
O desabamento parcial de uma torre medieval em reforma no centro de Roma, perto do Coliseu, nesta segunda-feira (3), deixou um operário hospitalizado com ferimentos graves, segundo a agência de notícias Ansa. Outros dois sofreram lesões leves e recusaram atendimento hospitalar.
O porta-voz do Corpo de Bombeiros, Luca Cari, havia dito anteriormente à agência de notícias Reuters que as equipes de resgate estavam trabalhando para retirar uma pessoa presa sob os escombros.
A Torre dei Conti, com 29 metros de altura, fica na Via dei Fori Imperiali, a ampla avenida que liga a Piazza Venezia, no centro de Roma, ao Coliseu.
O edifício está desativado desde 2006, mas estava sendo reformado como parte de um projeto de renovação de quatro anos, com previsão de término para o próximo ano, segundo as autoridades da cidade de Roma.
Vídeos publicados nas redes sociais mostraram nuvens de poeira saindo das janelas da torre e o som de alvenaria desabando.
Devido às obras de restauração, a área ao redor da torre foi interditada para pedestres.
O edifício foi erguido pelo papa Inocêncio III para sua família no início do século XIII.
A megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, considerada a mais letal da história do Rio de Janeiro, provocou ampla repercussão internacional. Com 121 mortos, incluindo quatro policiais, a ação levou Argentina, Paraguai, Bolívia e Uruguai a reforçarem a vigilância nas fronteiras, diante do risco de fuga de integrantes do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O episódio também fez países vizinhos passarem a classificar as facções brasileiras como organizações terroristas. Além disso, o governo do Rio trabalha para que os Estados Unidos passem a reconhecer o CV como Organização Criminosa Transnacional (TCO), permitindo cooperação direta de agências norte-americanas.
Megaoperação no Rio
A operação envolveu 2,5 mil agentes e resultou em 121 mortes, sendo quatro policiais.
Entre os mortos, 78 tinham histórico criminal grave, 43 eram foragidos, 54 vieram de outros estados e 26 tinha antecedentes criminais, segundo as forças de segurança.
Foram presos 113 integrantes, incluindo líderes de patrulheiros da Serra da Misericórdia, principal ponto de confronto.
Segundo a Polícia Civil, pelo menos um terço dos presos são de outros estados, incluindo Pará, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso, São Paulo e Paraíba.
Argentina dispara alerta máximo nas fronteiras
A ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, determinou na terça-feira (28/10) — mesmo dia da operação — alerta máximo nas fronteiras leste e noroeste, enviando de 150 a 200 militares especializados em operações de montanha à região de Bernardo de Irigoyen, na divisa com Santa Catarina e Paraná.
Bullrich informou que CV e PCC foram incluídos no Registro de Pessoas e Entidades Vinculadas a Atos de Terrorismo (Repet).
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“Temos pessoas que são muito bem vigiadas entre si, para que não exerçam nenhum tipo de poder. Eles não conseguiram, nas prisões argentinas, o que conseguiram, infelizmente, em outros países — inclusive no Brasil e no Paraguai”, declarou.
“Facções como ameaça à soberania”, afirma Paraguai
O governo paraguaio reforçou patrulhas, controle migratório, operações de inteligência e vigilância estratégica na fronteira com o Brasil.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, assinará decreto que vai formalizar o CV e do PCC como organizações terroristas. A decisão a respeito das facções com origem no Brasil foi tomada em uma reunião conduzida por Peña que contou com a presença das mais altas autoridades do governo paraguaio.
“Todas as forças disponíveis serão mobilizadas para proteger cidadãos e instituições democráticas”, disse Peña.
Bolívia e Uruguai reforçam controle nas fronteiras
O presidente eleito da Bolívia, Rodrigo Paz, solicitou ao governo de Luis Arce aumento do controle nos departamentos de Pando, Beni e Santa Cruz, fronteiras com Acre, Rondônia e Mato Grosso.
Ele destacou que o país “não pode permitir que estruturas criminosas estrangeiras se infiltrem em seu território” e que a proteção da população e das fronteiras deve ser prioridade nacional. O Uruguai anunciou reforço da segurança fronteiriça, em coordenação com forças locais e agências internacionais, para impedir a entrada de integrantes das facções brasileiras.

Cooperação com os Estados Unidos
Segundo reportagem da CNN Brasil, o governo do Rio de Janeiro entregou ao Consulado dos Estados Unidos, há cerca de oito meses, um relatório detalhado sobre a atuação do Comando Vermelho no território nacional e em outros países. O documento aponta que a facção atua em rotas de tráfico de drogas internacionais, mantém conexões com cartéis da América do Sul e estaria recrutando integrantes nos Estados Unidos.
A iniciativa faz parte de uma estratégia do governo fluminense para ampliar a cooperação bilateral, incluindo a possibilidade de sanções financeiras contra lideranças do CV por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), ligado ao Departamento do Tesouro americano.
A medida, se aprovada, permitiria restringir recursos de bancos e empresas que eventualmente facilitem atividades da facção.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mantém ações no Caribe sob a justificativa de combater narcotraficantes na Venezuela, não se pronunciou sobre a operação policial realizada no Rio de Janeiro.
O relatório gerou debate político interno. Autoridades brasileiras destacam que, embora o CV e o PCC sejam classificados no país como organizações criminosas, não se enquadram como terroristas, conceito que envolve motivação ideológica ou religiosa.
Expansão internacional do Comando Vermelho e PCC
O Comando Vermelho, fundado nos anos 1970 em presídios do Rio, consolidou-se controlando territórios, promovendo tráfico de drogas e estabelecendo alianças estratégicas. Após o rompimento com o PCC em 2016, expandiu operações internacionais, atuando com cartéis da Colômbia e Peru e enviando cocaína para Estados Unidos e Europa.
A facção também participa de mineração ilegal de ouro na Amazônia e exploração de rotas de contrabando de migrantes, agravando problemas ambientais e sociais na região. Relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontam que as facções brasileiras cresceram significativamente na “Amazônia Compartilhada”, entre Brasil e Colômbia, ao longo de sete anos, aproveitando lacunas estatais e a rentabilidade do narcotráfico.
Já o PCC está presente em pelo menos 28 países, expandindo o tráfico de drogas e armas e se infiltrando em presídios no exterior para recrutar novos membros e consolidar a estrutura transnacional.
Países da América do Sul, como Paraguai, Venezuela, Bolívia e Uruguai, concentram grande parte dos membros, enquanto Portugal se tornou o principal ponto de fixação na Europa, aproveitando laços culturais e linguísticos, o que tem levado a apreensões de drogas e prisões de traficantes ligados à facção.
