
O Bitcoin alcançou um novo patamar, atingindo a marca de US$ 123.205, impulsionado por uma recente regulamentação nos Estados Unidos que reconhece a validade das stablecoins vinculadas ao dólar. Essa mudança no cenário regulatório tem gerado um otimismo significativo no mercado de criptomoedas, que agora ultrapassa a impressionante cifra de US$ 4 trilhões. A nova legislação, que conta com o apoio do ex-presidente Donald Trump, tem como objetivo estabelecer uma supervisão mais rigorosa sobre as stablecoins. As projeções indicam que esse mercado, atualmente avaliado em US$ 265 bilhões, pode crescer exponencialmente, alcançando até US$ 3,7 trilhões até o ano de 2030.
Além do Bitcoin, outras criptomoedas, conhecidas como altcoins, também estão se beneficiando desse movimento, com o Ether, por exemplo, apresentando uma valorização significativa. Atualmente, o Bitcoin representa aproximadamente 60% do valor total do mercado de ativos digitais, consolidando sua posição como a principal criptomoeda. Os investidores estão cada vez mais interessados em fundos de índice de criptomoedas, com destaque para os ETFs de Bitcoin, que atraíram um montante expressivo de US$ 5,5 bilhões apenas no mês de julho.
As inscrições para o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) 2025 se encerram neste domingo, dia 20, às 23h59. O concurso disponibiliza um total de 3.652 oportunidades em 32 diferentes órgãos do governo federal. Os candidatos interessados devem realizar suas inscrições através do site oficial do certame. As provas objetivas estão programadas para ocorrer em outubro, sob a responsabilidade da banca FGV. Para participar, é necessário pagar uma taxa de inscrição no valor de R$ 70, que pode ser quitada até as 23h59 de segunda-feira, dia 21. O pagamento pode ser feito via Pix, cartão PagTesouro ou de forma presencial. É importante ressaltar que a validação da inscrição só será efetivada após a confirmação do pagamento.
O cronograma do concurso é bastante detalhado e estabelece as principais datas a serem observadas pelos candidatos. As inscrições vão até o dia 20 de julho de 2025, enquanto o pagamento da taxa deve ser realizado até o dia 21 do mesmo mês. As provas objetivas estão agendadas para o dia 5 de outubro de 2025. Após a aplicação das provas, a divulgação dos resultados e a convocação para a prova discursiva ocorrerão em 12 de novembro de 2025. O período para envio de títulos será de 13 a 19 de novembro, e a prova discursiva está marcada para 7 de dezembro. A verificação das cotas afirmativas será realizada entre 30 de novembro e 8 de dezembro, com o resultado final previsto para ser divulgado em 30 de janeiro de 2026.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou, em nota, que o projeto de lei do licenciamento ambiental, aprovado na quarta-feira (16) pela Câmara dos Deputados, vai modernizar, desburocratizar e garantir segurança jurídica e ambiental ao País. Para a CNA, o marco legal do licenciamento ambiental vai evitar ainda perdas de competitividade para o País. O marco legal do licenciamento ambiental uniformiza os procedimentos para emissão de licença ambiental em todo o País, com definições de prazos para os processos. A proposta simplifica a concessão de licença para empreendimentos de menor impacto ambiental. O texto agora segue para sanção presidencial.
Em nota, o coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias, destaca que a ausência de uma lei geral que trate do licenciamento ambiental de forma geral tornava o procedimento de licenciamento diferente em cada Estado, além de gerar divergências de entendimentos entre órgãos federais, estaduais e o Ministério Público. “O texto aprovado atende aos anseios do setor produtivo, ao evitar retrocessos e estabelecer segurança jurídica e ambiental para o país e para a economia”, disse Ananias. Segundo ele, o novo marco legal vai reduzir a demora na aprovação dos pedidos de licenciamento ambiental, atualizar normas criadas na década de 1990 e gerar mais segurança jurídica aos investidores do setor.
