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As exportações cresceram 3,3% no terceiro trimestre de 2025 ante o segundo trimestre de 2025. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou nesta quinta-feira (4) os resultados das Contas Nacionais Trimestrais. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, as exportações mostraram alta de 7,2%.

As importações contabilizadas no PIB, por sua vez, subiram 0,3% no terceiro trimestre de 2025 ante o segundo trimestre de 2025. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, as importações mostraram alta de 2,2%.

A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços, e as variações porcentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial, entram somente bens, e o registro é feito em valores, com grande influência dos preços.

dólar operava em baixa na manhã desta quinta-feira (4/12), em um dia movimentado no noticiário político-econômico do Brasil.

As atenções dos investidores se dividem entre a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país no terceiro trimestre deste ano, a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) no Congresso e o leilão de áreas do pré-sal na Bolsa de Valores.


Dólar


Ibovespa


PIB do Brasil

O maior destaque do dia é a divulgação dos dados sobre o desempenho da economia brasileira. No terceiro trimestre de 2025, o PIB do país subiu 0,1% frente ao trimestre anterior, na série com ajuste sazonal. Sob ótica da produção, houve resultados positivos na agropecuária (0,4%) e na indústria (0,8%) enquanto a atividade dos serviços (0,1%) não mostrou variação significativa.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB somou R$ 3,2 trilhões no terceiro trimestre, sendo R$ 2,8 trilhões referentes ao valor adicionado a preços básicos e R$ 449,3 bilhões, aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios. A taxa de investimento foi de 17,3% do PIB, ligeiramente abaixo dos 17,4% do mesmo trimestre do ano passado. Já a taxa de poupança foi de 14,5%, igual à do terceiro trimestre de 2024.

Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o PIB avançou 1,8%, com crescimento na agropecuária (10,1%), na indústria (1,7%) e nos serviços (1,3%).

Votação da LDO

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional aprovou, na quarta-feira (3/12), o texto principal da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. O parecer de Gervásio Maia (PSB-PB) apresenta um calendário que obriga o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a pagar a maior parte das emendas parlamentares até meados do ano que vem – que é ano eleitoral. O texto está previsto para ser votado nesta quinta em sessão do Congresso.

Segundo o parecer, que foi aprovado de maneira simbólica, o Palácio do Planalto deverá pagar 60% dos repasses indicados pelos congressistas até julho. O prazo foi acordado após ser amplamente discutido entre o governo e o Congresso e foi um dos motivos do atraso na votação. Os parlamentares afirmam que o calendário traz mais previsibilidade na distribuição das emendas, por outro lado, diminui o poder de barganha do Palácio do Planalto.

A LDO é o conjunto de diretrizes e regras que ditam como o governo federal deverá gastar o Orçamento do ano seguinte. A proposta é enviada pelo Palácio do Planalto, normalmente, no primeiro trimestre do ano anterior ao que se refere o projeto e deve ser votado pela CMO e, depois, pelo Congresso Nacional.

O relator também aliviou a pressão para o governo e determinou que poderá perseguir o piso da meta fiscal em 2026, não sendo necessário perseguir o centro. Essa seria uma forma de evitar contingenciamentos volumosos. A meta fiscal para o próximo ano é de superávit de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34 bilhões, com intervalo de 0,25% para cima ou para baixo, ou seja, o piso inferior é de déficit zero.

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou neste ano que o governo deveria perseguir o centro da meta, e não a banda inferior como vinha sendo feito. No entendimento da Corte, o governo está burlando as regras fiscais ao não mirar o déficit zero, estabelecido como meta de resultado para 2025. No entanto, por entender que o orçamento já estava em execução, o TCU permitiu que a equipe econômica mirasse o piso da meta este ano, mas discute a obrigatoriedade de mirar o centro em 2026.

Segundo a equipe econômica, caso a Corte mantivesse a decisão, seria necessário bloquear cerca de R$ 30 bilhões nas contas públicas, o que causaria um colapso na administração pública.

Leilão do pré-sal

Outro destaque da agenda econômica desta quinta-feira é o leilão de áreas não contratadas do pré-sal, que acontece na B3, com a Petrobras no centro das atenções dos investidores.

O certame envolve áreas não contratadas dos campos de Mero, Tupi e Atapu, todos operados pela Petrobras e que contam com a participação de multinacionais como Shell, Total, Galp, CNODC e CNOOC.

O valor mínimo esperado pela União, ainda para 2025, é de R$ 10,2 bilhões, à vista. O leilão trata da venda da participação da União em jazidas de petróleo regidas por acordos de individualização da produção (os chamados AIPs), que são instrumentos usados para regular a exploração de petróleo e gás em reservatórios.

O TCU deu aval para a realização do leilão, mas o relator do processo no tribunal, ministro Jorge Oliveira, entendeu como “preocupante” o fato de o governo chegar ao fim do ano dependendo do certame para fechar as contas.

“Essa prática, que contrapõe um planejamento orçamentário sólido à exposição a um elevado risco fiscal, reduz drasticamente a margem de gestão do governo, expondo a gestão fiscal a um elevado grau de risco”, anotou o ministro em sua decisão.

O TCU determinou que, em caso de adiamento do leilão ou se novos certames semelhantes forem propostos, o tribunal terá de analisar mais uma vez as condições antes de eventual autorização.

