. Porém, pessoas com mutação no gene BRCA1 podem ter risco de até 44%. Nesse caso, recomenda-se a retirada preventiva dos ovários entre 35 e 40 anos”, afirma Renata.

Para Patrícia, a detecção da condição hereditária eleva as chances de diagnóstico precoce e, consequentemente, as possibilidades de cura. “O conhecimento da mutação permite até a retirada preventiva de um órgão com alto risco de desenvolver câncer, o que pode salvar a vida do paciente”, conclui a oncologista.

O câncer colorretal, antes associado sobretudo a adultos mais velhos, avança cada vez mais entre homens e mulheres jovens. Nos Estados Unidos, já é a neoplasia que mais mata abaixo dos 50 anos.

As mortes do ator de Dawson’s Creek, James Van Der Beek, aos 48 anos nesta semana, e, em 2020, da estrela de Pantera Negra, Chadwick Boseman, aos 43, destacaram o risco para adultos relativamente jovens. A doença, também conhecida como câncer de intestino, vem sendo diagnosticada até mesmo em pessoas na casa dos 20 anos — algo que, até pouco tempo atrás, era excepcional.

“Agora estamos começando a ver cada vez mais pessoas de 20, 30 e 40 anos desenvolvendo câncer de cólon. No início da minha carreira, ninguém dessa idade tinha câncer colorretal”, diz John Marshall, do Centro Oncológico Lombardi da Universidade de Georgetown, oncologista há mais de três décadas.

A tendência também foi identificada em um estudo publicado na revista científica The Lancet Oncology em 2025. Ao analisar dados de 50 países, os pesquisadores constataram a incidência de câncer colorretal de início precoce em 27 deles. Em 20, o avanço ocorreu exclusivamente entre os mais jovens – ou cresceu mais rápido nesse grupo do que entre os adultos mais velhos.

A seguir, o que você precisa saber sobre o câncer colorretal e como se proteger.

Quão comum é o câncer colorretal?

Mais de 158 mil casos de câncer colorretal serão diagnosticados nos EUA este ano, segundo a Sociedade Americana do Câncer. Entre todas as idades, é a segunda principal causa de morte por câncer no país, atrás apenas do câncer de pulmão, e deve tirar mais de 55 mil vidas este ano.

No caso do Brasil, é o terceiro tipo mais comum de câncer, com 45.630 novos estimados por ano. A mortalidade relacionada ao tumor de cólon e reto aumentou quase 50% nas últimas duas décadas, mostra levantamento do Estadão. Uma das vítimas foi a cantora Preta Gil, em 2025, aos 50 anos.

Estudo da Fundação do Câncer identificou que mais de 60% dos casos no Brasil são diagnosticados tardiamente. A projeção é que mortes pela doença cresçam 36% até 2040.

Contudo, o avanço de exames preventivos tem contribuído para a detecção de tumores em estágios iniciais.

De acordo com os pesquisadores Christopher Lieu e Andrea Dwyer, em artigo publicado na revista The Conversation, quando o câncer é detectado precocemente, as taxas de sobrevivência em cinco anos podem ficar entre 80% e 90%. Nesses casos, os pólipos pré‑cancerígenos podem ser removidos.

Já quando é descoberto em fases avançadas, após se espalhar para outras partes do corpo, a sobrevivência pode cair para cerca de 10% a 15%, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

Câncer de intestino cresce entre jovens. Saiba os fatores de risco - destaque galeria
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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019

O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado
Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras
Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)
Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino

Quem está em maior risco?

A grande maioria dos casos e mortes por câncer de intestino ainda ocorre em pessoas com 50 anos ou mais. Mas, embora ainda seja relativamente raro entre menores de 50 anos, os diagnósticos nesse grupo vêm aumentando desde o início dos anos 2000.

No mês passado, pesquisadores da Sociedade Americana do Câncer relataram que a mortalidade por tumores colorretais entre americanos com menos de 50 anos aumentou 1,1% ao ano desde 2005, tornando‑se a neoplasia mais letal nessa faixa etária. Este ano, a entidade estima que 3.890 pessoas abaixo dos 50 anos morrerão em decorrência da doença.

Os fatores de risco em qualquer idade incluem obesidade, falta de atividade física, dieta rica em carne vermelha ou processada e pobre em frutas e verduras, tabagismo, consumo excessivo de álcool, doença inflamatória intestinal e histórico familiar de câncer colorretal.

Pesquisas recentes também relacionam o aumento de casos precoces ao maior consumo de ultraprocessados e ao sedentarismo, embora essas associações ainda não provem uma causa direta. Em qualquer cenário, a incidência do câncer de cólon e reto está associada a hábitos de vida.

Marshall recomenda o consumo de frutas, verduras e grãos integrais. “A carne [vermelha] não é ruim, mas devemos comer menos”, diz ele. Atividades físicas também são indicadas. Estudo recente mostrou que um programa de exercícios de três anos melhorou a sobrevivência de pacientes com câncer de cólon e reduziu a recorrência da doença.

Segundo Lieu e Dwyer, mesmo o consumo moderado de álcool pode aumentar o risco da doença.

Quais são os sintomas do câncer de intestino?

Os sintomas incluem sangue nas fezes ou sangramento retal, mudanças nos hábitos intestinais, como diarreia, constipação ou fezes afinadas por dias, perda de peso involuntária,e cólicas ou dor abdominal. Outro possível sinal é a anemia sem causa aparente, detectada em exames de sangue.

“Não ignore os sintomas. Procure avaliação”, enfatizou Marshall. As chances de sobrevivência são muito maiores quando o câncer é diagnosticado cedo, antes de se espalhar.

Quando fazer exames de rastreamento?

