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governo federal alcançou um recorde histórico com a arrecadação federal em 2025. A soma de impostos, contribuições e demais receitas atingiu o valor de R$ 2,89 trilhões, de acordo com dados divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira (22/1).

O valor representa um aumento real de 3,65% na comparação com o ano passado, quando encerrou o ano com R$ 2,652 trilhões. Segundo a Receita, esta é a maior arrecadação já registrada em um ano desde o início da série histórica, em 1995.

Em dezembro de 2025, a arrecadação Etambém alcançou o maior patamar da série histórica, registrando R$ 292,7 bilhões.

Aumento IOF

De acordo com a Receita, o recorde na arrecadação foi obtido com ajuda do aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), anunciado pelo governo em maio deste ano. Outro ponto de destaque para o recorde foi a taxação das bets (incluindo a arrecadação de loterias), o que render R$ ano ano.

O crescimento do Imposto de Renda sobre aplicações financeiras, em razão da taxa de juros, e também dos juros sobre capital próprio, foi outro fator que contribuiu para a alta.

 

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, afirmou nesta quinta-feira (22/1) que a instituição tem “certa apreensão” em relação ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia, aprovado no início deste ano.

“A gente tem uma certa apreensão com o acordo Mercosul União Europeia, pelo que aconteceu ontem [quarta-feira, 21]”, disse em entrevista coletiva.

Viana se refere ao acionamento, pelo Parlamento Europeu, nessa quarta-feira (21/1), da Justiça em relação ao acordo comercial celebrado entre os dois blocos.

presidente da Apex adiantou que se encontrou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União). Conforme Viana, planeja organizar uma comitiva de parlamentares brasileiros para se encontrarem com os pares europeus.

Outro compromisso assumido por Alcolumbre, conforme Viana, foi o de atuar para a aprovação do texto internamente.

Will Bank foi liquidado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (21). A empresa era o braço digital do Banco Master, que passou pelo mesmo processo. Sendo assim, a lei exige que os bens dos controladores e ex-administradores da intuição fiquem indisponíveis.

No caso dos clientes, os valores de até R$ 250 mil estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O valor do pagamento é de aproximadamente R$ 6,3 bilhões. Segundo a entidade, os valores garantidos serão pagos após o recebimento das informações das intuições que estão sendo consolidadas pelo BC.

Os clientes que tinham produtos protegidos pelo FGC antes da aquisição pelo Banco Master, em 21 de agosto de 2024, estão garantidos. A partir de 22 de agosto de 2024, nos casos dos clientes que já tenham recebido valores relativos à liquidação do Master, Banco Master de Investimento ou Lestbank, atingindo o teto de R$ 250 mil, não receberão novos valores. Os que não atingiram o teto, podem receber até atingir o volume máximo.

Caso o cliente tenha valores que somem mais de R$ 250 mil, ele terá que acionar a Justiça, segundo a professora da FGV e conselheira do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia) Carla Beni.

Segundo a especialista, para ter acesso à massa falida, que é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma empresa que teve a falência decretada, a pessoa terá que contratar um advogado para cobrir o valor restante. Outra opção apontada também seria entrar com uma ação coletiva, em busca da redução de custos para o processo.

Como receber os valores

Após a liquidação, a instituição envia uma lista de pessoas e valores a serem pagos pelo FGC, em processo que pode durar até 30 dias após a falência. Segundo a entidade, nas últimas liquidações, os pagamentos começaram entre 30 a 60 dias.

Os credores então têm que cadastrar a conta bancária, validar a biometria e enviar documentos no aplicativo do FGC.

Só então os credores podem entrar com o pedido de garantia. Pessoas Físicas farão a solicitação por aplicativo de celular, e Pessoas Jurídicas pelo site. Os PJs devem se cadastrar no Portal do Investidor do FGC para solicitar o ressarcimento.

A reportagem tentou contato com o Will Bank para esclarecimentos em relação à liquidação e com o BC para que a instituição comentasse o que acontece com os valores acima de R$ 250 mil. Se houver resposta, o texto será atualizado.

Questionada sobre a ação, o Febraban, principal representante do setor bancário nacional, não quis comentar o caso, e reiterou que o banco não faz parte do quadro de associados.

Liquidação

O BC decretou nesta quarta a liquidação extrajudicial da empresa Will Financeira.

Em nota, o BC afirmou que se tornou “inevitável a liquidação extrajudicial da Will Financeira, em razão do comprometimento da sua situação econômico-financeira, da sua insolvência e do vínculo de interesse evidenciado pelo exercício do poder de controle do Banco Master S.A., já sob liquidação extrajudicial”.

BC tentou manter a Will Financeira em funcionamento, por meio do Regime Especial de Administração Temporária (RAET), mas não foi viável, segundo a entidade. A Will Financeira descumpriu a grade de pagamentos com o arranjo de pagamentos Mastercard.

O BC também decretou a indisponibilidade dos bens dos controladores e ex-controladores da Will Financeira, incluindo as empresas Will Holding Financeira, Master Holding Financeira e 133 Investimentos e Participações, além de Armando Miguel Gallo Neto, Daniel Vorcaro, Felipe Wallace Simonsen, Felipe Félix Soares e Ricardo Saad Neto.

Caso Master

As liquidações do Banco Master, decretada pelo BC em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15), revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e a Polícia Federal (PF).

“A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou o BC em nota na época.

De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, ele foi solto com uso de tornozeleira eletrônica.

Os preços praticados pelos exportadores chineses de malhas de poliéster estão sendo questionados pela indústria têxtil nacional, que cobra do governo ações antidumping sobre as importações do setor.

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), a China chega a vender malhas de poliéster por US$ 2 a importadores brasileiros, enquanto praticaria preços mais altos no mercado internacional, em torno de US$ 7,20 pelo mesmo produto.

