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Na oportunidade, o secretário de Estado Júlio Cezar agradeceu pelo cuidado que o Governo de Alagoas demonstra com o município; outro nome citado pela autoridade foi o do deputado estadual Silvio Camelo, que oferece apoio incondicional às ações que visam o crescimento de Palmeira. “O Governo de Alagoas faz história construindo 200 creches em todo o estado e nesta segunda-feira eu tive uma missão de vir até aqui dizer à prefeita Tia Júlia pessoalmente que preparasse o terreno, porque aqui teremos mais uma creche Cria em Palmeira”, disse o ex-prefeito.
Além da chefe do Pode Executivo municipal, participaram da visita técnica ao terreno o secretário municipal de Infraestrutura Thiago Tavares, o adjunto da pasta Arnaldo Cavalcante, além da secretária municipal de Educação Renilda Pereira e da adjunta Ana Holanda. Para Renilda a chegada de mais uma creche significa mais um passo importante no investimento da educação da primeira infância em Palmeira dos Índios. “Esta é uma etapa crucial da aprendizagem de nossas crianças e sabemos que elas deverão contar com todo o suporte; sinto-me honrada por Palmeira poder contar com mais este equipamento educacional”, disse.

Já a prefeita Tia Júlia fez questão de reforçar o agradecimento ao deputado estadual Silvio Camelo e também ao governador Paulo Dantas. “É muito bom saber que cidade está sendo contemplada com tantos investimentos importantes para seu desenvolvimento”, disse a prefeita.

É válido lembrar que em novembro de 2025, outra creche também foi inaugurada em Palmeira e, além da unidade estadual, o Município investe de forma constante na Educação infantil, com os Centros de Ensino Infantil (CEIs).

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, o uso de animais de laboratório tornou-se um dos pilares do avanço da ciência e a inovação na área biomédica. Modelos animais permitiram desvendar mecanismos fisiopatológicos complexos.

avanço na compreensão de doenças crônicas de alta prevalência como câncer, doenças cardiovasculares e distúrbios neurodegenerativos, etc somente foi possível graça aos estudos em animais.

Além disso, viabilizaram o desenvolvimento de milhares de medicamentos e muitas vacinas que ampliaram significativamente a expectativa e a qualidade de vida da população mundial.

experimentação animal contribuiu também para a identificação de novos alvos terapêuticos, validação de hipóteses biológicas e avaliação de segurança e eficácia de compostos antes de sua aplicação em humanos.

Ao longo das décadas, camundongos, ratos, cães, suínos e primatas não humanos desempenharam papel central nesses processos.

Limitações

Entretanto, apesar de sua relevância histórica e científica, os modelos animais apresentam limitações importantes.

dificuldade de translação dos resultados pré-clínicos – obtidos em animais – para o sucesso clínico em humanos é um dos maiores desafios da pesquisa biomédica.

As dificuldades atuais para desenvolver novas terapias voltadas a doenças complexas do sistema nervoso central (SNC) ilustram claramente os desafios da inovação tecnológica nessa área.

Esse cenário evidencia, sobretudo, a limitada capacidade de translação dos resultados obtidos na pesquisa pré-clínica para a pesquisa clínica em humanos.

Diferenças entre sistemas imunológicos, metabólicos e genéticas de humanos e animais ajudam a explicar, por exemplo, por que muitos compostos promissores em estudos com animais falham em ensaios clínicos.

Estima-se que aproximadamente 89% dos novos fármacos falham em ensaios clínicos em humanos, sendo que cerca da metade dessas falhas deve-se a toxicidade imprevista.

No campo da oncologia, modelos animais induzidos por carcinógenos reproduzem aspectos histológicos e moleculares semelhantes aos tumores humanos e são valiosos para estudos de progressão tumoral e metástase.

Contudo, podem demandar semanas ou meses para o desenvolvimento de tumores, implicando custos elevados de manutenção e desafios práticos para uso rotineiro nas fases iniciais de descoberta de fármacos.

Ainda assim, permanecem importantes sistemas de biologia translacional, sobretudo em estágios avançados do desenvolvimento não clínico.

Dificuldades por múltiplos fatores

Animais de laboratório são geralmente jovens, geneticamente homogêneos, criados em condições padronizadas e livres de comorbidades, diferindo substancialmente da população humana heterogênea e frequentemente idosa que desenvolverá as doenças.

A pandemia da Covid-19 evidenciou tanto a necessidade quanto as limitações dos modelos animais.

Diferentes espécies, incluindo camundongos geneticamente modificados, hamsters e primatas, foram rapidamente mobilizadas para estudar a infecção, testar vacinas e avaliar terapias.

A adaptação do vírus para infectar modelos murinos ou a modificação genética dos animais para expressar o receptor humano para a Angiotensin Converting Emzyme 2 (ACE2) – principal alvo para a entrada do vírus no corpo humano -, exemplifica o esforço científico para aproximar o modelo da condição humana.

Ainda assim, estima-se que nenhuma espécie animal reproduz integralmente a complexidade da doença observada em humanos.

Pressão social e política

Paralelamente aos desafios científicos, cresce a pressão social e política para reduzir ou mesmo eliminar o uso de animais na pesquisa biomédica.

O debate é especialmente intenso quando envolve animais de maior porte, como cães e primatas não humanos.

Estratégias governamentais recentes no Reino Unido e nos Estados Unidos estabeleceram metas para reduzir testes em cães e primatas com cortes planejados de pelo menos 35% até 2030 em determinados contextos.

Ao mesmo tempo, agências reguladoras como a Food and Drug Administration (FDA) publicaram diretrizes para reduzir, refinar e substituir o uso de animais no desenvolvimento de medicamentos.

Esse movimento é impulsionado pelo avanço das chamadas Novas Metodologias de Abordagem (NAMs), que incluem organoides, “organ-on-a-chip”, modelos computacionais e ferramentas baseadas em inteligência artificial.

Sistemas como o “Liver on–a–Chip” demonstraram capacidade de identificar compostos com potencial de toxicidade hepática com 87% de acurácia. Esses sistemas inclusive detectaram toxicidades que haviam passado despercebidas em modelos animais.

Em 2024, essa tecnologia foi aceita no programa de Inovação em Ciência e Tecnologia (ISTAND da FDA). Isso abriu caminho para seu uso regulatório em substituição parcial a testes animais.

Organoides derivados de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs) também vêm sendo utilizados para modelar doenças humanas. Além de testar toxicidade de fármacos, com resultados promissores.

Além disso, modelos computacionais e ferramentas de inteligência artificial vêm sendo incorporados à toxicologia regulatória.

modelo de inteligência artificial usado para gerar e prever dados biológicos complexos a partir de grandes bases de dados experimentais, desenvolvido com base em dados de milhares de roedores expostos a compostos químicos, demonstrou capacidade de prever toxicidade hepática em experimentos simulados.

Riscos para saúde humana

Essas abordagens não estão isentas de limitações. Os “organ-on-a-chip” frequentemente representam apenas um subconjunto dos tipos celulares de um órgão e não reproduzem a complexa interação sistêmica entre múltiplos tecidos.

A validação regulatória dessas metodologias é complexa, onerosa e requer rigor equivalente ao exigido para modelos animais.

Especialistas alertam que, sem padrões robustos de validação e transparência, a adoção precipitada de alternativas pode gerar riscos relevantes a saúde humana.

Assim, a adoção generalizada dessas alternativas enfrenta obstáculos significativos. O processo de validação regulatória é caro, demorado e complexo.

Para que um método alternativo seja aceito por agências reguladoras de registros de medicamentos e vacinas como a FDA ou a European Medicine Agency (EMA), é necessário demonstrar inequivocamente que representa o sistema modelado com precisão e com boa reprodutibilidade.

