
Dois homens foram presos em Fortaleza (CE), na última sexta-feira (5), suspeitos de envolvimento em um furto ocorrido em um condomínio de luxo na Avenida Beira-Mar, região turística da capital cearense. O crime foi registrado na manhã do dia 30 de novembro e envolveu duas mulheres que se passaram por atletas de beach tennis para invadir o prédio e roubar cinco relógios e joias de alto valor.
As informações foram divulgadas pela SSPDS (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará), na segunda-feira (8).
Imagens das câmeras de segurança do condomínio mostram as criminosas circulando tranquilamente pelo prédio, vestidas com roupas esportivas, óculos e viseiras, e até tomando água de coco enquanto conversavam. Após acessar um apartamento, a dupla furtou cinco relógios de luxo, além de uma bolsa contendo outros objetos de moradores.
Com a prisão, ambos são investigados por integrar um grupo criminoso interestadual especializado em furtos a residências de luxo.
De acordo com as investigações, os dois homens davam apoio logístico à ação e estavam em posse do veículo utilizado no crime, que também foi apreendido. As prisões foram realizadas com o apoio do Núcleo Operacional e do Núcleo de Inteligência Policial do Depatri (Departamento de Combate aos Crimes contra o Patrimônio).
A SSPDS informou que as investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar e prender os demais integrantes do grupo criminoso.
Valentina Muniz, filha do humorista Ceará com Mirella Santos, teve a conta no Instagram desativada após uma notificação do Ministério Público sob suspeita de trabalho infantil. O casal nega a acusação e afirma que a página era monitorada e usada apenas para diversão.
“No começo do ano, a conta dela começou a cair e voltar, e a gente não estava entendendo o porquê. A gente entrava em contato com o pessoal da Meta, e o pessoal da Meta também não estava entendendo. Só que agora, no dia 7 de setembro, a conta caiu, e aí a gente foi descobrir o porquê. O Ministério Público havia alegado que se tratava de trabalho infantil”, explicou a mãe ao Jornal dos Famosos.
Nos últimos meses, Valentina, de 11 anos, se destacava pelas imitações do pai, de personagens como Pikachu e por vídeos de trends. Mirella contou que criou o perfil para garantir o nome da filha na rede social. “A gente nunca realizou nenhum tipo de trabalho no Instagram da Valentina. Nunca aceitamos, justamente para não gerar problemas”, justificou a ex-peoa.
“Na realidade, a Valentina teve essa conta porque eu a criei. Desde que ela era pequenininha, eu via que havia muitos perfis com o nome dela, que eram de fã-clubes, e pensei: ‘Bom, daqui a pouco ela pode perder o domínio, mesmo sem existir o Instagram quando ela crescer’”, explicou.
O contrato do escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com o Banco Master totalizava R$ 129 milhões. O montante seria pago em 36 meses, a partir do início de 2024. Ou seja, o banco pagaria por mês R$ 3,6 milhões ao escritório Barci de Moraes Advogados.
O escritório é comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes. Dois dos três filhos do ministro também trabalham na firma.L
Uma cópia digitalizada do contrato entre o banco e o escritório de advocacia foi apreendida no celular do dono do Master, Daniel Vorcaro. Ele foi alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em meados do mês passado.
As informações sobre o contrato foram reveladas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. A coluna procurou Alexandre de Moraes e o escritório de advocacia para comentários, mas ainda não houve resposta. O texto será atualizado assim que houver manifestação.
Segundo a apuração de Malu Gaspar, o contrato não tinha como objeto a atuação em uma causa específica do banco, mas sim a representação em vários temas, conforme a necessidade.
Em setembro, a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, mostrou que a família do ministro Alexandre de Moraes adquiriu uma mansão de 725 metros quadrados no Lago Sul, um dos bairros mais valorizados de Brasília. O imóvel custou R$ 12 milhões e foi pago à vista.
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A morte de um homem após receber um rim infectado pelo vírus da raiva reacendeu um alerta médico mundial. A doença, que é quase sempre transmitida por mordidas de animais, pode em raríssimas situações ser passada de humano para humano — e isso acontece principalmente em transplantes de órgãos contaminados.
O caso mais recente foi investigado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), que confirmou que o receptor do transplante foi infectado diretamente pelo órgão doado.
A raiva é uma infecção viral quase sempre fatal quando os sintomas aparecem. O vírus costuma entrar no corpo pela saliva de animais infectados, como cachorros, morcegos ou guaxinins.
Porém, estudos mostram que, apesar de excepcional, a transmissão por transplante já foi registrada diversas vezes. Uma revisão científica publicada em 2018 contabilizou pelo menos 13 casos confirmados entre 1978 e 2017, todos relacionados a órgãos ou tecidos contaminados.