A entidade pediu uma investigação ao MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e alega que a Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) vem atuando nos bastidores para impedir a adoção do antidumping.

“Essa movimentação contribui para a manutenção de uma concorrência desleal, que fragiliza a produção nacional, compromete a cadeia da confecção e coloca em risco milhares de empregos”, afirma a FIEMG em nota.

O que dizem os importadores

A ABVTEX defende que medidas antidumping não são necessárias nesse caso e afetariam os custos para o varejo nacional, resultando em inflação. “A ABVTEX atua e continuará a atuar de forma firme e técnica nos autos do processo antidumping em questão, considerando que, claramente, não estão presentes os requisitos técnicos para imposição da medida”, diz a entidade.

“As empresas de confecção e comércio de vestuário no Brasil se caracterizam pela elevada capilaridade e estão distribuídas por todas as unidades da Federação, com participação elevada nos empregos formais do país. Estudos técnicos apontam que a eventual aplicação de direitos antidumping pode representar aumentos relevantes no custo das malhas de poliéster, que não terão substituição plena pela produção doméstica, seja por limitações de escala, variedade, qualidade ou acabamento final“, alega a ABVTEX.

Já o governo informou que o processo está em andamento, com previsão de conclusão em maio de 2026.

O preço da cesta básica de alimentos caiu em todas as 27 capitais brasileiras no acumulado do último semestre de 2025. As quedas oscilaram entre -9,08%, em Boa Vista (RR,) e -1,56%, em Belo Horizonte (MG).

Os dados, divulgados nesta terça-feira (20), são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Desde julho de 2025, a pesquisa engloba todas as 27 capitais do país. Anteriormente, o levantamento era feito apenas em 17.

Campeã em queda de preço entre as capitais, Boa Vista (RR) teve a redução de -9,08% no valor da cesta básica no último semestre do ano passado, com o preço passando de R$ 712,83 em julho de 2025, para R$ 652,1,4 em dezembro – R$ 60,69 menor.

A segunda capital com maior queda no período foi Manaus (AM), com diminuição de -8,12% no preço da cesta, de R$ 674,78 para R$ 620,42, ou seja, custo R$ 54,36 a menos. Fortaleza (CE) ocupa o terceiro lugar em diminuição do preço do conjunto de alimentos essenciais: queda de -7,90%, passando de R$ 738,09, em julho, para R$ 677, em dezembro, R$ 61,09 mais barata.

As capitais que tiveram menores baixas foram Belo Horizonte (MG), Macapá (AP) e Campo Grande (MS) com quedas de -1,56%, -2,10% e -2,16%, respectivamente, no acumulado do período.

Por regiões, Boa Vista (RR) lidera o cenário de baixa de preços não só nacionalmente, mas também no Norte, assim como Fortaleza (CE), ocupa não somente o terceiro lugar geral, mas também é campeã no Nordeste do país.

No Centro-Oeste, Brasília (DF), é a recordista em declínio de preço da cesta no período, com variação de -7,65% nos últimos seis meses de 2025. No Sul, a capital mais bem colocada é Florianópolis (SC), que teve redução de -7,67% no valor do conjunto de produtos. Vitória (ES) é a capital vencedora no Sudeste do país, com redução de -7,05% no preço da cesta básica de alimentos de julho a dezembro do ano passado..

Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado dos últimos seis meses de 2025 demonstram que a política agrícola do Brasil está no caminho certo.

“Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”.

Ele destacou os planos Safra dos últimos três anos, tanto o empresarial quanto o da Agricultura Familiar.

“Já são três anos que ambos têm valores recordes, não faltando recursos para o financiamento agrícola, e com juros subsidiados”.

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, informou nesta sexta-feira (16/1) que os repasses de empréstimos consignados ao Banco Master estão bloqueados. O motivo é a suspeita de irregularidades.

O Banco Master teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC) no dia 18 de novembro de 2025. O INSS ainda tenta com o liquidante resolver a situação, antes de decidir se cancela de vez os contratos.

A fala do presidente do INSS foi repassada ao Metrópoles em um áudio enviado pela assessoria do instituto. Na gravação, Waller Júnior acrescenta que os contratos com o Master foram interrompidos bem antes da liquidação.

“Os contratos com o Banco Master novos já estão suspensos desde setembro. O repasse desse valor está paralisado para o Banco Master. Mas a gente tentou, ainda antes da liquidação, que o Banco Master comprovasse a assinatura daqueles que fizeram o crédito consignado”, afirmou.

Waller Júnior explica que o INSS solicitou ao Master, por três vezes, que comprovasse a assinatura dos contratados dos pensionistas e aposentados que teriam feito o crédito consignado. No entanto, isto não foi realizado.

“Os contratos que eles [Banco Master] juntaram para a gente não diz nada. Não diz taxa de juros, não diz custo efetivo da transação. e pior, não tem a comprovação da assinatura do nosso aposentado e pensionista”, completou.

Por causa da falta de consistência dos documentos, o presidente do INSS disse que foi tomada a decisão de suspender os repasses.

Agora, o INSS tenta contato com o liquidante do Banco Master para realizar uma reunião e verificar se é possível comprovar a assinatura nos contratos. “Não comprovando, o INSS vai cancelar o crédito consignado e esse valor que foi retido volta aos braços, ao bolso do nosso aposentado e pensionista”, explicou o presidente.

O Banco Central determinou como liquidante do Master a EFB Regimes Especiais e Empresas, que tem como responsável técnico Eduardo Félix Bianchini.

A liquidação

liquidação do Banco Master foi determinada pelo Banco Central, em 18 de novembro de 2025, no âmbito de investigações que apontaram suposto esquema de emissão e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo instituições financeiras do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A reportagem entrou em contato com a defesa do Banco Master a respeito a suposta irregularidade nos contratos de consignados e aguarda resposta.