As diretrizes médicas recomendam que adultos com risco médio iniciem os exames preventivos aos 45 anos. Quem tem risco aumentado deve conversar com o médico sobre começar essa avaliação ainda mais cedo.

A frequência depende do tipo de detecção. Há várias opções, incluindo testes de fezes, que podem ser feitos anualmente, ou colonoscopias, a cada 10 anos, desde que não sejam encontrados problemas. Exames de sangue para adultos a partir de 45 anos também podem ajudar a detectar a doença.

Pessoas com alto risco – por histórico familiar, doenças hereditárias ou doença inflamatória intestinal – geralmente precisam de colonoscopias mais precoces e frequentes do que a população geral.

O que causa o aumento do câncer colorretal em adultos jovens?

A ciência ainda não definiu uma correlação para o aumento de casos em adultos jovens. Marshall, de Georgetown, destaca que muitos pacientes jovens não apresentam os fatores de risco tradicionais, por exemplo. Ele sugere que mudanças nas bactérias intestinais, o microbioma, poderiam desempenhar um papel.

Outros pesquisadores também investigam o possível impacto do desequilíbrio da microbiota intestinal, conhecido como disbiose, que pode gerar inflamação e efeitos negativos à saúde, incluindo maior risco de câncer.

Além disso, o local onde o tumor aparece ao longo do cólon, que tem formato semelhante a um ponto de interrogação, começando de um lado do abdômen, curvando‑se para o outro e terminando no reto, influencia sua agressividade e o tratamento.

Marshall afirma que há uma diferença marcante entre os locais onde tumores tendem a surgir em pessoas mais jovens e mais velhas. Estudos mostram que adultos jovens tendem a desenvolver tumores no lado esquerdo do cólon e no reto, que levam a sintomas mais evidentes, como sangramento e alteração de hábitos intestinais.

Copos de plástico para transportar cafés e bebidas quentes para viagem não são necessariamente uma novidade, mas apesar muito comuns, eles podem ser os responsáveis pela ingestão de milhares de partículas de microplástico diariamente, pelo menos é o que afirma um estudo publicado na Journal of Hazardous Materials: Plastics.

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram uma base de dados científicos entre os anos de 2000 e 2023, na qual observaram os efeitos da temperatura da água na liberação de microplásticos em diferentes materiais de copos descartáveis. Além disso, para entender o problema fora do laboratório, foram coletados cerca de 400 copos descartáveis de café em Brisbane, na Áustria. Simulando bebidas quente e geladas, os copos foram submetidos a temperaturas que variaram entre 0º a 60 º.

Andrew Neel/PexelsCafé gelado
Copos de plástico para o transporte e consumo de bebidas quentes como o café podem aumentar a ingestão de microplásticos

Líquidos quentes em copos de plástico podem liberar milhões de microplásticos

A conclusão dos pesquisadores é que a liberação de microplásticos acontece especialmente quando a bebida, ainda quente, é colocada em recipientes feitos a partir de polietileno, polipropileno, poliestireno — materiais que possuem pouca resistência ao calor. Quanto mais quente estiver a bebida, mais rápida é a degradação do recipiente e a ingestão do microplático.

A depender do material, em um litro da bebida podem ser encontradas até 8 milhões de resíduos, e mais: não importa muito quanto tempo a bebida fica em contato com o plástico, mas sim em qual temperatura o líquido estava no momento em que tocou o copo pela primeira vez.

A boa notícia é que recipientes em que o plástico reveste apenas o interior costumam liberar menos microplásticos que aqueles que são feitos inteiramente do material. Para minimizas riscos, a sugestão dos pesquisadores é adotar copos reutilizáveis com vidro, cerâmica ou porcelana. Outra medida, pode ser pedir que a bebida não seja colocada tão quente no recipiente.

Getty ImagesFoto Macro de um monte de microplásticos - danos aos corpo humano

Em 2019, um grupo de arqueólogos descobriu em Córdoba, na Espanha, um pequeno fragmento ósseo de um animal não nativo. Uma análise posterior revelou que o osso tinha 2,2 mil anos e era de um elefante.

A descoberta dessa peça do tamanho de uma bola de beisebol, junto com outros materiais bélicos, indicaria que esse paquiderme poderia ser um dos elefantes de guerra usados pelo general cartaginês Aníbal Barca durante a Segunda Guerra Púnica (218-202 a.C.), o maior conflito entre Roma e Cartago (hoje Tunísia).

Se confirmado, esta seria a primeira evidência direta do uso bélico desses animais na Espanha e na Europa Ocidental, conforme detalha um estudo publicado recentemente no Journal of Archaeological Science: Reports.

Uma campanha lendária até os Alpes

Aníbal liderou uma das expedições militares mais ousadas da história antiga: partiu da Península Ibérica, cruzou a cordilheira dos Pirineus e o sul da Gália (região hoje situada na França, Bélgica e Suíça) e atravessou os Alpes com 37 elefantes para atacar a República Romana.

A travessia do estrategista militar foi narrada como um feito épico. A ideia dos cartagineses era usar esses animais enormes como arma psicológica e intimidar os inimigos. Transportá-los para a Europa teria exigido uma logística complexa.

“Durante séculos, a imagem de Aníbal guiando seus elefantes através dos Alpes tornou-se um ícone, um tema recorrente adotado por músicos, escritores e dramaturgos, e com o tempo também pela indústria cinematográfica”, escrevem os autores.

Possível marco histórico

O fragmento apareceu no sítio arqueológico Colinas de los Quemados, perto de Córdoba. Segundo os autores, além de algumas pegadas e vestígios isolados, quase não havia evidências físicas da passagem dos elefantes de Aníbal pela Europa Ocidental.

