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A partir desta segunda-feira (14), a Caixa Econômica Federal dará início a um leilão que disponibiliza 2.115 imóveis em diversas regiões do Brasil, com exceção dos estados do Amapá e Roraima. Os preços dos imóveis variam entre R$ 6.244,79 e R$ 3,7 milhões, e os lances poderão ser feitos online através do site da Fidalgo Leilões. Os imóveis serão leiloados com um lance inicial que corresponde ao valor de avaliação. Nas etapas subsequentes, os participantes poderão usufruir de descontos que podem chegar a 60%. Além disso, é possível utilizar o FGTS e financiar a compra dos imóveis.

Entre os destaques do leilão, há um apartamento de 73 m² localizado no Jardim Sabará, em São Paulo, com lance inicial de R$ 320 mil, que pode ser adquirido por até R$ 192 mil com os descontos. Em Assis, um terreno de 3.400 m² está disponível por até R$ 1,8 milhão, enquanto em Bauru, um apartamento de 60 m² pode ser arrematado por R$ 90 mil. No Rio de Janeiro, um apartamento de 35 m² tem lance inicial de R$ 79 mil, podendo ser adquirido por R$ 54 mil no segundo leilão. Os imóveis com preços mais acessíveis incluem uma casa de 81 m² em Pedra Branca, no Ceará, por R$ 6.244,79, e uma residência de 180 m² em Teotônio Vilela, em Alagoas, com valor de R$ 9.294,57. Por outro lado, os imóveis mais caros do leilão incluem um galpão de 1.189 m² em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, com preço de R$ 3,7 milhões, e uma casa de 384 m² na Barra da Tijuca, também no Rio, avaliada em R$ 3,1 milhões.

Para participar do leilão, os interessados devem se cadastrar na plataforma Fidalgo Leilões. O processo de inscrição envolve a criação de um login, o preenchimento de informações pessoais, a aceitação dos termos de uso e a espera pela confirmação do cadastro. O cronograma dos leilões está organizado da seguinte forma: o primeiro leilão ocorrerá em 14 de julho, seguido pela abertura da licitação em 17 de julho. O segundo leilão está agendado para 21 de julho, e uma nova licitação, com descontos de até 60%, será aberta em 24 de julho.

Após dois anos de forte valorização, o mercado de aluguel residencial nas principais capitais brasileiras mostra sinais de desaceleração. Dados do Índice de Aluguel QuintoAndar Imovelweb indicam que, no primeiro semestre de 2025, cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre registraram altas mais moderadas nos preços — embora ainda acima da inflação. Em São Paulo, onde o metro quadrado alugado é o mais caro do país (R$ 68,90 em junho), o aumento foi de 4,98% entre janeiro e junho. É a menor valorização semestral desde 2021.

Porto Alegre teve alta semelhante, de 4,83%, também abaixo dos índices registrados nos anos anteriores. A desaceleração é ainda mais evidente em Belo Horizonte e Curitiba, com aumentos idênticos de 7,64% no semestre. Embora ainda elevados, os percentuais representam quase a metade da valorização registrada em anos anteriores. Em BH, por exemplo, os aluguéis subiram 17,56% no mesmo período de 2023.

Na contramão da tendência geral, o Rio de Janeiro liderou o ranking com uma alta de 8,41%, a maior entre as seis capitais analisadas. Brasília também apresentou avanço acima da média, com 7,33%. Segundo Thiago Reis, gerente de Dados do QuintoAndar, o ritmo menor de crescimento pode indicar que os preços atingiram um teto em relação à renda da população. “Após mais de dois anos de valorização intensa, há uma acomodação. Mas isso não significa queda nos preços — o mercado segue firme”, afirma.

Apesar da desaceleração, os aluguéis continuam em alta em todas as capitais monitoradas. Os descontos em negociações continuam baixos, o que, segundo os analistas, reflete a força da demanda. Em São Paulo, os abatimentos médios ficaram em apenas 2,6% em junho. Em Brasília, não houve qualquer desconto. Outras capitais também registraram percentuais historicamente baixos: Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba ficaram com 2% de média, o segundo menor índice já registrado.

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou na última sexta-feira (11) um ambicioso plano para universalizar o programa federal Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio público até 2026. Esta declaração foi feita durante a apresentação do programa Criança Alfabetizada no Brasil de 2024, destacando a importância de iniciativas que visam melhorar a educação no país. Segundo estimativas do Ministério da Educação, a universalização do Pé-de-Meia exigirá um investimento significativo de mais de R$ 5 bilhões dos cofres públicos. Para garantir que essa ampliação orçamentária seja viável, o ministro está em diálogo constante com representantes do Congresso Nacional.

