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médica suspeita de matar a tiros o ex-marido, também médico, na tarde desse domingo (16), em Arapiraca, relatou à imprensa que o disparo foi motivado pelo medo de ser morta. Ela afirmou que vivia sob ameaças e que acreditava estar diante de uma emboscada no momento do crime.

Segundo a médica, o caso teve início há cerca de um ano e meio, quando ela denunciou o ex-companheiro por abuso de vulnerável contra a filha do casal. Ela afirmou que foi casada com a vítima por 22 anos e que decidiu procurar a polícia após perceber sinais de que a criança estaria pedindo ajuda. Ela relatou que funcionárias da casa e a escola também identificaram comportamentos suspeitos.

De acordo com a médica, o inquérito concluído pela delegada responsável apontou indícios do abuso e o caso foi encaminhado para a 1ª vara em Arapiraca. A criança foi ouvida em oitiva especial, mas o ex-marido não foi preso. A médica afirmou ainda que o juiz não chegou a acessar arquivos que continham provas anexadas em formato de link.

Ela também relatou que recebeu medida protetiva devido às ameaças que estaria sofrendo. Contou que o ex-marido mencionava um primo, descrito como ex-presidiário, que supostamente a atacaria caso ele fosse detido. A médica afirmou ainda que conseguiu medida protetiva contra esse primo e informou que, na semana passada, ele foi visto na esquina do posto de saúde onde ela trabalhava. A Patrulha Maria da Penha foi acionada, mas ele teria apresentado um documento falso e fugido.

Nesse domingo, no entanto, segundo seu relato, ela se preparava para ir ao salão quando encontrou o ex-marido parado na esquina da rua onde morava, no povoado Capim, em Arapiraca. Ela disse que ele estava dentro do carro, sob uma árvore, acompanhado da cunhada dela.

A médica afirmou que acreditou estar diante de uma emboscada. Relatou que desceu do carro por medo de ser atacada e realizou os disparos. Segundo seu depoimento, ela fechou os olhos e atirou após ver um movimento brusco da vítima.

A suspeita destacou que possuía porte e posse de arma desde 2020, por morar na zona rural, e que o ex-marido tinha obrigação judicial de manter distância mínima de 300 metros. Alegou que o fato de ele estar na esquina de casa a deixou em pânico.

Após o crime, moradores começaram a se aproximar e, segundo ela, temendo ser linchada, deixou o local e decidiu ir até Maceió procurar o seu advogado. No trajeto, foi interceptada pela Rotam e conduzida para a delegacia, onde foi ouvida.

Uma rede de hotéis do Rio de Janeiro foi condenada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a indenizar uma ex-garçonete por dispensa discriminatória motivada pela cor do seu cabelo.

A decisão, da 3ª Turma do TST, restabeleceu sentença de primeira instância que havia reconhecido o assédio e a perseguição sofrida pela trabalhadora após ela tingir os fios de ruivo e passar a ser humilhada por colegas e superiores.

A funcionária foi contratada em fevereiro de 2016 para atuar no restaurante de uma unidade localizada na Barra da Tijuca. Cinco meses depois, decidiu mudar o visual e pintou o cabelo.

Humilhação

A mudança, porém, provocou uma reação imediata da supervisora e do gerente, que passaram a chamá-la de “curupira”, “água de salsicha” e outros apelidos pejorativos na frente de clientes e colegas.

Segundo o processo, a empresa alegou que exigia apenas “aparência natural” e que a cor adotada pela funcionária violava o padrão visual do hotel.

Apesar disso, a ex-garçonete relatou que outros funcionários tinham cabelos tingidos e não foram punidos, sendo ela a única hostilizada. O ambiente de trabalho se tornou insustentável até que, em junho de 2017, ela foi demitida.

Em 2019, o juízo da 1ª instância condenou o hotel a pagar o equivalente ao dobro dos salários que a trabalhadora receberia desde a demissão até a sentença, além de indenização por danos morais.

A decisão, porém, foi revertida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), que entendeu não haver prova de discriminação.

A trabalhadora recorreu ao TST, onde o ministro José Roberto Pimenta avaliou que a empresa não apresentou motivos legítimos para a demissão e criou “exigências questionáveis e invasivas” sobre a aparência dos empregados.

O relator destacou ainda que o processo comprovou o tratamento humilhante por parte da chefia.

“Ficou evidenciado que a reclamante foi alvo de chacota e exposição vexatória em razão da cor dos cabelos, o que caracteriza discriminação e ofensa à dignidade humana”, escreveu o ministro. Com isso, a sentença original foi restabelecida e a rede de hotéis terá que indenizar a ex-funcionária.

O segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 trouxe questões sobre produção de vacinas, gamificação, custo para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), pergunta que remete à música As Mariposas, de Adoniran Barbosa, entre outros temas.

A segunda parte do Enem 2025 é aplicada neste domingo, 16, em várias cidades do País. Os candidatos responderam 45 questões de Matemática e 45 de Ciências da Natureza.

Segundo Raul Celestino de Toledo, coordenador pedagógico do Poliedro Curso, o segundo dia de Enem manteve a tendência observada no primeiro dia:

"Uma prova equilibrada, acessível aos estudantes e com boa distribuição de conteúdo. Mais uma vez, o volume de textos esteve reduzido e as questões apresentaram enunciados um pouco mais objetivos do que em edições anteriores. Exatamente o mesmo padrão do primeiro dia", afirmou.

