
Um vaso sanitário inteligente e supertecnológico lançado recentemente consegue analisar algo que smartwatches e outros dispositivos não conseguem: urina e fezes. O aparelho se chama Dekoda e começou a ser comercializado no último dia 21. Ele tem sensores que analisam os dejetos e pode ajudar a determinar os níveis de hidratação do usuário, com base em fatores como a cor da urina e a consistência das fezes.
Os dados coletados são enviados via Wi-Fi para os servidores seguros da empresa Kohler Health, que fabrica o dispositivo, e as informações são disponibilizadas em um aplicativo complementar, que poderia ser usado, por exemplo, num smartphone.
A principal função do Dekoda é monitorar a saúde do usuário. A proposta é oferecer um dispositivo fixo, porém adaptável, que utilize diferentes tecnologias para avaliar o funcionamento do corpo, desde auxiliar na rotina do banheiro até identificar possíveis anomalias nas fezes. "Concentre-se na hidratação. Sirva-se de um copo de água", é uma dica de saúde oferecida no aplicativo da Dekoda. E possível realizar uma autenticação por impressão digital, para que o dispositivo identifique diferentes pessoas que morem na mesma casa.
Este vaso sanitário está disponível no mercado internacional pelo preço de US$ 599 (equivalente a R$ 3.200) e requer uma assinatura individual de US$ 7 (equivalente a R$37,63), ou familiar de US$ 13 (equivalente a R$ 70), por mês para ter acesso aos dados.
Pesquisadores detectaram um coronavírus em morcegos brasileiros nunca relatado anteriormente na América do Sul. O vírus batizado de BRZ batCoV tem o mesmo mecanismo genético encontrado nos agentes infecciosos que causam a Covid-19 e a Mers.
O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade de Osaka (Japão), em parceria com uma equipe internacional de cientistas, incluindo brasileiros. Os resultados foram publicados na última segunda-feira (27/10) em versão pré-print.
As amostras foram identificadas no Pteronotus parnellii, uma espécie de morcego pequeno chamada de “bigodudo”. A presença do animal é comum na América Latina. De acordo com a análise, o vírus mais recente faz parte da família dos betacoronavírus, incluindo o Sars-CoV-2 (vírus da Covid-19) e o Mers-CoV.
Confira a reportagem completa do Metrópoles clicando aqui
Dois homens foram presos em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, nessa sexta-feira (31), durante uma operação da Ronda Ostensiva Tática Motorizada (Rotam), no bairro Aeroporto, em Rio Largo, Região Metropolitana de Maceió.
As guarnições Rotam 90 e Rotam 01, com apoio do Serviço de Inteligência do 12º Batalhão da Polícia Militar, receberam denúncia de que uma residência estava sendo usada para o comércio de entorpecentes.
Ao chegar ao local indicado, os militares foram recebidos por um homem identificado pelo apelido de “Cenoura”, que autorizou a entrada da equipe. Durante a busca, os policiais encontraram um revólver calibre 38, da marca Taurus, com seis munições (três intactas e três deflagradas), além de 80 gramas de maconha e três celulares.
Questionado sobre a existência de mais drogas, o suspeito informou o endereço de um comparsa, conhecido como “MT”, onde o restante do material ilícito estaria guardado. Os policiais se deslocaram até o segundo imóvel e encontraram 495 gramas de maconha, uma balança de precisão, um celular e R$ 570 em dinheiro.
Os dois homens foram detidos e conduzidos à Central de Flagrantes, em Maceió, onde foram autuados por tráfico de drogas. O material apreendido foi apresentado à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações.
Bancos e instituições financeiras intensificaram o envio de mensagens e notificações a clientes para estimular a antecipação do saque-aniversário do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), antes que as mudanças nas regras entrem em vigor.
A partir deste sábado (1º), trabalhadores que aderirem à modalidade só poderão fazer empréstimo usando o fundo como garantia após três meses da adesão. Haverá ainda limitação de valor e de quantia de parcelas antecipadas.
As alterações foram aprovadas pelo Conselho Curador do FGTS em reunião no início deste mês e confirmadas pela Caixa Econômica Federal, gestora do fundo. Até então, não havia limite para este tipo de empréstimo, que cobra juros para antecipar o dinheiro do trabalhador.
O Bradesco e o Banco Inter enviaram notificação e email sobre o tema nos últimos dias, enquanto o Nubank publicou um texto explicativo em seu blog. Procuradas, as instituições não comentaram as ações.
A partir deste sábado, será possível antecipar até cinco saques-aniversário em um período de 12 meses. Depois desse prazo, o trabalhador poderá realizar até três novas antecipações em três anos.
Outra mudança refere-se ao valor a ser emprestado. Antes, o trabalhador podia antecipar o valor integral da conta. Agora, o mínimo é de R$ 100 e o máximo, de R$ 500 por saque-aniversário. Com isso, o trabalhador poderá antecipar até cinco parcelas de R$ 500, totalizando R$ 2.500.
O saque-aniversário do FGTS é uma modalidade que substitui o saque-rescisão. Criado em 2019, antecipa parte do valor ao trabalhador que adere a ele. Esse profissional, no entanto, fica sem acesso ao dinheiro do Fundo de Garantia na demissão sem justa causa.
O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) estima que, com a medida, R$ 84,6 bilhões vão deixar de sair do fundo para as instituições financeiras e serão repassados aos trabalhadores até 2030. Para quem já tem empréstimo ativo, nada muda. Novas contratações, no entanto, entram nas novas regras. Até esta sexta-feira (31) valem as normas antigas.
Bancos incentivam antecipação antes de mudanças
O Bradesco enviou uma notificação nos dispositivos de seus clientes com o título "Novas regras!", explicando que as condições atuais seriam válidas só até esta sexta-feira (31).
O Banco Inter enviou um email com o assunto "Saque ilimitado? Só até 31/10!". No corpo, havia um símbolo de "Urgente" e um chamado de "Antecipe antes das mudanças".
O Nubank publicou texto em seu blog para tirar dúvidas sobre o que é o saque-aniversário e o que muda com, acompanhado de um botão para o cliente que quiser conhecer as condições da instituição.
A reportagem também contatou Banco Pan, PicPay e Itaú, que preferiram não comentar. A Caixa, o Santander, o Sicoob e o Banco do Brasil não retornaram. O BV diz que não oferece o produto. O C6 Bank diz que já se adaptou às novas regras e que não oferece mais as condições antigas.
O QUE MUDA NO SAQUE-ANIVERSÁRIO DO FGTS A PARTIR 1º DE NOVEMBRO?
A partir de 1º de novembro, haverá limitações para quem quer fazer o empréstimo ligado ao saque-aniversário do FGTS. Dentre as mudanças estão:
- Prazo de 90 dias para fazer a antecipação após optar pelo saque-aniversário do FGTS
- Limitação da antecipação a até cinco anos até outubro de 2026, reduzindo-se para três anos a partir de novembro de 2026
- Parcela mínima que poderá se antecipada por ano é de R$ 100 e a máxima, de R$ 500
- Restrição a uma única operação por trabalhador, mesmo com saldo remanescente para mais empréstimos
QUEM CONSEGUE EMPRÉSTIMO DO FGTS COM REGRAS ANTIGAS, MAIS VANTAJOSAS?
