

Rio de Janeiro — O arsenal de guerra encontrado nas mãos do Comando Vermelho (CV) durante a megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha revela uma dimensão milionária do poder bélico da facção. Só em fuzis, o material apreendido chega a 91 armas longas, avaliadas em cerca de R$ 5,4 milhões, de acordo com estimativas da Polícia Civil. O cálculo considera um valor médio de R$ 60 mil por unidade no mercado ilícito.
Ao todo, foram 118 armas de fogo confiscadas, incluindo pistolas, um revólver e 14 artefatos explosivos. Todas estavam prontas para uso e equipadas com acessórios de precisão, como lunetas e miras holográficas, capazes de aumentar o alcance e a letalidade dos disparos.

Marcas do crime interestadual
As inscrições encontradas em parte dos fuzis chamaram a atenção dos investigadores. Siglas como “CV AM” e frases como “Tropa de Manaus” estavam gravadas no armamento. Para a polícia, as marcas reforçam o avanço nacional da facção e o uso de armas por criminosos de outros estados que estariam refugiados na Penha e no Alemão.

Entre os 113 presos, 33 vieram de fora do Rio de Janeiro, com destaque para traficantes da Bahia, Amazonas, Ceará e Pernambuco.

Operação de guerra
A Operação Contenção mobilizou 2.500 policiais civis e militares, com apoio de helicópteros, blindados e drones. Do lado dos criminosos, a reação incluiu tecnologia semelhante, com drones adaptados para lançar explosivos.
O objetivo, segundo o governo, era conter a expansão territorial do Comando Vermelho e prender lideranças que teriam se escondido nas comunidades.
Cerca de 546 mil pessoas morrem por ano em todo mundo por causa do calor, e, apenas em 2024, outras 154 mil mortes foram provocadas pela fumaça dos incêndios florestais. Esses são alguns dos alertas do relatório Contagem regressiva em saúde e mudanças climáticas, elaborado por mais de cem cientistas de diversos países para a revista The Lancet, em parceria com a Organização Mundial da Saúde.
Publicado nesta quarta-feira (29), na Inglaterra, o documento pretende se antecipar à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que começa no dia 10 de novembro, em Belém, no Pará. O relatório apela por uma redução consistente do uso de combustíveis fósseis e das emissões de gases do efeito estufa e também por adaptações que minimizem seus efeitos para a população.
“Com os impactos das mudanças climáticas aumentando, a saúde e a vida dos 8 bilhões de habitantes do mundo estão agora em risco”, enfatizam os cientistas.
O texto lembra que 2024 foi o ano mais quente da história, o que fez com que 12 dos 20 indicadores que monitoram os riscos à saúde relacionados às mudanças climáticas atingissem níveis sem precedentes. Entre 2020 e 2024, as pessoas foram expostas a ondas de calor em 19 dias por ano, em média, e 16 deles não teriam ocorrido se não fosse pelo aquecimento global.
A revista também divulgou um compilado de dados do Brasil. No período de 2020 a 2024, ocorreram 7,7 mil mortes anuais associadas à fumaça dos incêndios florestais. Estima-se também outras 3,6 mil mortes por ano no país relacionadas ao calor, considerando o período de 2012 a 2021. Os pesquisadores também calcularam que a população brasileira foi exposta a 15,6 dias de onda de calor, em média, e 94% deles não teriam acontecido sem as mudanças climáticas.
Além disso, o relatório aponta que a proporção de terras que experimentaram pelo menos um mês de seca extrema por ano chegou a 72% no período de 2020 a 2024, quase dez vezes mais do que o observado nas décadas de 50 e 60.
Foi lançada ainda uma publicação sobre a América Latina, alertando que a temperatura média da região tem crescido de maneira constante desde os anos 2000, alcançando um recorde de 24,3 graus Celsius (°C) em 2024. Com isso, as mortes relacionadas ao calor chegam a 13 mil por ano.
Apesar disso, o relatório manifesta esperança nas negociações internacionais, ressalvando que “construir um futuro resiliente exige transformar fundamentalmente nossos sistemas de energia e reduzir nossa dependência de combustíveis fósseis”.
A publicação ressalta também que a adaptação “não é mais opcional, mas sim uma necessidade essencial e inegociável”, para que se possa “reduzir os riscos climáticos, aumentar a resiliência e enfrentar as desigualdades socioeconômicas existentes”.
