
A roda-gigante instalada na orla da Pajuçara chamou atenção horas após abertura ao público. Um detalhe na numeração das cabines gerou debate nas redes sociais: não existe cabine 13 — a sequência vai do número 12 para o “12B”.
O assunto ganhou repercussão depois que o vereador Leonardo Dias publicou que, “na cidade mais bolsonarista do Nordeste, até a roda-gigante teria evitado o número 13”, em referência ao PT. Porém, extraoficialmente, a justificativa não é política, mas superstição numérica, prática comum em diversos equipamentos públicos e privados ao redor do mundo.
A ausência do número 13 é recorrente em espaços como aeronaves, hotéis, edifícios e atrações turísticas. A prática visa evitar desconforto ou estranheza por parte do público, já que o 13 é culturalmente associado ao azar em diversas tradições.
Até o momento, a empresa responsável pela roda-gigante não divulgou posicionamento oficial sobre o caso. Nos bastidores, a explicação é a mesma aplicada em outros lugares: evitar o número 13 por precaução e respeito à percepção de turistas mais supersticiosos.
– Locais que também evitam o número 13
• Aviões:
Companhias como Lufthansa, Ryanair e Air France não têm fileira 13.
• Prédios comerciais e hotéis:
Edifícios nos EUA, Canadá e China costumam pular do 12º para o 14º andar.
• Rodas-gigantes:
A famosa London Eye, em Londres, ignora a cabine 13 e vai direto da 12 para a 14.
• Navios de cruzeiro:
Algumas embarcações omitem o deck 13 da numeração.
• Hospitais:
Certas instituições evitam quartos com a numeração 13 por respeito a crenças populares.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação do sistema privado de saúde, abriu a consulta pública nº 163 (UAT nº 176) para avaliar a possível incorporação de uma nova terapia à lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde1. O tratamento é indicado para pacientes adultos com mielofibrose de risco intermediário ou alto e anemia, incluindo mielofibrose primária ou secundária (pós-policitemia vera e pós-trombocitemia essencial)2,3.
A mielofibrose é um tipo raro de câncer hematológico caracterizado pela proliferação anormal de células-tronco na medula óssea, frequentemente associada à mutações nos genes JAK2, CALR ou MPL. Essas alterações genéticas resultam em uma produção desregulada de células sanguíneas e provocam fibrose na medula óssea, levando à complicações graves, como esplenomegalia (aumento do baço) e anemia4,5,10,11. Além disso, os pacientes frequentemente apresentam sintomas debilitantes, como fadiga intensa, sudorese noturna, dor óssea e alterações no hemograma, que comprometem significativamente sua qualidade de vida4,9,10. A mielofibrose afeta principalmente indivíduos com 65 anos ou mais, sendo que a maioria dos casos são diagnosticados em estágios de risco intermediário ou alto.9-11.
A anemia é uma das complicações mais prevalentes e incapacitantes da mielofibrose: cerca de 44% dos pacientes já apresentam anemia moderada a grave no momento do diagnóstico, e quase todos desenvolvem essa condição ao longo do curso da doença. Em muitos casos, os pacientes tornam-se dependentes de transfusões sanguíneas, uma situação que está associada a um pior prognóstico e menor sobrevida4-6,13.
Neste contexto, a consulta pública busca avaliar a incorporação do primeiro e único medicamento aprovado no Brasil com indicação específica para tratar pacientes com mielofibrose e anemia. Este tratamento inovador possui um mecanismo de ação duplo, combinando a inibição das quinases JAK1/JAK2 e do receptor activina A tipo 1 (ACVR1). Além de atuar no controle dos sintomas constitucionais e na redução da esplenomegalia, o medicamento oferece benefícios significativos na melhora da anemia e na diminuição da necessidade de transfusões sanguíneas, proporcionando uma abordagem mais abrangente e eficaz para o manejo da doença7,8.
