
A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que liderou a paralisação dos trabalhadores da Petrobras decretada no dia 15 de dezembro, informou que 13 dos 14 sindicatos ligados à entidade aprovaram o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) resultante de negociação com a direção da empresa.
Com isso, segundo a FUP, a grande maioria dos sindicatos que havia aderido à greve na Petrobras já determinou a suspensão do movimento.
Por outro lado, o indicativo de greve ainda segue mantido pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), após assembleia realizada nessa sexta-feira (26/12).
Segundo a FUP, a decisão do Sindipetro-NF é “soberana” e “respeitada pela Federação, que permanece ao lado dos trabalhadores da região na busca por uma solução para o encerramento da paralisação”.
Também continuam em greve o Sindipetro-RJ, o Sindipetro Amazônia, Sindipetro LP e o Sindipetro AL/SE, todos representados pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). A entidade reúne 26 mil funcionários de quatro sindicatos.
Em nota, a FUP afirma que a mobilização dos trabalhadores “garantiu avanços concretos nos três eixos centrais da campanha reivindicatória”. “No eixo previdenciário, foi formalizada carta-compromisso da Petrobrás para a construção da solução definitiva dos Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs), com acompanhamento do processo na mediação com o Tribunal de Contas da União (TCU)”, diz a entidade sindical.
“No eixo econômico e social, o ACT assegura ampliação de direitos e benefícios com impacto para trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas e prestadores de serviço, incluindo abono, reajustes nos vales alimentação e refeição, criação de auxílio alimentação mensal, redução de custos com transporte e deslocamento, avanços nas condições de trabalho, saúde e segurança, manutenção e ajustes na AMS, anistias, correção de distorções regionais e compromissos com diversidade, proteção social e fiscalização de contratos”, prossegue a FUP.
Por fim, no eixo político-estratégico, diz a FUP, “foi garantida a instalação de um fórum permanente para debater a Pauta pelo Brasil Soberano, com temas como transição energética justa, fortalecimento do Sistema Petrobrás e futuro das subsidiárias”.
“A aprovação do ACT também evitou a entrada de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que colocaria em risco os avanços conquistados na negociação, cláusulas do acordo e as cartas-compromisso firmadas com as empresas do Sistema Petrobras”, informou o sindicato.
Também por meio de nota, a Petrobras afirmou que apresentou uma proposta de acordo coletivo de trabalho com avanços nos principais pleitos sindicais, o que “demonstra seu compromisso com o entendimento com a categoria e busca a suspensão do movimento grevista”.
De acordo com a companhia, pelo menos sete sindicatos já formalizaram a aprovação do acordo e o encerramento da greve. Outros estão com assembleias agendadas para sacramentar a suspensão da paralisação.
Segundo a Petrobras, até o momento, a greve dos trabalhadores não representou nenhum impacto à produção, e o abastecimento ao mercado segue garantido.
A greve nacional dos funcionários da Petrobras teve início à meia-noite do dia 15 de dezembro.
A decisão de entrar em greve foi motivada pela falta de acordo entre funcionários e a direção da Petrobras, cujas primeiras contrapropostas foram rechaçadas pelos trabalhadores em meio às negociações sobre o acordo coletivo.
Segundo os trabalhadores, a contraproposta inicial apresentada pela Petrobras havia sido “insuficiente”. Entre os principais pontos que estavam em discussão, aparecia a busca por uma solução negociada para os PEDs da Petros – o que afeta diretamente a renda de aposentados e pensionistas.
Petros é a Fundação Petrobras de Seguridade Social, um fundo de pensão criado em 1970 pela Petrobras para gerenciar planos de aposentadoria complementar para seus empregados. Trata-se do segundo maior fundo de pensão do país.
Os trabalhadores também defendiam o que chamam de aprimoramentos no plano de cargos e salários, além de garantias de recomposição sem aplicação de mecanismos de ajuste fiscal.
De acordo com os sindicatos que organizaram a greve, a paralisação dos funcionários da Petrobras atingiu nove refinarias, 28 plataformas offshore, 16 terminais operacionais, quatro termelétricas, duas usinas de biodiesel, dez instalações terrestres operacionais, duas bases administrativas e três unidades de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS).
Os Correios devem receber até a próxima terça-feira (30/12), os recursos de um empréstimo na ordem de R$ 12 bilhões. De acordo com edição extra do Diário Oficial da União (DOU), publicada nessa sexta-feira (26/12), o contrato foi assinado, também nesta sexta, com um grupo de cinco bancos: Bradesco, Itaú, Santander, Caixa e Banco do Brasil.
A transação tem o aval do Tesouro Nacional e terá garantida da União, já que está condicionado ao plano de reestruturação da empresa. A curto prazo, o recurso será usado para pagar obrigações atrasadas da estatal, como salários, precatórios e dívidas.
Segundo o extrato da operação, o contrato dos Correios com os bancos terá duração de 15 anos, até 2040. O objetivo é financiamento para capital de giro e investimentos estratégicos.
