Mikhail METZEL / POOL / AFPNesta fotografia distribuída pela agência estatal russa Sputnik, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa de uma reunião com o vice-ministro da Defesa e presidente da Fundação Defensores da Pátria em Moscou, em 30 de dezembro de 2025. (Foto de Mikhail METZEL / POOL / AFP)
A Rússia afirmou, nesta quinta-feira (26), que não tem “prazos” para chegar a um acordo que ponha fim à guerra de quatro anos na Ucrânia, pouco antes de uma reunião em Genebra para preparar uma nova rodada de negociações.
Negociadores russos e ucranianos viajaram a Genebra para conversas separadas com autoridades americanas.
Este encontro faz parte de um tenso processo de negociação liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma tentativa de pôr fim ao pior conflito armado na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, que deixou centenas de milhares de mortos e feridos, milhões de ucranianos deslocados para o exterior e destruição generalizada.
Diversas rodadas de negociações não conseguiram produzir um acordo. Moscou insiste em exigências territoriais e políticas inflexíveis que Kiev rejeitou por considerá-las equivalentes à rendição.
“Vocês ouviram algo nosso sobre prazos? Nós não temos prazos, temos tarefas. E estamos cumprindo-as”, declarou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, segundo agências de notícias estatais.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, também afirmou ser muito cedo para fazer “previsões”.
“Seria um grande erro tentar definir qualquer tipo de fase ou fazer qualquer tipo de previsão agora. Não quero cometer esses erros”, disse ele à mídia estatal.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, afirmou repetidamente que uma reunião com seu homólogo russo, Vladimir Putin, é necessária para chegar a um acordo sobre questões-chave, como o destino do território no leste da Ucrânia que a Rússia deseja controlar.
Peskov reiterou nesta quinta-feira que Moscou não aceitará uma cúpula presidencial até que as negociações estejam concluídas, e somente então assinará um acordo alcançado entre as equipes de negociação.
Mais ataques russos
O encontro na Suíça foi precedido por mais uma noite de ataques russos na Ucrânia e pela troca de restos mortais de soldados mortos em combate.
A Rússia anunciou ter entregado mil corpos de soldados ucranianos a Kiev em troca dos restos mortais de 35 militares russos.
Moscou disparou cerca de 420 drones e 39 mísseis contra o país vizinho, deixando dezenas de feridos, incluindo crianças, anunciou Zelensky na rede X. A maioria dos mísseis foi interceptada, mas causaram danos a infraestruturas cruciais e edifícios residenciais em oito regiões, especificou ele.
Em Kiev, jornalistas da AFP ouviram explosões no meio da noite durante os ataques aéreos russos.
Esses bombardeios ocorreram antes do encontro em Genebra entre o negociador ucraniano Rustem Umyerov e os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump.
Na noite de quarta-feira, Zelensky e Trump conversaram por telefone durante 30 minutos sobre a reunião em Genebra e os preparativos para novas negociações trilaterais, agendadas para o “início de março”, segundo o presidente ucraniano.
O assessor econômico do Kremlin, Kirill Dmitriev, também tem uma reunião marcada com Witkoff e Kushner em Genebra, de acordo com uma fonte citada na quarta-feira pela agência de notícias estatal russa Tass.
Zelensky afirmou no início de fevereiro que Moscou, por meio de Dmitriev, propôs a Washington a retomada da cooperação econômica e a assinatura de acordos de cooperação no valor de centenas de bilhões de dólares.
As negociações, baseadas em um plano americano apresentado no final do ano passado, estão paralisadas principalmente devido à situação no Donbass, a região industrial no leste da Ucrânia que tem sido o epicentro dos combates.
A Rússia insiste em obter o controle total da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, e ameaçou tomá-la à força caso Kiev não ceda na mesa de negociações. A Ucrânia se opõe e se recusa a assinar um acordo sem garantias de segurança que impeçam a Rússia de invadi-la novamente.
Um homem que estava como motorista da carreta que transportava a carga de 12 milhões cigarros contrabandeados informou às autoridades policiais que receberia a quantia de R$ 5 mil para levar o produto para Arapiraca, município do Agreste do Estado. O flagrante aconteceu em trecho da AL-220, na altura da cidade alagoana, nessa quarta-feira (25).
O material avaliado em R$ 1,5 milhão foi apreendido por equipes da Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Militar. O veículo havia saído do Mato Grosso do Sul e era monitorado pela polícia desde a passagem por Feira de Santana, na Bahia.
Veja vídeos:
"A carga estava sendo transportada em uma carreta e foi abordada no município de Arapiraca, onde seria seu destino final. O veículo contendo o ilícito iniciou sua viagem na cidade de Mato Grosso do Sul e continha nota fiscal simulando transporte de biscoitos", destacou a PRF em informe à imprensa.
A carga apreendida foi encaminhada para a Central de Polícia Civil, assim como o veículo de grande porte, para a adoção dos procedimentos legais cabíveis. Não foi informado se o homem ficou preso na unidade.