No caso recente, o homem recebeu um rim em dezembro de 2024. O doador havia morrido pouco antes e, na triagem, não havia sinal claro de infecção. Só depois se descobriu que ele tinha sido arranhado por um guaxinim — um detalhe que não foi tratado como risco na avaliação inicial.
Segundo o CDC, cerca de 51 dias após o transplante, o receptor começou a apresentar sintomas neurológicos graves e morreu. Exames posteriores identificaram o RNA do vírus da raiva no próprio rim transplantado, confirmando a transmissão.
Três outras pessoas também receberam tecidos do mesmo doador — no caso, córneas. Para evitar uma possível infecção, os médicos removeram esses enxertos e administraram a profilaxia pós-exposição, tratamento usado quando alguém pode ter sido exposto ao vírus.
Nenhuma dessas pessoas desenvolveu sintomas. O episódio passou a integrar a lista de eventos raros nos Estados Unidos envolvendo raiva transmitida por transplante, o quarto registrado desde 1978.
A grande dificuldade é que a raiva é tão incomum em humanos que o vírus não costuma fazer parte da triagem padrão em doadores. Além disso, o período de incubação — o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas — pode variar de poucos dias a mais de um ano, o que torna ainda mais difícil prever o risco.
Por isso, especialistas reforçam que detalhes como exposição recente a animais silvestres, arranhaduras e sinais neurológicos devem ser levados a sério antes de liberar órgãos para transplante.
Quando há suspeita de que um receptor possa ter sido exposto ao vírus, a orientação é agir rapidamente: remover tecidos transplantes quando possível, iniciar a profilaxia pós-exposição e ampliar a investigação epidemiológica. A recomendação também vale para serviços de saúde que lidam diretamente com doadores.
Perguntas simples durante a triagem — como contato recente com morcegos ou outros animais silvestres — podem ser decisivas para evitar tragédias.
O caso recente reforça uma lição essencial: transplantes salvam vidas todos os dias, mas dependem de protocolos rigorosos para garantir segurança.
Embora extremamente rara, a transmissão de raiva por órgão doado é real. E, por ser uma doença praticamente 100% fatal após o início dos sintomas, todo cuidado é indispensável.
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A Justiça de Alagoas determinou a regressão cautelar para o regime fechado do influenciador digital Babal Guimarães, após a divulgação de imagens que o mostram agredindo a atual namorada, a modelo Karla Lessa, na área externa de um condomínio em Maceió. A decisão foi proferida nesta terça-feira (9/12), no âmbito da execução penal que já pesava contra o influenciador.
As imagens, registradas por câmeras de segurança na madrugada de 28 de novembro, vieram a público na quinta-feira (4) e mostram o casal discutindo na calçada do prédio. Durante o desentendimento, Babal aparece puxando os cabelos da vítima, empurrando-a contra uma parede e arremessando um objeto em sua direção.
Apesar de Karla Lessa não ter registrado boletim de ocorrência, a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) instaurou inquérito para apurar o crime de lesão corporal, diante da repercussão das imagens.
Fatos similares
Segundo a delegada Ana Luiza Nogueira, coordenadora das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs), há indicativos de reincidência.
“Vamos atuar com rigor e celeridade para que esse agressor seja responsabilizado penalmente. Ele já responde por fatos similares extremamente graves, atingindo a integridade física de várias mulheres”, afirmou.
Babal Guimarães havia sido condenado pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) a 1 ano, 4 meses e 9 dias de prisão por lesão corporal contra a ex-esposa, a influenciadora Emily Garcia, em crime cometido em 2019. Em 2023, ele iniciou o cumprimento da pena em regime aberto, mas chegou a ser preso preventivamente em janeiro deste ano, em Penedo, por descumprir medidas judiciais impostas no mesmo processo.
Na decisão que determinou a regressão, o juiz destacou que o condenado violou as condições do regime aberto ao praticar novo fato definido como crime doloso, o que autoriza a regressão, conforme prevê o artigo 118, inciso I, da Lei de Execução Penal (LEP).
Reiteração criminosa
O magistrado ressaltou ainda que o Estado não pode permanecer inerte diante do descumprimento das regras impostas, sob pena de estimular a impunidade e a reiteração criminosa. Com isso, foi expedido mandado de prisão, determinando o recolhimento imediato do influenciador ao sistema prisional em regime fechado.
A decisão também determina que, antes do ingresso no estabelecimento prisional, seja realizado exame de corpo de delito, para preservação da integridade física do preso e produção de prova pericial. Além disso, foi ordenada a instauração de processo administrativo disciplinar, com prazo de até 90 dias para envio do procedimento concluído à Justiça.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil, enquanto o influenciador aguarda o cumprimento do mandado de prisão e nova audiência judicial.
