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O Departamento de Saúde da Flórida, nos Estados Unidos, confirmou na segunda-feira (4/8) que 21 pessoas ficaram doentes após consumirem leite cru contaminado. Destas, sete precisaram ser hospitalizadas e duas delas estavam em estado grave. Entre os afetados, estão seis crianças menores de 10 anos.

Todos foram contaminados após consumir o alimento não-pasteurizado vindo de uma mesma fazenda. Eles tiveram infecções pelas bactérias Campylobacter e E. coli. O hábito de tomar leite cru é criticado por autoridades de saúde globalmente.

Os pacientes com casos mais graves desenvolveram a síndrome hemolítico-urêmica (SHU). A condição provoca destruição de glóbulos vermelhos e pode causar insuficiência renal. Os demais apresentaram apenas sintomas como vômito, febre e dor abdominal. Casos graves de desidratação também foram relatados entre os hospitalizados.

Especialistas alertam que a ausência de pasteurização torna a bebida um risco. O processo térmico de aquecimento rápido elimina microrganismos sem alterar significativamente o valor nutricional do produto.

Riscos do consumo de leite cru

Na Flórida, a venda do alimento cru para consumo humano é proibida. O produto, porém, pode ser comercializado como alimento para animais. Usando esta brecha, muitos consumidores passaram a beber leite cru alegando terem reduções de alergias com a prática, o que não é comprovado nem apoiado por médicos.

O boletim do governo da Flórida alerta para os riscos. “O leite cru pode conter ainda bactérias como a Listeria e Salmonella. Essas infecções são associadas a quadros de diarreia intensa, febre alta e, em casos mais graves, septicemia”, diz o texto.

O hábito de consumir leite cru foi um dos causadores da disseminação de gripe aviária pelos EUA no ano passado. Uma criança ficou gravemente doente em dezembro após contrair a H5N1 a partir da ingestão de leite contaminado.

Veja a matéria completa em Metrópoles

Uma pesquisa brasileira identificou um composto com alto poder larvicida contra o Aedes aegypti no própolis da mandaçaia (Melipona quadrifasciata), uma abelha nativa do Brasil e sem ferrão.

O estudo mostra que essa substância é capaz de eliminar até 100 por cento das larvas do mosquito em até 48 horas. A descoberta foi feita por cientistas da USP, da UnB e de startups de Ribeirão Preto e o resultado foi publicado na revista científica Rapid Communications in Mass Spectrometry, com apoio do Ministério da Saúde e da FAPESP.

A substância ativa é um tipo de diterpeno, encontrado na resina do pinus (Pinus elliottii), árvore amplamente cultivada no Brasil. As mandaçaias usam essa resina para construir e proteger seus ninhos. Segundo os pesquisadores, o contato da resina com a saliva das abelhas altera sua estrutura química e potencializa a ação larvicida.

"As abelhas são conhecidas por recolher materiais na natureza para compor a colônia, que em certos casos podem atuar protegendo contra bactérias e fungos invasores. Fizemos uma série de análises na geoprópolis, que mistura resinas vegetais com partículas de terra ou argila em sua composição [a própolis tradicional é feita apenas com resinas, cera e secreções das abelhas]. Observamos que o diterpeno presente nela era responsável pela atividade larvicida", disse Norberto Peporine Lopes, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP-USP).

Nos testes realizados, o própolis tradicional da abelha europeia Apis mellifera teve efeito mínimo. Já a geoprópolis da mandaçaia matou 90 por cento das larvas em um 24 horas e 100 por cento em 48 horas.

Mesmo outras abelhas nativas, como jataí e mirim, não mostraram o mesmo efeito. Isso reforça que a combinação entre a resina do pinus e o metabolismo da mandaçaia é o diferencial.

"Era sabido que a composição química da própolis é influenciada pelas resinas coletadas para a construção e proteção dos ninhos, assim como pela composição florística do ambiente, do bioma e de fatores sazonais. Nesse caso, ficou claro que a resina do pinus, processada pela saliva das mandaçaias, é que proporciona a ação larvicida", disse Luís Guilherme Pereira Feitosa, primeiro autor do artigo, realizado com apoio da FAPESP durante doutorado na FCFRP-USP.

Apesar do resultado promissor, o volume de própolis produzido por essas abelhas é pequeno. Por isso, os cientistas sugerem copiar o processo em laboratório. Como o pinus já é usado na indústria, seria possível extrair o diterpeno e reproduzir sua transformação química usando biorreatores, equipamentos comuns em fábricas de medicamentos.

Além disso, o mesmo projeto resultou em outro achado: um óleo essencial, também com ação larvicida, já testado em pó e comprimido. O pó mata as larvas de imediato. O comprimido tem efeito prolongado e protege a água por até 24 dias. A pesquisa abre caminho para o desenvolvimento de produtos naturais, eficazes e menos tóxicos ao meio ambiente no combate à dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

Com qual frequência você costuma trocar a esponja que usa para lavar as louças da casa?  Você usa essa mesma esponja para lavar a pia? Cuidado! De acordo com os especialistas,  esse item tão comum nas cozinhas pode ser o item mais contaminado da casa, repleto de bactérias que podem causar até problemas graves de saúde.

O biomédico Karwhory Lins alerta que uma esponja pode conter mais bactérias do que o vaso sanitário de uma residência e o ideal é que a troca seja feita semanalmente. “De fato, a esponja é o objeto mais contaminado em um lar e pode disseminar diversos micro-organismos que podem causar doenças como diarreia, náuseas, vômitos, pneumonia, tosse e febre, podendo agravar o quadro. Em casos mais graves, o indivíduo pode necessitar de hospitalização, internação e até desenvolver quadros como infecção generalizada, caso não receba o tratamento adequado”, esclarece o coordenador do curso de Biomedicina da Estácio.