Na manhã desta quinta-feira (26) a prefeita Tia Júlia convocou uma reunião emergencial com a equipe da administração pública municipal e um funcionário da empresa Conasa ( que realiza obras de saneamento básico no município). O objetivo do encontro foi a elaboração de um plano estratégico a fim de reparar os da dos causados pelas fortes chuvas que atingiram Palmeira durante esta madrugada.
Além da chefe do poder executivo em Palmeira, participaram da reunião os secretários municipais de infraestrutura Thiago Tavares, Urbanismo Geraldo Netto, de Defesa Civil Carlos Guruba, de Desenvolvimento Urbano Nilson , o Superintendente Municipal de Transporte e Trânsito Genival Dindor, além do procurador-geral do município Klenaldo Oliveira.
As ordens da gestora municipal foram claras: nos próximos dias, a empresa Conasa deverá paralisar todas as obras de saneamento na cidade e deve ser montado um mutirão de limpeza das vias e reparação dos transtornos causados. Este conjunto de atividades será elaborado por uma ação conjunta das secretarias.
O procurador-geral do município klenaldo Oliveira observou que apesar da essencialidade da obra, neste momento, a prioridade é assegurar a proteção da população durante o período de chuvas. “Acreditamos que a paralisação destas obras por um pequeno intervalo de tempo não irá onerar a empresa, mas ajudará a superar as adversidades neste período” , disse Klenaldo.
Até o momento, não foram registrados desabrigados no município e a instrução é para que a população procura a guarda civil municipal e a Defesa Civil m casos emergenciais.
A prefeita Tia Júlia ressaltou o compromisso da gestão pública com o bem-estar da população. “A segurança do povo é a nossa prioridade e faremos o impossível para que os danos sejam reparados. A Conasa já foi acionada diversas vezes sobre a necessidade de respeitar a nossa população e não vamos permitir que mais pessoas sejam prejudicadas com a continuidade momentânea destas obras”, declarou.
“As frutas vermelhas são fontes de antocianinas e flavonoides, ambos antioxidantes que reduzem a inflamação e melhoram a saúde vascular”, enfatiza a pós-graduada em prevenção e tratamento de doenças relacionadas à idade.
No rol de alimentos citados pela médica, constam as nozes
O líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong Un, afirmou que o país pode “destruir completamente” a vizinha Coreia do Sul, caso sua segurança seja ameaçada, em comentários nesta quinta-feira, 26. Ele reiterou sua recusa em se engajar com Seul, mas deixou a porta aberta para o diálogo com os EUA ao concluir um congresso do partido que delineou as metas políticas para os próximos cinco anos.
No congresso, Kim disse que o desenvolvimento acelerado de seu programa nuclear e de mísseis nos últimos anos “consolidou permanentemente” o status do país como um Estado com armas nucleares, e pediu que Washington descarte o que ele percebe como políticas “hostis” em relação à Coreia do Norte se quiser retomar o diálogo há muito paralisado.
O Ministério da Unificação da Coreia do Sul disse que é lamentável que o país vizinho continue a definir as relações intercoreanas como hostis e que Seul “pacientemente” buscará esforços para estabilizar a paz.
Nos últimos anos, Kim tem intensificado sua retórica em relação a Seul e sublinhado sua rejeição à diplomacia intercoreana. Especialistas dizem que isso provavelmente não prenuncia confrontos militares, mas visa avançar um esforço mais amplo para afirmar um papel regional mais assertivo, respaldado pelo arsenal nuclear de Kim e seus laços com Moscou e Pequim.
A Agência Central de Notícias da Coreia informou que, no congresso, Kim também pediu o desenvolvimento de novos sistemas de armas para fortalecer seu exército armado nuclearmente, incluindo mísseis balísticos intercontinentais que poderiam ser lançados debaixo d’água e um arsenal expandido de armas nucleares táticas, como artilharia e mísseis de curto alcance, visando a Coreia do Sul.
Um homem, de 45 anos, condenado a 12 anos e três meses de reclusão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável foi preso nessa quarta-feira (25), no município de Água Branca, no Sertão de Alagoas.
O acusado estava foragido com mandado de prisão expedido pela Vara do Único Ofício de Água Branca. O crime ocorreu no dia 08 de fevereiro de 2018, quando a vítima, então com 13 anos, foi abusada pelo marido da tia.
De acordo com relato da garota, o homem a levou para uma casa inabitada com a desculpa de pegar um chuveiro, e chegando ao local, ele cometeu os abusos sexuais.
Ainda segundo o depoimento, essa não teria sido a primeira tentativa de abuso por parte do acusado. Em outras ocasiões, quando ela estava sozinha na casa da tia, ele cometeu outros atos libidinosos.
Na época, o suspeito chegou a ficar preso preventivamente, mas foi solto. Em maio de 2023, a prisão foi decretada novamente. Desde então, ele se encontrava foragido.
