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Em abril, o Brasil registrou um crescimento de 0,2% no volume de serviços, marcando a terceira alta consecutiva. Esse resultado segue os aumentos de 0,4% em março e 0,9% em fevereiro. Quando comparado ao mesmo mês do ano anterior, o setor apresentou um crescimento de 1,8%. Além disso, a receita nominal do setor subiu 7,1% em relação a abril de 2024. O aumento de 0,2% entre março e abril foi principalmente impulsionado pelo setor de transportes, que teve um avanço de 0,5%. O transporte aéreo se destacou, apresentando uma alta significativa de 6,3%.

No entanto, outras quatro atividades do setor enfrentaram quedas, incluindo outros serviços, que recuaram 2,3%, e serviços profissionais, administrativos e complementares, que diminuíram 0,5%. Além disso, o segmento de informação e comunicação teve uma leve queda de 0,2%, enquanto os serviços prestados às famílias apresentaram uma redução de 0,1%. Apesar dessas quedas, o setor de transportes foi um dos principais responsáveis pelo crescimento observado.

As atividades turísticas também mostraram um desempenho positivo, com um crescimento de 3,2% de março para abril, recuperando-se de uma leve queda no mês anterior. Esse aumento reflete uma recuperação gradual do setor, que tem enfrentado desafios nos últimos anos.

A Advocacia-Geral da União (AGU) contabilizou mais de 65 mil ações judiciais que pedem a responsabilização da União e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelos descontos ilegais nos benefícios de aposentados do INSS. A estimativa da AGU é que o impacto dessas ações chegue a R$ 1 bilhão e que a judicialização continuará crescendo, já que há mais de 9 milhões de segurados potencialmente. A Polícia Federal (PF) investiga 12 entidades que foram beneficiadas com os descontos.

“Enquanto em janeiro de 2024 foram identificadas 412 novas ações; em maio de 2025 o número de novos processos sobre o tema foi de 10.923, em curva que, certamente, continuará cada vez com ascendência mais acentuada. Nesse período, de janeiro de 2024 a maio de 2025, já se totalizam mais de 65 mil ações, perfazendo um impacto estimado em quase R$ 1 bilhão”, informou a AGU em ação ajuizada no Supremo Tribunal Federal (STF) que pede a suspensão de todos os processos judiciais em curso sobre o tema.

 

O aumento da percepção de risco fiscal, diante da resistência do Congresso ao novo decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tirou força do real na sessão desta quinta-feira (12). Apesar da onda global de desvalorização da moeda americana, após leitura benigna da inflação ao produtor nos Estados Unidos, o dólar apresentou leve alta no mercado local e voltou a fechar na casa de R$ 5,54.

O governo publicou na quarta-feira à noite a Medida Provisória com alterações como taxação de letras financeiras imobiliárias e do agronegócio e aumento da tributação de bets e do setor financeiro, além do novo decreto a respeito do IOF, com recalibragem de alíquotas. O dólar até ensaiou uma queda, embora bem limitada, na abertura do pregão, mas trocou de sinal ainda na primeira hora de negócios e renovou máximas no início da tarde, quando começaram a pipocar notícias dando conta da ofensiva de parlamentares contra as alterações no IOF.

Com máxima a R$ 5,5585, o dólar à vista encerrou o pregão a R$ 5,5426, alta de 0,09%. A divisa apresenta queda de 0,49% na semana. No mês, as perdas são de 3,09%, o que leva a desvalorização acumulada em 2025 a 10,35%. O caldo entornou assim que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou, em seu perfil no X, que o colégio de líderes da Casa decidiu pautar a urgência do projeto de decreto legislativo (PDL) que susta efeitos do novo decreto do governo que trata do aumento do IOF, publicado na quarta-feira.

Mais tarde, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse que iria verificar a possibilidade de os deputados aprovarem, ao mesmo tempo, a derrubada dos dois decretos do governo relacionados ao IOF. Caso apenas o decreto da quarta, com a recalibragem das alíquotas, seja derrubado, o decreto anterior, que foi alvo de muitas críticas, passaria a valer.

Em seguida, durante discurso em Mariana (MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu que existe um “clima muito ruim” na Câmara dos Deputados. Lula criticou o debate sobre a desindexação de benefícios sociais do salário mínimo e defendeu as medidas propostas pelo Ministério da Fazenda, ressaltando que não foi eleito para “fazer benefício para rico”.

O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), defendeu o decreto do IOF, que considera “emergencial para fazer frente a contingenciamentos e bloqueios”, e afirmou que o presidente da Câmara vai pautar a urgência do PDL que suspende o novo IOF somente na segunda-feira (16).

No exterior, o índice DXY – termômetro do dólar ante uma cesta de seis divisas fortes – apresentou queda firme e furou o piso dos 98,000 pontos, com mínima em 97,602 pontos. Moedas vistas como refúgio em momentos de aversão ao risco, o franco suíço e a coroa sueca subiram mais de 1% com o aumento das tensões no Oriente Médio, após a retirada de funcionários americanos da região.

Depois da leitura benigna da inflação ao consumidor nos EUA, divulgada na quarta, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) e seu núcleo vieram abaixo das expectativas, reforçando o quadro de moderação do ritmo de aumento dos preços. O PPI subiu 0,1% no mês passado, enquanto analistas esperavam avanço de 0,2%.

