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O cantor Jones Mesquita Batista, de 36 anos, mais conhecido como Jhony,  morreu, na manhã deste domingo (14), após sofrer um acidente de trânsito no bairro Papagaio, em Feira de Santana, na Bahia. Vítima era vocalista da banda de forró Página Virada. Segundo informações da SMT (Superintendência Municipal de Trânsito), o artista colidiu a motocicleta que pilotava contra um poste, em frente ao condomínio onde morava

Ainda de acordo com informações da SMT, Jones foi encontrado desacordado e com sangramento na cabeça. Equipes do Samu (Serviço Móvel de Atendimento de Urgência) foram acionadas, mas constataram a morte ainda no local.

Nas redes sociais, a banda Página Virada lamentou a morte do cantor e informou o cancelamento de um show que seria realizado neste domingo em Banzaê, no Nordeste baiano.

Em nota, o grupo afirmou que Jones “não foi apenas um artista, mas um ser humano de luz, querido por todos, que deixou sua marca na música e no coração de quem teve o privilégio de conviver com ele”.

O enterro de Jones Mesquita Batista será realizado nesta segunda-feira (15), em Sobradinho (BA), cidade natal do cantor. O corpo é velado nesta manhã na Quadra S13, na Vila São Joaquim. O sepultamento está previsto para a tarde.

 

Durante anos, cientistas souberam que alguns tipos de câncer não seguem o “ritmo esperado” de evolução. Em vez de acumular mutações lentamente, como acontece na maioria dos tumores, eles parecem dar saltos bruscos — mudam rápido, se adaptam e escapam dos tratamentos.

Agora, um estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego ajuda a explicar por quê.

A pesquisa identificou a enzima responsável por iniciar a cromotripsia, um fenômeno em que um cromossomo inteiro se quebra em dezenas — às vezes centenas — de pedaços e é remontado de forma desordenada dentro da célula.

O resultado é um verdadeiro caos genético, que favorece o crescimento do câncer e sua resistência às terapias.

O que é cromotripsia e por que ela assusta os cientistas

Em condições normais, alterações no DNA acontecem aos poucos. Já na cromotripsia, tudo ocorre de uma vez só, como se um livro fosse rasgado em dezenas de páginas e depois reencadernado fora de ordem.

Esse tipo de evento é considerado raro em células saudáveis, mas surpreendentemente comum em tumores. Estimativas indicam que cerca de um em cada quatro cânceres humanos apresenta sinais de cromotripsia. Em alguns tipos, como o osteossarcoma (um câncer ósseo agressivo), ela está presente em praticamente todos os casos.

Esse processo dá ao tumor uma vantagem evolutiva: com tantas alterações genéticas de uma só vez, as células cancerígenas podem encontrar rapidamente caminhos para driblar medicamentos e continuar se multiplicando.

O mistério: quem ‘quebra’ o cromossomo?

Apesar de a cromotripsia ter sido descrita há mais de dez anos, os cientistas ainda não entendiam como esse processo começava. Sabia-se apenas que ele estava ligado a falhas na divisão celular — o momento em que uma célula se divide em duas.

Em uma divisão normal, os cromossomos ficam organizados dentro do núcleo da célula, protegidos por uma espécie de “capa”. Mas, quando ocorre um erro, um cromossomo pode ficar isolado do resto e acabar preso dentro de uma estrutura menor e muito mais frágil, chamada micronúcleo.

Esse micronúcleo funciona como uma bolha mal protegida. Se ele se rompe, o cromossomo que está ali dentro fica exposto, sem defesa, como um fio elétrico desencapado.

O que ninguém sabia até agora era o passo seguinte: quem ou o quê aproveita essa exposição para começar a quebrar o DNA em pedaços.

A grande pergunta era justamente essa: qual enzima consegue entrar nesse micronúcleo e dar início à destruição do cromossomo?

A resposta: uma enzima chamada N4BP2

Para encontrar essa resposta, os pesquisadores analisaram todas as nucleases humanas conhecidas (enzimas capazes de cortar DNA) observando, em tempo real, o que acontecia dentro de células cancerígenas.

O resultado foi claro: apenas uma delas, chamada N4BP2, conseguiu entrar nos micronúcleos e provocar danos extensos ao DNA.

Quando os cientistas retiraram essa enzima de células de câncer cerebral, a fragmentação cromossômica despencou. Quando fizeram o oposto — forçaram a presença da N4BP2 no núcleo de células saudáveis —, cromossomos intactos começaram a se quebrar.
Em outras palavras, a enzima não apenas estava associada ao fenômeno: ela era suficiente para causá-lo.

O mistério: quem ‘quebra’ o cromossomo?

Apesar de a cromotripsia ter sido descrita há mais de dez anos, os cientistas ainda não entendiam como esse processo começava. Sabia-se apenas que ele estava ligado a falhas na divisão celular — o momento em que uma célula se divide em duas.

Em uma divisão normal, os cromossomos ficam organizados dentro do núcleo da célula, protegidos por uma espécie de “capa”. Mas, quando ocorre um erro, um cromossomo pode ficar isolado do resto e acabar preso dentro de uma estrutura menor e muito mais frágil, chamada micronúcleo.

Esse micronúcleo funciona como uma bolha mal protegida. Se ele se rompe, o cromossomo que está ali dentro fica exposto, sem defesa, como um fio elétrico desencapado.