Por isso, a descoberta do carpo — uma parte do “tornozelo” — da pata dianteira direita do elefante “pode ser um marco histórico”, nas palavras de Rafael Martínez Sánchez, arqueólogo da Universidade de Córdoba e autor principal do estudo. Isso porque, segundo ele explicou à Live Science, até então não havia nenhum “testemunho arqueológico direto do uso desses animais” na Península Ibérica.

Em artigo publicado em 2023 no El País, Martínez Sánchez afirmou que “esse osso discreto pode ser interpretado como prova da presença desses animais nos arredores da atual Córdoba entre os séculos 4 e 2 a.C.”.

Martínez Sánchez et al., J. of Arch Sci: Rep. , 2026Ossos de elefante - Metrópoles

Elefante asiático ou cartaginês?

Depois de descobrirem que se tratava de um paquiderme, os autores agora tentam determinar se era um elefante asiático (Elephas maximus indicus) — usado por Cartago na Primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.) — ou um cartaginês (Loxodonta africana pharaonensis), uma subespécie africana já extinta.

No mesmo sítio arqueológico também foram encontrados 12 projéteis esféricos, possivelmente munição de catapultas cartaginesas, o que reforça a hipótese de que o elefante morreu num campo de batalha numa aldeia fortificada perto de Córdoba.

Para os autores, esses antecedentes reforçam a ideia da “passagem dos gigantescos ‘tanques da antiguidade’ pela Península Ibérica”.

Uma guerra decisiva no Mediterrâneo

A Segunda Guerra Púnica opôs a República Romana e Cartago pelo controle do Mediterrâneo. Embora muitos dos elefantes não tenham sobrevivido à travessia alpina, o exército de Aníbal obteve vitórias importantes, como a Batalha de Canas (216 a.C.), onde derrotou os romanos, mesmo com contingente menor.

Em 203 a.C., Aníbal retornou a Cartago para defendê-la do cerco romano. Finalmente, a cidade foi derrotada. Aníbal fugiu e se suicidou para evitar ser capturado.

Após a Terceira Guerra Púnica (149-146 a.C.), Cartago, uma cidade que havia sido fundada por colonos fenícios, ficou destruída e desapareceu como potência.

Muitos dias de festa, pouca água, pouco sono e comida fora de hora. Assim, é comum o corpo “pedir arrego”. Muita gente sai da folia com gripe, herpes, crise de sinusite ou pura exaustão.

Isso não é acaso: o organismo passa por um período de estresse intenso, físico e emocional, que mexe diretamente com o sistema de defesa. Entender esse processo é o primeiro passo para recuperar a imunidade após o Carnaval sem pânico, mas com cuidado.

O “modo sobrevivência”: como o corpo te mantém em pé na folia

Durante o Carnaval, o corpo entra quase em um “modo turbo” de sobrevivência. Dois hormônios comandam essa fase: adrenalina e cortisol.

No curto prazo, isso é útil: você aguenta calor, multidão, pouco sono e longas horas em pé ou dançando.

Mas existe um preço:

Ou seja: durante a folia, o corpo segura as pontas. Quando a festa acaba, vem o crash.

O “crash” pós-Carnaval: o que acontece nas 48–72 horas seguintes

Nas 24 a 72 horas depois do Carnaval, o corpo entra em fase de recuperação. É aqui que muita gente sente o baque.

O que tende a acontecer nesse período:

O sistema imunológico, que já vinha sobrecarregado, encontra:

Resultado: menos células de defesa funcionando bem, mais facilidade para ficar doente. É por isso que falar em recuperação imunológica rápida faz tanto sentido após a folia.

Os 3 pilares da queda imunológica pós-Carnaval

1. Sono bagunçado

Dormir pouco ou muito mal reduz a produção de células T, fundamentais na defesa contra infecções. Além disso, o corpo perde tempo precioso de reparo celular.

No Carnaval é comum:

Isso abre caminho para cansaço extremo e baixa imunidade.

2. Desidratação, álcool e mucosas desprotegidas

Álcool em excesso, calor e pouca água são o combo clássico da folia.

Consequências para a imunidade:

Quando essa barreira natural fica fragilizada, vírus e bactérias encontram caminho mais fácil.

3. Esforço físico + alimentação desorganizada

Dançar, caminhar muito, ficar em pé por horas…
Tudo isso é gasto físico considerável, muitas vezes sem preparo prévio.

Somado a:

o corpo recebe muita carga e pouco nutriente de verdade.

Os músculos inflamam, o corpo acumula toxinas e faltam vitaminas e minerais que ajudam a reforçar o sistema imunológico.

Como fortalecer a imunidade depois da folia?

A boa notícia: com pequenos ajustes, você pode recuperar a imunidade após o Carnaval de forma mais rápida e segura.

Quais alimentos ajudam na recuperação imunológica?

Prefira alimentos naturais, frescos e variados. Algumas boas escolhas:

Evite, pelo menos por alguns dias:

Eles aumentam inflamação e atrasam a recuperação rápida da imunidade.

Hidratação estratégica

A palavra de ordem é reidratar.

Dicas práticas de cuidados pós-Carnaval:

Tudo isso favorece a defesa do trato respiratório.

Sono e descanso: prioridade absoluta

Quer recuperar imunidade após Carnaval? Durma.

Não é “preguiça”, é estratégia de saúde.
O corpo precisa dessas noites bem dormidas para recalibrar hormônios e refazer a linha de frente das defesas.

Movimento leve para ajudar o corpo

Mesmo cansado, ficar totalmente parado não é a melhor opção.

Aposte em:

Isso melhora circulação, reduz dores musculares e ajuda a baixar o nível de estresse, favorecendo a recuperação rápida da imunidade.

Mitos e verdades sobre reforçar a imunidade depois da folia

“Tomar vitamina C agora vai impedir qualquer doença”

Mito (em parte).
Vitamina C é importante, mas seu efeito não é imediato a ponto de “blindar” o corpo de um dia para o outro.
Ela funciona melhor como prevenção contínua, dentro de um padrão alimentar equilibrado.

