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Um alpinista austríaco foi considerado culpado de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar, pela morte da namorada durante uma escalada. A mulher morreu congelada após ter sido abandonada pelo namorado na montanha mais alta da Áustria no ano passado.

O homem, identificado como Thomas P., se diz inocente, mas foi condenado nesta quinta-feira (19/2), a cinco meses e uma multa de € 9.600, o equivalente a cerca de R$ 58 mil.

A mulher, Kerstin G., morreu de hipotermia. Segundo a acusação, Thomas teria abandonado a mulher perto do cume do Grossglockner para buscar ajuda.

No entanto, ele não conseguiu explicar porque não deixou a mulher aquecida com a manta térmica que estava em sua mochila ou com o saco de dormir. Além disso, na ligação que ele fez para o serviço de emergência, ele não deixou claro que precisava de ajuda imediata.

No momento do incidente, o vento era de até 74 km/h e a temperatura era de -8°C, com sensação térmica de -20°C.

Em 30 de janeiro de 2026, a SpaceX apresentou um pedido à Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos para lançar uma megaconstelação de até um milhão de satélites para alimentar centros de dados no espaço.

A proposta prevê satélites operando entre 500 e mil quilômetros na baixa órbita da Terra. Algumas das órbitas são projetadas para exposição quase constante à luz solar. O público pode atualmente enviar comentários à comissão sobre essa proposta.

O pedido da SpaceX é apenas o mais recente entre as propostas de megaconstelações de satélites, que crescem exponencialmente. Esses satélites operam com um único objetivo e têm ciclos de vida curtos, de cerca de cinco anos.

Em fevereiro de 2026, aproximadamente 14 mil satélites ativos estavam em órbita. Outros 1,23 milhão de projetos de satélites propostos estão em vários estágios de desenvolvimento.

O processo de aprovação desses satélites se concentra quase inteiramente nas informações técnicas limitadas que as empresas devem enviar aos reguladores. Os impactos culturais, espirituais e, principalmente, ambientais não são levados em consideração, mas deveriam ser.

O céu noturno mudará drasticamente

Nessa escala de crescimento, o céu noturno mudará permanentemente e globalmente para as gerações futuras.

Os satélites na baixa órbita da Terra refletem a luz solar por cerca de duas horas após o pôr do Sol e antes do nascer do Sol. Apesar dos esforços de engenharia para torná-los menos brilhantes, os satélites do tamanho de caminhões de muitas megaconstelações parecem pontos em movimento no céu noturno. Projeções mostram que os satélites futuros aumentarão significativamente essa poluição luminosa.

Em 2021, os astrônomos estimaram que, em menos de uma década, 1 em cada 15 pontos de luz no céu noturno seria um satélite em movimento. Essa estimativa incluía apenas os 65 mil satélites de megaconstelações propostos na época.

Uma vez implantados em escala de milhões, os impactos destes satélites no céu noturno podem não ser facilmente revertidos.

Embora um satélite médio tenha uma vida útil de apenas cerca de cinco anos, as empresas projetam essas megaconstelações para substituição e expansão quase contínuas. Isso garante uma presença contínua e industrializada no céu noturno.

Tudo isso está causando uma “síndrome da linha de base móvel” espacial, em que cada nova geração aceita um céu noturno cada vez mais degradado. Satélites cruzando o céu tornam-se o novo normal.

E, pela primeira vez na história da Humanidade, essa mudança de referência significa que as crianças de hoje não crescerão com o mesmo céu noturno que todas as gerações anteriores da Humanidade tiveram acesso.

Houston, temos um “mega” problema

As preocupações com o grande número de satélites propostos vêm de muitos lados.

As preocupações científicas incluem reflexos brilhantes e emissões de rádio dos satélites, que irão perturbar a Astronomia.

Especialistas do setor também apontam preocupações com o gerenciamento do tráfego e a logística. Atualmente, não existe nenhuma forma de gerenciamento unificado do tráfego espacial semelhante ao que existe na aviação, por exemplo.

As megaconstelações também aumentam o risco da síndrome de Kessler, uma reação em cadeia de colisões descontrolada. Já existem 50 mil detritos em órbita com dez centímetros ou mais.

Se os satélites não fizerem todas as manobras para evitar colisões, dados mais recentes mostram que poderíamos esperar uma grande colisão a cada 3,8 dias.

Também existem grandes preocupações culturais. A poluição luminosa dos satélites terá um impacto negativo no uso indígena do céu noturno para tradições orais de longa data, navegação, caça e tradições espirituais.

O lançamento de tantos satélites consome grandes quantidades de combustíveis fósseis, danificando a camada de ozônio. Depois que os satélites cumprem sua função, o plano para o fim da vida útil é queimá-los na atmosfera. Isso representa outra preocupação ambiental – o depósito de grandes quantidades de metais na estratosfera, causando a destruição da camada de ozônio e outras reações químicas potencialmente prejudiciais.

Tudo isso gera preocupações jurídicas. De acordo com a lei espacial internacional, os países — e não as empresas — são responsáveis pelos danos causados por seus objetos espaciais.

Os advogados espaciais estão cada vez mais tentando entender se o direito espacial internacional pode realmente responsabilizar empresas ou indivíduos privados. Isso é especialmente importante à medida que o risco de danos, morte ou danos ambientais permanentes aumenta.

As lacunas na regulamentação

Atualmente, as principais regulamentações relativas às propostas de satélites são técnicas, como decidir quais frequências de rádio serão utilizadas. Em nível nacional, os reguladores se concentram na segurança do lançamento, na redução dos impactos ambientais na Terra e na responsabilidade caso algo dê errado.

O que essas regulamentações não capturam é como centenas de milhares de satélites brilhantes mudam o céu noturno para estudos científicos, navegação, ensino e cerimônias indígenas e continuidade cultural.

Esses não são danos “ambientais” tradicionais, nem são preocupações técnicas de engenharia. São impactos culturais que caem em um ponto cego da regulamentação.

É por isso que o mundo precisa de uma Avaliação de Impacto do Céu Escuro, conforme proposto pelos advogados espaciais Gregory Radisic e Natalie Gillespie.

É uma maneira sistemática de identificar, documentar e considerar de forma significativa todos os impactos de uma constelação de satélites proposta antes que ela seja implementada.

Como funcionaria essa avaliação?

Primeiro, é preciso reunir evidências de todas as partes interessadas. Astrônomos (amadores e profissionais), cientistas atmosféricos, pesquisadores ambientais, estudiosos da cultura, comunidades afetadas e a indústria trazem suas perspectivas.

Segundo, é essencial modelar quaisquer efeitos cumulativos dos satélites. As avaliações devem analisar como as constelações mudarão a visibilidade do céu noturno e o brilho do céu, congestionamento orbital e o risco de vítimas em terra.

Em terceiro lugar, definirá critérios claros para quando a visibilidade desobstruída do céu é fundamental para a ciência, a navegação, a educação, as práticas culturais e o patrimônio humano compartilhado.