“À medida que se aproxima a COP30 em Belém, o Brasil desponta como um farol de esperança e transformação, com uma oportunidade única de liderar ações de adaptação e mitigação climática que priorizem a saúde, promovendo o desenvolvimento sustentável e o bem-estar para todos”, afirma o documento.
A operação mais letal da história do Rio de Janeiro segue repercutindo na imprensa internacional. Com o número de mortos atualizado para 119 nesta quarta-feira (29/10), veículos de diversos países destacaram o choque mundial com a ação das forças de segurança nos complexos do Alemão e da Penha, que deixou também quatro policiais entre as vítimas.
Desde terça-feira (28/10), a mídia estrangeira acompanha de perto a megaoperação, que o governo do estado classificou como um “sucesso” contra o Comando Vermelho, enquanto organizações de direitos humanos e veículos internacionais apontam para o elevado número de mortos e a falta de transparência nas informações oficiais.
O jornal Süddeutsche Zeitung (SZ), um dos principais da Alemanha, descreveu que o Rio de Janeiro vive uma “situação semelhante a uma guerra civil”.
“Trata-se do confronto mais sangrento entre a polícia e grupos criminais da história da cidade”, escreveu o SZ.
Já o portal argentino Clarín mantém cobertura ao vivo sobre o caso e classificou a operação como um “massacre”. O jornal relatou que moradores encontraram dezenas de corpos em áreas de mata e praças da Penha e do Alemão, muitos ainda sem identificação.
Nesta quarta, o Ministério da Segurança argentino colocou as fronteiras em “alerta máximo” para monitorar eventuais deslocamentos de criminosos, segundo a ministra Patricia Bullrich. “Vamos observar com atenção todos os brasileiros que cruzem a fronteira, sem confundir turistas com membros do Comando Vermelho”, disse ao Clarín.
Na mesma reportagem, o jornal repercutiu as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, segundo o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, ficou “estarrecido” com o número de mortos.
O espanhol El País destacou que o número de mortos subiu após moradores localizarem corpos não incluídos no balanço oficial. “Os vizinhos encontraram cerca de 60 corpos adicionais em uma floresta próxima”, escreveu o jornal, informando que a operação “se tornou a mais sangrenta da história do Brasil”.
O diário descreveu um “Rio silencioso e esvaziado”, com ruas desertas e moradores aterrorizados após o dia de confrontos.
A agência TASS, da Rússia, informou que “as vítimas incluíam não apenas membros de grupos criminosos e policiais mortos em serviço, mas também civis”.
O francês Le Monde noticiou o número de 2,5 mil policiais envolvidos e ressaltou a reação da ONU, que se disse “horrorizada” e pediu investigação rápida sobre as mortes. O jornal mencionou relatos de corpos com tiros na nuca e facadas, citando advogados e organizações locais de direitos humanos.
Já o colombiano El Tiempo afirmou que as operações “se tornaram rotina nas favelas cariocas, onde agentes e traficantes se enfrentam e a população fica presa no fogo cruzado”.
Um casal de Juiz de Fora/MG conseguiu na Justiça autorização para registrar a filha com o nome Mariana Leão, após o pedido ter sido negado pelo cartório. A decisão judicial reconheceu que o nome não possui caráter vexatório e garantiu o registro, realizado no dia 20 de outubro, quando a criança completou dois meses de vida. As informações são do G1.
A menina nasceu em 20 de agosto, mas o cartório da cidade recusou o registro com o argumento de que o nome poderia "expor a criança ao ridículo", por se tratar de um termo associado a um animal, além de não ser considerado nome próprio nem feminino.
Inconformados, os pais recorreram à Justiça. Segundo a mãe, que preferiu não se identificar, o nome foi escolhido como homenagem religiosa e tem significado especial para a família.
"A homenagem começa com o nome 'Mariana', que significa cheia de graça. Para a Igreja Católica, este é o ano jubilar, o ano da graça. Pensamos em vários nomes compostos e nos perguntamos: por que não homenagear o Papa Leão XIV e todos os outros que usaram o mesmo nome?", relatou.
O caso foi analisado pela vara de Sucessões, Empresarial e de Registros Públicos da comarca de Juiz de Fora. O juiz de Direito Augusto Vinícius Fonseca e Silva determinou o registro imediato do nome, afirmando que a recusa do cartório não tinha base legal.
