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A endometriose é uma condição que afeta milhões de mulheres e, apesar de ser comum, o diagnóstico ainda demora muito tempo para ser feito. No Brasil, a doença pode levar, em média, sete anos para ser identificada, segundo dados do Ministério da Saúde.

A demora ocorre, muitas vezes, porque sintomas importantes acabam sendo confundidos com desconfortos considerados “normais” do ciclo menstrual. Porém, os especialistas de saúde orientam que os sinais não podem ser ignorados.

“A dor que limita a rotina não deve ser tratada como ‘normal’. Quando os sintomas se repetem, a orientação é procurar um ginecologista para investigação adequada, porque o atraso no diagnóstico pode prolongar o sofrimento e adiar o tratamento”, explica a ginecologista Maria Marta Martins, da Doctoralia.

Dor não deve ser tratada como normal

A endometriose ocorre quando um tecido parecido com o que reveste o interior do útero cresce fora do órgão, podendo atingir ovários, trompas e outras regiões da pelve.

A condição provoca inflamação e pode causar dor intensa, além de afetar a fertilidade em alguns casos. Mesmo assim, muitas mulheres convivem com os sintomas por anos antes de receberem um diagnóstico.

O problema ganha destaque especialmente em março, período marcado pelo Março Amarelo, campanha de conscientização sobre a doença, e pelo Dia Internacional da Mulher, que reforça debates sobre saúde feminina.

“Nem sempre o diagnóstico é realizado da melhor forma e logo de início, podendo levar até 10 anos para ser feito. Essa é a maior dificuldade, já que as dores da endometriose podem ser confundidas com dores rotineiras do ciclo menstrual”, afirma o ginecologista Patrick Bellelis, especialista na doença e de São Paulo.


Principais sinais de alerta da endometriose

A doença pode se manifestar de formas diferentes e se aparecem com frequência ou se tornam mais intensos ao longo do tempo, a recomendação é buscar avaliação médica.


Mulher com pijama branco com cólica deitada em sofá - Ginecologistas explicam os principais sinais de alerta da endometriose - Metrópoles

Busca por informação cresce na saúde digital

O interesse por temas relacionados à saúde feminina também tem aumentado no ambiente digital. Um levantamento da plataforma de saúde Doctoralia aponta que 72% dos usuários do serviço no Brasil são mulheres.

A pesquisa mostra ainda que ginecologia é a especialidade mais procurada no país e que a endometriose aparece como a segunda condição de saúde mais pesquisada, atrás apenas do autismo.

Segundo os especialistas, o acesso à informação pode ajudar as pacientes a reconhecer sintomas e procurar atendimento mais cedo, o que contribui para reduzir o atraso no diagnóstico.

Diagnóstico precoce melhora qualidade de vida

Embora ainda não tenha cura definitiva, a endometriose pode ser controlada com diferentes abordagens, que incluem medicamentos, acompanhamento médico e, em alguns casos, cirurgia.

Por isso, os especialistas reforçam que não é normal conviver com dor muito forte por períodos longos. A avaliação de um médico especializado no assunto é fundamental para identificar a causa dos sintomas e iniciar o tratamento certo o quanto antes.

Março traz diferentes oportunidades para quem gosta de olhar para o céu. O mês reúne conjunções planetárias, fases importantes da Lua e o equinócio que marca a mudança de estação no Hemisfério Sul.

Embora um dos eventos mais aguardados, o eclipse lunar total, já tenha ocorrido no início do mês e não tenha sido amplamente visível no Brasil, ainda há fenômenos interessantes para acompanhar nas próximas semanas.

 Eclipse lunar abriu o mês, mas quase não foi visto no Brasil

O primeiro grande evento astronômico de março foi o eclipse lunar total do dia 3, popularmente chamado de “Lua de Sangue”. Segundo o doutor em astrofísica e professor da Universidade Católica de Brasília, Adam Smith, a fase total praticamente não pôde ser observada no Brasil.

“Em muitas regiões a Lua já estava abaixo do horizonte ou muito próxima dele”, explica.

Já o astrofísico Thiago Gonçalves afirma que o fenômeno foi melhor observado em regiões do Pacífico. Em alguns estados do oeste brasileiro, como partes da Amazônia, foi possível ver apenas uma parte do eclipse.

Ezra Acayan via Getty ImagesImagem colorida mostra Lua de Sangue fotografada nas Filipinas - Metrópoles
Fotógrafo juntou várias imagens em uma só e registrou todas as fases do eclipse lunar

“Parada planetária” reúne vários planetas no céu

Outro destaque do mês é a chamada “parada planetária”, quando vários astros aparecem na mesma faixa do céu logo após o pôr do sol. O alinhamento envolve

Apesar do nome chamativo, o fenômeno não significa que os planetas estejam perfeitamente alinhados no espaço. “Trata-se de um efeito de perspectiva visto da Terra, com vários planetas aparecendo em uma mesma região geral do céu”, explica Smith.

Júpiter será o planeta mais fácil de observar

Para quem quer começar a observar o céu, Júpiter é o melhor alvo do mês. O planeta permanece visível por várias horas após o anoitecer e pode ser identificado com relativa facilidade. Com binóculos ou telescópios simples também é possível observar alguns de seus satélites naturais, conhecidos como luas galileanas.

Fases da Lua também chamam atenção

A Lua continua sendo um dos objetos mais fáceis e interessantes de observar no céu. As principais fases deste mês são:

A fase de Lua Nova é especialmente favorável para observar estrelas, nebulosas e a faixa da Via Láctea em locais escuros.

Equinócio marca a chegada do outono

Outro evento importante no céu acontece no dia 20 de março, às 11h46 (horário de Brasília): o equinócio. O fenômeno marca a transição do verão para o outono no Hemisfério Sul.