O Pé-de-Meia foi inicialmente lançado em janeiro de 2024, com foco nos beneficiários do programa Bolsa Família. No segundo semestre do mesmo ano, o programa foi expandido para incluir estudantes da rede pública que possuem inscrição ativa no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo. Essa expansão resultou em um aumento significativo no número de beneficiários, passando de 25 mil para mais de 4 milhões de jovens do ensino médio. Camilo Santana destacou que a renda familiar per capita é o critério principal para a inscrição ativa no CADÚnico, determinando quem tem direito às parcelas do benefício do programa de incentivo financeiro educacional.

O objetivo principal do programa federal é promover a permanência e a conclusão escolar dos estudantes matriculados, democratizando o acesso à educação e reduzindo a desigualdade social entre os jovens. As parcelas do benefício, ao longo dos três anos letivos do ensino médio, podem ultrapassar R$ 9.000, oferecendo um suporte financeiro crucial para as famílias. Esta iniciativa busca garantir que mais estudantes tenham a oportunidade de concluir seus estudos, contribuindo para um futuro mais equitativo e promissor para a juventude brasileira.

Uma medida provisória publicada nesta sexta-feira (11) busca reduzir a alta na conta de luz provocada pela derrubada no Congresso Nacional dos vetos à Lei das Eólicas Offshore.

O texto da MP introduz um teto para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e substitui a contratação de termelétricas por pequenas centrais hidrelétricas (PCH).

Publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União, a MP reorganizará os subsídios ao setor elétrico, principalmente os concedidos por meio da CDE, fundo que financia políticas públicas do setor elétrico. Entre as políticas financiadas pela CDE, estão a tarifa social para baixa renda, a universalização do acesso à energia e compensações a distribuidoras em áreas com geração mais cara.

Com a derrubada dos vetos, o custo da CDE, atualmente pago pelos consumidores, terá um aumento exponencial nos próximos anos. A MP fixa um teto para o orçamento da CDE a partir de 2026. Se o limite for estourado, o excedente será pago por quem é diretamente beneficiado pelo subsídio, como distribuidoras, geradoras e comercializadoras. Essas empresas recebem diretamente os subsídios.

Novo encargo

Assim que o teto da CDE for estourado, as empresas pagarão a diferença a partir de 2027 por meio do futuro Encargo de Complemento de Recursos (ECR), a ser cobrado proporcionalmente ao benefício recebido. Atualmente, 71% dos recursos da CDE vêm dos consumidores (com cobrança diferenciada conforme o tipo de consumidor), 25% de recursos de empresas do setor elétrico e 4% do Orçamento Geral da União.

O novo encargo será introduzido de forma escalonada. Em 2027, será cobrado 50% do valor. A partir de 2028, a ECR será cobrada integralmente.

A MP esclarece que o futuro encargo não abrangerá os programas Luz para Todos e Tarifa Social.

Pequenas centrais hidrelétricas

Com a derrubada dos vetos aos jabutis (pontos não relacionados ao tema original) da Lei das Eólicas Offshores, o governo tinha sido obrigado a contratar novas usinas, como termelétricas e pequenas centrais hidrelétricas (PCH), mesmo sem necessidade. A medida do Congresso tem o potencial de aumentar o custo da energia em R$ 35 bilhões por ano, além de sujar a matriz energética do país por causa das termelétricas a serem contratadas de forma compulsória.

A MP substituiu a contratação obrigatória das termelétricas remanescentes da Lei de Privatização da Eletrobras por PCHs. Até o início do próximo ano, o governo deverá contratar até 3 gigawatts (GW) em PCH na modalidade de leilão de reserva de capacidade, que prevê o início de operação das pequenas hidrelétricas apenas em 2032, em etapas.

O governo poderá contratar 1,9 GW adicional, caso o planejamento setorial identifique a necessidade estabelecida com base em critérios técnicos e econômicos do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Gás natural

A MP também dá mais poder ao governo para regular o uso do gás natural da União. Caberá ao CNPE definir as condições e o preço de acesso às infraestruturas de escoamento, tratamento e transporte do gás gerido pela estatal PPSA.

A centralização do processo pelo CNPE pretende reduzir o preço do gás natural para a indústria e aumentar a competitividade de setores como fertilizantes e siderurgia.

dólar encerrou a sexta-feira (11) com leve alta de 0,1%, cotado a R$ 5,5479, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 0,41%, aos 136.187 pontos. Os movimentos refletem a tensão gerada pela decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, medida anunciada na última quarta-feira (9) pelo presidente Donald Trump. Ao longo da semana, a moeda norte-americana acumulou alta de 2,28% frente ao real. No mesmo período, o Ibovespa recuou 3,20%, registrando desempenho negativo em todos os pregões da semana. Em julho, a Bolsa já acumula queda de 1,96%, após quatro meses consecutivos de alta.

As tarifas afetam diretamente setores estratégicos da economia brasileira, como petróleo, aço, café, carne bovina, suco de laranja e aeronaves. A Embraer, por exemplo, é uma das empresas mais expostas: cerca de 23,8% de sua receita vem das vendas para os EUA. Outras companhias potencialmente impactadas incluem Suzano, Tupy, Jalles Machado e Frasle Mobility.

