
Órgão com funções endócrina e exócrina, o pâncreas produz os hormônios glucacon e insulina, além das enzimas pancreáticas consideradas primordiais para a digestão. À coluna, a gastroenterologista Elaine Moreira aponta os primeiros sinais que podem indicar um futuro comprometimento da glândula.
A especialista em medicina integrativa ressalta que os indícios de que o pâncreas pode estar adoecido são “muito inespecíficos”. A médica, que atende em São Paulo (SP), menciona os sintomas: “Sensação de má digestão, dor abdominal geralmente no andar superior do abdômen e pico de glicose, com glicemia elevada de uma hora para outra.”
Quando o pâncreas já está comprometido, os sinais tendem a ser fezes amareladas e oleosas, condição chamada de esteatorreia. “A dor abdominal em barra acontece no andar superior do abdômen, de forte intensidade e que pode ou não ir para as costas”, destaca a gastroenterologista a respeito dos indícios.
De acordo com Elaine, outro sinal muito comum e importante de insuficiência pancreática é a perda de peso de início súbito. “Isso ocorre sem nenhum histórico do paciente estar fazendo dieta ou atividade física. Não há ação que justifique o emagrecimento, o indivíduo começa a perder peso bem rápido“, pontua a médica.
Com relação aos grupos com maior risco de desenvolver alguma doença no pâncreas, a especialista cita pessoas acima de 60 anos, tabagistas, obesos, indivíduos com triglicerídeos elevados, diagnosticados com cálculo na vesícula e etilistas pesados, ou seja, com alto consumo de álcool.

Um dos dinossauros mais famosos da pré-história, o Triceratops — conhecido pelos três chifres e por ter uma cabeça enorme — pode ter usado o próprio nariz como uma espécie de sistema de resfriamento natural.
Um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Tóquio, publicado em 7 de fevereiro na revista American Association for Anatomy, analisou fósseis do animal e concluiu que as cavidades nasais eram muito maiores e mais complexas do que se pensava.
Segundo os cientistas, a estrutura pode ter ajudado a regular a temperatura e a umidade do corpo, principalmente por causa do tamanho da cabeça do dinossauro, que podia medir entre 2 e 3 metros de comprimento. O crânio representa aproximadamente um terço do tamanho total do corpo do animal.
Os pesquisadores identificaram que o interior do nariz do Triceratops não servia só para o olfato. As cavidades nasais grandes provavelmente aumentavam a área de contato entre o ar e os vasos sanguíneos, facilitando a troca de calor.
A hipótese é que esse mecanismo ajudava a evitar o superaquecimento, algo especialmente importante em um animal com uma cabeça tão grande e pesada.
Além disso, há indícios de que o dinossauro possuía estruturas chamadas cornetos respiratórios — formações ósseas pequenas que ajudam a conservar umidade e a controlar a temperatura do ar inspirado pelo animal.
Os cornetos são estruturas comuns em aves (descendentes dos dinossauros), e em mamíferos, mas raramente deixam vestígios claros no fóssil. No caso do Triceratops, os pesquisadores identificaram uma crista óssea parecida com a que serve de base para esses cornetos em aves atuais, o que sustenta a hipótese de que eles também estariam presentes no dinossauro.
Os cientistas já sabiam que os dinossauros com chifres, grupo conhecido como Ceratopsia, possuíam cavidades nasais grandes. O que ainda era pouco entendido era como nervos, vasos sanguíneos e vias aéreas se organizavam dentro desse espaço.
Para chegar às conclusões, os cientistas usaram tomografias computadorizadas de crânios fossilizados. A tecnologia permitiu observar detalhes de dentro do animal que não são visíveis a olho nu.
Com base nas imagens, a equipe reconstruiu virtualmente o caminho de nervos, vasos sanguíneos e vias aéreas dentro do crânio. Os dados também foram comparados com a anatomia de animais atuais, como aves e crocodilos, para estimar como seriam os tecidos moles que não se preservaram ao longo de milhões de anos.
A análise revelou uma organização interna diferente da observada na maioria dos répteis, sugerindo que o sistema nasal do Triceratops passou por adaptações específicas para sustentar o seu tamanho fora do comum.
Na maioria dos répteis, os nervos e os vasos sanguíneos chegam às narinas por meio da mandíbula e do focinho. Porém, no caso do Triceratops, o próprio formato do crânio bloqueava esse caminho tradicional. Por isso, como uma nova alternativa, as estruturas passavam pela região nasal.
Embora não haja consenso de que o Triceratops fosse completamente de sangue quente, o tamanho da sua cabeça já representava um desafio térmico para o animal. É exatamente por isso que o sistema nasal do dinossauro ajudou a estabilizar a temperatura interna e evitar superaquecimento.
Embora seja um dos dinossauros mais populares do mundo, ainda se sabe pouco sobre como era a parte interna da cabeça do Triceratops. Os ossos se preservaram, mas estruturas como vasos sanguíneos, nervos e cartilagens desapareceram com o tempo.
Ao reconstruir como funcionava o nariz do animal, o estudo ajuda a esclarecer como os tecidos internos se organizavam dentro de um crânio tão grande. Agora, os pesquisadores querem avançar para outras regiões da cabeça, como a grande gola óssea na parte de trás do crânio.
A ideia dos pesquisadores é entender melhor como essas estruturas influenciavam a sobrevivência do animal e sua adaptação ao ambiente há cerca de 66 milhões de anos atrás.
