
Infecções virais, uso de certos medicamentos, doenças autoimunes e até toxinas ambientais podem provocar a miocardite, uma inflamação no músculo cardíaco, que pode evoluir para quadros graves, como insuficiência cardíaca ou até mesmo morte súbita. O alerta é do cardiologista Felipe Fraga, que atua no Hospital do Coração Alagoano, em Maceió, unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
Felipe Fraga explica que a miocardite pode surgir após uma infecção viral comum, como gripe ou Covid-19, e os sintomas nem sempre são claros. Alguns pacientes, conforme o cardiologista, têm apenas uma leve fadiga, outros já apresentam dores no peito, falta de ar, palpitações ou, nos casos mais graves, arritmias e desmaios.
"A miocardite é uma inflamação que interfere no funcionamento do músculo cardíaco, prejudicando a capacidade de bombear o sangue adequadamente para o corpo. Embora possa atingir pessoas de qualquer idade, jovens e atletas merecem atenção especial também”, frisa Felipe Fraga.
Em atletas, por exemplo, ainda segundo o cardiologista do Hospital do Coração Alagoano, a miocardite pode se manifestar de forma súbita. “Isso ocorre principalmente se houver esforço físico durante a fase inflamatória, aumentando o risco de eventos fatais”, alerta o especialista.
Felipe Fraga pontua que a causa mais comum de miocardite são as infecções virais, principalmente em pacientes jovens, crianças e adolescentes. “O vírus pode agredir diretamente a região do miocárdio e o próprio sistema imunológico, ao tentar destruir o vírus, causando uma reação inflamatória exacerbada, piorando o quadro clínico do paciente”, explica Felipe Fraga.
Na maioria dos casos, de acordo com o cardiologista, a miocardite tem uma evolução mais benigna, principalmente nos pacientes com sintomas leves e que não apresentem alteração na função do coração, uma pequena parte pode evoluir para dilatação do coração e com insuficiência cardíaca. “Quanto mais precocemente o diagnóstico for feito e o tratamento iniciado, pode-se evitar para as formas crônicas e de maior mortalidade”, orienta.
Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é feito a partir de uma avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais e de imagem, como eletrocardiograma, ecocardiograma e, em alguns casos, ressonância magnética cardíaca. “O tratamento varia de acordo com a causa e a gravidade do quadro. Em casos leves, pode ser necessário apenas repouso e acompanhamento. Em situações mais graves, pode haver necessidade de internação, uso de medicamentos específicos e, em alguns casos, dispositivos de suporte cardíaco”, destaca Felipe Fraga.
Sinais de Alerta
O especialista reforça que qualquer sintoma incomum após uma infecção viral, especialmente se houver desconforto no peito ou alterações no ritmo cardíaco, deve ser investigado. “A prevenção está diretamente ligada ao cuidado com a saúde como um todo: manter as vacinas em dia, tratar adequadamente infecções, evitar a automedicação e procurar atendimento médico diante de sintomas persistentes ou anormais”, pontua o cardiologista.
A Diretoria de Inteligência Policial (DINPOL), da Polícia Civil de Alagoas (PCAL) cumpriu um mandado de prisão contra um homem de 46 anos acusado de homicídio qualificado. A captura ocorreu nessa quarta-feira (6), no Distrito Piau, em Piranhas, no Sertão alagoano.
O mandado foi expedido pela Comarca de Piranhas e diz respeito a um crime ocorrido em outubro de 2008. Na ocasião, a vítima, José Ednaldo da Silva Ferreira, conhecido como “Dinho”, foi morta com violentos golpes de facão nas costas.
De acordo com testemunhas, momentos antes do crime, um terceiro indivíduo tentou agredir a vítima e, após ser impedido por populares, acionou o autor, que teria vindo em sua defesa e executado o homicídio.
Após o crime, o suspeito fugiu e permaneceu foragido por quase 17 anos, até ser localizado pela equipe da DINPOL na mesma localidade onde o fato ocorreu. Após a prisão, ele foi conduzido ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Piranhas, onde passou pelos trâmites legais e segue à disposição da Justiça para audiência de custódia.