O trabalhador que quiser fazer empréstimo ligado ao saque-aniversário do FGTS deve optar pela modalidade até esta sexta-feira. Para isso, é preciso baixar e acessar o aplicativo FGTS, escolher a medida e, depois, autorizar a instituição financeira a consultar os valores e realizar o bloqueio de parte do fundo como garantia para o empréstimo.
Após essa autorização, a operação deve ser realizada diretamente com o banco no qual fará o adiantamento dos valores.
A partir de 1º de novembro de 2025, o trabalhador somente conseguirá conceder autorização à instituição financeira para consulta e bloqueio de saldo FGTS em garantia após 90 dias do início da opção pelo saque-aniversário.
Um trabalhador que fizer a adesão em 1º de dezembro de 2025, por exemplo, só poderá autorizar a instituição financeira a bloquear seu saldo e conceder seu empréstimo a partir de 1º de março de 2026.
COMO É HOJE O EMPRÉSTIMO DO SAQUE-ANIVERSÁRIO E O QUE VAI MUDAR?
Hoje, não há limite para a antecipação dos valores do FGTS, que nada mais é do que um empréstimo com juros. Com as mudanças, trabalhadores poderão antecipar até cinco parcelas (cinco anos) no primeiro ano que aderir ao saque. Depois, poderão fazer novos empréstimos antecipando até três parcelas (3 anos).
A Caixa, por exemplo, limita o empréstimo a dez anos, ou seja, o trabalhador pode antecipar até dez parcelas que seriam pagas ano a ano, no mês do seu aniversário. Há, no entanto, casos de antecipação de valores até 2056.
O QUE É O SAQUE-ANIVERSÁRIO DO FGTS?
Criado em 2019, o saque-aniversário permite ao trabalhador retirar parte do FGTS por ocasião de seu aniversário. Quem adere a ele não tem direito ao saque-rescisão no momento da demissão, e fica apenas com a multa de 40%.
Esse trabalhador só pode ter acesso ao saque-rescisão meses depois de deixar a modalidade de aniversário, cuja adesão é voluntária. O valor que pode ser retirado varia de 5% a 50% do montante, acrescido de uma parcela adicional também atrelada ao saldo na conta do trabalhador.
COMO FUNCIONA O SALDO DE GARANTIA?
O FGTS funciona como uma poupança para o trabalhador. O fundo foi criado em 1966, com o fim da estabilidade no emprego, e passou a valer a partir de 1967. Todo mês o empregador deposita 8% sobre o salário do funcionário em uma conta aberta para aquele emprego.
Há ainda a multa de 40% sobre o FGTS caso o trabalhador seja demitido sem justa causa. Desde a reforma trabalhista de 2017, há também a possibilidade de sacar 20% da multa após acordo com o empregador na demissão.
QUEM TEM DIREITO AO FGTS?
Todo trabalhador com carteira assinada deve ter o FGTS depositado, o que inclui, atualmente, as empregadas domésticas. Até 2015, não havia direito ao FGTS por parte das domésticas. A PEC das Domésticas, porém, trouxe essa possibilidade em 2013, mas a lei que regulamentou a medida e possibilitou os depósitos dos valores por parte dos empregadores passou a valer apenas dois anos depois.
Novo tratamento para mieloma múltiplo, segundo tipo de câncer no sangue mais comum, é aprovado pela ANVISA2,5.
• BLENREP (belantamabe mafodotina) é o primeiro e único anticorpo droga conjugado (ADC) anti-BCMA aprovado no Brasil para a recaída no tratamento do mieloma múltiplo.1,2 Terapia já foi aprovada no Reino Unido, União Europeia, entre outros países.13
• O mieloma múltiplo representa cerca de 10% dos cânceres hematológicos e é o segundo tipo mais comum no mundo, com aproximadamente 7 mil novos casos por ano no Brasil.5,16
A biofarmacêutica GSK obteve a aprovação regulatória pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) de Blenrep (belantamabe mafodotina), um novo medicamento para o tratamento do mieloma múltiplo1,2. Em combinação com bortezomibe e dexametasona (BVd), ou com pomalidomida e dexametasona (BPd), o medicamento é indicado para o tratamento de adultos com mieloma múltiplo recaído ou refratário que tenham recebido pelo menos uma linha de tratamento anterior (incluindo lenalidomida no caso da combinação com BPd).1,2
O medicamento é o primeiro e único anticorpo droga conjugado (ADC) direcionado ao antígeno de maturação de células B (BCMA) aprovado para mieloma múltiplo, o segundo tipo de câncer hematológico mais comum no Brasil5,13. Essa aprovação é considerada um marco no tratamento do câncer hematológico, inaugurando uma nova era para os pacientes com mieloma múltiplo, que terão disponível uma tecnologia que combina a precisão dos anticorpos monoclonais com a potência dos agentes citotóxicos para atingir de forma seletiva as células tumorais.9,17,18
Belantamabe mafodotina apresenta mecanismo de ação multimodal único, que combina uma imunoterapia com uma terapia alvo. A resposta do tratamento geralmente é rápida, devido a liberação veloz da carga citotóxica (MMAF) e com as respostas aprofundando com o tempo.7
Estudos comprovam eficácia e segurança do tratamento
A aprovação da ANVISA é baseada em dois estudos pivotais de fase III, DREAMM-7 e DREAMM-8, que comprovaram benefícios clínicos relevantes para belantamabe mafodotina.7,8 Os estudos contaram com participação expressiva do Brasil, com pacientes recrutados em 8 centros de pesquisa diferentes, reforçando o papel estratégico do país no desenvolvimento clínico global. 3,4
O DREAMM-7 avaliou belantamabe mafodotina em combinação com bortezomibe e dexametasona (BVd) em pacientes com mieloma múltiplo recaído/refratário. O estudo demonstrou quase triplicar a sobrevida livre de progressão (36,6 vs. 13,4 meses), com redução de 59% no risco de progressão ou morte, comprovando a superioridade de belantamabe mafodotina em comparação a daratumumabe, combinados com bortezomibe e dexametasona (BVd vs. DVd)3. O estudo também demonstra benefício sustentado e estatisticamente significativo de sobrevida global de belantamabe mafodotina versus daratumumabe, combinados com bortezomibe e dexametasona, com redução em 42% do risco de morte para os pacientes tratados com BVd (HR 0,58; 95% IC 0,43–0,79; p=0,0002).10
A descontinuação do tratamento devido a eventos adversos ocorreu em 28% no grupo BVd e 15% no grupo DVd. Eventos adversos oculares ocorreram em 79% dos pacientes no grupo BVd e 29% no grupo DVd, achados que sugerem uma incidência de tais eventos na população geral de pacientes com mieloma múltiplo. Apesar da maior incidência de eventos adversos oculares no grupo BVd, a qualidade de vida geral relacionada à saúde relatada pelos pacientes não diferiu substancialmente entre os grupos de tratamento ao longo do tempo.3,10
Já o DREAMM-8: avaliou belantamabe mafodotina em combinação com pomalidomida e dexametasona (BPd) em pacientes previamente tratados com lenalidomida. O estudo mostra redução de 51% no risco de progressão da doença ou morte (HR 0,49 (IC 95% 0,35 – 0,68) em comparação ao regime padrão com pomalidomida, bortezomibe e dexametasona (PVd), além de tendência positiva em sobrevida global (HR 0,77; 95% IC, 0,53-1,14).11,12
A descontinuação devido a eventos adversos ocorreu em 15% no grupo BPd e 12% no grupo PVd. Eventos adversos oculares ocorreram em 89% dos pacientes no grupo BVd e 30% no grupo DVd. Os eventos adversos foram manejáveis com a modificação da dose de belantamabe mafodotina.4,19
“A aprovação de Blenrep no Brasil marca um avanço significativo para pacientes com mieloma múltiplo, que passam a contar com uma nova classe terapêutica já na segunda linha de tratamento,” afirma o Dr. Fábio Lawson, Diretor Médico da GSK Brasil. “Trata-se de uma opção inovadora que combina eficácia robusta com perfil de segurança manejável, apoiada em evidências científicas publicadas em periódicos de alto impacto, incluindo estudos que tiveram participação expressiva de centros de pesquisa brasileiros.”