Determinados aspectos da biologia — como as interações endócrinas sistêmicas, o envelhecimento tecidual, o comportamento e a cognição – continuam difíceis de serem reproduzidos em sistemas in vitro.

Em áreas como a neurociência comportamental, a complexidade do organismo íntegro ainda torna indispensável o uso de modelos animais para responder a questões fundamentais. Além de promover avanços no entendimento de doenças crônicas relevantes, especialmente aquelas que afetam o SNC e que ainda carecem de terapias eficazes.

Substituir onde for possível, reduzir sempre que viável e refinar as práticas

Chama a atenção que a própria tecnologia que promete reduzir o uso de animais também tem sido empregada para melhorar o bem-estar animal.

Ferramentas de inteligência artificial automatizadas capazes de identificar dor e estresse por meio da análise de expressões faciais, as chamadas “grimace scales” vêm sendo desenvolvidas para diferentes espécies.

Esses sistemas podem tornar a avaliação de sofrimento mais rápida e precisa do que a observação humana isolada, contribuindo para o refinamento das práticas experimentais.

O panorama atual indica que a transição para substituir animais em pesquisa deve ocorrer de forma progressiva e estratégica.

O número de publicações envolvendo exclusivamente NAMs tem aumentado desde 2003, e há maior abertura regulatória para considerar dados provenientes dessas metodologias.

Ainda assim, dados obtidos com o uso de animais continuam obrigatórios para a maioria das submissões regulatórias nos Estados Unidos e na Europa.

Em síntese, o uso de animais na pesquisa biomédica e na inovação em saúde humana foi e continua sendo fundamental para o avanço da ciência e da medicina. Mas, suas limitações translacionais e as crescentes demandas éticas impulsionam o desenvolvimento e a incorporação de alternativas inovadoras.

A tendência atual não aponta para uma eliminação abrupta da experimentação animal, mas para uma abordagem integrada e escalonada: substituir onde for possível, reduzir sempre que viável e refinar continuamente as práticas.

O futuro da pesquisa biomédica e do desenvolvimento de novos medicamentos e vacinas provavelmente será híbrido, combinando modelos animais, sistemas humanos avançados in vitro e ferramentas computacionais. Tudo com o objetivo comum de aumentar a previsibilidade, a segurança e a eficiência no desenvolvimento terapêutico.

Um fragmento de meteorito caiu sobre uma casa em Koblenz, cidade da Alemanha localizada no estado da Renânia-Palatinado, ao sudoeste do país, por volta das 19h (15h de Brasília) de domingo (8/3). A queda foi confundida com um míssil iraniano.

O impacto danificou o telhado e deixou um buraco do tamanho de uma bola de futebol em um dos cômodos da casa, segundo autoridades locais. Não houve feridos.

“Havia pessoas no edifício, mas não dentro desse cômodo”, disse Benjamin Marx, chefe da operação do Corpo de Bombeiros de Koblenz.

Ainda não se sabe se outros fragmentos de meteorito poderão ser encontrados. Inicialmente, não havia relatos de danos em outros locais. Segundo Marx, o corpo celeste se fragmentou em várias partes.

Míssil iraniano?

A passagem do meteorito pelos céus da Alemanha chegou a alimentar especulações nas redes sociais sobre a possibilidade de se tratar de um míssil iraniano, informou a polícia da cidade de Kaiserslautern, também da Renânia-Palatinado.

Descrita por moradores como um “objeto voador brilhante com um breve rastro de fogo”, a bola de fogo no céu pôde ser vista mesmo a uma grande distância. “De centenas de quilômetros de distância ainda era possível vê-la”, disse Carolin Liefke, vice-diretora da Casa da Astronomia, em Heidelberg. Houve também avistamentos na Holanda, na Bélgica, na França e na Suíça.

A própria Liefke disse ter avistado o corpo celeste por acaso. Foi “um belo espetáculo luminoso”, afirmou. “Foi possível observá-lo durante vários segundos.”

Quando um meteoroide entra na atmosfera da Terra, ele frequentemente se desfaz em muitos pequenos fragmentos. Alguns deles queimam e se desintegram, outros chegam até o solo. Esses pedaços são chamados de meteoritos ou fragmentos de meteorito.

Segundo especialistas, eles vêm principalmente do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter e podem ter vários bilhões de anos. São restos da formação do nosso Sistema Solar. O fenômeno luminoso no céu é chamado de meteoro.

Impactos de meteoritos na Terra são muito raros. Na Alemanha, em abril de 2023, vários fragmentos de um meteorito caíram em Elmshorn. O maior fragmento pesava cerca de 3,7 quilos, foi examinado por cientistas e posteriormente exibido. Na época, foi considerado o maior fragmento de meteorito encontrado na Alemanha em cerca de 100 anos.

A tadalafila, medicamento recomendado para tratar disfunção erétil em homens a partir dos 40 anos, tem sido usada de modo recreativo por jovens brasileiros. Nas redes sociais, o fármaco ganhou o apelido de “tadala” e aparece em vídeos que o apresentam como uma espécie de solução milagrosa, capaz de garantir bom desempenho sexual e até atuar como pré-treino para potencializar ganhos musculares.

O problema é que esses supostos benefícios não são amparados por evidências científicas. Na verdade, a prática pode ser muito perigosa para quem não tem indicação clínica.

Contudo, é justamente quem não tem qualquer diagnóstico que mais utiliza esse remédio. Uma revisão publicada em 2024 no Diversitas Journal analisou mais de 20 estudos brasileiros e estrangeiros das últimas duas décadas e revelou que, apesar de o perfil dos usuários da tadalafila e similares ser heterogêneo — sem um padrão único de estado civil, escolaridade, raça ou condição socioeconômica —, há um traço recorrente: a aquisição da medicação sem prescrição médica.

As motivações costumam estar relacionadas a fatores comportamentais e psicossociais, como a curiosidade pelos seus efeitos, o desejo de maior autoconfiança, a pressão de performar bem na relação e a tentativa de reduzir a ansiedade ou o estresse antes do sexo.

“Nada disso, porém, pode ser resolvido apenas com a medicação”, afirma o farmacêutico-bioquímico Gustavo Alves Andrade dos Santos, pesquisador da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto (USP-RP) e coautor da publicação.

Tadalafila, vardenafila e sildenafila (este último, mais conhecido pelo nome comercial Viagra) são inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (iF5) e são indicados para combater a disfunção erétil orgânica. Eles agem relaxando os tecidos penianos e aumentando o fluxo arterial nos corpos cavernosos do órgão sexual, gerando ereções mais rígidas.

Isso significa que, em homens sem problema fisiológico, não há ganho real. Esses remédios não são capazes de manter a ereção por um período maior, nem ampliar o tempo de coito ou tornar o pênis maior e mais grosso.

“A sensação de pump (inchaço muscular momentâneo) relatada por usuários provavelmente se deve à vasodilatação periférica transitória e representa um efeito placebo”, alerta a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em nota publicada em 2025.

Em outras palavras, o efeito do consumo entre os jovens tende a ser apenas psicológico. “O que acontece é que, acreditando que seu desempenho sexual será melhor pelo uso do medicamento, o indivíduo tende a se sentir mais autoconfiante e menos pressionado”, explica o urologista Daniel Suslik Zylbersztejn, do Einstein Hospital Israelita. “Na prática, trata-se de uma espécie de bengala psicológica”.

Riscos à saúde física e mental

Os principais efeitos colaterais dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5 decorrem do próprio mecanismo de ação: a vasodilatação sistêmica, que leva ao rubor facial e à congestão nasal. No entanto, o uso abusivo pode causar taquicardia, alteração da pressão arterial, desmaio, perda temporária de visão ou audição e, em casos mais graves, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e morte súbita.

