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A Associação Nacional de Restaurantes dos Estados Unidos tomou uma posição firme contra as novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump sobre produtos importados do Brasil, como carne e café. Em uma carta enviada ao governo, a associação solicitou a exclusão desses itens das tarifas que entrarão em vigor em 6 de agosto. A preocupação central é o impacto direto sobre produtos essenciais para milhares de estabelecimentos de alimentação no país. A carta, que também foi enviada ao escritório do representante de comércio dos EUA, destaca que o aumento dos custos pode ser repassado aos consumidores, afetando o bolso dos americanos.

Em uma tentativa de negociação, uma comitiva brasileira, liderada pelo senador Nelsinho Trad, viajou a Washington. No entanto, a administração Trump não recebeu a delegação. Apesar disso, a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, conseguiu se reunir com membros da Associação Nacional de Restaurantes para discutir o assunto. A entidade, que representa mais de 500 mil restaurantes nos EUA, argumenta que as tarifas podem prejudicar significativamente o setor, que emprega cerca de 15 milhões de pessoas. A preocupação é que uma queda no movimento de bares e restaurantes possa resultar em perda de empregos.

A administração Trump defende as tarifas como parte de sua agenda “América em primeiro lugar”, uma promessa de campanha. A carta da associação enfatiza que produtos como carnes processadas, sucos, bebidas alcoólicas e café importado são essenciais para o cardápio diário de milhões de americanos. Além disso, esses produtos representam uma conexão cultural com comunidades imigrantes. Nos EUA, a maior comunidade brasileira fora do Brasil está na Flórida, com cerca de 400 mil brasileiros, principalmente em Orlando.

A carta busca evitar que as tarifas afetem essa comunidade e o consumo de produtos brasileiros, que são parte integrante da experiência gastronômica nos Estados Unidos. A preocupação é que, além de prejudicar os negócios locais, as tarifas possam enfraquecer os laços culturais e econômicos entre os dois países. A Associação Nacional de Restaurantes espera que o governo reconsidere sua posição e trabalhe em conjunto para encontrar uma solução que beneficie tanto os consumidores quanto os empresários do setor de alimentação.

*Com informações de Eliseu Caetano

México superou os Estados Unidos e se tornou o segundo maior importador de carne bovina brasileira, atrás apenas da China. A mudança ocorre em meio à queda nas vendas para o mercado americano, após a imposição de tarifas adicionais pelo governo de Donald Trump. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações para o México cresceram 420% entre janeiro e junho deste ano, passando de 3,1 mil para 16,1 mil toneladas. Em valores, o salto foi de US$ 15,5 milhões para US$ 89,3 milhões.

Apenas entre 1º e 28 de julho, o país latino-americano importou US$ 69 milhões em carne brasileira, ligeiramente acima dos US$ 68,7 milhões comprados pelos Estados Unidos no mesmo período. A China, maior destino da carne brasileira, manteve sua posição com 134,4 mil toneladas importadas em junho, o equivalente a US$ 739,9 milhões. Entre 1º e 28 de julho, o volume comprado foi de 132 mil toneladas, somando US$ 732 milhões.

A tendência de diversificação dos mercados ocorre em meio à retração do mercado americano. Em abril, os EUA importaram 44,1 mil toneladas de carne brasileira, com gasto de US$ 229 milhões. Em junho, o volume caiu para 13,4 mil toneladas e US$ 75,3 milhões. A queda foi de 67%. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirma que cerca de 30 mil toneladas já prontas para embarque aos EUA estão retidas desde o anúncio da tarifa adicional de 50%, uma das poucas que não foram isentas da medida anunciada por Trump.

Outro país que tem ampliado suas compras é o Chile, que passou de US$ 45 milhões em importações em janeiro para mais de US$ 66,5 milhões em julho. Em termos gerais, as exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 241 mil toneladas em junho, movimentando US$ 1,3 bilhão. Em julho, com dados ainda preliminares, o setor já havia registrado US$ 1,352 bilhão em vendas até o dia 28, o melhor resultado mensal da década.

Com a tarifa de 50% entrando em vigor em 6 de agosto, a expectativa é que o fluxo comercial se concentre ainda mais em mercados alternativos, enquanto o governo brasileiro tenta reverter a decisão junto a autoridades e empresas dos EUA.

