
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) demitiu um professor acusado de assédio por estudantes do curso de relações internacionais do campus de Marília, no interior de São Paulo. Rafael Salatini de Almeida foi demitido por justa causa, conforme oficializado no Diário Oficial do estado na quarta-feira (12/11).
A decisão decorre de uma análise técnica feita pela Unesp após a ouvidoria da instituição receber 44 denúncias reunidas por estudantes contra o docente em maio de 2024. Na época, os alunos também organizaram uma paralisação das aulas e cobriram muros do campus com cartazes que continham frases que teriam sido ditas pelo professor.
Constrangimento
As 44 denúncias contra Rafael Salatini de Almeida foram recolhidas pelo Centro Acadêmico de Relações Internacionais “Diplomata Sérgio Vieira de Mello” (CARI) e entregues coletivamente à ouvidoria da Unesp no ano passado.
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Sorriso torto, fraqueza súbita no braço ou perna e dificuldade para falar ou entender palavras. Estes são os três sinais clássicos de acidente vascular cerebral (AVC), que ainda é uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Em 2024, o número total de mortes pela condição chegou a 85.427, segundo dados dos registros de atestados de óbitos.
Ainda que pessoas consideradas saudáveis — até mesmo crianças — estejam sujeitas a sofrer um AVC, grande parte dos casos estão relacionados a fatores de risco modificáveis, como hipertensão, tabagismo, diabetes, sedentarismo, colesterol alto, consumo de álcool e uso de drogas ilícitas, e poderiam ser evitados.
“Controlar a pressão arterial é, sem dúvida, o fator mais importante e, ainda assim, o mais negligenciado”, afirma o Dr. Hugo Doria, MD, PhD e neurocirurgião do Hospital Santa Catarina – Paulista, que acrescenta: “A hipertensão é silenciosa, mas responde muito bem ao tratamento quando há adesão e acompanhamento médico. É o passo mais eficaz para evitar o AVC”.
Além da pressão alta, outras condições merecem atenção especial. A fibrilação atrial, arritmia que pode gerar coágulos capazes de obstruir vasos cerebrais, é uma das principais causas de AVC isquêmico, o tipo mais comum. “O uso de anticoagulantes, quando indicado, reduz expressivamente o risco”, explica o médico.
O AVC hemorrágico, que ocorre por ruptura de vasos, costuma ter sua origem associada a doenças cerebrovasculares silenciosas, como aneurismas e malformações arteriovenosas. “Essas lesões podem ser diagnosticadas antes de uma ruptura. Assim como o check-up cardiológico, é essencial realizar o check-up neurológico com o neurocirurgião vascular”, orienta o Dr. Hugo Doria.
Outro ponto preocupante é a alta taxa de recorrência entre pacientes que não mantêm o controle dos fatores de risco. “Quem abandona o tratamento da hipertensão, deixa o diabetes descompensado ou continua fumando, tem risco muito maior de sofrer um novo AVC”, alerta.
Reconhecer o AVC rapidamente é decisivo para reduzir sequelas. Entre os sinais clássicos, estão sorriso torto, fraqueza súbita em um braço ou perna e dificuldade para falar ou entender palavras. “Existe uma frase que repito sempre: tempo é cérebro. Cada minuto de atraso representa a perda de milhões de neurônios”, destaca o especialista do Hospital Santa Catarina – Paulista.
Assim, o atendimento médico imediato é essencial. “Ao menor sinal, a recomendação é acionar imediatamente o SAMU pelo número 192 e informar o horário exato do início dos sintomas. Essa informação é importante e define se o paciente pode receber terapias como a trombólise, que dissolve o coágulo e reduz as sequelas”, explica.
O AVC tem atingido os adultos mais jovens, embora o risco seja maior com a idade avançada e a maioria dos casos ainda ocorra em pessoas com mais de 60 anos. O aumento da obesidade, do sedentarismo e do consumo de drogas ilícitas contribui para antecipar o surgimento da doença.

Investir em prevenção é a estratégia mais eficiente contra o acidente vascular cerebral. “Cerca de 90% dos AVCs poderiam ser evitados com políticas públicas consistentes de controle da pressão arterial, de arritmias e incentivo à atividade física. Saber identificar sinais, agir rápido e realizar acompanhamento regular mudam a trajetória de quem poderia ser mais uma vítima”, avalia o Dr. Hugo Doria.
Ele também destaca a importância da ampliação de acesso a centros de referência, capazes de realizar trombólise e trombectomia dentro da janela terapêutica ideal. “O Brasil tem ilhas de excelência, mas ainda há desigualdade no acesso. Muitos pacientes chegam tarde demais ao hospital”, afirma o médico, que é coordenador do departamento de Neurocirurgia Vascular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).