O que ninguém sabia até agora era o passo seguinte: quem ou o quê aproveita essa exposição para começar a quebrar o DNA em pedaços.

A grande pergunta era justamente essa: qual enzima consegue entrar nesse micronúcleo e dar início à destruição do cromossomo?

A resposta: uma enzima chamada N4BP2

Para encontrar essa resposta, os pesquisadores analisaram todas as nucleases humanas conhecidas (enzimas capazes de cortar DNA) observando, em tempo real, o que acontecia dentro de células cancerígenas.

O resultado foi claro: apenas uma delas, chamada N4BP2, conseguiu entrar nos micronúcleos e provocar danos extensos ao DNA.

Quando os cientistas retiraram essa enzima de células de câncer cerebral, a fragmentação cromossômica despencou. Quando fizeram o oposto — forçaram a presença da N4BP2 no núcleo de células saudáveis —, cromossomos intactos começaram a se quebrar.
Em outras palavras, a enzima não apenas estava associada ao fenômeno: ela era suficiente para causá-lo.

Quando não são tratadas, as doenças vasculares podem causar consequências graves à saúde através do comprometimento do sistema circulatório e da situação das artérias. Entre os efeitos mais perigosos estão o aumento do risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), aneurisma, trombose venosa profunda (TVP) e embolia pulmonar.

Embora a genética esteja associada ao aparecimento de doenças no sistema circulatório, a cirurgiã vascular Aline Lamaita explica que alguns cuidados podem ser tomados para preservar a saúde das artérias, veias e vasos linfáticos, responsáveis por transportar sangue, oxigênio e nutrientes para todo o corpo.

“Quando melhoramos a circulação sanguínea por meio da alimentação, do exercício e de outros hábitos, evitamos doenças ou a piora de um quadro”, afirma a médica, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV).

6 hábitos que podem prevenir doenças nas artérias

Cuide da alimentação

O cuidado com a alimentação deve ser focado em três pilares: evitar alimentos que se tornam “bombas” para as artérias, melhorar o funcionamento do intestino e controlar o sobrepeso e a obesidade.

Aline aponta que uma dieta baixa em colesterol e gordura saturada pode reduzir o risco de aterosclerose, um processo de acúmulo de placas nas artérias. “As placas retardam ou interrompem o fluxo sanguíneo. Além disso, a gordura acumulada dentro dos vasos sanguíneos também acarreta em uma má circulação”, explica a médica.

Junto a isso, o bom funcionamento do intestino atua como um aliado do organismo. A prisão de ventre e inchaço podem comprometer a circulação das veias das pernas. Aposte no maior consumo de frutas, legumes, verduras e sementes. “Se não funcionar, os pré e probióticos podem ajudar, desde que bem orientados por médicos ou nutricionistas”, considera.

Exercite as panturrilhas

“A panturrilha é o coração das pernas: a cada contração muscular bombeamos o sangue e ativamos a nossa circulação”, explica a médica vascular.

Quando essa musculatura fica parada por muito tempo, pode acontecer a retenção de líquido nas pernas, levando a inchaço, pernas pesadas, cansadas e aumento da predisposição de desenvolver varizes e trombose venosa.

Mesmo os exercícios de baixo impacto focados nas panturrilhas são benéficos para a saúde circulatória. Eles aumentam a velocidade do fluxo do sangue nas veias, melhorando o retorno do sangue ao coração.

Beba mais água

Quanto menor a ingestão de água, maior é a viscosidade do sangue. Além disso, a desidratação também favorece a queda da pressão arterial, ameaçando diferentes órgãos. Segundo a médica, o consumo adequado de água garante que o organismo seja irrigado e bem nutrido de sangue.

Controle outras doenças

Pessoas com diabetes correm um risco maior de doença arterial periférica devido aos danos que a doença pode causar aos vasos sanguíneos. “Se você tem diabetes, trabalhe para manter o nível de glicose no sangue sob controle”, alerta a especialista.

Tenha cuidado com os hormônios e anticoncepcionais

Aline explica que o hormônio presente em alguns anticoncepcionais altera a circulação e aumenta o risco de formação de coágulos nas veias profundas, dentro dos músculos.

“Consulte sempre seu médico de confiança e discuta o seu anticoncepcional. Toda medicação está sujeita a complicações e a decisão se o risco/benefício vale a pena é feito em conjunto”, alerta.

Apague o cigarro

A nicotina está ligada à diminuição da espessura dos vasos sanguíneos. Junto a isso, o monóxido de carbono oferece um fator adicional de risco ao diminuir a concentração de oxigênio no sangue.

“Todo esse processo pode causar complicações para o funcionamento normal dos vasos, que ficam mais susceptíveis ao entupimento, podendo levar a processos de trombose principalmente quando há fatores de risco envolvidos”, afirma a médica.

Doenças cardíacas silenciosas

As doenças cardíacas silenciosas estão entre os maiores riscos à saúde porque, nos estágios iniciais, raramente apresentam sintomas claros. Condições como hipertensão arterial, arritmias e cardiomiopatias podem evoluir de forma discreta e serem identificadas apenas quando já causaram danos significativos ao coração, por isso é tão importante pensar nos hábitos como um investimento a longo prazo.

