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inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou julho com alta de 0,26%, ante uma elevação de 0,24% em junho, informou na manhã desta terça-feira (12), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo do piso das estimativas dos analistas ouvidos, com teto de 0,39% e mediana de 0,35%. A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 3,26%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,23%, de acordo com o IBGE. O resultado também abaixo do piso das projeções dos analistas, com teto de 5,36% e mediana de 5,33%.

Já o índice de difusão do IPCA, que mostra o porcentual de itens com aumentos de preços, passou de 54% em junho para 50% em julho. A difusão de itens alimentícios saiu de 46% em junho para 50% em julho, enquanto a difusão de itens não alimentícios sai de 60% em junho para 49% em julho.

Grupo Transportes avança 0,35% em julho ante alta de 0,27% em junho no IPCA

Os preços de Transportes subiram 0,35% em julho, após alta de 0,27% em junho. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo deu uma contribuição positiva de 0,07 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,26% no mês. Os preços de combustíveis tiveram queda de 0,64% em julho, após recuo de 0,42% no mês anterior. A gasolina caiu 0,51%, após ter registrado queda de 0,34% em junho, enquanto o etanol recuou 1,68% nesta leitura, após queda de 0,61% na última.

Grupo Alimentação e Bebidas cai 0,27% em julho ante recuo de 0,18% em junho no IPCA

Os preços do grupo Alimentação e Bebidas caíram 0,27% em julho, após queda de 0,18% em junho. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira, 12, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo deu uma contribuição negativa de 0,06 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,26% no mês. Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve queda de 0,69% em julho, após ter recuado 0,43% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,87%, ante alta de 0,46% em junho.

O volume de investimentos recebidos pelo Brasil nos últimos 12 meses está abaixo do nível necessário para cobrir o déficit em conta corrente e essa tendência deve continuar até o fim do ano, podendo se estender, dada a incerteza trazida pelas tarifas de importação anunciadas pelos Estados Unidos e os impactos disso sobre o fluxo de capital direcionado ao país. Os dados mais recentes sobre as contas externas, referentes a junho, mostram que o déficit em conta corrente acumulado em 12 meses atingiu US$ 73,135 bilhões, o equivalente a 3,42% do Produto Interno Bruto (PIB). No mesmo intervalo, o Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 70,476 bilhões (3,14% do PIB).

O aumento no déficit em conta corrente, segundo especialistas, está relacionado ao fato de a economia brasileira estar superaquecida, crescendo acima do potencial. Segundo o economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio Leal, a proporção do déficit em relação ao PIB é, inclusive, “a prova do pudim” para perceber se a economia está expandindo em ritmo demasiadamente acelerado. “Um saldo deficitário próximo de 4% do PIB no acumulado em 12 meses não é um saldo de uma economia crescendo próxima de seu potencial. Quando ela está próxima do potencial, vemos um crescimento de cerca de 2% do PIB”, detalha.

Quando a economia está aquecida, é comum que as importações ganhem tração na balança comercial de bens pela demanda doméstica, diz o analista econômico Lucas Farina, da Genial Investimentos. Além disso, as balanças de rendas e de serviços também contribuíram para a piora do déficit nas transações correntes, de acordo com a economista Luíza Pinese, da XP Investimentos. “O déficit de serviços continua batendo recordes, refletindo a compra de novos serviços de streaming e também de outros serviços digitais”, observa.

O resultado negativo na conta corrente de um país mostra que ele está gastando mais moeda estrangeira para comprar produtos e serviços de fora do que arrecada ao vender para outros países. Para cobrir essa diferença, é necessário financiamento do exterior, que pode vir por meio do IDP – o investimento de empresas ou investidores de outros países. No caso do Brasil, o IDP era mais do que suficiente para cobrir o déficit em conta corrente há anos. Essa tendência, porém, mudou em 2025, diante da incerteza sobre o cenário econômico global motivada principalmente por receios com as tarifas de importação aplicadas pelos Estados Unidos.

