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Cinco sociedades médicas brasileiras lançaram a primeira diretriz nacional para o tratamento da obesidade, que passa a ser reconhecida oficialmente como doença crônica multifatorial com forte impacto na saúde cardiovascular.

A partir de agora, todo adulto com sobrepeso ou obesidade deverá ter o risco cardiovascular avaliado antes de iniciar o tratamento, marcando uma mudança significativa na medicina preventiva.

Segundo Djairo Araújo, médico com atuação em Nutrologia e Medicina Esportiva, o novo modelo deixa de focar apenas na balança e passa a olhar para a saúde global e o metabolismo do paciente.

Por que a mudança é importante?

A ciência mostra que a obesidade é uma condição inflamatória crônica, ligada ao aumento do risco de infarto, AVC, hipertensão, apneia do sono, esteatose hepática e resistência à insulina.

No Brasil, 68% dos adultos têm sobrepeso e 31% vivem com obesidade, que em 2021 causou mais de 60 mil mortes prematuras.

Nova abordagem de tratamento

A diretriz reforça que tratar a obesidade é prevenir doenças cardiovasculares. O protocolo inclui avaliação clínica completa, análise metabólica e hormonal, plano nutricional e físico personalizado e uso criterioso de medicamentos modernos como semaglutida e tirzepatida — sempre aliados a mudanças no estilo de vida.

O risco de manter a visão antiga

Encarar a obesidade como problema estético leva à negligência diagnóstica, efeito sanfona e maior risco cardiovascular. Djairo alerta ainda para o perigo da automedicação e do uso inadequado de fármacos para emagrecimento.

Um novo caminho

A diretriz coloca o Brasil na vanguarda da medicina personalizada, que integra aspectos biológicos, psicológicos e sociais.

“Tratar a obesidade é restaurar o terreno metabólico e proteger o coração”, resume Djairo Araújo.

A instituição financeira Picpay foi condenada a pagar R$ 3 mil de indenização por danos morais a um cliente que teve seu nome negativado pela renegociação indevida de um empréstimo. A decisão é da juíza Bruna de Leão Figueiredo, do 9º Juizado Especial Cível da Capital.

Além da indenização, a instituição também deverá retirar o nome da vítima do registro de inadimplentes.

Segundo consta nos autos, a vítima afirmou que havia contratado um empréstimo com a empresa, mas que foi surpreendida com a renegociação da dívida sem que tivesse solicitado. A operação gerou um novo contrato no valor de R$ 2.061,36 e resultou na negativação de seu nome.

O cliente destaca que jamais autorizou a realização do novo contrato e que procurou resolver a situação através de canais de atendimento, na plataforma consumidor.gov.br e no PROCON/AL, mas nada foi feito.

O Picpay não compareceu à audiência, alegando que houve indisponibilidade do sistema, mas não apresentou nenhuma prova acerca da alegação.

“A conduta da ré, ao imputar ao autor obrigação não reconhecida, causa evidente abalo moral que transcende o mero aborrecimento”, afirmou a juíza.

Uma mulher identificada como Ângela Marta, envenenada em Penedo, no interior de Alagoas, recebeu alta médica.

Nas redes sociais, Ângela, que trabalha como manicure, publicou um vídeo dizendo estar bem. “Tô bem, já tô em casa, graças a Deus. Foi um momento muito difícil para mim, minha gente, mas já estou em casa”, afirmou.

O caso teve início na tarde de domingo (16), quando duas mulheres almoçaram na casa do suspeito, de 84 anos, e, pouco depois, apresentaram sintomas de intoxicação. A suspeita de envenenamento surgiu ainda no atendimento médico. O próprio homem também precisou de socorro e morreu na manhã dessa terça-feira (18).

Peritos do Instituto de Criminalística de Alagoas estiveram no imóvel e recolheram materiais para análise. Entre os itens, havia um produto com características semelhantes ao veneno conhecido como “chumbinho”.

De acordo com a reportagem, o suspeito tinha diabetes, possuía um dos pés amputado e demonstrava ciúmes da ex-companheira, chegando a fazer ameaças. A vítima, de 52 anos, havia se mudado para o local para ajudar nos cuidados, mas continuava trabalhando normalmente.

A outra vítima — uma vizinha que também consumiu o mesmo alimento — permanece hospitalizada. A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da 7ª Região, em Penedo.

Um jovem de 19 anos foi preso nessa terça-feira (18) acusado de participar do homicídio de Valmir Vieira de Melo, ocorrido em Pão de Açúcar. A captura foi realizada em uma ação integrada das Polícias Civil (PC) e Militar (PM), coordenada pela 3ª Delegacia Regional de Homicídios, com apoio da Coordenação de Homicídios do Interior (CHI) e do Batalhão de Choque.

O crime aconteceu em 12 de outubro, quando três homens armados invadiram a residência da vítima, simulando ser policiais, e efetuaram vários disparos. Valmir chegou a ser levado ao Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, e passou por cirurgia, mas não resistiu, morrendo no dia 1º deste mês.

As investigações identificaram que o suspeito preso tem ligação com facção criminosa e era conhecido na região por intimidar moradores.

 

A prefeita Tia Júlia visitou nesta terça-feira (18) o Hospital Regional Santa Rita (HRSR), acompanhada do secretário de EEstadode Relações Federativas e Internacionais Júlio Cezar e da secretária municipal de Saúde Zoé Duarte. Durante a visita, a gestora assinou as ordens bancárias referentes a quase R$ 8 milhões em repasses federais, fruto de emendas dos deputados Alfredo Gaspar, Fábio Costa e Daniel Barbosa. A comitiva foi recebida pelo provedor do hospital Dr. Sebastião Lessa.