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Pelo menos quatro pessoas morreram e outra permanece desaparecida após serem arrastadas por uma onda gigante no último domingo na Ilha Cangrejo, em Tenerife, no arquipélago das Canárias, na Espanha. A tragédia ocorreu pouco depois das 16h (horário local), quando uma forte ondulação atingiu a piscina natural situada na costa de Los Gigantes, área famosa entre visitantes.
Três vítimas — dois homens e uma mulher, com idades entre 35 e 55 anos — foram encontradas ainda no domingo. Outra mulher, resgatada com vida e levada ao hospital, não resistiu durante a noite de segunda-feira. Segundo o presidente da Câmara Municipal de Santiago del Teide, Emilio Navarro, os turistas ignoraram as restrições impostas para acessar o local, que tinha alertas vigentes para condições marítimas adversas.
Veja vídeo:
Entre as vítimas identificadas estão duas cidadãs romenas e uma eslovaca. As buscas seguem por uma quinta pessoa, afirma o jornal português SIC Notícias. Navarro destacou que a piscina natural é considerada perigosa pela força do mar, com placas de aviso instaladas permanentemente.
Ainda assim, muitos visitantes forçam barreiras de corais para chegar ao espaço, amplamente divulgado nas redes sociais.
— São locais muito bonitos, mas têm perigos inerentes, e isso deve ser respeitado — afirmou Navarro, ao decretar três dias de luto oficial.
O governo regional das Canárias havia emitido um alerta para ondas de 2 a 3,5 metros durante o fim de semana e desaconselhava que banhistas se aproximassem da costa para tirar fotos ou gravar vídeos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta terça-feira (9) as novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Durante cerimônia de regulamentação da resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), ele destacou que não se trata apenas do barateamento do processo.

“Estamos oferecendo às pessoas mais humildes o direito de serem cidadãos de primeira categoria, respeitados na sua plenitude, nos direitos que eles têm que ter”, disse.
“Espero que o sucesso deste momento que estamos vivendo com a CNH seja uma coisa muito promissora para as pessoas que mais necessitam neste país. Custava R$ 4 mil para tirar uma carteira. Quem é que tem R$ 4 mil? O povo não tem emenda parlamentar. Para o povo, é o seguinte: ‘Se sobrar do salário, eu faço. Se não sobrar, não faço’. A competição é sempre essa: comer ou fazer o que tem que fazer. E a opção é sempre a mesma: comer. A opção correta”, completou.
O ministro dos Transportes, Renan Filho, avaliou que as mudanças modernizam, simplificam e barateiam a CNH. “Uma decisão politicamente muito forte que vai atender cerca de 100 milhões de brasileiros que têm a carteira ou estão esperando a oportunidade para tirara a carteira”.
“Essa política é tão forte que a demanda por formação de condutores no Brasil parou. Está todo mundo esperando hoje pelo barateamento da Carteira Nacional de Habilitação. Vai cair em até 80% nos estados brasileiros. É uma marca muito forte, muito importante”, completou.
A resolução, aprovado por unanimidade na semana passada, simplifica etapas, retira a obrigatoriedade de passar por autoescola para fazer a prova de direção, amplia formas de preparação do candidato e reduz em até 80% o custo total da carteira de motorista. Durante o evento, também foi lançada a nova versão do aplicativo da CNH.
O texto prevê curso teórico gratuito e digital, flexibilização de aulas práticas e abertura para instrutores credenciados pelos departamentos de trânsito (Detrans). A abertura do processo pode ser feita pelo site do Ministério dos Transportes ou pela Carteira Digital de Trânsito (CDT).
Já o aplicativo vai viabilizar a obtenção da CNH sem necessidade de passar por uma autoescola, disponibilizando o material para que os pretendentes a condutor estudem as regras de trânsito. Quem quiser ainda poderá fazer aulas teóricas e práticas em uma autoescola.
Dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) indicam que 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação enquanto 30 milhões têm idade para ter a CNH, mas não possuem o documento principalmente por não conseguirem arcar com os custos, que podem chegar a R$ 5 mil.
Veja as principais mudanças:
Uma mulher trans de 18 anos morreu após receber um golpe de "mata-leão" de um homem com quem tinha saído no sábado (6/12), na cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA). O homem de 19 anos levou o corpo da jovem até uma delegacia, onde confessou o crime, mas foi liberado em seguida.
Rhianna Alves e o suspeito estavam dentro do carro dele quando o crime ocorreu. Ela e o homem, que não teve a identidade revelada, estavam em um encontro e saíram de Barreiras em direção a Luís Eduardo Magalhães.
Por volta das 23h30, os dois tiveram um desentendimento. Segundo a Polícia Civil, durante a discussão, Rhianna teria feito ameaças ao homem e disse que iria acusá-lo de estupro. A investigação, no entanto, não informou o que teria iniciado a briga.
