
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL), por meio da Delegacia de Homicídios de Rio Largo, prendeu, na manhã desta terça-feira (30), um integrante de uma organização criminosa envolvida em homicídios e tráfico de drogas em Maceió e na cidade de Rio Largo.
A operação foi coordenada pelo delegado Danilo Rezende, responsável pelas investigações. O preso, segundo a polícia, tem participação direta em ações violentas atribuídas ao grupo criminoso, que já vinha sendo monitorado pelas forças de segurança.
Mais detalhes sobre a prisão serão repassados à imprensa ainda hoje. O delegado Danilo Rezende estará à disposição para entrevistas a partir das 11h30, na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), localizada no bairro Chã da Jaqueira, em Maceió.
A ação faz parte dos esforços da Polícia Civil no combate à criminalidade organizada e à redução dos índices de violência na Região Metropolitana da capital.
A Justiça de São Paulo reconheceu a união estável poliafetiva entre três homens em Bauru, no interior do estado. A decisão, assinada no início de julho pela juíza Rossana Teresa Curioni Mergulhão, validou o contrato particular que formaliza o relacionamento de Charles Trevisan, Kaio Alexandre dos Santos e Diego Trevisan.
Apesar de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ter proibido, desde 2018, o registro em cartório de uniões poliafetivas — envolvendo três ou mais pessoas —, a norma não impede que essas relações sejam reconhecidas judicialmente.
Foi por meio dessa brecha que o trisal conseguiu validar a união: o contrato foi autenticado judicialmente, já que a formalização em cartório, conforme a regra do CNJ, continua vetada.
A história começou em dezembro de 2024, quando Charles, que é autônomo e graduado em direito, emitiu um documento particular comprovando o relacionamento. Ele autenticou esse contrato no cartório de Registro de Títulos e Documentos da cidade.
"Eu e Diego somos casados há quatro anos. Mas a história do trisal surgiu antes disso, porque me descobri uma pessoa poliamorosa quando estava com meu ex-marido e me apaixonei por outro cara. Mesmo estando com meu ex, queria estar também com o outro, porque eu amava os dois", contou Charles ao g1.
"Descobri que nem todo mundo tem o mesmo dom, que eu acho que é dom e maldição ao mesmo tempo: a capacidade de amar mais de uma pessoa. Meu ex-marido me satisfazia em questões de necessidades físicas, e o outro em questões emocionais. Era uma combinação perfeita", explicou.
Em 2023, já casado com Diego, Charles conheceu Kaio pelas redes sociais. Ele se encontrou com o jovem na presença do marido e os três começaram um relacionamento. Na época, porém, o jovem tinha 17 anos. Quando Kaio completou 18, o trisal resolveu registrar a união em um cartório.
🔍 Se alguém escreve a letra de uma música, por exemplo, e quer deixar comprovada a autoria da composição para evitar plágio, ela pode fazer a autenticação em um cartório de Títulos e Documentos, onde é possível registrar qualquer tipo de documento.
O oficial de Justiça do cartório (responsável por conferir os registros), no entanto, questionou a legalidade do ato e solicitou a anulação do documento, citando falta de previsão legal e possíveis infrações administrativas.
O cartório também instaurou um procedimento administrativo interno que resultou na aplicação de uma advertência por escrito à funcionária que autenticou o contrato particular. Além disso, o Ministério Público de São Paulo opinou no caso, concordando com o cartório, ou seja, sugerindo a anulação do contrato.
Segundo Charles, aos serem notificados do pedido do oficial de Justiça para cancelar o registro da união e das razões apresentadas por ele (que incluíam a punição à escrevente), o trisal se manifestou legalmente para que o documento da união tivesse sua validade assegurada — e eles conseguiram.
Na decisão da juíza, ela afirma que, em relações particulares, "é permitido fazer tudo aquilo que a lei não proíbe expressamente" e que não há vedação ao registro de união poliafetiva em cartórios deste tipo.
"Decisões administrativas anteriores do CNJ, que vetaram o reconhecimento de uniões poliafetivas, aplicam-se a Tabelionatos de Notas e Cartórios de Registro Civil, mas não ao RTD [Registro de Títulos e Documentos], que tem finalidades e regime jurídico distintos", escreveu a juíza.
Ao g1, o cartório Segundo Oficial de Registro de Imóveis, Títulos e Documentos de Bauru afirmou que a decisão já foi cumprida e que não irá recorrer. Com o trânsito em julgado, o procedimento também será arquivado pelo MP-SP.
"Atualmente, não existe uma regra específica sobre esse tipo de registro nos cartórios de Títulos e Documentos. No entanto, ele é proibido em outras áreas, como nos cartórios de Registro Civil e nos Tabelionatos de Notas. Sem uma autorização da Justiça, esse registro não pode ser feito."
Em relação à escrevente advertida, o cartório disse que ela deveria ter seguido o protocolo interno e encaminhado a situação, por ser complexa, diretamente ao oficial responsável.
"Mesmo assim, como não há uma regra clara sobre o tema, nenhuma punição mais grave foi aplicada, o que foi confirmado pela Corregedoria responsável pelo cartório", afirmou o estabelecimento.
Burocracia 'salva' trisal
A advogada Beatriz Leão, especialista em direito da família, explica que, para o direito brasileiro, essas uniões podem existir, mas não vão ser equiparadas ao casamento ou a uma união estável.
