
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência (SRI), Gleisi Hoffmann, disse neste domingo (8), que o Planalto está “dialogando” com os presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), para definir ajustes que manterão o equilíbrio fiscal. Ainda segundo Hoffmann, na rede social X, “o compromisso do presidente Lula é manter o País na rota do desenvolvimento”.
A ministra também disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atua com “seriedade e confiança” enquanto “alguns especulam e torcem contra o país”. Na noite deste domingo (8), integrantes do governo Lula e líderes da Câmara dos Deputados vão se reunir na residência oficial da Câmara para discutir propostas levadas por Motta e Alcolumbre para compensar um eventual recuo no aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
Entre as propostas postas à mesa, estão a imposição de uma trava na complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), taxação de criptoativos e bets, alterar a metodologia do Preço de Referência do Petróleo (PRP) e a revisão de benefícios fiscais para diminuir montantes com gasto tributário.
Gleisi Hoffmann também afirmou hoje que investimentos de R$ 100 bilhões por parte de empresas francesas no Brasil são provas da “recente recuperação do país” durante o governo Lula. No X, Gleisi disse que investimentos nos setores de produção, serviços e no mercado financeiro não estariam sendo feitos se “o mundo não tivesse percebido a grande mudança” com o retorno de Lula ao Executivo.
“Os investimentos de R$ 100 bilhões que empresas francesas decidiram fazer no Brasil são a prova mais recente da recuperação do País nestes dois anos e meio. Os investimentos na produção, serviços e na Bolsa não estariam voltando se o mundo não tivesse percebido a grande mudança”, afirmou. Após apresentar um balanço econômico, Gleisi afirmou que os números positivos ocorrem apesar dos “juros estratosféricos sobre a dívida pública”.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou que as discussões sobre medidas que podem substituir a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tema central das negociações fiscais do momento, estão “bem encaminhadas”. Em entrevista coletiva durante visita à Mistercryl, em Brasília, disse que o governo busca o equilíbrio das contas públicas por meio de um diálogo aberto com o Congresso. “A solução virá pelo método ideal: melhorar receita com eficiência e reduzir despesa, melhorando a eficiência do gasto público.”
Ele reforçou que essa estratégia inclui tanto o aumento da arrecadação quanto o corte inteligente de despesas, sem detalhar quais medidas específicas seriam adotadas. O vice-presidente também destacou o papel do diálogo na condução das negociações: “Quero destacar a prova de maturidade, de amadurecimento, o diálogo é o bom caminho, ouvir, dialogar e resolver, quem ouve mais erra menos.”
Alckmin disse, ainda, que as propostas fiscais serão apresentadas em reuniões previstas para este fim de semana e início da próxima semana. “Vamos aguardar; a discussão vai ocorrer neste fim de semana e no início da semana”, comentou, reforçando a expectativa de avanços nas tratativas.
Ele também afirmou que “o objetivo do governo é cumprir o arcabouço fiscal, ou seja, déficit zero”, destacando a importância dessa meta para conter a inflação e evitar o aumento do endividamento público. “Essa é a boa política do ponto de vista econômico, não gastar mais do que arrecada.”
Em uma articulação realizada na noite deste domingo (8), o governo federal anunciou um conjunto de medidas para substituir o decreto que elevava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), publicado em 22 de maio. O encontro ocorreu na residência oficial da Câmara dos Deputados, em Brasília, e reuniu ministros e líderes partidários da base aliada. MP substituirá decreto e trará novas regras. Entre as ações definidas está o envio de uma medida provisória com mudanças na política tributária. Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a MP vai revogar o decreto original e implementar novas regras com efeitos imediatos.
As principais medidas anunciadas são:
• Aumento da alíquota sobre apostas esportivas (bets), com o GGR (Gross Gaming Revenue) passando de 12% para 18% — os detalhes devem ser apresentados ainda nesta segunda-feira (10);
• Tributação de 5% sobre todos os títulos de renda fixa que hoje são isentos de Imposto de Renda, como LCI, LCA e outros. Apesar da cobrança, esses ativos continuarão sendo considerados incentivados;
• Inclusão de operações com risco sacado no escopo das medidas;
• Redução mínima de 10% nos gastos tributários de natureza infraconstitucional, com deliberação do Congresso Nacional.