O volume de vendas do comércio varejista no país avançou 1,0% em novembro em relação a outubro de 2025. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (15/1), são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os principais destaques positivos são as vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%); móveis e eletrodomésticos (2,3%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%).


O que é a PMC

Enquanto o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) entra na reta final para pagar cerca de R$ 41 bilhões a 1,6 milhão de investidores do Banco Master, criminosos já começaram a explorar o momento para aplicar golpes digitais.

Um levantamento da empresa de segurança digital Kaspersky identificou o primeiro tipo de fraude voltada especificamente a quem aguarda o ressarcimento do fundo, com o uso de um aplicativo falso para Android que promete acompanhar o pagamento, mas na prática instala um trojan bancário -malware disfarçado de software legítimo- que infecta o dispositivo para roubar informações financeiras no celular da vítima.

O pagamento do FGC não é feito de forma automática. Para receber, os investidores precisam se cadastrar no aplicativo oficial do fundo e informar uma conta de mesma titularidade para receber os valores. Esse é o proceso que está sendo explorado no golpe.

A fraude começa em sites que simulam páginas legítimas do FGC e induzem o usuário a baixar um aplicativo que aparenta estar disponível na Google Play. Ao instalar o arquivo, porém, o celular é infectado pelo BeatBanker, um trojan bancário capaz de roubar senhas, capturar dados financeiros, controlar o aparelho à distância e até usar o processador do telefone para mineração clandestina de criptomoedas.

A Kaspersky diz que o BeatBanker foi identificado pela primeira vez em meados do ano passado e já havia sido usado em campanhas que imitavam aplicativos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), no contexto de reembolso de valores descontados indevidamente de aposentados. Agora, o mesmo tipo de engenharia foi adaptado para o caso do Master.

Além de roubar credenciais bancárias, a Kaspersky afirma que o trojan oferece aos criminosos um controle remoto completo do dispositivo, o que permite desde a leitura de mensagens e dados pessoais até a realização de transações financeiras em nome da vítima.

Para Fabio Assolini, diretor da equipe global de pesquisa e análise da Kaspersky para América Latina e Europa, a rapidez com que os cibercriminosos exploram temas em evidência no noticiário para criar esquemas fraudulentos é uma tática recorrente. "Este caso representa apenas o início de uma possível onda de golpes. Nossa análise indica a tendência de surgimento de novos vetores de ataque, dada a alta atratividade do tema e o grande número de potenciais vítimas", afirma.

COMO POSSO ME PROTEGER?

A Kaspersky recomenda as seguintes medidas de proteção aos investidores:

- Desconfie sempre: ofertas que prometem agilizar ou simplificar processos de forma incomum devem ser encaradas com extrema cautela. Golpes frequentemente se utilizam de atrativos para induzir a vítima ao erro;
- Verifique os canais oficiais: antes de clicar em qualquer link, verifique se está no site ou aplicativo oficial da empresa;
- Nunca instale aplicativos de fontes desconhecidas: baixe aplicativos apenas de lojas oficiais, como a Google Play Store ou a Apple App Store. Desative a função "instalar de fontes desconhecidas" nas configurações do seu Android;
- Utilize uma solução de segurança: mantenha uma solução de segurança de confiança instalada e atualizada em seu celular.

QUAIS INVESTIMENTOS SÃO GARANTIDOS PELO FGC?

O valor máximo coberto é de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada conglomerado financeiro. Entram na lista:

- Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio
- Poupança
- Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado, como CDB e RDB
- Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e controle do fluxo de recursos referentes a prestação de serviços de pagamento de salários, vencimentos, aposentadorias, pensões e similares
- LC (letra de câmbio)
- LH (letra hipotecária)
- LCI (letras de crédito imobiliário)
- LCA (letras de crédito do agronegócio)
- LCD (letras de crédito do desenvolvimento)
- Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos, após 8 de março de 2012, por empresa ligada

QUAL O PASSO A PASSO DO PAGAMENTO DA GARANTIA PELO FGC?

Com o início dos pagamentos, os investidores precisam se manifestar para receber os valores. Pessoas físicas (CPF) devem fazer a solicitação pelo aplicativo do FGC (que é o primeiro a aparecer na busca da App Store ou da Play Store e pode ser identificado pelo mesmo símbolo do site oficial do FGC), enquanto pessoas jurídicas (CNPJ) devem realizar o procedimento pelo site da instituição.

Antes de acessar o aplicativo, é necessários que pessoas físicas realizem o cadastro básico.

COMO FAZER O CADASTRO BÁSICO?

Etapa 1 - Dados pessoais

- Abra o aplicativo do FGC e comece o cadastro;
- Preencha os campos obrigatórios: nome completo, como podemos te chamar? (nome ou apelido), CPF e data de nascimento (no formato DD/MM/AAAA)
- Após preencher todos os dados, toque em "Continuar".

Etapa 2 - Criação da senha

Crie uma senha de acesso ao aplicativo. A senha deve conter obrigatoriamente:

- Mínimo de 8 caracteres
- 1 letra maiúscula
- 1 letra minúscula
- 1 número
- 1 caractere especial (! @ # $)

Digite a senha novamente em "Confirmar senha". Depois, toque em "Continuar" para avançar.

Etapa 3 - Cadastro do email

- Informe seu email pessoal;
- Digite o email novamente no campo "Confirmar o seu e-mail";
- Marque as duas opções: "Li e concordo com as condições dos Termos de uso" e "Li e concordo com a Política de privacidade".
Após isso, toque em "Continuar".