Em quarto lugar, deve incluir medidas de mitigação, como redução do brilho, alterações no projeto orbital e ajustes na implantação para diminuir os danos. Isso deve incluir incentivos para usar o menor número possível de satélites para um determinado projeto.

Por fim, as conclusões devem ser transparentes, passíveis de revisão independente e diretamente ligadas às decisões de licenciamento e políticas.

Não é uma ferramenta de veto

Uma Avaliação de Impacto do Céu Escuro não impede o desenvolvimento espacial. Ela esclarece as vantagens e desvantagens e melhora a tomada de decisões.

Ela pode levar a escolhas de projeto que reduzem o brilho e a interferência visual, configurações orbitais que diminuem o impacto cultural, consultas mais precoces e significativas e considerações culturais onde os danos não podem ser evitados.

Mais importante ainda, ela garante que as comunidades afetadas pelas constelações de satélites não descubram sobre elas depois que a aprovação já tiver sido concedida e luzes brilhantes rastejarem pelos seus céus.

A questão não é se o céu noturno mudará — ele já está mudando. Agora é a hora de governos e instituições internacionais projetarem processos justos antes que essas mudanças se tornem permanentes.

 

A hepatologista Liz Marjorie, do Ceará, aponta o que favorece o adoecimento do fígado, órgão responsável por metabolizar substâncias

Ilustração colorida de fígado com problemas - Metrópoles

Quem exagerou no consumo e misturou bebidas alcoólicas durante o Carnaval pode ter ficado preocupado com a saúde, em especial com o funcionamento do fígado, órgão responsável por metabolizar substâncias, a exemplo do álcool. Caso esteja com esse receio, a coluna Claudia Meireles conversou com a hepatologista Liz Marjorie para saber: o que mais tende a provocar o comprometimento do órgão?

De acordo com a mestra em gastroenterologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), uma das principais causas de doença na glândula do sistema digestório na atualidade é a gordura no fígado, condição chamada pelos especialistas como esteatose hepática. Inclusive, o quadro tem relação com a ingestão de álcool, conforme esclarece a médica de Juazeiro do Norte (CE).

Hepatologista explica o que tende a causar o comprometimento do fígado - destaque galeria

O consumo de bebidas alcoólicas causa estresse às células do fígado

O fígado é o órgão que metaboliza as substâncias ingeridas e, por isso, sofre os efeitos do consumo excessivo de bebidas alcoólicas
Quando o órgão não funciona adequadamente, ocorre um desequilíbrio do organismo

Liz Marjorie explica que a gordura no fígado pode estar associada ao consumo de álcool ou relacionada a fatores metabólicoscomo obesidade, diabetes e resistência à insulina — condição anteriormente chamada de esteatose hepática não alcoólica. “Esse problema tem crescido significativamente nos últimos anos, acompanhando o aumento da síndrome metabólica na população”, salienta.

A especialista define o álcool como um “vilão importante” da saúde do órgão. “Continua sendo também um dos possíveis responsáveis pelo desenvolvimento de gordura no fígado”, defende. Ela pontua que o consumo de bebidas à base da substância pode desencadear outras doenças graves, como cirrose e câncer de fígado, além de quadros agudos, por exemplo, a hepatite alcoólica.

A gastroenterologista aponta “outras causas relevantes” de comprometimento da glândula: “Hepatites virais, principalmente B e C, as doenças autoimunes do fígado e o uso inadequado de medicamentos e suplementos“. Ela argumenta que, muitas vezes, essas fórmulas são ingeridas sem orientação médica e podem ter efeito hepatotóxico quando associadas ao álcool.

Ilustração colorida de fígado - Metrópoles

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) indica que a chamada gordura marrom pode exercer um papel importante no controle do câncer de mama.

Em experimentos laboratoriais, substâncias liberadas pelo tecido reduziram a sobrevivência, a multiplicação e a capacidade de migração de células tumorais, sinais associados à progressão da doença.

A pesquisa foi publicada na revista científica Cancer & Metabolism em 11 de fevereiro e contou com colaboração de cientistas da Universidade de São Paulo (USP). O trabalho analisou como diferentes tipos de tecido adiposo influenciam o comportamento de células cancerosas.


Tipos de gordura do corpo humano


Gordura marrom e possíveis efeitos antitumorais

Os testes mostraram que substâncias liberadas pela gordura branca favoreceram o acúmulo de pequenas gotas de gordura dentro das células cancerosas. Esse processo costuma estar associado à progressão do tumor, já que essas reservas podem servir como fonte de energia para o crescimento e a multiplicação das células.

Com a gordura marrom, o efeito foi diferente. Os pesquisadores observaram redução da sobrevivência das células tumorais, menor ritmo de crescimento e menor capacidade de espalhamento, além de sinais de morte celular.

Também foram identificadas mudanças em mecanismos do sistema imunológico ligados ao combate ao tumor e ao aumento do chamado estresse oxidativo nas células cancerosas, um tipo de desequilíbrio que pode favorecer a destruição dessas células.

Outro achado importante foi que a atividade desse tecido pode ser intensificada quando ele está metabolicamente mais ativo, como ocorre em situações de exposição ao frio.

Os cientistas também identificaram que determinadas vias inflamatórias influenciam esse efeito, sugerindo que o estado metabólico do tecido adiposo pode interferir diretamente na resposta ao câncer.

“Nossos achados revelam um novo papel antitumoral para o tecido adiposo marrom e abrem perspectivas para explorar fatores derivados desse tecido como estratégias terapêuticas no câncer de mama”, afirmam os autores no artigo.

Os pesquisadores ressaltam que os testes foram realizados em células e modelos experimentais, o que significa que ainda são necessários estudos adicionais antes de qualquer aplicação clínica.

Manter a porta do quarto totalmente fechada durante a noite pode parecer uma escolha natural por privacidade ou silêncio, mas o hábito esconde um inimigo invisível: o acúmulo de dióxido de carbono (CO₂). Estudos científicos recentes, publicados entre 2018 e 2025, revelam que a falta de renovação do ar em ambientes confinados eleva a concentração do gás expirado, impactando diretamente a arquitetura do sono e o desempenho cognitivo no dia seguinte.

Entenda

O perigo do ar viciado

A ciência tem olhado com lupa para o que acontece dentro de quatro paredes enquanto dormimos. Uma pesquisa da Universidade de Tecnologia de Eindhoven monitorou voluntários e constatou que, em quartos totalmente fechados, a concentração de CO₂ saltou de 717 ppm para 1.150 ppm em média. Esse “ar viciado” impede que o corpo entre nas fases mais restauradoras do descanso.

Segundo a médica Gabriela Passos Arantes, especialista em Clínica Médica, o mecanismo é fisiológico. “Quando a renovação do ar é limitada, o CO₂ que eliminamos na respiração se acumula. Isso afeta o sistema nervoso autônomo e respiratório, muitas vezes sem que a pessoa perceba conscientemente que o ar foi o culpado pelos despertares frequentes”, explica.