O país, aponta Farina, é o principal responsável pela entrada de investimentos estrangeiros no Brasil, respondendo por aproximadamente um quarto do total de entrada líquida de recursos por aqui. “Caso tenhamos um prolongamento dessas rusgas comerciais entre Brasil e EUA, poderemos ver uma continuidade na redução do IDP, o que já observamos mês após mês”, afirma.

Riscos para a economia

A deterioração no saldo do IDP, deixando de sustentar os déficits na conta corrente, requer mudança em duas variáveis: o arrefecimento da atividade ou a desvalorização do câmbio. “Se virmos o IDP afundar ainda mais, haverá uma pressão constante altista sobre a taxa de câmbio, o que tem impactos ruins para a inflação, devido ao pass-through“, diz Farina, da Genial. Por ora, ele projeta o câmbio a R$ 5,67 e PIB crescendo 2,4% em 2025.

Com o possível repasse do câmbio no preço do atacado para o varejo, a inflação de alimentos poderá aumentar à frente. “Essa piora das contas externas pode gerar efeitos desagradáveis, retardando, por exemplo, o ciclo de cortes da Selic, que está hoje em 15%”, avalia.

A Genial estima que o déficit nas transações correntes em 2025 atinja US$ 68 bilhões (3,08% do PIB), enquanto a entrada de investimento estrangeiro deve somar US$ 66 bilhões (2,98% do PIB). Esse cenário, afirma Farina, não considera uma escalada de retaliações entre Estados Unidos e Brasil.

Economistas do mercado financeiro reduziram, pela 11ª semana consecutiva, a estimativa de inflação para 2025. A projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 5,07% para 5,05%, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central (BC). O percentual ainda está acima do teto da meta, de 4,5%. Para 2026, a projeção caiu pela quarta vez seguida, de 4,43% para 4,41%. Já para 2027 e 2028, as expectativas foram mantidas, em 4% e 3,8%, respectivamente.

Desde janeiro, o Brasil adota o sistema de meta contínua de inflação, que estabelece objetivo central de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Se o índice ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que a meta foi descumprida, obrigando o BC a enviar uma carta ao ministro da Fazenda explicando as razões — como ocorreu em julho, após a inflação acumulada em 12 meses até junho superar o teto devido a fatores como atividade econômica aquecida, variação cambial, custo da energia e anomalias climáticas.

PIB e juros

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 recuou de 2,23% para 2,21%. Para 2026, caiu de 1,88% para 1,87%. As projeções para 2027 e 2028 ficaram em 1,93% e 2%, respectivamente. A taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 15% ao ano para o fim de 2025, mesmo nível atual. Para 2026 e 2027, as projeções permaneceram em 12,5% e 10,5%. A expectativa para 2028 é de 10% ao ano.

Câmbio e comércio exterior

O mercado manteve a previsão de R$ 5,60 para o dólar no fim de 2025 e de R$ 5,70 para 2026, 2027 e 2028. O superávit da balança comercial em 2025 foi revisto de US$ 65,3 bilhões para US$ 65 bilhões. Para 2026, caiu de US$ 70,8 bilhões para US$ 69 bilhões. A entrada de investimento estrangeiro direto foi mantida em US$ 70 bilhões para ambos os anos.

O setor pesqueiro brasileiro aguarda uma resposta das autoridades da União Europeia para retomar a exportação de pescado para os países do bloco. A negociação tornou-se mais urgente após os Estados Unidos incluírem o produto na lista de itens sobretaxados, o que na prática inviabilizou o comércio com o mercado norte-americano. A taxa de 50% imposta pelo governo de Donald Trump funciona como um embargo econômico, forçando o Brasil a buscar alternativas. A União Europeia é um mercado fechado para o pescado brasileiro desde 2018, devido a alegações de não conformidade com as condições sanitárias exigidas. No entanto, há suspeitas de que a medida também sirva como uma forma de protecionismo para a indústria local.