Desde que o presidente Emmanoel Rondon assumiu a empresa, no final de setembro, vinha tentando fechar o negócio para pagar dívidas em atraso e colocar de pé um plano de reestruturação.
Entre as medidas do plano estão corte de gastos e aumento de receitas para que a estatal volte a ter lucro em 2027. Também está prevista a demissão voluntária de 15 mil trabalhadores, sendo 10 mil em 2026 e 5 mil em 2027, bem como o fechamento de 1 mil unidades dos Correios e novas parcerias com o setor privado.
A Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas (Sefaz) lançou, na sexta-feira (19), um novo canal de atendimento exclusivo voltado aos Microempreendedores Individuais (MEIs). A ferramenta, integrada à atendente virtual Nise, foi desenvolvida para dar suporte ao contribuinte em conjunto com o Núcleo de Apoio Contábil e Fiscal (NAF) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), oferecendo suporte especializado por meio do Simples Nacional. Embora o NAF seja uma iniciativa em cooperação com a Receita Federal, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) é unificado.
Desta forma, os procedimentos para solucionar pendências fiscais de competência estadual serão agilizados pela Fazenda de Alagoas através do site oficial da Nise (acesse em https://www.sefaz.al.gov.br/nise/servicos-disponiveis) ou pelo Telegram (@nise_sefaz_al_bot).
O novo canal permite que o serviço seja completo, cobrindo desde a emissão de boletos até orientações sobre dúvidas frequentes, conectando diretamente o MEI aos servidores fazendários. A gerente de Atendimento ao Contribuinte, Ana Karla, comemora a implantação e destaca os resultados positivos do atendimento virtual da Sefaz.
“A parceria entre os órgãos reforça o processo de modernização e aprimoramento do nosso atendimento, especialmente ao proporcionar os serviços sem a necessidade de deslocamentos do contribuinte. Então, além de beneficiar a sociedade com um suporte de qualidade, traz comodidade e solução rápida”, explicou.
A novidade mostra o papel da Sefaz na educação fiscal e no apoio aos pequenos negócios. Além disso, a implementação do menu específico garante que o contribuinte consiga agilizar a resolução de problemas e o esclarecimento de dúvidas.
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) liberou recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que foram retidos para aqueles que aderiram pelo saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa e tiveram o saldo bloqueado.
A Medida Provisória (MP) foi publicada nesta terça-feira (23/12). A primeira parcela, de até R$ 1,8 mil, será paga em 30 de dezembro. A segunda parcela será paga em 12 de fevereiro.
A medida vai beneficiar cerca de 14,1 milhões de trabalhadores e injetar R$ 7,8 bilhões na economia do fim de 2025 ao início de 2026. A autorização do ministério visa ainda a permitir que os trabalhadores movimentem o saldo na conta vinculada ao contrato encerrado, mesmo os que optaram pela modalidade ainda em 2019.
A proposta já tinha sido antecipada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, no final de novembro.
Na ocasião, ele declarou que apresentaria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a sugestão de uma nova liberação dos valores retidos do FGTS para trabalhadores que, após serem demitidos, não puderam sacar o saldo por terem optado pelo saque-aniversário.
Entenda o saque-aniversário:
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) passou a bloquear todos os meses a contratação do crédito consignado em aposentadorias e pensões como forma de proteger benefícios da Previdência Social contra fraudes.
A medida começou a valer em novembro, após recomendação do TCU (Tribunal de Contas da União) e antes da publicação do projeto de lei 1.546/2024 -que prevê o bloqueio mensal.
O consignado é um empréstimo feito por aposentados e pensionistas do INSS com desconto direto no benefício. É possível comprometer até 45% da renda mensal -35% com o empréstimo pessoal, 5% com o cartão de crédito e 5% com o cartão de benefício-- e pagar as parcelas em até 84 meses (sete anos).
A contratação do consignado já era bloqueada de forma automática para novos segurados por período de 90 dias após a concessão do benefício. Neste período, o beneficiário não podia contratar empréstimo com bancos ou financeiras caso não fizesse o desbloqueio pelo aplicativo ou site Meu INSS.
Com a nova regra, o bloqueio é feito todos os meses, e a liberação para contratações de empréstimos só ocorre após o segurado fazer o desbloqueio, que exige biometria.
A medida deve trazer mais segurança para os contratos, avalia Liliane Beil, presidente da Coopernapi (Cooperativa de Crédito do Sindnapi, Sindicato Nacional dos Aposentados Pensionistas e Idosos). A associação, assim como bancos e financeiras, foi avisada pela Dataprev (Empresa de Tecnologia da Previdência) sobre a mudança na regra no fim de novembro e apoia a medida.
Para ela, a regra tornará mais transparentes as operações. "É a forma encontrada para dar mais uma segurança ao aposentado. Se ele quiser fazer novos empréstimos terá que fazer novo desbloqueio", diz.
"Cada operação exigirá confirmação do segurado. Também está proibido o uso de procurações e atendimentos telefônicos para esse processo."
Quando a nova lei for sancionada e publicada, passarão a valer ainda outras medidas de segurança, como a proibição de contratação do crédito consignado ou o desbloqueio pelo telefone ou procuração. O aposentado poderá contestar a contratação pelo Meu INSS ou nas agências da Previdência Social.