Biomédico Karwhory Lins alerta que uma esponja pode conter bactérias e provocar doenças

 

Hora de trocar

Na casa da Vitória Lira, não há uma periodicidade definida para a troca da esponja e a substituição é feita com os primeiros sinais de desgaste.  "Um, dois meses eu não tenho esse tempo, esse período certinho. Eu troco de acordo com o desgaste.  passou da hora já, e aí eu troco”, explica a enfermeira.

A recomendação do especialista trocar a esponja semanalmente e fazer a sua  limpeza diária. Essas medidas preventivas são cruciais para evitar a proliferação bacteriana e o desenvolvimento de doenças.  “É importante destinar uma esponja para talheres, outra para superfícies ou outros utensílios, pois a carga microbiana em cada ambiente é diferente. A utilização de uma única esponja pode levar à contaminação cruzada. Essas medidas preventivas são cruciais para evitar a proliferação bacteriana e o desenvolvimento de doenças. São atitudes simples, mas que fazem toda a diferença na proteção da saúde da família”, finaliza Karwhory.

Você já se perguntou como funciona um cassino por trás de todas aquelas luzes piscando, máquinas barulhentas e mesas cheias de ação? É um mundo fascinante que vai muito além do que vemos na superfície.

Seja você um curioso ou alguém pensando em visitar um cassino online, ou físico pela primeira vez, entender o funcionamento por trás dos bastidores pode tornar sua experiência muito mais interessante.

O básico sobre cassinos

Um cassino é fundamentalmente um negócio que oferece jogos de azar onde os clientes apostam dinheiro na esperança de ganhar mais. Parece simples, mas por trás dessa definição existe uma operação extremamente sofisticada que combina matemática, psicologia, tecnologia e muito planejamento estratégico.

A primeira coisa que você precisa entender é que todo cassino opera com uma vantagem matemática sobre os jogadores - isso se chama "margem da casa" ou "house edge". Não é trapaça, é simplesmente como o negócio funciona. Se não fosse assim, nenhum cassino conseguiria se manter aberto por muito tempo.

Essa vantagem varia de jogo para jogo. Na roleta americana, por exemplo, a casa tem cerca de 5,26% de vantagem, enquanto no blackjack pode ser menor que 1% se você jogar com estratégia perfeita. É essa diferença que explica por que alguns jogos são mais populares que outros entre quem entende do assunto.

A estrutura organizacional

Por dentro, um cassino é como uma cidade pequena que nunca dorme. Tem departamentos especializados para cada função: operações de jogos, segurança, atendimento ao cliente, marketing, finanças e muito mais. Cada setor trabalha de forma coordenada para criar uma experiência fluida para os clientes.

O pessoal da linha de frente inclui dealers, supervisores de mesa, gerentes de turno e atendentes de máquinas caça-níqueis. Esses profissionais passam por treinamento rigoroso e certificação antes de começar a trabalhar. Não é qualquer um que pode ser dealer - precisa ter habilidades específicas, conhecer as regras perfeitamente e manter a calma sob pressão.

A hierarquia é bem definida: dealers respondem aos supervisores, que respondem aos gerentes de turno, que por sua vez reportam aos gerentes gerais. Essa cadeia de comando garante que tudo funcione de forma organizada, mesmo nos momentos de maior movimento.

Sistemas de segurança e monitoramento

Se tem uma coisa que cassino leva a sério é segurança. O sistema de vigilância é impressionante - câmeras em alta definição cobrem literalmente cada centímetro do estabelecimento. Não é paranoia, é necessidade: com tanto dinheiro circulando, qualquer descuido pode sair caro.

A sala de monitoramento é o centro nervoso de tudo. Lá ficam dezenas de monitores sendo observados 24 horas por dia por profissionais treinados para detectar comportamentos suspeitos, possíveis trapaças ou qualquer irregularidade. As câmeras são tão sofisticadas que conseguem ler as cartas nas mesas e até detectar movimentos corporais que podem indicar contagem de cartas.

Mas não é só tecnologia - o fator humano também é crucial. Supervisores experientes conseguem identificar padrões estranhos de apostas ou comportamentos que podem indicar problemas. É um trabalho que exige muita atenção aos detalhes e anos de experiência.

Como os jogos são controlados

Cada jogo tem seus próprios protocolos rígidos de operação. No blackjack, por exemplo, existe um procedimento específico para como as cartas devem ser embaralhadas, distribuídas e coletadas. Os dealers seguem esses protocolos à risca - qualquer desvio pode resultar em advertência ou até demissão.

As máquinas caça-níqueis funcionam com geradores de números aleatórios (RNG) que são testados regularmente por empresas independentes. Não é possível "programar" uma máquina para pagar mais ou menos em determinado momento. Cada spin é completamente independente do anterior.

Nos jogos de mesa, os baralhos são trocados regularmente e há procedimentos específicos para isso. Em alguns cassinos, as cartas usadas são perfuradas para evitar que sejam reutilizadas fraudulentamente. É impressionante o nível de detalhe que envolve cada aspecto da operação.

Gestão financeira e controles internos

O controle de dinheiro em um cassino é extremamente rigoroso. Cada ficha tem um valor específico e todas são contadas várias vezes por dia. As mesas têm um "bank" (reserva de fichas) que é monitorado constantemente, e qualquer discrepância é investigada imediatamente.