Grupos de risco e desempenho

Embora o impacto seja sentido por todos, alguns grupos sofrem mais. “Idosos e pessoas que convivem com insônia, ansiedade ou problemas respiratórios são mais vulneráveis”, alerta Gabriela. Mesmo jovens saudáveis que dormem o número de horas adequado podem apresentar pior desempenho cognitivo e irritabilidade se o ambiente não estiver ventilado.

O médico especialista em medicina do sono, William Lu, reforça que níveis elevados de CO₂ na corrente sanguínea forçam o organismo a permanecer em estágios de sono leve. O resultado é uma noite “trabalhosa” para o corpo, em vez de relaxante.

Níveis elevados de dióxido de carbono no ar durante a noite podem elevar a concentração do gás na corrente sanguínea, e a resposta do organismo a essa alteração tende a ser um sono menos profundo

Ventilação vs. conforto

Muitas pessoas optam por fechar a porta por questões de segurança, ruído ou temperatura. No entanto, o “equilíbrio ideal” é mais fácil de alcançar do que parece. Não é necessário dormir com a casa inteira aberta.

“O simples gesto de deixar a porta ligeiramente entreaberta já promove uma circulação suficiente para reduzir significativamente o acúmulo de CO₂”, orienta a médica.

Caso o isolamento acústico seja indispensável, a recomendação é buscar alternativas como sistemas de ventilação mecânica ou deixar uma pequena fresta na janela para garantir a troca de oxigênio.

Karen Moskowitz/ Getty ImagesMulher branca e com os cabelos pretos dormindo em uma cama com lençóis brancos - Metrópoles
Dormir bem é necessário para manter a saúde mental. Alguns estudos sugerem que pessoas com insônia são até dez vezes mais propensas a ter depressão

Higiene do sono vai além do ar

A ventilação é uma peça fundamental de um quebra-cabeça maior chamado higiene do sono. Para que o cérebro desligue de forma eficiente, outros fatores ambientais devem ser controlados.

“A luz azul das telas é um fator crítico, pois inibe a melatonina”, pontua Gabriela médica e integrante da equipe do INKI, plataforma de consultas particulares. O cenário perfeito para um sono profundo e restaurador combina:

  1. Ventilação adequada (baixa concentração de CO₂);
  2. Escuridão total (para produção de melatonina);
  3. Silêncio;
  4. Temperatura agradável.

Ao ajustar a circulação de ar do quarto, o indivíduo adota uma intervenção gratuita e acessível que pode ser o diferencial entre acordar exausto ou verdadeiramente renovado.

 

Nesta sexta-feira (20) acontecerá mais uma programação referente à Jornada Pedagógica 2026 dos profissionais de Educação. Desta vez, as atividades voltadas a diretores, diretores-adjuntos, coordenadores pedagógicos, auxiliares da Educação e outros profissionais da área ocorrerão na sede do Instituto Federal de Alagoas (Ifal). As atividades ocorrem entre 8h e 13h.

De acordo com a secretária municipal de Educação Renilda Pereira, este momento é ainda mais especial, pois precede a volta às aulas na Rede Municipal de Ensino, que, por sua vez, acorrerá na segunda-feira (23). “A nossa intenção é que a nossa equipe esteja o mais bem preparada possível para recepcionar os nossos alunos neste momento de reencontro e trocas positivas”, disse a secretária.

Por sua vez, a prefeita Tia Júlia ressaltou a importância de investir na formação dos profissionais. “Desde antes do Carnaval os nossos técnicos e professores estão contando com capacitações especiais para que o trabalho tão necessário que desenvolvem seja ainda mais aprimorado. É uma honra proporcionar isso a eles”, declarou a gestora municipal.

 

O hábito de comer deitado, assistindo a uma série e esperando o sono chegar, pode ser mais prejudicial do que parece. De acordo com a nutricionista Raissa Bonfim, fazer a última refeição pouco antes de dormir afeta não apenas a qualidade do sono, mas também o funcionamento do cérebro — especialmente a concentração, a memória e o foco no dia seguinte.

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a especialista do departamento de Nutrição Hospitalar do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, explicou que digestão noturna interfere diretamente nos processos cognitivos.

“A produção de insulina e a liberação de hormônios digestivos podem afetar a regulação do sono e a função cerebral. As consequências, como desconforto gástrico e refluxo gastroesofágico, causam interrupções no sono e podem colocar o corpo em estresse”, afirma Raissa Bonfim.

As horas de sono durante a infância estavam associadas com um risco 50% maior de obesidade na fase adulta
Refeições logo antes de deitar pode impactar no desempenho cerebral no dia seguinte

Entenda como o hábito noturno pode afetar o foco, concentração e memória

Segundo a nutricionista, manter regularidade nos horários das refeições — principalmente no jantar e na ceia — é essencial para preservar o sono profundo. “Para iniciar o sono profundo, o corpo precisa reduzir a temperatura e a atividade metabólica, e a digestão noturna atrasa essa transição fisiológica”, explica.

O cenário pode piorar quando a refeição noturna inclui alimentos de digestão mais lenta, como ultraprocessados, itens gordurosos, picantes, ácidos ou ricos em carboidratos simples.

Hábito antes de dormir pode prejudicar a memória, foco e concentração - destaque galeria
Comidas açucaradas prejudicam o descanso
A pizza está entre os piores lanches para se fazer antes de dormir
Bebidas alcoolicas também influenciam na qualidade do sono

Priorizar esses alimentos faz com que ocorra um aumento da atividade metabólica do corpo, dificultando o controle glicêmico e gerando um ‘pico’ de insulina e um aumento da temperatura. Isso acarreta um baixo desempenho cerebral, uma vez que afeta o sono REM, que atua diretamente na regulação emocional e na consolidação da memória”, complementa.

Foto colorida de pessoa triste no trabalho ao voltar de férias - Tristeza pós-férias: médico conta por que fim do descanso afeta humor - Metrópoles
Lentidão cognitiva, irritabilidade, alterações de humor e queda de energia são algumas das consequências de comer perto da hora de dormir

A privação ou fragmentação do sono, segundo ela, tem reflexos claros no dia seguinte. “Há lentidão cognitiva, irritabilidade, alterações de humor e queda de energia, com sensação de fadiga generalizada”, garante Raissa Bonfim.

Sobre o intervalo ideal entre a última refeição e o momento de se deitar, a especialista é objetiva. “A recomendação é se deitar de duas a três horas depois de se alimentar. Caso seja uma ceia mais leve, pode ser uma hora antes”, conclui.

A morte de Anthony Gabriel, de apenas cinco anos, depois de desaparecer e ser encontrado por familiares em um córrego no bairro Feitosa, em Maceió, ainda é cercada de lacunas que precisam ser esclarecidas pela equipe de investigação da Polícia Civil. A suspeita inicial, segundo a família, foi de morte por afogamento, porém um médico que atendeu a vítima na UPA do Jacintinho disse ter encontrado sinais de abuso sexual no corpo da criança.