Segundo Gonçalves, a data tem uma característica curiosa. “No dia do equinócio, a duração do dia e da noite é praticamente a mesma. Além disso, o Sol nasce exatamente no ponto cardeal leste e se põe exatamente no oeste”, explica.

Dicas para observar melhor o céu

Especialistas recomendam algumas medidas simples para aproveitar melhor o céu noturno:

Outra recomendação importante é nunca observar o Sol diretamente sem filtros adequados.

Nesta quinta-feira (12/3), é celebrado o Dia Mundial do Rim. No Brasil, a data tem coordenação da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), que cria ações para aumentar a conscientização sobre a importância da saúde dos rins e a prevenção das doenças nefrológicas em todo o país. Conforme dados do Ministério da Saúde, divulgados em 2024, a doença renal crônica (DRC) é uma condição que afeta em torno de 10% da população.

O nefrologista Elber Rocha explica que “preservar a saúde dos rins ao longo da vida” requer ter uma boa hidratação, reduzir o consumo de sal, evitar alimentos ultraprocessados e controlar a pressão arterial e glicemia, além de manter um peso saudável. “São medidadas fundamentais”, avalia o médico do Hospital Santa Lúcia, de Brasília (DF). Na prática clínica, o especialista costuma orientar os pacientes a incluírem vegetais frescos e naturais na alimentação.

Nefrologista aponta vegetal popular que beneficia a saúde dos rins - destaque galeria

A doença renal costuma estar acompanhada de condições cardiovasculares

A abobrinha é um vegetal com potencial de beneficiar os rins
Os rins são responsáveis pela filtragem do sangue

De acordo com o médico, comer determinados vegetais diariamente tende a ser “uma estratégia simples e eficaz” para cuidar da saúde renal. Para beneficiar esses órgãos, ele reforça que o “mais importante não é [consumir] um alimento isolado, mas sim o padrão alimentar como um todo”. Ao fazer o apontamento, Elber acrescenta a respeito dos rins serem “órgãos muito sensíveis aos hábitos de vida e à qualidade da dieta.”

Vegetal e rins

O especialista caracteriza a abobrinha como “leve, versátil e naturalmente pobre em sódio”. “Sabe-se que o consumo excessivo de sal está diretamente associado ao desenvolvimento de hipertensão arterial, uma das principais causas de doença renal crônica”, aponta. O nefrologista emenda: “Nesse contexto, substituir alimentos industrializados por vegetais frescos, como a abobrinha, é uma estratégia simples, mas muito relevante para quem deseja proteger os rins.”

Elber Rocha analisa que a abobrinha está “bastante presente na alimentação brasileira”. O médico sugere a leitura do livro Pouca Proteína & Muito Sabor — Receitas práticas para o paciente com doença renal crônica na fase não dialítica. “A obra reúne orientações nutricionais e receitas adaptadas para pessoas com doença renal crônica não dialítica”, esclarece. A publicação elaborada por especialistas está disponível em um link da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).

Marcos Antônio Gil Ricciardelli, o Marquito, encontra-se “em estado clínico estável, permanecendo internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta até o momento”, segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira (9/3).

“O paciente não apresentou episódios de febre nas últimas 24 horas e segue sob avaliação contínua da equipe médica, que realiza a análise dos demais procedimentos eventualmente necessários para a condução do tratamento”, diz o hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Marquito foi transferido para a unidade de saúde em São Paulo no sábado (7/3). Desde que sofreu o acidente, ele estava hospitalizado no Hospital Nipo-Brasileiro, também em São Paulo.

Acidente de Marquito

Internado desde o último dia 25, Marquito foi vítima de um grave acidente após ter um mal súbito e desmaiar enquanto pilotava uma moto na região da Vila Gustavo, na Zona Norte de São Paulo.

Após perder o controle do veículo, ele colidiu com outra motocicleta e teve ferimentos no rosto e uma fratura em uma costela. Ele foi atendido pelo outro motociclista, que era um enfermeiro e que prestou os primeiros socorros.

“Ninguém sabe ainda o porquê [do desmaio]”, contou a esposa de Marquito, Milva Maia, ao SBT. “Ele não tem problema de pressão alta, não tem problema de coração, joga bola. Tem diabetes, mas está controlado”, detalhou.

 

Os passageiros retidos em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, desde o último sábado (28), incluindo um grupo de brasileiros, começaram a voltar para a casa em voos fretados e regulares. A informação é da empresa MSC Cruzeiros, dona do navio de cruzeiro MSC Euribia, onde os passageiros viajavam.

“A MSC Cruzeiros organizou voos para mais de 1.500 hóspedes que estavam a bordo do MSC Euribia, em Dubai, para que pudessem deixar a região. Até o momento, sete voos transportando hóspedes da MSC Cruzeiros já partiram da região”, diz a empresa em nota divulgada nesta sexta-feira (6).

Segundo o comunicado, há voos fretados pela MSC Cruzeiros, voos com assentos garantidos em parceria com a Emirates e a Flydubai, em voos comerciais regulares, além de alguns voos organizados pelos governos.

Os hóspedes estão sendo repatriados para diversos destinos, incluindo Reino Unido, Itália, Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Brasil.

O grupo, que participava de um cruzeiro marítimo, deveria ter embarcado de volta ao Brasil no domingo (1º), mas devidos aos ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o espaço aéreo em diversos países da região foi fechado, impedindo o retorno.

O MSC Euribia, que transporta cerca de 5 mil passageiros, permanece atracado em um porto local “até novo aviso” por determinação de segurança das autoridades de segurança regionais e internacionais. “A situação a bordo está tranquila, e nossos hóspedes e tripulantes estão confortáveis e bem assistidos”, diz a MSC.