*Com informações de Soraya Lauand e Roberto Nonato 

O comércio se recuperou após o período da pandemia de covid-19, registrando 10,5 milhões de pessoas empregadas em 2023, um aumento de 3,5% ante 2019, ano que antecedeu a crise sanitária no Brasil. No mesmo intervalo, o número de empresas que comercializam pela internet cresceu 97,6%, chegando a 3,7 mil. As informações fazem parte da Pesquisa Anual do Comércio (PAC) 2023, divulgada nesta quinta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A PAC verificou também que o setor de comércio alcançou receita operacional líquida de R$ 7,1 trilhões e valor adicionado bruto de R$ 1,2 trilhão em 2023. Os salários, retiradas e outras remunerações somaram R$ 352,7 bilhões. O número de empresas alcançou 1,5 milhão, com 1,7 milhão de unidades locais – ou seja, contando filiais.

A PAC, que coleta dados de empresas predominantemente comerciais em todo o Brasil, entrevistou 80 mil delas nesta edição. A pesquisa abrange três segmentos principais: comércio de veículos, peças e motocicletas; comércio por atacado; e comércio varejista; e 22 grupos de atividades.

Desde o início da série histórica, houve alternância na liderança entre o comércio por atacado e o varejista em termos de receita operacional líquida. A partir de 2020, o atacado aumentou sua participação, mas registrou ligeira retração em 2023, quando somou R$ 3,5 trilhões, enquanto o varejo totalizava R$ 2,9 trilhões. O comércio de veículos, peças e motocicletas somou R$ 646,2 bilhões.

O IBGE destacou que, dentre os 22 agrupamentos de atividades, o comércio de veículos automotores foi o que mais perdeu participação no total da receita do setor, com queda de 2,2 pontos porcentuais entre 2014 e 2023, a 5,7%. O que mais avançou (3,2 pp) foi o de comércio por atacado de matérias-primas agrícolas, a 6,3%.

O comércio varejista manteve-se com as atividades de maiores taxas de margem (39,1%), seguido do comércio de veículos, peças e motocicletas, que registrou índice de 23,4%, ultrapassando o comércio por atacado, que em 2023 obteve 22,5%. Em termos de remuneração de funcionários, a série histórica obteve seu maior valor, de dois salários mínimos para o setor de comércio como um todo.

O dólar à vista perdeu força nas últimas horas de negócios e, após renovar mínima a R$ 5,4167 na reta final do pregão, encerrou a sessão desta quinta-feira (7) em queda de 0,74%, a R$ 5,4227, menor valor de fechamento desde 3 de julho (R$ 5,4050). O real teria se beneficiado do ambiente positivo para divisas emergentes, na esteira do reforço das apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em setembro, após números acima das expectativas de pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA.

Eventual fluxo positivo para ações domésticas, em dia de avanço de mais de 1,40% do Ibovespa, e sinais de que o governo brasileiro não pretende promover uma escalada das tensões comerciais com os EUA teriam contribuído para valorização da moeda brasileira.

O dólar se firmou em baixa à tarde logo após o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descarta a possibilidade de promover quebra de patentes em retaliação ao tarifaço do presidente americano, Donald Trump. “É mais um sinal de distensão das tensões comerciais. A reação do câmbio é a mesma da fala de Lula ontem”, afirma o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Nicolas Borsoi, em referência ao fato de o presidente ter dito, em entrevista à Reuters, que não pretende taxar produtos americanos.

Já as mínimas perto do fechamento vieram com a perda de força do índice DXY (referência do desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes), que chegou a tocar o campo negativo após Trump anunciar a indicação de Stephen Miran para diretora no Conselho Federal do Fed, em substituição a Adriana Kugler, que renunciou ao cargo.

Operadores ressaltaram que a liquidez foi bastante reduzida, o que deixou a formação da taxa de câmbio mais sujeita a transações pontuais. Principal termômetro do apetite por liquidez, o contrato de dólar futuro para setembro apresentou giro fraco, abaixo de US$ 11 bilhões.