De acordo com Haddad, o novo desenho será levado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva assim que ele retornar ao país. O objetivo, segundo o ministro, é dar mais “conforto ao arcabouço fiscal” e responder de forma estruturada à pressão por medidas de compensação orçamentária. “O melhor caminho é uma proposta que evite gambiarras tributárias e promova previsibilidade fiscal”, disse Haddad após a reunião.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que liderou o encontro, afirmou que a reforma administrativa será apresentada no início de julho e já está sendo discutida com o Senado. A expectativa do governo é que parte das mudanças — especialmente as relacionadas a gastos primários e revisão de isenções fiscais — estejam contempladas na proposta. A ideia é atacar simultaneamente os gastos tributários e primários, com atenção especial às despesas contratadas por gestões anteriores que continuam pressionando o orçamento atual.
Além de Haddad e Motta, participaram da reunião:
• Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais;
• Davi Alcolumbre, presidente do Senado;
• Jaques Wagner, líder do governo no Senado;
• Líderes partidários do PT, MDB, PSB, União Brasil, Progressistas e PSD, entre outros.
Alcolumbre classificou o encontro como “simbólico” e afirmou que o diálogo com o governo será fundamental para avançar nas reformas estruturantes. Governo tem até 10 de junho para apresentar texto. Hugo Motta estabeleceu um prazo: se o governo não formalizar as propostas até o próximo dia 10 de junho, a Câmara poderá pautar um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) para derrubar o decreto do IOF.
Junho promete movimentação em vendas devido à data tão esperada pelos românticos de plantão estar próxima. De acordo com números da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), vendas dos setores de roupas, acessórios, farmácias, perfumarias e eletroeletrônicos vão expandir 4,8% neste mês.
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A Chico Rei lançou uma coleção especial para a data com presentes variados e temáticos. Destaque para a nova caneca esmaltada azul-marinho, com a frase “Amor y Libertad” e design romântico, ideal para amantes de café. Entre as camisetas, há opções como “Growing together, growing free”, em bege, e “Animal Affection”, em branco, pensadas para casais que gostam de combinar looks. A coleção também inclui lenços estilosos, com estampas de corações e pássaros, além de cartões para mensagens escritas à mão, resgatando o romantismo. Todos os produtos seguem os padrões de qualidade e sustentabilidade da marca, disponíveis no site e lojas físicas em Minas Gerais.
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Que mulheres são apaixonadas por bolsas e sapatos, não é novidade. Então, imagine encontrar modelos autorais, com design sofisticado, conforto e um atendimento impecável? A Jorge Bischoff do Shopping ABC oferece isso e muito mais. A marca por si só já é diferenciada, porém nesse endereço especificamente a namorada vai se sentir única. Não tem como não se apaixonar pelo Slingback Onça P&B, que traz couro com tela em um salto de 7,5 cm. A clássica estampa de onça ganha um toque contemporâneo com a combinação elegante do preto e branco. Além desse lançamento, a loja traz muitas opções de bolsas, carteiras, cintos, scarpins, sandálias, botas e tênis com classe, e direito a brinde com espumante ao final da compra. Convidativo, hein? Como a escolha de presente tem nos modelos com e sem salto, o preço é sob consulta, diretamente na loja.