Além das perdas setoriais, a medida elevou o grau de incerteza no mercado e reacendeu o temor de uma guerra comercial. Durante a manhã de sexta-feira, o dólar chegou a subir quase 1% diante do risco de escalada no conflito, mas desacelerou no fim do dia após Trump sinalizar que pode conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “em algum momento”.

Lula criticou a postura de Trump, que justificou a nova tarifa com argumentos políticos e chegou a citar o ex-presidente Jair Bolsonaro em uma carta enviada ao governo brasileiro. Em resposta, o presidente afirmou que o Brasil buscará diálogo, mas, se necessário, usará a Lei da Reciprocidade Econômica para impor tarifas aos EUA. “Nós queremos negociar, mas queremos respeito às decisões do Brasil. Se ele [Trump] ficar brincando de taxação, isso vai ser infinito”, disse Lula em entrevista ao Jornal Nacional.

A lei citada por Lula permite ao governo aplicar medidas provisórias de retaliação enquanto tenta solucionar disputas comerciais. Trump, por sua vez, afirmou que, caso o Brasil reaja com novas tarifas, os EUA poderão aumentar ainda mais as taxas sobre produtos brasileiros. Analistas alertam para o risco de aumento da inflação e de desaceleração econômica. Um dólar mais caro encarece produtos importados e pressiona os preços internos, o que pode levar o Banco Central a manter os juros em níveis elevados — atualmente em 15%, o maior patamar em quase duas décadas.

Apesar disso, o Ministério da Fazenda afirmou que o impacto sobre o crescimento do PIB em 2025 deve ser limitado e concentrado em alguns setores. A projeção de crescimento para 2024 foi revista para cima, passando de 2,4% para 2,5%.

O Brasil não é o único alvo das novas medidas comerciais dos EUA. Desde o início da semana, Trump enviou cartas a líderes de 23 países, estipulando tarifas mínimas para negociar com os Estados Unidos. O Canadá foi notificado na quinta-feira (10) sobre uma tarifa de 35%, sob a alegação de que o país não combate adequadamente o tráfico de fentanil. Trump também prometeu anunciar tarifas para a União Europeia, o que acentuou a aversão ao risco nos mercados globais.

Os preços do petróleo fecharam em alta esta semana devido principalmente à crescente preocupação dos operadores com os riscos representados pelos ataques houthis ao transporte marítimo. “Desde a pausa no conflito entre Israel e Irã, o petróleo foi negociado em uma faixa relativamente estreita [e] o ‘prêmio de guerra’ desapareceu rapidamente”, apontaram analistas da JP Morgan. No entanto, “os ataques à frota mercante no Mar Vermelho restabeleceram um certo prêmio geopolítico”, acrescentaram. O barril de petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em setembro subiu 2,51%, para 68,64 dólares, nesta sexta-feira (11). Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega em agosto, aumentou 2,82%, para 66,57 dólares.

Por outro lado, um projeto de lei bipartidário nos Estados Unidos prevê a imposição de tarifas de cerca de 500% sobre os produtos dos países que continuarem comprando petróleo, gás ou urânio da Rússia. Essa medida “afetaria a China e a Índia, que juntas compram cerca de 70% dos suprimentos russos”, disse Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote. Nesta sexta-feira, os operadores ignoraram a revisão para baixo das previsões de demanda de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE), que crescerá apenas 700 mil barris diários em 2025, a taxa mais baixa desde 2009, exceto em 2020, o ano da pandemia de covid-19.

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda aumentou, de 2,4% para 2,5%, a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano. A previsão consta do Boletim Macrofiscal, divulgado nesta sexta-feira (11) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda. Em relação à inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o documento reduziu de 5% para 4,9% a projeção para 2025.

Em relação ao desempenho da economia, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) aumentou após a revisão para cima das estimativas para a produção agropecuária e por causa do bom desempenho do mercado de trabalho. O levantamento, no entanto, não considera os possíveis efeitos do tarifaço do governo Donald Trump sobre a economia brasileira, porque os números foram fechados antes.

Apesar de ter elevado a previsão de crescimento para o PIB, a SPE prevê desaceleração da economia no segundo semestre. Para 2026, a estimativa de crescimento caiu de 2,5% para 2,4%.

Em relação ao IPCA, a projeção continua acima do teto da meta de inflação para o ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. Para 2026, a estimativa de inflação foi mantida em 3,6%.

Em relação às ameaças do governo de Donald Trump, a SPE informou que os impactos da elevação de tarifas de 10% para 50% se concentrarão em alguns setores da economia. “A carta que comunicou a elevação da tarifa justifica a decisão por razões apenas políticas, gerando grande insegurança. O impacto da medida deve ser concentrado em alguns setores específicos, influenciando pouco a estimativa de crescimento em 2025”, informou o documento.

Setores

Além de elevar a previsão de crescimento da economia, a SPE mudou a estimativa para os setores produtivos. Para a agropecuária, o crescimento esperado para o PIB passou de 6,3% para 7,8%. De acordo com o documento, a revisão reflete a alta nas estimativas para a safra de milho, café, algodão e arroz.