Os cassinos trabalham com múltiplos cofres e sistemas de transporte de valores. O dinheiro nunca fica parado em um lugar só, e existem protocolos específicos para transferências entre diferentes áreas. É um ballet complexo que acontece nos bastidores sem que os clientes percebam.

As auditorias são constantes - tanto internas quanto externas. Órgãos reguladores fazem inspeções surpresa regularmente para garantir que tudo está funcionando dentro das normas. Um cassino que não passa nessas auditorias pode perder sua licença de operação.

Tecnologia moderna nos cassinos

A tecnologia revolucionou completamente como funciona um cassino moderno. Sistemas de reconhecimento facial identificam jogadores VIP assim que entram no estabelecimento, permitindo atendimento personalizado. Também ajudam a identificar pessoas banidas ou com problemas de jogo compulsivo.

Os sistemas de loyalty (fidelidade) rastreiam cada aposta de cada jogador registrado. Isso permite aos cassinos oferecer benefícios personalizados como quartos gratuitos, refeições ou créditos de jogo baseados no histórico individual de cada cliente.

Até as fichas estão ficando high-tech. Algumas têm chips RFID embutidos que permitem rastreamento em tempo real, facilitando o controle de inventário e detectando fichas falsas instantaneamente. É impressionante como a tecnologia está integrada em cada aspecto da operação.

O lado online e as novas modalidades

Com a expansão digital, muitos cassinos agora operam tanto fisicamente quanto online, e alguns até integram modalidades como esporte bet em suas plataformas. Isso criou novos desafios e oportunidades, mas os princípios básicos continuam os mesmos: operação transparente, jogos justos e experiência de qualidade para o cliente.

Os cassinos online usam os mesmos tipos de RNG que as máquinas físicas, mas com camadas adicionais de criptografia e segurança. As auditorias são ainda mais frequentes porque é mais fácil manipular software do que hardware físico.

A experiência do cliente

No final das contas, tudo em um cassino é projetado para criar uma experiência específica. Desde o layout do piso (sem relógios e com caminhos que levam você a passar por mais jogos) até a temperatura ambiente (levemente fria para manter as pessoas alertas), cada detalhe é pensado estrategicamente.

O atendimento ao cliente é fundamental. Funcionários são treinados para serem corteses mas observadores, criando um ambiente acolhedor mas sempre profissional. Afinal, um cliente satisfeito é um cliente que volta - e no mundo dos cassinos, clientes regulares são o verdadeiro tesouro.

A comida e bebida também fazem parte da estratégia. Muitos cassinos oferecem bebidas gratuitas para jogadores ativos, não por generosidade, mas porque pessoas relaxadas tendem a tomar decisões menos calculadas. É psicologia aplicada ao negócio.

Curiosidades e bastidores que o público não vê

Por trás das luzes e da movimentação intensa, existe uma engrenagem invisível que mantém tudo funcionando com precisão. Muita gente entra em um cassino pensando apenas nos jogos, mas sai impressionada com o nível de organização, tecnologia e estratégia envolvidos na operação.

Desde o treinamento dos funcionários até os sistemas de monitoramento e gestão financeira, tudo é feito com um único objetivo: garantir uma experiência fluida, segura e envolvente para o cliente, ao mesmo tempo em que o negócio continua sendo lucrativo.

Entender como funciona um cassino muda tudo

Agora que você conhece os bastidores e os detalhes de como funciona um cassino fica mais fácil enxergar além do glamour e entender que há muito planejamento por trás de cada carta distribuída e cada roleta girada.

Entraram em vigor, nesta quarta-feira (6), as tarifas de 50% impostas sobre parte das exportações brasileiras para os Estados Unidos. A medida, assinada na semana passada pelo presidente norte-americano Donald Trump, afeta 35,9% das mercadorias enviadas ao mercado estadunidense, o que representa 4% das exportações brasileiras. Cerca de 700 produtos do Brasil ficaram fora do tarifaço.

Café, frutas e carnes estão entre os produtos que passam a pagar uma sobretaxa de 50%. Ficaram de fora dessa taxa suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes, polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos.

O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada por Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter à relativa perda de competitividade da economia americana para a China nas últimas décadas.

No dia 2 de abril, Trump iniciou a guerra comercial impondo barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, foi imposta, em abril, a taxa mais baixa, de 10%.

Porém, no início de julho, Trump elevou a tarifa para 50% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo ele, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder o pleito de 2022.

Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a medida é uma chantagem política com objetivo de atingir o Brics, o bloco de potências emergentes que tem sido encarado por Washington como uma ameaça à hegemonia estadunidense no mundo, em especial, devido à proposta de substituir o dólar nas trocas comerciais.

Lula

Em pronunciamento no domingo (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que não quer desafiar os Estados Unidos, mas que o Brasil não pode ser tratado como uma “republiqueta”. O presidente disse ainda que pais não abre mão de usar moedas alternativas ao dólar.

O governo brasileiro informou ainda que o plano de contingência para auxiliar as empresas afetadas pelo tarifaço será implementado nos próximos dias, com linhas de crédito e possíveis contratos com o governo federal para substituir eventuais perdas nas exportações.

Negociações

Após a confirmação da imposição das tarifas na semana passada, a Secretaria de Tesouro dos Estados Unidos entrou em contato com o Ministério da Fazenda para iniciar as negociações sobre as tarifas, ao mesmo tempo que Trump anunciou estar disposto a conversar, pessoalmente, com o presidente Lula.