O tio de Anthony, Jamerson Rodrigo, conversou com a reportagem da TV Pajuçara, e declarou que acompanhava o pequeno momentos antes do desaparecimento dele. Jamerson também contou que o menino foi encontrado no córrego, de aproximadamente dois metros de profundidade, depois da localização de uma "tampinha", usada frequentemente por ele para brincar. A criança tinha Transtorno do Espectro Autista (TEA) e era não verbal.

"Eu estava brincando com o Anthony, meu filho e outro sobrinho. Por volta das 17h sentimos a falta do Anthony. Todo mundo começou a correr atrás dele e ninguém imaginava que ele vinha para esse lado do esgoto, do córrego, que é muito fundo", iniciou.

"Por volta das 20h, eu vim pra cá e encontrei uma tampinha que ele brincava. Como ele não interagia muito, ele só gostava de brincar com essa tampinha, não largava por nada. Eu a encontrei dentro do esgoto. E senti que ele [Anthony] estava aqui. Mas os vizinhos disseram que viram ele correndo mais para cima e acabei não entrando", continuou.

Após um período, com a ajuda de um vizinho, Jamerson entrou na água e resgatou o sobrinho pelas pernas. "Depois um vizinho chegou e disse: "Se você entrar, eu entro contigo". Eu fui por um lado e ele foi pelo outro, e não encontramos nada. Mas quando a gente foi pelo meio juntos, ele disse que sentiu algo. Ai eu mergulhei e puxei o Anthony pelas pernas, já desfalecido. Tentei fazer massagem nele, ele chegou a vomitar. Estava desfalecido, mas como reagiu, estava com vida. Aí pedi ajuda da Força Tática e levamos ele pra UPA".

O tio de Anthony também explicou que a equipe médica da UPA do Jacintinho realizou manobras para reanimar a criança por quase uma hora, porém sem êxito. Os familiares disseram não suspeitar do crime de violência sexual pois o médico tratou o caso inicialmente como possível afogamento, conforme relato de Jamerson. No entanto, após análise do corpo, a equipe de profissionais constatou uma "dilatação anormal no ânus com a presença de fissuras", o que aponta para um trauma recente, com a suspeita do abuso sexual.

"No momento da informação do falecimento do Anthony, ele [médico] disse que não havia sinal de violência sexual, de estupro, de nada, e que a gente poderia ficar tranquilo em relação a isso. A morte teria sido causada por afogamento. Mas ele pediu para esperar pois ia fazer o laudo do óbito. Depois, ele nos chamou e disse que havia se precipitado de dar uma informação de que não tinha sinal de violência sexual. Há uma contradição. Duas horas depois, ele disse que havia sinal de estupro. A gente quer mais esclarecimentos sobre isso", reforçou o familiar.

Vizinha diz que viu criança brincando em rua

Uma vizinha da família, identificada como Maria, conversou com o TNH1 por ligação telefônica e destacou que os pais mantinham a criança sob bons-tratos e que Anthony acabou desaparecendo no momento de uma brincadeira na rua.

Ela também reforçou que não tem conhecimento sobre a violência sexual e não tem ideia de quem poderia fazer mal à criança.

"Ele brincava com outras crianças e aí caiu no córrego. Com a queda, ele afundou e não foi mais visto. Nós fomos procurá-lo em outro ponto, achando que ele tinha sido levado pelo córrego, mas ele sempre ficou ali na parte mais funda", disse.

Investigação

A Polícia Civil de Alagoas vai iniciar a investigação do caso por meio da Delegacia de Combate aos Crimes Contra Criança e Adolescente.

Até agora, não há informações precisas sobre as circunstâncias do desaparecimento da criança ou sobre possíveis suspeitos. O laudo da necropsia será fundamental para confirmar a causa da morte.

Uma mulher identificada como Vera Lúcia Lopes, de 42 anos, morreu em um grave acidente registrado em um trecho da BR-423, nas imediações do Povoado Caraíbas do Lino, zona rural de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, nessa quarta-feira (18).

Vera Lúcia morava em Inhapi e estava em Delmiro Gouveia para visitar a filha. No momento do acidente, ela seguia na garupa de uma motocicleta conduzida pelo companheiro.

Segundo relato do próprio condutor, a motocicleta teria colidido com um caçamba. Com o impacto, o casal foi arremessado e caiu na pista, quando a mulher teria sido atingida na cabeça por uma carreta que passava pela via. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

O condutor foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), sendo encaminhado ao Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia. Até a última atualização desta matéria, não havia informações oficiais sobre o estado de saúde dele.

As circunstâncias do acidente devem ser investigadas pelas autoridades competentes.

Quando há um crescimento desordenado e incontrolável de células anormais em algum órgão, formando tumores malignos, o quadro é classificado como câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é a segunda que mais causa mortes no mundo, atrás apenas das condições cardiovasculares. Apesar de ser minoria, em alguns casos os tumores são transmitidos geneticamente de forma hereditária.

Quando o quadro tumoral é classificado como hereditário, não quer dizer que os pais passaram o câncer diretamente ao filho, mas sim que uma alteração genética capaz de aumentar o risco do desenvolvimento da doença foi herdado.

“Não significa que a pessoa obrigatoriamente terá câncer, mas ela apresenta um risco significativamente maior do que a população geral. Chamamos de alto risco quando ele é pelo menos cinco vezes superior ao risco basal da população”, explica a médica oncogeneticista Renata Sandoval, do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.

A situação se difere de outros cânceres que progridem através de mudanças no material genético (DNA) provocadas por erros naturais da divisão celular ou por exposição a fatores ambientais, como radiação ultravioleta ou substâncias carcinogênicas.

“Por exemplo, no câncer de pele, a radiação ultravioleta do sol pode provocar mutações acumuladas no DNA das células da pele até que elas passem a se multiplicar de forma desregulada. O câncer é uma doença genética, mas na maioria das vezes é adquirido”, exemplifica a oncogeneticista.

Estima-se que menos de 10% dos casos cancerígenos sejam tumores hereditários. Entre os que mais possuem associação com alterações genéticas estão alguns tipos de câncer de mama, especialmente em homens, e certas variedades de câncer de próstata e ovário.

A ligação também é muito presente em quadros de câncer adrenocortical na infância, que em 90% das vezes estão associados à ocorrência da síndrome de Li-Fraumeni, condição que pode causar mutação no gene supressor de tumor TP53.

“Mais recentemente, também temos observado alguns tipos de câncer de pulmão com associação genética. Na prática, qualquer câncer pode ser hereditário quando existe um defeito genético transmitido de pai para filho, aumentando o risco de desenvolvimento da doença”, aponta a oncologista Patrícia Schorn, coordenadora do Centro de Oncologia do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.