Um princípio de incêndio no trio elétrico usado pelo cantor baiano Igor Kannário, durante apresentação no Bloco dos Caseiros, na Barra de São Miguel, assustou os foliões que aproveitavam a "Ressaca do Carnaval" no município do Litoral Sul de Alagoas. Não houve registro de feridos.
Assista:
No vídeo compartilhado na internet é possível observar o momento em que sai fumaça do caminhão, com as pessoas apreensivas ao redor. No entanto, o fogo não causou estrago de maior dimensão e foi rapidamente contido.
A Prefeitura da cidade informou, por meio de nota, que a situação foi controlada pela equipe responsável pelo trio e pelo Corpo de Bombeiros. O incêndio teria sido provocado por uma falha técnica.
O Município reforçou que os trios usados nas festividades passam por vistoria técnicas e que a programação seguiu normalmente depois do incidente.
Veja a nota na íntegra:
A Prefeitura informa que, durante a programação festiva, foi registrado um princípio de incêndio em um dos trios elétricos
A situação foi prontamente identificada e controlada pela equipe técnica responsável e pelo Corpo de Bombeiros que acompanhava o evento, não havendo feridos e sem maiores danos.
O incidente foi pontual, decorrente de uma falha técnica já sanada. O evento seguiu normalmente, com total segurança para artistas, trabalhadores e foliões.
A Prefeitura reforça que todos os trios elétricos e estruturas do evento passam por vistoria técnica e contam com equipes de segurança e prevenção durante toda a programação.
Seguimos comprometidos com a segurança e o bem-estar de todos.
O uso das canetas emagrecedoras é um assunto em alta não só no Brasil como no mundo todo. Os medicamentos à base de GLP-1 têm a finalidade de tratar obesidade e diabetes tipo 2.
Nos últimos dias, foram emitidos alertas por autoridades de saúde do Reino Unido e do Brasil por uma possível associação entre os remédios e casos de pancreatite aguda, uma inflamação do pâncreas que, em situações graves, pode levar à morte.
Apesar do sinal de alerta, os especialistas ressaltam que, até o momento, não há comprovação de relação causal direta entre os remédios e a doença.
No mês passado, o Reino Unido divulgou um comunicado reforçando a vigilância sobre medicamentos que imitam o hormônio GLP-1 (peptídeo semelhante ao glucagon-1). Desde 2007, foram notificadas 19 mortes por pancreatite em pessoas que utilizavam esse tipo de tratamento. No mesmo período, quase 1,3 mil casos de inflamação foram relatados às autoridades britânicas.
No Brasil, dados oficiais apontam seis mortes entre 2020 e dezembro de 2025, além de 145 notificações de pancreatite em usuários desses medicamentos. O uso em larga escala para obesidade começou em 2021, o que ampliou significativamente o número de pacientes expostos.
As agências sanitárias reforçam que a notificação não significa necessariamente que o medicamento tenha sido o causador direto do problema.
Embora os números possam chamar atenção, o número de usuários desses medicamentos é muito maior. Só na Grã-Bretanha, estima-se que cerca de 1,6 milhão de adultos tenham usado medicamentos com GLP-1 entre o início de 2024 e o começo de 2025.
Os especialistas destacam que o risco parece baixo quando comparado ao total de pacientes tratados. Além disso, obesidade e diabetes tipo 2 — condições frequentemente tratadas com esses remédios — já são, por si só, fatores de risco para a pancreatite.
Outro ponto importante é que os bancos de dados de farmacovigilância recebem notificações voluntárias, o que pode dificultar a distinção entre coincidência e efeito real do medicamento.
As pesquisas científicas apresentam resultados variados. Uma metanálise publicada em 2025, que reuniu 62 ensaios clínicos randomizados, apontou um aumento pequeno no risco de pancreatite entre usuários de GLP-1 em comparação com placebo.
Por outro lado, outras revisões não identificaram associação significativa. Em um grande estudo com quase 164 mil pessoas com diabetes tipo 2, não houve diferença nas taxas de pancreatite entre quem usava os medicamentos e quem não usava.
Para os especialistas e pesquisadores, o conjunto das evidências disponíveis é, em grande parte, tranquilizador, mas ainda precisa de um acompanhamento mais de perto.
Entre as possíveis explicações para os casos de pancreatite registrados está a perda de peso acelerada, que pode favorecer a formação de cálculos biliares. Os depósitos na vesícula são uma das principais causas de pancreatite aguda.
No Reino Unido, as autoridades também investigam se fatores genéticos podem fazer com que alguns pacientes fiquem mais suscetíveis à inflamação pancreática durante o uso dos medicamentos. A intenção é, no futuro, identificar perfis de maior risco antes da prescrição.
O câncer de colo de útero é um câncer totalmente prevenível, que pode ser diagnosticado em fases precoces por meio do exame preventivo. Nos estágios iniciais, geralmente não apresenta sintomas, o que reforça a importância de realizar o rastreamento regularmente.
De acordo com a ginecologista Giani Cezimbra, o sintoma que mais deve chamar a atenção é o sangramento anormal.
“Se eu tivesse que orientar as mulheres em uma frase, seria: atenção ao sangramento fora da menstruação ou após a relação sexual”, afirma.
Nas fases iniciais, o câncer pode causar sangramento vaginal fora do período menstrual, após a relação sexual ou mesmo pequenos escapes inesperados. Também podem surgir corrimento com odor desagradável, presença de sangue e coloração mais escura ou amarronzada. Tudo isso precisa ser investigado.