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A Ybera Paris relança o Mirra Oil Repair e apresenta a nova Linha Mirra, com fórmulas potentes à base da resina milenar da árvore Commiphora myrrha. Rica em propriedades terapêuticas, a mirra promove hidratação profunda, brilho intenso, recuperação dos fios e proteção térmica. A linha inclui shampoo, máscara de tratamento, creme multifuncional para cabelo e pele, além do tradicional óleo finalizador, agora com embalagem de vidro e opção de refil sustentável. Unindo tecnologia, natureza e responsabilidade ambiental, a Ybera reafirma seu compromisso com a beleza consciente e eficaz. Preço médio sugerido: R$ 583,90
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Recém chegado ao Brasil, o Mouse M196 da Logitech conta com pareamento fácil e tecnologia sem fio via bluetooth. É fabricado de forma durável com plástico reciclado e apresenta formato compacto com a vida útil da bateria de até 12 meses. Seu modo de suspensão automática ajuda a prolongar o intervalo entre as trocas de bateria. O tamanho compacto otimiza o transporte porque ele cabe em qualquer bolsa. Com design ambidestro, o equipamento segue a premissa de sustentabilidade da marca, com peças de plástico reciclado pós-consumo certificado. Preço médio sugerido: R$ 79,90
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A 69 Sexline é uma sexshop virtual que traz novidades, ainda mais nessa época do ano. São diversos kits especiais de presentes que servem para apimentar a relação, de maneira leve e sensual, ao mesmo tempo. Destaque para o Kit Dia dos Namorados que contém um Hobby Luxury Glow, peça bordada com decote profundo, o Sweet Glow Chichete, hidratante corporal em gel-creme que oferece hidratação profunda e rápida absorção e um Vibrador de Clitóris em formato de Caracol (Lollipop). O acessório oferece diversos tipos de vibração e é à prova d’água, sendo recarregável via USB. Preço médio sugerido: R$ 1.199,90
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A Democrata, marca conceituada com mais de 40 anos de expertise em couro, conforto e design, apresenta a Bota Metropolitan Hi Soft. O sapato, confeccionado em couro, tem cabedal com recortes no couro, forro em tecido e fechamento por cadarço de amarrar, com palmilha hi-soft em PU sola de borracha com salto. A queridinha dos homens agora amplia ainda mais sua atuação no feminino com botas, mocassins, mules, sapatilhas, rasteiras, papetes, vários modelos sandálias e cintos de couro, em uma coleção pensada para as diversas realidades da mulher brasileira. E que bom, já que a empresa é reconhecida pela excelência. Preço médio sugerido: R$ 369,90
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Em maio, a caderneta de poupança registrou um saldo positivo de R$ 336,8 milhões em entradas líquidas, conforme dados do Banco Central nesta sexta-feira (6). Este resultado marca uma mudança após quatro meses consecutivos em que os saques superaram os depósitos. Os rendimentos creditados durante o mês totalizaram R$ 6 bilhões, mantendo o saldo da poupança ligeiramente acima de R$ 1 trilhão.
O aumento no saldo positivo foi impulsionado por R$ 365,1 bilhões em depósitos, enquanto os saques somaram R$ 364,7 bilhões. Em abril, a situação era diferente, com os saques ultrapassando os depósitos em R$ 6,4 bilhões. No total acumulado de 2025, as retiradas das cadernetas de poupança chegaram a R$ 51,77 bilhões.
Um dos fatores que contribuíram para os saques foi a alta da taxa Selic, que atualmente está em 14,75%.
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou que o preço da cesta básica apresentou uma queda em 15 das 17 capitais analisadas. As cidades que registraram as maiores diminuições foram Recife, com uma redução de 2,56%, seguida por Belo Horizonte, que teve uma queda de 2,50%, e Fortaleza, com uma diminuição de 2,42%. Por outro lado, apenas Florianópolis e Belém observaram um leve aumento nos custos, de 0,09% e 0,02%, respectivamente.
São Paulo permanece como a capital com a cesta básica mais cara, com um valor de R$ 896,15. Florianópolis e Rio de Janeiro ocupam o segundo e o terceiro lugares, com preços de R$ 858,93 e R$ 847,99, respectivamente. Em contraste, Aracaju e Salvador apresentam os menores valores, com cestas custando R$ 579,54 e R$ 628,97. No entanto, ao longo do ano, todas as cidades mostraram um aumento nos preços, com Belém destacando-se com uma alta de 9,09%.
O Dieese também calculou que, para uma família de quatro pessoas, o salário mínimo necessário para cobrir as despesas em maio foi de R$ 7.528,56. Esse valor representa 4,96 vezes o salário mínimo atual, que é de R$ 1.518,00. Para adquirir a cesta básica, o trabalhador precisou dedicar, em média, 107 horas e 43 minutos, um tempo ligeiramente menor do que o registrado em abril. O percentual do salário mínimo líquido comprometido com a compra de alimentos caiu para 52,93%.