Já nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que as terras raras e minerais críticos podem ser objeto de negociação entre Brasil e Estados Unidos. Esses minérios são essenciais para a indústria de tecnologia, e é um dos principais motivos de disputa entre Pequim e Washington.

“Temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, disse Haddad em entrevista a uma rede de televisão.

Ainda segundo o ministro da Fazenda, o setor cafeeiro acredita que pode ser beneficiado por um acordo com os EUA para excluir o produto da lista de mercadorias tarifadas. No mesmo dia que Trump assinou o tarifaço, a China habilitou 183 empresas brasileiras para exportar café para o país asiático.

 

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) prendeu, nesta quarta-feira (6), no estado de Goiás, um dos líderes de uma organização criminosa especializada no golpe do bilhete premiado. A quadrilha vinha aplicando fraudes principalmente contra vítimas alagoanas, em sua maioria idosos, utilizando bilhetes de loteria supostamente premiados como isca para obter dinheiro.

A operação, coordenada pela Delegacia de Estelionatos da Polícia Civil de Alagoas (PCAL), teve ações simultâneas nas cidades de Anápolis, Goiânia e Goianésia, com o apoio da Polícia Civil de Goiás. Durante a ação, além da prisão do suspeito, foram apreendidos quatro veículos de luxo, comprados com recursos obtidos nos golpes. Os bens serão usados para ressarcir as vítimas.

A investigação foi conduzida pelos delegados Dalberth Pinheiro e Michelly Santos, que identificaram a atuação da quadrilha fora do estado e articularam a ação conjunta. Segundo os investigadores, o grupo se aproveitava da vulnerabilidade das vítimas, principalmente idosos, para convencê-las a entregar valores em troca de uma falsa premiação.


				Cabeça de organização do “golpe do bilhete premiado” é preso durante operação em Goiás; vítimas eram de AL
Veículo de luxo foi apreendido durante operação. — Foto: Ascom Polícia Civil

A ação contou com o suporte da Diretoria de Inteligência Policial (Dinpol) da PCAL, da Superintendência de Inteligência da Polícia Civil de Goiás (SIPCGO), e de unidades operacionais como o 3º NINT de Anápolis, 15º NINT de Goianésia e a 15ª DRP de Petrolina de Goiás.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou que filhos, cunhadas e netos visitem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou à CNN que solicitaria a visita nesta quarta-feira (6), assim como o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ).

Na terça-feira (5), o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, visitou Bolsonaro com autorização da Suprema Corte. Após o encontro, relatou que o dirigente da direita não está feliz.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ter desrespeitado medidas cautelares impostas pela Suprema Corte. A decisão de Moraes tem respaldo interno no STF e teve apoio da maioria dos magistrados.

Os partidos de oposição têm se queixado da determinação e iniciaram na quarta-feira (5) uma obstrução nos plenários do Congresso Nacional.

Os presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), já criticaram o protesto oposicionista e devem se reunir com líderes para tratar do assunto.

A presença de um recém-nascido de nove meses em uma picape foi um fator decisivo para a PRF (Polícia Rodoviária Federal) descobrir uma carga de 103,35 kg de ouro em Boa Vista, Roraima. O motorista, Bruno Mendes de Jesus, foi preso em flagrante na segunda-feira (4) após a apreensão.

Avaliado em mais de R$ 61 milhões, o material representa a maior apreensão de ouro já realizada pela PRF no país.

A abordagem ocorreu na BR 401, durante uma fiscalização de rotina. O motorista, que viajava com a esposa e o filho, demonstrou nervosismo e deu informações contraditórias.

Ele disse ser um "fiscal de obra", mas não soube dar detalhes sobre a empresa ou o local do serviço. Os policiais também notaram marcas de manipulação recente no painel do veículo.

O ponto crucial da operação foi a presença da criança. Devido à falta de ferramentas e à "ausência de um local adequado para que se aguardasse o fim da diligência" com um bebê a bordo, a equipe da PRF optou por levar o veículo à sua sede operacional.

Na unidade, com equipamentos adequados, os agentes encontraram o fundo falso com 103 kg de ouro em barras.

Investigação e desdobramentos

Bruno foi preso em flagrante por crimes relacionados à extração mineral e usurpação de bens da União. A investigação sobre a origem e o destino do ouro agora está a cargo da Polícia Federal.

Segundo o governo federal, as mais de 100 barras de ouro maciço vinham de Rondônia e teriam como possível destino a Venezuela ou a Guiana.

O advogado de defesa informou que Bruno é um "trabalhador do setor mineral", "primário, de bons antecedentes, pai de uma criança de apenas 9 meses de idade, e único responsável pelo sustento da família".

A esposa do suspeito, uma influenciadora digital, confirmou em suas redes sociais que ela e o filho não foram detidos. O caso tramita na Justiça Federal de Roraima.

Carlinhos Maia e Lucas Guimarães anunciaram o fim do relacionamento de 15 anos no dia 26 de julho, de forma pública, por meio de uma postagem conjunta no Instagram. Mas ainda há uma pessoa próxima do ex-casal que não sabe do divórcio: a mãe do influenciador. Carlinhos pediu ao ex que escondesse a informação de Maria Maia, de 76 anos.

O anfitrião do Rancho do Maia justificou a decisão, se mostrando preocupado com a saúde da matriarca, que passou por um procedimento cirúrgico há pouco tempo. Por isso, pediu que Lucas fingisse que está tudo bem entre os dois quando seus pais chegassem em sua casa, na última terça-feira (5/8).

Leia mais.