O sangramento fora do ciclo pode estar relacionado a alterações hormonais e até ocorrer durante a ovulação. No entanto, quando foge do padrão habitual da mulher — por exemplo, se o ciclo é regular a cada 28 ou 30 dias e passam a ocorrer episódios fora desse intervalo –, é fundamental buscar avaliação.

Segundo a especialista, o câncer de colo de útero costuma estar associado a lesões precursoras com aumento da vascularização, o que facilita o sangramento, especialmente durante a relação sexual, devido ao contato direto com o colo do útero.
A dor na relação sexual também pode surgir, principalmente em estágios mais avançados. Embora ela possa estar relacionada a inflamações ou outras alterações uterinas e pélvicas, não deve ser considerada normal e exige investigação.
Nos quadros mais avançados, podem aparecer dor lombar, inchaço nas pernas, dificuldade para urinar ou evacuar e presença de sangue na urina ou nas fezes, sinais que indicam possível invasão de órgãos próximos. Cansaço excessivo, perda de peso e redução da disposição também podem ocorrer.
A infecção pelo papilomavírus humano (HPV) é o principal fator de risco para o câncer de colo de útero. A infectologista Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, explica que a maioria das infecções é assintomática e pode ser eliminada espontaneamente pelo organismo em até 24 meses.
Existem mais de 200 tipos de HPV identificados. Alguns são responsáveis por verrugas genitais, enquanto outros estão associados a tumores malignos, como os de colo do útero, ânus, pênis, boca e garganta.
Dados do Ministério da Saúde indicam que 54,4% das mulheres brasileiras apresentam infecção genital por HPV. O câncer de colo de útero mata, em média, 19 mulheres por dia no país.
A genotipagem do HPV passou a ser recomendada pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) para mulheres entre 25 e 64 anos, especialmente a partir dos 30. O exame permite identificar os tipos de maior risco e direcionar o acompanhamento.
“O teste possibilita detectar genótipos de alto risco e ajustar a conduta médica conforme cada caso”, explica Sylvia.
A única forma eficaz de prevenir ou identificar precocemente o câncer de colo de útero é por meio do exame preventivo, além da vacinação contra o HPV, disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos.
A ginecologista Sophie Françoise Mauricette Derchain, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), reforça que o acompanhamento regular é essencial.
“Consultas periódicas e exames como o Papanicolau e o teste de HPV são fundamentais para reduzir a mortalidade”, destaca.
Mesmo sendo altamente prevenível, o câncer de colo de útero ainda é o que mais mata mulheres até os 36 anos no Brasil. O dado reforça a necessidade de atenção aos sintomas, especialmente ao sangramento anormal, e a realização regular dos exames de rastreamento.
Circulam no WhatsApp mensagens falsas em nome da Receita Federal do Brasil que alertam sobre supostas “irregularidades graves” no CPF e direcionam para links de pagamento de dívidas. É #FAKE.
Os conteúdos utilizam logotipos que imitam os da Receita e do governo federal, além de trazerem o nome completo e o CPF das vítimas — o que aumenta a aparência de veracidade e eleva o risco de golpe. Em alguns casos, as mensagens partem de números com códigos internacionais, como do Reino Unido.
O texto afirma que há pendências tributárias e ameaça com punições como bloqueio de contas bancárias, restrições no Banco Central, suspensão de benefícios sociais e aplicação de multas. Em seguida, apresenta um link para “regularização”, com endereços que imitam páginas oficiais, mas não pertencem ao domínio gov.br.
Ao acessar os sites fraudulentos, a vítima encontra páginas que reproduzem o brasão da República e a identidade visual do governo federal. O sistema solicita o CPF e, depois, informa a existência de um suposto processo judicial ou débito de Imposto de Renda. No fim, oferece desconto para pagamento imediato via Pix, geralmente com prazo curto para pressionar o contribuinte.
Em uma das versões, a mensagem chega a exibir uma assinatura falsificada atribuída ao secretário especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas.
Por que é golpe?
Procurada, a Receita Federal desmentiu o conteúdo e reforçou que:
O órgão esclarece que eventuais pendências fiscais só podem ser consultadas no portal oficial, acessado diretamente pelo endereço que termina em gov.br, por meio do sistema e-CAC.
Checagem anterior também apontou golpe semelhante envolvendo falsa cobrança da chamada “Dívida Ativa da União”. À época, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional informou que não utiliza WhatsApp para contato e que o único acesso legítimo ao portal Regularize ocorre pelo domínio oficial com login gov.br.
O coordenador-geral da Dívida Ativa da União e do FGTS, Eduardo Sadalla Bucci, explicou que nenhuma cobrança resulta em bloqueios automáticos sem decisão judicial. “Você não vai perder qualquer tipo de bem sem o devido processo legal”, afirmou na ocasião.
Como se proteger

A Prefeitura, por meio da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), inicia (23) o processo de renovação dos alvarás 2026 para a categoria de mototaxistas para que estes possam atuar de forma regular no município.
A liberação para retirada do documento segue até o dia 23 de março de 2026. Para adquirir o alvará, os profissionais devem comparecer presencialmente à sede da SMTT, situada na Rua 15 de novembro, número 26, no bairro São Cristóvão, onde será realizada a conferência da documentação necessária para a regularização da atividade.
A iniciativa tem como objetivo garantir mais segurança, organização e qualidade no serviço prestado à população, além de assegurar que os profissionais estejam devidamente habilitados conforme a legislação vigente.