O instituto será obrigado a manter terminais para registro de biometria em todas as agências, adaptados a idosos e deficientes.
Segundo o INSS, as novas regras de segurança com bloqueio mensal do consignado no benefício atendem a recomendação do TCU (Tribunal de Contas da União) após processo iniciado no órgão de controle em 2024, e integra uma série de outras ações com objetivo de aumentar o controle na concessão do consignado.
Em maio, a Previdência bloqueou todos os benefícios e a concessão de crédito consignado passou a ser limitada e realizada apenas após liberação por meio de biometria. Na ocasião, houve queda de 67% no total de empréstimos concedidos por bancos e financeiras.
As medidas também vêm sendo pressionadas após a Operação Sem Desconto, iniciada pela Polícia Federal em abril deste ano contra descontos indevidos em benefícios do INSS, que descobriu uma rede de entidades que faziam débitos nas aposentadorias e pensões sem autorizações dos segurados.
A ABBC (Associação Brasileira de Bancos) afirma que apoia a nova regra de bloqueio mensal automático dos benefícios para contratação de consignado e confirma que a medida já vem sendo aplicada pelo INSS e pela Dataprev. Para a entidade, a mudança aumenta a segurança do processo e complementa ações anteriores de prevenção a fraudes.
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirma que tem mantido diálogo permanente com o INSS, sugerindo medidas que possibilitem a contratação do consigando com segurança. "Todas as instituições associadas à Febraban já estão trabalhando para adequar seus processos e comunicar clientes por meio dos seus canais de atendimento", diz a federação sobre a nova regra de bloqueio.
Contratação do consignado em 2025
Dados da ABBC junto ao Banco Central indicam que entre janeiro e outubro de 2025, foram concedidos R$ 60,8 bilhões em empréstimos consignados do INSS, volume 32% menor que o registrado no mesmo período de 2024.
No ano, foram realizadas 18,8 milhões de operações, chegando a R$ 279 bilhões em volume financeiro em outubro, com cerca de 65,5 milhões de contratos ativos e aproximadamente 16 milhões de segurados atendidos. O total emprestado é 4% maior do que no mesmo mês de 2024, quando o volume financeiro ficou em R$ 268,2 bilhões.
Bancos destacam autorregulação
Tanto a ABBC quanto a Febraban destacam o processo de autorregulação como uma das principais formas de proteger os segurados contra crédito consignado indevido e assédio de bancos e financeiras.
A autorregulação do consignado, que completa seis anos em janeiro de 2026, estabeleceu regras para proibir o assédio comercial, aumentar a transparência e treinar correspondentes bancários. Desde sua criação, mais de mil empresas foram advertidas, 810 foram suspensas temporariamente e 113 foram impedidas de atuar, totalizando quase 2.000 medidas administrativas aplicadas.
Dados da Febraban mostram que, desde o início das regras até novembro de 2025, 1.983 medidas administrativas foram aplicadas a correspondentes bancários, dos quais 113 perderam o direito de exercer a atividade em definitivo e estão proibidas de prestar serviços aos bancos. Além disso, sete agentes de crédito foram bloqueados.
Para acabar com as ligações telefônicas indesejadas e o assédio comercial, os bancos ligados à federação não remuneram os correspondentes em caso de novas operações em nome de consumidores que fizeram parte do serviço "Não me Perturbe", que impede telemarketings de ligarem aos números registrados na plataforma, há menos de 180 dias.
Até outubro de 2025, foram feitas 5,9 milhões de solicitações de bloqueios de telefone para o recebimento de ligações de ofertas indesejadas sobre crédito consignado.
Segundo dados do Consumidor.gov e da Dataprev, as reclamações por "produto não contratado" caíram cerca de 70% entre 2021 e 2025, passando de 0,07% para 0,02% do total de contratos ativos, mesmo com a expansão da carteira de consignados no período.
Desde 2008, quando medidas de segurança começaram a ser tomadas, várias regras já foram implementadas, como a obrigatoriedade de o crédito do dinheiro ser feito na conta do beneficiário, a criação da autorregulação do consignado, a adoção de biometria facial, o envio digital dos contratos pelo aplicativo Meu INSS e o bloqueio automático dos benefícios para novas contratações, com desbloqueio somente com biometria.
O relator do Orçamento de 2026 no Congresso Nacional, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), apresentou o parecer geral da proposta com um superávit de R$ 34,5 bilhões nas contas públicas e alocou um total de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares em ano eleitoral.
O Orçamento deve ser votado nesta sexta-feira (19), no Congresso, após o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) negociar um calendário de pagamento de emendas com os parlamentares e ter aprovado um projeto de corte em benefícios tributários e taxação de bets, fintechs e Juros Sobre Capital Próprio (JCP).
A meta das contas públicas em 2026 é de um superávit de R$ 34,3 bilhões, com tolerância de déficit zero, mas descontando despesas com precatórios e outros recursos que serão desconsiderados no cálculo. Na prática, o governo poderá ter um resultado pior no equilíbrio entre receitas e despesas e mesmo assim cumprir o objetivo.