Tensão política

Os investidores também seguem acompanhando os novos capítulos da tensão política entre os Poderes da República, em Brasília, desta vez envolvendo o Judiciário e o Legislativo. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reagiu à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, que determinou que apenas a Procuradoria-Geral da República (PGR) pode protocolar pedidos de impeachment contra ministros da Suprema Corte.

Alcolumbre disse ver com “preocupação” a decisão de Gilmar. Para o presidente do Congresso, só uma decisão legislativa seria capaz de mudar o rito para impeachment de ministros do STF, “sob pena de grave ofensa constitucional”. Na mensagem dura em relação à decisão, Alcolumbre cobrou que o STF respeite as prerrogativas do Legislativo.

O decano do STF estabeleceu que só a PGR pode apresentar um pedido de impeachment de ministros da Corte. Esse pedido atualmente poderia vir de cidadãos comuns e parlamentares. Gilmar determinou também que é necessária uma maioria de dois terços em votação no Senado para aprovar essas solicitações.

A decisão se deu no bojo da revisão de diversos artigos da Lei do Impeachment (Lei nº 1.079/1950) relativos ao processo de afastamento de ministros da Corte. A medida foi proferida conjuntamente nas Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) nº 1.259 e nº 1.260, apresentadas pelo partido Solidariedade e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Análise

Segundo Marco Ribeiro Noernberg, sócio e estrategista de renda variável da Manchester Investimentos, os dados do PIB do Brasil mostram “que o país continua crescendo neste ano, mas já é uma leitura de uma economia um pouco mais desaquecida, especialmente se comparamos com o primeiro semestre”. “A gente vê um nível de desemprego baixo neste momento, mas, ao mesmo tempo, a Selic passou o ano inteiro em taxas elevadíssimas, na faixa de 15%. E isso tem deixado o crédito cada vez mais seletivo. Vimos, inclusive, um estresse com relação ao crédito privado. Isso tira um pouco o ímpeto de um crescimento mais forte”, observa.

“A perspectiva é que o país cresça próximo de 2,2% e, olhando para 2026, devemos ter um crescimento menor em relação a este ano, mas ainda na faixa de 1,7% e 1,8%. Então, na prática, os sinais estão mistos”, explica Noernberg.

“Temos um governo tentando estimular o consumo com gastos governamentais e, ao mesmo tempo, a questão da Selic muito alta e um crédito muito restritivo. Esses dois fatores se contrabalanceiam. O resumo geral é: temos uma economia que continua crescendo, mas em um ritmo mais fraco do que se viu recentemente.”

A Câmara dos Deputados aprovou proposta de emenda à Constituição (PEC) que isenta do pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores ( IPVA) os veículos terrestres com 20 anos ou mais de fabricação. O texto, do Senado, foi aprovado em dois turnos nessa terça-feira (2) e segue para promulgação.

No primeiro turno, foram 412 votos a favor e 4 contrários. No segundo, 397 votos a favor e 3 contra.

A PEC 72/23 prevê a isenção para carros de passeio, caminhonetes e veículos mistos com mais de 20 anos. Na prática, a mudança proíbe a cobrança do imposto nesses casos, concedendo a chamada imunidade tributária. A medida não se aplica a micro-ônibus, ônibus, reboques e semirreboques.

Segundo o relator na comissão especial que analisou a proposta, deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), a PEC harmoniza a legislação nacional com a prática de estados que já não cobram IPVA de veículos antigos.

“A proposta uniformiza a isenção do IPVA para carros antigos, que já é adotada por vários estados, evitando diferenças na cobrança do imposto”, disse Pettersen.

A medida deve impactar principalmente estados que ainda não oferecem o benefício, como Minas Gerais, Pernambuco, Tocantins, Alagoas e Santa Catarina.

Reforma tributária

As imunidades tributárias do IPVA não existiam na Constituição Federal antes da aprovação da última reforma tributária (Emenda Constitucional 132, de 2023).

Com a reforma, a cobrança do IPVA foi ampliada para alcançar veículos aéreos e aquáticos, mas alguns deles ganharam imunidade tributária.

Atualmente, a Constituição Federal isenta de IPVA:

Debate em plenário

Durante o debate em plenário, o relator da proposta, deputado Euclydes Pettersen, defendeu federalizar a isenção do IPVA.

"Estamos retirando esse tributo para as pessoas que já pagaram outro carro por meio do imposto", disse ele, ao citar o cálculo do pagamento do IPVA ao longo de duas décadas.

O deputado Hildo Rocha (MDB-MA) lembrou que muitos estados já garantem a isenção. "O Maranhão mesmo beneficia vários automóveis utilizados por pequenos produtores rurais, como as caminhonetes D20 e C10", afirmou.

Para o deputado Domingos Sávio (PL-MG), o projeto beneficia cidadãos mais humildes e sem condições de comprar carros novos. "Se não pagar o IPVA, sobra dinheiro para manter o carro em todas as condições de funcionar bem", disse.

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil bateu um novo recorde em outubro deste ano, de acordo com dados divulgados nessa terça-feira (2/12) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo o órgão, o país registrou 5,255 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), superando o recorde anterior que havia sido alcançado em julho deste ano (5,16 milhões de boe/d). Os números constam do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural, divulgado pela ANP.

Em relação ao petróleo, foram extraídos 4,03 milhões de barris por dia (bbl/d), o que representou um crescimento de 2,9% em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta foi de 23,2%.

