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Banco do Brasil informou nesta sexta-feira (23), que vai oferecer a funcionalidade Pix Automático a todos os seus clientes pessoa física (como usuário pagador) e jurídica (como recebedor) a partir da próxima quinta-feira (29). O lançamento oficial da modalidade foi marcado pelo Banco Central para 16 de junho.

“O BB é a primeira instituição financeira a completar a fase de testes junto ao Banco Central, com 100% de aderência”, diz o banco, em nota. “A solução permite o pagamento automático de compromissos recorrentes, como mensalidades escolares, academias, contas de serviços e assinaturas, com base nas funcionalidades do Pix.”

Para usar o serviço, empresas devem ativar um convênio com o BB, que permitirá a gestão dos recebimentos por meio do internet banking. O cliente pagador vai receber uma notificação de autorização. Uma vez autorizada, a cobrança passa a ser realizada automaticamente, com valores fixos ou variáveis. Há também opção de ativação por meio de QR Code.

Clientes recebedores terão prazo de 90 dias antes da data do débito para envio da agenda de pagamentos. Como hoje o prazo é de dez a dois dias antes do vencimento, as empresas vão poder programar suas cobranças com mais antecedência, explica o banco.

“A ampliação do Pix Automático é um avanço importante na democratização dos meios de pagamento no país. Ao contemplar empresas de pequeno porte e oferecer uma solução acessível a diversos segmentos, tornamos mais simples e segura a gestão de cobranças recorrentes. Participar ativamente da construção dessa funcionalidade, ao lado do Banco Central, reforça nosso compromisso em estar cada vez mais próximos na vida das pessoas”, diz a gerente executiva de Meios de Pagamentos do BB, Dione Cordioli, em nota.

 

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, e o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, anunciaram nesta quinta-feira (22), a redução de R$ 81,5 bilhões de receitas extraordinárias administradas pela Receita Federal que foram previstas na lei orçamentária para garantir o cumprimento da meta de resultado primário, de déficit zero.

Além das receitas administradas pela Receita, houve ainda uma redução de cerca de R$ 8 bilhões que estavam previstos com outorgas das ferrovias. A previsão de receita com essa medida foi zerada.

Todas as medidas fazem parte do pacote de receitas extras de R$ 168,5 bilhões anunciado pelo governo federal no envio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2025.

Confira o detalhamento da redução das receitas

– Retomada do Voto de Qualidade do CARF: O governo previa no Orçamento uma arrecadação de R$ 28 bilhões com essa proposta. A previsão foi zerada.- Transações tributárias da Receita Federal – O governo previa no Orçamento uma arrecadação de R$ 31 bilhões com essa proposta. A previsão foi reduzida para R$ 5 bilhões (ou seja, uma queda de R$ 26 bilhões).– Controle de benefícios tributários – O governo previa no Orçamento uma arrecadação de R$ 20 bilhões com a Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária (DIRB). A previsão foi zerada. Segundo Barreirinhas, essa medida foi compensada pelo aumento da arrecadação.

– Aumento da CSLL – O governo previa no PLOA do ano passado um aumento da CSLL como medida de compensação relacionada à desoneração, que geraria R$ 7,5 bilhões. A proposta foi zerada, já que não foi aprovada pelo Congresso.

– Outorga das ferrovias – O governo previa uma arrecadação de cerca de R$ 8 bilhões em outorgas das ferrovias. A previsão foi zerada.

Uma aposta realizada em São Paulo foi a grande vencedora do concurso 2866 da Mega-Sena, realizado em 22 de maio de 2025. O sortudo levará para casa um prêmio de R$ 2.784.095,20. A aposta vencedora foi registrada na Elefante Loterias, e os números que garantiram a vitória foram: 01, 12, 17, 19, 36 e 60. Além do grande ganhador, 55 apostas conseguiram acertar cinco números, cada uma delas recebendo um prêmio de R$ 27.479,38. Já 3.882 apostas que acertaram quatro dezenas receberão R$ 556,18 cada. Esses resultados mostram que a Mega-Sena continua a atrair muitos apostadores em busca de prêmios significativos. O próximo sorteio da Mega-Sena está agendado para sábado, dia 24 de maio, com uma estimativa de prêmio de R$ 3,5 milhões. Os interessados em participar podem fazer suas apostas até as 19h do dia do sorteio, seja em lotéricas físicas ou pela internet. O valor mínimo para uma aposta simples é de R$ 5.