Outra consequência possível é o priapismo, uma ereção anormal, persistente, não acompanhada de desejo sexual e, muitas vezes, dolorosa. A condição atinge, sobretudo, pacientes com comprometimento hepático, que têm dificuldade para metabolizar o fármaco, fazendo com que permaneça por mais tempo no organismo.

No uso recreativo, o consumo desses remédios junto a bebidas alcoólicas pode levar a um efeito paradoxal: embora o álcool também cause uma ação vasodilatadora no corpo, ele é depressor do sistema nervoso central, reduzindo a atividade dopaminérgica. Como resultado, pode comprometer o sucesso da ereção.

E os riscos à saúde não são apenas físicos. “Não há evidência de dependência fisiológica desses medicamentos, eles não provocam síndrome de abstinência ou alterações bioquímicas persistentes. Entretanto, pode haver dependência psicológica”, aponta Santos.

Duas pílulas azuis e marrons na mão masculina. Conceito de medicina de viagra e cialis. Saúde masculina, medicação para ereção. Tadalafila

Hoje, é comum que os jovens tenham dificuldade em interações sociais, já que a comunicação acontece, principalmente, por meio de mensagens e vídeos. Soma-se a isso o impacto da pornografia, que cria uma idealização do sexo e, atualmente, está mais acessível. Esse cenário leva a dificuldades de relacionamento e frustrações.

O uso recreativo dos fármacos contra a disfunção erétil surge como um artifício para tentar lidar com essas inseguranças. “A pessoa passa a acreditar que os comprimidos vão solucionar sua ansiedade, seus distúrbios de autoimagem e até questões relacionadas à capacidade de satisfazer sua parceira”, avalia Zylbersztejn.

“Mas é importante lembrar que o sexo não se resume à penetração. Muitos homens esquecem disso. A obsessão com o tamanho do pênis ou a rigidez da ereção acaba impedindo esses indivíduos de aproveitarem a situação e criarem boas conexões”.

Uso sem prescrição ou acompanhamento

Em um estudo publicado em 2020 no International Journal of Clinical Practice, pesquisadores da Universidade de Pequim, na China, entrevistaram mais de 92 mil homens jovens e verificaram que, dos quase 25 mil que tomaram algum tipo de medicamento para disfunção erétil, 51% o fizeram sem o devido aconselhamento profissional.

Isso é agravado pela circulação de formulações irregulares dessas substâncias, inclusive no Brasil. Na internet, não é difícil encontrar gomas e suplementos que não têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e podem apresentar alto risco de contaminação.

“Quando esses medicamentos são colocados em embalagens que não remetem a um remédio, para atingir o público jovem, a banalização é inevitável. A única forma de enfrentar isso é por meio da orientação e da conscientização da população”, aponta o médico do Einstein.

O combate à automedicação pode se dar por meio de campanhas educativas. Além disso, considerando que grande parte das aquisições ocorre sem prescrição médica, o farmacêutico também deve desempenhar um papel central nessa missão, reforçando a obrigatoriedade da receita e alertando no momento da venda.

“Não se utiliza um antibiótico antes de chegar a um diagnóstico, tampouco se prescreve um análogo de GLP-1 sem considerar critérios clínicos. O mesmo precisa ocorrer com a tadalafila, a sildenafila e a vardenafila. Elas só podem ser adotadas mediante indicação médica”, observa Santos.

“Um episódio isolado de falha na ereção pode gerar insegurança, mas isso é normal e não constitui justificativa para o uso sistemático desses medicamentos”, acrescenta o pesquisador da USP-RP. Se esse tipo de situação estiver ocorrendo com você, procure um médico especialista para investigar o que pode estar por trás e qual o melhor tratamento.

Belo Horizonte – A linha de investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em relação à chacina ocorrida em uma padaria em Ribeirão da Neves (MG), que deixou três mulheres mortas, aponta para intolerância à rejeição e excesso de jogos eletrônicos.

De acordo com os investigadores, Magno Ribeiro da Silva, de 30 anos, permaneceu em silêncio sobre a motivação do crime, porém a análise de perfil indicou que ele possui baixa tolerância à rejeição e comportamento muito fechado.

Segundo a polícia, antes da chacina ele era uma pessoa que passava grande parte do dia em jogos de tiros pelo celular e, apesar disso não ter sido apontado como causa direta, os investigadores entenderam que a forma de execução do crime lembra os movimentos comuns nesse tipo de jogo.

Rejeição

No dia seguinte ao ataque na padaria, cerca de 15 horas após o primeiro crime, o suspeito também atirou contra dois funcionários de uma oficina mecânica, mas não houve feridos. Nesse caso, Magno Silva teria ficado frustrado após ser informado de que não havia curso de pintura automotiva no local.

Já no caso da padaria, há indícios de que ele tentou se aproximar de uma funcionária e foi rejeitado. O suspeito já tinha histórico de perseguição a outra mulher anos antes, com ameaças e tentativas de agressão.

As investigações apontaram similaridades em ambos os crimes e isso foi confirmado por meio de imagens da região, as quais mostram as características da motocicleta, modo de agir e objetos encontrados na casa do suspeito, como touca ninja, bag de serviços de entrega e a arma que se encaixava nos dois crimes.

Vítima que sobreviveu não foi poupada

De acordo com a PCMG, uma quarta vítima da padaria, uma mulher de 19 anos que sobreviveu, não foi poupada: “Ao que tudo indica ele não poupou. A arma de fogo, ou por ausência de munição ou por falha mecânica, não disparou”, revela o delegado Marcus Rios.

Durante as buscas, os investigadores também descobriram que ele havia comprado equipamentos táticos, como colete e placa balística, além de ter escrito uma carta de despedida para a mãe, sugerindo que poderia estar se preparando para um possível confronto com a polícia.

Na época do crime um adolescente chegou a ser apreendido, mas após a investigação da PCMG, foi constatado que ele não teve qualquer participação no crime.

Quem são as vítimas:

Três mulheres foram as vítimas dessa chacina na padaria em Ribeirão das Neves: Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos; Emanuelly Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos; e Ione Ferreira Costa, de 56. O crime ocorreu no dia quatro de fevereiro de 2026.

O homem de 30 anos detido por agredir a ex-companheira e atear fogo na residência ocupada por ela e pelas filhas no bairro Rio Novo, em Maceió, já tinha sido preso em janeiro deste ano por violência física contra a mesma vítima. As meninas menores de idade também ficaram feridas no momento das últimas agressões.

Segundo a Polícia Militar, que realizou a prisão do homem, nesse domingo (08), a violência contra a mulher acontecia de maneira frequente. Desta vez, as agressões ocorreram em via pública e a vítima estava com uma criança no colo.

Depois de atacá-las, o agressor colocou fogo no colchão dentro da residência e fugiu antes da chegada da PM. O Corpo de Bombeiros controlou as chamas e o autor do incêndio criminoso foi capturado minutos depois em uma motocicleta. O veículo foi apreendido.

Autuado pelos crimes de descumprimento de medida de urgência expedida pela Justiça, por dano qualificado e lesão corporal, ambos praticados dentro do contexto da Lei Maria da Penha, o homem ficou à disposição do Poder Judiciário.

 

A Prefeitura de Palmeira dos Índios iniciou nesta segunda-feira (9) uma série de serviços de manutenção e organização no entorno do Cristo Redentor, na Serra do Goiti, local onde será realizado o tradicional espetáculo da Paixão de Cristo de 2026.

Entre as ações executadas estão limpeza geral da área, pintura de estruturas, além do reforço na iluminação pública. Os trabalhos têm como objetivo preparar o espaço para receber o público que acompanhará as apresentações, programadas para acontecer entre os dias 2 e 4 de abril.

O espetáculo é considerado um dos eventos culturais e religiosos mais aguardados do município e réune moradores e visitantes que sobem até a Serra do Goiti para assistir à encenação da história da Paixão de Cristo.