Foi a primeira vez que a produção de petróleo no Brasil superou a marca de 4 milhões de barris por dia em um único mês, em meio ao desenvolvimento de importantes campos no pré-sal, informou a ANP.

A produção de gás natural, por sua vez, bateu 194,78 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), o que correspondeu a um avanço de 2,2% em relação a setembro de 2025 e de 22,5% na comparação anual.

Pré-sal

Ainda de acordo com os dados da ANP, a produção de petróleo e gás natural no pré-sal atingiu 4,276 milhões de boe/d em outubro, com alta de 3,2% em relação ao mês anterior e de 27,8% na base anual.

A produção do pré-sal, que aconteceu por meio de 178 poços, representou 81,4% do total nacional em outubro, segundo a ANP.

Separadamente, a produção de petróleo foi de 3,309 milhões de bbl/d, e a de gás natural, de 153,72 milhões de m³/d.

Campos e instalações

Em outubro deste ano, o campo de Búzios, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo do país, com 884,78 bbl/d. O campo de Mero, também na Bacia de Santos, registrou a maior produção de gás natural, com 41,34 milhões de m³/d.

A instalação com a maior produção de petróleo foi o FPSO Almirante Tamandaré, operando nos campos de Búzios, Búzios Eco e Tambuatá, com 232.940 bbl/d. Já a maior produção de gás natural ficou com o FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, 12,7 milhões de m³/d de gás natural.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou nesta terça-feira, 2, para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pediu a retirada de tarifas americanas sobre produtos brasileiros que ainda.

Na ligação de cerca de 40 minutos, classificada como “muito produtiva” pelo governo brasileiro, os dois trataram da agenda comercial, econômica e do combate ao crime organizado. Os dois presidentes concordaram em voltar a conversar em breve sobre o andamento dessas iniciativas.

“Lula indicou ter sido muito positiva a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% imposta a alguns produtos brasileiros, como carne, café e frutas. Destacou que ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações”, afirmou o Planalto.

Em novembro, os Estados Unidos anunciaram a retirada da tarifa adicional de 40% que incidia sobre parte dos produtos agrícolas importados do Brasil. Mais de 200 itens foram acrescentados à lista anterior de quase 700 exceções ao tarifaço imposto ao Brasil, incluindo carnes, café, frutas, castanhas e especiarias.

Em documento, o presidente Donald Trump afirma que a revisão ocorre após avanços iniciais nas negociações bilaterais com o governo brasileiro. “Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323”, diz o texto.

Em relação às pautas ligadas à segurança, Lula ressaltou a urgência em “reforçar a cooperação com os EUA para combater o crime organizado internacional”, destacando recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal para asfixiar financeiramente o crime organizado. Trump, em resposta, ressaltou “total disposição em trabalhar junto com o Brasil”.

Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou a abertura de uma fiscalização sobre o empréstimo de R$ 20 bilhões aprovado pelo Conselho de Administração dos Correios. A medida visa analisar a viabilidade econômica da operação, que faz parte do plano de reestruturação da empresa pública.

O subprocurador-geral Lucas Furtado, autor do pedido, manifestou preocupação com as condições financeiras do contrato. O ponto central do questionamento refere-se às taxas de juros, que podem chegar a 136%. Segundo o MP, tal percentual é considerado elevado, especialmente em uma operação que conta com garantia soberana da União, o que, em tese, deveria reduzir o risco e o custo para as instituições financeiras.

Detalhes da operação e riscos

O plano estratégico dos Correios prevê a captação do montante em duas etapas: R$ 10 bilhões liberados imediatamente e o restante a partir de 2026. O objetivo é garantir um respiro financeiro à estatal até 2027, permitindo a consolidação de um novo modelo de negócios e crescimento estratégico.

No entanto, o órgão de controle questiona a capacidade da estatal de honrar o compromisso. Atualmente, os Correios acumulam um prejuízo estimado em R$ 4 bilhões e enfrentam perda de competitividade no setor de logística, agravada pelo avanço de empresas privadas de e-commerce.

Para o Ministério Público, é necessário averiguar se a empresa, que já opera no vermelho, terá condições de arcar com o serviço da dívida bilionária sem comprometer ainda mais os cofres públicos. O TCU deverá agora analisar o processo e decidir sobre a continuidade ou imposição de restrições à captação dos recursos.

*Com informações de Igor Damasceno

Cerca de 249 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco vão acertar as contas com o Leão. A Receita Federal paga  nesta sexta-feira (28), o lote da malha fina de novembro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 214.310 contribuintes receberão R$ 494,09 milhões. Desse total, R$ 296,95 milhões irão para contribuintes com prioridade no reembolso.

Entre o público com prioridade, estão 138.164 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix. Também têm prioridade contribuintes de 60 a 79 anos; contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério; contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave; e contribuintes acima de 80 anos.

A Receita também pagará restituição a 30.867 contribuintes sem prioridade, que acertaram as contas e saíram da malha fina.

A consulta pode ser feita desde o último dia 21 na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Pagamento

O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária."

dólar operava perto da estabilidade na manhã desta sexta-feira (28/11), em mais um dia de pregão mais esvaziado nos Estados Unidos, após o feriado da véspera pelo Dia de Ação de Graças – a sessão da Bolsa de Valores de Nova York ficará aberta apenas durante parte do dia.