“Suplementos garantem imunidade forte”

Mito.
Suplementos podem ajudar em casos específicos, com avaliação profissional.
Mas não substituem:

Sem esses pilares, nenhuma cápsula faz milagre em termos de recuperação imunológica rápida.

Quando devo procurar um médico após o Carnaval?

Alguns sinais exigem atenção médica. Não vale insistir só em “remedinho caseiro” nesses casos.

Procure ajuda se você tiver:

Nessas situações, a orientação é sempre buscar um profissional de saúde ou serviço de urgência para avaliação.

Cuidar da imunidade não é só coisa de pós-Carnaval

As dicas para recuperar a imunidade depois da folia valem para o ano todo.
A diferença é que, após o Carnaval, o corpo está mais vulnerável e precisa de atenção redobrada.

Alimentação de verdade, hidratação, sono, movimento e manejo do estresse formam o pacote básico para reforçar o sistema imunológico.
Suplementos como vitamina C, zinco ou probióticos podem ser aliados, desde que usados com orientação profissional.

Se você sente que vive repetindo o ciclo “festas → queda de imunidade → adoecimento”,
vale conversar com seu médico e, se possível, fazer um acompanhamento mais próximo.

Seu corpo segurou a onda durante a folia.
Agora é a sua vez de retribuir, com cuidados pós-Carnaval que vão muito além de curar a ressaca:
vão ajudar você a envelhecer melhor, com mais energia, saúde e qualidade de vida.

Se na vida corporativa parte da força de trabalho migrou para o modelo remoto, no Primeiro Comando da Capital (PCC) o cenário é outro. O mais recente organograma produzido pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo (Dipol) revela que 37 dos 89 integrantes efetivos da cúpula da facção estão atuando “presencialmente” nas ruas.

Isso significa que 42% das principais lideranças do PCC mapeadas pela polícia estão em liberdade, foragidos ou sem mandado de prisão vigente, coordenando ações da maior organização criminosa do país, sem o que seria um “home-office” prisional — como ocorre com 52 chefões encarcerados que, de alguma forma, ainda comandam o tráfico de drogas, principal fonte de receita da facção paulista.

O organograma completo reúne 100 nomes. Desses, cinco são de membros “decretados”, ou seja, expulsos da facção e jurados de morte após o racha na cúpula. Outros seis são apontados como colaboradores ou associados, que atuam em favor do grupo, seja no tráfico de drogas, seja na lavagem de dinheiro, mas não passaram pelo chamado “batismo” formal.

Desta forma, 89 nomes integram oficialmente os quadros da facção, segundo a inteligência da Polícia Civil, sendo 52 presos e 37 soltos. O levantamento policial revela que, embora parte expressiva da liderança esteja no sistema prisional, a organização mantém quase metade de seus principais nomes fora das grades.

Marcola ainda é principal liderança

O novo levantamento policial apontou que a facção continua estruturada com um núcleo de liderança formal, cujo principal nome ainda é o de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, tido como líder máximo da facção paulista e atualmente cumprindo pena em regime de segurança máxima no Sistema Penitenciário Federal.

Abaixo de Marcola na “sintonia final”, surgem outros 14 nomes. Alguns estão presos em penitenciárias federais, como Cláudio Barbará da Silva, o Barbará; Almir Rodrigues da Silva, o Nenê do Simeone; Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal; e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola.

Na alta cúpula, o único integrante fora da prisão é Adeilton Gonçalves da Silva, o Maranhão. Apesar da posição estratégica no topo da hierarquia do PCC, Maranhão é um criminoso com poucos rastros judiciais públicos. A reportagem localizou apenas três processos no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), todos já encerrados, relacionados a porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

Reorganização na Era Marcola

Como o Metrópoles já mostrou, o modelo das sintonias foi consolidado após Marcola assumir a liderança da facção, no início dos anos 2000. Ao chegar ao comando, ele promoveu uma reorganização interna que reduziu a dependência de um líder único e criou divisões funcionais permanentes.

A estratégia permitiu que o PCC continuasse operando mesmo com chefes transferidos para presídios federais de segurança máxima. A estrutura segmentada dificultou o desmonte completo da organização e facilitou sua expansão para outros estados e para o exterior.

Associado é homem de confiança da cúpula

Entre os associados, está Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, apontado como principal aliado e operador de confiança de Marcola. Mesmo sem ser formalmente batizado no PCC, Fuminho é tratado pelas investigações como peça-chave no tráfico internacional de drogas e no apoio logístico ao comando da organização. Ele está preso.

Outro nome listado como associado é o do empresário Mohamad Hussein Mourad, o João Primo, que permanece em liberdade. Segundo investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Primo teria atuado na lavagem de dinheiro da organização criminosa por meio do comércio de combustíveis, movimentando mais de R$ 8 bilhões em operações financeiras ligadas ao grupo.

Jurados de morte após o racha

Cinco nomes aparecem na coluna dos chamados “decretados”– integrantes que romperam com o comando central e passaram a ser considerados alvos internos da facção:

Valdeci Alves dos Santos, o Colorido – Ex-número 2 nas ruas do PCC, atuava como operador financeiro e articulador externo. Após o racha, tornou-se alvo do próprio grupo.

Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka – Integrante histórico da cúpula e responsável por transmitir ordens estratégicas. Com a divisão interna, perdeu espaço e passou à condição de jurado.

Daniel Vinícius Canônico, o Cego – Nome antigo da liderança, aderiu à dissidência contra Marcola e passou a integrar a lista de ameaçados.

Roberto Soriano, o Tiriça – Considerado um dos principais rivais internos de Marcola. Após divergências no comando, foi excluído do núcleo central.

Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho – Ex-chefe com influência no Sistema Prisional Federal, entrou em rota de colisão com a liderança atual durante o racha.

O governo de Israel determinou nesta quarta-feira (18) o alerta máximo de seus serviços de segurança interna e emergência para a eventualidade de uma guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Não houve mobilização militar para participar do conflito, mas isso parece inevitável caso Donald Trump decida atacar.

O alerta, segundo múltiplos relatos na imprensa do país, inclui o Comando da Frente Interna e os serviços de ambulância e resgate a ele associados. Não houve um anúncio formal do governo de Binyamin Netanyahu, mas uma reunião de gabinete que estava marcada para o domingo (22) foi adiada.

Segundo a Folha ouviu por mensagem de um cirurgião que trabalha no Centro Médico da Galiléia, perto da fronteira com o Líbano, o hospital subterrâneo da localidade já está de prontidão. A poucos quilômetros do vizinho, a região é alvo constante do Hezbollah quando há embates entre o grupo apoiado pelo Irã e Israel.O grupo fundamentalista está enfraquecido após ter sido duramente castigado por Tel Aviv durante o conflito subsequente ao atentado dos terroristas do Hamas contra Israel em 2023, que levou à obliteração da Faixa de Gaza. Mas ainda retém capacidades.

Mais preocupante para os israelense é a repetição da campanha de ataques com mísseis balísticos pelo Irã em caso de ser atacado. O Estado judeu, maior aliado dos americanos no Oriente Médio e uma potência nuclear com 90 ogivas, é alvo óbvio de retaliações.

Quando Netanyahu atacou alvos do programa nuclear e forças militares do Irã, em junho passado, a teocracia lançou algo entre 500 e 600 mísseis contra Israel. Quase 90% deles foram abatidos, mas os que passaram mataram cerca de 30 pessoas e feriram outras 3.000.

Na mão contrária, a ação israelense matou cerca de 600 iranianos. Moradores de Tel Aviv e região relatam que já estão checando suas provisões e quartos blindados para o caso de a guerra estourar.

No ano passado, de todo modo, o Irã foi dominado militarmente nos ares por Israel. Não há indicação de que agora será diferente, mas parece correto assumir que a teocracia tenha mudado táticas e preparativos, ao menos para fins retaliatórios.

Há uma certeza universal de que Netanyahu irá entrar no conflito se Trump o fizer. O apoio militar é significativo: cerca de 300 caças estão à mão para incursões, aproximadamente o mesmo volume deste tipo de aeronave que os EUA terão mobilizadas quando seu segundo grupo de porta-aviões chegar à região.

Mas a defesa aérea do Estado judeu é motivo de preocupação dos moradores. Segundo reportagens recentes, elas foram usadas de forma intensiva contra os ataques de junho passado, e não houve tempo para repor os mísseis de interceptação do sistema com três camadas de proteção usado por Israel.

O goveno não comenta isso, mas sabe que além do Irã, é bastante provável que rebeldes houthis em trégua com o Ocidente no Iêmen desde o cessar fogo de 2025 poderão lançar vários modelos não só contra embarcações no mar Vermelho, mas também contra Israel. Os houthis são aliados de Teerã.

O Hezbollah, por sua vez, parece estar bastante debilitado depois da campanha que dizimou sua liderança e degradou suas capacidades, que eram formidáveis em termos regionais. Mas o risco para ao menos as populações da faixa fronteiriça não é desprezível.

A filha de Léo Santana e Lore Improta, Liz, de 4 anos, roubou a cena durante o Carnaval de Salvador. A pequena acompanhou o pai durante o percurso nesta sexta-feira (13/2) e chamou atenção pelo carisma ao dançar e interagir com o público.

 

Em vídeo publicado nas redes sociais, Leo Santana mostrou Liz acompanhando a coreografia das músicas tocadas no trio.

Com um vestido inspirado no arco-íris e tiara de unicórnio, ela chegou ao local nos braços de Léo e, minutos depois, já estava no palco, empolgada com a apresentação.

Filha de Léo Santana rouba a cena e dança com o pai no Carnaval - destaque galeria
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Léo Santana e Lore Improta serão pais novamente

Léo Santana
Léo Santana e Lore Improta

Segundo o cantor, a participação foi um pedido da própria Liz, que quis subir durante a música Canudinho. A pequena então dançou ao lado do pai e das bailarinas, arrancando aplausos dos foliões.

Léo Santana iniciou a agenda de shows na capital baiana na quinta-feira (12/2) e mantém a tradição de desfilar nos principais circuitos da cidade.

Além da apresentação na Barra-Ondina, ele também desfila no Circuito Osmar, no Centro, na sexta e no sábado (14/2).

Durante o período de carnaval é fundamental redobrar a hidratação e a proteção da pele contra a exposição excessiva ao sol, para prevenir problemas como desidratação, insolação e queimaduras solares. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta a população para a adoção de cuidados simples, porém essenciais, para preservar a saúde nos dias mais quentes.

Um cuidado fundamental é a proteção solar. A recomendação é evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, período em que a radiação ultravioleta é mais intensa. O uso de protetor solar, com reaplicação a cada duas horas, chapéus, bonés, óculos escuros e roupas leves ajuda a reduzir os riscos de queimaduras, envelhecimento precoce da pele e até mesmo o câncer de pele.

“Com medidas simples e preventivas, é possível aproveitar o período de calor com mais segurança. O cuidado com a hidratação e a proteção solar deve fazer parte da rotina diária de toda a população, contribuindo para a promoção da saúde e do bem-estar coletivo”, enfatizou Letícia Paim, médica dermatologista do Pam Salgadinho. 