Cruzeiro e CRB se enfrentam nesta quinta-feira (7/8) pela partida de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. A bola rola no estádio Rei Pelé, em Maceió, às 21h, com transmissão do Amazon Prime Video.
No jogo de ida, disputado no Mineirão, as equipes ficaram no 0 x 0. O time celeste não soube aproveitar a vantagem do mando de campo e terá que buscar o resultado como visitante. Em caso de outro empate, a decisão vai para os pênaltis.
Leia a matéria completa em Metrópoles.com.
Caminhar traz diversos benefícios para quem pratica o exercício, melhorando o condicionamento físico, controlando o peso e fortalecendo os ossos e músculos. Já para hipertensos, a atividade física pode ser ainda mais benéfica quando feita com mais intensidade.
Pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, descobriram que dar mais passos, mesmo que abaixo da meta diária recomendada de 10 mil passos, além de caminhar mais rápido está associado a uma diminuição significativa no risco de problemas graves no coração e vasos sanguíneos de pessoas com pressão alta.
Leia a matéria completa em Metrópoles.com.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a farmacêutica EMS firmaram dois acordos de parceria para a produção de liraglutida e de semaglutida, princípios ativos de medicamentos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.
Em nota conjunta, a Fiocruz e a EMS informaram que os acordos estabelecem a transferência de tecnologia da síntese do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) e do medicamento final para Farmanguinhos, unidade técnico-científica da Fiocruz.
Inicialmente, a produção dos medicamentos será realizada na fábrica da EMS em Hortolândia (SP) até que toda a tecnologia de produção seja transferida para o Complexo Tecnológico de Medicamentos de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro.
Alta eficácia
“As injeções subcutâneas oferecem uma abordagem de alta eficácia e são consideradas inovadoras para o tratamento de diabetes e obesidade, marcando mais um avanço significativo da indústria nacional no desenvolvimento de soluções de alta complexidade”, destacou o comunicado.
Para a EMS, os acordos representam um marco histórico para a indústria farmacêutica brasileira. A Fiocruz destacou que unir forças com parceiros públicos e privados permite somar excelência e inovação e ampliar seu portfólio de produção.
A Farmanguinhos citou que a produção inaugura a estratégia da Fiocruz de se preparar também para a produção de medicamentos injetáveis, com a possibilidade de incorporação de uma nova forma farmacêutica, além de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
Controle
Desde junho, farmácias e drogarias começaram a reter receitas de canetas emagrecedoras. Além da semaglutida e da liraglutida, a categoria inclui ainda a dulaglutida, a exenatida, a tirzepatida e a lixisenatida.
A decisão por um controle mais rigoroso na prescrição e na dispensação desse tipo de medicamento foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril e entrou em vigor 60 dias após a publicação no Diário Oficial da União.
Em nota, a agência informou que a medida tem como objetivo proteger a saúde da população brasileira, “especialmente porque foi observado um número elevado de eventos adversos relacionados ao uso desses medicamentos fora das indicações aprovadas pela Anvisa”.
Uso indiscriminado
A retenção do receituário de canetas emagrecedoras era defendida por entidades como a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica.
Em nota aberta, elas citam que o uso indiscriminado desse tipo de medicamento gera preocupações quanto à saúde da população e ao acesso de pacientes que realmente necessitam desse tipo de tratamento.
“A venda de agonistas de GLP-1 sem receita médica, apesar de irregular, é frequente. A legislação vigente exige receita médica para a dispensação destes medicamentos, porém, não a retenção da mesma [receita] pelas farmácias. Essa lacuna facilita o acesso indiscriminado e a automedicação, expondo indivíduos a riscos desnecessários”, destacou o documento.
Sistema Único de Saúde
Em junho, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) abriu consulta pública para receber opiniões da população a respeito da inclusão da semaglutida nos serviços públicos de saúde. Manifestações sobre o tema foram recebidas até o dia 30 de junho.
As contribuições vão ajudar a embasar um parecer da comissão, recomendando ou não que o medicamento seja incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
A avaliação da Conitec foi solicitada pela Novo Nordisk, farmacêutica fabricante do Wegovy. Em parecer dado em maio, a comissão recomendou a não incorporação do medicamento devido aos custos elevados para a compra, avaliados em até R$ 7 bilhões em cinco anos.
