
Os preços de bens e serviços do país ficaram mais caros em 0,33% em dezembro, após acelerar 0,18% em novembro, avanço de 0,15 ponto percentual. Nos últimos 12 meses, a inflação acumula alta de 4,26%, ainda acima do centro da meta (3,0%), mas, pela primeira vez no terceiro governo Lula, abaixo do teto, que é de 4,5%.
No ano de 2025, portanto, o índice acumulou alta de 4,26%. No mesmo mês de 2024, a variação foi de 0,52%. O avanço foi influenciado principalmente pela elevação nos preços do grupo transportes, que acelerou 0,74%.
Esse resultado é o menor para um mês de dezembro desde 2018, quando foi registrado 0,15%.
Altas no mês, além de transportes, também foram registradas nos grupos artigos para residência (0,64%) e saúde e cuidados pessoais (0,52), por exemplo.
No mês, o único grupo com resultado negativo foi o de habitação, com variação de 0,33%.
Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira (9/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jhonatan de Jesus suspendeu, nesta quinta-feira (8), a inspeção in loco para apurar a conduta do Banco Central na liquidação do Banco Master. A decisão é válida até posterior deliberação do plenário do órgão de contas.
"A dimensão pública assumida pelo caso, com contornos desproporcionais para providência instrutória corriqueira nesta Corte, recomenda que a controvérsia seja submetida ao crivo do plenário, instância natural para estabilizar institucionalmente a matéria", disse o ministro em seu despacho.
Como a Folha de S.Paulo mostrou, Jhonatan sofreu pressão de ministros do TCU após tomar decisões que questionam a atuação do BC no processo de fiscalização e liquidação do Master. O caso criou desconforto na corte, e integrantes do tribunal afirmam que o relator corria o risco de ficar isolado.
Ele foi instado a se manifestar publicamente afastando o risco de reversão da liquidação. A avaliação de seus pares é que a sua decisão de determinar uma inspeção in loco no BC em meio à uma investigação que questiona a conduta do banco no caso Master acabou colocando todo o TCU em exposição política.
No despacho, o ministro acolhe um pedido do Banco Central, chamado embargos de declaração, que afirmava haver "omissão e a suposta ausência de competência do TCU (ou, ao menos, do relator) para determinar inspeção nos moldes definidos".
Jhonatan disse que não via omissão a ser suprida e que seu despacho determinando a inspeção "explicitou a finalidade instrutória da inspeção, a necessidade de acesso controlado a documentação essencial e a observância das cautelas legais de sigilo".
"Eventual inconformismo quanto ao conteúdo decisório inclusive quanto à extensão do controle externo sobre o Banco Central não se confunde com vício sanável por embargos de declaração. Dito isso, registro que, em tese, os embargos poderiam ser rejeitados monocraticamente [de forma individual]", disse, no despacho.
Apesar dessa manifestação, ele afirma em seguida que suspendeu a inspeção devido à dimensão pública do caso.
Nos bastidores, ministros e Jhonatan passaram então a articular uma "saída" para a crise, com o objetivo de "reduzir a pressão" sobre a Corte.
A decisão de acatar o pedido do BC e suspender a inspeção é o primeiro resultado desse movimento.
A avaliação de Jhonatan em conversa com outros ministros da corte é que uma eventual decisão de reverter a liquidação do Master só poderia ser tomada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Nesta quarta-feira (7), o presidente do TCU, Vital do Rêgo, disse à Folha de S.Paulo que um processo de "desliquidação" não caberia à instituição.
"Nós temos o dever de fiscalizar o processo de liquidação, mas quem liquida é o Banco Central", disse o presidente da Corte.
O dólar operava próximo da estabilidade, na manhã desta quinta-feira (8/1), dia em que as atenções dos investidores estão mais voltadas ao cenário externo, com novos dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, além da divulgação do resultado da balança comercial norte-americana no mês de outubro de 2025.
No âmbito doméstico, o principal destaque da agenda econômica é a divulgação dos números sobre a produção industrial do Brasil em novembro do ano passado, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Por fim, os investidores continuam monitorando a situação na Venezuela após a deposição do ditador Nicolás Maduro pelos EUA.
Se, nos dois primeiros dias da semana, o mercado parecia ter diminuído sua preocupação com a instabilidade no país sul-americano e vinha adotando uma postura mais otimista em relação ao possível crescimento do mercado de petróleo, o clima mudou na última quarta-feira (7/1) diante de nova escalada nas tensões geopolíticas envolvendo EUA, Venezuela e Rússia – o que levou a uma forte queda nos preços do barril de petróleo.
No cenário nacional, os investidores repercutem os novos dados do IBGE sobre o desempenho do setor industrial brasileiro em novembro do ano passado.
De acordo com o levantamento divulgado nesta quinta-feira, a produção industrial do país mostrou variação nula (0%) frente a outubro, na série livre de influências sazonais. Em relação a novembro de 2024, houve recuo de 1,2%. O acumulado no ano foi de 0,6% e o dos últimos 12 meses até novembro chegou a 0,7%.
O IBGE destacou que a produção industrial está 2,4% acima do patamar pré-pandemia (em fevereiro de 2020). No entanto, encontra-se 14,8% abaixo do nível recorde de maio de 2011.
Em novembro de 2025, as taxas ficaram negativas em duas das quatro grandes categorias econômicas. As duas com recuo foram: bens de consumo duráveis (2,5%) e bens intermediários (0,6%). Os avanços aconteceram em bens de capital (0,7%) e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (0,6%).
Quando levados em conta os 25 ramos industriais pesquisados, 15 deles apresentaram queda.