Para enfrentar as ondas de calor, é fundamental seguir as seguintes recomendações:

- Hidratação: mantenha-se bem hidratado, bebendo água regularmente;

- Proteção Solar: use protetor solar, chapéus e roupas adequadas;

- Evite exposição ao sol: reduza a exposição prolongada ao sol, especialmente durante os horários mais quentes do dia;

- Atenção aos sintomas: esteja atento a sintomas como náusea, cãibras, fraqueza e dor de cabeça. Procure ajuda médica se necessário;

- Cuidado com grupos vulneráveis: proteja crianças, idosos, gestantes e outras populações vulneráveis;

- Em eventos de massa: durante eventos com aglomerações, garanta acesso à água e áreas de sombra. 

Um homem identificado como Paulo Sergio Marques Filho, conhecido como Paulo Vaqueiro, de 36 anos, morreu após entrar em confronto com equipes da Polícia Militar na madrugada nessa sexta-feira (13), na zona rural do povoado Tapera, em Anadia.

De acordo com as informações policiais, equipes da ROTAM receberam denúncia e dados do setor de inteligência do 12º BPM sobre a localização do suspeito, apontado como integrante de facção criminosa com atuação interestadual. Segundo os relatos, ele estaria escondido em uma área rural e no local haveria armas de fogo e drogas.

Foi montada uma operação conjunta entre a ROTAM e o 12º BPM. Após diligências, as guarnições localizaram o homem na residência indicada. Durante a aproximação, o suspeito percebeu a presença policial, sacou uma arma de fogo e efetuou disparos contra a equipe.

Diante da agressão, houve revide. Mesmo após ordem de parada, o homem continuou atirando e acabou sendo atingido. Ele foi socorrido com vida para o hospital da cidade de Anadia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

No local da ocorrência, os policiais apreenderam um revólver utilizado pelo suspeito, uma quantidade de droga e um aparelho celular que estava em sua posse. Todo o material foi encaminhado para a DRACCO para os procedimentos cabíveis.

Segundo a polícia, Paulo Vaqueiro possuía antecedentes criminais por violência doméstica nos anos de 2017 e 2022, além de tráfico de drogas em 2024.

A ciência continua identificando animais raros em diferentes partes do mundo. Muitos deles vivem em áreas específicas, como florestas isoladas, rios pouco explorados e regiões bem profundas do oceano. Por ocuparem ambientes restritos, esses animais costumam ter populações pequenas e hábitos próprios do lugar onde vivem.

Nesse contexto, se o ambiente sofre alterações, a sobrevivência das espécies fica comprometidajá que muitas não conseguem se adaptar com facilidade a novas condições. Por isso é tão importante conhecer os bichinhos e onde eles vivem.

Confira os 10 animais mais raros do mundo:

1 — O peixe-mão-rosa

Reprodução/Karen Gowlett-HolmesFoto colorida do peixe-mão-rosa (Brachiopsilus dianthus) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O peixe-mão-rosa (Brachiopsilus dianthus) vive em águas rasas do sudeste da Austrália e chama atenção por usar as nadadeiras para “caminhar” pelo fundo do mar, em vez de nadar como a maioria dos peixes.

Esse tipo de locomoção facilita a busca por organismos pequenos entre as rochas e os sedimentos, além de permitir que o animal se mantenha próximo ao solo marinho, onde encontra abrigo.

Além disso, a dependência de um ambiente específico torna o peixe-mão-rosa mais sensível a mudanças locais, como alterações na qualidade da água e no fundo marinho, fatores que podem reduzir ainda mais seus locais de ocorrência.

2 — O sapo dos Simpsons

Reprodução/Robin Moore iLCPFoto colorida do sapo dos Simpsons (Rhinella) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

Encontrado em áreas de floresta na Colômbia, o sapo dos Simpsons (Rhinella) chama atenção por já nascer em forma de sapo, sem passar pela fase de girino.

Essa característica reduz a dependência de água parada para o desenvolvimento, mas limita os locais adequados para reprodução, o que acaba restringindo a distribuição da espécie e contribuindo mais ainda para que ela seja rara.

Além disso, o sapo ganhou esse nome característico porque o seu nariz longo e pontudo lembra muito o do Sr. Burns da série “Os Simpsons”, de acordo com o líder da expedição Robert Moore, especialista em conservação de anfíbios da Conservation International.

3 — Lagarto Leiolepis ngovantrii

Reprodução/Lee GrismerFoto colorida do lagarto Leiolepis ngovantrii - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O lagarto Leiolepis ngovantrii, que vive em áreas específicas do Sudeste Asiático, ficou conhecido por se reproduzir sem a presença de machos, por meio de um processo em que as fêmeas geram descendentes geneticamente muito semelhantes entre si.

Essa forma de reprodução favorece a manutenção da espécie em ambientes estáveis, já que um único indivíduo pode dar origem a novos filhotes sem depender do encontro com parceiros.

Porém, por outro lado, a baixa diversidade genética torna a população menos preparada para lidar com mudanças no ambiente, como variações de temperatura, surgimento de doenças ou alterações no habitat.

4 – Axolote

Paul Starosta/Getty ImagesImagem colorida do axolote - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O axolote (Ambystoma mexicanum) vive só em lagos e canais específicos da região de Xochimilco, no México, e passa a vida toda na água. Diferente da maioria das salamandras, ele mantém características típicas da fase larval, como as brânquias externas, mesmo quando atinge a fase adulta.

O médico veterinário Edilberto Martinez, do Centro Integrado de Comportamento Animal, em Brasília, explica que essa particularidade faz com que o animal dependa de ambientes aquáticos estáveis para respirar, se alimentar e se reproduzir.

“Espécies com modos de vida ou reprodução atípicas, como o axolote mexicano (salamandra), que mantém características larvais na vida adulta, ficam mais sensíveis a alterações ambientais e por isso são dependentes de ambientes de água doce muito específicos”, ressalta Martinez.