As sequelas do AVC nem sempre são irreversíveis. Com atendimento rápido e reabilitação adequada (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e acompanhamento neuropsicológico), é possível recuperar funções e autonomia. “O cérebro tem uma capacidade de adaptação impressionante, especialmente nos primeiros meses após o evento”, explica o Dr. Hugo Doria.
Cuidados simples podem transformar a vida do paciente. “Mas o que realmente muda a história do paciente é o diagnóstico e tratamento preventivo de doenças cerebrovasculares. Quando há possibilidade, ainda, são essenciais a rapidez no diagnóstico agudo, quando o AVC está acontecendo, e o comprometimento com a reabilitação neurológica no pós-AVC”, conclui.
O governador de Alagoas Paulo Dantas estará em Palmeira dos Índios no dia 25 deste mês para cumprir uma ampla agenda de trabalho, ao lado da prefeita Tia Júlia, do secretário de Estado de Relações Federativas e Internacionais Júlio Cezar, além de equipes técnicas do Governo de Alagoas e da gestão municipal. A visita reforça o ciclo de investimentos estruturantes que o Estado tem realizado no município e que, nesta etapa, ultrapassa R$ 50 milhões em obras e equipamentos públicos.
Entre os destaques da programação está a inauguração da nova UNEAL, totalmente modernizada e ampliada, com R$ 12,5 milhões investidos para oferecer mais qualidade no ensino superior e fortalecer a formação profissional dos jovens da região.
Outro ponto central da agenda será a inauguração da Creche CRIA, dentro da política de universalização da primeira infância. A unidade integra o pacote estadual que prevê a construção de 200 creches e escolas para garantir mais acesso, aprendizagem e segurança para as crianças alagoanas e palmeirenses.
O governador também assinará a Ordem de Serviço do programa Minha Cidade Linda, que pavimentará o Loteamento Sabiá, a pedido da prefeita Tia Júlia e do secretário de Estado Júlio Cezar e atenderá a um antigo sonho dos moradores que há anos aguardam melhorias na mobilidade urbana.
Na zona rural, será entregue a Adutora Severina Lopes dos Santos, na comunidade Lagoa do Mato dos Lopes. A obra, fruto de parceria entre a Casal e a Prefeitura de Palmeira, representa um investimento de R$ 500 mil e colocará fim à histórica espera dos moradores por água encanada.
A expectativa é que o ciclo de entregas continue. Em dezembro, será inaugurado o tão aguardado Hospital Regional de Palmeira dos Índios, que ampliará a oferta de saúde e reduzirá deslocamentos para outras cidades. “O Governo de Alagoas vive um momento histórico, de investimentos que chegam a todos os municípios. Palmeira dos Índios tem recebido atenção especial porque reconhecemos o trabalho da prefeita Tia Júlia e a força da parceria com o governador Paulo Dantas. São obras que transformam a vida das pessoas, da primeira infância ao ensino superior, da mobilidade urbana ao abastecimento de água. É um orgulho participar desta agenda e ver sonhos antigos se tornando realidade”, afirmou o secretário Júlio Cezar.
A prefeita Tia Júlia ressaltou a importância desta agenda para o município. “Será um dia de conquistas para o nosso povo. A chegada do governador Paulo Dantas sela mais um capítulo desta parceria que tem trazido desenvolvimento e dignidade para Palmeira dos Índios. Estamos entregando creche, universidade, adutora, pavimentação e preparando o nosso município para receber o Hospital Regional em dezembro. Trabalhamos todos os dias para que cada palmeirense tenha acesso a serviços públicos de qualidade. É assim, com união e responsabilidade, que seguimos construindo uma cidade melhor para todos”, destacou a prefeita Tia Júlia.
Uma das datas mais importantes para o comércio está prestes a chegar. A Black Friday, marcada para o final do mês de novembro, promete, mais uma vez, movimentar o mercado e os mais variados tipos e tamanhos de negócios. Longe de ser um evento restrito ao varejo, as promoções também têm ganhado força em outros mercados, como as transações comerciais entre empresas, o chamado B2B.
A data também estimula estratégias de negociação, reposicionamento e fidelização de clientes corporativos. Para o especialista em gestão e vendas, Alex Geraldo, o objetivo não é apenas oferecer descontos agressivos, mas planejar estrategicamente toda a jornada comercial, desde o estoque e precificação até a comunicação e o pós-venda.
“É importante que depois da Black o empresário faça, por exemplo, uma pesquisa de satisfação, para saber se o cliente recebeu a mercadoria no prazo, se era o que ele queria, se está satisfazendo a necessidade dele, para depois, a empresa entender como foi todo o processo e o que pode ser melhorado para a próxima edição”, explica o especialista.
Empresas que se preparam com antecedência têm mais chances de converter oportunidades em resultados concretos, assim são conquistados novos clientes e fortalecidas as parcerias comerciais. Mais do que vender, a Black Friday tornou-se uma data estratégica para posicionar marcas e criar relacionamentos duradouros.