Na avaliação de Ananias, as novas regras previstas no projeto de lei do licenciamento não “excluem a rigidez da legislação ambiental brasileira”. De acordo com ele, produtores vão continuar produzindo em respeito ao Código Florestal e submetidos ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), mesmo aqueles produtores de atividades de baixo impacto ambiental que estão isentas de licenciamento. Nas atividades agropecuárias não enquadráveis na isenção, os produtores terão que fazer a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), segundo Ananias.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) se manifestou nesta sexta-feira (18) sobre as acusações do governo americano de “práticas desleais” no Pix. “Acreditamos que a observação feita pelo USTR deve-se mais a uma informação incompleta acerca dos objetivos e funcionamento do PIX”, afirma documento da instituição, referindo-se ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que fez as acusações, a pedido do presidente americano, Donald Trump.
“Temos boa expectativa de que, no âmbito do sistema de audiência pública aberto pelo USTR, as contribuições do Banco Central do Brasil, dos integrantes do sistema bancário brasileiro, incluindo os bancos americanos, vão ajudar no esclarecimento das restrições levantadas no documento inicial daquele órgão dos EUA”, afirma a Febraban. O documento da federação ressalta que o PIX é uma “infraestrutura pública de pagamento, e não um produto comercial”, que favorece a competição do sistema de pagamentos. É um “modelo aberto e não discriminatório”, com participação de bancos, fintechs e instituições nacionais e estrangeiras, observa a Febraban. “Portanto, não há qualquer restrição à entrada de novos participantes, sejam eles de qualquer porte e/ou procedência, desde que operem no mercado nacional, já que é um sistema de pagamentos local e em reais”.
O PIX foi criado pelo Banco Central e desenvolvido com “ampla cooperação” dos bancos e demais instituições do sistema financeiro, ressalta a Febraban. “Este meio de pagamento é uma plataforma que está disponível para todos os residentes no país, brasileiros e estrangeiros, pessoas físicas e empresas, que tem como único requisito a abertura de uma conta num banco, numa fintech ou numa instituição de pagamento.”
Para as pessoas físicas, a Febraban ressalta que o PIX, que é gratuito, funciona efetivamente como um instrumento que tem contribuído para a inclusão financeira, “reduzindo o custo e ampliando o alcance do sistema de pagamentos, que já era bastante eficiente em nosso país”. Para as empresas, o PIX ajuda na “eficiência, facilitando o processo de recebimento e cobrança, em especial nas operações de baixos valores”. Para mostrar o sucesso do PIX, a Febraban destaca que já são 168 milhões de usuários (praticamente toda a população adulta do Brasil). São R$ 2,5 trilhões movimentados por mês em cerca de 6,5 bilhões de transações. O sistema conta com mais de 858 milhões de chaves PIX cadastradas.
A recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), trouxe de volta quase todas as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que haviam sido alteradas. Essa mudança representa a quarta alteração nas alíquotas em um período de aproximadamente dois meses. As taxas que estavam em vigor até 25 de junho foram reinstauradas, com exceção do risco sacado. O governo projeta uma perda de arrecadação de R$ 450 milhões para este ano e R$ 3,5 bilhões para 2026. As novas alíquotas impactam diretamente operações de câmbio e empréstimos destinados a empresas. Além disso, contribuintes que possuem rendimentos anuais superiores a R$ 1,2 milhão passarão a ser tributados nas transferências para previdência privada do tipo VGBL, o que representa uma mudança significativa na tributação sobre investimentos.
No que diz respeito às viagens internacionais, houve uma unificação do IOF para operações de câmbio, que agora é de 3,5% para transações realizadas com cartões internacionais, compra de moeda em espécie e empréstimos externos. Anteriormente, as alíquotas variavam, com taxas de 1,1% para compra de moeda em espécie e 3,38% para outras transações. A isenção permanece para o retorno de investimentos estrangeiros diretos. As condições de crédito para empresas também foram alteradas. O teto para operações de crédito passou de 1,88% ao ano para 3,38% para empresas em geral, enquanto as empresas do Simples Nacional agora enfrentam uma alíquota de 1,95%, em comparação com a anterior de 0,88%. A alíquota sobre a compra de cotas primárias do FIDC foi ajustada para 0,38%.