Veja os assuntos que caíram na prova do Enem hoje, conforme professores:

Matemática e suas Tecnologias

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Química

Física

Biologia

O Pix completa cinco anos neste domingo (16) como o principal método de pagamento do país. Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, o meio de pagamentos digital movimentou R$ 26,4 trilhões no ano passado. Isso equivale a quase duas vezes o produto interno bruto (PIB) do Brasil em 2024.

Neste ano, de acordo com o Banco Central, foram R$ 28 trilhões em transações via Pix até outubro.

O diretor de organização do sistema financeiro e resolução do Banco Central, Renato Gomes, avaliou em uma transmissão online que a plataforma incluiu mais pessoas no sistema bancário.

"Por um lado, teve essa redução de custo de distribuição de dinheiro. Por outro lado teve, vamos dizer assim, esse aumento da fatia de clientes e do consumo dos clientes e, obviamente, como o Pix trouxe muita concorrência com o sistema de pagamentos, acabou havendo uma redução de tarifas assim", disse.

O Pix foi criado primeiramente para facilitar transações entre pessoas com transferências instantâneas. Com o tempo novas funcionalidades foram adicionadas. Como o Pix, cobrança, que faz o papel do boleto, e o Pix automático, que equivale ao débito automático.

Dados recentes mostram que 170 milhões de adultos e mais de 20 milhões de empresas usam o Pix.

Tecnologia nacional

As discussões para a criação do meio de pagamento que conquistou o país começaram oficialmente em 2016, com os requisitos fundamentais da ferramenta sendo lançados em 2018 pelo Banco Central. Em agosto de 2019, o BC comunicou que desenvolveu a base de dados e assumiu a administração do sistema de pagamentos instantâneos, que ganhou o nome Pix em fevereiro de 2020.

O Pix foi lançado, em caráter de teste, em 3 de novembro de 2020, para uma fatia entre 1% e 5% dos clientes de bancos e em horários especiais. O lançamento oficial, com funcionamento 24 horas e para todos os clientes que criarem chaves Pix, só ocorreu duas semanas mais tarde, em 16 de novembro de 2020.

Alvo de Trump

No contexto das medidas tomadas pelo governo dos Estados Unidos como pressão contra o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro por uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, o meio de pagamento desenvolvido por servidores públicos brasileiros se tornou alvo de uma investigação comercial.

O governo Trump iniciou a investigação apontando que o Pix poderia prejudicar empresas financeiras americanas. Em uma resposta oficial enviada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o Brasil afirmou que o Pix visa à segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras.

Sandra Regina Ruiz Gomes, conhecida por Sandrão, concedeu uma entrevista neste domingo (16) ao "Domingo Espetacular", da Record, e relembrou alguns planos com a ex-namorada, Suzane von Richthofen.

O relacionamento das ex-detentas repercutiu nas últimas semanas após o lançamento da série "Tremembé", que mostra a rotina e as relações de alguns dos detentos mais conhecidos do Brasil na penitenciária da cidade que leva o mesmo nome da produção.

Ao programa da Record, Sandrão relembrou o início da aproximação com Richthofen, e revelou que foi atraída pela beleza da acusada por matar os pais.

A ex-detenta disse que elas jogavam xadrez juntas devido ao bom comportamento e que ambas se apaixonaram uma pela outra. Embora o relacionamento tenha sido intenso, segundo ela, Richthofen não queria expor a relação e elas só assumiram o que viviam dentro da penitenciária em 2014.

Ao contrariar a versão da série, ela também afirma que não houve manipulação durante o relacionamento. "Se em algum momento teve alguma manipulação como dizem, eu não vejo. Mas se foi, tranquilo, mas o tempo que eu tive com ela eu fui feliz".

Além disso, Sandrão citou alguns planos que chegou a fazer com a então namorada enquanto elas estavam encarceradas em Tremembé.

"[Planejamos] que quando saísse, eu ia trazer ela para Mogi das Cruzes, a gente ia começar do zero e eu ia montar uma oficina para ela. Eu consertava máquina então ia conseguir emprego em algum outro lugar", relembrou.

 

Sandrão na série "Tremembé"

Sandrão está representada pela atriz Letícia Rodrigues na série "Tremembé", produzida pelo serviço de streaming Prime Video.

Sandra Regina Ruiz foi condenada a 27 anos de prisão em 2003, após participar do sequestro e morte do vizinho, que tinha na época 14 anos, com outros três cúmplices. Ela pedia resgate pelo menino, mas mesmo após o pagamento, o jovem foi encontrado morto com um tiro na cabeça.

Ela foi transferida para Tremembé depois de agredir um agente penitenciário. Inicialmente, ela se relacionou com Elize Matsunaga, mas começou um namoro com Suzane von Richthofen em 2014, depois de a conhecer na fábrica de roupas da prisão.

"Tremembé" é baseada nos livros de true crime “Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido” e “Suzane: assassina e manipuladora”, escritos pelo jornalista Ullisses Campbell, que também assina o roteiro ao lado de Vera Egito, Juliana Rosenthal, Thays Berbe e Maria Isabel Iorio. A produção tem direção geral de Vera Egito.

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) participou, nesta segunda-feira (17), da Operação Rastreio, considerada a maior investida nacional já realizada contra grupos envolvidos no desbloqueio ilegal de celulares roubados e furtados.

A ação, comandada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), cumpre 132 mandados de busca e apreensão em 11 Estados brasileiros, incluindo Alagoas.

No território alagoano, o mandado foi executado no município de Arapiraca, tendo como alvo um investigado suspeito de integrar uma rede de atuação nacional especializada no desbloqueio de aparelhos obtidos por meio de crimes patrimoniais.