Entre os itens que compõem a cesta básica, o arroz, o tomate e o óleo de soja tiveram suas tarifas reduzidas, resultado da maior oferta gerada pelas safras do período. Essa tendência de queda nos preços pode trazer alívio para os consumidores, que enfrentam um cenário de inflação e aumento no custo de vida.
Com a aproximação do Dia dos Namorados, celebrado em junho, o comércio brasileiro se prepara para um aumento significativo nas vendas. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) projeta que o varejo movimentará mais de R$ 2 bilhões durante essa data especial. Esse otimismo é sustentado por indicadores econômicos positivos, como o aumento de 3,2% no emprego e uma taxa de desocupação de 7%, a menor já registrada. Além disso, a renda dos trabalhadores cresceu 6,9%, criando um cenário favorável para o consumo. Os setores de vestuário, calçados e acessórios estão previstos para liderar as vendas, representando 40% dos presentes adquiridos. Outros itens que prometem ser populares incluem utilidades domésticas, eletrônicos, perfumes e cosméticos.
Produtos como bijuterias e chocolates também registraram aumentos significativos nas vendas, de 24% e 22%, respectivamente. Além disso, o setor de hospedagens teve um crescimento de 11%, refletindo uma tendência observada anteriormente durante a Páscoa. Em contrapartida, itens como bebidas, telefones celulares e flores apresentaram uma redução nos preços, tornando-se opções mais acessíveis para os consumidores. Apesar da inflação de 5,4% nos últimos 12 meses, a CNC mantém uma perspectiva positiva, acreditando que o Dia dos Namorados será comemorado com entusiasmo. A expectativa é de um crescimento de 3,2% nas vendas em comparação ao ano anterior. Essa data não apenas impulsiona o comércio, mas também promete aquecer os corações dos brasileiros, que buscam celebrar o amor com presentes e experiências especiais.
O dólar perdeu força no mercado local à tarde e fechou a sessão desta sexta-feira (6), em leve queda, na casa de R$ 5,56. Esse movimento se deu na contramão da onda global de fortalecimento da moeda norte-americana, que se iniciou pela manhã e persistiu ao longo do dia, após dados do mercado de trabalho nos EUA esfriarem as apostas em corte de juros mais agressivo pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) neste ano.
O real foi uma das poucas moedas emergentes, ao lado do peso mexicano, a ganhar terreno. Operadores citaram como possível gatilho para a apreciação da moeda brasileira o retorno de certo otimismo com o pacote fiscal em estudo no governo. Pode ter ocorrido também um movimento de ajustes e realização de lucros, uma vez que a possibilidade de alta residual da taxa Selic neste mês torna ainda mais difícil a manutenção de posições compradas em dólar.
O real e seu principal concorrente também se beneficiaram da alta do petróleo e do aumento do apetite ao risco na segunda etapa de negócios, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que haverá um encontro entre representantes comerciais americanos e chineses na próxima segunda-feira (9). Na quinta, Trump conversou por telefone com o líder da China, Xi Jinping.
Com mínima a R$ 5,5603, o dólar à vista encerrou o pregão em queda 0,26% a R$ 5,5698 – menor valor de fechamento desde 8 de outubro (R$ 5,5328). A divisa termina a semana e os cinco primeiros pregões de junho com perdas de 2,62%. No ano, a moeda americana apresenta desvalorização de 9,88% em relação ao real.
No exterior, termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas, o índice DXY subia cerca de 0,40% no fim da tarde, por volta dos 99,200 pontos, após máxima aos 99,357 pontos. Apesar disso, o Dollar Index termina a semana com leve baixa (0,25%). No ano, o DXY cai mais de 8%.
O Ibovespa encerrou a primeira semana de junho acumulando perda de 0,67% no intervalo, mantendo-se no campo negativo nas últimas três sessões, e agora no menor nível de encerramento desde 7 de maio, há um mês. Na sessão desta sexta-feira, cedeu apenas 0,10%, aos 136.102,10 pontos.
Dessa forma, emenda também a terceira semana em baixa, no período iniciado em 19 de maio. Ainda que tenha sido discreto o ajuste acumulado neste intervalo – e no qual o índice renovou máxima histórica, no intradia e fechamento, em 20 de maio -, o prosseguimento da leve correção no Ibovespa o coloca agora na mais longa série semanal negativa desde as quatro entre 9 de dezembro e 3 de janeiro passado. Contudo, a série atual sucede seis semanas de avanço, de 7 de abril a 16 de maio. E no ano, o Ibovespa mantém ganho sólido, de 13,15%.