O relator fechou a peça orçamentária com um superávit ligeiramente maior que o centro da meta, em R$ 34,5 bilhões. O resultado, porém, é incerto. Por um lado, ele considerou receitas que não estão garantidas, incluindo R$ 14 bilhões do Imposto de Importação com medidas de defesa comercial antidumping que ainda não foram apresentadas pelo governo. E, por outro, há pressão de despesas obrigatórias, incluindo a Previdência Social – o relator cortou R$ 6,2 bilhões de benefícios previdenciárias para fechar a peça.
As receitas foram recalculadas para cima com um aumento líquido de R$ 13,2 bilhões em relação ao projeto encaminhado pelo Executivo, motivadas principalmente pelo Imposto de Importação. A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado estima, porém, que essa arrecadação ficará em R$ 7 bilhões, metade do previsto.
No lado das despesas, o relator aproveitou uma margem no teto de gastos de R$ 13,8 bilhões aprovada na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios. Conforme o Estadão revelou, o espaço fiscal foi usado para turbinar emendas parlamentares e o fundo eleitoral em 2026. Além disso, ele cortou R$ 6,2 bilhões de despesas com benefícios previdenciários, as que mais pressionam as contas públicas atualmente.
Um total de R$ 61,4 bilhões em emendas foram colocadas no Orçamento de 2026 para serem repassadas em ano eleitoral. Desse valor, R$ 49,9 bilhões são emendas que ficam sob total controle dos parlamentares, incluindo emendas individuais (RP 6), emendas de bancada (RP 7) e emendas de comissão (RP 8) – recursos formalmente indicados e decididos pelos parlamentares que o governo deverá pagar.
Outros R$ 11,5 bilhões foram incluídos por emendas de bancada e de comissão em despesas dos ministérios (RP 2) e ficarão sob controle do governo. A diferença dessas é que o governo não é formalmente obrigado a seguir a indicação do parlamentar na hora de decidir o município e o projeto contemplados, mas também há possibilidade de barganha e negociação com os congressistas, porém, sem transparência, como já ocorreu.
“Deve-se destacar que as dotações consignadas a programações classificadas com RP 2 submetem-se exclusivamente à gestão do Poder Executivo, não sendo, portanto, objeto de indicação de beneficiários pelos parlamentares”, escreveu o relator.
Para blindar as emendas em ano eleitoral, o relator retirou um dispositivo colocado pelo governo Lula que dava poder ao Executivo para cancelar as emendas se houver necessidade de aumentar despesas obrigatórias e cumprir o arcabouço fiscal. Nesse caso, o parlamentar terá de concordar em perder o recurso.
O Supremo Tribunal Federal (STF) exigiu transparência, rastreabilidade e respeito às regras na liberação de emendas. Uma das regras exigidas pela Corte é que as emendas não cresçam mais do que outras despesas do governo. O governo Lula se ancorou nesse dispositivo para bloquear o pagamento de emendas em 2025, o que poderá ocorrer novamente em 2026.
“Caberá ao Poder Executivo, durante a execução orçamentária, avaliar a necessidade de efetuar bloqueio das parcelas das emendas que ultrapassarem o menor entre os limites mencionados na decisão do STF, até que ocorra a deliberação quanto ao mérito da ADI 7697?, escreveu o relator do Orçamento.
Haverá, porém, uma diferença em relação a este ano: os parlamentares aprovaram na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) a obrigação de o governo pagar R$ 12,7 bilhões antes das eleições de 2026 – um acordo informal eleva esse valor para R$ 19 bilhões.
O fundo eleitoral para bancar as eleições do ano que vem aumentou de R$ 1 bilhão para R$ 4,96 bilhões. O relatou também remanejou, ou seja, mudou a destinação, de R$ 9,3 bilhões em recursos a pedido dos outros Poderes em diferentes áreas, dos quais R$ 8,5 bilhões foram alterados a pedido do Executivo.
O Tesouro Nacional aprovou nesta quinta-feira (18) a operação de crédito de R$ 12 bilhões aos Correios envolvendo cinco bancos. Segundo nota divulgada pelo Ministério da Fazenda, a operação respeitou o limite de juros estipulado pelo Tesouro, o que levará a uma economia de R$ 5 bilhões em encargos, em relação à primeira proposta, recusada pelo órgão.
“O Tesouro Nacional concluiu hoje a avaliação envolvendo a operação de crédito dos Correios com conjunto de cinco instituições financeiras, sendo três privadas e duas públicas. Em relação à proposta de operação anteriormente cogitada pela companhia, a agora aprovada dentro dos limites de juros, representa diferença em encargos de juros substancial, implicando em redução do custo com juros para os Correios em quase R$ 5 bilhões de reais em relação à proposta originalmente cogitada”, disse o órgão.
Com a decisão, a estatal terá o aval do órgão público, e poderá contar com juros mais baixos para pagar dívidas e estruturar o seu plano de recuperação. O próximo passo será a negociação das minutas contratuais entre as partes envolvidas, sob a supervisão da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e do Tesouro Nacional.
