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A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL), por meio da Companhia Independente de Operações Policiais Especiais do Sertão (Copes), localizou uma plantação de maconha no quintal de uma oficina, no município de Canapi, no Sertão alagoano. O registro ocorreu na tarde dessa segunda-feira (29).

Segundo a PM, uma denúncia anônima revelou sobre o plantio ilegal em um imóvel onde funciona uma oficina mecânica. No endereço indicado foi possível observar, realizar o monitoramento e constatar visualmente a presença de espécimes vegetais com características idênticas à maconha na área dos fundos, junto ao muro do estabelecimento.

Três pés de Cannabis sativa foram apreendidos. Diante da constatação, as equipes realizaram a entrada tática. No momento da incursão, não havia ninguém no imóvel. Os militares realizaram diligências e confirmaram a identidade do suspeito. O material ilícito foi encaminhado ao Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Delmiro Gouveia.

Cultivar plantas destinadas à preparação de entorpecentes configura crime, conforme prevê a Lei de Drogas (Art. 33, §1º, II, da Lei 11.343/06). A PM lembra que quem tiver informações sobre o caso pode colaborar com a Segurança Pública por meio do número 181, o Disque Denúncia. A ligação é gratuita e o anonimato é garantido.

Da maçaneta inalcançável aos olhares de deboche na rua, de dores por não ter onde apoiar as pernas ao se sentar a toques indesejados por parte de estranhos, pessoas com nanismo enfrentam, diariamente, uma combinação de obstáculos físicos e hostilidade social que causa exaustão emocional.

“É como se a gente estivesse em uma corrida que antecede o trajeto”, define Izabela Ganzer, psicóloga do Instituto Nacional de Nanismo (INN) e ela própria uma pessoa com essa condição.

Segundo Ganzer, antes de sair de casa, é preciso antecipar obstáculos, imaginar como será o ambiente e tentar resolver de antemão problemas possíveis. “Quando a gente chega no local, já teve todo esse desgaste emocional”, diz.

A psicóloga foi uma das participantes do painel “O desafio da inclusão”, do seminário Avanços no Tratamento do Nanismo, realizado pela Folha de S.Paulo na última terça-feira (18), com patrocínio do laboratório BioMarin.

A mediação foi do repórter especial e colunista Jairo Marques, que é cadeirante e afirmou considerar o capacitismo contra pessoas com nanismo o mais violento de todos.

Os depoimentos dos demais palestrantes também evidenciaram os desafios rotineiros de viver com nanismo. Uma delas era Priscilla Dornellas, mãe de Mel, uma criança de oito anos que tem acondroplasia -doença genética que é a causa mais comum de nanismo desproporcional.

“Na escola, cada canto virou um desafio. Um vaso sanitário alto demais, uma porta pesada, um degrau grande, uma pia inacessível, uma mochila maior que ela. Enquanto outras crianças entravam e saíam com leveza, a minha precisava de esforço ou de ajuda para fazer coisas simples.”

A sobrecarga vem também do estranhamento que as pessoas demonstram em relação a essa população. Mel, por exemplo, demorou a aceitar fazer aulas de balé, apesar de gostar da dança.

“Ela é superdespachada, conversada. Só que chega uma hora que cansa ter que explicar o tempo todo por que você é assim, por que não cresceu. Ela não queria ter que ficar se justificando”, contou a mãe.

Em alguns casos, as abordagens são violentas e violam a intimidade. Dornellas já teve que pegar a filha no colo ao notar alguém apontando o celular para a criança. “É como se o corpo não pertencesse a elas.

Já teve uma pessoa que saiu de uma mesa no restaurante e veio até nós para tocá-la. É muito chato.” Juliana Yamin, presidente do INN, que também tem um filho com acondroplasia, mencionou pesquisas sobre a prevalência de sintomas de transtorno do estresse pós-traumático nessa população.

“Eles têm preocupações diárias com coisas que para nós são automáticas. Será que eu vou conseguir pegar o ônibus? Será que eu vou conseguir sentar na cadeira, usar o banheiro, pedir uma comida, ser enxergado por alguém que está atrás de um balcão?”, diz.

Para Yamin, o Brasil deveria reconhecer o capacitismo como um crime coletivo, tal qual o racismo, e não apenas quando há um indivíduo identificado, como prevê hoje a Lei Brasileira de Inclusão. “A gente ainda vê muita gente vivendo da piada escrachada e isso é inadmissível.”

Ela ressaltou a necessidade de cuidar da saúde mental das famílias. Tanto ela quanto Dornellas lembraram o impacto que foi receber o diagnóstico dos filhos e como tiveram que “entrar em um universo completamente novo sem mapa e sem bússola”, nas palavras da mãe de Mel.

Ambas fazem parte da estatística de 80% de pais de crianças com nanismo que possuem estatura mediana. “É natural que as expectativas, as ansiedades e as preocupações sejam muito grandes. E nesse momento o médico tem muita responsabilidade”, afirmou o geneticista Juan Llerena Júnior, do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz.

Segundo ele, o lançamento do primeiro remédio para acondroplasia (a vosoritida, em 2021) trouxe mais visibilidade à condição. “Quando a gente não tem uma medicação, para qualquer doença, ela fica naquele nicho, naquela família”, afirmou.

Llerena destacou o papel educativo de jovens com nanismo que se tornaram influenciadores nas redes sociais e das associações de pacientes.

“Estamos saindo do assistencialismo, houve uma profissionalização dessas organizações. Se não fosse pela sociedade civil, nossas políticas públicas estariam muito atrasadas.”

As demais participantes também se mostraram otimistas, apesar das experiências dolorosas compartilhadas. “Se sairmos do automático e passarmos a enxergar não o que falta, mas o que sobra, vamos entender que a pessoa com deficiência tem potência, tem voz e tem muito a agregar”, disse Izabela Ganzer.

Dornellas contou o quanto a filha melhorou com o tratamento e contou do impacto das ações de conscientização feitas por Mel na escola. Para Yamin, um futuro menos capacitista é possível, embora o caminho seja longo. “A minha geração era muito mais preconceituosa que a de hoje. A gente já evoluiu muito, mas ainda temos muito a fazer.”