Em razão do conflito, a empresa cancelou o próximo cruzeiro do MSC Euribia com partida de Dubai em 7 de março; Doha, no Catar, em 8 de março; e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, em 11 de março.

 

Imagem colorida de expedição brasileira à Antártica - Metrópoles

Por meio do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), da Marinha do Brasil, vários cientistas brasileiros têm realizado expedições à Antártica. Um deles é o pesquisador Rodrigo Kerr, do Grupo de Oceanografia de Altas Latitudes (Goal) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), que faz viagens ao extremo sul do planeta desde 2002.

O objetivo do pesquisadores da Goal é investigar a interação física, química e biológica no local e o impacto das mudanças climáticas no ecossistema oceânico.

A coleta de dados na região é importante para nós. Apesar de estar bem longe do Brasil, a Antártica envia massas de ar polar (ou frente frias) para cá. Elas são responsáveis por determinar a temperatura e a quantidade de chuvas, especialmente no inverno. É como se o extremo sul fosse o “ar-condicionado” de toda a Terra.

No entanto, com o avanço das mudanças climáticas e o aquecimento do planeta, a interação entre nosso país e a Antártica pode ser bagunçada. As regiões geladas podem ficar mais quentes e, consequentemente, tornar o Brasil mais suscetível à ocorrência de eventos climáticos extremos, como fortes chuvas no Sul ou secas prolongadas em outras regiões.

“A Antártica é um laboratório natural ainda pouco impactado pelas atividades humanas. O oceano antártico é um dos impulsionadores da circulação global dos oceanos, renovando as características e oxigenando as águas de toda a profundeza do oceano global”, afirma Kerr, que também é membro do Instituto de Pesquisas Oceânicas (Inpo).

As informações trazidas da Antártica ao Brasil ajudam a investigar a variação natural dos oceanos, mas também as alterações provocadas pelas mudanças climáticas. Os dados são essenciais para realizar pesquisas sobre cenários futuros do gelo local, por exemplo.

“É preciso que tenhamos séries temporais de diversos parâmetros químicos, físicos e biológicos e, para isso, é preciso um grande esforço para mantermos um monitoramento contínuo e de longa duração”, diz o pesquisador.

Segundo ele, os resultados das expedições também são importantes para formular novas estratégias de preservação ou mitigação no ambiente antártico.

Como é feita a viagem e a coleta de dados

Todas as viagens à Península Antártica são orientadas através das coordenadas do Proantar. No caso do Goal, as expedições ocorrem no verão austral, entre janeiro e fevereiro. O grupo de pesquisa se desloca por meio de voos de apoio até a cidade de Punta Arenas, no Chile. Por lá, eles embarcam nos navios da Marinha e dão início à ida ao solo antártico.

Brasileiro que faz pesquisa na Antártica: “É um laboratório natural” - destaque galeria

Expedições são realizadas na Península Antártica

Imagem mostra um dos cientistas coletando amostras da água
Uma das maiores dificuldades da equipe é lidar com as mudanças do mar e a o tamanho das geleiras

De acordo com Kerr, as principais dificuldades na viagem são as condições climáticas imprevisíveis do mar, que atrapalham o deslocamento da embarcação e podem até adiar a expedição.

“Durante a realização das atividades dos projetos de pesquisa a bordo dos navios na Antártica, outro contratempo pode ser a cobertura de gelo. Ela pode ser tão espessa que impede o avanço do navio e o transporte a determinadas regiões”, relata o cientista.

Para coletar dados químicos, físicos e biológicos da água, os pesquisadores utilizam instrumentos oceanográficos especializados, que medem temperatura, salinidade e pressão. A partir da colheita das amostras, pode-se determinar a concentração de oxigênio dissolvido, a fluorescência e a turbidez da água.

Importância da ciência brasileira para o clima global

As expedições marítimas brasileiras na Antártica colocam o Brasil em um papel de destaque na pesquisa científica. Além de ser importante para acompanhar a evolução das mudanças climáticas, os dados servem de base para pesquisadores do mundo todo estudarem o extremo sul global com mais profundidade.

Kerr afirma que a partir de informações coletadas pelo Goal e outros grupos de pesquisa, descobriu-se um um acúmulo de carbono em regiões profundas ao redor da Antártica provocado por atividades humanas.

“O Brasil hoje tem um papel fundamental na ciência antártica, sendo um dos pilares e protagonista mundial nos estudos científicos executados nos mares, oceanos e ecossistemas antárticos. Os dados gerados pelo Brasil são fruto de muita dedicação de pesquisadores, técnicos e estudantes de diferentes níveis de formação”, conclui o membro do Inpo.

O uso excessivo de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes tem acendido um alerta entre especialistas em saúde mental e educação. Em meio a esse cenário, cresce o debate impulsionado pelo chamado Movimento Desconecta, que propõe uma reflexão coletiva sobre limites, tempo de tela e o papel das famílias no acompanhamento da vida digital dos jovens.

A discussão ganhou força após documentários e programas de TV exporem como algoritmos são projetados para prender a atenção dos usuários — inclusive crianças. Desde então, pais, educadores e pesquisadores passaram a questionar o impacto desse consumo intenso na formação emocional e social das novas gerações.

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A idade em que uma criança ganha o primeiro celular pode influenciar diretamente sua saúde mental e emocional

O projeto começou com a criação de um grupo de WhatsApp na escola dos filhos para conversarem sobre o tema. Desse grupo, seis mães se juntaram e decidiram trazer o tema ao público, com a proposta de motivar a todos gerando um grande acordo entre as famílias: não dar celular para seus filhos, pelo menos até 14 anos e acesso a redes sociais pelo menos até 16 anos.