“A prisão do foragido é mais uma ação voltada à repressão e prevenção de crimes contra a infância e a adolescência. A operação visa não apenas punir os responsáveis por esses atos, mas também proteger as vítimas e evitar a reincidência”, divulgou a assessoria.
O alinhamento planetário é um fenômeno que ocorre quando três ou mais planetas estão quase que espacialmente alinhados em um sistema planetário. As órbitas dos planetas do Sistema Solar estão mais ou menos em um mesmo plano.
“Como os planetas têm períodos orbitais diferentes e determinados pela gravitação (quanto mais próximos do Sol, mais rápidos), é relativamente comum que três ou mais planetas alinhem-se de vez em quando. Se for do ponto de vista observacional, a Terra tem que ser, necessariamente, um deles”, explica o observatório.
O que é o alinhamento?
Acontece que, segundo o Observatório Nacional, o que acontecerá de fato é que os planos do Sistema Solar estarão mais ou menos sobre um mesmo plano, não alinhados.
“Quando vemos um alinhamento planetário aqui da Terra, não os veremos formando uma linha reta, mas sim mais ou menos próximos entre si, em um mesmo pedacinho do céu, já que nós, na Terra, estamos sobre a linha. É como observar uma fila de pessoas ou de carros, estando nela”, explicou Gabriel Hickel, doutor em Astrofísica pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.
Será possível assistir ao evento?
Entre 18 e 28 de fevereiro, Lua, Vênus, Mercúrio, Saturno e Júpiter estarão no céu simultaneamente. Apesar disso, não será possível vê-los a olho nu.
“Ocorre que Mercúrio e Vênus estarão aparentemente muito próximos do Sol e é quase impossível vê-los. A palavra ‘aparentemente’ refere-se à nossa visão do céu e não à disposição dos planetas em suas órbitas no Sistema Solar”, completa o Observatório Nacional.
Apesar disso, o evento acontece em todo o Brasil. Para assistir, será necessário “ir para um local onde tenha um horizonte oeste desimpedido, sem edificações, morros ou árvores na sua linha de visada” e tudo depende da localização do observador.
Saturno, por sua vez, poderá ser visto por volta das 20h. Netuno e Urano não poderão ser vistos a olho nu.
O Observatório Nacional indica que, para se localizar e achar os planetas, os interessados usem o aplicativo Stellarium.
Saiba mais sobre os alinhamentos planetários
Segundo o ON, configurações planetárias como a deste final de fevereiro ocorrem praticamente todos os anos, assim como os alinhamentos planetários.
“Alinhamentos planetários não têm nenhuma influência significativa na Terra, além de proporcionar um espetáculo visual no céu. A influência gravitacional dos planetas sobre a Terra é pequena, causando pequenas alterações cíclicas na órbita da Terra e na inclinação do eixo de rotação do planeta, ao longo de milênios”, afirma.
No último dia 20, houve um alinhamento quase perfeito entre Terra, Saturno e Netuno, que ocorre a cada 35,5 anos. Caso se considerem todos os oito planetas do Sistema Solar, haverá um alinhamento quase perfeito a cada 85,7 anos.
Tudo o que comemos gera impactos ambientais: do uso do solo na lavoura, passando pelo transporte, processamento, consumo e descarte de embalagens e resíduos. Entender esse impacto ambiental da alimentação é complexo, mas já existem informações suficientes para orientar decisões mais bem informadas.
Escolhas sobre o tipo de alimento, quantidade e origem, além do planejamento e de refletir sobre nossa cultura do preparo em excesso são pontos fundamentais para reduzir o impacto dos sistemas alimentares.
Esses impactos não são facilmente comparáveis: a expansão agrícola pressiona a biodiversidade, os resíduos mal gerenciados contaminam rios e oceanos, e o transporte movido a combustíveis fósseis intensifica as mudanças climáticas. Mesmo as alternativas renováveis para combustíveis e energia acabam por criar uma competição por uso do solo.
Destrinchando os impactos ambientais da nossa comida
A produção agrícola tem grande influência nos impactos climáticos, pois gases de efeito estufa são emitidos pelo manejo do solo, pelas emissões entéricas de animais ruminantes e até mesmo pelo metano produzido em áreas de cultivo de arroz inundado. Há também emissões devidas à produção de fertilizantes e combustíveis usados no maquinário.
No caso da biodiversidade, um estudo global identificou que cerca de 20 países concentram a maior parte do impacto do uso do solo por lavouras. E o Brasil está entre os principais contribuidores desses impactos, não apenas pela escala do uso do solo, mas também pelo contexto ecológico.
À primeira vista, as pastagens podem dar a impressão de baixo ou nenhum impacto ambiental. E, dependendo do manejo das pastagens, elas realmente podem ter baixo impacto e podem até acumular carbono, o que é benéfico para o clima. Contudo, cientistas estimam que as pastagens contribuam com emissões de gases de efeito estufa em grande parte do Brasil.