Na decisão, o magistrado destacou que "a mera associação de um nome a um elemento da natureza, seja flora ou fauna, não o torna, por si só, vexatório". Ele também ressaltou que o nome Mariana Leão possui "significado digno e respeitável" e que a homenagem religiosa afasta qualquer conotação pejorativa.
Outros casos semelhantes
Casos de recusa de nomes em cartórios têm se tornado mais frequentes e, em alguns deles, também resultaram em decisões favoráveis aos pais.
Em janeiro de 2023, o cantor Seu Jorge e sua companheira Karina Barbieri obtiveram o direito de registrar o filho com o nome Samba, após o cartório inicialmente negar o pedido. A autorização foi concedida após manifestação da Arpen/SP - Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo, que reconheceu o valor cultural do nome.
Em outubro de 2025, a vara de Registros Públicos de Belo Horizonte/MG autorizou o registro do nome Tumi, de origem africana, mas negou o segundo nome, Mboup, por possível confusão jurídica e administrativa.
Outro caso ocorreu em setembro de 2024, quando um casal conseguiu registrar o filho como Piiê, nome do primeiro faraó negro do Egito. O pedido havia sido inicialmente recusado pelo cartório e pela Justiça, mas foi posteriormente aceito após reconhecimento da questão cultural envolvida.
A megaoperação policial deflagrada nessa terça-feira (28/10) contra o Comando Vermelho (CV) no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, já é considerada o episódio mais letal da história do estado e do século 21 no Brasil. O número de mortos supera, inclusive, o massacre do Carandiru — ocorrido em 1992 e que, por mais de três décadas, permaneceu como a maior chacina em uma ação policial no país.
As forças de segurança do Rio de Janeiro informaram, no começo da tarde desta quarta-feira (29/10), que são 119 mortos. De acordo com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), ao menos 132 pessoas morreram, entre elas quatro policiais, dois militares e dois civis.
Esse número ultrapassa o massacre do Carandiru, quando 111 presos foram assassinados durante uma intervenção da Polícia Militar (PMSP) para conter uma rebelião na Casa de Detenção de São Paulo.
Diferentemente da operação no Carandiru, motivada por uma rebelião interna, a ação no Rio teve como objetivo desarticular a estrutura do CV, facção que domina territórios na capital fluminense. Até o momento, a Polícia Civil (PCERJ) informa que 113 pessoas foram presas.
Até então, a chacina na Casa de Detenção era considerada, por órgãos de direitos humanos, a ação policial mais letal da história brasileira.
Em resultado disso, em 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) extinguiu todas as penas dos 74 policiais militares condenados pela execução de 77 detentos durante o massacre.
Corpos levados à praça
Na madrugada desta quarta-feira (29/10), moradores do Complexo da Penha levaram ao menos 72 corpos para a Praça São Lucas, no interior da comunidade. Segundo relatos, os cadáveres estariam em áreas de mata entre os complexos da Penha e do Alemão, locais de confronto durante a operação.
Testemunhas afirmam que alguns corpos apresentam marcas de tiros, perfurações por faca nas costas e ferimentos nas pernas. Enfileirados no centro da praça, os mortos foram cercados por familiares e amigos que tentavam fazer o reconhecimento diante da ausência de informações oficiais.
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A Polícia Civil de Alagoas lamentou a morte dos quatro agentes de segurança pública durante a Megaoperação Contenção, realizada nessa terça-feira (28), na Zona Norte do Rio de Janeiro. Considerada a operação mais letal da história da cidade, a ação já contabiliza mais de 132 mortos.
Em nota de pesar, a corporação citou o nome dos profissionais Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, Rodrigo Velloso Cabral, Heber Carvalho da Fonseca e Cleiton Serafim Gonçalves, destacando que eles “deram suas vidas em defesa da sociedade durante a Megaoperação Contenção”.
O delegado-geral da Polícia Civil de Alagoas, Gustavo Xavier, e o delegado-geral adjunto, Eduardo Mero, manifestaram solidariedade às Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, reafirmando o respeito e o reconhecimento pelo sacrifício dos agentes. “A perda desses profissionais representa um momento de dor não apenas para suas famílias e amigos, mas para toda a segurança pública brasileira”, diz o comunicado.
Segundo o governo do Rio de Janeiro, o objetivo da megaoperação foi desarticular a estrutura do Comando Vermelho (CV), principal facção do tráfico no estado, e apreender fuzis em poder da organização criminosa. A ação mobilizou centenas de policiais civis e militares e resultou em confrontos intensos nas comunidades.