"Como cada cartório tem uma finalidade específica, ainda que o CNJ tenha proibido a lavratura de escrituras públicas de uniões poliafetivas nos Tabelionatos de Notas, o registro desse contrato particular no cartório de Títulos e Documentos foi possível, porque as finalidades dos locais são diferentes", disse.
Apesar disso, segundo ela, a decisão pode servir de exemplo de como o direito ainda precisa evoluir para acompanhar novas formas de relacionamentos amorosos que estão ganhando visibilidade.
"Ainda que a união poliafetiva não seja reconhecida como uma entidade familiar, essa decisão é um exemplo de como a manifestação do afeto é algo pessoal e, sobre ela, o Estado deve interferir o mínimo possível."
"Se esse contrato particular respeitou as exigências formais para o registro, não é o conteúdo dele que deve ser um óbice [obstáculo]", avaliou.
Ela ressalta que o sistema de registros no Brasil é complexo, organizado em hierarquias, normas, procedimentos e regras. Mas que, no caso o trisal, a união foi assegurada por meio de um contrato particular devido à burocracia.
"A maioria das pessoas encara o cartório como uma burocracia desnecessária, chata, que só complica a nossa vida. Mas nesse caso foi a estrutura administrativa que possibilitou o registro. Esse é um exemplo de como o sistema registral brasileiro é complexo — e é essa complexidade que eu acho bonita", afirmou.
No Brasil, não há dados oficiais sobre uniões poliafetivas. Segundo a Associação dos Notários e Registradores do Estado de São Paulo (Anoreg), a ausência acontece porque este tipo de ato está proibido de ser feito nos cartórios competentes.
No cenário atual brasileiro, os atos oficiais de união são:
Para a advogada Beatriz, a ausência de informações não acontece somente porque a Justiça não reconhece esse tipo de contrato, mas demonstra que ainda há muitas barreiras sobre o tema.
"Penso que acontece porque é um tema polêmico, que encontra muitas barreiras e não deve ser muito recorrente. Daí os casos, que suponho serem poucos, ainda vão correr, na maioria das vezes, em segredo de Justiça", afirmou ao g1.
Procurado, o CNJ não respondeu até a última atualização desta reportagem.
Um idoso de 66 anos, condenado a 25 anos de prisão por abusar sexualmente a própria filha durante a infância e adolescência da vítima, foi preso por agentes da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol), nessa terça-feira (29) no Distrito de Piau, zona rural do município de Piranhas, Sertão de Alagoas.
De acordo com os autos do processo, os crimes aconteceram entre os anos de 1998 e 2009. A vítima relatou que era abusada sempre que o pai estava embriagado e com mais frequência quando sua madrasta se ausentava da residência. As agressões começaram quando ela tinha apenas seis anos de idade e continuaram até os seus 17 anos.
Em dezembro de 2009, após um novo episódio de violência, a jovem contou o que vinha sofrendo a uma vizinha, que fez a denúncia. O agressor foi preso em flagrante à época, mas fugiu após ser posto em liberdade. Desde então, encontrava-se foragido da Justiça.
Após ser localizado pelas equipes policiais da PCAL, o condenado foi conduzido ao Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Piranhas, onde passou pelos trâmites legais e será encaminhado à Justiça para audiência de custódia.
A educação dentro do sistema prisional alagoano avança com mais um projeto que fará de Alagoas um dos poucos estados do país a proporcionar aos reeducandos um curso em universidade pública. Dentre as 27 unidades da federação, apenas quatro têm acesso ao ensino superior de forma gratuita e de qualidade, e o estado alagoano será um deles.
O projeto, que é inédito em Alagoas, já que a oferta que existe atualmente é privada, vai garantir curso tecnológico superior de Gestão Empreendedora e Inovação em Turismo pela Uncisal (Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas).
A iniciativa é uma parceria que envolve a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), a Uncisal e a 16ª Vara de Execuções Penais.
“Sabemos do poder transformador da educação dentro do sistema prisional. Por isso, cada iniciativa é importante para quem cumpre pena, parentes desses reeducandos e toda a sociedade. É uma mudança total de vida”, destaca o secretário de Ressocialização e Inclusão Social, Diogo Teixeira.
O juiz Alexandre Machado, titular da 16ª Vara de Execuções Penais, comemora mais um passo rumo à educação no sistema prisional. “É direito do reeducando uma educação pública, gratuita e de qualidade”, diz o magistrado.
Os reeducandos que cumprem pena serão selecionados para as vagas, que devem beneficiar até 60 pessoas privadas de liberdade em Alagoas.
“A nossa pretensão é que no segundo semestre comecem as primeiras turmas. Esses detentos vão ter essa oportunidade de fazer esse curso, por uma universidade que tem credibilidade, com certificado emitido pela nossa universidade e com certeza vai ser uma grande ferramenta para a vida dessas pessoas”, reforça o reitor da Uncisal, Henrique Costa.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública realiza, nesta quinta-feira (31), mais uma edição do exercício simulado de modalidades de Crimes Violentos Contra o Patrimônio. Coordenada pela Chefia Especial de Inteligência, a simulação vai ocorrer em frente ao Banco do Brasil de Delmiro Gouveia, no Centro da cidade sertaneja, a partir das 19h.