A presidente da PetrobrasMagda Chambriard, disse nesta sexta-feira (1), em palestra na Universidade Federal Fluminense (UFF), que a empresa vai continuar crescendo com o Brasil e que não está na hora de transição energética, mas de adição energética, com a necessidade de se buscar mais fontes de energia.

“Não está na hora de substituir nada, está na hora de produzir mais”, disse ela, em um auditório lotado na universidade, entre alunos, professores e políticos.

De acordo com a executiva, a Petrobras quer entregar em 2050 os mesmos 31% de energia que entrega hoje, e para isso terá que entregar entre 55% e 60% até o período. “Espero que a Margem Equatorial contribua com isso”, disse Magda. No próximo dia 12, a estatal se reúne com o Ibama para discutir o licenciamento para a exploração da nova fronteira.

 

A produção nacional de petróleo e gás foi recorde no mês de junho deste ano, segundo o Boletim Mensal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta sexta-feira (1). A produção total (petróleo e gás) atingiu 4,900 milhões de barris de óleo equivalente por dia. O resultado considerou o pré-sal, pós-sal e os poços em terra.

Pré-sal

O pré-sal registrou também novo recorde na produção de petróleo e gás natural em junho. Ela atingiu a marca de 3,860 milhões de boe/d. Crescimento de 1,5% em relação ao mês anterior e de 12,7% na comparação a junho de 2024.

O dólar seguiu em queda contra o real no período da tarde desta sexta-feira (1º de agosto), bem como contra a maior parte das divisas globais, após relatório de empregos (payroll) de julho e outros indicadores de atividade econômica dos Estados Unidos mais fracos. Há relatos também de fluxo maior para mercados emergentes, com o Brasil sendo mais beneficiado em operações de carry trade (carrego) pelo diferencial de juros – com Selic a 15% ao ano, e expectativa de continuidade nesse patamar por período prolongado – enquanto plataforma do CME Group aponta chance maior de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) inicie seu ciclo de flexibilização monetária em setembro.

O dólar oscilou de R$ 5,6284 na máxima pela manhã, quando refletia a nova lista de tarifas comerciais anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, até mínima de R$ 5,5279 também alcançada na primeira etapa do pregão, após payroll e outros dados da economia norte-americana, como sentimento do consumidor, PMI industrial medido pelo ISM e investimentos em construção. Por fim, fechou em queda de 0,99%, a R$ 5,5456.

O relatório de emprego dos EUA apresentou 73 mil novas vagas, bem abaixo da previsão de 110 mil (mediana) do mercado e com taxa de desemprego aumentando para 4,2%. O índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de seis pares fortes, cedia 1,20%, aos 98,772 pontos por volta das 17 horas.

A queda do DXY se acentuou ainda mais após a diretora do Fed, Adriana Kugler, renunciar ao cargo, com efeito a partir de 8 de agosto de 2025, abrindo espaço para indicação de um novo nome ao banco central pelo presidente Donald Trump, em momento em que o republicano intensifica a pressão por cortes nos juros. Trump também ordenou a demissão imediata da comissária de Estatísticas do Trabalho, Erika McEntarfer, alegando manipulação dos dados para prejudicar seu governo.

Bolsa de valores

Em sessão atípica – com atraso na normalização do sinal para o Ibovespa à vista, disponibilizado por volta das 13h30 -, o índice da B3 chegou a lutar por um começo de agosto mais estável, após ter concluído julho com seu pior desempenho para o mês em 10 anos, igualando o recuo de 4,17% visto também em julho de 2015.

Ao fim, o índice à vista mostrava perda de 0,48%, aos 132.437,39 pontos nesta sessão inaugural de agosto, tendo oscilado entre mínima de 132.140,30 e máxima de 133.236,92 pontos, saindo de abertura aos 132.919,56 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 21,5 bilhões na sessão. Na semana, o índice da B3 acumulou perda de 0,81%, após leve ganho de 0,11% na anterior – que havia sido o primeiro intervalo positivo para o Ibovespa desde o período que se estendeu de 7 a 18 de julho. No ano, sobe 10,10%.