Thom Leach/Science Photo Library/Getty ImagesIlustração representando a terapia com linfócitos infiltrantes de tumor (TIL) para o tratamento do câncer. Durante a terapia com TIL, células T (azuis) que reconhecem células tumorais (vermelhas) são obtidas do paciente. Metrópoles
O código genético pode carregar mutações que aumentam as chances de desenvolver câncer

Quando o caso é passível de investigação

Alguns sinais são essenciais para apontar que há risco de câncer hereditário na família. Quanto mais rápido for identificada a presença da condição, maiores são as chances de sucesso no tratamento, caso a doença se desenvolva. Entre os principais padrões de suspeita, estão:

“Diante desses históricos, encaminha-se a família para avaliação com um geneticista. O especialista faz uma análise detalhada da história familiar, identifica qual gene pode estar envolvido e solicita um painel genético direcionado ou mais amplo, dependendo do caso”, diz Patrícia.

Descoberta de câncer genético influencia conduta médica

Assim que é identificada a hereditariedade, a conduta médica se altera. Indivíduos da família que possui a condição passam a investigar possíveis doenças tumorais bem mais cedo que a população em geral. A atitude é essencial para prevenção do avanço de possíveis cânceres.

“A recomendação geral é iniciar colonoscopia aos 45 anos, por exemplo, mas pessoas com síndromes genéticas podem precisar começar aos 10 ou 12 anos. No caso do câncer de ovário, o risco na população geral é de cerca de 1%, o que não justifica retirar os ovários de todas as mulheres. Porém, pessoas com mutação no gene BRCA1 podem ter risco de até 44%. Nesse caso, recomenda-se a retirada preventiva dos ovários entre 35 e 40 anos”, afirma Renata.

Para Patrícia, a detecção da condição hereditária eleva as chances de diagnóstico precoce e, consequentemente, as possibilidades de cura. “O conhecimento da mutação permite até a retirada preventiva de um órgão com alto risco de desenvolver câncer, o que pode salvar a vida do paciente”, conclui a oncologista.

O câncer colorretal, antes associado sobretudo a adultos mais velhos, avança cada vez mais entre homens e mulheres jovens. Nos Estados Unidos, já é a neoplasia que mais mata abaixo dos 50 anos.

As mortes do ator de Dawson’s Creek, James Van Der Beek, aos 48 anos nesta semana, e, em 2020, da estrela de Pantera Negra, Chadwick Boseman, aos 43, destacaram o risco para adultos relativamente jovens. A doença, também conhecida como câncer de intestino, vem sendo diagnosticada até mesmo em pessoas na casa dos 20 anos — algo que, até pouco tempo atrás, era excepcional.

“Agora estamos começando a ver cada vez mais pessoas de 20, 30 e 40 anos desenvolvendo câncer de cólon. No início da minha carreira, ninguém dessa idade tinha câncer colorretal”, diz John Marshall, do Centro Oncológico Lombardi da Universidade de Georgetown, oncologista há mais de três décadas.

A tendência também foi identificada em um estudo publicado na revista científica The Lancet Oncology em 2025. Ao analisar dados de 50 países, os pesquisadores constataram a incidência de câncer colorretal de início precoce em 27 deles. Em 20, o avanço ocorreu exclusivamente entre os mais jovens – ou cresceu mais rápido nesse grupo do que entre os adultos mais velhos.

A seguir, o que você precisa saber sobre o câncer colorretal e como se proteger.

Quão comum é o câncer colorretal?

Mais de 158 mil casos de câncer colorretal serão diagnosticados nos EUA este ano, segundo a Sociedade Americana do Câncer. Entre todas as idades, é a segunda principal causa de morte por câncer no país, atrás apenas do câncer de pulmão, e deve tirar mais de 55 mil vidas este ano.

No caso do Brasil, é o terceiro tipo mais comum de câncer, com 45.630 novos estimados por ano. A mortalidade relacionada ao tumor de cólon e reto aumentou quase 50% nas últimas duas décadas, mostra levantamento do Estadão. Uma das vítimas foi a cantora Preta Gil, em 2025, aos 50 anos.

Estudo da Fundação do Câncer identificou que mais de 60% dos casos no Brasil são diagnosticados tardiamente. A projeção é que mortes pela doença cresçam 36% até 2040.

Contudo, o avanço de exames preventivos tem contribuído para a detecção de tumores em estágios iniciais.

De acordo com os pesquisadores Christopher Lieu e Andrea Dwyer, em artigo publicado na revista The Conversation, quando o câncer é detectado precocemente, as taxas de sobrevivência em cinco anos podem ficar entre 80% e 90%. Nesses casos, os pólipos pré‑cancerígenos podem ser removidos.

Já quando é descoberto em fases avançadas, após se espalhar para outras partes do corpo, a sobrevivência pode cair para cerca de 10% a 15%, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

Câncer de intestino cresce entre jovens. Saiba os fatores de risco - destaque galeria
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De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que o problema tenha provocado o óbito de cerca de 20 mil pessoas no Brasil apenas em 2019

O mês de março é dedicado à divulgação de informações sobre a doença. Se detectado precocemente, o câncer de intestino é tratável e o paciente pode ser curado
Os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação pobre em frutas, vegetais e fibras
Doenças inflamatórias do intestino, como retocolite ulcerativa crônica e doença de Crohn, também aumentam o risco de câncer do intestino, bem como doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC)
Doses de café pode reduzir em 30% risco de câncer de intestino

Quem está em maior risco?

A grande maioria dos casos e mortes por câncer de intestino ainda ocorre em pessoas com 50 anos ou mais. Mas, embora ainda seja relativamente raro entre menores de 50 anos, os diagnósticos nesse grupo vêm aumentando desde o início dos anos 2000.

No mês passado, pesquisadores da Sociedade Americana do Câncer relataram que a mortalidade por tumores colorretais entre americanos com menos de 50 anos aumentou 1,1% ao ano desde 2005, tornando‑se a neoplasia mais letal nessa faixa etária. Este ano, a entidade estima que 3.890 pessoas abaixo dos 50 anos morrerão em decorrência da doença.

Os fatores de risco em qualquer idade incluem obesidade, falta de atividade física, dieta rica em carne vermelha ou processada e pobre em frutas e verduras, tabagismo, consumo excessivo de álcool, doença inflamatória intestinal e histórico familiar de câncer colorretal.

Pesquisas recentes também relacionam o aumento de casos precoces ao maior consumo de ultraprocessados e ao sedentarismo, embora essas associações ainda não provem uma causa direta. Em qualquer cenário, a incidência do câncer de cólon e reto está associada a hábitos de vida.

Marshall recomenda o consumo de frutas, verduras e grãos integrais. “A carne [vermelha] não é ruim, mas devemos comer menos”, diz ele. Atividades físicas também são indicadas. Estudo recente mostrou que um programa de exercícios de três anos melhorou a sobrevivência de pacientes com câncer de cólon e reduziu a recorrência da doença.

Segundo Lieu e Dwyer, mesmo o consumo moderado de álcool pode aumentar o risco da doença.

Quais são os sintomas do câncer de intestino?

Os sintomas incluem sangue nas fezes ou sangramento retal, mudanças nos hábitos intestinais, como diarreia, constipação ou fezes afinadas por dias, perda de peso involuntária,e cólicas ou dor abdominal. Outro possível sinal é a anemia sem causa aparente, detectada em exames de sangue.