Pressão social é o que mais afeta

Para Juliana Lobão, que lidera o movimento na escola do filho, o maior desafio não é apenas a vontade da criança — é a pressão coletiva. Mãe de um menino de 6 anos, ela ainda não vive diretamente o famoso “todo mundo tem, menos eu”, mas acompanha de perto o dilema de mães de filhos mais velhos. “Os pais sabem dos riscos, leem pesquisas, entendem os impactos. Mas quando todos os amigos começam a ter celular e a socializar virtualmente, muitos acabam dizendo ‘sim’ por medo da exclusão.”

O objetivo do projeto é evitar que crianças cada vez mais novas fiquem expostas aos riscos da hiperconectividade

“É muito mais fácil adiar se for um combinado coletivo. Em vez de dizer ‘sim’, por que não dizer ‘ainda não’, juntos? Não é proibir. É só adiar.”

Juliana decidiu implementar o Desconecta ainda no ensino infantil justamente para que, quando as crianças atingirem a fase dos 9 aos 12 anos — período em que a pressão costuma se intensificar — a cultura já esteja diferente.

Segundo ela, há comprovação científica de que celulares e redes sociais expõem crianças e adolescentes a conteúdos nocivos e altamente viciantes, com impactos na cognição, memória, relacionamentos e saúde física — incluindo miopia, obesidade e transtornos alimentares — além de ansiedade e depressão.

Pesquisas recentes apontam os malefícios do uso precoce e excessivo de celulares e redes sociais por crianças e adolescentes

Experiência dentro de casa

Já para Manuela Bertoletti, que começou praticamente em “voo solo”, implementar o acordo exige constância e firmeza. “Foi bastante difícil no começo. Mas com muita conversa e troca, nossos filhos foram se conscientizando.”

Na prática, a família estabeleceu regras claras: nada de TVs nos quartos; telas apenas no fim do dia; quatro dias da semana sem telas e três com. A regra vale para todos — inclusive os pais.

Para eles, o tempo livre é preenchido com esporte, atividades ao ar livre, leitura, tarefas domésticas e encontros com amigos. E quando surge o tédio, ele é tratado como parte do processo. “Reforçamos a importância do ócio. Aproveitar o não fazer nada. Dá trabalho? Dá. O tempo todo. Mas educar é isso.”

Dependência de estímulos rápidos (dopamina), dificuldade de controle e irritabilidade

Segundo Manuela, o retorno aparece nos pequenos gestos: filhos que lembram os pais de tirar o celular da mesa ou que percebem quando um colega deixa de brincar para ficar apenas na tela.

O coletivo faz diferença

Manuela admite que, no início, chegaram a duvidar da decisão. “Mas bastava ler as notícias sobre os malefícios do uso precoce que recobrávamos nossa tenacidade.”

A leitura de A Geração Ansiosa foi, segundo ela, um divisor de águas. Hoje, com o crescimento do Movimento Desconecta, ela acredita que o apoio coletivo torna tudo mais leve. “O piano, por mais afinado que seja, ainda é pesado. Fica bem mais fácil carregar juntos.”

Dados indicam que crianças que recebem smartphone antes dos 13 anos apresentam mais queixas de saúde mental ao longo da juventude

Como “apresentar” o uso de celulares

A neuropsicóloga Juliana Gebrim aponta que a idade para ter um smartphone pode variar de acordo com cada família, mas o mais importante não é apenas quando o celular será introduzido, e sim como esse uso será conduzido.

“Sou favorável a um acesso controlado e monitorado pelos pais, independentemente da idade. Isso significa estabelecer limites claros, como horários de uso, tempo diário de acesso e acompanhamento dos conteúdos que a criança ou o adolescente consome”, salienta.

A profissional também destaca que é importante orientar e proteger contra ambientes digitais potencialmente nocivos, como conteúdos violentos, práticas de cyberbullying ou links perigosos que podem aparecer na internet. “Quando existe acompanhamento familiar e limites bem definidos, o uso da tecnologia tende a ser mais saudável e seguro para o desenvolvimento emocional e social dos jovens.”

A exposição exagerada afeta a concentração, molda o cérebro de forma irreversível e vicia devido à alta dopamina

Ficar atento a sinais

Apesar disso, a neuropsicóloga afirma que é importante estar atento(a) sobre sinais que podem indicar que o uso do celular deixou de ser saudável. ”Um deles é quando o adolescente começa a se isolar mais e reduz o contato presencial com familiares e amigos.”

Essas mudanças de comportamento mostram que o uso da tecnologia pode estar ultrapassando o limite do saudável e interferindo na rotina e nas relações do adolescente. “Já existem diversas pesquisas mostrando que o uso sem limites de celulares e redes sociais pode, sim, estar relacionado ao aumento de quadros de ansiedade, depressão e dificuldades de socialização entre adolescentes”, destaca.

Juliana também reforça que isso ocorre porque o jovem passa a interagir principalmente com conteúdos e pessoas que ele escolhe, geralmente aquilo que lhe agrada. “Na vida real, porém, as relações são mais complexas e precisamos lidar com frustrações, opiniões diferentes e situações que nem sempre são agradáveis. Quando a maior parte das interações acontece no ambiente digital, o campo de experiências sociais pode acabar ficando mais restrito.”

A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) de Alagoas divulgou, nesta sexta-feira, o balanço dos Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVP) relativos à fevereiro e ao acumulado do primeiro bimestre de 2026, apontando uma redução significativa em todas as principais modalidades e consolidando a tendência de queda da criminalidade no estado.

O destaque do mês foi a redução nos roubos a transeuntes, que recuaram 35,2% em relação à fevereiro de 2025, acompanhada de quedas expressivas em outras modalidades: roubo de motos (-30,9%), roubo a residências (-20,0%) e roubo de veículos de passeio (-10,0%).