PL Antifacção
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende endurecer o combate ao crime organizado com o envio ao Congresso do PL Antifacção, que cria o tipo penal “organização criminosa qualificada” e amplia as penas para integrantes, financiadores e servidores públicos ligados a facções criminosas.
O projeto prevê penas de até 30 anos para homicídios cometidos por ordens de facções criminosas e será enviado ao Congresso com pedido de urgência. Ele inclui afastamento de servidores suspeitos, restrições contratuais e monitoramento de empresas ligadas ao crime organizado, reforçando a prioridade do governo no combate às facções e na proteção da segurança pública.
O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a Rússia e a China fazem testes nucleares, “mas não falam sobre isso”. A fala ocorreu em entrevista à emissora CBS exibida neste domingo (2/11). A conversa de cerca de uma hora e meia com Trump para o programa 60 Minutes foi gravada na sexta-feira (31/11).
O governo chinês desmentiu a informação nesta segunda-feira (3/11). “A China sempre seguiu o caminho do desenvolvimento pacífico, mantém uma política de não-utilização de armas nucleares como primeiro recurso, adota uma estratégia nuclear baseada na autodefesa e respeita seu compromisso de suspender os testes nucleares”, declarou Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, durante uma coletiva de imprensa.
Na entrevista à CBS, Trump reiterou que os Estados Unidos retomariam os testes nucleares, como os outros países. Trump já havia anunciado na quinta-feira (30/10) que ordenou ao Pentágono “iniciar testes nucleares”, justificando que outros países como China e Rússia também o fazem.
“Vamos fazer testes porque outros estão fazendo, como a Coreia do Norte e o Paquistão”, declarou. “Vocês sabem, por mais poderosas que sejam as armas nucleares, o mundo é grande e não sabemos necessariamente onde esses testes são realizados.”
“Os testes são subterrâneos, e as pessoas não sabem realmente o que está acontecendo, apenas sentem uma pequena vibração. Por isso, vamos fazer testes nucleares como outros países”, insistiu Trump. Ele não respondeu à pergunta sobre a possibilidade de detonação de uma carga nuclear, o que não é feito pelos EUA desde 1992.
O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou no domingo ao canal Fox News que não se trata de “explosões nucleares”. “São o que chamamos de ‘explosões não críticas’, que testam todas as outras partes de uma arma nuclear para garantir a geometria apropriada que desencadeia a explosão”, explicou. “Os testes que vamos realizar envolvem novos sistemas e, mais uma vez, trata-se de explosões não nucleares”, reiterou o ministro.
Nas últimas três décadas, apenas a Coreia do Norte realizou seis testes nucleares, entre 2006 e 2017. A Rússia (então União Soviética) e a China não o fazem desde 1990 e 1996, respectivamente.
No entanto, muitos países, incluindo os Estados Unidos, realizam testes regularmente de vetores, como mísseis, submarinos, aviões de caça, entre outros. Washington é signatário do Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT), e uma explosão nuclear representaria uma violação do compromisso.
“Dias de Maduro estão contados”
Durante a entrevista, o presidente americano também afirmou acreditar que os dias de Nicolás Maduro na presidência da Venezuela estão contados, e minimizou a possibilidade de uma guerra contra o país latino-americano. “Os Estados Unidos vão entrar em guerra com a Venezuela? Duvido”, declarou.
A campanha de ataques aéreos iniciada em setembro contra embarcações de supostos narcotraficantes no Caribe, apresentada por Washington como parte da luta contra o tráfico de drogas, aumentou as tensões regionais, especialmente com a Venezuela. Os dezesseis ataques conhecidos causaram pelo menos 65 mortes.
“Polícia não vai longe demais contra migrantes”
Sobre a imigração, Trump também afirmou na entrevista que as operações da polícia federal nos EUA “não vão longe demais”, após assistir a imagens de violência policial contra migrantes. “Não, acho que não vão longe o suficiente”, respondeu, acrescentando que as ações foram “freadas por juízes liberais”.
“Sim, precisamos ver quem são essas pessoas. Muitos deles são assassinos, foram expulsos de seus países por serem criminosos”, respondeu Trump ao ser questionado sobre os métodos usados pela polícia.
Sobre a prisão de migrantes sem antecedentes criminais, Trump afirmou que “é preciso estabelecer uma política. E essa política deve ser: ‘Você entrou ilegalmente em nosso país, você vai sair'”, reiterou. Trump fez da luta contra a imigração clandestina uma prioridade de seu segundo mandato, alegando uma “invasão” dos Estados Unidos por “criminosos estrangeiros”.
As operações da polícia federal de imigração (ICE) contra migrantes cresceram nos últimos meses nos EUA, especialmente em grandes cidades governadas por democratas, como Los Angeles, Chicago, Washington e Nova York.
Essas ações desencadearam um movimento de protesto em Los Angeles no início de junho. Trump respondeu enviando militares da Guarda Nacional, o que também pretende fazer em grandes cidades americanas, como Chicago e Portland.
Intervenção militar na Nigéria
O presidente americano também não descartou no domingo uma intervenção terrestre ou ataques aéreos na Nigéria, um dia após ameaçar uma ação militar caso o país não interrompa o que o presidente americano afirma ser uma ‘perseguição aos cristãos’. “Eles estão matando cristãos, e estão matando em grande número. Não vamos deixar isso acontecer”, declarou.
O Poder Judiciário de Alagoas inicia, nesta segunda-feira (3), o Mês Nacional do Júri, com 32 sessões de julgamento popular programadas até a sexta-feira (7). A iniciativa, promovida em todo o país pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tem o objetivo de agilizar o julgamento de processos que envolvem crimes contra a vida.
Das 32 sessões marcadas, 10 acontecem em Maceió e 22 no interior, sob coordenação do desembargador Otávio Praxedes. As comarcas contempladas incluem Joaquim Gomes, Traipu, Marechal Deodoro, Cajueiro, Colônia Leopoldina, Murici, Viçosa, União dos Palmares, Penedo, Feira Grande, Igaci, Olho D’Água das Flores, Pão de Açúcar, Pilar, Piranhas, São Sebastião, Santa Luzia do Norte e Taquarana.
A abertura do mutirão será na Vara do Único Ofício de Traipu, onde o réu Josenildo dos Santos Silva será julgado pela tentativa de homicídio contra Rosival Tertuliano da Silva.
Segundo a denúncia, o crime foi motivado por uma dívida de R$ 150. No dia dos fatos, Josenildo teria ido até a casa da vítima com uma espingarda e efetuado um disparo. Ao perceber que não havia conseguido matá-la, fugiu do local. O julgamento está previsto para começar às 9h desta segunda-feira (3).
Na quinta-feira (6), às 8h, a 9ª Vara Criminal da Capital julgará Carlos Alexandre Silva de Mesquita, Ronald da Silva Souza, Marcílio Alves da Silva Sobrinho e Sérgio Henrique da Silva, acusados de matar Patrick Jovino da Silva dentro do Presídio de Segurança Máxima de Maceió, no bairro Cidade Universitária, em 2023.
