
O Pix Automático estará disponível para uso a partir do dia 16 de junho, segundo o Banco Central (BC). A funcionalidade está sendo lançada nesta quarta-feira (4), em um evento em São Paulo com a presença do presidente do BC, Gabriel Galípolo, executivos da instituição e representantes de empresas ligadas à modalidade de pagamento. Galípolo enalteceu as qualidades do Pix. “O Pix é o dinheiro que anda na velocidade do nosso tempo. É o dinheiro que tem a velocidade das pessoas, dos negócios e da informação”, afirmou.
O presidente do BC estendeu os elogios ao Pix automático, e salientou que a funcionalidade vai permitir a cobrança de contas recorrentes em débito automático com menor custo. “Terão mais segurança de que vão receber, de quem vai pagar, de possibilitar o melhor controle das suas contas. E todo esse acompanhamento de maneira adequada”, disse o presidente do Banco Central. Além de Galípolo, participaram da abertura do evento os diretores de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, Renato Gomes, e Regulação, Gilneu Vivan. O presidente da Zetta, Eduardo Lopes, também participou.
Anunciada ainda no ano passado, a modalidade do Pix Automático facilitará cobranças recorrentes, podendo ser utilizado como forma de recebimento por uma grande variedade de empresas, de diversos tamanhos e setores de atuação. Não haverá tarifas de uso para os pagadores. Já para as empresas que receberem os pagamentos por Pix Automático, poderá haver cobrança de tarifas da instituição financeira responsável.
O Pix Automático permitirá que usuários autorizem débitos periódicos de forma automática, sem a necessidade de autenticação a cada transação. Essa autorização prévia é concedida uma única vez em ambiente seguro, pelo celular ou computador.
1 – A empresa, que pode ser academia, escola ou serviço de streaming, oferece o Pix Automático como forma de pagamento de seus produtos ou serviços.
2 – O pagador autoriza o pagamento das cobranças por Pix Automático e define regras, como o valor máximo de cada pagamento e se vai usar ou não uma linha de crédito.
3 – Nos dias anteriores ao pagamento, a empresa envia a cobrança ao banco do pagador.
4- O banco do pagador então agenda o pagamento e notifica o pagador, que pode conferir, antes do pagamento e no app da sua conta, se está tudo certo.
5 – No dia do pagamento, o banco do pagador efetiva a transação de acordo com as regras definidas na autorização.
O BC afirma que o Pix Automático tem o potencial de aumentar a eficiência, diminuir os custos de cobrança e reduzir a inadimplência. A expectativa de redução de custos se deve ao fato de a operação não depender de convênios bilaterais (como no débito em conta atual) e por utilizar a infraestrutura já existente do Pix.
O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, irá oferecer condições especiais de financiamento para a compra de tratores novos de fabricação nacional. Pelo programa Pró-Trator, o Estado, SP irá subsidiar até 50% da taxa Selic, com o objetivo de incentivar a modernização do parque de máquinas no campo, aumentar a produtividade e impulsionar a indústria nacional de implementos agrícolas. “Nosso compromisso é fortalecer o produtor rural com acesso facilitado a crédito e tecnologia. Ao subsidiar parte dos juros, o Estado viabiliza a renovação de equipamentos e contribui para um agro mais competitivo e tecnificado”, acrescenta o governador Tarcísio de Freitas.
O teto dos juros definido no chamamento é de até 8% ao ano, com limite de financiamento de R$ 50 mil por produtor rural. Os equipamentos elegíveis devem ter motor de até 125 cv de potência. O chamamento Público do governo paulista será publicado nesta terça-feira (03) e irá credenciar bancos cooperativos interessados em atuar como operadores financeiros do programa. As instituições têm até o dia 9 de junho para enviar a documentação necessária e obter a habilitação junto ao governo paulista. “Esse é um passo importante para tornar o financiamento mais acessível, principalmente para o pequeno e médio produtor. Estamos ampliando as parcerias com cooperativas de crédito para que o recurso chegue mais rápido e de forma mais capilarizada”, destacou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.
Com forte presença no agronegócio, São Paulo mantém a liderança nacional em vendas de tratores. De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o Estado comercializou mais de 7 mil unidades em 2024, representando 21% do total vendido no país. Na sequência, aparecem Paraná, com 4,9 mil tratores vendidos, e Rio Grande do Sul, com 4,3 mil unidades.