“A maioria das doenças cardíacas pode ser prevenida ou controlada com hábitos saudáveis e acompanhamento médico. O grande desafio está no fato de que muitas delas são silenciosas, e o paciente só descobre quando já há complicações. É preciso conscientizar e estimular a população a cuidar da saúde antes que o problema apareça”, afirma o cardiologista Tito Paladino.

A crise na Venezuela tem sido um dos principais desafios diplomáticos enfrentados pelo governo dos Estados Unidos nos últimos anos. O ex-embaixador dos Estados Unidos, John Feeley, destacou a importância de o presidente Donald Trump buscar uma solução para as tensões sem recorrer à invasão militar. Feeley, que já liderou a embaixada no Panamá e é conhecido por seu confronto com Trump em 2018, renunciou ao cargo devido a discordâncias políticas. Em uma análise recente, ele observou que a atual administração mantém diretrizes semelhantes para a região, mas enfrenta desafios inesperados, como a frustração do presidente por seguir conselhos de assessores próximos, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio.

A situação na Venezuela continua a ser um ponto de pressão para o governo Trump, que enfrenta críticas políticas e diplomáticas para resolver o impasse. Feeley destacou que, apesar das operações iniciadas há três meses, incluindo ataques a embarcações no Mar do Caribe, a estratégia não resultou na renúncia de Nicolás Maduro, como esperado. Além disso, a gestão de Donald Trump não conseguiu conter o fluxo de drogas para os Estados Unidos, um dos objetivos declarados das ações na região. A falta de resultados concretos tem gerado insatisfação tanto internamente quanto entre aliados internacionais. Feeley sugere que, sem uma estratégia clara, Trump pode estar considerando alternativas para declarar vitória na Venezuela, mesmo sem mudanças significativas.

*Com informações de Eliseu Caetano

O Instituto Butantã anunciou um avanço significativo no combate à dengue com o desenvolvimento de uma nova vacina, que demonstrou eficácia na redução da replicação do vírus após a infecção, prometendo ser uma ferramenta crucial na luta contra a doença. Espera-se que o imunizante esteja disponível ao público em 2026, conforme destacado em uma publicação recente na prestigiada revista científica The Lancet. Durante o estudo clínico de fase três, 35 participantes apresentaram sintomas menos graves e um risco reduzido de complicações, além de uma diminuição na transmissão do vírus para mosquitos, um fator essencial no controle da doença.

O estudo foi liderado pelo pesquisador Maurício Lacerda Nogueira, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, e contou com a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a fabricação e uso da vacina. Destinada a pessoas entre 12 e 59 anos, a vacina será disponibilizada na rede pública de saúde. O desenvolvimento contou com a participação de 16 mil voluntários de 14 estados brasileiros, resultando em uma vacina com 74% de eficácia geral, 91,6% contra a dengue grave e 100% de eficácia na prevenção de hospitalizações por dengue.

Em 2024, o Brasil enfrentou a maior epidemia de dengue de sua história, com mais de 6 mil mortes registradas. A implementação do imunizante na rede pública é vista como um passo vital para reduzir o número de casos e mortes. No entanto, é crucial que a população continue a adotar medidas preventivas, como evitar o acúmulo de água parada, para controlar a proliferação do mosquito transmissor, especialmente durante períodos de chuva e calor intenso.

*Com informação de Marcelo Mattos

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para “realização urgente de procedimento cirúrgico”. Bolsonaro passou por exames de ultrassonografia na tarde do domingo (14/12), na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde está preso.

De acordo com documento apresentado ao STF, a defesa expõe que os médicos, após exame, identificaram duas hérnias inguinais e fizeram a recomendação de procedimento cirúrgico urgente. A cirurgia não pode ser realizada em ambiente prisional. O tempo estimado de permanência no hospital, indicado pela defesa para ser o DF Star, varia entre 5 e 7 dias.

“O médico responsável pelo acompanhamento, Dr. Claudio Birolini, elaborou novo relatório médico, no qual, de forma expressa e fundamentada, reitera a necessidade de realização do procedimento cirúrgico de herniorrafia inguinal bilateral, em regime de internação hospitalar, sob anestesia geral, com tempo estimado de permanência entre cinco e sete dias”, diz a defesa de Bolsonaro.

Os advogados ressaltaram que a cirurgia é de “máxima urgência”. “A indicação médica formal de cirurgia imediata apenas tornam mais evidente o risco concreto à integridade física do sentenciado caso permaneça em regime fechado, sem acesso contínuo, célere e adequado aos cuidados médicos de alta complexidade de que necessita”, afirmou a defesa.

Diante disso, os advogados ainda voltaram a pedir a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro. “Não se está diante de hipótese remota ou preventiva abstrata, mas de necessidade médica atual, objetiva e comprovada, cuja postergação expõe o peticionário (Bolsonaro) a risco real de agravamento súbito, internação emergencial e possíveis complicações cirúrgicas evitáveis. A realização do procedimento de forma planejada, em ambiente hospitalar adequado, com acompanhamento pós-operatório e fisioterapia motora, revela-se não apenas recomendável, mas indispensável”, disseram os advogados no pedido.

Hérnias do ex-presidente

No fim de semana, a defesa informou por redes sociais que “os exames identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”, disse o advogado João Henrique de Freitas.

No sábado (13/12), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou a entrada de um médico com aparelho ultrassom portátil na cela em que Bolsonaro cumpre pena, para a verificação da existência de hérnia inguinal bilateral.