De acordo com a prefeita Tia Júlia, a preparação antecipada garante mais segurança e organização para o evento.
“Estamos cuidando de cada detalhe para que a nossa Paixão de Cristo seja, mais uma vez, um momento especial para a população de Palmeira dos Índios e para todos que visitarem a cidade. A Serra do Goiti é um dos nossos cartões-postais e merece essa atenção para receber bem o público”, destacou a prefeita.

 

menopausa é uma fase natural que traz diversas mudanças ao corpo da mulher, incluindo o aumento do risco de problemas cardíacos, como as arritmias cardíacas. Durante esse período, o organismo passa por uma queda nos níveis de estrogênio, o que afeta a saúde cardiovascular.

cardiologista Thais Aguiar do Nascimento, especialista em eletrofisiologia e coordenadora de Cardiopatia na Mulher da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, explica que a redução de estrogênio tem impacto direto no coração, aumentando o risco de arritmias.

Com cuidados simples e acompanhamento médico, é possível reduzir esse risco e manter o coração saudável. Confira as causas, consequências e como se proteger.

O que são arritmias cardíacas?

As arritmias cardíacas são alterações no ritmo do coração. Em condições normais, o coração bate de forma regular, mas em casos de arritmia, os batimentos podem ser rápidos, lentos ou irregulares. Isso pode afetar a circulação sanguínea e causar sintomas como:

Palpitações.

Em casos mais graves, pode levar a desmaios, AVC, infarto ou até parada cardíaca.

Como a menopausa afeta o coração?

A menopausa provoca uma queda na produção de estrogênio, hormônio que protege o coração. Sua redução pode causar disfunções no sistema nervoso autônomo, responsável pela regulação da pressão arterial e da frequência cardíaca. Isso aumenta a probabilidade de arritmias cardíacas.

Thais destaca que fatores emocionais, como ansiedade e insônia, comuns na menopausa, também afetam a saúde cardiovascular. Esses fatores elevam os níveis de hormônios do estresse e favorecem processos inflamatórios no corpo.

Isso aumenta ainda mais o risco de doenças cardíacas, incluindo as arritmias.

Como a aterosclerose contribui para o risco

aterosclerose, que é o acúmulo de placas de gordura nas artérias, também pode ser mais pronunciada na menopausa. Essa condição prejudica o fluxo sanguíneo e aumenta o risco de arritmias cardíacas.

A combinação desses fatores torna a menopausa uma fase de maior atenção para a saúde do coração.

Como prevenir as arritmias durante a menopausa?

Apesar do aumento do risco, a menopausa não precisa ser sinônimo de problemas cardíacos. Com hábitos saudáveis e acompanhamento médico, é possível reduzir o risco de arritmias e manter o coração saudável. A especialista compartilha algumas dicas essenciais.

1. Adote um estilo de vida saudável

A prática de exercícios regulares, uma alimentação equilibrada e a manutenção de um peso saudável são essenciais para a saúde do coração. Algumas dicas para melhorar o estilo de vida:

2. Medicamentos

Em alguns casos, o uso de medicamentos pode ser necessário para controlar as arritmias. Alguns deles incluem:

3. Ablação por cateter

ablação por cateter é um procedimento minimamente invasivo para corrigir a origem das arritmias em casos mais graves. Ele ajuda a restaurar o ritmo normal do coração.

4. Terapia hormonal

terapia hormonal pode ser indicada, especialmente no início da menopausa, para aliviar sintomas como ondas de calor e, em alguns casos, pode ter efeito positivo sobre a saúde cardiovascular.

Contudo, após os 60 anos, o uso de hormônios não é recomendado, e a decisão deve ser tomada junto ao médico.

5. Controle da pressão arterial e do colesterol

Manter a pressão arterial e o colesterol sob controle ajuda a prevenir arritmias cardíacas. Realizar exames regulares e seguir as orientações médicas pode reduzir significativamente os riscos.

Quer saber mais sobre como cuidar do seu coração? Confira nossas dicas de saúde cardiovascular.

Quando procurar um médico?

Se você apresentar sintomas como:

É essencial procurar um médico imediatamente. A detecção precoce de problemas cardíacos pode evitar complicações graves. A médica alerta que o acompanhamento regular é importante para a saúde do coração.

Proteja seu coração durante a menopausa

Embora o risco de arritmias cardíacas aumente durante a menopausa, é possível manter a saúde do coração com hábitos saudáveis e acompanhamento médico.
Manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios regularmente, controlar o estresse e dormir bem são algumas das formas de reduzir esse risco.

Além disso, o acompanhamento com um cardiologista e a realização de exames regulares são essenciais para garantir uma boa saúde cardiovascular durante essa fase da vida.

Um homem suspeito de tráfico de drogas morreu após trocar tiros com a Polícia Militar durante uma operação realizada na manhã desse domingo (08), no município de Mata Grande, no Sertão de Alagoas. Outros dois suspeitos foram presos e um quarto homem conseguiu fugir.

De acordo com a PM, um morador da cidade denunciou que quatro indivíduos armados haviam chegado à localidade e se dirigiam a uma residência conhecida por ser utilizada para o tráfico de entorpecentes.

Ao chegarem no local, os militares viram dois suspeitos em frente ao imóvel. Ao perceberem a aproximação das viaturas, eles correram para dentro da residência, desobedecendo às ordens de parada dadas pelos policiais.

Os suspeitos tentaram fugir pelos fundos da casa. Nesse momento, segundo a polícia, um deles efetuou disparos de arma de fogo contra os PMs. Durante a troca de tiros, o suposto autor foi atingido.

O homem chegou a ser socorrido e levado ao hospital do município de Mata Grande, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada pela equipe médica. Outros dois indivíduos foram detidos no local.

Um quarto suspeito, conhecido pelo apelido de “Babú”, conseguiu fugir durante a ação policial. Buscas foram realizadas na região, mas ele ainda não foi localizado.

Ao todo, foram apreendidos um revólver calibre .38, seis munições do mesmo calibre (sendo três deflagradas, duas pinadas e uma intacta), duas balanças de precisão, além de aproximadamente 41 gramas de crack, 67 gramas de cocaína e 860 gramas de maconha.

Após serem encaminhados ao hospital para realização de exame de corpo de delito, os dois suspeitos foram conduzidos ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Delmiro Gouveia, onde foram autuados por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

O Fantástico teve acesso a imagens e áudios inéditos que mostram os momentos após a soldado da Polícia Militar Gisele Alves ser baleada na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no bairro do Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro de 2026.

As gravações incluem ligações feitas para serviços de emergência e imagens das câmeras de segurança do andar do prédio.

O primeiro pedido de socorro foi feito pelo marido de Gisele, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Neto.

“Alô. É o tenente-coronel Neto, estou no Brás. A minha esposa é policial feminina, ela se matou com um tiro na cabeça. Manda um resgate, uma viatura aqui agora, por favor”, diz ele na ligação para a Polícia Militar.

Pouco depois, ele também entrou em contato com o Corpo de Bombeiros.

“A minha esposa se matou com um tiro na cabeça. Ela ainda está viva, ela está respirando”, afirmou.

Imagens das câmeras de segurança do andar do prédio mostram o momento em que o tenente-coronel aparece no corredor.

Às 8h02, ele surge ao telefone, sem camisa. Três minutos depois, faz outra ligação.

Às 8h13, três bombeiros chegam ao local.

Um dos socorristas, com 15 anos de experiência, relatou em depoimento que achou a cena estranha e decidiu fotografá-la.

Segundo ele, a arma estava bem encaixada na mão de Gisele, de uma forma que nunca tinha visto em casos de suicídio.

Outros detalhes também chamaram atenção: o sangue já estava coagulado e o cartucho da bala não foi encontrado. O tenente-coronel afirmou que estava no banho no momento do disparo, mas estava seco e não havia água no chão do apartamento.