Para o gerente da pesquisa, André Macedo, “a queda observada neste mês foi influenciada pela menor produção de óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro”. “Vale destacar que essa retração eliminou parte do avanço de 3,5% verificado em outubro, quando interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção”, afirma.
A Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE produz indicadores de curto prazo desde a década de 1970, relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Em março de 2023, o índice passou por uma reformulação e teve início a divulgação da nova série de índices mensais da produção industrial do país.
Assim como já havia ocorrido ontem, o mercado financeiro acompanha com atenção mais dados relativos ao emprego nos EUA.
Os principais destaques desta quinta são os números sobre os pedidos por seguro-desemprego no país. A estimativa média dos analistas é a de que tenham sido registrados 213 mil solicitações de auxílio, ante 199 mil do levantamento anterior.
Na véspera, os mais relevantes observados pelo mercado foram os números das folhas de pagamento do setor privado de dezembro, revelados pelo ADP Research Institute, em parceria com o Stanford Digital Economy Lab.
O país registrou a abertura de 41 mil vagas de emprego no setor privado em dezembro do ano passado, de acordo com o relatório do ADP. O resultado do mês passado veio abaixo das estimativas do mercado. O consenso Refinitiv projetava a criação de 49 mil vagas.
Em novembro, os EUA haviam fechado 29 mil vagas no setor privado (dado revisado).
Também eram esperados com grande expectativa os números do relatório “Job Openings and Labor Turnover Survey” (Jolts). Em novembro de 2025, houve um recuo de cerca de 300 mil vagas de trabalho em aberto em relação a outubro, para 7,146 milhões. Foi a maior queda desde junho do ano passado.
O resultado ficou abaixo das estimativas do mercado, que eram de cerca de 7,61 milhões de vagas em aberto.
As vagas em aberto são as posições disponíveis dentro das empresas que os empregadores buscam preencher por meio de contratações. Para participar do relatório Jolts, os empregadores recebem um formulário no qual informam o número de vagas em aberto na empresa no último dia útil do mês, além do número de contratações e demissões no período.
Em tese, portanto, o aumento na quantidade de vagas em aberto indica que as empresas pretendem acelerar suas contratações. A redução, por sua vez, indica que as companhias querem apertar o cinto e pisar no freio.
O desempenho do mercado de trabalho norte-americano é um dos indicadores considerados pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) para definir a taxa básica de juros do país.
Na última reunião do Fed, em dezembro, o corte nos juros foi de 0,25 ponto percentual, acompanhando as projeções da maioria dos analistas do mercado. Agora, os juros estão no patamar entre 3,5% e 3,75% ao ano.
Foi a terceira redução consecutiva na taxa de juros pelo BC dos EUA. Na reunião anterior do Fed, em setembro, o corte também havia sido de 0,25 ponto percentual.
O próximo encontro da autoridade monetária para definir a taxa de juros, o primeiro de 2026, está marcado para os dias 27 e 28 de janeiro.
Na sexta-feira (9/1), os investidores aguardam ainda a divulgação do relatório oficial de emprego, o chamado “payroll”.
Ainda nesta quinta-feira, outro dado esperado pelos investidores é o dos resultados da balança comercial dos EUA. As projeções indicam um déficit de US$ 58,9 bilhões.
A Nestlé Brasil anunciou nesta quarta-feira (7) o recolhimento voluntário e preventivo de lotes específicos de suas fórmulas infantis, por causa da identificação da substância cereulide em um ingrediente de fornecedor externo. Em comunicado, a empresa afirmou que a presença do composto, produzido pelo microrganismo Bacillus cereus, foi detectada durante análises de qualidade de rotina da companhia. Em nota, a Nestlé afirmou: “Notificamos o fornecedor do ingrediente e aprimoramos os protocolos de qualidade”.
A Anvisa determinou a suspensão da venda, da entrega e da utilização de lotes específicos de fórmulas infantis produzidas pela Nestlé Brasil. A medida atinge produtos das marcas Nestogeno, Nan Supreme Pro, Nanlac Supreme Pro, Nanlac Supreme, Nanlac Comfor, Nan Sensitive e Alfamino e foi oficializada por meio da Resolução nº 32/2026. A decisão foi adotada de forma preventiva para resguardar a saúde dos consumidores.
O Bacillus cereus é comumente encontrado em matérias-primas e ocasionalmente em alimentos, e não costuma ter impacto na segurança alimentar. No entanto, ele tem o potencial de produzir substâncias, como a cereulide, que pode causar reações adversas em alguns casos, como vômitos persistentes, diarréia e/ou letargia incomum – sintomas que podem ocorrer até seis horas após o consumo.
Segundo comunicado, até o momento, a fabricante não recebeu relatos de reações adversas ou problemas de saúde relacionados a esses produtos em escala global.
A empresa disse que o microrganismo não atingiu outros produtos ou lotes da linha de nutrição infantil, e que continuam seguros para consumo e continuarão sendo vendidos normalmente.
A relação completa das numerações envolvidas na ação está disponível para consulta no site oficial da instituição (www nestle.com.br).
A Nestlé destacou que mantém cooperação com as autoridades sanitárias para a execução do recall e a atualização dos protocolos de controle. “A medida visa a retirada total das unidades remanescentes no mercado e a prevenção de novos incidentes na cadeia de suprimentos.”
Consumidores que tiverem unidades dos lotes listados devem interromper o uso imediatamente. A empresa realiza a substituição ou o reembolso integral do valor pago por meio de canais de comunicação.
Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até o dia 14 de fevereiro para contestar descontos associativos indevidos em seus benefícios. O alerta foi reforçado pelo presidente do órgão, Gilberto Waller, em entrevista ao programa A Voz do Brasil nesta segunda-feira (5).