Oito pessoas presas na Operação Senhor do Sol, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial em Sonegação Fiscal e Lavagem de Bens (Gaesf), em dezembro de 2019, no município de Arapiraca, e denunciadas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL), em junho de 2022, foram condenadas pela prática dos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica, sonegação fiscal, lavagem de capitais e fraude processual. A informação foi divulgada pelo MPAL na tarde desta quinta-feira, 7.
Somadas, as penas ultrapassam 59 anos de reclusão, sendo que o líder da Orcrim foi apenado com 10 anos e seis meses em regime fechado.
As ações criminosas deram prejuízo de R$ 108 milhões aos cofres públicos do Estado através de fraudes fiscais.
De acordo com as investigações, ao todo, o chefe da Orcrim comandava cerca de 58 empresas do ramo de atacadistas de alimentos e transportes, mantendo um extremo esquema de fraudes usando familiares como “laranjas”, “testas de ferro”, que figuravam como sócios, além de pessoas falecidas, avatares e menores de idade.
Por meio delas, os integrantes cometiam a sonegação fiscal, realizavam o cancelamento fraudulento de um grande número de documentos fiscais, além de não recolherem o ICMS por Substituição Tributária de diversas mercadorias comercializadas, usaram artifícios para burlar as regras do regime de benefícios fiscais de atacadistas.
Durante a operação, foram apreendidos veículos, celulares, computadores, cerca de R$ 800 mil em dinheiro e cheques, além de documentos que reforçaram as provas contra os acusados. Na ocasião também foram apreendidas três toneladas de alimentos e material de limpeza todos doados para entidades que trabalham com crianças e adolescentes em condição de vulnerabilidade social, idosos, pessoas com deficiência e reabilitação de dependentes químicos em sistema de internação.
O nome da operação “Senhor do Sol” foi escolhido em referência ao chefe da Orcrim considerado um dos grandes comerciantes do Agreste alagoano, que iniciou suas atividades mercantis, com maioria das empresas envolvidas nos delitos relacionados, na famosa Rua do Sol, em Arapiraca, principal local do comércio atacadista de alimentos no interior de Alagoas. Durante a investida do GAesf foram cupridos mais d 150 mandados de busca e aprensão, e prisão.
O apresentador Fausto Silva, o Faustão, voltou a ser internado em um hospital de São Paulo. A informação foi confirmada à CNN pelo Hospital Albert Einstein. Ainda não há, entretanto, informações sobre estado de saúde e o motivo desta nova entrada de Faustão no hospital.
Internações e transplante
Faustão passou por um transplante de coração no final de 2023 e ficou cerca de dois meses internado.
Segundo a Secretária de Saúde de São Paulo, a partir do momento em que houve a disponibilidade do órgão, o sistema selecionou doze pacientes que atendiam aos requisitos para o transplante.
Destes, quatro tinham prioridade. Faustão ocupava a segunda posição nesta lista e recebeu o órgão depois da recusa da equipe do paciente que estava em primeiro lugar.
Oito meses depois, em abril de 2024, precisou passar por um transplante de rim, quando ficou 53 dias internado. Os problemas renais se intensificaram após o quadro de insuficiência cardíaca enfrentado pelo apresentador.
Na ocasião, Faustão deu entrada no Hospital Israelita Albert Einstein, no começo de agosto. Ele entrou na fila de transplantes e recebeu um novo coração no dia 27 do mesmo mês.
O padre Luiz Augusto Ferreira da Silva terá que devolver R$ 1,397 milhão, em pagamento parcelado em 48 vezes, pelos anos que recebeu salário enquanto ocupava um cargo fantasma na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). A medida se deu após um acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO).
Além disso, o padre arcará com uma multa civil de R$ 46,5 mil, dividida em 10 vezes. De acordo com o órgão, Luiz Augusto teve “enriquecimento ilícito” de mais de R$ 3 milhões ao longo de quase 20 anos.
Atualmente, ele é pároco na Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. A paróquia informou que não irá se pronunciar sobre o assunto.