Bolsa

O Ibovespa emendou terceiro dia de gradual recuperação – em ajustes diários de cerca de meio por cento -, reaproximando-se dos 138 mil pontos. Nesta quinta-feira (12), escorou-se em Petrobras (ON +2,76%, PN +2,25%) mesmo sem o apoio do petróleo, sem direção única na sessão e em baixa no encerramento de Londres e Nova York, em realização de lucros na commodity após o salto da véspera, quando as cotações do Brent e do WTI haviam subido mais de 4%. Os papéis da estatal foram estimulados, na sessão, pela perspectiva de dividendos extraordinários.

Aqui, o índice da B3 oscilou dos 136.175,43 até os 137.931,05 pontos (+0,59%), saindo de abertura aos 137.127,23 pontos. E fechou aos 137.799,74 pontos, em alta de 0,49%. O giro financeiro subiu a R$ 28,6 bilhões nesta quinta-feira. Na semana, o Ibovespa acumula ganho de 1,25% e, no mês, avança 0,56% – no ano, tem alta de 14,56%, com o índice tendo convergido hoje para o maior nível de fechamento desde 29 de maio, então aos 138,5 mil pontos.

Entre os maiores bancos, as variações ficaram entre -0,86% (Santander Unit) e +1,42% (Bradesco ON) no fechamento. Na ponta ganhadora do Ibovespa, Embraer (+4,29%), Marcopolo (+2,84%), BTG (+2,56%) e Hypera (+2,53%), além dos dois papéis de Petrobras. No lado contrário, MRV (-4,68%), BRF (-3,14%) e Yduqs (-3,06%). Entre as blue chips, Vale ON, a principal ação do Ibovespa, caiu 0,66%.

 

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu ao Supremo Tribunal Federal a autorização para que o governo abra crédito extraordinário para as indenizações às vítimas de descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O Executivo solicitou que esse valor não seja incluído nos limites de gastos nos anos de 2025 e 2026. O pedido foi incluído na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) assinada por Lula e protocolada pela Advocacia-Geral da União (AGU) no STF.

O governo argumenta, na ação, que o caso se assemelha às ações voltadas à recuperação do Rio Grande do Sul e ao pagamento de precatórios, dada a “imprevisibilidade e grave impacto à programação financeira do Estado”. Por esse motivo, o governo pediu que o STF permita que a restituição dos aposentados lesados pelos descontos indevidos em seus pagamentos possa vir de um crédito extraordinário que não será computado nos limites de gastos.

No documento, a AGU pediu que o Supremo reconheça, “diante da imprevisibilidade do surgimento da situação delitiva que vem sendo objeto de investigação policial na Operação Sem Desconto, bem como do elevado interesse social em garantir a célere restituição dos valores indevidamente desviados das contas dos segurados do INSS, (que) é possível a abertura de crédito extraordinário para o custeio das reparações necessárias, ficando a dotação orçamentária pertinente excluída dos limites referidos na Lei Complementar 200/2023 (arcabouço fiscal) e do cômputo para fins de cumprimento da meta prevista na LRF, nos anos de 2025 e 2026”.

O governo pediu que a ação seja distribuída ao ministro Dias Toffoli por ele já ser o relator de outro caso que trata do ressarcimento dos aposentados pelos descontos do INSS.

O deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, criticou duramente a proposta do governo federal de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), classificando a medida como uma “reedição inaceitável da CPMF” e um retrocesso que penaliza diretamente as camadas mais vulneráveis da população e compromete a competitividade da economia brasileira. Em resposta às mudanças propostas pelo governo após críticas do Congresso Nacional e do setor produtivo, o parlamentar afirmou que os ajustes realizados — 24 no total — não são suficientes para corrigir o problema central.

“Essa criação do IOF, que é um imposto regulatório com caráter arrecadatório, é praticamente a reedição da CPMF. É um absurdo inaceitável. As populações de menor poder aquisitivo fazem empréstimos de curto prazo e precisam renovar várias vezes. Cada renovação dessa operação sofre incidência do IOF, caracterizando, na prática, uma nova CPMF”, afirmou.

Para o deputado, o governo continua tratando a questão fiscal de forma superficial, quando o país precisa de reformas estruturais. “O problema que está sendo tratado é tópico, não é estrutural. Temos que enfrentar as raízes do déficit fiscal brasileiro”, defendeu. Segundo Lopes, uma das principais causas do desequilíbrio nas contas públicas está na vinculação de benefícios sociais e previdenciários ao salário mínimo. Ele propôs como alternativa a desindexação desses repasses, com correção apenas pela inflação. “Se indexarmos somente à inflação, teremos em dez anos uma economia de R$ 1,4 trilhão. Essa, sim, é uma medida de fundo para o êxito da sociedade brasileira”, pontuou.

Júlio Lopes também criticou o que chamou de “intervenção permanente” do Estado na atividade econômica, afirmando que as sucessivas mudanças nas regras tributárias e fiscais enfraquecem a capacidade produtiva das empresas. “Essa agressão à competitividade no cerne da sua ação é extremamente danosa. Ataca diretamente a capacidade de produção das empresas e a competitividade delas. Não há como, toda hora, vir uma nova medida, e esperar uma adequação simples por parte do setor produtivo.”