Áudios gravados no local mostram o momento em que o tenente-coronel fala sobre a situação do relacionamento e a vida financeira do casal.

“A gente está casado há dois anos. De seis meses para cá, a gente começou a ter muita crise”, disse.

Ele contou que os dois estavam sozinhos desde a noite anterior e que discutiram a relação.

“O jeito que a gente está vivendo não compensa. Eu estou gastando aí sete mil por mês para viver com dois estranhos. Eu quero me separar”, relatou.

Segundo o tenente-coronel, a discussão continuou na manhã em que Gisele foi baleada.

“Eu entrei no banho. Fazia um minuto que eu estava debaixo do chuveiro quando escutei o barulho. Achei que fosse ela batendo a porta. Quando abri o box, ela estava caída no chão, no sangue. Ela deu um tiro na cabeça”, afirmou.

Os socorristas conseguiram reanimar Gisele no local. Enquanto tentavam salvá-la, disseram que o marido não demonstrava desespero e permaneceu no telefone com superiores.

Às 8h55, a policial foi retirada do prédio ainda com vida, em uma maca. O tenente-coronel aparece sentado no corredor.

Ligação para desembargador

Entre os contatos feitos por Geraldo naquela manhã, um chama a atenção da família de Gisele: a ligação para o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Ele chega ao local às 9h07. Os dois sobem para o apartamento.

O advogado que representa a família quer entender por que o desembargador estava no local.

“Ele vai ter que explicar por que estava lá. Pelo relato que temos, o desembargador foi a primeira pessoa acionada após o disparo”, diz José Miguel da Silva Junior, advogado da família

Às 9h18, o desembargador reaparece no corredor. Onze minutos depois, o tenente-coronel surge com outra roupa.

Testemunhas disseram que ele tomou banho nesse intervalo, mesmo após ter sido orientado por policiais a não fazer isso.

Policiais militares que participaram da ocorrência afirmaram ainda que ele voltou com cheiro forte de produto químico.

Laudos da Polícia Técnico-Científica também indicam que a cena do crime não foi preservada corretamente, o que impediu os peritos de determinar com precisão a dinâmica do disparo e quem atirou.

Um vídeo gravado após a saída dos socorristas mostra o apartamento com móveis fora do lugar, panos e produtos de limpeza espalhados pelo chão.

“O apartamento estava uma verdadeira bagunça. O local não foi preservado”, afirma o advogado da família.

Depoimento de vizinha

Outro ponto levantado pelos investigadores aparece no depoimento de uma vizinha.

Ela disse que acordou às 7h28 com um estampido forte.

A primeira ligação do tenente-coronel pedindo socorro foi feita às 7h57, cerca de 29 minutos depois.

“Essa lacuna precisa ser explicada. A família merece saber o que aconteceu”, diz o advogado.

Em nota, a defesa do tenente-coronel Geraldo Neto diz que, até agora, ele não é investigado, suspeito ou indiciado no processo.

E que, desde o início, o tenente-coronel tem colaborado com as autoridades. A nota também afirma que confia nas investigações e que Geraldo está à disposição para colaborar com a elucidação dos fatos.

A defesa do desembargador Cogan disse que ele foi chamado ao apartamento como amigo do tenente-coronel. E que eventuais esclarecimentos serão dados à polícia judiciária.

A pesquisa com a polilaminina, desenvolvida por cientistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), em parceria com a farmacêutica Cristália, alcançou grande visibilidade nos últimos dias. No entanto, algumas perguntas ainda precisam ser respondidas para que se possa afirmar sem dúvida que a substância é capaz de ajudar pessoas com lesão medular a recuperar seus movimentos.

Apesar de os trabalhos, liderados pela bióloga Tatiana Sampaio Coelho, terem sido iniciados há mais de 25 anos, a maior parte desse tempo foi dedicada aos testes em laboratório, uma etapa essencial chamada de fase pré-clínica.

Além de estudar as moléculas de polilaminina, a equipe precisou verificar primeiro se a substância produzia algum efeito em culturas de células e em animais, antes de testá-la em humanos.

O que é a polilaminina?

A substância foi descoberta por acaso pela professora Tatiana Sampaio, quando ela tentava dissociar as partes que compõem a laminina, uma proteína presente em várias partes do nosso corpo.

Ao testar um solvente, ela viu que, ao invés de se partir, as moléculas de laminina começaram a se juntar umas com as outras, formando uma rede, a polilaminina. Essa junção ocorre no organismo humano, mas nunca tinha sido reproduzida em laboratório.

A partir daí, Tatiana passou a pesquisar possíveis usos para a rede de lamininas e descobriu que, no sistema nervoso, essas proteínas atuam como base para a movimentação dos axônios, partes dos neurônios parecidas com caudas, responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos.

Quando ocorre uma fratura na medula, os axônios são rompidos, o que interrompe a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo, a partir do ponto em que foi o ferimento. Essa ruptura é a causa da paralisia.

Normalmente, as células do sistema nervoso não são capazes de se regenerar sozinhas. O que se pretende testar, portanto, é a capacidade da polilaminina de oferecer uma nova base para que os axônios do paciente voltem a crescer e se comunicar, restabelecendo a conexão que transmite os comandos do cérebro.

Projeto-piloto

Depois de obter resultados positivos em ratos, os pesquisadores realizaram um estudo-piloto, entre os anos de 2016 e 2021, aplicando a substância em oito pessoas que sofreram lesão total em diversos pontos da medula, após queda, acidente de carro ou ferimento por arma de fogo.

Além de receber a polilaminina, sete delas passaram por cirurgia de descompressão da coluna, operação padrão em casos de lesão medular. Os procedimentos foram feitos até três dias após a lesão.

Duas pessoas morreram ainda no hospital por causa da gravidade do quadro, e outra acabou falecendo pouco tempo depois por complicações do ferimento.

Mas os cinco pacientes que se recuperaram, receberam a polilaminina e passaram pela cirurgia de descompressão apresentaram algum ganho motor, ou seja, conseguiram movimentar partes do corpo paralisadas pela lesão. No entanto, isso não significa que todos voltaram a andar.

A melhora foi constatada pela evolução dos pacientes na chamada escala AIS, que vai de A a E, em que A é o nível mais grave de comprometimento e E é o funcionamento normal do corpo em termos de movimentação e sensibilidade. Para fazer a classificação, a equipe médica avalia a resposta a diversos estímulos aplicados em pontos chave do corpo.

Quatro pacientes do estudo-piloto saíram do nível A para o nível C, o que significa que retomaram a sensibilidade e os movimentos, mas de forma incompleta. Uma pessoa chegou ao nível D, após recuperar a sensibilidade e as funções motoras de todo o corpo, com capacidade muscular quase normal.

Esse paciente é Bruno Drummond de Freitas, que ficou tetraplégico após fraturar a coluna na altura do pescoço, in 2018. Em entrevista ao programa Sem Censura, da TV Brasil, Bruno contou que conseguiu mexer o dedão do pé algumas semanas após a cirurgia de descompressão, combinada com a aplicação da polilaminina.

“Foi uma virada de chave. Na hora, pra mim, não tinha valor mexer o dedão do pé e não mexer mais nada. Mas todo mundo comemorou, e, aí, me explicaram que, quando passa um sinal do cérebro até uma extremidade, significa que o sinal está percorrendo o corpo inteiro”

Depois disso, Bruno foi reconquistando outros movimentos e, então, iniciou um longo e intenso trabalho de fisioterapia e reabilitação na AACD, entidade paulista que é referência brasileira nesses tratamentos. Após anos de recuperação, hoje ele anda normalmente e tem dificuldade apenas em alguns movimentos das mãos.