No cenário doméstico, o principal destaque é a divulgação dos dados oficiais de desemprego no país no mês de outubro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A aprovação do Plano Estratégico da Petrobras para o período entre 2026 e 2030 também chama atenção dos investidores. A companhia anunciou a redução dos investimentos para os próximos cinco anos, em decisão já esperada pelo mercado.


Dólar


Ibovespa


Desemprego no Brasil

Os investidores repercutem, neste último pregão da semana, os dados oficiais de desemprego Brasil divulgados pelo IBGE.

Em outubro, a taxa de desocupação foi de 5,4%, a menor da série histórica iniciada em 2012. O índice recuou nas duas comparações: -0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior (5,6%) e -0,7 ponto percentual ante o mesmo período do ano passado (6,2%).

A população desocupada foi de 5,9 milhões, o menor contingente da série histórica, recuando 3,4% (menos 207 mil pessoas) no trimestre e caindo 11,8% (menos 788 mil pessoas) no ano. A população ocupada, de 102,6 milhões, ficou estável no trimestre e cresceu em 926 mil pessoas no ano.

O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,8%, registrando estabilidade.

A taxa composta de subutilização (13,9%) foi novamente a mais baixa da série, apresentando estabilidade na comparação frente ao trimestre anterior (14,1%) e 1,5 ponto percentual menor ante o mesmo trimestre de 2024 (15,4%).

Segundo o IBGE, a população subutilizada (15,8 milhões) manteve o menor contingente desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014, apresentando estabilidade no trimestre e queda de 10,1% (menos 1,7 milhões) no ano.

Petrobras

Outro destaque do pregão é a Petrobras, que divulgou nessa quinta-feira (27/11) o Plano Estratégico da companhia para o período entre 2026 e 2030. A estatal projeta investimentos de US$ 109 bilhões para os próximos cinco anos.

O valor aprovado é 1,8% menor do que o que havia sido apresentado no ano passado. A redução dos investimentos da Petrobras já era esperada pelo mercado, em meio a um cenário de preços mais baixos do petróleo.

Em comunicado divulgado pela Petrobras, a empresa informa que US$ 91 bilhões serão destinados a projetos da Carteira de Implantação e outros US$ 18 bilhões à Carteira em Avaliação.

Entre as iniciativas que vão em direção à diminuição dos gastos, estão a redução de custos em plataforma sem produção, maior otimização da logística aérea e marítima e das intervenções em poços e inspeções submarinas, além do melhor aproveitamento de frete de retorno e da postergação de serviços não prioritários de rotina e conservação.

De acordo com o plano da Petrobras, a companhia deve investir US$ 19,4 bilhões no ano que vem, US$ 21 bilhões em 2027, US$ 20,5 bilhões em 2028, US$ 16,1 bilhões em 2029 e US$ 14,3 bilhões em 2030.

Em 2026, o investimento de caixa deve ser de US$ 16,9 bilhões, com a produção de 2,5 milhões de barris por dia (bpd). A produção deve atingir 2,7 milhões boed em 2028 e ficar em 2,6 milhões boed em 2029 e 2030.

Segundo a Petrobras, o foco da companhia ainda continua sendo óleo e gás, em uma estratégia de “dupla resiliência”, com baixo custo e baixa emissão, para que a empresa também avance, em paralelo e gradativamente, na transição energética.

De acordo com o projeto da Petrobras, US$ 78 bilhões serão destinados à exploração e à produção. Desse montante, US$ 69,2 bilhões são destinados a projetos da Carteira em Implantação Alvo em E&P, 62% ao pré-sal, 24% aos campos do pós-sal, 10% à exploração e 4% a outros segmentos, como terras, águas rasas e projetos no exterior e de descabornização.

A Petrobras prevê ainda US$ 20 bilhões para iniciativas de refino, transporte, comercialização, petroquímica e fertilizantes. Para gás e energias de baixo carbono, serão investidos US$ 9 bilhões.

Em um ambiente mais desafiador em relação aos preços do petróleo, a Petrobras também reduziu a remuneração aos seus acionistas para o período entre 2026 e 2030.

Segundo a companhia, os dividendos ordinários ficarão entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões. No plano anterior, a estimativa de até US$ 55 bilhões.

A Petrobras também informou que deixou de prever o pagamento de dividendos extraordinários, que, até então, eram projetados em até US$ 10 bilhões.

Galípolo

O mercado também segue repercutindo novas declarações do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que participou de um evento promovido pela pela Itaú Asset Management, em São Paulo, na véspera.

O presidente da autoridade monetária reconheceu que 2026 tende a ser um ano que gere “maior volatilidade” nos mercados em função da disputa eleitoral no Brasil. No ano que vem, o país terá eleições para a Presidência da República, os governos estaduais, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

“O BC já está olhando para um horizonte que perpassa o ano eleitoral. Vamos continuar vendo como as coisas estão se desenrolando. Sabemos que anos de eleição são anos que podem apresentar maior volatilidade, mas o BC segue na lógica de que não faz um juízo de valor sobre o que acha que será feito a partir da eleição”, afirmou Galípolo.

O chefe do BC foi questionado sobre a atual política monetária e disse que a autarquia vem mantendo o seu “plano de voo”, apesar de eventuais pressões e críticas em relação ao patamar mais restritivo dos juros no país.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, no início do mês, a autoridade monetária manteve os juros inalterados, em 15% ao ano. O Brasil tem a quarta maior taxa nominal de juros do mundo e é o vice-líder no ranking global dos juros reais (a taxa nominal descontada a inflação). O mercado já vem projetando o início do ciclo de corte da Selic para o início do ano que vem.

