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câncer de mama pode ultrapassar 3,5 milhões de novos casos por ano até 2050. A projeção faz parte de uma análise publicada na revista científica The Lancet Oncology, que avaliou dados de 204 países ao longo de mais de três décadas.

Em 2023, cerca de 2,3 milhões de mulheres foram diagnosticadas no mundo. No mesmo período, aproximadamente 764 mil mortes foram registradas.

O cenário reforça um ponto central: o diagnóstico precoce é decisivo para reduzir a mortalidade.

O que o estudo mostra sobre o câncer de mama

A análise aponta diferenças importantes entre países de alta e baixa renda. Entre 1990 e 2023, a mortalidade padronizada por idade caiu cerca de 30% em países mais ricos.

Já em países de baixa renda, houve aumento de quase 99% na mortalidade no mesmo período. A incidência também cresceu de forma expressiva nesses locais.

Essas diferenças estão ligadas ao acesso ao rastreamento e ao tratamento adequado. Cirurgia, radioterapia e terapias sistêmicas nem sempre estão disponíveis de forma ampla.

Por que o diagnóstico precoce salva vidas?

A mamografia é o principal exame de rastreamento. Ela consegue identificar tumores ainda pequenos e não palpáveis.

“A mamografia continua sendo o exame mais importante no rastreamento do câncer de mama. Ela permite identificar alterações ainda silenciosas e oferece a possibilidade de intervenções menos agressivas e mais efetivas”, explica Luciana Landeiro, oncologista da Oncoclínicas.

Quando detectado cedo, o câncer de mama costuma ter:

A recomendação geral é realizar mamografia anual a partir dos 40 anos. Em pessoas com histórico familiar ou risco aumentado, o exame pode ser indicado antes.

Em alguns casos, a ressonância magnética das mamas também pode ser usada como complemento.

Desigualdade ainda é desafio no Brasil

No Brasil, o acesso ao rastreamento ainda é desigual. Estudos mostram que mais de 70% dos diagnósticos ocorrem em estágios avançados.

Isso reduz as chances de cura e aumenta a complexidade do tratamento. A ampliação do acesso à mamografia é considerada estratégia fundamental.

Tratamento vai além do tumor

O cuidado com o câncer de mama não se limita ao tratamento físico. A abordagem integral inclui apoio emocional e acompanhamento multidisciplinar.

Avanços recentes na oncologia têm ampliado opções terapêuticas. Terapias-alvo, imunoterapia e exames como a biópsia líquida permitem tratamentos mais personalizados.

Essas inovações buscam não apenas prolongar a vida, mas preservar qualidade de vida.

Quando procurar avaliação médica?

Procure um profissional de saúde se notar:

Mesmo sem sintomas, o rastreamento regular é essencial.

O câncer de mama continua sendo um desafio global. Informação, prevenção e diagnóstico precoce seguem como as ferramentas mais eficazes para mudar esse cenário.

 


				Filha de 12 anos esfaqueia pai para proteger irmã caçula de ameaças

Um indivíduo foi preso em flagrante por ameaçar incendiar a própria casa com as duas filhas dentro, de 12 e 4 anos, na manhã desta sexta-feira (6/3), no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo. Para proteger a si e sua irmã caçula, a filha mais velha pegou uma faca e esfaqueou o pai.

Segundo a Polícia Civil, a motivação do pai teria sido a não aceitação do fim do casamento com a esposa. Ele já tinha ameaçado a mulher durante a madrugada e, após ela sair para o trabalho, passou a ameaçar a filha de 12 anos de que colocaria fogo na casa.

Diante do risco à integridade dela e da irmã menor, a menina pegou uma faca e atingiu as costas do pai para se defender. O homem tentou fugir, mas foi interceptado e preso por policiais militares.

As crianças não ficaram feridas. A ocorrência foi direcionada ao 70º Distrito Policial (Vila Ema), onde é registrada.

A busca por uma saúde digestiva impecável colocou a glutamina no centro do debate nutricional. Frequentemente comercializada como um “super suplemento” capaz de blindar o organismo, a substância desempenha, de fato, um papel biológico importante. No entanto, o limite entre o benefício terapêutico e a promessa de marketing é tênue. Segundo a coloproctologista Aline Amaro, embora o aminoácido ajude na manutenção das células intestinais, ele está longe de ser uma cura milagrosa para o desconforto abdominal.

Entenda

mi-viri/Getty ImagesIlustração colorida de intestino entre as mãos de um homem - Metrópoles
A saúde do intestino pode desencadear problemas como acne e rosácea

O papel real na barreira intestinal

De acordo com a coloproctologista, o termo “fortalecer o intestino” precisa ser interpretado com cautela técnica. A glutamina é uma substância que o corpo já produz e utiliza em larga escala, servindo de fonte de energia para os enterócitos (células do intestino).

“Em situações onde o intestino está sensível ou irritado, como após uma infecção intestinal, existem estudos que mostram uma melhora no quadro geral e na integridade da barreira intestinal em comparação ao placebo”, explica a médica.

Contudo, Amaro ressalta que essa melhora não é uma regra matemática: “Os resultados em adultos variam muito. A ciência não sustenta a promessa de que a glutamina fortalecerá o intestino de qualquer pessoa em todo e qualquer contexto”.

A polêmica do inchaço abdominal

Se na integridade celular a glutamina tem seu mérito, no quesito “redução de medidas” ou alívio de gases, a história muda. A propaganda de que o suplemento seria um “desinchaçador” é vista com ceticismo pela medicina.

Segundo a especialista, o inchaço abdominal é multifatorial, podendo ser causado por prisão de ventre, intolerâncias ou fermentação excessiva de alimentos. “Não existe base sólida para dizer que a glutamina, sozinha, resolve o inchaço. Muitas vezes, o que realmente funciona é investigar a causa e ajustar a dieta”, pontua a coloproctologista.

Foto colorida de mulher loira tomando algo de uma garrafa vermelha - Metrópoles
Com acompanhamento profissional, a ingestão de glutamina pode ser benéfica à saúde

Estratégia alimentar vs. Suplementação

Para pacientes com Síndrome do Intestino Irritável (SII), por exemplo, a ciência aponta caminhos mais eficazes do que a simples ingestão de aminoácidos. A estratégia de reduzir carboidratos fermentáveis (conhecidos como FODMAPs) costuma apresentar resultados muito mais consistentes na diminuição da distensão abdominal.