A ideia de simular, na prática, um ataque criminoso que foge da normalidade – como é um assalto a banco na modalidade do Novo Cangaço ou Domínio de Cidades – visa capacitar as forças policiais para uma resposta rápida e aceitável frente à ação de organizações criminosas. Estes treinamentos com simulações reais são uma tendência nas polícias em todo o Brasil e ocorrerá pela terceira vez no município.

De acordo com o secretário-executivo de Políticas de Segurança Pública da SSP, Patrick Madeiro, o simulado faz parte do Plano de Defesa do Estado e vai atualizar os conhecimentos adquiridos durante os planejamentos concretizados durante outras atividades semelhantes.
“Queremos fazer ajustes de procedimentos com base naquilo que já temos de ensinamentos e, claro, trazendo as novas práticas de combate aos crimes de grande complexidade, alta intensidade e baixa familiaridade. Temos sido referência nacional neste tipo de aprimoramento, com reconhecimento dado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública”, afirmou o secretário.

Estarão envolvidos no simulado, integrantes da SSP, do 9º Batalhão de Polícia Militar, da Companhia Independente de Operações Policiais Especiais do Sertão (Copes), da Delegacia Regional de Delmiro e da Guarda Municipal de Delmiro, além de instituições bancárias e de transporte de valores. A Companhia Teatral Argemiro Batalha também participará do exercício simulado, que poderá ser acompanhado pela população e a imprensa, e poderá contar com barulhos de explosões tecnicamente controlados.
O humorista Carlinhos Maia voltou a encontrar a influencer Duda Luvisneck nas redes sociais. Os dois fizeram uma live na internet na noite de terça-feira, 29, após ela ter sido apontada como pivô na separação dele e Lucas Guimarães. Então, ele aproveitou a oportunidade para se desculpar com ela.
"Você tá de boa? Antes de mais nada queria pedir desculpas a você, bem-vinda à minha vida, é isso aí", disse ele sobre a exposição do fim do seu casamento e as especulações. Por sua vez, ela respondeu: "Tem que tá de boa né! Vou fazer o quê? Não tem outra opção".
Logo depois, Carlinhos fez elogios para a amizade deles. "Não, é sério. Você é massa! Eu acho que você foi uma pessoa que eu me conectei muito aqui, isso é fato né? Tanto é que eu te chamei para vir aqui em casa, e me conectei mais ainda, porque eu sou assim, eu sou 8 ou 80, quando eu gosto de alguém, cabo. As pessoas ficam muito doidas com isso de gay, hetero, se traiu, não traiu, coisa chata do cacete. Mas a nossa vibe bateu e pronto”, disse ele. Em resposta, ela apenas disse: "É questão de energia né, bateu energia é isso aí".
Carlinhos Maia fala sobre a solidão
Em outro momento nas redes sociais, Carlinhos Maia comentou sobre estar sozinho em casa após se separar. E ele garantiu que é uma escolha ficar na solidão neste momento.
O pessoal fala: ‘Você fica muito tempo sozinho’. Galera, isso é uma escolha. Eu poderia estar com meu pai e minha mãe o tempo todo ou com meus amigos. Se eu chamar, tenho certeza de que eles vêm. Mas vocês não ficam pensando em quando estiverem velhos? A galera tem um pânico dessa coisa de ficar só. Não sou muito de pensar no futuro, mas e quando ficar velho? Tem que aprender a se virar. É você e você. Quando você está novinho e bonitinho, está todo mundo aí. Amor, estou de boa, não fico depressivo, não. E nem tem como ficar sozinho. Vocês me largam? Falam mal, mas não largam. Vocês acostumaram [comigo] e eu com vocês", afirmou.
Durante uma assembleia cooperativista realizada nessa terça-feira (29), no município de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe, a advogada alagoana Isabelly Calumby foi vítima de misoginia e ataques à sua atuação profissional por parte de um cooperado. O episódio gerou indignação entre os presentes e levou a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Seccional Alagoas, a se manifestar publicamente.
De acordo com o advogado Libio Rocha, que acompanhava os trabalhos, o cooperado em questão — que reside em Piaçabuçu, interior de Alagoas, e era um dos candidatos à eleição para o conselho de administração da cooperativa — interrompeu a apresentação da prestação de contas e passou a destratar a advogada. Em tom autoritário, ele questionou sua competência, com frases de cunho misógino.
“Alguém registra essas informações aí? Por favor, doutora, volte para o seu lugar. Inclusive registre que o advogado teve que corrigir a outra advogada. Uma correção de postura, inclusive. Doutora Isabelly Calumby, está apreensiva com alguma coisa?”, declarou o cooperado, segundo mostra o vídeo gravado por outros participantes.
Ao fim da sessão, o advogado Libio Rocha fez questão de registrar em ata um desagravo público à colega. “Gostaria que constasse na ata um desagravo público à minha colega advogada, que foi preterida pelo cooperado, que a chamou de incompetente e impostora. Inclusive, eu, por ser membro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB Alagoas, irei levar esse caso para o TED. As medidas cabíveis serão tomadas pela OAB no âmbito da responsabilidade”, afirmou.
Rocha também destacou a gravidade da conduta do cooperado, ressaltando que a atitude foi motivada pela tentativa da advogada de exercer seu papel. “Não podemos jamais nos deixar intimidar, nem permitir que nossas colegas sejam diminuídas no exercício da profissão. Muito menos aceitar a tentativa de silenciar o lugar de fala de uma mulher.”
