O faturamento da indústria de transformação no Brasil recuou pela quarta vez em seis meses, em dezembro do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (6/2) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo o levantamento da entidade, a queda do faturamento no último mês de 2025 foi de 1,2%. No acumulado do ano passado, houve ligeira alta de 0,1% em relação a 2024, o que configura um quadro de estabilidade.
A queda registrada em dezembro foi a quarta em um período de seis meses, o que mostra que a atividade industrial brasileira recuou no segundo semestre do ano passado.
Até junho de 2025, o faturamento do setor acumulava crescimento de 5,7% em relação aos primeiros seis meses de 2024. A sequência negativa no segundo semestre, no entanto, reverteu o cenário positivo.
A estabilidade no faturamento industrial no ano passado vem depois de um ano positivo. Em 2024, o indicador havia fechado em alta de 6,2% – a maior em 14 anos, segundo a CNI.
Atividade industrial em queda
Além do faturamento, resultados recentes do número de horas trabalhadas na produção e de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) reforçam a queda da atividade industrial do país.
Em dezembro, de acordo com o levantamento da CNI, o total de horas trabalhadas na produção caiu 1% em relação a novembro – foi o quarto resultado negativo em seis meses.
Por outro lado, o desempenho positivo do indicador no primeiro semestre compensou a sequência negativa, e o índice acabou fechando 2025 com alta de 0,8%.
Já UCI, por sua vez, recuou 0,4 ponto percentual em dezembro, para 76,8%. Em 2025, a UCI média ficou 1,2 ponto percentual abaixo da registrada no ano anterior.
“Esse desempenho é reflexo do patamar elevado das taxas de juros, que encarecem o crédito para empresários e consumidores. Essa é a principal causa da perda de ritmo da indústria, agravada pela forte entrada de produtos importados, particularmente de bens de consumo. Essas importações capturam parte importante do mercado consumidor”, afirma Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
Emprego cai em dezembro, mas fecha o ano no azul
Ainda segundo os dados divulgados pela CNI, o emprego na indústria brasileira recuou 0,2% em dezembro de 2025, o quarto resultado negativo em sequência.
Mesmo assim, no acumulado do ano, houve crescimento de 1,6% em relação a 2024.
“No fim do ano passado, os indicadores relacionados ao emprego deram sinais mais claros de desaceleração, mas o mercado de trabalho segue aquecido, ainda que em ritmo mais fraco do que o apresentado em 2024”, avalia Nocko.
Em dezembro, a massa salarial real recuou 0,3% – quinta queda em um período de seis meses. No segundo semestre do ano passado, a massa salarial subiu apenas em novembro (+1,4%). O indicador fechou o ano em baixa de 2,1% em relação a 2024.
O rendimento médio real fechou em leve alta de 0,2% em dezembro, após avançar 1,4% em novembro. O saldo de 2025, entretanto, ficou negativo, com queda de 3,6% na comparação anual.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta sexta-feira (6/2), uma nova lista com alimentos e produtos que tiveram a comercialização proibida pela agência reguladora. A lista inclui azeite, suplementos e cosméticos, que também foram alvos de apreensão e recolhimento pelo órgão.
Veja quais são os produtos:
O Café de açaí, da empresa Du Brasil, foi apreendido e teve a comercialização, fabricação e divulgação proibidas por ter produção de origem desconhecida, além de utilizar produtos não autorizados na fabricação e apresentar condições inadequadas de armazenamento.
O produto Pó para Decoração, da marca Mago, um tipo de glitter comestível, foi recolhido e também teve a comercialização, fabricação e divulgação proibida pela Anvisa.
De acordo com o órgão, o produto usa produtos de composição desconhecida, além de ser composto com plásticos e resinas, o que infringe regulações ao recomendar seu consumo e uso em alimentos.
O azeite de oliva extra virgem da marca Campo Ourique também foi recolhido e sofreu sanções após apresentar resultado insatisfatório em laudo de análise realizada no Distrito Federal. A Anvisa alegou ainda desconhecimento sobre a empresa que fabrica o produto, o que vai contra as diretrizes da agência.
ReproduçãoAzeite que foi proibido pela Anvisa
A progressiva Organic System Steel Liss, de todos os tipos, e todos os produtos da linha Extrato de Banana Tratamento Orgânico Steel Liss, da empresa M. A. Ecoplus Cosmeticos Ltda., também foi alvo de recolhimento e teve a comercialização, fabricação e divulgação proibidas por apresentar registro falso da Anvisa. De acordo com o órgão, os produtos foram notificados anteriormente.
A soda cáustica em escamas 99, de 1kg, da Quimosi Indústria e Comércio de Produtos de Limpeza Ltda. também foi proibida de ser comercializada, fabricada e divulgada por ser comercializada mesmo sem registro da Anvisa.
O Gel Cola Elle e Ella, utilizado na aplicação de mega hair, foi apreendido e teve a comercialização, distribuição e fabricação proibidas pela Anvisa. De acordo com o órgão, o produto é feito por empresa desconhecida e sem registro na agência, o que infringe regulamentos da Anvisa.