A experiência de Bruno e dos outros pacientes, no entanto, não basta para comprovar cientificamente a segurança e a eficácia da polilaminina. Um artigo do tipo pré-print publicado pela equipe de pesquisa com os resultados do estudo-piloto ressalva, por exemplo, que até 15% dos pacientes com lesão completa pode recuperar movimentos naturalmente.

Além disso, o diagnóstico de lesão completa e a avaliação segundo a escala AIS, feitos logo após a fratura, podem ser influenciados por fatores como inflamação e inchaço. Por vezes, verifica-se quadros menos graves em pacientes que, inicialmente, eram apontados como casos de paralisia total.

Ainda assim, os resultados apresentados publicamente pela equipe de pesquisa em setembro do ano passado chamaram bastante atenção. Se a eficácia da polilaminina for confirmada, a ciência brasileira terá encontrado uma solução inédita para um problema que aflige milhões de pessoas, com grande impacto sobre suas rotinas e qualidade de vida. Mas até lá, ainda há um longo caminho.

Fase 1, 2 e 3

O professor de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Eduardo Zimmer, explica que, tradicionalmente, o ensaio clínico de um novo medicamento é composto por três fases. E cada rodada de testes tem um objetivo.

“Na fase 1, a gente tem poucos pacientes, saudáveis, porque ela visa identificar se o composto é seguro e se os humanos vão tolerar receber esse tratamento. Junto com isso, tem o que a gente chama de farmacocinética. Entender como é que a droga se comporta dentro do nosso organismo, como ela entra, como ela é metabolizada e como ela é eliminada”, explica.

É nesta fase que o estudo com a polilaminina está. De acordo com a líder da pesquisa, a professora Tatiana Sampaio Coelho, os testes devem começar neste mês e ser concluídos até o fim do ano.

Mas eles terão uma diferença importante do padrão. Como a polilaminina é aplicada por injeção diretamente na medula, isso não será feito em pacientes saudáveis, mas também em pessoas com lesão medular aguda.

“A gente vai monitorar eventos adversos para verificar se eles são os esperados, exames neurológicos para verificar se tem alguma deterioração, e temos também vários exames de sangue para ver se tem alguma toxicidade hepática ou renal. Isso vai ser comparado com a história natural provável para aquela pessoa, que é um paciente grave, e com outros estudos”, complementa Tatiana.

Conforme aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a substância será aplicada em cinco pacientes voluntários. Eles precisarão ter idades entre 18 e 72 anos e lesões agudas completas da medula espinhal torácica entre as vértebras T2 e T10, com indicação cirúrgica ocorrida há menos de 72 horas da lesão. O procedimento será feito no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

Mas o estudo terá também outra especificidade, de acordo com a pesquisadora. “O fato de serem pessoas com lesão medular significa que os resultados de indicação de eficácia já serão emitidos desde a fase 1”. Ou seja, os pesquisadores também pretendem observar se esses pacientes apresentam melhora, o que diverge do percurso clássico.

De acordo com Eduardo Zimmer, que também é chefe de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento e pesquisador apoiado pelo Instituto Serrapilheira e pelo programa Idor Ciência Pioneira, a eficácia de um medicamento em humanos costuma ser medida apenas a partir da fase 2, quando a quantidade de voluntários aumenta. Também é nesse momento que a equipe testa doses diferentes para encontrar a melhor formulação.

Tatiana Sampaio adianta que duas doses diferentes serão avaliadas no caso da polilaminina, se o estudo chegar à fase 2. Já os detalhes de uma possível fase 3, a última e principal etapa para verificar se um medicamento é mesmo eficaz e produz resultados de forma consistente, ainda não estão definidos. A equipe espera concluir todas as fases de teste em cerca de dois anos e meio.

Desafios para os testes

O professor e pesquisador Eduardo Zimmer diz que, via de regra, na fase 3, a quantidade de voluntários aumenta bastante, e os testes são feitos em diversos centros.

Os participantes são divididos de forma aleatória em dois grupos, mas apenas um dos grupos recebe a substância testada, enquanto o outro servirá para a comparação do que acontece sem ela. Esse segundo é o chamado grupo controle.

O ideal é que nem os pacientes nem os pesquisadores saibam, a princípio, quem está em qual grupo. O objetivo final é ter certeza que o remédio testado produziu um benefício que não seria obtido sem ele.

“O grupo controle, numa patologia como essa, sempre compara a eficácia da droga em relação às outras terapias disponíveis. Você não vai parar de tratar o paciente, você trata ele com o melhor que você tem, para verificar se a droga nova faz com que o outro grupo se recupere melhor, em comparação ao melhor tratamento que já existe”, ele ressalva.

Mas os testes com a polilaminina podem demandar procedimentos diferentes. O ex-presidente da Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), Jorge Venâncio, explica que normalmente os participantes de ensaios clínicos que compõem os grupos de controle ganham acesso prioritário à nova tecnologia, caso ela se prove realmente eficaz, como forma de compensação.

“Aqui, nós temos a seguinte dificuldade: o tratamento precisa ser feito num prazo relativamente curto depois do acidente que gerou o traumatismo, mas o tratamento tende a ter um resultado demorado. Então, quando o estudo se completar, provavelmente a equipe terá dificuldade de aplicar o remédio em quem tomou o comparador”, complementa Venâncio.

Ainda que os ensaios tenham um percurso ideal, adaptações, quando justificadas, podem ocorrer, diz o ex-presidente do Conep. É o que acontece nos estudos de novos tratamentos para doenças raras, que atingem um número muito pequeno de pessoas, o que impossibilita o recrutamento da quantidade ideal de voluntários. Mas Venâncio reforça a importância do cumprimento de todas as fases de pesquisa.

"Você não pode botar uma substância que você não sabe se vai causar dano em uma população de centenas de participantes. Por isso, você testa primeiro numa população pequena e vê se o risco é pequeno o suficiente para fazer um estudo mais amplo. Na fase dois, você já começa a testar qual é a dose adequada e, na fase três, é quando você vai testar efetivamente o efeito da substância. Quando você não tem o grupo controle, você corre o risco de chegar a uma conclusão diametralmente oposta à realidade", diz o ex-presidente do Conep.

Ensaios clínicos serão acompanhados

A professora da UFRJ Tatiana Sampaio lembrou que, independente da avaliação dos pesquisadores, a decisão final sobre as próximas fases dos estudos com a polilaminina caberá à Anvisa e a algum comitê de ética acreditado, orgãos que precisam aprovar os ensaios clínicos no Brasil, para que eles possam ser feitos.

A coordenadora da Inaesp (Instância Nacional de Ética em Pesquisa), Meiruze Freitas, acrescenta que, mesmo depois de aprovadas, as pesquisas continuam a ser monitoradas. O comitê de ética verifica se as atividades não estão sendo prejudiciais aos participantes, e a Anvisa se certifica de que as boas práticas clínicas estão sendo seguidas.“A polilaminina tem um fator de esperança, porque uma lesão medular causa muitas complicações, inclusive morte. Mas a gente precisa tomar muito cuidado para não abandonar os preceitos científicos. Essas fases não são estabelecidas por burocracia, mas para que a gente possa ter dados validados, com uma avaliação isenta, passível, inclusive, de ser revistas por pares [outros cientistas], e para que a gente comprove que a tecnologia é realmente eficaz. Isso evita que a nossa população seja submetida a produtos que não são confiáveis”.

Mas Meiruze também acredita que os órgãos regulatórios, cada vez mais, serão desafiados pelas especificidades de pesquisas que propõem soluções inovadoras.

A coordenadora do Inaep acrescenta que eles precisam “ser estruturados e ter capacidade técnica para recepcionar e destravar as inovações de forma responsável, acompanhando qualidade, eficácia e segurança”, assim como os pesquisadores precisam de apoio para saber conduzir seus trabalhos, de acordo com as exigências.