“Não ignore os sintomas. Procure avaliação”, enfatizou Marshall. As chances de sobrevivência são muito maiores quando o câncer é diagnosticado cedo, antes de se espalhar.

Quando fazer exames de rastreamento?

As diretrizes médicas recomendam que adultos com risco médio iniciem os exames preventivos aos 45 anos. Quem tem risco aumentado deve conversar com o médico sobre começar essa avaliação ainda mais cedo.

A frequência depende do tipo de detecção. Há várias opções, incluindo testes de fezes, que podem ser feitos anualmente, ou colonoscopias, a cada 10 anos, desde que não sejam encontrados problemas. Exames de sangue para adultos a partir de 45 anos também podem ajudar a detectar a doença.

Pessoas com alto risco – por histórico familiar, doenças hereditárias ou doença inflamatória intestinal – geralmente precisam de colonoscopias mais precoces e frequentes do que a população geral.

O que causa o aumento do câncer colorretal em adultos jovens?

A ciência ainda não definiu uma correlação para o aumento de casos em adultos jovens. Marshall, de Georgetown, destaca que muitos pacientes jovens não apresentam os fatores de risco tradicionais, por exemplo. Ele sugere que mudanças nas bactérias intestinais, o microbioma, poderiam desempenhar um papel.

Outros pesquisadores também investigam o possível impacto do desequilíbrio da microbiota intestinal, conhecido como disbiose, que pode gerar inflamação e efeitos negativos à saúde, incluindo maior risco de câncer.

Além disso, o local onde o tumor aparece ao longo do cólon, que tem formato semelhante a um ponto de interrogação, começando de um lado do abdômen, curvando‑se para o outro e terminando no reto, influencia sua agressividade e o tratamento.

Marshall afirma que há uma diferença marcante entre os locais onde tumores tendem a surgir em pessoas mais jovens e mais velhas. Estudos mostram que adultos jovens tendem a desenvolver tumores no lado esquerdo do cólon e no reto, que levam a sintomas mais evidentes, como sangramento e alteração de hábitos intestinais.

Copos de plástico para transportar cafés e bebidas quentes para viagem não são necessariamente uma novidade, mas apesar muito comuns, eles podem ser os responsáveis pela ingestão de milhares de partículas de microplástico diariamente, pelo menos é o que afirma um estudo publicado na Journal of Hazardous Materials: Plastics.

Para realizar o estudo, os pesquisadores analisaram uma base de dados científicos entre os anos de 2000 e 2023, na qual observaram os efeitos da temperatura da água na liberação de microplásticos em diferentes materiais de copos descartáveis. Além disso, para entender o problema fora do laboratório, foram coletados cerca de 400 copos descartáveis de café em Brisbane, na Áustria. Simulando bebidas quente e geladas, os copos foram submetidos a temperaturas que variaram entre 0º a 60 º.

Andrew Neel/PexelsCafé gelado
Copos de plástico para o transporte e consumo de bebidas quentes como o café podem aumentar a ingestão de microplásticos

Líquidos quentes em copos de plástico podem liberar milhões de microplásticos

A conclusão dos pesquisadores é que a liberação de microplásticos acontece especialmente quando a bebida, ainda quente, é colocada em recipientes feitos a partir de polietileno, polipropileno, poliestireno — materiais que possuem pouca resistência ao calor. Quanto mais quente estiver a bebida, mais rápida é a degradação do recipiente e a ingestão do microplático.

A depender do material, em um litro da bebida podem ser encontradas até 8 milhões de resíduos, e mais: não importa muito quanto tempo a bebida fica em contato com o plástico, mas sim em qual temperatura o líquido estava no momento em que tocou o copo pela primeira vez.

A boa notícia é que recipientes em que o plástico reveste apenas o interior costumam liberar menos microplásticos que aqueles que são feitos inteiramente do material. Para minimizas riscos, a sugestão dos pesquisadores é adotar copos reutilizáveis com vidro, cerâmica ou porcelana. Outra medida, pode ser pedir que a bebida não seja colocada tão quente no recipiente.

Getty ImagesFoto Macro de um monte de microplásticos - danos aos corpo humano

Em 2019, um grupo de arqueólogos descobriu em Córdoba, na Espanha, um pequeno fragmento ósseo de um animal não nativo. Uma análise posterior revelou que o osso tinha 2,2 mil anos e era de um elefante.

A descoberta dessa peça do tamanho de uma bola de beisebol, junto com outros materiais bélicos, indicaria que esse paquiderme poderia ser um dos elefantes de guerra usados pelo general cartaginês Aníbal Barca durante a Segunda Guerra Púnica (218-202 a.C.), o maior conflito entre Roma e Cartago (hoje Tunísia).

Se confirmado, esta seria a primeira evidência direta do uso bélico desses animais na Espanha e na Europa Ocidental, conforme detalha um estudo publicado recentemente no Journal of Archaeological Science: Reports.

Uma campanha lendária até os Alpes

Aníbal liderou uma das expedições militares mais ousadas da história antiga: partiu da Península Ibérica, cruzou a cordilheira dos Pirineus e o sul da Gália (região hoje situada na França, Bélgica e Suíça) e atravessou os Alpes com 37 elefantes para atacar a República Romana.

A travessia do estrategista militar foi narrada como um feito épico. A ideia dos cartagineses era usar esses animais enormes como arma psicológica e intimidar os inimigos. Transportá-los para a Europa teria exigido uma logística complexa.

“Durante séculos, a imagem de Aníbal guiando seus elefantes através dos Alpes tornou-se um ícone, um tema recorrente adotado por músicos, escritores e dramaturgos, e com o tempo também pela indústria cinematográfica”, escrevem os autores.

Possível marco histórico

O fragmento apareceu no sítio arqueológico Colinas de los Quemados, perto de Córdoba. Segundo os autores, além de algumas pegadas e vestígios isolados, quase não havia evidências físicas da passagem dos elefantes de Aníbal pela Europa Ocidental.

Por isso, a descoberta do carpo — uma parte do “tornozelo” — da pata dianteira direita do elefante “pode ser um marco histórico”, nas palavras de Rafael Martínez Sánchez, arqueólogo da Universidade de Córdoba e autor principal do estudo. Isso porque, segundo ele explicou à Live Science, até então não havia nenhum “testemunho arqueológico direto do uso desses animais” na Península Ibérica.

Em artigo publicado em 2023 no El País, Martínez Sánchez afirmou que “esse osso discreto pode ser interpretado como prova da presença desses animais nos arredores da atual Córdoba entre os séculos 4 e 2 a.C.”.

Martínez Sánchez et al., J. of Arch Sci: Rep. , 2026Ossos de elefante - Metrópoles

Elefante asiático ou cartaginês?

Depois de descobrirem que se tratava de um paquiderme, os autores agora tentam determinar se era um elefante asiático (Elephas maximus indicus) — usado por Cartago na Primeira Guerra Púnica (264-241 a.C.) — ou um cartaginês (Loxodonta africana pharaonensis), uma subespécie africana já extinta.