“A mielofibrose causa grande impacto na vida dos pacientes, principalmente por conta da fadiga e da anemia, que muitas vezes os obrigam a reduzir o trabalho ou até se aposentar mais cedo. Isso traz grande impacto financeiro para seus núcleos familiares. Muitos precisam de transfusões frequentes, o que além de riscos para a saúde (entre eles, reações alérgicas, sobrecarga para o coração e lesões nos pulmões) sobrecarrega emocionalmente as famílias e financeiramente o sistema de saúde. Este novo tratamento é o único disponível no Brasil com dados que mostram melhora da anemia e redução da dependência de transfusões, trazendo mais qualidade de vida e autonomia para os pacientes”, afirma a hematologista Dra. Cristiana Solza, Professora Titular de Hematologia e Hemoterapia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
A aprovação regulatória do tratamento cuja incorporação no rol da ANS está em avaliação foi embasada em estudos clínicos de fase III, que demonstraram benefícios significativos em termos de controle da esplenomegalia e sintomas, melhora da anemia e redução da dependência transfusional.7,8,12.
Por que participar da Consulta Pública?
Pacientes, familiares, profissionais de saúde e a sociedade em geral podem participar da consulta pública, contribuindo com suas experiências e percepções sobre o impacto da doença e a importância de ampliar o acesso a novas alternativas terapêuticas.
“A participação de pacientes e familiares na consulta pública é essencial, pois só eles conseguem mostrar como o tratamento realmente melhora a qualidade de vida. Médicos, especialistas e cidadãos também contribuem para que a decisão da ANS seja mais representativa e justa, ampliando as chances de acesso a esse avanço”, segundo a Dra. Cristiana Solza.
Como participar?
Participar é simples e pode fazer a diferença. Saiba como contribuir:
• Acesse o site da ANS: https://componentes-portal.ans.gov.br/link/ConsultasPublicas.
• Leia o relatório COSAÚDE e os documentos de apoio: entenda os critérios e evidências avaliados.
• Dê sua opinião: clique em “Consulta pública nº 163 (UAT nº 176) – Contribua agora”, insira seus dados e escolha o tipo de contribuinte. Inclua sua justificativa e finalize em “Enviar contribuições”.
A consulta pública nº 163 (UAT nº 176) ficará aberta até 24 de novembro de 2025.
Sobre a GSK
A GSK é uma biofarmacêutica multinacional, presente em mais de 75 países, que tem como propósito unir ciência, tecnologia e talento para vencer as doenças e impactar a saúde global. A companhia pesquisa, desenvolve e fabrica vacinas e medicamentos especializados nas áreas de Doenças Infecciosas, HIV, Oncologia e Respiratória/Imunologia. No Brasil, a GSK é líder nas áreas de HIV e Respiratória e uma das empresas líderes em Vacinas. Para mais informações, visite www.gsk.com.br.
Nesta semana, Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais em 2002, reativou o perfil no Instagram de sua microempresa Su Entrelinhas, após o sucesso da série 'Tremembé' na Prime Video.
Suzane von Richthofen fundou a 'Su Entrelinhas' em 2023 para atender à exigência da Lei de Execução Penal, que obriga ex-detentos em regime aberto a manterem ocupação formal. O perfil apresenta diversos itens personalizados pela detenta como sandálias, pulseiras e bolsas personalizadas.
O engajamento da produção levou a um aumento de buscas sobre a vida atual de Suzane, que cumpre regime aberto desde janeiro de 2023. Por conta da procura, Suzane decidiu 'lucrar' em cima da popularidade, e vem publicando diversos produtos personalizados por ela.
O suspeito de matar a tiros Nadilson Bernardo de Souza e deixar duas pessoas feridas na cidade de Murici, em Alagoas, foi preso nesta quarta-feira (5). Ele foi identificado pelas vítimas sobreviventes do atentado.
Segundo a polícia, equipes foram acionadas para averiguar a situação. No local do crime, Nadilson foi encontrado já sem vida, enquanto as outras duas pessoas estavam feridas e foram levadas ao Hospital Regional da Mata (HRM), onde receberam atendimento médico.
Após os primeiros socorros, os sobreviventes afirmaram à polícia que o homem preso era realmente o autor dos disparos de arma de fogo.
O suspeito foi levado para a delegacia, onde os procedimentos cabíveis foram realizados. A polícia segue investigando o caso para elucidar a motivação do crime.