5 — Panaque

Reprodução/Michael Goulding CopeiaFoto colorida de panaque, peixe raro - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O Panaque vive em rios da Amazônia e tem um hábito alimentar incomum entre peixes: ele raspa e ingere a matéria orgânica que fica na madeira submersa, como algas e microrganismos que crescem em troncos caídos na água.

Esse comportamento o mantém ligado diretamente às áreas de floresta próximas aos rios, já que a presença de galhos e árvores no leito fluvial fornece parte importante do alimento disponível.

6 — Macaco sem nariz

Reprodução/Ngwe LwinFoto colorida do macaco sem nariz (Rhinopithecus strykeri) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O macaco sem nariz (Rhinopithecus strykeri), vive em áreas de floresta montanhosa no Sudeste Asiático, onde encontra alimento e abrigo em regiões de com acesso bem difícil.

A espécie depende de áreas contínuas de mata para se deslocar, formar grupos e se reproduzir, já que passa grande parte do tempo entre as copas das árvores.

7 — lesma ninja de Bornéu

Reprodução/Peter KoomenFoto colorida de lesma ninja de Bornéu - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

Encontrada em áreas montanhosas da Malásia, a lesma ninja de Bornéu chama atenção pela cauda longa, desproporcional ao tamanho do corpo. A espécie vive em ambientes úmidos e bem preservados, com cobertura vegetal que mantém o solo protegido do ressecamento.

8 — Morcego-nariz-de-tubo

Reprodução/Piotr NaskreckiFoto colorida de morcego-nariz-de-tubo (nyctimene albiventer) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O morcego-nariz-de-tubo (Nyctimene albiventer) é um morcego que se alimenta principalmente de frutos e tem papel importante na dispersão de sementes em florestas tropicais. Ao se deslocar entre áreas de alimentação e descanso, o animal contribui para a regeneração da vegetação, ajudando a manter a diversidade de plantas.

9 — Peixe-elefante

Reprodução/Norbert Wu Minden PicturesFoto colorida de peixe-elefante (Rhinochimaera atlantica) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

O peixe-elefante (Rhinochimaera atlantica) vive no Oceano Atlântico, em regiões com pouca luz e temperaturas mais baixas. Nesses ambientes, os organismos têm adaptações específicas para sobreviver à alta pressão e à escassez de alimento, o que torna a espécie pouco comparável às que vivem em águas rasas.

A dificuldade de acesso ao habitat limita os estudos científicos e o acompanhamento das populações ao longo do tempo. Como as pesquisas dependem de equipamentos especiais, ainda existem poucas informações sobre a distribuição da espécie e sobre como mudanças no mar podem afetar a sua sobrevivência.

10 — Sanguessuga T. rex

Reprodução/Laurence MadinFoto colorida da sanguessuga T. rex (Tyrannobdella rex) - Quase extintos: conheça os 10 animais mais raros do mundo - Metrópoles

A sanguessuga T. rex (Tyrannobdella rex) foi registrada em áreas remotas da Amazônia, vivendo em ambientes com difícil acesso, como cursos d’água que ficam afastados de centros urbanos. O animal ganhou esse nome devido aos seus dentes compridos, que se comparam ao do dinossauro Tyrannosaurus rex.

Nos últimos dias, houve um aumento de buscas pelo termo “vacina russa contra o câncer”, o que gerou também muitas dúvidas. Afinal, teremos novos imunizantes para combater tumores malignos?

Embora seja uma notícia animadora, na visão de especialistas, é preciso ter cautela! Na última segunda-feira (9), a agência de notícias estatal russa RIA Novosti anunciou que os médicos já selecionaram os primeiros pacientes que receberão a vacina contra o câncer colorretal chamada de Oncopept.

A informação foi divulgada por Veronika Skvortsova, chefe da Agência Federal de Medicina e Biologia (FMBA) da Rússia.

“Foram apresentadas solicitações de cerca de 400 pacientes, não apenas na Rússia, mas também em países vizinhos e distantes, incluindo EUA, Holanda, Israel e outros. Os primeiros pacientes foram selecionados por meio de juntas médicas, o material tumoral foi coletado e a criação das vacinas começou”, disse a chefe da Agência em coletiva de imprensa.

O que é a Oncopept?

Esse tipo de vacina é terapêutica — imunoterapia focada em tratar doenças já existentes. A tecnologia se baseia em uma análise minuciosa do material genético do tumor. Desse modo, os especialistas identificam mutações específicas e, com base nessa avaliação, sintetizam um conjunto personalizado de peptídeos (fragmentos curtos de proteínas).

Ao serem administradas nos pacientes, essas proteínas ensinam o sistema imunológico a reconhecer e destruir com precisão as células tumorais.

No final de novembro, o Ministério da Saúde russo aprovou o uso clínico da vacina terapêutica Oncopept personalizada contra o câncer para o tratamento do câncer colorretal. A expectativa é que a vacina comece a ser aplicada ainda no primeiro trimestre deste ano.

O que é a Enteromix?

Em paralelo, a FMBA também vem desenvolvendo outra vacina chamada Enteromix - com alvo no câncer colorretal também. Desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa Médica em Radiologia e pelo Instituto Engelhardt de Biologia Molecular, a vacina utiliza a tecnologia de mRNA — a mesma que impulsionou vacinas contra a Covid-19, como as da Pfizer e da Moderna.

Em entrevista ao India Today, Yulia Mikhailova, oncologista molecular afiliada à equipe de pesquisa, explica que essa vacina não é um produto genérico. “A Enteromix utiliza RNA extraído das próprias células tumorais do paciente para ensinar o sistema imunológico a atacar o câncer”, afirmou.