O desempenho positivo se manteve no acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, indicando que as estratégias de policiamento e inteligência vêm surtindo efeito. No primeiro bimestre, os roubos a transeuntes caíram 36,8%, passando de 946 ocorrências em 2025 para 598 em 2026; os roubos de veículos de passeio registraram queda de 32,0%, de 50 casos para 34; os roubos a residências diminuíram 26,1%, de 23 para 17 ocorrências; e os roubos de motos e similares recuaram 18,6%, de 183 para 149 casos.

O relatório do Núcleo de Estatística e Análise Criminal (NEAC) da SSP traz ainda o detalhamento regional. Em Maceió, a redução no roubo a transeuntes em fevereiro foi de 41,3%, com queda de 303 para 178 casos, enquanto em Arapiraca os roubos de motos apresentaram retração de 44,4% no mês. Esses resultados mostram o compromisso da Segurança Pública em proteger o patrimônio dos cidadãos alagoanos por meio de operações integradas e do uso estratégico de dados no combate ao crime.

Além da queda nos índices de CVP, a Força Tarefa da Segurança Pública, dedicada ao cumprimento de mandados judiciais, alcançou números expressivos. Desde maio de 2022 até o final de fevereiro de 2026, foram cumpridos 4.025 mandados relacionados a diversos crimes, sendo 1.389 referentes à homicídios, e 635 relacionados à organizações criminosas, entre outras tipificações.. No acumulado de 2026, foram cumpridos 215 mandados, dos quais 70 se referem à homicídios, dando continuidade às ações voltadas à responsabilização de autores de crimes graves.

Outro ponto de destaque são as apreensões realizadas pelas forças policiais. No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, foram retirados de circulação 55 quilos de drogas e 212 armas de fogo. Somente em fevereiro, os números chegaram a 27 quilos de entorpecentes e 56 armas apreendidas, reforçando o impacto direto das operações na redução da criminalidade.

O secretário Flávio Saraiva avaliou os resultados com firmeza e destacou o empenho das forças policiais e o apoio do governo estadual. “Esses números mostram que estamos no caminho certo. A redução nos crimes patrimoniais, o cumprimento de milhares de mandados e as apreensões de drogas e armas são fruto de um trabalho integrado e incansável das nossas forças de segurança. Parabenizo cada policial e servidor que contribuiu para essa conquista”, afirmou.

O secretário também ressaltou o trabalho do governador Paulo Dantas no fortalecimento da segurança pública. “É importante destacar que esse avanço só foi possível porque temos um governador que acredita e investe na segurança. Paulo Dantas foi o gestor que mais destinou recursos para estruturar nossas forças e os resultados estão aí: mais operações, mais inteligência e mais proteção para o povo alagoano”, concluiu.

 

 

U.S. And Israel Wage War Against Iran

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou nesta sábado (7/3) que o Oriente Médio não vive um “confronto“, mas que o país está reagindo a um “ato de agressão não provocado” dos Estados Unidos e Israel.

De acordo com Baqaei, em postagem nas redes sociais, o país está reagindo a a “ato não provocado por dois regimes com armas nucleares”.

“Isto não é “uma luta”; trata-se de um “ato de agressão não provocado” lançado por dois regimes com armas nucleares contra o Irã. Estávamos em “negociações diplomáticas sérias” enquanto os EUA/Israel atacavam o Irã, pela segunda vez nos últimos 9 meses”, escreveu o porta-voz.

A declaração foi feita em resposta ao secretário-geral das Nações Unidas, Antônio Guterres. Em uma postagem nas redes sociais, Guterres pediu pelo fim dos “ataques ilegais” na região e declarou que as hostilidades representam um “grave risco para a economia global”.

“Todos os ataques ilegais no Oriente Médio e em outras regiões estão causando enorme sofrimento e danos aos civis em toda a região – e representam um grave risco para a economia global, particularmente para as pessoas mais vulneráveis. Chegou a hora de parar com os confrontos e iniciar negociações diplomáticas sérias. A situação não poderia ser mais grave”, escreveu Guterres.

Hostilidades no Oriente Médio

Chega a sete dias, neste sábado (7/3) a escalada das hostilidades no Oriente Médio, depois que Estados Unidos e Irã realizaram um ataque coordenado contra o Irã na região.

A ação culminou na morte do líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Em retaliação, o regime teocrático do Irã atacou outros países aliados aos Estados Unidos na região, elevando a situação à um conflito regional com mais de 10 países atingidos diretamente e milhares de vítimas.

Militares dos Estados Unidos afirmam que mais de 3 mil alvos iranianos foram atacados, incluindo 43 navios, que teriam sido completamente destruídos ou parcialmente danificados. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6/3).

O que disse o Ministério das Relações Exteriores do Irã

Prezado Senhor Secretário-Geral,

Vamos chamar as coisas pelos seus nomes. Isto não é “uma luta”; trata-se de um “ato de agressão não provocado” lançado por dois regimes com armas nucleares contra o Irã.

Estávamos em “negociações diplomáticas sérias” enquanto os EUA/Israel atacavam o Irã, pela segunda vez nos últimos 9 meses.

Você está preocupado com o “grave risco para a economia global”; e quanto aos civis inocentes, incluindo os 175 anjinhos massacrados na cidade de Minab, e muitos outros mortos e mutilados em todo o Irã durante os últimos 7 dias de atos criminosos americanos/israelenses?!

A ONU deve ser franca e assumir suas responsabilidades legais e morais em relação a esta guerra ilegal contra o Irã.

Duas mulheres foram atacadas com um facão e um homem foi preso na noite dessa sexta-feira (6), no município de Arapiraca, no Agreste de Alagoas.