De acordo com o superintendente da SMTT Dindor, a regularização é fundamental para o bom funcionamento do sistema de transporte individual. “Estamos convocando todos os mototaxistas para que compareçam dentro do prazo, aproveitem o período e mantenham sua situação regularizada. Essa ação garante mais segurança para os profissionais e para os usuários, além de contribuir para a organização do trânsito em nossa cidade”, destacou.
Serviço
Documentação necessária (xerox):
• Título de eleitor com comprovante de votação;
• CNH categoria “A” com observação de atividade remunerada;
• Comprovante de residência com CEP (obrigatório);
• Certificado do curso de mototaxista;
• Documento do veículo devidamente emplacado.
Prazo da renovação:
• Início: 23/02/2026
• Término: 23/03/2026
A cidade de Nova York enfrenta uma das maiores nevascas de sua história após a passagem de um ciclone-bomba que atinge o nordeste dos Estados Unidos, nesta segunda-feira (23/2). A tempestade provocou forte queda de neve, ventos intensos, interrupções no transporte e fechamento de escolas e comércios. A prefeitura decretou estado de emergência.
A nevasca entrou para a lista das dez maiores já registradas na cidade. Medições feitas durante a tarde no Central Park indicaram cerca de 50 centímetros de neve acumulada, superando a marca registrada na tempestade de janeiro de 2011. O volume continuava aumentando com a neve ainda caindo ao longo do dia.
Top 10 maiores nevascas da história de Nova York, em acumulado de neve*
22–24 jan 2016: 70 cm
11–12 fev 2006: 68 cm
26–27 dez 1947: 67 cm
12–14 mar 1888: 53 cm
25–26 fev 2010: 53 cm
7–8 jan 1996: 51 cm
26–27 dez 2010: 51 cm
16–17 fev 2003: 50 cm
22–23 fev 2026: 50 cm
26–27 jan 2011: 48 cm
Escolas foram fechadas e o funcionamento de serviços foi afetado. Foi a primeira vez em seis anos que a cidade teve um dia de aulas canceladas por causa da neve.

Meteorologistas classificaram o sistema como um ciclone-bomba, um tipo de tempestade que se intensifica rapidamente quando a pressão atmosférica cai de forma significativa em um período de 24 horas. Esse fenômeno ocorre com mais frequência no outono e no inverno, quando massas de ar muito frio vindas do Ártico encontram ar mais quente, fortalecendo a tempestade.
Impactos no transporte e nos voos
A tempestade provocou grande impacto na mobilidade em Nova York e em outros aeroportos do nordeste dos Estados Unidos. Somente na região de Nova York – que inclui os aeroportos John F. Kennedy, LaGuardia e Newark Liberty – cerca de 1,5 mil voos foram cancelados.
No total, mais de 6 mil voos foram cancelados no país ao longo da segunda-feira (23/2), enquanto mais de 17 mil registraram atrasos, de acordo com dados de monitoramento do setor aéreo. Em outros grandes aeroportos do nordeste, como o Aeroporto Internacional Logan de Boston e o Aeroporto Internacional da Filadélfia, também foram registrados cancelamentos.
Além dos voos, o transporte público e as estradas enfrentaram interrupções devido às condições de visibilidade reduzida e ao acúmulo de neve.

Outros estados também foram atingidos
Embora Nova York esteja entre as áreas mais afetadas, a tempestade atingiu uma ampla faixa do nordeste dos Estados Unidos. Outros estados, como Connecticut, Delaware, Nova Jersey e Rhode Island, também registraram fortes nevascas e impactos no transporte e no cotidiano da população.
Em algumas áreas da região, o volume de neve ultrapassou 60 centímetros, com registros que chegam a mais de 76 centímetros em determinados pontos. Em Providence, capital de Rhode Island, autoridades relataram a maior nevasca já registrada na cidade.
Ao todo, cerca de 30 milhões de pessoas ficaram sob alertas de nevasca durante a passagem da tempestade.
O uso contínuo de ácido acetilsalicílico em baixa dose, que por muitos anos foi visto como um possível aliado na prevenção do câncer colorretal, não demonstrou esse benefício em idosos saudáveis. Essa é a principal conclusão do estudo ASPREE, publicado em janeiro na revista Jama Oncology, que acompanhou mais de 19 mil pessoas na Austrália e nos Estados Unidos por até nove anos.
Durante décadas, acreditou-se que a medicação, mais conhecida pelo nome comercial Aspirina ou pela sigla AAS, poderia exercer um efeito protetor contra o câncer, especialmente o colorretal. A hipótese ganhou força a partir do início dos anos 2000, quando estudos observacionais, muitos deles derivados de pesquisas em cardiologia, sugeriram que pessoas que faziam uso regular do fármaco apresentavam menor risco de desenvolver esse tipo de tumor.
“Essas hipóteses surgiram a partir de estudos não randomizados, nos quais se observava que pacientes em uso de aspirina tinham menos câncer de cólon. Isso acabou sendo aceito pela comunidade científica por um período, mas nunca houve estudos de fase 3 desenhados especificamente para esse objetivo”, explica o oncologista clínico Rodrigo Fogace, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.
A estudo ASPREE foi desenvolvido para preencher a essa lacuna. O ensaio clínico incluiu 19.114 idosos, com idade média superior a 75 anos, todos saudáveis no início das análises, sem histórico de doenças cardiovasculares, demência ou limitações físicas importantes. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu 100 mg de AAS por dia, durante aproximadamente quatro anos e meio, e o outro recebeu um placebo.