McKenzie Stelly, de 23 anos, não conseguiu amamentar o seu primeiro filho. Elias, agora com 4 anos, nasceu com dois dentes inferiores, tornando "impossível" amamentá-lo. Mas o leite não foi desperdiçado.

A moradora de Lafayette (Louisiana) começou uma lucrativa "carreira": fornecedora de leite materno para fisculturistas obcecados por proteína.

O negócio é tão lucrativo que McKenzie fatura o equivalente a cerca de R$ 22 mil por mês.

Um ano atrás, a americana foi mãe novamente, desta vez sem problema para amamentar, já que Rhett nasceu desdentado. Mas McKenzie tinha um extraordinário excesso de leite: dava para o bebê e ainda sobrava bastante para fisiculturistas, contou reportagem no "Daily Star".

Inicialmente, a americana doou o excedente por meio da agência hospitalar Tiny Treasures, ganhando modestos US$ 1 (R$ 5,5) por 30 mililitros. Entretanto, após postar no Facebook sobre o seu incrível excesso de leite, um fisiculturista enviou suas mensagens diretas em busca de leite materno para alimentar suas ambições de construção muscular.

McKenzie viu ali uma excelente oportunidade de ganhar um dinheiro para criar os filhos.

Fisiculturistas têm grande interesse por leite materno devido ao seu impressionante teor de proteína, embora a comunidade científica permaneça cética sobre os reais ganhos da dieta.

"As pessoas acham que o leite materno deve ser sempre oferecido de graça, e eu concordo até certo ponto, mas ainda é um produto do meu corpo e do meu tempo", defendeu-se a americana.

"Já tive clientes que pediram um desconto porque estavam com dificuldades, mas depois apareceram para buscar o leite em um Rolls-Royce. Eu cobro um preço mais alto para um fisiculturista porque eles já são adultos e é uma opção de estilo de vida que estão escolhendo explorar. O leite materno não é uma necessidade para eles, é uma ferramenta que usam para aumentar a ingestão de proteínas. Achei estranho no começo, mas isso foi antes de ver o quanto eu poderia ganhar", acrescentou ela.

A China, maior parceira comercial do Brasil, está comprando muito mais café do que dez anos atrás, mas não tem o mesmo peso que os Estados Unidos para os exportadores.

Atingido pelo sobretaxa de 50% nas vendas para os EUA, o setor cafeeiro vê o país asiático como um cliente importante e promissor. Mas a prioridade, diante do tarifaço, ainda é negociar algum alívio com os norte-americanos.

O consumo do café disparou no país do chá na última década, e o Brasil conseguiu ampliar suas vendas para a China. Elas atingiram o auge em 2023, mas caíram no ano seguinte (veja abaixo).

“O mercado da China não é como de outros, que já estão consolidados. Ele ainda está se estruturando. Então é normal que [a China] não compre os cafés com a mesma regularidade dos mercados tradicionais”, diz Marcos Matos, do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).


				China é saída para café brasileiro após tarifaço dos EUA?
Infográfico mostra exportações de café do Brasil para a China. — Foto: Arte/g1

Os EUA são os maiores compradores do café brasileiro, que detém um terço de todo o mercado norte-americano. Em 2024, o Brasil exportou 8 milhões de sacas de 60 kg de café moído para os EUA.

Já a China, apesar da expansão em relação a 10 anos atrás, comprou menos de 1 milhão de sacas no mesmo período e ficou apenas na 14ª posição entre os maiores importadores do café brasileiro.

Por isso, o Cecafé afirma que a prioridade ainda é chegar a um acordo com os EUA. “Essa é a principal discussão que a gente tem agora: encontrar uma tarifa mais baixa e conviver o menor tempo possível com os 50% de taxa, ou entrar na lista de exceções”, afirma Matos.

“A gente sempre diz que, assim como o Brasil é insubstituível para os Estados Unidos, os Estados Unidos são insubstituíveis para o Brasil”, resume.

China é 6º maior consumidor mundial de café

A China começou a "descobrir" o café nos últimos anos, e a bebida virou moda entre os jovens do país, como o g1 mostrou em 2024.

Em 2009, os chineses consumiam cerca de 300 mil sacas do grão por ano. Hoje, esse número chega a 5,8 milhões, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O país só fica atrás de União Europeia, EUA, Brasil, Filipinas e Japão na demanda pela bebida.

A disparada se refletiu nas importações e o Brasil aproveitou: de 2022 para 2023, o número de sacas comercializadas com a China triplicou e chegou a 1,5 milhão.

No entanto, o consumo da bebida desacelerou em 2023, e se mantém estável desde então.

E os exportadores brasileiros, que esperavam um desempenho ainda melhor em 2024, viram as vendas recuarem para 988 mil sacas naquele ano.

De 2023 para 2024, a China passou da 6ª para a 14ª posição entre os países que mais compram café do Brasil.

Segundo Matos, do Cecafé, os exportadores esperam que as vendas para aquele país sejam um pouco mais altas neste ano do que em 2024, mas que ainda fiquem longe do recorde de 2023.

Até o fim de julho, o Brasil exportou 570 mil sacas de café para os chineses.

Aceno da China anima exportadores

Apesar das expectativas moderadas dos exportadores, os chineses dão sinais de que podem comprar mais café do Brasil nos próximos anos.

O Cecafé afirma queuma autoridade das aduanas da China visitou o Brasil no primeiro semestre e anunciou medidas para facilitar o comércio entre os dois países, incluindo o setor cafeeiro.

Entre as ações estão a redução da burocracia e a aceleração de processos.