Nota de repúdio da OAB
Em nota oficial, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas, por meio do Conselho da Jovem Advocacia, manifestou solidariedade à advogada agredida verbalmente, destacando a gravidade do ocorrido.
“A jovem advogada alagoana, no legítimo exercício de sua profissão, foi alvo de manifestações misóginas e desrespeitosas, absolutamente incompatíveis com o Estado Democrático de Direito. O episódio, infelizmente, reflete uma realidade estrutural que ainda tenta invisibilizar e deslegitimar a atuação das mulheres, especialmente das jovens advogadas, nos espaços profissionais.”
A OAB reafirmou seu compromisso com a proteção das prerrogativas da advocacia, sobretudo no combate à violência de gênero, e garantiu que a Procuradoria de Prerrogativas da Mulher Advogada já acompanha o caso.
“Mais do que palavras, é preciso ação. Estaremos ao lado da colega, reconhecendo sua postura firme e ética, e seguiremos atuando incansavelmente por um ambiente jurídico mais justo, igualitário e seguro para todas”, conclui a nota.
Uma mulher de 47 anos foi agredida pelo companheiro após ele arrombar o portão da casa dela, nessa terça-feira (29), na Chã de Bebedouro, em Maceió. Antes de ser preso, o homem, ainda exaltado, disse: "Não tenho medo da polícia".
A vítima relatou à Polícia Militar que o companheiro, também de 47 anos, invadiu a residência enquanto estava ausente. Mesmo tendo sido solicitado anteriormente que deixasse o imóvel, o agressor descumpriu o pedido.
Segundo o Boletim de Ocorrência, policiais encontraram a mulher visivelmente abalada emocionalmente. Ela contou que, ao retornar para casa e encontrar o agressor, tentou tomar satisfações. Nesse momento, ele desferiu um soco no rosto dela e deu um golpe na cabeça com um guarda-chuva.
Ainda segundo o relato, o homem proferiu diversas ameaças, inclusive com a citação de não ter medo de policiais. Diante da gravidade do fato e dos claros sinais de violência física e psicológica, o agressor foi detido e conduzido à Central de Flagrantes.
O homem foi autuado com base nos artigos 129 e 147 do Código Penal, ambos com agravantes da Lei Maria da Penha.
Donald Trump está "considerando seriamente" conceder um perdão presidencial a Sean “Diddy” Combs, de acordo com o Deadline. O presidente dos EUA estaria pensando em fazer uma "carta de saída da prisão" para o músico antes da sentença, que será lida em outubro.
A reportagem do Deadline desta terça (29) corrobora relatos da "Rolling Stone", publicados em maio, de que amigos e aliados de Diddy estariam se aproximando de Trump para que o presidente livre o rapper da cadeia, ou amenize sua pena.
Trump já fez uma menção a essa possibilidade, quando comentou publicamente que “certamente analisaria os fatos se achasse que alguém foi tratado de forma injusta". Segundo o Deadline, o assunto "evoluiu para uma possibilidade real" desde que Combs foi considerado culpado no início de julho.
O presidente americano conhece Diddy há décadas e chegou a chamá-lo de "um bom amigo" em 2012. Apesar disso, o rapper se tornou crítico de Trump e declarou apoio a Biden em 2020.
"Ele gostava muito de mim, mas acho que quando me candidatei, esse relacionamento acabou", declarou o republicano em maio.
Depois de um julgamento de seis semanas, Combs, de 55 anos, foi considerado inocente em 2 de julho de três acusações de tráfico sexual e conspiração de extorsão, que implicavam em possíveis sentenças de prisão perpétua.
Ele foi condenado por duas acusações menores de transporte para se envolver em prostituição. Cada uma dessas acusações acarreta uma sentença máxima de 10 anos, mas os promotores reconheceram que as diretrizes federais de condenação pareciam recomendar uma sentença bem abaixo do máximo legal. A sentença será lida em 3 de outubro.
Dayana Nataly Bezerra Lima, de 37 anos, diretora de marketing digital e responsável pela gestão das redes sociais do cantor Pablo, morreu na tarde dessa terça-feira (29/7) em um acidente de carro na Bahia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo em que ela estava saiu da pista e capotou por volta das 16h30, no trecho do município de Amélia Rodrigues, a cerca de 30 km de Feira de Santana.
Dayana voltava de Feira de Santana para Salvador após acompanhar Pablo em compromissos de divulgação do projeto Bodega do Pablo, que terá apresentação na cidade no dia 16 de agosto. Outros dois homens, incluindo o motorista, também estavam no carro. Eles ficaram feridos e foram levados para uma unidade de saúde da região. Não há detalhes sobre o estado de saúde deles.

Além do trabalho com Pablo, Dayana era sócia de uma empresa de marketing digital que prestava serviços a outros artistas baianos, como a banda É o Tchan.
Poucas horas antes do acidente, ela publicou em suas redes sociais registros da viagem e dos bastidores do evento em Feira de Santana.
Em nota, a equipe de Pablo lamentou a morte da profissional: “Day era mais que uma colaboradora. Era amiga, companheira de estrada e parte essencial da nossa equipe. Estamos profundamente abalados com essa tragédia”.

Albino Santos de Lima, conhecido como o “Serial Killer de Maceió”, volta ao banco dos réus nesta quinta-feira (31), em Maceió. Ele será julgado pelo assassinato da adolescente Ana Clara Santos Lima, de 16 anos, ocorrido em agosto de 2024, no bairro Vergel do Lago.