A dupla teria entrado em luta corporal. De acordo com o boletim de ocorrência, o agressor colocou o cotovelo no pescoço da vítima e, em seguida, ainda aplicou um golpe de mata-leão. A mulher não resistiu e morreu estrangulada dentro do carro do suspeito.
Logo depois, o criminoso foi até uma delegacia do município e mostrou o corpo para os agentes de plantão. Ele confessou o crime, apresentou uma versão sobre a briga e alegou ter agido em legítima defesa. Em um segundo interrogatório, ele apareceu acompanhado de sua advogada e admitiu, mais uma vez, ter matado a mulher.
Ele foi liberado após dar depoimento e responde em liberdade por homicídio consumado. Em nota, a Polícia Civil informou que ele foi ouvido e dispensado por ter se apresentado espontaneamente e confessado o crime -o que teria descaracterizado a prisão em flagrante.
O caso continua a ser investigado. A corporação disse ainda que perícias foram solicitadas e depoimentos serão coletados para esclarecer os fatos.
Nas redes sociais, Rhianna se apresentava como blogueira e fazia divulgação de roupas para lojas.
Em caso de violência, denuncie
Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.
Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.
Também é possível realizar denúncias pelo número 180 -Central de Atendimento à Mulher- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.
Presentes nas prateleiras há mais de duas décadas, as versões sem açúcar dos refrigerantes seguem envoltas em dúvidas, desinformações e polêmicas. Embora populares entre quem busca reduzir a ingestão calórica, a ideia de que essas bebidas são completamente inofensivas — e até aliadas do emagrecimento — tem sido cada vez mais contestada por especialistas e pesquisas científicas.[
Um estudo apresentado em outubro na Semana Europeia de Gastroenterologia, promovida pela Sociedade Europeia de Endoscopia Gastrointestinal, acendeu um novo sinal de alerta ao associar o consumo de bebidas adoçadas artificialmente, como os refrigerantes zero, a um aumento de 60% no risco de desenvolver gordura no fígado, a chamada esteatose hepática.
Segundo a pesquisa, a ingestão desse tipo de produto pode levar a uma disfunção metabólica no organismo ao ocasionar picos de glicose e insulina, comprometendo a saúde do órgão.
E o fígado não é o único que pode sofrer. O consumo frequente dessas bebidas vem sendo relacionado a uma série de outros possíveis prejuízos ao organismo. Entre os principais problemas está o impacto de adoçantes no comportamento alimentar.
Por manterem o paladar condicionado ao sabor doce, podem estimular a chamada “compensação calórica”, ou seja, a pessoa acaba consumindo mais calorias em outras refeições, dificultando o processo de mudança de hábitos. “O fato de não conter açúcar e nem calorias não o transforma em uma bebida saudável ou segura”, afirma a nutricionista Fabiana Rasteiro, do Einstein Hospital Israelita.
Outro ponto é a ausência de nutrientes: refrigerantes não fornecem vitaminas, minerais ou compostos bioativos, encontrados em alimentos in natura. Além disso, a presença deles na rotina alimentar pode acabar deslocando o consumo de alimentos mais nutritivos, comprometendo a qualidade geral da dieta.
Há ainda a crença equivocada de que refrigerante sem açúcar seria equivalente à água. A bebida ultraprocessada contém aditivos como corantes e compostos químicos, e não contribui para a hidratação do organismo.
Os efeitos negativos também alcançam a saúde bucal e óssea. “Por conterem aditivos acidificados e valores mais baixos de pH, o consumo prolongado pode levar ao desgaste dentário e aumentar o risco de cáries”, alerta a nutricionista. O dano aos ossos pode se dar em razão do ácido fosfórico, comum nos refrigerantes à base de cola no Brasil, que afeta a densidade óssea.
Quem deseja melhorar os hábitos à mesa deve apostar em reeducação alimentar, orientada por profissionais de saúde especializados.
“Manter o alto consumo do sabor doce dessas bebidas, mesmo isentas de calorias, vai dificultar a reeducação do paladar e potencialmente manter o consumo de outros doces”, explica Rasteiro. “O sabor doce, sem a chegada da glicose ao organismo, pode levar à busca de energia em outros alimentos, aumentando a procura por mais doces a longo prazo
Perigos dos adoçantes
Os adoçantes artificiais presentes nos refrigerantes sem açúcar têm a função de preservar o sabor adocicado, sem adicionar calorias. De fato, esses produtos não contribuem para o valor calórico por não serem metabolizados pelo corpo. Porém, o gosto doce pode provocar uma resposta indesejada: a liberação de insulina na expectativa da chegada de glicose — que, nesse caso, não ocorre. “Evidências recentes indicam que esses compostos podem afetar negativamente o metabolismo, alterando a microbiota intestinal e impactando a forma como o corpo gerencia glicose e gordura”, relata a nutricionista do Einstein.