Comer alimentos de proveniência local tem vantagens, já que distâncias mais curtas geram menos impactos durante o transporte; porém, o transporte causa um impacto relativamente pequeno na cadeia de produção de alimentos.
No que se refere ao processamento de alimentos, pesquisadores estimam que o processamento em si gera uma parcela pequena dos impactos, em volta de 4%. Fazer comida em casa também pode parecer melhor para o meio ambiente, mas a vantagem ambiental depende de diversos fatores, como tipo e a quantidade de energia utilizada.
A carne é um produto com alto impacto ambiental, mas o impacto também pode ser altamente variável. O impacto ambiental da carne bovina depende, entre outros fatores, de se a carne é proveniente de gado de corte ou gado leiteiro. Isso porque, no caso do gado leiteiro, as emissões associadas são compartilhadas entre o leite e a carne produzidos.
Muito se fala sobre evitar desperdícios, pois todo alimento perdido acarreta impactos associados à sua produção. Porém, a vantagem ambiental dependerá também de como o alimento será aproveitado. Utilizar as folhas e os talos da beterraba em um refogado, em vez de outra verdura, gera um benefício ambiental que pode ser mensurável.
No entanto, esse nem sempre é o caso. Ao se aproveitar a casca do abacaxi para fazer um bolo com o chá do suco da casca, por exemplo, seria necessário utilizar ovos, açúcar, farinha e manteiga: e isso seria pouco justificável do ponto de vista ambiental.
Isso porque, além do uso do forno, todos esses ingredientes trazem impactos adicionais associados à energia e à sua produção, enquanto a casca que sobrará ainda deverá ser descartada. A questão mais importante a se colocar é se o bolo seria feito de qualquer jeito ou se foi feito apenas para aproveitar as sobras da casca do abacaxi.
O uso de embalagens para alimentos por varejistas gera diversos debates sobre seus impactos ambientais e sua utilidade para o consumidor. Embalagens desenvolvidas para estender a vida útil do produto, evitando perdas no transporte e reduzindo o desperdício no ponto de venda, podem representar uma vantagem ambiental.
Por outro lado, quando não há uma gestão adequada de resíduos sólidos, essas embalagens podem terminar no meio ambiente. No Brasil, 32% dos municípios encaminham seus rejeitos para lixões, e apenas 14,7% da população urbana é atendida por coleta seletiva porta a porta. Quando reciclamos, reduzimos a necessidade de extração de novos recursos, mas esse processo também consome energia e outros insumos.
Todos nós precisamos comer, e tudo o que comemos gera um impacto, mas comer de acordo com recomendações nutricionais traz vantagem para a saúde e para o ambiente. Um estudo feito para o caso do Brasil, com base em dados derivados de uma revisão bibliográfica internacional, apontou que a dieta brasileira apresenta 30% mais emissões de carbono do que o ideal para a saúde e o clima.
Precisamos entender o impacto ambiental da nossa alimentação, para que possamos tomar decisões mais bem informadas sobre o que colocamos em nossa mesa.
Uma adolescente é procurada pela Polícia Militar de Rondônia (PMRO) suspeita de assassinar o avô, identificado como José Lucas dos Santos Filho, com três tiros pelas costas e deixar a avó gravemente ferida. O crime foi registrado na área rural distrito de Garimpo Bom Futuro, em Ariquemes (RO) na noite de segunda-feira (24/2).
Conforme a PMRO, a avó relatou que a neta havia chamado o casal para conversar. Quando os idosos se sentaram no sofá, a neta saiu da sala e voltou com uma arma. Pelas costas, ela atingiu o avô, que morreu na hora e em seguida atirou contra a avó, que foi baleada na boca. A mulher correu para o banheiro tentando se esconder e gritou por socorro.
“Ferida, ela correu para o banheiro na tentativa de se proteger, mas foi novamente alvejada, desta vez no peito. A suspeita ainda tentou efetuar outro disparo, porém a arma falhou. A vítima então fingiu estar morta, o que fez com que a agressora deixasse o local”, informou a PMRO.
A Polícia foi acionada pela filha das vítimas, que não mora no local, mas recebeu a ligação de vizinhos relatando ter ouvido gritos no casa dos idosos. Ao chegar no imóvel, a equipe da PMRO encontrou o idoso já morto sobre o sofá e a mulher ferida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), foi acionado e realizou o atendimento da vítima.
O caso segue em investigação e a suspeita é procurada. A Polícia apura se há outros envolvidos no crime.
Alterações discretas na circulação do sangue no cérebro podem estar ligadas ao desenvolvimento do Alzheimer ainda antes do surgimento dos sintomas. É o que indica um estudo publicado na revista Alzheimer’s and Dementia The Journal of the Alzheimer’s Association em 13 de fevereiro, conduzido por pesquisadores da Escola de Medicina Keck da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
A pesquisa analisou adultos mais velhos com e sem comprometimento cognitivo e encontrou associação entre medidas do fluxo sanguíneo cerebral, níveis de oxigenação e sinais já conhecidos do Alzheimer, como o acúmulo de proteína amiloide e a redução do hipocampo, região importante para a memória.