Para a Dra. Vania Hungria (43665/SP), hematologista e cofundadora da International Myeloma Foundation (IMF) Latin America e a principal investigadora do estudo DREAMM-7, a aprovação representa um marco relevante também para a pesquisa clínica nacional. “Os resultados demonstram um benefício expressivo para os pacientes, com aumento de sobrevida livre de progressão da doença e ganho de sobrevida global. A participação do Brasil nesses estudos reforça a importância do país no cenário internacional de pesquisa clínica e amplia o acesso a terapias inovadoras para pessoas que enfrentam o mieloma múltiplo.”
Patrick Eckert, presidente da GSK Brasil, ressalta o compromisso da companhia de acelerar o acesso a inovações capazes de transformar a vida de pessoas com doenças graves. “A aprovação de Blenrep reforça a relevância do Brasil na pesquisa clínica global e representa um passo importante em nossa ambição de transformar o cuidado em onco-hematologia.”
Contexto clínico e necessidade não atendida
O mieloma múltiplo é um câncer hematológico caracterizado pela proliferação de plasmócitos malignos, que afeta a medula óssea e compromete a produção normal de células sanguíneas. Os sintomas mais comuns incluem dor óssea, fadiga, anemia, infecções recorrentes e insuficiência renal, impactando de forma significativa a qualidade de vida6.
Globalmente, o mieloma múltiplo representa 10% dos cânceres hematológicos e a estimativa é de que no Brasil, 7.600 novos casos da doença sejam identificados por ano.5,16 Apesar dos avanços, o mieloma múltiplo é considerado incurável, com recaídas frequentes e piora dos resultados clínicos a cada nova linha de tratamento6.
A aprovação de novas terapias é essencial, pois muitos pacientes não chegam às linhas avançadas de tratamento em função da progressão da doença, reforçando a necessidade de opções eficazes já nas primeiras recaídas6.
Sobre Blenrep (belantamabe mafodotina)
Blenrep é um conjugado anticorpo-fármaco que combina um anticorpo monoclonal direcionado ao BCMA com a mafodotina, uma carga citotóxica. Essa combinação permite a ligação seletiva às células do mieloma, liberando o agente quimioterápico no interior da célula e induzindo sua morte. É administrado por infusão intravenosa a cada três semanas ou a cada quatro semanas a depender da combinação do tratamento1.
Sobre mieloma múltiplo
O mieloma múltiplo é o segundo câncer hematológico mais incidente no Brasil, com cerca de 7 mil novos casos por ano, representando 10% dos tumores hematológicos.5,16 Os sintomas incluem dor óssea, fadiga, anemia, infecções recorrentes e insuficiência renal. Apesar dos tratamentos disponíveis, a maioria dos pacientes apresenta recaídas, reforçando a necessidade de novas opções terapêuticas6.
Sobre o estudo clínico DREAMM-7
O DREAMM-7 foi um estudo de fase III, multicêntrico, aberto e randomizado que avaliou belantamabe mafodotina em combinação com bortezomibe e dexametasona (BVd) em pacientes adultos com mieloma múltiplo recaído ou refratário, previamente tratados com pelo menos uma linha de terapia³. O comparador foi um regime baseado em daratumumabe associado a bortezomibe e dexametasona (DVd). O desfecho primário foi a sobrevida livre de progressão (SLP). Os resultados mostraram que a mediana de SLP foi de 36,6 meses no grupo tratado com Blenrep + Vd versus 13,4 meses no grupo daratumumabe +Vd. Além disso, foi observada uma redução de 59% no risco de progressão ou morte (HR 0,41 (IC 95% 0,31 – 0,53); p<0,001) em comparação com o DVd e taxas mais altas de resposta completa ou melhor: 35% para BVd e 17% para DVd. O perfil de segurança foi consistente com o perfil das drogas individuais, com eventos oculares geralmente reversíveis, manejados por meio de ajustes de dose. A taxa de descontinuação por eventos adversos oculares foi de 10%.3,15
Sobre o estudo clínico DREAMM-8
O DREAMM-8 foi um estudo de fase III, global, aberto e randomizado que avaliou belantamabe mafodotina em combinação com pomalidomida e dexametasona (BPd) em pacientes adultos com mieloma múltiplo recaído ou refratário, previamente tratados com lenalidomida⁴. O estudo comparou essa combinação com o regime PVd (pomalidomida, bortezomibe e dexametasona). O desfecho primário foi a sobrevida livre de progressão (SLP). Os resultados demonstraram que a mediana de SLP foi de 32,6 meses no grupo tratado com Blenrep +Pd versus 12,5 meses no grupo PVd. Além disso, o grupo Blenrep + BPd apresentou uma redução de 51% no risco de progressão da doença ou morte (HR 0,49 (IC 95% 0,35 – 0,68) em comparação com PVd.11,12 Também foi observada uma tendência positiva em sobrevida global, reforçando o benefício clínico da combinação e taxas mais altas de resposta completa ou melhor: 40% para BPd vs 16% para PVd. O perfil de segurança foi consistente, com eventos oculares manejáveis e taxas de descontinuação em 11%.4,11
Sobre a GSK
A GSK é uma biofarmacêutica multinacional, presente em mais de 75 países, que tem como propósito unir ciência, tecnologia e talento para vencer as doenças e impactar a saúde global. A companhia pesquisa, desenvolve e fabrica vacinas e medicamentos especializados nas áreas de Doenças Infecciosas, HIV, Oncologia e Respiratória/Imunologia/Inflamatória. No Brasil, a GSK é líder nas áreas de HIV e Respiratória e uma das empresas líderes em Vacinas. Para mais informações, visite www.gsk.com.br
A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) prendeu em flagrante, nessa quinta-feira (30), um homem de 24 anos acusado de tentar matar outro por causa de uma dívida de R$ 50, no município de Murici.