O homem suspeito de oferecer dinheiro para manter relações sexuais com uma criança de 11 anos teve a prisão convertida após passar por audiência de custódia nessa segunda-feira (29). O caso foi regsitrado noite desse domingo (28), na Grota da Alegria, no bairro do Benedito Bentes, parte alta da capital alagoana.

De acordo com a delegada Maíra Balby, responsável pelo caso, no momento em que o homem ofereceu a quantia, a vítima gravou um áudio do momento da proposta. Com o crime registrado, a criança e os parentes procuraram a polícia e o suposto autor foi preso.

Ainda segundo a delegada, o caso segue em investigação. “O auto de prisão em flagrante encontra-se em andamento na Delegacia de Combate a Crimes Contra Crianças e Adolescentes. Estamos ouvindo testemunhas e realizando diligências”, explicou Maíra.

Após a audiência, o suspeito passou de prisão em flagrante para prisão preventiva, que tem por em por objetivo evitar que o suposto autor cometa novos crimes ou prejudique o andamento do processo.

COMO DENUNCIAR

Em caso de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes, a denúncia deve ser feita pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos) ou pelo Disque 190 (Polícia Militar).

Um destino calmo e luxuoso foi o escolhido por Bruna Marquezine para celebrar a virada do ano ao lado do astro internacional Shawn Mendes. Vivendo um romance, os dois irão passar o réveillon na Rota dos Milagres, em Alagoas, onde estão hospedados em uma casa de alto padrão no município de Passo do Camaragibe. O cantor canadense tem aproveitado o cenário paradisíaco e, como era de se esperar, atraído olhares por onde passa.

Queridinho de famosos nacionais e internacionais, o local é conhecido pelas paisagens naturais e por oferecer privacidade e discrição a quem busca descanso longe dos holofotes. A residência escolhida por Bruna e Shawn conta com ambientes amplos integrados à natureza, além de acesso e vista privilegiados para o mar. Cada casa acomoda até 14 hóspedes e dispõe de cinco suítes, sala de estar, jantar, cozinha com equipe especializada, espaço de beleza e área de lazer privativa. A diária no local gira em torno de R$ 25 mil.

 

 

Durante a estadia, Shawn Mendes foi flagrado correndo na Praia do Marceneiro, em Passo de Camaragibe, nas proximidades da hospedagem. O casal, no entanto, não está sozinho. Sasha Meneghel e o marido, João Lucas, também passam os dias pré-réveillon no local. O quarteto chegou a jogar uma partida de vôlei, momento em que o cantor trocou gestos de carinho com Bruna entre um saque e outro.

A movimentação em torno dos artistas tem chamado atenção, e parte da residência alugada pelo grupo foi cercada por tapumes para reforçar a privacidade. Em fotos compartilhadas por Sasha e em publicações nas redes sociais da hospedagem, é possível ver a área isolada, garantindo maior tranquilidade aos hóspedes.

No Brasil, poucas tradições são tão arraigadas quanto começar o dia com um café quente e aromático. Para muitos, a bebida não é apenas um ritual matinal: é companhia constante ao longo do dia, aparecendo em várias xícaras sucessivas ou em outras formas de cafeína. Muitas fontes de cafeína estão presentes em nossa dieta, como café, chá e refrigerantes, além de chocolate, alguns medicamentos e suplementos alimentares.

Segundo vários estudos, aproximadamente 90% dos adultos relatam consumo regular de cafeína, com uma ingestão diária média de 227 mg nos EUA; 219 mg na Nova Zelândia; 102 mg na Ásia; uma variação de 23 a 362 mg na Europa; e de 171 a 238 mg no Brasil, sendo o café a fonte mais popular.

O consumo moderado de café apresenta benefícios à saúde, como menor risco de doença de Parkinson, doença de Alzheimer e diabetes tipo 2. Além disso, a cafeína possui vários outros efeitos como psicoestimulantes, ações antioxidantes e anti-inflamatórias e propriedades ergogênicas, promovendo maior gasto energético e atividade termogênica. A cafeína aumenta o estado de alerta, o foco e a capacidade de permanecer acordado.

No entanto, em excesso, ela tem sido associada a efeitos adversos, como dores de cabeça, náuseas, ansiedade e hipertensão.

Ingestão de cafeína por grávidas e lactantes

A presença tão disseminada dessa substância, e seus conhecidos efeitos no cérebro e no metabolismo, ajuda a explicar por que ela também desperta dúvidas, especialmente entre mulheres grávidas ou em fase de amamentação.

Embora profissionais de saúde recomendem moderação no consumo durante a gestação, o hábito de ingerir cafeína persiste para grande parte das mulheres. E é justamente nesse ponto que a ciência lança seu olhar: quais são as consequências dessa exposição precoce para o desenvolvimento do bebê?

Nós, pesquisadores do Laboratório de Fisiologia Endócrina da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), temos uma linha de pesquisa experimental sobre o impacto direto e indireto da cafeína em fetos e recém-nascidos. Nos últimos dois anos, publicamos alguns artigos científicos sobre essa correlação.

O que a ciência já sabe

Em 2024, publicamos um artigo de revisão de literatura no qual analisamos cerca de 120 estudos que investigaram, em modelos experimentais com roedores, as ações da cafeína em fetos e recém-nascidos e as correlações com saúde e doença. De fato, evidências epidemiológicas e experimentais revelam o impacto da exposição precoce à cafeína.

Vale esclarecer que a semelhança do metabolismo da cafeína entre humanos e roedores permite compreender os mecanismos moleculares afetados pela exposição pré-natal à cafeína. A ingestão materna de cafeína afeta o peso corporal e o sistema endócrino da prole ao nascimento e exerce efeitos de longo prazo sobre o sistema endócrino, a função hepática, o metabolismo da glicose e dos lipídeos, o sistema cardíaco, o sistema reprodutivo e o comportamento.

Curiosamente, alguns desses efeitos dependem do sexo. Assim, a dose de cafeína considerada segura para mulheres grávidas pode não ser adequada para o período pré-natal.