 

Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou que a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou uma leve queda de 0,1% em maio em comparação a abril, mantendo-se em 101,5 pontos. No entanto, em relação ao mesmo período do ano anterior, o índice apresentou uma redução de 2,1%. A alta da taxa Selic e a inflação persistente têm sido fatores que afetam o poder aquisitivo das famílias e tornam o crédito mais caro. José Roberto Tadros, presidente da CNC, ressaltou que a situação financeira das famílias está sob pressão, o que dificulta a recuperação do consumo, especialmente em relação a bens duráveis. O subíndice que mede o Momento para Compra de Bens Duráveis caiu 7,6% em termos anuais, evidenciando os efeitos dos juros elevados. Embora o Acesso ao Crédito tenha mostrado uma leve melhora de 1,4% em relação ao mês anterior, houve uma queda de 0,9% em comparação a maio de 2024.

Entre as famílias que recebem mais de 10 salários mínimos, a intenção de consumo teve um pequeno aumento de 0,5%, mas ainda assim apresenta uma queda de 2,2% em relação ao ano passado. A perspectiva de consumo também caiu, com uma redução de 4,7% entre os mais ricos e de 3,3% entre os mais pobres. Esses dados indicam um cenário desafiador para a recuperação econômica. Além disso, a análise por gênero revela que os homens enfrentaram uma diminuição de 2,8% na intenção de consumo, enquanto as mulheres apresentaram uma queda menor, de 1,0%. No entanto, as mulheres demonstraram maior resiliência, com um crescimento de 1,4% na Perspectiva Profissional, o que pode indicar uma adaptação mais positiva às condições econômicas atuais.

 

O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller, disse nesta quinta-feira (22), que o governo contabilizou, até o momento, que o ressarcimento de aposentados por causa de descontos indevidos pode alcançar R$ 1 bilhão. Esse cálculo leva em conta as pessoas que já realizaram suas consultas às plataformas do INSS. Ao todo, 1,8 milhão de pessoas informaram o governo federal que tiveram descontos em suas aposentadorias e que essas deduções não foram autorizadas. É com esse número que o governo trabalha para estipular um “teto” do pagamento dos ressarcimentos. Nesse total de 1,8 milhão de pessoas, o governo agora aguarda que as entidades associativas apresentem documentações que possam comprovar a autorização para os descontos.

Caso fique comprovado que todas as deduções foram ilegais, o total do pagamento será “pouco mais de R$ 1 bilhão, não chega a R$ 1,1 bilhão”, disse Waller. Esse número ainda pode crescer, principalmente com o aumento de consultas por parte dos aposentados às plataformas do INSS para verificar se houve ou não descontos em seus benefícios. Quanto mais pessoas informarem terem tido essas deduções, maior será o montante total de ressarcimento. O presidente do INSS afirmou, ainda, que o instituto fará no futuro uma busca ativa dos aposentados que tiveram descontos em seus benefícios para checar se eles foram autorizados ou não. Essa busca ativa, no entanto, não existe hoje, disse Waller, reforçando um pedido para que a população seja alertada sobre isso para evitar golpes.

Respostas das entidades

O presidente do INSS afirmou ainda que, até o momento, houve 33 mil respostas das entidades associativas e em apenas três casos essas entidades reconheceram não terem a documentação necessária. Nesses casos, as entidades terão de fazer o ressarcimento dos aposentados. Waller disse que, caso as instituições não respondam ou não apresentem a documentação que comprove a autorização para os descontos, o governo se compromete a restituir os aposentados.

Receita Federal anunciou a abertura da consulta para o primeiro lote de restituição do Imposto de Renda 2025, que estará disponível a partir das 10 horas da manhã desta sexta-feira (23). Este ano, o valor total a ser restituído é de R$ 11 bilhões, superando o recorde do ano anterior, que foi de R$ 9,5 bilhões. A prioridade nos pagamentos será dada aos lotes que incluem pessoas acima de 80 anos, idosos entre 60 e 79 anos, pessoas com deficiência, além daqueles que optaram pela declaração pré-preenchida e pelo recebimento via Pix.