Na ponta ganhadora nesta sexta-feira, destaque para Marcopolo (+5,58%), Auren (+4,55%) e Assai (+3,30%). No lado oposto, Banco do Brasil (-6,85%), CSN (-5,34%), Gerdau (-4,69%) e Metalúrgica Gerdau (-4,06%) – com três empresas do setor metálico, após a CSN ter reportado prejuízo líquido de R$ 130,4 milhões no segundo trimestre, ainda que tenha mostrado melhora frente ao ano anterior, destaca Christian Iarussi, economista e sócio da The Hill Capital.

Entre as ações de primeira linha, o desempenho também foi majoritariamente negativo, à exceção significativa de Vale ON, o papel de maior peso no índice, nesta sexta em alta de 0,54%. Petrobras ON e PN cederam, pela ordem, 1,42% e 1,32%, e entre os grandes bancos o ajuste chegou a quase 7% no fechamento, em BB ON.

Por aqui, os papéis do setor financeiro listados na B3, em especial Banco do Brasil ON, aprofundaram perdas do meio para o fim da tarde em meio a desdobramentos no noticiário da disputa entre Estados Unidos e Brasil. Além disso, na sessão desta sexta, a queda nos índices acionários de Nova York, impulsionada pelo payroll, teve influência negativa também sobre o Ibovespa.

O dólar firmou alta no período da tarde desta quinta-feira, 31, após volatilidade com disputa técnica pela taxa Ptax pela manhã, com o real apresentando em julho o seu pior desempenho mensal de 2025, mais especificamente desde novembro de 2024. Há relatos de saída de recursos estrangeiros após entendimento do mercado desde a quarta-feira de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pode manter os juros no mesmo nível por mais tempo, enquanto por aqui dados do setor público consolidado mostraram uma piora na dinâmica da dívida. Ainda que desidratado, o tarifaço dos Estados Unidos ao Brasil e as sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, seguem adicionando cautela. A queda das commodities e pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrando que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atinge 50,2%, superando a desaprovação pela primeira vez em 2025, e liderando os cenários da disputa eleitoral de 2026 contra a direita podem ter pressionado o real, segundo operadores.

O dólar à vista oscilou entre R$ 5,5633 e R$ 5,6243 nesta quinta-feira, fechando em alta de 0,21%, a R$ 5,6008, encerrando julho com uma valorização de 3,07% – a maior desde novembro de 2024. O contrato futuro para setembro, por sua vez, avançava 0,66%, a R$ 5,6440 às 17h17, com giro considerável de mais de US$ 11,5 bilhões. O real teve a pior performance mensal desde novembro de 2024, mas ainda assim a oscilação não foi destoante em relação a pares emergentes e de exportadores de commodities, destaca o gestor de fundos multimercado da AZ Quest, Eduardo Aun.

Em baixa de 4,17% no mês, o Ibovespa colheu sua maior perda desde dezembro (-4,28%), interrompendo sequência positiva entre março e junho, quando o impulso assegurado pelo fluxo estrangeiro à B3 levou o índice a renovar máxima histórica, aos 141 mil pontos, já em 4 de julho. De lá para cá, o fluxo externo passou a ser, predominantemente, de saída da Bolsa, tendência que se mostrou mais nítida depois de 9 de julho, sob a ameaça do governo Trump de impor a tarifa de 50% às importações desde o Brasil. Na quarta-feira, veio o relativo alívio do prazo estendido a 6 de agosto para a efetivação do tarifaço, também em parte mitigado pela ampla lista de exceções que isentou aviões, minério, alimentos e petróleo, mas não favoreceu, por exemplo, café e carnes.

Dessa forma, após a percepção inicial de que o pior cenário foi evitado, o ajuste de fim de mês ainda foi negativo, com o índice nesta quinta-feira, 31, em baixa de 0,69%, aos 133.071,05 pontos – pouco acima dos 132 mil, nível de dois dos quatro últimos fechamentos e que não era visto, até então, desde 23 de abril.