Ao longo do acompanhamento, os resultados não confirmaram os benefícios esperados: não houve diferença na incidência global de câncer entre os grupos, nem quando os tumores foram analisados por tipo ou estágio, incluindo o câncer colorretal. Além disso, durante os anos de uso da medicação, houve um aumento de 15% na mortalidade por câncer. Após a interrupção do fármaco, esse risco aumentado não persistiu, o que sugere ausência de um efeito duradouro.
“Alguns estudos anteriores demonstravam redução de 20% a 30% no risco de desenvolver câncer colorretal. Esse foi o maior estudo voltado exclusivamente para a pergunta se o uso da aspirina reduziria ou não o risco de câncer colorretal em idosos”, destaca Fogace.
“A resposta foi clara: não houve redução do risco e, para nossa surpresa, durante o período de uso, houve um pequeno aumento na incidência do mesmo tipo de câncer”.
As razões para esse achado ainda não são totalmente compreendidas. Entre as hipóteses levantadas estão mudanças no microambiente intestinal associadas ao envelhecimento, alterações na resposta imunológica e a possibilidade de que alguns participantes já tivessem tumores microscópicos no início do estudo.
“São explicações possíveis, mas é importante deixar claro que não podemos afirmar que a aspirina cause câncer. O estudo não foi desenhado para responder a essa pergunta”, ressalta o oncologista.
A nova pesquisa tampouco responde se há benefício em usar o ácido acetilsalicílico em pessoas mais jovens como forma de evitar o câncer. “Uma grande diferença dos estudos de pacientes mais jovens é que esses utilizavam a aspirina por muito mais tempo do que esse estudo em idosos propôs. Será que esse é um dos fatores que influenciou nos achados? Infelizmente, não conseguimos afirmar”, observa Fogace.
Para o especialista, os resultados reforçam os limites da extrapolação científica. “Não podemos assumir que estratégias que funcionam em pessoas mais jovens terão o mesmo efeito em idosos. O estudo deixa claro que a aspirina não é uma estratégia universal de prevenção do câncer colorretal e que seu uso deve ser feito com muita cautela e apenas em situações muito específicas”, afirma o oncologista do Einstein Goiânia.
Entre esses casos com indicação estão pessoas com síndrome de Lynch, com histórico de múltiplos adenomas ressecados e pacientes que já utilizam aspirina para prevenção de eventos cardiovasculares. Na dúvida, converse com seu médico para entender a conduta ideal ao seu perfil.
A retinose pigmentar é uma doença genética rara que compromete a visão de forma progressiva. A condição afeta a retina e pode levar à redução do campo visual e, em estágios avançados, à perda da visão central.
O Dia Mundial das Doenças Raras, que acontece neste sábado (28/2), chama atenção para enfermidades que atingem um número menor de pessoas, mas têm impacto significativo na vida dos pacientes e de suas famílias. A informação e o acompanhamento médico são considerados fundamentais para o diagnóstico precoce e o manejo adequado da doença.
O que é?
De origem hereditária, a retinose pigmentar é transmitida de pais para filhos e evolui ao longo dos anos. Os sintomas surgem de forma gradual, o que exige acompanhamento contínuo e estratégias individualizadas de cuidado.
Segundo o oftalmologista Victor Massote, vice-diretor clínico do Oculare Hospital de Oftalmologia, os primeiros sinais costumam aparecer de maneira discreta. “A dificuldade para enxergar à noite ou em ambientes pouco iluminados é um dos sintomas mais comuns. Com o tempo, a visão lateral começa a ser afetada, e a pessoa pode sentir como se estivesse olhando por um ‘túnel’. Em fases mais avançadas, a visão central também pode ser comprometida”, explica.
A manifestação da doença pode variar entre os pacientes, inclusive dentro da mesma família. “Existem diferentes tipos de retinose pigmentar, com evoluções distintas. Identificar essas características ajuda a orientar o acompanhamento e oferecer mais segurança ao paciente e aos familiares”, afirma.
O diagnóstico envolve exames específicos, como o fundo de olho, a campimetria - que avalia o campo visual -, a tomografia de coerência óptica, que analisa a retina em detalhes, e exames eletrofisiológicos, que medem o funcionamento das células da retina.
Importância do teste genético
O teste genético tem ampliado a compreensão da doença. Além de confirmar o diagnóstico clínico, ele identifica a alteração no DNA responsável pela retinose pigmentar, permitindo esclarecer o tipo da condição, auxiliar na definição do prognóstico e orientar o aconselhamento familiar.
Entre os principais benefícios do exame estão:
Diagnóstico preciso: identifica o tipo exato da doença e verifica se está associada a síndromes, como a síndrome de Usher, que também compromete a audição.
Acesso a terapias específicas: em alguns casos, a identificação de mutações em genes como o RPE65 pode viabilizar o acesso a terapias gênicas aprovadas.
Previsão da evolução: o conhecimento do gene envolvido pode ajudar a estimar a progressão da doença.
Planejamento familiar: o aconselhamento genético esclarece riscos de transmissão e opções disponíveis para casais.
Embora não haja cura para a maioria dos casos, existem formas de tratamento e acompanhamento que ajudam a reduzir os impactos da doença. A oftalmologia pode tratar condições associadas, como catarata, e indicar recursos de reabilitação visual, incluindo óculos especiais, lupas e outras tecnologias assistivas.