A projeção para a expansão dos serviços também subiu, passando de 2% para 2,1%. Para a indústria, a expectativa de crescimento caiu de 2,2% para 2%. Segundo a SPE, após resistir por vários meses, o setor começa a ser afetado pelos juros altos.

INPC

Em relação aos demais índices de inflação, a SPE também revisou as estimativas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar este ano com variação de 4,7%, um pouco mais baixo que os 4,9% divulgados no boletim anterior, em maio.

A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, caiu de 5,6% para 4,6% este ano. Por refletir os preços no atacado, o IGP-DI é mais suscetível às variações do dólar.

Os números do Boletim Macrofiscal são usados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado no próximo dia 22. Publicado a cada dois meses, o relatório traz previsões para a execução do Orçamento com base no desempenho das receitas e da previsão de gastos do governo, com o PIB e a inflação entrando em alguns cálculos. Com base no cumprimento da meta de déficit primário e do limite de gastos do novo arcabouço fiscal, o governo bloqueia alguns gastos não obrigatórios.

As projeções do mercado financeiro para o resultado primário de 2025 se mantiveram relativamente estáveis em relação ao boletim de maio, segundo os dados mais recentes do Prisma Fiscal, uma coleta de expectativas realizada pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. A mediana das estimativas das instituições consultadas em julho aponta para um déficit primário de R$ 72,11 bilhões, o equivalente a 0,57% do PIB.

Apesar da piora registrada em junho, o mercado voltou a ajustar suas projeções para patamares próximos aos de maio, quando se estimava um déficit de R$ 72,69 bilhões. Em relação ao início da série, houve melhora significativa: em julho de 2024, o déficit esperado era de R$ 95,34 bilhões — R$ 23,23 bilhões acima da projeção atual.

Importante destacar que as estimativas de mercado não consideram a dedução do pagamento de precatórios, no valor de R$ 45,32 bilhões, permitida para fins de cumprimento da meta fiscal. Com essa compensação, o déficit ajustado estimado pelo mercado seria de R$ 26,79 bilhões, valor abaixo do limite inferior da meta (R$ 31,07 bilhões). Ou seja, o mercado ainda trabalha com cenário de cumprimento da meta fiscal para 2025.

Tarifas dos EUA afetam exportações brasileiras e elevam incerteza

Durante a apresentação do boletim, o secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, alertou para os riscos envolvendo a nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos de setores estratégicos. Atualmente, 12% das exportações brasileiras do PIB, têm como destino os EUA, sendo que estados como São Paulo e Espírito Santo mantêm uma forte dependência desse mercado.

Segundo ele, o impacto será desigual: “Alguns setores podem sofrer mais, né, dado que são setores de produtos tecnologicamente mais avançados, com uma demanda mais específica. Isso não quer dizer que eles não podem também redirecionar para outros mercados, mas esse processo não é tão rápido e simples quanto os produtos básicos”.

O governo ainda não projeta um cenário claro para eventuais tarifas sobre importações brasileiras, mas reconhece a possibilidade de retaliação com base na lei de reciprocidade. “Como se usa na lei da reciprocidade, mas não é algo que está dado, anunciado, construído, então é muito difícil você trabalhar com hipóteses. Uma vez que nós tivermos mais informações, mais claras sobre como esse processo vai terminar, obviamente nós vamos fazer as nossas simulações de impacto e trazer isso para dentro.”

Ele também ponderou sobre o risco inflacionário de medidas futuras: “O impacto inflacionário de tarifas de importação… Como elas não existem ainda, é muito difícil pensar, mas existe, obviamente, uma discussão de eventuais impactos inflacionários da imposição de tarifas sobre a exportação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos.”

Além dos setores mais sensíveis, o secretário apontou que os efeitos poderão variar de acordo com a estrutura de cada empresa, destacando que muitas delas possuem filiais ou sedes nos EUA, o que altera a forma de tributação. Ainda assim, ele reforçou que, do ponto de vista macroeconômico, o impacto será limitado, já que o Brasil hoje tem menor dependência do mercado norte-americano do que tinha há 20 anos.

BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta sexta-feira (11) um valor recorde para o financiamento da Plano Safra 2025/2026. Com R$ 70 bilhões em créditos disponibilizados, o banco visa apoiar produtores agrícolas de todos os portes no Brasil. Este montante representa um aumento de 5% em relação ao disponibilizado para a safra anterior. O BNDES destacou que uma parte significativa dos recursos será destinada à agricultura empresarial. As taxas de juros anuais para este segmento variam entre 8,5% e 14%, refletindo a importância de apoiar grandes produtores que contribuem substancialmente para a economia.

Além disso, mais de R$ 13 bilhões serão alocados para pequenos produtores, conhecidos como representantes da agricultura familiar.