A permissão foi requerida pelos advogados do ex-presidente na última quinta-feira (11/12).

A hérnia inguinal é o deslocamento de uma parte do intestino ou de tecido abdominal por uma abertura na região da virilha. Ela costuma causar inchaço local e pode provocar dor ou desconforto, principalmente em caso de esforço.

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro na Superintendência da PF, na capital federal. Ele começou cumprindo prisão preventiva por causa dos episódios da vigília e da tornozeleira. Após o trânsito em julgado do processo, em 25 de novembro, sobre a trama golpista, Jair Bolsonaro passou a cumprir a sentença em regime fechado.

Novo pedido da defesa

O pedido de ultrassom foi feito depois de o ministro do STF dizer que os documentos apresentados pelos advogados para pedir nova cirurgia de Bolsonaro eram antigos e determinar que a PF faça perícia médica oficial, no prazo de 15 dias, para avaliar a necessidade de imediata intervenção cirúrgica. O prazo ainda está vigente.

Veja a matéria completa em Metrópoles

 

 

 


				MPAL assina contrato com FCC para o próximo concurso; veja quando sai o edital!
Ministério Público de Alagoas oficializa Fundação Carlos Chagas como banca organizadora do certame para servidores. Assessoria MPAL

O edital do novo concurso público do Ministério Público de Alagoas (MPAL) será publicado até o fim de janeiro de 2026, após a assinatura do contrato com a Fundação Carlos Chagas (FCC), responsável pela organização e execução do certame. A formalização ocorreu nesta segunda-feira (15) e marca o início das etapas técnicas e operacionais do processo seletivo.

O contrato foi assinado pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Walber Valente de Lima, e pelo diretor-geral da FCC, Evandro Tansini, consolidando a parceria com a instituição, que possui mais de seis décadas de atuação na realização de concursos públicos em todo o país.PM usou GPS clandestino para monitorar esposa antes de assassinato em motel de Arapiraca, diz polícia

Durante a assinatura, Walber Valente destacou que a realização do concurso envolve grande responsabilidade institucional, sobretudo pelo elevado número de candidatos que tradicionalmente disputam vagas no MPAL.

Segundo ele, a prioridade é garantir um processo transparente, seguro e confiável, desde a elaboração do edital até a aplicação das provas. O PGJ em exercício ressaltou que a escolha da FCC foi resultado de estudos técnicos e da confiança no histórico da banca.

Com a contratação da FCC, o MPAL inicia oficialmente a fase preparatória, que inclui a definição do cronograma, elaboração do edital e demais providências técnicas. A comissão organizadora do concurso é presidida por Walber Valente de Lima e conta com membros do Ministério Público e servidores da instituição.

A publicação do edital está prevista para janeiro de 2026. O concurso deve atrair milhares de candidatos interessados em ingressar no quadro de servidores do MPAL.

 

As investigações sobre o assassinato do enfermeiro Ítalo Fernando de Melo, de 33 anos, em Arapiraca, ganhou novo desdobramento nesta segunda-feira (15) com a confirmação de que o principal suspeito, um policial militar, teria instalado de forma clandestina um dispositivo de rastreamento GPS no carro da esposa para monitorar os deslocamentos dela. A informação foi repassada pelo delegado Flávio Dutra, coordenador das Delegacias de Homicídios do Interior.

Segundo o delegado, as equipes policiais foram até o motel logo após o crime, colheram imagens de câmeras de segurança e iniciaram levantamentos para identificar os veículos envolvidos. “Nossa unidade foi até o motel, colheu as imagens e começamos a fazer pesquisas de quem seriam os veículos. Checamos que o Jeep Renegade seria da esposa do suposto autor e que a motocicleta também seria do policial militar”, explicou Dutra.

Durante o depoimento, a esposa do suspeito confirmou que esteve no motel, por volta das 22h, e relatou que acabou dormindo. Ainda segundo ela, por volta de 1h da madrugada, acordou assustada ao ouvir os disparos de arma de fogo. “Ela acordou com os disparos de arma de fogo de um rapaz com capacete”, detalhou o delegado. O delegado afirmou que ela estava com o enfermeiro.

De acordo com a investigação, as evidências indicam que a mulher não sabia que estava sendo vigiada. “Tudo indica que ela não sabia que estava sendo monitorada pelo companheiro. Ele colocou de forma clandestina o que a gente chama de carrapato, que seria um GPS, para monitorá-la, pois já deveria estar suspeitando de um relacionamento extraconjugal. Por isso, ele sabia o local exato onde ela estava no momento do crime”, afirmou Flávio Dutra.

O crime aconteceu na madrugada do domingo (14), no bairro Canaã, em Arapiraca. A Polícia Militar informou que a guarnição de Rádio Patrulha foi acionada pelo Centro de Operações da PM (Copom) e se deslocou até o motel. No local, a equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) constatou que Ítalo Fernando já estava sem vida, após ter sido atingido por sete disparos de arma de fogo dentro do quarto.

Ítalo era natural de Batalha, no Sertão de Alagoas, e atuava como enfermeiro em hospitais e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arapiraca. O policial militar suspeito foi preso em flagrante. A principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado por uma traição conjugal.