Conforme os autos, a vítima foi imobilizada por Marcílio Alves, enquanto os demais espancavam o detento até a morte. Em seguida, os réus teriam simulado um suicídio, amarrando um lençol no pescoço da vítima. A motivação do crime, segundo o Ministério Público, teria sido uma disputa entre facções criminosas rivais.
O Mês Nacional do Júri ocorre simultaneamente em todo o Brasil e reforça o compromisso do Judiciário com a celeridade processual e o acesso à Justiça. Em Alagoas, o mutirão seguirá ao longo de novembro, com novas pautas sendo divulgadas semanalmente.
Na noite deste domingo (2/11), a coluna teve acesso ao documento que lista os nomes dos 115 suspeitos mortos em confronto com a polícia durante a megaoperação realizada contra o Comando Vermelho (CV) na última terça-feira (28/10) — os dois ainda não identificados não têm registro papiloscópico, de arcada dentária ou de DNA.
A jovem, conhecida como “Penélope” ou “Japinha do CV”, que ainda não teve o nome completo revelado, não aparece na lista oficial, já que foram identificados apenas homens entre os mortos.
Na linha de frente
Após repercutir na internet a notícia de que a jovem foi morta durante a megaoperação, “Japinha do CV” passou a ser citada como traficante com cargo de atuação na linha de frente da facção criminosa.
Investigações preliminares apontam que ela atuava na proteção de rotas de fuga e na defesa de pontos estratégicos de venda de drogas. Uma foto explícita, em que um corpo aparece alvejado, passou a ser compartilhada com legendas que sinalizavam que se tratava da jovem. A PCERJ, contudo, não confirmou a informação.


Balanço sobre os identificados
A coluna apurou que, dos identificados, 59 contavam com mandados de prisão pendentes e pelo menos 97 tinham relevante histórico criminal. Dos demais, 12 apresentam indícios de participação no tráfico, em suas redes sociais. De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), isso demonstra que ao menos 109 tinham relação direta com a facção.
Ainda segundo a PCERJ, boa parte dos criminosos era de fora do Rio de Janeiro — 54% do total. Dos 62 de outros estados, 19 são do Pará, 12 da Bahia, nove do Amazonas, nove de Goiás, quatro do Ceará, três do Espírito Santo, dois da Paraíba, um de São Paulo, um do Maranhão, um do Mato Grosso e um do Distrito Federal. Ou seja, há no Rio chefes de organizações criminosas de 11 unidades da Federação, de quatro das cinco regiões do país.
A investigação acerca das circunstâncias das mortes está em andamento na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e o trabalho é acompanhado pelo Ministério Público. A Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Polícia Civil apura ainda a relação dos mortos com a facção criminosa.
Embora não seja algo novo, o uso de betabloqueadores voltou a ganhar holofotes após aparecer nas redes sociais de alguns influenciadores, especialmente nos Estados Unidos. Esses remédios têm sido citados como uma forma rápida de controlar sintomas físicos da ansiedade, como coração acelerado, mãos trêmulas e suor excessivo. Mas especialistas advertem: o medicamento não trata a causa emocional do problema e não pode ser usado sem orientação médica.
"Os betabloqueadores foram desenvolvidos para tratar condições cardíacas", explica o cardiologista Fernando Ribas, da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo. "Eles inibem receptores específicos de adrenalina no organismo, os betarreceptores, o que reduz efeitos típicos da ansiedade no sistema cardiovascular, como taquicardia, hipertensão e tremores. Esses sintomas, quando controlados, podem fazer a pessoa se sentir melhor durante uma crise de ansiedade", afirma.
Assim, o uso pontual do propranolol, por exemplo, um dos medicamentos mais conhecidos dessa classe, é relatado em situações de ansiedade de desempenho, como antes de apresentações em público, provas orais ou momentos de grande exposição.
"Se uma pessoa transpira muito ou fica com o coração disparado antes de falar em público, por exemplo, o betabloqueador pode ajudar a reduzir esses sintomas físicos", afirma a médica psiquiatra Danielle Admoni, supervisora na residência de psiquiatria da Unifesp e especialista pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria).
Ela reforça, no entanto, que a medicação não é um tratamento para a causa dos sintomas. "Ele não trata a sensação de medo, a preocupação ou a tensão antecipatória. Atua apenas no corpo, e não na mente."
Uso vem se popularizando
Embora não seja uma medicação nova —o propranolol foi desenvolvido nos anos 1960—, seu uso para controlar sintomas de ansiedade ganhou força novamente em tempos recentes, impulsionado por relatos em redes sociais —e por um mundo em que o ambiente profissional se torna cada vez mais exigente.
"Vivemos hoje em uma cultura do desempenho", observa Luiz Scocca, médico psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da USP, membro da ABP e da APA (Associação Americana de Psiquiatria). "Nesse sentido, o propranolol ajuda a controlar as reações físicas do estresse momentâneo, mas precisamos ter cuidado para não banalizar seu uso. Ele não é uma solução rápida para ansiedade e não substitui o tratamento adequado", alerta.
De acordo com o médico, a facilidade de acesso a alguns betabloqueadores aumenta o risco de uso indevido.
"O que era para ser um recurso pontual acaba virando um hábito. A pessoa pode começar a acreditar que só consegue performar bem se tomar o remédio, e isso reduz a autonomia emocional", explica Luiz Scocca, psiquiatra
Efeitos e riscos
Do ponto de vista cardiovascular, o uso sem supervisão médica pode trazer consequências sérias. Fernando Ribas, da BP, destaca que os betabloqueadores podem causar crises de asma, bronquite, queda de pressão, desmaios e redução importante da frequência cardíaca.
Além disso, o uso indevido pode mascarar sintomas de doenças cardíacas, como arritmias, atrasando diagnósticos e o tratamento adequados.
Pacientes idosos e pessoas com pressão naturalmente baixa também devem ter atenção redobrada. "Esses grupos podem apresentar hipotensão [pressão baixa] ou bradicardia [batimento cardíaco mais lento] com doses pequenas. Por isso, o uso deve ser sempre avaliado por um médico", reforça o cardiologista.
O efeito da medicação varia conforme a frequência do uso. "No uso contínuo, o bloqueio cardiovascular é mais duradouro e pode permanecer por até 72 horas. Já o efeito do uso pontual se dissipa após algumas horas", explica Ribas.
Na psiquiatria, a indicação mais aceita é justamente o uso pontual, por exemplo, antes de uma prova, palestra ou exposição pública. "Para quem tem ansiedade de desempenho, pode ser uma ferramenta válida, desde que associada a um acompanhamento psicológico. A ansiedade precisa ser tratada em sua origem, não apenas controlada nos sintomas", diz Admoni.