Um homem de 26 anos, investigado por tentativas de homicídio qualificado ocorridas no dia 18 de outubro deste ano, no distrito de Luziápolis, em Campo Alegre, no interior alagoano, foi preso em cumprimento a um mandado de prisão temporária. A informação foi confirmada pela Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (29).
De acordo com as investigações, o rapaz, que estava na garupa de uma motocicleta, efetuou disparos de arma de fogo contra duas pessoas, e fugiu em seguida. O comparsa ainda não foi identificado.
As vítimas, que permanecem hospitalizadas, reconheceram o autor dos disparos, e os elementos colhidos apontam relação entre o caso e um homicídio ocorrido uma semana antes, também em Luziápolis.
A polícia acredita que o crime foi motivado por ciúme e sentimento de vingança, caracterizando continuidade criminosa e demonstrando o alto grau de periculosidade do suspeito.
Durante as diligências, o homem foi localizado e preso pela equipe da Delegacia de Homicídios. Após o cumprimento do mandado, ele foi conduzido à delegacia e permanece à disposição da Justiça.
Durante a megaoperação que deixou mais de 100 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, as forças de segurança montaram o que chamaram de “Muro do Bope” — uma estratégia em que policiais entraram pela área da Serra da Misericórdia para cercar os criminosos e empurrá-los em direção à mata, onde outras equipes do Batalhão de Operações Especiais já estavam posicionadas.
A explicação foi dada pelo secretário da Polícia Militar, Marcelo de Menezes, durante entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (28), quando a cúpula da Segurança Pública do Rio comentou os resultados da ação.
"Distribuímos as tropas pelo terreno. O diferencial, em relação às imagens que mostravam criminosos fortemente armados buscando refúgio na área de mata, foi a incursão dos agentes do Bope na parte mais alta da montanha que separa as duas comunidades. Essa ação criou o que chamamos de 'muro do Bope' — uma linha de contenção formada por policiais que empurravam os criminosos para o topo da montanha", detalhou Menezes.
Segundo ele, a ação tinha como objetivo proteger a população: "O objetivo era proteger a população e garantir a integridade física dos moradores do Alemão e da Penha. A maioria dos confrontos, ou praticamente todos, ocorreu na área de mata", garantiu o secretário, frisando que o confronto se iniciou às 6h e terminou às 21h.
'Dano colateral pequeno'
O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, classificou o “dano colateral” como “muito pequeno”, afirmando que apenas quatro pessoas inocentes morreram durante a ação
“As vítimas são os quatro inocentes que foram baleados e os quatro policiais que morreram”, disse Santos.
De acordo com ele, a investigação que culminou na operação desta terça durou cerca de um ano.
"O Rio de Janeiro tem quase 1/4 de sua população morando em favelas, enquanto o percentual no Brasil é de 8,1%. São 9 milhões de metros quadrados de desordem na Penha e no Alemão. Uma investigação de aproximadamente um ano, que envolveu as polícias do Rio e de vários estados, principalmente do Pará”, destacou o secretário, ressaltando que o planejamento da ação foi minucioso.
Até a manhã desta quarta-feira (29), dia seguinte à ação, mais de 130 corpos haviam sido retirados da região, mas o governador só confirmou oficialmente 58 mortes: 4 deles policiais e 54 criminosos, segundo o governo.
A ação contou 2,5 mil policiais civis e militares e é considerada pela cúpula da segurança como de alto risco.
"Quero me solidarizar com os policiais mortos, com as famílias, com os policiais feridos em uma ação extremamente arriscada, complexa”, afirmou Menezes.
Governador disse que operação foi um 'sucesso'
Mais cedo, o governador Cláudio Castro, disse que a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, a mais letal da história do Rio, foi um "sucesso".
"Temos muita tranquilidade de defendermos tudo que fizemos ontem. Queria me solidarizar com a família dos quatro guerreiros que deram a vida para salvar a população. De vítima ontem lá, só tivemos esses policiais."
Segundo Castro, o principal indício de que os 54 eram criminosos é porque os confrontos foram todos em área de mata:
"Não acredito que havia alguém passeando em área de mata em um dia de operação".
Ainda segundo o governador, é preciso ter muita responsabilidade para divulgar números em operações.