Glutamina e intestino: entre a recuperação e o mito do “desinchaço” - destaque galeria
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Com o passar do tempo, ficar com o intestino inflamado pode contribuir para a piora da saúde metabólica

Os sinais de que o intestino não está funcionando bem costumam aparecer no dia a dia
O intestino é um importante órgão e com vários papéis, como a digestão e a absorção de nutrientes
O câncer de intestino é cada vez mais comum em jovens e está ligado ao estilo de vida

A glutamina pode, sim, entrar como um apoio em casos selecionados, mas nunca como uma solução isolada. “Como qualquer suplemento, o uso precisa ser individualizado e cauteloso, especialmente em pessoas que já possuem outras doenças associadas”, conclui Aline Amaro.

O Japão aprovou um tratamento inovador para a doença de Parkinson baseado no uso de células-tronco. A decisão, anunciada pelo Ministério da Saúde do país nesta sexta-feira (6/3), torna o Japão o primeiro a autorizar esse tipo de terapia para a condição neurológica.

O medicamento, chamado Amchepry, foi desenvolvido pela farmacêutica japonesa Sumitomo Pharma. A técnica consiste no transplante de células produzidas em laboratório diretamente no cérebro do paciente com o objetivo de substituir neurônios que foram danificados pela doença.

A autorização concedida pelas autoridades japonesas é condicional e tem prazo limitado. Isso significa que o tratamento poderá ser utilizado enquanto novos estudos continuam avaliando sua segurança e eficácia em um número maior de pessoas.

Caso seja amplamente disponibilizado, o produto pode se tornar o primeiro tratamento comercial no mundo baseado em células pluripotentes induzidas, conhecidas como células iPS.


O que é o Parkinson?


Como funciona a terapia?

O tratamento utiliza células pluripotentes induzidas, conhecidas como células iPS. Elas são produzidas a partir de células adultas, como as da pele, que passam por um processo de reprogramação em laboratório para voltar a um estágio mais primitivo, semelhante ao das células embrionárias.

A técnica foi criada pelo pesquisador japonês Shinya Yamanaka, que recebeu o Prêmio Nobel de Medicina em 2012 pelo desenvolvimento desse método.

A partir dessa tecnologia, os cientistas conseguem transformar essas células em diferentes tipos de tecidos do corpo. No caso do Parkinson, elas são direcionadas para se tornar células precursoras de neurônios que produzem dopamina.

A dopamina é um neurotransmissor essencial para o controle dos movimentos. No Parkinson, os neurônios responsáveis por sua produção são destruídos progressivamente, o que leva a sintomas como tremores, rigidez muscular e lentidão motora.

Entenda a terapia com células-tronco para Parkinson aprovada no Japão - destaque galeria

Esse processo degenerativo das células nervosas pode afetar diferentes partes do cérebro e, como consequência, gerar sintomas como tremores involuntários, perda da coordenação motora e rigidez muscular

Outros sintomas da doença são lentidão, contração muscular, movimentos involuntários e instabilidade da postura
Em casos avançados, a doença também impede a produção de acetilcolina, neurotransmissor que regula a memória, aprendizado e o sono
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apesar de a doença ser conhecida por acometer pessoas idosas, cerca de 10% a 15% dos pacientes diagnosticados têm menos de 50 anos
Não se sabe ao certo o que causa o Parkinson, mas, quando ocorre em jovens, é comum que tenha relação genética. Neste caso, os sintomas progridem mais lentamente, e há uma maior preservação cognitiva e de expectativa de vida

Em um estudo conduzido pela Universidade de Kyoto, pesquisadores implantaram essas células no cérebro de sete pessoas com Parkinson, com idades entre 50 e 69 anos. Cada paciente recebeu entre cinco e dez milhões de células em cada lado do cérebro.

Os resultados iniciais indicaram que o procedimento foi bem tolerado pelos participantes e apresentou sinais de melhora em alguns sintomas da doença.

O Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública, realizou na última terça-feira (03), a entrega de um amplo pacote de modernização destinado às forças de segurança do estado. Avaliados em mais de R$ 11,2 milhões, os novos equipamentos, armamentos e viaturas foram apresentados durante a solenidade que celebrou os 194 anos da Polícia Militar, em Maceió.

A viabilização desse reforço operacional ocorreu por meio de recursos conjuntos do Tesouro Estadual e do Fundo Nacional de Segurança Pública. O processo de aquisição foi realizado via Ata de Registro de Preço, garantindo transparência e agilidade à gestão pública. Segundo a pasta, essa é uma modalidade de compra que atrai concorrência e assegura que o Estado adquira materiais de ponta com a melhor aplicação dos recursos públicos.

Entre as aquisições de maior impacto tático, estão as 1.500 pistolas calibre 9mm. Reconhecidas mundialmente pela excelência, as armas de última geração trazem maior confiabilidade, precisão e segurança aos policiais nas ruas. Desse montante, 800 unidades foram destinadas à Polícia Militar e 700 à Polícia Civil. O controle de distúrbios também foi reforçado com a chegada de 34 escudos balísticos e equipamentos de menor potencial ofensivo, incluindo 500 projéteis de borracha, 570 granadas e 200 sprays de pimenta e espuma.

“A partir de agora, todos os policiais civis e militares terão uma arma de última geração e segura para exercer sua atividade policial, protegendo os alagoanos e combatendo a criminalidade”, destacou o coronel Patrick Madeiro, secretário Executivo de Políticas Públicas de Segurança.

Um dos grandes destaques do pacote tecnológico é o incremento nas operações táticas. O Estado adquiriu 22 óculos de visão noturna, 40 miras optrônicas e oito miras termais, além de nove drones de monitoramento. Esses equipamentos serão de grande valia, especialmente para o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e outras equipes especializadas, permitindo uma atuação segura em ocorrências de alta complexidade, matas fechadas e cenários de baixa luminosidade e pouca visibilidade.

Inteligência, Prevenção e Salvamento

A Polícia Científica também foi contemplada no pacote de investimentos com a chegada de um moderno sistema multiespectral móvel. A tecnologia será utilizada pelos peritos criminais para ampliar a capacidade de análise de vestígios em locais de crime, conferindo mais robustez à produção de laudos e à elucidação de inquéritos.