Em relação à previdência do tipo VGBL, a alíquota que antes era zero para aportes mensais agora prevê isenção apenas para contribuições de até R$ 300 mil ao ano até 2025. Para valores superiores, será aplicada uma taxa de 5%, o que pode impactar significativamente os investidores. Além dessas mudanças, uma medida provisória que visa aumentar outros tributos, incluindo a contribuição das apostas e fintechs, já está em vigor. Se aprovada, a alíquota para apostas poderá subir de 12% para 18%, enquanto a das fintechs pode passar de 9% para 15%. O aumento do Imposto de Renda para os mais ricos só será implementado em 2026, caso a medida seja aprovada.
A Receita Federal informou nesta quinta-feira (17) que não fará a cobrança retroativa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) do período em que a incidência esteve suspensa por uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na quarta-feira (16), Moraes validou parcialmente o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que aumentou as alíquotas do IOF após o Congresso derrubar o aumento. A decisão da Receita vale para instituições financeiras e responsáveis tributários que não fizeram a cobrança entre o fim de junho até 16 de julho, data da decisão do ministro.
Em nota, a Receita explicou que a não cobrança retroativa se baseia num parecer normativo do órgão de setembro de 2002. Segundo o parecer, a retroatividade não cabe quando as normas que justificam a cobrança de algum tributo não têm eficácia. Em relação a contribuintes que chegaram a pagar IOF por conta própria durante o período em que o decreto ficou suspenso pelo Congresso Nacional, a Receita informou que ainda avaliará a situação e se manifestará oportunamente. Em alguns casos, pessoas físicas que fizeram operações de câmbio podem ter pagado IOF.
Segundo o Fisco, as informações serão divulgadas de forma a evitar surpresa e insegurança jurídica na aplicação da lei. O órgão apenas informou que, a partir desta quinta-feira (17), as instituições financeiras e os demais responsáveis tributários devem passar a recolher o IOF de forma obrigatória.
A Receita não forneceu mais detalhes nem informou quanto deverá arrecadar com o restabelecimento de quase todas as alíquotas do IOF. Segundo o Fisco, os números serão divulgados nos relatórios mensais de arrecadação federal. Na noite de quarta-feira (16), o Ministério da Fazenda tinha informado que a isenção de operações de risco sacado, único ponto do decreto derrubado por Moraes, provocará perda de R$ 450 milhões em 2025 e R$ 3,5 bilhões em 2026.
Com os novos valores, a estimativa de arrecadação cairá para R$ 11,55 bilhões neste ano e R$ 27,7 bilhões no próximo ano, ante R$ 12 bilhões em 2025 e R$ 31,2 bilhões em 2026. Os riscos sacados são um tipo de antecipação ou financiamento de pagamento a fornecedores. Essa modalidade beneficia principalmente pequenos negócios e não é considerada operação de crédito, portanto não passível de tributação pelo IOF.Ete
Ao manter a maior parte do decreto do IOF válido, Moraes disse que o trecho que prevê a incidência do imposto sobre entidades abertas de previdência complementar e entidades financeiras está de acordo com a Constituição. “Não houve desvio de finalidade e, consequentemente, não há mais necessidade de manutenção da cautelar, pois ausente o risco irreparável decorrente de eventual exação fiscal irregular em montantes vultosos”, afirmou. No entanto, o ministro entendeu que a parte que trata da incidência de IOF sobre operações de risco sacado extrapolou os limites da atuação do presidente da República e deve ser suspensa.