A ação foi realizada por policiais civis do 116º Distrito Policial, sob a coordenação do delegado Mário Jorge Marinho, após o suspeito ser localizado armado com uma faca peixeira nas proximidades da residência da vítima, de 28 anos, com a intenção de matá-la.
De acordo com as investigações, o caso tem antecedentes. No dia 12 de outubro deste ano, o mesmo autor teria agredido a vítima com uma garrafada no pescoço, provocando ferimentos graves que exigiram 27 pontos.

A vítima, no entanto, não havia registrado boletim de ocorrência anteriormente.
O delegado Mário Jorge destacou a importância da ação rápida da equipe para evitar uma nova tragédia. “A pronta-resposta dos policiais foi essencial para impedir que o crime se consumasse e para garantir a segurança da vítima”, afirmou.
O suspeito, que já possui condenação anterior por resistência à prisão e corrupção de menor, com pena de 1 ano e 2 meses de reclusão, foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante. Ele permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia, que definirá se responderá ao processo em liberdade ou continuará preso.
A Polícia Civil de Alagoas cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra suspeitos de crimes de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, foragidos do estado de Pernambuco. A ação, divulgada nesta sexta-feira (31), ocorreu no município de Delmiro Gouveia, no Sertão alagoano.
De acordo com as investigações, os dois homens deixaram o estado vizinho e passaram a residir na cidade sertaneja. Com base na troca de informações entre as polícias de Alagoas e Pernambuco, os agentes de segurança realizaram as buscas nos endereços dos investigados, onde foi apreendido material utilizado na prática dos crimes.
O delegado Rodrigo Cavalcanti destacou a importância da integração entre as polícias dos dois estados no combate ao crime organizado. “Essa parceria fortalece o trabalho investigativo e possibilita ações mais eficazes no enfrentamento à criminalidade”, afirmou.
O material dos suspeitos foi encaminhado ao delegado competente, que adotará as medidas cabíveis junto ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.
Mesmo após três dias de ter sido deflagrada a megaoperação no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos e é considerada a mais letal da história do estado, ainda há perguntas sem resposta das autoridades quanto a informações sobre diversos pontos da ação policial.
As diligências foram conduzidas pela polícia no Rio de Janeiro na terça-feira (28/10), nos complexos da Penha e do Alemão, com o objetivo de combater o avanço da facção Comando Vermelho. Conforme a última atualização, nessa quinta (30/10), foram 113 presos e 118 armas apreendidas, incluindo 91 fuzis.
O balanço também apontou a apreensão de 10 menores e mais de uma tonelada de drogas. Leia abaixo alguns pontos que permanecem em aberto sobre a megaoperação:
Identificação das vítimas
Embora as atualizações venham sendo disponibilizadas diariamente, há ainda uma série de dados que não foram divulgados ao público, a exemplo da identificação de todos aqueles que foram mortos na operação.
A identificação dos corpos das vítimas já está em andamento e o Instituto Médico-Legal (IML) iniciou nessa quinta a liberação dos corpos para as famílias.
“Muro do Bope”
Outro ponto ainda sem resposta diz respeito à estratégia utilizada pelos agentes: o chamado “muro do Bope”, para encurralar criminosos do Comando Vermelho. A tática consistiu no avanço de equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e outras unidades pela Serra da Misericórdia, área de mata que liga os complexos onde a operação foi conduzida.
A manobra tinha o objetivo de afastar os traficantes das áreas habitadas, reduzindo riscos à população. “Entramos pela mata e montamos um muro do Bope para cercar e impedir a movimentação dos criminosos”, disse o coronel Marcelo Menezes, secretário da Polícia Militar do Rio.
No entanto, segundo ele, a resistência dos suspeitos ao cumprimento dos mandados de prisão desencadeou confrontos armados. As dúvidas, nesse caso, recaem sobre quantas mortes ocorreram nessa área de mata e se tal estratégia teria influenciado na quantidade de vítimas fatais.
Segundo as primeiras contagens feitas no dia da operação, a ação teria deixado cerca de 64 mortos. Durante a madrugada, contudo, moradores passaram a retirar os corpos que estavam na área de mata, elevando o número de vítimas. O último dado oficial contabilizou 121 vítimas.

Moradores empilham e fazem contagem de corpos após operação da polícia contra o CV no Rio de Janeiro
Megaoperação no Rio deixa mais de 100 mortos
Remoção de roupas dos mortos
Há relatos de que, ao resgatarem os corpos, algumas pessoas teriam retirado roupas camufladas das vítimas, o que será investigado pela Polícia. A apuração vai se debruçar sobre suposta fraude processual, já que a retirada de itens pode alterar a cena do crime e interferir na produção de provas.
O secretário de Polícia Civil do Rio, Felipe Curi, disse em coletiva de imprensa, na quarta-feira (29/10), que imagens registram pessoas removendo fardamentos usados por integrantes do CV e abandonando os itens em vias públicas depois do confronto.
“Nós temos imagens de pessoas que retiraram esses corpos da mata e os colocaram em via pública e também tirando a roupa desses marginais. A Polícia Civil está instaurando um inquérito policial na 22ª DP, na Penha, para investigar essas pessoas pelo crime de fraude processual”, afirmou Curi.
O que não se sabe, por ora, é o quanto essa interferência dos moradores poderá impactar nas investigações, nem se já houve andamento nas apurações de suposta fraude processual.
Câmeras corporais
Outra dúvida que ainda paira sobre a operação é se as câmeras corporais dos agentes envolvidos na ação, de fato, gravaram as diligências.
Segundo Marcelo de Menezes, secretário da Polícia Militar do Rio, todas as imagens serão disponibilizadas aos órgãos de controle, mas parte delas pode ter se perdido por uma “questão técnica”.
Menezes alegou que a vida útil das baterias dos aparelhos é de 12 horas. Levando em conta que a preparação para a operação começou às 3h de terça-feira, ele sugere que as baterias podem ter acabado ao longo do dia.
“Nossas câmeras são dotadas de baterias que duram cerca de 12h. A operação começou a ser ‘brifada’ a partir de 3h da manhã de terça. As nossas tropas começaram a incursionar às 5h. Há que se levar em consideração que, em algum momento, há a substituição dessas baterias durante o policiamento ostensivo. Agora, dado o cenário em que os policiais estavam, certamente em algum momento as baterias perderam a carga, e em algum momento essas imagens podem ter sido interrompidas”, afirmou.
Moradores empilham e fazem contagem de corpos após operação da polícia contra o CV no Rio de Janeiro
Perícia e laudos
Mais um ponto que segue nebuloso no caso são as perícias e os laudos dos mortos.
Nessa quinta, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro afirmou que teve a entrada negada no IML para acompanhar as perícias dos corpos das vítimas, alegando que a medida faz parte da atuação na ADPF das Favelas, ação que monitora o problema da letalidade policial no Rio de Janeiro e que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Já estamos providenciando esse acesso. A gente está correndo contra o tempo porque esses corpos não vão ficar à disposição da Defensoria. Eles vão ser provavelmente encaminhados para o sepultamento; por isso, nós estamos aqui desde cedo buscando participar da produção dessa prova, mas nos foi impedido”, relatou a defensora pública Rafaela Garcez em entrevista coletiva em frente ao IML.