De acordo com informações da Polícia Militar, a guarnição da Força Tática 09 foi acionada para averiguar uma situação de agressão envolvendo uma mulher, inicialmente apontada como esposa do suposto autor.

Ao chegar ao local, os policiais constataram que havia outra vítima, uma vizinha identificada pelas iniciais C. L. da R., que também teria sido agredida pelo suspeito, identificado como M. S. de M. Durante a abordagem, a guarnição localizou o facão que teria sido utilizado na agressão.

Segundo a polícia, uma das vítimas foi atingida com o facão e sofreu várias lesões pelo corpo. Ela também apresentava ferimentos no braço, que aparentava estar quebrado em decorrência da agressão.

Diante da situação, foi solicitado apoio de outra guarnição, a Força Tática 08, além de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que prestou atendimento às vítimas e ao próprio autor, que apresentava uma escoriação no nariz em decorrência de luta corporal durante a tentativa de defesa das vítimas.

O suspeito foi algemado para garantir a segurança da guarnição, do próprio autor e de terceiros, além de evitar possível tentativa de fuga. Em seguida, ele foi conduzido à Central de Polícia para a adoção das medidas legais cabíveis.

As vítimas foram encaminhadas à Unidade de Emergência para atendimento médico. Já o suspeito foi levado para a Central de Polícia, onde foram entregues um documento de identidade, um celular Redmi 9C, a quantia de R$ 12,50 e o facão utilizado na agressão.

Na unidade policial, foi registrado o boletim de ocorrência e o auto de prisão em flagrante. O suspeito permaneceu sob custódia da Polícia Civil.

Uma tartaruga-cabeçuda que havia sido marcada pelo Projeto Tamar no final da década de 1980 foi novamente vista pelos pesquisadores na praia de Povoação, em Linhares, no Espírito Santo, durante a temporada de desova atual, que começou em setembro de 2025 e se encerra neste mês.

O flagra foi feito em 2 de dezembro de 2025 e surpreendeu quem atua no dia a dia do trabalho de marcação das fêmeas que chegam às areias para abrir ninhos e colocar seus ovos.

"A gente já tinha tido casos anteriores de 20 e poucos anos, até de 30 anos. Mas 37 é muito tempo. Não sei quanto é o maior tempo de marcação de fêmea no mundo, mas não é algo muito além disso, porque é difícil você ter programas longevos como o Tamar", diz o biólogo Alex Santos, coordenador de Pesquisa e Conservação da Fundação Projeto Tamar no Espírito Santo.

O início do Projeto Tamar também remonta à década 1980 e a tartaruga novamente vista pelos pesquisadores foi uma das primeiras que receberam a marcação -um número que fica em duas pequenas ligas de aço pregadas nas nadadeiras dianteiras.

A tartaruga reencontrada agora só tinha uma marca original, perdeu a outra. Mas o número é suficiente para que a "ficha" dela seja acessada. Na desova de 1988, ela já era um animal grande, adulto, mas a idade exata é desconhecida.

"Possivelmente não era a primeira desova dela. Então a gente diz que ela já tinha no mínimo 25 anos [início da maturidade], mas podia já ter 30, 40, quando a gente a encontrou pela primeira vez. E 25 com mais 37 anos dá lá seus 62. Pelo menos", explica Santos. "Acredita-se que as cabeçudas vivam algo em torno de 80 anos", completa.

As maiores cabeçudas chegam até 1,2 m, aproximadamente, e pesam em torno de 200 a 250 kg.

Ao longo dos 37 anos -de 1988 até 2025-, os pesquisadores a encontraram novamente sete vezes no total.

Santos afirma que a desova da cabeçuda marcada há 37 anos possivelmente está sendo feita junto com suas "netas". "Como elas entram na maturidade em torno de 20, 25 anos, a gente já está vendo uma sobreposição de gerações", destaca o pesquisador.

O ciclo de reprodução das fêmeas geralmente ocorre a cada dois anos. Em média, cada tartaruga faz cinco ninhos por temporada e cada ninho tem em torno de 120 ovos.

Da década de 1980 para cá, houve o acréscimo de algumas tecnologias pelo Projeto Tamar, como o microchip colocado em algumas tartarugas-de-couro, com a possibilidade de monitoramento via satélite, mas o especialista explica que a marca metálica continua sendo um método obrigatório.

"Se ela perder esse transmissor, o que vale é a marcação. Quando ela encalhar na praia, o que as pessoas vão ver, o que os pescadores vão ver e sinalizar é essa marquinha de aço, que é visível para todo mundo. No caso do microchip, você precisa de um leitor especializado", explica ele.

"Teve uma tartaruga-de-couro marcada aqui no Espírito Santo que encalhou na Namíbia [na África] e ela foi identificada por essa marquinha de aço, por exemplo. Então ela acaba sendo a mais efetiva ainda para esse dia a dia", lembra.

No mundo todo há 7 espécies de tartarugas-marinhas, e 5 delas frequentam a costa brasileira: além da tartaruga-cabeçuda, a tartaruga-de-couro, a tartaruga-de-pente, a tartaruga-oliva e a tartaruga-verde.

A tartaruga que mais se distribui na costa brasileira é justamente a cabeçuda, que ocorre no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, na Bahia e em Sergipe. O nome científico dela é Caretta caretta, uma referência ao tamanho da sua cabeça, maior na comparação com as de outras espécies.

Segundo Santos, a cabeçuda é considerada hoje uma espécie vulnerável, mas é a tartaruga-de-couro, a mais rara de todas, que está criticamente em perigo.

O pesquisador afirma que, no Espírito Santo, os animais da espécie cabeçuda fazem em torno de 3.000 a 3.500 ninhos por temporada, enquanto as tartarugas-de-couro apenas 100 ninhos, aproximadamente, na mesma região.