O risco da "muleta emocional"
Para especialistas, o principal risco do uso fora de indicação é transformar o remédio em um apoio constante. "Não há dependência física comprovada do propranolol", explica Scocca. "Mas há risco de dependência psicológica, ou seja, a pessoa acreditar que só consegue enfrentar situações desafiadoras se tomar o medicamento antes. E isso impede o desenvolvimento natural da autoconfiança."
A psiquiatra Danielle Admoni concorda. "Não adianta usar o remédio apenas na hora da crise e achar que está resolvido. Precisamos entender por que é tão difícil se expor e trabalhar essa ansiedade de forma mais profunda. A medicação pode ajudar a pessoa a realizar algo importante, mas ela não resolve o problema", diz.
Para os médicos, o recado é claro: o betabloqueador não é uma solução para a ansiedade, e sim uma ferramenta pontual para controlar manifestações físicas.
"É um medicamento para o coração, não para o medo", reforça Scocca. "O uso responsável exige triagem médica e consciência de que a ansiedade precisa ser cuidada de forma integral, com terapia, acompanhamento psiquiátrico e, quando necessário, antidepressivos."
O que parece um simples hábito, como deixar o micro-ondas na tomada ou o carregador de celular plugado sem uso, pode te fazer gastar mais do que imagina. Esse tipo de desperdício é conhecido como “consumo fantasma”, quando os equipamentos continuam consumindo energia mesmo estando em stand-by, ou seja, no modo de espera, apenas aguardando serem acionados.
Pensando nisso, a Equatorial Alagoas faz um alerta importante aos alagoanos, pois muitos desses aparelhos continuam impactando o valor da conta de luz e identificar esses “vilões invisíveis”, pode representar uma economia significativa no fim do mês.
A luz vermelha ou verde que permanece acesa, é um indicativo de que o equipamento está ligado, mesmo que não esteja executando nenhuma função. E segundo especialistas, a soma de aparelhos em stand-by pode representar até 12% do valor total da conta de luz em uma residência, comércio ou empresa.
O gerente de Relacionamento com o Cliente da Distribuidora, Paulo Guimarães, chama atenção para a importância de rever esses hábitos no dia a dia, principalmente em períodos de ausência prolongada, como viagens.
“Muita gente ainda acha que deixar equipamentos ou eletrodomésticos no modo stand-by é algo inofensivo. Esse hábito, que se repete em comércios e empresas, começa dentro de casa, onde é muito comum manter aparelhos conectados à tomada mesmo sem uso. Um ponto que merece ainda mais atenção é quando as pessoas viajam e deixam a casa inteira com os equipamentos ligados na tomada, mesmo sem ninguém por perto. Além do consumo desnecessário de energia, essa prática pode representar riscos maiores, como curtos-circuitos e até incêndios”, alerta o gerente.
Confira alguns exemplos de consumo em stand-by:
Carregador de celular: mesmo sem o celular conectado, consome cerca de 0,26W. Com o celular carregado, o consumo pode chegar até 5W.
Micro-ondas: consome em média 5W só por estar na tomada.
Computador: em modo descanso, pode gastar até 21W.
Notebook: se estiver apenas com a tampa fechada, pode consumir 15W.
Cafeteira: consumo médio de 1W quando não está em uso.
Telefone sem fio: pode chegar a 3W.
TV: cerca de 3W em modo de espera.
Aparelho de som: até 5W de consumo.
Decodificador de TV por assinatura: também deve ser desligado quando não estiver em uso.
Considerando o uso dos diversos equipamentos dados como exemplo acima em modo stand by por cerca de 20 horas diárias ao longo de um mês, o consumo acumulado pode representar um desperdício de aproximadamente R$ 24,49 na conta de energia — um valor que poderia ser economizado apenas ao desligar os aparelhos da tomada.
Vale lembrar, que neste mês de novembro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acionou a bandeira vermelha patamar 1, com aumento de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. A medida foi necessária devido ao baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, que exige maior uso de termelétricas, mais caras. Anteriormente, estava em vigor a bandeira vermelha patamar 2 e mesmo com a essa redução, é fundamental manter atenção ao consumo de energia adotando práticas de economia que podem evitar surpresas na conta de luz.
Dicas para reduzir o consumo fantasma:
- Desligue equipamentos da tomada quando não estiverem em uso.
- Use filtros de linha com botão liga/desliga para controlar vários aparelhos ao mesmo tempo.
- Prefira produtos com o selo Procel de eficiência energética.
- Evite deixar carregadores plugados o tempo todo.
- Antes de sair para viajar, revise todos os cômodos e desconecte os equipamentos que não precisarão estar ligados durante sua ausência.
A brasiliense Marcela* ainda luta para se reerguer do rombo de R$ 500 mil em suas contas bancárias causado pelo seu ex-namorado. A servidora pública foi enganada pelo homem após ele inventar doença renal grave para convencê-la a financiar um falso tratamento e custear viagens ao exterior. A mulher se viu vítima de um golpe quando descobriu as mentiras e percebeu que o golpista não pretendia devolver os valores emprestados.
“Hoje, eu não tenho nada. Não consegui gerar um patrimônio, nem constituir bens. Mesmo trabalhando há 12 anos no serviço público, porque a maioria desse tempo foi pagando dívidas que ele contraiu no meu nome”, conta Marcela*.
Além do prejuízo financeiro, a mulher carrega as marcas psicológicas deixadas pela traição. Ela conta que a vergonha e a culpa a impediram de procurar ajuda no início. O namoro durou cinco anos, mas a vítima só conseguiu levar a denúncia adiante cerca de dois anos depois do rompimento.
Casos como o dela expõem como a violência patrimonial e o estelionato amoroso podem ser tão devastadores quanto a violência física, e como o amor pode se tornar uma arma nas mãos de golpistas.
Entre 2014 e 2019, Peterson Willener Barbosa Ribeiro manteve relacionamento afetivo com a vítima e, durante esse período, solicitou diversos empréstimos e transferências bancárias. Para obter os valores, ele alegou necessidade de custear tratamento médico para doença renal grave, incluindo sessões de hemodiálise, além de viagens a Dubai e Canadá para cursos profissionais que nunca ocorreram.
“Não dava mais para eu entender que era um relacionamento normal. Eu via ele com traços de psicopatia, de uma pessoa extremamente nociva. Eu passei a olhar para ele como uma pessoa que fez uma violência comigo. Um agressor”, afirma a vítima.
Ciclo de empréstimos
Marcela* e Peterson se conheceram ainda na adolescência, quando estudaram juntos em uma escola do Distrito Federal. Anos depois, reencontraram-se e começaram um relacionamento amoroso. Segundo a vítima, antes mesmo de o namoro ser oficializado, ele já pedia dinheiro emprestado para investir no trabalho dele, na área de construção.