A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de redução da pena de Robinho, condenado a nove anos de prisão por violência sexual em grupo. A decisão, publicada no Diário de Justiça em 28 de outubro, reconheceu a participação do ex-atleta em atividades educacionais e de leitura, resultando em 69 dias a menos na pena do ex-jogador.
Entre abril de 2024 e janeiro de 2025, Robinho concluiu 11 cursos, somando 132 horas, frequentou 464 horas de aulas do ensino médio entre julho e dezembro e leu cinco livros, cujos títulos não foram divulgados. O benefício está previsto no artigo 126 da Lei de Execução Penal e na Resolução nº 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça, que autorizam a remição da pena por estudo e leitura.
Detido na penitenciária Dr. José Augusto Salgado, em Tremembé II, onde outros condenados de casos de grande repercussão estão, Robinho afirmou em vídeo: “Minha alimentação, o horário que eu durmo. É tudo igual a todos os outros reeducandos. Nunca comi nenhuma comida diferente, nunca tive nenhum tratamento diferente”.
E completou: “Faço tudo aquilo que os outros reeducandos também têm possibilidade de fazer, que é a oportunidade do trabalho, da leitura de um livro e, de vez em quando, quando queremos jogar um futebol, é liberado quando não tem trabalho no dia de domingo.”
Condenação de Robinho
Em 2013, quando atuava no Milan, Robinho participou de uma violência sexual coletiva contra uma mulher albanesa em uma boate em Milão. A vítima estava inconsciente devido ao excesso de álcool.
Após nove anos, em 19 de janeiro de 2022, a Justiça italiana confirmou a condenação definitiva de Robinho e outros cinco homens pelo crime. Os envolvidos alegaram que a relação foi consensual, mas o tribunal manteve a pena após analisar todas as provas do caso.
Um suspeito de homicídio e de uma dupla tentativa de assassinato foi preso na manhã desta quarta-feira, 05, menos de 12 horas após os crimes, que aconteceram na noite dessa terça-feira, 04. O caso foi registrado no município de Murici, na Região Metropolitana de Maceió.
A vítima foi identificada como Nadilson Bernardo de Souza, que morreu ainda no local, antes da chegada do socorro. As outras duas pessoas, que foram alvos da tentativa de homicídio, foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico.
De acordo com informações da Polícia Civil de Alagoas, durante as investigações iniciais, realizadas ainda na noite de ontem, os sobreviventes identificaram o homem que foi preso hoje como o autor dos disparos de arma de fogo.
O suspeito foi localizado e autuado em flagrante. Ele se encontra à disposição da Justiça. A Polícia Civil já representou pela decretação de sua prisão preventiva.
Participaram da prisão a equipe da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 2 (UALC 2), sob o comando do delegado Humberto Cassiano, da Delegacia de Homicídios da 11ª Região, e o 2º Batalhão de Polícia Militar.
Dados de um estudo divulgado na segunda-feira (3) pela farmacêutica Takeda, fabricante da vacina Qdenga contra a dengue, mostram que o imunizante continua oferecendo alta eficácia contra hospitalização relacionada à doença mesmo sete anos depois da vacinação. O trabalho reforça que o esquema de duas doses da vacina proporciona proteção sustentada contra a dengue.
Segundo a pesquisa, após 4,5 anos, duas doses da vacina Qdenga proporcionam uma eficácia de 61,2% na prevenção da dengue. Uma dose de reforço administrada aos 4,5 anos aumentou a eficácia para 74,3% após dois anos.
Além disso, a Qdenga apresentou eficácia de 84,1% na prevenção de hospitalizações relacionadas à dengue aos 4,5 anos. Essa eficácia permaneceu consistentemente alta em 90,6% após a dose de reforço. A eficácia geral foi observada em todos os quatro sorotipos do vírus da dengue ao longo de sete anos, de acordo com o estudo.
"O Brasil, consistentemente entre os países mais afetados pela dengue, contribuiu para o número recorde de casos e para o aumento da gravidade e das mortes. Esse aumento destaca a necessidade urgente de métodos de prevenção como a Qdenga", afirma Edson Moreira, pesquisador sênior da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em comunicado à imprensa.
"A inclusão da QDENGA no programa público de vacinação do Brasil reduziu os casos sintomáticos de dengue e as internações hospitalares relacionadas à doença", completa.