Nesta sexta-feira, o índice oscilou dos 135.600,86 aos 136 889,88 pontos, saindo de abertura aos 136.236,37 pontos. O giro foi a R$ 24,4 bilhões na sessão. Na ponta ganhadora, Prio (+3,56%), JBS (+1,93%) e Brava (+1,66%). No lado oposto, Magazine Luiza (-5,57%), Vamos (-5,23%) e Lojas Renner (-4,67%).
Entre as blue chips, Petrobras avançou 1,19% na ON e 0,92% na PN, enquanto Vale ON ficou perto da estabilidade, em viés positivo (+0,13%). Entre os principais bancos, as perdas do dia ficaram entre 0,06% (Bradesco PN) e 2,38% (Banco do Brasil ON), à exceção de Itaú PN, principal papel do setor, que virou no fim e subiu 0,25%, contribuindo para a moderação do ajuste do Ibovespa, ao lado de Petrobras e Vale.
Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, com o renovado otimismo em relação às negociações comerciais entre EUA e China e pela ausência de avanços em direção a cessar-fogo entre Ucrânia e Rússia ou a acordo sobre o programa nuclear com o Irã – fatores que compensaram as preocupações com o aumento da produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+). Em Nova York, o contrato do WTI para julho subiu 1,91% (US$ 1,21), fechando a US$ 64,58 o barril. E o Brent para agosto, negociado em Londres, avançou 1,73% (US$ 1,13), a US$ 66,47 o barril. Na semana, o WTI teve alta de 6,23% e o Brent, de 6,15%.
O mercado de tecnologia da informação foi surpreendido pelos recentes decretos do governo federal que elevaram as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas remessas ao exterior e operações de financiamento. A medida, que pegou o setor de surpresa, provocou reação imediata e manifestações de preocupação. Por meio de conselhos jurídicos e entidades representativas, o setor manifestou publicamente contrariedade em relação às alterações promovidas pelos Decretos nº 12.466, de 22 de maio de 2025, e nº 12.467, de 23 de maio de 2025. Segundo representantes do setor, as mudanças impactam diretamente a competitividade das empresas brasileiras de tecnologia da informação, que dependem de operações internacionais essenciais para o desenvolvimento de produtos, contratação de serviços especializados e parcerias estratégicas globais.
O IOF, tradicionalmente, possui caráter extrafiscal, servindo como instrumento regulador das operações de crédito, câmbio, seguros e transações financeiras, com o objetivo de balizar o fluxo de capitais e evitar movimentos abruptos de entrada ou saída de recursos do PAÍS. No entanto, especialistas observam com preocupação a utilização recorrente desse imposto como ferramenta para incremento da arrecadação fiscal, especialmente em cenários de desequilíbrio orçamentário.
De acordo com análises jurídicas do setor, o recente aumento do IOF pode configurar desvio de finalidade, ao se afastar da sua função reguladora do mercado e assumir caráter meramente arrecadatório. Tal postura suscita dúvidas sobre a compatibilidade da medida com o princípio da legalidade estrita, fundamental no sistema tributário nacional, além de potencialmente comprometer a segurança jurídica necessária às operações do setor.
Em manifesto, a Confederação ASSESPRO destacou: “Estamos diante de uma mudança que onera ainda mais as empresas nacionais de tecnologia, que já enfrentam desafios significativos para manter sua competitividade internacional. É fundamental que alterações tributárias sejam pautadas por transparência, diálogo com o setor produtivo e observância rigorosa aos princípios constitucionais”, afirma a entidade.
As alterações nas alíquotas do IOF afetam diretamente atividades como a contratação de serviços no exterior, o pagamento de licenças de softwares e investimentos em inovação e internacionalização das empresas brasileiras de tecnologia da informação. O aumento do custo dessas operações pode gerar reflexos negativos no desenvolvimento tecnológico, na geração de empregos qualificados e na inserção do PAÍS na economia digital global.