Até agora, a embaixada confirmou que 183 empresas brasileiras foram cadastradas para atuar na exportação. Segundo Marcos Matos, a aprovação não se refere necessariamente às empresas que exportam o café, mas sim àquelas que armazenam o produto no Brasil.

“Em 2022, a administração das aduanas da China editou um decreto que determinava o cadastro desses armazéns, que recebem o café, estocam, estufam contêineres. E nós fizemos um trabalho com o Ministério da Agricultura para coordenar isso”, diz ele.

“É uma sinalização para fortalecer as relações, e a gente pode obter volumes maiores de vendas para a China. É ótimo que isso aconteça agora.”

Uma mulher deu à luz dentro de um carro por aplicativo no Centro de Maceió, nessa terça-feira (5). O motorista Maycky Veras conduzia a gestante quando ela entrou em trabalho de parto. O bebê, chamado Ravi, nasceu no banco de trás do veículo.

Maycky relatou, em entrevista nesta quarta-feira (6), que a irmã da gestante avisou que a cabeça do bebê já estava saindo enquanto subiam a Ladeira do Calmão, em Bebedouro. Ele manteve a calma e dirigiu com cuidado para chegar até a maternidade.

Ao chegarem à porta da maternidade, as enfermeiras de plantão auxiliaram no parto, cortando o cordão umbilical no próprio carro.

Ainda segundo o motorista, logo após o ocorrido, a mãe entrou em contato para agradecer. A criança passa bem.

Os dois agentes do 7° Batalhão da Polícia Militar (BPM) que abordaram e mataram um morador de rua rendido no dia 13 de junho durante uma ocorrência sob o Viaduto 25 de Março vão responder por homicídio com as qualificadoras de motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aceitou a denúncia do Ministério Público (MPSP).

Segundo o registro oficial da ocorrência, obtido pelo Metrópoles, o indivíduo foi abordado “em atitude suspeita” na região central da capital. O histórico aponta que, durante a ação policial, o suspeito resistiu, tentou retirar a arma de um dos policiais e por isso eles teriam efetuado disparos de arma de fogo contra ele.

Ao contrário do que disse a corporação, o Metrópoles teve acesso às imagens da câmera corporal de um dos agentes envolvidos na abordagem (veja abaixo). Além disso, apurou com um dos presentes na ocorrência que o homem baleado não estava armado, não reagiu e nem tentou retirar a arma de um dos agentes. Apesar disso, a vítima levou três tiros de fuzil, um que atingiu a cabeça e outros dois na região do tórax.

A denúncia do MPSP, assinada pelo promotor Enzo Boncompagni e aceita pela juíza Luciana Scorza, cita que “os réus realizavam patrulhamento de rotina quando resolveram abordar o homem após vê-lo descendo de uma árvore. Eles constataram que a vítima não portava documentos e a levaram para trás de um pilar sob o viaduto. Lá, um dos policiais executou o homem com três tiros de fuzil, apesar de ele estar rendido e subjugado”

Segundo Boncompagni, o outro policial que participou da execução “aderiu ao propósito homicida de seu colega de farda e colocou a mão sobre a lente da câmera corporal no momento dos disparos para obstruir o registro da execução”.

Por meio de nota, a Polícia Militar repudiou veemente a conduta dos policiais. “A Polícia Militar é uma instituição legalista e jamais compactuará com qualquer tipo de excesso ou desvio de conduta por parte de seus integrantes”, afirmou.

Morador de rua estava rendido quando foi morto por PMs

O caso envolvendo os PMs e um homem em situação de rua aconteceu na noite do dia 13 de junho na Rua da Figueira, no bairro da Sé. De acordo com a polícia, a vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Santa Casa, mas não resistiu.

O registro aponta que o homem era “morador de área livre” e, por isso, não portava documentos. Na ocasião, a ocorrência foi encaminhada ao 1° DP (Liberdade).

A fonte ouvida pelo Metrópoles, que preferiu não se identificar, afirmou que a ação dos policiais foi um erro grave de procedimento, visto que, em casos envolvendo abordagens com os agentes portando fuzil, em uma possível ameaça, apenas um disparo já é o suficiente para neutralizá-la. No caso em questão, foram dados três tiros.

Além disso, os agentes da ocorrência demoraram mais do que o habitual para acionar o socorro, dando tempo, segundo o que apurou a reportagem, para que outras viaturas chegassem ao endereço e manipulassem a cena e o registro da ocorrência. O procedimento normal é chamar o resgate imediatamente.

A agência espacial dos Estados Unidos, Nasa, vai acelerar os planos para construir um reator nuclear na Lua até 2030, de acordo com a imprensa americana.

Isso faz parte das ambições dos EUA de construir uma base permanente para humanos viverem na superfície lunar.

De acordo com o site de notícias Político, o chefe interino da Nasa mencionou planos semelhantes da China e da Rússia, e disse que esses dois países "poderiam, potencialmente, declarar uma zona de exclusão" na Lua.

Mas ainda há dúvidas sobre quão realistas são as metas e o cronograma, considerando os recentes cortes no orçamento da Nasa, e a preocupação de alguns cientistas com interesses geopolíticos por trás do plano.

Países incluindo os Estados Unidos, China, Rússia, Índia e Japão estão correndo para explorar a superfície da Lua, com alguns planejando assentamentos humanos permanentes.

"Para avançar adequadamente nessa tecnologia crítica, capaz de apoiar uma futura economia lunar, com geração de energia de alta potência em Marte, e fortalecer nossa segurança nacional no espaço, é imperativo que a agência aja rapidamente", escreveu à Nasa o secretário de Transportes dos EUA, Sean Duffy — que foi nomeado chefe interino da agência pelo presidente Donald Trump —, segundo informou o jornal New York Times.