"A Polícia Civil tem a responsabilidade enorme de identificar quem eram aquelas pessoas. Eu não posso fazer balanço antes de todos entrarem. Daqui a pouco vira uma guerra de número. Nós não vamos trabalhar assim”, explicou.
Um caso de envenenamento chocou a comunidade de Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, neste último domingo (26). Um jovem de 22 anos, conhecido como “Bahia”, morreu após comer um lanche de mortadela que estava envenenado. Segundo as autoridades, estava contaminado por substância tóxica, fornecido por seu ex-padrasto.
O crime aconteceu após uma série de desentendimentos e ameaças recentes entre a vítima e o autor. O suspeito, um idoso de 62 anos cuja identidade não foi revelada publicamente, acabou confessando o delito às autoridades. Em seu depoimento, ele alegou ter agido impulsionado pelo medo e desespero.
O homem detalhou que o rapaz, que era usuário de entorpecentes, possuía o hábito de ir frequentemente à sua residência. Nessas ocasiões, o jovem supostamente o ameaçava de morte, empunhando uma faca, com o intuito claro de subtrair seus pertences e dinheiro. A confissão oferece uma visão sobre o possível motivo do assassinato, configurando um contexto de vulnerabilidade do idoso frente às intimidações constantes.
Histórico criminal
As investigações policiais também trouxeram à tona o extenso e problemático histórico criminal da vítima. O primeiro registro contra o homem que morreu foi em 2018, por crime de furto, quando ele contava com apenas 15 anos. A partir de então, o jovem acumulou inúmeras passagens pela polícia. A maior parte de seus delitos era relacionada a crimes contra o patrimônio, incluindo diversos boletins por furto e roubo, além de registro por ameaças.
Seu último boletim de ocorrência por furto havia sido lavrado na terça-feira anterior, dia 21 de outubro. O jovem foi identificado como responsável pela subtração de uma significativa quantidade de fios de cobre, aproximadamente 280 metros, pertencentes à rede de iluminação pública na BR-267, nas imediações do trevo de Bataguassu.
O idoso foi detido em flagrante e será indiciado por homicídio. O caso segue sob apuração rigorosa da Polícia Civil, que busca confirmar todos os detalhes e motivações que levaram à fatalidade.
Um cardume de arraias foi visto nessa terça-feira (28) no mar da praia de Ponta de Mangue, em Maragogi, Litoral Norte de Alagoas. O registro em vídeo foi feito pelo criador de conteúdo digital @papitoofc1. O “balé” dos peixes emocionou os seguidores.
“Perfeição de Deus”, disse uma seguidora. “Nossa, Maragogi é linda!”, reagiu outra.
As imagens foram captadas a partir de um drone. Nelas, vê-se um cardume de arraias da espécie Rhinoptera bonasus. A identificação foi feita pelo professor de Engenharia de Pesca da Ufal / Penedo, Cláudio Sampaio, a pedido do Alagoas Notícia Boa (ALNB).
Segundo Everaldo Fernando, o “Papito”, responsável pelas imagens, os peixes ficaram presos num curral de pesca. Felizmente o proprietário promoveu a soltura.
O cardume seguiu o seu caminho pelas águas mornas e translúcidas do mar de Ponta de Mangue, num verdadeiro balé, como em agradecimento pela liberdade.
“Meu primo com os binóculos avistou elas saindo e me falou. Daí subi o drone e capturei essa cena incrível”, descreveu Papito.
“Na hora fiquei sem reação, admirando a perfeição da natureza, porque era a primeira vez vendo algo do tipo”, acrescentou.
Beiço-de-boi
O professor Cláudio Sampaio revela que essas arraias são conhecidas popularmente como “beiço-de-boi”, devido ao formato de sua cabeça e boca.
“Podem ser encontradas desde os EUA até o Uruguai, em águas rasas, até 25 m de profundidade. Podem crescer até 1,2 m de largura e pesar 16 kg, nadam com beleza, saltando fora d’água muitas vezes”, citou o professor.
De acordo com ele, essas arraias são comuns em boa parte do litoral alagoano, especialmente em fundos de areia e lama, onde buscam massunins e siris, seus principais itens alimentares.
“No verão podem formar grandes cardumes, com centenas de indivíduos, bem maiores que o registrado através de imagens do drone em Maragogi. Esses cardumes podem se formar para fins de alimentação, onde o grande número de arraias beiço-de-boi fornecem proteção contra predadores, a exemplo de tubarões ou para reprodução. Depois de uma gestão de 12 a 13 meses, a fêmea da arraia beiço-de-boi pare um único filhote”, revelou Sampaio.