A vacina passou pelos ensaios iniciais de fase I, ou seja, primeira administração de um medicamento em seres humanos. Segundo os pesquisadores russos, o imunizante apresentou os seguintes resultados:

  • 100% de ativação da resposta imune.
  • Não foram relatados efeitos colaterais graves.
  • Observou-se regressão tumoral ou interrupção da progressão em cerca de 60 a 80% dos casos.
  • A vacina apresentou resultados promissores em grupos de teste com glioblastoma e melanoma.

É preciso ter cautela

Apesar da empolgação do governo russo com as vacinas desenvolvidas contra o câncer colorretal, os especialistas pedem cautela.

Em entrevista à Newsweek em setembro, David James Pinato, cientista clínico e oncologista consultor do Imperial College London, demonstrou preocupação com a qualidade dos dados.

“Eu não consigo entender completamente em que estágio de desenvolvimento essa vacina russa [Enteromix] contra o câncer se encontra”, disse ele. O especialista ainda explicou que os testes pré-clínicos normalmente envolvem testes em animais, portanto, seriam necessários mais testes em humanos para confirmar quaisquer resultados de eficácia.

“O fato de uma vacina ter apresentado 100% de eficácia em animais [se for esse o caso] não significa absolutamente nada. Isso porque, muitas vezes, o sistema imunológico de modelos animais de roedores ou outras espécies usados ​​para testar essas vacinas clinicamente não reproduz a complexidade do genoma do câncer ou do sistema imunológico humano”, destacou.

“Se estes forem realmente resultados pré-clínicos, é incrível, é interessante. É mais um daqueles resultados potenciais que podem levar a um medicamento no futuro, mas de forma alguma é algo que possa ser recomendado para uso clínico [ainda]”, disse ele.

Alguns veículos de notícias relataram que a vacina passou pelos testes clínicos de fase 1. No entanto, o pesquisador do Imperial College London argumenta que isso ainda não é suficiente. “Esses são estudos conduzidos em humanos pela primeira vez e servem para demonstrar se um medicamento é seguro, não se é eficaz.”

“Se os estudos em animais forem concluídos, a primeira autorização possível seria para utilizar esta vacina no contexto de um ensaio clínico em ambiente de pesquisa, certamente não para uso clínico.”

O especialista ainda mencionou que não conseguiu encontrar muitas informações sobre há quanto tempo o tratamento está sendo testado. “Também não consegui encontrar em que locais os resultados foram apresentados, se houve algum tipo de revisão por pares dos resultados, se estamos convencidos de que esse tipo de tecnologia será realmente implementado em humanos.”

Assim como os especialistas internacionais, Maria Isabel de Moraes-Pinto, infectologista do Alta Diagnósticos e coordenadora em vacinas na Dasa, reforça que as etapas de pesquisa das vacinas existem para garantir dois pilares fundamentais: segurança e eficácia.

“Antes de qualquer produto chegar à população, ele precisa passar por estudos pré-clínicos e por ensaios clínicos em humanos (fases 1, 2 e 3), que avaliam desde a dose adequada e os eventos pós-vacinação mais comuns até a real capacidade de proteger ou tratar a doença,” a especialista explicou em entrevista à CRESCER.

“Quando uma vacina ou terapia é anunciada sem essa comprovação científica consolidada, os riscos incluem reações adversas imprevisíveis, toxicidade, respostas imunológicas inadequadas ou até o agravamento da condição do paciente, além de criar falsas expectativas. Em saúde, independente da área em estudo, a validação científica rigorosa pela comunidade científica não é burocracia: é o que protege pacientes e garante que um tratamento realmente faça bem, sem riscos para quem o receber”, afirmou.

Em entrevista ao site sérvio NIN, o professor Vladimir Jakovljević, especialista em fisiologia da Sérvia, comentou que a vacina mRNA foi aprovada para ser aplicada no primeiro paciente.

“Eles aprovaram esse tipo de terapia para melanoma maligno, mas, em teoria, ela poderia ser aplicada a outros tumores também, porque é uma terapia personalizada. Veremos como se desenvolve. Os procedimentos deles, assim como em outros países poderosos do Leste Europeu, podem ser lentos, mas são viáveis. E quando acontecem, tendem a ser bons. Por enquanto, ainda não há dados de um número maior de pacientes que possam nos dar um resultado definitivo”, disse Jakovljević.

Já Emina Milošević, imunologista do Instituto de Microbiologia e Imunologia da Faculdade de Medicina de Belgrado, presume que o uso da vacina na Rússia provavelmente faz parte de algum tipo de ensaio clínico, e não de uma prática estabelecida, porque ainda não há dados publicados.

“Eles não são os únicos. Vários centros estão trabalhando nisso. A BioNTech e a Moderna, entre outras, vêm desenvolvendo vacinas contra o câncer em plataformas de RNA há décadas. O CEO da BioNTech, Uğur Şahin, trabalha com vacinas contra o câncer desde a década de 1990. Então veio a pandemia, e as empresas redirecionaram essa plataforma para um agente infeccioso e uma de suas proteínas”, explicou Milošević.

Já existem vacinas contra o câncer?

Sim! A vacina contra o HPV é uma aliada contra o câncer de colo de útero. Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — passou a indicar o imunizante Gardasil 9 também para prevenir mais três tipos de cânceres: de orofaringe, cabeça e pescoço.

A nova recomendação foi aprovada para o público de homens e mulheres de 9 a 45 anos de idade. A vacina já era usada como forma de prevenção de cânceres do colo do útero, da vulva, da vagina e do ânus; lesões pré-cancerosas ou displásicas; verrugas genitais e infecções persistentes causadas pelo papilomavírus humano (HPV).

O filho mais novo do Secretário de Governo do município de Itumbiara, no sul de Goiás, Thales Naves Alves Machado, faleceu na noite dessa sexta-feira (13). Benício Machado tinha 8 anos de idade.

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