
A mediana do relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (19) para a Selic no fim de 2025 continuou em 14,75% pela terceira semana consecutiva. Os juros estão nesse nível desde 7 de maio, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa em 0,5 ponto porcentual. Considerando apenas as 73 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para o fim de 2025 também se manteve em 14,75%.
Na ata da reunião de maio, divulgada na semana passada, o Copom afirmou que a taxa básica de juros está em nível “significativamente contracionista” e “já tem contribuído e seguirá contribuindo para a moderação de crescimento.” “Dadas as defasagens inerentes aos mecanismos de política monetária, espera-se que tais efeitos se aprofundem nos próximos trimestres”, afirmou o comitê.
Uma semana antes, no comunicado da sua decisão, o colegiado já havia tornado o seu balanço de riscos para a inflação simétrico e abandonado o forward guidance, deixando as possibilidades em aberto para a sua próxima reunião, nos dias 17 e 18 de junho.
“Para a próxima reunião, o cenário de elevada incerteza, aliado ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação”, afirmou.
A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela 16ª semana consecutiva. Mas, levando em conta apenas as 72 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária caiu de 12,50% para 12,25% – indicando maior espaço para afrouxar a política monetária no ano que vem. A estimativa intermediária para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 14ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 21ª semana consecutiva.
A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 caiu pela terceira semana seguida, de R$ 5,85 para R$ 5,82. Um mês antes, era de R$ 5,90. A estimativa intermediária para a moeda americana no fim de 2026 continuou em R$ 5,90. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,96.
A estimativa intermediária para o dólar no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,80, após três semanas de queda. Um mês antes, era de R$ 5,89. A projeção para o fim de 2028 subiu de R$ 5,82 para R$ 5,85, o mesmo nível de quatro semanas antes. A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.
A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 aumentou de 2,0% para 2,02%, após três semanas de estabilidade. Considerando apenas as 36 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, passou de 2,01% para 2,0%.
Na ata da sua última reunião, de maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que a taxa de juros “significativamente contracionista” tem contribuído para moderar o crescimento da atividade. Segundo o colegiado, a tendência é que esse processo ganhe força nos próximos trimestres. O BC espera alta de 1,9% para o PIB em 2025.
A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 se manteve em 1,70% pela quarta semana seguida. Considerando só as 35 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,81% para 1,70%. A mediana para o crescimento do PIB de 2027 permaneceu em 2,0% pela sétima semana seguida. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 62ª semana seguida.
Em fevereiro deste ano, a dívida das famílias brasileiras alcançou 27,2% da renda familiar, marcando o maior índice desde o início do programa Desenrola em 2023. Esse aumento é resultado da combinação de juros elevados e inflação, que têm impactado de forma significativa as famílias em situação de vulnerabilidade. Para enfrentar essa realidade, foi criado o Crédito do Trabalhador, que oferece empréstimos consignados com taxas de juros mais acessíveis.
A escalada da dívida se tornou mais evidente a partir de dezembro de 2024, quando a concessão de empréstimos começou a crescer. Em 12 meses, a taxa Selic subiu de 10,5% para 14,75%, forçando muitas famílias a optarem por modalidades de crédito mais onerosas, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito. Essa mudança no cenário financeiro tem gerado preocupações sobre a capacidade de pagamento das famílias.
A inflação, que se manteve em 5,53% nos últimos 12 meses, tem pressionado ainda mais o orçamento familiar, especialmente em categorias essenciais como alimentação e transporte. Muitas pessoas estão se endividando ainda mais para conseguir arcar com suas despesas fixas, o que agrava a situação financeira de diversas famílias.
Embora o programa Desenrola tenha sido inicialmente eficaz em reduzir o comprometimento da renda, a situação se complicou com o aumento das dívidas e a elevação das taxas de juros. Desde maio de 2024, cerca de 70% do crescimento no comprometimento da renda é atribuído à amortização de dívidas existentes e ao uso de crédito pessoal, refletindo um ciclo de endividamento crescente.
O Crédito do Trabalhador já liberou R$ 10,1 bilhões em empréstimos, com o objetivo de facilitar a transição de dívidas mais caras para opções com juros mais baixos.