Em uma dieta de emagrecimento, fazer substituições inteligentes pode ser a chave para a perda de peso. Nesse sentido, uma das trocas mais comuns é o arroz branco pelo integral. Mas será que isso realmente é necessário? Um é mais benéfico do que o outro?

De acordo com Daniela Jobst, médica especialista em endocrinologia, nutrição e medicina integrativa, a principal diferença entre o arroz branco e o integral está na quantidade de fibras, vitaminas e minerais.

"O arroz integral mantém as camadas externas do grão, onde ficam fibras, o fósforo e o potássio. Já o arroz branco passa por um processo de polimento que reduz essas camadas, deixando-o mais pobre em fibras, mas mais leve para a digestão", explica.

Mas o que isso quer dizer, na prática? Ao oferecer mais fibras e nutrientes, o arroz integral é uma opção mais rica e ajuda na saciedade, na saúde intestinal e no controle da glicemia. "É muito útil para quem precisa de estabilidade energética ao longo do dia", afirma Jobst.

Já o arroz branco tem digestão mais rápida, sendo útil para pessoas com dificuldade digestiva, atletas em pré-treino ou indivíduos que precisam de fontes de energia mais imediatas, de acordo com a especialista.

Faz sentido trocar o arroz branco pelo integral?

Para quem busca emagrecer, trocar o arroz branco pelo integral, na teoria, faz sentido. "Principalmente porque o arroz integral aumenta a saciedade e evita picos de fome, o que é muito importante em processos de perda de peso", afirma a especialista

No entanto, Jobst reitera que o emagrecimento não depende apenas da troca de um alimento pelo outro. "É necessário um conjunto: qualidade das refeições, nível de estresse, sono, hidratação e equilíbrio metabólico", afirma.

Já em uma dieta focada no ganho de massa muscular, com superávit calórico, o arroz branco pode ser mais prático para o aumento de calorias sem causar desconforto intestinal. Já o integral pode ser uma boa opção em refeições mais distantes do treino, por oferecer fibras e micronutrientes importantes, e por possuir minerais que auxiliam no relaxamento muscular, funcionamento do sistema nervoso e no metabolismo.

"O ideal é criar combinações de pratos diferentes ao longo da semana, ampliando o consumo de nutrientes diferentes entre as refeições", afirma.

É preciso "cortar" o arroz da dieta para emagrecer?

Não, não é preciso "cortar" o arroz da dieta para emagrecer -- e isso nem é recomendado, de acordo com Jobst.

"Restringir demais um alimento pode gerar compulsão, desequilíbrios nutricionais e queda de energia. O arroz é uma fonte importante de carboidratos, que são o principal combustível do nosso cérebro e dos músculos", afirma a especialista.

"Reduzir completamente pode prejudicar o humor, o desempenho nos treinos e até o sono. O mais seguro é ajustar as quantidades ou até mesmo fazer substituições, mas sem eliminar", completa.

É mais inteligente inserir o arroz na dieta de forma equilibrada, combinando-o com proteínas (frango, ovos, peixes e leguminosas), fibras (vegetais e legumes) e gorduras boas (azeite, abacate e castanhas). "Quantidade e contexto importam mais do que a escolha entre um tipo de arroz ou outro", finaliza Jobst.

 

A investigação sobre o feminicídio da enfermeira Ana Beatriz, em Penedo, revela que, mesmo sem registros formais de agressões físicas anteriores, a vítima vivia sob um contexto de violência psicológica, um tipo de abuso silencioso.

De acordo com o delegado Flávio Dutra, responsável pelo caso, familiares e pessoas próximas informaram que o casal mantinha uma postura reservada e que não havia histórico conhecido de agressões físicas ou denúncias de violência doméstica. No entanto, depoimentos colhidos pela Polícia Civil apontam para desavenças verbais recorrentes, motivadas principalmente pelo ciúme excessivo do companheiro em relação aos plantões noturnos da enfermeira.

Segundo relatos, Ana Beatriz chegou, em algumas ocasiões, a trocar escalas de trabalho para evitar conflitos dentro de casa. Em outras situações, porém, ela não conseguia alterar os plantões, o que acabava gerando novos conflitos.

O delegado destacou que a ausência de agressões físicas não significa a inexistência de violência. “Existem vários tipos de violência e estamos diante de uma violência psicológica”, afirmou. Esse tipo de abuso se manifesta por meio de controle, ciúmes excessivos, cobranças constantes, intimidação e pressão emocional, afetando diretamente a saúde mental e a autonomia da vítima.

As investigações também avançam sobre os momentos posteriores ao crime. Vizinhos relataram ter ouvido uma discussão seguida de um disparo de arma de fogo. Amigos do suspeito informaram à polícia que, após o crime, ele teria ido a um bar, onde confessou o que havia feito e tentou tirar a própria vida com um disparo de arma de fogo. Impedido pelos amigos, ele deixou o local em alta velocidade, perdeu o controle do veículo e colidiu contra um poste.

Na residência do casal, a polícia encontrou armas e munições. O suspeito, um policial militar, se apresentou posteriormente à Polícia Civil, e o caso segue em investigação.

Zezé Di Camargo usou as redes sociais neste último domingo (14), e causou polêmica ao ter feito um apelo público ao SBT envolvendo questões políticas.