De janeiro a setembro deste ano, os Correios registraram prejuízo de R$ 6,05 bilhões, número que pode subir para R$ 10 bilhões em dezembro. Inicialmente, a estatal queria um empréstimo de R$ 20 bilhões, mas os juros altos foram reprovados pelo Tesouro.
O valor de R$ 12 bilhões é menor do que os R$ 20 bilhões previstos no plano de reestruturação do empresa, para fazer frente a todas as obrigações até dezembro de 2026. Ainda assim, dará fôlego para a estatal cumprir suas obrigações, como pagar o 13º salários dos funcionários e regularizar o pagamento com fornecedores, além de outras dívidas.
Com o empréstimo, a empresa pretende quitar uma dívida de R$ 1,8 bilhão, pagar fornecedores em atraso, além de financiar um programa de desligamento voluntário (PDV) e fazer investimentos para tentar recuperar espaço no mercado de encomendas e elaborar novas fontes de receitas.
Para voltar a ter lucro em 2027, os Correios terão de passar por uma reestruturação que requer um ajuste entre R$ 6 bi a R$ 8 bilhões no seu orçamento anual, entre cortes de gastos e aumento de receitas. Segundo pessoas próximas à estatal, esse é um número aproximado ao que está sendo trabalhado pela atual diretoria da empresa, e é visto como extremamente desafiador por analistas. Procurada, a estatal não quis se manifestar.
Milhares de agricultores europeus se dirigem para Bruxelas, nesta quinta-feira (18/12), com centenas de tratores, para protestar contra a política agrícola da União Europeia e, particularmente, o acordo comercial com o Mercosul. Os líderes dos 27 países realizam a última cúpula deste ano na capital belga.
Os produtores rurais afirmam que o tratado prejudica setores agrícolas da Europa, principalmente os de carne bovina, aves, açúcar e soja. A manifestação vai ocorrer no Bairro Europeu, contra a perspectiva de entrada sem tarifas de produtos sul-americanos no mercado comum do bloco.
A preocupação aumentou no momento em que, paralelamente, a Comissão Europeia debate uma reforma dos subsídios da Política Agrícola Comum (PAC): as ajudas financeiras à agricultura podem ser diluídas no orçamento da UE. “A União Europeia está propondo uma redução de mais de 20% no orçamento para a próxima PAC (para o período 2028-2034), enquanto continua a ratificar o acordo comercial com o Mercosul. Isso é totalmente inaceitável”, protestou a Federação Valona de Agricultura (FWA).
A organização belga estará presente na marcha, ao lado de dezenas de outros sindicatos filiados à Copa-Cogeca, o principal lobby agrícola europeu. A FNSEA francesa, outra afiliada, planejou uma grande participação, com “mais de 10 mil agricultores” esperados. Eles querem “exigir escolhas claras dos chefes de Estado e da Comissão Europeia para o futuro da agricultura europeia”, argumentou o principal sindicato agrícola francês.
Itália em posição decisiva
A Comissão Europeia e o Brasil – que exerce a presidência rotativa da aliança sul-americana – estão ansiosos para finalizar o acordo comercial negociado há mais de 25 anos. O tratado criaria a maior área de livre comércio do mundo.
Na quarta-feira (17), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o acordo deve ser assinado “agora”. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, espera obter o mandato da UE em mãos para a cúpula do Mercosul, marcada para sábado na cidade de Foz do Iguaçu.
No entanto, Von der Leyen precisa da aprovação prévia de uma maioria qualificada dos Estados-membros do bloco europeu, e vários deles pedem o adiamento da ratificação do acordo, como França, Polônia e Hungria. Nesta quarta, a Itália declarou que considera prematuro finalizar a negociação nesta semana, para a decepção de Espanha e Alemanha, defensoras do texto.
O acordo permitiria à UE exportar mais veículos, máquinas, vinhos e bebidas destiladas para a América Latina. Em contrapartida, facilitaria a entrada de carne bovina, açúcar, arroz, mel e soja sul-americanos na Europa.
‘Raiva’ no campo
Os países sul-americanos são acusados por muitos agricultores europeus de não respeitarem as normas ambientais e sociais às quais eles próprios estão sujeitos. “A Comissão está propondo a implementação de mecanismos de controle, mas não temos muita confiança nesses controles”, observou Hugues Falys, do sindicato de agricultores belgas Fugea, durante uma manifestação na quarta-feira no aeroporto de Liège, considerado uma porta de entrada para mercadorias não europeias.
“A revolta nas áreas rurais está atingindo níveis sem precedentes”, declarou a Confédération Paysanne, o terceiro maior sindicato de agricultores da França.
Na França, o surto de dermatose nodular contagiosa (DNC) intensificou ainda mais o descontentamento. A gestão da epidemia pelas autoridades é fortemente criticada pelos agricultores.
Uma semana após o início de protestos contra o abate em massa do gado, por precaução, o governo pediu aos agricultores “responsabilidade”. “Não se trata de apontar culpados, mas é preciso que todos assumam suas responsabilidades”, declarou o primeiro-ministro Sébastien Lecornu.