O professor conta ainda que o fato de formarem grandes cardumes facilita sua captura.
“A reduzida fecundidade, com a geração de apenas um filhote por ano, que somados à degradação dos ambientes marinhos, são sérias ameaças à conservação dessas belas arraias”, alertou.
Fraqueza ou dormência súbita em um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender, alterações visuais, tontura e perda de equilíbrio. Quando se pensa em AVC (Acidente Vascular Cerebral), os sintomas perceptíveis são os mais citados. Mas, na verdade, a ausência deles caracteriza a maioria dos derrames mundo afora.
A demência é o principal sintoma do AVC silencioso, caracterizado por não ser súbito ou visível, mas que se acumula com o tempo e têm um grande impacto na cognição. Médicos dizem que não se deve, de maneira alguma, ignorá-lo.
Nesta quarta-feira (29) se celebra o Dia Mundial do AVC, data estabelecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela Federação Mundial de Neurologia para promover a conscientização sobre os sinais de alerta, tratamento e medidas de prevenção.
Um estudo da Associação Americana do Coração diz que, para cada pessoa que sofre um AVC com sintomas claros, cerca de dez são silenciosos. O estudo ainda mostra que entre 8% e 31% da população apresenta essas lesões, e o número aumenta com a idade.
A neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC, diz que os "pequenos infartos silenciosos" (como são chamados pequenos AVCs isquêmicos) acontecem porque pequenas áreas do cérebro vão perdendo circulação ao longo dos anos, causando um declínio progressivo da memória, do raciocínio, do juízo e da capacidade de planejamento.
Segundo a médica, os AVCs não são realmente silenciosos sua manifestação é a perda de memória e o comprometimento cognitivo, o que faz com que o AVC seja a segunda principal causa de demência no mundo.
Os sintomas podem não ser súbitos, mas se acumulam com o tempo e têm um impacto enorme na cognição. Eles são:
A médica diz que é possível passar anos sem saber que se teve um AVC e encontrar indícios em exames de tomografia ou ressonância. "Nesses casos, o mais importante é investigar por que o AVC aconteceu se há hipertensão, fibrilação atrial, diabetes, colesterol alto, tabagismo, entre outros fatores. Identificar e tratar a causa é essencial para evitar novos eventos", diz Martins.
Percebendo os sintomas, é importante procurar avaliação médica rápida. O tratamento é uma corrida contra o tempo: cada minuto conta. Nos casos leves, se houver demora, há um risco alto de um novo AVC em pouco tempo ou de se tornar grave, diz a neurologista. Os efeitos mais graves da doença são paralisia corporal, perda de visão e de capacidade de fala, coma ou morte cerebral.
A recomendação é procurar rapidamente um centro de saúde que tenha equipamentos que realizam os procedimentos de trombólise e trombectomia. "Não marque consulta nem procure a UPA. AVC mesmo leve ou AIT (ataque isquêmico transitório) é uma urgência médica e deve ser atendido imediatamente em um centro de AVC", diz Martins.
Prevenir, no entanto, é a medida mais eficaz. Manter a pressão abaixo de 12/8, não fumar, evitar álcool em excesso, adotar alimentação equilibrada, praticar exercícios, controlar o peso e tratar doenças cardíacas são medidas essenciais.
A manhã desta quarta-feira (29) no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio, foi marcada por um cenário desolador. Moradores da comunidade transportaram dezenas de corpos para a Praça São Lucas, um dia após a região ter sido palco da operação policial mais letal já registrada no estado. As vítimas, segundo relatos, foram encontradas em uma área de mata na Serra da Misericórdia, local de intensos confrontos na véspera.
A Operação Contenção foi deflagrada na terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão, com o objetivo de cumprir mandados de prisão contra membros de uma facção criminosa. O balanço oficial divulgado pelo governo estadual aponta para 64 mortes, incluindo quatro policiais. No entanto, ainda não há confirmação se os corpos levados para a praça estão incluídos nesta contagem, o que pode elevar drasticamente o número total de vítimas da operação.