Os efeitos variam conforme o tipo de adoçante e a quantidade consumida. Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o aspartame — um dos adoçantes mais usados em diversos alimentos e bebidas — como “possivelmente carcinogênico para humanos”. Apesar de considerar essas substâncias seguras, a OMS orienta que não se ultrapasse o limite de 40 mg/kg de peso corporal por dia.
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Avião é de modelo An-22. De acordo com a agência de notícias russa Tass, sete pessoas estavam a bordo e ainda não se sabe o estado de saúde delas.
Voo teria sido um teste após manutenção na aeronave. O avião teria se partido e caído em diferentes pedaços. "Um avião de transporte militar An-22 caiu na região de Ivanovo durante um voo de teste após reparos. A aeronave caiu em uma área desabitada", afirmou um comunicado do Ministério da Defesa do país citado pela agência de notícias RIA Novosti.
Aeronave é modelo militar criado pela União Soviética na década de 1960. O modelo já foi considerado a maior aeronave turboélice do mundo e pode alcançar quase 65 metros de comprimento. O avião tem capacidade de transportar cargas e equipamentos grandes e pesados e foi essencial para a expansão da União Soviética.
Um estagiário de medicina que atuava há apenas dois meses em um hospital particular no Cosme Velho, na Zona Sul do Rio, é investigado por roubar dados de cartões de crédito de médicos dentro de hospitais.
Imagens de câmeras de segurança mostram o rapaz revirando mochilas e tirando fotos dos cartões enquanto os profissionais estavam em atendimento.
Colegas relataram que, nos últimos meses, começaram a receber notificações de compras que não haviam realizado. As operações apareciam em seus celulares durante o plantão, o que levantou suspeitas entre os médicos.
Segundo uma vítima, o estagiário é brasileiro, estuda medicina na Argentina, e estava no setor apenas como parte de sua formação prática. Embora não levasse objetos dos colegas, ele vasculhava os pertences deixados no alojamento, copiava os dados dos cartões e usava as informações para fazer compras pela internet.
Outros médicos afirmaram que as câmeras instaladas dentro do alojamento foram essenciais para esclarecer o caso. Em um dos vídeos, o estagiário aparece entrando rapidamente na sala, abrindo bolsas e mochilas e fotografando documentos e cartões de crédito dos colegas.
Assim que foi identificado, o jovem foi desligado da unidade de saúde. Imagens internas também registraram o momento em que ele deixa o hospital carregando uma mala. Desde então, o paradeiro dele é desconhecido.
De acordo com a Polícia Civil, ao menos quatro médicos registraram ocorrência na 9ª DP (Catete). O prejuízo estimado é de cerca de R$ 25 mil.
A investigação segue em andamento para localizar o autor e apurar se há outras vítimas.
Quase metade das mulheres brasileiras (46%) não é tratada com respeito no país. A sensação se repete em casa, no trabalho e, principalmente, nas ruas, onde 49% delas dizem que não são respeitadas. É o que mostra a 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, o maior levantamento do país sobre o tema, realizado pelo DataSenado e pela Nexus, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), do Senado.
A pesquisa ouviu mais de 20 mil mulheres em todas as regiões do país e revela que o machismo continua sendo regra e não exceção: 94% das entrevistadas classificam o Brasil como um país machista.
“Esse acompanhamento e atualização bienal dos dados permite que a gente mensure como está e o que tem mudado no país em relação à violência contra mulheres e a percepção sobre o tema. Ou seja, é essencial para apoiar senadores e governo na hora de criar e medir o sucesso de leis e políticas públicas de proteção às mulheres”, diz Marcos Ruben de Oliveira, coordenador do Instituto de Pesquisa DataSenado.
Machismo
A percepção de que o Brasil é um país machista continua praticamente unânime entre as mulheres. Em 2025, 94% delas afirmam viver em um país machista, mesmo índice de 2023. O que mudou foi a intensidade: o grupo que considera o Brasil muito machista subiu de 62% para 70% em dois anos, o que representa 8 milhões de mulheres a mais com avaliação mais crítica sobre a desigualdade de gênero.
Desde 2017, o percentual nunca ficou abaixo de 90%, e apenas 2% das brasileiras dizem não ver machismo no país. O aumento da percepção de machismo caminha junto com a sensação de que a violência doméstica cresceu: 79% das mulheres acreditam que esse tipo de violência aumentou nos últimos 12 meses, retomando o maior patamar da série histórica.
Desrespeito - Desde 2011, a rua é o ambiente mais mencionado como de maior desrespeito. Apesar de ter caído o número de mulheres com essa percepção entre 2023 e 2025, quase metade (49%) das entrevistadas ainda afirma que é nas vias públicas que elas ficam mais vulneráveis. Já a percepção de que o desrespeito é maior dentro de casa aumentou 4 pontos, o que corresponde a cerca de 3,3 milhões de mulheres a mais que passaram a ver o ambiente familiar como o lugar mais inseguro. No ambiente de trabalho, não houve alteração significativa, mas permanece como o segundo ambiente em que percebem que há menos respeito.