Segundo as apurações, há indícios de que o investigado atuava diretamente na liberação dos dispositivos, permitindo sua revenda ou reutilização.

O delegado alagoano Matheus Enrique informou que o material apreendido será analisado e fará parte do inquérito conduzido pelo Rio de Janeiro, que centraliza a investigação. Ele destacou ainda que a operação contribui para enfraquecer o comércio clandestino que alimenta furtos e roubos de celulares no país.

De acordo com a Polícia Civil, ações dessa natureza têm impacto direto na redução da criminalidade, uma vez que atingem a cadeia financeira que sustenta o delito. “Sem compradores e sem quem desbloqueie os aparelhos, o crime tende a perder força”, afirmou o delegado.

A operação reúne forças de segurança de diferentes Estados e reforça a integração entre as polícias judiciárias no enfrentamento a crimes cibernéticos e de receptação em âmbito nacional.

Os EUA divulgaram ontem novas imagens do grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford após a chegada da embarcação à América Latina. As fotos revelam o arsenal mais avançado da Marinha americana em operação na região.

Jato F-18 se aproxima do porta-aviões USS Gerald Ford no Oceano Atlântico, com destróieres USS Mahan (à esquerda) e USS Bainbridge ao fundo em 13 de novembro de 2025 (Foto: Triniti Lersch / Marinha dos Estados Unidos)

 

O porta-aviões é o centro da força. O USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões do mundo, leva mais de 4 mil militares e dezenas de aeronaves capazes de operar dia e noite. A embarcação concentra a capacidade de projeção de poder aéreo e naval dos EUA.

Grupo de ataque USS Gerald Ford navega em formação na região da América Latina do Oceano Atlântico em 13 de novembro de 2025. (Foto: Gladjimi Balisage / Marinha dos Estados Unidos)

 

A ala aérea embarcada amplia o alcance. A bordo estão os caças F/A-18E/F Super Hornet, aviões de alerta antecipado E-2D Hawkeye, helicópteros MH-60 e aeronaves de guerra eletrônica EA-18G Growler, que permitem vigilância, ataque, defesa e apoio logístico em múltiplos cenários.

Os destróieres fazem a proteção do grupo. As escoltas incluem os destróieres USS Bainbridge, USS Mahan e USS Winston S. Churchill, todos da classe Arleigh Burke, equipados com o sistema Aegis, radares de longo alcance e lançadores verticais capazes de disparar mísseis de defesa aérea e de ataque.

Jatos F-18 e avião bombardeiro B-52 Stratofortress sobrevoam porta-aviões USS Gerald Ford no Oceano Atlântico em 13 de novembro de 2025. (Foto: Alyssa Joy / Marinha dos Estados Unidos)

 

O arsenal cobre todas as frentes. Esses navios combinam capacidades antiaérea, antissubmarino e antissuperfície, criando uma bolha de proteção que permite ao porta-aviões operar em segurança mesmo em áreas de maior tensão.

A atuação conjunta com a Força Aérea deixa a presença dos EUA ainda mais intimidante. As imagens divulgadas mostram o grupo de ataque operando junto a um bombardeiro B-52, aeronave capaz de lançar mísseis de longo alcance e realizar patrulhas estratégicas em grande altitude.

Oito jatos F-18 junto com bombardeiro B-52 Stratofortress sobrevoam em formação grupo de ataque USS Gerald Ford no Oceano Atlântico em 13 de novembro de 2025 (Foto: Daniel Ruiz / Marinha dos Estados Unidos)

 

A mobilização tem peso geopolítico. A presença deste conjunto militar próximo à América Latina funciona como uma demonstração de força dos EUA em meio ao aumento de tensões com a Venezuela e sinaliza a atuação americana contra supostas redes criminosas e tráfico internacional.

O mês de novembro é marcado pelo Dia Mundial do Diabetes (14/11) — data que chama atenção para uma das doenças crônicas mais comuns e que tem relação direta com o funcionamento do coração.

O diabetes mellitus ocorre quando o organismo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la adequadamente, levando ao aumento da glicose no sangue. O que muita gente não sabe é que esse excesso de açúcar pode danificar vasos sanguíneos e artérias, aumentando o risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca.

De acordo com a cardiologista Dra. Vauma Garrote, coordenadora médica da Casa do Coração, a prevenção é o caminho mais eficaz. "O controle do diabetes é essencial para proteger o coração. Uma pessoa com diabetes tem até quatro vezes mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares. Por isso, manter hábitos saudáveis, realizar exames regularmente e seguir o tratamento indicado fazem toda a diferença”, destacou a médica.

Entre as principais medidas preventivas estão a alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, a manutenção do peso adequado e o controle da pressão arterial e do colesterol.

A Cordial Sociedade Beneficente do Coração de Alagoas reforça seu compromisso com a saúde da população oferecendo consultas e exames cardiológicos 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ajudando no diagnóstico precoce e no acompanhamento contínuo das doenças crônicas.

Neste mês, o convite é para que cada pessoa repense seus hábitos e cuide do coração com consciência. Porque prevenir o diabetes também é uma forma de proteger a vida.

Por quase três décadas, a creatina foi sinônimo de hipertrofia muscular. Ganhou popularidade nas academias nos anos 1990 e passou a figurar entre os suplementos mais estudados e seguros, reconhecida por aumentar força e resistência em exercícios de alta intensidade. Nos últimos anos, porém, o foco da atenção científica — e comercial — se deslocou: a mesma substância agora é apresentada como capaz de melhorar até o desempenho mental. Será?