Durante a madrugada e o início da manhã, os próprios moradores realizaram a retirada dos corpos da mata, utilizando caminhonetes e outros meios improvisados para levá-los até a praça. No local, uma longa fileira de corpos, cobertos por lonas e lençóis, foi formada, enquanto familiares e amigos se aproximavam em busca de informações e para a difícil tarefa de reconhecimento. A atmosfera era de profundo silêncio e consternação, contrastando com o som de tiros e explosões que dominaram a região no dia anterior.
Ativistas e lideranças comunitárias que acompanham a situação denunciam o que classificam como um “massacre”. A pedido dos familiares, os corpos foram exibidos à imprensa antes de serem novamente cobertos, como forma de registrar a violência do ocorrido. A comunidade agora aguarda a chegada do Instituto Médico-Legal (IML) para a remoção e identificação oficial das vítimas.
A megaoperação, que mobilizou cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar, resultou também na prisão de 81 pessoas e na apreensão de 42 fuzis. O episódio gerou uma crise na segurança pública do Rio, levando a interdições de vias importantes e impactando o transporte público. A cidade chegou a entrar em estágio de “risco de ocorrência de alto impacto”. Em resposta à crise, o presidente Lula convocou uma reunião de emergência com ministros para discutir a situação da segurança no Rio de Janeiro.
A escala da operação policial no Rio de Janeiro chamou atenção de veículos de imprensa ao redor do mundo, que destacaram não apenas os números, mas as implicações políticas, sociais e humanitárias do episódio. A cobertura vai muito além de um simples relato das mortes — ela questiona o modelo de segurança pública, o papel do Estado, a letalidade e o contexto urbano no Brasil.
Nos Estados Unidos, o foco das reportagens tem sido tanto os dados da operação — cerca de 2.500 agentes, 64 mortos (incluindo quatro policiais) e 81 presos — quanto o impacto simbólico. O jornal Reuters registra que mais de 40 corpos foram vistos nas ruas do Complexo da Penha, e classifica a ação como “a mais letal da história do Rio”. O veículo The Washington Post observa a utilização de helicópteros, veículos blindados e drones com explosivos por parte dos criminosos — elementos que reforçam a narrativa de “guerra urbana”.
Há também foco nas repercussões federais e judiciais: críticos apontam que o governo federal não foi formalmente solicitado a cooperar, e que a coordenação prévia parece ter sido deficitária.
No Reino Unido, o diário The Guardian reporta que a operação parecia transformar a favela em “zona de guerra”, com barricadas, cadáveres expostos e paralisação de serviços públicos. Já o Financial Times especula sobre o momento da ofensiva, ocorrendo pouco antes de eventos internacionais que colocam o Brasil sobre os holofotes, sugerindo que o governo estadual busca demonstrar controle.
Na França, o jornal Le Monde e a agência AFP publicaram matérias reunindo os fatos de mais de 60 mortos, 81 presos e veículos usados, e citam organizações de direitos humanos que qualificam a operação como “tragédia” ou “desastre”. A rede Euronews acrescenta que a própria polícia civil do estado confirmou quatro agentes mortos e avisa que o uso de drones e armamento pesado eleva a gravidade da ação.
Jornal britânico The Guardian afirma que o Rio de Janeiro está ‘em guerra’ e classificou a data como o ‘pior dia de violência da história’ da cidade
Nos países latino-americanos, o enfoque tem sido duplo: os dados brutais da operação e o impacto sobre comunidades vulneráveis. Na Argentina, o Clarín e a La Nación chamam atenção para “cenas de guerra” e citam relatos de moradores apontando corpos em vias públicas após o tiroteio. No México, jornais como o El Universal e o Milenio descrevem a ação como uma “megaoperação antidrogas”, enfatizando o número recorde de mortos e presos, e questionam se esse tipo de estratégia produz resultados sustentáveis.
Em países como Peru, Chile, Colômbia, Uruguai e Paraguai, a cobertura também ressalta o uso de drones por facções criminosas, a mobilidade das crianças e a interrupção de aulas e transporte público como consequências imediatas da ação, e conecta com debates sobre direitos humanos, urbanização e política de segurança.
Organizações internacionais como a Human Rights Watch foram citadas por veículos estrangeiros como exigindo investigação sobre as circunstâncias de cada morte, responsabilização de agentes e transparência nos processos.
• Letalidade e escala: A quantidade de mortos e o fato de quatro policiais morrerem na operação repercutem como sinais de que o nível de violência urbana no Brasil atingiu um novo patamar.