Na sessão desta quinta, oscilou dos 132.096,29 aos 133.987,26 pontos, na máxima correspondente ao nível de abertura. Após a recuperação vista na quarta, o giro seguiu nesta quinta-feira a R$ 21,3 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumula perda de 0,34% – no ano, sobe 10,63%. Na B3, contudo, não apenas Vale (ON -0,71%) e Petrobras (ON -0,56%, PN -0,40%) encerraram o dia no campo negativo, como também a maioria dos bancos (Bradesco PN -0,83%, BB ON -1,01%, Santander Unit -0,64%), à exceção de Itaú (PN +0,26%) entre as maiores instituições financeiras. Alguns nomes do setor metálico, como CSN (ON +1,01%) e Usiminas (PNA +5,80%), conseguiram se descolar do sinal negativo no fechamento. Na ponta ganhadora do Ibovespa, além de Usiminas, destaque também para Embraer (+5,78%) e TIM (+3,50%). No lado oposto, Marfrig (-10,20%), BRF (-5,65%), Ambev (-5,25%) e Minerva (-4,45%).

Em dólar, o Ibovespa havia encerrado o mês de junho a 25.552,45 e, agora, no fechamento de julho, recua para 23.759,29, com a apreciação de 3% para o dólar frente ao real no mês e o recuo nominal de 4% para o índice da B3. Dessa forma, converge também para níveis de abril (23.793,63), em patamar um pouco abaixo do visto no fechamento de maio (23.957,79) quando o Ibovespa, pela primeira vez, sustentou a marca de 140 mil pontos, então na máxima histórica no dia 20.

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) publicou nesta quinta-feira (31) as primeiras análises oficiais da pasta sobre o decreto presidencial assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na quarta-feira, 30, direcionado às exportações brasileiras. Segundo levantamento preliminar da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/Mdic), a sobretaxa de 50% incidirá sobre 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, o que correspondeu a US$ 14,5 bilhões em 2024. Estão excluídos do decreto 45% das vendas brasileiras para o mercado americano (US$ 18 bilhões em 2024), em linha com o calculado por consultorias. A lista de exceções é composta por 694 itens, como aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro.

Além disso, 19,5% das exportações brasileiras para os EUA estão sujeitas a tarifas específicas, aplicadas a todos os países, correspondendo em 2024 a US$ 7,9 bilhões. Essas tarifas foram adotadas com base na Seção 232 (segurança nacional) e, sobre esses produtos, não se aplica a medida anunciada nesta quarta-feira (30). “Em linhas gerais, a maior parte das exportações brasileiras (64,1%) segue concorrendo com produtos de outras origens no mercado americano em condições semelhantes”, diz a nota do Mdic. A pasta informa que os dados são aproximados, seja em razão do uso do produto, seja porque a lista detalhada de certos itens ainda não foi divulgada.  Os produtos em trânsito não serão afetados pelas tarifas adicionais. A decisão de 30 de julho exclui da majoração tarifária mercadorias que tenham sido embarcadas, no Brasil, até sete dias após a data do decreto de Trump.

Negociações continuam

Ontem, o vice-presidente da República e ministro do Mdic, Geraldo Alckmin, afirmou que as negociações com os Estados Unidos continuam, apesar das exceções. Durante participação no programa Mais Você, da TV Globo, ele disse que a lista de produtos isentos já teria sido resultado de conversas com membros do governo americano. O vice-presidente acrescentou que as tratativas seguem, independentemente do prazo de vigência da taxa aplicada ao Brasil. “Negociações começam hoje (ontem)”, afirmou, dizendo que o foco é reduzir as tarifas e aumentar a lista de exceções. “Vamos trabalhar para preservar empregos, produções e para avançar em abertura de mercados.”

Alckmin também disse que eventual conversa direta entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Trump depende de “preparo”. E ressaltou que a decisão de taxar em 50% parte dos produtos brasileiros nos EUA está sendo questionada no Judiciário americano por empresas naquele país. Os Estados Unidos têm superávit comercial com o Brasil. A judicialização, por parte de companhias americanas, pode ser uma das frentes para reverter a tarifa contra produtos brasileiros – justificada por Trump por fatores políticos, incluindo articulação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nos EUA.