Acordos
A decisão é de julho e, de acordo com o MPGO, o dinheiro será ressarcido aos cofres públicos. A ação civil de improbidade administrativa teve início em 2015. No mesmo ano, o padre chegou a afirmar que seria preso se tivesse que devolver o valor recebido, pois não tinha como pagar.
Após anos de negociação, o acordo foi firmado em R$ 1.397.086,14 por parte de Luiz Augusto. Além dele, mais de dez pessoas responderam ao processo. Entre eles estão quatro ex-presidentes da Alego. No total, os réus vão devolver R$ 2,52 milhões aos cofres públicos do Estado.
Em julho, Euclides de Oliveira Franco, servidor da Alego e ex-chefe do padre, e o Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Sindisleg), também concordaram com o ressarcimento e vão pagar individualmente R$ 84.861,19.
No início deste ano, outros envolvidos já haviam realizado acordos com o MP, que previu devoluções de R$ 34 mil até R$ 355 mil, além de multas.
Entenda o caso
Luiz Augusto foi nomeado servidor público da Alego em março de 1980. Entretanto, ele ficou de 1995 a 2015 recebendo do Estado sem trabalhar na Assembleia. Quando o caso veio à tona, em 2015, o salário mensal do religioso era superior a R$ 11 mil por mês.
Em junho daquele ano, a Justiça determinou o bloqueio dos bens de Luiz Augusto no valor de quase R$ 12,5 milhões. No mês seguinte, ele foi demitido da Assembleia Legislativa. Já em 2017, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) condenou o pároco a devolver R$ 1,3 milhão. Ele se aposentou da Assembleia em 2020, com salário mensal de R$ 17 mil.
No entanto, em 2019 o tribunal revogou parcialmente a decisão de 2017, que obrigava o padre a devolver o valor em 15 dias. Na nova decisão, o conselheiro Edson Ferrari determinou a abertura de uma nova investigação após um pedido da defesa.
Em 2025, Luiz conseguiu obter decisões favoráveis em todas as demais ações relacionadas ao caso.
O sacerdote é o líder da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, em Goiás. Por meio de nota, a paróquia informou que não vai comentar o enriquecimento ilícito do padre. A paróquia também disse que apenas comenta “a missão evangelizadora e pastoral” do sacerdote “sempre em favor da fé, da vida e do bem comum das pessoas mais que mais precisam”.
Dois jovens morreram na tarde desta quarta-feira (6) em um acidente entre um caminhão e a picape em que eles estavam na Serra do Cadeado, na PR-170. O trecho fica no Distrito de Entre Rios, em Guarapuava, na região central do Paraná.
O g1 apurou que as vítimas foram identificadas como Lucas Eduardo Camargo, de 22 anos, e Henrique Ferreira Pinto, de 25 anos. Os dois são de Guarapuava e foram ejetados do veículo - que, com o impacto da batida, partiu ao meio.
O caminhoneiro, um homem de 60 anos, não se feriu. A Polícia Rodoviária Estadual (PRE) não divulgou o nome dele oficialmente. O acidente aconteceu por volta das 14h40 no km 390 da rodovia.
Ao Corpo de Bombeiros, o caminhoneiro relatou que a picape estava no sentido contrário da rodovia e o motorista perdeu o controle da direção quando uma das rodas do veículo caiu no degrau do acostamento da pista. Na sequência, a picape bateu lateralmente com a parte da frente do caminhão.
Por envolver morte, as causas do acidente serão investigadas.
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) já instaurou inquérito policial para apurar a morte de Luiz Fernando Firmino da Conceição, de 13 anos, ocorrida na noite dessa quarta-feira (06) no município de Igaci, localizado no Agreste alagoano. A vítima foi atingida por disparos de arma de fogo, chegou a ser socorrida para o Hospital de Emergência do Agreste, mas não resistiu aos ferimentos.
O inquérito foi instaurado por meio da Delegacia de Homicídios da 5ª Região, sob comando do delegado João Paulo. A equipe da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC 3) esteve na cena do crime e realizou os primeiros levantamentos para subsidiar a unidade especializada na investigação do homicídio.