“Muito mais que diminuir o preço de um produto ou serviço, a black precisa ser usada como uma oportunidade para cadastrar novos clientes e com esses dados gerar relacionamentos que garantam novas vendas por um período muito mais duradouro. Tudo é questão de relacionamento e, com um bom planejamento, e a empresa também pode prestigiar os melhores clientes oferecendo para eles alguns privilégios”, orienta Alex.
No cenário atual, as tendências de consumo apontam para um comprador mais exigente e digitalizado, que busca experiências personalizadas, transparência nas ofertas e agilidade nos processos de compra. Isso exige que as empresas invistam em tecnologia, atendimento qualificado e estratégias de marketing integradas.
Alex Geraldo faz uma observação importante ao dizer que, em Alagoas, empresas muito tradicionais com mais de 40 ou 50 anos de mercado têm passado por um momento de transição, muitas vezes, com pessoas mais jovens das famílias assumindo cargos de gestão e liderança.
Para o setor B2B, o período representa uma oportunidade de revisar contratos, oferecer condições especiais de pagamento e apresentar soluções sob medida para diferentes perfis de clientes. Além disso, ações como campanhas de antecipação, programas de fidelidade e bônus para recompra vêm se destacando como diferenciais competitivos.
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou, nesta quinta-feira (13), durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), o Portal Impacta Brasil. Trata-se de uma vitrine virtual criada para aproximar investidores nacionais e internacionais de negócios com impacto socioambiental positivo.
O portfólio reúne 334 empreendimentos de todo o país, e 10 deles são de Alagoas, destacando o potencial do estado no ecossistema de impacto.
A iniciativa foi desenvolvida em parceria com organizações nacionais e internacionais, com uma curadoria global voltada para investidores. Os empreendimentos selecionados em Alagoas atuam em áreas estratégicas, como gestão de resíduos, conservação ambiental e desenvolvimento de materiais sustentáveis para a construção civil.
Entre os representantes alagoanos estão: Isobloco, Policoncret, Retaliário, Cooperativa dos Produtores Agropecuários do Estado de Alagoas (Coopal), Entomófagi, Amitis Hortas Hidropônicas, Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas, Associação de Crédito de Carbono Social do Bioma Caatinga (APCCSBC), Nosso Mangue e Cooperativa dos Agricultores Familiares (CoopaQ).
Para a secretária de Estado do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Sedics), Alice Beltrão, a presença dos negócios alagoanos na plataforma marca um novo momento para o estado.
“Esse reconhecimento mostra que Alagoas está no caminho certo. Ter 10 empreendimentos representando o estado em uma vitrine nacional, lançada diretamente na COP30, reforça que a inovação, a sustentabilidade e o impacto social estão avançando aqui. Nosso papel, enquanto governo, é fortalecer esse ambiente, apoiar quem empreende com responsabilidade e seguir atraindo investimentos que gerem desenvolvimento e qualidade de vida para os alagoanos”.
A vitrine funciona como um agregador inteligente, conectando capital global a oportunidades relevantes no Brasil, com filtros que permitem identificar negócios alinhados à agenda ESG e à tese de impacto do investidor. Também possui integração com bases externas e com outras iniciativas do Governo Federal, como ApexBrasil, Cadimpacto e Simpacto.
Segundo a superintendente de Desenvolvimento e Sustentabilidade da Sedics, Camila Marinho, o resultado da curadoria confirma o potencial do estado no setor. “O Portal Impacta Brasil comprova que o ecossistema de impacto em Alagoas é real, consistente e está crescendo. Essa vitrine conecta os nossos empreendedores ao mundo e abre portas para investimentos que aceleram transformações positivas no estado”.
O Portal Impacta Brasil – COP30 é uma iniciativa do MDIC, com correalização da Aliança pelo Impacto e da Climate Ventures, e parceria técnica da Caixa Econômica Federal, ApexBrasil, BNDES, Sebrae, Quintessa e Impact Hub.
O número de prisões realizadas pela Polícia Militar de Alagoas cresceu 18% entre janeiro e setembro de 2025, totalizando 6.234 capturas, contra 5.281 no mesmo período do ano anterior.
O salto de 953 ocorrências reflete, segundo a corporação, o fortalecimento das ações de patrulhamento e a resposta mais rápida aos crimes, especialmente os relacionados à violência contra a mulher.
O caso registrado no dia 11 de setembro em Arapiraca exemplifica essa atuação: a Patrulha Maria da Penha da unidade Agreste prendeu um homem de 26 anos que perseguia e ameaçava a ex-companheira, de 24 anos, mesmo após determinação judicial de afastamento. Ele foi localizado em frente à casa da vítima e portava duas facas no momento da abordagem, sendo conduzido à Central de Polícia e autuado em flagrante.