“As equiparações normativas realizadas pelo decreto presidencial das operações de risco sacado com operações de crédito feriram o princípio da segurança jurídica, pois o próprio poder público sempre considerou tratar-se de coisas diversas”, argumentou Alexandre de Moraes. Segundo a decisão de Moraes, a mudança de classificação só pode ser feita por meio de aprovação de projeto de lei ou de medida provisória pelo Congresso.
A decisão final do ministro foi proferida após o governo federal e o Congresso não chegarem a um acordo durante audiência de conciliação promovida pelo STF. No início deste mês, Moraes decidiu levar o caso para conciliação e suspendeu tanto o decreto de Lula como a deliberação do Congresso que derrubou o ato do presidente.
Empresários norte-americanos aumentaram a compra de carne bovina do Brasil em volumes recordes nos meses de março e abril, em uma antecipação ao “tarifaço” anunciado por Donald Trump. A informação é de um levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA) da USP, que aponta a preocupação com a nova política tarifária como o principal motivo para a criação de estoques. Os volumes exportados para os EUA ultrapassaram 40 mil toneladas por mês no período, um recorde histórico. O movimento de antecipação foi tão significativo que, em junho, após as compras maciças, o volume de exportação para o país registrou o menor nível desde dezembro de 2023.
A medida de Trump, que prevê uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e tem previsão para entrar em vigor no início de agosto, já gera reações nos dois países. Enquanto os importadores americanos se apressaram para estocar, frigoríficos brasileiros avaliam suspender novos envios aos EUA, que atualmente são o segundo maior destino da carne bovina nacional, respondendo por 12% das exportações. O primeiro lugar é ocupado pela China, com 49%.
O estudo do CEPEA também alerta para o impacto em outros setores do agronegócio. O suco de laranja é considerado o produto mais vulnerável à nova taxação, pois já possuía uma tarifa fixa superior a 400 dólares por tonelada. Diante do risco de aumento dos custos, indústrias brasileiras já suspenderam as exportações do produto para os EUA. O setor de café também está seriamente comprometido. Os Estados Unidos são o maior mercado consumidor do grão brasileiro, absorvendo cerca de 25% da produção exportada. A sobretaxa pode comprometer a viabilidade econômica das operações para o mercado americano.
O recente aumento tarifário imposto pelo governo de Donald Trump tem potencial para desencadear consequências significativas na economia global, afetando diretamente países como o Brasil. Um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta quarta-feira (16), revela que, ironicamente, os Estados Unidos, que implementaram as tarifas, também estarão entre os mais prejudicados. Utilizando dados do IBGE e de outras fontes, o estudo prevê uma queda de 0,37% no PIB dos EUA devido às novas barreiras tarifárias. Além disso, o Brasil e a China podem enfrentar uma redução de 0,16% em seus PIBs, enquanto a economia global pode encolher 0,12%, com uma retração de 2,1% no comércio mundial.
No contexto brasileiro, as tarifas podem resultar em uma perda significativa de R$ 52 bilhões em exportações e a eliminação de cerca de 110 mil empregos. Setores como a indústria de tratores, máquinas agrícolas, aeronaves, embarcações e produtores de carnes estão entre os mais vulneráveis. A CNI destacou que os estados mais afetados deverão ser São Paulo (queda de R$ 4,4 bilhões no PIB), Rio Grande do Sul (R$ 1,9 bilhão), Paraná (R$ 1,9 bilhão), Santa Catarina (R$ 1,7 bilhão) e Minas Gerais (R$ 1,6 bilhão). Embora os Estados Unidos sejam os mais prejudicados, o impacto no Brasil é alarmante, especialmente para setores que dependem fortemente das exportações para o mercado norte-americano.