O delegado João Paulo pede o apoio da população. "Faço um apelo aqui à população para que colabore no sentido de ajudar a polícia com informações que possam ajudar a elucidar o crime. Os canais oficiais estão abertos e a identidade do colaborador será preservada nos termos da lei", finaliza o titular da Delegacia de Homicídios da 5ª Região.
A Polícia Federal em Alagoas deflagrou, nesta quinta-feira (7), a operação “Clique Ousado”, para dar cumprimento a um mandado de busca e apreensão relacionado a um caso de tráfico de drogas, após apreensão de encomendas enviadas pelos Correios contendo substâncias ilícitas.
O caso teve início quando a Gerência de Segurança dos Correios em Alagoas informou à PF que uma encomenda havia sido retirada do fluxo postal por suspeita de conter material proibido. Após análise, a Polícia Federal constatou que se tratava de 534g de maconha (Cannabis sativa).
Durante a investigação, a polícia também localizou uma segunda encomenda, registrada para outro endereço, contendo 100g de haxixe, e que, segundo os investigadores, provavelmente também seria destinada ao mesmo suspeito.
Com base nas evidências, a 15ª Vara Criminal da Capital expediu o mandado de busca, cumprido nesta manhã em residência localizada em Maceió/AL. O investigado poderá responder por tráfico de drogas, com pena de até 15 anos de reclusão, caso seja condenado.
O nome da operação — Clique Ousado — faz referência ao serviço “Clique Retire” dos Correios, que avisa o destinatário via SMS sobre a chegada de uma encomenda, a qual só pode ser retirada mediante apresentação de documento com foto. Para a PF, o uso desse recurso demonstra ousadia e sensação de impunidade por parte do autor do crime.
Um homem de 44 anos foi preso na manhã desta quinta-feira, 7, no bairro da Mangabeiras, parte baixa da capital alagoana, suspeito de cometer uma série de crimes contra a ex-companheira incluindo estupro, perseguições e agressões físicas.
De acordo com a Polícia Civil de Alagoas, a vítima, de 45 anos, e o suspeito mantiveram um relacionamento por cerca de 15 anos, marcado por agressões verbais, físicas e pelo intenso controle da vida da mulher.
Segundo a polícia, a vítima possuía uma medida protetiva contra o suspeito, mas ele teria descumprido em diversas ocasiões. Em depoimento, ela contou que em junho deste ano o homem chegou a fazer 23 ligações em um curto intervalo de tempo e a ameaçou incendiar sua residência.
Também consta na denúncia que o suspeito teria colocado um motorhome em frente à residência da ex-companheira para intimidá-la. Ainda no mês de junho, uma semana após as ameaças, ele teria abusado sexualmente da vítima.
Em depoimento, a mulher disse que os abusos sexuais, além das agressões físicas, estariam acontecendo há cerca de um ano. Em um dos casos, o suspeito teria arremessado objetos e comida contra ela.
Após a denúncia, a delegada Kelly Kristynne, que está à frente das investigações, representou pela prisão do suspeito. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele.
A sede da Associação Ação AVC – Centro de Acolhimento Ação AVC (CAAVC), localizada na Travessa João Camerino, no bairro da Pajuçara, em Maceió, foi alvo de criminosos na madrugada desta quinta-feira (7). O local, que oferece apoio a pessoas acometidas por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e às suas famílias, teve as portas arrombadas e diversos equipamentos furtados.
Entre os itens levados estão uma televisão, equipamentos de transmissão online usados para encontros virtuais com grupos de apoio, um ar-condicionado novo ainda na caixa, micro-ondas, filtro de água, cafeteira, impressora, além de torneiras das pias e do banheiro, que foram completamente removidas. O tanque da área de serviço foi quebrado, e todo o espaço foi deixado revirado pelos invasores.
"A gente veio aqui para limpar a nossa associação, para começar a reforma. Entraram na nossa sede, mexeram em tudo, levaram tudo o que a gente tinha de valor, que com tanto sacrifício a gente comprou e ganhou. A nossa televisão, todos os equipamentos de encontro digital... Deixaram tudo pelo chão. Ainda beberam refrigerante, acho que para comemorar", disse a presidente, Solange Syllos.