Para facilitar o acesso às informações, os contribuintes devem acessar o portal do governo em gov.br/receitafederal. Neste site, eles encontrarão informações detalhadas sobre o processo de restituição. Mais de 6.257.000 contribuintes serão beneficiados neste primeiro lote. A Receita Federal mantém a política de priorizar aqueles que declararam o imposto mais cedo, garantindo que recebam a restituição antes dos demais. Os pagamentos deste lote inicial serão realizados até o dia 30 de maio. Além do site, a Receita Federal disponibiliza um aplicativo para download em dispositivos móveis, que oferece detalhes adicionais sobre a restituição do Imposto de Renda.

 

Com receio de que a corrupção do INSS atinja ainda mais o seu governo, o presidente Lula tem pressionado o Ministério da Fazenda a ressarcir os aposentados e pensionistas lesados pelo INSS antecipadamente. O problema é que o Ministério da Fazenda, que também é governo, reluta em seguir com essa ideia.

A resistência da equipe econômica ocorre por duas razões. A primeira é de onde virá o dinheiro para pagar os aposentados. Entre as soluções apresentadas, está a contenção de recursos das obras do PAC. Como a regra de ouro independe a emissão de títulos de dívida para pagar despesas correntes, necessariamente o governo terá que drenar os recursos de outra área para cobrir o rombo no INSS.

Outro obstáculo para a equipe econômica seria relacionado à dificuldade do cumprimento da meta de déficit zero. A solução? Afrouxar a meta, aceitando como objetivo fiscal um resultado primário negativo. É aquela ideia: se o aluno tem dificuldade de passar de ano, baixa-se a média de aprovação. Simples assim.

Independentemente dos desafios colocados para o governo no ressarcimento dos aposentados lesados, é importante deixar claro que quem vai pagar essa conta não é o governo, mas todos nós, inclusive os idosos roubados. A razão é simples: o dinheiro do governo advém de impostos cobrados da sociedade. No final, quem paga a conta da corrupção é sempre a população.

 

O governo quer baratear a conta de luz para a população de baixa renda. Como não existe almoço grátis, alguém literalmente terá que pagar essa conta. A ideia é compensa a parda de receita, cobrando mais da classe média, pelo menos até meados de 2027 (em 2028, poderá ocorrer a migração de consumidores residenciais para o mercado livre de energia).

Evidentemente, não dá para descartar o cunho eleitoral da medida com as eleições de 2026 se aproximando. Entretanto, não me parece uma boa ideia aumentar os custos de energia para classe média, que também representa muitos votos. Seria muito mais justo, e eficiente do ponto de vista eleitoral, reduzir os subsídios para as empresas de energia renováveis (solar e eólica). Não se justifica tanto recursos para essas empresas quando 90% da matriz energética de eletricidade no Brasil é composta de energia renovável (basicamente hídrica).

Embora o governo deva adotar redução de subsídios para as energias solares e eólicas, o volume de recursos destinados a elas ainda é muito grande, encarecendo a conta de luz para a população. Além de encarecer a conta de luz, essas energias têm sido pouco eficientes na capacidade de geração de energia para a população. Investir em energia sustentável não significa que você resolverá necessariamente problemas ambientais. Muitas vezes significa desperdício de recursos públicos e encarecimento da conta para a população.

 

Durante a 15ª Reunião Ministerial de Comércio do BRICS, realizada em Brasília, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, enfatizou a importância da colaboração entre os países do bloco para impulsionar o comércio e os investimentos em nível global. Ele ressaltou que a união e o compromisso com o bem-estar coletivo são fundamentais para alcançar resultados positivos. Alckmin destacou que a ação conjunta dos governos que compõem o BRICS é crucial para fomentar o crescimento econômico e promover um mundo mais equitativo e sustentável. Ele também abordou os principais eixos que guiam a presidência brasileira do grupo, que incluem a cooperação entre nações do Sul Global e a formação de parcerias voltadas para o desenvolvimento social, econômico e ambiental.

Os países que fazem parte do BRICS, que incluem Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, representam aproximadamente 50% da população mundial e 40% do PIB global. Além disso, eles são responsáveis por mais de 20% do comércio internacional, o que lhes confere uma posição privilegiada para fomentar o diálogo e a cooperação em uma escala multilateral. A reunião em Brasília foi um espaço para discutir estratégias que visam fortalecer a integração econômica entre os membros do BRICS, promovendo um ambiente favorável para investimentos e comércio.