A declaração do deputado reflete a insatisfação crescente entre parlamentares e empresários com a política fiscal do governo e reforça o apelo por soluções estruturais e previsíveis que garantam equilíbrio nas contas públicas sem comprometer o ambiente de negócios e o crescimento econômico.

 

Em meio à tentativa de viabilizar as contas públicas de 2026, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez um apelo direto ao Congresso e lançou críticas contundentes aos setores que se opõem às novas medidas de arrecadação. “Os lobbies atuam mais rápido que o governo”, disparou o ministro, ao detalhar nesta quinta-feira (12) um conjunto de propostas que busca reverter distorções tributárias e gerar até R$ 20 bilhões extras no orçamento do próximo ano.

Entre as medidas anunciadas estão o aumento da alíquota sobre apostas online — as chamadas “bets” — e a tributação de investimentos antes isentos, como LCI, LCA e CRA. Para Haddad, trata-se de uma “recalibragem” necessária, que não atinge a população diretamente, mas ajusta brechas utilizadas por grupos com forte atuação política.

Bets na mira do fisco

A taxação das apostas esportivas, que já estava prevista no projeto original do governo, passou a ter papel central no novo pacote. O percentual subiu de 12% para 18% sobre o GGR (Gross Gaming Revenue). Segundo Haddad, essa movimentação tem potencial para arrecadar bilhões, uma vez que o setor, atualmente subtributado, movimenta cifras bilionárias sem contrapartida fiscal.

Estudos da Fazenda indicam que cerca de R$ 40 bilhões deixam de ser arrecadados com a isenção atual das bets. A medida já era debatida desde 2023, mas encontrou resistência no Congresso diante da influência de grupos ligados ao setor de jogos.

Títulos isentos perdem exclusividade

Outro ponto de tensão é o fim da isenção de Imposto de Renda para aplicações como LCI, LCA e CRA, utilizadas principalmente por investidores de alta renda e grandes produtores do agronegócio. O governo propõe agora uma alíquota de 5%. Segundo Haddad, a manutenção dessas isenções gerava uma distorção com custo anual de R$ 41 bilhões para os cofres públicos. Ele argumenta que corrigir esse desequilíbrio é uma das formas de criar espaço fiscal para reduzir a taxa Selic no médio prazo. O agronegócio, um dos principais beneficiários das isenções, reagiu de forma contrária à medida.

Em resposta, o ministro afirmou que o setor vem sendo amplamente beneficiado por políticas públicas, como o Plano Safra — que teve recorde de recursos neste ano — e pela valorização cambial, com o dólar em queda. “Vamos colocar os números na mesa e deixar a ideologia de lado”, defendeu.

Medida Provisória mira bancos e fintechs

Outra medida anunciada por Haddad, via Medida Provisória (MP), corrige a tributação sobre instituições financeiras. O foco é igualar as contribuições de bancos tradicionais e fintechs, encerrando a alíquota reduzida de 9% da CSLL para essas últimas.

De acordo com o ministro, a mudança não afeta diretamente a população e busca apenas garantir “justiça fiscal” entre empresas do mesmo setor. Ele enfatizou que, em tempos de aperto orçamentário, não há mais espaço para privilégios tributários.

Rumo à meta de 2026

O pacote anunciado pela Fazenda tem como objetivo gerar uma arrecadação extra de até R$ 20 bilhões no próximo ano. Parte desse valor virá de dividendos extraordinários de estatais, em negociação com o governo, e outra parte do conjunto de medidas apresentadas nesta semana.

Para que essas propostas sejam válidas já em 2026, Haddad defende que sejam aprovadas até agosto, de forma a integrarem o Orçamento enviado ao Congresso. Ele disse que está “100% disponível” para dialogar com parlamentares e revelou que já está promovendo uma série de encontros para medir a aderência das ideias no Legislativo.

“Ontem mesmo liguei para o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, para explicar ponto a ponto. Me coloco à disposição para uma reunião prévia e quantas forem necessárias.”

Na noite desta quarta-feira (11), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um novo decreto que recalibra o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e uma Medida Provisória (MP) com propostas de arrecadação para compensar os recuos em relação ao decreto anterior. O que essa medida provisória vai nos permitir? Recalibrar o decreto do IOF, fazendo com que sua dimensão regulatória seja o foco da nova versão, e possamos reduzir as alíquotas previstas no decreto original, que vai ser reformado conjuntamente, disse o ministro da Fazenda Fernando Haddad. Dentre as principais medidas da MP estão: Fim da isenção para LCI e LCA, Alíquotas de 17,5% para aplicações financeiras, Tributação de bets e CSLL e JCP. No começo da semana, Haddad tinha informado que as mudanças iam afetar apenas os ricos. “Essas medidas atingem os moradores de cobertura, pega só gente que tem muito exercício fiscal”, disse.

As ações foram tratadas nos últimos dias entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre. As conversas também envolveram líderes da Câmara e do Senado.

O que vai acontecer?

Recalibragem e redução do IOF

As alíquotas de IOF serão recalibradas e reduzidas. A alíquota fixa do IOF aplicável ao crédito à pessoa jurídica cai de 0,95% para 0,38%. O IOF sobre a operação de crédito conhecida como risco sacado não tem mais alíquota fixa, apenas a diária, de 0,0082%. Isso significa redução de 80% na tributação do risco sacado. Essa mudança atende a pleitos de diferentes setores produtivos e financeiros. No âmbito do IOF câmbio, será estabelecido que o retorno de investimentos diretos estrangeiros feitos no Brasil será isento de tributação, a exemplo do que já ocorre com o retorno de investimentos no mercado financeiro e de capitais.