O acompanhamento médico regular e a realização de exames adequados são medidas importantes para o manejo da retinose pigmentar e para a preservação da autonomia dos pacientes.
A jovem Maria Daniela Ferreira Alves, vítima de estupro depois de ser dopada e agredida por um ex-colega de escola no município de Coité do Nóia, no Agreste alagoano, foi ouvida durante audiência de instrução realizada pela Justiça de Alagoas nessa segunda-feira (23). Victor Bruno, réu pelo crime, não compareceu para interrogatório e continua foragido.
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL), representado pelo promotor de Justiça Lucas Mascarenhas, confirmou que a audiência foi destinada à oitiva de testemunhas, dando prosseguimento à instrução processual. Além de Maria Daniela, também foram colhidos os depoimentos das testemunhas arroladas pelo órgão estadual e pela defesa de Victor Bruno.
“Encerrada a oitiva das testemunhas e tendo o réu, regularmente intimado, optado por não comparecer ao interrogatório, passa-se à fase de requerimento de eventuais diligências complementares. Superada essa etapa e esgotada a instrução probatória, serão apresentadas as alegações finais pelas partes, seguindo-se a conclusão dos autos ao Juízo para prolação de sentença, com a análise integral do conjunto probatório produzido sob o crivo do contraditório e da ampla defesa”, afirmou o promotor Lucas Mascarenhas.
O MPAL e a defesa do réu agora dispõem de prazo comum para se manifestarem, oportunidade em que poderão requerer, de forma fundamentada, as diligências que eventualmente entendam como necessárias ao esclarecimento dos fatos.
“O Ministério Público procederá à análise detida dos autos, a fim de aferir a eventual necessidade de diligências complementares. Superada essa etapa, ingressar-se-á na fase das alegações finais e, ao término, na conclusão do feito para a pronúncia da decisão”, concluiu Mascarenhas.
O caso
Consta nos autos que, após participar de uma confraternização com colegas de escola, no dia 6 de dezembro de 2024, Maria Daniela, de 19 anos, foi brutalmente atacada por Victor Bruno, que até os dias de hoje é considerado foragido. Ela foi estuprada e, como se não bastasse todo sofrimento, também foi vítima de tentativa de feminicídio por asfixia.
O alto grau de perversidade e violência deixaram a jovem em estado de coma por cinco dias, mas até o momento vivendo em total dependência de familiares, enfrentando graves sequelas e necessitando de auxílio para atividades básicas. A barbárie ocorreu em uma chácara, zona rural de Coité do Nóia.
A época da denúncia, o MPAL afirmou que o estupro foi premeditado. O suspeito teria dopado a jovem para assegurar que o crime ocorresse sem resistência. Exames toxicológicos detectaram em seu sangue substâncias como Diazepam, Fenitoína, Haloperidol, Nordiazepam e Prometazina — medicamentos controlados com efeito sedativo.
A influenciadora e criadora de conteúdo adulto Bonnie Blue está grávida. Ela anunciou a novidade duas semanas depois de bater o recorde mundial do maior número de parceiros sexuais sem proteção em um dia. Foram 400 homens em um período de apenas sete horas.
Em seu canal no YouTube, Bonnie mostrou o momento em que faz um exame de ultrassom em uma clínica e descobre o bebê. "Que loucura", exclama a britânica, de 26 anos.
No dia 7 de fevereiro, Bonnie enfileirou 400 homens em frente a uma mansão em Londres e fez sexo com todos eles sem camisinha. "Eu queria os homens que mais quisessem ser pais, com os 'nadadores' mais velozes", disse ela à revista americana US Weekly.
Em 2025, porém, ela havia dito à revista que não podia engravidar naturalmente. "Tentei engravidar por anos com meu ex-namorado e até cheguei a fazer um ciclo de FIV", falou.
"Gostaria de dizer que vou sair grávida dessa experiência, mas pode ser que não aconteça."
Conforme a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), cuidar da saúde dos rins é essencial para o bem-estar geral. Em uma campanha, a entidade salienta que quem tem diabetes, hipertensão ou histórico familiar de doenças renais precisa ter maior atenção ao funcionamento desse órgãos em formato de feijão.
De acordo com o nefrologista Elber Rocha, a hidratação e a alimentação são pilares importantes da saúde renal. O médico explica que não existe “fruta milagrosa” capaz de proteger esses órgãos, mas há opções com “mecanismos que reduzem o risco cardiovascular e diminuem o percentual do surgimento de cálculos — as chamadas pedras — nos rins.”
Integrante do corpo clínico do Hospital Santa Lúcia, de Brasília (DF), o especialista enfatiza que as frutas cítricas — como laranja, mexerica e especialmente o limão — podem ser consideradas “amigas dos rins”.
“Para quem tem tendência a cálculo renal, dietas tipo DASH (ricas em verduras e frutas) se associam a mudanças favoráveis na urina, como aumento de citrato urinário, que é um inibidor natural de pedras”, esclarece o médico.
Com relação ao limão, o nefrologista destaca a respeito do consumo da fruta aumentar a ingestão de citrato e alcalinidade na dieta. “É uma estratégia frequentemente usada na prevenção de litíase [doença que consiste na formação de cálculos nos rins]”, explana o especialista.

Elber sugere tomar água com limão sem açúcar ao longo do dia e comer laranja ou mexerica como sobremesa. Ele argumenta sobre o que mais ajuda a proteger os rins: “Um padrão alimentar com mais plantas, menos ultraprocessados e sódio, além de controle da pressão arterial e glicemia.”