“Teoricamente, ainda que sejam resultados parciais, na fase 1 e na fase 2, você já pode ter alguns indicativos de eficácia. E, para produtos como a polilaminina, que, em tese, não tem alternativa terapêutica além da cirurgia, você poderia encurtar o desenvolvimento, inclusive permitir, de repente, um registro no Brasil com a finalização da fase 2, enquanto a fase 3 ainda está em andamento. Isso acontece para algumas doenças de alta mortalidade ou raras, que você não consegue desenvolver a fase 3”, complementa Meiruze.

Atualmente, o principal regramento sobre o tema é a Lei 14.874, sancionada em 2024, e que promoveu algumas mudanças com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias no país. Uma das principais foi a redução dos prazos para a análise de novos estudos. A resposta dos comitês de ética deve ser dada em até 30 dias, e a da Anvisa, em 90.

Valorização da ciência

Para a criadora da polilaminina, a professora da UFRJ Tatiana Sampaio, a redução dos entraves depende também de uma mudança de cultura.

“A gente precisaria ter uma compreensão de que investir na ciência pública é uma opção de um país que quer se desenvolver, que nós queremos ter tecnologias e não ser mais dependentes.”

“Eu sou muito obstinada, mas, independentemente das minhas qualidades, tudo só foi possível por conta das características da minha pesquisa. Eu estava estudando um acometimento que não tem nenhuma terapia e que tem um apelo emocional particular. Além disso, é uma questão que gera muito interesse em pesquisa, então, eu tenho ferramentas que facilitam o andamento do trabalho. Juntando tudo isso, foi possível. Em qualquer outra situação não teria sido”, complementa Tatiana.

 

 

O brasileiro Gustavo Guimarães, 34, foi morto com quatro tiros disparados por policiais na cidade de Powder Springs, Geórgia (EUA). Autoridades locais dizem que ele sacou uma arma. A família contesta essa versão.

A polícia afirma ter sido chamada a um shopping para atender a ocorrência relacionada à saúde mental. No local, na terça-feira (3), por volta das 21h, os agentes encontraram Gustavo. Segundo as autoridades, ele teria sacado uma arma, e os policiais atiraram, atingindo-o com pelo menos quatro tiros.

Gustavo foi levado para hospital, mas morreu. Segundo reportagem da rede de TV americana CBS News, o caso está sendo investigado pela GBI, agência estadual de investigação criminal da Geórgia.

A família nega essa versão e afirma que Gustavo nunca teve revólver. Ao UOL, por telefone, a mãe do rapaz disse que estava com o filho em um supermercado do shopping quando decidiu ligar para o 988 -número nacional dos EUA para apoio em crises de saúde mental e prevenção ao suicídio, semelhante ao 188 no Brasil (entenda como funciona o serviço abaixo). A identidade dela será preservada a pedido da família.

Mãe queria ajuda de conselheiros do 988 para convencer filho a ir ao hospital para um diagnóstico. Ela afirma que Gustavo nunca teve crises nem foi agressivo, mas suspeitava de esquizofrenia devido a alguns comportamentos. Segundo ela, o rapaz se recusava a procurar um médico ou seguir tratamentos tradicionais por acreditar na medicina holística, que considera a pessoa como um todo.

As conselheiras foram e encontraram mãe e filho no estacionamento. Elas tentaram convencer Gustavo a ir ao hospital, mas não conseguiram. Saíram de cena e, de repente, chegaram duas ambulâncias e dez carros de polícia, segundo relato da mãe ao UOL.

"Elas [conselheiras] não podiam ter chamado a polícia. Se eu quisesse chamar a polícia teria ligado para o 911. Eu acreditei nessa ajuda que teria para me dar apoio. O serviço falhou", disse a mãe de Gustavo.

Os policiais ficaram por quase uma hora tentando convencê-lo. A mãe -que estava no carro junto com filho- foi convidada a ir até a ambulância, segundo ela. Foi nesse momento que algo aconteceu. Gustavo foi atingido por quatro tiros -dois no ombro, um no peito e um na nuca. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Mãe não escutou os tiros e só soube no hospital que o filho havia morrido. "E, de repente, veio uma enfermeira e me levou para uma sala. Imediatamente, médicos, investigadores... sentaram e disseram: 'Gostaria de avisar que o seu filho levou quatro tiros e morreu...' Na hora, eu não acreditei."

"O meu filho não estava armado. Ele nunca pegou em arma. Nunca foi uma pessoa violenta. Ele queria paz para todos. Eu espero que nenhuma mãe sinta o que eu estou sentindo. A dor é tão grande que nem consigo chorar. "Às vezes, penso que tudo é um pesadelo e [que Gustavo] vai voltar. Eu estive ao lado do corpo dele, mas não tive coragem de ver", disse a mãe de Gustavo.

Os parentes dizem que não havia necessidade de truculência e pedem justiça. "Sou uma testemunha viva [do caso]... Para quê tanta violência?! Quero justiça. Quero que seja feita uma investigação. Eu peço uma ajuda e acabo recebendo uma tragédia. Jamais poderia ter acontecido isso." O corpo de Gustavo foi liberado somente na sexta (6) para cremação.

A polícia de Powder Springs não irá se manifestar. Em mensagem ao UOL, o perfil oficial informou que as perguntas devem ser feitas ao [GBI] Departamento de Investigações da Geórgia e ao Ministério Público do Condado de Cobb. "A investigação foi encaminhada a essas agências."

A reportagem procurou o GBI, o DBHDD e a empresa responsável por operar o serviço 988 no estado. Não houve retorno até o momento. O UOL também aguarda o posicionamento do Itamaraty.

COMO FUNCIONA O 988 NOS EUA

O serviço mudou e foi lançado com novo número em julho de 2022. Ele é "comandado" pela SAMHSA (agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, do governo federal), mas é gerenciada por parceiros, entre setor público e privado, nos estados.

A plataforma conecta a pessoa diretamente a um centro de atendimento especializado. O serviço fica disponível 24 horas por dia. É gratuito.

As chamadas são atendidas por conselheiros supostamente treinados. Se for preciso, eles vão até o local para entender e resolver. Os conselheiros são orientados a "chamar serviços de emergência médica ou policial apenas quando há risco imediato de dano à própria pessoa ou a outras pessoas". A família entende que não havia riscos neste caso.

Dados oficiais revelam número de chamadas para o 988 no estado. Em janeiro de 2024 foram 25.749 contatos (incluindo ligações, mensagens de texto e chat).

QUEM ERA GUSTAVO GUIMARÃES

Gustavo, 34, nasceu em Belo Horizonte e tinha dupla cidadania. Ele se mudou para os Estados Unidos em 1998. Voltou para o Brasil em 2018, mas se mudou para a Geórgia em 2020.

O brasileiro estudava biologia na Life University. Ele também trabalhava na biblioteca da instituição, segundo familiares.

O jovem era vegano e ativista da causa animal. Ele morava sozinho em Acworth, a cerca de 23 km de Powder Springs, onde ocorreu o episódio, mas mantinha contato com parentes. Era considerado carinhoso e, apesar do comportamento tido como "estranho", nunca teve crises nem foi agressivo.

 

Bandeira da Turquia na frente palácio em Instambul - Metrópoles

O Ministério da Defesa da Turquia anunciou, nesta segunda-feira (9/3), que as defesas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Mediterrâneo Oriental derrubaram um novo míssil balístico iraniano que entrou no espaço aéreo turco.

De acordo com a Turquia, alguns destroços do míssil caíram em um terreno baldio em Gaziantep, no sudoeste do país. Não houve vítimas ou feridos.

É o segundo míssil balístico do Irã que entra no espaço aéreo da Turquia, que é um dos 32 países-membro parte da Otan. O primeiro também foi interceptado pela Otan, no dia 4 de março.