Na área de prevenção e patrulhamento, a frota das forças de segurança foi fortalecida com a renovação de 134 viaturas e 14 motocicletas. Somam-se a isso 18 novos veículos, sendo duas picapes, quatro quadriciclos e 12 viaturas, que serão empregados exclusivamente pelas equipes das Bases Comunitárias de Segurança no atendimento de proximidade nos bairros.

O Corpo de Bombeiros Militar (CBMAL) teve sua estrutura de resgate e combate a incêndios reestruturada. A corporação recebeu 150 respiradores semifaciais com filtro, 40 mochilas costais, 40 sopradores costais a gasolina e 20 máscaras faciais com visor, além de novos materiais voltados para o atendimento pré-hospitalar e operações de mergulho.

Para o secretário de Estado da Segurança Pública, Flávio Saraiva, a entrega consolida a política de valorização profissional implementada pelo Governo de Alagoas. “É de extrema importância que nossos profissionais estejam atuando sempre com as melhores condições possíveis, com equipamentos modernos e tecnologia de ponta, refletindo diretamente na qualidade do serviço prestado à população. Esses investimentos fortalecem a nossa capacidade operacional e permitem que o trabalho ocorra de maneira integrada, atendendo as forças de segurança e ampliando a prevenção à violência em todo o estado. Seguimos firmes no compromisso com a proteção dos alagoanos”, afirmou o secretário.

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, trocou mensagens com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes horas antes de ser preso no dia 17 de novembro de 2025. A conversa foi extraída pela Polícia Federal (PF) no celular apreendido do banqueiro. Os trechos estavam no bloco de notas do aparelho de Vorcaro e foram enviados pelo WhatsApp no modo visualização única, segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

As respostas de Moraes não constam no material ao qual o Metrópoles também teve acesso. Em nota, o ministro nega que tenha trocado mensagens com o banqueiro.

Vorcaro escreveu a Moraes no dia em que foi preso, no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava embarcar para Dubai. Às 7h19, ele enviou mensagem pelo WhatsApp afirmando que havia tentado agir para “salvar”, em uma referência à venda do Banco Master, e perguntando se o ministro tinha “alguma novidade”.

Vorcaro diz: “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”. Moraes teria respondido logo em seguida. Porém, o conteúdo da resposta não pôde ser recuperado pelos investigadores.

Isso porque o ministro enviou três mensagens de visualização única, que desaparecem após serem abertas.

Veja as mensagens:

Vorcaro mandou mensagem a Moraes no dia da prisão em 2025 - destaque galeria

Mensagem de Vorcaro às 17h21 do dia 17 de novembro de 2025

Mensagem de Vorcaro às 17h26 do dia 17 de novembro de 2025
Mensagem de Vorcaro às 19h58 do dia 17 de novembro de 2025
Mensagem de Vorcaro às 20h48 do dia 17 de novembro de 2025

 

 

Em outro trecho, às 20h48 do mesmo dia, após uma suposta resposta de Moraes, Vorcaro fala sobre a negociação do Master, possivelmente com o Banco Fictor. “Foi. Seria melhor na sexta junto com os gringos mas foi o que deu pra fazer dentro da situação”. E acrescenta: “Acho que pode inibir”, sem entrar em detalhes do que seria.

Em nota, Moraes nega a existência da conversa. “O ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”.

A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, informou nesta sexta-feira (6/3) que solicitou ao STF a abertura de uma investigação para apurar a origem de supostos vazamentos de informações sigilosas extraídas dos celulares apreendidos pela Polícia Federal durante as investigações.

Veja transcrições por horário:

Suspeita de fraude e acesso ilegal

No mesmo dia em que teria enviado mensagens a Moraes, a PF afirma ter descoberto que Vorcaro já tinha conhecimento do inquérito que investigava fraudes envolvendo a venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília, o BRB.

De acordo com os investigadores, ele teria acessado ilegalmente sistemas da corporação para descobrir a existência da investigação.

A mesma estratégia, segundo a PF, também teria sido usada para consultar dois procedimentos do Ministério Público (MP) relacionados às fraudes.

Possível encontro entre banqueiro e magistrado

Em mensagens interceptadas pela PF e noticiadas pelo Metrópoles, na coluna Tácio Lorran,Vorcaro, afirma ter se encontrado com uma pessoa chamada “alexandre moraes”. A conversa interceptada ocorreu entre Vorcaro e sua então noiva Martha Graeff em abril de 2025.

Uma das menções a “alexandre moraes” ocorreu às 17h22 do dia 19 de abril de 2025. Na ocasião, Vorcaro encaminha a seguinte mensagem: “To indo encontrar alexandre moraes aqui perto de casa”.

Em seguida, Martha Graeff diz: “Como assim amor / Ele está em Campos???? / Ou foi pra te ver?”

Vorcaro, então, responde: “Ele ta passando feriado”.

A segunda menção ocorre 10 dias depois. Vorcaro afirma, às 22h48 do dia 29/4, à então noiva que “to aqui nossa casa” e faz uma ligação de vídeo com a mulher. A chamada dura 2 minutos. Após o fim da ligação, Martha pergunta: “Quem era o primeiro cara?”

Vorcaro responde: “Alexandre moraes”.

Um homem de 49 anos foi socorrido após sofrer um acidente com empalamento pelo ânus na madrugada desta sexta-feira (6), no bairro Primavera, em Arapiraca, no Agreste de Alagoas. O objeto, segundo o Corpo de Bombeiros (CB), foi um cabo de vassoura de ferro.

A ocorrência foi registrada por volta da 1h35, na Rua São Cristóvão, nas proximidades do SESI/SENAI. Equipes de resgate foram acionadas para prestar atendimento pré-hospitalar à vítima.

De acordo com informações do atendimento, o homem apresentava empalamento anal provocado pelo cabo de vassoura. Para possibilitar o atendimento e a retirada da vítima com segurança, os socorristas precisaram cortar parte do objeto de ferro, utilizando uma serra sabre ainda no local da ocorrência.

Após o procedimento e a estabilização do paciente, ele foi encaminhado para atendimento médico no Hospital de Emergência do Agreste (HEA).

Duas viaturas e seis militares participaram da operação de resgate. A ocorrência foi finalizada por volta das 3h05, após a condução da vítima para a unidade hospitalar.

A prefeita Tia Júlia, acompanhada pelo secretário municipal de Infraestrutura Thiago Tavares e demais membros da equipe técnica, realizou uma visita ao Mercado Público, onde está sendo realizada uma reforma. Na ocasião, a gestora municipal evidenciou a importância deste trabalho para o desenvolvimento social de Palmeira dos Índios.