Conforme o médico, quem tem doença renal avançada ou histórico de potássio alto precisa de orientação individual, pois algumas frutas, em especial as cítricas, podem exigir ajuste de porção dependendo do mineral e dos exames. “Para a maioria das pessoas com rins saudáveis, fruta in natura é melhor do que suco por conter mais fibra e menor pico de açúcar“, conclui.

Autoridades de saúde europeias têm alertado para o crescimento de casos de intoxicação entre adolescentes associados ao chamado “desafio do paracetamol”, prática que se espalhou nas redes sociais entre os jovens.
A proposta envolve ingerir altas quantidades do medicamento como forma de competição, na qual vence quem consegue tomar mais comprimidos sem precisar de atendimento médico.
O fenômeno já foi observado em vários países da Europa, incluindo Portugal, Espanha, Bélgica, França, Alemanha e Suíça. Há registros também nos Estados Unidos e na Argentina.
O Ministério da Saúde de Portugal emitiu um alerta destacando que “não é um jogo. É um risco sério para a saúde” e ressaltou que a ingestão exagerada pode causar lesões graves no fígado, evoluir para insuficiência hepática e, em casos extremos, levar à necessidade de transplante ou até à morte.
A Ordem dos Farmacêuticos (OF) do país também reforçou que a toxicidade pode surgir antes mesmo do aparecimento de sintomas evidentes. Em Lisboa, uma adolescente precisou de atendimento hospitalar após ingerir dez comprimidos de uma grama.
Na Espanha, unidades de saúde relataram atendimentos a jovens entre 11 e 14 anos com sinais de ingestão excessiva do medicamento.
Autoridades belgas também divulgaram alerta após episódios semelhantes. A agência reguladora de medicamentos do país afirmou que o paracetamol não possui efeito psicotrópico e que a superdosagem pode provocar danos sérios ao fígado, com risco de morte.
A recomendação é buscar ajuda médica imediata diante de qualquer suspeita de ingestão acima da dose indicada por médicos para problemas de saúde.
Especialistas reforçam que o paracetamol é considerado seguro quando utilizado nas doses corretas e com intervalos adequados entre as tomadas. O problema surge quando há consumo excessivo ou sem orientação profissional.
Autoridades de saúde pedem que pais e responsáveis mantenham medicamentos guardados em locais seguros e conversem com crianças e adolescentes sobre os riscos do uso inadequado.
A orientação também inclui não incentivar nem compartilhar desafios envolvendo medicamentos, já que as consequências podem ser graves e irreversíveis.
Nemesio “El Mencho” Oseguera Cervantes era um temido narcotraficante mexicano e líder de um cartel implacável, acusado de orquestrar o contrabando de fentanil para os Estados Unidos.
Ex-policial, Oseguera se tornou um dos fugitivos mais procurados do mundo, com os Estados Unidos oferecendo uma recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à sua prisão.
Fundador e líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), ele era uma figura esquiva, considerada o chefe de cartel mais poderoso do México desde a prisão de Joaquín "El Chapo" Guzmán, rei do Cartel de Sinaloa, na década passada.
Nascido em julho de 1966 no estado de Michoacán, no oeste do país, Oseguera mudou-se posteriormente para os Estados Unidos e envolveu-se profundamente com o tráfico de drogas a partir da década de 1990, segundo a DEA (Agência Antidrogas dos Estados Unidos na sigla em inglês).
Em 1994, foi condenado na Califórnia por conspiração para distribuir heroína e cumpriu três anos de prisão nos EUA.
Após retornar ao México, trabalhou como policial no estado de Jalisco, no oeste do país, mas logo retomou suas atividades criminosas, consolidando sua influência no submundo do narcotráfico e ascendendo à chefia de um dos impérios criminosos mais poderosos e implacáveis do país.
Procurado pelas autoridades mexicanas e americanas, Oseguera, ou "El Mencho", mantinha um perfil discreto — tanto que existem pouquíssimas fotografias dele.
Sua morte no domingo (22), durante uma operação militar mexicana em Tapalpa, no estado costeiro de Jalisco, no oeste do país, desencadeou uma onda de protestos em diversas partes do território nacional.
Na lista dos mais procurados
Oseguera teve uma longa carreira de brutalidade antes de formar o CJNG. Por um tempo, ele atuou como chefe de pistoleiros, ou principal executor, do Cartel Milenio, antes de supervisionar a segurança e a violência operacional do famoso Cartel de Sinaloa, cujo ex-líder Guzmán cumpre pena de prisão perpétua em uma prisão dos Estados Unidos.
Segundo a DEA, o CJNG surgiu na década de 2010 a partir dos remanescentes do Cartel Milenio, que se fragmentou em meio a um vácuo de poder após a captura de seu líder, Óscar Nava Valencia, em 2009.
Ele construiu o grupo com Abigael González Valencia, líder de Los Cuinis — um cartel familiar que operava em Michoacán e servia como braço financeiro e logístico do CJNG, supervisionando sua “diversa rede de operações de lavagem de dinheiro”, informou a agência americana.
Mas foi somente por meio do casamento com a irmã de Abigael, Rosalinda González Valencia, que Oseguera ganhou influência real na nova organização.