Alckmin disse ser difícil cravar o impacto da tarifa de 50% nos preços de produtos agrícolas, como alimentos, mas afirmou que certamente haverá aumento da oferta no mercado interno dos produtos afetados pela taxa se não houver reversão da medida dos EUA. “Muitas das exportações são complementares, atendem ao mercado interno e exportam o excedente.” Na mesma linha, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou ontem que o governo brasileiro continua as negociações. O ministro disse que vai ter uma reunião com o secretário de Tesouro americano, Scott Bessent, nos próximos dias.

Haddad destacou que o ponto de partida é melhor do que se esperava, mas longe do ponto de chegada. Segundo ele, apesar das exceções há setores em situação dramática e que precisam de ações no curto prazo. “Por isso, vamos fazer a calibragem sobre o plano de contingência à luz do que ocorreu ontem (anteontem)”, afirmou, destacando que o plano será apresentado nos próximos dias.

Na última quinta-feira (30), a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) emitiu um alerta preocupante sobre as novas tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, que podem resultar em um prejuízo significativo para o setor de alumínio no Brasil, estimado em mais de R$ 1 bilhão. Embora alguns insumos, como a alumina, tenham sido isentos das tarifas, outros materiais essenciais para a produção de alumínio, como a bauxita, o hidróxido de alumínio, o óxido de alumínio e o cimento aluminoso, continuam sujeitos às sobretaxas. A Abal enfatiza que esses insumos são vitais para a cadeia produtiva do alumínio, e a manutenção das tarifas sobre eles representa um impacto financeiro considerável.

A associação estima que um terço do setor ainda está sujeito a uma sobretaxa de 50%, o que, segundo a entidade, inviabiliza o acesso de diversos produtos ao mercado americano. Em 2024, o Brasil exportou mais de 1 milhão de toneladas de alumínio para os Estados Unidos, evidenciando a importância do mercado norte-americano para o setor brasileiro. A Abal ressalta que a continuidade dessas tarifas pode comprometer significativamente as exportações brasileiras de alumínio, afetando a competitividade do produto no mercado internacional.

A situação reflete a preocupação de diversos setores da economia brasileira com as medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. O impacto das tarifas de Trump está sendo calculado por diferentes segmentos, que buscam entender as implicações econômicas e ajustar suas estratégias de exportação. A Abal continua monitorando a situação e buscando alternativas para mitigar os efeitos das tarifas sobre o setor de alumínio no Brasil.

*Com informações de Beatriz Manfredini

A imposição de tarifas pelo governo dos Estados Unidos gerou uma onda de preocupação entre as indústrias exportadoras brasileiras, especialmente no setor de carnes. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) manifestou seu descontentamento com o aumento da carga tributária sobre as carnes bovinas, que pode ultrapassar 76% ao somar-se à alíquota atual de 26,4%. Este aumento significativo ameaça inviabilizar economicamente o setor, que em 2024 exportou 229 mil toneladas de carne bovina para os EUA, com uma previsão de atingir 400 mil toneladas neste ano.

Em resposta, a ABIEC disse que está em diálogo com importadores norte-americanos e colabora com o governo federal para preservar o fluxo comercial com os Estados Unidos. Além disso, a associação enfatiza a importância de abrir novos mercados, com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária, Desenvolvimento Indústria e Comércio e Itamaraty.

Assim como o setor de carnes, a indústria de café também foi deixada de fora da lista de isenções tarifárias. No entanto, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) encara a situação com um otimismo cauteloso. A associação vê o adiamento da entrada em vigor das novas taxas — que passaram do dia 1º para o dia 6 de agosto — como um tempo extra valioso para as negociações. A entidade ressalta que o café brasileiro representa 34% do mercado cafeeiro nos Estados Unidos, onde 76% da população consome a bebida. Por isso, a Abic acredita que há espaço para um acordo favorável.

 

O Governo federal anunciou na noite desta quarta-feira (30) a distribuição de 20 bilhões de reais para o orçamento de 2025, conforme detalhado em uma edição extra do Diário Oficial da União. Este anúncio é um passo significativo na preparação financeira do país para o próximo ano, destacando as prioridades do governo em termos de alocação de recursos. A distribuição desses fundos é crucial para garantir o funcionamento eficiente dos ministérios e órgãos federais, além de atender às necessidades dos cidadãos.