Através do Instagram, o cantor sertanejo solicitou que a emissora cancelasse a exibição do seu especial de fim de ano Natal É Amor, nesta próxima terça-feira (17), por não concordar com o suposto novo posicionamento político de Patrícia Abravanel, Daniela Beyruti e Renata Abravanel, após a inauguração do SBT News, na última semana, que contou com lideranças políticas.

"Eu vi o que aconteceu no SBT nos últimos dias, na inauguração do SBT News. E juro por Deus que isso não faz parte do meu pensamento. Não tenho nada contra ninguém, eu peço que o Brasil se saia da melhor forma possível. Torço pelo povo brasileiro porque eu vivo e dependo do povo brasileiro. Mas diante da situação que eu vi, das pessoas mudando totalmente a maneira de pensar, principalmente das filhas do Silvio Santos, pensando totalmente diferente do que o pai pensava…", iniciou Zezé Di Camargo.

"Custou caro pra mim"

O irmão de Luciano, com quem forma dupla, então pediu que o SBT não transmita o especial de Natal. "Eu só queria dizer uma coisa pra vocês, SBT: custou caro pra mim, tempo, serviço, mas se puderem não precisa por no ar o meu especial. Não quero participar disso", avisou.

"A maneira que vocês pensam pra mim não condiz com grande parte do povo brasileiro e eu não quero decepcionar as pessoas que pensam diferente. Então tirem o meu especial de Natal do ar. Pra mim seria maravilhoso porque a partir do momento que as pessoas pensam diferente do que o pai pensava, de que grande parte do Brasil pensa e do que eu penso, pra mim não faz sentido colocar esse especial no ar", concluiu Zezé Di Camargo.

Em 2025, o Poder Judiciário de Alagoas promoveu 34.439 acordos entre as partes de demandas pré-processuais e processuais, realizados pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), Juizados Especiais e demais unidades judiciárias.

Os dados são da Assessoria de Planejamento e Modernização do Poder Judiciário (APMP) do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). Atualmente, o Judiciário de Alagoas conta com mais de 30 Cejuscs que atuam na promoção da resolução de conflitos de forma mais célere e consensual. Confira os endereços e contatos.

A conciliação e a mediação são incentivadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) como meios eficazes para a solução de conflitos. Em Alagoas, essas ações são coordenadas pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec).

XX Semana Nacional da Conciliação

Entre 3 e 7 de novembro, o TJAL promoveu a XX Semana Nacional da Conciliação. A força-tarefa pautou mais de três mil processos em todo o estado, com a participação dos Cejuscs, Juizados Especiais e comarcas do interior do Estado.

Durante a ação, os Cejuscs de Maceió e de Arapiraca firmaram mais de 900 acordos, totalizando mais de R$ 3,3 milhões em valores conciliados. As matérias abrangeram temas como alimentos, partilha de bens, causas fiscais e questões de família.

A semana contou com uma diversidade de ações e com o envolvimento de instituições de ensino e da sociedade civil, em iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura da paz e da justiça consensual. No Maceió Shopping, universidades parceiras promoveram palestras informativas sobre o assunto.

Capacitação

Além das ações conciliatórias, o Nupemec promoveu cursos de capacitação, formação e aperfeiçoamento de mediadores e conciliadores, em parceria com a Escola de Magistratura do Estado de Alagoas (Esmal). As formações tiveram 100 horas/aula, com conteúdo teórico-prático, e foram voltadas a magistrados, servidores, colaboradores dos Cejuscs e profissionais das serventias extrajudiciais.

Celeridade

Para o presidente do TJAL, Fábio Bittencourt, o diálogo entre as partes contribui para a celeridade processual e para a redução da sobrecarga do Judiciário. “Que todos consigam sair com seus direitos garantidos, de forma que o litígio se encerre com celeridade e menos prejuízo para as partes”, afirmou o desembargador.

O enfermeiro Ítalo Fernando de Melo foi assassinado a tiros dentro de um motel. A suspeita é que ele tenha sido flagrado com a companheira de um policial militar. O PM foi preso pelo homicídio e um vídeo mostra o momento da invasão. O caso ocorreu nesse domingo (14), em Arapiraca, no Agreste de Alagoas.

Ítalo tinha 33 anos e atuava como socorrista em Alagoas. As primeiras informações apontam que ele e a mulher do militar trabalhavam como enfermeiros em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Arapiraca.

Vídeo da invasão

Imagens de câmera de segurança mostram o momento da invasão do companheiro da mulher ao local. No primeiro momento, às 21h43 de sábado (13), a dupla de enfermeiros entrou no estabelecimento em Jeep Renegade, de cor vermelha, conduzido pela mulher. No banco do passageiro, estava o enfermeiro.

No momento seguinte, às 00h57 do domingo (14), o policial entrou no motel em motocicleta. Ele passou a andar de quarto em quarto procurando pelos enfermeiros. Confira as imagens:

O delegado Ueslei Lima, coordenador da Unidade de Atendimento ao Local de Crime 3 (UALC 3), confirma que era o policial nas imagens. “Obtivemos elementos que foram capazes de identificar o suspeito”, disse o delegado.

Prisão

Após encontrar a mulher, o policial teria atingido Ítalo com diversos tiros e deixado o local com a companheira, no carro dela. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Horas depois, o PM foi localizado e preso em flagrante.

Ele foi conduzido à Central de Polícia de Arapiraca para prestar depoimento e, em seguida, encaminhado à Penitenciária Militar, em Maceió. O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil para o completo esclarecimento dos fatos.