O dólar abriu a semana e o mês em queda firme no mercado local, em sintonia com a onda de desvalorização da moeda americana no exterior após sinais de acirramento da guerra comercial. China e EUA trocaram acusações mútuas de descumprimento de trégua tarifária de 90 dias acordada no mês passado. Além disso, o presidente Donald Trump anunciou aumento de 25% para 50% a taxação sobre importações de aço e alumínio, que entram em vigor na quarta-feira (4).
Operadores observam que o real apresentou desempenho inferior ao de seus principais pares, como os pesos chileno e mexicano – o que pode ser atribuído ao aumento da percepção de risco fiscal, seja pela incerteza envolvendo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), seja pela mudança da perspectiva do rating brasileiro pela Moody’s de positiva para estável, afastando da obtenção do grau de investimento.
Após mínima a R$ 5,6671 pela manhã, o dólar reduziu parte das perdas na segunda etapa de negócios, com a virada do Ibovespa para o campo negativo. Com máxima a R$ 5,7102, a divisa terminou o primeiro pregão de junho em baixa de 0,77%, a R$ 5,6757, depois de ter recuado 0,76% em maio. No ano, a moeda americana acumula desvalorização de 8,16% em relação ao real, que tem o melhor desempenho entre as divisas latino-americanas no período.
O Congresso já ameaçou derrubar o decreto do aumento do IOF, alvo de críticas do setor produtivo e da classe política. Pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que não precisa de dez dias para propor alternativas ao IOF, prazo dado ao ministro na semana passada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Segundo o ministro, é preciso uma decisão política para calibrar o decreto do IOF e elaborar soluções estruturais para sanear as contas públicas no longo prazo – uma vez que “não dá para dissociar mais uma coisa da outra”. “Nós precisamos tomar uma decisão política do que será feito. E diante do que eu ouvi, eu acredito que essa semana a gente possa resolver e melhorar tanto a regulação do IOF, combinado com as questões estruturais”, afirmou Haddad.
No exterior, o índice DXY – que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes – recuava cerca de 0,60% no fim da tarde, com destaque para os ganhos do euro e iene. Entre divisas emergentes e de países exportadores de commodities, destaque para o dólar australiano e o neozelandês. Os preços do petróleo subiram mais de 3%.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (02) suas preocupações em relação ao uso do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como uma ferramenta de arrecadação ou apoio à política monetária. Essa preocupação veio à tona após o governo federal anunciar um aumento no IOF sobre diversas operações financeiras, decisão que foi posteriormente revertida devido à reação negativa do mercado. Galípolo enfatizou que o IOF deve ser utilizado como um imposto regulatório, e não como um instrumento de controle de capitais, algo que ele considera indesejável.
Durante um evento promovido pelo Centro de Debates de Políticas Públicas, Galípolo destacou a incerteza que permeia o atual cenário da política monetária, tanto no Brasil quanto no exterior. Ele ressaltou a importância de manter flexibilidade nas decisões e de ser cauteloso na comunicação do Banco Central. O presidente mencionou que a taxa de juros atual é “contracionista”, mas sublinhou a necessidade de continuar ajustando a política monetária com base nos dados econômicos disponíveis.
Além disso, Galípolo comentou sobre a resiliência surpreendente da economia brasileira, mesmo diante de um cenário global de possível desaceleração. Ele destacou o monitoramento contínuo realizado pelo Banco Central e defendeu a necessidade de aprimoramento do Conselho Monetário Nacional. Segundo ele, algumas discussões no colegiado geram desconforto, o que sugere a necessidade de melhorias na governança.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 23,8 milhões em bens de empresas e seus sócios investigados por suspeitas de fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi emitida em ação movida pela Advocacia-Geral da União (AGU), em nome do INSS, para garantir que o dinheiro bloqueado possa ser usado para ressarcir aposentados e pensionistas vítimas de descontos ilegais.
O bloqueio alcança as empresas Venus Consultoria Assessoria Empresarial S/A, e os sócios Alexandre Guimarães e Rubens Oliveira Costa, e THJ Consultoria Ltda e a sócia Thaisa Hoffmann Jonasson.