Segundo Waller, os segurados que não reconhecerem os descontos devem utilizar os canais oficiais para solicitar a exclusão e aderir ao acordo de ressarcimento. O procedimento pode ser realizado pelo Meu INSS (site ou aplicativo) e presencialmente nas agências dos Correios. O pedido inicial também pode ser feito pela Central 135.
Os dados apresentados pelo presidente apontam que 6,2 milhões de beneficiários já questionaram cobranças indevidas. Desse total, 4,1 milhões já receberam o dinheiro de volta, corrigido, diretamente na conta do benefício. “Isso corresponde a R$ 2,8 bilhões devolvidos aos aposentados e pensionistas que foram vítimas dessa fraude”, destacou Waller.
O presidente confirmou que o piso dos benefícios previdenciários e assistenciais será reajustado para R$ 30 bilhões na economia. O pagamento com o novo valor começa entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro.
Para quem recebe acima do salário mínimo, o reajuste seguirá o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que será divulgado em 9 de janeiro.
Waller também detalhou as mudanças nas regras de transição da Reforma da Previdência para este ano:
Idade mínima progressiva: Mulheres precisam ter 59 anos e 6 meses de idade e 30 anos de contribuição. Homens precisam de 64 anos e 6 meses de idade e 35 de contribuição;
Regra dos pontos: A soma da idade com o tempo de contribuição deve atingir 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens;
Para verificar a situação individual, o presidente recomendou o uso da ferramenta “Simular Aposentadoria”, disponível no aplicativo Meu INSS.
As exportações do Brasil para os Estados Unidos diminuíram em 6,6% em 2025, de acordo com os dados da Balança Comercial divulgada nesta terça-feira (6/1) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC). No ano, foram exportados US$ 37,7 bilhões ante US$ 40,3 bilhões em 2024.
O dado tem influência da política protecionista do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que impôs uma tarifa de 50% contra alguns produtos brasileiros, fazendo com que os custos de exportação cresçam, afetando tanto empresários brasileiros quanto consumidores americanos.
As exportações brasileiras tiveram recorde em 2025 e alcançaram US$ 349 bilhões, atingindo o melhor resultado da série histórica desde 1989.
O valor superou em US$ 9 bilhões o recorde anterior, atingido em 2023. Com relação a 2024, o aumento foi de 3,5%.
Em dezembro de 2025, a balança comercial brasileira registrou superávit (quando exportações superam importações) de US$ 9,6 bilhões.
Destaques das exportações em dezembro:
Agropecuária: US$ 5,7 bilhões;
Indústria Extrativa : US$ 7,8 bilhões;
Indústria de transformação: US$ 17,4 bilhões.
Exportação por localidades em dezembro:
Ásia: US$ 12,6 bilhões;
América do Norte: US$ 4,8 bilhões;
América do Sul: US$ 3,6 bilhões;
Europa: US$ 5,6 bilhões.
Destaques das importações em dezembro:
Bens de capital: US$ 3,7 bilhões;
Bens intermediários: US$ 11,9 bilhões;
Bens de consumo: US$ 3,4 bilhões;
Combustíveis: US$ 2,3 bilhões.
Importações por localidades em dezembro:
Ásia: US$ 8,3 bilhões;
América do Norte: US$ 3,9 bilhões;
América do Sul: US$ 2,2 bilhões;
Europa: US$ 5,4 bilhões.
Em vigor desde 1º de janeiro, a nova tabela do Imposto de Renda (IR) 2026 traz mudanças relevantes para milhões de contribuintes.

A principal novidade é a isenção total para quem ganha até R$ 5 mil por mês e a redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350.
A tabela tradicional do Imposto de Renda não foi alterada, continuando os valores em vigor em 2025. A diferença está nos redutores adicionais instituídos pela reforma do IR.
Para garantir o benefício a quem ganha até R$ 7.350, a Receita Federal criou novas tabelas de dedução a serem aplicadas simultaneamente com a tabela tradicional.
As alterações valem para os salários pagos a partir de janeiro, com impacto percebido a partir do pagamento de fevereiro. As mudanças se refletirão na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2027, que considera os rendimentos de 2026.
A seguir, veja quem tem direito à isenção, como ficam as faixas mensais, as alíquotas e a tabela anual do IR.
Quem fica isento do Imposto de Renda em 2026?
Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do IR:
Quem tem mais de uma fonte de renda precisará complementar o imposto na declaração anual, mesmo que cada rendimento isolado seja inferior a R$ 5 mil.
Quem ganha até R$ 7.350 também paga menos imposto
Para rendas entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, há uma redução parcial e decrescente do imposto:
A regra também se aplica ao 13º salário.
Tabela de isenção e redução do IR mensal: 2026
| Rendimentos tributáveis mensais | Redução do imposto |
| Até R$ 5 mil | Até R$ 312,89, zerando o imposto |
| De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 | R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal), até zerar para quem ganha R$ 7.350 |
| A partir de R$ 7.350,01 | Sem redução |
Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026
Para rendas acima de R$ 7.350
| Base de cálculo mensal | Alíquota | Dedução |
| Até R$ 2.428,80 | Isento | – |
| De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 | 7,5% | R$ 182,16 |
| De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 | 15% | R$ 394,16 |
| De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 | 22,5% | R$ 675,49 |
| Acima de R$ 4.664,68 | 27,5% | R$ 908,73 |
O que muda na apuração anual do Imposto de Renda?
Além da tabela mensal, a Receita Federal também aplicará isenção e redução no cálculo anual do imposto:
O redutor anual é limitado ao imposto apurado, ou seja, não gera imposto negativo nem restituição automática extra.