Do total de 20 bilhões de reais, 15 bilhões serão alocados diretamente para ministérios e órgãos federais. Entre os ministérios que receberão as maiores parcelas estão o Ministério das Cidades, com 1,930 bilhões de reais, o Ministério da Defesa, com 1,920 bilhões de reais, e o Ministério da Saúde, com 1,710 bilhões de reais. Estes valores refletem a importância atribuída a setores essenciais como infraestrutura urbana, defesa nacional e saúde pública. Curiosamente, o Ministério do Turismo não teve liberação de recursos neste momento, o que pode indicar uma reavaliação das prioridades ou uma estratégia de alocação futura.

Além dos valores destinados aos ministérios, 4,700 bilhões de reais foram liberados para emendas parlamentares. Essa distribuição já estava planejada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, liderado pela ministra Simone Tebet. As emendas parlamentares são uma ferramenta importante para atender às demandas dos congressistas, permitindo que projetos prioritários sejam executados em suas respectivas regiões. Este mecanismo é fundamental para garantir que as necessidades locais sejam atendidas, promovendo um desenvolvimento mais equilibrado em todo o país.

*Com informações de Marília Ribeiro

Com a inflação desacelerando, mas alguns preços, como a energia, pressionados, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decide nesta quarta-feira (30) se pausa o ciclo de alta na Taxa Selic, juros básicos da economia. Os analistas de mercado acreditam na manutenção da taxa no maior nível em quase 20 anos. Atualmente em 15% ao ano, a Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. Desde setembro do ano passado, a taxa foi elevada sete vezes seguidas. Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve ser mantida em 15% ao ano até o fim de 2025, iniciando uma redução em 2026. A divergência agora está no momento do próximo ano em que os juros começarão a cair.

Na ata da última reunião, em junho, o Copom informou que a Selic será mantida em 15% ao ano por tempo prolongado. Segundo o comitê, os núcleos de inflação – medida que exclui preços administrados e de alimentos in natura – têm se mantido pressionados há meses. Isso, na avaliação do BC, corrobora com a interpretação de que a inflação segue pressionada por demanda que requer “uma política monetária contracionista por um período bastante prolongado”. Nesta quarta-feira, ao fim do dia, o Copom anunciará a decisão. Após chegar a 10,5% ao ano de junho a agosto do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro do ano passado, com uma alta de 0,25 ponto, uma de 0,5 ponto, três de 1 ponto percentual, uma de 0,5 ponto e uma de 0,25 ponto.

Inflação

O comportamento da inflação continua uma incógnita. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,24% em junho e para 5,35% em 12 meses. No entanto, o IPCA-15 de julho, que funciona como uma prévia da inflação oficial, veio acima das expectativas e acelerou por causa de preços de energia e de passagens aéreas. Segundo o último boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras feita pelo BC, a estimativa de inflação para 2025 caiu para 5,09%, contra 5,2% há quatro semanas. Isso representa inflação acima do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3% para este ano, podendo chegar a 4,5% por causa do intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Taxa Selic

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima do valor definido na reunião. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, pretende conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Meta contínua

Pelo novo sistema de meta contínua em vigor desde janeiro, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%. No modelo de meta contínua, a meta passa ser apurada mês a mês, considerando a inflação acumulada em 12 meses. Em maio de 2025, a inflação desde junho de 2024 é comparada com a meta e o intervalo de tolerância. Em junho, o procedimento se repete, com apuração a partir de julho de 2024. Dessa forma, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao índice fechado de dezembro de cada ano. No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de junho pelo Banco Central, a autoridade monetária manteve a previsão de que o IPCA termine 2025 em 4,9%, mas a estimativa pode ser revista, dependendo do comportamento do dólar e da inflação. A próxima edição do documento, que substituiu o Relatório de Inflação, será divulgada no fim de setembro.

A recente suspensão das vendas de carne bovina do Brasil para os Estados Unidos, decorrente de um aumento tarifário, pode causar um impacto negativo significativo no mercado brasileiro, estimado em 1 bilhão de dólares. A decisão de aplicar uma sobretaxa de 50% sobre os produtos brasileiros foi anunciada pelo então presidente Donald Trump e está programada para entrar em vigor a partir de 1º de agosto. Essa medida foi recebida com preocupação pela Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC), que representa grandes empresas do setor, como JBS e Marfrig.