O júri será realizado no Fórum da Capital, com início às 8h, sob presidência do juiz Yulli Roter, titular da 7ª Vara Criminal.
Segundo os autos, Ana Clara voltava para casa a pé quando percebeu que estava sendo seguida por Albino. Ela tentou se proteger entrando em um imóvel vizinho, mas o réu invadiu o local e efetuou disparos, atingindo a adolescente fatalmente.
A polícia chegou ao acusado após identificar semelhanças com outro crime contra uma jovem com o mesmo perfil e modus operandi. As investigações passaram a ser conduzidas de forma conjunta, o que levou à identificação e prisão de Albino.
Durante o inquérito, ele confessou o homicídio, alegando sofrer de problemas psicológicos e afirmar que "ouvia vozes". Sua defesa tentou impedir o julgamento por meio de um pedido de impronúncia, sob o argumento de inimputabilidade penal. No entanto, o juiz decidiu pela pronúncia do acusado.
Ele será julgado por homicídio triplamente qualificado: motivo torpe, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio.
O caso teve grande repercussão por conta da brutalidade e por ter sido relacionado a outros crimes cometidos por Albino, o que levou à sua alcunha de "serial killer".
Brasileiros que sonham com a carreira militar têm visto na guerra entre Rússia e Ucrânia uma chance de ganhar experiência, defender uma causa e seguir com o que acreditam ser a própria vocação. Mais do que dinheiro, a decisão envolve idealismo e, principalmente, riscos.
Desde o início do conflito, estrangeiros se cadastram com facilidade para integrar o exército ucraniano. Ao chegar, no entanto, enfrentam uma realidade dura e traumática. De acordo com o Itamaraty, nove brasileiros já morreram em combate na Ucrânia, e outros 17 estão desaparecidos.
Na última semana, a família do mineiro Gabriel Pereira de 21 anos relatou ao g1 e à TV Globo que Gabriel Pereira foi recrutado por ucranianos no início do ano por meio de redes sociais e morreu em combate perto da fronteira com a Rússia (veja vídeo ao fim da reportagem). O corpo dele ainda não foi encontrado. Outro brasileiro, de Santa Catarina, está desaparecido.
Sobreviventes do combate
O g1 ouviu dois ex-combatentes brasileiros que sobreviveram e voltaram ao país. Com trajetórias diferentes, eles têm ponto em comum: ambos reconhecem o horror da guerra.
Um dos entrevistados é Wemerson Darlan, de 35 anos, mineiro de Belo Horizonte, que serviu por um ano na Guarda Nacional e era conhecido como “Dean Darlanw”. O outro, de 22 anos, preferiu não ter a real identidade revelada e será identificado nesta reportagem pelo apelido fictício "DC".
Esta reportagem conta o caso dos dois brasileiros que voltaram da guerra a partir dos seguintes pontos:
Os antecedentes
A ida para a guerra
Linha de frente
Pagamentos e gastos
A volta para casa

Os antecedentes
O recrutamento acontece pela internet, em sites oficiais do governo ucraniano, e é amplamente conhecido por brasileiros interessados na carreira militar. Os candidatos preenchem dados e formulários antes de seguir para a Europa e, se aprovados, precisam arcar com os custos da viagem.
A maioria chega pela capital da Polônia, Varsóvia, e segue de ônibus até Kiev, onde assina contrato e passa por um treinamento básico com noções de primeiros socorros, guerra e armamentos.
Darlan permaneceu um ano na missão, entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025.
"Fui na cara e na coragem. Paguei hotel por um mês até ser contratado. Na hora da assinatura, a tradutora tentou me desmotivar, disse para eu voltar, mas eu quis ficar", contou.
DC chegou à Europa em março de 2025 e ficou até julho. Passou cerca de 25 dias em Kiev antes de ser enviado ao front.
"Tivemos problemas com um dos líderes, que chegava a 'sair na mão' com brasileiros. Eu desloquei meu braço, fiquei quatro horas com ele deslocado, até me levaram para um médico civil que conseguiu resolver. Fiquei com braço enfaixado e ele me deu atestado de seis semanas e remédios, e o exército desapareceu com tudo. Tive que comprar outros do meu próprio bolso, sem nem ter receita", recordou.
A ida para a guerra
Após os contratos, os combatentes são encaminhados aos batalhões. DC foi alocado nos chamados batalhões de assalto — com foco em ações ofensivas. Já Darlan integrou a Guarda Nacional Ucraniana, segundo ele, mais voltada à defesa.
DC foi enviado à cidade de Izium, em uma base conhecida como "casa segura", com proteção e estrutura para alojamento, mas sem treinamentos oficiais por parte dos ucranianos.
"Teve um brasileiro e deu aula do básico de ucraniano pra gente, mas por conta própria. Teve um outro brasileiro que deu aula de drone, de AK, de outros tipos de armamento", contou.
Já Darlan revezava entre a capital Kiev (que não é considerada região de perigo, embora seja alvo de frequentes ataques russos) e Donbass, próximo à fronteira.

Linha de frente
Na linha de frente, DC afirma ter tido problemas com os equipamentos fornecidos, alguns inclusive com manchas de sangue.
"Para conseguir equipamentos melhores, tinha que comprar do próprio bolso", relembrou.
Da casa segura de Izium, DC foi enviado à chamada "linha 3", a cerca de 12 km do front. As linhas são numeradas conforme a proximidade do conflito — a "linha 0" é a mais perigosa, colada à fronteira.