Tabela anual de isenção e redução do IR
(Declaração de 2027: ano-calendário 2026)
| Rendimentos tributáveis anuais | Redução do imposto |
| Até R$ 60 mil | Até R$ 2.694,15, zerando o imposto |
| De R$ 60.000,01 a R$ 88.200 | R$ 8.429,73 – (0,095575 × renda anual), até zerar para quem ganha R$ 88.200 |
| A partir de R$ 88.200,01 | Sem redução |
Tabela anual do Imposto de Renda em 2026
| Base de cálculo anual | Alíquota | Dedução |
| Até R$ 28.467,20 | Isento | – |
| De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,80 | 7,5% | R$ 2.135,04 |
| De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60 | 15% | R$ 4.679,03 |
| De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16 | 22,5% | R$ 8.054,97 |
| Acima de R$ 55.976,16 | 27,5% | R$ 10.853,78 |
Imposto mínimo para alta renda
Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado à alta renda:
Renda anual acima de R$ 600 mil (R$ 50 mil/mês): entra na regra
Alíquota progressiva de até 10%
Renda acima de R$ 1,2 milhão por ano: alíquota mínima efetiva de 10%
Estimativa do governo: cerca de 141 mil contribuintes serão afetados.
O que entra no cálculo do IRPFM?
Em relação aos salários acima de R$ 50 mil por mês, essa fonte de renda gera desconto no IRPFM a pagar, mesmo incluída na base de cálculo. Isso porque o Imposto de Renda já foi descontado na fonte, com alíquota de 27,5%.
Ficam fora:
O imposto mínimo será apurado apenas a partir da declaração de 2027.
Tributação de dividendos
Outra novidade relevante é a tributação de dividendos na fonte:
A maioria dos investidores não será afetada. A medida mira sócios e empresários que recebiam altos valores em dividendos, até então isentos.
O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual.
Pontos de atenção e possíveis disputas
Dividendos relativos a lucros apurados até 2025 só permanecem isentos se a distribuição tiver sido aprovada até 31 de dezembro de 2025.
Especialistas alertam para possíveis questionamentos judiciais, por possível efeito retroativo da regra.
Quais deduções continuam valendo?
Nada muda nas principais deduções:
Quantas pessoas serão beneficiadas?
Segundo o governo federal:
As ações de algumas das principais companhias petrolíferas dos Estados Unidos registravam forte alta, nesta segunda-feira (5/1), durante as negociações do chamado “pré-mercado” das Bolsas de Valores norte-americanas – ou seja, antes da abertura oficial do pregão.
A trajetória positiva dos papéis das gigantes do petróleo nos EUA acontece dois dias depois dos ataques militares deflagrados pelo governo de Donald Trump contra o território da Venezuela. A ação levou à captura do ditador Nicolás Maduro – que foi levado aos EUA, onde será julgado.
A Venezuela detém a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo dados da Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. A produção, no entanto, despencou nas últimas décadas.
Os planos dos EUA para o país ainda não estão claros. Trump, no entanto, já afirmou que Washington pretende governar a Venezuela durante um período de transição e intervir diretamente no setor petrolífero.
No domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) informou que manterá a produção mundial da commodity estável, seguindo compromisso firmado pela entidade em novembro de 2025.
A informação foi divulgada depois de reunião entre oito membros da Opep+, que produzem cerca de metade do petróleo mundial. O encontro aconteceu após a queda de quase 20% nos preços do petróleo em 2025, o maior baque anual desde 2020.
A Opep é uma organização que reúne produtores de petróleo, fundada em 1960. Seus membros, como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela, controlam quase toda a produção mundial da commodity, influenciando diretamente os preços da energia. A Opep+ é uma ampliação do grupo, que incorpora outros grandes produtores, como a Rússia e o Brasil, membro observador desde 2025.
A porta-voz-chefe da União Europeia (UE), Paula Pinho, afirmou nesta segunda-feira (5) que “houve progresso nas discussões sobre o acordo com o Mercosul nas duas últimas semanas”, ao comentar o estado das negociações comerciais entre os dois blocos durante coletiva de imprensa em Bruxelas. Questionada sobre rumores de que a assinatura ocorreria em 12 de janeiro, ela disse que, apesar do avanço, “ainda não temos uma data específica para o acordo”, mas destacou que “estamos no caminho certo” para assinar o tratado com o Mercosul “em breve”
As declarações de Pinho ocorrem após o adiamento da assinatura do pacto comercial UE-Mercosul, inicialmente prevista para 20 de dezembro e remarcada para o início de janeiro de 2026. O acordo avançou apesar de resistências internas, concentradas sobretudo na França e na Itália, enquanto a maioria dos Estados-membros europeus segue favorável à sua conclusão.
Anteriormente, em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, reafirmaram o compromisso de concluir a assinatura em janeiro, explicando que o adiamento se deve à finalização de procedimentos internos no Conselho.
A resistência italiana, alinhada à francesa, está ligada a pressões do setor agrícola por maiores garantias. Para contornar essas objeções, o Parlamento Europeu aprovou salvaguardas mais rígidas para produtos sensíveis, além da proposta de um fundo de compensação de 1 bilhão de euros e reforço nos controles fitossanitários. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, indicou que Roma pode apoiar o acordo “em no máximo um mês”.
O dólar operava em leve alta, na manhã desta segunda-feira (5/1), na primeira sessão do mercado financeiro após os ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela, na madrugada do último sábado (3/1).
As atenções dos investidores estão voltadas para os desdobramentos políticos e econômicos da invasão norte-americana no território venezuelano, que levou à captura do ditador Nicolás Maduro – que foi levado aos EUA, onde será julgado.