No mesmo dia, a Defensoria também pediu ao STF que possa realizar uma perícia paralela nos mortos, que seria feita logo depois do encerramento dos exames conduzidos pela perícia oficial.
O pedido foi realizado por meio da ADPF 635, a chamada ADPF das Favelas, que tramita no STF e por meio da qual o tribunal definiu balizas para a realização de operações no Rio, em abril deste ano, com a homologação parcial de um plano do governo fluminense.
Segundo o órgão, o pedido se dá em meio à “massiva violação de direitos humanos”. O argumento é de que “todo somatório de esforços que enriqueçam o debate e, por conseguinte, a apuração do ocorrido é bem-vinda, sem espaço para melindres institucionais”.
Os pedidos, contudo, ainda não foram apreciados pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes.
Audiência de Cláudio Castro e cumprimento da ADPF das Favelas
Na mesma esteira da ação do STF que monitora as operações no Rio, Moraes marcou uma audiência, em 3 de novembro, para ouvir o governador do estado fluminense, Cláudio Castro (PL), sobre a megaoperação, uma vez que há versões conflitantes sobre as ações policiais conduzidas nos complexos da Penha e do Alemão.
De um lado, autoridades policiais defendem que tudo se deu dentro dos conformes, seguindo as determinações do Supremo no âmbito da ADPF das Favelas. Um dos que vocalizou opinião nesse sentido foi Marcelo de Menezes, da Polícia Militar.
“Todos os requisitos previstos na ADPF foram observados na execução e no que precedeu essa operação, sejam as comunicações devidas às secretarias estadual e municipal de Saúde, às secretarias de Educação, ao Ministério Público, a presença de ambulâncias no local da operação, e também a presença de câmeras corporais em todos os nossos policiais”, afirmou em coletiva.
As declarações de Menezes são confrontadas pela DPE, que afirmou em seu pedido ao STF que houve uma série de fatores que poderiam ser considerados como “descumprimento” da ADPF. Dentre eles, a constatação da ausência de ambulâncias no local, o fechamento de escolas e postos de saúde no dia seguinte à operação, além da falta de isolamento do local para fins de preservação para perícia.
“Esse conjunto de fatores desperta receio concreto quanto à imparcialidade e consequente fiabilidade das perícias realizadas nos corpos das vítimas, malgrado a intervenção do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, com corpo pericial a ele diretamente subordinado, em linha com os vetores fixados no acórdão per curiam, segundo enfatizou o PGJ/RJ”, concluiu.
Se você já perdeu o sono com o zumbido de um mosquito rondando o quarto, talvez a solução esteja bem mais perto — e simples — do que parece. Um pedaço de papel higiênico, algumas gotas de óleo essencial e atenção aos cantos de casa podem ajudar a manter esses insetos longe, segundo o biólogo Fabiano Soares.
“O truque pode funcionar, sim, especialmente com óleos essenciais de citronela, que têm um efeito potente como repelente natural”, explica o especialista. De acordo com ele, o segredo está em onde o papel embebido com o óleo é colocado.
“Os mosquitos gostam de locais escuros e úmidos. É ali que eles descansam durante o dia, para sair à noite. Então vale posicionar o papel com óleo embaixo da cama, atrás do roupeiro, entre as folhagens ou em cantos onde quase não entra luz”, orienta Soares.

O biólogo ressalta que o efeito pode ser potencializado com uma limpeza prévia nesses pontos. “Usar água sanitária ou desinfetante antes de aplicar o óleo ajuda muito. Mas é essencial lembrar que isso não substitui o controle do criadouros”, alerta.
Enquanto os mosquitos comuns — os temidos pernilongos — se reproduzem em água suja, o mosquito da dengue prefere água limpa e parada. Por isso, manter vasos de planta, garrafas e calhas livre de acúmulo é fundamental. “Esses focos precisam ser eliminados. Caso contrário, o cheiro sozinho não dá conta”, afirma.
Outra medida eficaz, segundo Soares, é criar barreiras físicas, como instalar telas em portas e janelas e vedar locais de esgoto e drenagem. “Assim, você impede o acesso dos mosquitos e reduz bastante a infestação.”
O biólogo destaca, porém, que o método do papel e do óleo essencial funciona melhor como complemento. “Se houver uma infestação significativa, só o cheiro não vai resolver. Os mosquitos se adaptam e os mais resistentes acabam prevalecendo”, diz.
A mãe de santo Leidjane Gomes de Freitas foi uma das vítimas sobreviventes do serial killer de Maceió, Albino dos Santos Lima. Ela prestou depoimento em mais um júri popular do assassino em série, o quinto, que acontece no Fórum do Barro Duro, nesta sexta-feira, 31. Desta vez, Albino está sendo julgado pelo homicídio de Tâmara Vanessa dos Santos e pela tentativa de homicídio contra Leidjane e José Gustavo Carvalho, em junho de 2024, no bairro da Ponta Grossa.
A mulher declarou que os três estavam voltando de uma festa quando entraram na rua que moram, por volta de 23h. Na sequência, o atentado ocorreu. "A gente sempre andava de mãos dadas. Tamara era minha filha de santo. E Gustavo tinha mania de andar mais na frente da gente. Nem sequer percebi o que aconteceu", iniciou.
"Recebi um tiro na cabeça. Passei por cirurgia, e a bala passou pelo meu crânio. Essa semana saiu um vestígio da bala da minha cabeça. Não entendo o porquê dessa maldade, sou da religião, fui muito apedrejada, por irmão de santo, e fui até acusada de vender droga. Também disseram que eu estava devendo a alguém [dinheiro]. Então fui muito julgada, porque a nossa religião requer muita responsabilidade, e muitos me deixaram de lado", continuou Leidjane.
Ainda segundo a vítima, as sequelas da tentativa de homicídio incomodam. "Eu tomo dois tipos de calmante, sendo um tarja preta, e tenho muitas dores de cabeça. O osso é quebrado, a bala transfixou. Fiquei impossibilitada, não consigo trabalhar todos os dias, só quando posso ou quando estou bem".
Emocionada, Leidjane disse recordar que foi socorrida por uma filha biológica. Já Gustavo foi atendido inicialmente pelo genro dela. "Meus filhos precisam de tratamento psicológico. Eu estava caída no chão, ao lado da Tamara, meu rosto estava todo melado de sangue, todo arranhado", contou com a voz embargada.
"Não percebi que estava sendo seguida, a gente nunca vai imaginar, não vai andar assustada... Posso ter visto de longe, mas achei que era uma pessoa qualquer. Vi uma pessoa de preto na praça, mas não sei se era o atirador. Nunca tive envolvimento com tráfico, nem com drogas. Tamara também não, não fumava, não bebia. E Gustavo só fumava cigarro como eu", complementou.
Este é o quinto júri do serial killer, que ficou conhecido nacionalmente após ter sido apontado como o autor de 18 mortes.