O setor reforça a necessidade de que políticas tributárias sejam formuladas com responsabilidade, considerando os impactos diretos e indiretos sobre áreas estratégicas para o crescimento econômico sustentável do PAÍS. As entidades representativas continuarão atuando na defesa dos interesses das empresas brasileiras de tecnologia da informação, buscando sempre o diálogo institucional e a promoção de um ambiente regulatório estável, previsível e favorável à inovação.
A BingX anunciou o lançamento do Shield Fund, um fundo de proteção no valor de US$ 150 milhões, destinado a resguardar seus usuários de incidentes cibernéticos e flutuações no mercado. Este fundo, que é autofinanciado, estará sempre disponível para garantir respostas ágeis em situações de crise, evidenciando o compromisso da empresa com a segurança e a transparência. Com auditorias internas constantes e avaliações de risco em tempo real, o Shield Fund proporciona uma camada adicional de proteção, solidificando a posição da BingX como uma plataforma confiável para a negociação de criptoativos. Vivien Lin, Chief Product Officer da empresa, enfatizou que essa iniciativa simboliza a responsabilidade da BingX em criar um ambiente seguro para seus usuários.
A introdução do Shield Fund segue a implementação da Prova de Reservas, representando um passo significativo na missão da BingX de aprimorar a integridade da plataforma e a segurança dos usuários. A empresa permanece dedicada a inovações em segurança e infraestrutura, buscando sempre melhorar a experiência de seus clientes. Desde sua fundação em 2018, a BingX já conquistou mais de 20 milhões de usuários e oferece uma variedade de produtos e serviços que utilizam inteligência artificial. Em 2024, a empresa firmou uma parceria de destaque com o Chelsea FC, ampliando sua visibilidade e presença no mercado global.
O dólar apresentou queda firme nesta quinta-feira (5), e voltou a fechar abaixo do nível de R$ 5,60 pela primeira vez desde meados de outubro. Divisas emergentes e de países exportadores de commodities avançaram, apoiadas em dois pontos: novo sinal de perda de força do mercado de trabalho dos EUA, que reforça a expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve neste ano, e a possibilidade de arrefecimento da guerra comercial, após telefonema entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping.
O real foi um dos destaques entre as divisas mais líquidas, seguido de perto pelo peso chileno. Operadores e analistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) atribuem o desempenho da moeda brasileira à expectativa pelo anúncio das expectativas fiscais no fim de semana e ao aumento das apostas em alta da taxa Selic em 0,25 ponto em junho, o que aumenta a atratividade do carry trade.
Um ala do mercado também atribui parte do fortalecimento do real a sondagens que mostram enfraquecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e às chances de vitória de um candidato mais à direita do espectro político, em tese mais comprometido com a austeridade fiscal, no pleito de 2026.
O dólar à vista rompeu o piso de R$ 5,60 logo após a primeira hora de negócios e, após registrar mínima a R$ 5,5787, encerrou a sessão em queda de 1,08%, a R$ 5,5845 – menor valor de fechamento desde 14 de outubro (R$ 5,5827). A moeda já acumula baixa de 2,36% nos quatro primeiros pregões de junho, o que leva as perdas no ano a 9,64%.
À tarde, a notícia de que a S&P Global Ratings manteve o rating do Brasil em BB, com perspectiva estável, não teve influência aparente na formação da taxa de câmbio. Na semana passada, a Moody’s havia alterado a perspectiva da nota brasileira de positiva para estável, enterrando as chances de o país conquistar o grau de investimento no curto prazo.
Termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY operou ao redor da estabilidade e rondava os 98,700 pontos no fim do dia. A moeda americana subia, contudo, em relação ao franco suíço e ao iene, duas divisas vistas como refúgio em momentos de aumento da aversão ao risco. Tirando o rublo russo, com ganhos de mais de 2,5%, o real apresentou o melhor desempenho entre as moedas mais líquidas.