O mercado também observa com atenção o andamento dos preços internacionais do petróleo, que podem ser fortemente atingidos com a crise venezuelana. O país sul-americano detém a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com capacidade estimada em cerca de 303 bilhões de barris, segundo dados da Energy Information Administration (EIA), órgão oficial de estatísticas energéticas dos EUA. A produção, no entanto, despencou nas últimas décadas.
O Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU) se reúne na manhã desta segunda-feira, em Nova York, para discutir a operação dos EUA que capturou Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
O pedido de reunião foi apresentado pela Colômbia, governada por Gustavo Petro, que tem acumulado embates com o presidente norte-americano Donald Trump. O Brasil participará do encontro, mas não terá direito a voto.
Conforme apurou o Metrópoles, o Brasil será representado pelo embaixador Sérgio Danese, que solicitará a palavra durante a sessão, embora o país não seja membro permanente do conselho. Segundo interlocutores do Itamaraty, não haverá mudança na posição brasileira em relação à ação dos EUA contra a Venezuela.
Pelas regras da ONU, além dos membros permanentes do conselho – China, França, Rússia, Reino Unido e EUA –, a Somália, que preside o colegiado em janeiro, tem direito a voto. A Colômbia é a representante da América do Sul no atual período.
A reunião ocorre após um encontro extraordinário da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Na ocasião, o chanceler venezuelano Yván Gil classificou a operação que capturou Maduro como “criminosa” e pediu aos países-membros que exijam a libertação do chavista.
Anteriormente, o Brasil divulgou nota conjunta com México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, na qual fez ponderações sobre a ação dos EUA e defendeu uma solução pacífica para a região “sem ingerências externas”. No entanto, a reunião terminou sem acordo.
Na madrugada do último sábado, militares dos EUA realizaram um ataque contra Caracas, que resultaram na captura de Maduro e Flores. Os dois foram levados para Nova York, onde estão presos e aguardam julgamento por crimes como narcoterrorismo. Nesta segunda, Maduro será apresentado oficialmente a um juiz federal em Nova York.
Em meio às incertezas sobre o futuro da Venezuela, Donald Trump ameaçou, nesse domingo (4/1), a atual comandante do país, Delcy Rodríguez, e afirmou que a vice de Maduro poderá pagar um “preço alto” se não colaborar com os planos dos EUA.
“Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”, declarou o presidente dos EUA entrevista ao jornal The Atlantic.
No sábado (3/1), Trump sinalizou que as forças dos EUA, estacionadas na América Latina e Caribe, estão prontas para uma possível segunda onda de ataques contra a Venezuela, “caso seja necessário”.
Os planos dos EUA para o país ainda não estão claros. Trump, no entanto, já afirmou que Washington pretende governar a Venezuela durante um período de transição e intervir diretamente no setor petrolífero.
Segundo o presidente dos EUA, a operação militar teve como alvo a estrutura do regime chavista e resultou na captura de Maduro. Ele classificou a ação como uma “operação brilhante” e afirmou que a capacidade militar da Venezuela foi neutralizada.
De acordo com o jornal The New York Times, o número de mortos durante os ataques à Venezuela dobrou em 24 horas e chegou a 80. A contagem anterior, divulgada pelo próprio veículo, apontava 40 vítimas entre militares e civis após os bombardeios.
O dado atualizado foi repassado por um alto funcionário venezuelano, sob condição de anonimato. A fonte afirmou ainda que o total de mortos pode aumentar nas próximas horas à medida que novas informações forem confirmadas.
Menos de 48 horas após o ataque militar contra a Venezuela, o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou que a Colômbia pode ser o próximo alvo de uma operação norte-americana.
Em entrevista a bordo do avião presidencial Air Force One, na noite de domingo, o presidente dos EUA disse que a Colômbia está “muito doente” e comentou sobre possibilidades de operações militares no México e em Cuba.
“A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os EUA, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, afirmou Trump.
Jornalistas, então, questionaram o republicano se a resposta significava que uma operação militar poderia ser realizada contra a Colômbia. Trump respondeu: “Para mim, parece ótimo”.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, é um dos principais alvos de Trump no continente. O republicano já chegou a afirmar que o líder da Colômbia é um “traficante produtor de cocaína” e que deveria ser preso.
Além da instabilidade política no continente, uma das maiores preocupações do mercado financeiro em relação à crise na Venezuela envolve os seus efeitos sobre o petróleo.
No domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) informou que manterá a produção mundial da commodity estável, seguindo compromisso firmado pela entidade em novembro de 2025.
A informação foi divulgada depois de reunião entre oito membros da Opep+, que produzem cerca de metade do petróleo mundial. O encontro aconteceu após a queda de quase 20% nos preços do petróleo em 2025, o maior baque anual desde 2020.
Para especialistas do setor, tal queda no preço reflete um excesso de oferta mundial da commodity. Os oito países que participaram da reunião (Arábia Saudita, Rússia, Emirados Árabes Unidos, Cazaquistão, Kuwait, Iraque, Argélia e Omã) aumentaram as metas de produção de petróleo em cerca de 2,9 milhões de barris por dia, de abril a dezembro de 2025, o que equivale a quase 3% da demanda mundial de petróleo.
Em novembro, porém, os mesmos países concordaram em suspender os aumentos de produção em janeiro, fevereiro e março. O anúncio de domingo, portanto, confirma essa decisão. A breve reunião on-line não discutiu a questão da Venezuela, segundo afirmou um delegado da Opep+. Um novo encontro do grupo deve ocorrer em 1º de fevereiro.
A Opep é uma organização que reúne produtores de petróleo, fundada em 1960. Seus membros, como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Venezuela, controlam quase toda a produção mundial da commodity, influenciando diretamente os preços da energia. A Opep+ é uma ampliação do grupo, que incorpora outros grandes produtores, como a Rússia e o Brasil, membro observador desde 2025.