Outro ponto é que, até 31 de dezembro de 2025, o IOF nos aportes em VGBL passa a incidir somente sobre o valor que exceder R$ 300 mil, considerados a partir da data de entrada em vigor do Decreto, e em uma mesma seguradora. Assim, para 2025 fica flexibilizada a exigência de verificação global dos aportes em diferentes entidades, para evitar problemas operacionais nas entidades seguradoras. A partir de 1º de janeiro de 2026, o IOF nos aportes em VGBL passa a incidir sobre o valor que exceder R$ 600 mil, independente deterem sido depositados em uma ou várias instituições.

Padronização tributária no sistema financeiro

A Medida Provisória padronizará a tributação incidente sobre aplicações e instituições do sistema financeiro e também ampliará a possibilidade de compensação entre ganhos e perdas. Antes vigorando para renda variável, a compensação poderá ser feita entre diferentes tipos de investimento no sistema financeiro. Não se trata de tributação.

Na busca de isonomia e simplificação tributárias, passará a incidir imposto de renda, com alíquota de 5%, nas novas emissões de títulos que hoje são isentos, como LCA, LCI, CRI, CRA e debêntures incentivadas. Em relação aos demais títulos, sobre os quais já incide imposto de renda, haverá harmonização tributária: independente do tempo de investimento, o imposto de renda será de 17,5%. Ou seja, nada muda na tributação da caderneta de poupança.

No caso das instituições do sistema financeiro, as alíquotas de CSLL hoje vigentes não sofrerão majoração. O que a Medida Provisória muda é distribuição das instituições entre as alíquotas já existentes.

Tributação de bets

Acompanhando o aumento do mercado de apostas esportivas no Brasil, a tributação sobre o faturamento das Bets será elevada de 12% para 18%, mas nada muda para os prêmios pagos ao apostador e para o imposto de renda e a CSLL cobrada da empresa. Esse aumento será destinado a ações da seguridade social, em específico na área da saúde. A Medida também prevê intensificar mecanismos para o combate a agentes ilegais, que exerçam, sem a devida autorização, atividade relacionada a apostas de quota fixa no Brasil.
Compensação tributária indevida

A Medida Provisória ainda traz ação regulatória que visa coibir compensações abusivas de crédito tributário. O objetivo é solucionar o aumento de compensações tributárias ilegais. Com isso, serão consideradas declarações indevidas aquelas feitas com documento de arrecadação inexistente, no caso de suposto pagamento indevido, e crédito de PIS/Cofins que não tenha relação com a atividade econômica do contribuinte.

Ajustes relacionados a Gastos Públicos

A Medida Provisória traz também ajustes relevantes acerca das despesas públicas, visando o fortalecimento ainda maior do arcabouço fiscal. As medidas englobam a inserção do Pé-de-Meia no piso constitucional da educação, mudança nas regras do Atestmed (serviço digital do INSS para solicitação de benefícios por incapacidade temporária), sujeição à dotação orçamentária da compensação financeira entre o Regime Geral de Previdência Social e os regimes de previdência dos servidores públicos e, em relação ao Seguro Defeso, ajustes nos critérios de acesso e sujeição à dotação orçamentária.

O decreto vem para amenizar a repercussão da elevação do IOF, que foi aumentado com a esperança de injetar R$ 60 bilhões nas contas públicas até 2026. Só que a decisão não foi bem aceita pelo mercado financeiro, com o Congresso ameaçando derrubar o decreto,  o que fez com que a equipe econômica aceitasse editar uma MP para calibrar o IOF.

O governo federal publicou, nessa quarta-feira (11), a medida provisória (MP) e um novo decreto com ações para compensar o recuo no aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após encontros com a equipe econômica durante esta semana.

A MP inclui um aumento da alíquota do imposto para receita bruta de empresas de apostas on-line, conhecidas como bets, de 12% para 18%. Há também o início da cobrança de Imposto de Renda de 5% para títulos de investimentos, incluindo, por exemplo, Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA).

Confira prazos e principais mudanças da MP

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia adiantado a maioria dessas mudanças. A MP entra em vigor de imediato, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 60 dias, prorrogáveis por igual período. Passado esse prazo, a medida perde a validade.

Depois de reuniões com líderes do Congresso e, diante da ameaça dos parlamentares de derrubar o decreto de aumento do IOF, a MP e o decreto desta quarta representam o pacote de alternativas encontradas pelo governo, até então, para elevar a arrecadação, em busca do equilíbrio fiscal.

Com a primeira versão do decreto de aumento do IOF, publicado em 22 de maio, o governo estimava arrecadar R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026.

Hugo Motta sinaliza obstáculos na aprovação

Apesar dos debates e negociações das últimas semanas, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), já deu sinais dos obstáculos a serem enfrentados pelo governo na aprovação da MP. Ele afirmou que o Congresso não tem “compromisso” de aprovar as medidas propostas.