Fundos de pensão de estados e municípios que aplicaram dinheiro no Banco Master, liquidado pelo Banco Central (BC), estão na alça de mira da Polícia Federal (PF). De dezoito fundos que fizeram esses “investimentos”, em aportes que, somados, chegam a R$ 1,87 bilhão, dois já foram alvos de operações policiais: o Rioprevidência, no último dia 23 de janeiro, em nesta sexta-feira (6/2), o Fundo do Estado do Amapá.
Em janeiro, a Operação Barco de Papel investigou suspeitas de irregularidades em aplicações financeiras que teriam colocado em risco recursos de autarquia responsável pela gestão de aposentadorias e pensões de servidores públicos do Rio de Janeiro, o Rioprevidência.
Nesta sexta, a Operação Zona Cinzenta apura suspeitas de irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS-AP). A ação tem como foco investimentos realizados pela autarquia estadual em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master.
Números divulgados pelo Ministério da Previdência Social mostram aportes realizados por fundos no Master de norte ao sul do país. Só o fundo do estado do Rio de Janeiro aplicou R$ 970 milhões. O Amapá, R$ 400 milhões (confira a lista completa abaixo).
As compras de letras financeiras do Master por fundos previdenciários ocorreram de outubro de 2023 a dezembro de 2024. Os fundos são responsáveis por gerir e investir recursos financeiros necessários para custear o pagamento das aposentadorias e pensões dos funcionários públicos estaduais e municipais e seus dependentes.
Sem ressarcimento
Além de altos, os valores não serão ressarcidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que irá desembolsar R$ 41 bilhões com 1,6 milhão de pessoas que investiram até R$ 250 mil. Os passivos dos fundos vão entrar na massa de credores da liquidação do Master.
Veja quanto foi investido pelos fundos no Master:
Estado do Amapá (AP): R$ 400 milhões
Estado do Amazonas (AM): R$ 50 milhões
Estado do Rio de Janeiro (RJ): R$ 970 milhões
Município de Angélica (MS): R$ 2 milhões
Município de Aparecida de Goiânia (GO): R$ 40 milhões
Município de Araras (SP): R$ 29 milhões
Município de Cajamar (SP): R$ 87 milhões
Município de Campo Grande (MS): 1,2 milhão
Município de Congonhas (MG): R$ 14 milhões
Município de Fátima do Sul (MS): R$ 7 milhões
Município de Itaguaí (RJ): R$ 59,6 milhões
Município de Jateí (MS): R$ 2,5 milhões
Município de Maceió (AL): R$ 97 milhões
Município de Paulista (PE): R$ 3 milhões
Município de Santa Rita D’oeste (SP): R$ 2 milhões
Município de Santo Antônio de Posse (SP): R$ 7 milhões
Município de São Gabriel do Oeste (MS): R$ 3 milhões
Município de São Roque (SP): R$ 93,15 milhões.
As ações da Novo Nordisk, gigante dinamarquesa que produz as “canetas emagrecedoras” Ozempic e Wegovy, desabaram, nesta quarta-feira (4/2), após a companhia estimar uma queda expressiva nas vendas em 2026.
Na terça-feira (3/2), a Novo Nordisk informou que os lucros e as vendas da empresa podem recuar até 13% neste ano. Caso essa estimativa se confirme, será a primeira queda registrada pela fabricante do Ozempic em muitos anos.
“Nossa previsão para 2026 reflete um ano de pressão de preços sem precedentes”, reconheceu o presidente-executivo da Novo Nordisk, Mike Doustdar, durante uma teleconferência com jornalistas.
Ações despencam
Os papéis da Novo Nordisk negociados na Bolsa de Valores de Copenhagen (Dinamarca) chegaram a tombar cerca de 20% no pregão desta quarta-feira.
Por volta das 9h45 (pelo horário de Brasília), as ações da companhia recuavam 17,05%, cotadas a 305,1 coroas dinamarquesas.
Também negociada na Bolsa de Nova York (EUA), a ação da Novo Nordisk fechou o pregão de terça-feira em queda de 14,64%, a US$ 50,30.
Na pré-abertura do mercado norte-americano, nesta quarta, os papéis tinham desvalorização de 3,9%, a US$ 48,34.
Nível mais baixo desde dezembro
O tombo das ações da Novo Nordisk, que acabou contaminando outras fabricantes de medicamentos contra a obesidade, levou os papéis da empresa ao menor patamar desde o início de dezembro de 2025.
De acordo com as projeções da dona do Ozempic, o lucro operacional ajustado e as vendas devem recuar entre 5% e 13% neste ano. Em 2025, as vendas da Novo Nordisk fecharam em alta de 10%.
Segundo a Novo Nordisk, as perspectivas para a empresa dinamarquesa devem ser afetadas por preços mais baixos, principalmente nos EUA, além da concorrência mais acirrada e do vencimento das patentes da semaglutida – ingrediente ativo de medicamentos como Wegovy e Ozempic – em alguns mercados, como o Brasil.
O dólar operava em baixa, nesta quarta-feira (4/2), em um dia movimentado no mercado financeiro, com os olhos dos investidores voltados para a divulgação de balanços financeiros de alguns dos maiores bancos do Brasil e também da Alphabet, dona do Google, nos Estados Unidos.