O Ibovespa emendou um segundo dia de perdas, hoje de 0,56%, aos 136.236,37 pontos, com giro a R$ 22,1 bilhões. Na semana e no mês, cede agora 0,58%, ainda sustentando ganho de 13,26% no ano. Entre a mínima e a máxima, o índice oscilou de 136.030,75 a 137.451,31 pontos, saindo de abertura aos 137.002,83. No meio da tarde, o aprofundamento de perdas em Bradesco (ON -2,75%, PN -2,92%) e Itaú (PN -1,22%) contribuiu para que o Ibovespa fosse às mínimas da sessão, sem contudo perder o patamar dos 136 mil no pior momento do dia. O nível de fechamento hoje, contudo, foi o mais baixo desde 8 de maio, há quase um mês.
Por outro lado, Vale ON mostrou ganhos acomodados no fechamento, em alta muito moderada a 0,27%, reduzindo assim o suporte para o índice da B3. Por sua vez, Petrobras fechou o dia sem direção única, com a ON em baixa de 0,54% e a PN, praticamente sem variação (+0,03%). Na ponta ganhadora, destaque para Suzano, em alta de 6,31%, à frente de Minerva (+4,90%) e de RD Saúde (+3,10%). Destaque também, no setor de metais, para Gerdau (+3,47%) e para Metalúrgica Gerdau (+3,15%). No lado oposto, Hapvida (-5,92%), Cogna (-3,81%) e Vivara (-3,74%).
Em Nova York, os rendimentos dos Treasuries avançaram nesta quinta-feira, e os principais índices de ações fecharam em baixa de 0,25% (Dow Jones), 0,53% (S&P 500) e 0,83% (Nasdaq).
As ações da fabricante de veículos elétricos Tesla despencaram na Bolsa de Nova York nesta quinta-feira (5), após trocas de farpas públicas entre seu CEO, Elon Musk, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Por volta das 14h05 no horário de Brasília, as ações da Tesla em Wall Street caíam 8,64%, sendo cotadas a 303,35 dólares. Musk, o homem mais rico do mundo, fez doações milionárias à campanha de Trump e depois atuou como conselheiro de seu governo na política de corte de gastos públicos. Nesta quinta-feira, ele acusou o republicano de “ingratidão” em sua rede social X, afirmando que, sem seu apoio, “Trump teria perdido as eleições”. “Tanto faz”, respondeu Musk a um vídeo no qual Trump afirmava que sua raiva se devia à perda de subsídios para veículos elétricos. “Falso”, publicou em seguida o diretor da Tesla, rebatendo um trecho em que o presidente alega que Musk já conhecia o conteúdo do projeto de lei.
Trump declarou nesta quinta-feira (5) que estava “muito decepcionado” com as críticas de Musk ao seu megapacote orçamentário. “Veja, Elon e eu tínhamos uma ótima relação. Não sei se ela continuará. Fiquei surpreso”, disse o presidente republicano a jornalistas no Salão Oval, depois que Musk — até recentemente um de seus assessores mais próximos — classificou o projeto de lei como uma “abominação”. Musk anunciou na semana passada que seu papel no governo dos Estados Unidos havia chegado ao fim, pouco depois de criticar o projeto orçamentário de Trump. Musk considera que essa proposta, já aprovada pela Câmara dos Representantes e ainda pendente de votação no Senado, aumentaria o déficit e minaria o trabalho da Comissão de Eficiência Governamental (Doge, na sigla em inglês), que ele presidia e que foi responsável por demitir dezenas de milhares de funcionários públicos.
O Livro Bege do Federal Reserve (Fed) revelou que o mercado de trabalho nos Estados Unidos apresentou poucas mudanças desde a última avaliação. A maioria das regiões do país reportou estabilidade no emprego, enquanto três distritos observaram um leve aumento nas contratações e dois registraram pequenas quedas. Além disso, muitos distritos notaram uma diminuição na rotatividade de funcionários e um aumento no número de candidatos por vaga. No entanto, a incerteza econômica levou a atrasos nas contratações, refletindo uma cautela generalizada entre empregadores. A demanda por mão de obra também apresentou uma leve queda, assim como a atividade no setor manufatureiro.
Os salários continuaram a crescer, mas em um ritmo moderado, com uma redução nas pressões salariais em diversas regiões. Essa tendência sugere que, embora haja um aumento nos salários, ele não está acompanhando uma pressão significativa que poderia indicar um mercado de trabalho aquecido. Em relação aos preços, o aumento foi mais moderado, com a maioria dos distritos prevendo uma aceleração nos custos e nos preços no futuro.