Veja a linha do tempo dos julgamentos de Albino dos Santos Lima, condenado a quase 100 anos de prisão:
Paulo Sérgio Ambrósio dos Santos foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, pelo homicídio que vitimou Ivio Thyeres dos Santos Ramos no ano de 2016, em um bar de Maceió. O julgamento aconteceu nessa quinta-feira, 30, e a Justiça de Alagoas acatou as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O réu, também conhecido como “PC”, já tinha antecedentes criminais. Segundo a denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL), ele integrava uma facção criminosa que comandava a região do Vergel do Lago, e Ivio Thyeres já havia sofrido um atentado cometido por dois homens conhecidos como “Fofão” e “Tampa”, que à época foram presos.
O grupo acreditava que as prisões ocorreram após denúncia de Ivio Thyeres. Ele foi morto como vingança, já que Fofão era genro de “Eraldo do Gás”, traficante conhecido pela polícia e amigo de Paulo. Por medo e por saber que já estava marcada para morrer, a vítima se mudou, mas costumava ir ao bairro visitar um filho. Eraldo, "fofão" e "tampa" também já foram assassinados.
“Todos têm o direito de viver. A vítima deixou filhos ainda crianças que até hoje sofrem as consequências desse bárbaro crime. O egoísmo de quem mata ignora a dor dos órfãos Nosso compromisso é com a defesa da vida em sua plenitude e à memória do morto”, destacou a promotora de Justiça do MPAL, Adilza de Freitas.
O caso
No dia 10 de abril de 2016, por volta das 19h, Ivio Thyeres dos Santos Ramos, estava no "Bar da Vera", pediu uma cerveja e sentou-se em uma cadeira em frente à porta da rua, caindo no sono logo em seguida. Sabendo da intenção de Paulo Sérgio em matá-lo, um homem avisou onde Ivio estava e que estaria vulnerável.
O réu, então, foi ao local em uma bicicleta, armado, e já chegou atirando sem qualquer chance de defesa para a vítima que não tinha envolvimento com a criminalidade. Após o assassinato, Paulo Sérgio, o homem que o informou sobre a presença de Ivio no bar, e o comandante do tráfico naquela área, identificado como “Eraldo do gás”, foram beber para comemorar a morte.
O mundo volta a acompanhar com apreensão os movimentos de Moscou e Washington, que parecem repetir passos da Guerra Fria. Em um intervalo de poucos dias, Vladimir Putin e Donald Trump voltaram a escalar a retórica nuclear, com cada um tentando reafirmar o poderio bélico em meio a um cenário global de crescente instabilidade.
Enquanto o líder do Kremlin exibiu drones atômicos e mísseis “invencíveis” nas últimas semanas, o presidente norte-americano ordenou a retomada de testes nucleares nos EUA pela primeira vez em mais de três décadas. Trump justificou, na quarta-feira (29/12), que a ação busca “igualar as condições” com Rússia e China, que estariam conduzindo projetos de modernização dos arsenais.
“Devido aos programas de testes de outros países, instruí o Departamento de Guerra a iniciar os testes de nossas armas nucleares em igualdade de condições”, declarou em publicação nas redes sociais.
Poucas horas antes do anúncio norte-americano, Putin celebrava o sucesso de um novo teste do Poseidon, drone submarino movido a energia nuclear com capacidade de gerar tsunamis radioativos e atingir cidades costeiras inimigas.
O líder russo afirmou que a arma “supera significativamente” o míssil balístico intercontinental Sarmat, considerado até então o mais potente do arsenal russo. “Em termos de velocidade e profundidade, não há nada comparável em nenhum lugar do mundo. Isso é um sucesso tremendo”, declarou o presidente durante visita a um hospital militar em Moscou.
O Poseidon, de 20 metros de comprimento e 100 toneladas, pode operar a mais de mil metros de profundidade, tornando-se praticamente indetectável.
A arma anunciada por Putin combina capacidade destrutiva e alto valor simbólico – um recado direto à Ucrânia, que segue pressionando os Estados Unidos por mísseis de cruzeiro Tomahawk.
Após o anúncio de Trump, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou, nessa quinta-feira (30/10), que a Rússia “agirá de acordo com a lei” caso os Estados Unidos rompam a moratória sobre testes nucleares.
“Os EUA são uma nação soberana, mas quero lembrar as declarações de [Vladimir] Putin de que, se alguém se afastar da moratória, a Rússia agirá de acordo com a situação”, disse.

Corrida armamentista reacesa
O anúncio norte-americano marca uma ruptura com mais de 30 anos de política de contenção nuclear. O último teste dos EUA ocorreu em 1992, no deserto de Nevada. Desde então, vigorava uma moratória informal baseada no Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), assinado em 1996, mas nunca ratificado por Washington.
Já Moscou, que havia ratificado o CTBT em 2000, revogou essa decisão em 2023, alinhando-se à postura norte-americana. Com isso, o equilíbrio global volta a depender de tratados frágeis – como o New START, de 2010, que limita o número de ogivas estratégicas a 1.550 por país e expira em fevereiro de 2026.
Na sessão plenária do Fórum Valdai, Putin voltou a questionar a continuidade do acordo. “Sabemos que há pessoas nos Estados Unidos que dizem: ‘Não precisamos de nenhuma extensão do New START’. Mas se eles não precisam, nós também não precisamos. Estamos confiantes em nosso escudo nuclear”, afirmou o presidente russo.
Sob a sombra dos mísseis Tomahawk
Volodymyr Zelensky pediu a Donald Trump o envio de mísseis Tomahawk para reforçar a defesa da Ucrânia contra a Rússia. As armas têm longo alcance, alta precisão e são difíceis de detectar por radares.
Segundo o presidente ucraniano, Moscou “tem medo” dessa capacidade.
As negociações avançavam, e Zelensky chegou a se reunir com Trump. Um dia antes, porém, o presidente russo, Vladimir Putin, telefonou para o norte-americano.
Após a conversa, Trump adotou uma postura mais cautelosa sobre o envio dos mísseis.
Depois do encontro com Zelensky, o republicano demonstrou incerteza sobre a decisão.
Mesmo assim, a imprensa internacional informou que as conversas sobre o fornecimento dos Tomahawk foram retomadas.
Putin reagiu e afirmou que a resposta da Rússia a um eventual ataque com o armamento seria “avassaladora”.
De volta ao jogo atômico
Com Rússia e Estados Unidos concentrando cerca de 90% das ogivas nucleares do planeta, a tensão entre as potências reacende temores de uma nova corrida armamentista, agora em plena era da hiperconectividade e das guerras híbridas.
Para o analista político e professor de história Victor Missiato, do Colégio Mackenzie, trata-se de uma escalada militar que, embora ainda esteja no campo da retórica, já tem efeitos concretos.
“A corrida armamentista entre as potências cria um efeito cascata, como podemos ver no aumento do orçamento de defesa em países da União Europeia. Sinaliza-se uma luz amarela nessa conjuntura”, avalia.
Missiato destaca que o atual cenário geopolítico revela uma reconfiguração das forças globais. “A Guerra Fria acabou em 1991, mas o jogo de poder entre potências continua. Hoje, temos a primeira potência oriental – a China – capaz de fazer frente às potências ocidentais. É o início de uma nova história da geopolítica”, explica.