Após a ingestão, a cafeína é rapidamente absorvida no trato gastrointestinal, frequentemente atingindo o pico de concentração plasmática em menos de uma hora. A cafeína distribui-se amplamente pelo corpo, atravessando membranas biológicas, a barreira hematoencefálica e outras barreiras, como a placentária e a da glândula mamária.

A meia-vida da cafeína aumenta de 2–4,5 horas em mulheres não grávidas para 11,5–18 horas em gestantes no final da gravidez. Isso pode implicar um aumento na cafeína sérica de 2,35 μg/ml no início da gestação para 4,12 μg/ml no terceiro trimestre, mesmo sem grande alteração na ingestão diária de cafeína.

Esse aumento na concentração materna, aliado à capacidade da cafeína de atravessar a placenta, promove superexposição fetal. Além disso, a placenta e o feto não metabolizam a cafeína, resultando em uma meia-vida fetal de aproximadamente 50–100 horas. Assim, os níveis de cafeína no sangue do cordão umbilical podem ser maiores do que os da mãe.

Portanto, durante a gestação, o aumento da meia-vida da cafeína promove superexposição fetal. Além do efeito direto, a ingestão de cafeína induz mudanças maternas, como aumento de hormônios e lipídeos.

Cafeína e desfechos gestacionais

Apesar dos conhecidos efeitos metabólicos e ergogênicos da cafeína, seu papel no peso corporal materno durante o período pré-natal permanece controverso. A ingestão materna de cafeína durante a gestação tem sido associada a um risco aumentado de aborto e natimortalidade, mas não de parto prematuro. O consumo elevado de cafeína pode ter efeitos prejudiciais sobre o sucesso gestacional e a saúde da prole.

Em roedores, a exposição à cafeína durante a gestação pode prejudicar a implantação embrionária e comprometer o crescimento e desenvolvimento fetais, levando à perda gestacional e ao baixo peso ao nascer.

Em humanos, vimos que o efeito teratogênico da cafeína não é claro; mas o consumo excessivo no início da gestação está associado a maior risco de aborto espontâneo. Uma ingestão materna superior a 300 mg/dia, equivalente a 3 a 4 xícaras, pode aumentar o risco de aborto em 31%. Mesmo em roedores, a cafeína é considerada um agente teratogênico fraco, sendo necessária uma dose alta para induzir malformações em um pequeno número de animais. No entanto, vimos que o consumo materno excessivo é capaz de prejudicar a implantação embrionária e o desenvolvimento fetal, interrompendo a gestação em roedores.

Cafeína sobre hormônios tireodianos

Em outro artigo publicado neste ano por nosso grupo, estudamos os efeitos da cafeína nos hormônios tireoidianos. A hipótese do nosso estudo era que a cafeína na gestação e na lactação provoca sim alterações na síntese e no metabolismo dos hormônios tireoidianos. Realizado com animais de experimentação, aprovado pelo Comitê de Ética, verificamos que estávamos certos.

Em nossos resultados, conseguimos caracterizar alguns mecanismos adaptativos que podem contribuir para a disfunção tireoidiana em mães e seus filhotes expostos a baixas doses de cafeína.

As alterações nos níveis de hormônios tireoidianos envolvem modificações na síntese desses hormônios, afetando o eixo hipotálamo–hipófise–tireoide, especialmente em mães e fêmeas adultas, além de uma leve alteração na morfologia da tireoide e na expressão de mRNA de proteínas tireoidianas-chave.

Nós não descartamos alterações na atividade dessas proteínas, que são responsáveis pelas importantes mudanças nos níveis dos hormônios tireoidianos. Portanto, a ingestão materna de cafeína, mesmo em baixas doses, pode impactar a função tireoidiana das mães e de sua prole ao longo da vida.

Alterações dependem de gravidez ou lactação, sexo e idade

Em outro estudo do nosso grupo verificamos que a exposição precoce à cafeína provoca alterações metabólicas e hormonais de maneira diferente conforme a janela de exposição, se durante a gestação ou lactação, o sexo e a idade.

Os experimentos foram realizados em um modelo de rato, também aprovado pelo Comitê de Ética, e mostraram que a exposição à cafeína durante a lactação aumenta o risco de desenvolvimento de obesidade entre filhotes do sexo feminino. Para as crias do sexo masculino, a gestação parece ser um período mais crítico de exposição à cafeína.

A ingestão materna de cafeína durante a gestação ou lactação pode afetar de forma distinta o metabolismo e a função tireoidiana da prole. Apesar da redução do hormônio tireoideano T3 no desmame, essas alterações não são observadas na vida adulta. Outros hormônios, como insulina, leptina e corticosterona, não são afetados.

A exposição apenas durante a lactação promoveu intolerância à glicose e maior suscetibilidade à obesidade em resposta à frutose nas crias fêmeas. Por outro lado, a exposição da prole de machos à cafeína somente durante a gestação promoveu maior preferência por uma dieta palatável e aumentou a suscetibilidade à obesidade. Esses resultados sugerem que os efeitos da cafeína sobre a saúde da prole dependem da janela de exposição e do sexo da cria.

Portanto, para as fêmeas, o período de lactação parece ser uma janela de desenvolvimento mais crítica para os efeitos precoces da cafeína.

O governo publicou, nesta terça-feira (30/12), a lista de feriados e pontos facultativos para o ano de 2026. O calendário foi divulgado no Diário Oficial da União (DOU) e abrange cerca de 10 feriados nacionais no próximo ano.

No total, nove datas serão de ponto facultativo, sendo três delas com expediente até as 13h ou 14h.

No Carnaval, em fevereiro, as datas definidas como ponto facultativo são 16 e 17. O dia 18, Quarta-feira de Cinzas, também será de ponto facultativo até as 14h.

Veja abaixo as datas dos feriados nacionais e pontos facultativos:

Nos últimos anos, a seca deixou de ser uma preocupação apenas de agricultores ou comunidades de regiões áridas. Ela se tornou um fenômeno global, com impactos diretos na segurança alimentar, na saúde pública e na economia. Em 2023, quase metade da área terrestre mundial (48%) enfrentou pelo menos um mês de seca extrema, segundo o relatório Global Drought Outlook: Towards a drier world, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Isso significa que milhões de pessoas conviveram com a escassez de água em algum momento do ano.