Foi confirmada, na noite desta sexta-feira (6), a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, 43, o suspeito de integrar a milícia do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

"Informamos que o quadro clínico evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 06.03.26, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo-se o protocolo legal", diz a nota da defesa de Mourão.

Ele foi um dos presos na quarta-feira (4) em nova fase da Operação Compliance Zero. Apelidado de "Sicário", foi identificado pela PF como operador central de um grupo chamado "A Turma", sendo responsável por coordenar atividades voltadas à obtenção de informações e monitoramento de pessoas de interesse do dono do Banco Master.

Segundo informações da PF, Mourão tentou suicídio em uma cela da Superintendência da Polícia Federal de Minas Gerais. Ele foi socorrido e levado ao hospital, onde estava internado desde então.

Foi com ele que Vorcaro trocou mensagens sobre uma tentativa de intimidar o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, por meio de um assalto, além de outras conversas envolvendo ameaças e agressões a desafetos. Mourão, segundo a PF, seria o responsável por executar essas condutas, tendo inclusive acesso a bases de dados restritas de órgãos públicos nacionais e internacionais.

No dia da prisão de Mourão, a defesa afirmou que os fatos imputados a ele não correspondiam à realidade e seriam devidamente esclarecidos assim que a defesa tivesse acesso integral aos autos da investigação.

Em Minas Gerais, onde era conhecido pelo apelido de "Mexerica", Mourão teve passagem pelos crimes de furto qualificado, estelionato, associação criminosa, falsificação de documento público, organização criminosa e crimes contra a economia popular, segundo policiais ouvidos pela Folha.

Os crimes pelos quais ele tinha registro não são considerados violentos. Para a Polícia de Minas Gerais, o perfil de Mourão era mais de um golpista —diferentemente do perfil agressivo que consta nos relatórios que motivaram a prisão dele no caso Master.

Segundo policiais, ele era conhecido por ser agiota e envolvido em esquemas de pirâmide relacionados a investimentos falsos e de compra e venda de veículos usados. Há indícios de que também integrava organização criminosa com ramificações em jogos do bicho e apostas ilegais, envolvendo inclusive criminosos e policiais.

Mourão também teria amizades influentes na polícia mineira e em outras esferas de poder.
Além dos registros policiais, Luiz Phillipi Mourão era réu desde 2021 por crime contra a economia popular, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo denúncia da Promotoria de Minas obtida pela Folha, Mourão atuou como um dos chefes e articuladores de um esquema de pirâmide financeira.

O processo corre na 5ª Vara Criminal de Belo Horizonte e ainda não foi julgado. De acordo com os procuradores, o esquema teria começado em 2017 e envolvia anúncios de investimentos com promessas de lucros exorbitantes para atrair interessados em compra e venda de títulos, ações e cotas.

Outras dez pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público como integrantes do esquema, incluindo a mãe e a irmã de Mourão.

Sobre essas acusações, a defesa disse, no mesmo dia da prisão de Mourão no âmbito da operação Compliance Zero, que o processo ainda estava em curso e que acreditava que ao final seria provada sua inocência.

 

 

 

Irã ameaçou atacar países da Europa em qualquer caso de envolvimento ou apoio militar aos Estados Unidos e Israel. A declaração foi feita pelo vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Majid Takht-Ravanchi, nesta sexta-feira (6/3).

De acordo com o diplomata, Teerã informou que nações europeias devem ter “cuidado” para não se envolver no que classificou como “guerra de agressão contra o Irã”.

“Se [algum país] se juntar aos Estados Unidos e Israel na agressão contra o Irã, também se tornará alvo legítimo de retaliação iraniana”, afirmou Takh-Ravanchi durante entrevista ao canal France 24.

Até o momento, nenhum aliado europeu dos EUA se envolveu diretamente nos ataques contra o território iraniano. Apesar disso, a guerra no Oriente Médio já provocou reflexos diretos no velho continente.

De forma indireta, porém, alguns países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) já sentem os reflexos do conflito e passaram a agir militarmente.

No início da semana, o Reino Unido anunciou o deslocamento do destróier HMS Dragon e de helicópteros militares ao Mediterrâneo. Enquanto isso, a França também destacou o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle para a mesma região.

Segundo Londres e Paris, a decisão foi uma resposta a um ataque de drones contra uma base britânica localizada na ilha de Chipre.

Além disso, a Turquia e o Azerbaijão também sofreram impactos da guerra entre EUA, Israel e Irã. Nos últimos dias, os governos dos dois países acusaram o Irã de promover ataques com mísseis e drones.

A modelo e influenciadora Martha Graeff entrou nos holofotes públicos nas últimas horas. Ela teve conversas íntimas vazadas com o ex-namorado, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e protagonista do maior escândalo do sistema financeiro nacional. O relacionamento com o empresário, porém, não é o único de Graeff com personalidades públicas.

Atualmente com 40 anos, Martha namorou o deputado federal e ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) em 2017. Ela também se relacionou com o ex-jogador da NBA, Rony Seikaly. O namoro deixou uma filha como fruto. Outro fato curioso da vida da modelo diz respeito ao período em que foi repórter do Domingão do Faustão, que foi por décadas exibido nas tardes e noites de domingo da TV Globo.

A atuação como repórter foi em 2011. Atualmente, além dos trabalhos como modelo e influencer, Martha trabalha em marcas próprias voltadas à saúde e bem-estar.

Ligação com famosos 

Nas redes, Graeff exibe produtos de marcas de alto  padrão como Gucci e Zara. No instagram, ela é seguida por famosos como Juliana Paes, Adriane Galisteu, Camila Queiroz, Ticiane Pinheiro e André Valadão. A filha de Donald Trump, presidente dos EUA, Ivanka Trump, é uma das seguidoras de Martha.