O caso pode significar uma escalada ainda maior no conflito no Oriente Médio, já que o Artigo 5º do Tratado de Washington diz que ataque a um país-membro será considerado “ataque contra todas eles” e exige uma “resposta coletiva”.

A Turquia é membro da Otan desde 1952 e compartilha com o Irã uma fronteira de 500 km.

Em nota, o governo da Turquia enfatizou que “todas as medidas necessárias serão tomadas de forma decisiva e sem hesitação contra qualquer ameaça dirigida ao território e ao espaço aéreo” do país.

Irã nega ter lançado primeiro míssil

O Irã negou ter disparado o míssil em direção à Turquia no último dia 4. O país ainda disse respeitar a soberania do vizinho.

“As forças armadas da República Islâmica do Irã respeitam a soberania do país vizinho amigo, a Turquia, e negam qualquer lançamento de mísseis contra seu território”, disse em comunicado.

Após o ocorrido, a Otan também se manifestou.

“Condenamos os ataques do Irã contra a Turquia. A OTAN se solidariza firmemente com todos os seus aliados, incluindo a Turquia, enquanto o Irã continua seus ataques indiscriminados em toda a região. Nossa postura de dissuasão e defesa permanece forte em todos os domínios, inclusive no que diz respeito à defesa aérea e antimíssil”, afirmou a porta-voz Allison Hart.

Uma nova ferramenta voltada à proteção de vítimas de violência doméstica será apresentada em Palmeira dos Índios nesta quarta-feira (11). O 10º Batalhão de Polícia Militar de Alagoas promoverá o lançamento do aplicativo Botão do Pânico, desenvolvido para agilizar pedidos de socorro e fortalecer o atendimento às pessoas em situação de risco.

O evento acontecerá às 9h, no campus do Centro Universitário CESMAC. A iniciativa, que faz parte da programação do Mês da Mulher no município, tem como objetivo ampliar a rede de proteção às vítimas de violência doméstica, permitindo que elas acionem rapidamente as autoridades por meio do aplicativo. “A ferramenta representa um avanço no enfrentamento à violência contra a mulher. O aplicativo foi desenvolvido com o propósito de oferecer mais segurança e rapidez no atendimento às vítimas, para fortalecer a atuação da Polícia Militar e ampliar o os mecanismos de proteção às vítimas”, disse o Tenente Jonatan.

A prefeita Tia Júlia ressaltou a importância da iniciativa para o município e reforçou o compromisso da gestão com políticas de proteção às mulheres. Segundo ela, o lançamento do aplicativo representa mais um passo na construção de uma cidade mais segura. “A violência doméstica é uma realidade que precisa ser combatida com firmeza e união. Ferramentas como o Botão do Pânico ajudam a salvar vidas e fortalecem a rede de proteção às mulheres. A Prefeitura é parceira de todas as ações que garantam segurança e dignidade para nossa população”, afirmou a prefeita.

Um eclipse solar total previsto para 2 de agosto de 2027 deve chamar a atenção de astrônomos e entusiastas da ciência em todo o mundo. O fenômeno poderá provocar até 6 minutos e 22 segundos de escuridão em pleno dia em algumas regiões do planeta — o que o torna o mais longo visível em terra firme neste século.

A fase mais impressionante do fenômeno, chamada de totalidade — quando a Lua encobre completamente o disco do Sol — ficará restrita a uma faixa específica da Terra.

A área terá cerca de 258 km de largura e será percorrida pela sombra da Lua ao longo de mais de 15 mil quilômetros. O trajeto passará por 10 países: Espanha, Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Egito, Sudão, Arábia Saudita, Iêmen e Somália.

Em outras áreas próximas da Europa, da África e da Ásia, o fenômeno aparecerá como eclipse parcial, quando uma parte do disco solar fica encoberta.

No momento do eclipse, a região onde o fenômeno ocorrerá estará voltada para o hemisfério oriental do planeta. Como o Brasil está localizado no hemisfério ocidental, o evento ocorrerá quando for noite no país; por isso, não será possível assistir ao eclipse a partir do território brasileiro.

Eclipse solar em 21 de agosto de 2017 às 13h15, em Wisconsin, EUA - Eclipse solar de 6 minutos: será possível ver fenômeno no Brasil? - Metrópoles

O que é um eclipse solar?


Por que esse eclipse solar será tão longo?

A longa duração está relacionada à posição da Lua em relação à Terra no dia do fenômeno. Na data do eclipse solar, o satélite natural estará próximo do perigeu, ponto da órbita em que fica mais perto da Terra. Nessa situação, a Lua parece um pouco maior no céu e a sombra também fica mais extensa.

Isso faz com que o Sol permaneça completamente encoberto por mais tempo em algumas regiões. Porém, é importante dizer que mesmo nas áreas onde o Sol ficará totalmente coberto, o céu não ficará escuro como à noite.

Durante a fase de totalidade, a iluminação geralmente lembra um entardecer repentino, com queda da luz e um brilho suave vindo do horizonte.

Quem nunca foi picado ou incomodado com o zumbido de um mosquito antes de dormir e já se perguntou qual é a utilidade desses insetos no mundo? De primeira, a associação costuma ser negativa, principalmente por causa das doenças transmitidas por algumas espécies.

No entanto, do ponto de vista científico, os mosquitos têm funções muito importantes na natureza. Eles fazem parte de cadeias alimentares, participam do ciclo de nutrientes em ambientes aquáticos e também atuam na polinização de plantas.

“Existem mais de 3.500 espécies de mosquitos descritas no mundo, mas só algumas estão envolvidas na transmissão de doenças humanas. Os principais vetores pertencem aos gêneros AedesAnopheles e Culex, responsáveis pela transmissão de enfermidades como dengue, malária, zika e febre chikungunya”, explica a professora de biologia Camila Braga, do Colégio Objetivo de Brasília.


Principais riscos de extinguir os mosquitos


Foto de mosquito em braço de pessoa - Metrópoles
Além de ser quase impossível extinguir os mosquitos, isso seria perigoso e representaria riscos aos ecossistemas

 Qual é a função dos mosquitos no meio ambiente?

1. Servem de alimento para outros animais

Os mosquitos fazem parte da dieta de vários organismos. Aves, morcegos, peixes, anfíbios e outros insetos usam os mosquitos como fonte de energia em fases diferentes da vida.

Em ambientes naturais, a presença deles ajuda a sustentar cadeias alimentares com oferta de nutrientes, já que muitos predadores dependem desse tipo de recurso para sobreviver.

2. Contribuem para a dinâmica de ambientes aquáticos

Grande parte do ciclo de vida dos mosquitos ocorre na água. Nessa fase, as larvas se alimentam de algas, bactérias e matéria orgânica presente em lagoas, poças e outros reservatórios.

Esse processo participa da reciclagem de nutrientes e também fornece alimento para organismos aquáticos, como peixes e outros animais pequenos.

3. Participam da polinização de plantas

Apesar de serem conhecidos por se alimentarem com sangue, os mosquitos adultos obtêm a maior parte da energia no néctar das flores.

Ao visitar plantas para consumir açúcar, os insetos acabam transportando pólen entre flores e isso contribui para a reprodução de algumas espécies vegetais.

4. Ocupam nichos ecológicos e ajudam no equilíbrio dos ecossistemas

Existem milhares de espécies de mosquitos distribuídas em diferentes regiões do mundo. Nesse contexto, cada uma ocupa seu próprio nicho ecológico, com funções ligadas ao ambiente em que vive.

Além disso, por estarem conectados a vários organismos diferentes e processos naturais, os mosquitos participam do funcionamento de muitos ambientes.

“Reduzir populações de mosquitos que transmitem doenças é importante, mas extinguir esses insetos pode causar consequências ecológicas que muitas vezes não são previstas”, ressalta o médico veterinário Rodrigo Rabello Duemes, membro do Instituto de Biologia Marinha e Meio Ambiente (IBIMM).

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