Como pesquisador que atua em soluções baseadas na natureza, vejo esse quadro não apenas como uma estatística alarmante, mas como um chamado à ação. A crise climática tem intensificado os eventos de seca que – ao contrário de outras catástrofes naturais abruptas – é silenciosa e prolongada. Ela compromete lavouras inteiras, inviabiliza projetos de restauração e pode levar à morte plantas em larga escala. Quando falamos em crise hídrica, falamos em ameaça à vida como um todo.

Foi nesse contexto que, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), começamos a investigar alternativas de baixo custo e ambientalmente seguras para aumentar a sobrevivência de mudas agrícolas e florestais. Uma dessas alternativas é o hidrogel biodegradável superabsorvente – popularmente conhecido como “água sólida”.

O que são hidrogéis?

Hidrogéis são redes tridimensionais de polímeros com grande capacidade de absorver líquidos, como água, sem se dissolver. Dependendo de sua composição, podem reter de 10% a 100% do próprio peso seco ou volume em fluídos.

Aplicados ao solo, funcionam como pequenas esponjas: armazenam água em períodos chuvosos e a liberam gradualmente durante a estiagem, aumentando a resistência das plantas ao estresse hídrico. Esse efeito é especialmente importante para culturas sensíveis à seca ou em regiões de clima instável.

Os hidrogéis considerados superabsorventes são capazes de reter mais de 100% de seu peso em água. Eles podem ser de origem sintética, natural ou híbrida. Os sintéticos, em geral, têm maior capacidade de absorção e durabilidade, mas costumam ser não biodegradáveis e potencialmente poluentes. Já os naturais, produzidos a partir de polissacarídeos (como amido e quitosana) ou proteínas (como gelatina e colágeno), apresentam vantagens ambientais: são biodegradáveis, biocompatíveis e pouco tóxicos.

Porém, os polissacarídeos em sua forma natural não conseguem formar a rede necessária para manter a água retida. Para isso, são usadas substâncias químicas como o glutaraldeído – eficiente, mas tóxico e ambientalmente insustentável. Uma alternativa promissora é o uso de produtos naturais, como o ácido cítrico, que é renovável, biodegradável e não tóxico.

Apesar do interesse crescente por soluções verdes, a maioria dos hidrogéis disponíveis para agricultura ainda é sintética, não biodegradável. É nesse ponto que nossas pesquisas entram: desenvolver materiais biodegradáveis, sustentáveis e de baixo custo, capazes de oferecer desempenho comparável ou superior.

Desenvolvendo hidrogéis biodegradáveis

Nosso grupo testou diferentes combinações de biopolímeros para produzir hidrogéis superabsorventes. Utilizamos três polissacarídeos – celulose, amido e goma xantana – e uma proteína, a gelatina. A escolha não foi aleatória: usamos celulose derivada de resíduos agroindustriais, abundantes e de baixo custo; amido de milho, disponível em larga escala e barato; goma xantana, conhecida por suas excelentes propriedades de viscosidade; e gelatina, que possui grande capacidade de formar géis.

Misturamos diversas proporções desses ingredientes, que depois foram reticulados – ou seja, conectados em rede – pelo ácido cítrico, formando hidrogéis com boa capacidade de retenção de água e resistência mecânica. Nos testes de intumescimento, eles retiveram de 187% a 492% do próprio peso em água.

Também analisamos as amostras em microscópio para observar a porosidade, um fator determinante para absorção e liberação da água. Poros abertos permitem absorção rápida, mas reduzem a resistência mecânica do material. Já os poros fechados tornam a absorção mais lenta, porém aumentam a durabilidade e permitem uma liberação mais controlada.

Os hidrogéis produzidos apresentaram uma proporção adequada entre poros abertos e fechados, o que favorece tanto a retenção quanto a resistência estrutural – algo essencial para aplicação em solos agrícolas.

Outro aspecto observado foi a estabilidade térmica: os hidrogéis demonstraram boa resistência ao calor, sofrendo a primeira alteração a 142 °C, quando o glicerol se decompõe, e começando a se deformar apenas a 212 °C, temperatura em que a gelatina se degrada.

Testes em solo e sementes

Para verificar a aplicação prática, testamos o hidrogel mais promissor em solos sob estresse hídrico. Os resultados foram expressivos. A capacidade de retenção de água aumentou em todas as concentrações testadas, mas o solo com 5% de hidrogel foi o mais eficiente. Em experimentos de germinação com milho, a taxa subiu de 76% no solo controle para 93%. Concentrações mais altas, como 10%, foram menos eficazes, com germinação de 86%.

Outro benefício observado foi a liberação gradual de nutrientes como carbono e nitrogênio durante a biodegradação do material, contribuindo para o incremento da biomassa microbiana no solo e o crescimento saudável das plantas. E, além de reter água, os hidrogéis também podem armazenar nutrientes dissolvidos no solo. Sua rede tridimensional permite encapsular esses elementos e liberá-los de forma regulada, acompanhando os ciclos de absorção e desabsorção de água. Assim, os hidrogéis podem ajudar a reduzir o uso excessivo de fertilizantes e minimizar problemas ambientais ligados à lixiviação – quando nutrientes são levados pela água da chuva para lençois freáticos e rios.

Outras frentes de pesquisa

Os hidrogéis são apenas uma das linhas de investigação do nosso laboratório. Também atuamos em diferentes soluções de base biológica para apoiar a agricultura e o reflorestamento diante da crise climática.

Fazemos parte do NAPI Biodiversidade: Restori, uma iniciativa pública do Paraná, apoiada pela Fundação Araucária, voltada a desenvolver soluções inovadoras para reflorestamento e sistemas produtivos sustentáveis.

Nosso grupo de pesquisa também coordena o Centro Temático em Materiais Biodegradáveis Avançados Aplicados à Transição Ecológica em Bases Bioeconômicas – Transformat, apoiado pela Finep e com participação de pesquisadores de três outras Universidades públicas: UFABC, Unesp e Unifesspa.