A juíza Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7.ª Vara Federal do Distrito Federal, considerou que o bloqueio de bens e ativos é prudente para garantir que, ao final do processo, em caso de condenação das empresas, haverá recursos para o ressarcimento dos aposentados. Ao todo, a AGU pediu o bloqueio de bens na ordem de R$ 2,56 bilhões contra 12 entidades associativas e seus dirigentes, totalizando 60 réus. O processo foi desmembrado em 15 ações judiciais, para facilitar o andamento. Essa foi a primeira decisão no conjunto de ações sobre o caso.
As entidades processadas pela AGU são apontadas como empresas de fachada, criadas para operar as fraudes no INSS. A investigação aponta ainda que elas teriam pagado propinas a agentes públicos para conseguir autorização para os descontos ilegais, sem o conhecimento dos aposentados. Também foram incluídas nas ações seis empresas suspeitas de intermediarem vantagens indevidas. Todas as 12 organizações já respondem a processos administrativos no INSS, abertos no último dia 5 de maio.
Pelas projeções da Federação do Comércio (FecomercioSP), o faturamento do setor deve ganhar em junho um incremento da ordem de 4,8% por conta das vendas esperadas para o Dia dos Namorados. A comparação é com o faturamento das vendas feitas na mesma data comemorativa no ano passado. Os segmentos que deverão se destacar na preferência dos casais, de acordo com a entidade, serão os de roupas e acessórios, farmácias e perfumarias, e aqueles que comercializam itens eletroeletrônicos. O Dia dos Namorados, para o faturamento do comércio varejista, está entre as três principais datas comemorativas, perdendo para o Dia das Mães e Natal.
Na análise da federação, o desempenho poderia ser melhor se não fosse a inflação no setor de serviços, que tem corroído parte da renda das famílias destinada ao consumo, e os juros altos, que afetam o crédito a médio e longo prazos.
De acordo com a entidade, 69,2% das famílias da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) estão endividadas e 19,3% estão inadimplentes. “Essa projeção ainda encontra o seu limite no quanto as pessoas terão condições de parcelar as compras, uma vez que os segmentos mais procurados para a ocasião apresentam tíquetes médios relativamente altos”, avaliam os economistas da FecomercioSP.
Para a entidade, o segmento que mais vai se beneficiar pela alta das vendas no Dia dos Namorados será o de vestuário, acessórios e calçados, com expansão de 9,3%, com receitas brutas de quase R$ 10,3 bilhões no mês. “Além do aumento na procura por roupas – bastante comum -, há ainda a base fraca de comparação estatística do ano passado, quando a atividade não teve um bom desempenho”, preveem os analistas.
Na sequência, surgem as farmácias e perfumarias, com faturamento de R$ 12,3 bilhões, uma expansão de 8%. O segmento tem a vantagem de poder realizar ações de marketing e campanhas promocionais com mais capacidade de influenciar a decisão de compra dos casais.
As atividades de eletrodomésticos, eletroeletrônicos e lojas de departamento vão incrementar suas receitas em 6,9%, enquanto as lojas de móveis e decoração vão subir 4,9%. Supermercados, por fim, sentirão algum impacto da data graças a produtos como chocolates, vinhos e flores.
O prazo para a entrega das declarações de imposto de renda no Brasil encerrou às 23h59 desta sexta-feira (30), com mais de 43 milhões de brasileiros cumprindo suas obrigações fiscais. No entanto, esse número ficou abaixo das expectativas da Receita Federal, que esperava receber 46,2 milhões de declarações. Mais de 50% das declarações enviadas foram feitas utilizando o modelo pré-preenchido, uma ferramenta que tem se mostrado eficaz em facilitar o preenchimento dos dados pelos contribuintes.
Entre os que declararam, 56,5% têm impostos a restituir, enquanto 22,2% precisam pagar impostos. Já 21,2% dos contribuintes não terão valores a pagar ou a receber. Para aqueles que perderam o prazo, ainda é possível enviar suas declarações, mas com a aplicação de multas. A penalidade é de 1% ao mês sobre o valor do imposto devido, com uma multa mínima de R$ 165,74 para aqueles obrigados a declarar, mesmo sem imposto a pagar.
Banco Central realiza nesta quarta-feira (04), em São Paulo, o evento de lançamento do Pix Automático, com a presença do presidente Gabriel Galípolo. O intuito é oferecer uma alternativa moderna e eficiente ao tradicional débito automático. O Pix Automático promete simplificar o processo de pagamentos recorrentes, beneficiando tanto consumidores quanto empresas. A principal vantagem da ferramenta é a sua praticidade. Os usuários precisarão autorizar o pagamento apenas uma vez, estabelecendo regras importantes como o valor máximo da transação e a possibilidade de uso de linha de crédito.