“Ele sempre estava criando alguma situação na qual tinha que ajudá-lo, porque eu seria a única pessoa que naquele momento poderia ajudar. Sempre era uma questão de urgência. E eu emprestava o dinheiro por achar que era meu compromisso enquanto namorada”, relembra.
Inicialmente, os pedidos de Peterson eram modestos, passando em pouco tempo de R$ 800 para R$ 3 mil. A situação escalou quando surgiu a oportunidade de um curso no exterior – apesar das dúvidas sobre a distância, ela se dispôs a ajudá-lo de novo. O curso não se concretizou, mas a dívida, sim.
Com as reservas pessoais de Marcela* esgotadas, o homem começou a incitar a vítima a buscar crédito facilitado, explorando sua condição de servidora pública.
Marcela*, que nunca havia feito empréstimos, se viu em um ciclo vicioso que começou com empréstimos no caixa eletrônico até chegar ao crédito consignado. Tudo para conseguir ajudar o parceiro, acreditando que ele pagaria as dívidas posteriormente.
Durante o relacionamento, a mulher fez sete empréstimos e também contraiu R$ 90 mil em dívidas com cartões de crédito emprestados ao golpista.
“Ele também me fez assinar como testemunha da locação de um espaço que seria um escritório de trabalho. Só que, no final, não era isso. Eu assinei como fiadora de um imóvel para a mãe dele, e ele não pagou o aluguel. Então, a dívida foi para mim. Inclusive, ainda estou arcando com ela”, acrescenta.
Doença de mentirinha
Com a fonte dos pedidos de dinheiro por motivos de trabalho se esgotando, o golpista mudou a tática, apelando para problemas de saúde. Tudo começou com uma infecção urinária, evoluindo para internações e necessidade de diálise dia sim, dia não, em Goiânia.
Peterson usava a suposta doença renal para se ausentar e evitar a presença da ex-companheira, que se oferecia para visitá-lo. Ele dizia precisar fazer o tratamento em hospitais particulares, alegando que morreria se fosse tratado na rede pública.
Com pena da situação, a mulher passou a ajudá-lo financeiramente, realizando transferências que chegaram de R$ 1 mil a R$ 15 mil, acreditando que ele usaria o dinheiro para o tratamento. Nesse meio-tempo, ele também inventou viagens para Curitiba, que suspostamente seriam com o intuito de tratar a doença.
A vítima afirmou que nunca o acompanhou em nenhuma consulta médica, tampouco viu qualquer exame dele. Pontuou ainda que Peterson sempre dava um jeito de ela não acompanhá-lo. Durante todo o relacionamento, ele evitou conhecer a família dela e apresentá-la aos seus próprios parentes até que o tal tratamento acabasse. O golpista alegava que não queria ser visto “como uma pessoa doente”.
Ele também se encontrava com a então namorada com camisas de mangas compridas, porque falava que estava muito feio o braço por causa da diálise e não queria que a mulher visse.
Promessa de “vida normal”
Já no último ano em que estavam juntos, Peterson falou para a então namorada que havia se curado da doença renal, mas que iria precisar que ela o ajudasse financeiramente a voltar a trabalhar na área da construção.
“A minha expectativa era de a gente viver numa boa depois, já que ele tinha se curado, e agora conseguiríamos ficar juntos, ter uma vida normal que não foi possível durante os tratamentos em outras cidades”, pontua.
Segundo a vítima, Peterson dizia ter perdido a clientela por causa do tempo afastado e chegou a afirmar que recebeu proposta de trabalho em construtora de São Paulo.
Nesse meio-tempo, o golpista também pediu dinheiro para fazer cursos em Dubai e no Canadá sob o pretexto de que eram oportunidades de “formação única”. Ele também alegou que a experiência duraria alguns meses e que iria aprender técnicas da área de drywall.
Pouco depois de retornar dessas supostas viagens, o homem contou que viajaria ao Maranhão para o casamento de um tio, antes de seguir para São Paulo. A namorada chegou a ajudá-lo financeiramente na viagem. Mas descobriu, mais tarde, que o casamento era do próprio Peterson com outra mulher.
“A desculpa dele foi que virou uma bola de neve os empréstimos, que ele não sabia como me pagar e, também, não sabia como sair da relação me devendo. Vivi essa dor muito sozinha, tendo que recuperar dinheiro. Na época, meu salário caía, o banco pegava tudo para pagar dívida”, diz.
Peterson admitiu ter mentido para a ex-namorada sobre a gravidade de um problema de saúde e sobre supostas viagens internacionais, com o objetivo de conseguir dinheiro emprestado.
Ele afirmou que, entre o período do namoro, realmente teve cálculo renal, mas negou ter sofrido de doença grave que exigisse hemodiálise. Peterson disse que aumentou o problema de saúde porque estava com vergonha, precisava de dinheiro emprestado e já não sabia mais como pedir.
Reparação na Justiça
Depois de diversas tentativas frustradas de receber o dinheiro, e já orientada por uma advogada, a mulher procurou a polícia e registrou ocorrência contra Peterson por estelionato e entrou com ação na Justiça do DF, nas esferas cível e criminal. Apesar das promessas, o acusado não pagou nem 10% do valor que devia.
Com a tramitação do processo na Justiça, ela descobriu que não foi a primeira, nem a última vítima dele. Peterson já respondia por diversos estelionatos na área cível envolvendo o trabalho dele como construtor.
“Demorei muito até entender que tinha sido enganada. Eu sempre tentava me colocar na situação de culpa e desvalidar meus sentimentos. Peterson agiu de modo a me colocar numa situação que eu até duvidasse do que aconteceu. Ele me induziu ao erro”, desabafa Marcela*.
Peterson foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) por estelionato praticado contra a ex-namorada, em contexto de violência doméstica. A decisão foi assinada em 2 de outubro deste ano.
Ele deve cumprir pena de 2 anos e 11 meses de reclusão, em regime aberto, além de 20 dias-multa e indenização de R$ 1 mil por danos morais.
Estelionato sentimental
Atualmente, o estelionato sentimental é entendido como uma modalidade do crime de estelionato tipificado no artigo 171 do Código Penal – ainda não possui tipificação criminal própria.
A advogada Isadora Costa, responsável pela defesa da servidora pública, relatou que um dos maiores desafios ao representar a mulher foi provar que, de fato, ela havia sido vítima de um crime.
“A gente precisava demonstrar que nunca existiu nada do que ele disse, e que a vítima não queria o dinheiro de volta só porque não tinham mais um relacionamento. Pouco se falava sobre o estelionato sentimental, né? E pouco se falava da violência patrimonial, a violência psicológica não era nem tipificada ainda”, pontua Isadora.