Entre outros projetos em andamento, temos desenvolvido tubetes e espumas biodegradáveis produzidos a partir de resíduos agroindustriais, que substituem plásticos convencionais no cultivo de mudas. Também estudamos microrganismos isolados de solos florestais, capazes de estimular o crescimento das plantas, aumentar sua resistência à seca e ampliar a captura de carbono.

Além disso, investigamos os chamados micomateriais, produzidos a partir de fungos. Pode soar inusitado pensar em fungos como alternativa tecnológica, mas muitas espécies apresentam propriedades impressionantes, entre elas a capacidade de agregar partículas e reter água, o que abre espaço para aplicações promissoras na agricultura em ambientes de clima seco.

Um caminho mais sustentável

O grande valor dessas iniciativas está no que elas representam para o futuro. A agricultura, base da alimentação mundial, enfrenta pressões sem precedentes: alimentar uma população crescente, reduzir o impacto ambiental e lidar com eventos climáticos extremos. O reflorestamento é uma das principais estratégias para mitigar os efeitos da crise climática, mas esbarra na dificuldade de garantir a sobrevivência das mudas em ambientes hostis.

A ciência permite buscar soluções biodegradáveis como alternativas simples, acessíveis e sustentáveis para aumentar a resiliência das plantas e garantir maior sucesso nessas iniciativas. Esse caminho aponta o caminho que precisamos trilhar, olhando para a natureza, entendendo seus mecanismos e utilizando-os como inspiração para enfrentar os desafios da crise climática, que nós mesmos criamos.

 

A prefeita Tia Júlia realizou nesta segunda-feira (29) uma reunião com a direção do novo Hospital Regional de Palmeira dos Índios para alinhar ações, acompanhar o início do funcionamento da unidade e planejar a ampliação gradual dos serviços ofertados à população. O encontro contou com a presença do secretário de Estado de Relações Federativas e Internacionais Júlio Cezar, da secretária municipal de Saúde Zoé Duarte e da adjunta Ivone Basílio, da diretora-geral do hospital Valquíria Bulhões, do diretor médico Eduardo Arruda e da diretora administrativa Grace Montenegro,  além das equipe técnica e administrativa da prefeitura e do Hospital.

O Hospital iniciou o funcionamento no último dia 19, data da inauguração, com atendimento em clínica médica, ortopedia e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Cirurgias gerais e procedimentos ortopédicos também já estão sendo realizados, inclusive em pacientes regulados pela Secretaria de Estado da Saúde (SESAU), vindos de outros municípios da região.

De acordo com a direção, a unidade já recebe pacientes transferidos da UPA e de outros hospitais, por meio da regulação estadual, que atende não apenas Palmeira, mas toda a região do entorno. “Já estamos em pleno funcionamento com UTI, clínica médica e ortopedia. A procura de outros municípios já é uma realidade. Qualquer paciente que esteja na regulação precisando de internamento na região está vindo para cá. Contamos com profissionais capacitados e altamente qualificados para oferecer o melhor atendimento ao paciente. O hospital já está atendendo pacientes regulados via sistema da SESAU”, destacou Valquíria Bulhões.

Durante a reunião, também foram discutidas as próximas etapas de implantação de novas especialidades. A expectativa é que, em breve, o Hospital passe a ofertar serviços como cardiologia, ultrassonografia, ecocardiografia e nefrologia, com hemodiálise. A unidade também deverá realizar cerca de mil procedimentos por mês, nesta última área. Serviços como oncologia também estão previstos, mas dependem de habilitação específica junto ao Ministério da Saúde.

O secretário de Estado Júlio Cezar explicou que o momento é de alinhamento e planejamento estratégico. “Este encontro é para alinhar o município com o hospital e mostrar à população que, apesar de já estar entregue, o hospital precisa de um tempo para que a roda gire na velocidade que a estrutura permite. A prefeitura é uma grande aliada neste início e o Estado é parceiro. A direção tem experiência e conhece a dinâmica de um hospital deste porte. Com esta união, o Hospital vai avançar e atender cada vez melhor a região”, afirmou Júlio Cezar.

A prefeita Tia Júlia destacou a importância do hospital para a oitava região de Saúde e comemorou o impacto positivo para a população. “Sabemos que a oitava região está sendo beneficiada e viemos acompanhar de perto esse início do funcionamento dos trabalhos das equipes. Graças a Deus, os pacientes não estão mais precisando se deslocar para Coruripe ou Maceió, como acontecia antes. Hoje, o fluxo é UPA e, em seguida, o hospital. Só em casos muito específicos há necessidade de transferência. Já tivemos cirurgia de ortopedia e isso é muito importante para o nosso povo”, enfatizou.

A prefeita também ressaltou que o Hospital representa a realização de um sonho antigo. “Este é um sonho para Palmeira e para toda a região. Um serviço diferenciado, pensado para oferecer excelência, com profissionais criteriosamente selecionados e capacitados. Começamos com responsabilidade, planejamento e compromisso. Este sonho começou lá atrás, com o Júlio Cezar, e agora dá o seu primeiro grande passo, com potencial para crescer ainda mais e colaborar cada vez mais com a saúde regional”, completou a prefeita.

 

Um helicóptero da Band sofreu uma pane nesta segunda-feira (29) próximo da Rodovia Presidente Dutra, e o piloto da aeronave precisou fazer um pouso de emergência no estacionamento de uma transportadora, localizada na Avenida Educador Paulo Freire, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, havia dois ocupantes na aeronave, que sofreram ferimentos na coluna e na cabeça.

Procurada pela Agência Brasil, a Band informou que a aeronave sofreu a pane enquanto o piloto e um cinegrafista sobrevoavam a região do Parque Novo Mundo, entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias, na zona norte de São Paulo.

“Por volta das 17h30, o piloto, que estava acompanhado do cinegrafista, identificou a perda da potência do motor e realizou um pouso forçado em local seguro, no estacionamento de uma transportadora. O Corpo de Bombeiros foi acionado imediatamente e deslocou uma unidade de resgate e outras duas viaturas para o local. Os dois ocupantes passam bem e seguem em observação recebendo cuidados médicos”, informou a empresa de comunicação.