As exportações de ovos do Brasil registraram um crescimento significativo de 271% em abril, totalizando 4.300 toneladas métricas, conforme informações da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Esse aumento é atribuído principalmente à crescendo demanda dos mercados dos Estados Unidos e do Japão. A alta nas exportações gerou uma receita de US$ 10,57 milhões, refletindo um impressionante aumento de quase 253% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os Estados Unidos foram os principais importadores, adquirindo 2.800 toneladas de ovos brasileiros, o que resultou em uma receita de US$ 6,3 milhões. Esse aumento nas importações americanas se deve a um surto de gripe aviária que afetou a produção local. Por outro lado, o Japão também apresentou um crescimento expressivo, importando 371 toneladas, quase três vezes mais do que no ano passado.
No acumulado dos primeiros quatro meses de 2025, as exportações de ovos do Brasil somaram 13 mil toneladas, o que representa um aumento de cerca de 134% em relação ao mesmo período de 2024. A receita total gerada por essas exportações alcançou US$ 28,3 milhões, um crescimento de 153% em comparação ao ano anterior. Esses números destacam a recuperação e o fortalecimento do setor avícola brasileiro no mercado internacional. A demanda externa por ovos brasileiros tem se mostrado robusta, especialmente em um cenário onde a produção local de outros países enfrenta desafios. A ABPA ressalta que a qualidade dos produtos brasileiros tem sido um fator crucial para o aumento das exportações, além da capacidade de atender às exigências dos mercados internacionais.
Mesmo antes da confirmação do primeiro caso, nesta sexta-feira (16), de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, as exportações gaúchas de carne de frango para a China já estavam suspensas desde julho de 2024. O motivo foram focos da doença de Newcastle detectados em plantéis de aves gaúchos. O Rio Grande do Sul enfrenta, desde então, restrições severas no comércio internacional de carne de frango. Desde o segundo semestre de 2024, a Administração Geral de Alfândegas da China (GACC) manteve o Estado fora da lista de regiões autorizadas a exportar a proteína da ave ao país, em decorrência do foco de Newcastle detectado em Anta Gorda (RS).
Apesar de o foco ter sido encerrado oficialmente no fim de julho, oito frigoríficos gaúchos seguem impossibilitados de acessar o mercado chinês, o principal destino da carne de frango brasileira. Estão entre as empresas afetadas unidades da BRF, da JBS, da Aurora, da Languiru, da Minuano e da Agrosul. Agora, após o foco de gripe aviária em Montenegro (RS), o Rio Grande do Sul está vedado de exportar carne de frango não só para a China (que, aliás, suspendeu por 60 dias os embarques de todo o Brasil), mas para qualquer outro país, por pelo menos 60 dias, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, seguindo, segundo ele, protocolos sanitários internacionais.
Neste cenário, o setor avícola do Rio Grande do Sul vê a pressão aumentar. Ainda que os embarques anteriores ao dia 15 de maio estejam mantidos, como reforçou Fávaro, o Estado permanece duplamente impedido de acessar o mercado chinês e, por ora, outros destinos.
Invertendo o comportamento visto pela manhã, o dólar se firmou em baixa ante o real na segunda etapa do pregão desta sexta-feira (16). O dólar à vista fechou em queda de 0,16%, a R$ 5,6695. Na semana, contudo, a divisa americana se valorizou 0,26%, com o fiscal doméstico voltando para o radar dos investidores, após trégua nas tarifas por 90 dias entre Estados Unidos e China no fim de semana. Assim, a alta do real no mês foi diluída para 0,13%. Após máxima intradia a R$ 5,71, o dólar à vista passou a operar perto da estabilidade no início da tarde e, depois, renovou mínima a R$ 5,6615.
O movimento foi atribuído a ajustes – considerando que a divisa americana teve forte valorização na véspera pelo desconforto fiscal -, com desmonte de posições defensivas no mercado futuro e eventual entrada de fluxo estrangeiro. A alta acima de 1% dos contratos futuros de petróleo também proporcionou alívio, apesar do minério de ferro em baixa.
Os contratos futuros de petróleo recuperaram parte das perdas expressivas registradas nas duas sessões anteriores. Ao longo da semana acumularam ganhos modestos, impulsionados pelo alívio trazido pela trégua comercial entre Estados Unidos e China, que prevaleceu sobre as preocupações relacionadas ao excesso de oferta global da commodity.