Etapa 4 - Validação do e-mail

- O FGC enviará um código de verificação para o e-mail cadastrado;
- Digite o código recebido nos campos indicados;
- Caso não receba o e-mail, toque em "Reenviar";
- Se precisar corrigir o endereço, selecione "Alterar email".

O cadastro estará concluído. Após a validação, aparecerá a mensagem "Cadastro realizado!". Para acessar o aplicativo e suas funcionalidades, toque em "Fazer Login".

O QUE FAZER DEPOIS DO CADASTRO BÁSICO?

Ao finalizar o cadastro, a pessoa física poderá visualizar o valor que irá receber e, em seguida, deve assinar digitalmente um termo confirmando a solicitação do pagamento da garantia (as pessoas jurídicas também assinam o termo, enviado diretamente a elas após a análise dos documentos).

Após a assinatura, e estando tudo de acordo, o FGC efetiva o pagamento em até 48h, direto na conta de titularidade do credor.

COMO CADASTRAR UM BANCO COMO CONTA BANCÁRIA?

Por meio do aplicativo, também é possível cadastrar a conta em que deseja receber o dinheiro quando ele for liberado. Para isso, siga o passo a passo abaixo:

1. Após concluir o cadastro no aplicativo do FGC, acesse o menu e clique em "Meu perfil";
2. Em seguida, vá até "Contas bancárias";
3. Em "Instituição financeira", busque pelo seu banco ou instituição de pagamento;
4. Selecione conta corrente e informe os dados da conta que deseja cadastrar;
5. A conta ficará configurada para receber a garantia quando ela for liberada.

A queda do setor de serviços, um dos mais importantes da economia nacional, em novembro do ano passado, atestada em levantamento divulgado nesta terça-feira (13/1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), não surpreende e confirma a desaceleração da atividade econômica no país.

A avaliação é de economistas e analistas do mercado ouvidos pela reportagem do Metrópoles pouco depois do anúncio do IBGEDe acordo com a pesquisa, o volume do setor de serviços no país recuou 0,1% em novembro de 2025. O resultado negativo foi puxado pelos serviços de transportes (-1,4%) e informação e comunicação (-0,7%). No acumulado do ano de 2025, houve alta de 2,7%. Em relação a novembro de 2024, o volume de serviços avançou 2,5%.

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) monitora a receita bruta de serviços nas empresas formais, com 20 ou mais trabalhadores. São excluídas as áreas de saúde e educação. A próxima divulgação da PMS – referente a dezembro de 2025 – será em 12 de fevereiro.

O que diz o mercado

André Valério, economista sênior do Banco Inter, avalia que o resultado de novembro “reafirma a tendência de desaceleração na atividade econômica em meio às condições financeiras adversas”. “Ainda assim, a robustez do setor permanece, com o setor de serviços 20% acima do nível pré-pandemia e apenas a 0,1% de distância do recorde da série histórica”, observa.

“Ainda vemos a inflação do setor pressionada, tendo encerrado 2025 com alta de quase 6%, bem distante da meta de 3%. Com isso, apesar dos sinais de desaceleração, a dinâmica ainda deve manter o Banco Central (BC) cauteloso na reunião de janeiro, adiando o corte de juros para a reunião de março”, projeta Valério.

Segundo Claudia Moreno, economista do C6 Bank, mesmo com o leve recuo em novembro, “o setor de serviços continua sólido, tendo contribuído para sustentar o crescimento da economia em 2025”. “Nossa projeção é a de que o segmento tenha terminado o ano com expansão um pouco acima de 2,5%, impulsionado pelas medidas promovidas pelo governo, como o estímulo à concessão de crédito e o aumento de gastos”, afirma.

“Apesar do bom desempenho do setor de serviços ao longo do ano passado, os dados de atividade mostram que a economia brasileira perdeu fôlego em relação a 2024, devendo fechar 2025 com crescimento de 2,2%. Essa desaceleração é reflexo dos juros mais altos, que tendem a limitar o consumo e desestimular investimentos”, destaca a economista.

Moreno diz ainda que, embora a Selic em patamar elevado esteja exercendo um efeito negativo sobre a economia, não se deve esperar uma grande desaceleração da atividade. “Para 2026 e 2027, nossa projeção é a de que o PIB avance 1,7% e 1,5%, uma vez que as medidas de estímulo adotadas pelo governo (como o aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda) devem evitar um esfriamento mais intenso”, completa.

Matheus Pizzani, economista do PicPay, observa que, “embora a retração em si não tenha sido necessariamente uma surpresa, especialmente pela participação de grupos cuja oscilação se dá por conta de fatores majoritariamente sazonais, a PMS trouxe também em sua composição sinais mais claros de uma desaceleração potencialmente mais duradoura do ritmo de crescimento do setor”.

“Destaque, neste sentido, para as retrações observadas em componentes com maior sensibilidade ao grau de ociosidade da economia e dos gastos privados, casos dos subgrupos de outros serviços prestados às famílias (-2,6%)”, destaca. “Não apenas houve uma queda na margem de seus respectivos resultados como também a consolidação da trajetória de desaceleração iniciada em outubro, sinalizando um ritmo de consumo de serviços mais equilibrado ao longo do período.”

Segundo Pizzani, “as divulgações subsequentes da PMS entre dezembro e fevereiro podem contar com participação mais efetiva de fatores sazonais e do nível de confiança dos agentes econômicos, que têm apresentado melhora na margem, impulsionando novamente o resultado do setor”.

“Mantida a perspectiva para os componentes estruturais, no entanto, a tendência é de consolidação da perda de dinamismo já observada em novembro, com o setor sendo o principal responsável pela acomodação do ritmo de crescimento ao longo do primeiro semestre deste ano e, consequentemente, maior equilíbrio do hiato do produto”, afirma.