Os funcionários acreditam que os criminosos tentaram entrar no imóvel vizinho, mas foram flagrados por uma pessoa e, então, invadiram a associação.

A associação atua há anos oferecendo suporte a pessoas com sequelas de AVC, promovendo encontros presenciais e online, terapias de grupo e apoio às famílias dos pacientes. O furto compromete não apenas a estrutura física do local, mas também o atendimento contínuo a dezenas de beneficiados pelo trabalho.
A Polícia Militar foi informada da ocorrência. Há suspeitas de que menores de idade estejam envolvidos no crime, possivelmente incentivados por adultos.
A associação realizará uma corrida beneficente, marcada para o dia 5 de outubro, e agora, mais do que nunca, necessita de ajuda e doações para superar esse momento difícil.
Um homem foi encontrado morto por pescadores, nessa quarta-feira (6), na praia de Riacho Doce, no Litoral Norte de Maceió. De acordo com os familiares, a vítima, que não teve a identidade revelada, seria usuária de drogas e álcool.
Em depoimento à polícia, a companheira da vítima relatou que, por volta das 4h da manhã, o homem saiu de casa dizendo que iria caminhar pela areia da praia. Horas mais tarde, ela foi informada por pescadores de que o corpo dele havia sido encontrado em uma área de pedras, na mesma região.
A mulher ainda disse aos policiais que, apesar de ser usuário de drogas, o companheiro não teria usado entorpecentes e nem bebido álcool no dia anterior.
Equipes do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas até o local para o recolhimento do corpo.
O caso deve ser investigado pela Polícia Civil de Alagoas.
Ao menos 563 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em Porto Alegre do Norte (MT), na obra da TAO Construtora. A informação foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Ministério Público do Trabalho (MPT) nesta quinta-feira (7).
Auditores-fiscais encontraram trabalhadores recrutados das regiões norte e nordeste do país em situação degradante, em um canteiro de obras na zona rural do município. A operação teve início no dia 20 de julho e revelaram condições insalubres de trabalho na construção de uma usina de etanol.
Segundo a fiscalização, um incêndio que atingiu parte dos alojamentos teria sido provocado por trabalhadores como forma de protesto contra as constantes falhas no fornecimento de energia elétrica e água potável.
As condições comprometia a saúde e o conforto nos alojamentos, além de impedir o descanso adequado diante do calor extremo da região. O incêndio revelou um cenário alarmante de precariedade e violações trabalhistas.
Os dormitórios mediam apenas 12 m² e abrigavam até quatro pessoas, sem ventilação adequada ou climatização.
Segundo o Ministério Público do Trabalho, os trabalhadores dormiam em quartos superaquecidos, com apenas um ventilador para quatro pessoas, recebendo apenas um lençol fino para cobrir colchões usados e de má qualidade. Não eram fornecidos travesseiros, fronhas ou roupas de cama adequadas. A superlotação era evidente, com alguns trabalhadores chegando a dormir no chão sob mesas quando não havia camas disponíveis.
Problemas no fornecimento de energia elétrica agravaram a situação nos dias que antecederam o incêndio, interrompendo o abastecimento de água dos poços artesianos.
Com a falta de água, trabalhadores relataram que precisavam tomar banho com canecas e enfrentavam longas filas para usar banheiros sujos.
No dia do incêndio, caminhões-pipa passaram a buscar água do Rio Tapirapé, mas o líquido fornecido era turvo e impróprio para o consumo. O incêndio destruiu os alojamentos masculinos e femininos, além de parte da panificadora e da guarita da obra.
A força-tarefa também encontrou sérias irregularidades no canteiro de obras. Os trabalhadores atuavam em locais insalubres, sem ventilação, com excesso de poeira e refeitórios inadequados.
Houve registro de acidentes de trabalho não comunicados oficialmente, além de casos de lesões nas mãos e nos pés e doenças de pele provocadas por produtos manuseados sem o uso de equipamentos de proteção adequados.
Após o incêndio, parte dos trabalhadores foram transferidos para casas e hotéis da região, a cerca de 30 quilômetros do local da obra.