Representando o governador Paulo Dantas, Júlio Cezar reforçou que o Governo do Estado continuará sendo parceiro direto do hospital e da prefeitura. “O foco é a população de Palmeira. Reconhecemos o esforço do Santa Rita em segurar a carga sozinho. O Estado vai seguir apoiando, juntamente com o município. Agradecemos aos parlamentares que destinaram estas emendas”, destacou.

O provedor do HRSR Dr. Sebastião Lessa também enfatizou a união das instituições. “O hospital está de portas abertas. Somos gratos à prefeita Tia Júlia, ao secretário Júlio Cezar e ao governador Paulo Dantas, que têm sido parceiros de primeira hora. Agradecemos com muita gratidão as emendas dos deputados. Elas chegam em boa hora para reforçar as nossas finanças.”

Tia Júlia reforçou que a parceria amplia os atendimentos. “Com união, estamos garantindo mais serviços e mais qualidade no cuidado às pessoas. Agradeço ao Dr. Sebastião e a toda equipe pela parceria constante nos mutirões e em todas as ações realizadas com o município. Parabéns aos deputados que destinaram as emendas. É assim que trabalhamos, juntos, de mãos dadas por Palmeira”, afirmou.

Valores das emendas:
• Daniel Barbosa: R$ 1.100.000
• Alfredo Gaspar: R$ 2.500.000
• Fábio Costa: R$ 4.264.484

Também acompanharam a prefeita os secretários Gutemberg Santos (Fazenda) e Henrique Romeiro (Comunicação), além da coordenadora do Fundo Municipal Josélia França; Ingrid Lessa, coordenadora do SAMU; e Dr. Petrus Duarte, coordenador da emergência do HRSR.

Um grupo de pesquisadores descobriu que o WhatsApp possui uma falha de segurança simples, porém massiva, que pode ter exposto 3,5 bilhões de números de telefone. O número corresponde, basicamente, ao total de usuários ativos na plataforma. Só no Brasil, são mais de 200 milhões de números cadastrados.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Viena e revelada pela Wired nesta terça-feira (18). A coleta de dados acontece no recurso de busca por números do próprio WhatsApp, expondo dados como nome, foto de perfil, status, recado, links, grupos e até Chave Pix, caso as informações estejam disponíveis de forma pública.

Esse recurso funciona assim: basta digitar um número de telefone válido no WhatsApp e o aplicativo vai exibir os detalhes do perfil. A pesquisa se apoiou na ferramenta para identificar e explorar, de forma responsável, a extração de informações pessoais de uma parcela gigantesca da população mundial.

Ao TecMundo, o WhatsApp informa que algumas dessas informações de um contato, por padrão, não são visíveis para todos os usuários da plataforma. Um exemplo é a chave Pix no perfil, que fica protegida para os contatos até que o usuário altere a exibição.

Com a simplicidade de exploração, os pesquisadores afirmam que foi possível verificar quase 100 milhões de números por hora.

Dos 3,5 bilhões de números extraídos, 57% tiveram fotos de perfil expostas e outros 29% exibiram o recado de perfil. O pesquisador Aljosha Judmayer diz que o caso “marca a exposição mais extensa de números de telefone e dados de usuários relacionados já documentada”.

WhatsApp é o app mais usado do Brasil

O caso preocupa não só pela facilidade em que a função podia ser explorada para extrair dados de bilhões de pessoas, mas também pela massividade. A pesquisa "Panorama" de janeiro, do site Mobile Time, revelou que o WhatsApp é o aplicativo mais usado do Brasil.

Entre os países analisados pela pesquisa, o Brasil é um dos grandes destaques na coleta de dados: o número representa quase a totalidade da população.

Os pesquisadores teriam identificado a possibilidade de acessar tais dados, inicialmente, em 2024. Eles descobriram que o WhatsApp não limitava a taxa com que um usuário poderia fazer esse tipo de extração. “Em meia hora, tínhamos cerca de 30 milhões de números baseados nos EUA”, disse um dos pesquisadores.

Com os dados em mãos, golpistas e scammers poderiam gerenciar um banco de dados e, com efetividade, ludibriar usuários da plataforma. Os pesquisadores reforçam que os números de telefone “não foram projetados para serem usados como identificadores secretos para contas”.

“Se você tem um grande serviço usado por mais de um terço da população mundial, e esse é o mecanismo de descoberta, isso é um problema”, apontou Aljosha Judmayer, pesquisador da Universidade de Viena.

Meta já tinha sido alertada

Os pesquisadores alertaram a Meta sobre a descoberta e apagaram a cópia extraída com 3,5 bilhões de números de telefone. A Meta corrigiu os limites da função de descoberta em larga escala em outubro. Max Günther, outro pesquisador que participou do estudo, diz que se eles conseguiram obter tantos dados “com tanta facilidade, outros também poderiam ter feito o mesmo”.

Em nota, a Meta disse que os dados expostos consistem em “informações públicas básicas”. No entanto, desde dezembro de 2024, é possível compartilhar uma chave Pix com outros usuários diretamente do perfil. A função foi pensada no público brasileiro e é visível apenas para os contatos, a menos que o usuário opte por tornar o dado público.