“Os números mostram que esta política é um perde-perde para todos, mas principalmente para os americanos. A indústria brasileira tem nos EUA seu principal mercado, por isso a situação é tão preocupante. É do interesse de todos avançar nas negociações e sensibilizar o governo americano da complementariedade das nossas relações. A racionalidade deve prevalecer”, destacou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Em resposta a essa situação, o governo brasileiro, em conjunto com o legislativo e o setor empresarial, está buscando uma solução diplomática para mitigar os efeitos das tarifas. O vice-presidente Geraldo Alckmin e líderes do Congresso estão envolvidos em negociações para encontrar uma saída. A união entre governo e oposição é vista como crucial para enfrentar a crise. A expectativa é que a diplomacia e o diálogo técnico, liderados por especialistas do Ministério da Fazenda e do Itamaraty, possam reverter ou atenuar as medidas tarifárias.
Na noite da última quarta-feira (16), o Senado Federal aprovou, em primeiro turno, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que modifica as regras de pagamento de precatórios no Brasil. Esta medida, que já havia recebido o aval da Câmara dos Deputados, propõe mudanças substanciais no tratamento desses débitos judiciais, afetando tanto o nível federal quanto estadual e municipal. Uma das principais alterações é a exclusão dos precatórios do teto de gastos do orçamento de 2026, o que permitirá ao governo federal utilizar o espaço fiscal para outras despesas discricionárias. Além disso, estados e municípios terão limites proporcionais ao pagamento de precatórios, baseados na receita corrente líquida, permitindo pagamentos escalonados.
A PEC também introduz a possibilidade de refinanciamento de dívidas previdenciárias, que poderão ser parceladas em até 300 vezes. As novas regras de correção monetária dos precatórios permitirão que os valores sejam calculados com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 2% ao ano, ou de acordo com a taxa Selic, dependendo do que for mais viável. Outra mudança importante é a antecipação da data limite para previsão dos precatórios no orçamento, que passa de 2 de abril para 1 de fevereiro. Essas alterações visam proporcionar alívio orçamentário para estados e municípios, permitindo pagamentos mais flexíveis e menores parcelas em relação às ordens judiciais.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, acompanhou a votação no Senado e destacou a importância das mudanças para a gestão fiscal do país. Ela explicou que a inclusão gradual dos precatórios no orçamento, com 10% previstos a partir de 2027, é uma medida necessária para equilibrar as contas públicas. Segundo Tebet, essas mudanças são cruciais para garantir que o governo possa honrar suas obrigações sem comprometer a saúde fiscal do país. A ministra ressaltou que a PEC é um passo importante para a sustentabilidade financeira a longo prazo.
A proposta ainda precisa ser aprovada em segundo turno no Senado antes de ser promulgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Precatórios são ordens de pagamento emitidas pela justiça quando o poder público é condenado, abrangendo indenizações por desapropriações, salários atrasados, pensões e outros tipos de indenizações. A aprovação final da PEC poderá trazer um novo fôlego para a administração pública, permitindo uma gestão mais eficiente dos recursos e um planejamento orçamentário mais robusto.
O Tesouro Nacional divulgou recentemente os valores das dívidas honradas pela União no mês de junho, revelando um desembolso superior a R$ 1,5 bilhão para cobrir débitos de estados e municípios. Este relatório, elaborado em colaboração com o Ministério da Fazenda, destacou que os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás são os principais devedores. Estes estados estão inseridos em um regime de recuperação fiscal, um acordo com o governo federal que permite o parcelamento e a suspensão da cobrança de contragarantias, visando aliviar a pressão financeira sobre suas administrações. No acumulado do ano, a União já desembolsou cerca de R$ 6 bilhões para cobrir dívidas estaduais.
Desde o início do processo de recuperação fiscal em 2016, apenas cerca de R$ 700 milhões foram recuperados. O Tesouro Nacional atribui essa situação às políticas implementadas pela Receita Federal e a decisões judiciais relacionadas aos processos de dívidas estaduais que tramitam na justiça brasileira. A divulgação mensal de estimativas e relatórios pelo Tesouro Nacional permite o acompanhamento contínuo da situação das dívidas estaduais, oferecendo transparência e clareza sobre o impacto financeiro dessas medidas.