O Ministério do Interior relatou 80 manifestações em todo o país na quarta-feira, mobilizando 3 mil pessoas. Os números estão em alta a cada dia.
As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes seguiram trajetória de declínio, mas permanecem acima da meta de inflação em todos os horizontes, ressaltou o Comitê de Política Monetária (Copom) na ata da sua última reunião, publicada nesta terça-feira (16). “O custo de desinflação sobre o nível de atividade ao longo do tempo é maior em ambientes com expectativas desancoradas”, ressaltou o colegiado.
O comitê ressaltou na sequência que “a perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária favorecerão a continuidade desse movimento, importante para a convergência da inflação à meta com menor custo”.
Disse também que a conclusão obtida durante a reunião e compartilhada por todos os membros do Copom foi a de que “em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado”.
Na última quarta-feira, 10, o colegiado decidiu manter os juros em 15% ao ano.
O Copom avaliou que a condução cautelosa da política monetária tem contribuído para a observação de ganhos de desinflacionários, mas reforçou que os vetores inflacionários se mantêm adversos. O colegiado reafirmou o “o firme compromisso com o mandato do Banco Central de levar a inflação à meta”.
Emendou que seguirá acompanhando o ritmo da atividade econômica – que destacou ser fundamental para a determinação da inflação, em particular a de serviços – e das expectativas de inflação – que afirmou continuarem desancoradas e serem determinantes para o comportamento da inflação futura.
Também afirmou que seguirá acompanhando o repasse do câmbio para a inflação, o balanço de riscos, e a dinâmica da inflação corrente. “Diante das condições observadas e prospectivas, o cenário prescreve uma política monetária significativamente contracionista por período bastante prolongado”, disse.
Apesar de reconhecer a melhora do cenário para convergência da inflação à meta, reforçou que mantém uma postura “vigilante”, e que não vai hesitar em aumentar a taxa Selic novamente se julgar que esse caminho é apropriado.
“Endossando o cenário esperado do comitê até aqui, prosseguem a moderação gradual da atividade em curso, a diminuição da inflação corrente e a redução nas expectativas de inflação. No entanto, o Comitê seguirá vigilante e, como usual, não hesitará em retomar o ciclo de alta se julgar apropriado”, diz o 16º parágrafo da ata.
Funcionários do Sistema Petrobras deflagraram, à 0h desta segunda-feira (15), uma greve nacional e sem data prevista para terminar. A paralisação foi motivada pela rejeição da contraproposta apresentada pela estatal para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), considerada insuficiente pela categoria após mais de três meses de negociações.
A mobilização ocorre de forma unificada e envolve a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). Juntas, as entidades representam cerca de 75 mil trabalhadores e abrangem a grande maioria das unidades operacionais e de extração de petróleo no Brasil. Em assembleias realizadas na base do Sindipetro-NF, a aprovação ao movimento grevista ultrapassou 96%.
O impasse central gira em torno da questão econômica e de direitos trabalhistas. A Petrobras ofereceu um reajuste de 5,66% (reposição da inflação mais 0,5% de ganho real). Os sindicatos, no entanto, pleiteiam um aumento de 9,8% para recompor perdas salariais de anos anteriores.
Além do reajuste, a categoria exige o fim dos equacionamentos (cobranças de dívidas) do fundo de pensão Petros, uma distribuição mais justa dos lucros da empresa — citando os recentes dividendos recordes de R$ 32,7 bilhões pagos a acionistas — e a retomada de direitos suprimidos em gestões passadas. Há também críticas a tentativas da empresa de alterar cláusulas que estão sob judice.
A greve afeta plataformas, unidades administrativas e refinarias. Segundo as lideranças sindicais, a produção não é totalmente interrompida; a segurança e as atividades essenciais são mantidas por equipes mínimas. O impacto se dá pela suspensão das trocas de turno e pela ausência de grupos de reforço, o que pode pressionar o sistema caso a paralisação se prolongue.
Na manhã desta segunda-feira, a adesão ao movimento impediu o revezamento de funcionários em seis refinarias: Regap (MG), Reduc (RJ), Replan (SP), Recap (SP), Revap (SP) e Repar (PR).
Houve registro de tensão em Duque de Caxias (RJ), onde a Polícia Militar utilizou spray de pimenta para dispersar manifestantes durante o ato na refinaria Reduc. Aposentados e pensionistas também se somaram aos protestos, realizando vigílias em frente à sede da companhia, no Rio de Janeiro.
O salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621 considerando a divulgação dos índices utilizados pelo governo para realizar esses cálculos.
O número representa um reajuste de aproximadamente 6,68% - ou R$ 103 - sobre os R$ 1.518 atuais. O valor foi confirmado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.
O ajuste pode impactar benefícios como INSS, seguro-desemprego e abono salarial. O reajuste será aplicado a partir de janeiro, ou seja, o trabalhador receberá o novo salário no pagamento de fevereiro.