Conforme levantamento da Seção de Estatística e Ciência Aplicada da PM-AL, as prisões relacionadas a violência contra a mulher têm crescido de forma contínua e aparecem no topo da lista de capturas: foram 938 em 2024 e 1.324 em 2025. Na sequência estão tráfico de drogas (744 para 920), mandados judiciais (551 para 703) e embriaguez ao volante (299 para 311).
Em termos proporcionais, os crimes mais frequentes nos dois últimos anos são ameaça (50,9%), violência doméstica (41,1%) e furto (29%). O aumento foi observado mês a mês, com destaque para agosto (44,2%), junho (32,4%) e julho (21,4%), períodos marcados por maior circulação de pessoas.
O relatório mostra que as prisões aumentaram em todos os dias da semana, com maior alta percentual às quintas-feiras (31%) e sextas-feiras (25%). A noite segue como o período com mais registros, somando 407 capturas adicionais este ano.
O comandante-geral da PM-AL, coronel Paulo Amorim, atribui o desempenho ao policiamento ostensivo e permanente nas ruas. “Intensificamos abordagens e operações em todas as regiões do estado. Essa presença constante tem impacto direto na repressão aos crimes”, afirmou.
Municípios do interior impulsionam crescimento
O aumento de prisões não se limitou à capital. Municípios como Palmeira dos Índios, Rio Largo e Arapiraca registraram avanços superiores a 50%. Mesmo assim, Maceió segue com o maior volume: foram 2.327 prisões em 2025, contra 2.077 no ano passado.
Juntos, os quatro maiores municípios do estado somaram 569 das 953 prisões adicionais registradas no período.

Perfil dos detidos
O levantamento também indica predominância masculina nas ocorrências policiais: das 6.234 prisões, 5.766 envolveram homens. Em Maceió, somente em violência doméstica foram 609 prisões masculinas em 2025, superando tráfico de drogas (353) e mandados judiciais (253).
A major Dayana Queiroz, comandante da Patrulha Maria da Penha, ressalta que o aumento das prisões nesse contexto não significa, necessariamente, maior incidência de casos.
“Há um fortalecimento da confiança das mulheres para denunciar, maior compreensão dos direitos e mais informação disponível. Esse conjunto favorece a responsabilização dos agressores”, destaca.

Atuação integrada no Agreste
Em Arapiraca, o 3º Batalhão da PM tem intensificado ações de inteligência em parceria com a Patrulha Maria da Penha, visando localizar agressores rapidamente e acompanhar as mulheres assistidas.
O tenente-coronel Carlos Alberto de Albuquerque, comandante da unidade, reforça a articulação entre órgãos da rede de proteção.
“A integração com o Ministério Público, o Judiciário e os serviços sociais garante respostas mais rápidas, acolhimento adequado e prisões de reincidentes. Esse trabalho conjunto reduz os casos mais graves e fortalece a confiança da população”, afirma.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização e determinou o recolhimento nesta quinta-feira (13) de diversos glitters e pós decorativos comumente usados em confeitaria, devido à presença de materiais plásticos e também da presença do ingrediente desconhecido “metal de transição laminado atômico 99” em alguns. A decisão foi publicada nesta quinta no Diário Oficial da União.
Entre os produtos suspensos, estão: Glitter Glow e Glitter Shine da marca Iceberg Chef; Flocos de Ouro, de Prada e Rose Gold, Pó de ouro, Pó para decoração e Brilho para decoração da marca Jeni Joni; Glitter para Decoração da marca Jady Confeitos e Glitter Para Decoração da marca Glitz, da empresa Fab.
O ex-prefeito de Palmeira dos Índios e atual secretário de Estado de Relações Federativas e Internacionais (Serfi), Júlio Cezar, se pronunciou, nesta quarta-feira (12), por meio de vídeo publicado em suas redes sociais, sobre o processo de demarcação de terras indígenas Xukuru-Kariri. Em tom firme, ele cobrou mais diálogo da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e criticou a forma como o órgão vem conduzindo as ações na região.
Segundo Júlio, a questão da demarcação remonta a 2008, quando foi realizado um levantamento antropológico que deu origem à Portaria nº 4.033/2010 do Ministério da Justiça, reconhecendo os estudos sobre o território reivindicado pelos povos Xukuru-Kariri. Em 2012, o Ministério Público Federal ajuizou uma ação pedindo o reconhecimento da área, e em 2015, a Justiça Federal determinou a execução da demarcação conforme a Constituição.
O secretário ressaltou que não pretende “buscar culpados ou fazer palanque político”, mas que o tema exige uma solução negociada e equilibrada e criticou a falta de diálogo do órgão federal com as autoridades locais. “O presidente da Funai em Alagoas nunca procurou Júlio Cezar e nem a prefeita Tia Júlia para conversar. O município jamais foi convidado para participar oficialmente das discussões. Sou contra a forma como a Funai vem abordando algumas propriedades, acompanhada por policiais e entrando em casas de pequenos agricultores”, declarou.