“Do ponto de vista do BC, temos uma trajetória que vem seguindo próxima do que tínhamos imaginado de plano de voo. Quando começamos a elevar a taxa de juros, de um lado se tinha a ideia de que isso produziria um declínio abrupto da economia e, do outro lado, uma desconfiança sobre a reação do BC e se a política monetária daria conta de que produzir a convergência da inflação à meta. Esses dois riscos emagreceram significativamente”, observou Galípolo.

Segundo o presidente do BC, “os dados continuam mostrando um processo de desaquecimento da economia, mas bastante lento e gradual”. “De um lado, isso nos deixa atentos e preocupados e, por outro lado, ele afasta o risco de produzir uma desaceleração muito abrupta da economia”, disse.

“Não é de hoje que o Brasil tem as taxas de juros mais altas quando comparado aos seus pares. O BC deixou claro e vai continuar deixando claro que cumprirá o seu mandato, produzindo a convergência da inflação à meta com mais custo ou menos custo”, prosseguiu Galípolo.

Análise

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, a trajetória do dólar na véspera foi “um movimento típico de correção, impulsionado principalmente pela liquidez reduzida pelo feriado de Ação de Graças nos EUA, que deixa o mercado mais cauteloso e limita a busca por risco”.

“Depois de três dias consecutivos de valorização do real, o movimento técnico de realização e ajuste ganhou força, abrindo espaço para uma alta pontual da moeda. Além disso, o aumento das rolagens de contratos futuros na véspera da última Ptax de novembro adicionou volatilidade ao mercado, reforçando o viés comprador e contribuindo para a pressão de apreciação do dólar”, explicou.

Para Gabriel Mota de Souza, sócio da Manchester Investimentos, o mercado deve reagir positivamente ao plano estratégico da Petrobras. “Se você pegar todos os consensos dos analistas, verá que veio bem próximo do esperado”, avalia.

“Apesar de se esperar isso, sempre há medo de a Petrobras acabar investindo mais do que deveria. E, se tem um investimento maior do que consegue entregar, no cenário de Brent mais baixo, consequentemente você tira dividendo, não tem mágica. Como veio em linha com o esperado, acredito que pode ser positivo para a empresa hoje.”

 

O setor público consolidado do Brasil teve superávit primário (o saldo entre receitas e despesas, sem o pagamento de juros da dívida pública) de R$ 32,4 bilhões em outubro. A dívida bruta do país atingiu 78,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado é inferior do que o registrado no mesmo mês do ano anterior, quando o superávit foi de R$ 36,9 bilhões. No entanto, ao que se refere à dívida pública, o resultado foi semelhante, já que, em outubro de 2024, o indicador chegou a 78,6% do PIB.

É o que mostra o Boletim de Estatísticas Fiscais, divulgado pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (28/11). Nessa quarta-feira (26/11), o Tesouro Nacional informou que as contas do governo central — Tesouro Nacional, Banco Central (BC) e Previdência Social — tiveram superávit primário de R$ 36,52 bilhões em outubro de 2025.

Destaques do setor público

O governo central registrou superávit de R$ 36,2 bilhões. Já os governos regionais e as empresas estatais apresentaram déficits de R$ 3,6 bilhões e R$ 149 milhões, respectivamente.

Em 12 meses, o setor público consolidado acumula déficit primário de R$ 37,7 bilhões (o equivalente a 0,30% do PIB), ante déficit de R$ 33,2 bilhões (0,27% do PIB) nos 12 meses acumulados até setembro.

Dívida bruta

A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu 78,6% do PIB (R$ 9,9 trilhões) em outubro, semelhante a variação registrada no mês anterior. A DBGG compreende o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os governos federal, estaduais e municipais.

Conforme o boletim, a evolução da dívida bruta no mês decorreu dos juros nominais apropriados e da variação negativa do PIB nominal. No ano, a DBGG subiu 2,1 ponto porcentual (p.p) do PIB.

A dívida líquida do setor público (DLSP) cresceu no período analisado pelo Banco Central. A DLSP atingiu 65% do PIB (R$ 8,1 trilhões) em outubro, com acréscimo de 0,2 ponto do PIB no mês.

Segundo o BC, esse resultado refletiu os impactos dos juros nominais apropriados, do superávit primário, da desvalorização cambial, dos demais ajustes da dívida externa líquida e da variação negativa do PIB nominal (0,2 p.p.). No ano, a DLSP aumentou 3,5 pontos do PIB.

A dívida bruta é a soma de tudo o que o governo deve, enquanto a dívida líquida desconta desse total o que ele tem em reservas e aplicações financeiras.

 

O tombo histórico das ações da Hapvida foi seguido de uma enxurrada de avaliações negativas de instituições financeiras sobre o valor dos papéis da empresa, a maior na oferta de serviços de saúde na América Latina.

A lista de bancos que rebaixaram a orientação para os clientes sobre os papéis da Hapvida é extensa: JP Morgan, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e BTG Pactual.

Os bancos chamaram a atenção para a piora no resultado financeiro. “A perda no resultado final foi impulsionada pela operação, refletindo uma combinação de adições líquidas limitadas, tíquete menor que o esperado e MLR/sinistros per capita acima do previsto, em razão do aumento da disponibilidade de serviços com o fortalecimento da rede própria e de uma sazonalidade negativa mais forte do que o habitual, marcada por um inverno mais frio e viroses tardias”, apontou a análise do JP Morgan.