Nitin Gupta, vice-presidente de engenharia do WhatsApp, disse que a pesquisa foi fundamental para definir um sistema anti-raspagem no serviço. Ele também afirma que não foram encontradas evidências “de agentes maliciosos” que exploraram a falha. Confira o posicionamento na íntegra a seguir:

Somos gratos aos pesquisadores da Universidade de Viena pela parceria responsável e diligência no âmbito do nosso programa de Bug Bounty. Essa colaboração identificou com sucesso uma técnica de enumeração inédita que superou nossos limites previstos, permitindo que os pesquisadores coletassem informações básicas disponíveis publicamente.

Já estávamos trabalhando em sistemas anti-scraping líderes do setor, e este estudo foi fundamental para testar e confirmar a eficácia imediata dessas novas defesas. É importante ressaltar que os pesquisadores já deletaram de forma segura os dados coletados como parte do estudo, e não encontramos evidências de que agentes mal-intencionados tenham explorado esse vetor. Como lembrete, as mensagens dos usuários permaneceram privadas e seguras graças à criptografia de ponta a ponta padrão do WhatsApp, e nenhum dado não público esteve acessível aos pesquisadores.

Em 2017, um outro pesquisador, Loran Kloeza, apontou que o uso de números de telefone já podia tornar públicos dados pessoais do WhatsApp. A plataforma vem trabalhando para utilizar números de usuário, como os já utilizados no Instagram, para identificar os perfis. A mudança deve acontecer em 2026.

Como esconder informações no WhatsApp

É possível ocultar informações do tipo na plataforma da Meta:

 

 

A confirmação de um caso de peste bubônica no final de agosto nos Estados Unidos reverberou em diversos países. Muitos imaginam que essa doença — historicamente conhecida como “peste negra” — tenha ficado no passado, especificamente na Idade Média, quando se estima que tenha causado a morte de 75 milhões a 200 milhões de pessoas em todo o mundo. Mas, na verdade, ela ainda está entre nós — assim como outras enfermidades que entraram para a história.

Além da peste bubônica, cólera e hanseníase são exemplos dessas condições. E muitas delas, ainda hoje, são negligenciadas. “Isso ocorre por vários motivos, como pelo fato de que a prevalência de muitos desses problemas está relacionada a cenários de baixa condição socioeconômica e ausência de vacinas eficazes para erradicar ou controlar os patógenos”, explica a infectologista Christiane Reis Kobal, do Einstein Hospital Israelita. É justamente isso o que leva aos atuais surtos ou casos localizados.

Todos os microrganismos patogênicos têm como objetivo biológico primordial se perpetuar e, para tanto, buscam formas de se reproduzir. Na prática, isso significa que, por mais que o ser humano consiga criar barreiras para tentar desacelerar esse processo, a seleção natural caminha em direção a tentar selecionar características evolutivas que permitam a esses agentes infecciosos driblar nossos mecanismos de proteção.


				Cólera e peste bubônica: doenças continuam a circular; saiba como se proteger!
Ruslanas Baranauskas/Science Photo Library/ Getty Images

Por isso é tão difícil pensar na erradicação de doenças. “Em toda a história da humanidade, a única infecção que conseguimos de fato impedir que ocorra na natureza é a varíola. Tanto é que, desde 1980, quando a OMS a declarou erradicada, acabou a exigência de medidas de controle, como a vacinação. Mas essa não é a regra”, explica o epidemiologista Expedito José de Albuquerque Luna, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

A desigualdade social e as falhas na vigilância epidemiológica favorecem os surtos. Daí porque a chave para superar esses problemas está em garantir o saneamento básico e o acesso à água potável, ao mesmo tempo em que se oferece antimicrobianos e vacinação à população.

“Os agentes infecciosos, sejam eles bactérias, vírus ou fungos, não desaparecem facilmente da Terra, pois fazem parte dos nossos ecossistemas tanto quanto as plantas e os animais”, pontua Kobal. “Mas, com o aperfeiçoamento das técnicas de prevenção e tratamento, muitas das doenças causadas por esses patógenos podem ser melhor controladas – mesmo que não erradicadas”.

A seguir, saiba mais sobre as doenças que, ao contrário do que muitos imaginam, não ficaram no passado.

Peste bubônica

O surgimento dos antibióticos revolucionou a forma de cuidado da peste bubônica, cujos sintomas incluem febre alta, dor generalizada, falta de apetite, náusea e formação de abscessos de coloração roxa ou preta. Da mesma forma, o incentivo à higiene pessoal e o investimento em saneamento básico diminuíram a presença de roedores nas cidades, e são eles que podem carregar as pulgas transmissoras da bactéria Yersinia pestis, causadora da doença.

Como resultado, a prevalência da condição caiu. Um documento técnico publicado em 2023 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que, entre 2019 e 2022, apenas seis países notificaram episódios da doença em seu território. Ao todo, foram 1.722 casos e 175 óbitos. A República Democrática do Congo, na África, aparece como principal região endêmica, com 1.292 casos e 79 mortes, e é seguida por Madagascar, China, Mongólia, Uganda e Estados Unidos.

O Brasil não registra casos de peste desde 2005. Mas isso não significa que não exista o risco. Vale lembrar que tanto a Região Serrana do Rio de Janeiro quanto o Semiárido Brasileiro (que cobre a região Nordeste e uma parte de Minas Gerais) são considerados pela OMS como potenciais focos naturais de peste.