A Qdenga é indicada para prevenção da dengue causada por qualquer sorotipo do vírus em indivíduos de quatro a 60 anos de idade, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Como foi feito o estudo?
O estudo TIDES foi um trabalho de fase 3 que avaliou a segurança e a eficácia de duas doses de TAK-003 na prevenção da dengue sintomática (ou seja, que apresentou sintomas) confirmada por laboratório, de qualquer gravidade e causada por qualquer um dos quatro sorotipos do vírus da dengue.
No total, foram mais de 20 mil crianças e adolescentes saudáveis de quatro a 16 anos de idade que participaram do estudo. O ensaio clínico foi realizado em locais em oito países endêmicos de dengue na América Latina (Brasil, Colômbia, Panamá, República Dominicana e Nicarágua) e na Ásia (Filipinas, Tailândia e Sri Lanka).
O trabalho foi dividido em cinco partes: a parte 1 e a análise do desfecho primário avaliaram a eficácia da vacina e a segurança até 12 meses após a segunda dose. A parte 2 continuou por mais seis meses para completar a avaliação dos resultados de eficácia por sorotipo, sorologia basal e gravidade da doença, incluindo eficácia contra dengue que levou à hospitalização.
A parte 3 avaliou a eficácia e a segurança da vacina a longo prazo, acompanhando os participantes por mais dois anos e meio a três anos, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A parte 4 avaliou a eficácia e segurança durante 13 meses após a vacinação de reforço, e a parte 5 avaliou a eficácia e segurança a longo prazo durante um ano após a conclusão da parte 4.
Os casos de diabetes registraram um aumento expressivo em todo o mundo nas últimas décadas. De acordo com dados da Organização Pan-Americana da Saúde (PAHO), a quantidade de adultos diagnosticados com a doença ultrapassou 800 milhões, mais do que quadruplicando desde 1990. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Diabetes estima que cerca de 20 milhões de pessoas convivam com o diagnóstico.
Doença crônica, o diabetes é caracterizada pela deficiência na produção ou na ação da insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de glicose no sangue e garantir energia para o funcionamento do corpo. Quando esse mecanismo falha, o açúcar se acumula na corrente sanguínea, provocando um aumento da glicemia. Segundo o Ministério da Saúde (MS), com o tempo, esse desequilíbrio pode afetar o coração, os rins, os nervos e a visão, além de elevar o risco de complicações graves, incluindo óbito em casos mais severos.
Apesar de ser uma doença amplamente discutida, a desinformação sobre o diabetes ainda é um grande obstáculo para o cuidado adequado. De acordo com Rebeca Vasconcelos, médica da área de Clínica Médica do AmorSaúde, desmistificar conceitos errados é um passo essencial para melhorar o cuidado com a saúde. “É importante esclarecer essas afirmações que circulam popularmente sobre o diabetes, mas que são mitos, para que as pessoas saibam o que causa a doença e o que ajuda a preveni-la”, explica.
A seguir, a especialista destaca os principais mitos sobre o diabetes e orienta sobre hábitos que fazem diferença no controle da glicose. Confira:
O consumo exagerado de açúcar pode contribuir para o problema, mas não é o único fator. “O diabetes tipo 2 está muito mais relacionado ao estilo de vida como um todo: alimentação desequilibrada, sedentarismo, genética e outros fatores metabólicos”, afirma Rebeca Vasconcelos.
Embora o excesso de peso aumente o risco, ele não é determinante. “Pessoas magras também podem ter diabetes, especialmente se houver predisposição familiar ou resistência à insulina”, esclarece Rebeca Vasconcelos.
Segundo a profissional, não é necessário eliminar, e sim equilibrar. “O mais importante é o controle da quantidade e a escolha de alimentos com baixo índice glicêmico, dentro de um plano alimentar adequado”, explica.
O tratamento controla, mas não cura a doença, já que o diabetes é uma doença crônica sem cura. “Com medicação adequada, dieta e atividade física, é possível manter a glicose estável e evitar complicações, mas o cuidado precisa ser contínuo”, reforça a especialista.