No mesmo sítio arqueológico também foram encontrados 12 projéteis esféricos, possivelmente munição de catapultas cartaginesas, o que reforça a hipótese de que o elefante morreu num campo de batalha numa aldeia fortificada perto de Córdoba.

Para os autores, esses antecedentes reforçam a ideia da “passagem dos gigantescos ‘tanques da antiguidade’ pela Península Ibérica”.

Uma guerra decisiva no Mediterrâneo

A Segunda Guerra Púnica opôs a República Romana e Cartago pelo controle do Mediterrâneo. Embora muitos dos elefantes não tenham sobrevivido à travessia alpina, o exército de Aníbal obteve vitórias importantes, como a Batalha de Canas (216 a.C.), onde derrotou os romanos, mesmo com contingente menor.

Em 203 a.C., Aníbal retornou a Cartago para defendê-la do cerco romano. Finalmente, a cidade foi derrotada. Aníbal fugiu e se suicidou para evitar ser capturado.

Após a Terceira Guerra Púnica (149-146 a.C.), Cartago, uma cidade que havia sido fundada por colonos fenícios, ficou destruída e desapareceu como potência.

Muitos dias de festa, pouca água, pouco sono e comida fora de hora. Assim, é comum o corpo “pedir arrego”. Muita gente sai da folia com gripe, herpes, crise de sinusite ou pura exaustão.

Isso não é acaso: o organismo passa por um período de estresse intenso, físico e emocional, que mexe diretamente com o sistema de defesa. Entender esse processo é o primeiro passo para recuperar a imunidade após o Carnaval sem pânico, mas com cuidado.

O “modo sobrevivência”: como o corpo te mantém em pé na folia

Durante o Carnaval, o corpo entra quase em um “modo turbo” de sobrevivência. Dois hormônios comandam essa fase: adrenalina e cortisol.

No curto prazo, isso é útil: você aguenta calor, multidão, pouco sono e longas horas em pé ou dançando.

Mas existe um preço:

Ou seja: durante a folia, o corpo segura as pontas. Quando a festa acaba, vem o crash.

O “crash” pós-Carnaval: o que acontece nas 48–72 horas seguintes

Nas 24 a 72 horas depois do Carnaval, o corpo entra em fase de recuperação. É aqui que muita gente sente o baque.

O que tende a acontecer nesse período:

O sistema imunológico, que já vinha sobrecarregado, encontra:

Resultado: menos células de defesa funcionando bem, mais facilidade para ficar doente. É por isso que falar em recuperação imunológica rápida faz tanto sentido após a folia.

Os 3 pilares da queda imunológica pós-Carnaval

1. Sono bagunçado

Dormir pouco ou muito mal reduz a produção de células T, fundamentais na defesa contra infecções. Além disso, o corpo perde tempo precioso de reparo celular.

No Carnaval é comum:

Isso abre caminho para cansaço extremo e baixa imunidade.

2. Desidratação, álcool e mucosas desprotegidas

Álcool em excesso, calor e pouca água são o combo clássico da folia.

Consequências para a imunidade:

Quando essa barreira natural fica fragilizada, vírus e bactérias encontram caminho mais fácil.

3. Esforço físico + alimentação desorganizada

Dançar, caminhar muito, ficar em pé por horas…
Tudo isso é gasto físico considerável, muitas vezes sem preparo prévio.

Somado a:

o corpo recebe muita carga e pouco nutriente de verdade.

Os músculos inflamam, o corpo acumula toxinas e faltam vitaminas e minerais que ajudam a reforçar o sistema imunológico.

Como fortalecer a imunidade depois da folia?

A boa notícia: com pequenos ajustes, você pode recuperar a imunidade após o Carnaval de forma mais rápida e segura.

Quais alimentos ajudam na recuperação imunológica?

Prefira alimentos naturais, frescos e variados. Algumas boas escolhas:

Evite, pelo menos por alguns dias:

Eles aumentam inflamação e atrasam a recuperação rápida da imunidade.

Hidratação estratégica

A palavra de ordem é reidratar.

Dicas práticas de cuidados pós-Carnaval:

Tudo isso favorece a defesa do trato respiratório.

Sono e descanso: prioridade absoluta

Quer recuperar imunidade após Carnaval? Durma.

Não é “preguiça”, é estratégia de saúde.
O corpo precisa dessas noites bem dormidas para recalibrar hormônios e refazer a linha de frente das defesas.

Movimento leve para ajudar o corpo

Mesmo cansado, ficar totalmente parado não é a melhor opção.

Aposte em:

Isso melhora circulação, reduz dores musculares e ajuda a baixar o nível de estresse, favorecendo a recuperação rápida da imunidade.

Mitos e verdades sobre reforçar a imunidade depois da folia

“Tomar vitamina C agora vai impedir qualquer doença”

Mito (em parte).
Vitamina C é importante, mas seu efeito não é imediato a ponto de “blindar” o corpo de um dia para o outro.
Ela funciona melhor como prevenção contínua, dentro de um padrão alimentar equilibrado.

“Suplementos garantem imunidade forte”

Mito.
Suplementos podem ajudar em casos específicos, com avaliação profissional.
Mas não substituem:

Sem esses pilares, nenhuma cápsula faz milagre em termos de recuperação imunológica rápida.

Quando devo procurar um médico após o Carnaval?

Alguns sinais exigem atenção médica. Não vale insistir só em “remedinho caseiro” nesses casos.

Procure ajuda se você tiver:

Nessas situações, a orientação é sempre buscar um profissional de saúde ou serviço de urgência para avaliação.

Cuidar da imunidade não é só coisa de pós-Carnaval

As dicas para recuperar a imunidade depois da folia valem para o ano todo.
A diferença é que, após o Carnaval, o corpo está mais vulnerável e precisa de atenção redobrada.

Alimentação de verdade, hidratação, sono, movimento e manejo do estresse formam o pacote básico para reforçar o sistema imunológico.
Suplementos como vitamina C, zinco ou probióticos podem ser aliados, desde que usados com orientação profissional.

Se você sente que vive repetindo o ciclo “festas → queda de imunidade → adoecimento”,
vale conversar com seu médico e, se possível, fazer um acompanhamento mais próximo.

Seu corpo segurou a onda durante a folia.
Agora é a sua vez de retribuir, com cuidados pós-Carnaval que vão muito além de curar a ressaca:
vão ajudar você a envelhecer melhor, com mais energia, saúde e qualidade de vida.

Se na vida corporativa parte da força de trabalho migrou para o modelo remoto, no Primeiro Comando da Capital (PCC) o cenário é outro. O mais recente organograma produzido pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo (Dipol) revela que 37 dos 89 integrantes efetivos da cúpula da facção estão atuando “presencialmente” nas ruas.

Isso significa que 42% das principais lideranças do PCC mapeadas pela polícia estão em liberdade, foragidos ou sem mandado de prisão vigente, coordenando ações da maior organização criminosa do país, sem o que seria um “home-office” prisional — como ocorre com 52 chefões encarcerados que, de alguma forma, ainda comandam o tráfico de drogas, principal fonte de receita da facção paulista.