No entanto, muitos continuaram em situação degradante: dormindo em colchões no chão, sem camas, roupas de cama ou espaços adequados para guardar os poucos pertences que lhes restaram.
De acordo com o MTE, alguns operários perderam todos os bens pessoais no incêndio. Um grupo chegou a ser realocado em um ginásio de esportes de uma cidade vizinha.
Além das condições precárias, a fiscalização constatou que a empresa não emitiu as Comunicações de Acidente de Trabalho (CATs) para os trabalhadores feridos no incêndio, prejudicando o acesso a benefícios previdenciários e acompanhamento médico.
Aliciamento, dívidas e falsas promessas
A investigação também identificou um esquema de aliciamento e servidão por dívida, com fortes indícios de tráfico de pessoas. Sem conseguir contratar localmente, a empresa promoveu um recrutamento massivo em estados do Norte e Nordeste.
O recrutamento era feito por meio de carros de som e mensagens em grupos de WhatsApp, com promessas enganosas de altos ganhos com horas extras. Muitos trabalhadores relataram ter pago valores a intermediários para conseguir a vaga e arcaram com os custos da viagem e alimentação.
Em outros casos, a empresa cobriu as despesas da viagem, mas os valores foram integralmente descontados dos salários — prática considerada ilegal e abusiva que transfere aos trabalhadores o risco do empreendimento.
Aqueles que não passavam nos exames admissionais ou eram rejeitados no processo seletivo, ficavam sem recursos para voltar para casa.
Outro ponto grave foi a descoberta de um sistema paralelo de controle de jornada, conhecido como “ponto 2”. Nele, eram registradas horas extras que não constavam nos controles oficiais. Esses pagamentos eram feitos em dinheiro vivo ou cheques, sem registro em contracheque, recolhimento de FGTS ou contribuições previdenciárias.
Os auditores ouviram relatos de operários que trabalhavam semanas seguidas, inclusive aos domingos, sem qualquer folga, em total descumprimento da legislação trabalhista. Os trabalhadores cumpriam expediente além das 8h48 diárias estabelecidas, com turnos que chegavam a 22 horas.
As horas extras não eram registradas formalmente — os pagamentos eram feitos “por fora”, em dinheiro ou cheques, sem registro em folha, o que caracteriza sonegação fiscal. Além disso, essas horas extras prometidas na contratação, faziam parte de uma falsa promessa de altos rendimentos.
A alimentação também era alvo de denúncias. Os trabalhadores recebiam comida repetitiva, com relatos de larvas, moscas e alimentos deteriorados. O refeitório não tinha ventilação, o que forçava muitos a comerem em pé ou fora do local destinado às refeições.
Após o incêndio, foram registradas 18 demissões por justa causa, 173 rescisões antecipadas de contratos e 42 pedidos de demissão. Cerca de 60 trabalhadores perderam todos os pertences pessoais no incêndio.
O Ministério Público do Trabalho está em processo de negociação de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com a empresa, para garantir:
Além disso, o trabalhadores ainda devem receber todas as verbas rescisórias, incluindo salários pagos “por fora”, horas extras, férias proporcionais, 13º salário, FGTS e demais direitos.
Os trabalhadores resgatados receberão o seguro-desemprego em modalidade especial, prevista para vítimas de trabalho análogo ao de escravo (entenda mais abaixo).
A força-tarefa ainda analisa documentos e pode realizar novas inspeções no local. A TAO Construtora tem atualmente quatro obras em andamento no estado do Mato Grosso, empregando cerca de 1.200 trabalhadores. A unidade de Porto Alegre do Norte é a maior delas.
O que é trabalho análogo à escravidão?
O Código Penal define como trabalho análogo à escravidão aquele que é "caracterizado pela submissão de alguém a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou seu preposto".
Todo trabalhador resgatado por um auditor-fiscal do Trabalho tem, por lei, direito ao benefício chamado Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), que é pago em três parcelas no valor de um salário-mínimo cada.
Esse benefício, somado à garantia dos direitos trabalhistas cobrados dos empregadores, busca oferecer condições básicas para que o trabalhador ou trabalhadora possa recomeçar sua vida após sofrer uma grave violação de direitos.