A herança genética aumenta o risco, mas não determina o destino. “Com bons hábitos, é perfeitamente possível prevenir o diabetes tipo 2 mesmo tendo histórico familiar”, explica Rebeca Vasconcelos.

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o organismo ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Sem essa produção, o corpo não consegue controlar a glicose no sangue, exigindo aplicação diária de insulina. Geralmente surge na infância ou adolescência, mas pode se manifestar em qualquer idade.
O diabetes tipo 2 é o mais comum, acomete 90% dos pacientes diabéticos no Brasil e está relacionado à resistência do organismo à insulina e à redução gradual da produção do hormônio. Fatores de risco incluem sedentarismo, alimentação inadequada, excesso de peso e predisposição genética. Ao contrário do tipo 1, o tipo 2 pode ser prevenido e controlado com mudanças no estilo de vida, medicamentos e acompanhamento médico regular.
O diabetes gestacional ocorre durante a gravidez, quando o corpo não consegue produzir insulina suficiente para atender à demanda aumentada. Apesar de normalmente desaparecer após o parto, e impactar apenas entre 2 e 4% de todas as gestantes, pode implicar em maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro, tanto para a mãe quanto para a criança.
Segundo Rebeca Vasconcelos, os sintomas clássicos que indicam desequilíbrio da glicose incluem sede excessiva, vontade de urinar com frequência, fome exagerada, cansaço, perda de peso inexplicada e visão turva. A profissional destaca que o diabetes tipo 2 pode ser silencioso por anos, sem sintomas perceptíveis. “Isso torna os exames regulares ainda mais importantes para o diagnóstico precoce”, alerta.
Os principais exames indicados para o diagnóstico e acompanhamento do diabetes são glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c) e teste oral de tolerância à glicose (TOTG), quando indicado.
“Para adultos saudáveis, o ideal é incluir esses exames no check-up pelo menos uma vez por ano. Já quem tem fatores de risco — como sobrepeso, histórico familiar, hipertensão ou colesterol alto — deve fazer o acompanhamento a cada seis meses”, orienta Rebeca Vasconcelos.
Manter hábitos saudáveis é o primeiro passo para evitar o problema, como explica a especialista. “A prevenção do diabetes envolve um conjunto de escolhas diárias. Pequenas mudanças sustentáveis no estilo de vida fazem toda a diferença”. Além da alimentação equilibrada, outros comportamentos fazem diferença:
Segundo Rebeca Vasconcelos, receber o diagnóstico não significa perder qualidade de vida. Com conscientização, acompanhamento médico e disciplina, é possível viver bem. “Hoje, temos tratamentos modernos, medicamentos eficazes e até dispositivos que monitoram a glicose em tempo real. Quando o diabetes é bem controlado, a pessoa pode viver muitos anos sem nenhuma complicação significativa”, conclui a especialista.
Pela primeira vez, o número de casais com crianças representa menos da metade das famílias do país. Em contrapartida, os casais sem filhos foram o grupo que mais cresceu nas últimas duas décadas, com alta de cerca de 85% entre 2000 e 2022. Os dados são do Censo Demográfico 2022: Nupcialidade e Família, divulgado nesta quarta-feira (5/11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O percentual de casais com filhos caiu de 56,4% para 42% em 22 anos. No mesmo período, o número de casais sem filhos foi a composição familiar que mais cresceu, saltando de 13% para 24,1%.
O Norte segue como a região com maior proporção de famílias formadas por casais com filhos, reflexo das taxas de fecundidade historicamente mais altas. Na mesma região, também há mais famílias estendidas, com presença de outros parentes no mesmo domicílio.
A maternidade solo, por sua vez, é mais frequente no Nordeste, enquanto os casais sem filhos são mais comuns no Sul do país.
Pais e mães solo
Entre 2000 e 2022, o número de mulheres sem cônjuge e com filhos cresceu 16%, passando de 11,6% para 13,5% — o equivalente a 7,8 milhões de famílias. Hoje, a maternidade solo está presente em 13,6% dos lares brasileiros.
O total de pais solo — homens sem cônjuge e com filhos — também aumentou, de 1,5% para 2% no mesmo período, somando 1,2 milhão de famílias. O crescimento foi de 33% em 22 anos.