Até os anos 1990, existia um programa administrado pelo Ministério da Saúde focado no controle da peste bubônica. Ele previa, entre outras atividades, conduzir coletas de roedores para tentar identificar a presença da Yersinia pestis em suas pulgas e assim ajudar no rastreio da doença. Contudo, a partir de 2000, essa iniciativa foi repassada para o Sistema Único de Saúde (SUS) em âmbito municipal. “Nesse cenário, existe a chance de que certas doenças pouco visíveis pelo baixo número de casos sejam deixadas de lado no registro”, observa Luna.

Na visão do epidemiologista, nem todo profissional de saúde tem o treinamento adequado para identificar as características dessa condição rara, o que pode contribuir para um cenário de subdiagnóstico. “É possível que a gente tenha alguns casos não diagnosticados espalhados pelo país. Mas, se existirem, eles são poucos e não muito graves, caso contrário, acabariam sendo notados e notificados”, pontua o pesquisador.

Hanseníase

Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, essa doença aparece na Bíblia e até em obras anteriores. No passado era conhecida como lepra, mas esse termo caiu em desuso a partir da década de 1970, em um esforço de tentar superar preconceitos associados à condição.

Segundo uma revisão publicada em 2004 na revista Saúde e Sociedade, há indícios da sua existência desde 2698 a.C. na China Imperial. É possível que, da Ásia, tenha migrado gradualmente para a Europa e atingido a América no contexto da colonização.

“A hanseníase foi considerada um problema mundial até o século 19. Com a melhoria nas condições de vida, principalmente devido ao saneamento básico, sua incidência começou a cair nas regiões que, hoje, são consideradas desenvolvidas, tais quais a Europa Ocidental, os EUA e o Japão”, relata o professor da USP. “Mas ela permaneceu circulando em alguns lugares menos desenvolvidos, como o Brasil”.

Por aqui, a hanseníase ocorre de forma endêmica. Em 2024, 172.671 novos casos foram notificados no mundo, sendo 12,8% deles só no Brasil (22.129), de acordo com a OMS. Isso coloca o país em segundo lugar no ranking de maior número de casos no globo, atrás apenas da Índia (100.957).

“Entre os motivos que dificultam a erradicação está seu típico diagnóstico tardio, em razão de um quadro que demora a manifestar sintomas e, quando o faz, apresenta manifestações clínicas distintas em cada pessoa”, aponta Kobal. A doença é caracterizada pelo aparecimento de manchas na pele, que podem ser brancas, vermelhas ou marrons, e pela sensação de formigamento nas mãos e nos pés.

Se não tratada precocemente, pode causar complicações que incluem diminuição da força muscular na face e nos membros e a formação de nódulos espalhados pelo corpo. O tratamento medicamentoso é baseado em três antimicrobianos, que estão disponíveis via SUS. O processo, porém, é contínuo e demorado, variando de seis meses a um ano.

Cólera

Acredita-se que a cólera, uma doença bacteriana causada pela espécie Vibrio cholerae, circule desde o século 12. Segundo uma pesquisa publicada em 1994 no periódico Physis, ela teve origem na Ásia, mas foi só foi no século 19 que ocorreu a primeira pandemia. Desde então, há registro de mais seis epidemias globais, sendo que a sétima iniciou em 1961 e segue vigente.

De acordo com um relatório publicado pela OMS, entre janeiro e agosto de 2025, foram notificados um total acumulado de 462.890 casos de cólera e 5.869 mortes em 32 países. A região do Mediterrâneo Oriental registra os números mais elevados, seguida por África, Sudeste Asiático, América e Pacífico Ocidental. Episódios de crise, como aqueles gerados por desastres naturais ou guerras, favorecem a transmissão da doença.

No Brasil, o Ministério da Saúde indica que não há ocorrência de casos autóctones (ou seja, originados no território) desde 2006. Mesmo os casos importados são raros por aqui — o último, identificado no Rio Grande do Norte em 2018, teve origem em contaminação na Índia.

A cólera é transmitida por contato fecal-oral direto ou pela ingestão de água e alimentos contaminados. Os casos são muito comuns em regiões subdesenvolvidas e em desenvolvimento, onde o acesso a saneamento básico é desigual.

A maioria das pessoas infectadas não manifesta sintomas. Mas, quando aparecem, incluem diarreia, náusea e vômito, que podem ser facilmente confundidos com outros tipos de quadros clínicos. A demora na identificação da doença ainda provoca o atraso do tratamento, e o quadro pode evoluir para complicações graves, como desidratação intensa e choque hipovolêmico (diminuição da quantidade de sangue circulante no corpo).

“Existem vacinas para prevenir a cólera, mas elas são orais e têm cobertura e eficácia muito pequenas. Também nunca foram disponibilizadas na rede pública e, mesmo no setor privado, não costumam ser oferecidas em todas as regiões, o que dificulta a proteção das populações mais vulneráveis”, destaca a infectologista do Einstein.

Segundo a OMS, o estoque médio de vacina oral contra a cólera no mundo era de apenas 2,6 milhões de doses em agosto – quase metade dos 5 milhões recomendados para casos de emergência.

 

Os pouco mais de 4 mil moradores do distrito de Utqiagvik, no Alasca, vão ficar mais de dois meses sem ver o Sol. Nessa terça-feira (18/11), eles enxergaram a luz do sol pela última vez do ano, e o astro só estará visível novamente em 22 de janeiro de 2026.