 

O patrimônio dos fundos de índice (ETFs, na sigla em inglês) teve leve avanço em abril, saindo de R$ 55,47 bilhões em março para R$ 55,97 bilhões no mês passado. O volume mensal de negócios aumentou para cerca de R$ 2 bilhões. Os dados constam no mais recente boletim de ETFs disponibilizado pela B3. Do total de quase R$ 56 bilhões de patrimônio, cerca de R$ 31 bilhões estão alocados com investidores institucionais, enquanto R$ 19 bilhões estão com investidores pessoa física. Em termos de segmentação da classe, a maior parte do patrimônio está em ETFs de renda variável local, com R$ 23,02 bilhões, seguido por ETFs de renda variável internacional, com R$ 22,68 bilhões, e de renda fixa local, com R$ 10,17 bilhões.

O número de investidores também avançou na comparação mensal, de 751 mil em março para 763 mil em abril. Considerando os CPFs e CNPJs distintos, são 623 mil investidores no total, dos quais a grande maioria é pessoa física (99,05%), enquanto os institucionais representam cerca de 0,34%. Entre os ETFs mais negociados em abril, um destaque é o BOVA11, que correspondeu a 49,07% do total, o BOVV11, com 11,73%, e o IVVB11, com 7,99%.

 

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) revisou suas previsões para o crescimento do PIB brasileiro, elevando a estimativa de 2,3% para 2,4% em 2025. Essa atualização foi divulgada no Boletim Macrofiscal e reflete novas projeções para a produção agropecuária, além de um crescimento esperado de 1,6% no primeiro trimestre do ano. Embora a previsão de crescimento tenha sido ajustada para cima, a SPE alerta para uma possível desaceleração econômica no segundo semestre. Para o ano de 2026, a expectativa de crescimento permanece em 2,5%, enquanto a projeção de inflação, que antes era de 3,5%, agora foi elevada para 3,6%.

As revisões também afetaram as estimativas para os diferentes setores da economia. A agropecuária teve sua previsão aumentada de 6% para 6,3%, enquanto a indústria se manteve em 2,2%. Já o setor de serviços viu sua projeção subir de 1,9% para 2%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) deve encerrar o ano com uma variação de 4,9%. Além disso, a previsão para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi ajustada para baixo, passando de 5,8% para 5,6%. Os dados apresentados no Boletim Macrofiscal são fundamentais para a elaboração do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será publicado em breve, oferecendo uma visão mais detalhada sobre a situação econômica do país.

Honda anunciou nesta terça-feira (20) uma significativa redução em seus investimentos voltados para veículos elétricos, cortando mais de US$ 20 bilhões de seu orçamento. A montadora agora destinará 7 trilhões de ienes, equivalentes a aproximadamente US$ 48,32 bilhões, para sua estratégia de eletrificação, uma diminuição em relação aos 10 trilhões de ienes que havia planejado até 2031. Em meio a um cenário de vendas abaixo do esperado, a empresa decidiu adiar um projeto de produção de veículos elétricos no Canadá, que estava orçado em US$ 11 bilhões. Além disso, a Honda está reavaliando o cronograma para a construção de fábricas que seriam dedicadas exclusivamente à fabricação de EVs.

Apesar dessa redução nos investimentos, a montadora continua a acreditar que os veículos elétricos são essenciais para alcançar a neutralidade de carbono no futuro. No entanto, a Honda reconhece que os modelos híbridos desempenharão um papel crucial durante essa transição. A empresa estabeleceu uma meta de vender 2,2 milhões de veículos híbridos até 2030, embora admita que pode não conseguir atingir a meta anterior de que 30% de suas vendas fossem compostas por EVs.

A montadora também expressou preocupações sobre um ambiente de negócios instável, influenciado por mudanças nas políticas comerciais e na demanda por veículos elétricos, além de novas regulamentações ambientais. Na China, a Honda firmou uma parceria com a startup Momenta Global, com o objetivo de desenvolver sistemas avançados de assistência ao motorista, buscando se adaptar às novas exigências do mercado.