“A ciência foi mostrando que o cérebro também depende de energia rápida para funções como memória, raciocínio e atenção”, explica o nutrólogo Diogo Toledo, coordenador do departamento de Nutrologia do Einstein Hospital Israelita. “Essa descoberta abriu um campo novo: se a creatina melhora a disponibilidade energética muscular, poderia ter impacto positivo também em situações de estresse cerebral, fadiga mental ou doenças neurológicas.”

O tema ganhou destaque após a publicação, em 2024, de um estudo alemão na revista Scientific Reports que relatou melhora modesta no desempenho cognitivo de 15 voluntários privados de sono por 21 horas após ingerirem uma dose única e elevada de creatina monoidratada. Os participantes tiveram pequenos ganhos em memória, tempo de reação e raciocínio, além de alterações mensuráveis no metabolismo energético cerebral.

O estudo repercutiu rapidamente nas redes sociais e em portais de saúde, onde passou a circular como suposta evidência de que a creatina “turbina o cérebro”. Médicos, influenciadores e perfis de bem-estar reproduziram o achado de forma simplificada, muitas vezes sem mencionar que se tratava de um estudo pequeno, de curto prazo e conduzido sob condição extrema de privação de sono.

A promessa de um pó incolor, inodoro e insípido capaz de melhorar a força física e mental é tentadora. Mas faltam evidências sólidas de que a creatina cumpra esse segundo papel. “Há receptores que permitem que a creatina ingerida chegue ao sistema nervoso central”, afirma o nutricionista Igor Eckert, cofundador da Reviews, plataforma que analisa estudos científicos.

Mas daí a colocá-la como promessa de uma mente turbinada são outros quinhentos. Autor de uma revisão crítica publicada em outubro no The Journal of Nutrition, Eckert aponta que essa discussão tem sido marcada por viés de confirmação e relaxamento dos critérios de evidência.

Força explosiva

O corpo produz creatina naturalmente, a partir de três aminoácidos — glicina, arginina e metionina — sintetizados no fígado, rins e pâncreas. A substância também está presente em alimentos, principalmente em carnes e peixes. “Ela armazena fosfatos de alta energia que ajudam as células, sobretudo as musculares e cerebrais, a repor energia em situações de esforço intenso ou grande demanda”, explica Toledo.

A síntese endógena cobre cerca de 70% a 80% da demanda diária. O restante vem da dieta, mas dificilmente atinge níveis ideais de saturação. Para obter a quantidade presente em uma única dose de suplemento (3 a 5 gramas), seria preciso comer mais de um quilo de carne bovina por dia. “É como se vivêssemos em um mundo em que o carro produz parte da própria gasolina, mas nunca enche o tanque por completo”, compara Eckert.

Após ser produzida ou ingerida, a creatina circula no sangue e se acumula nos tecidos, principalmente nos músculos, onde atua como tampão energético. Ela libera adenosina trifosfato (ATP), permitindo que o esforço físico intenso dure alguns segundos a mais. “É razoável afirmar que, para quem pratica atividade física com regularidade, suplementar creatina costuma ser uma boa decisão”, diz Eckert. “Mas o maior benefício aparece em modalidades que exigem força explosiva, como levantamento de peso ou corridas curtas.”

Do músculo ao cérebro

O efeito físico da creatina é amplamente comprovado. Desde os anos 1990, ensaios clínicos confirmam que o suplemento aumenta a capacidade de gerar força, melhora o desempenho em atividades de curta duração e alta intensidade e contribui para ganhos consistentes de massa magra. Um dos estudos mais recentes, publicado em 2025 no periódico Nutrients, mostrou que adultos saudáveis que receberam 5 gramas de creatina por dia apresentaram aumento médio de 0,5 kg de massa magra após uma semana de uso — efeito que se manteve estável, embora sem incremento adicional, após 12 semanas de treinamento resistido.

Outra revisão abrangente, publicada no Journal of the International Society of Sports Nutrition, reuniu dados de centenas de ensaios e concluiu que a creatina é um dos suplementos mais seguros e eficazes disponíveis, com ganhos médios de 5% a 15% em força e potência muscular. “No cérebro, a creatina exerce a mesma função que nos músculos: atua na liberação de ATP, a principal moeda de energia das células”, explica Eckert.

A partir dessa lógica, pesquisadores começaram a investigar se o cérebro também poderia se beneficiar da suplementação. Essa hipótese, formulada no início dos anos 2000, deu origem a uma nova frente de estudos sobre o papel da creatina na cognição. As pesquisas daquela época apontaram pequenos ganhos em tarefas cognitivas de curta duração, principalmente em idosos e pessoas privadas de sono. “São cerca de 25 estudos, com resultados inconsistentes”, afirma Eckert. “Em alguns, há benefício; em outros, não. E em um mesmo trabalho, às vezes o resultado positivo aparece em um teste, mas não em outro.”

As evidências — e as incertezas

A hipótese de que a creatina possa beneficiar o cérebro vem sendo testada há pelo menos duas décadas em diferentes contextos experimentais — de privação de sono e estresse psicológico ao envelhecimento. Em um estudo publicado em 2023 na Nutrition Reviews, 90 adultos saudáveis tomaram 5 gramas de creatina por dia durante seis semanas e foram submetidos a um protocolo que induzia estresse agudo. O grupo suplementado teve desempenho ligeiramente melhor em tarefas de memória e atenção, mas não diferiu do placebo nos marcadores fisiológicos de estresse, como níveis de cortisol e frequência cardíaca.