Duffy solicitou propostas de empresas privadas para construir um reator capaz de gerar pelo menos 100 quilowatts de energia, o que é relativamente pouco. Para comparação, uma turbina eólica terrestre típica gera entre 2 a 3 megawatts.

'Nova corrida para a Lua'

A ideia de construir um reator nuclear na Lua não é tão nova. Em 2022, a Nasa assinou três contratos de US$ 5 milhões com companhias para projetar um reator.

Em maio deste ano, China e Rússia anunciaram que planejam construir uma estação de energia nuclear automatizada na Lua até 2035.

Muitos cientistas concordam que essa seria a melhor — ou talvez a única — forma de fornecer energia contínua na superfície lunar.

Um dia lunar equivale a quatro semanas na Terra, compostas por duas semanas de luz solar contínua e duas semanas de escuridão. Isso torna a dependência da energia solar um grande desafio.

"Até mesmo a construção de um habitat lunar modesto para acomodar uma tripulação pequena demandaria geração de energia em escala de megawatts. Painéis solares e baterias sozinhos não conseguem atender a essa demanda", sugere Sungwoo Lim, professor em Aplicações espaciais, exploração e instrumentação na Universidade de Surrey.

"A energia nuclear não é apenas desejável, é inevitável", afirma.


				Por que a Nasa quer colocar um reator nuclear na Lua até 2030
Em 2020, a China fincou uma bandeira na Lua em sua missão Chang'e-5.. — Foto: CNSA/CLEP

Lionel Wilson, professor de Ciências Planetárias na Universidade de Lancaster, acredita que é tecnicamente possível instalar reatores na Lua até 2030, "desde que haja compromisso com o financiamento necessário", e destaca que já existem projetos para reatores menores.

"É apenas uma questão de haver lançamentos suficientes do Artemis para construir a infraestrutura na Lua até lá", afirma, se referindo ao programa espacial da Nasa, Artemis, que tem como objetivo enviar pessoas e equipamentos para a Lua.

Há, ainda, algumas questões de segurança.

"Lançar material radioativo por meio da atmosfera terrestre traz preocupações de segurança. Você precisa ter uma licença especial para fazer isso, mas não é algo intransponível", diz Simeon Barber, especialista em Ciência Planetária na Open University.

A diretriz de Duffy foi uma surpresa após a mais recente turbulência na Nasa, provocada pelo anúncio do governo de Trump de cortes de 24% no orçamento da agência para 2026.

Isso inclui cortes em um número significativo de programas científicos, como o Mars Sample Return, que visa trazer amostras da superfície do planeta para a Terra.

Interesses políticos

Cientistas também estão preocupados que esse anúncio seja motivado por interesses políticos, dentro da nova corrida internacional para a Lua.

"Parece que estamos voltando aos velhos tempos da primeira corrida espacial, o que, do ponto de vista científico, é um pouco decepcionante e preocupante", afirma Barber.

"A competição pode criar inovação, mas se houver um foco mais estreito no interesse nacional e na tentativa de estabelecer propriedade, então corre-se o risco de perder de vista o panorama maior que é a exploração do Sistema Solar", acrescenta.

Os comentários do ministro de Transportes dos EUA sobre a possibilidade da China e da Rússia "declararem uma zona de exclusão" na Lua parecem se referir a um acordo chamado Artemis Accords.

Em 2020, sete países assinaram o acordo para estabelecer princípios sobre como deveriam cooperar na superfície lunar.

O documento inclui as chamadas zonas de segurança, que devem ser estabelecidas ao redor das operações e dos equipamentos que os países instalarem na Lua.

"Se você constrói um reator nuclear ou qualquer outro tipo de base na Lua, você pode alegar que existe uma zona de segurança ao redor, porque você tem equipamentos ali", explica Barber.

"Para algumas pessoas, isso é equivalente a dizer: 'nós somos donos desse pedaço da Lua, vamos operar aqui e vocês não podem entrar'."

Barber destaca que ainda há obstáculos a serem superados antes de se instalar um reator nuclear na Lua para uso humano.

O programa Artemis 3, da Nasa, por exemplo, pretende enviar seres humanos à superfície lunar em 2027, mas tem enfrentado uma série de contratempos e incertezas relacionadas ao financiamento.


				Por que a Nasa quer colocar um reator nuclear na Lua até 2030
Projeto faz parte das ambições dos EUA de construir uma base permanente para humanos viverem na Lua.. — Foto: Nasa

"Se você tem energia nuclear para uma base, mas não tem como levar pessoas e equipamentos até lá, então isso não serve para muita coisa", acrescentou.

"Os planos não parecem estar muito bem integrados no momento", concluiu.

Produtos brasileiros que entram nos Estados Unidos passam a pagar uma tarifa de 50% a partir desta quarta-feira (6).

A medida atinge itens de peso no agronegócio, como café, carne bovina e pescados, e deve gerar prejuízos bilionários para o Brasil — além de encarecer produtos no mercado norte-americano.

Entenda os impactos em 5 pontos:

Poucos itens do agro na lista de exceções

O peso dos EUA para o agro

Brasil perde, mas EUA também

Como ficam os preço no Brasil

É fácil remanejar produtos para outros países?

1. Poucos itens do agro na lista de exceções

Dos principais produtos que o Brasil exporta para os EUA, somente o suco de laranja entrou na lista de quase 700 exceções à taxa de 50% sobre o que for comprado pelo mercado norte-americano.