Os achados, segundo os autores, reforçam a ideia de que a saúde dos vasos sanguíneos do cérebro pode influenciar o desenvolvimento da doença desde fases iniciais.
“A proteína amiloide e a proteína tau costumam ser vistas como centrais no Alzheimer, mas o fluxo sanguíneo e o fornecimento de oxigênio também são fundamentais”, afirma Amaryllis Tsiknia, principal autora do estudo, em comunicado.
Segundo ela, quando o sistema vascular cerebral se comporta de maneira mais próxima ao envelhecimento saudável, também aparecem sinais associados a melhor saúde cognitiva.
Como o fluxo sanguíneo foi avaliado
Para investigar essas alterações, os pesquisadores utilizaram duas técnicas não invasivas e indolores. Uma delas foi o ultrassom Doppler transcraniano, que mede a velocidade do sangue nas principais artérias cerebrais.
A outra foi a espectroscopia de infravermelho próximo, capaz de avaliar como o oxigênio chega ao tecido cerebral perto da superfície do cérebro.
As informações foram combinadas por meio de modelos matemáticos que estimam a eficiência da função vascular cerebral. Os indicadores mostram como o cérebro ajusta o fluxo sanguíneo e a oferta de oxigênio diante de variações naturais da pressão arterial e dos níveis de dióxido de carbono.
Os participantes com indicadores vasculares mais próximos do padrão considerado saudável apresentaram níveis menores de proteína amiloide e maior volume do hipocampo, características associadas a um menor risco de Alzheimer.
Já pessoas com comprometimento cognitivo leve ou demência mostraram sinais de funcionamento vascular mais frágil.
“Essas medidas vasculares parecem captar algo relevante sobre a saúde cerebral e se alinham ao que observamos em exames mais complexos usados no estudo do Alzheimer”, explica Meredith Braskie, autora sênior do trabalho.
Para os pesquisadores, isso sugere uma interação importante entre a circulação sanguínea, a oxigenação do cérebro e os processos biológicos envolvidos na doença.
8 imagens
Possibilidade de identificação mais precoce
Outro ponto destacado pelos cientistas é que os métodos utilizados são mais simples e menos caros do que exames tradicionais, como ressonância magnética ou tomografia por emissão de pósitrons. Além disso, não exigem injeções nem exposição à radiação, o que pode facilitar a aplicação em triagens mais amplas.
Os autores ressaltam, porém, que os resultados representam um retrato pontual e não comprovam causa direta. Estudos de longo prazo já estão em andamento para acompanhar os participantes e verificar se essas alterações vasculares conseguem prever o declínio cognitivo ou a resposta a tratamentos futuros.
“Se conseguirmos monitorar esses sinais ao longo do tempo, poderemos identificar pessoas em maior risco mais cedo e avaliar se melhorar a saúde vascular pode retardar as alterações cerebrais ligadas ao Alzheimer”, conclui Tsiknia.
Um projeto de lei (PL) protocolado nesta quarta-feira (25/2), na Câmara Legislativa (CLDF), quer criar uma norma no Distrito Federal para a proteção à continuidade da pesquisas científicas.
De autoria do deputado distrital Eduardo Pedrosa (União Brasil), a proposta, batizada de “Lei Tatiana Coelho Sampaio”, tem como objetivo “estabelecer diretrizes para garantir segurança jurídica, previsibilidade administrativa e continuidade aos projetos de pesquisa científica, tecnológica nas áreas de saúde e inovação biomédica estratégica, financiados com recursos públicos distritais”.
Segundo o parlamentar, ao nomear a lei como “Tatiana Coelho Sampaio”, a CLDF homenageia a trajetória da pesquisadora brasileira, professora doutora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que fez a descoberta da polilaminina, medicamento que em pesquisas apresentou potencial de reverter lesões medulares em humanos.
“No campo da saúde, a pesquisa científica não é apenas produção acadêmica, é esperança concreta para pacientes com câncer, doenças raras, doenças negligenciadas, transtornos do neurodesenvolvimento e condições crônicas que impactam milhares de famílias do Distrito Federal”, disse Eduardo Pedrosa.
De acordo com o texto da proposta, fica proibido o cancelamento ou a suspensão imotivada de bolsas, auxílios e contratos de pesquisa já formalizados.
Qualquer interrupção só poderá ocorrer mediante decisão fundamentada, com direito ao contraditório e à ampla defesa.
Em caso de contingenciamento orçamentário, o Executivo local deverá comunicar os pesquisadores com antecedência mínima de 90 dias e assegurar recursos para preservar materiais biológicos, ensaios clínicos e bancos de dados cuja perda seja irreversível.