A menopausa precoce ocorre quando a atividade dos ovários diminui antes dos 40 anos, provocando uma queda antecipada na produção de hormônios como o estrogênio. Essa mudança pode desencadear uma série de sintomas e impactos que vão além do ciclo menstrual, afetando também a fertilidade e a saúde geral.

Essa é uma das principais diferenças entre a menopausa precoce e a que se dá na faixa etária típica, a partir dos 50 anos: o impacto sobre a qualidade de vida. Isso porque quando a perda de estrogênio é antecipada, ela pode intensificar sintomas como ondas de calor, secura vaginal, alterações de humor, além de riscos de longo prazo, como osteoporose e problemas cardíacos, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

"Quanto à fertilidade, essa condição precoce indica que a reserva ovariana está extremamente baixa. As estimativas mostram que entre 5% e 10% das mulheres diagnosticadas ainda conseguem engravidar espontaneamente", explica a ginecologista e cirurgiã minimamente invasiva do Hospital Santa Catarina - Paulista, Dra. Débora Maranhão.

Além das mudanças hormonais, a condição pode gerar inseguranças relacionadas ao futuro reprodutivo."Esse é um ponto sensível e de um impacto relevante, especialmente para quem tem desejo reprodutivo e, sem aviso prévio, se vê em uma situação desfavorável à realização desse sonho. É preciso avaliar e tratar com empatia. Cada caso é um caso, e não uma sentença. Por isso, informação e acompanhamento médico são fundamentais", ressalta a especialista.

Sinais a serem investigados

Mulheres com menos de 40 anos que apresentam irregularidades no ciclo menstrual ou passam três meses ou mais sem menstruar devem investigar a possibilidade de insuficiência ovariana. "Esses sinais, somados a sintomas como secura vaginal, perda de libido e alterações de humor, são indicativos importantes para o diagnóstico", reforça a ginecologista.

Veja quando desconfiar: 

  • Irregularidade menstrual;
  • Secura ou atrofia vaginal;
  • Ondas de calor;
  • Perda da libido;
  • Alterações de humor;
  • Dificuldades cognitivas;
  • Insônia e irritabilidade;
  • Incontinência e infecção urinária.

Outra evidência comum são os famosos fogachos ou ondas de calor, que em geral afetam a qualidade do sono, causam mais irritabilidade e reduzem a qualidade de vida da mulher como um todo. Para prevenir essas e outras complicações, iniciar o tratamento o quanto antes faz a diferença.

Tratamento individualizado

A reposição hormonal é o tratamento de primeira linha para aliviar os sintomas e prevenir intercorrências, explica a Dra. Débora Maranhão. "Temos resultados positivos entre as mulheres que repõem de maneira adequada e com acompanhamento médico. É fundamental que cada caso seja avaliado individualmente, de forma criteriosa, antes da indicação terapêutica", afirma.

Se de um lado o uso de medicação requer um olhar clínico mais apurado, de outro, ações complementares simples podem ajudar a amenizar o quadro. Prática de atividade física, dieta balanceada e anti-inflamatória, e uso de suplementos naturais, como maca peruana e isoflavonas, pode ter papel coadjuvante, mas significativo no manejo da condição.

Origem e fatores associados

Cerca de 90% dos casos de menopausa precoce não têm uma causa clara e são classificados como idiopáticos, ou seja, permanecem com origem indefinida mesmo após investigação. Os 10% restantes têm origem genética ou estão associados a doenças autoimunes, tratamentos médicos agressivos, como quimioterapia e radioterapia, ou ainda à retirada cirúrgica dos ovários.

"A maior parte das mulheres afetadas não apresenta predisposição genética, mas o histórico familiar pode ser considerado um fator de risco. Então, caso a mãe tenha tido menopausa precoce, as chances de a filha ter é um pouco maior, mas isso não é determinante. O mais importante é estar sempre atenta e buscar ajuda médica o quanto antes", destaca a ginecologista.

 

A Vara de Execuções Penais do Rio revogou, nesta quinta-feira, o livramento condicional concedido ao goleiro Bruno e expediu mandado de prisão, no regime semiaberto, com validade de 16 anos. Aos 41 anos, o ex-jogador do Flamengo foi condenado, como se sabe, a 23 anos de prisão pela morte da modelo Eliza Samudio.

No estado do Rio de Janeiro, o regime semiaberto oferece mais flexibilidade, possibilitando, por exemplo, que o preso trabalhe durante o dia após autorização da Justiça. Durante o restante do tempo, em especial no período noturno, é obrigatória sua permanência em uma unidade prisional.

Bruno, após a efetivação do benefício de livramento condicional, no início de fevereiro, viajou para o estado do Acre no dia 15, violando a condição que determinava “não se ausentar do estado do Rio de Janeiro sem prévia autorização”.

“As condutas do apenado devem ser encaradas como descaso no cumprimento do benefício que lhe foi concedido. Apenas quatro dias após a efetivação do livramento condicional, o apenado foi para o estado do Acre sem a prévia autorização deste Juízo, em violação às determinações contidas na decisão que concedeu o benefício”, destacou o juiz Rafael Estrela Nóbrega.

Bruno também postou em suas redes sociais fotos do dia em que esteve no Maracanã, no final de janeiro, celebrando seu retorno ao estádio. Uma das condições do livramento era o recolhimento noturno.
Como saiu aqui na coluna durante a semana, o Ministério Público do Rio solicitou o retorno de Bruno ao regime fechado, acusando justamente o descumprimento das condições que sustentavam o livramento condicional. O pedido, porém, foi parcialmente atendido: foi anulado o livramento condicional, como requereu o MP, mas o regime a ser adotado será o semiaberto.
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