O economista Maykon Douglas, por sua vez, observa que o resultado de novembro interrompe uma sequência de nove meses consecutivos de expansão, “mas o setor vem de máximas históricas, registradas justamente no mês de outubro”. “Além disso, houve revisão altista da série em outubro, ou seja, a base estatística foi um pouco maior”, diz.

“Nos últimos meses, o setor tem crescido de forma menos disseminada do que a média histórica. Vemos altas mais significativas nos segmentos ligados aos transportes, devido ao aumento da demanda e ao escoamento da safra recorde. Os serviços às famílias, um termômetro da força do consumo das famílias, vieram piores que o esperado e ficaram de lado no fim do ano passado, com base nos dados mensais até aqui”, explica o economista.

Ele conclui: “Embora o setor de serviços tenha se mostrado mais resiliente do que a indústria e o varejo, que são mais sensíveis às condições de crédito, é notável a perda de ritmo nos últimos meses”.

De acordo com dados no Banco Central (BC) divulgados nesta terça-feira (13/1), estão disponíveis para resgate R$ 10 bilhões por meio do Sistema de Valores a Receber (SVR), que permite consultar os valores esquecidos nos bancos. Os valores são referentes a novembro de 2025.

Segundo a autoridade monetária, R$ 7,8 bilhões estão disponíveis para 49,3 milhões de clientes, enquanto R$ 2,2 bilhões podem ser retirados por 4,9 milhões de empresas.


Como consultar o dinheiro esquecido


Até novembro, o BC informou que já foram devolvidos R$ 12,9 bilhões em recursos que estavam esquecidos em bancos. Dos valores devolvidos, R$ 9,5 bilhões foram destinados a pessoas físicas e R$ 3,4 bilhões para pessoas jurídicas.

Valores

A maior parte dos valores está entre R$ 0,00 e R$ 10,00 (65,2%) e a menor parte são valores acima de R$ 1,000,01 (1,85%).

Além disso, os bancos são os maiores detentores dos valores esquecidos, seguidos por consórcios, cooperativas e instituições de pagamentos.

Ministério da Fazenda informou que não existem prazos para clientes retirarem os recursos das instituições financeiras, diferente do informado inicialmente.

Além disso, segundo o BC, desde o dia 27 de maio é possível habilitar uma solicitação automática de resgate dos valores a receber.

A adesão ao novo serviço é facultativa, e todas as demais funcionalidades do sistema permanecem iguais.

O mercado financeiro reviu para baixo as expectativas de inflação para o ano de 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central (BC), o ano fechará com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,05%.

Na semana passada, este índice, que serve de referência para a inflação oficial do país, estava em 4,06%. E há quatro semanas em 4,10%.

Para os anos subsequentes (2027 e 2028) as projeções são as mesmas há dez semanas, em 3,80% e 3,50%, respectivamente.

Meta de inflação

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), a inflação medida em dezembro teve alta de 0,33%, ante ao 0,18% registrado no mês anterior. Com isso, o IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro da meta do governo.

Segundo o IBGE, com exceção do grupo habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.

A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram dos transportes, seguido, em termos de impacto, por saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e 0,07 p.p.

PIB

Os demais índices do Boletim Focus divulgado hoje se mantiveram estáveis em relação às semanas anteriores.

No caso do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil), o mercado projeta que a economia do país crescerá 1,80% em 2026 – percentual que vem sendo projetado há cinco semanas consecutivas, e o mesmo projetado para 2027.

Para 2028, as expectativas são de que o PIB feche o ano com um crescimento de 2%.

Câmbio

Com relação ao câmbio, as projeções do mercado permanecem estáveis há 13 semanas consecutivos, com uma expectativa de que o dólar feche 2026 cotado a R$ 5,50 – o mesmo valor projetado para 2027.

Para 2028, as expectativas são de que a moeda estadunidense termine o ano cotada a R$ 5,52.

Selic

A taxa básica de juros (Selic) deverá ser reduzida dos atuais 15% para 12,25% até o final de 2026, segundo o mercado financeiro; e para 10,50% em 2027. Para o ano subsequente (2028), as expectativas são de que ela caia ainda mais, para 9,88%.

A Selic, atualmente, está em seu maior nível desde julho de 2006, quando registrou 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024.

A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho, sendo mantida nesse nível desde então.

Variações da Selic

Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Os segurados da Previdência Social que recebem benefícios acima do salário mínimo tiveram reajuste de 3,9% em 2026, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os novos valores foram oficializados pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, assinada na sexta-feira (9), e valem desde 1º de janeiro.

Com a correção, o teto dos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. Atualmente, mais de 12,2 milhões de benefícios têm valor superior ao piso nacional, que neste ano é de R$ 1.621,00. O pagamento com os valores reajustados começa a ser feito a partir de 3 de fevereiro, conforme o calendário do INSS.

A mudança foi formalizada em portaria do governo federal publicada nesta segunda-feira (12) no Diário Oficial da União (DOU), que estabelece os novos valores dos benefícios da Previdência Social.

As faixas de contribuição ao INSS para trabalhadores empregados, domésticos e avulsos também foram atualizadas. As alíquotas ficaram em 7,5% para salários de até R$ 1.621,00; 9% para rendimentos entre R$ 1.621,01 e R$ 2.902,84; 12% para a faixa de R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27; e 14% para salários de R$ 4.354,28 até R$ 8.475,55. As contribuições referentes aos salários de janeiro serão recolhidas em fevereiro.

O piso previdenciário, que corresponde ao valor mínimo dos benefícios do INSS, como aposentadorias, pensões e auxílios, permanece em R$ 1.621,00, o mesmo valor do salário mínimo nacional. Esse montante também se aplica ao Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas), à renda mensal vitalícia e às pensões especiais para dependentes das vítimas de hemodiálise de Caruaru (PE).