Queda sem fim

Como mostrou a coluna, no último dia 13 de novembro, a Hapvida registrou uma das maiores quedas da Bolsa de Valores. Despencou 43% em um único dia após a empresa apresentar o balanço do último trimestre.

O tombo histórico, no entanto, ocorreu após uma vertiginosa e constante queda dos valores dos papéis da empresa. O gráfico da variação do valor das ações da Hapvida parece o tradicional pesadelo da queda sem fim – com momentos de queda livre e outros de tombo lento após uma série de tropeços.

Transformando em números – ou em dinheiro –, o cenário parece ainda pior: em quatro anos, 0 valor da empresa, considerada a maior de saúde da América Latina, despencou de R$ 110 bilhões (com a fusão com a Notre Dame, em 2021) para R$ 8 bilhões.

A Hapvida estreou na B3 em 2018. Valia R$ 16 bilhões, a ação custava R$ 260. Hoje, custa R$ 17. O tombo mais recente desencadeou uma série de análises sobre a situação da empresa, mas nenhum parece alcançar uma perda tão grande.

Especialistas apontaram o resultado operacional da empresa como motivo da queda. Medido pelo Ebitda, sigla em inglês para “lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização”, ficou em R$ 746,4 milhões, uma queda de 17,6% na mesma base de comparação.

Apesar de parecer simples, a definição de uma nova regra para o funcionamento de corretoras de criptomoedas pegou muitas empresas do setor no contrapé.

O Banco Central (BC) determinou que as corretoras devem comprovar suas reservas. Nos termos do próprio BC, “demonstrar que a prestadora de serviços de ativos virtuais possui os ativos virtuais que declara ter em nome de seus clientes e usuários”.

Ou seja, nada mais do que mostrar que o que está sendo vendido é, de alguma forma, real. A regra deve ser cumprida até fevereiro de 2026.

Atualmente, no entanto, o número de corretoras de criptomoedas que comprovaram reserva podem ser contadas nos dedos da mão, não passam de seis.

A regra vale, também, para outras instituições que trabalham com ativos virtuais, como fintechs.

A ferramenta que permite rastrear e devolver recursos em casos de fraude no Pix ganhou uma nova versão desde domingo passado. Com a atualização, o Mecanismo Especial de Devolução (MED) passa a acompanhar o “caminho do dinheiro” em ocorrências de golpes, fraudes ou coerções envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos.

Inicialmente, o uso da novidade pelas instituições financeiras é facultativo, mas passará a ser obrigatório a partir de 2 de fevereiro de 2026.

O MED foi lançado originalmente em 2021, um ano depois da criação do Pix, para possibilitar a devolução mais rápida do dinheiro de clientes lesados em casos de golpe ou fraude. Mas, logo em 2022, os bancos e o Banco Central (BC) perceberam a necessidade de ampliar o alcance do mecanismo.

No formato original, a devolução dos valores ocorre apenas a partir da conta inicialmente utilizada na fraude. O problema é que os fraudadores são rápidos e conseguem retirar os recursos dessa conta e transferi-los para outras antes do bloqueio.

Com o aprimoramento, o MED passa a identificar “possíveis caminhos dos recursos”, indo além da primeira conta para qual o dinheiro foi transferido.​ Essa identificação vai ser compartilhada com os bancos envolvidos nas transações e permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação do cliente.

Botão de contestação

Desde 1º de outubro, o Pix conta com o “botão de contestação”, funcionalidade integrada ao MED que pode ser acionada diretamente no aplicativo da instituição em situações de fraude, golpe ou coerção.

Segundo o Banco Central, a ideia é facilitar a contestação de uma transação via Pix por parte dos usuários do sistema. O procedimento será feito de forma digital, sem a necessidade de contato com um atendente.

O recurso permite acelerar o bloqueio dos valores nas contas de criminosos. Com isso, vítimas de operações indevidas poderão recuperar o dinheiro em menos tempo.

Como pedir o Pix de volta?

Segundo o BC , para solicitar o recurso de volta é necessário registrar o pedido de devolução na sua instituição financeira em até 80 dias da data em que você fez o Pix.

O Maceió Previdência se reuniu na segunda feira, 24, com representantes de sindicatos de todos os segmentos do município com o objetivo de prestar esclarecimentos e tranquilizar os servidores. Durante o encontro, a direção reforçou que, mesmo diante da liquidação do Banco Master anunciada pelo Banco Central, todos os pagamentos aos aposentados e pensionistas estão garantidos.

O depósito referente à folha de novembro será realizado no dia 27 deste mês e os depósitos da folha de dezembro e do décimo terceiro estão programados para o dia 19 de dezembro. A autarquia ressaltou ainda que possui patrimônio líquido de 1,4 bilhão, o que assegura solidez financeira e plena capacidade de honrar seus compromissos.

A reunião, que foi conduzida pelo Diretor Presidente Guilherme Lanzillotti, reforçou que, mesmo diante da liquidação do Banco Master anunciada pelo Banco Central, todos os pagamentos aos aposentados e pensionistas estão garantidos. O depósito referente à folha de novembro será realizado no dia 27 deste mês e os pagamentos da folha de dezembro e do décimo terceiro estão programados para o dia 19 de dezembro.