O mercado também repercute uma nova pesquisa eleitoral sobre a disputa pela Presidência da República que mostra o crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – ambos aparecem tecnicamente empatados, segundo levantamento do Meio/Ideia.
No front externo, os investidores acompanham com atenção a divulgação dos dados de emprego dos EUA no setor privado. O desempenho do mercado de trabalho é um dos indicadores levados em consideração pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) para definir a taxa básica de juros no país.
Dólar
Às 9h08, a moeda norte-americana recuava 0,22% e era negociada a R$ 5,24.
Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,243. A mínima é de R$ 5,233.
Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 0,04% em fevereiro e perdas de 4,36% frente ao real em 2026.
Ibovespa
As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
No dia anterior, o indicador encerrou o pregão em forte alta de 1,58%, aos 185,6 mil pontos, novo recorde de fechamento.
Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 2,38% no mês e de 15,24% no ano.
Nova pesquisa eleitoral no Brasil
Nesta quarta-feira, o cenário eleitoral brasileiro volta a chamar atenção dos investidores. Uma pesquisa divulgada pelo Meio/Ideia mostrou que Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em um eventual segundo turno da disputa pela Presidência da República em 2026.
Em um dos cenários pesquisados, Lula tem 45,8% das intenções de voto, ante 41,1% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Como a margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, Lula e Flávio estão em situação de empate técnico.
Em outros cenários pesquisados, Lula venceria o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por 44,7% a 42,2%, e derrotaria a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) por 45% a 40,7% – em ambos os casos, também há empate técnico.
O Meio/Ideia entrevistou 1,5 mil pessoas entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2026. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08425/2026.
Santander e Itaú abrem temporada dos “bancões”
O Santander Brasil divulgou, nesta quarta-feira, seus resultados financeiros referentes ao quarto trimestre do ano passado, abrindo a temporada de balanços dos maiores bancos do país, e teve um desempenho que veio dentro do esperado pelo mercado.
De acordo com a média das estimativas reunidas pela LSEG, o Santander teria um lucro de R$ 4,033 bilhões. O resultado do último trimestre do ano passado veio, portanto, em linha com o esperado pelos analistas.
Segundo o balanço do Santander, o lucro contábil do banco atingiu R$ 4,023 bilhões, o que representou um aumento de 2% em relação ao terceiro trimestre. Na comparação anual, a alta foi de 7,4%.
A receita total do Santander no período entre outubro e dezembro de 2025 foi de R$ 21,086 bilhões, o que correspondeu a uma redução de 1,9% em relação ao quarto trimestre de 2024. Já na comparação com o terceiro trimestre de 2025, houve crescimento de 1,6%.
De acordo com o balanço financeiro do Santander, as despesas gerais do banco somaram R$ 6,633 bilhões no quarto trimestre do ano passado, com queda de 2% em relação ao mesmo período de 2024. Em relação ao trimestre anterior, houve alta de 3,3%.
Ainda nesta quarta-feira, após o fechamento do mercado, serão divulgados os resultados trimestrais de outro “bancão” brasileiro, o Itaú Unibanco. Na quinta-feira (5/2), será a vez do Bradesco anunciar seus resultados.
Nos EUA, emprego no setor privado e balanço do Google
No cenário internacional, o principal destaque do dia é a divulgação dos dados do mercado de trabalho no setor privado nos EUA referentes a janeiro deste ano. O relatório é divulgado pelo ADP Research Institute, em parceria com o Stanford Digital Economy Lab.
O desempenho do mercado de trabalho norte-americano é um dos indicadores considerados pelo Federal Reserve (Fed) para definir a taxa básica de juros do país. Analistas temem que a aceleração do mercado de trabalho nos EUA leve a um novo aperto da política monetária pelo Fed. Por outro lado, dados fracos de emprego podem alimentar as projeções mais pessimistas de que a economia dos EUA entre em recessão nos próximos meses.
Ainda nos EUA, outro destaque é o balanço financeiro da Alphabet, controladora do Google, gigante global de tecnologia. A expectativa dos analistas do mercado é que a big tech registre um crescimento de 15,5% em suas receitas no quarto trimestre de 2025, alcançando US$ 111,37 bilhões.
O Banco Central (BC) confirmou que começará a reduzir os juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março. Entretanto, a autarquia não indicou a magnitude do corte e esclareceu que os juros continuarão em níveis restritivos.
As informações estão na ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada nesta terça-feira (3). Na ocasião, o colegiado manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano, pela quinta vez seguida.
“Em ambiente de inflação menor e transmissão da política monetária [impacto da Selic para queda da inflação] mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros. O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz a ata.
“O compromisso com a meta impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”, afirmou o BC.
Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%. Para este ano, a previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país – está em 3,99%, ou seja, dentro da meta.
A taxa Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
“O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz a ata.
Resiliência
Segundo a autarquia, a manutenção dos juros ainda em níveis restritivos se deve à resiliência de alguns fatores que pressionam preços “tanto correntes quanto esperados”, em especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho. Ainda assim, o BC acrescenta que a atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação no crescimento, operando acima do seu potencial de expansão sem pressionar a inflação.