A cidade mais ao norte dos Estados Unidos começa a enfrentar um fenômeno chamado “noite polar”, tradicional do Círculo Polar Ártico, quando o Sol fica abaixo do horizonte por mais de 24 horas por conta da inclinação do eixo da Terra.

Durante um período de 64 dias, o distrito não será atingido diretamente pela luz solar. Apenas algumas áreas poderão ser iluminadas pelo crepúsculo civil, um período de pouca luz que se assemelha ao amanhecer ou anoitecer.

No entanto, a região do Alasca também é atingida por um fenômeno inverso. No dia 13 de maio deste ano, Utqiagvik teve a última escuridão antes de um período de três meses de luz. O fenômeno do Sol da Meia-noite, que ocorre todos os anos antes do solstício de verão, durou até 2 de agosto.

Nesse período, o distrito teve 84 dias de luz solar contínua. O fenômeno ocorre por motivo semelhante ao da Noite Polar.

Mesmo com Donald Trump e Nicolás Maduro falando em abrir o diálogo sobre a crise no Caribe, militares norte-americanos continuam realizando “ensaios” que podem antever uma possível operação dos Estados Unidos na região.

Ofensiva dos EUA no Caribe

Desde agosto, a administração Trump iniciou um cerco militar norte-americano na região do Caribe.

Navios de guerra, caças F-35, fuzileiros navais e até mesmo o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, foram enviados para a área.

Os EUA alegam que a mobilização militar tem como objetivo combater o tráfico de drogas que passa pelo Caribe.

Em meio a ofensiva, Washington também mudou políticas sobre o combate a tais grupos criminosos: agora, alguns cartéis são tratados como organizações terroristas.

A mudança abriu brechas para que operações militares dos EUA sejam realizadas em outros países, sob a justificativa do combate ao terrorismo.

Um dos grupos na mira dos EUA é o cartel de Los Soles, ao qual Trump acusa o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de ser o líder.

Recentemente, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que o país também classificará o Los Soles como organização terrorista internacional. O que, na prática, poderá servir como argumento para operações contra a Venezuela.

Até o momento, 21 ataques norte-americanos já foram realizados contra embarcações que trafegavam pelas águas do Caribe e no Oceano Pacífico. Os EUA afirmam que tais barcos transportavam drogas, mas ainda não apresentaram provas concretas.


				Marines dos EUA ensaiam possível operação militar no Caribe
Divulgação/SOUTHCOM

Desde o início do mês, os exercícios militares militares dos EUA, em áreas da América Latina, aumentaram.

Os treinamentos são constantemente divulgados pelo Comando Sul dos Estados Unidos (SOUTHCOM), responsável por operações norte-americanas na América Central, América do Sul e Caribe. Entre eles estão atividades relacionadas a guerra na selva, desembarque de tropas, atividades com tiros reais, voos de caças e reabastecimento aéreo, atendimento a feridos e infiltrações.

A maioria das simulações envolvem militares da 22ª Unidade Expedicionária do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos — também conhecidos como “marines” —, no campo de treinamentos das Forças Armadas dos EUA em Porto Rico, o Camp Santiago.

Em meio ao aumento da atividade militar norte-americana no país, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) emitiu um aviso de segurança para “situação potencialmente perigosa” na região de San Juan, capital de Porto Rico. O aviso entrou em vigor nesta terça-feira (18/11), e vai até 16 de fevereiro de 2026.


				Marines dos EUA ensaiam possível operação militar no Caribe
Divulgação/SOUTHCOM

Exercícios conjuntos

Outros exercícios têm sido conduzidos em equipamentos militares dos EUA que foram enviados para as águas do Caribe recentemente. Foi o caso do navio de assalto anfíbio USS Iwo Jima, que serviu de base para fuzileiros navais simularem infiltrações rápidas por meio de rapel no último sábado (15/11).

Além disso, forças dos EUA realizaram quatro exercícios militares conjuntos com países da região desde setembro: Chile, Equador e Panamá.

Localizado a cerca de 1,4 mil km da Venezuela, o Panamá recebeu um exercício combinado em três diferentes regiões do país, sobre guerra na selva.

A atividade aconteceu entre os dias 8 e 29 do último mês, com foco em “preparar indivíduos para sobreviver e prosperar em ambientes de selva”, disse o SOUTHCOM em um comunicado.

Outro exercício conjunto foi anunciado pelo governo de Trinidad e Tobago, entre os dias 16 e 21 deste mês.

Operação Lança do Sul

Enquanto militares norte-americanos treinam no Caribe, a administração Trump anunciou, na última semana, uma misteriosa operação dos EUA na América Latina.

Batizada de Lança do Sul, a missão será liderada pelo SOUTHCOM, e visa “proteger o hemisfério ocidental do narcotráfico”, conforme anunciou o chefe do Pentágono, Pete Hegseth.

“O presidente Trump ordenou a ação, e o Departamento de Guerra está cumprindo a ordem. Hoje, estou anunciando a Operação Lança do Sul”, escreveu o chefe do Pentágono em um comunicado divulgado no X em 12 de novembro. “Liderada pela Força-Tarefa Conjunta Southern Spear e a SOUTCHOM, esta missão defende nossa pátria, remove narcoterroristas do nosso hemisfério e protege nossa pátria das drogas que estão matando nosso povo. O hemisfério ocidental é a vizinhança da América — e nós o protegeremos”, informou Hegseth.

Até o momento, contudo, o Pentágono (agora chamado de Departamento de Guerra dos EUA), ainda não deu maiores detalhes sobre a operação.