Na véspera, o real teve o pior desempenho entre as moedas mais líquidas, penalizado por relatos de que o governo estuda a adoção de um pacote de medidas para impulsionar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive de um reajuste no Bolsa Família a partir de 2026.
Ainda na quinta-feira autoridades em Brasília negaram os relatos, com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, inclusive dizendo que “não há demanda de espaço fiscal para projetos novos O orçamento do ano que vem não está sendo discutido. Estamos discutindo o cumprimento da meta fiscal”.
Apesar da leve recuperação do real, participantes do mercado financeiro frisam que o destaque desta semana ficou para o retorno do risco fiscal. Na próxima quinta-feira, o mercado tende a acompanhar com atenção o relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.
Após ter fechado a quinta-feira (15), pela primeira vez no patamar de 139 mil pontos, o Ibovespa teve nesta sexta-feira (16), de leve ajuste, em baixa de 0,11%, aos 139.187,39 pontos, relativamente imune à forte correção em Banco do Brasil (ON -12,69%) posterior ao balanço trimestral, que não levou consigo o setor financeiro, de grande peso no índice e majoritariamente em alta na sessão. Na semana, a referência da B3 subiu 1,96% e, no mês, acumula 3,05% de alta nesta abertura de segunda quinzena. No ano, o Ibovespa avança agora 15,72%.
O giro financeiro nesta sexta-feira de vencimento de opções sobre ações foi a R$ 29,2 bilhões. Foi o sexto avanço semanal consecutivo para o Ibovespa, igualando em extensão a série vista na passagem de outubro para novembro de 2023.
Entre as ações das maiores instituições, contudo, apenas a de Santander (Unit -1,05%) fechou o dia no campo negativo, além de BB. Destaque para alta de 0,58% em Itaú PN, o principal papel do segmento, e para ganho de 0,75% em Bradesco ON. O fechamento foi misto para Petrobras (ON -0,12%, PN +0,47%) e de alta marginal para Vale (ON +0,07%). Na ponta ganhadora do Ibovespa, Marfrig (+21,35%), Petz (+7,18%) e CVC (+5,86%). No lado oposto, vieram, depois de Banco do Brasil, as ações de Yduqs (-3,63%) e Azul (-2,63%).
Diante das denúncias de descontos indevidos em benefícios do INSS que atingem mais de 9 milhões de aposentados, uma startup jurídica desenvolveu uma ferramenta para auxiliar advogados na identificação de possíveis fraudes e no cálculo de valores a serem restituídos. A Jusfy, lawtech especializada em soluções digitais para a área jurídica, lançou a calculadora JusCalc INSS (Restituição), que analisa os extratos de pagamento do INSS, identifica descontos não autorizados e gera automaticamente um relatório com o valor a ser recuperado — incluindo correções, juros e a petição para o ingresso de ação judicial.
Em apenas duas semanas desde o lançamento, a ferramenta já processou cerca de mil cálculos. Segundo a startup, o tempo de análise é inferior a um minuto, e o resultado apresenta valores simples ou em dobro, conforme definido pelo advogado responsável. A média das restituições calculadas até o momento é de R$ 7.036,11, com possibilidade de aplicação de juros de até 100%.
Para utilizar a JusCalc, é necessário que o aposentado envie ao advogado os extratos de benefícios do período entre 2019 e 2024, intervalo em que, segundo o governo, ocorreram as fraudes. Com esses dados, a calculadora faz automaticamente a leitura e o levantamento dos valores indevidos.
Rafael Bagolin, CEO da Jusfy, explica que a ferramenta foi criada logo após a divulgação das fraudes. “Vimos a oportunidade de oferecer um serviço relevante tanto para os aposentados prejudicados quanto para os advogados, que precisam lidar com cálculos complexos. Esse tipo de inovação é justamente o que motivou o surgimento da Jusfy”, afirma.
O governo federal começou a notificar os aposentados afetados na última quarta-feira (14), mas ainda não há previsão para o ressarcimento dos valores. Diante disso, a startup defende que os beneficiários podem se antecipar buscando apoio jurídico. “A ferramenta permite que o aposentado descubra com antecedência se foi lesado e agilize o processo de restituição por meio de seu advogado”, diz Bagolin.