“No período mais recente, a taxa de desemprego tem se mantido em patamares historicamente baixos enquanto os rendimentos reais médios têm mantido a tendência de elevação acima do crescimento da produtividade do trabalho. O Comitê segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando a necessidade dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia”, diz a ata.
“A moderação e a própria heterogeneidade das trajetórias de crescimento entre diferentes setores e mercados são compatíveis com a política monetária em curso. Mercados mais sensíveis às condições financeiras apresentam maior desaceleração, ao passo que mercados mais sensíveis à renda apresentam maior resiliência”, explicou o BC.
Para o mercado financeiro, de acordo com a última edição do boletim Focus, a Selic deve ser reduzida para 14,5% ao ano na próxima reunião do Copom, em março, e alcançar 12,25% ao ano até o final de 2026.
Cenários
Para o BC, o ambiente externo ainda se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, com reflexos nas condições financeiras globais. “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica”, diz a ata.
Sobre o ambiente doméstico, a ata do Copom afirma que a saúde das contas públicas também é fator determinante para o sucesso do controle da inflação. Segundo o BC, a política fiscal não apenas estimula a demanda no curto prazo, mas molda a confiança dos investidores na sustentabilidade da dívida brasileira.
O Copom enfatizou que uma política fiscal contracíclica — aquela que ajuda a equilibrar a economia em momentos de euforia ou retração — é essencial para reduzir o "prêmio de risco". Quando o mercado percebe incerteza sobre o pagamento da dívida pública, exige juros mais altos para emprestar dinheiro ao país.
“O Comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade. O Comitê manteve a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas”, diz a ata.
A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, avalia a possibilidade de entrar com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o banqueiro não seja obrigado a comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes no INSS.
Vorcaro foi convocado na condição de testemunha, não de investigado. Mas a ida dele até Brasília precisaria de uma autorização judicial, já que usa tornozeleira eletrônica e está submetido a medidas cautelares impostas pela Justiça Federal.
Integrantes da CPMI do INSS receberam uma petição da defesa de Vorcaro para adiar o depoimento do banqueiro previsto para a próxima quinta-feira (5) e que, caso ocorra a oitiva, seja feita por videoconferência devido a questões logísticas e à dificuldade de deslocamento até Brasília por conta do cumprimento das medidas cautelares.
Segundo a Justiça, um investigado pode se recusar a responder, em razão do direito de não produzir provas contra si. Por sua vez, a testemunha tem que responder o que sabe dos fatos. Por isso, a defesa do banqueiro analisa a possibilidade dele não ir para não gerar prejuízos contra ele em outras investigações.
Além disso, o presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana, marcou uma reunião com o ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira para garantir que Daniel Vorcaro, compareça na comissão na próxima quinta, dia 5.
Governo federal responde por mais de R$ 200 bilhões do total registrado no período
Os gastos públicos no Brasil ultrapassaram meio trilhão de reais já no primeiro mês do ano eleitoral de 2026, segundo dados da plataforma Gasto Brasil, que acompanha em tempo real as despesas dos entes públicos no país.
Do montante acumulado até o momento, mais de R$ 200 bilhões correspondem a despesas do governo federal, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Média diária ultrapassa R$ 16 bilhões
De acordo com a ferramenta de monitoramento, ao longo de janeiro a média de gastos públicos chegou a R$ 16 bilhões por dia, o que equivale a aproximadamente R$ 670 milhões por hora.
A projeção preocupa entidades empresariais, que alertam para o impacto do ritmo de despesas nas contas públicas ao longo do ano.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), responsável pela criação da plataforma, estima que, mantida a atual velocidade de gastos, a despesa pública pode ultrapassar R$ 6 trilhões até o fim de 2026.
“Se mantido este ritmo, a despesa pública pode alcançar R$ 6 trilhões até o final do ano.”
Distribuição dos gastos entre União, estados e municípios
Segundo dados registrados às 14h30 desta segunda-feira, 2, o total acumulado de gastos públicos no país já atingia R$ 514,8 bilhões.
A divisão das despesas mostra:
R$ 209 bilhões em gastos do governo federal;
R$ 145,5 bilhões provenientes dos governos estaduais;
R$ 160,3 bilhões gastos pelas prefeituras.
Os números incluem despesas com folha de pagamento e encargos sociais, investimentos públicos, obras, aquisições de ativos e demais despesas correntes da administração pública.
Entidade cobra controle de despesas públicas
O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, afirmou que é necessário buscar equilíbrio nas contas públicas sem comprometer o crescimento econômico.
“Governantes e gestores têm que encontrar formas de controlar despesas obrigatórias e aumentar a arrecadação — sem sufocar a economia. O Estado brasileiro precisa custar menos, para dar espaço aos investimentos.”
Segundo ele, é urgente aumentar a eficiência na utilização dos recursos públicos e reduzir desperdícios administrativos.
Plataforma monitora despesas em tempo real
A ferramenta Gasto Brasil funciona como plataforma de controle social, permitindo acompanhar continuamente a evolução dos gastos públicos em todas as esferas governamentais.