Por meio de um comunicado à imprensa, a Band confirmou que a aeronave está com a manutenção e certificações em dia.

Um homem foi preso após agredir a própria mãe com uma sandália e quebrar o medidor de água da residência, na noite dessa segunda-feira (29), no município de Cacimbinhas, no Agreste de Alagoas.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a guarnição RP 09 foi enviada ao local para averiguar a denúncia de violência contra a mulher. No endereço, a suposta vítima relatou que informou ao filho que vizinhos estariam organizando um abaixo-assinado para retirá-la da rua, o que teria provocado a reação do suspeito.

Ainda segundo o relato, o homem arremessou uma sandália, atingindo o braço da mãe. Em seguida, ela saiu da residência, momento em que ele teria desferido um chute que atingiu a perna da vítima. Após as agressões, o suspeito quebrou o medidor de água do imóvel.

O homem foi encontrado deitado no sofá da sala e não ofereceu resistência à condução, não sendo necessário o uso de algemas. Conforme informado pela mãe, ele sofre de epilepsia e é usuário de drogas. Diante disso, ele foi conduzido inicialmente ao hospital da cidade de Cacimbinhas, onde recebeu atendimento médico, foi medicado e liberado pela equipe médica.

A vítima informou que não precisava de atendimento médico. Em seguida, as partes foram conduzidas ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios, onde foram adotados os procedimentos cabíveis.

 

A influenciadora Virginia Fonseca, 26, compartilhou um pensamento enigmático após o ex-marido, Zé Felipe, 26, anunciar o fim do relacionamento com a sertaneja Ana Castela, 22.

A empresária compartilhou uma mensagem que dizia: "Planejamos muitas coisas, mas no fim, a vida segue o roteiro escrito por Deus". Logo após, ela compartilhou um Salmos. "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a fortaleza da minha vida; de quem terei medo?"

Virginia está em Madrid, na Espanha, para passar o Ano Novo com o namorado, Vini Jr., 25, e os três filhos do casamento com o filho de Leonardo, Maria Alice, 3, Maria Flor, 2, e José Leonardo de 1 ano. Nos últimos dias, Virginia estava em Trancoso, na Bahia, com o namorado e os herdeiros do antigo relacionamento.

Zé Felipe e Ana Castela anunciaram o término do relacionamento de pouco mais de dois meses em uma publicação conjunta nesta segunda (29). Em um texto escrito pelo cantor, ele esclareceu que o término não foi por briga. "Conversamos e vimos que o melhor era cada um seguir o seu caminho. Eu a amo e sei que ela também me ama, mas decidimos seguir caminhos diferentes em busca de nossos objetivos individuais. Desejo a ela toda a felicidade do mundo."

Zé Felipe e Ana Castela confirmaram o relacionamento no começo de outubro e, desde então, sempre eram vistos juntos. Os dois também lançaram as faixas "Sua Boca Mente" e "Eu Só Quero Você" após o hit de "Roça Roça em Mim", de 2023. Relembre os principais momentos do relacionamento.

Brasil bateu um novo recorde de turistas estrangeiros em 2025, quando mais de 9 milhões de pessoas visitaram o país. O número representou um crescimento de 40% em relação aos 6,7 milhões de viajantes registrados em 2024. O total também superou em 30% a previsão para este ano. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comunicação Social do governo federal nesta segunda-feira (29/12).

Além do aumento de visitantes estrangeiros, as receitas geradas pelo turismo internacional no Brasil atingiram níveis inéditos. De janeiro a novembro, turistas internacionais movimentaram US$ 7,17 bilhões, num avanço de 8,41% em relação ao mesmo intervalo de 2024

O estado de São Paulo foi o destino que recebeu maior número de turistas estrangeiros em 2025, com quase 2,5 milhões de chegadas de janeiro a novembro. Em segundo lugar ficou o Rio de Janeiro (com 1,9 milhão). Na sequência, vieram o Rio Grande do Sul (1,4 milhão), o Paraná (958 mil) e Santa Catarina (651 mil).

Fonte de turistas

A Argentina foi a maior fonte de turistas. Em 11 meses, os destinos brasileiros registraram a chegada de 3,1 milhões de argentinos, volume 82,1% maior do que no mesmo período de 2024. O segundo lugar ficou com o Chile, com 21.497 entradas entre janeiro e novembro de 2025. Em terceiro lugar foi ocupado pelos Estados Unidos (677.888 chegadas), seguido pelo Uruguai (487.514). Na quinta posição, veio o Paraguai (454.327).

Grandes eventos

Na avaliação do governo, o turismo no Brasil em 2025 foi impulsionado por grandes eventos. Nesse caso, encaixa-se a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém (PA), em novembro. Além disso, entram nessa mesma lista a Cúpula do BRICS, em julho, no Rio de Janeiro, além do Carnaval, que movimentou R$ 12 bilhões no Brasil neste ano.

Com 6.504 ocorrências envolvendo motocicletas registradas entre janeiro e 15 de dezembro, Alagoas contabilizou uma média de 17,81 acidentes por dia, segundo dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Um dos casos recentes ocorreu no último domingo (28), quando um carro e uma motocicleta colidiram na Rua Professor Virgínio Campos, no bairro Farol, em Maceió, resultando na amputação dos dedos do pé direito de um jovem. Ele utilizava capacete, mas apresentava indícios de consumo de bebida alcoólica.

A vítima foi socorrida por uma Unidade de Suporte Básico (USB) e encaminhada ao Hospital Geral do Estado (HGE).

Somente em 2025, as equipes do Samu realizaram 2.789 atendimentos com motolâncias, o que representa uma média diária de 7,64 ocorrências. Do total, 2.094 atendimentos foram registrados em Maceió e 695 em Arapiraca. Os chamados envolvem tanto situações clínicas, como desmaios, convulsões e mal-estar, quanto casos traumáticos, a exemplo de quedas e colisões no trânsito.