Já o benefício pago a seringueiros e seus dependentes passou para R$ 3.242,00. A cota do salário-família foi fixada em R$ 67,54 para segurados com remuneração mensal de até R$ 1.980,38.

Em pouco mais de duas décadas, o empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) se consolidou como uma importante modalidade de crédito para fazer girar a economia do país.

A operação envolvendo benefícios previdenciários começou em 2003/2004, com a participação inicial de nove bancos. Hoje, 62 instituições realizam esse tipo de transação. Mais do que um complemento de renda para a maioria dos segurados, é também uma oportunidade de garantir ajuda financeira a filhos e netos. A inadimplência é baixa, já que o desconto da parcela é automático no benefício, o que garante juros menores do que os normalmente praticados pelo mercado.

Em mais de 20 anos, no entanto, o modelo de empréstimo com desconto em folha para beneficiários do INSS sofreu diversas mudanças, a fim de garantir mais segurança nas operações. E o objetivo da coluna, nesta semana, é explicar as regras vigentes hoje, após tantas alterações.

Recentemente, o INSS chegou a suspender contratos com bancos, impedindo-os de oferecer novos empréstimos, por conta de cobranças indevidas de seguro prestamista (que garante a quitação da dívida em caso de morte, invalidez, desemprego ou outras situações previstas em contrato). As instituições, portanto, não devem mais oferecer nem incluir esse seguro — não importando a nomenclatura dada para o produto — na contratação ou no refinanciamento do contrato.

Na última quarta-feira, a sanção da Lei 15.327 proibiu também o desconto de parcelas do consignado sem biometria e assinatura eletrônica, garantindo a devolução integral do valor debitado para os segurados lesados, em casos de fraudes.

A nova lei determinou ainda que a instituição financeira ou a sociedade de arrendamento mercantil que fizer um desconto indevido de empréstimo em folha será obrigada a restituir o valor integral atualizado ao beneficiário em até 30 dias, "contados da notificação da irregularidade ainda não comunicada ou da decisão administrativa definitiva que venha a reconhecer o desconto como indevido".

Bloqueio de benefícios

Todos os benefícios agora são bloqueados para descontos de empréstimos consignados. De acordo com a lei, estes somente serão desbloqueados se houver autorização prévia, pessoal e específica por parte do beneficiário, mediante um termo de autorização autenticado garantido por meio de:

Além da autorização para que os descontos sejam feitos, o beneficiário deverá ser informado sobre detalhes do contrato, podendo contestá-lo por meio dos canais de atendimento do INSS.

Além disso, após cada contratação de empréstimo com desconto em folha, o benefício será bloqueado para novas operações, exigido um novo procedimento de desbloqueio caso o segurado queira fazer outra transação.

Ficou também proibida a contratação ou o desbloqueio de crédito consignado por procuração ou por meio de central telefônica.

Regras de proteção

Dentro das regras do consignado do INSS, há um limite de comprometimento da renda mensal chamado de margem consignável. Trata-se de uma barreira para impedir que o segurado comprometa seus rendimentos além do que precisa para se sustentar.

Na prática, significa que o aposentado ou o pensionista só pode usar até 45% de seus proventos para o pagamento da parcela mensal do empréstimo — sendo 35% para crédito pessoal com desconto em folha, 5% para amortização de despesas contraídas no cartão de crédito e 5% para amortização dos gastos pagos por meio de cartão consignado de benefício (modalidade de cartão de crédito em que o pagamento mínimo da fatura é descontado diretamente na folha previdenciária).

Beneficiários de BPC/Loas

Atualmente, aqueles que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) — idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência, desde que comprovem ser de baixa renda — também são elegíveis ao crédito consignado do INSS, com base na Lei 14.601/2023.

Neste caso específico, as parcelas não poderão ultrapassar o limite de 35% do valor dos benefícios, dos quais 30% são destinados exclusivamente a empréstimos e 5% destinados apenas à amortização de despesas contraídas por meio de cartão de crédito consignado ou cartão consignado de benefício.

Vale ressaltar, porém, que no caso de pessoas sob tutela ou curatela, os empréstimos feitos por representantes legais estão suspensos e agora dependem de autorização judicial prévia.

Juros e prazo de pagamento

As taxas de juros do consignado são controladas pelo Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), sendo mais baixas do que as de outras modalidades de crédito pessoal. Hoje, os percentuais máximos que podem ser cobrado de beneficiários do INSS são de 1,85% ao mês (no empréstimo tradicional com desconto em folha) e de 2,46% ao mês (no cartão de crédito consignado).

Há, no entanto, instituições financeiras que cobram abaixo do teto. Portanto, é importante pesquisar as condições antes de contratar o crédito. No site do Banco Central (BC), é possível fazer a consulta. Neste banco de dados, é possível verificar as taxas de juros mensais e anuais das instituições conveniadas ao INSS.

O prazo de pagamento do empréstimo no caso de segurados do INSS pode chegar a 96 meses (8 anos). Em geral, após a aprovação do instituto, o dinheiro é depositado na conta do beneficiário em um dia.

Mas atenção: nunca deixe de conferir o Custo Efetivo Total (CET), que inclui todos os encargos do empréstimo, tais como tarifas, seguros e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). É importante lembra que a taxa de juros é apenas uma parte do CET.

E, caso não esteja satisfeito com as condições de seu contrato, é possível até pedir a portabilidade de seu consignado para outra instituição financeira que ofereça regras mais vantajosas.

Renovação de contrato e arrependimento

O consignado do INSS permite a renovação do contrato, ou seja, a substituição do atual por um novo, com novas condições. Na renovação, o segurado usa a margem já comprometida; no novo empréstimo, precisa de margem disponível.