Um caso de feminicídio seguido de suicídio chocou moradores do Sítio Gato, na zona rural de Olho d’Água das Flores, no Sertão de Alagoas. As vítimas foram identificadas como Ana Maria Abreu Farias e José Alves Romano, casal que, segundo familiares, apresentava problemas mentais e vivia sozinho na residência onde o crime ocorreu.
De acordo com informações da Polícia Militar (PM), José Alves teria atacado a companheira com uma faca, provocando sua morte ainda no local, e, em seguida, tirado a própria vida por enforcamento. A tragédia foi registrada na tarde do domingo (2).

Equipes da Polícia Científica e da Polícia Civil realizaram a perícia e encaminharam os corpos para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Arapiraca, onde foram submetidos a exame de necropsia. Os laudos devem confirmar oficialmente as causas das mortes.
Segundo os peritos, não há indícios de participação de terceiros no caso. A polícia agora investiga as circunstâncias que levaram ao crime e busca entender o que pode ter motivado o ato.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Olho d’Água das Flores, que aguarda os laudos periciais para concluir o inquérito.
Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) em Campinas, no interior de São Paulo, e do Instituto Fraunhofer IVV, da Alemanha, criaram uma “carne” vegana à base de farinha de girassol.
O ingrediente é extraído do óleo da semente da planta, retirando as cascas. No processo, também foram adicionados tomate em pó, especiarias e uma mistura de fontes de gordura com óleo de girassol, oliva e linhaça.
As massas foram moldadas no formato de hambúrguer e assadas. O resultado da análise do alimento mostrou que ele tem alto teor de proteínas, gorduras e minerais benéficos à saúde, em especial o ferro, zinco e magnésio.
A pesquisa, que contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), se baseou no fato de que o óleo de girassol é muito utilizado na Europa e o cultivo da planta está em expansão no Brasil. Além disso, o ingrediente não é geneticamente modificado e é uma fonte importante de proteína.
Uma das pesquisadoras do Ital, Maria Teresa Bertoldo Pacheco, explicou que, dentre os pontos positivos no uso da farinha da planta, está o fato de que ela “apresenta sabor e aroma muito neutros, principalmente em comparação às diversas proteínas vegetais presentes no mercado”.
Bolsonaristas organizam uma manifestação em Roma, na Itália, no próximo sábado (8/11), pela liberdade da deputada federal Carla Zambelli, presa naquele país. A parlamentar aguarda os próximos passos da Justiça italiana sobre sua extradição para o Brasil, onde deve cumprir pena.
A convocação é feita pelas redes sociais: “Patriotas brasileiros em Roma, novamente unidos em fé, coragem e amor à verdade! […] Por justiça, por liberdade e pela verdade que vem de Deus!”.
A manifestação está marcada para a Piazza dei Santi Apostoli, às 15h. O ato deve contar com a presença do foragido da Justiça brasileira Eduardo Tagliaferro, ex-assessor jurídico do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Zambelli está presa na Itália por crimes que cometeu no Brasil. A deputada foi condenada a 10 anos de prisão, pela Suprema Corte, por ter contratado um hacker para invadir o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023.
No dia 29 de julho, foi levada para a prisão feminina de Rebibbia, após fugir para a Itália, onde possui cidadania, para se livrar da pena estabelecida pela Justiça brasileira. O pedido de extradição de Zambelli foi feito pelo STF e aguarda decisão da Justiça italiana.
A investigação da PCPI (Polícia Civil do Piauí) e do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPPI (Ministério Público do Piauí) aponta que o PCC movimentou R$ 5 bilhões usando 49 postos de combustíveis, em três estados das regiões Nordeste e Norte.
Esses estabelecimentos estão sendo bloqueados judicialmente, na manhã desta quarta-feira (5), conforme revelou a CNN.
A investigação diz que todo o montante das empresas investigadas foi de “movimentações financeiras atípicas”. E detalha que, se considerar apenas as movimentações a crédito de empresas sediadas no Piauí, o total é de R$ 300 milhões monitorados.