“Embora seja preocupante a percepção de que as mulheres não são respeitadas no círculo social mais íntimo, aquele que, em tese, deveria ser um espaço de proteção e acolhimento, isso vai ao encontro dos números altos de violência doméstica no país. Infelizmente, não é só a rua que apresenta perigo e desrespeito, conforme demonstram nossos altos índices de feminicídio”, afirma a antropóloga e líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência Contra Meninas e Mulheres do Instituto Natura, Beatriz Accioly.
Diferenças regionais
As diferenças na percepção de respeito também variam de acordo com a região do país. A pesquisa do DataSenado e da Nexus aponta que no Sul, por exemplo, 53% das mulheres afirmam que “às vezes” as mulheres não são tratadas com respeito, o maior índice entre todas as regiões. No Nordeste, metade das entrevistadas (50%) diz que as mulheres não são respeitadas. Embora sem diferença estatisticamente significativa em relação ao Nordeste, o Sudeste aparece logo em seguida, com 48% afirmando que as mulheres não são respeitadas, seguido do Centro-Oeste (44%) e do Norte (41%).
Apesar das variações, em todas as regiões, há uma presença significativa de mulheres que oscilam entre o respeito ocasional e o completo desrespeito, o que demonstra que o sentimento de instabilidade na forma como a sociedade trata as mulheres é generalizado. “Os dados ajudam a dimensionar como a violência contra a mulher deixa de ser um assunto restrito à esfera doméstica e passa a ser estrutural, com efeitos sociais e econômicos de longo prazo”, diz a coordenadora do Observatório da Mulher contra a Violência no Senado Federal, Maria Teresa Prado.
Escolaridade - Quando os dados são analisados a partir do nível de escolaridade, o cenário revela desigualdades ainda mais profundas. Entre as mulheres não alfabetizadas, 62% afirmam que as mulheres não são tratadas com respeito, índice muito superior ao registrado entre as que concluíram o ensino superior (41%). A percepção de respeito aumenta conforme cresce o nível de instrução, mas não desaparece completamente: mesmo entre mulheres com diploma universitário, apenas 8% dizem que as mulheres são plenamente respeitadas. As maiores variações se concentram nas faixas com ensino médio e superior incompleto, em que mais da metade das entrevistadas afirmam que as mulheres são tratadas com respeito apenas às vezes, revelando que a escolaridade pode reduzir, mas não elimina, a percepção de desrespeito e machismo estrutural.
“O cruzamento entre escolaridade e percepção de respeito também mostra como as desigualdades educacionais se convertem em vulnerabilidade social. Mulheres com menor acesso à educação formal não apenas percebem mais situações de desrespeito, como também enfrentam maior dificuldade para denunciar ou acessar serviços de proteção”, analisa a diretora executiva da Associação Gênero e Número, Vitória Régia da Silva.
Um homem de 28 anos foi preso, nesta terça-feira (9), suspeito de ser o mandante de um incêndio criminoso a uma embarcação de pesca avaliada em R$ 1,8 milhão na praia de Torrões, em Itarema, litoral oeste do Ceará. O crime ocorreu na segunda-feira (8), após o proprietário do barco se recusar a pagar uma “taxa” exigida por criminosos para ter a permissão de permanecer no local.
Segundo relato do dono da embarcação, ele havia sido ameaçado por integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), facção criminosa de origem carioca. Após a recusa, o grupo ateou fogo ao barco, utilizado para a pesca de atum e lagosta, principal meio de sustento do proprietário. Veja vídeo do incêndio:
A prisão foi resultado de uma ação conjunta da PCCE (Polícia Civil do Estado do Ceará) e da PMCE (Polícia Militar do Ceará).
De acordo com a SSPDS (Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará), o suspeito foi localizado no bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza, em menos de 24 horas após o ataque. Ele é apontado como chefe do grupo criminoso envolvido no caso e já possui antecedentes por porte ilegal de arma de fogo e receptação.
O homem foi conduzido para uma unidade da PCCE na capital e autuado em flagrante pelos crimes de integrar organização criminosa, incêndio e extorsão. Segundo a PCCE, outros envolvidos na mesma ação também foram encaminhados à Delegacia de Itarema, e a investigação segue em andamento.
Gusttavo Lima, de 36 anos, abriu detalhes sobre sua relação com os filhos durante entrevista nesta segunda-feira, 8. O cantor contou que tem buscado aproximar Gabriel, de 8 anos, e Samuel, de 7, de sua rotina fora dos palcos, levando-os para acompanhar viagens, bastidores e compromissos profissionais. Segundo ele, essa convivência tem revelado curiosidades e desejos inesperados na criação dos meninos.