“Não há o compromisso do Congresso de aprovar as medidas que vêm na MP. Ele [Haddad] fará uma calibragem reduzindo a questão do IOF. A MP vem para que possamos discutir os efeitos daquilo que está sendo trazido pelo governo. O Congresso terá o seu tempo de debate para avaliar as medidas, para que possamos fazer essa compensação”, pontuou o líder paraibano.

Motta está no seu primeiro mandato à frente da presidência da Câmara e tem se destacado no embate com o governo federal contra as propostas relativas ao IOF. Ele chegou a defender a necessidade de “recalibrar” a cobrança do imposto.

“O Congresso cumpriu seu papel com firmeza e responsabilidade, ao reagir ao decreto. Não se trata de confronto, mas de equilíbrio”, destacou Motta.

Principais pontos do novo decreto

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já havia adiantado, também, que o governo publicaria um novo decreto com o objetivo de recalibrar as alíquotas sobre o IOF. No decreto desta quarta, por exemplo, o governo revoga o aumento da taxa em operações de crédito do tipo “risco sacado”.

Um dos principais pontos do decreto prevê a taxação de 5% sobre aportes de seguros de vida com cobertura por sobrevivência, o VGBL, superiores a R$ 300 mil ainda em 2025. No próximo ano, os aportes que, somados aos segurados, superarem o valor de R$ 600 mil por pessoa física também serão cobrados.

Outra mudança importante afeta as cooperativas de crédito. As movimentações abaixo de R$ 100 milhões por ano seguem isentas. Já as movimentações superiores serão tributadas com as mesmas alíquotas das demais empresas.

No câmbio, o governo definiu a alíquota de 3,5% para diversas operações, como compras internacionais com cartão de crédito ou débito, saques no exterior, compra de moeda em espécie e transferências de valores para o exterior.

O decreto ainda estabeleceu a incidência de 0,38% do IOF sobre a aquisição primária de cotas de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs), inclusive por instituições financeiras. Os FIDCs são valores que as empresas irão receber, como parcelas de financiamentos ou faturas.

O ministro Paulo Teixeira, responsável pelo Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, defendeu as ações do governo que visam compensar a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Entre as medidas, está a proposta de taxar em 5% títulos que atualmente estão isentos, como as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e as Letras de Crédito Imobiliário (LCI). Teixeira argumentou que a nova taxação sobre as LCA não deve impactar a formação de preços dos produtos no Brasil, uma vez que os exportadores são os principais responsáveis pelo financiamento das safras com esses títulos. O ministro também criticou a falta de apoio do Parlamento em relação a medidas fiscais e sugeriu que os parlamentares considerem abrir mão de emendas para contribuir com o equilíbrio fiscal.

O governo planeja enviar uma medida provisória ao Congresso que irá recalibrar o decreto do IOF. Essa proposta incluirá a cobrança de 18% sobre o Gross Gaming Revenue (GGR) das empresas de apostas, além da taxação de 5% sobre as LCA e LCI. Teixeira enfatizou que essas alterações têm como objetivo corrigir distorções existentes no mercado de crédito. Por outro lado, a Frente Parlamentar Agropecuária expressou sua oposição à medida provisória, alertando que a proposta pode resultar em um aumento nos preços dos alimentos e afetar negativamente o crédito rural.

Banco Mundial espera que o ritmo de crescimento da economia brasileira desacelere. O Produto Interno Bruto (PIB) doméstico deve crescer 2,4% neste ano e 2,2% no próximo, o que representa uma queda de um terço em relação ao avanço de 3,4% visto no ano passado, conforme as novas projeções da organização, divulgadas nesta terça-feira (10).

O menor ritmo de crescimento deve ser causado pelos juros altos e menor apoio fiscal, segundo o Banco Mundial. “As políticas monetárias restritivas do País e o apoio fiscal limitado pesarão sobre os investimentos e os gastos dos consumidores”, alerta o organismo, com sede em Washington, nos Estados Unidos.

Por sua vez, o crescimento da América Latina e Caribe deve se manter estável em 2025 e 2026, com índices de 2,3% e 2,4%, respectivamente, projeta o Banco Mundial. O organismo revisou suas projeções para baixo de mais da metade das economias da região, sendo que a maioria deve desacelerar o passo, a exemplo do Brasil, exceto Argentina, Colômbia, Equador e Caribe.

Um dos países que sofreu uma revisão significativa nas projeções foi o México, que tende a ser o mais afetado pelas novas políticas comerciais dos Estados Unidos na gestão do presidente Donald Trump. O Banco Mundial projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) mexicano cresça apenas 0,2% em 2025, um corte de 1,3 ponto porcentual em relação à projeção anterior, mas retorne para um patamar de alta de 1,1% em 2026.

“O aumento das barreiras comerciais e dos níveis de incerteza no mundo todo estão pesando sobre a atividade comercial na América Latina e Caribe, principalmente no que diz respeito a exportações, investimentos e canais de confiança”, avalia o Banco Mundial, em relatório.

De acordo com o Banco Mundial, a forte recuperação dos setores agrícolas do Brasil e do México compensou a contração da atividade industrial e a quase estagnação do setor de serviços no primeiro trimestre de 2025. Mas os indicadores de atividade econômica apontam para um crescimento regional mais fraco, considerando-se dados até maio, diz.