Após essa autorização inicial, não será necessário realizar novos pagamentos a cada cobrança. As empresas enviarão cobranças ao banco periodicamente, que agendará as transações e notificará os pagadores. No dia do pagamento, o banco efetivará a cobrança de acordo com as regras previamente estabelecidas, garantindo segurança e eficiência. A funcionalidade estará disponível a partir de 16 de junho, mas antes disso, o Banco Central realizará um evento especial para explicar detalhadamente o funcionamento do Pix Automático.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez uma declaração nesta segunda-feira (2) sobre as medidas econômicas do governo em meio à crise do IOF. O ministro, que deve se reunir com líderes do Congresso nos próximos dias, informou que pretende “ir além”. “Além de resolver o problema de 2025, fazer uma reforma estrutural para os anos seguintes”, informou o chefe da pasta. Ao ser questionado sobre a reforma tributária e ajuste das contas públicas, Haddad expressou otimismo quanto as discussões sobre dentro da pasta.”As conversas evoluíram e nos deixaram, da área econômica e da Fazenda, muito confortável. Esse é o jogo que interessa ao país, não somente uma situação paliativa para resolver um problema de cumprimento da meta do ano. Mas voltar para questões estruturais a qualquer governante. Ao presidente Lula ou a quem for eleito ano que vem”, explicou Haddad.
Ao longo da entrevista, o ministro também tocou em pontos importantes a respeito da arrecadação de estados e municípios em termos de imposto de renda. “Se tem uma coisa que governadores e prefeitos não podem reclamar é dos repasses da União. Pode pegar qualquer série histórica, desde a posse do Lula para cá. É muito recurso que está sendo transferido acima da inflação. Não tem espaço para reclamação. Eu acompanho aqui o caixa dos municípios e estados em tempo real, tenho acesso às contas para saber a liquidez. Os repasses estão em patamar histórico no máximo. Estamos cuidando”, explicou Haddad.
A China anunciou nesta sexta-feira (30) a suspensão total das importações de carne de frango e demais produtos avícolas provenientes do Brasil, após a confirmação de um caso de gripe aviária em uma granja comercial no país. A medida afeta diretamente o maior exportador mundial de carne de frango e interrompe um comércio que movimentou cerca de US$ 1,5 bilhão em 2024. A decisão foi divulgada pela Administração Geral de Alfândegas da China e prevê também a inspeção e desinfestação de todos os resíduos vegetais e animais originários do Brasil. Segundo o governo chinês, a suspensão visa evitar a entrada do vírus influenza aviária no território asiático.
O Brasil confirmou, neste mês, o primeiro caso da doença em produção comercial, na cidade de Montenegro (RS). Desde então, o Ministério da Agricultura (Mapa) abriu 13 investigações em diferentes estados. Do total de 170 casos registrados desde 2023, 166 ocorreram em aves silvestres, três em criações domésticas e apenas um em granja comercial. O governo brasileiro vinha negociando com autoridades internacionais, inclusive chinesas, para que eventuais embargos fossem regionalizados, ou seja, restritos apenas à área afetada. No entanto, a China optou por estender a proibição a todo o território nacional.
A gripe aviária é causada principalmente pelo vírus H5N1, considerado altamente contagioso entre aves e com alto índice de mortalidade. Apesar do risco de transmissão para humanos ser considerado baixo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença pode afetar profissionais que lidam diretamente com aves infectadas.
Em nota, o setor avícola brasileiro afirmou que as exportações devem ser redirecionadas para mercados que mantêm as portas abertas ao Brasil. A carne de frango e os ovos seguem seguros para o consumo, segundo as autoridades sanitárias. A suspensão imposta pela China ocorre em um momento delicado para o comércio internacional e preocupa exportadores brasileiros pela dependência de grandes mercados importadores. Em 2024, mais de 10% da carne de frango brasileira teve como destino o mercado chinês.