Os Estados Unidos ocupam a posição de segundo maior importador de carne bovina brasileira, representando 12% das exportações, ficando atrás apenas da China, que responde por 48%. De acordo com Roberto Perosa, diretor da ABIEC, as empresas brasileiras tinham a expectativa de exportar 400 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos ao longo deste ano. Contudo, com a imposição das novas tarifas, essa meta se torna inviável. Perosa enfatizou que não há outro mercado que possa substituir os Estados Unidos em termos de volume e preço, o que agrava ainda mais a situação para os exportadores brasileiros.

No primeiro semestre de 2025, os frigoríficos brasileiros conseguiram exportar 181 mil toneladas de carne bovina para os Estados Unidos, gerando uma receita de 1 bilhão de dólares. A ABIEC expressa grande preocupação com a previsão de perda significativa para as indústrias brasileiras, que já enfrentam desafios em um mercado global competitivo. Além do setor de carne, outros produtos brasileiros, como suco de laranja e café, também estão sendo afetados pelo aumento tarifário, o que amplia o impacto econômico negativo.

Com informações de Danúbia Braga

O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, revelou nesta terça-feira (29) que alguns produtos que não são fabricados internamente, como manga, cacau, café e abacaxi, poderão ter isenção de tarifas. “Os Estados Unidos não produzem esses produtos. Então, poderiam entrar com tarifa zero”, disse em entrevista a CNBC Internacional. Ele também informou que o presidente Donald Trump deve tomar decisões relevantes sobre acordos comerciais ainda esta semana, com prazos estabelecidos para o restante do mundo até a próxima sexta-feira. O Brasil, por sua vez, pode enfrentar uma tarifa de 50% a partir do dia primeiro de setembro, o que pode impactar significativamente as exportações brasileiras.

Lutnick também abordou as negociações em curso entre os Estados Unidos e a União Europeia, que envolvem tarifas sobre aço e alumínio, além de regulamentações relacionadas a serviços digitais. Além disso, o secretário destacou a importância dos produtos farmacêuticos nas discussões com a UE, mencionando a tarifa de 15%. Ele também antecipou que Trump deve apresentar sua nova política farmacêutica nas próximas duas semanas, o que poderá influenciar o cenário comercial entre os dois blocos.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (29) que há sinais de disposição do governo dos Estados Unidos para negociar a sobretaxa de 50% anunciada pelo presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros. A medida está prevista para entrar em vigor na próxima sexta-feira (1º), mas, segundo Haddad, o prazo não deve ser visto como definitivo. “O Brasil nunca abandonou a mesa de negociação. Acredito que esta semana haja algum sinal de interesse em conversar”, disse o ministro, durante evento sobre mobilidade verde no Palácio do Planalto. Segundo ele, empresários americanos relataram uma maior abertura ao diálogo por parte de autoridades do país.

Haddad afirmou que o governo brasileiro já enviou duas cartas formais aos EUA desde maio e que aguarda uma resposta. Ele destacou os esforços do vice-presidente Geraldo Alckmin, que teve, na segunda-feira (28), a terceira e mais longa conversa com seu homólogo americano. “Estamos fazendo nossa parte para manter o canal aberto e o diálogo respeitoso.” Apesar da proximidade da data para o início da vigência da tarifa, ele evitou tratar o prazo como uma barreira rígida. “Não é uma data fatídica. Pode ser alterada por eles. Pode entrar em vigor e, ainda assim, rapidamente concluirmos uma negociação”, afirmou.

O ministro também declarou que o governo prepara um plano de contingência para mitigar os efeitos da sobretaxa, caso ela seja de fato aplicada. As medidas consideradas incluem ações semelhantes às adotadas durante a pandemia, como proteção ao emprego e suporte a empresas. No entanto, Haddad destacou que a decisão final sobre o plano caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nós não criamos esse evento externo, mas estamos preparados para proteger nossas empresas e trabalhadores, e, ao mesmo tempo, manter o Brasil permanentemente na mesa de negociação”, disse.