Destaque de crescimento na região, a Argentina manteve a trajetória de “forte recuperação” iniciada no final de 2024, observa. O Banco Mundial espera que o País governado por Javier Milei cresça 5,5% em 2025 e 4,5% em 2026, graças à estabilização macroeconômica após dois anos de recessão.

A Colômbia deve crescer 2,5% em 2025 e 2,7% em 2026, com a recuperação do consumo e do investimento à medida que a inflação se moderar. Já a economia do Chile deve avançar 2,1% e 2,2%, respectivamente, impulsionada por investimentos em mineração e o aumento da exportação de metais. A expansão projetada para o Peru é de 2,9% em 2025 e 2,5% em 2026, também com impulso do setor de mineração.

No Caribe, o Banco Mundial prevê crescimento de 3,9% em 2025 e 5,8% em 2026, liderado pela expansão do setor petrolífero da Guiana na Margem Equatorial, área para a qual o Brasil busca aval para explorar. Sem o País, a expectativa para avanço do PIB se reduz para 3% em 2025 e 3,1% em 2026.

O Banco Mundial alerta ainda que as previsões para a economia da América Latina e Caribe estão sujeitas a vários riscos negativos bem como restrições comerciais adicionais, menor crescimento dos EUA e da China, bem como condições financeiras globais mais apertadas. “Condições financeiras globais mais restritas podem prejudicar os esforços contínuos de consolidação fiscal”, alerta o organismo.

Ainda que a América Latina e Caribe enfrente “obstáculos econômicos significativos” em 2025, o Banco Mundial espera que a região consiga se recuperar em 2026 e 2027 graças à queda da inflação e dos juros. Alerta, contudo, que fatores internacionais influenciarão mais do que nunca o desempenho econômico doméstico, com os preços das commodities e a demanda global desempenhando papéis importantes nesse processo.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, estimou nesta terça-feira (10), que o ressarcimento dos aposentados e pensionistas lesados pelas fraudes milionárias ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fique entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões, podendo chegar, no máximo a R$ 4 bilhões. “Mas é só uma expectativa, é melhor esperar os dados do aplicativo”, ponderou o ministro, frisando que o número total das fraudes ao INSS e do valor total do ressarcimento depende diretamente das declarações, pelos aposentados e pensionistas, de que não reconhecem os descontos realizados em seus benefícios.

As indicações se deram após uma pergunta do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), a quem Wolney chegou a agradecer pela postura “equilibrada, centrada e focada nos aposentados”. O ministro frisou que “poucas vezes” viu o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, “tão indignado quanto” nas reuniões internas com relação às fraudes ao INSS.

Wolney concordou com Nikolas de que o ideal é que o dinheiro do ressarcimento dos fraudados parta dos fraudadores, para que “para que não seja a sociedade que seja dedicada a ressarcir esse dinheiro”.

De outro lado, o ministro entoou a fala do deputado Pedro Campos (PSB-PE) no sentido de que, “entre a demora judicial para se buscar esse dinheiro, se identificar esse patrimônio, e trazer ele de volta, os aposentados não podem esperar”. “Acho que há um consenso quanto a isso. O que não pode é ficar no esquecimento. Essa é a determinação do presidente, ir atrás de dinheiro das associações fraudulentas, para ressarcir o governo, que vai ressarcir os aposentados”, frisou.

Dois dos nove grupos que integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registraram deflação em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os recuos ocorreram em Transportes (queda de 0,37%, impacto de -0,08 ponto porcentual) e Artigos de Residência (-0,27%, impacto de -0,01 ponto porcentual).

Na direção oposta, os preços subiram em Habitação (com aumento de 1,19%, uma contribuição de 0,18 ponto porcentual para o IPCA do mês), Educação (0,05%, impacto de 0,00 p.p.), Alimentação e Bebidas (0,17%, impacto de 0,04 p.p.), Despesas Pessoais (0,35%, impacto de 0,04 p.p.), Saúde e Cuidados Pessoais (0,54%, impacto de 0,07 p.p.), Comunicação (0,07%, impacto de 0,00 ponto porcentual) e Vestuário (0,41%, impacto de 0,02 ponto porcentual).

Em maio, 15 das 16 regiões investigadas pelo IBGE registraram altas de preços. O resultado mais brando foi verificado em Rio Branco, a única estabilidade (0,00%), enquanto o mais elevado ocorreu em Brasília, com aumento de 0,82%.

Famílias brasileiras gastaram mais com alimentação e bebidas pelo nono mês consecutivo

As famílias brasileiras gastaram mais com alimentação e bebidas em maio pelo nono mês consecutivo. O grupo Alimentação e bebidas acumulou uma alta de 7,33% nos 12 meses encerrados em maio. No mesmo período, a taxa registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 5,32%, segundo informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, a alta acumulada em 12 meses no preço do café moído alcançou 82,24%, maior variação desde o início do Plano Real, em julho de 1994.

Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, o clima afetou a produção de café. “Afetou a produção inclusive em outros países produtores, houve escassez mundial. Já tem sinais de aumento na produção no campo, mas até chegar na ponta leva tempo”, lembrou Gonçalves. “Situação semelhante aconteceu com o chocolate. E também foi por conta de problemas de produção mundial (de cacau). Teve problema de quebra de safra em grandes países produtores, por efeitos climáticos. Tudo isso acabou trazendo pressão de alta no cacau “.