De acordo com o secretário Thiago Tavares, no local, estão sendo feitos reparos no teto, que passará a contar com telhas termo acústica, que proporcionarão maior conforto térmico para quem estiver no local. “A nossa intenção é deixar as comodidades do mercado adequadas ao trabalho dos funcionários e também proporcionar uma boa experiência para os usuários”, disse Thiago.

Para a prefeita Tia Júlia, o investimento na infraestrutura do lugar não é apenas necessário, mas urgente. “Sabemos que nosso povo precisa trabalhar e que o mercado público é um espaço seguro para que possam atuar, além de servir como um ambiente aconchegante para a população”, disse a gestora municipal.

O programa nuclear iraniano está no centro do conflito que eclodiu no último sábado (28) envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Por meio de ataques estratégicos, o governo americano, de Donald Trump, e o israelense, de Benjamin Netanyahu, tentam neutralizar as usinas de Teerã, alegando que o regime já deteria matéria-prima e tecnologia de mísseis suficientes para produzir e lançar uma bomba atômica.

A Defesa do Irã: O governo iraniano nega qualquer intenção militar, sustentando que suas pesquisas e instalações servem apenas para fins pacíficos, como a produção de energia e avanços na medicina.

O Risco Global: Analistas alertam que essa tensão pode gerar uma "corrida por armas" na região. Até agora, nenhum artefato nuclear foi de fato utilizado nos combates.

🔴 O que é uma bomba atômica?

A bomba atômica "convencional" (como as lançadas em Hiroshima e Nagasaki, no Japão, na II Guerra Mundial) funciona a partir de um processo chamado fissão nuclear.

"O princípio é quebrar núcleos atômicos e usar a energia resultante dessa quebra para a explosão", explica Leandro Tessler, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A bomba atômica está baseada em juntar tanto urânio-235 que essas reações ficam incontroláveis e geram muita energia", afirma Tessler.

Atenção: Na natureza, o U-235 sofre decaimento ao longo do tempo. Mas isso ocorre de forma lenta e não gera uma reação em cadeia.

🔴 O que significa o “235” ao lado do urânio usado nas bombas?

235 é o número da massa do urânio. Vamos revisar alguns conceitos de química aprendidos na escola:

Por que é importante saber essa diferença? É que, para alimentar reatores nucleares ou fabricar bombas atômicas, o desafio dos cientistas é separar o urânio-235 do resto. Esse é um processo caro e demorado.

🔴 O que é enriquecimento de urânio?

Enriquecer urânio é aumentar a proporção do urânio-235 em relação ao urânio-238.
Para isso, é necessário separar o 235 do restante.

O processo costuma ocorrer de forma mais eficiente nas chamadas ultracentrífugas.

Como isso acontece?

  1. O urânio natural é transformado em gás e entra em um tubo, que gira a altíssima velocidade.
  2. Por causa da força centrífuga, esse gás roda – o urânio-238, que é mais pesado, vai para as bordas, e o 235, que é o usado na bomba, fica no miolo e pode ser separado.
  3. O que representava só 0,72% do total vai a uma concentração muito mais alta. Se for de mais de 85% ou de 90%, já estará no nível suficiente para produzir uma bomba nuclear.

André Scarpinati Luchetti, do Instituto de Química da Unesp Araraquara, faz uma comparação com as centrífugas de laboratórios médicos, que giram tubos de ensaio com amostras de sangue.

"Essas máquinas separam o nosso sangue: os glóbulos vermelhos, que são mais densos, vão para o fundo, enquanto o plasma, menos denso, fica por cima. O enriquecimento em ultracentrífugas segue esse princípio, mas em uma versão muito mais potente.”

Importante: O “esforço” necessário para enriquecer o urânio-235 de 0,72% para 20% é muito maior do que o exigido para elevar de 20% para 90%. Por isso, há o temor de que países com estoque dessa substância atinjam muito rapidamente o potencial necessário para criar a bomba. Veja o infográfico abaixo.

🔴 Por que usam urânio e/ou plutônio?

Ambos são materiais físseis. Outros núcleos até podem sofrer fissão, mas não têm a disponibilidade, a estabilidade e/ou as propriedades nucleares adequadas.

Um material físsil é aquele que:

Os dois principais materiais físseis viáveis para armas são:

Apesar de o plutônio ser mais eficiente na fissão nuclear e exigir uma quantidade menor de material para fabricar uma bomba, ele oferece mais riscos de acidentes.

Como apresenta uma maior taxa de fissão espontânea, exige um sistema de implosão muito mais sofisticado, com sincronização extremamente precisa, para que a reação ocorra no momento planejado, e não “sem querer”.

Exemplos: A bomba de Hiroshima era de urânio-235, e a de Nagasaki, de plutônio-239.

🔴Por que a bomba atômica é tão devastadora? Quais os efeitos?

Para se ter uma ideia do poder de uma bomba, veja a comparação a seguir:

Conclusão: o urânio gera 20 bilhões de vezes mais energia que uma dinamite por quilo.

A bomba lançada sobre Hiroshima, por exemplo, teve potência equivalente a cerca de 15 mil toneladas de TNT.

Os estragos são gigantescos, porque:

Resultados:

➡️Forma-se uma onda de choque devastadora, capaz de destruir prédios e pontes, “empurrando” tudo o que existe pela frente.

➡️A radiação térmica (o tipo de calor que sentimos ao aproximar a mão de uma churrasqueira ligada, por exemplo, mas em proporções bem maiores) mata quem estiver por perto e causa queimaduras (internas, de órgãos que ficam superaquecidos e param de funcionar, e externas) em quem estiver distante.

➡️A radiação ionizante pode alterar o DNA dos seres vivos e gerar câncer (os efeitos permanecem também a longo prazo na região).

“O que acontece é uma grande onda de choque quente que incendeia e esparrama tudo. Pedaços dos tecidos biológicos (queimados) puderam ser encontrados nas regiões mais próximas dos epicentros de Hiroshima e Nagasaki”, conta Luchetti.

🔴É a bomba mais poderosa do mundo?

Não. A chamada bomba de hidrogênio (ou bomba termonuclear) é mais potente.

Enquanto a bomba atômica tradicional funciona por fissão (quebra de núcleos pesados), a bomba termonuclear combina fissão e fusão (união de núcleos leves para formar um núcleo mais pesado).