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, disse que o banco público está fazendo R$ 1 bilhão em crédito consignado por mês, após ficar quatro anos sem crescer a base. O saldo da carteira de consignado da Caixa foi de R$ 106,3 bilhões ao final de março, o que representa 75,3% da carteira comercial para pessoa física. Com relação às contratações no segmento PF, elas somaram R$ 71,7 bilhões, aumentos de 14,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2024.
Vieira ressaltou que o primeiro trimestre foi bem desafiador para os bancos, incluindo pela necessidade de ajustes a uma nova resolução do Banco Central, a 4.966, que entrou em vigor este ano e muda a forma como os bancos calculam e provisionam as perdas com crédito. “Mas foi de bons resultados”, afirmou o executivo, ao apresentar os resultados da Caixa na sede do banco em São Paulo.
O banco público teve lucro líquido contábil de R$ 5,8 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 133,9% em comparação ao mesmo período de 2024. Vieira ressaltou que há cerca de cinco anos, esse seria o lucro anual da Caixa e agora é de apenas um trimestre. A alta do lucro foi influenciada, entre outros fatores, pela oferta de ações da Caixa Seguridade, que movimentou R$ 1,2 bilhão, dinheiro que foi todo para o banco. Por isso, a Caixa divulgou também o lucro líquido recorrente, excluindo esses fatores extraordinários, que ficou em R$ 4,9 bilhões, aumento de 71,5% em 12 meses. No Pix, Vieira ressaltou que a Caixa responde por cerca de 20% da movimentação diária dessa forma de pagamento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (3) um decreto que eleva as tarifas de importação sobre aço e alumínio, passando de 25% para 50%. Essa nova política tarifária entra em vigor nesta quarta-feira (4) e terá um impacto significativo nas exportações brasileiras, que ocupam a segunda posição entre os fornecedores desses metais para o mercado norte-americano.
A decisão de aumentar as tarifas foi fundamentada em estudos que, segundo uma proclamação presidencial publicada pela Casa Branca, mostraram que as taxas anteriores não foram eficazes para barrar a entrada de produtos estrangeiros a preços reduzidos. O governo dos EUA argumenta que essa medida é essencial para proteger a competitividade das indústrias siderúrgicas e metalúrgicas do país, além de atender a questões de segurança nacional.
Com a nova tarifa de 50%, todos os países exportadores estarão sujeitos a essa taxa, com exceção do Reino Unido, que mantém a tarifa anterior de 25% devido a um acordo bilateral. Assim, o Brasil, que é um dos principais fornecedores, enfrentará desafios adicionais em suas exportações, especialmente no que diz respeito ao aço semiacabado.
Em 2024, o Brasil se destacou como o segundo maior fornecedor de aço para os Estados Unidos, representando 16% do total importado, o que resultou em um volume de exportações de US$ 2,66 bilhões. No início deste ano, o Brasil liderou as exportações em janeiro, mas em março, caiu para a segunda posição, atrás do Canadá, tanto em volume quanto em valor.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou nesta quarta-feira (4), que os preços da carne de frango tiveram uma redução de 7% após a confirmação de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul. No entanto, segundo ele, o movimento não é motivo de preocupação para o setor produtivo. “A redução dos preços de frango não é alarmante, deve-se a redirecionamento para o mercado interno”, explicou Favaro. Com os embargos temporários às exportações, parte da produção inicialmente destinada ao mercado externo passou a ser absorvida internamente, o que influenciou na queda dos preços. A declaração está em linha com a avaliação de técnicos das áreas agrícola e econômica do governo federal, que preveem uma queda pontual nos preços da carne de frango e dos ovos no Brasil em decorrência da suspensão das exportações avícolas a 38 destinos após a detecção do foco da doença.
O excedente que seria exportado está sendo absorvido no mercado doméstico, o que aumenta temporariamente a oferta e pressiona os preços. O impacto, no entanto, tende a ser limitado. De acordo com técnicos, a tendência é que o recuo se estenda por, no máximo, três meses – tempo necessário para que as granjas ajustem o alojamento de pintinhos à nova demanda.