“Na realidade, 'El Mencho' chegou à liderança do cartel por meio de uma estratégia diplomática via casamento”, disse o analista de segurança pública David Saucedo à CNN em Espanhol. “Ele era de fato o chefe dos pistoleiros de ‘Nacho’ Coronel (um líder do Cartel de Sinaloa), mas não tinha a linhagem que Rosalinda, sua esposa, possuía”, acrescentou Saucedo.
O cartel em expansão rapidamente ampliou sua esfera de influência, conquistando uma presença significativa em todo o México e se tornando um ator fundamental no tráfico global de drogas.
Trata-se de uma operação brutalmente violenta, responsável por tentativas de assassinato contra autoridades do governo mexicano e homicídios contra grupos rivais de narcotráfico e policiais mexicanos, segundo o Departamento de Estado dos EUA.
O cartel demonstrou seu poderio militar em maio de 2015, quando respondeu a uma operação de segurança com bloqueios simultâneos em vários municípios e abateu um helicóptero militar. Três soldados morreram nos confrontos.
No ano seguinte, o grupo foi responsabilizado pelo sequestro audacioso do filho de El Chapo em um restaurante badalado de Puerto Vallarta. Ele foi libertado uma semana depois.
Não demorou muito para que a DEA incluísse ''El Mencho'' em sua lista dos mais procurados.
Ampla rede de tráfico de drogas
O CJNG (Cartel Jalisco Nova Geração) está fortemente envolvido na produção e no tráfico de metanfetamina e fentanil, com ligações a fornecedores de precursores químicos na China, e controla vários portos marítimos para a importação de produtos químicos, segundo autoridades americanas.
O cartel é “um fornecedor chave de fentanil ilícito” para os EUA, lucrando “bilhões de dólares”, além de ser um dos principais fornecedores de cocaína, segundo a DEA.
Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o grupo tem contatos em mais de 40 países, incluindo as Américas, além da Austrália, China e Sudeste Asiático.
O México vinha sofrendo pressão do presidente americano, Donald Trump, para intensificar os esforços no combate ao fluxo de drogas para os Estados Unidos.
Os EUA designaram o CJNG como organização terrorista em fevereiro de 2025, e Oseguera já havia sido indiciado diversas vezes nos Estados Unidos, incluindo uma acusação em 2022 por conspiração para fabricar e distribuir metanfetamina, cocaína e fentanil para importação nos Estados Unidos.
A morte de “El Mencho” no domingo (22) gerou comoção em todo o país. Mas isso não necessariamente paralisará o bilionário tráfico de drogas do CJNG.
A DEA afirma que a quadrilha está estruturada como uma empresa de franquias e, segundo Eduardo Guerrero, diretor do grupo de consultoria mexicano Lantia Intelligence, ela é composta por cerca de 90 organizações.
“Essa fragmentação significa que será necessária uma estratégia mais complexa e sofisticada para enfraquecê-la e desmembrá-la”, disse Guerrero à CNN no início deste ano.
As forças armadas e a polícia mexicanas, com o apoio da inteligência e equipamentos dos EUA, já tentaram eliminar os chefões antes. Mas outros surgiram para ocupar seus lugares, e toneladas de drogas continuaram a cruzar a fronteira com os EUA.
Uma mulher que estava desaparecida havia quase um quarto de século foi localizada viva na Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O caso de Michele Hundley Smith, que sumiu em dezembro de 2001 após sair para fazer compras de Natal, foi esclarecido parcialmente após investigadores receberem novas pistas neste mês.
Smith tinha 38 anos quando deixou a casa da família na cidade de Eden, no condado de Rockingham, e nunca mais retornou. Na época, deixou três filhos, então com 19, 14 e 7 anos. O desaparecimento mobilizou autoridades e parentes por anos, sem respostas sobre o que teria acontecido.
De acordo com o Gabinete do Xerife do Condado de Rockingham, o paradeiro da mulher foi confirmado na última sexta-feira, após investigadores receberem novas informações em 19 de fevereiro e entrarem em contato com ela no dia seguinte. O caso chegou a ser analisado por diferentes agências ao longo do tempo, incluindo o FBI.
Família tenta entender o que aconteceu
Apesar da descoberta, muitas perguntas continuam sem resposta. Segundo as autoridades, Smith pediu que sua localização não fosse divulgada publicamente.
Para a família, a notícia trouxe sentimentos contraditórios.
— Dá vontade de sair gritando que ela está viva — afirmou à emissora WFMYNews 2 a prima Barbara Byrd, segundo a qual durante anos os parentes não sabiam se estavam de luto ou apenas esperando por algum sinal.
Nas redes sociais, Amanda, filha de Smith, publicou um longo desabafo após saber que a mãe havia sido encontrada. No texto, ela descreve um misto de alegria, raiva e tristeza, além da incerteza sobre uma possível reaproximação. Apesar da dor causada pela ausência, afirmou lembrar do carinho e dos momentos felizes vividos juntas.
O desaparecimento de Smith marcou a família. Em publicações anteriores, Amanda chegou a escrever que não sabia sequer se a mãe ainda estava viva. Segundo ela, a ausência deixou um vazio e afetou especialmente seus irmãos.
Uma página criada no Facebook para ajudar nas buscas, chamada “Bring Michele Hundley Smith Home”, reunia informações sobre o caso. O grupo afirmava que ela dirigia uma van Pontiac Trans Sport verde-escura de 1995 quando desapareceu, veículo que nunca foi localizado. Agora, segundo os administradores, o espaço deverá ser reutilizado para divulgar outros casos de pessoas desaparecidas.