Para a advogada, a perversidade dos atos de Peterson e o valor do prejuízo foram chocantes. Como em casos de estelionato não é possível ajuizar ação diretamente, era necessário construir um inquérito policial sólido.
Na visão de Isadora, o resultado vai além da punição criminal: é uma forma de validar a dor da cliente. “É mais do que uma condenação criminal, é uma questão de mostrar para ela que foi uma vítima e que tá tudo bem ser vítima”, frisa.
A batalha judicial, embora desafiadora, caminha para a conclusão, aguardando o trânsito em julgado para que a servidora possa, finalmente, colocar um ponto-final no processo.
“Às vezes, a gente faz o estereótipo da mulher vítima de violência doméstica, que tem uma escolaridade inferior, é de uma situação mais vulnerável, tem uma dependência financeira do companheiro, mas, não, hoje a violência contra a mulher é generalizada”, pondera a vítima.
Na semana que Alagoas garante o maior crescimento na geração de emprego formal, a Secretaria do Estado de Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq), através do Sine Alagoas oferece 2.228 oportunidades com carteira assinada em mais de 75 cargos diferentes nas cidades de Maceió, São Miguel dos Milagres, Maragogi e Porto Calvo. Confira também em nosso instagram @seteqalagoas a lista completa.
Dados recentes do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na última quinta-feira (30), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), confirmaram que Alagoas teve o maior crescimento percentual na criação de empregos com carteira assinada do país em setembro. Foram criadas em Alagoas no mês passado 13.883 vagas formais, um avanço de 2,99% na comparação com setembro de 2024. Os números são a diferença entre as 27.742 admissões e os 13.859 desligamentos no período.
E para continuar garantindo oportunidades para mais alagoanos, o Sine Alagoas oferece oportunidades em diversas áreas. Confira as maiores ofertas: Operador de Telemarketing em home office (300 vagas), Operador de Telemarketing PCD (300 vagas), Auxiliar de logística (40 vagas), Auxiliar cozinha (28 vagas), Pedreiro (25 vagas), Cozinheiro (25 vagas), Servente de obras (22 vagas), Operador de caixa de supermercado (20 vagas), Costureira (24 vagas), Atendente de restaurante (10 vagas), Barman (25 vagas), Cumim (15 vagas), Operador de colheitadeira (10 vagas), Churrasqueiro (15 vagas), Vendedor externo (20 vagas), Vendedor interno (15 vagas), Manicure e pedicure (10 vagas), Chefe de cozinha (10 vagas) Carreteiro CNH E (10 vagas), Empregado doméstico nos serviços gerais (10 vagas), Consultor de Vendas (15 vagas), Motorista Canavieiro (15 vagas), Motorista de ônibus (10 vagas) e muitas outras. Seguem também abertas 1.300 vagas de emprego para trabalhadores rurais em duas usinas de Porto Calvo.
Confira a lista completa a seguir:
Maceió (502 vagas)
Vagas Porto Calvo (1.331 vagas)
Vagas PCD Maceió (327 vagas)
Vagas PCD Maragogi (35 vagas)
Vagas São Miguel dos Milagres (33 vagas)
*vagas com direito a alojamento
Unidades do Sine Alagoas
Em todo o estado, o Sine Alagoas conta com 12 unidades de atendimento (confira endereços abaixo), oferecendo cadastro de currículo e consultas de vagas de emprego; captação de vagas e atendimento ao empresário; habilitação ou restituição do Seguro-Desemprego e orientação para emissão da Carteira de Trabalho Digital.
O Sine Alagoas também está orientando o uso da Carteira de Trabalho Digital para solicitação do Crédito do Trabalhador, uma linha de crédito oferecida pelo Governo Federal.
Para mais informações sobre as vagas disponíveis ou para oferecimento de novas vagas por empresas, entre em contato pelo whastapp (82) 98884-8974, pelo e-mail vagas.sinealagoas@gmail.com ou pelo direct do instagram @seteqalagoas.
Maceió
Sine - Central Já! Shopping Farol
Sine - Central Já! Maceió Shopping
Sine - Central Já! Galeria em frente ao Shopping Pátio Maceió
Sine - Jaraguá
Interior
Sine - Central Já! Arapiraca - Partage Shopping
Sine - Central Já! Carajás Marechal Deodoro
Sine - Santana do Ipanema
Sine - Central Já! Porto Calvo
Sine - Central Já! União Dos Palmares
Sine - Central Já! Penedo
Sine - Central Já Delmiro Gouveia
Sine - Coruripe
Sine - São Miguel dos Campos
Um homem foi levado às pressas ao HGE (Hospital Geral do Estado) após ser atingido com uma faca no peito. O caso aconteceu na noite desse domingo, 02, no bairro do Feitosa, em Maceió. Populares informaram à Polícia Militar que a suspeita seria a mãe da vítima.
Segundo a PM, a esposa do homem contou que só ficou sabendo do ocorrido ao chegar em casa. O suspeito fugiu do local e, apesar da denúncia citar a mãe dele, ninguém soube confirmar se, de fato, foi ela que teria atacado o filho.
A vítima foi levada a uma unidade de saúde, escoltada pela viatura da equipe militar que atendeu a ocorrência.
Viver em meio à violência, com operações policiais de alto risco e criminosos armados circulando pelas ruas, transforma a rotina das famílias e obriga a criação de estratégias para atravessar momentos de tensão no Rio de Janeiro especialmente para quem tem criança em casa.
Abafadores de som (uma espécie de fone que reduz o barulho dos tiros) e mochilas previamente preparadas, com biscoito, brinquedo e garrafa de água, se tornaram ferramentas de sobrevivência.
"Não é o que queremos, mas criamos dinâmicas para ajudar as crianças", diz a fisioterapeuta e psicóloga Mônica Cirne, que mantém uma clínica gratuita para moradores do oomplexo do Alemão e da Penha, aberta duas vezes por semana. Foi essa a região alvo da operação de terça (28), a mais letal já registrada no Brasil.
No dia da ação policial, Mônica saiu do consultório em meio ao tiroteio e correu para casa, onde realizou atendimentos por vídeo com mães e filhos escondidos debaixo de camas. Algumas crianças atípicas passaram mal e chegaram a convulsionar.
"Você não sabe como me doeu ouvir pelo vídeo, 'tia Mônica, me ajuda, me tira daqui'", relata. Durante os confrontos, ela orientava os pais a posicionar melhor os filhos e conversava com as crianças para reduzir o impacto do trauma.
A demanda por atendimento cresce junto com os casos de violência. Por isso, Mônica diz que precisará expandir os atendimentos, dependentes de doações. Ela criou uma campanha que já arrecadou 60 abafadores.