O Brasil se destacou no cenário econômico global ao conquistar a quinta posição no ranking de crescimento do primeiro trimestre de 2025, com um aumento do PIB de 1,4%, conforme dados da agência de classificação de risco Austin Rating. Esse desempenho notável foi impulsionado principalmente pelo setor agropecuário, que registrou um crescimento expressivo de 12,2%. O país se destacou entre 61 nações avaliadas, sendo o único representante da América Latina no top 10. A liderança do ranking é ocupada pela Irlanda, que apresentou um crescimento de 3,2%. O Brasil superou a média global de 0,5% e também ficou à frente da média dos países do Brics, que foi de 1,3%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi responsável pela divulgação desses dados nesta sexta-feira (30). O crescimento do setor agropecuário no Brasil é especialmente significativo, pois representa o segundo melhor resultado trimestral desde o início de 2023, quando o país alcançou um impressionante crescimento de 13,8%. O ranking das economias que mais cresceram no primeiro trimestre de 2025 é liderado pela Irlanda, seguida pela Islândia com 2,7% e Hong Kong com 1,9%.
Taiwan ocupa a quarta posição com um crescimento de 1,8%, enquanto o Brasil se destaca em quinto lugar. Chipre, China, Filipinas, Turquia e Arábia Saudita completam a lista das dez economias que mais cresceram no período.
Os microempreendedores individuais (MEIs) têm até este sábado (31), para realizar a entrega da Declaração Anual Simplificada para o Microempreendedor Individual (DASN-Simei). Essa obrigação se aplica mesmo para aqueles que não registraram faturamento no ano anterior, sendo necessária independentemente da declaração do Imposto de Renda de pessoa física. O preenchimento da DASN-Simei deve ser feito através do Portal do Empreendedor. É importante ressaltar que a declaração é obrigatória, mesmo para aqueles que encerraram suas atividades como MEI. O processo pode ser realizado pelo site do Simples Nacional ou pelo aplicativo APP-MEI, facilitando o acesso para os empreendedores.
Para realizar a declaração, o MEI deve seguir alguns passos simples. Primeiro, deve acessar o portal do Simples Nacional e clicar na opção “DASN SIMEI – Declaração Anual para o MEI”. Em seguida, é necessário informar o CNPJ e verificar os dados, selecionar o ano-calendário (2024) e o tipo de declaração, além de informar a receita bruta anual e a presença de funcionários. Por fim, é preciso clicar em “Transmitir” e salvar o recibo. Caso o faturamento do MEI tenha ultrapassado R$ 81 mil, é necessário realizar o desenquadramento, passando a ser uma microempresa (ME) ou uma empresa de pequeno porte (EPP). O pagamento retroativo dos meses em que o limite foi excedido deve ser feito por meio da emissão do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).
Para aqueles que não obtiveram lucro ou que encerraram suas atividades, é necessário declarar uma receita de R$ 0,00. No caso de MEIs que foram encerradas, a data de término deve ser informada na declaração. A entrega da DASN-Simei para empresas fechadas entre 1º de janeiro e 30 de abril deve ser realizada até 30 de junho. Para aquelas que encerraram suas atividades entre maio e dezembro, a declaração deve ser feita até o último dia útil do mês seguinte ao fechamento. As multas por atraso na entrega da declaração são de 2% ao mês, com um limite de 20% e um valor mínimo de R$ 50. Para aqueles que realizarem o pagamento da multa de forma espontânea, há a possibilidade de um desconto de 50%. Se houver necessidade de corrigir informações na declaração, o MEI deve acessar novamente o Portal do Empreendedor, selecionar o ano-calendário que precisa de retificação e optar pela opção de correção.
Um estudo realizado pela Koin, em parceria com o Datafolha, indica que o Pix vem se consolidando como o principal meio de pagamento digital no Brasil e ampliando sua atuação no acesso ao crédito. A pesquisa destaca o crescimento do Pix Parcelado como alternativa ao cartão de crédito e aponta o interesse de outros países da América Latina — como Argentina, Colômbia e México — no modelo brasileiro. Segundo os dados, o Pix já é o principal instrumento financeiro para 33 milhões de brasileiros que nunca haviam feito transferências eletrônicas.
O volume transacionado passou de R$ 1,7 trilhão para R$ 2,4 trilhões em um ano, e o número de chaves ativas ultrapassa 800 milhões. No comércio eletrônico, o sistema ade transferências instantâneas representa 30% das transações.