Enquanto falava sobre essa fase mais presente na vida dos filhos, o sertanejo relembrou como sua própria infância foi moldada por responsabilidades precoces. “Com meus sete, oito, nove anos eu já comecei a trabalhar na roça, apanhando milho e tomate”, recordou em entrevista ao portal LeoDias.
Ele contou ainda que deixou a casa dos pais por volta dos 10 ou 11 anos, e que sua trajetória no campo influenciou diretamente a decisão de seguir carreira artística. “Pensei: ‘Vou para a música, que pelo menos a gente trabalha cheiroso e bonitinho’.”
O sonho inusitado dos filhos de Gusttavo Lima
Foi nesse contexto de comparação entre sua história e a dos filhos que Gusttavo revelou um desejo curioso dos meninos: experimentar situações cotidianas que nunca viveram. O cantor contou que Gabriel e Samuel falam com frequência sobre a vontade de andar de ônibus, algo que não faz parte da realidade deles. “Eles nunca andaram em transporte público”, disse. Ele ainda mencionou que os dois também nunca pegaram um voo comercial. “Eles só andaram de jato até hoje.”
Apesar da diferença de experiências, Gusttavo destacou que procura ensinar valores fundamentais aos filhos. “Eles sabem muito bem diferenciar a questão do valor e do preço”, afirmou. O cantor reforçou que, diariamente, busca mostrar o que realmente importa: “As coisas de valor são a família, os amigos, o respeito pelas pessoas.”
Gabriel e Samuel são frutos do relacionamento do sertanejo com Andressa Suita. O casal, que se separou em 2020 e retomou a relação em 2022, continua aparecendo em momentos públicos ao lado dos filhos. Recentemente, Andressa negou rumores de uma nova gravidez, levantados após uma foto que gerou especulações nas redes sociais.
A era dos medicamentos modernos para emagrecimento, especialmente os agonistas de GLP-1, trouxe um avanço expressivo no tratamento da obesidade. Estudos de referência, como o STEP Program e o SURMOUNT-1, indicam reduções médias de 15% a 21% do peso corporal em 68 semanas. Esses números, embora clinicamente relevantes, acabaram impulsionando expectativas irreais na população sobre a velocidade, a magnitude e a “obrigatoriedade” do emagrecimento.
Nas redes sociais, os resultados aparecem de forma descontextualizada, sem mudança do estilo de vida, sem acompanhamento profissional, de modo “mágico” e sem mencionar que cerca de 30% dos pacientes respondem de forma distinta, seja por genética, contexto metabólico, histórico de peso ou questões emocionais. Dados do NIH reforçam que o corpo humano possui mecanismos adaptativos (como redução do gasto energético basal e aumento da fome compensatória) que dificultam a manutenção de perdas rápidas e significativas no longo prazo.
Essa combinação de pressão estética e informação inadequada tem aumentado os indicadores de sofrimento psíquico. A exposição contínua a padrões corporais idealizados nas redes sociais está associada a maior risco de insatisfação corporal, ansiedade e comportamento alimentar disfuncional, especialmente entre adultos jovens.
É essencial lembrar que saúde não é sinônimo de magreza. A literatura é consistente: marcadores como força muscular, condicionamento cardiorrespiratório e composição corporal têm maior impacto na mortalidade do que o peso isolado. Estudos do American College of Sports Medicine demonstram que indivíduos fisicamente ativos, independentemente do IMC, apresentam até 50% menor risco de eventos cardiovasculares.
Promover uma relação mais equilibrada com o autocuidado exige redirecionar o foco. Em vez de buscar um corpo ‘otimizado’, devemos promover metas sustentáveis: sono adequado, alimentação de qualidade, manejo do estresse, saúde mental e atividade física regular. Esses fatores, comprovadamente, ampliam a longevidade saudável (healthspan) mais do que qualquer padrão estético.
O convite, portanto, é claro: menos pressão social, mais ciência, informação adequada e, sobretudo, mais humanidade no olhar sobre o próprio corpo.
Proprietários de imóveis comerciais em Alagoas correm o risco de arcar com uma carga tributária significativamente mais elevada caso não observem o prazo estabelecido pela Reforma Tributária. O benefício de transição previsto na legislação expira em 31 de dezembro de 2025, e a formalização do contrato de locação perante o cartório competente é requisito essencial para assegurar a aplicação de alíquota reduzida nos novos tributos federais e estaduais.