No mesmo cenário, Rafaela França criou a organização Neem (Núcleo de Estimulação Estrela de Maria), que acolhe crianças atípicas e suas famílias no complexo do Alemão.
É comum que crianças desenvolvam transtornos de ansiedade, rendimento escolar prejudicado e regressem em comportamentos como urinar na cama, diz ela. As atípicas podem ainda ter piora nas crises e tentar se esconder ou se machucar. "Estamos praticamente uma semana sem aula [na favela]", afirma.
Para amenizar os impactos do barulho, França distribuiu mais de 600 abafadores em favelas do Rio e pretende entregar mais 300. "Não é só para crianças com autismo. Eles também ajudam as crianças típicas a se protegerem do impacto das operações", explica.
Ela aponta que muitas crianças testemunharam quando os corpos dos mortos foram levados até uma praça na comunidade. Uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que, no dia em que mais de 70 corpos foram encontrados na mata, uma criança de nove anos ajudou na retirada.
"Bandidos passam de fuzil na nossa porta. Por mais projetos sociais, faltam atividades, falta educação de verdade. Muitos terminam o segundo grau sem rumo. É difícil criar filho menino na favela", afirma França. "Não posso acreditar que o Rio não tem mais jeito. Tenho esperança através das crianças, mesmo sofridas."
Para a psicóloga Edwiges Parra, situações como essas geram traumas e transtornos psicoemocionais. Ela destaca que crianças desenvolvem estratégias de adaptação, como mapear rotas seguras e usar abafadores para lidar com barulhos intensos.
"É muito curioso como as crianças aprendem a mapear rotas, horários, evitar janelas", diz ela. A retomada da rotina escolar, o suporte social e o acolhimento emocional são essenciais para reduzir impactos e prevenir o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT).
Dados do Instituto Fogo Cruzado apontam 14 crianças atingidas por tiros no Rio desde o início do ano. Foram registrados 637 tiroteios no entorno de escolas na região metropolitana em 2025, afetando 984 instituições. No ano passado, foram 772 tiroteios e 1.110 escolas impactadas.
Na Maré, a ONG Redes da Maré calcula que crianças ficaram até 37 dias sem aula em 2024; em 2025, nove dias já foram contabilizados. "Uma criança que cursa todo o ensino fundamental em favelas pode perder quase um ano letivo por causa da violência", diz Eliana Souza Silva, diretora da ONG.
A organização promove o projeto Cartas da Maré, no qual as crianças relatam como é a vida em favelas com alta violência. A edição deste ano visou sensibilizar o STF sobre a ADPF das Favelas.
Em uma delas, uma criança escreve "eu queria que a guerra e a matança acabassem". Em outro, a fachada de uma escola é desenhada com a frase "eu devia estar na escola".
"Essas cartas têm um sentido político e buscam sensibilizar o país sobre qual infância conseguimos garantir. Elas vivem isso diariamente", afirma Eliana.
Rodrigo Flaire, da ONG Visão Mundial, destaca que a violência armada no Rio tem impacto profundo e duradouro sobre as crianças. "Elas não são apenas espectadoras, mas vítimas diretas e indiretas. A fatalidade compromete toda a rede de apoio, afetando frequência escolar, vacinação e saúde mental."
A organização iniciou conversas com parlamentares e parceiros locais para criar espaços de acolhimento que promovam segurança e acompanhamento psicossocial. Flaire defende que protocolos aplicados em outros países, como Chile e Guatemala, resultam em melhora significativa na rotina escolar e na saúde mental.
A necessidade de protocolos chegou ao Senado. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que preside a Comissão dos Direitos Humanos, afirmou que foi protocolado ofício ao governador Cláudio Castro (PL).
Ela explicou que existem protocolos para calamidades, mas que falta um específico para violência armada: "Atendimento psicológico é um aspecto. Abrigos prontos, aulas e escolas preparadas, órfãos atendidos, identificar quem usou crianças como escudo e penas agravadas".
Uma policial civil da Delegacia de Defesa da Mulher de Quixadá, no Sertão Central do Ceará, impediu a fuga de um homem de 29 anos que estava detido e tentou escapar da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. O caso ocorreu na quarta-feira (29), por volta das 12h30, e foi registrado em vídeo.
De acordo com informações da polícia, o homem havia sido preso por descumprir uma medida protetiva concedida à companheira. Após a prisão, ele alegou estar passando mal e foi levado à unidade de saúde.
Mesmo algemado, o suspeito tentou fugir do local enquanto era escoltado pela policial Larissa Nogueira Freire, que estava sozinha no momento. As imagens mostram o momento em que o homem força a passagem, mas é contido pela agente, que chega a cair durante a luta corporal, sem soltar o detido. Ela consegue aplicar um mata-leão e imobilizar o preso até que o apoio policial chegasse.
A ação gerou ampla repercussão e foi elogiada por autoridades e colegas de profissão. O governador Elmano de Freitas (PT) destacou a coragem da policial em suas redes sociais.
“Parabenizo nossa policial civil da Delegacia de Defesa da Mulher de Quixadá, Larissa Nogueira Freire, pela bravura ao evitar a fuga de um homem preso em cumprimento a mandado de prisão por descumprimento de medida protetiva”, afirmou o gestor.
O Sindicato dos Policiais Civis do Ceará (Sinpol) também reconheceu a atuação da agente.
“Com profissionalismo e determinação, ela agiu com rapidez e garantiu a segurança de todos, reafirmando o papel essencial da mulher na Polícia Civil e sua capacidade de atuar com excelência em qualquer situação. Lugar de mulher é onde ela quiser”, publicou a entidade.
A policial não ficou ferida e o homem foi reconduzido à delegacia, onde permanece à disposição da Justiça.
Um dos denunciados pelo assassinato de três médicos na orla da Barra da Tijuca, em outubro de 2023, Juan Breno Malta Ramos, o BMW, volta a ser alvo de uma denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ). O nome dele está entre os listados em relatório do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que detalha a investigação sobre os principais chefes do Comando Vermelho (CV).
Gerente do tráfico na Gardênia Azul, uma das comunidades da Zona Sudoeste tomadas das mãos da milícia, BMW é apontado como "o principal incentivador da ampliação da facção em territórios" da grande Jacarepaguá. Seu destaque dentro da facção, aponta o MPRJ, faz com que arrecade mais dinheiro, com indícios de empresas de fachada usadas para lavar dinheiro.
Uma dessas empresas seria uma pizzaria, instalada dentro da Gardênia Azul. A atuação de BMW inclui ainda, de acordo com a denúncia, o controle sobre câmeras de segurança dentro da Penha e da Gardênia, que monitoram, por exemplo, a chegada de policiais, e até a negociação, com facções rivais, a liberação de traficantes detidos.