A modalidade de parcelamento via Pix permite dividir compras sem necessidade de cartão de crédito. Embora apenas 33% dos varejistas afirmem conhecer a solução, 72% demonstram interesse em adotá-la, principalmente para atender consumidores sem acesso ao crédito tradicional. Entre os benefícios, a pesquisa cita menor risco de inadimplência para lojistas e maior flexibilidade para os compradores.
De acordo com o estudo, o Pix Parcelado funciona como uma versão nacional do modelo “compre agora, pague depois” (Buy Now, Pay Later), com características próprias. A Koin, que atua com essa solução, negocia parcerias com fintechs e e-commerces da América Latina para expansão internacional.
O levantamento também destaca que o parcelamento é prática comum no Brasil: 80% dos consumidores utilizam essa forma de pagamento. O Pix Parcelado pode ser uma alternativa para os 53% da população que não têm cartão de crédito ou possuem limite reduzido, com destaque para setores como moda, turismo, beleza e cuidados com pets.
Nesta quinta-feira (29), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino,destacou a urgência de replanejar o sistema tributário brasileiro, em meio a críticas crescentes sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Esta declaração foi feita durante o julgamento da constitucionalidade da taxação de remessas de pagamentos ao exterior. Dino relembrou um post do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, que, após uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros representantes do governo, estabeleceu um prazo de 10 dias para que o governo apresente um novo texto sobre o decreto que propõe o aumento do IOF. Caso contrário, o Congresso Nacional poderá emitir um decreto legislativo para sustar os efeitos do decreto governamental.
Hugo Mota enfatizou a necessidade de encontrar soluções duradouras e consistentes para resolver o impasse da alta carga tributária, evitando medidas paliativas que não resolvem o problema a longo prazo. Flávio Dino, por sua vez, sublinhou que o redesenho do sistema tributário é uma responsabilidade conjunta do Congresso Nacional e do Executivo. Enquanto isso, o Judiciário deve se concentrar em julgar casos concretos com base na responsabilidade fiscal, que envolve a equação entre receita e despesa. Dino destacou que a responsabilidade fiscal é um parâmetro de controle de constitucionalidade estabelecido na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
As exportações cresceram 2,9% no primeiro trimestre de 2025 ante o quarto trimestre de 2024. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que anunciou nesta sexta-feira, 30, os resultados das Contas Nacionais Trimestrais. Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, as exportações mostraram alta de 1,2%. As importações contabilizadas no Produto Interno Bruto (PIB), por sua vez, subiram 5,9% no primeiro trimestre de 2025 ante o quarto trimestre de 2024. Na comparação com o primeiro trimestre de 2024, as importações mostraram alta de 14%.
A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e serviços, e as variações porcentuais divulgadas dizem respeito ao volume. Já na balança comercial, entram somente bens, e o registro é feito em valores, com grande influência dos preços.
Em abril, a Dívida Pública Federal (DPF) atingiu a marca de R$ 7,6 trilhões, representando um aumento de 1,44% em comparação ao mês anterior. O montante subiu de R$ 7,508 trilhões para R$ 7,617 trilhões. A Dívida Pública Mobiliária interna (DPMFi) também apresentou crescimento, com um incremento de 1,55%, totalizando R$ 7,31 trilhões. O Tesouro Nacional emitiu R$ 41,42 bilhões em novos títulos, superando os resgates, com foco em papéis vinculados a índices de preços. Por outro lado, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) registrou uma diminuição de 1,1%, caindo de R$ 309,54 bilhões para R$ 306,13 bilhões, influenciada pela desvalorização do dólar. O colchão da dívida pública, que serve como uma reserva, aumentou de R$ 869 bilhões para R$ 904 bilhões, o que é suficiente para cobrir 8,57 meses de vencimentos da dívida.
A estrutura da DPF passou por alterações significativas, com a proporção de títulos prefixados reduzida de 21,51% para 20,23%. Em contrapartida, a participação de papéis atrelados à taxa Selic cresceu, passando de 46,38% para 47,3%. O prazo médio da DPF também se elevou, subindo de 4,12 para 4,17 anos, refletindo uma mudança na estratégia de financiamento. As instituições financeiras permanecem como as principais detentoras da DPF, seguidas por fundos de pensão e fundos de investimento. Além disso, a participação de investidores não residentes na dívida pública aumentou ligeiramente, passando de 9,6% para 9,7%, indicando um leve interesse externo no mercado de títulos brasileiros.