De acordo com o ex-prefeito, a área de demarcação pode afetar cerca de 66 comunidades, incluindo 10 mil pequenos agricultores familiares e mais de 2,500 Cadastros da Agricultura Familiar (CAFs) e Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) registradas. “Esse número assusta e preocupa todos nós. O impacto é muito grande. Estamos falando de uma região produtiva, com criação de gado, produção de leite e alimentos”, destacou.
Ele citou ainda que 75% da população de Palmeira dos Índios se manifesta contrária ao modelo proposto pela Funai, o qual classificou como “ruim para os dois lados”. “Como disse o presidente Lula, isso é uma guerra de pobre contra pobre. Não podemos aceitar que o conflito se instale. O Brasil precisa de conciliação, não de mais divisões”, afirmou.
Júlio defendeu que, caso a demarcação seja confirmada, o governo federal deve indenizar justamente os proprietários afetados, com base no valor de mercado das terras. “Não somos contra o direito dos povos indígenas, mas queremos que todos sejam respeitados. O governo precisa garantir indenizações justas e conduzir o processo com diálogo e transparência”, pontuou.
O secretário encerrou o pronunciamento pedindo respeito à história e à população do município: “Respeitem Palmeira dos Índios, respeitem a história dessa cidade e defendam também aqueles que sofrem silenciosamente. A solução precisa vir pelo diálogo, e não pela imposição”, completou.
A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) desencadeou uma operação de fiscalização na zona rural de Porto de Pedras, no Litoral Norte de Alagoas.
A ação, do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), ocorreu nesta quarta-feira (12), após denúncia de manutenção ilegal de aves silvestres em cativeiro e prática de caça irregular em uma propriedade da região.
Durante a vistoria na fazenda, os militares apreenderam três aves da espécie sibite e um papa-capim, além de duas espingardas calibre 32, 12 munições intactas e nove deflagradas. Também foram encontradas carcaças de uma cutia e de um tatu, além de instrumentos utilizados para a caça, como uma tatuzeira (armadilha para captura de animais) e um cano de espera (espécie de armadilha artesanal).
O responsável pela propriedade foi conduzido à delegacia, onde foi autuado conforme a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais). As armas, munições e os animais apreendidos foram encaminhados às autoridades competentes para as providências legais cabíveis.
De acordo com estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 71.730 casos de câncer de próstata devem ser diagnosticados no Brasil até o fim deste ano. A doença é considerada uma das mais mortais para homens: apesar de existirem maneiras de detecção e tratamentos eficazes, muitos deixam de se cuidar devido a medos, tabus e desinformação.
Os principais fatores de risco para tumores na próstata são a idade, histórico familiar e, em alguns casos, a obesidade. Geralmente, o câncer tem maior incidência em homens com 60 anos ou mais, porém pode acontecer antes, a depender da situação.
A recomendação é realizar o rastreamento precoce a partir dos 50 anos para homens que não têm fatores de risco, enquanto os que têm histórico familiar próximo de câncer de próstata (pai ou irmão) devem começar aos 40 ou uma década antes da idade do diagnóstico do parente. Devido a fatores genéticos e sociais, homens negros devem iniciar exames aos 45 anos.
No entanto, grande parte da população masculina acredita que os testes de rastreamento são invasivos e dolorosos. Mesmo sentido incômodos na próstata, alguns evitam até evitam falar no assunto devido a tabus antigos, especialmente relacionados ao exame do toque – procedimento essencial para o rastreamento precoce do câncer de próstata.
“A taxa de cura pode chegar a 98% quando o câncer de próstata é diagnosticado em estágios iniciais. Por isso, o acompanhamento médico regular é essencial, especialmente a partir dos 50 anos ou antes, no caso dos grupos de risco”, ressalta o urologista Bruno Costa do Prado, do hospital MedSênior.
Além do teste do toque, entre os principais exames para avaliar a saúde da próstata estão exames de sangue , como o PSA, e avaliações de imagem, como ultrassonografias e ressonâncias magnéticas.
“A combinação entre os exames aumenta a acurácia do diagnóstico, reduz a necessidade de biópsias desnecessárias e identifica precocemente alterações que podem evoluir para câncer”, afirma a patologista clínica Annelise Wengerkievicz Lopes, do Laboratório Santa Luzia.
Mitos e verdade sobre a saúde da próstata
Câncer de próstata só afeta homens idosos?
Mito. Apesar da incidência ser maior em homens com 60 anos ou mais, a condição pode aparecer a partir dos 45, especialmente nos que têm histórico familiar direto, como casos identificados no pai ou em irmãos.
Exames de rastreamento podem causar impotência ou incontinência?
Mito. Nenhum teste, principalmente o do toque retal, tem a capacidade de causar danos à funcionalidade da próstata. Quando indicado, o exame invasivo é realizado com técnicas seguras.