Para o coordenador-geral do Samu em Alagoas, Mac Douglas de Oliveira Lima, a alta incidência de acidentes com motocicletas impõe desafios constantes às equipes. Segundo ele, a rapidez no atendimento é fundamental, especialmente nos casos mais graves, quando a estabilização imediata e o transporte rápido ao hospital podem ser decisivos para salvar vidas.

 

Responsáveis por armazenar água e ajudar a regular o clima global, milhares de geleiras podem desaparecer ano após ano nas próximas décadas. A descoberta feita por pesquisadores do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurique), na Suíça, aponta para a urgência de controlar o aquecimento global para evitar uma tragédia ambiental.

O estudo liderado pelo glaciologista Lander Van Tricht, do ETH Zurique, foi publicado na revista científica Nature Climate Change em 15 de dezembro. De acordo com a análise, a depender da temperatura global, 4 mil geleiras podem desaparecer a cada ano até a década de 2050.

Para os cientistas, as ações mundiais contra as mudanças climáticas determinarão a quantidade de blocos de gelo a serem salvos.

“Nossos resultados reforçam a urgência de políticas climáticas ambiciosas. O desaparecimento de cada geleira pode ter grandes impactos locais, mesmo que sua contribuição para o derretimento da neve seja pequena”, afirma Van Tricht em comunicado.

Temperatura global interfere no futuro das geleiras

Diferentemente de estudos anteriores que se concentram em investigar a perda de massa e área de grandes geleiras, a equipe de pesquisa do ETH Zurique investigou quantos exemplares menores poderiam derreter anualmente neste século. Apesar de não afetar tanto o nível do mar, o derretimento deles pode afetar o turismo e cultural local.

Os contornos de 211.490 geleiras foram analisados através de imagens de satélites pertencentes a um banco global de dados. O objetivo era investigar o ano em que o maior número delas poderia desaparecer. Atualmente, cerca de mil blocos de gelo derretem anualmente.

Modelos computacionais simularam diferentes cenários em que a temperatura global era maior ou menor, dependendo do avanço do aquecimento global.

Se a temperatura se elevar apenas 1,5ºC, 2 mil geleiras sumirão anualmente a partir de 2041. Assim, restariam 95 mil delas no mundo inteiro até 2100. Se o aquecimento chegar a 2,7ºC, aproximadamente 3 mil geleiras desaparecerão a cada ano entre 2040 e 2060, um ritmo que levaria a cerca de 43 mil sobreviventes até 2100.

Já em um cenário com uma elevação de 4ºC, até 4 mil blocos de gelo podem ir embora anualmente, restando apenas pouco mais de 18 mil até o final do século.

Para os cientistas, os resultados demonstram a urgência da antecipação dos compromissos climáticos mundiais para proteger o meio ambiente e as culturas ligadas ao clima glacial. “A perda de geleiras de que estamos falando aqui é mais do que apenas uma preocupação científica. Ela realmente toca nossos corações”, finaliza o coautor do artigo, Matthias Huss, da ETH Zurique.

Ano novo, cartão “novo”! No primeiro dia útil de 2026, 02 de janeiro, será iniciado o período de cadastro e recadastro dos cartões Vamu Escolar, procedimento que assegura a utilização dos cartões destinados aos estudantes com o benefício do Passe Livre. Os dois procedimentos poderão ser realizados até o dia 31 de março.

Os estudantes que irão solicitar o cartão Vamu Escolar pela primeira vez precisam realizar o procedimento de CADASTRO, levando o Formulário de Cadastro/Recadastro 2026 (impresso no site do Vamu Mobilidade e devidamente carimbado e assinado pela a instituição de ensino), RG e CPF do titular (originais e cópias), comprovante de residência com CEP (original e cópia com no máximo 3 meses de emissão) e uma foto 3×4 (colorida e atual). A taxa para este procedimento é de R$ 18.

Para quem já tem o cartão, o recadastro será necessário, com o Formulário de Cadastro/Recadastro 2026 (impresso no site do Vamu Mobilidade, devidamente carimbado e assinado por sua instituição de ensino), o cartão Vamu Escolar, RG e CPF do titular (originais e cópias) e comprovante de residência com CEP (original e cópia com no máximo 3 meses de emissão), e os estudantes também irão realizar a atualização da biometria facial. A taxa para este procedimento é de R$ 9.

Já as instituições de ensino, que são responsáveis pelo envio dos dados dos estudantes para o Vamu Mobilidade, precisam fazê-lo até o dia 28 de fevereiro.

Recadastro pelo app Vamu Escolar

Além da possibilidade de realizar qualquer um dos dois procedimentos de forma presencial, pais, responsáveis e estudantes podem optar por usar o aplicativo Vamu Escolar (disponível para Android ou iOS) e fazer tudo sem sair de casa. O app foi lançado em 2024 e, desde então, tem sido adotado pelos maceioenses como uma excelente opção para fazer qualquer um dos dois procedimentos de qualquer lugar, a qualquer hora.

Para isto, basta enviar todos os documentos necessários, inclusive uma selfie atualizada, diretamente pelo smartphone. A equipe do Vamu Mobilidade avalia o material enviado, e caso tudo seja aprovado, a taxa correspondente ao procedimento é gerada, podendo ser paga via Pix. Confirmado o pagamento, o cartão estará devidamente cadastrado ou recadastrado.

Para o gerente comercial do Vamu Mobilidade, Ramon Moura, 2026 será um ano com ainda mais comodidade para os estudantes. “Ano após ano, o Vamu tem melhorado os processos internos e externos, proporcionando uma experiência cada vez mais segura e rápida para quem precisa cadastrar ou recadastrar seu cartão, seja nos nossos pontos ou pelo celular”, detalhar Ramon.

Cadastro/Recadastro presencial

Para quem prefere realizar os procedimentos de maneira presencial, os estudantes devem comparecer a um dos postos de atendimento de posse de todo o material necessário listado acima, de segunda a sexta (exceto feriados):

Para RECADASTRO:

-Sede do Vamu Mobilidade (Rua Buarque de Macedo, 549), das 7h às 17h;

-Terminal do Benedito Bentes, das 7h às 16h;

-Terminal do Colina, das 5h30 às 17h30;

-Terminal de Cruz das Almas, das 5h30 às 17h30;

-Terminal de Eustáquio Gomes, das 5h às 19h;

-Terminal do Salvador Lyra, das 5h30 às 17h30;

-Terminal do Trapiche, das 5h30 às 17h30.