"Perda irreparável"

Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (COREN-AL) divulgou uma nota de pesar classificando a morte de Ítalo como uma "perda irreparável" e prestou solidariedade aos familiares, amigos e colegas de profissão. Veja:

O Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas manifesta profundo pesar pelo falecimento do Enfermeiro Ítalo Fernando. 

Lamentamos essa perda irreparável, neste momento de dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos e colegas de profissão, expressando nossas mais sinceras condolências. Que sua memória seja sempre honrada e lembrada com carinho.

Um marco histórico na área da Saúde em Palmeira dos Índios está próximo de acontecer com a inauguração do novo Hospital Regional, marcada para sexta-feira (19). A unidade é fruto da parceria entre os governos federal, estadual e municipal e chega para fortalecer de forma definitiva a rede de atendimento em urgência e emergência na região.

O Hospital funcionará com porta aberta 24 horas e oferecerá serviço contínuo de urgência e emergência e evitará que pacientes precisem se deslocar para hospitais de outras cidades. Além de beneficiar diretamente a população de Palmeira dos Índios, a unidade atenderá moradores de diversos municípios da região e ampliará o acesso à saúde pública de qualidade.

Com exceção da UPA, Palmeira dos Índios não contava, há quase dez anos, com uma estrutura de porta aberta em urgência e emergência. A chegada do Hospital Regional representa um avanço fundamental para a cidade, vai garantir a resposta rápida em casos graves e reduzirá a sobrecarga de outros serviços nesta área.

A obra, que teve início durante as gestões do então governador Renan Filho e do ex-prefeito Júlio Cezar, se concretiza nos governo da prefeita Tia Júlia e do governador Paulo Dantas e simboliza a continuidade administrativa e o compromisso com a população.

O secretário de Estado de Relações Federativas e Internacionais Júlio Cezar destacou a importância do equipamento para a região. “Este hospital é um sonho realizado. Ele foi planejado para salvar vidas e garantir dignidade no atendimento, como os de urgência e emergência. É uma conquista construída a muitas mãos, com união de esforços entre os governos e que agora passará a servir não só Palmeira, mas todo o entorno”, disse o secretário.

A prefeita Tia Júlia também destacou a necessidade do novo Hospital para a região.  “Depois de tantos anos, Palmeira dos Índios voltará a ter uma porta aberta de urgência e emergência 24 horas. O novo Hospital representa cuidado, respeito e compromisso com a vida das pessoas. Isso é fruto das parcerias certas e que têm um olhar especial para o nosso povo”, afirmou Tia Júlia.

A solenidade de inauguração do Hospital Regional de Palmeira dos Índios está marcada para sexta-feira (19), às 16h, e contará coma presença de várias autoridades do cenário político nacional. Para celebrar esse dia histórico, a população vai se divertir com um show do cantor baiano Bell Marques, a partir das 20h, na antiga Estação Ferroviária.

 

O compartilhamento de notícias de política está menos frequente em grupos de família, de amigos e de trabalho no WhatsApp. Além disso, mais da metade das pessoas que participam desses ambientes dizem ter medo de omitir opinião.

A constatação faz parte do estudo Os Vetores da Comunicação Política em Aplicativos de Mensagens, divulgado nesta segunda-feira (15).

O levantamento foi feito pelo centro independente de pesquisa InternetLab e pela Rede Conhecimento Social, instituições sem fins lucrativos.

A pesquisa identificou que mais da metade das pessoas que usam WhatsApp estão em grupos de família (54%) e de amigos (53%). Mais de um terço (38%) participam de grupos de trabalho.

Apenas 6% estão em grupos de debates de política. Em pesquisa realizada em 2020, eram 10%.

Ao se debruçar sobre o conteúdo dos grupos de família, de amigos e de trabalho, os pesquisadores verificaram que, de 2021 a 2024, caiu a frequência dos que aparecem mensagens sobre política, políticos e governo.

Em 2021, 34% das pessoas diziam que o grupo de família era no qual mais apareciam esse tipo de notícias. Em 2024, eram 27%.

Em relação aos grupos de amigos, a proporção caiu de 38% para 24%. Nos de trabalho, de 16% para 11%.

O estudo apresenta depoimentos de alguns dos entrevistados, sem identificá-los.

“Evitamos falar sobre política. Acho que todos têm um senso autorregulador ali, e cada um tenta ter bom senso para não misturar as coisas”, relata sobre o grupo de família uma mulher de 50 anos, de São Paulo.

As informações foram coletadas de forma online com 3.113 pessoas com 16 anos ou mais, de 20 de novembro a 10 de dezembro de 2024. Foram ouvidas pessoas de todas as regiões do país.

Receio de se posicionar

A pesquisa identificou que há receio em compartilhar opiniões políticas. Pouco mais da metade (56%) dos entrevistados disseram sentir medo de emitir opinião sobre política “porque o ambiente está muito agressivo”.

Foi possível mapear que essa percepção foi sentida por 63% das pessoas que se consideravam de esquerda, 66% das de centro e 61% das de direita.

“Acho que os ataques hoje estão mais acalorados. Então, às vezes você fala alguma coisa e é mais complicado, o pessoal não quer debater, na verdade, já quer ir para a briga mesmo”, conta uma mulher de 36 anos, de Pernambuco.