O cálculo considera o valor do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) em 12 meses, que foi divulgado pelo IBGE nesta quarta-feira (10) e ficou em 4,18%. A fórmula também inclui um ganho real vinculado ao PIB de dois anos antes, limitado a 2,5 pontos percentuais.
No entanto, além do salário mínimo mensal, o reajuste afeta diretamente benefícios atrelados ao piso, como INSS, seguro-desemprego, abono salarial e BPC, impactando o gasto público. Cada R$ 1 adicional no mínimo movimenta milhões em despesa obrigatória ao longo do ano.
As despesas pessoais e os gastos com habitação puxaram para cima o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro. O grupo das despesas pessoais teve variação de 0,77%. O índice global teve alta de 0,18%, conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (10/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Só o grupo despesas pessoais, com a alta de 0,77% nos preços, foi responsável 0,08 pontos do IPCA de novembro. Ou seja, respondeu por quase metade do índice.
Dentro do grupo de despesas pessoais, se destacaram as altas em hospedagem, com 4,09%. O IBGE pontuou para o indicador os preços das hospedagem em Belém, com elevação de (178,93%) em razão da realização da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), de 10 de novembro a 21 de novembro.
O segundo grupo com maior elevação nos preços foi o de habitação, com 0,52%. Neste caso, a energia elétrica residencial pesou para o índice, com alta de 1,27%.
As faturas de energia elétrica operaram com bandeira tarifária vermelha patamar 1, a mesma do mês anterior. Isto implica em adicionar R$ 4,46 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos. Houve reajustes significativos em algumas capitais como em Goiânia (19,56%), a partir de 22 de outubro; e de 11,21% em Brasília.
Já no grupo de transportes, houve variação de 0,22% refletindo a alta de 11,90% no subitem passagem aérea, principal impacto individual (0,07 ponto percentual) no resultado de novembro.
Ainda no grupo de transportes, por outro lado, houve ligeiro alívio de combustíveis: 0,32%. Houve reduções nos preços de gás veicular (0,51%), gasolina (0,42%) e no óleo diesel (0,06%). O etanol ficou no campo positivo com variação de 0,39%. Em outubro a elevação no biocombustível havia sido ainda maior 0,85.
Os preços de bens e serviços do país ficaram em 0,18% em novembro, após acelerarem 0,09% em outubro, aumento de 0,09 ponto percentual. No mês de novembro de 2024, a variação foi de 0,39%.
No período de 12 meses fechados em novembro, a inflação acumulada é de 4,46%. No ano, o índice acumula alta de 3,92%.
O centro da meta de inflação é de 3%, mas há uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Com isto, é aceitável um índice de 1,5% a 4,5%.
Alimentação e bebidas: -0,01%;
Habitação: 0,52%;
Artigos de residência: -1,00%;
Vestuário: 0,49%;
Transportes: 0,22%;
Saúde e cuidados pessoais: -0,04%;
Despesas pessoais: 0,77%;
Educação: 0,01%;
Comunicação: -0,20%;
Os preços de bens e serviços do país ficaram em 0,18% em novembro, após acelerarem 0,09% em outubro, aumento de 0,09 ponto percentual. Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,46%, ainda acima do centro da meta (3%), mas dentro do teto (4,5%).
No ano, o índice acumula alta de 3,92%. No mesmo mês de 2024, a variação foi de 0,39%. O cálculo do IPCA é subdividido em nove grupos. Destes, tiveram variação negativa: artigos de residência (1,00%), comunicação (0,20%), saúde e cuidados pessoais (0,04%) e alimentação e bebidas (0,01%).
Influenciaram para levar o indicador para cima os grupos de: despesas pessoais (0,77%) e habitação (0,52%), seguidos de vestuário (0,49%), transportes (0,22%) e educação (0,01%).
Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, divulgado nesta quarta-feira (10/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Alimentação e bebidas: -0,01%;
Habitação: 0,52%;
Artigos de residência: -1,00%;
Vestuário: 0,49%;
Transportes: 0,22%;
Saúde e cuidados pessoais: -0,04%;
Despesas pessoais: 0,77%;
Educação: 0,01%;
Comunicação: -0,20%;
Alimentação e bebidas: 0,00%;
Habitação: 0,08%;
Artigos de residência: -0,03%;
Vestuário: 0,02%;
Transportes: 0,04%;
Saúde e cuidados pessoais: 0,00%;
Despesas pessoais: 0,08%;
Educação: 0,00%;
Comunicação: -0,01%;
A inflação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,03%. Nos últimos 12 meses até novembro, o INPC acumula alta de 4,18%. No ano, o acumulado é de 3,68%.
Os produtos alimentícios passaram de 0,00% em outubro para -0,06% em novembro. A variação dos não alimentícios passou de 0,04% em outubro para 0,06% em novembro, segundo informou o IBGE.
O índice serve de referência para o reajuste do salário mínimo e de benefícios sociais.
O INPC é um indicador que mede a variação média dos preços de um conjunto específico de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos mensais.