Os autores sugerem um possível efeito compensatório restrito a situações de sobrecarga mental, sem impacto mensurável sobre o humor ou o funcionamento cognitivo em condições normais. O trabalho, porém, tem limitações: o período foi curto, não houve medições diretas do metabolismo cerebral e a amostra se restringiu a adultos jovens e saudáveis.

“Além disso, não se sabe o que um resultado positivo na cognição em testes significa na prática”, observa Eckert. “O que representa um aumento de 0,5 ponto em um teste de memória? Guardar mais informações? Mesmo que tivéssemos estudos de altíssima qualidade, ainda haveria a incerteza do que esse tipo de resultado significa.”

O nutrólogo do Einstein reconhece que há indícios de melhora cognitiva em situações específicas — como privação de sono, fadiga mental ou em idosos. Segundo ele, a creatina parece atuar como suporte em momentos de maior demanda energética do cérebro, e não como estimulante imediato. “Mas é mito acreditar que a substância transformaria qualquer pessoa saudável em alguém com desempenho mental acima da média, como se fosse um nootrópico milagroso”, pondera.

Sem efeito em doenças

Quando o assunto são doenças neurológicas, o cenário é ainda menos promissor. De acordo com Eckert, 12 grandes ensaios clínicos testaram a suplementação em condições como Parkinson, Huntington, esclerose lateral amiotrófica (ELA) e esclerose múltipla — nenhum mostrou benefícios clínicos relevantes. “Essas pesquisas foram o prego no caixão”, resume. “Na literatura científica, ninguém mais discute seriamente os efeitos da creatina nessas doenças.”

O trabalho mais robusto, publicado em 2015 no JAMA, acompanhou 1.741 pessoas com doença de Parkinson por cinco anos. O ensaio foi interrompido por futilidade, após constatar ausência total de efeito na progressão da doença. “É um estudo exemplar em matéria de rigor metodológico”, destaca Eckert. Mesmo assim, a partir de 2021, voltaram a surgir revisões assinadas por especialistas ligados à indústria da creatina. “São textos que repetem as mesmas ideias e estudos para sustentar que o benefício cognitivo é plausível, que talvez possa funcionar. Mas ignoram sistematicamente as evidências negativas em doenças neurológicas, justamente as que reduzem a plausibilidade dessa hipótese”, afirma.

Desde 2017, não há novos ensaios clínicos de grande escala sobre o tema, apenas estudos-piloto, como o que acaba de ser concluído na Universidade do Kansas, nos EUA. Publicado em 2025, o trabalho foi descrito como ensaio de fase inicial, aberto e não controlado, com 20 participantes diagnosticados com doença de Alzheimer leve a moderada. Durante oito semanas, os voluntários tomaram 20 gramas diárias de creatina monoidratada e foram avaliados quanto a adesão, segurança, concentração cerebral de creatina (por espectroscopia de ressonância magnética) e desempenho cognitivo.

Os resultados preliminares mostraram boa tolerabilidade e aumento médio de 11% nos níveis cerebrais, além de pequenas melhoras em testes de fluência verbal e memória de curto prazo. Mas os próprios autores classificaram o trabalho apenas como prova de viabilidade, ressaltando que o número reduzido de participantes e a ausência de grupo controle impedem qualquer conclusão sobre eficácia clínica.

Margem de segurança

A creatina está entre os suplementos mais estudados em termos de segurança, pelo menos dentro das doses recomendadas. “Os estudos mais longos não mostraram efeitos tóxicos relevantes nos rins ou no fígado de pessoas saudáveis”, destaca Toledo. “A limitação está em alguns perfis específicos: indivíduos com doenças renais ou condições que afetam a função hepática precisam de avaliação médica antes de usar. Outro ponto é que não adianta exagerar, porque o corpo tem um limite de saturação e o excedente é eliminado.”

O principal ponto de atenção é a variabilidade individual. “Existe uma incerteza sobre o quanto cada pessoa comporta e o quanto precisa suplementar”, compara Eckert. Mesmo assim, não dá para afirmar que a creatina seja totalmente segura. Embora os estudos disponíveis indiquem baixo risco, a maioria avaliou doses moderadas por períodos curtos. Não se sabe quais seriam os efeitos de décadas de uso contínuo ou muito acima do padrão.

Por isso, novos estudos, com mais participantes e acompanhamento prolongado, são bem-vindos. O desafio é entender quais doses são ideais, se há diferenças entre homens e mulheres, jovens e idosos, e quem de fato se beneficia. “Também é essencial avaliar a creatina em conjunto com outras estratégias de prevenção e tratamento, para ser vista como parte de um cuidado integrado, e não como solução isolada”, afirma Diogo Toledo.

Eckert, por sua vez, alerta para outro risco do entusiasmo atual: o custo de oportunidade envolvido em escolhas baseadas em promessas não comprovadas. “Por exemplo, alguém com dificuldades cognitivas persistentes pode apostar em uma cápsula anunciada como benéfica e acabar mantendo hábitos nocivos em vez de buscar a causa real do problema”, exemplifica. Por ora, a creatina permanece no limiar entre um suplemento esportivo de eficácia comprovada e uma possível aliada do cérebro que ainda carece de provas mais sólidas.

As atividades físicas são ótimas opções para manter o corpo ativo de forma regular e fortalecer a saúde cerebral. Quando o assunto é prevenir e reduzir o risco de doenças, alguns exercícios se destacam por oferecer mais benefícios ao organismo.

“Ao falarmos de saúde cerebral, o mais importante é manter o corpo ativo regularmente. Alguns exercícios são especialmente eficazes porque melhoram a circulação, controlam a pressão arterial e reduzem fatores de risco como estresse e inflamação”, afirma o personal trainer Vitor Vicente ao Metrópoles.