O governo federal apresentou ao Congresso Nacional uma proposta de reforma no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) que amplia a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5.000 por mês e reduz a alíquota para rendas entre R$ 5.000 e R$ 7.000. Acima desse valor, não haverá mudanças, e a tributação seguirá conforme as regras atuais. Durante audiência pública na Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa o tema, o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Pinto, afirmou que uma correção completa da tabela do Imposto de Renda é inviável neste momento. “Corrigir a tabela toda custaria mais de R$ 100 bilhões, e o governo federal não tem condições de fazer isso”, declarou.

A proposta do governo é considerada uma prioridade do Executivo e foi uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto enviado ao Congresso prevê que, a partir de 2026, cerca de 10 milhões de contribuintes fiquem isentos do IR. Atualmente, apenas quem recebe até R$ 2.824 está livre da cobrança.

Segundo dados do Dieese, a tabela do IRPF acumula uma defasagem de 154,67% desde 1996, o que penaliza principalmente os trabalhadores de baixa e média renda. Ainda assim, o governo optou por limitar os ajustes até a faixa de R$ 7.000 mensais para manter o impacto fiscal dentro de um patamar considerado viável — estimado em R$ 25 bilhões por ano.

Para compensar a queda na arrecadação com a ampliação da faixa de isenção, o governo propõe a criação de um imposto mínimo de até 10% sobre rendas superiores a R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil por ano). O projeto também impõe limites à carga tributária total: até 34% para empresas e 45% para instituições financeiras.

A forma de compensação gerou divergências entre parlamentares. O Partido Progressista (PP), por exemplo, defende outra medida: aumentar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) em 5% para bancos e financeiras que registrarem lucro líquido acima de R$ 1 bilhão. Enquanto o texto segue em debate no Congresso, quem recebe acima de R$ 7 mil por mês não terá qualquer alteração na tributação — e continuará pagando o mesmo imposto cobrado atualmente.


Pensando no futuro e no crescimento econômico alinhados às metas globais, a Federação dos Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) promoverá uma jornada de debates com o setor de Hospedagem e Alimentação. Especialistas de diversas áreas vão compartilhar suas experiências e apresentar ações que atendam aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Com o tema “Pobreza, Fome e Saúde: Interconexões para um Futuro Sustentável”, o primeiro evento acontece nesta segunda-feira (19), das 9h30 às 12h, em formato híbrido. Com vagas limitadas, a modalidade presencial ocorrerá na sede da Fhoresp, na capital paulista (Largo do Arouche, 290, 7º andar – Centro Histórico).

Ao todo, a Federação promoverá seis encontros, um por mês. Cada evento terá enfoque nas metas globais da ONU que devem ser alcançadas até 2030, com o objetivo de erradicar a pobreza e proteger o planeta. A organização dos encontros tem à frente o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fhoresp, José Valverde.

Representando mais de 500 mil estabelecimentos no Estado de São Paulo, a Federação tem se alinhado às discussões mais atuais do mercado quanto ao Meio Ambiente. A entidade foi, por exemplo, uma das apoiadoras da Virada Sustentável, maior evento da América Latina sobre o tema. Realizada em 2024, a iniciativa acabou servindo de inspiração para a Fhoresp sensibilizar todo o trade quanto ao crescimento responsável. Uma das iniciativas neste sentido é a série Meetings Fhoresp Sustentabilidade, focada nos ODS da ONU.

De acordo com o diretor-executivo da Federação, Edson Pinto, o setor de Hospedagem e Alimentação tem forte influência nos campos econômico e ambiental: “Entendemos que a Fhoresp precisa também atuar como protagonista deste debate sobre o desenvolvimento sustentável. Queremos envolver todo o ecossistema do nosso segmento, que abarca, ainda, indústrias e toda a cadeia de fornecedores”, lista.

Entre os palestrantes do evento de segunda-feira estão Carlos Fernandes, especialista em Políticas Públicas e ex-secretário-executivo de Segurança Alimentar e Nutricional da Prefeitura de São Paulo; Lucélia Elizabeth Paiva, representante do projeto Proteger Vidas; Cláudia Florêncio, gerente-executiva do Instituto Triângulo; Ivan Mello, do Blog Ambiental; e Jair do Amaral, presidente da Federação Paulista de Cooperativas de Reciclagem (Fepacoore). A mediação dos painéis ficará a cargo da coordenadora nacional da Virada Sustentável, Natália Duarte.