Em entrevista ao Metrópoles, no fim de semana, Adriano Pires, especialista no setor de energia e infraestrutura, disse não acreditar em uma elevação nos preços do petróleo como consequência da ação norte-americana. Isso porque a produção da Venezuela no contexto global não é expressiva e já havia um excesso de oferta do produto no mundo.
Foi por isso que os preços do petróleo registraram uma perda de quase 20% no ano passado, o que representou a maior queda anual desde 2020. Recuos nesse nível ocorreram tanto nos contratos futuros do barril tipo Brent, a referência para o mercado mundial, como no West Texas Intermediate (WTI), que baliza o mercado norte-americano.
“No curto prazo, acredito que o preço do petróleo pode até diminuir no mercado internacional, como resultado da ação dos EUA na Venezuela”, diz Pires. “Ela pode criar uma expectativa de que a produção mundial deve aumentar com o fortalecimento do setor no país, depois da eventual chegada das gigantes norte-americanas à Venezuela.”
Para o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy, no entanto, o risco de elevação do preço da commodity é mais do que significativo. Na verdade, ele considera que a alta é uma “aposta certeira” no mercado internacional já a partir desta segunda-feira.
Ardenghy acredita que essa volatilidade é impulsionada pela incerteza política e pelas possíveis reações de aliados estratégicos da Venezuela e membros da Opep, como Rússia e Irã, além de uma eventual redução na oferta global.
O governo federal ressarciu R$ 2.820.799.182,93 às vítimas de descontos irregulares de mensalidades cobradas por associações, sindicatos, entidades de classe e organizações em benefícios previdenciários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O valor foi divulgado nesta segunda-feira (29), no último balanço realizado pelo instituto, com base nos dados registrados até 26 de dezembro.
O total ressarcido atende 4.137.951 solicitações de contestação apresentadas por aposentados e pensionistas que questionaram os descontos irregulares.
Pedidos abertos
De acordo com o balanço do INSS, ao todo foram abertos 6.362.898 pedidos de contestação de descontos indevidos. Deste total, 6.231.376 são contestações de beneficiários que não reconheceram os descontos feitos pelas entidades associativas.
Apenas em 131.522 pedidos abertos houve reconhecimento da autorização para os respectivos descontos de mensalidades.
Ao todo, 44 entidades foram contestadas pelo governo federal a prestar informações sobre os descontos em benefícios do INSS. Do total de pedidos de apuração, as entidades responderam com documentação a 1.592.421 pedidos.
Canais de atendimento
De acordo com o balanço, o canal de atendimento mais buscado pelos beneficiários e pensionistas para contestar os descontos foi o Meu INSS (aplicativo e site): com 3.440.069 pedidos ou 54,1% do total.
Em segunda posição, está a central telefônica 135, com 419.924 pedidos (6,6%), seguida pelo atendimento prestado em agências dos Correios (2.259.424 pedidos, 35,5%). Por fim, estão os pedidos abertos de ofício: 243.239 (3,8%).
Prazo
Em novembro, o governo federal prorrogou o prazo de contestação para 14 de fevereiro de 2026. Vale lembrar que a adesão ao acordo de ressarcimento administrativo pelo governo federal vale para descontos realizados entre março de 2020 e março de 2025. O acordo evita a necessidade de ação judicial.
Como contestar
Quem ainda não contestou os descontos poderá fazê-lo de três formas:
Aplicativo ou site Meu INSS, clicando em serviço Consultar Descontos de Entidades Associativas;
Central 135: ligação telefônica gratuita, de segunda a sábado, das 7h às 22h; e
Correios: mais de 5 mil agências oferecem atendimento assistido e gratuito.
No aplicativo Meu INSS é preciso fazer login na conta Gov.br.
Ao clicar em “Não autorizei o desconto”, o beneficiário registra a contestação, e a entidade tem até 15 dias úteis para responder.
Caso não apresente uma resposta, o sistema abre automaticamente a opção para os aposentados e pensionistas fazerem a adesão ao acordo de ressarcimento.
Relembre o caso
Os descontos das mensalidades associativas diretamente dos benefícios previdenciários estão suspensos desde 23 de abril, quando a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a Operação Sem Desconto, que tornou pública a existência de um esquema que lesou milhões de beneficiários do INSS de todo o Brasil.
As fraudes e os criminosos envolvidos também estão sob investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no Congresso Nacional, no momento, em recesso parlamentar.
A dívida bruta do Governo Geral subiu para 79% do Produto Interno Bruto (PIB) em novembro. Em outubro, ela estava em 78,4%, informou nesta terça-feira (30) o Banco Central (BC).
O Governo Geral é constituído pelos governos federal, estaduais e municipais, além do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Essa elevação decorreu, sobretudo, dos juros nominais apropriados (0,7 p.p.), das emissões líquidas de dívida (0,4 p.p.) e da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.)”, detalhou a autoridade monetária.
A dívida líquida do setor público alcançou 65,2% do PIB em novembro, resultado que representa alta de 0,5 pontos percentuaios (p.p.), tendo como referência o PIB no mês.
“Esse resultado refletiu os impactos dos juros nominais apropriados (0,7 p.p.), da valorização cambial de 0,9% no mês (0,1 p.p.), do déficit primário (0,1 p.p.), do efeito da variação do PIB nominal (-0,4 p.p.), e dos demais ajustes da dívida externa líquida (-0,1 p.p.)”, justificou o Banco Central.
As contas do governo central — Tesouro Nacional, Banco Central (BC) e Previdência Social — registraram déficit primário de R$ 20,2 bilhões em novembro de 2025. Os dados fazem parte do Relatório do Tesouro Nacional (RTN), divulgado nesta segunda-feira (29/12).