O texto também estabelece prioridade no pagamento de bolsas e fomentos individuais em relação a despesas administrativas. Projetos considerados estratégicos terão tramitação preferencial nos órgãos de fomento, regulação e fiscalização do DF.
Áreas prioritárias
Serão classificados como estratégicos os estudos voltados a danos neurológicos graves, doenças raras, câncer, imunologia e doenças negligenciadas, além de pesquisas em terapias avançadas, biotecnologia, saúde digital e tecnologias assistivas.
A proposta também contempla iniciativas que reduzam a dependência do DF na importação de insumos de saúde e fortaleçam a produção tecnológica local.
Entre os objetivos da lei, estão a preservação do investimento público já realizado, a proteção da propriedade intelectual gerada com recursos distritais e a transparência no cronograma de repasses financeiros.
A medida está alinhada aos princípios do Sistema Único de Saúde, ao incentivar a incorporação responsável de novas tecnologias na assistência à população.
Justificativa
Na justificativa do projeto, o deputado afirma que a descontinuidade de projetos por instabilidade administrativa ou bloqueios orçamentários tem provocado desperdício de recursos, perda de dados científicos, desmobilização de equipes qualificadas e prejuízos a pacientes que participam de pesquisas clínicas.
“O Distrito Federal abriga instituições de excelência, universidades, hospitais de referência e centros de pesquisa com alto potencial de inovação biomédica. Contudo, para que esse ecossistema se fortaleça, é imprescindível assegurar segurança jurídica, previsibilidade e ambiente institucional estável”, disse Eduardo Pedrosa.
A proposta ainda passará pelas comissões e pelo Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Em uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) , a Prefeitura de Palmeira dos Índios realizará na quinta-feira (05) o Encontro do Ecossistema de Inovação do Agreste. O evento acontecerá no Cesmac Sertão, localizado na no bairro Vila Maria e tem início às 14h. A ideia é reunir representantes de instituições, empreendedores e atores locais para discutir estratégias voltadas ao fortalecimento da inovação na região.
O encontro tem como objetivo promover o diálogo entre os integrantes do ecossistema e alinhar ações estratégicas para o desenvolvimento econômico, tecnológico e sustentável do Agreste. A programação contará com abertura institucional, seguida da apresentação das iniciativas de inovação desenvolvidas pelos atores locais, além do alinhamento sobre próximos eventos e projetos. O encerramento está previsto para as 16h. A modalidade do evento é presencial.
De acordo com o secretário municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico Júlio Cesar Permínio, o encontro representa um passo importante para consolidar Palmeira dos Índios como referência regional em inovação. “Estamos fortalecendo conexões entre poder público, instituições de ensino, empreendedores e sociedade civil. Esse diálogo é essencial para impulsionar novas oportunidades e fomentar o crescimento econômico sustentável do nosso município e de toda a região”, destacou o secretário.
A prefeita Tia Júlia reforçou o compromisso da gestão com o desenvolvimento do município. “Investir em inovação é investir no futuro de Palmeira dos Índios. Nosso governo trabalha para criar um ambiente favorável ao empreendedorismo, à tecnologia e à geração de emprego e renda. Esse encontro demonstra que estamos no caminho certo, construindo parcerias e planejando ações concretas para o crescimento da nossa cidade”, afirmou a prefeita.
A discussão sobre conservantes em alimentos ganhou novo fôlego com estudos recentes feitos na França. Pesquisadores da Université Sorbonne Paris Nord e da Université Paris Cité encontraram associação entre maior consumo de certos aditivos e aumento de risco de câncer, especialmente de mama, próstata e cólon.
Os trabalhos não provam causa e efeito, mas reforçam um ponto central: a exposição contínua a aditivos químicos merece atenção. Em um país onde os ultraprocessados ocupam prateleiras inteiras, saber ler o rótulo deixa de ser detalhe e vira ferramenta de prevenção.
Conservantes e câncer: o que os novos estudos estão mostrando
Conservantes são aditivos usados para aumentar a validade dos alimentos. Eles evitam crescimento de microrganismos e retardam reações químicas que estragariam o produto. Na rotulagem europeia, muitos aparecem sob códigos entre E200 e E299, ou como antioxidantes entre E300 e E399.
Os estudos franceses analisaram dados de mais de 100 mil adultos da coorte NutriNet-Santé. A equipe avaliou a ingestão habitual de diversos conservantes alimentares e acompanhou a incidência de câncer ao longo de cerca de 14 anos.
Resultados preliminares apontam que maior consumo de alguns aditivos específicos, como sorbatos, sulfitos, nitritos, nitratos e acetatos, esteve ligado a risco um pouco maior de câncer em geral, além de mama e próstata. Os aumentos variaram, em geral, entre 10% e 30%, dependendo do composto analisado.
Importante destacar: trata-se de pesquisa observacional. Os autores não afirmam que o conservante “causa” câncer sozinho, mas que há uma associaçãoestatística. Outros fatores de estilo de vida ainda podem influenciar os resultados.