Estes produtores terão acesso a taxas de juros mais acessíveis, que variam de 0,5% a 3% ao ano, garantindo que o apoio chegue a todos os níveis do setor agrícola.

Os recursos estarão disponíveis a partir de julho e poderão ser acessados até junho de 2026. Produtores interessados são incentivados a procurar o BNDES ou instituições financeiras credenciadas para obter o financiamento necessário. Este anúncio chega em um momento crucial, pois o Brasil se prepara para uma safra recorde, com estimativas de produção que superam 333 milhões de toneladas de grãos, leguminosas e oleaginosas. Estes dados são corroborados pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O apoio financeiro do BNDES é fundamental para garantir a continuidade e o crescimento da produção agrícola no Brasil. Este setor desempenha um papel vital na segurança alimentar global, e o financiamento recorde para a safra 2025/2026 reforça a posição do Brasil como um dos principais produtores agrícolas do mundo. Com este suporte, espera-se que os produtores possam investir em tecnologia, infraestrutura e práticas sustentáveis, assegurando a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro no cenário internacional.

O deputado Arthur Lira, relator da proposta de reforma do Imposto de Renda, anunciou alterações significativas na tributação. A alíquota máxima foi fixada em 10% para rendimentos anuais superiores a R$ 1,2 milhão. Além disso, a faixa de renda que terá redução parcial do imposto foi ampliada de R$ 7 mil para R$ 7.350 mensais, enquanto a isenção foi estendida para aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês. Lira destacou que o objetivo do projeto é promover uma maior justiça tributária. Ele planeja levar a proposta para votação no plenário da Câmara em agosto. Antes disso, o texto passará por um pedido de vista coletiva, com a votação na comissão agendada para a próxima semana. Entre as principais mudanças, o relator retirou a restrição que limitava a soma das alíquotas efetivas de pessoas físicas e jurídicas a 34%.

Também foi incluída a autorização para que a União utilize os excedentes de receita do imposto mínimo como compensação para a nova Contribuição de Bens e Serviços (CBS), que substituirá cinco tributos federais a partir de 2027. Outra alteração importante foi a exclusão de títulos incentivados da base de cálculo do imposto mínimo efetivo para a alta renda, o que poderá impactar a arrecadação federal. Lira decidiu manter a cobrança de 10% de Imposto de Renda sobre os dividendos recebidos por acionistas pessoas físicas que ganham acima de R$ 50 mil por empresa, além dos dividendos enviados ao exterior, com algumas exceções.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou nesta quarta-feira (8) o Portal da Regulação, uma plataforma digital que consolida as principais informações regulatórias do Brasil em um só ambiente. A iniciativa busca reduzir a burocracia, diminuir os custos de conformidade e aumentar a transparência para empresas, cidadãos e investidores.

O lançamento foi conduzido pelo vice-presidente e ministro da pasta, Geraldo Alckmin, que destacou os impactos positivos do novo sistema. “A plataforma vem ao encontro de dois objetivos: reduzir custos, para aumentar a competitividade, o crescimento econômico e a geração de emprego; e desburocratizar, simplificar, facilitar o acesso da população às normas que procuram”, afirmou Alckmin.

A ferramenta, disponível em portalreg.mdic.gov.br, foi desenvolvida em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Observatório da Indústria do SENAI/CE. Ela permite acesso simplificado a órgãos reguladores, agendas, consultas públicas e repositórios de normas, além de oferecer um canal direto para sugestões e críticas dos usuários.

Custo da complexidade

Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação revelam a dimensão do desafio: entre 1988 e 2024, foram editadas 7,8 milhões de normas no Brasil — uma média de 860 novas regras por dia útil. Essa profusão legislativa resultou em um custo regulatório estimado em R$ 243,7 bilhões em 2023, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O custo da não conformidade, quando empresas deixam de cumprir normas por desconhecimento ou dificuldade de interpretação, foi de R$ 150,1 bilhões.

Para a secretária de Competitividade e Política Regulatória, Andrea Macera, a plataforma representa um marco na relação entre Estado e sociedade: “Essa plataforma representa a porta de entrada para o universo regulatório no Brasil. Reduz a burocracia, dá mais transparência a investidores e promove uma regulação que cumpra sua finalidade pública com qualidade, eficiência e legitimidade.”

Próximas funcionalidades

Além das ferramentas já disponíveis, o portal contará futuramente com novos serviços, como uma calculadora de custos regulatórios baseada em inteligência artificial, fóruns de discussão setorial, divulgação de normas por segmento econômico e um canal colaborativo para melhoria contínua da plataforma.

A iniciativa é considerada estratégica para modernizar o ambiente regulatório brasileiro, fortalecer o diálogo com o setor produtivo e estimular a formalização e a competitividade no Brasil.

O Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou nesta quarta-feira (9) um relatório de acompanhamento com indícios de irregularidade na folha de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apontando o total de 1.087.529 benefícios com indícios de pagamento indevido em dezembro de 2023. Há, por exemplo, 22.907 casos de acumulação indevida de benefícios. Outros casos são benefícios pagos a titulares com CPF cancelado ou nulo, benefícios pagos a titulares com indício de falecimento ou casos de pensão por morte superior ao teto.