No mesmo mês de 2024, foi observado um déficit de R$ 4,5 bilhões (em valores não corrigidos pela inflação).
O resultado primário do Governo Central acumulado em 12 meses foi de déficit de R$ 57,4 bilhões, equivalente a 0,47% do Produto Interno Bruto (PIB).
Em relação ao resultado acumulado no período de janeiro a novembro de 2025, o Governo Central registrou um déficit de R$ 83,8 bilhões, frente a um déficit de R$ 67,0 bilhões em 2024
Em termos reais, a receita líquida apresentou um aumento de R$ 60,2 bilhões (+2,9%) e a despesa total registrou uma alta de R$ 71,9 bilhões (+3,4%) em 2025, quando comparadas ao ano anterior.
O resultado deste ano decorreu de um superávit de R$ 244 bilhões do Tesouro e do Banco Central e um déficit de R$ 328 bilhões na Previdência Social.
Em novembro de 2025, a receita total apresentou diminuição de R$ 5,8 bilhões (-2,6%).
Segundo o Tesouro, o aumento da receita líquida em novembro de 2025 foi explicado, em grande medida, pelo desempenho das receitas administradas pela Receita Federal. Os principais destaques foram:
No acumulado do ano, a receita total apresentou elevação de R$ 82,9 bilhões (3,3%), enquanto a receita líquida apresentou elevação de R$ 60,2 bilhões (2,9%) em termos reais frente ao mesmo período do ano anterior.
Essa variação, segundo o tesouro, decorre principalmente do efeito conjunto de:
Com relação as despesas, em novembro, contra mesmo mês de 2024, houve um aumento de R$ 7,1 bilhões (4%) em termos reais:
No acumulado do ano, a despesa total a despesa total apresentou elevação de R$ 71,9 bilhões (3,4%)
As principais variações foram:
Assim como no ano anterior, o governo federal persegue a meta fiscal de déficit fiscal zero em 2025. Ou seja, a busca pelo equilíbrio das contas públicas, com receitas equiparadas às despesas.
A ideia é que haja aumento gradual até 2028, quando se prevê chegar ao superávit primário de 1% do PIB.
Confira as demais projeções:
2026: superávit de 0,25% do PIB (R$ 34 bilhões)
2027: superávit de 0,50% do PIB (R$ 70,7 bilhões)
2028: superávit de 1% do PIB (R$ 150,7 bilhões)
Com o objetivo de reduzir os déficits registrados desde 2022, os Correios divulgaram nesta segunda-feira (29) um plano de reestruturação da companhia com previsão de fechar 16% das agências da estatal, o que representa cerca de mil das 6 mil unidades próprias em todo o país.
A estatal espera economizar R$ 2,1 bilhões com o fechamento de unidades. Considerando outros pontos de atendimento realizados por parceria, são 10 mil unidades que prestam serviços para os Correios no Brasil. Como a empresa pública tem a obrigação de cobrir todo o território nacional, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, destacou que o fechamento dessas agências será realizado sem violar o princípio da universalização do serviço postal.
“A gente vai fazer a ponderação entre resultado [financeiro das agências] e o cumprimento da universalização para a gente não ferir a universalização ao fecharmos pontos de venda da empresa”, explicou o presidente dos Correios em coletiva de imprensa, em Brasília (DF).
Demissão Voluntária
O plano dos Correios prevê ainda cortes de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028, com venda de imóveis e dois planos de demissão voluntária (PDVs) previstos para reduzir o número de funcionários em 15 mil até 2027.
“A gente tem 90% das despesas com perfil de despesa fixa. Isso gera uma rigidez para a gente fazer alguma correção de rota quando a dinâmica de mercado assim exige”, disse.
O plano de reestruturação era esperado devido aos sucessivos resultados negativos que a estatal vem acumulando desde 2022, com um déficit estrutural de R$ 4 bilhões anuais “por causa do cumprimento da regra de universalização”, segundo justificou o presidente Rondon.
Neste 2025, a estatal registra um saldo negativo de R$ 6 bilhões nos nove primeiros meses do ano e está com um patrimônio líquido negativo de R$ 10,4 bilhões.
Empréstimo e abertura de capital
A companhia informou ainda que tomou um empréstimo de R$ 12 bilhões com bancos para reforçar o caixa da companhia, assinado na última sexta-feira (26). Porém, a direção dos Correios ainda trabalha para encontrar outros R$ 8 bilhões necessários para equilibrar as contas em 2026.
A estatal estuda ainda, a partir de 2027, uma mudança societária nos Correios. Atualmente, a companhia é 100% pública, mas avalia a possibilidade de abrir seu capital transformando-a, por exemplo, em uma companhia de economia mista, como é hoje a Petrobras e o Banco do Brasil.
Corte de pessoal e benefícios
O plano apresentado pelos Correios prevê medidas para serem implementadas entre 2026 e 2027, incluindo os PDVs, sendo um no próximo ano e outro em 2027.
Outros alvos da direção dos Correios são os planos de saúde e de previdência dos servidores, que devem ter cortes nos aportes feitos pela estatal.
“O plano [de saúde] tem que ser completamente revisto e a gente tem que mudar a lógica dele porque hoje ele onera bastante. Ele tem uma cobertura boa para o empregado, mas, ao mesmo tempo, financeiramente insustentável para a empresa”, justificou o presidente.
Com as demissões voluntárias e os cortes de benefícios, os Correios esperam reduzir as despesas com pessoal em R$ 2,1 bilhões anuais. Além disso, o plano estima vender imóveis da companhia para gerar R$ 1,5 bilhão em receita.