“Normalmente, envolve isótopos [átomos com o mesmo número de prótons e diferente número de nêutrons] do hidrogênio que se fundem para formar hélio. É um processo semelhante ao que ocorre no interior do Sol”, explica André Luchetti.

Como a fusão libera ainda mais energia do que a fissão, essas bombas de hidrogênio são significativamente mais destrutivas.

🔴 Do que um país precisa para fabricar uma bomba atômica?

Não basta dispor de urânio-235 ou de plutônio-239. Um país necessita de:

É importante lembrar que é uma decisão política de altíssimo risco, que representa o rompimento de tratados internacionais. Ou seja: além da tragédia humanitária de enorme proporção, ainda leva a sanções econômicas e a isolamento diplomático.

 

Um pastor evangélico de 53 anos morreu após passar mal dentro de um motel no bairro Canaazinho, em Ipatinga (MG), na quarta-feira (4/3).

Moisés Galdino (foto em destaque) estava acompanhado de uma mulher, que acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após o homem começar a apresentar sinais de infarto.

A Polícia Militar de Minas Gerais também foi chamada. Quando os militares chegaram ao local, a mulher já havia ido embora.

Antes, porém, ela relatou a socorristas do Samu que a vítima era casada e que, por isso, não aguardaria a chegada da polícia. Ainda segundo o relato, Moisés teria desmaiado e caído após manter relação sexual.

A equipe médica iniciou imediatamente os procedimentos de reanimação, que duraram cerca de uma hora, com o uso de todos os recursos disponíveis.

Apesar dos esforços, o pastor não resistiu e teve a morte confirmada ainda no local. Segundo o Samu, não foram identificados sinais de violência no corpo.

A mulher do pastor reconheceu o cadáver.

A coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Moisés Galdino. O espaço permanece aberto para manifestações.

 

Imagem colorida mostra o aiatolá Ali Khamenei - Metrópoles

Uma conta oficial ligada a Ali Khamenei, líder supremo do Irã morto durante ataques dos exércitos norte-americano e israelense a Teerã no último sábado (28/2), publicou nas redes sociais, na tarde desta quinta (5/3), uma imagem de propaganda militar com ameaça direta a Israel. Confira:

Reprodução/ Redes sociaisFoto colorida de propaganda militar do Irã - Metrópoles

A postagem mostra um cartaz que faz referência ao desenvolvimento de mísseis balísticos iranianos. Na parte superior da arte, um míssil aparece atingindo uma cidade, identificada com a bandeira de Israel. No centro da imagem, o armamento surge instalado em uma plataforma móvel de lançamento, com a bandeira do Irã ao fundo.

Já na parte inferior, a ilustração mostra um ambiente industrial de alta tecnologia, com técnicos trabalhando na montagem do armamento, em uma representação do desenvolvimento científico e militar do país.

Escrita em persa, a arte apresenta a frase: “Os ‘Khorramshahr’ estão a caminho”. O termo se refere a uma linhagem de mísseis balísticos desenvolvidos pelo Irã, batizada em homenagem à cidade iraniana de Khorramshahr, símbolo nacional após ter sido retomada durante a guerra entre Irã e Iraque na década de 1980.

O cartaz também inclui um texto que atribui o desenvolvimento dos armamentos à juventude iraniana. Em tradução livre, o trecho afirma que a criação das “mãos da juventude iraniana” seria capaz de penetrar em centros importantes do “regime sionista” e destruí-los. A expressão é usada por autoridades iranianas para se referir a Israel.

A publicação ocorre em meio à escalada de tensões na região após ataques militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no sábado, seguidos por ações de retaliação de Teerã em diferentes países do Oriente Médio.

feijão é um alimento indispensável na mesa dos brasileiros. As opções para variar o grão nas receitas são diversas, com mais de uma dezena de tipos disponíveis. Em meio a essa rica variedade, a coluna Claudia Meireles destaca a potência nutricional de dois “campeões” do consumo: o preto e o vermelho.

Para ajudar os leitores a entender as diferenças nutricionais dos dois, a nutricionista Sabina Donadelli, criadora do método Viver Mais, Viver Bem, apontou quais são as verdadeiras vantagens de cada feijão. Segundo ela, ambos são excelentes fontes de fibrasproteínas vegetais, ferropotássiomagnésio e uma série de compostos antioxidantes importantes para a saúde.

Existem pequenas diferenças, mas nada que torne um muito superior ao outro. Por exemplo, o feijão vermelho costuma apresentar um pouco mais de ferro e proteína, enquanto o feijão preto se destaca pela presença de antioxidantes ligados à coloração escura da casca”, explica a especialista.

FotografiaBasica/Getty ImagesFoto de vários tipos de feijão - Metrópoles
Existem diversos tipos de feijões

Feijão vermelho X feijão preto

Embora os dois tipos sejam extremamente nutritivos e possam fazer parte da alimentação com tranquilidade, a especialista desvenda algumas particularidades que podem garantir mais estratégia na hora de implementar uma alimentação mais consciente.

“Os dois oferecem uma quantidade muito interessante de fibras alimentares, que ajudam no funcionamento do intestino, no controle da glicemia e na saciedade. Contudo, o feijão vermelho pode apresentar uma quantidade ligeiramente maior de fibras totais, mas a diferença é pequena“, salienta Sabina Donadelli.

TinaFields/Getty ImagesAlmoço típico brasileiro, prato de arroz e feijão marrom.
Arroz e feijão possuem uma combinação nutricional perfeita

Em relação à proteína, a nutricionista esclarece que a diferença entre as duas é mínima.”Tanto o feijão preto quanto o vermelho oferecem proteínas vegetais importantes, especialmente quando consumidos em combinação com cereais, como o arroz“, explica.

Segundo ela, a dupla favorita dos brasileiros forma um perfil de aminoácidos bastante interessante do ponto de vista nutricional. “Um simples prato de arroz e feijão é muito mais completo do que parece”, enfatiza.

Quando questionada sobre qual escolha ela priorizaria consumir diariamente, Sabina foi enfática: o ideal é buscar a variedade. “Cada tipo de feijão tem pequenas diferenças no perfil de nutrientes e compostos bioativos. Recentemente, por exemplo, almocei em um restaurante que servia um prato com três tipos de feijão: preto, vermelho e branco. Achei a ideia ótima”, confidenciou a especialista.