Foi determinado ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que, no prazo de 180 dias, adote providências para mitigar os riscos apontados no relatório e avaliar o custo-benefício de revisar os benefícios identificados. O ministro Bruno Dantas foi o relator do processo.

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou o mês de junho com alta de 0,24%, levemente abaixo do resultado de maio (0,26%). No acumulado do ano, a inflação está em 2,99% e, nos últimos 12 meses, atinge 5,35%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com isso, o IPCA permanece acima do teto da meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%). Pela nova regra da meta contínua, vigente desde janeiro, considera-se descumprimento quando a inflação oficial permanece fora desse intervalo por seis meses consecutivos — o que ocorreu entre janeiro e junho

Diante desse cenário, o presidente do Banco CentralGabriel Galípolo, deverá publicar uma nova carta aberta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando as razões do descumprimento da meta e as medidas previstas para conter a alta dos preços. O maior impacto individual na inflação de junho veio da energia elétrica residencial, com alta de 2,96% no mês e contribuição de 0,12 ponto percentual para o índice. O aumento se deve à implementação da bandeira tarifária vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos, além de reajustes em algumas regiões.

No acumulado do semestre, a energia elétrica teve alta de 6,93%, sendo também o principal item de impacto positivo no período, segundo o gerente da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves. Ele explica que, ao longo de 2025, o setor enfrentou variações frequentes, com queda em janeiro por causa do bônus de Itaipu, reversão em fevereiro, bandeira verde nos meses seguintes e, mais recentemente, bandeiras amarela e vermelha.

O grupo Alimentação e Bebidas registrou queda de 0,18% em junho — o primeiro recuo em nove meses — e contribuiu com -0,04 ponto percentual no IPCA do mês. A retração foi puxada pela alimentação no domicílio, com destaque para a redução nos preços do ovo de galinha, arroz e frutas. Apesar da queda em junho, o grupo ainda acumula a maior alta percentual no IPCA dos últimos 12 meses, sendo um dos principais responsáveis pelo resultado inflacionário no período.

Os gastos com bets ou com o "jogos do tigrinho" adiaram o ingresso a um curso de graduação para 34% dos jovens brasileiros, revelou um levantamento feito pela Abmes (Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior).

O que aconteceu

Entre jovens do Nordeste e do Sudeste, o indicador ficou acima da média geral. Na primeira região, 44% afirmaram que não iniciaram estudos neste ano por conta de gastos com apostas online. No Sudeste, foram 41%. O levantamento, feito em parceria com a Educa Insights, realizou 11.762 entrevistas na faixa etária de 18 a 35 anos entre os dias 20 e 24 de março.

Para o futuro, em 2026, 34% dos jovens dizem que precisarão interromper gastos em bets para entrar no ensino superior. O cenário é ainda pior entre os integrantes da classe DE, com renda familiar de R$ 1 mil em média. Nela, 43% afirmam que precisam parar de investir em apostas online para entrar na universidade —enquanto na classe A, em que a renda familiar é R$ 26,8 mil, o resultado é de 22%.

Matriculados também sofrem impacto

Apostas online também afetam jovens de 18 a 35 anos que já estão no ensino superior. Segundo a pesquisa, 14% deles disseram que já atrasaram o pagamento da mensalidade do curso ou tiveram de trancar a graduação. O Sudeste segue a média geral, 14%. No Nordeste, o índice vai para 17%.

"O impacto das bets vai além da captação de novos alunos, afeta a permanência dos que já estão matriculados", diz o diretor geral da Abmes. Para Paulo Chanan, a evasão de estudantes por causa das bets é uma realidade. "A crescente popularização das bets impacta justamente o público-alvo da educação superior: brasileiros de 18 a 35 anos", afirma.

As instituições projetam, de acordo com a pesquisa, que mais de 986 mil alunos em potencial podem ficar fora das universidades. O risco do não acesso ao ensino superior, segundo o levantamento, é devido ao montante da renda desses jovens que já está comprometida com apostas online. Os dados foram calculados a partir da pesquisa realizada em março, além das informações da primeira edição do levantamento, divulgada em setembro de 2024.

Investimento em exercício físico é afetado, mas ensino superior é mais impactado. Segundo a pesquisa, 24% dos jovens disseram que deixaram de investir financeiramente em academias ou atividades físicas devido ao dinheiro depositado nessas casas de apostas. Quando questionados se deixaram de frequentar restaurantes, bares ou sair com amigos para navegar por uma bet, 28% responderam que sim.