O grupo Alimentação e bebidas saiu de um avanço de 0,82% em abril para alta de 0,17% em maio, um impacto de 0,04 ponto porcentual sobre o IPCA do último mês. A alimentação no domicílio avançou 0,02% em maio. Houve quedas no tomate (-13,52%), arroz (-4,00%), ovo de galinha (-3,98%) e frutas (-1,67%). Entre as altas, os destaques foram a batata-inglesa (10,34%), cebola (10,28%), café moído (4,59%) e carnes (0,97%).

“Batata e cebola tiveram redução de oferta. Tomate teve aumento de oferta, assim como as frutas de uma forma geral”, disse Gonçalves, citando ainda uma melhora na oferta de arroz e de ovo no mercado doméstico. “Tudo isso acaba trazendo esse alívio para o bolso do consumidor.”

A alimentação fora do domicílio aumentou 0,58% em maio. O lanche subiu 0,51%, e a refeição fora de casa encareceu 0,64%. Segundo Gonçalves, os alimentos fora de casa subiram mais que os alimentos no domicílio porque sofrem pressão também de repasse de outros custos.

Passagens aéreas

A queda de 11,31% nas passagens aéreas exerceu a maior contribuição negativa individual sobre a inflação de maio, um impacto de -0,06 ponto porcentual para a taxa de 0,26% registrada no mês pelo IPCA.  Na direção oposta, a principal pressão partiu da energia elétrica residencial, com alta de 3,62% e influência de 0,14 ponto

Após instabilidade e troca de sinais, com investidores digerindo as medidas fiscais propostas e em estudo pelo governo para substituir parte do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o dólar à vista se firmou em queda na reta final dos negócios desta segunda-feira (9), e fechou em baixa de 0,13%, a R$ 5,5625. Foi o terceiro pregão seguido de recuo da moeda norte-americana, que está nos menores níveis desde o início de outubro e já acumula desvalorização de 2,74% em junho e de 9,99% em 2025.

“O mercado estressou pela manhã porque só se falava das medidas pelo lado da receita. À tarde, apareceram sinais de que o governo vai tentar algo do lado do controle de gastos”, afirma o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, ressaltando que o dólar cai praticamente em relação a todas as moedas nesta segunda-feira.

No domingo (8) à noite, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou medidas que vão permitir recalibrar as alíquotas do IOF, incluindo tributação de títulos de renda fixa hoje isentos, como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), aumento de taxação sobre as bets e alíquotas mais elevadas para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e Juros sobre o Capital Próprio (JCP). Outra proposta é rever 10% das isenções tributárias infraconstitucionais. Foi acordada outra reunião para debater a redução de gastos primários.

Ibovespa inicia semana em baixa de 0,30%, a 135,7 mil

Ibovespa seguiu em baixa nesta abertura de semana em meio à decepção dos agentes de mercado com o resultado da reunião, no domingo, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com lideranças partidárias para apresentação de propostas alternativas à elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o reforço de receitas e o cumprimento do arcabouço fiscal. O resultado foi o costumeiro aos olhos do mercado e com ressalvas, também, em parte dos políticos de Brasília: o ajuste continua a vir, essencialmente, do aumento tributário, e não pela contenção de despesas.

Assim, o índice da B3 teve máxima do dia (136.105,81) praticamente no nível de abertura (136.102,39) e encerrou ainda em baixa de 0,30%, aos 135.699,38 pontos – bem afastado, contudo, da mínima da sessão, de 134.118,64 pontos, então em baixa de 1,46%. O giro financeiro desta segunda-feira ficou em R$ 20,1 bilhões.

No mês, o Ibovespa cede 0,97% e, no ano, avança 12,82%. A desta segunda-feira foi a quarta perda consecutiva para o Ibovespa. E, no fechamento, o índice permanece no menor nível desde 7 de maio, mas agora abaixo da linha de 136 mil.

Assim, o dia foi majoritariamente negativo para as principais ações do Ibovespa, mas a virada da principal delas, Vale ON (+0,59%), na máxima do dia no encerramento), contribuiu para a mitigação de perdas do índice da B3 – favorecido nesta segunda também por outros nomes do setor metálico, em especial Gerdau (PN +6,41%) e Metalúrgica Gerdau (+5,21%).

Por outro lado, Petrobras fechou em baixa de 1,05% na ON e de 1,55% na PN e, entre os grandes bancos, as perdas da sessão ficaram entre 0,52% (Itaú PN) e 0,75% (Bradesco PN), à exceção de Banco do Brasil ON e Santander Unit, que fecharam pouco acima da estabilidade (+0,09% e +0,07%, respectivamente).

Na ponta ganhadora do Ibovespa, além de Gerdau e Metalúrgica Gerdau, destaque também para Embraer (+4,63%) e Marfrig (+2,57%) No lado oposto, B3 (-3,02%), RD Saúde (-2,90%) e SLC Agrícola (-2,70%). Os dois papéis da Gerdau se descolaram do sentimento em geral negativo na sessão, após o UBS BB ter elevado a recomendação de Gerdau, de neutra para compra, e aumentar o preço-alvo.

Na avaliação do banco, o aumento das tarifas de importação de aço para 50% nos EUA é um divisor de águas para a tese de valorização das ações, pela produção local da empresa.