Além disso, a pessoa resgatada é encaminhada à rede de Assistência Social, onde recebe acolhimento e é direcionada para as políticas públicas mais adequadas ao seu perfil e necessidades específicas.
Em um gesto de afeto, a família e os amigos mais próximos da cantora Preta Gil decidiram seguir à risca seus desejos. As cinzas dela foram divididas e ganharão diferentes destinos: do cais baiano onde ela se sentia em casa e outras partes de acordo com o que cada destinatário desejar. Uma parte será transformada em diamante, como forma de eternizar a memória da cantora.
A decisão é parte de uma tendência recente: o chamado diamante memorial, feito a partir das cinzas de entes queridos, humanos ou pets. A técnica vem ganhando destaque no Brasil depois de nomes famosos aderirem. Ela permite que uma parte do corpo de quem partiu se transforme em uma joia única, carregando um simbolismo de permanência e memória física.
O apresentador Andre Marques foi um desses, usando as cinzas de sua cachorra, Gorda, morta no ano passado. O diamante memorial, nome que é dado a este tipo de joia vem de uma técnica na qual podem ser usadas cinzas de animais e de humanos, casco de cavalo e até mesmo vinho.
Aspectos como tamanho, cor, design e quilatagem definem o preço desse diamante. Segundo o sócio majoritário da Stargen Diamonds, Márcio Miyasaki, os preços variam de R$ 9 mil, para um diamante de 0,5 quilate a R$ 175 mil, para o de 10 quilates. Os diamantes estão disponíveis no formato original (incolor), e nas cores azul, amarelo e rosa.
Esses diamantes são produzidos no método HPHT (High Pressure High Temperature), que significa alta pressão e alta temperatura. As cinzas usadas têm o carbono, material necessário para a construção do diamante, isolado. A partir do isolamento, o carbono vira um grafite, para depois se transformar em diamante. Márcio Miyasaki conta que esse processo leva, em média, de 6 a 8 meses por duas técnicas, uma usando nanotecnologia, e a outra, direto em máquinas de alta pressão e temperatura a 1.500ºC.
Casos de famosos que recorreram ao diamante memorial
O apresentador Andre Marques recentemente recebeu um par de brincos e um pingente com o material genético de Gorda, sua cachorra que morreu no ano passado. O apresentador, que já tem a cachorra eternizada na sua pele, com uma tatuagem, ao contar a experiência nas redes sociais, falou que tinha ouvido falar na técnica de transformar “o cabelo ou as cinzas do ente querido em diamante”. E o apresentador completa esse pensamento, dizendo que “prefere fazer de bicho”, saindo a partir das cinzas o material.
"Que loucura! Já é lindo porque é diamante, mas tem um pedacinho dela aqui. É uma lembrança eterna, que eu vou carregar comigo até o dia em que eu descansar", completa André, em lágrimas ao receber o pingente e os brincos.
Márcio Miyasaki conta que “não produz diamante, mas sim, emoção para as pessoas”. Ao contar essa parte, ele também fala da cantora Luiza Possi que recentemente procurou a empresa para fazer um diamante memorial com as cinzas do pai dela, Líber Gadelha, guitarrista e produtor musical, morto em 2021. A cantora quer uma peça que a acompanhe nos shows, como fazia seu pai.
Outro caso conhecido é o de Flávia Pedras, ex-mulher do apresentador Jô Soares, morto em 2022. Flávia sobre a homenagem em entrevista ao "Conversa com Bial", da TV Globo, em agosto do ano passado.
“Distribuí (as cinzas de Jô) em alguns lugares especiais para nós. E uma amiga, que nos apresentou, falou que o pai dela tinha morrido, e ela mora na Holanda. Lá, eles transformam as cinzas em diamante. E eu fiz isso. Está em um cofre, guardado. Eu não sei o que fazer ainda, mas quero fazer um patuá”, disse ela.
Miyasaki diz que “todas as histórias são emocionantes” e que “muito mais do que o valor financeiro, o que conta é o valor emocional”. Ao dizer isso, ele fala que cada joia tem uma história por trás e que o seu trabalho principal é lidar com as emoções e os sentimentos das pessoas.