Na avaliação do especialista, a nova corrida armamentista não começa agora, mas com a anexação da Crimeia pela Rússia, em 2014. A guerra na Europa teve reflexos em outras regiões, influenciando o papel da Turquia, os interesses chineses em Taiwan e a percepção de ameaça nos Estados Unidos e na União Europeia.
“Esses últimos eventos apenas elevam o tom das ameaças, num momento em que o fim da guerra não ocorreu no tempo esperado por Trump após a reunião com Putin”, analisa.
Missiato também lembra que o protagonismo dos Estados Unidos na arena internacional se consolidou após a Segunda Guerra Mundial e segue influente. “Washington esteve envolvido, direta ou indiretamente, nos principais conflitos regionais desde então. Esse papel começou antes da Guerra Fria e ainda se mantém presente”, conclui.
A irmã de Penélope, conhecida como “Japinha do CV”, pediu nas redes sociais que imagens do corpo dela não sejam mais compartilhadas após a megaoperação nos Complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro.
Ela afirmou que o perfil será usado para homenagens, com fotos da jovem “feliz e sorrindo”.
Penélope era apontada pela polícia como “linha de frente” do Comando Vermelho e considerada uma combatente de confiança da facção. Segundo relatos, ela teria resistido à abordagem policial e atirado contra agentes durante a ação.
A jovem, que usava roupa camuflada no momento da operação, foi morta com um tiro no rosto. Imagens e vídeos do corpo de Penélope circularam nas redes sociais após a ação, o que motivou o pedido da família.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro atualizou para 121 o número total de mortos na megaoperação. A informação foi atualizada na manhã desta quinta-feira (30), após os registros da chegada de corpos no IML (Instituto Médico Legal) Afrânio Peixoto, na região central do Rio.
Batizada de Operação Contenção, a ação envolveu cerca de 2.500 agentes das Polícias Civil e Militar, com o objetivo de frear o avanço territorial do CV (Comando Vermelho) e cumprir cerca de 100 mandados de prisão nos complexos do Alemão e da Penha. Entre os alvos, 30 eram de outros estados, incluindo membros da facção vindos do Pará.
Segundo o balanço do governo carioca, a operação resultou em 121 mortos: 54 corpos de civis foram encontrados no dia da ação e outros 63 foram achados por moradores em uma região de mata do Complexo da Penha na quarta-feira (29). Quatro policiais também morreram na ação — dois policiais militares e dois policiais civis.
Na manhã desta quinta-feira (30) a Prefeitura de Palmeira dos Índios realizou mais uma entrega de alevinos; desta vez, foram entregues 20 mil exemplares a representantes de comunidades da zona rural do município. A ação integra o programa Palmeira Mais Peixe, que incentiva a piscicultura e fortalece a produção de peixes em comunidades rurais como objetivo de incentivar a geração de renda e a segurança alimentar das famílias beneficiadas.
Durante a solenidade de entrega, estiveram presentes a prefeita Tia Júlia, além de lideranças comunitárias e representantes das secretarias municipais. Entre eles, o assessor especial da Secretaria de Povos Originários e representante do quilombo Tabacaria Elson Paulino, que destacou o valor simbólico e prático da ação para as comunidades tradicionais. “Essa entrega representa muito para nós. O peixe é alimento, é sustento, mas também é dignidade. Cada alevino que chega aqui é uma semente de esperança, que vai crescer e alimentar muitas famílias. É bonito ver a prefeitura voltando o olhar para o campo com esse carinho”, disse Elson.
Também estiveram presentes o secretário municipal da Secretaria de Povos Originários Cacique Selmo Xukuru-Kariri, além de outros secretários municipais, como o de Articulação Política Agenor Leôncio; de Agricultura José Cícero e ainda a secretária-adjunta Jenifer Monteiro (da Agricultura) e de Infraestrutura Arnaldo Cavalcante. A entrega foi comemorada com entusiasmo pelos moradores e líderes das comunidades, que ressaltaram a importância do projeto para o fortalecimento da economia local.
Após a solenidade, os alevinos foram soltos no açude, onde serão alimentados até atingirem o tamanho ideal para a pesca.
O secretário de Agricultura José Cícero destacou o compromisso da gestão em manter ações que fortalecem o campo. “Quando levamos alevinos para essas comunidades, não incentivamos apenas a piscicultura, mas garantimos que mais famílias possam produzir seu próprio alimento e gerar renda. É uma política que transforma realidades e mostra que o desenvolvimento pode ser sustentável e coletivo”, afirmou o secretário.
Ao encerrar o evento, a prefeita Tia Júlia reforçou a importância da iniciativa e o compromisso da gestão com o desenvolvimento rural. “O nosso trabalho é cuidar das pessoas e isso passa por fortalecer o campo, apoiar os produtores e garantir oportunidades. O programa Palmeira Mais Peixe é uma ação simples, mas cheia de significado porque leva vida, alimento e esperança para quem mais precisa. É assim que construímos uma Palmeira dos Índios mais justa e solidária”, declarou a prefeita.
A Superintendência de Prevenção em Desastres Naturais (SPDEN/SEMARH/AL) informou, nesta quinta-feira, 30, que as rodadas mais recentes das condições meteorológicas indicam ocorrência de baixa umidade relativa do ar no Sertão e no Sertão do São Francisco. O alerta começou a valer nesta quinta e vai até o domingo, 2. Veja abaixo:
CONDIÇÕES SINÓTICAS
A atuação de uma massa de ar seco e quente associada a um sistema de alta pressão atmosférica, favorece a redução da umidade relativa do ar e inibe a formação de nebulosidade convectiva sobre no Estado de Alagoas. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 30% em alguns períodos do dia nas regiões do Sertão e Sertão do São Francisco alagoano.
RISCOS ASSOCIADOS
Ressalta-se a necessidade de atenção especial às atividades ao ar livre, especialmente nos horários de pico de radiação solar (10h às 16h) e o aumento do risco de ocorrência de queimadas nas regiões ambientais citadas acima. A umidade relativa do ar abaixo de 30%, favorece a ocorrência de doenças respiratórias e ressecamento das vias nasais.
A Superintendência de Prevenção em Desastres Naturais (SPDEN) segue monitorando as condições sinóticas e novas atualizações poderão ser enviadas a qualquer momento.
A apreensão de duas camisas da seleção brasileira com autógrafo de Neymar Jr., em Campinas (SP), na casa de um dos alvos da operação que mira um esquema de lavagem de dinheiro, pode, na avaliação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), ajudar a localizar o principal chefe em liberdade da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como “Mijão”, “Xixi”, “2X” ou "Filha".
Em nota, a assessoria de Neymar Jr. destaca que o jogador desconhece completamente o caso, assim como as pessoas citadas na investigação.
Foragido há anos, Mijão é um dos alvos de mandados de prisão na operação nesta quinta (30), mas segue sem ser localizado. As últimas informações do MP indicam que ele estaria na Bolívia.
No entanto, a apreensão das camisas com autógrafo e dedicatória direcionados a ele, com a alcunha de "Filha", podem indicar, segundo o promotor Marcos Rioli, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que o foragido estaria frequentando o Brasil.