O beneficiário também tem o direito de se arrepender de um empréstimo. O Código de Defesa do Consumidor (CDC) permite o cancelamento em até sete dias corridos após a assinatura ou o recebimento do dinheiro, sem a necessidade de se justificar. Exige-se a devolução integral do valor, mas sem multas de rescisão.

Se esse prazo passou, o cancelamento só é possível com quitação total da dívida. Em casos de fraude comprovada, o aposentado ou o pensionista deve acionar o banco e o Portal do Consumidor.

Quer saber qual é a sua margem consignável?

Se o beneficiário do INSS quiser saber o limite mensal disponível para a parcela do empréstimo, vale a pena consultar sua margem no Meu INSS:

Pouca gente sabe, mas é possível emitir um documento sobre empréstimos que geram descontos no benefício. Nele são informados os valores das parcelas, o prazo e a margem disponível para novas transações:

Também é possível obter os contratos de empréstimos consignados realizados em bancos parceiros a partir de outubro de 2021. O pedido pode ser feito pelo site ou pelo aplicativo Meu INSS, sem a necessidade de ir a uma agência da Previdência Social.

Exclusão de empréstimos

Reclamações e denúncias sobre o crédito consignado, assim como pedidos de exclusão de empréstimos, devem ser feitos diretamente no Portal do Consumidor.

Profissionais com carteira assinada, empregadores de trabalhadores domésticos e contribuintes avulsos pagarão novos valores de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2026.

A Previdência divulgou a nova tabela de contribuição válida desde o dia 1º de janeiro para trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos e trabalhadores avulsos. Os novos valores serão descontados a partir do pagamento de fevereiro.

As faixas de contribuição foram atualizadas seguindo o índice de inflação acumulado no ano passado, de 3,90%, medido pelo INPC, o mesmo percentual aplicado no reajuste das aposentadorias acima do salário mínimo. Essas alíquotas, relativas aos salários de janeiro, deverão ser recolhidas apenas em fevereiro, uma vez que, em janeiro, os segurados pagam a contribuição referente ao mês anterior.

VEJA A NOVA TABELA DE DESCONTOS DO INSS

SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO (R$) - ALÍQUOTA PROGRESSIVA PARA FINS DE RECOLHIMENTO AO INSS

até 1.621,00 - 7,50%
de 1.621,01 até 2.902,84 - 9%
de 2.902,85 até 4.354,27 - 12%
de 4.354,28 até 8.475,55 - 14%

A pedido da reportagem o advogado Wagner da Silva e Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados, simulou quanto o trabalhador irá recolher pelos próximos 12 meses ao INSS, considerando o reajuste da tabela de contribuição pela inflação do ano anterior, e também o valor do novo salário mínimo, de R$ 1.621.

Os valores de contribuições de autônomos e facultativos também são calculados considerando os limites mínimos do salário mínimo e máximo do teto do INSS, que subiu para R$ 8.475,55.

PARA TRABALHADORES COM CARTEIRA ASSINADA E DOMÉSTICOS

As alíquotas, que variam de 7,5% a 14%, são progressivas e incidem de acordo com a faixa salarial do trabalhador com carteira assinada, domésticos e trabalhadores avulsos. A mudança é aplicada desde a reforma da Previdência, válida desde novembro de 2019.
Os índices são aplicados sobre cada faixa de remuneração, como se fossem fatias do salário, e não sobre o valor cheio. No caso do assalariado, o recolhimento é feito diretamente pela empresa.

O INSS ainda deve divulgar os valores exatos de cada faixa de contribuição para 2026. Veja a simulação que o advogado Wagner da Silva e Souza fez para os valores de contribuição ao INSS para diferentes níveis de renda, considerando o salário mínimo vigente e o teto:

SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO - CONTRIBUIÇÃO AO INSS
R$ 1.621,00 - R$ 121,58
R$ 2.000,00 - R$ 155,69
R$ 2.500,00 - R$ 200,69
R$ 3.000,00 - R$ 248,60
R$ 3.500,00 - R$ 308,60
R$ 4.000,00 - R$ 368,60
R$ 4.500,00 - R$ 431,51
R$ 5.000,00 - R$ 501,51
R$ 5.500,00 - R$ 571,51
R$ 6.000,00 - R$ 641,51
R$ 6.500,00 - R$ 711,51
R$ 7.000,00 - R$ 781,51
R$ 7.500,00 - R$ 851,51
R$ 8.000,00 - R$ 921,51
R$ 8.475,55 - R$ 988,09

PARA TRABALHADORES AUTÔNOMOS

O pagamento de contribuição ao INSS dos contribuintes individuais, facultativos e donas de casa de baixa renda sobre um salário mínimo segue o novo piso nacional, de R$ 1.621.
Os autônomos que prestam serviços a pessoas físicas (e não a pessoas jurídicas) podem contribuir com 11% sobre o salário mínimo. Neste caso, porém, o segurado terá direito somente à aposentadoria por idade e no valor do salário mínimo.

VEJA QUANTO IRÁ CONTRIBUIR AO INSS EM 2026
_Cálculos consideram alíquota de 11%_
Salário de contribuição - Valor contribuição previdenciária
R$ 1621 - R$ 178,31
R$ 2000 - R$ 220
R$ 2500 - R$ 275
R$ 3000 - R$ 330
R$ 3500 - R$ 385
R$ 4000 - R$ 440
R$ 4500 - R$ 495
R$ 5000 - R$ 550
R$ 5500 - R$ 605
R$ 6000 - R$ 660
R$ 6500 - R$ 715
R$ 7000 - R$ 770
R$ 7500 - R$ 825
R$ 8000 - R$ 880
R$ 8475,55 - R$ 932,31
_Fonte: Wagner Souza, sócio do escritório Roberto de Carvalho Santos e Wagner Souza Sociedade de Advogados_
Outro tipo de recolhimento de contribuição de autônomos é com a alíquota de 20% em cima de um valor que deve ser entre o salário mínimo e o teto do INSS.