Mesmo sem sintomas, preciso fazer exames quando chegar na idade recomendada?
Verdade. Por ser uma condição silenciosa no início, o câncer de próstata sempre deve ser investigado. O check-up regular é a melhor forma de evitar surpresas desagradáveis no decorrer da vida.
Mesmo com um estilo de vida saudável, devo realizar um check-up?
Verdade. Uma boa rotina alimentar e a prática regular de exercícios físicos são essenciais para reduzir o risco de problemas na próstata, porém a realização de exames deve ser aliada a um estilo de vida saudável.
O papel da alimentação na proteção da próstata
Junto da realização de exames, a alimentação é grande aliada na prevenção do câncer de próstata. Quando feita de maneira equilibrada e aliada à prática de atividades físicas regulares, a rotina alimentar fortalece o sistema imunológico e, consequentemente, protege a glândula do sistema reprodutor masculino.
De acordo com a professora de nutrição Denise Perez, comidas ricas em licopeno têm ação antioxidante e aumentam a resistência da próstata contra tumores. Antioxidantes, vitaminas e minerais também são nutrientes essenciais para o organismo.
“O licopeno, a vitamina E e o selênio são particularmente importantes para proteger as células da próstata, enquanto as vitaminas A, C, D e minerais como zinco e ferro fortalecem as defesas do organismo”, explica a docente da centro universitário Una.
Os cuidados devem começar o quanto antes, mas merecem atenção especial a partir dos 40 anos, a fim de evitar danos cancerígenos. “A partir dessa idade, o corpo passa por alterações hormonais e imunológicas, por isso é fundamental adotar uma alimentação que preserve a massa magra, reduza inflamações e mantenha o intestino saudável. Uma dieta rica em fibras, antioxidantes e gorduras boas ajuda a fortalecer o sistema imunológico e a prevenir doenças crônicas”, afirma Denise.
Entre os principais alimentos recomendados para quem busca cuidar e proteger a próstata, estão:
“A saúde da próstata está diretamente ligada à saúde integral do homem. Consultar o médico regularmente não é sinal de fraqueza, e sim de cuidado consigo mesmo. O diagnóstico precoce de alterações prostáticas aumenta muito as chances de tratamento bem-sucedido e preserva a qualidade de vida. Cuidar da alimentação, da atividade física e da saúde mental faz parte do mesmo compromisso com o bem-estar”, aponta Annelise.
Na semana em que o planeta discute soluções para as mudanças climáticas na 30ª Conferência do Clima da ONU (COP30), em Belém do Pará, o Centro de Liderança Pública (CLP) traz dados ambientais positivos sobre Alagoas. O estado detém o menor índice de desmatamento do Nordeste.
Segundo o CLP, o indicador considera a razão entre a área total desmatada e a área geográfica total de cada unidade da federação, permitindo avaliar proporcionalmente o impacto do desmatamento em cada território. Em Alagoas, este impacto tem a proporção de 0.1. O estudo tem como fontes o MapBiomas e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estado também se destaca quando o assunto é emissões brutas subtraídas das remoções de CO2, divididas pelo PIB Total. Alagoas subiu três posições e agora ocupa a segunda colocação regional neste ranking e a 11ª no Brasil, onde avançou duas posições.
Neste sentido, vale destacar a Política de Prioridade no Abastecimento de Veículos Automotores com Etanol, que tem como objetivo a substituição gradual da gasolina pelo combustível derivado da cana-de-açúcar, no abastecimento de toda a frota do Poder Executivo Estadual.
O decreto foi assinado pelo governador Paulo Dantas em setembro e justifica a iniciativa com a necessidade de promover a transição energética e a redução da poluição atmosférica.
Outro dado positivo apontado pelo CLP é que Alagoas também elevou a cobertura da população urbana com coleta seletiva direta de resíduos sólidos domiciliares, ocupando a 2ª posição no Nordeste, neste indicador, atrás apenas de Sergipe.
Projetos na COP 30
Na COP 30, o Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA/AL) apresentou os projetos que fortalecem as políticas ambientais no estado: o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o Selo Alagoas pelo Clima. A iniciativa ocorreu no painel articulado pelo Consórcio Nordeste, com o objetivo de apresentar experiências exitosas desenvolvidas na região.
O governador Paulo Dantas integrou a comitiva do Consórcio Nordeste na COP 30, que representa os estados da região nos debates sobre sustentabilidade e desenvolvimento climático.
O PSA remunera quem preserva e protege os biomas de Alagoas. O programa prevê remuneração financeira a agricultores familiares e a proprietários de áreas conservadas, como forma de reconhecimento pelos serviços ambientais prestados.
Os valores variam entre R$ 5 mil e R$ 30 mil para os projetos aprovados no edital de Agroecologia, e de R$ 20 mil a R$ 80 mil para os projetos vinculados ao edital de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs).