O dólar subiu nesta quinta-feira (15) e fechou o dia cotado a R$ 5,67 com um aumento da percepção de risco fiscal, após relatos de que o governo estuda a adoção de um pacote de medidas para alavancar a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes, já circulavam informações de que o Planalto pretendia reajustar o Bolsa Família a partir de 2026. O dólar à vista fechou em alta de 0,82%, cotado a R$ 5,6788. Depois do avanço dos últimos dois pregões, a moeda passou a apresentar ganho de 0,42% na semana e de 0,04% em maio. As perdas da moeda ano, que na segunda-feira superavam 9%, estão agora em 8,11%. Diante dos rumores sobre um reajuste do Bolsa Família, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, e fontes de diversas alas do governo negaram a intenção de elevação do benefício no próximo ano, marcado pela eleição presidencial. “Não há decisão e nem estudos para o reajuste citado”, disse Dias ao Broadcast Político.
Apesar de negativas de autoridades em Brasília, incluindo uma fala dura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o desconforto com o quadro fiscal continuou a permear os negócios no mercado de câmbio doméstico, embora o dólar tenha desacelerado o ritmo de alta reta final da sessão. Já abalado pelo tombo do petróleo e o ambiente ruim para divisas latino-americanas, o real terminou por apresentar nesta quinta-feira o pior desempenho entre as moedas mais líquidas. Haddad ressaltou que não há “demanda de espaço fiscal para novos projetos”. Segundo o ministro, estariam em discussão medidas pontuais para cumprimento do resultado primário de 2025. “Não há da parte do MDS pressão sobre a área econômica para nenhuma iniciativa nova”, disse, em referência ao ministério do Desenvolvimento Social.
Lá fora, o índice DXY – que mede a força do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, em especial o euro e o iene – operou em baixa moderada ao longo do dia e rondava os 100,800 pontos no fim da tarde, após mínima aos 100,589 pontos. As cotações do petróleo caíram mais de 2% com possibilidade de acordo entre EUA e Irã sobre a questão nuclear, o que poderia levantar sanções sobre o óleo iraniano.
Leitura de indicadores americanos, como vendas no varejo e produção industrial, vieram abaixo do esperado, embora não mostrem sinais de uma piora acentuada da economia dos EUA desenhada pelo chamado ‘soft data’, como os números de confiança do consumidor e índices de gerentes de compras. Em todo caso, sugerem que pode haver espaço para o Federal Reserve cortar os juros neste ano, mesmo com um eventual repique dos preços. Após a leitura benigna da inflação ao consumidor, saiu hoje que o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA caiu 0,5% em abril, enquanto se esperava alta de 0,2%. Na comparação anual houve avanço de 2,4% em linha com o esperado. O núcleo do PPI caiu 0,4%, diante de previsão de alta de 0,3%. Mas o núcleo subiu 3,1% na comparação anual, pouco acima das expectativas (3%).
O Ibovespa teve um dia de variação restrita, de cerca de mil pontos entre a mínima (138.320,61) e a máxima (139.408,29) do dia, em que saiu de abertura aos 138.424,96 pontos. No fechamento, mostrava ganho de 0,66%, aos 139.334,38 pontos, superando o recorde de encerramento desta segunda-feira (12), então perto do limiar dos 139 mil pontos, a 138,9 mil. O giro financeiro desta quinta-feira (15) ficou em R$ 25,2 bilhões, após ter avançado ontem por conta do vencimento de opções sobre o índice – amanhã, será a vez do vencimento de opções sobre ações. Na semana, o Ibovespa sobe 2,07% e, no mês, ganha 3,16% – no ano, a alta é de 15,84%.
O suporte ao índice foi assegurado pela principal ação da carteira, Vale ON, que fechou em alta de 1,00% e por parte das ações de grandes bancos, à exceção de BB (ON -1,21%), e tendo Itaú (PN +1,34%) e Bradesco à frente (ON +0,68%, PN +0,99%). Petrobras também tentou se firmar no campo positivo à tarde, com a ON em alta de 0,32%, mas a PN um pouco abaixo da estabilidade (-0,13%) no fechamento.
Os índices de ações em Nova York tiveram ajuste discreto, com variações entre -0,18% (Nasdaq) e +0,65% (Dow Jones) no fim da sessão, em dia de correção mais forte no petróleo, em baixa superior a 2% no Brent e no WTI. O dia foi de ajuste negativo nos rendimentos dos Treasuries, mas, por aqui, a curva do DI virou e chegou a subir à tarde, mas encerrou em baixa. O dólar à vista fechou em alta de 0,82%, a R$ 5,6788. Na ponta ganhadora do Ibovespa na sessão, Yduqs (+6,82%), BRF (+4,78%) e Vivara (+4,68%). No lado oposto, CVC (-6,72%), Azul (-5,00%) e IRB (-3,37%).