“Manter um diálogo aberto com os sindicatos e garantir transparência em cada etapa do nosso trabalho é essencial para fortalecer a confiança dos servidores. Nosso compromisso é atuar com responsabilidade e segurança, preservando os recursos e protegendo aposentados, pensionistas e todos que dependem do Maceió Previdência”, afirmou o diretor presidente Guilherme Lanzillotti.

A direção explicou aos sindicatos que, no momento das aplicações, o Banco Master estava devidamente habilitado pelo Banco Central e pelo Ministério da Previdência. A instituição possuía grau de investimento reconhecido por agência de risco de referência, o que indicava segurança e estabilidade. Foi reafirmado que todos os investimentos seguiram rigorosamente as normas vigentes e foram aprovados pelo Conselho de Administração.

O Maceió Previdência permanece em comunicação com os órgãos reguladores, em especial com o Banco Central, para acompanhar os procedimentos de devolução dos recursos investidos e todos os desdobramentos da liquidação. A autarquia reforça que continuará atuando de forma firme na defesa dos direitos de aposentados e pensionistas.

Estiveram presentes representantes do SINDAS; SINDSPREF; ASFIM; SINTEAL; SINDGUARDA; SINDNUT; SINMED; APMM; SINDSAÚDE; SINCAL; SINDPSI; SINDAP e SINDACS.

Além de ter depósitos e aplicações congeladas, os investidores do Banco Master - que teve a liquidação decretada pelo Banco Central na última terça-feira (18) - têm de se preocupar com uma onda de golpes destinados a quem aguarda o ressarcimento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Anúncios em redes sociais e em aplicativos prometem “liquidez imediata” ou “antecipação” do pagamento da garantia, explorando a ansiedade de quem tinha Certificados de Depósito Bancário (CDB) emitidos pela instituição e agora está impedido de movimentar os recursos.

Entidade privada que garante o ressarcimento de investimentos e depósitos em até R$ 250 mil por pessoa na instituição financeira, o FGC tem reforçado que não autoriza intermediários, não cobra taxas e não oferece qualquer mecanismo para agilizar pagamentos, alertando que qualquer promessa de antecipação é golpe.

Gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Software Brasil, Fernando Falchi afirma que a garantia do FGC é automática, e qualquer oferta de crédito vinculada ao pagamento representa um sinal de alerta de fraude. Qualquer comunicação, ressalta, só pode ser feita por meio do aplicativo do FGC, canal oficial de ressarcimento.

“O cibercriminoso sempre usa a pressa como arma. A verificação, feita no canal oficial, é o melhor antídoto para golpes digitais”, ressalta.

Riscos

No vácuo de informações e diante da ausência de prazo exato para o início dos pagamentos, surgiram ofertas fraudulentas que afirmam ser capazes de antecipar o valor garantido. Muitas delas se apresentam como empresas especializadas, advogados ou consultores financeiros.

As fraudes em nome do FGC dividem-se em dois tipos: roubo de dados e crédito abusivo. Os golpes mais comuns são os seguintes:

1. Phishing e roubo de informações: golpes que visam capturar dados pessoais e bancários por meio de:

Nesses casos, um clique errado permite aos fraudadores capturar credenciais, tomarem contas bancárias ou instalarem malware (programa invasor) capaz de monitorar celulares e computadores em tempo real, inclusive senhas.

2. Empréstimos predatórios:

Outra prática detectada é a oferta de supostos “adiantamentos”, que na verdade escondem operações de crédito com juros altíssimos. O investidor, acreditando estar antecipando o pagamento do FGC, acaba contratando um empréstimo que pode consumir boa parte do valor a receber.

Pressão sobre investidores

O Banco Master, conhecido pela oferta de CDBs com rendimento de até 140% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, com taxa um pouco inferior aos juros básicos da economia), foi liquidado após meses de dificuldades. Fundado por Daniel Vorcaro, o banco acumulava carteira de crédito considerada de alto risco. A liquidação resultou ainda na prisão de executivos em operação da Polícia Federal que investiga a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).

Com o encerramento das atividades, investidores com aplicações de até R$ 250 mil passaram a depender exclusivamente do FGC para reaver o dinheiro. O processo, porém, não é imediato e exige etapas formais — o que abriu espaço para tentativas de fraude.

O procedimento correto, segundo o FGC, envolve os seguintes passos:

Recomendações para evitar golpes

As principais orientações para não cair em fraudes são as seguintes:

Os Correios aprovaram um plano de reestruturação que prevê entre outras medidas, um novo programa de demissão voluntária, o fechamento de 1 mil agências consideradas deficitárias e a venda de imóveis da estatal que podem render R$ 1,5 bilhão.

O plano prevê, até o fim de novembro, um empréstimo de até R$ 20 bilhões, parar reduzir o déficit, retomar o equilíbrio financeiro em 2026 e gerar lucro em 2027.

As ações planejadas para garantir “continuidade, eficiência e qualidade” dos serviços postais foram aprovadas na última quarta-feira (19).

Segundo os Correios, o plano foi elaborado após análises da situação financeira e do atual modelo de negócio para retomar o equilíbrio financeiro em um prazo de 12 meses.

“Diante do cenário de queda de receitas e aumento de custos operacionais, a reestruturação contempla três fases: recuperação financeira, consolidação e crescimento”, justifica a estatal.

Medidas

Entre as medidas, estão:

Há previsão de expansão no e-commerce e parcerias estratégicas, além da possibilidade de operações de fusões, aquisições e outras reorganizações societárias para aumentar a competitividade no médio e longo prazo.