"Na linha 3 ficamos em uma trincheira com dois bunkers, construídas por brasileiros, por cerca de 50 dias. Ficamos ali treinando e esperando até chegar o dia em que seria mandado para a missão, na linha 0", relembrou.
O rodízio era semanal: cada trio de soldados que estava nas trincheiras passava dez dias na linha 0.
"No final, fomos percebendo que todo mundo foi indo, mas ninguém voltando. E, quem voltava, estava ferido, perdeu as pernas, tinha sido baleado, atingido por granadas", contou DC.
Já Darlan, em Donbass, ficava a cerca de 20km do front da guerra e na trincheira, a cerca de 5km da linha 0. Ele, por outro lado, relata ter recebido treinamentos e que estava preparado para os combates - mas, ainda assim, se impactou com as cenas que viu no confronto.
"No meio do caminho, tinham mais de 5 mil pessoas mortas. Imagina o inferno na terra. Não é para amadores. É uma guerra, então você vê de tudo: avião tacando bomba, drone, artilharia. É ataque toda hora", narrou Darlan.
Pagamentos e gastos
Os contratos previam pagamentos diferentes para cada um dos combatentes. Muitos chegam esperando receber em dólar, mas os salários são pagos em grívnas (moeda ucraniana, atualmente cotada em cerca de R$ 0,13).
DC se queixa que os salários pagos eram muito inferiores aos prometidos, e também denuncia que precisou arcar com vários custos durante a estadia.
"Mandavam comida, mas estragavam rapidamente, porque não tinha geladeira. Aí tinha que tirar do próprio bolso para comprar mais. [...] Fazíamos vaquinha para comprar algumas ferramentas e equipamentos. Mas era isso: ou passava fome e comprava o capacete, ou não passava fome e não comprava o capacete", resumiu o ex-combatente.
A volta pra casa
O contrato prevê o tempo mínimo de seis meses de serviço. Apesar disso, ao presenciar amigos e colegas morrendo, DC decidiu voltar para o Brasil por conta própria. Ele aproveitou um dia de retorno à casa segura, em Izium, e fugiu. Depois de seguir um longo caminho por países da Europa, conseguiu retornar ao Brasil.
"Você vai morrer ali, seu corpo não vai ser resgatado, sua família vai tentar resgatar, perguntando por que você foi, perguntando o que fez de errado", diz DC.
Darlan serviu por um ano, então o tempo mínimo de contrato já havia sido cumprido.
Ao presenciar a morte do melhor amigo no front da batalha, resolveu retornar ao Brasil. Conversou com o comandante e conseguiu retornar, sem intercorrências.
A mania pelo matcha está conquistando o mundo. O vibrante chá verde japonês pode ser encontrado em tudo, desde os lattes do Starbucks no Reino Unido até os donuts da Krispy Kreme em Singapura.
A febre global pelo matcha é impulsionada pelas redes sociais, com influenciadores compartilhando dicas de preparo, avaliações e receitas. A hashtag #MatchaTok já acumula dezenas de milhões de visualizações.
A crescente popularidade do matcha também está ligada ao boom do turismo pós-pandemia no Japão, com a moeda fraca do país tornando-o um destino atraente e aumentando a demanda por produtos japoneses.
No meio desse hype, a procura pelo pó está disparando. A importadora de chás dos EUA Lauren Purvis conta à BBC que seus clientes estão vendo o que antes era um suprimento mensal de matcha acabar em poucos dias.
"Alguns cafés chegam a pedir até um quilo por dia. Eles estão desesperados para dar conta da demanda", diz Purvis, que administra a Mizuba Tea Co.
Mas essa demanda crescente, combinada com safras menores devido às ondas de calor e tarifas dos Estados Unidos sobre o Japão, também está elevando os preços do matcha.

Processo centenário
Tradicionalmente, o matcha — valorizado por seus benefícios à saúde, cafeína e sabor — é resultado de um processo centenário e altamente especializado.
Ele é feito a partir das folhas de chá verde chamadas tencha, que são cultivadas à sombra por semanas enquanto ainda crescem. Essa etapa é crucial para desenvolver o sabor característico "umami" do chá — um gosto saboroso que complementa sua doçura natural.
As folhas são colhidas, secas e moídas em moinhos de pedra, que produzem apenas 40 gramas de matcha por hora.
Nos últimos meses, os produtores têm enfrentado dificuldades, pois ondas de calor recordes têm afetado as safras.
Na região de Kyoto, de onde vem cerca de um quarto da tencha do Japão, o calor intenso causou colheitas ruins, mesmo com a demanda crescendo.
O país também enfrenta escassez de agricultores, pois sua população envelhece e poucos jovens entram na atividade.
As lojas em Uji, uma cidade na província de Kyoto famosa pelo matcha, frequentemente têm suas prateleiras esvaziadas por turistas logo na abertura.
Como resultado, muitos varejistas limitaram a quantidade que os clientes podem comprar.
A loja Camellia Tea Ceremony permite que os clientes comprem apenas uma lata de matcha cada, já que o número de visitantes dobrou no último ano, diz a diretora Atsuko Mori.
A mestra do chá Rie Takeda também precisa monitorar de perto seus estoques de matcha, pois pedidos que antes chegavam em poucos dias agora podem levar mais de uma semana.