O organograma completo reúne 100 nomes. Desses, cinco são de membros “decretados”, ou seja, expulsos da facção e jurados de morte após o racha na cúpula. Outros seis são apontados como colaboradores ou associados, que atuam em favor do grupo, seja no tráfico de drogas, seja na lavagem de dinheiro, mas não passaram pelo chamado “batismo” formal.

Desta forma, 89 nomes integram oficialmente os quadros da facção, segundo a inteligência da Polícia Civil, sendo 52 presos e 37 soltos. O levantamento policial revela que, embora parte expressiva da liderança esteja no sistema prisional, a organização mantém quase metade de seus principais nomes fora das grades.

Marcola ainda é principal liderança

O novo levantamento policial apontou que a facção continua estruturada com um núcleo de liderança formal, cujo principal nome ainda é o de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, tido como líder máximo da facção paulista e atualmente cumprindo pena em regime de segurança máxima no Sistema Penitenciário Federal.

Abaixo de Marcola na “sintonia final”, surgem outros 14 nomes. Alguns estão presos em penitenciárias federais, como Cláudio Barbará da Silva, o Barbará; Almir Rodrigues da Silva, o Nenê do Simeone; Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal; e Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola.

Na alta cúpula, o único integrante fora da prisão é Adeilton Gonçalves da Silva, o Maranhão. Apesar da posição estratégica no topo da hierarquia do PCC, Maranhão é um criminoso com poucos rastros judiciais públicos. A reportagem localizou apenas três processos no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), todos já encerrados, relacionados a porte ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

Reorganização na Era Marcola

Como o Metrópoles já mostrou, o modelo das sintonias foi consolidado após Marcola assumir a liderança da facção, no início dos anos 2000. Ao chegar ao comando, ele promoveu uma reorganização interna que reduziu a dependência de um líder único e criou divisões funcionais permanentes.

A estratégia permitiu que o PCC continuasse operando mesmo com chefes transferidos para presídios federais de segurança máxima. A estrutura segmentada dificultou o desmonte completo da organização e facilitou sua expansão para outros estados e para o exterior.

Associado é homem de confiança da cúpula

Entre os associados, está Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, apontado como principal aliado e operador de confiança de Marcola. Mesmo sem ser formalmente batizado no PCC, Fuminho é tratado pelas investigações como peça-chave no tráfico internacional de drogas e no apoio logístico ao comando da organização. Ele está preso.

Outro nome listado como associado é o do empresário Mohamad Hussein Mourad, o João Primo, que permanece em liberdade. Segundo investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), Primo teria atuado na lavagem de dinheiro da organização criminosa por meio do comércio de combustíveis, movimentando mais de R$ 8 bilhões em operações financeiras ligadas ao grupo.

Jurados de morte após o racha

Cinco nomes aparecem na coluna dos chamados “decretados”– integrantes que romperam com o comando central e passaram a ser considerados alvos internos da facção:

Valdeci Alves dos Santos, o Colorido – Ex-número 2 nas ruas do PCC, atuava como operador financeiro e articulador externo. Após o racha, tornou-se alvo do próprio grupo.

Abel Pacheco de Andrade, o Vida Loka – Integrante histórico da cúpula e responsável por transmitir ordens estratégicas. Com a divisão interna, perdeu espaço e passou à condição de jurado.

Daniel Vinícius Canônico, o Cego – Nome antigo da liderança, aderiu à dissidência contra Marcola e passou a integrar a lista de ameaçados.

Roberto Soriano, o Tiriça – Considerado um dos principais rivais internos de Marcola. Após divergências no comando, foi excluído do núcleo central.

Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho – Ex-chefe com influência no Sistema Prisional Federal, entrou em rota de colisão com a liderança atual durante o racha.

O governo de Israel determinou nesta quarta-feira (18) o alerta máximo de seus serviços de segurança interna e emergência para a eventualidade de uma guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Não houve mobilização militar para participar do conflito, mas isso parece inevitável caso Donald Trump decida atacar.

O alerta, segundo múltiplos relatos na imprensa do país, inclui o Comando da Frente Interna e os serviços de ambulância e resgate a ele associados. Não houve um anúncio formal do governo de Binyamin Netanyahu, mas uma reunião de gabinete que estava marcada para o domingo (22) foi adiada.

Segundo a Folha ouviu por mensagem de um cirurgião que trabalha no Centro Médico da Galiléia, perto da fronteira com o Líbano, o hospital subterrâneo da localidade já está de prontidão. A poucos quilômetros do vizinho, a região é alvo constante do Hezbollah quando há embates entre o grupo apoiado pelo Irã e Israel.O grupo fundamentalista está enfraquecido após ter sido duramente castigado por Tel Aviv durante o conflito subsequente ao atentado dos terroristas do Hamas contra Israel em 2023, que levou à obliteração da Faixa de Gaza. Mas ainda retém capacidades.

Mais preocupante para os israelense é a repetição da campanha de ataques com mísseis balísticos pelo Irã em caso de ser atacado. O Estado judeu, maior aliado dos americanos no Oriente Médio e uma potência nuclear com 90 ogivas, é alvo óbvio de retaliações.

Quando Netanyahu atacou alvos do programa nuclear e forças militares do Irã, em junho passado, a teocracia lançou algo entre 500 e 600 mísseis contra Israel. Quase 90% deles foram abatidos, mas os que passaram mataram cerca de 30 pessoas e feriram outras 3.000.

Na mão contrária, a ação israelense matou cerca de 600 iranianos. Moradores de Tel Aviv e região relatam que já estão checando suas provisões e quartos blindados para o caso de a guerra estourar.

No ano passado, de todo modo, o Irã foi dominado militarmente nos ares por Israel. Não há indicação de que agora será diferente, mas parece correto assumir que a teocracia tenha mudado táticas e preparativos, ao menos para fins retaliatórios.

Há uma certeza universal de que Netanyahu irá entrar no conflito se Trump o fizer. O apoio militar é significativo: cerca de 300 caças estão à mão para incursões, aproximadamente o mesmo volume deste tipo de aeronave que os EUA terão mobilizadas quando seu segundo grupo de porta-aviões chegar à região.

Mas a defesa aérea do Estado judeu é motivo de preocupação dos moradores. Segundo reportagens recentes, elas foram usadas de forma intensiva contra os ataques de junho passado, e não houve tempo para repor os mísseis de interceptação do sistema com três camadas de proteção usado por Israel.

O goveno não comenta isso, mas sabe que além do Irã, é bastante provável que rebeldes houthis em trégua com o Ocidente no Iêmen desde o cessar fogo de 2025 poderão lançar vários modelos não só contra embarcações no mar Vermelho, mas também contra Israel. Os houthis são aliados de Teerã.

O Hezbollah, por sua vez, parece estar bastante debilitado depois da campanha que dizimou sua liderança e degradou suas capacidades, que eram formidáveis em termos regionais. Mas o risco para ao menos as populações da faixa fronteiriça não é desprezível.

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