Na agenda de resultados corporativos, destaque para o balanço da Eletrobras, divulgado na noite de ontem, que fez as ações da empresa se descolarem do desempenho positivo do setor elétrico na sessão. No fechamento, Eletrobrás ON mostrava perda de 3,22% e a PNB, de 3,13%, enquanto os ganhos no segmento chegaram a 3,13% (Cemig PN, na máxima do dia no encerramento da sessão).
A Eletrobras apresentou um prejuízo de R$ 81 milhões no primeiro trimestre de 2025, resultado de uma revisão na base regulatória dos ativos da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Essa reavaliação impactou a empresa em R$ 952 milhões, refletindo desafios financeiros significativos. Em contrapartida, a companhia conseguiu reduzir suas despesas com pessoal, materiais e serviços em 28% em relação ao último trimestre de 2024, além de uma diminuição de 8% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essas reduções são fruto de medidas de reestruturação e adequação do quadro de funcionários. A dívida relacionada a empréstimos compulsórios também apresentou uma queda, totalizando R$ 13,1 bilhões, o que representa uma diminuição de R$ 2,9 bilhões em relação ao ano anterior. O presidente da Eletrobras, Ivan Monteiro, enfatizou a importância de focar no crescimento e na eficiência operacional da empresa.
No que diz respeito aos investimentos, a Eletrobras aplicou R$ 912 milhões no primeiro trimestre, uma redução de 25% em relação ao mesmo período de 2024. Essa diminuição se deve, em parte, à conclusão do parque eólico de Coxilha Negra, que impactou os investimentos da empresa. As obras do Linhão Manaus-Boa Vista estão em fase avançada, com 87% de conclusão e previsão de término para o segundo semestre deste ano. O investimento total nesse projeto é estimado em R$ 3,3 bilhões, o que demonstra o compromisso da Eletrobras com a expansão de sua infraestrutura.
A gigante chinesa de fast food Mixue anunciou sua entrada no mercado brasileiro, prometendo um investimento de R$ 3,2 milhões e a criação de até 25.000 empregos no país. Fundada em 1997 na China, a empresa começou com um pequeno carrinho de raspadinhas e hoje é a maior rede de franquias do mundo, superando gigantes como McDonald’s e Starbucks em número de lojas. Atualmente, a Mixue possui mais de 45.000 unidades em 12 países, incluindo Singapura e Tailândia, enquanto o McDonald’s e o Starbucks têm 43.000 e pouco mais de 40.000 lojas, respectivamente.
A Mixue se destaca por oferecer produtos a preços acessíveis, com o preço médio de seus sorvetes e chás na China sendo inferior a R$ 5. As lojas são conhecidas por seu ambiente colorido e um mascote simpático que representa o lema da empresa: ser um fast food para quem não quer gastar muito, especialmente os jovens. A marca tem uma forte presença nas redes sociais e uma trilha sonora característica que toca repetidamente em suas unidades, o que ajudou a conquistar o público jovem na Ásia.
Operando no modelo de franquias, a Mixue atua como fornecedora de matéria-prima e equipamentos para seus franqueados. O cardápio é enxuto, focando em chás, chás doces, sorvetes e limonadas.
A partir do dia 1º de junho, cidadãos brasileiros, assim como aqueles da Argentina, Chile, Peru e Uruguai, poderão visitar a China por um período de até 30 dias sem a necessidade de visto. Essa informação foi divulgada por Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China. A isenção de visto terá validade até 31 de maio de 2026 e é parte de um projeto experimental.
O anúncio ocorreu durante o Fórum China-Celac, onde o presidente chinês, Xi Jinping, enfatizou a intenção de promover intercâmbios mais fluidos entre a China e os países da América Latina. Além da isenção de visto, o evento resultou em compromissos significativos, incluindo a oferta de 3.500 bolsas de estudo e 10 mil oportunidades de treinamento.