Além dos postos interditados, a operação Carbono Oculto 86 também cumpre 17 mandados de busca e apreensão contra investigados no Piauí, Maranhão, Tocantins e em São Paulo. Segundo os investigadores, o foco principal é o grupo investigado na capital paulista.
A polícia diz que a facção utilizava uma complexa estrutura de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar capitais ilícitos, fraudar o mercado de combustíveis e ocultar patrimônio.
A investigação revelou interconexão direta entre empresários locais e os mesmos fundos e operadores financeiros investigados pela Operação Carbono Oculto, que integrou Receita Federal, Ministério Público de São Paulo e Polícia Militar paulista para desarticular um esquema nacional de lavagem de dinheiro de organizações criminosas.
Todos os dias centenas de pessoas procuram os serviços de urgência e emergência em razão de crises relacionadas à hipertensão arterial e ao diabetes descompensados. As duas doenças crônicas, segundo o médico Paulo Lincoln, que atua no Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, são consideradas “vilões silenciosos”, e, quando diagnosticadas tardiamente ou negligenciadas, podem causar complicações graves e levar à morte.
Por isso, além das medidas de prevenção, o médico Paulo Lincoln ressalta que as pessoas devem procurar assistência médica de forma regular. Esta medida é fundamental para evitar que só descubram que são acometidos por diabetes e hipertensão quando já apresentam sintomas avançados das duas doenças crônicas.

“A hipertensão e o diabetes, quando não controlados, podem causar sérios danos ao coração, rins, olhos e cérebro. O problema é que, na maioria das vezes, o paciente não sente nada no início. Por isso, a prevenção e o acompanhamento médico regular são fundamentais para evitar complicações que acabam superlotando as unidades de urgência e emergência desnecessariamente e que podem levar à morte”, explica Paulo Lincoln.
Doenças evitáveis
De acordo com o médico do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, é nas unidades de saúde que os profissionais observam que boa parte dos casos e dos atendimentos de urgência poderia ser evitada. Para isso, basta cultivar hábitos de vida saudáveis e acompanhamento nas unidades básicas de saúde.

“Recebemos muitos casos de descompensação, especialmente de pessoas que interrompem o uso dos medicamentos ou não seguem corretamente a dieta e o tratamento prescritos”, destaca o profissional do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, ao destacar quer, “nos períodos de maior calor, o risco aumenta ainda mais, pois a desidratação pode alterar a pressão arterial e o nível de glicose no sangue”.
Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a hipertensão e o diabetes estão entre as principais causas de internações hospitalares e podem resultar em acidente vascular cerebral (AVC), infarto e insuficiência renal crônica. O alerta é claro: a detecção precoce e o controle contínuo dessas condições são essenciais para evitar complicações graves.
“É importante que as pessoas realizem exames de rotina pelo menos uma vez por ano. Quando o diagnóstico é feito cedo, o tratamento é simples e eficaz. O grande desafio é conscientizar a população de que, mesmo sem sintomas, é preciso cuidar da saúde”, reforça Paulo Lincoln.
Uma semana após a megaoperação policial que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro, a Justiça autorizou, nesta terça-feira (4), que sete presos considerados como lideranças do CV (Comando Vermelho) sejam transferidos de presídios estaduais para presídios federais.
O processo será encaminhado ao Juízo Federal competente para a adoção dos trâmites legais. Após a autorização judicial, a Polícia Penal Federal realizará as transferências.
Veja quem são os detentos:
Arnaldo da Silva Dias, o “Naldinho”;
Carlos Vinicius Lírio da Silva, o “Cabeça do Sabão”;
Eliezer Miranda Joaquim, o “Criam”;
Fabrício de Melo Jesus, o “Bicinho”;
Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o “My Thor”;
Alexander de Jesus Carlos, o “Choque”;
Roberto de Souza Brito, o “Irmão Metralha”.
Ainda não há definição sobre a unidade federal para a qual os presos serão destinados. Por razões de segurança, essas informações são divulgadas apenas após a conclusão das escoltas.
O governo do Rio chegou a solicitar dez novas vagas em penitenciárias federais.
A Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) do Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou ainda que, em 2025, 12 novos presidiários do Rio de Janeiro foram incluídos no Sistema Penitenciário Federal.