O sistema reúne dados relacionados a despesas com servidores, encargos sociais, investimentos, compras públicas, obras e demais gastos administrativos realizados por União, estados e municípios.
Com o avanço das despesas já observado no início do ano, economistas e entidades empresariais acompanham com atenção a evolução dos números ao longo de 2026.
Estão abertas as inscrições para o concurso público do Procon do Rio de Janeiro, que oferece salários de até R$ 6,2 mil. O certame conta com 30 vagas imediatas para cargos de níveis médio e superior.
As oportunidades são para os cargos de advogado (4 vagas), agente de Proteção e Defesa do Consumidor (8), analista de Proteção e Defesa do Consumidor (15), agente administrativo (2) e técnico de informática (1).
As inscrições podem ser feitas até o dia 9 de março de 2026, exclusivamente pelo site da banca organizadora, o Instituto Idecan.
As provas objetivas estão previstas para o dia 26 de abril e serão aplicadas na cidade do Rio de Janeiro. Para alguns cargos, o concurso também prevê prova discursiva e avaliação de títulos, conforme estabelecido no edital.
A taxa de inscrição é de R$ 110 para cargos de nível médio e R$ 114 para nível superior. Os candidatos que atendam aos critérios legais podem solicitar isenção da taxa nos dias 2 e 3 de fevereiro.
O edital prevê reserva de vagas para pessoas com deficiência, candidatos negros, indígenas e pessoas em situação de hipossuficiência econômica.
O microempreendedor individual (MEI) pode ser desenquadrado do porte de forma automática, ultrapassando limite de faturamento anual ou incluindo alguma atividade não permitida, ou de forma voluntária, quando é algo desejado pelo empresário. Tema de dúvidas por parte dos clientes enquadrados agora em um novo porte empresarial, a Junta Comercial do Estado de Alagoas (Juceal) explica quais os procedimentos necessários perante a autarquia para os antigos MEIs.
Com o desenquadramento do MEI, o negócio passa a ser um empresário individual com porte como microempresa (ME). Dessa forma, o empreendimento não possui mais andamento pelo Portal do Empreendedor e passa a utilizar os serviços disponibilizados pelo Portal Facilita Alagoas – interface do registro e do licenciamento no estado.
No portal, a Junta Comercial indica três procedimentos possíveis para dar sequência à empresa e ter acesso a documentos: emissão de certidão simplificada, alteração de nome empresarial ou transformação para sociedade limitada.
Com uma certidão simplificada, é possível ter acesso a um documento com os principais dados do negócio, simulando o antigo requerimento empresarial, que foi extinguido com a lei da liberdade econômica.
Com a alteração de nome empresarial, é retirado o número do CPF da antiga razão social e o empresário terá acesso a um documento que funcione como o contrato social, podendo ser utilizado em bancos e outras instituições. Para essa opção, a Juceal indica adicionar também o evento de consolidação.
Enquanto a transformação para sociedade limitada é um andamento comumente utilizado pelos clientes após o desenquadramento do MEI, segundo a autarquia. A transformação é uma alteração de natureza jurídica, na qual o processo consta de um ato alterador e um ato constitutivo. Com esse arquivamento, o empresário também dispõe de um documento que pode ser utilizado em bancos e outras instituições.
O gerente do suporte ao Portal Facilita Alagoas, Jadson Ramos, explica que, como anteriormente a empresa se tratava de um MEI, ela não possuía nenhum arquivamento registrado na Juceal. Ramos ressalta que os três procedimentos são simples e são uma garantia de documentos chancelados pela Junta Comercial.
“A empresa que saiu do MEI encontra uma nova realidade. É um porte maior, com mais obrigações e por isso é importante entender como ela vai funcionar a partir de então. Em relação ao registro e ao licenciamento, ela também tem novos andamentos e responsabilidades, tudo feito pelo Portal Facilita Alagoas. A emissão de certidão simplificada é algo automático, enquanto para a alteração de nome e a transformação, disponibilizamos em nosso site modelos de contratos. Ou seja, são procedimentos acessíveis, ágeis e que refletem em um documento com segurança jurídica para que o empresário tenha em mãos”, frisa.
Em caso de dúvidas relacionadas a antigos e novos MEIs, a Juceal disponibiliza suporte via e-mail mei.juceal@gmail.com
Mais de 139 mil contribuintes em Alagoas devem ser beneficiados pelas novas regras de isenção do Imposto de Renda (IRPF) a partir de 2026. As informações são do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal (CETAD) e foram divulgadas nesta segunda-feira (2).
Segundos os dados, mais de 90,4 mil trabalhadores alagoanos que ganham até R$ 5 mil por mês deixarão de pagar o tributo a partir de fevereiro. Outras 48,7 mil pessoas com renda entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais terão descontos progressivos no estado.
Até o ano passado, cerca de 127,2 mil declarantes de Imposto de Renda em Alagoas já não pagavam o IR. Com as novas mudanças, o número subirá para 217,6 mil.
SANÇÃO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou em 26 de novembro de 2025 a lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para contribuintes que recebem até R$ 5 mil mensais. A medida, uma das mais aguardadas na área econômica, estabeleceu ainda os descontos parciais para rendas de até R$ 7.350.