Felipe Marques, piloto do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), começou a reagir aos estímulos nessa segunda-feira (17). Baleado na cabeça ao longo de uma operação na Vila Aliança, na zona oeste do Rio de Janeiro, o policial está internado desde março deste ano.

Por meio do Instagram, plataforma de interação virtual na qual acumula mais de um milhão de seguidores, a família do comandante tem publicado o processo de recuperação dele. Em um dos vídeos, ele aparece segurando o próprio celular.

Já em outro momento, aparece interagindo com alguns familiares que foram visitá-lo na instituição hospitalar. Além de conseguir ficar em pé, com auxílio de outras pessoas, Felipe também tem tentado balbuciar algumas palavras.

Nas redes sociais, a esposa dele, Keidna Marques, não conseguiu conter a emoção ao desabafar sobre os momentos delicados que tem vivenciado ao lado do marido. “Eu nunca sei explicar o que sinto. Cada movimento dele… o beijo, o abraço, a mão que me procura… é como se ele agradecesse e, ao mesmo tempo, pedisse proteção”, iniciou.

“Quero te dizer que eu estou aqui, Deus está aqui conosco, e estamos cercados de proteção, de orações. E saiba que, em cada recomeço, em cada pequeno gesto que fala mais do que qualquer palavra… sempre estarei aqui. O amor cura e Deus é amor”, concluiu.

Entenda

Em março deste ano, Felipe Marques foi vítima de um disparo que atingiu o crânio dele. Na ocasião, o policial pilotava um helicóptero em meio à uma operação no Rio de Janeiro. Segundo o Metrópoles, o comandante perdeu cerca de 40% da estrutura do crânio. Quando foi internado, o estado de Felipe Marques era crítico. Por isso, ele recebeu diversas transfusões de sangue e passou por cirurgia.

Em 11 de novembro, 5 dias antes da aplicação das provas de matemática e de ciências da natureza do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025, uma live no Youtube mostrou ao menos cinco questões quase iguais às que caíram na avaliação oficial. Algumas, inclusive, têm exatamente os mesmos números cobrados dos candidatos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Edcley Teixeira, que vende serviços de consultoria a vestibulandos e que se identifica como um estudante de Medicina da periferia, afirma que adivinhou as questões dentro dos parâmetros legais, sem nenhum vazamento de material, apenas para "democratizar a educação". Apostilas do curso que ele oferece, obtidas pelo g1, também continham uma sexta questão do Enem 2025, sobre tijolos.

Uma das principais técnicas usadas na "adivinhação", segundo o próprio "mentor", foi memorizar questões do Prêmio Capes Talento Universitário — prova opcional aplicada em concurso para estudantes do 1º ano de graduações. Edcley teria descoberto que essas perguntas serviriam como "pré-teste" para integrarem futuras edições do Enem [leia mais abaixo]. O Inep jamais confirmou qualquer associação entre esses dois exames.

"Desenvolvi método de algoritmo que dá a resposta de qualquer questão. Os professores precisam estudar a estrutura da prova. Com poucos recursos, consegui revolucionar o Enem sem que ninguém soubesse até hoje. Agora, sabem. Entendi a lógica do Enem e consegui prever as questões", diz.

Diante da repercussão da live, alunos que participaram da prova neste ano levantaram, nas redes sociais, a suspeita de um possível vazamento da prova — e manifestaram temor de que a avaliação seja cancelada.

Procurados pelo g1, o Ministério da Educação (MEC) e o Inep não haviam respondido até a mais recente atualização desta reportagem. Não há, por enquanto, nenhuma informação sobre a possibilidade de anulação de notas do Enem 2025.

Em seus vídeos e stories postados nas redes sociais, Edcley conta que seguiu as seguintes técnicas para "prever" perguntas do exame:

De fato, há um post do ministério, de 22 de maio deste ano, em que este homem agradece pela participação no Talento Universitário e pelo prêmio de R$ 5 mil;

Um ex-aluno do "mentor", que pediu para não ser identificado pela reportagem, afirma que Edcley estimulava que estudantes se inscrevessem no Prêmio e decorassem o maior número possível de questões da prova, para que ele as divulgasse depois em lives e materiais de estudo.

"Óbvio que vou acertar o Enem inteiro. O Enem inteiro é repetido. Eu descobri o padrão. Sabe quantas pessoas elaboram o Enem? 25 pessoas. Elas estão no Inep desde 2009. Sigam na rede social. Você vai conseguir saber no que elas estão pensando", afirma.

"Tem o CPF delas nas chamadas públicas. Você facilmente descobre. Jogue no Google, siga a pessoa, veja os artigos científicos. Em geral, são professores universitários, tem lá um falando de endemias [tema que caiu em 2025]. Você imagina: essa pessoa vai querer reciclar seu próprio artigo. Aí, consegue prever seguindo as pessoas."

Abaixo, veja as questões que foram adiantadas por Edcley na live e em materiais didáticos vendidos por ele:

Pergunta sobre fotossíntese

Versão de Edcley:

Questão do Enem 2025

Pergunta sobre espécies

 

  • Versão de Edcley:

  • Questão do Enem 2025:

O sedentarismo é algo silencioso, mas pode ser devastador para a saúde. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 27% dos adultos em todo o mundo não praticam atividade física suficiente, e esse comportamento está diretamente ligado ao aumento dos casos de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.