Durante o fórum, Xi Jinping se reuniu com os presidentes Gabriel Boric, do Chile, e Gustavo Petro, da Colômbia, para discutir a necessidade de uma resposta conjunta a práticas comerciais unilaterais, especialmente em relação aos Estados Unidos. Essa conversa destaca a crescente cooperação entre os países da região e a China.
Petro, por sua vez, formalizou a adesão da Colômbia à Iniciativa Cinturão e Rota, um projeto ambicioso da China que visa expandir suas conexões comerciais globalmente. O chanceler do México, Juan Ramón de la Fuente, também participou do evento, manifestando o interesse do país em fortalecer o diálogo político com a China, evidenciando a importância das relações bilaterais.
Durante a sua participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, a influenciadora Virginia Fonseca compartilhou informações sobre o desempenho financeiro de sua empresa de cosméticos, a WePink. Em 2023, a companhia movimentou aproximadamente R$ 750 milhões. Desde sua fundação em setembro de 2021, a WePink já havia alcançado R$ 10 milhões em vendas nos primeiros meses de operação. Virginia enfatizou que o sucesso financeiro de sua empresa não está relacionado ao setor de apostas, mas sim ao crescimento de sua marca.
Um dos destaques de sua linha de perfumes gerou um faturamento de R$ 17 milhões em apenas três meses, com a venda de 110 mil unidades, de acordo com a Forbes. No ano de 2022, a WePink registrou um faturamento total de R$ 168,6 milhões. Com uma base de mais de 53 milhões de seguidores no Instagram, Virginia tem conseguido transformar seu engajamento em resultados financeiros significativos. Em 2023, suas campanhas publicitárias e transmissões ao vivo contribuíram com R$ 60 milhões para o faturamento da empresa, demonstrando a força de sua presença digital.
Além de seu sucesso empresarial, Virginia Fonseca leva uma vida luxuosa. Ela reside em uma mansão em Goiânia e possui uma casa de veraneio em Mangaratiba, adquirida por R$ 27 milhões. Recentemente, em março, a influenciadora comprou um jato particular, cujo valor varia entre R$ 23 milhões e R$ 29 milhões, solidificando sua imagem como uma empresária de destaque no mercado.
Após instabilidade e trocas de sinal pela manhã, o dólar se firmou em alta moderada no mercado local ao longo da tarde desta quarta-feira (14), alinhado ao comportamento da moeda norte-americana no exterior. Operadores afirmam que, com agenda de indicadores esvaziada e sem novidades relacionadas à guerra comercial, investidores ajustaram posições e realizaram lucros.
Na esteira da trégua tarifária entre Estados Unidos e China no fim de semana e de leitura comportada da inflação ao consumidor americano em abril, o dólar caiu na terça-feira 1,32% e fechou no menor nível desde 14 de dezembro, passando a acumular no ano desvalorização de mais de 9% em relação ao real. Com mínima a R$ 5,5828, na primeira hora de negócios, e máxima a R$ 5,6356, o dólar à vista encerrou a sessão desta quarta-feira em alta de 0,43%, a R$ 5,6327. A divisa ainda recua 0,39% nos três primeiros pregões desta semana, o que leva as perdas em maio a 0,77%.
Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY, que operou em baixa pela manhã, ganhou força ao longo da tarde, sobretudo em razão do enfraquecimento do euro, e passou a trabalhar em leve alta, girando pouco acima do 101,100 pontos no fim do dia.
Na comparação com divisas latino-americanas, o dólar subiu ante o real e o peso chileno, mas caiu em relação ao peso mexicano. Após quatro pregões seguidos de alta, os preços do petróleo recuaram, com o aumento inesperado de estoques nos EUA. Dados divulgados à tarde pelo Banco Central mostram que o fluxo cambial em maio, até o dia 9, está positivo em US$ 1,075 bilhão, graças à entrada líquida de US$ 1,424 bilhão via comércio exterior. No ano, porém, o fluxo total é negativo em US$ 7,737 bilhões.
Investidores acompanham na quinta-feira uma agenda pesada que pode trazer novas informações em torno do eventual impacto da política comercial e migratória de Donald Trump sobre a economia dos EUA. Do lado da atividade, saem dados de vendas do varejo nos EUA em abril, produção industrial em abril e o índice de atividade industrial Empire State em maio.
No campo da inflação, após a leitura benigna do índice de preços ao consumidor, haverá a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês). Além disso, há discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, em evento.