Segundo o profissional, três exercícios físicos que ajudam na saúde do cérebro e são indicados para quem está iniciando incluem: caminhada rápida, treinamento funcional e aulas de bike indoor.

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Dado Dolabella compareceu à Delegacia do Leblon (14ª DP), no Rio de Janeiro, nessa quinta-feira (14/11), para prestar depoimento e solicitar uma medida cautelar de afastamento contra a ex-namorada Marcela Tomaszewski. No local, o ator detalhou episódios conturbados e relatou ter sido agredido pela ex-sogra, Eva.

Durante a ida à delegacia, ele prestou depoimento no inquérito relacionado à denúncia de agressão registrada por Marcela. Em entrevista no local, Dado afirmou que, em uma das discussões, a mãe da modelo tentou intervir e o atingiu com uma vassoura.

“A vassourada aconteceu também. Aconteceu na hora que eu estava segurando ela, porque ela estava completamente descontrolada, gritando. E eu estava segurando ela para ela parar, para conter as agressões”, relatou ao portal Leo Dias.

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A Polícia Científica de Alagoas concluiu, por meio de exame de comparação genética, que o corpo encontrado em avançado estado de decomposição na região da Cachoeira do Meirim, no bairro Benedito Bentes, em Maceió, pertence à jovem Crislany Maria Gomes da Silva, de 19 anos. O resultado, obtido no Laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística de Maceió, foi confirmado nesta sexta-feira (14).

Segundo a perita criminal Bárbara Fonseca, chefe do Laboratório de Genética Forense e responsável pela análise, a confirmação da compatibilidade genética se deu pela comparação entre as amostras da vítima e de sua genitora. O resultado já foi comunicado aos órgãos competentes e aos familiares, que agora poderão iniciar o processo formal de liberação do corpo.

“A conclusão do exame de DNA representa um avanço crucial na investigação e reafirma o papel da perícia criminal na busca pela verdade, pela justiça e pelo respeito às vítimas e seus familiares. A confirmação também representa um passo decisivo para a humanização do caso, permitindo que a família, após semanas de espera angustiante, possa realizar o sepultamento digno da jovem”, afirmou Barbara Fonseca.

Perita criminal Bárbara Fonseca, chefe do Laboratório de Genética Forense e responsável pela análise (Foto: Ascom Polícia Científica)

A identificação da vítima exigiu um trabalho técnico minucioso da Polícia Científica de Alagoas. Inicialmente, o corpo foi submetido ao exame de necropapiloscopia, procedimento padrão que analisa impressões digitais. No entanto, o avançado estado de putrefação impediu a obtenção de resultados conclusivos.

Sem o prontuário odontológico da jovem, o exame odontolegal de comparação da arcada dentária também foi descartado. Dessa forma, tornou-se necessário recorrer à análise genética, com a coleta de amostras biológicas da mãe de Crislany, cujo material foi encaminhado juntamente com fragmentos da vítima ao Laboratório do IC.

Seguindo protocolos internacionais de segurança e qualidade, a perita procedeu com técnicas específicas para extração de DNA em condições extremas, o que exigiu precisão e sensibilidade operacional. A Polícia Científica de Alagoas reforça que continuará acompanhando o caso e prestando apoio às autoridades responsáveis, mantendo o compromisso de fornecer respostas claras, precisas e humanizadas à sociedade alagoana.

Relembre o caso

Crislany e sua filha desapareceram em 12 de outubro, em Rio Largo, após a jovem informar à família que sairia por alguns minutos. Desde então, não houve mais contato. Relatos posteriores revelaram que Crislany vinha sofrendo ameaças e temia ser morta.

As investigações levaram à prisão do principal suspeito em 20 de outubro, que indicou uma área de mata no Benedito Bentes onde o corpo teria sido abandonado. No mesmo local, foram encontrados objetos infantis, indicativos de que a bebê poderia estar na mesma região, contudo, até o momento, a criança não foi encontrada.

Para a Polícia Civil, o reaparecimento do corpo da bebê Celine Raíssa Caetano da Silva é improvável, uma vez que evidências indicam que o corpo da pequena pode ter sido devorado por animais.

Suspeito preso

O suspeito de envolvimento na morte da jovem Crislany da Silva e no desaparecimento da filha dela, Celine Raíssa, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça de Alagoas, na quarta-feira, 22 de outubro. A informação foi divulgada pela Polícia Civil, por meio do delegado João Marcos, titular do 20º Distrito Policial de Rio Largo.

O homem foi preso na tarde de segunda-feira, 20, após indicar o local onde estava o corpo às autoridades. A principal linha de investigação aponta que o crime foi motivado por um triângulo amoroso, pois esse homem teria um relacionamento extraconjugal com o companheiro da vítima. A menina de dois meses ainda não foi localizada.

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que amplia gradualmente de 5 para 20 dias a licença-paternidade. A proposta prevê o pagamento do mês em valor igual à remuneração integral.

O período da licença será implantado progressivamente ao longo de quatro anos de vigência da futura lei, começando com 10 dias durante os dois primeiros anos, subindo para 15 dias no terceiro ano e 20 dias no quarto ano.

De autoria do Senado, o Projeto de Lei 3935/08 retorna àquela Casa devido às mudanças aprovadas pela Câmara nesta terça-feira (4), na forma do substitutivo do relator, deputado Pedro Campos (PSB-PE).