Ela trabalha para a Chazen, uma rede de lojas de chá com sede em Tóquio que realiza rituais tradicionais servindo matcha aos convidados.
A escassez fez com que os preços do chá nos estabelecimentos da Chazen subissem cerca de 30% neste ano.
"[A demanda] é boa", disse Takeda por meio de um tradutor. "É uma porta de entrada para que mais pessoas conheçam a cultura japonesa."
Isso também atraiu mais produtores.
A produção de matcha quase triplicou entre 2010 e 2023, segundo o Ministério da Agricultura do Japão.
O ministério também informa que as exportações de chá verde, incluindo o matcha, cresceram 25% no ano passado, atingindo 36,4 bilhões de ienes (cerca de US$ 250 milhões ou R$ 1,39 bilhão).
Desfrutar, não acumular
A febre pelo matcha também deu origem a um movimento que promove um consumo mais consciente.
Os defensores criticam quem acumulam matcha ou se aproveitam da sua popularidade para lucrar. Outros alertam os consumidores de chá para usarem a quantidade certa e saborearem o matcha em sua forma mais pura, em vez de utilizá-lo como ingrediente em receitas.
É "um pouco triste" ver matcha de alta qualidade sendo usado na culinária — onde seu sabor delicado muitas vezes se perde — ou estocado para revenda, diz a senhora Mori.
"O matcha é o chá da mais alta qualidade e é algo muito especial para nós. Então, há uma certa contradição quando ouço histórias sobre como ele é revendido ou usado em alimentos."
A Associação Global do Chá Japonês está incentivando as pessoas a utilizarem matcha de qualidade inferior, proveniente de colheitas mais tardias, que é mais abundante e mais adequado para uso na culinária.
Eles acrescentam que o matcha de alta qualidade muitas vezes perde seu sabor delicado quando usado em bebidas como lattes.
"Promover a conscientização sobre essas diferenças ajuda a garantir que o chá japonês seja apreciado com respeito, ao mesmo tempo que apoia o ofício e a tradição por trás dele", afirma a associação.
Ela também destaca que os preços do matcha provavelmente vão subir ainda mais devido às tarifas que os EUA estão impondo ao Japão.
Na terça-feira, Washington e Tóquio anunciaram um acordo comercial que significará uma taxa de importação de 15% sobre produtos japoneses entrando nos EUA.
Distribuidores de matcha, como Lauren Purvis, estão se preparando para o impacto. A empreendedora, que atua no estado americano de Oregon, diz que os pedidos aumentaram mais de 70% no início de julho, antes do prazo para que os dois países fechassem um acordo comercial.
"Como o chá japonês não é cultivado nos EUA, não há uma indústria americana ameaçada que justifique a proteção por tarifas", disse ela. "Esperamos que haja um reconhecimento de que o chá especial deveria ser isento."
Mesmo com a alta demanda e a oferta limitada elevando os preços, há uma luz no fim do túnel.
Pelo menos uma rede de cafés de matcha acredita que os preços podem cair no futuro — embora não tão cedo.
"O matcha de baixa qualidade está sendo vendido a preços altos, e acreditamos que isso deixará de ser um negócio viável", disse Masahiro Nagata, cofundador do Matcha Tokyo, à BBC.

"Há um boom no momento e a demanda está crescendo rapidamente, mas acreditamos que isso vai se acalmar um pouco em dois a três anos."
Um terremoto de magnitude 8,8 provocou, na noite desta quarta-feira (29), um tsunami que atingiu a Rússia, o Japão e o Havaí, nos Estados Unidos.
O epicentro foi localizado a cerca de 125 km a sudeste de Petropavlovsk-Kamchatsky, na Rússia, no mar. O abalo foi sentido em países a dezenas de quilômetros de distância.
Como um terremoto forma um tsunami?
Isso ocorre porque quando as placas tectônicas da Terra se movem e se chocam, a energia se acumula e é liberada por meio de um terremoto.
Esse movimento desloca o fundo do mar e bilhões de litros de água acima dele, criando um tsunami que se afasta do epicentro e se transforma em uma onda.
Neste caso, o tremor aconteceu no Pacífico e foi o mais forte já registrado desde 2011. Com isso, regiões banhadas por esse oceano, como o Japão e o Havaí também foram afetados pela grande onda formada.
🌊 O que define um tsunami é, justamente, esse movimento que se estende para além do epicentro, formado por um terremoto. Não é necessário que as ondas tenham uma determinada altura (nesse caso, elas são de pouco mais de um metro), mas que elas sejam longas. Isso foi o que aconteceu neste caso, em que elas atingiram países a quilômetros de distância.
➡️ Neste caso, não se sabe exatamente. Mas, no fundo do oceano, um tsunami pode se mover tão rápido quanto um avião a jato, a mais de 800 km/h, e seu comprimento de onda , a distância de uma crista a outra, pode ser de centenas de quilômetros.
Qual o tamanho das ondas formadas?
As ondas do tsunami alcançaram localidades costeiras na Rússia, do norte do Japão, partes da costa oeste da América do Norte, o Pacífico Central e, com menor intensidade, zonas costeiras da América do Sul.
Na Rússia, ondas de 3 a 5 metros atingiram a Península de Kamchatka e as Ilhas Curilas. Em Severo-Kurilsk, portos foram inundados e embarcações destruídas; em Yelizovo, instalações de processamento de pescado e até um jardim de infância sofreram danos. Mais de 2 mil moradores foram evacuados, e há relatos de feridos leves.