A situação financeira dos estados e a capacidade de recuperação das dívidas continuam a ser monitoradas de perto. O Tesouro Nacional mantém a divulgação regular de dados, oferecendo uma visão clara sobre o andamento das dívidas estaduais e as medidas adotadas para sua gestão. A expectativa é que, com o tempo, as políticas implementadas possam melhorar a recuperação dos valores devidos à União. Este monitoramento constante é crucial para garantir que os estados cumpram suas obrigações financeiras e que a União possa recuperar os recursos desembolsados.
A U.S. Chamber of Commerce e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) divulgaram nota conjunta na qual pedem para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão das tarifas de 50% imposta aos produtos brasileiros. A taxação às exportações brasileiras está prevista para entrar em vigor a partir de 1º de agosto. A nota das entidades destaca que a medida unilateral do governante dos Estados Unidos vai afetar “produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos”.
As duas câmaras de comércio defenderam que Estados Unidos e Brasil “se engajem em negociações de alto nível a fim de evitar a implementação da tarifa de 50%”. Além disso, as entidades alertam que as taxações podem estabelecer um precedente “preocupante” nas relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos”. As entidades apontam que mais de 6,5 mil pequenas empresas dos Estados Unidos dependem das importações brasileiras e outros 3,9 mil empreendimentos norte-americanos contam com investimentos no Brasil.
“O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos”, destaca o comunicado.
“A U.S. Chamber e a Amcham Brasil solicitam aos governos dos Estados Unidos e do Brasil que se engajem em negociações de alto nível a fim de evitar a implementação da tarifa de 50%. A imposição dessa medida como resposta a questões políticas mais amplas tem o potencial de causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos, além de estabelecer um precedente preocupante. A tarifa proposta de 50% afetaria produtos essenciais às cadeias produtivas e aos consumidores norte-americanos, elevando os custos para as famílias e reduzindo a competitividade de setores produtivos estratégicos dos Estados Unidos.
Mais de 6.500 pequenas empresas nos Estados Unidos dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas norte-americanas têm investimentos naquele país. O Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos.
Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias das Américas beneficia consumidores, sustenta empregos e promove prosperidade em ambos os países. A U.S. Chamber e a Amcham Brasil seguem à disposição para apoiar iniciativas que favoreçam uma solução negociada, pragmática e construtiva — que evite a escalada da atual situação e garanta a continuidade de um comércio bilateral mutuamente vantajoso.”
O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, regulamentando a Lei de Reciprocidade Comercial, foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (15). A norma autoriza o governo brasileiro a suspender concessões comerciais, de investimentos e de obrigações a países que imponham barreiras unilaterais aos produtos do Brasil no mercado global.

O decreto cria o Comitê Interministerial de Negociação e Contramedidas Econômicas e Comerciais. Esse comitê será o responsável por decidir sobre a aplicação das providências comerciais em resposta às medidas unilaterais de outros países.
A edição do decreto ocorre dias após o governo dos Estados Unidos anunciar a imposição de tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para aquele país. Segundo o presidente norte-americano Donald Trump, a nova tarifa passará a valer a partir de 1º de agosto.
O Comitê Interministerial será composto pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que o presidirá, da Casa Civil da Presidência, da Fazenda e das Relações Exteriores. A Secretaria-Executiva do Comitê será exercida pela Secretaria-Executiva do MDIC. Outros ministros podem participar das reuniões de acordo com os temas tratados.
As contramedidas a serem decididas pelo comitê terão caráter de excepcionalidade e rito mais célere e podem ser aplicadas a países ou blocos de países que:
Lei de Reciprocidade
Aprovada em março pelo Congresso Nacional e sancionada em abril, a nova lei é justamente uma resposta à escalada da guerra comercial desencadeada por Donald Trump contra dezenas de países.