NOS ESTADOS – A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução nos descontos para quem tem renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 beneficiam trabalhadores de todas as 27 unidades da Federação. São Paulo, com mais de 3,7 milhões de pessoas com renda até R$ 5 mil e outras 1,82 milhão com salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350, lidera as estatísticas. Minas Gerais, com mais de 1,18 milhão isentos totalmente e 565 mil isentos parcialmente, é o único estado, além de São Paulo, com mais de um milhão de trabalhadores que deixarão de pagar o Imposto de Renda. Completam a lista dos estados com maior número de pessoas beneficiadas o Rio de Janeiro (861 mil isentos totalmente e 463,3 parcialmente), o Rio Grande do Sul (849,7 mil e 412,7 mil) e o Paraná.
A dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 8,6 bilhões em dezembro 2025, aumento de 1,82% em relação ao mês anterior, segundo o relatório mensal da dívida pública federal (RMD) publicado nesta quarta-feira (28/1) pelo Tesouro Nacional.
De acordo com a pasta, esse desempenho da dívida pública ocorreu devido à emissão líquida, no valor de R$ 59,93 bilhões, e pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 94,83 bilhões.
Com esses dados, o estoque da dívida pública federal encerrou o ano dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2025, com variação de R$ 8,5 trilhões a R$ 8,8 trilhões no ano.
Com relação ao prazo médio da DPF, intervalo médio em que o governo leva para refinanciar a dívida pública, diminuiu de 4,08 anos em novembro para 4,0 anos em dezembro — ficando no limite do intervalo estipulado pela PAF 2025 (entre 3,8 anos e 4,2 anos).
Entenda a dívida pública federal
A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal (quando a máquina pública acaba gastando mais do que arrecada).
As principais formas de classificá-la são: quanto à forma utilizada para o endividamento e quanto à moeda na qual ocorrem os fluxos de recebimento e pagamento da dívida.
A emissão líquida é a diferença entre o valor de títulos da dívida pública emitidos pelo governo federal e o valor dos títulos resgatados (isto é, comprados de volta pela União).
Apropriação positiva de juros acontece quando o governo obtém um retorno maior com os investimentos em títulos em comparação com os juros pagos aos detentores da dívida pública.
Em 2024, o estoque da dívida pública federal somou R$ 7,3 trilhões. O resultado ficou dentro dos limites previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF).
Composição da dívida
Quase metade da dívida pública está atrelada à taxa básica de juros, a Selic, que se encontra em patamar mais restritivo (15% ao ano). Em dezembro, a composição da DPF ficou da seguinte forma:
Taxa Flutuante (Selic): 48,25%;
Índices de Preços (IPCA): 25,93%; e
Prefixados (com rendimento definido no momento da emissão): 22,05%;e
Câmbio: 3,76%.
O maior detentor da dívida pública é o grupo Instituições Financeiras, que aumentou em dezembro. O estoque passou de R$ 2,71 trilhões para R$ 2,73 trilhões. A participação do grupo subiu para 32,88%.
A participação da Previdência Social na DPF chegou a 22,76%. O estoque se manteve em R$ 1,8 trilhão.
Confira os demais detentores:
Fundos de Investimento têm participação de 20,79%, com estoque de R$ 1,7 trilhão;
Não-residentes têm participação de 10,35%, com estoque de R$ 859,64 bilhões;
Seguradoras têm participação de 3,47%, com estoque de R$ 288,70 bilhões;
Governo tem participação de 2,87%, com estoque de R$ 238,34 bilhões; e
Outros têm participação de 6,87%, com estoque de R$ 571,12 bilhões.
Colchão da dívida pública federal
A reserva de liquidez da dívida pública diminuiu em dezembro em comparação a novembro. O chamado “colchão” para pagar a DPF é composto por recursos presentes na Conta Única do Tesouro Nacional (CTU), no Banco Central (BC).
O colchão diminuiu 2,17%, passando de R$ 1,2 trilhão para R$ 1,1 trilhão. Atualmente, o valor em caixa é suficiente para quitar 7,33 meses de vencimentos de títulos.
O dólar operava em baixa, na manhã desta segunda-feira (26/1), abrindo uma semana na qual os investidores estão em compasso de espera pelo anúncio das taxas básicas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
Na próxima quarta-feira (28/1), a primeira “superquarta” do ano, os bancos centrais brasileiro e norte-americano definirão a nova taxa de juros. A expectativa da maioria dos analistas do mercado é pela manutenção do patamar atual dos juros tanto no Brasil quanto nos EUA.
Dólar
Às 9h07, a moeda norte-americana recuava 0,16% e era negociada a R$ 5,278.
Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,28. A mínima é de R$ 5,269.
Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,68% frente ao real em 2026.
Ibovespa
As negociações do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), começam às 10 horas.
No último pregão, o indicador teve um novo dia de recordes e fechou em forte alta de 1,86%, aos 178,8 mil pontos – nova máxima histórica de fechamento. Durante a sessão, ultrapassou, pela primeira vez, os 180 mil pontos.
Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula valorização de 11,01% neste ano.