“O corpo humano foi feito para o movimento. Quando passamos longos períodos parados, há uma redução na circulação, acúmulo de gordura e piora da resistência à insulina, o que sobrecarrega o coração”, explica a Dra. Lívia Sant’Ana, cardiologista e pós-graduada em nutrologia.

Consequências acumulativas para o coração

A médica ressalta que, assim como o cigarro, o sedentarismo tem efeitos cumulativos. “As consequências não aparecem de um dia para o outro, mas, com o passar dos anos, quem não se movimenta tem maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes e até certos tipos de câncer. É por isso que o sedentarismo já é considerado o novo cigarro”, destaca.

Inserir atividades físicas, como caminhadas, na rotina ajuda a manter a saúde vascularImagem: Brocreative | Shutterstock

Pequenas mudanças que fortalecem o coração

Conforme a cardiologista, o segredo para garantir a saúde e evitar o sedentarismo está na constância. “Não é preciso começar com treinos intensos ou academia. Caminhar 30 minutos por dia, subir escadas em vez de usar o elevador ou trocar o carro pela bicicleta em curtas distâncias já são atitudes poderosas para proteger o coração”, recomenda.

Movimento como regulador emocional

Além de combater o sedentarismo e proteger o coração, a Dra. Lívia Sant’Ana lembra que o exercício físico também atua como um modulador emocional. “A prática regular libera endorfina e melhora o humor, o que ajuda a controlar a ansiedade e o estresse, fatores que também afetam diretamente a saúde cardiovascular”, completa.

Cada passo é um investimento em longevidade

Para a médica, o ponto de partida está em enxergar o movimento como um investimento na longevidade. “A mudança não precisa ser radical. O importante é começar. Cada passo conta quando o objetivo é um coração mais forte e uma vida mais saudável”, finaliza.

A tragédia familiar que chocou Alagoas esta semana começa a ganhar novos contornos. Um irmão da médica Nádia Tamyres, presa por matar a tiros o ex-marido, o também médico Alan Carlos,  em frente a uma unidade de saúde, no município de Arapiraca, procurou a imprensa com uma narrativa que depõe contra a própria irmã.

Em entrevista ao TNH1, Emerson Lima Barros condena a atitude de Nádia, e afirma que a família já havia procurado a promotoria de justiça para denunciar a conduta da irmã. Ele afirma que há, inclusive,  laudo que nega conjunção carnal na criança, o que teria influenciado para a absolvição do médico na denúncia de estupro. O laudo foi repassado à reportagem do TNH1, como pode ser conferido mais abaixo na reportagem.

Segundo Emerson Lima Barros, o ex-cunhado foi morto de forma covarde e que a irmã premeditou tudo, inclusive com interesses financeiros.

"Ela não agiu em legítima defesa, tanto é que a quantidade de disparos não atua como legítima defesa. Ela não agiu corretamente. Depois que nós descobrimos toda a verdade, nenhum a estava apoiando. Eu não estava a apoiando. Minha mãe não estava apoiando. Ela agiu covardemente depois que viu que as mentiras estavam sendo descobertas", afirma o irmão de Nádia.

"Ela matou um  inocente"

De acordo com Emerson, a família está em choque e certa de que a médica matou um homem inocente. "Eu como irmão já a defendi com unhas e dentes, travei brigas por ela. Mas aí o tempo foi passando e fomos percebendo que ela mentia. Nós acreditamos na inocência do Alan, ela matou um inocente. Minha mãe, que também é mãe dela, sabe da verdade, sabe que ela matou um inocente", disse.

Para o irmão da médica, ela agiu de caso pensado e foi orientada a não dividir bens em comuns com o ex-marido. "O Alan nunca deixou de amar a Nádia e ela sabia disso. Porque ela nunca pediu o divórcio? Agora ela é viúva e tem posse de tudo que era dele, ela foi bem orientada", diz, citando o bem comum mais recente do ex-casal.

"Eles construíram uma academia juntos, a inauguração está marcada para o próximo dia 22. Era o sonho do Alan, vamos inaugurar nem que tenhamos que ir com a polícia", conta o homem dando a entender que há uma disputa.

Emerson conta ainda que morou ao menos 15 anos com o cunhado e com a irmã e que nunca presenciou nada que desabonasse a conduta de Alan. "Fui para a Bolívia com eles quando foram estudar Medicina, moramos em Minas Gerais e São Paulo. A gente tinha liberdade para conversar sobre tudo, sobre mulheres. Nunca vi nada de errado".

Questionado sobre a denúncia de Nádia de estupro de vulnerável contra a filha, ele rebate: "Uma grande mentira, tanto que ele foi inocentando. Estava trabalhando em Maceió, quando meu outro cunhado me ligou contando. Fui direto na casa dela, acreditei na palavra dela, mas depois vimos os laudos e a máscara dela foi caindo. Temos laudo que comprovam que foi mentira e minha esposa trabalhou como babá da minha sobrinha, ela percebeu que a menina repetia tudo que a mãe mandava", contou.

Veja foto do laudo enviado por Emerson:

Denúncia ao Ministério Público

Segundo Emerson, ele e a mãe chegaram a procurar o Ministério Público em Arapiraca para denunciar a conduta da irmã.

"Outro irmão nosso nos contou que ela disse que se perdesse esse processo, mataria a menina e depois se mataria. Fomos lá na promotoria, minha mãe disse que ela tinha capacidade de fazer isso, que o dinheiro tinha subido à cabeça dela", frisou.