No Japão, foram registradas ondas de até 1,3 metro. Cerca de 1,9 milhão de pessoas receberam ordem de evacuação em 21 prefeituras costeiras.
Já no Havaí, a onda registrada foi de 1,74 metro.
Além do país e da ilha, outros países banhados pelo oceano Pacífico também estavam em situação de alerta, como o Chile, Equador e a a região costeira dos Estados Unidos.
ATENÇÃO: Segundo especialistas, a primeira onda de tsunami pode não ser a maior. Um terremoto como o registrado -- o segundo maior desde 2011 -- pode fazer com que ondas continuem ressoando ao longo das próximas horas e até no dia seguinte.
Veja um resumo do que se sabe até agora:
Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o epicentro foi a 125 km de Petropavlovsk-Kamchatsky, uma cidade de 165 mil habitantes na Península de Kamtchatka, extremo leste russo.
O tremor foi registrado a 19,3 km de profundidade, o que pode favorecer a formação de tsunamis.
Segundo o governo russo, um tsunami perigoso e poderoso foi observado na costa de Kamtchatka. Ondas de até 4 metros foram registradas.
Parte da população começou a ser retirada de casa em algumas áreas de Kamtchatka.
O tremor provocou estragos na Rússia. A agência estatal Tass afirmou que várias pessoas sofreram ferimentos leves, incluindo em um aeroporto.
Os EUA alertaram para “ondas perigosas” em partes da Rússia, Japão e Havaí.
A TV estatal japonesa disse que o tsunami chegou ao norte do país, mas com ondas abaixo de 1 metro. O governo do Japão prevê que novas ondas podem atingir até 3 metros e emitiu alertas de emergência para a população.
O Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico (PTWC, na sigla em inglês) afirmou que um tsunami atingiu o Havaí nesta madrugada. O governo do estado já havia determinado que parte da área costeira fosse evacuada, pois "ondas de tsunami destrutivas" são esperadas.
Avisos foram emitidos para quase toda a costa do continente americano, inclusive em países como Estados Unidos, México, Chile e Equador. O risco nessas áreas, no entanto, é considerado menor.
O ex-presidente Jair Bolsonaro participou, na tarde deste sábado, de uma motociata em Brasília. Mesmo sob medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal, ele compareceu ao ato, que contou com apoio do PL, partido ao qual é filiado. No local da concentração, manifestantes seguravam cartazes de apoio ao ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Bolsonaro chegou ao evento em um carro, devido a restrições médicas — ele passou por uma cirurgia em abril e, segundo aliados, uma eventual queda representaria risco à sua saúde. Durante a passagem pela motociata, ficou pouco tempo no local, tirou fotos com apoiadores, foi erguido nos ombros por militantes e não concedeu entrevistas à imprensa.
A presença de Bolsonaro reacende discussões sobre o descumprimento das medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O ex-presidente está proibido de utilizar redes sociais, inclusive por meio de terceiros, o que inclui qualquer participação em postagens ou transmissões ao vivo. Na semana passada, quando exibiu publicamente a tornozeleira eletrônica durante uma visita ao Congresso, Moraes determinou que a defesa explicasse o episódio, sinalizando o risco de prisão caso as regras sejam burladas novamente.
A motociata acontece em uma semana decisiva para o bolsonarismo. O evento integrou uma mobilização maior em curso nas capitais e cidades-polo do país, com o objetivo de pressionar o Congresso a aprovar um projeto de anistia que possa beneficiar Bolsonaro. Os protestos estão sendo organizados para este domingo, véspera do fim do recesso parlamentar, e têm como alvo direto o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Nenhum dos dois, até agora, demonstrou apoio à proposta de anistia.
A tensão aumentou após declarações do deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Ele afirmou que atuará para aplicar sanções contra Motta e Alcolumbre, caso o processo criminal contra seu pai não seja arquivado. As ameaças reforçaram o clima de instabilidade entre lideranças da oposição e os presidentes das casas legislativas.
A crise se intensifica num momento em que a popularidade do bolsonarismo enfrenta desgaste. O deputado Eduardo tem sido associado ao "tarifaço" de Donald Trump, que impôs medidas econômicas que também afetam o Brasil. A ala mais radical do movimento tem sido criticada até por seus próprios apoiadores, acusada de incoerência e de não representar os interesses nacionais. Diante disso, a mobilização popular surge como estratégia para recuperar apoio.
A motociata deste sábado teve como um de seus principais objetivos estimular a adesão aos atos de domingo. Deputados aliados ao ex-presidente já vêm promovendo buzinaços em diversas cidades como forma de convocação. Em meio ao evento em Brasília, um grupo de apoiadores chamava atenção com cartazes em defesa de Donald Trump.
Um dos manifestantes, Anderson Farias, 67 anos, publicitário, exibiu um cartaz com os nomes de seus dois políticos favoritos: “Bolsotrump” e “Trumponaro”, junção dos nomes de Bolsonaro e Trump. Segundo ele, o tarifaço de Trump, na verdade, estaria “ajudando o Brasil a se livrar da dupla comunista Alexandre de Moraes e Lula”, este último, segundo Anderson, semelhante fisicamente ao presidente dos EUA. O cartaz gerou curiosidade e atraiu dezenas de apoiadores, que fizeram questão de tirar fotos ao lado dele.