À espera de Copom e Fed
O mercado financeiro continua à espera da decisão dos bancos centrais do Brasil e dos EUA sobre a taxa de juros. “Superquarta” é o termo usado no mercado financeiro para o dia em que coincidem as divulgações das taxas básicas de juros nos dois países.
É o caso desta quarta-feira, data na qual tanto o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), quanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA), anunciam o resultado de suas reuniões, que começaram na terça-feira (9/12).
A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central (BC) para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.
Quando o Copom aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica.
Ao reduzir a Selic, por outro lado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
No Brasil, a ampla maioria dos analistas do mercado espera a manutenção da Selic no patamar atual, de 15% ao ano – trata-se da mais elevada taxa de juros em quase duas décadas no país.
O foco das atenções ficará voltado para o teor do comunicado do Copom, que pode indicar “pistas” sobre as próximas reuniões. Há grande expectativa em torno do corte de juros a partir de março.
Em nota pré-Copom, os analistas do C6 Bank projetam uma Selic estável em 15%, mas cortes futuros no radar.
“As expectativas de inflação para horizontes mais longos permaneceram estáveis, acima da meta estabelecida. Considerando as sensibilidades dos modelos do BC, acreditamos que as projeções de inflação para o horizonte relevante devem registrar estabilidade, permanecendo ainda acima da meta. No entanto, considerando a comunicação recente do Copom e suas projeções para o horizonte relevante, acreditamos que um início de ciclo de cortes está próximo”, afirma o banco.
Segundo a nota do C6, o Copom “deve justificar a manutenção da taxa de juros diante do cenário ainda marcado por desancoragem das expectativas de inflação, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho, o que exige uma política monetária contracionista”. “O texto, no entanto, deve reconhecer que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada, abrindo a possibilidade para o início do corte de juros a partir da próxima reunião, a depender da evolução do cenário. O Copom deve reforçar a necessidade de perseverar com uma política monetária contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação, mas também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas”, afirma a nota.
“Projetamos que o Copom irá manter os juros estáveis em 15% na primeira reunião de 2026. Nossa expectativa é de que o ciclo de cortes da Selic comece em março, com um corte de 0,25 ponto percentual, e ganhe tração em abril, com redução de 0,50 ponto percentual. Ainda assim, diante de um cenário de inflação acima da meta, projetamos que a taxa de juros termine 2026 em 13%”, diz a instituição financeira.
Segundo Eduardo Amorim, especialista em investimentos da Manchester Investimentos, “o Copom deve continuar enfatizando que a preocupação principal não é a inflação corrente, mas o comportamento das expectativas para 2026 e 2027”. “A leitura do Focus ajuda a sustentar esse ponto: as projeções seguem acima do centro da meta (3%), o que indica que o mercado ainda não enxerga uma convergência clara para a meta no horizonte relevante”, observa.
“Por isso, explica Amorim, “o cenário-base segue sendo a manutenção da Selic em janeiro e, mais do que a decisão em si, o mercado deve reagir ao tom do comunicado: se o Copom reforçar cautela, juros altos por mais tempo”.
“Na precificação, a referência mais comum para início do ciclo de cortes continua sendo março, com base de 0,25 ponto percentual, embora exista um indicativo menor de 0,50 ponto percentual, o que mostra que o debate está menos no ‘se’ e mais no ‘quando’ e ‘qual ritmo’, condicionados a expectativas e câmbio”, completa.
Já nos EUA, atualmente, a taxa de juros está no intervalo entre 3,5% e 3,75% ao ano (após redução de 0,25 ponto percentual nas três últimas reuniões do Fed), e a maioria dos analistas do mercado aposta na interrupção do ciclo de cortes.
De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros no patamar atual é de 97,2%. Apenas 2,8% dos investidores apostam em uma nova redução de 0,25 ponto percentual.
O mercado também espera, para os próximos dias, o possível anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre quem sucederá o atual chefe do Fed, Jerome Powell, cujo mandato se encerra em maio. Trump, que é desafeto de Powell, disse que pode fazer esse anúncio ainda nesta semana.
Mercado reduz estimativa de inflação
No cenário doméstico, o maior destaque desta segunda-feira é a divulgação da nova edição do Relatório Focus, pelo BC, que reúne as principais projeções do mercado para a economia brasileira.
De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 4%, ante 4,02% da semana anterior. Em relação ao PIB de 2026, a projeção foi mantida em 1,8%.
Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.
Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,33% em dezembro. No ano de 2025, a inflação acumulou alta de 4,26%, o que representa o estouro do centro da meta em 2025, mas valor abaixo do teto. Para 2027, o índice esperado foi mantido em 3,8%.
Ainda segundo o Focus, o PIB do Brasil para 2026 deve ter crescimento de 1,8%, a mesma projeção da semana passada.
Para 2027, a previsão de crescimento da economia foi mantida em 1,8%. Para 2028, a estimativa segue em 2%. Em 2024, o PIB brasileiro fechou em alta de 3,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Já em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic, o mercado financeiro manteve a estimativa para o fim de 2026 em 12,25% ao ano.
Para 2027, a projeção foi mantida em 10,5% ao ano. Para 2028, ela segue em 10%.
Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa de inflação para 4,0% em 2026, ou seja, abaixo do teto da meta. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), houve manutenção. É o que mostra a nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (26/1).
De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 4,0%, ante 4,02% da semana anterior. Em relação ao PIB de 2026, a projeção foi mantida em 1,8%.
Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.
Inflação abaixo do teto da meta
Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,33% em dezembro. No ano de 2025, a inflação acumulou alta de 4,26%, o que representa o estouro do centro da meta em 2025, mas valor abaixo do teto.
Para 2027, o índice esperado foi mantido em 3,80%.
PIB
Segundo o Focus, o PIB do Brasil para 2026 deve ter crescimento de 1,8%, a mesma projeção da semana passada.
Para 2027, a previsão de crescimento da economia foi mantida em 1,80%. Para 2028, a estimativa foi mantida em 2%. Em 2024, o PIB brasileiro fechou em alta de 3,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Juros
Em relação à taxa básica de juros da economia, a Selic, o mercado financeiro manteve a estimativa para o fim de 2026 em 12,25% ao ano.
Para 2027, a projeção foi mantida em 10,50% ao ano. Para 2028, o mercado aumentou a estimativa para a Selic de 9,88% para 10% ao ano.
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic foi mantida em 15%. A próxima reunião do colegiado está marcada para 27 e 28 de janeiro.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.
Dólar
Os analistas consultados pelo BC mantiveram a projeção para o dólar em 2026 em R$ 5,50.
Para 2027, a estimativa se subiu de R$ 5,50 para R$ 5,51.
Para 2028, o mercado manteve em R$ 5,52.
Relatório Focus
O Relatório Focus resume as expectativas de mercado coletadas até a sexta-feira anterior à divulgação. O boletim é divulgado, normalmente, às segundas-feiras.
O Procon Maceió alerta os consumidores sobre a situação envolvendo o Will Bank, instituição financeira digital que teve suas atividades interrompidas após medida adotada pelo Banco Central do Brasil. O banco digital é controlado pelo Banco Master, que já estava sob liquidação desde novembro de 2025.
Nos últimos dias, clientes relataram bloqueio de contas, suspensão de cartões, impossibilidade de realizar transferências, pix e saques, além de dificuldades de acesso ao aplicativo.
A liquidação extrajudicial do Will Bank significa que a instituição foi retirada do Sistema Financeiro Nacional, deixando de operar normalmente. Com isso, os serviços prestados aos consumidores foram suspensos, o que gerou insegurança quanto aos valores depositados e às obrigações financeiras já assumidas.
Em relação aos recursos mantidos no banco, os consumidores devem ficar atentos ao papel do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que garante a devolução de valores de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, conforme as regras do fundo. No entanto, o ressarcimento não ocorre de forma imediata, sendo necessário aguardar a organização das informações pelo liquidante nomeado e, posteriormente, seguir as orientações do FGC para solicitar a devolução dos valores.
É importante destacar que, mesmo com a liquidação do banco, dívidas como faturas de cartão de crédito, empréstimos e demais obrigações financeiras continuam válidas e devem ser pagas nos prazos estabelecidos. O não pagamento pode resultar em cobrança de juros, multas e até negativação do nome do consumidor nos órgãos de proteção ao crédito.
Diante desse cenário, o Procon Maceió orienta que os consumidores documentem todas as situações enfrentadas, como mensagens de erro no aplicativo, cobranças indevidas ou falhas no acesso à conta, por meio de capturas de tela e comprovantes. Também é recomendável registrar reclamação formal nos canais oficiais de defesa do consumidor e acompanhar as informações divulgadas pelo Fundo Garantidor de Créditos sobre o processo de ressarcimento.
O Procon Maceió permanece à disposição para orientar e atender aos consumidores que se sentirem prejudicados, esclarecendo direitos e indicando as providências cabíveis em cada caso. O atendimento pode ser realizado pelo número 0800 082 4567 ou pelo WhatsApp (82) 98882-8326.
A Receita Federal rebateu, na noite desta quinta-feira (22), informações falsas que circulam nas redes sociais sobre uma suposta elevação da tributação sobre professores em razão do reajuste do piso salarial do magistério. Segundo o órgão, as alegações ignoram as regras legais de apuração do imposto e levam à conclusão equivocada de que os profissionais da educação passariam a pagar mais IR após o aumento salarial.
Em nota, o Fisco destaca que a reforma do Imposto de Renda faz com que mais contribuintes deixem de pagar IR e outros passem a pagar menos, tornando a tributação mais progressiva. Sancionada no fim do ano passado, a Lei 15.270/2025 ampliou a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês e reduziu o imposto devido sobre rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350.
"Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente beneficiados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025", destacou a Receita no comunicado.
De acordo com a Receita, a categoria está entre as diretamente beneficiadas pelas novas regras.
Em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 por mês de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Já em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional passará a pagar aproximadamente R$ 46,78 mensais de IR.
Segundo o Fisco, o efeito combinado do reajuste salarial e da redução do imposto garante ganho real no salário líquido, ao mesmo tempo em que corrige distorções na tributação sobre a renda dos profissionais da educação.