Ela conta que, para além do sabor, a junção de “espécies” diferentes torna a refeição naturalmente rica. “A diversidade alimentar é uma estratégia simples e muito poderosa para ampliar a oferta de nutrientes no dia a dia, como proteínas vegetais, fibras e minerais”, garante Sabina Donadelli.

Benefícios para a saúde

Quando se trata dos impactos do feijão para a saúde, Sabina Donadelli destaca que incluir o ingrediente diariamente na dieta pode ajudar em diversos índices de saúde. “Ele ajuda a regular o intestino, contribui para o controle da glicemia, favorece a saciedade e ainda participa da saúde cardiovascular“, reforça.

Cada componente presente no alimento possui uma função específica para o organismo. “As fibras presentes no feijão, por exemplo, auxiliam na redução do colesterol e alimentam bactérias benéficas do intestino. Costumo dizer algo que repito bastante no consultório: quando um alimento simples atravessa gerações na cultura alimentar de um país, normalmente existe um bom motivo para isso”, brinca a especialista.

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Incluir o grão na rotina diária faz bem para o sistema cardiovascular

Contraindicações

De forma geral, Sabina garante que o feijão é muito bem tolerado pela maioria das pessoas. Contudo, algumas podem sentir mais gases ou desconforto intestinal, especialmente se não estão acostumadas a consumir fibras regularmente.

“Uma prática tradicional que ajuda bastante é deixar o feijão de molho antes do preparo e descartar essa água antes do cozimento. Isso facilita a digestão”, recomenda a especialista.

Além da sensação de estufamento, a nutricionista chama a atenção para a inclusão do alimento no dia a dia de indivíduos com condições de saúde específicas. “Pessoas com doença nos rins avançada ou dietas com restrições minerais devem sempre seguir orientação individualizada”, alerta.

O exército israelense iniciou, nesta sexta-feira (6/3), uma série de ataques “em larga escala” contra Teerã e outras cidades iranianas, afirmando ter como alvo as infraestruturas do regime.

Novos bombardeios também foram registrados na periferia sul de Beirute na madrugada. Na véspera, o chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, declarou que a guerra está entrando em uma nova fase.

Vários meios de comunicação iranianos, incluindo a emissora estatal Irib, relataram na madrugada desta sexta-feira uma série de explosões em diferentes bairros da capital, especialmente nas zonas leste e oeste. O exército israelense afirmou estar mirando “a infraestrutura do regime” como parte de uma onda de ataques “em larga escala”.

“Primeiro ouvimos os aviões passarem e depois, de repente, ouvimos os bombardeios. É realmente muito assustador”, disse um morador de Teerã à RFI, sob anonimato. “A maioria das pessoas deixou a cidade, indo para o norte ou para pequenos vilarejos fora da capital. Por enquanto, encontramos o que precisamos nas lojas; elas estão abertas, as pessoas fazem compras e, graças a Deus, também temos água corrente e eletricidade”, reiterou.

Segundo o correspondente da RFI em Teerã, Siavosh Ghazi, os ataques israelenses tiveram início às 5h30 do horário local (23h de quinta-feira em Brasília), visando bairros do centro da capital iraniana. O jornalista relata que nos locais visados há bases militares e delegacias, mas também prédios residenciais.

De acordo com as autoridades iranianas, ao menos 20 pessoas morreram em ataques em Chiraz (sul). Outras cidades, como Ispahan e Karaj, também foram visadas.

Novos disparos contra Tel Aviv

Neste sétimo dia da guerra, o Irã mantém capacidades ofensivas. A Guarda Revolucionária, braço ideológico das forças armadas da República Islâmica, anunciou um novo disparo de mísseis em direção a Tel Aviv, onde explosões já haviam sido registradas na noite de quinta-feira (5), sem registro de vítimas.

A Arábia Saudita e o Catar anunciaram, na madrugada desta sexta‑feira, que haviam interceptado ataques iranianos com drones e mísseis que visavam bases aéreas. No Bahrein, um hotel e vários edifícios foram atingidos.

O porta-voz da Guarda Revolucionária, general Ali Mohammad Naini, indicou que o Irã começará a utilizar “armas mais potentes”, com maior poder de destruição a partir desta sexta-feira. As forças iranianas afirmam ter utilizado, desde o início da guerra, 2 mil drones de ataques e 600 mil mísseis.

Pior noite em Beirute

No Líbano, a agência oficial de notícias Ani relatou ataques israelenses durante a noite contra seis localidades no Sul do país, sem registro de vítimas até o momento. Duas novas séries de bombardeios também atingiram, na madrugada desta sexta-feira, o vilarejo de Dours, no leste.

Segundo o correspondente da RFI em Beirute, Paul Khalifeh, desde o início da guerra, essa foi “a pior noite” para cerca de 2 milhões de pessoas em Beirute.

O site americano Axios, especializado em questões de defesa, garante que dezenas de membros da Guarda da Revolução que estavam baseados na capital libanesa fugiram nas últimas 48 horas.

Uma das principais vias da periferia de Beirute amanheceu coberta de destroços. Colunas de fumaça ainda eram vistas nesta manhã saindo de prédios que desabaram nos bombardeios.

Israel também ordenou que suas forças terrestres avançassem mais profundamente no Líbano para ampliar sua zona de controle ao longo da fronteira entre os dois países. Horas antes, o exército israelense realizou intensos bombardeios ao sul de Beirute.

Já o grupo libanês pró-Irã Hezbollah emitiu uma ordem de evacuação para as localidades israelenses situadas “a menos de cinco quilômetros” da fronteira. Logo depois, reivindicou disparos de artilharia e foguetes contra posições do exército israelense na região.

De acordo com informações do Ministério da Saúde libanês, ao menos 123 pessoas morreram na ofensiva israelense contra o Líbano desde o início da guerra.

Nova fase do conflito

O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, afirmou na quinta-feira que a guerra está entrando em uma nova fase. “Depois de concluirmos a fase de ataque surpresa, durante a qual estabelecemos nossa superioridade aérea e neutralizamos a rede de mísseis balísticos, estamos agora passando para a próxima etapa da operação”, disse em um pronunciamento na televisão.

Zamir reiterou que Israel continuará perseguindo o objetivo de “desmantelar o regime” iraniano e as suas capacidades militares nesta nova fase.

Já o presidente americano, Donald Trump, disse na quinta-feira que seria “uma perda de tempo” considerar, neste momento, o envio de tropas terrestres americanas ao Irã.