Onde esses conservantes aparecem na alimentação
Na prática, esses aditivos estão espalhados em diferentes categorias. Processados cárneos, bebidas industrializadas, molhos prontos, pães de pacote, sobremesas e refeições congeladas são alguns exemplos de fontes frequentes.
Entre os conservantes mais comuns estão:
Nitrato e nitrito de sódio: presentes em bacon, salsicha, salame e outros embutidos.
Sorbato de potássio: usado em doces, coberturas, queijos processados, condimentos e carnes industrializadas.
Sulfitos: encontrados em biscoitos, cereais matinais, sucos engarrafados, vinhos e embutidos.
Acetatos e ácido acético: empregados em produtos de panificação e refeições prontas.
Segundo a nutricionista Cynthia Howlett, da Sanutrin, corantes, conservantes, aromatizantes e realçadores de sabor costumam atuar juntos.
“Grande parte desses alimentos com cores mais intensas utiliza aditivos artificiais, que deixam o gosto mais marcante, a cor mais vibrante e chamam mais a atenção do consumidor”, explica.
Conservantes, ultraprocessados e perda de qualidade nutricional
Do ponto de vista tecnológico, conservantes ajudam a reduzir desperdício e garantir segurança microbiológica. O problema começa quando produtos ricos em aditivos ocupam espaço que poderia ser de alimentos in natura ou minimamente processados.
Cynthia lembra que, em muitos casos, há perda de propriedades naturais. “Um açaí, por exemplo, que tem propriedade antioxidante, é uma fruta super rica, com uma gordura considerada boa, mas quando se mistura com xarope, corante e açúcar, acaba perdendo essas características”, afirma.
Além da perda nutricional, o consumo frequente de ultraprocessados pode estar ligado a processos inflamatórios, alergias e sintomas como dores de cabeça e alterações intestinais, que nem sempre são associados à alimentação no primeiro momento.
Por que reduzir a exposição pode ajudar na prevenção
Os estudos franceses sugerem que alguns conservantes podem interferir em vias inflamatórias e no equilíbrio do microbioma intestinal. Em laboratório, certos compostos mostram capacidade de danificar células e DNA, o que teoricamente poderia favorecer o desenvolvimento de tumores.
Na vida real, é difícil separar totalmente o efeito do aditivo do impacto global dos ultraprocessados. Quem consome muitos alimentos industrializados tende a ter dieta mais pobre em fibras, frutas e verduras, o que já é um fator conhecido de risco para câncer e outras doenças crônicas.
Por isso, especialistas defendem uma abordagem combinada. Menos ultraprocessados com longo rótulo, mais alimentos frescos e atenção especial a grupos de aditivos hoje sob suspeita, como certos sorbatos, sulfitos e nitritos.
Como ler o rótulo e identificar conservantes na prática
Entender o rótulo é um dos caminhos mais diretos para reduzir a exposição a aditivos. No Brasil, a rotulagem frontal por lupa chama atenção para alto teor de sódio, açúcar e gordura, mas não destaca corantes, conservantes e realçadores de sabor de forma específica.
Essas substâncias aparecem, em geral, na lista de ingredientes, muitas vezes com nomes técnicos pouco amigáveis. Termos como “benzoato de sódio”, “sorbato de potássio”, “metabissulfito” ou “nitrato de sódio” passam despercebidos em uma leitura rápida.
Para Cynthia, o consumidor precisa ganhar familiaridade com esses termos. “É importante entender os ingredientes, a composição do alimento que está sendo comprado e procurar decifrar esses nomes”, orienta a nutricionista.
Checklist rápido para analisar rótulos no mercado
Observe as cores. Tons muito vibrantes e padronizados costumam indicar uso de corantes artificiais.
Leia toda a lista de ingredientes. É ali que aparecem corantes, conservantes e realçadores de sabor.
Desconfie de listas longas. Muitos nomes químicos seguidos sugerem produto altamente ultraprocessado.
Compare versões. Muitas vezes, a mesma categoria de produto tem opções com menos aditivos.
Não é necessário decorar todos os códigos. Com o tempo, a repetição de alguns nomes facilita a identificação.
Descobrir mais
Compre vitaminas e suplementos
Mercearia
Saúde
Impacto dos ultraprocessados na rotina e na saúde
O grande desafio é a frequência. Comer um alimento industrializado em uma ocasião específica não equivale a uma exposição diária e contínua a diversos aditivos. O risco, quando existe, vem justamente do hábito.
No dia a dia, é comum que café da manhã, lanche e jantar incluam produtos com diversos conservantes e aditivos. Pão de pacote, presunto, biscoitos, refrigerante, macarrão instantâneo, molho pronto. A soma dessa rotina, ao longo de anos, é o que desperta preocupação em pesquisadores.