Segundo Campos, a proposta fortalece as famílias em um momento "tão importante quanto desafiador", que são os primeiros dias de vida da criança. "Entre os primeiros gestos de um Estado verdadeiramente humano está o de permitir que pais e mães possam acompanhar, de forma plena, o nascimento e os primeiros dias de seus filhos", declarou.

Inicialmente, Campos havia estabelecido o total de 30 dias de licença-paternidade após transição de cinco anos, mas negociações em Plenário resultaram em um período menor devido a dificuldades fiscais da Previdência. O impacto de despesas e perda de receitas previsto é de R$ 4,34 bilhões em 2027, quando a licença será de 10 dias. Esse impacto chegaria a R$ 11,87 bilhões em 2030, se a licença fosse de 30 dias.

Criança com deficiência
Caso a criança recém-nascida ou a criança ou adolescente adotado tenha deficiência, a licença aumentará em 1/3 (cerca de 13 dias; ou 20 dias; ou cerca de 27 dias, conforme a transição).

O benefício será pago para o empregado que for pai, adotar ou obtiver guarda judicial de criança ou adolescente em valor igual à remuneração integral se empregado pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou trabalhador avulso.

Divisão da licença
Uma das novidades em relação à licença-maternidade é a permissão para o trabalhador dividir, a seu pedido, em dois períodos iguais a licença, exceto em caso de falecimento da mãe.

O primeiro período deve ser usufruído imediatamente após o nascimento, a adoção ou a obtenção de guarda judicial. Já o período restante deve começar a ser tirado em até 180 dias depois do parto ou adoção.

Meta fiscal
O relator incluiu no texto final dispositivo para condicionar a aplicação dos 20 dias a partir do quarto ano de vigência ao cumprimento da meta fiscal do governo federal referente ao segundo ano de vigência da lei.

Caso a meta não tenha sido cumprida para esse ano, os 20 dias de licença somente valerão a partir do segundo exercício financeiro seguinte àquele em que a meta tiver sido cumprida.

No entanto, descumprimentos futuros das metas depois de implantados os 20 dias de licença não afetarão a transição se já concluída.

Quem paga
Atualmente, a empresa ou órgão público concede licença estipulada na Constituição de 5 dias, arcando com o custo desse período.

Com o aumento do período, a Previdência Social passará bancar o salário-paternidade. A empresa empregadora deverá pagar o valor ao empregado e compensar com os valores de contribuições sobre a folha devidas ao INSS.

As micro e pequenas empresas poderão compensar o salário-paternidade pago aos empregados quando do recolhimento de qualquer tributo federal.

No caso do trabalhador avulso e do empregado do microempreendedor individual, o salário será pago diretamente pela Previdência Social.

Com valor piso de um salário mínimo, a Previdência também pagará diretamente aos demais segurados, inclusive ao empregado doméstico.

No entanto, há algumas regras:

Nesse caso, o período dentro do qual essas últimas 12 contribuições serão somadas não poderá ser superior a 15 meses.

O salário-paternidade e o salário-maternidade poderão ser recebidos simultaneamente em relação a nascimento, adoção ou guarda judicial para fins de adoção de uma mesma criança ou adolescente.

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, na última quarta-feira, um homem acusado de feminicídio após ele ser flagrado por câmeras de segurança carregando uma mulher desacordada em um cavalo branco na madrugada de 6 de novembro, em Igarassu, Região Metropolitana do Recife.

A mulher foi encontrada morta em um terreno de mata localizado nos fundos de uma delegacia, na área central da cidade. A identidade da vítima ainda não foi confirmada.

Vítima foi encontrada sem roupas no local. Segundo os levantamentos periciais, ela apresentava várias feridas perfurocortantes na região do tórax e teve o crânio esmagado por uma pedra grande.

Câmeras filmaram o suspeito e a vítima, em um cavalo branco, entrando em uma área de mata por volta das 3h30 da madrugada no dia do crime. Cerca de meia hora depois, por volta das 4h, o suspeito reapareceu sozinho. Segundo a polícia, as imagens das câmeras de segurança ajudaram a identificar o autor do crime.

A operação para encontrar o criminoso foi feita por policiais da 29ª DP, com apoio da 6ª Delegacia de Homicídios de Pernambuco. As investigações começaram após a divulgação de uma foto que depois se revelou incorreta, e as diligências descartaram o primeiro suspeito. O caso avançou de verdade quando imagens de câmeras de segurança revelaram o verdadeiro autor.

Em 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, uma data dedicada a ampliar a conscientização sobre essa doença crônica que cresce de forma silenciosa no Brasil e em diversos países. Conforme estimativas da Federação Internacional de Diabetes (IDF), 11,1% da população adulta mundial — o equivalente a 1 em cada 9 pessoas — tem diabetes, e mais de 4 em cada 10 indivíduos desconhecem o próprio diagnóstico. As projeções também chamam atenção: até 2050, o número global de pessoas vivendo com a condição pode alcançar 853 milhões.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Saúde estimam que o país tenha aproximadamente 20 milhões de pessoas com diabetes, considerando que 10,2% da população das capitais brasileiras afirma ter recebido o diagnóstico. O levantamento também revela que as mulheres são as mais afetadas (11,1%), enquanto 9,1% dos homens convivem com a condição. A prevalência aumenta com a idade e é maior entre pessoas com menor nível de escolaridade.

O que é o diabetes?

A Dra. Karine Antunes, endocrinologista do Studio Gorga Bem-Estar, explica que o diabetes é uma doença metabólica crônica, caracterizada pelo aumento da glicose no sangue devido à produção insuficiente de insulina ou à dificuldade do corpo em utilizá-la corretamente. “A insulina é o hormônio que permite a entrada da glicose nas células. Quando ela não atua como deveria, o açúcar se acumula no sangue, e isso causa uma série de desequilíbrios no organismo”, afirma.