Já o Selo Alagoas pelo Clima, em sua primeira edição, tem o objetivo de estimular a adoção de boas práticas ambientais e o fortalecimento das agendas de ESG e de descarbonização, reconhecendo quem mede, reduz e compensa suas emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Circula na redes sociais um vídeo em que um padre "leiloa" a própria cueca durante uma festa religiosa da Paróquia São Francisco de Assis, em Alvorada (TO). No vídeo, padre Thiago Zanardi aparece em cima de uma cadeira e simula o leilão, chegando a puxar o elástico da cueca.
Em missa realizada no último domingo (9), o religioso se explicou aos fiéis. Ao falar sobre os valores arrecadados com o leilão da igreja — que, de fato, aconteceu — Thiago Zanardi começa perguntando: "Dentro deste valor, estão aqueles R$ 3 mil polêmicos da cueca do padre, né? Sabem dessa história?"
O padre explica que todo o momento não passou de uma brincadeira entre os paroquianos e que a situação veio à tona após um mês, quando uma funcionária do local onde o evento foi realizado, divulgou o vídeo para a imprensa.
"O padre já tinha perdido o chapéu, o cinto, a botina e alguém brinca: 'agora é a cueca do padre, né?' Quando eu me dei conta, estavam leiloando e já estavam em R$ 1.500, eu falei: 'por R$ 1.500 eu não vendo, não'. Subi numa cadeira, mostrei o cós da cueca. não tirei, é claro, né?"
Em tom de brincadeira durante a missa, o padre diz que a pessoa que divulgou o vídeo é "uma funcionária do capeta, com o espírito de Ronquifuça". Até o momento, a Paróquia São Francisco de Assis não se manifestou sobre o assunto.
Thiago Zanardi finalizou afirmando que não sofreu nenhum tipo de advertência dentro da instituição religiosa e que a única pessoa para quem ele deve satisfação, é o Bispo da sua diocese, que não o penalizou.
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) realiza, na manhã desta quinta-feira (13), uma grande operação contra o crime organizado na região do Agreste, com foco na cidade de Girau do Ponciano. A ação mira suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, receptação de veículos roubados, porte ilegal de arma de fogo e outros delitos que vinham sendo investigados.
Coordenada pela 4ª Delegacia Regional de Arapiraca, a operação conta com apoio do DPJ-3 e das delegacias que integram a regional. De acordo com o delegado Matheus Barbosa, responsável pela ação, o objetivo é reunir provas sólidas que reforcem os inquéritos já instaurados.
“Já cumprimos 10 dos 18 mandados de busca e apreensão e seguimos em campo para apreender materiais que fortaleçam a investigação. Quanto mais robusto for o conjunto de provas, mais eficaz será o indiciamento e o encaminhamento à Justiça”, afirmou o delegado.
Segundo Matheus Barbosa, a operação em Girau do Ponciano é uma das etapas de um trabalho contínuo de combate à criminalidade no Agreste.
A Polícia Civil já realizou ações semelhantes em Feira Grande e em outras localidades que integram a Regional de Arapiraca. Outras cidades devem receber operações do mesmo porte nos próximos dias.
O delegado reforçou ainda a importância do Disque Denúncia 181, ferramenta considerada essencial para reunir informações que auxiliam na identificação de suspeitos e locais de atividade criminosa.
“O sigilo é absoluto. A população pode e deve ajudar, porque cada denúncia fortalece o nosso trabalho”, destacou.
A operação permanece em andamento, e novos desdobramentos devem ser divulgados ao longo do dia.
A influenciadora Virginia Fonseca, 26, contou à CNN que, recentemente, a primogênita, Maria Alice, 4, perguntou se ela é amiga da cantora Ana Castela, 21, atual namorada do sertanejo Zé Felipe, 27.
"As crianças entenderam super bem [a relação de Virginia com Vini Jr. e de Zé Felipe com Ana Castela]. Esses dias, a Maria Alice perguntou para mim: 'Mãe, você é amiga da Ana Castela?'. Eu falei: 'Sou, Maria'. Ela perguntou: 'Você escuta as músicas dela?'. Eu disse que sim. Então, elas super entenderam", contou Virginia.
"Elas gostam da Ana, gostam do Vini, e está tudo super leve, como tem que ser", afirmou.
Durante a entrevista, Virginia ainda disse que, apesar do namoro com Vini Jr. ser à distância, os dois estão muito dispostos a fazer dar certo.
Tudo sobre o namoro de Virginia e Vini Jr.
A influenciadora mostrou registros do momento do pedido namoro nas redes sociais, em que aparece ao lado do atleta segurando balões vermelhos e um ursinho de pelúcia.
Antes do pedido, os dois turistaram em Mônaco ao lado dos amigos, incluindo o jogador Éder Militão e a esposa, Tainá, e mais amigos.