Chefe do grupo de matadores nomeado de Equipe Sombra, aquele denunciado pela morte dos médicos na Barra, BMW é ainda aquele responsável por oferecer treinamento aos soldados do tráfico, além de orientar as punições e participar dos chamados "tribunais do tráfico", com autonomia para determinar até a execução de rivais de menor expressão.
"Além disso, em nome do predomínio violento da facção criminosa Comando Vermelho, o denunciado Juan Breno orienta a prática de punições e tortura contra moradores", diz trecho da denúncia, que anexa uma imagem de uma mulher mergulhada numa banheira de gelo, só com a cabeça de fora.
Na legenda do registro fotográfico, ela é apresentada como "brigona que gosta de arrumar confusão no baile" e que essa é a "melhor forma" de punição, já que "não quer bater em morador". Em outro episódio, um homem amordaçado e algemado é arrastado por um carro, vestindo short, sem camisa. "Em meio a gritos implorando por perdão", o alvo da punição cita BMW diversas vezes, enquanto o denunciado "faz piada do sofrimento alheio, debochando da vítima agonizante", diz o MP.
As imagens, fortes, mostram o homem justificando-se sobre cifras. BMW então manda o alvo calar a boca e só para o carro quando vê um possível desmaio do punido: "Ih, apagou", diz.
BMW também ostenta armas: de acordo com o MP, o armamento é " de uso restrito militar de alta letalidade e bastante variado". Algumas das armas são um fuzil AK-47, e outro, de modelo FN SCAR-L, de origem belga.
Terril Johnson, que tinha 72 anos e era morador de Los Angeles (Califórnia, EUA), estava hospedado no hotel Fairfield by Marriott, em San José, no mesmo estado, com a família, para a formatura da neta Trinity. Após seis horas de viagem até o hotel, o veterano do Corpo de Fuzileiros Navais tomou um banho superquente que "praticamente o cozinhou vivo", segundo um processo judicial revelado nesta semana pelo "LA Times".
A morte ocorreu em maio de 2025, e o processo por homicídio culposo, datado no mês de outubro, alega que a água atingiu temperaturas escaldantes, bem acima do limite legal na Califórnia.
Ele foi encontrado por um outro neto parcialmente submerso com a água ainda correndo. Conforme relata o processo, a temperatura estava tão quente que seus familiares não conseguiram retirar o corpo do idoso da banheira. Estima-se que a água estivesse a cerca de 136 graus Fahrenheit (equivalente a 58 graus Celsius), o que é 15 graus acima do limite legal do estado.
Em pânico, familiares tentaram desesperadamente realizar a reanimação cardiopulmonar, mas "foram obrigados a assistir horrorizados enquanto sua pele se desprendia do corpo", afirma o processo judicial. A cena terrível foi assistida por um filho, a esposa dele e três netos da vítima.
O médico-legista responsável pelo caso determinou que a causa da morte de Terril foi de "queimaduras graves por escaldadura" no pescoço, no tronco e em outras partes do corpo, cobrindo aproximadamente 30% da sua superfície corporal. A família acusou o hotel de homicídio culposo, afirmando que "aquilo não foi um acidente fortuito".
Terril serviu no Vietnã com os fuzileiros navais antes de se mudar para a Califórnia e se aposentar como técnico sênior da Autoridade Metropolitana de Trânsito de Los Angeles. Ele foi casado com a sua namorada do ensino médio por 54 anos. Ele deixou dois filhos e quatro netos.
Diante da crescente pressão e da intensificação da presença militar dos Estados Unidos no Caribe, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, buscou fortalecer suas defesas recorrendo a aliados estratégicos como Rússia, China e Irã. De acordo com documentos do governo americano revelados pelo jornal The Washington Post, Maduro teria enviado cartas aos presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping e feito contatos com o governo iraniano para solicitar apoio militar.
A principal preocupação de Caracas é a desatualização e o mau estado de sua infraestrutura de defesa, enquanto observa a movimentação de navios de guerra e aeronaves americanas perto de seu litoral, sob a justificativa oficial de combate ao narcotráfico. A tensão aumentou com a notícia de que a administração de Donald Trump estaria considerando bombardear alvos militares na Venezuela, como portos e aeroportos, que seriam supostamente utilizados para o tráfico de drogas. Embora Trump tenha negado publicamente a intenção de um ataque, a movimentação militar é vista como uma clara demonstração de força.
Nos contatos diplomáticos, o governo venezuelano detalhou suas necessidades. A Moscou, Maduro teria pedido ajuda para a manutenção e reparo de aeronaves de fabricação russa, como os caças Sukhoi Su-30, além da revisão de radares e o possível fornecimento de mísseis. A carta destinada a Putin também mencionava a necessidade de um plano de financiamento para viabilizar essa cooperação.
Ao presidente chinês, Xi Jinping, a solicitação focou em ampliar a cooperação militar e acelerar a produção de sistemas de detecção por radar fabricados por empresas chinesas, visando reforçar as defesas aéreas do país.
Já as negociações com o Irã teriam sido coordenadas pelo ministro dos Transportes venezuelano, Ramón Celestino Velásquez. Os pedidos ao governo iraniano incluíam o envio de carregamentos de drones com alcance de até 1.000 quilômetros, equipamentos de detecção passiva e bloqueadores de GPS.
A aliança de Caracas com Moscou, Pequim e Teerã não é nova e foi fundamental para sustentar o governo Maduro durante os períodos mais intensos da crise econômica e das sanções internacionais. A Rússia tem sido uma parceira histórica no campo militar, enquanto a China oferece suporte econômico e tecnológico. A cooperação com o Irã se destaca no fornecimento de equipamentos e estratégias para contornar bloqueios.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (31) a manutenção da bandeira vermelha patamar 1 irá vigorar no mês de outubro. Isso significa que as contas de energia elétrica terão adicional de R$ 4,46 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Em agosto e setembro, a Aneel havia acionado a bandeira vermelha patamar 2, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh. Em outubro, a bandeira foi reduzida para o patamar 1.
De acordo com a Aneel, a medida foi adotada por causa do baixo volume de chuvas, afetando o nível dos reservatórios para a geração de energia nas usinas hidrelétricas.
“O cenário segue desfavorável para a geração hidrelétrica, devido ao volume de chuvas abaixo da média e à redução nos níveis dos reservatórios. Dessa forma, para garantir o fornecimento de energia é necessário acionar usinas termelétricas, que têm custo mais elevado, justificando a manutenção da bandeira vermelha patamar 1”, informou a agência.
A agência reguladora de energia elétrica acrescentou “que a fonte solar de geração é intermitente e não injeta energia para o sistema o dia inteiro". "Por essa razão, é necessário o acionamento das termelétricas para garantir a geração de energia quando não há iluminação solar, inclusive no horário de ponta”, acrescentou.
Custos extras
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.
Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