Ao mesmo tempo, a praticidade desses alimentos é real. Por isso, a estratégia mais viável costuma ser reduzir, não necessariamente zerar, o consumo. Substituições graduais e planejamento das refeições podem fazer grande diferença na exposição total a aditivos.
Ao analisar fósseis encontrados no noroeste da Austrália, cientistas descobriram que há 250 milhões de anos a Terra era habitada por dois anfíbios marinhos gigantes. Ambos foram achados na região de Kimberley nas décadas de 1960 e 1970, mas foram extraviados anos depois, dificultando análises mais detalhadas que só foram feitas a partir de 2024.
Os animais pertencem aos gêneros Erythrobatrachus e Aphaneramma e estiveram presentes em nosso planeta na Era Mesozoica (também chamada de Era dos Dinossauros).
Os fósseis fazem parte dos primeiros vertebrados marinhos com membros da Terra. Eles se tornaram predadores aquáticos dominantes após a extinção em massa ocorrida na transição entre os períodos paleozoico e mesozoico.
“Os tetrápodes emergiram como predadores marinhos dominantes durante o início do Triássico, com os temnospondilos trematossaurídeos representando um dos primeiros grupos a se irradiar globalmente após a extinção em massa do Permiano-Triássico”, escrevem os autores no estudo.
O trabalho foi liderado pelo Museu Sueco de História Natural, em parceria com o Museu da Austrália Ocidental e universidades norte-americanas. Os resultados foram publicados nesse domingo (22/2) na revista Journal of Vertebrate Paleontology.
Detalhes dos anfíbios gigantes
Assim que foram descobertos há pouco mais de 60 anos, os pesquisadores apontaram que os fragmentos encontrados pertenciam a uma única espécie, a Erythrobatrachus noonkanbahensis. Ela era do grupo dos temnospondilos trematossaurídeos, animais parentes das salamandras e rãs atuais, mas podendo atingir até dois metros de comprimento e tendo uma aparência mais parecida com os crocodilos.
No entanto, a nova análise revelou que os ossos eram de dois gêneros distintos de trematossaurídeos: Erythrobatrachus e Aphaneramma.
Investigações de alta resolução no primeiro fóssil mostram que o crânio tinha cerca de 40 cm e era largo. Já o Aphaneramma tinha o tamanho craniano parecido, mas o focinho era longo e estreito, adaptado para caçar peixes pequenos. Apesar de nadarem em águas abertas e viverem no mesmo ambiente, ambos não disputavam as mesmas presas.
Enquanto o Erythrobatrachus só foi identificado na Austrália, outros exemplares fósseis de Aphaneramma já foram descritos no Oceano Ártico escandinavo, partes da Rússia, no Paquistão e em Madagascar. A hipótese é que o gênero teve várias funções ecológicas e se espalhou amplamente pela Terra.
Após as descobertas, os fósseis foram devolvidos às autoridades australianas, que irão decidir para onde irão os fragmentos.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1973/23, que inclui a certidão de antecedentes criminais e a certidão judicial cível e criminal como documentos obrigatórios na habilitação para o casamento.
O texto altera o Código Civil, que já exige dos noivos vários documentos. O relator, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), recomendou a aprovação da proposta, de autoria da deputada Dayany Bittencourt (União-CE).
Transparência
O texto aprovado prevê que ambos os noivos deverão ter ciência do conteúdo das certidões. Essa documentação deverá ser obtida junto às comarcas onde cada um reside e também onde exerce atividades laborais.
A proposta estabelece ainda que o fato de a certidão ser positiva – ou seja, com apontamentos criminais ou cíveis — não impede a aprovação da habilitação para o casamento, salvo em casos de causas impeditivas e suspensivas já previstas.
Próximos passos
Como tramita em caráter conclusivo, o projeto de lei deverá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara.
Para virar lei, a versão final terá de ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.
Especialista pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), o médico Herik Oliveira explica que o excesso de sal tende a acelerar o acúmulo de gordura no interior desses vasos. Ele destaca que o consumo de alimentos ricos em cloreto de sódio desencadeia algumas ações. “Primeiramente, ocorre um dano na parede das artérias”, frisa.
O terceiro tópico listado pelo médico é o aumento da pressão arterial: “O sódio retém líquido, o que consequentemente aumenta o volume de sangue nas artérias e eleva a pressão que pode lesionar a parede dos vasos”. O especialista acrescenta sobre esse ciclo ocasionar uma “mudança na estrutura” interna desses tubos. “Deixa-os menos elásticos e mais rígidos e estreitos, agravando o quadro de aterosclerose”, cita.
Segundo o cirurgião vascular, deve-se evitar alimentos ricos em sal, a exemplo de alimentos ultraprocessados e embutidos, para evitar a piora das placas de gordura nas artérias. “É sempre recomendado que o paciente procure um médico para fazer uma orientação em relação à alimentação e ao controle da pressão arterial e de fatores de risco, como níveis de colesterol e triglicerídeos”, sugere Herik.