No caso do Brasil, a tarifa inicialmente imposta pelos EUA foi de 10% sobre todos os produtos exportados para o mercado norte-americano. A exceção nessa margem de tarifas são o aço e o alumínio, cuja sobretaxa imposta pelos norte-americanos está em 25%, afetando de forma significativa empresas brasileiras, que constituem os terceiros maiores exportadores desses metais para os norte-americanos.
A Lei da Reciprocidade Comercial estabelece critérios para respostas a ações, políticas ou práticas unilaterais de país ou bloco econômico que "impactem negativamente a competitividade internacional brasileira".
A norma valerá para países ou blocos que "interfiram nas escolhas legítimas e soberanas do Brasil".
No Artigo 3º do texto, por exemplo, fica autorizado o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Executivo, a "adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços", prevendo ainda medidas de negociação entre as partes antes de qualquer decisão.
Um estudo realizado pelo Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP) revelou que o grau de abertura comercial da economia brasileira apresentou um crescimento nos últimos cinco anos. Entre 2019 e 2023, o país atingiu uma média de 34,3%, o que representa um aumento de quase 10 pontos percentuais em comparação com o período de 2010 a 2014, quando o índice era de 24,5%.
Apesar do avanço, o relatório aponta que o Brasil ainda está atrás de outras nações em desenvolvimento. O México, por exemplo, registra um grau de abertura de 80%, enquanto a Índia possui 43% e o Vietnã alcança 174%. A pesquisa também mostra que o índice de abertura comercial dos Estados Unidos é inferior ao brasileiro, marcando 25,4%, patamar semelhante ao que o Brasil apresentava no início da década passada.
A fabricante brasileira Embraer anunciou nesta quarta-feira (10) um acordo bilionário com a Scandinavian Airlines (SAS), da Dinamarca, para a venda de 45 aeronaves comerciais da família E2. O contrato está avaliado em cerca de R$ 21,8 bilhões e representa uma das maiores negociações da história da empresa. As primeiras entregas estão previstas para o final de 2027, com repasses adicionais programados ao longo de quatro anos. A encomenda foi celebrada por autoridades brasileiras como um marco para a indústria nacional.
“É a maior encomenda a um único fabricante desde 1996. Mesmo diante dos desafios para o comércio internacional, a Embraer segue abrindo mercados, gerando emprego e renda”, destacou o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, em publicação nas redes sociais.
O modelo escolhido pela companhia dinamarquesa é da linha E2, projetada para voar com até 50% de combustível sustentável de aviação (SAF). Segundo o CEO da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer, os jatos oferecem alta eficiência e conforto aos passageiros. “Estamos confiantes de que essas aeronaves vão desempenhar um papel crucial na estratégia de renovação e expansão da frota da SAS, apoiando seus planos de crescimento e aprimorando suas capacidades operacionais”, afirmou.
Apesar do anúncio positivo, a Embraer foi diretamente afetada pelas medidas protecionistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou na última quarta-feira (9) a imposição de tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. As ações da empresa (EMBR3) caíram 3,62% no mesmo dia, sendo negociadas a R$ 78,21. A empresa brasileira poderá, no entanto, evitar impactos mais severos devido à presença de fábricas nos Estados Unidos.
A Embraer possui unidades industriais em Jacksonville (produção do A-29 Super Tucano) e em Melbourne, na Flórida (linha Phenom de jatos executivos). Já os modelos comerciais como o E175, exportados diretamente do Brasil para o mercado norte-americano, podem sofrer efeitos diretos da nova tarifa. Segundo a própria fabricante, qualquer taxação extra será repassada às companhias aéreas compradoras. A empresa também aguarda o desdobramento das negociações diplomáticas entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos.
Criada em 1969 com apoio do governo federal, a Embraer é a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo e líder no segmento de aeronaves com até 130 assentos. Já entregou mais de 8 mil aeronaves e emprega cerca de 18 mil pessoas. A empresa mantém unidades industriais, centros de serviços e escritórios nas Américas, Europa, Ásia e África, atuando como uma das principais exportadoras brasileiras de alta tecnologia.