VEJA QUANTO IRÁ CONTRIBUIR AO INSS EM 2026
_Cálculos consideram alíquota de 20%_
Salário de contribuição - Valor contribuição previdenciária
R$ 1621 - R$ 324,20
R$ 2000 - R$ 400
R$ 2500 - R$ 500
R$ 3000 - R$ 600
R$ 3500 - R$ 700
R$ 4000 - R$ 800
R$ 4500 - R$ 900
R$ 5000 - R$ 1000
R$ 5500 - R$ 1100
R$ 6000 - R$ 1200
R$ 6500 - R$ 1300
R$ 7000 - R$ 1400
R$ 7500 - R$ 1500
R$ 8000 - R$ 1600
R$ 8475,55 - R$ 1695,11

Neste ano, a contribuição mensal do MEI (Microempreendedor Individual) passou a R$ 81,05, valor equivalente a 5% do novo salário mínimo. Em 2025, o valor era de R$ 75,90. Além do pagamento ao INSS, o microempreendedor precisa pagar taxas ligadas a sua atividade: ICMS (para comércio e indústria) e/ou ISS (para prestação de serviços). O recolhimento é feito em uma guia única, chamada de DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

O pagamento mensal também garante acesso a essas pessoas benefícios previdenciários como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão, desde que a contribuição esteja em dia e seja cumprida a carência exigida para cada benefício.

Apesar da trégua em dezembro, a energia elétrica residencial foi a maior vilã da inflação no ano de 2025. Por outro lado, os alimentos ajudaram a deter o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A energia elétrica subiu 12,31% em 2025, subitem de maior impacto individual, uma contribuição de 0,48 ponto porcentual para a inflação de 4,26% registrada no ano.

“A energia elétrica pressionou o IPCA de 2025 por conta de bandeiras tarifárias, mas também por reajustes”, lembrou Gonçalves.

Figuraram ainda no ranking de principais pressões sobre o IPCA de 2025: cursos regulares (alta de 6,54% e impacto de 0,29 ponto porcentual), plano de saúde (6,42% e 0,26 ponto porcentual), aluguel residencial (6,06% e 0,22 ponto porcentual), lanche (11,35% e 0,21 ponto porcentual), produtos farmacêuticos (5,42% e 0,19 ponto porcentual), refeição (4,97% e 0,18 ponto porcentual), café moído (35,65% e 0,18 ponto porcentual), higiene pessoal (4,23% e 0,17 ponto porcentual), empregado doméstico (5,36% e 0,15 ponto porcentual), condomínio (5,14% e 0,12 ponto porcentual) e taxa de água e esgoto (4,50% e 0,08 ponto porcentual).

Na direção oposta, os principais alívios na inflação de 2025 partiram de arroz (-26,56% e -0,20 ponto porcentual), leite longa vida (-12,87% e -0,10 ponto porcentual), aparelho telefônico (-6,27% e -0,05 ponto porcentual), eletrodomésticos e equipamentos (-6,01% e -0,05 ponto porcentual), seguro voluntário de veículo (-5,67% e -0,05 ponto porcentual), automóvel usado (-2,26% e -0,04 ponto porcentual), batata-inglesa (-13,65% e -0,03 ponto porcentual), feijão-preto (-32,38% e -0,02 ponto porcentual), azeite de oliva (-21,04% e -0,02 ponto porcentual), alho (-15,88% e -0,02 ponto porcentual) e TV, som e informática (-3,73% e -0,02 ponto porcentual).

Alimentação

“Pelos números de 2025, a gente vê claramente a inflação sendo influenciada por alimentação. Os alimentos foram os que mais contribuíram para essa taxa contida. Alimentação realmente foi o principal fator para essa taxa menor do IPCA de 2025”, declarou Gonçalves.

A alta de 2,95% no grupo Alimentação e Bebidas em 2025 foi a oitava mais branda desde a implementação do Plano Real, frisou Gonçalves.

Segundo ele, a safra agrícola recorde de 2025 contribuiu para os alimentos pesarem menos no bolso das famílias e, consequentemente, na inflação. A melhora nos preços também pode ser explicada pela desvalorização do dólar ante o real e por uma redução nos preços de commodities.

 

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro de 2025 foi de 0,33%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos seis grupos grupos pesquisados, apenas o de habitação registrou recuo (0,33%). Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9/1).

Em dezembro de 2025, o grupo com a maior variação na inflação foi o de transportes, que acelerou 0,74%. O setor respondeu por 0,15 ponto percentual da inflação de todo o mês, ou seja, respondendo por quase metade do índice.

Dentro dos transportes, destacam-se as elevações em transporte por aplicativo (13,79%) e passagens aéreas (12,61%). Este último subitem teve o maior impacto individual no resultado do mês (0,08 p.p.).

Os combustíveis, que recuaram 0,32% em novembro, apresentaram aumento de 0,45% em dezembro. Veja as variações:

O grupo habitação foi o único com recuo. “Esse resultado foi motivado pela vigência, em dezembro, da bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Em novembro, estava em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescentava R$ 4,46 para o mesmo nível de consumo”, explica o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves.

Veja a variação do IPCA por grupos:

Vilões de 2025

Dos 377 subitens pesquisados pelo IBGE para o cálculo do IPCA, a energia elétrica residencial exerceu o maior impacto (0,48 p.p.) individual na inflação de 2025, acumulando alta de 12,31% no ano.

No segundo lugar aparecem os cursos regulares, com 0,29 p.p. de impacto e 6,54% de variação no ano. Também houve participação importante de:

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