Para esclarecer essa possibilidade, o MP avalia ouvir Neymar Jr., que não é investigado na operação. "A oitiva do Neymar pode ser realizada, a gente vai avaliar isso durante a investigação, para que ele possa esclarecer, se possível, se houve, de fato, esse encontro. É nesse sentido. Jamais, em nenhum momento, a camisa foi apreendida por suspeita de eventual ligação do Neymar com um facção, com crime. O Neymar não é investigado, nem foi investigado em momento nenhum por nós", pontua Rioli.
A assessoria de Neymar Jr. ressaltou que o atleta "autografa milhares de camisas que são solicitadas por fãs e instituições em diferentes contextos, sem qualquer relação pessoal ou profissional com quem as recebe". "As conjecturas e teorias que tentam associar seu nome a esse episódio são infundadas e não correspondem à realidade. Não há, portanto, qualquer vínculo entre o Neymar Jr. e o fato mencionado", afirmou, em nota.
Exibida em quadro - Segundo o promotor Marcos Rioli, as duas camisas da seleção brasileira foram encontradas na casa do filho de Mijão, sendo que uma delas, a azul, estava enquadrada e pendurada, "ornamentando a sala da casa do investigado".
"Na casa do filho do Mijão, investigado também e preso hoje na operação, havia duas camisas da seleção brasileira com o nome do Neymar (...) E uma assinatura, aparentemente, do Neymar, ou seja, uma dedicatória, uma assinatura parecida com a do Neymar, que é figura pública e notória, numa camisa enquadrada e pendurada na sala da casa", destaca.
Segundo Rioli, a apreensão foi para ajudar o MP, eventualmente, a localizar, "saber se o investigado foragido está frequentando o Brasil e onde ele está frequentando, para que a gente possa cumprir esses mandados."
Durante a operação contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois dos traficantes mais procurados do Brasil, nesta quinta-feira (30), um suspeito morreu em troca de tiros com a Polícia Militar (PM) em um condomínio de luxo no bairro Colinas do Ermitage, no distrito de Sousas, em Campinas (SP).
Em coletiva realizada no fim da manhã, o Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) da PM informou que uma equipe entrou na casa do investigado Luís Carlos dos Santos e foi surpreendida por disparos. Luís Carlos chegou a fingir que se renderia, tentou fugir pela varanda e voltou a atirar contra os policiais antes de ser atingido.
O suspeito morreu no local e um policial militar foi baleado no ombro. Ele foi encaminhado ao Hospital de Clínicas da Unicamp, onde recebe atendimento médico e deve passar por cirurgia.
Luís Carlos dos Santos é pai de Rafael Luís dos Santos, também investigado na operação. Os dois são apontados como envolvidos em um esquema de lavagem de capitais operado por Maurício Silveira Zambaldi, o "Maurício Dragão", preso em Campinas em agosto deste ano suspeito de financiar plano do PCC para matar um promotor do Ministério Público.
Rendição falsa e tentativa de fuga
Segundo o Tenente-coronel Wanderlei Turolla Alves Cardoso, comandante do primeiro BAEP, policiais entraram no sobrado de Luís Carlos após arrombarem uma porta e, quando subiram as escadas em direção aos quartos, foram recebidos a tiros.
Durante o confronto, um sargento da PM foi atingido no ombro direito. Ele foi socorrido e levado à Unicamp, onde passou por cirurgia, mas não corre risco de morte.
Ainda segundo o relato, Luís Carlos entrou em um dos quartos em seguida e, mesmo depois de receber ordem para se render, tentou fugir pela varanda e voltou a atirar contra os policiais. Ele foi baleado e morreu no local.
"Ele estava com duas armas na mão. Deu tempo para ele se proteger porque era um terreno muito íngreme. Foi o tempo dele se proteger, atirar contra os policiais, ele fugiu para o quarto. Ele fingiu que se rendeu e atacou de novo. Foi só aí que ele acabou neutralizado. Houve tentativas de evitar que isso acontecesse", afirmou o Tenente-coronel.
O Corpo de Bombeiros e o Samu foram acionados, mas o óbito foi constatado ainda na residência.
No imóvel, os policiais apreenderam quatro armas de fogo e mais de R$ 300 mil em dinheiro, incluindo uma grande quantidade de moedas de R$ 1, armazenadas em sacos. A suspeita é de que o dinheiro tenha origem no tráfico de drogas e em atividades de lavagem de capitais.
Suspeita de envolvimento com o PCC
Luís Carlos dos Santos é pai de Rafael Luís dos Santos, também investigado na operação. Os dois são apontados como envolvidos na lavagem de dinheiro operada por Maurício Silveira Zambaldi, também chamado de "Maurício Dragão".
Maurício é um dos empresários presos em Campinas no dia 29 de agosto, conhecido no ramo de venda de motocicletas e suspeito de financiar um plano da facção criminosa PCC para matar o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco.
De acordo com o MP, Luís Carlos agiu "de forma consciente" como laranja em um negócio jurídico simulado, em que recebeu um imóvel como garantia de uma dívida ilícita de R$ 3 milhões de Maurício. O objetivo seria distanciar da transação o filho Rafael, que seria o real credor e beneficiário, além de ocultar o verdadeiro titular dos valores.
O MP informou que a transferência do imóvel para o nome de Luís Carlos foi registrada por um valor irrisório, para aparentar legalidade.
Em atualização no final da tarde, o MP corrigiu a informação do número de presos e disse que, das nove prisões preventivas decretadas, cinco alvos foram capturados e não seis, como informado anteriormente.
Há empresários, agiotas e influenciadores digitais entre os investigados. De acordo com o Ministério Público (MP), os mandados de prisão tinham como alvo:
Pessoas que foram presas nesta quinta-feira (30)
Sérgio Luiz de Freitas Neto (filho de "Mijão")
Eduardo Magrini, conhecido como "Diabo Loiro": influenciador atuou em ataques de 2006 e ostenta carros de luxo nas redes
Bárbara Batista Borges
Renan Ferraz Castelhano
Maurício Conti
Pessoas que já estavam presas
Maurício Silveira Zambaldi, o Dragão: empresário já havia sido preso em agosto
José Ricardo Ramos: também preso em agosto por envolvimento no plano para executar um promotor em Campinas
Considerado foragido
Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como "Mijão", "Xixi" ou "2X": principal chefe em liberdade da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC)
Ronaldo Alexandre Vieira
A operação também mira Álvaro Daniel Roberto, o “Caipira”, que é alvo de mandado de busca e apreensão. Mijão e Caipira estão foragidos há anos e são considerados entre os mais procurados do país.
Além dos mandados de prisão, foram emitidos 11 de busca e apreensão. A Justiça também determinou outras medidas, incluindo o bloqueio de 12 imóveis de luxo e de valores em contas bancárias.
As buscas ocorrem em condomínios de alto padrão de Campinas, como Alphaville, Entreverdes, Jatibela e Swiss Park, entre outros. Mandados também foram cumpridos em Mogi Guaçu (SP) e Artur Nogueira (SP).