A Lei Complementar n.º 214/2025, que rege a Reforma Tributária, prevê no artigo 487 um regime de transição opcional para contratos de locação. Entretanto, para os casos de contratos não residenciais, é necessário realizar o registro em cartório. Dessa maneira, o locador pagará a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com a mesma alíquota do regime tributário anterior, ou seja, pagará somente 3,65% da receita bruta recebida até o final do contrato. Sendo assim, apenas quando houver os novos contratos é que será aplicada a nova carga tributária para atender o novo valor a ser pago, quase três vezes maior.
No caso do cartório de Registro de Títulos e Documentos, o locador deve apresentar o contrato, comprovando a data da assinatura, com reconhecimento de firma ou assinatura eletrônica.
Esse registro em RTD pode ser feito online, por meio da Central Nacional dos Registros de Títulos e Documentos, operada por meio da Plataforma Nacional ONRTDPJ - (Operador Nacional de Registro de Títulos e Documentos e de Pessoas Jurídicas - https://www.rtdbrasil.org.br/). O serviço funciona 24h por dia. Entretanto, quem preferir, também pode procurar um cartório mais próximo.
Só o registro do contrato garante a alíquota menor
Rainey Marinho, registrador do 2º. Cartório de Títulos e Documentos Pessoa Jurídica e Notas de Maceió e presidente do ONRTDPJ, alerta os brasileiros a não perderem a data limite, pois não haverá prorrogação. "Infelizmente, observamos que grande parte dos proprietários de imóveis comerciais ainda desconhece esse benefício ou subestima a importância do prazo. O registro do contrato é o único instrumento legal que garante a manutenção da alíquota de 3,65%, além de segurança jurídica. O Operador Nacional de Registro de Títulos e Documentos está preparado para receber esses registros e orientar os locadores em todo o processo, mas o prazo para garantir o registro termina no dia 31 de dezembro."
Conforme o contador Daniel Salgueiro, para ter acesso ao benefício fiscal, é necessário atender a uma série de critérios estabelecidos pela legislação.
“Todos os requisitos formais previstos na norma precisam ser observados para garantir o deferimento do benefício fiscal. A empresa deve estar regularmente constituída e em situação fiscal adequada. Também é preciso apresentar a documentação comprobatória dentro dos prazos estabelecidos, incluindo relatórios técnicos e financeiros”, explicou.
Segundo o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI), João Teodoro, os grandes locadores de imóveis comerciais, que possuem um volume alto de contratos são os mais beneficiados, tendo em vista que montante final a economia será grande.
“A lei beneficia especialmente os grandes proprietários. Imagine alguém que tem um Shopping Center, por exemplo. As lojas estão alugadas e, obviamente, por um valor e prazo certo. E se elas foram locadas antes de 16 de janeiro de 2025 (ou seja, quando entrou em vigor a Lei Complementar nº. 214/25), esses imóveis estão inseridos nesse contexto. Se registrarem os contratos até o dia 31 de dezembro de 2025, eles terão a tributação reduzida para 3,65% ao invés de pagarem normalmente cerca de 8,4%”, finalizou.
Como era antes da tributação?
- Pessoas físicas eram tributadas exclusivamente pelo Imposto de Renda (IRPF), pela tabela progressiva, e não havia incidência de impostos sobre consumo ou serviços (PIS, COFINS, ISS) sobre locações comuns.
- Pessoas jurídicas (empresas do setor imobiliário, holdings patrimoniais) pagavam PIS, COFINS, ISS (municipal), IRPJ e CSLL. A alíquota efetiva variava conforme o regime: para Lucro Presumido, PIS/COFINS cumulativo em 3,65%; para Lucro Real, regime não cumulativo até 9,25% + ISS de até 5% a depender do município.
Como ficou na reforma tributária?
Passa a incidir o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) sobre receitas de locação (residencial e não residencial). A alíquota total combinada pode chegar a aproximadamente 25% a 28% (soma das alíquotas dos dois tributos), mas existe redutor de 70% na base de cálculo para locações em geral, resultando em carga efetiva entre 8% e 10%.
- Pessoa física (grandes locadores: mais de três imóveis alugados ou receita anual acima de R$240 mil): passam a ser obrigados a recolher IBS e CBS, além do IRPF que já tributava.
- Pessoas jurídicas: não terão mais PIS/COFINS e ISS, que serão substituídos por CBS e IBS, com as mesmas reduções na base de cálculo e possibilidade de regime especial para contratos antigos.
Regime Especial de Transição (RET)
- Contratos firmados antes de 16/01/2025 podem optar por um regime de transição, nos termos do artigo 487 da LC 214/25: alíquota total de 3,65% sobre a receita bruta, vedada apropriação de créditos, até a extinção dos tributos antigos.
- Data da assinatura provada por reconhecimento de firma ou assinatura eletrônica; e
- Contrato registrado no Cartórios de Títulos e Documentos (RTD) ou RI até 31/12/2025 ou disponibilizado à RFB ou Comitê Gestor do IBS, nos termos de regulamento.