Após a prisão da mãe, a menina está sob a guarda da avó materna. "Minha mãe está cuidando da criança no momento e está morrendo de medo que ela seja solta, que tenha acesso a outras armas e faça uma tragédia novamente", expôs.

O caso

O médido Alan Carlos foi assassinado a tiros dentro de um carro em frente à Unidade Básica de Saúde (UBS), no Sítio Capim, na zona rural de Arapiraca, Agreste de Alagoas. A suspeita, que também é médica, é ex-esposa da vítima e foi presa. O caso foi registrado neste domingo, 16.

A mulher foi localizada e detida em Maceió com a arma do crime. Imagens que circulam nas redes mostram o momento após o assassinato. O homem estava no banco do motorista, sem vida, sendo abraçado por uma outra mulher. Populares se aglomeraram ao redor do veículo.

Após uma força-tarefa apreender, nesta segunda-feira (17/11), quase 30 toneladas de sabão em pó com indícios de falsificação, durante fiscalização que ocorreu em Aparecida de Goiânia, Goianira, Itaberaí e Bela Vista de Goiás, é natural que o consumidor goiano fique apreensivo no momento em que for adquirir o produto. Afinal, foram 19.348 unidades de sabão em pó recolhidas das prateleiras de supermercados.

Mas você sabe identificar quando um sabão em pó não é autêntico e não tem qualidade?

De acordo com o superintendente do Procon Goiás, Marcos Palmerston, o consumidor pode perceber as irregularidades. “As embalagens falsificadas são mais frágeis, a cola é de menor qualidade e o cheiro do produto é mais fraco. Ao notar qualquer alteração, é possível acionar o Procon pelo 151”, orientou.

Veja algumas características do produto falso, para não levar gato por lebre na hora da compra:

Operação conjunta

A força-tarefa foi realizada pelas secretarias de Segurança Pública (SSP), da Economia e de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) de Goiás. Participaram ainda o Procon Goiás, Polícia Civil e a Polícia Científica.

O subsecretário de Segurança Pública, Gustavo Carlos Ferreira, explicou que a ação foi motivada por denúncias da indústria fabricante.

A Receita Estadual também integra as investigações. O superintendente de Fiscalização Regionalizada da Secretaria da Economia, Gustavo Henrique dos Reis Cardoso, explicou que o esquema envolve empresas de fachada com uso de “laranjas”.

Investigação

O delegado adjunto da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon), Khlisney Kesser, informou que a Polícia Civil irá mapear a aquisição dos produtos pelos supermercados fiscalizados.

“Vamos verificar a veracidade das notas fiscais e rastrear a origem do material com apoio da Secretaria da Economia. Esperamos que esses produtos não estejam sendo fabricados em Goiás, mas vamos identificar onde são produzidos”, disse. Segundo ele, os envolvidos podem responder por falsificação de produtos, exposição de itens nocivos ao comércio, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

“Produtos falsificados são vendidos sem pagamento de impostos, prejudicam consumidores pela baixa qualidade, geram concorrência desleal e reduzem a arrecadação, afetando investimentos públicos. Estamos rastreando a origem dos produtos e orientando a população a desconfiar de preços muito abaixo do mercado”, ressaltou Gustavo Cardoso.

Uma jovem de 15 anos foi vítima de estupro coletivo após ter nádegas, genitálias e seios apalpados, na cidade de Rio Largo, nessa segunda-feira (17). Ela procurou a polícia, que conseguiu prender dois homens. Um terceiro segue foragido.

Segundo a polícia, a vítima foi abordada perto de casa. O homens, com cerca de 30 anos, tocaram nas partes íntimas da jovem, que conseguiu fugir e denunciou o caso.

Após diligências, a polícia conseguiu prender dois homens durante uma abordagem. Um deles tentou fugir, mas foi alcançado. O terceiro suspeito está foragido.

O delegado Vinícius Ferrari, da Central de Flagrantes de Maceió, disse que os suspeitos podem responder pelo crime de estupro coletivo com agravante de a vítima ser menor de 18 anos.

"Depois de encerrada a fase policial, uma cópia do procedimento será encaminhada para a delegacia da cidade onde o fato ocorreu. Lá, novas diligências serão realizadas, provavelmente com a oitiva de alguma testemunha. Há o prazo de 10 dias para conclusão do inquérito, para envio à Justiça e aí o Judiciário deve definir pena para os envolvidos", explicou.

A Polícia pede para que quem tiver informações sobre o terceiro suspeito, que acione o Disque Denúncia por meio do 181.

As câmeras de segurança de uma joalheira, no bairro Campo Grande, na zona sul de São Paulo, registraram o momento em que dois homens renderam uma vendedora e roubaram cerca de R$ 100 mil em joias. O crime ocorreu no início da tarde desta segunda-feira (17).

O estabelecimento fica localizado na Avenida Sargento Geraldo Sant'Ana, dentro de um hipermercado.

De acordo com a administração da loja, a dupla ficou no local por 14 minutos. Nas imagens, é possível observar a dupla abrindo as vitrines e colocando os objetos dentro de uma mochila.

A funcionária que estava no local não ficou ferida. Segundo a joalheria, ela ficou muito nervosa com a situação, mas não apresentou resistência aos suspeitos. Ela não teve sua identidade revelada.

A PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo) informou que agentes estiveram no local, mas não conseguiram prender os suspeitos. Já a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) informou não ter registros da ocorrência.

Segundo a administração do estabelecimento, os proprietários da loja vão à delegacia nesta terça-feira (18) para realizar o registro do boletim de ocorrência.

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