• Militarização da ação policial: A cobertura enfatiza a presença de blindados, helicópteros, drones e fuzis modernos — elementos que lembram operações de guerra mais do que patrulhamentos urbanos.
• Direitos humanos e dignidade: Jornalistas e analistas questionam até que ponto a intervenção respeita garantias fundamentais e se as vítimas civis foram adequadamente protegidas ou contabilizadas.
• Imagem internacional do Brasil: A operação ocorre em um momento de visibilidade global para o país (eventos climáticos, turismo, etc.), o que coloca sob escrutínio o modelo de segurança adotado e a percepção externa do Estado brasileiro como provedor de ordem ou gerador de opressão.
• Meta-eficácia e sustentabilidade: Veículos estrangeiros destacam que, embora prisões e apreensões sejam altos, resta o debate se tais operações atacam lideranças ou apenas geram troca de comandantes na facção, pulverizando temporariamente o poder sem resolver a base econômica e social do tráfico.
• Cooperação federal-estadual e transparência: A falta de pedido formal de cooperação federal, a pouca clareza sobre planejamento e execução, são apontadas como falhas que podem comprometer os resultados e gerar desconfiança internacional.
A repercussão internacional indica que a operação no Rio de Janeiro ultrapassa o âmbito local ou nacional: ela se torna parte de como o mundo observa o Brasil em temas de segurança, direitos humanos e governança urbana. Em um momento em que o país busca afirmar sua posição em assuntos globais, a forma como gerencia suas crises internas tem impacto direto em sua imagem externa — o que, por sua vez, pode influenciar turismo, investimentos estrangeiros e cooperação internacional.
Analistas estrangeiros sugerem que a cobertura robusta do episódio serve como alerta para outros países latino-americanos que enfrentam realidades similares: que a eficácia do uso da força e o respeito a direitos não são opções, são exigências para uma resposta legítima ao crime organizado.
Uma professora do ensino fundamental morreu na semana passada após tomar uma margarita que continha um produto de limpeza industrial.
O efeito do coquetel foi tão forte que abriu um buraco no esôfago de Holly Hill, que tinha 30 anos.
O episódio ocorreu em 14 de fevereiro de 2023, na comemoração do Dia dos Namorados em restaurante mexicano em Elgin (Oklahoma, EUA).
"Sua boca estava em chamas e ela sabia que algo estava errado", disse a mãe, Kelly Hunter, ao canal News 9. "Ela imediatamente se levantou e correu para o banheiro, começou a vomitar e a enxaguar a boca", emendou ela.
Durante mais de dois anos, Holly enfrentou "uma longa e difícil jornada médica", contou o seu obituário.
O processo de cicatrização do esôfago não foi completado e provocou vários problemas para a professora, que tinha três filhos. Durante todo esse tempo, ela precisou se alimentar por sonda e foi submetida a 30 procedimentos cirúrgicos.
Dias antes de falecer, Holly passou por outro procedimento, no qual os médicos constataram que "o buraco em seu esôfago não havia cicatrizado", relatou a mãe.
Antes de morrer, Holly chegou a um acordo confidencial com o restaurante após processá-lo por suas complicações de saúde. O valor da indenização não foi informado. O enterro do corpo da professora ocorreu na terça-feira (28/10).
Na segunda-feira (27/10), o chefe de polícia interino de Elgin, Ralph Parsons, afirmou que agentes estaduais "iniciarão uma investigação preliminar sobre o caso".
O Poder Judiciário de Alagoas inicia, na próxima segunda (3), o Mês Nacional do Júri, com 128 processos pautados. Estão previstas 88 sessões de julgamento no interior do estado e 40 na capital.
O primeiro dia da força-tarefa terá quatro júris, nas comarcas de Maceió, Joaquim Gomes e Traipu. Confira a pauta aqui.
A mobilização foi instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e envolve os TJs de todo o país. O Mês Nacional do Júri tem como objetivo concentrar esforços a fim de julgar processos que envolvam crimes contra a vida.
Foram priorizadas ações com réus presos e aquelas envolvendo feminicídio, crimes praticados por policiais ou que tenham policiais como vítimas, além dos processos que possuem menores de 14 anos como vítimas e casos que aguardam segundo julgamento.
O Mês Nacional do Júri conta com apoio do Ministério Público, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados, da Secretaria de Ressocialização (Seris) e da Polícia Militar de Alagoas.