Os autores do estudo afirmam que se consolidaram os comportamentos para evitar conflitos nos grupos. Os dados mostram que 52% dos entrevistados se policiam cada dia mais sobre o que falam nos grupos, enquanto 50% evitam falar de política no grupo da família para fugir de brigas.

“As pessoas foram se autorregulando, e nos grupos onde sempre se discutia alguma coisa, hoje é praticamente zero. As pessoas tentam, alguém publica alguma coisa, mas é ignorado”, descreve uma entrevistada.

Cerca de dois terços (65%) dizem evitar compartilhar mensagens que possam atacar os valores de outras pessoas, segundo o levantamento.

Dos respondentes, 29% já saíram de grupos onde não se sentiam à vontade para expressar opinião política.

“Tive que sair, era demais, muita briga, muita discussão, propaganda política, bateção de boca”, conta uma entrevistada.

Afirmação

Mas o levantamento identifica também que 12% das pessoas compartilham algo considerado importante mesmo que possa causar desconforto em algum grupo.

Dezoito por cento afirmam que, quando acreditam em uma ideia, compartilham mesmo que isso possa parecer ofensivo.

“Eu taco fogo no grupo. Gosto de assunto polêmico, gosto de falar, gosto de tacar lenha na fogueira e muitas vezes sou removida”, diz uma mulher de 26 anos de Minas Gerais.

Entre os 44% que se consideram seguros para falar sobre política no WhatsApp, são adotadas as seguintes estratégias:

30% acham que mandar mensagens de humor é um bom jeito de falar sobre política sem provocar brigas;
34% acham que é melhor falar sobre política no privado do que em grupos;
29% falam sobre política apenas em grupos com pessoas que pensam igualmente.
“Eu gosto de discutir, mas é individualmente. Eu não gosto de expor isso para todo mundo”, revela um entrevistado de 32 anos, do Espírito Santo.

“É como se as pessoas já tivessem aceitado que aquele grupo é mais alinhado com uma visão política específica. Entra quem quer”, define uma mulher, de 47 anos, do Rio Grande do Norte.

O estudo foi apoiado financeiramente pelo WhatsApp. De acordo com o InternetLab, a empresa não teve nenhuma ingerência sobre a pesquisa.

Amadurecimento

Uma das autoras do estudo, a diretora do InternetLab, Heloisa Massaro, constata que o WhatsApp é uma ferramenta "arraigada" no cotidiano das pessoas. Dessa forma, assim como no mundo "offline", ou seja, presencial, o assunto política faz parte das interações.

O estudo é realizado anualmente, desde o fim de 2020. De acordo com Heloisa, ao longo dos anos, as pessoas "foram desenvolvendo normas éticas próprias para lidar com essa comunicação política no aplicativo", principalmente nos grupos.

"Elas se policiam mais, relatam um amadurecimento no uso", diz a autora. "Ao longo do tempo, a gente vai observando essa ética de grupos nas relações dos aplicativos de mensagem para falar sobre política se desenvolvendo", completa.

 


				Saiba quem era Wagner Rodrigues, suspeito de atear fogo na própria casa em Marechal Deodoro
Saiba quem era Wagner Rodrigues, suspeito de atear fogo na própria casa em Marechal Deodoro. Redes sociais

Wagner Rodrigues era personal trainer, árbitro amador e pai de duas filhas. Conhecido na região como “Zé do Pão”, ele também já havia passado pelas categorias de base de um clube de Alagoas. Wagner morreu carbonizado após um incêndio atingir sua residência em Marechal Deodoro, na região metropolitana de Maceió, na madrugada desta segunda-feira (15). A esposa foi socorrida em estado gravíssimo, com 99% do corpo queimado.

De acordo com o boletim de ocorrência, a guarnição Laguna Tática, da 4ª CPM/I, foi acionada para verificar um incêndio em uma casa por trás do Mercadinho Precinho, no bairro Poeira. No local, os policiais encontraram equipes do Corpo de Bombeiros (CB) atuando no combate às chamas e uma ambulância prestando atendimento à mulher. Wagner já estava sem vida, com o corpo completamente atingido pelo fogo.


				Saiba quem era Wagner Rodrigues, suspeito de atear fogo na própria casa em Marechal Deodoro
Saiba quem era Wagner Rodrigues, suspeito de atear fogo na própria casa em Marechal Deodoro. Redes sociais

Conforme relato da esposa e de vizinhos que ajudaram no socorro, o incêndio teria sido provocado pelo próprio homem. A versão aponta que ele jogou um líquido combustível sobre o casal enquanto ambos estavam na cama e, em seguida, ateou fogo. A mulher conseguiu sobreviver, mas Wagner não resistiu às queimaduras. Ainda segundo informações preliminares, uma discussão entre o casal teria antecedido o incêndio.

Nas redes sociais, Wagner costumava publicar mensagens motivacionais e reflexões sobre propósito, fé e disciplina. Em uma delas, escreveu: “Propósito é onde você quer chegar. Motivação é o que te faz começar a jornada.”

Em outra publicação, agradeceu por mais um ano de vida e destacou aprendizados e preparação para novos desafios. Também compartilhava mensagens de fé, afirmando acreditar na proteção divina e na superação de obstáculos.

O caso segue sendo apurado pelas autoridades.

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