Questionado sobre o tom da relação com os Estados Unidos, ele afirmou que o Brasil não adotará uma postura submissa, mas também não pretende endurecer o diálogo. “O Bolsonaro tinha um estilo muito subserviente. Isso não está à altura do Brasil. É preciso liturgia e respeito para que a conversa aconteça da maneira correta”, declarou.

O tarifaço foi anunciado por Trump em uma carta enviada a Lula em 9 de julho, justificando a medida por razões políticas e comerciais. Posteriormente, o presidente americano disse que a sobretaxa seria aplicada a países com os quais o relacionamento “não tem sido bom”. Embora o Brasil não tenha sido citado diretamente, está entre os afetados.

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro passou de 48,9% em abril (dado revisado) para 49,0% em maio, informou o Banco Central nesta segunda-feira (28). O recorde histórico foi atingido em julho de 2022, com 49,9%. Descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento passou de 30,8% em abril (dado revisado) para 30,7% em maio. O comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) passou de 27,4% (dado revisado) para 27,8%. Sem contar os empréstimos imobiliários, passou de 25,2% (dado revisado) para 25,7%.

Crédito ao setor não financeiro

O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro cresceu 0,9% em junho, na comparação com maio, para R$ 19,302 trilhões, informou o Banco Central. O montante equivale a 157,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

O crédito ampliado inclui empréstimos no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e operações com títulos públicos e privados, entre outros. É uma métrica que permite uma visão ampla sobre como empresas, famílias e o governo geral estão se financiando. O saldo do crédito ampliado para empresas caiu 0,6% em junho, para 54,1% do PIB.

 

As instituições financeiras reduziram, pela nona semana consecutiva, a estimativa de inflação para 2025. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (28) pelo Banco Central, a previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 5,10% para 5,09%. Ainda assim, a expectativa permanece acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, de 4,5%. Para 2026, estimativa passou de 4,45% para 4,44%, enquanto as de 2027 e 2028 foram mantidas em 4% e 3,8%, respectivamente. A meta central de inflação para todos esses anos é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Com a inflação acima da meta pelo sexto mês consecutivo até junho, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, enviou uma carta pública ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando os motivos do descumprimento. Segundo o documento, a alta dos preços foi influenciada por fatores como a atividade econômica aquecida, câmbio, energia elétrica e efeitos climáticos.

Mesmo com o recuo recente da inflação, a taxa básica de juros (Selic) permanece em 15% ao ano. Esse patamar foi definido pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) na última reunião, que resultou no sétimo aumento consecutivo dos juros. A decisão surpreendeu parte do mercado, que esperava manutenção da taxa. Na ata da reunião, o comitê indicou que pode manter a Selic no nível atual nas próximas decisões, mas não descartou novos aumentos, caso a inflação volte a subir. A próxima reunião do colegiado será realizada nesta terça (29) e quarta-feira (30).

O Boletim Focus manteve a projeção da Selic em 15% ao ano até o fim de 2025. Para 2026, a previsão é de queda para 12,5% ao ano, com novas reduções estimadas para 10,5% em 2027 e 10% em 2028. A taxa Selic é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. Quando os juros sobem, o crédito encarece e o consumo tende a diminuir, o que ajuda a conter os preços. Por outro lado, juros altos também reduzem o ritmo da economia. Já quando a Selic cai, o crédito fica mais barato, estimulando a produção e o consumo, mas com menor controle inflacionário.

PIB e câmbio

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 foi mantida em 2,23%. Para 2026, a previsão subiu levemente de 1,88% para 1,89%, enquanto para 2027 e 2028 o mercado projeta crescimento de 2% ao ano. O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve como principal indicador da atividade econômica.

Impulsionada pelo setor agropecuário, a economia brasileira cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, segundo o IBGE. Em 2024, o país registrou expansão de 3,4%, o maior crescimento desde 2021. Em relação ao câmbio, a previsão para o dólar ao fim de 2025 recuou de R$ 5,65 para R$ 5,60. Para 2026, a expectativa foi mantida em R$ 5,70.

O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central com base em projeções de mais de 100 instituições financeiras. O relatório serve como termômetro das expectativas do mercado sobre os principais indicadores da economia brasileira.

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