“Eles perderam tudo. Perderam a Marinha. Perderam tudo o que poderiam perder”, declarou Trump à NBC News.

O líder republicano também afirmou que gostaria de ver a estrutura de liderança do Irã removida e que seu governo quer “entrar e limpar tudo” rapidamente. “Não queremos alguém que, em questão de 10 anos, reconstruiria tudo”, comentou, antes de destacar que tem algumas ideias sobre quem poderia dirigir o país, mas preferiu não citar nomes.

O tempo de socorro é um dos fatores determinantes para a sobrevivência após um infarto. Quanto mais rápido o paciente recebe atendimento médico, maiores são as chances de evitar danos permanentes ao coração.

Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) indicam que o atendimento nas primeiras duas horas após o início dos sintomas pode elevar a chance de sobrevivência para algo entre 80% e 90%.

Segundo o cardiologista Luiz Antônio Machado César, diretor da Unidade de Coronariopatia Crônica do InCor, em São Paulo, a rapidez no atendimento reduz significativamente o impacto do evento na vida do paciente. Quando o tratamento é iniciado cedo, o dano ao funcionamento do coração pode ser mínimo e o indivíduo tende a ter menos limitações depois do episódio.

Por que cada minuto faz diferença

O infarto ocorre quando uma artéria coronária fica obstruída e impede a chegada de sangue ao músculo cardíaco. Sem oxigênio, as células do coração começam a morrer.

De acordo com a cardiologista Deborah Fernandes, que atende na Clínica Maxicor, em Brasília, o tempo entre o início dos sintomas e o atendimento é decisivo para preservar o músculo cardíaco.

Na cardiologia, existe uma expressão bastante usada: “Tempo é músculo”. Quanto mais rápido o atendimento, maior a quantidade de tecido cardíaco que pode ser preservada.

A especialista explica que o ideal é que o paciente receba atendimento preferencialmente nas primeiras duas horas após o início dos sintomas. Quanto mais cedo a artéria entupida é reaberta, menores são os danos ao coração e melhores são as chances de recuperação.


Sintomas de infarto


Quando o socorro demora, o dano aumenta

Quando o tempo de socorro é prolongado, a área do coração afetada tende a ser maior. Isso ocorre porque o músculo cardíaco permanece sem oxigênio por mais tempo.

Em casos de dano extenso, a parte do músculo que morreu pode ser substituída por tecido cicatricial. A região perde a capacidade de se contrair, obrigando o restante do coração a se adaptar para manter o bombeamento de sangue.

Esse processo, conhecido como remodelamento cardíaco, pode reduzir a capacidade de bombeamento e aumentar o risco de complicações como insuficiência cardíaca, arritmias e até morte súbita.

Na prática, o paciente pode passar a sentir mais cansaço em atividades cotidianas, como caminhar, subir escadas ou realizar tarefas que exigem esforço físico.

Rapidez também influencia o tratamento

O tempo de socorro também pode determinar qual tratamento será realizado. Hoje, o procedimento mais indicado é a angioplastia primária, feita por meio de cateterismo para desobstruir a artéria.

Durante o procedimento, um cateter é introduzido até o vaso bloqueado e pode ser colocado um stent para restabelecer o fluxo de sangue ao coração.

Quando o paciente não consegue chegar rapidamente a um hospital que realiza esse procedimento, outra alternativa é o uso de medicamentos trombolíticos, que ajudam a dissolver o coágulo responsável pela obstrução.

Sintomas ainda são subestimados

Um dos principais motivos para o atraso no atendimento é a dificuldade de reconhecer os sinais do infarto.

Muitas pessoas interpretam os sintomas como problemas digestivos, ansiedade ou dor muscular e acabam esperando que o desconforto passe. Entre os sinais mais comuns estão dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náuseas e dor que pode irradiar para braço, mandíbula ou costas.

Em mulheres e idosos, os sintomas podem ser mais discretos, o que aumenta o risco de demora no diagnóstico.

Por isso, especialistas reforçam que qualquer suspeita deve ser tratada como emergência. Procurar atendimento imediato continua sendo a forma mais eficaz de reduzir os danos causados pelo infarto.

A possibilidade de coletar em casa amostras de urina e material vaginal para a detecção do papilomavírus humano (HPV) pode se tornar uma estratégia importante na prevenção do câncer de colo do útero. Um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e publicado no periódico Clinics indica que essas formas de autocoleta são viáveis, confiáveis e apresentam desempenho muito semelhante ao da coleta cervical feita por profissionais de saúde.

Embora seja altamente prevenível por meio da vacinação contra o HPV e da realização de exames de rastreamento, o câncer de colo do útero ainda causa milhares de mortes no país. Segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a cada minuto uma pessoa é diagnosticada no mundo com um câncer associado a esse vírus. No Brasil, cerca de 19 mulheres morrem por dia em razão da doença, sendo o câncer que mais mata mulheres de até 36 anos no país.


Câncer de colo do útero


Para avaliar alternativas que ampliem o acesso ao rastreamento, a pesquisadora Lara Termini, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), em parceria com o ginecologista Gustavo Maciel, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), recrutou 100 mulheres com mais de 21 anos. A maioria tinha entre 30 e 39 anos e havia sido encaminhada por Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a realização de colposcopia, devido à presença de lesões de alto risco ou já identificadas como câncer.

No total, foram realizadas três coletas sequenciais: a de urina e a de material vaginal, feitas pelas próprias participantes, e a coleta cervical, conduzida por um médico. Antes do procedimento, todas assistiram a um vídeo educativo com orientações detalhadas e responderam a um questionário para garantir a compreensão das etapas e aumentar a adesão ao estudo.

As amostras obtidas foram analisadas para a detecção do HPV de alto risco oncogênico. Os resultados mostram que tanto a autocoleta de urina quanto a vaginal apresentaram concordância muito alta com a coleta tradicional realizada pelos médicos, inclusive para a identificação do HPV16, um dos tipos mais associados ao câncer de colo do útero.

“Nossos achados indicam que a autocoleta representa uma estratégia mais inclusiva e acessível, pois permite que qualquer pessoa com útero realize a coleta de forma autônoma, fora do ambiente clínico”, afirma Lara Termini. Fatores como medo, dificuldade em acessar os sistemas de saúde, falta de tempo, aspectos culturais e religiosos estão entre os que impedem muitas pessoas de fazerem o exame.