Desde o início do ano, o Brasil quitou R$ 1,3 bilhão em obrigações com organismos internacionais, divulgou nesta segunda-feira (14) o Ministério do Planejamento e Orçamento.
Segundo a pasta, o país está em dia com 62 organizações externas. O maior volume foi pago à Organização das Nações Unidas (ONU). De acordo com o Planejamento, o Brasil quitou integralmente as contribuições para o Orçamento regular da ONU e para o Mecanismo Residual para Tribunais Criminais (IRMCT).
O governo brasileiro também fez aportes às missões de paz das Nações Unidas. “Os pagamentos reforçam o compromisso do país com o multilateralismo, a integração regional e a cooperação internacional, em áreas como comércio e finanças, saúde, direitos humanos, ciência e tecnologia, meio ambiente e desenvolvimento sustentável”, afirmou o ministério em nota.
Desde 2024, o Brasil entrou na lista de países em dia com as Nações Unidas. Segundo a pasta, em 2025, o país continuará a pagar as obrigações para reafirmar o compromisso do Brasil com o sistema multilateral e com o papel da ONU em um cenário global adverso.
Segundo o Planejamento, o país também quitou as contribuições com os seguintes organismos:
Na esfera regional, o Brasil quitou as obrigações com as seguintes instituições:
Na área financeira, o Brasil integralizou a cota da Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), instituição financeira vinculada ao Banco Mundial que financia investimentos privados em países emergentes. O pagamento, informou o Planejamento, fortalecera a participação do Brasil nas decisões da instituição e para fomentar o financiamento de investimentos privados com impacto socioeconômico positivo, em linha com a agenda nacional de desenvolvimento.
O país também iniciou o pagamento da integralização de cotas do Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF) e do Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata).
No ano em que sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30), em Belém, o Brasil também honrou os compromissos com os seguintes organismos voltados à preservação ambiental. Entre os pagamentos de destaque estão os realizados às seguintes instituições:
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a “prévia do PIB”, caiu 0,74% em maio, na comparação com abril e na série com ajuste sazonal, informou a autarquia nesta segunda-feira (14). O BC revisou os resultados do índice em abril (0,16% para 0,05%) e março (0,71% para 0,61%), e manteve a taxa de fevereiro em 0,60%. Mudanças na série com ajuste sazonal são comuns, normalmente refletindo a adição de um novo mês ao conjunto dos dados, mas a autarquia também revisou os números sem ajuste.
O IBC-Br ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor sobre a atividade, caiu 0,31% em maio, após alta de 0,07% em abril (dado revisado). O indicador da agropecuária caiu 4,25%, após uma baixa de 0,93% no mês anterior (revisado), informou o BC.
O índice de serviços aumentou 0,01%, depois de ter crescido 0,39% no mês anterior (revisado); o da indústria recuou 0,52%, após baixa de 1,24% em abril (revisado); e o de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – cedeu 1,02%, após uma alta de 0,20% (revisado).
Na comparação com maio de 2024, o IBC-Br total cresceu 3,16% na série sem ajuste sazonal. As estimativas do mercado iam de 2,10% a 5,20%. O BC revisou o resultado de abril, de alta de 2,46% para crescimento de 2,37%.
O índice ex-agropecuária subiu 2,86% na comparação interanual, após alta de 0,86% no mês anterior (revisado de 0,97%). O da agropecuária avançou 8,43%, depois de ter crescido 18,15% em abril (revisado de 17,99%). O indicador de serviços cresceu 2,86%, após alta de 1,12% (revisado de 1,21%), e o da indústria avançou 3,25%, depois de ter subido 0,57% (revisado de 0,76%). O índice de impostos aumentou 2,30%, após alta de 0,20% (revisado de 0,29%).