O novo modelo de negócio reforça a universalização dos serviços postais, como missão pública dos Correios, mesmo nas localidades mais remotas e de difícil acesso.

A expectativa é de que, adotadas tais medidas, o déficit seja reduzido ao longo do ano que vem, e que a lucratividade seja retomada já em 2027.

Pacote

Após fechar o ano de 2024 no vermelho, com o prejuízo total de R$ 2,6 bilhões, a empresa anunciou, em maio deste ano, um pacote de medidas que incluiu outro programa de demissão voluntária (PDV); redução de jornada de trabalho para 6 horas diárias em unidades administrativas; suspensão temporária das férias de 2025 e a decretação do fim do trabalho remoto.

A última edição do PDV do Correios teve a adesão de aproximadamente 3,5 mil empregados, o que gerou uma economia anual de cerca de R$ 750 milhões.

Estrutura

Os Correios estão presentes nos 5.568 municípios, além do Distrito Federal e do Distrito Estadual de Fernando de Noronha (PE), de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura abrange mais de 10 mil agências de atendimento, 8 mil unidades operacionais (de distribuição e tratamento de encomendas e correspondências), 23 mil veículos e 80 mil empregados diretos.

Entre os serviços realizados pelos Correios estão entrega de livros didáticos às escolas públicas; a distribuição das provas do Enem simultaneamente em todo o território; a entrega das urnas eletrônicas em locais de difícil acesso; distribuição de mantimentos e outros artigos em situações de emergência e calamidade, como nas enchentes no Rio Grande do Sul, e mais recentemente, às famílias atingidas pelo tornado em Rio Bonito do Iguaçu (Paraná), em 7 de novembro.

Os EUA anunciaram nesta quinta-feira (20) a retirada da tarifa de 40% de alguns produtos brasileiros. A decisão foi publicada pela Casa Branca. A medida beneficia carne bovina, café, açaí, cacau e diversos outros produtos. São mais de 200 itens que foram acrescentados à lista anterior de exceções do tarifaço imposto ao Brasil.

A retirada da tarifa vale para produtos que chegaram aos Estados Unidos a partir de 13 de novembro. A data coincide com a reunião entre o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quando o tema foi discutido.

Na semana passada, o governo Trump já havia reduzido as tarifas de importação de cerca de 200 produtos alimentícios, para vários países. No caso do Brasil, a alíquota havia caído de 50% para 40%.

Agora, itens como café, carne e frutas, incluídos nas duas decisões recentes, voltam às taxas de exportação praticadas antes do tarifaço anunciado por Trump.

Veja alguns dos produtos que tiveram a tarifa de 40% retirada:

café;
carne bovina;
açaí;
cacau;
banana;
tomate;
coco;
castanha de caju;
mate;
especiarias, como pimenta, canela, baunilha, cravo e noz-moscada.

VEJA A REPERCUSSÃO:

Lula diz que está 'muito feliz' com derrubada de parte do tarifaço
'Presente de Natal': o que disseram os exportadores do Brasil
Celso Amorim: Suspensão de tarifas 'é passo na direção certa'
Imprensa internacional repercute retirada de tarifa dos EUA
Negociações entre Lula e Trump
Diferentemente da ordem executiva da semana passada, que era global, a decisão de hoje se aplica somente ao Brasil.

Na ordem desta quinta, Trump cita a conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no início de outubro, e afirma que a retirada das tarifas é resultado das negociações entre os dois governos.

"Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento", diz Trump no documento.

"Também recebi informações e recomendações adicionais de diversos funcionários [...] em sua opinião, certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional [...] porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil", acrescenta o presidente.

Governo brasileiro celebra decisão - O governo do Brasil comemorou a retirada da tarifa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que está “muito feliz porque o presidente Trump começou a reduzir a taxação de alguns produtos brasileiros". "Essas coisas vão acontecer à medida que a gente conversa”, afirmou.

Lula acrescentou que seguirá buscando “diálogo e racionalidade” para eliminar as demais tarifas ainda aplicadas aos produtos brasileiros.

Para o Itamaraty, a decisão foi um avanço importante, especialmente por fazer menção às negociações com o Brasil e porque a data retroativa (13 de novembro) coincide com o dia da reunião entre Marco Rubio e Mauro Vieira.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirmou que a medida é uma “excelente notícia”. Segundo ele, o Brasil volta a competir em condições equilibradas no mercado dos EUA, o que ajuda a estabilizar preços dos produtos.

Alívio para exportadores - A retirada de taxas do café e da carne, especificamente, representa um alívio para exportadores brasileiros desses produtos.

Os Estados Unidos são o principal comprador de café do Brasil e respondem por cerca de 16% de tudo o que o país exporta. Segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), as importações caíram pela metade entre agosto e outubro, na comparação com 2024, por causa do tarifaço.

O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, disse que a decisão é resultado de “um trabalho muito intenso”. "Para nós, é um momento de celebração, um presente de Natal antecipado. Vamos concorrer com nossa sustentabilidade e competitividade em pé de igualdade, como a gente sempre quis", afirmou ao g1.

No caso da carne, os EUA eram o segundo maior comprador do produto brasileiro antes do tarifaço, importando 12% de todo o volume que o Brasil vende para o exterior.

Em nota, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) comemorou a decisão do governo americano.

Segundo a entidade, "a reversão reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos, inclusive para a carne bovina brasileira."

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