Os investimentos na produção de petróleo e gás natural no Brasil tiveram um crescimento significativo em 2024, mais que dobrando em comparação a 2022. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os aportes saltaram de R$ 37,7 bilhões para R$ 94,2 bilhões, representando um aumento de 150%. Nos últimos três anos, o setor acumulou um total de R$ 190 bilhões em investimentos. Deste montante, cerca de 18,9% foram direcionados à construção de plataformas, totalizando R$ 36 bilhões. Além disso, a área de Recuperação Ambiental recebeu um investimento de R$ 134 milhões, evidenciando a preocupação com a sustentabilidade.

A bacia de Santos se destacou como a principal região receptora de investimentos, com um total de R$ 116 bilhões, o que corresponde a 61,6% do total. Em seguida, a bacia de Campos também apresentou números expressivos, com R$ 62,6 bilhões, representando 33,1% dos investimentos realizados. Os contratos no setor de petróleo e gás são organizados em duas etapas principais: exploração e produção. Durante a fase de exploração, as empresas conduzem estudos para detectar a presença de petróleo ou gás. Após essa etapa, a companhia deve decidir se devolve o bloco à ANP ou se apresenta uma declaração de comercialidade, dando início à fase de produção, que requer a aprovação do Plano de Desenvolvimento pela ANP.

 

Na primeira visita, em 60 anos, de um presidente do Banco Central a um sindicato de trabalhadores, o atual banqueiro central, Gabriel Galípolo, ouviu dos sindicalistas pedido para que a autarquia crie um conselho formado por trabalhadores, empresários e academia para ouvir as impressões da sociedade civil em relação à economia. A reivindicação foi vocalizada pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges, A ideia, de acordo com Moisés, é que o BC, nos moldes dos boletins Focus e Firnus, crie outro que ouça também os trabalhadores e a academia. O Focus, como se sabe, coleta as expectativas dos analistas do mercado financeiro – e a Firnus, dos empresários.

“Não queremos um conselho deliberativo, não é isso. Mas um conselho que ouça os trabalhadores como são ouvidos o mercado financeiro e os empresários. Se uma das atribuições do BC é assegurar o emprego, é bom que se ouça os trabalhadores”, disse o sindicalista. Segundo Moisés, os dirigentes dos 17 sindicatos presentes ao evento pediram a Galípolo que baixasse a taxa de juros que, de tão elevada, está travando projetos de investimentos e impedindo que mais vagas de empregos sejam abertas, e encarecendo também o crédito.

“Galípolo colocou de forma bastante didática a missão do BC, que é de trazer a inflação para o centro da meta, e nós entendemos isso. Mas queremos também ser ouvidos. Ele foi bastante receptivo e é o primeiro presidente do BC, em 60 anos, a se dispor a vir a um sindicato de trabalhadores para ouvir o que temos para falar”, disse o sindicalista, mostrando-se bastante satisfeito com a atitude do banqueiro central. A vinda de Galípolo ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi costurada em março, quando Moisés foi à sede do BC, em Brasília, levar um documento resultante de um manifesto de trabalhadores na entidade. A visita, de acordo com Moisés, teria partido do próprio Galípolo. “Ele me parece bastante sensível às demandas da classe trabalhadora”, disse.

Os sindicalistas colocaram para Galípolo a visão deles do quanto consideram importantes algumas agendas da equipe econômica, como, por exemplo, a desoneração da tributação da renda até R$ 5 mil mensais. Para eles, o dinheiro que a Receita Federal deixar de abocanhar dos salários até R$ 5 mil será direcionado ao consumo, para troca de um eletrodoméstico, como geladeira, máquina de lavar, fogão, por exemplo, o que resultará em mais emprego e crescimento.

Em maio, a inflação no Brasil apresentou uma desaceleração, registrando 0,26%, o que representa uma queda de 0,17 ponto percentual em comparação a abril, que teve uma taxa de 0,43%. Esse resultado foi fortemente impactado pelo setor de Habitação, que teve uma variação de 1,19%, impulsionada pelo aumento nos preços da energia elétrica residencial, que saltou de -0,08% em abril para 3,62% em maio. No acumulado do ano, a inflação já atinge 2,75%, enquanto nos últimos doze meses, o índice é de 5,32%. O grupo de Alimentação e Bebidas apresentou uma variação de apenas 0,17% em maio, a menor desde agosto de 2024, com quedas significativas em produtos como tomate, que caiu 13,52%, e arroz, com uma redução de 4,00%. O setor de Transportes também contribuiu para a desaceleração, apresentando uma queda de 0,37%.

As passagens aéreas tiveram uma diminuição expressiva de 11,31%, e os combustíveis também registraram uma leve queda de 0,72%. Esses fatores refletem uma tendência de estabilização nos preços de alguns serviços e produtos essenciais. Analisando as variações regionais, Brasília registrou a maior inflação, com 0,82%, enquanto Rio Branco ficou com a menor variação, que foi de 0,00%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também apresentou um aumento de 0,35% em maio, acumulando 2,85% no ano e 5,20% nos últimos doze meses. Os dados referentes ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho serão divulgados no dia 10 de julho, trazendo novas informações sobre a evolução da inflação no país. A expectativa é que esses números ajudem a entender melhor a dinâmica econômica e o impacto sobre o poder de compra da população.

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