Entre as participantes, a coleta de urina foi a metodologia melhor aceita, associada a maior conforto e menor constrangimento. Ainda assim, ambos os métodos de autocoleta tiveram alta aceitabilidade quando comparados ao exame ginecológico convencional, reforçando o potencial dessas estratégias para alcançar pessoas que hoje não realizam o rastreamento regularmente.

A autocoleta vaginal, em especial, já vem sendo utilizada de forma estruturada em diversos países com programas organizados de rastreamento. Holanda, Austrália, Suécia e Dinamarca estão entre as nações que incorporaram a estratégia aos sistemas nacionais de saúde, com impacto positivo comprovado na ampliação da cobertura populacional. Ainda não há previsão de quando estará disponível no Brasil.

“Esse tipo de iniciativa é muito relevante, pois há um movimento da Organização Mundial da Saúde [OMS] e de outras instituições que visam a erradicação do câncer do câncer de colo de útero até 2030 a partir de alta cobertura vacinal, capacidade de diagnóstico e tratamento”, ressalta o ginecologista Renato Moretti, do Einstein Hospital Israelita.

Câncer de colo do útero: autocoleta pode ampliar prevenção, diz estudo - destaque galeria
Sintomas podem ser silenciosos e melhor forma de prevenção do HPV é evitar o contágio e usar a vacina
HPV: 1 a cada 3 homens está infectado, diz estudo e a infecção também traz riscos à saúde deles, aumentando risco de câncer de pênis e ânus, por exemplo

Rastreamento no Brasil

Em agosto de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incorporar o teste molecular para detecção do HPV como estratégia de rastreamento do câncer de colo do útero. Segundo o Ministério da Saúde, essa tecnologia é considerada inovadora por permitir a identificação de alterações precursoras até dez anos antes do que o exame de papanicolau. A nova metodologia está sendo implantada de forma gradual e, no futuro, deverá substituir o exame citopatológico tradicional.

A ideia é que a autocoleta vaginal também seja uma ferramenta para ampliar o acesso e a cobertura dos exames no país. A estratégia pode beneficiar mulheres com menor acesso aos serviços de saúde, desde que seja acompanhada de fluxos bem definidos para o cuidado das pacientes com resultados alterados.

“Esse estudo dá abertura para novas investigações feitas em ambientes adequados e abre espaço para mulheres com menos acesso aos métodos de rastreamento do câncer do colo uterino”, comenta Moretti.

A OMS estima que, sem ações preventivas, o câncer de colo do útero pode se tornar responsável por cerca de 411 mil mortes no mundo até 2030. O tumor costuma evoluir de forma silenciosa em seus estágios iniciais, o que faz com que muitas mulheres não procurem atendimento médico precocemente. Por isso, a prevenção é fundamental e passa por diferentes estratégias.

A principal delas é a vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para meninas e meninos de 9 a 19 anos. O uso de preservativos nas relações sexuais, a adoção de hábitos de vida saudáveis, como evitar o tabagismo e o consumo de álcool, e a realização regular de exames ginecológicos também ajudam a reduzir o risco da doença. Mesmo mulheres vacinadas devem manter o acompanhamento periódico com ginecologista, já que o rastreamento é essencial para identificar alterações precocemente e garantir tratamento adequado.

Em um mundo onde a exaustão é quase um estilo de vida, distinguir o cansaço comum de um distúrbio hormonal tornou-se um desafio clínico. hipotireoidismo — a baixa produção de hormônios pela glândula tireoide — costuma agir de forma silenciosa, mimetizando os efeitos do envelhecimento ou do ritmo acelerado do cotidiano.

Segundo a endocrinologista Verônica El Afiouni, a falta de especificidade dos sinais faz com que muitos pacientes demorem anos para buscar ajuda, atribuindo falhas de memória e ganho de peso a fatores externos.

Entenda

O perigo da “névoa cerebral” e do cansaço persistente

Diferente de uma noite mal dormida, a exaustão causada pela tireoide é profunda. De acordo com Verônica El Afiouni, esse é o sintoma campeão de negligência.

“Essa exaustão não melhora com o repouso e afeta as atividades diárias, mas é comumente atribuída ao estresse”, explica.

Além do corpo pesado, a mente também sofre. Segundo a médica, muitos pacientes relatam uma “névoa cerebral” — dificuldade de concentração e lapsos de memória — que interfere diretamente no desempenho profissional.

Outros sinais físicos, como pele excessivamente seca, constipação intestinal e alterações no ciclo menstrual, completam o quadro de alerta que muitas vezes passa batido.

KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty ImagesIlustração colorida de tireoide - Metrópoles
Manter hábitos saudáveis favorece o bom funcionamento da tireoide

Quem deve redobrar a atenção?

A prevalência do hipotireoidismo não é uniforme. “O sexo feminino é o mais atingido, com incidência crescente após os 35 anos e um salto estatístico após os 60”, diz a especialista.

Segundo Verônica, o risco é acentuado para portadores de condições como diabetes tipo 1, lúpus e síndrome de Down, além de pacientes que utilizam medicamentos específicos, como o lítio e a amiodarona.

“Gestantes com histórico de abortos de repetição ou anticorpos antitireoidianos positivos representam um grupo de alto risco, exigindo vigilância para evitar complicações no parto”, alerta a endocrinologista.

Médica explica quando o cansaço pode indicar problema na tireoide - destaque galeria
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Ele abrange aspectos físicos, mentais e sociais

Faça substituições inteligentes na dieta para comer mais saudável
Praticar atividade física é essencial
 Os exercícios ajudam as pessoas a viver de forma mais equilibrada, saudável e feliz
O bem-estar contribui para a prevenção de doenças e melhora a qualidade do sono

Quando o exame laboratorial é necessário?

Embora a vontade de “checar tudo” seja comum em check-ups, a endocrinologista ressalta que a ciência médica brasileira não recomenda a triagem universal para adultos sem sintomas. A lógica é evitar o sobre-diagnóstico e tratamentos desnecessários em casos leves que poderiam nunca evoluir para uma doença real.

A investigação deve ser proativa e estratégica. “Mulheres acima de 35 anos, por exemplo, devem realizar a triagem a cada cinco anos. Para os demais, a regra é clara: se houver ganho de peso sem mudança na dieta, alteração constante no humor ou cansaço inexplicável, é hora de procurar um especialista.”

O diagnóstico precoce evita que a “lentidão” do metabolismo se transforme em prejuízos graves à qualidade de vida, alerta a especialista.

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