Inscrições

O encontro será realizado, das 9h30 às 12h, na sede da Fhoresp, no Largo do Arouche. Gratuitas, as inscrições devem ser feitas diretamente no site oficial da entidade (fhoresp.com.br). Os inscritos podem participar presencialmente ou de forma remota. Os próximos eventos já têm datas definidas: 16/6, 18/8, 15/9, 13/10 e 10/11.

 

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicou que a taxa Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano, deve se manter elevada por um período prolongado. Ele ressaltou que as decisões sobre a taxa de juros nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) estarão condicionadas a novos dados econômicos e de inflação que possam surgir. Galípolo também enfatizou a importância de agir com cautela, considerando a incerteza no cenário internacional. “O momento é de reunir informações com parcimônia”. As declarações foram dadas durante o evento Annual Brazil Macro Conference, promovido pelo banco Goldman Sachs, em São Paulo.

Ele destacou que a flexibilidade nas decisões é crucial, uma vez que a taxa de juros elevada já está impactando a atividade econômica do país. O presidente do Banco Central alertou para a necessidade de monitorar a situação antes de implementar novas medidas. Recentemente, o Copom decidiu aumentar a Selic em 0,5 ponto percentual em sua reunião de maio, marcando o sexto aumento consecutivo desde setembro de 2024, acumulando 4,25 pontos.

Essa sequência de elevações reflete a preocupação com a inflação e a necessidade de controlar a economia em um ambiente desafiador. A ata da última reunião do Copom reiterou a importância de manter uma postura cautelosa e flexível diante das incertezas econômicas.

 

A mediana do relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (19) para a Selic no fim de 2025 continuou em 14,75% pela terceira semana consecutiva. Os juros estão nesse nível desde 7 de maio, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentou a taxa em 0,5 ponto porcentual. Considerando apenas as 73 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para o fim de 2025 também se manteve em 14,75%.

Na ata da reunião de maio, divulgada na semana passada, o Copom afirmou que a taxa básica de juros está em nível “significativamente contracionista” e “já tem contribuído e seguirá contribuindo para a moderação de crescimento.” “Dadas as defasagens inerentes aos mecanismos de política monetária, espera-se que tais efeitos se aprofundem nos próximos trimestres”, afirmou o comitê.

Uma semana antes, no comunicado da sua decisão, o colegiado já havia tornado o seu balanço de riscos para a inflação simétrico e abandonado o forward guidance, deixando as possibilidades em aberto para a sua próxima reunião, nos dias 17 e 18 de junho.

“Para a próxima reunião, o cenário de elevada incerteza, aliado ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos acumulados ainda por serem observados, demanda cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica de inflação”, afirmou.

A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela 16ª semana consecutiva. Mas, levando em conta apenas as 72 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa intermediária caiu de 12,50% para 12,25% – indicando maior espaço para afrouxar a política monetária no ano que vem. A estimativa intermediária para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 14ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 21ª semana consecutiva.

Dólar 

A mediana do relatório Focus para a cotação do dólar no fim de 2025 caiu pela terceira semana seguida, de R$ 5,85 para R$ 5,82. Um mês antes, era de R$ 5,90. A estimativa intermediária para a moeda americana no fim de 2026 continuou em R$ 5,90. Quatro semanas atrás, era de R$ 5,96.

A estimativa intermediária para o dólar no fim de 2027 permaneceu em R$ 5,80, após três semanas de queda. Um mês antes, era de R$ 5,89. A projeção para o fim de 2028 subiu de R$ 5,82 para R$ 5,85, o mesmo nível de quatro semanas antes. A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020.

PIB 

A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 aumentou de 2,0% para 2,02%, após três semanas de estabilidade. Considerando apenas as 36 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, passou de 2,01% para 2,0%.

Na ata da sua última reunião, de maio, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirmou que a taxa de juros “significativamente contracionista” tem contribuído para moderar o crescimento da atividade. Segundo o colegiado, a tendência é que esse processo ganhe força nos próximos trimestres. O BC espera alta de 1,9% para o PIB em 2025.

A estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2026 se manteve em 1,70% pela quarta semana seguida. Considerando só as 35 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,81% para 1,70%. A mediana para o crescimento do PIB de 2027 permaneceu em 2,0% pela sétima semana seguida. A estimativa intermediária para 2028 ficou estável, em 2,0%, pela 62ª semana seguida.

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