O Rio é atualmente o segundo maior estado em número de presos sob custódia judicial federal, totalizando 59 custodiados.
Doca segue foragido
O principal alvo da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Edgar Alves de Andrade — conhecido como “Doca” ou “Urso” — permanece foragido.
Quem é Doca, principal liderança do CV na Penha e alvo de megaoperação
Apontado pelas forças de segurança como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV), Doca conseguiu escapar durante a ação policial. Segundo apuração do analista convidado da CNN Brasil Leandro Stoliar, a fuga contou com a proteção de cerca de 70 integrantes da facção, que formaram um cerco armado para garantir a saída do criminoso da região.
A polícia ainda não sabe o paradeiro dele. O Disque Denúncia oferece recompensa de R$ 100 mil por informações que levem à localização do suspeito — o mesmo valor pago por informações sobre Fernandinho Beira-Mar quando ele fugiu para a Colômbia.
De acordo com o Ministério Público, Doca é apontado como o responsável por ordenar atos de tortura no Complexo da Penha. Ele é considerado um dos chefes do tráfico de drogas do Comando Vermelho e, atualmente, lideraria o comércio ilegal de entorpecentes no Morro do São Simão, em Queimados, na Baixada Fluminense.
Natural de Caiçara, na Paraíba, Doca despontou como uma das principais figuras da facção ao longo dos últimos anos, acumulando influência dentro da estrutura do CV e comandando operações criminosas em diferentes pontos do estado do Rio.
As forças de segurança seguem realizando diligências para tentar localizar o suspeito. A megaoperação do dia 28 de outubro resultou em mais de 120 mortos, segundo informações oficiais, e foi a maior ação policial mais letal já registrada no estado.
A Polícia Civil investiga a morte da influenciadora digital Bárbara Jankavski Marquez, 31, na noite de domingo (2) em um imóvel na rua Sepetiba, bairro Siciliano, zona oeste de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, Bárbara, que nas redes sociais se identificava como Boneca Desumana e tinha 50 mil seguidores no Instagram, estava na companhia de um defensor público quando adormeceu e não se movimentou mais. O homem acionou uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que constatou o óbito.
O homem, de 51 anos, relatou a policiais militares ter contratado serviços sexuais de Bárbara, que teria chegado à casa dele por volta da 1h de domingo. Os dois teriam passado o dia juntos, e o defensor declarou que fizeram uso de substâncias ilícitas, sem dizer quais. Contou ainda que mulher tossiu por diversas vezes.
Segundo o relato, Bárbara adormeceu ao seu lado enquanto assistiam televisão. Ao perceber que a mulher não se mexia, ele teria decidido acionar o Samu. Seguindo a orientação dos funcionários do órgão, ele iniciou manobras na tentativa de ressuscitação por cerca de dez minutos, mas sem respostas da vítima.
Uma equipe do Samu esteve no imóvel e constatou a morte de Bárbara às 21h07.
Em nota nesta terça-feira (4), a Defensoria Pública de São Paulo se solidarizou com a família de Bárbara e disse acompanhar a ocorrência envolvendo um defensor público.
"A Defensoria Pública-Geral mantém contato permanente com as autoridades competentes, observando o sigilo legal, a fim de assegurar que todas as medidas adotadas estejam em conformidade com a legislação e com os princípios que regem a Administração Pública."
Além do defensor e de Bárbara, uma outra mulher estava na residência. Ela se identificou como amiga do homem, contou ter passado o dia com os dois, mas declarou que não estava com eles no momento da morte.
A mulher, no entanto, afirmou ter visto quando, por volta das 4h, Bárbara escorregou e caiu, o que teria causado uma lesão no olho esquerdo. Os policiais militares identificaram essa lesão e marcas nas costas, de acordo com o registro.
Ainda segundo o boletim de ocorrência, o defensor se demonstrou abalado com o ocorrido. Ele permaneceu na delegacia durante o registro da ocorrência.
Foram requisitados exames necroscópico e toxicológico e o caso foi registrado como morte súbita no 91º DP (Ceasa). O caso é investigado pelo 7º Distrito Policial (Lapa). De acordo com a SSP, "a equipe da unidade está coletando depoimentos e analisando documentos, registros e imagens".