“Esse plano vai além da recuperação financeira. Ele reafirma os Correios como um ativo estratégico do estado brasileiro, essencial para integrar o território nacional, garantir acesso igualitário a serviços logísticos e assegurar eficiência operacional em cada região do país, especialmente onde ninguém mais chega”, concluiu o presidente dos Correios.
Crise no setor postal
Os Correios enfrentam uma crise financeira que, segundo a direção da companhia, vem desde 2016, motivada pelas mudanças no mercado postal em razão da digitalização das comunicações, que substituiu as cartas, reduzindo a principal fonte de receita dos Correios.
A estatal também atribui dificuldades financeiras a entrada de novos competidores no comércio eletrônico como um dos motivos da atual crise do setor.
“É uma dinâmica de mercado que aconteceu no mundo inteiro e algumas empresas de correios conseguiram se adaptar. Várias dessas empresas ainda registram prejuízos. Um exemplo é a empresa americana de correios que está reportando prejuízo da ordem de US$ 9 bilhões”, comparou Emmanoel.
O presidente da estatal brasileira se referiu a empresa pública dos Estados Unidos (EUA) Unit States Posta Service (USPS), que também anunciou recentemente medidas para enfrentar os déficits financeiros.
Cerca de 249 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco vão acertar as contas com o Leão. A Receita Federal paga nesta segunda-feira (29), o lote da malha fina de dezembro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.
Ao todo, 263.255 contribuintes receberão R$ 605,99 milhões. Desse total, R$ 309,6 milhões irão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
Aberta desde o dia 22, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
Pagamento
O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até 1 ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de 1 ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".
A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que liderou a paralisação dos trabalhadores da Petrobras decretada no dia 15 de dezembro, informou que 13 dos 14 sindicatos ligados à entidade aprovaram o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) resultante de negociação com a direção da empresa.
Com isso, segundo a FUP, a grande maioria dos sindicatos que havia aderido à greve na Petrobras já determinou a suspensão do movimento.
Por outro lado, o indicativo de greve ainda segue mantido pelo Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), após assembleia realizada nessa sexta-feira (26/12).
Segundo a FUP, a decisão do Sindipetro-NF é “soberana” e “respeitada pela Federação, que permanece ao lado dos trabalhadores da região na busca por uma solução para o encerramento da paralisação”.
Também continuam em greve o Sindipetro-RJ, o Sindipetro Amazônia, Sindipetro LP e o Sindipetro AL/SE, todos representados pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). A entidade reúne 26 mil funcionários de quatro sindicatos.
Em nota, a FUP afirma que a mobilização dos trabalhadores “garantiu avanços concretos nos três eixos centrais da campanha reivindicatória”. “No eixo previdenciário, foi formalizada carta-compromisso da Petrobrás para a construção da solução definitiva dos Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs), com acompanhamento do processo na mediação com o Tribunal de Contas da União (TCU)”, diz a entidade sindical.
“No eixo econômico e social, o ACT assegura ampliação de direitos e benefícios com impacto para trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas e prestadores de serviço, incluindo abono, reajustes nos vales alimentação e refeição, criação de auxílio alimentação mensal, redução de custos com transporte e deslocamento, avanços nas condições de trabalho, saúde e segurança, manutenção e ajustes na AMS, anistias, correção de distorções regionais e compromissos com diversidade, proteção social e fiscalização de contratos”, prossegue a FUP.
Por fim, no eixo político-estratégico, diz a FUP, “foi garantida a instalação de um fórum permanente para debater a Pauta pelo Brasil Soberano, com temas como transição energética justa, fortalecimento do Sistema Petrobrás e futuro das subsidiárias”.
“A aprovação do ACT também evitou a entrada de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que colocaria em risco os avanços conquistados na negociação, cláusulas do acordo e as cartas-compromisso firmadas com as empresas do Sistema Petrobras”, informou o sindicato.
Também por meio de nota, a Petrobras afirmou que apresentou uma proposta de acordo coletivo de trabalho com avanços nos principais pleitos sindicais, o que “demonstra seu compromisso com o entendimento com a categoria e busca a suspensão do movimento grevista”.
De acordo com a companhia, pelo menos sete sindicatos já formalizaram a aprovação do acordo e o encerramento da greve. Outros estão com assembleias agendadas para sacramentar a suspensão da paralisação.
Segundo a Petrobras, até o momento, a greve dos trabalhadores não representou nenhum impacto à produção, e o abastecimento ao mercado segue garantido.
A greve nacional dos funcionários da Petrobras teve início à meia-noite do dia 15 de dezembro.
A decisão de entrar em greve foi motivada pela falta de acordo entre funcionários e a direção da Petrobras, cujas primeiras contrapropostas foram rechaçadas pelos trabalhadores em meio às negociações sobre o acordo coletivo.
Segundo os trabalhadores, a contraproposta inicial apresentada pela Petrobras havia sido “insuficiente”. Entre os principais pontos que estavam em discussão, aparecia a busca por uma solução negociada para os PEDs da Petros – o que afeta diretamente a renda de aposentados e pensionistas.
Petros é a Fundação Petrobras de Seguridade Social, um fundo de pensão criado em 1970 pela Petrobras para gerenciar planos de aposentadoria complementar para seus empregados. Trata-se do segundo maior fundo de pensão do país.
Os trabalhadores também defendiam o que chamam de aprimoramentos no plano de cargos e salários, além de garantias de recomposição sem aplicação de mecanismos de ajuste fiscal.
De acordo com os sindicatos que organizaram a greve, a paralisação dos funcionários da Petrobras atingiu nove refinarias, 28 plataformas offshore, 16 terminais operacionais, quatro termelétricas, duas usinas de biodiesel, dez instalações terrestres operacionais, duas bases administrativas e três unidades de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS).