A relação cita ainda castanha-do-pará, madeira, polpa de celulose e sisal (veja lista completa).

Quando um produto está nesta lista, o importador americano paga 10% de sobretaxa sobre o que já é usual. Produtos que não foram contemplados passam a ter mais 40% de taxa, somando os 50%.

Entre itens abarcados na lista de exceções, os produtos florestais são os mais exportados para o país de Trump, tanto em volume quanto em valor. No ranking das vendas do agro para os EUA, eles são seguidos pelo café e as carnes, que são alvos do tarifaço de 50%.

2. O peso dos EUA para o agro

Os EUA são o terceiro maior parceiro comercial do agro brasileiro, atrás da China e da União Europeia.

Produtores estimam uma perda de até US$ 5,8 bilhões caso as vendas para o país diminuam por causa do tarifaço.


				Duro golpe para o agro: entenda em 5 pontos o impacto das tarifas
EUA são o 3º maior cliente do agronegócio brasileiro. — Foto: g1/Otavio Camargo

O café é o principal alimento que o agro brasileiro vende para os EUA. E o mercado norte-americano é o maior para o café nacional no exterior.

Isso coloca o produto numa situação bastante complexa com a taxação de 50%: as perdas do café com o tarifaço podem chegar a US$ 481 milhões neste ano, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

“A gente sempre diz que, assim como o Brasil é insubstituível para os Estados Unidos, os Estados Unidos são insubstituíveis para o Brasil”, resume Marcos Matos, do conselho dos exportadores, o Cecafé.

A China, maior cliente das exportações brasileiras, compra pouco café comparada aos EUA, por exemplo. Só a Alemanha importa um volume semelhante (veja abaixo).

Isso já não acontece com a carne bovina. Segundo maior mercado para o Brasil nesse setor, os EUA foram destino de 12% das exportações neste ano — muito atrás da China, que absorveu quase metade do que foi vendido.

Mesmo assim, uma redução nas vendas para os EUA representaria uma perda de US$ 1 bilhão em 2025, de acordo com a associação dos exportadores, a Abiec.

Outros setores menos volumosos, como o dos pescados, do mel e das frutas, especialmente a manga, são bastante dependentes do mercado americano.


				Duro golpe para o agro: entenda em 5 pontos o impacto das tarifas
Raio X da exportação. — Foto: Arte g1

3. Brasil perde, mas EUA também

O café e a carne bovina são os produtos brasileiros atingidos pela tarifa de 50% que mais devem fazer falta para os EUA.

O país de Trump é o maior consumidor de café do mundo, mas praticamente não tem produção própria. Os EUA importam 99% do café que consomem, e o Brasil é responde por cerca de 30% desse volume. Então, é difícil achar rapidamente quem possa suprir essa quantidade.

4. Como ficam os preços no Brasil?

O Brasil também é o principal fornecedor de carne bovina para indústrias nos EUA, que a transformam em hambúrguer, por exemplo. O país norte-americano até compra mais carne da Austrália, mas são os cortes que vão direto para os mercados.

A situação se agrava porque os EUA não são autossuficientes em carne bovina e estão com falta de bois para o abate, o que já tem causado uma inflação da carne.

O tarifaço poderia significar menos vendas para os EUA e o repasse dessess para o mercado brasileiro. Com mais oferta, os preços baixariam no supermercado, certo? Não será bem assim, segundo economistas ouvidos pelo g1.

Para a carne bovina, a expectativa é de que pode acontecer uma queda inicial nos preços, mas ela não se sustentaria por muito tempo, dizem os especialistas.

Isso porque o tarifaço já está fazendo os produtores diminuírem ainda mais os abates. A medida de Trump só reforça uma tendência que ocorreria com ou sem a medida do governo americano. Assim, a oferta de carne tende a ficar menor nos próximos meses e o preço, a subir.

Os valores do café, que começaram a cair depois de mais de um ano de alta, não devem ser afetados em um primeiro momento.

O setor acredita que as vendas aos EUA não serão paralisadas e que existe espaço e tempo para negociar um alívio. Os grãos colhidos na safra atual podem aguardar até 2026 para serem embarcados.

Veja mais sobre os preços de outros alimentos

5. É fácil remanejar produtos para outros países?

Não seria fácil redirecionar para outros mercados os principais produtos do agro que iriam para os EUA, segundo especialistas ouvidos pelo g1.

Para o café, essa mudança seria complexa, já que cada destino tem exigências próprias de qualidade, tipo e normas fitossanitárias. É uma questão semelhante à enfrentada pelos exportadores de mel.

Café bom do Brasil vai todo para fora?

No caso da carne bovina, nenhum outro destino conseguiria substituir os EUA de imediato, em rentabilidade, segundo os exportadores.

Também tem a questão das preferências, que podem variar conforme o país. Os americanos compram mais a dianteira do boi, usada em hambúrgueres. O consumo no Brasil, por exemplo, se volta mais para a parte traseira, de onde saem cortes como a picanha e a alcatra.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) quer convencer países da Europa e do Mercosul a se unirem aos Estados Unidos nas sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar autoexilado nos EUA detalhou seus planos em entrevista ao Metrópoles nesta terça-feira (5/8).

“A gente vai conseguir fazer o mesmo movimento, denunciar as violações de direitos humanos do Alexandre de Moraes”, disse Eduardo, que pretende viajar para a Europa – mas antes que se certificar que não está na lista de procurados da Interpol.

Leia a matéria completa em Metrópoles.com.

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