Para CADASTRO:

-Sede do Vamu Mobilidade (Rua Buarque de Macedo, 549), das 7h às 17h;

-Terminal do Benedito Bentes, das 7h às 16h;

Vale ressaltar que todo o processo deve ser efetuado até o dia 31 de março de 2026. Após essa data, além da taxa de cadastro ou recadastro, será cobrada também uma multa no valor de R$ 9 (nove reais) por mês de atraso. O estudante que não realizar o Recadastramento 2026 também só poderá efetuar compra de créditos escolares até o dia 28 de fevereiro. A partir dessa data, somente os estudantes devidamente cadastrados ou recadastrados neste ano poderão adquirir créditos escolares.

Instituições de ensino

As instituições de ensino dos níveis Fundamental, Médio e Superior que estiverem credenciadas para a aquisição dos cartões para alunos matriculados devem enviar ao Vamu Mobilidade as seguintes informações dos estudantes: nome completo do aluno, data de nascimento, sexo, nome da mãe, CPF do aluno, série, grau, turno, curso e status. O envio deve ser feito até o dia 28 de fevereiro de 2026.

Passe Livre Estudantil

De acordo com a portaria nº 0568, publicada pelo Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) no dia 10 de dezembro de 2025 no Diário Oficial do Município de Maceió, todo estudante devidamente cadastrado/recadastrado para o ano vigente tem direito a 80 (oitenta) viagens mensais, sendo 44 (quarenta e quatro) gratuitas, por meio do Passe Livre, e 36 (trinta e seis) pagando 50% (cinquenta por cento) do valor da tarifa vigente. O Passe Livre é renovado automaticamente todo dia 1º (primeiro) e não é acumulativo.

Vale ressaltar que, ainda segundo a portaria, alunos de cursos não presenciais ou semipresenciais ou de instituições de ensino que não estão localizadas no município de Maceió não são contemplados com o benefício do Cartão Vamu Escolar ou do Passe Livre.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) destaca para os últimos dias do ano um cenário de calor extremo (alerta vermelho) e pancadas de chuva sobretudo para as regiões Sudeste e Sul do país.

Sistema de Avisos de Meteorologia do Inmet emite alertas por cores (amarelo, laranja e vermelho), conforme o potencial de risco.

Ondas de calor - Para os últimos dias de 2025, o Inmet mantém um alerta vermelho, ou seja, de grande perigo à saúde, devido à onda de calor ativo até as 18 horas desta terça-feira (30), para seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Nessas localidades, as ondas de calor são caracterizadas por temperaturas até 5 graus Celsius (°C) acima da média histórica por um período maior do que cinco dias.

A cidade de São Paulo registrou neste domingo (28) 37,2°C, a maior temperatura para dezembro desde 1961. Algumas cidades do interior paulista ultrapassaram os 42°C.

Nos últimos dias, a região Sudeste tem enfrentado uma onda de calor devido a uma massa de ar quente estacionada em toda a região, que abrange também partes de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e impede a chegada de frentes frias.

Na Região Centro-Oeste, o calor intenso continua com máximas próximas de 39°C no Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, acompanhadas de pancadas isoladas de chuva.

Nas porções do sertão e do agreste de diversos estados da Região Nordeste, o risco à saúde é provocado pela baixa umidade relativa do ar que, de acordo com Inmet, pode variar entre 30% e 20%.

Tempestades - Para os últimos dias do ano, a tendência é de que o calor perca um pouco a intensidade com a chegada de uma frente fria com fortes chuvas, o que deve provocar instabilidades em diversas partes do país.

Todo o estado de São Paulo, o Sul do Rio de Janeiro e Sul/Sudoeste de Minas Gerais estão sob alerta amarelo de tempestades até às 10h desta terça-feira (30).

O volume de chuvas pode variar até 50 milímetros por dia (mm/dia), acompanhadas de ventos intensos (40-60 km/h) e de queda de granizo.

O risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos é baixo.

As chuvas intensas ainda vão atingir grandes partes do Norte, desde o Norte do Amapá, abrangendo o Amazonas, Pará, Maranhão e todo o estado de Tocantins. A área chuvosa engloba a região Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás), e desce até a região Sudoeste do país.

As tempestades devem ser mais críticas nos três estados da Região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), além do litoral Sul paulista e do Sudoeste de Mato Grosso do Sul. Para estes estados, o Inmet também emitiu alerta laranja para tempestades até 23h59 desta terça-feira.

Nestas localidades, as chuvas podem chegar a 100 mm/dia, com ventos intensos (60-100 km/h), e queda de granizo. O Inmet avisa que há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos.

Réveillon - Na Região Sudeste, o dia da virada deve ser abafado, com previsão de pancadas de chuva típicas de verão entre o fim da tarde e o horário da virada. Há risco de temporais isolados com raios e rajadas de vento nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro  e Minas Gerais.

No Sul, a instabilidade persiste, especialmente na metade Norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde o ano deve terminar com chuvas e risco de temporais. No Sul gaúcho, o tempo tende a ficar mais firme.

No Norte e Nordeste, permanece o padrão de verão, com sol e calor. O litoral nordestino é a região com menor risco de chuva para o horário da queima de fogos.

Instruções - Em caso de rajadas de vento, o Inmet orienta o cidadão a não se abrigar embaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Se possível, desligar aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

Mais informações podem ser obtidas na Defesa Civil local (telefone 199) e no Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Nos casos de ondas de calor e de baixa umidade relativa do ar, o Inmet orienta a ingestão de bastante líquido e evitar desgaste físico nas horas mais secas e não se expor ao sol nas horas mais quentes do dia.

Inmet - Para ver a temperatura máxima e mínima prevista para os próximos dias em todo país, é possível acessar a página do Inmet na internet. Também é possível verificar alertas para cidades específicas, no Sistema de Avisos de Meteorologia do Inmet.

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