A entidade acredita que o enfrentamento ao impacto das bets deve se dar com responsabilidade e dados, promovendo discussões em fóruns educacionais e políticos. Embora não se posicione diretamente contra a regulamentação do setor de apostas, a Abmes defende que é preciso haver limites, controle e políticas públicas de conscientização.
Paulo Chanan, diretor geral da associação

Frequência e gastos em apostas

A maioria dos jovens afirmou que aposta de uma a três vezes na semana. No Sudeste, 41% disseram que seguem essa frequência, no Nordeste foram 40%, enquanto no Centro-Oeste foram 32%. Reportagem do UOL mostrou que as bets se tornaram o segundo maior destino da internet brasileira —ultrapassando sites como YouTube e Whatsapp. As plataformas desses jogos perdem apenas para o Google.

O levantamento também analisou o valor gasto pelos jovens nas apostas online. Em 2024, 30,8% responderam que teriam investido mais de R$ 350 em média nas bets —o índice aumentou para 45,3% na edição deste ano.

O Senado chegou a instalar uma CPI das Bets para analisar a influência das apostas online. O objetivo era apurar também o impacto do fenômeno no orçamento dos brasileiros e na saúde mental. Foram ouvidos influenciadores digitais, como Virgínia Fonseca. A relatora da comissão, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), chegou a pedir o indiciamento da apresentadora do SBT e de outros influenciadores, mas o relatório apresentado por ela foi rejeitado.

Para Soraya, os dados acendem um alerta sobre o avanço do vício em jogos. "Se por um lado observamos um crescimento expressivo entre a população mais pobre e vulnerável, por outro, chama a atenção o número crescente de jovens, muitos com acesso à informação e ao ensino superior, que estão sucumbindo ao vício", afirmou.

Ontem, o Senado adiou mais uma vez a análise do projeto que legaliza cassinos, jogo do bicho e bingos no país. A proposta sofre resistência da bancada evangélica, que é contra a liberação. O texto, entretanto, não aborda as apostas online. "Considero o cassino físico menos prejudicial do que o online, que fica 24 horas disponível nas casas de todos os brasileiros, mas ainda assim não me sinto disposta a votar nesse assunto", disse a senadora.

Julho é o momento em que as escolas param e as famílias viajam. Com toda essa movimentação os setores de turismo e lazer ficam aquecidos em todo o país. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva afirma que 53% dos brasileiros devem tirar férias no mês. Entre eles, 83% planejam viajar, impulsionando assim diversos segmentos da economia. “Cada viagem ativa uma cadeia econômica que envolve transporte, hospedagem, alimentação, lazer e comércio local”, afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

Pensando em atrair famílias e turistas para Itupeva, no interior de São Paulo, o Cyan Resort by Atlantica, conhecido por sua estrutura e serviço de primeiro mundo, investiu R$ 2,8 milhões para implementar o Parque Aventura: um complexo inédito na região com atrações exclusivas para a temporada.

“O Parque Aventura é um circuito de lazer que contempla diversos desafios, dentre eles uma tirolesa de 15 metros de altura que atravessa todo o complexo aquático do resort e conta com 260 metros de comprimento. Além dela, um percurso de arvorismo para os hóspedes vivenciarem de perto a exuberante natureza que circunda o empreendimento que fica a 13 metros de altura e tem 33 metros de extensão e um paredão de escalada e rapel proporcionam o que chamamos de turismo de experiência”, afirma Francisco Henriques, gerente geral do Cyan.

Tixa Adventure- cirucluito de tirolesa e arvorismo

Há uma tirolesa infantil e um circuito de arvorismo  (Divulgação)

A expansão milionária do complexo interfere positivamente na economia local, pois atrai turistas ao complexo hoteleiro, mas também para a região de Itupeva (SP). Em entrevista exclusiva ao portal Jovem Pan, o prefeito de Itupeva, Rogério Cavalin, falou da importância de iniciativas como essa e da vocação da cidade como polo turístico regional. “O turista pode esperar melhoria nos nossos pontos turísticos e, claro, o investimento milionário do Cyan Resort é essencial para o crescimento da economia local. Inserido dentro do nosso distrito turístico, o complexo recebe muitos visitantes, ainda mais nesse período de férias escolares, se tornando ótima opção às famílias de São Paulo já que está localizado a apenas 70 quilômetros da capital”, fala o gestor.

Para quem se preocupa com segurança, o prefeito de Ibiúna garante que existe controle da criminalidade. “Nós estamos muito bem nessa questão, a cidade está controlada e nós temos um trabalho muito entrosado entre a polícia civil, polícia militar e guarda municipal, um trabalho em conjunto fortíssimo, que tem resultado”. E complementa: “Nosso complexo turístico possui ciclovias interessantíssimas no município, com paisagens lindas e históricas, então o turista pode esperar uma cidade aconchegante e acolhedora. Nós estamos com essa visão de qualificar a nossa mão de obra para ofertar melhores atrativos e serviços que dominam o nosso município”,
pontua.