O Banco Central informou nesta terça-feira (9) que ainda há R$ 9,92 bilhões em recursos “esquecidos” por clientes em bancos, consórcios e outras instituições financeiras. Os dados, atualizados até outubro, mostram que 48,7 milhões de pessoas físicas têm R$ 7,73 bilhões a receber, enquanto 4,9 milhões de empresas somam outros R$ 2,19 bilhões. Desde a criação do sistema, o BC já devolveu R$ 12,6 bilhões, sendo R$ 9,3 bilhões para pessoas físicas e R$ 3,3 bilhões para empresas.
Segundo o BC, a maior parte dos valores pendentes é baixa: 65% dos registros vão de R$ 0,01 a R$ 10. Outros 23,4% estão entre R$ 10,01 e R$ 100. Valores acima de R$ 100 representam uma fatia menor: 9,8% variam entre R$ 100,01 e R$ 1.000, e apenas 1,85% superam R$ 1.000.
O sistema Valores a Receber (SVR) permite consultar gratuitamente se pessoas físicas — inclusive falecidas — ou empresas deixaram dinheiro para trás. Apesar de o prazo inicial para resgate ter sido anunciado para outubro de 2024, o Ministério da Fazenda esclareceu que não há limite para que os clientes solicitem os valores.
A verificação deve ser feita exclusivamente pelo site oficial: valoresareceber.bcb.gov.br. Para acessar, é necessário utilizar uma conta gov.br com nível prata ou ouro. Após a consulta, quem tiver valores a receber deve informar uma chave Pix para facilitar a devolução. Caso não possua chave cadastrada, é preciso contatar a instituição financeira para combinar o recebimento ou criar uma chave e retornar ao sistema.
No caso de pessoas falecidas, apenas herdeiros, inventariantes ou representantes legais podem consultar e solicitar o resgate, mediante termo de responsabilidade. O Banco Central reforça que não entra em contato por mensagem, ligação ou e-mail para pedir dados pessoais. Qualquer abordagem desse tipo é golpe.
Desde maio, o BC permite habilitar a solicitação automática para pessoas físicas. A funcionalidade é opcional e válida apenas para quem possui chave Pix do tipo CPF.
Para ativar:
Com a opção habilitada, o cliente não será avisado quando houver valores disponíveis: o crédito será feito diretamente na conta indicada. Instituições que não aderiram ao termo de devolução via Pix continuarão exigindo solicitação manual — o mesmo vale para valores de contas conjuntas.
Para reduzir fraudes, o BC passou a exigir validação em duas etapas no aplicativo gov.br para acessar o sistema. Usuários precisam gerar um código de acesso no celular após inserir CPF e senha. Apesar da simplicidade do processo, o BC reforça a importância de atenção: todos os procedimentos são feitos somente pelos canais oficiais.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira (8/12), um pacote de US$ 12 bilhões para socorrer agricultores pequenos ou médios impactados pela guerra comercial com a China e pela inflação.
O plano de socorro financeiro foi apresentado na Casa Branca, ao lado da secretária de Agricultura, Brooke Rollins, do secretário do Tesouro, Scott Bessent, e de parlamentares republicanos de estados com forte mercado agrícola.
“Este auxílio proporcionará a tão necessária segurança aos agricultores, enquanto eles levam a colheita deste ano ao mercado e se preparam para as safras do próximo ano”, disse Trump em evento na Casa Branca.
De acordo com a secretária de Agricultura, US$ 11 bilhões serão usados para pagamentos únicos a agricultores de culturas extensivas, enquanto US$ 1 bilhão será aplicado para culturas especiais. A expectativa é que o auxílio seja pago até o final de fevereiro.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) vai calcular o valor dos auxílios a partir dos custos de produção por acre (que equivale a cerca de 4 mil metros quadrados) para cada tipo de cultura.
Os pagamentos serão limitados a US$ 155 mil por propriedade rural ou produtor, e só serão beneficiadas as entidades com faturamento anual de até US$ 900 mil, excluindo os grandes produtos.
Os agricultores são parte importante da base de apoio ao presidente Donald Trump, mas também foram um dos grupos mais afetados pelas políticas fiscais do republicano. O principal impacto ficou com os produtores de soja, já que a China reduziu as compras dos EUA após o aumento das tarifas — o que beneficiou o Brasil, que passou a fornecer mais soja para o país asiático.
O valor total do pacote de ajuda, de R$ 12 bilhões, é semelhante ao valor total das exportações de soja dos EUA para a China em 2024.
O consumo das famílias subiu de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 ante o segundo trimestre de 2025. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou nesta quinta-feira (4) os resultados das Contas Nacionais Trimestrais. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, o consumo das famílias mostrou alta de 0,4%.
O consumo do governo, por sua vez, subiu 1,3% no terceiro trimestre de 2025 ante o segundo trimestre de 2025. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, o consumo do governo mostrou alta de 1,8%.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) subiu 0,9% no terceiro trimestre de 2025 ante o segundo trimestre de 2025. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, a FBCF mostrou alta de 2,3%. Segundo o IBGE, a taxa de investimento (FBCF/PIB) do terceiro trimestre de 2025 ficou em 17,3%.