A médica destaca que o diabetes já é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, cegueira e amputações no mundo. “O problema é que ele evolui de forma silenciosa. Muitas pessoas convivem com alterações na glicemia sem saber, e só descobrem a doença quando já há complicações”, alerta.

Sintomas do diabetes

Os sintomas do diabetes podem variar de acordo com o tipo e o estágio da doença, mas alguns sinais merecem atenção. “Sede excessiva, aumento da vontade de urinar, cansaço, fome constante e perda de peso inexplicada são sintomas típicos”, explica a Dra. Karine Antunes.

Outros indícios incluem visão embaçada, formigamento nas extremidades e infecções frequentes, especialmente urinárias e de pele. “Mesmo sintomas leves devem ser investigados. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de controle e prevenção de complicações”, reforça a médica.

Tipos de diabetes

O diabetes tipo 1 e o tipo 2 são as formas mais comuns da doença. O tipo 1, que afeta cerca de 600 mil pessoas no Brasil – conforme a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) –, ocorre quando o sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. “Ele aparece geralmente na infância ou adolescência e sempre requer o uso de insulina, além de alimentação equilibrada e atividade física”, explica a endocrinologista.

O diabetes tipo 2 representa mais de 90% dos casos, segundo o Ministério da Saúde, e está ligado a fatores de estilo de vida, como obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada. “É o tipo que mais cresce entre adultos e até entre jovens, devido ao aumento do sobrepeso em faixas etárias cada vez mais baixas”, afirma a Dra. Karine Antunes. Dependendo da gravidade, pode ser controlado com mudanças no estilo de vida, medicamentos orais ou, em alguns casos, com insulina.

Há ainda o diabetes gestacional, que aparece durante a gravidez e, mesmo desaparecendo após o parto, aumenta o risco de desenvolver o tipo 2 no futuro.

Mulher com cabelo amarrado, usando viseira, uma camiseta cinza e uma calça verde correndo no parque
Hábitos de vida saudáveis são fundamentais para reverter o pré-diabetes (Imagem: Drazen Zigic | Shutterstock)

Pré-diabetes: a reversão é possível

O pré-diabetes é uma fase intermediária entre a glicemia normal e o diabetes tipo 2. “É o momento em que os níveis de açúcar no sangue já estão elevados, mas ainda não atingem o critério diagnóstico da doença”, explica a endocrinologista.

Segundo a Dra. Karine Antunes, essa é a fase em que a reversão é mais possível. “Com mudanças simples, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e perda de peso, é possível normalizar a glicemia e evitar a progressão da doença. O diagnóstico precoce é o divisor de águas”, pontua.

Diabetes e herança genética

A herança genética influencia, mas não é determinante para a doença. “Ter pais ou irmãos diabéticos aumenta o risco, mas o estilo de vida é o fator mais decisivo. É possível evitar o aparecimento da doença com alimentação saudável, controle do peso e sono de qualidade”, explica a Dra. Karine Antunes.

Ela lembra que o tipo 1 tem uma origem genética mais forte, mas ainda sem forma de prevenção. “No tipo 2, o comportamento conta muito mais: sedentarismo e má alimentação são os principais gatilhos para quem já tem predisposição”, reforça.

Tratamento para o diabetes

O diabetes é uma doença crônica. “Não existe cura definitiva, mas existe controle efetivo”, destaca a Dra. Karine Antunes. O tratamento envolve alimentação equilibrada, exercícios regulares, manejo do estresse e acompanhamento médico contínuo. “Com o controle adequado, a pessoa com diabetes pode viver com qualidade e longevidade, sem limitações.”

A especialista acrescenta que os novos medicamentos vêm mudando o cenário do tratamento. “As terapias modernas trazem benefícios que vão além da glicemia, como proteção cardiovascular e redução de peso. Mas o pilar do tratamento continua sendo o mesmo: cuidar do corpo todos os dias”, conclui.

Zé Felipe, 27, não gostou do resultado da categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja no Grammy Latino 2025. Sua namorada, Ana Castela, 21, acabou derrotada por Chitãozinho & Xororó e não levou o cobiçado troféu para Londrina. O sertanejo deixou uma indireta ao marcar o perfil oficial da Academia Latina de Gravação em uma postagem da própria cantora, acompanhado apenas de um ponto de interrogação.

Ana, por sua vez, foi mais cuidadosa ao comentar o resultado. "Não ganhei o Grammy, mas ganhei tanta coisa boa nessa semana que nem sei explicar! Foi lindo demais viver tudo isso, representar o Brasil e sentir o carinho de vocês. Sou grata por todos os ‘sins’ e ‘nãos’ da minha vida… Amei poder viver tudo isso!", escreveu na legenda.

A intérprete de "Boiadeira", "Dia de Fluxo" e "Fronteira" concorria ao prêmio com "Let's Go Rodeo", seu primeiro álbum de estúdio, lançado em maio de 2025. A estatueta, porém, ficou com Chitãozinho & Xororó, pelo projeto "José & Durval".

Nos comentários, Zé Felipe fez questão de demonstrar apoio à cantora. "Você é incrível", declarou o sertanejo, acompanhando a mensagem com um emoji de coração preto. Ana Castela e Zé Felipe estão juntos desde agosto de 2025, mas o relacionamento foi oficializado publicamente em 19 de outubro, durante a participação dos dois no programa "Domingo Legal".

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