Material humano é diferencial, além da estrutura em hospedagem

Como o próprio político comentou, há uma tendência de busca de melhora na mão de obra em serviços e o setor hoteleiro se destaca nessa empreitada. Além do grande investimento para garantir uma estrutura completa, o Cyan se diferencia pelo serviço de monitoria que oferece atividades para diversas faixas etárias. “A monitoria é um dos pilares mais valiosos do nosso Resort já que não terceirizamos esse tipo de serviço, como parte dos outros hotéis fazem. Temos o privilégio de receber hóspedes que cresceram conosco, criaram memórias com nossos monitores e hoje trazem seus próprios filhos, certos de que aqui encontrarão a mesma alegria, carinho e segurança de sempre, com monitores treinados e contratados diretamente por nossa empresa”, informa Francisco.

Para o prefeito, esse é outro diferencial mantido por uma grande empresa. “A hospitalidade, educação e valores passados inclusive quando se trata de entretenimento fazem parte da gestão de nossa cidade, ainda mais quando falamos em famílias, não é mesmo? Mantemos a tradição da simpatia do interior com a eficiência de um serviço confiável de uma grande empresa que investe conosco, em melhorias e atrai cada vez mais um público selecionado, movimentando a economia e gerando empregos”, sintetiza Rogério Cavalin.

 

Atrativo Férias de Julho, pista de patinação no gelo 1.1[1]

Os hóspedes podem se aventurar na pista de patinação no gelo (Divulgação)

Outro ponto que merece destaque é a inclusão. De acordo com o gerente geral, crianças com pouca idade ou alguma deficiência ou condição podem usufruir de atrações seguras e adaptadas. “Há uma tirolesa infantil de 40 metros de extensão e circuito de arvorismo com um metro e meio de altura, reforçando que o resort segue rigorosos protocolos de segurança. Ressaltamos que o os novos atrativos tem uma proposta inclusiva, e atende as pessoas com autismo e portadores de deficiência, visando a inclusão de todos”.

Ainda em julho os hóspedes podem se aventurar na pista de patinação no gelo, uma das únicas implantadas em um resort no Brasil na atualidade. “Ela tem 150 metros quadrados de extensão e funciona todos os dias proporcionando conexão entre os familiares e muita diversão, é claro. Para nós é primordial proporcionar experiências de padrão internacional, refletindo a excelência que trago da minha trajetória de mais de 25 anos no exterior. Unimos hospitalidade de alto nível à essência única do nosso jeito Cyan de ser”,
finaliza Henriques.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou nesta terça-feira (8) que o ano de 2026 será desafiador para as contas públicas, diante das metas fiscais previstas no novo arcabouço. Durante audiência da Comissão Mista de Orçamento (CMO) no Congresso Nacional, Tebet destacou que o governo mantém o compromisso com a meta de superávit primário de 0,25% do PIB, mas reconheceu a necessidade de ajustes e revisão de gastos para cumprir o objetivo.

“Temos uma meta possível e factível, mas desafiadora. O ano de 2026 exigirá esforço redobrado da equipe econômica para manter a estabilidade fiscal sem comprometer políticas públicas”, afirmou. A ministra destacou que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) será enviada em consonância com o Plano Plurianual (PPA) e seguirá as diretrizes do arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso. “Nossa equipe está 24 horas por dia focada em manter a meta fiscal”, garantiu.

Precatórios e pressão judicial

Tebet também alertou para a urgência de resolver o impasse dos precatórios — dívidas judiciais da União — ainda neste ano. Ela defendeu uma alternativa que, segundo a própria, ainda não foi debatida oficialmente com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mas que poderia “resolver o problema com honestidade e sem impacto negativo nos próximos anos”.

Segundo Tebet, a partir de 2027 os precatórios voltarão a ser integralmente contabilizados nas regras fiscais, o que pressiona o governo a apresentar uma solução em tempo hábil para o PLDO e o PLOA de 2027, que devem ser encaminhados até abril e agosto de 2026, respectivamente.

Revisão de despesas

Outro ponto de atenção, segundo a ministra, é o estrangulamento das despesas discricionárias, pressionadas pelo aumento das obrigações legais. Tebet defendeu uma ampla revisão de gastos, inclusive nos programas sociais, sem retirar direitos de quem realmente precisa.

Ela citou como exemplo o crescimento acelerado no número de concessões do Benefício de Prestação Continuada (BPC), muitas delas por decisão judicial. “Não podemos nem queremos tirar direitos de ninguém. Mas também não podemos pagar para quem não precisa ou não se enquadra nas regras. É preciso rigor técnico e justiça social”, pontuou.

Meta fiscal sob escrutínio

As declarações de Tebet vêm em meio a pressões crescentes sobre o Orçamento de 2026 e à judicialização de decisões do Executivo sobre tributos, como a recente disputa com o Congresso envolvendo o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A ministra reforçou que, mesmo diante dos desafios, o governo manterá o compromisso com a responsabilidade fiscal e o equilíbrio das contas públicas.

A audiência na CMO é parte do cronograma para definição das diretrizes orçamentárias que irão nortear a execução fiscal no último ano do atual mandato presidencial.

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