A influenciadora desembarcou na Europa sob os rumores de que a viagem seria para os dois se reconciliarem depois que conversas íntimas entre Vini Jr. e outra mulher, a modelo Day Magalhães, vazaram na mídia.
Os boatos de que Virginia e Vini Jr. poderiam estar ficando começaram após a influenciadora ser flagrada curtindo a festa de aniversário de 25 anos do jogador, que ocorreu em 19 de julho. Depois disso, as trocas de curtidas entre os dois nas redes sociais já viraram motivo de especulação para os fãs.
Nesta quinta-feira, 13 de novembro, a Lua está em sua fase minguante. O fenômeno teve início ontem, às 2h28 da madrugada, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Nesse período, o satélite natural da Terra exibe uma iluminação parcial: parte do disco lunar ainda é visível, mas vai diminuindo gradualmente a cada noite. Essa redução acontece porque a posição relativa entre o Sol, a Terra e a Lua muda, fazendo com que menos luz solar seja refletida em direção ao nosso planeta.
A fase minguante marca o fim de um ciclo lunar e o início da preparação para a Lua nova. É um momento de transição no qual o brilho da Lua vai se apagando lentamente, criando uma aparência mais sutil no céu. Para quem observa o firmamento, é um período interessante, pois a Lua aparece principalmente na madrugada e no amanhecer, quando o céu ainda está escuro o suficiente para destacar sua silhueta delicada.
A Lua minguante é uma das quatro principais fases do ciclo lunar, que dura cerca de 29 dias e meio. Ela ocorre logo após a Lua cheia e antes da Lua nova. Nessa etapa, o satélite passa a refletir uma quantidade cada vez menor de luz solar, o que faz com que sua forma visível se reduza gradualmente. A cada noite, o lado iluminado diminui, dando origem ao termo “minguante”.

A fase minguante ocorre porque a Lua, ao orbitar a Terra, vai mudando sua posição em relação ao Sol. Quando ela está do lado oposto ao Sol, totalmente iluminada, temos a Lua cheia. Conforme ela se desloca, o ângulo entre os três corpos (Sol, Terra e Lua) se altera, e a luz refletida diminui. Isso faz com que a superfície visível vá escurecendo de maneira contínua até chegar à Lua nova, quando o satélite fica entre o Sol e a Terra, e sua face iluminada não é visível para nós.
Durante a fase minguante, a Lua nasce mais tarde a cada dia — geralmente por volta da meia-noite — e se põe no período da manhã. Por isso, é mais fácil observá-la nas últimas horas da madrugada. A luminosidade reduzida da Lua também favorece a observação de estrelas e outros corpos celestes, já que o céu fica menos iluminado pela luz lunar.
O Tribunal do Júri de Maceió será palco, nesta quinta-feira (13), a partir das 9h, de mais um julgamento de Albino dos Santos Lima, conhecido como o “serial killer de Alagoas”. O réu, que já acumula mais de 140 anos de prisão, enfrentará o júri pelo brutal feminicídio de Beatriz Henrique da Silva, um crime que o Ministério Público de Alagoas (MPAL) classifica como torpe e cometido com recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O assassinato de Beatriz ocorreu na Rua Cabo Reis, no bairro da Ponta Grossa. Ela foi morta após Albino invadir a residência e disparar contra a vítima enquanto ela dormia, atingindo, inclusive, seu filho de apenas quatro anos, que estava na cama.
Para o MPAL, a ação demonstra a frieza e o prazer do réu em concluir seus planos, assumindo o risco de matar a criança. A autoria do crime foi confirmada após Albino cometer outro assassinato com o mesmo modus operandi.
A sessão será conduzida, mais uma vez, pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas. A frase que o próprio acusado usou para justificar seus atos — “Resolvi tirar esse câncer da sociedade” — será o cerne do debate no tribunal, evidenciando a crueldade de seus crimes.
Elementos de acusação
A Polícia Científica, por meio de confronto balístico, comprovou que os projéteis retirados do corpo de Beatriz foram deflagrados da pistola .380 apreendida em posse do réu, juntamente com máscaras e luvas pretas.
Albino confessou ter seguido os passos de Beatriz por um ano e, segundo ele, decidiu eliminá-la por ser uma “doença incurável”. As justificativas delirantes de que as vítimas eram "faccionadas" e, por isso, mereciam ser eliminadas, têm sido sistematicamente desmentidas pelo Ministério Público, que sustenta que Albino dos Santos Lima não passa de um psicopata frio e dissimulado que se diverte com o sentimento de fazer justiçamento.
Os laudos médicos comprovam que o réu não apresenta quaisquer problemas psiquiátricos. A defesa dele não foi ouvida, mas o espaço segue em aberto.
Com este sexto júri popular, Albino pode ter aumentada a já expressiva pena que acumula, reforçada recentemente, em 31 de outubro, com a condenação de 27 anos, um mês e 10 dias pelo feminicídio de Tâmara Vanessa dos Santos.