No fim da manhã, o dólar ensaiou uma leve alta, com máxima a R$ 5,4762, em meio à informação da Bloomberg de que o diretor do Fed Christopher Waller seria o favorito para substituir Jerome Powell na presidência da instituição, em vez do diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett.

Após ter subido 3,07% em julho, o dólar à vista já acumula baixa de 3,14% nos cinco primeiros pregões de agosto. Já o DXY recua mais de 1,90% no mês. Entre pares do real, destaque para o peso colombiano, com ganhos superiores a 3%, e do rand sul-africano, que avança cerca de 2,60%. “Além do ambiente externo favorável, continuamos atrativos aos investidores estrangeiros, por conta dos juros altos e da bolsa barata em dólar”, afirma Galhardo.

Ibovespa retoma os 136 mil, em alta de 1,48%, no maior nível desde 10 de julho

O Ibovespa retomou a linha de 136 mil pontos nesta quinta-feira em alta superior a 1% que o colocou em nível não visto no intradia desde 15 de julho e, em fechamento, desde 11 do mês passado. O índice obteve também o quarto ganho consecutivo, série positiva em extensão não registrada desde meados de maio. E dois ganhos seguidos na casa de 1%, como o da quarta e desta quinta, não eram observados na B3 desde 23 e 24 abril. No fechamento, marcou nesta quinta-feira maior nível desde 10 de julho.

Com a efetivação do tarifaço da forma como já era conhecida, na quarta-feira, os investidores tiraram prêmio de risco da curva de juros doméstica, contribuindo para o ensaio de uma recuperação mais sustentada no Ibovespa.

O indicador se inclinou tendencialmente abaixo desde que renovou máxima histórica há pouco mais de um mês, então aos 141 mil pontos, no fechamento de 4 de julho. Pouco depois, no dia 9, veio o tarifaço de Donald Trump sobre as importações brasileiras, relativamente aliviado na semana passada com uma ampla lista de exceções.

O Ibovespa marcava 136.527,61 pontos, em alta de 1,48% no encerramento do dia, que foi seu maior ganho em porcentual desde 16 de junho, há quase dois meses.

Em uma sessão com poucos catalisadores para movimentar os preços, analistas e operadores destacam ruptura de região de resistência que pode resultar em canal de alta para o índice. O giro desta quinta-feira ficou em R$ 23,9 bilhões. Na semana, o Ibovespa sobe 3,09% e, no mês, avança 2,60%. No ano, tem alta de 13,50%.

“A Bolsa deve dois dias de altas fortes, ainda que a situação, no cenário mais amplo, permaneça complexa e instável. Mas a temporada de resultados das empresas tem trazido surpresas boas, como as sentidas em nomes como Eletrobrás e Suzano (+4,88% no fechamento), o que acaba compensando a instabilidade que ainda prevalece no quadro institucional, favorecendo assim a recuperação dos preços dos ativos”, diz Felipe Moura, gestor de portfólio e sócio da Finacap Investimentos.

Nesse contexto, as duas ações de Eletrobras, ON e PNB, fecharam o dia em alta de 9,47% e 9,60%, pela ordem, na ponta do Ibovespa na sessão, à frente de Smartfit (+7,80%) e de Cogna (+5,32%). No lado oposto, Minerva (-5,14%), Hypera (-3,74%) e Raízen (-2,99%).

Entre as ações de primeira linha, o dia foi de ganhos bem distribuídos, com destaque para os grandes bancos, em variações que chegaram a +1,77% (Itaú PN) no fechamento. Vale ON subiu 0,63% e Petrobras avançou 0,71% na ON e 0,56% na PN, mesmo com o petróleo se firmando em baixa à tarde, em trajetória negativa nas últimas seis sessões para os preços da commodity.

Ainda que a lista de exclusão seja relevante, a guerra comercial do presidente americano Donald Trump provocou um expressivo salto no valor da tarifa aplicada a produtos brasileiros. Antes do início do embate comercial, os Estados Unidos adotavam uma tarifa efetiva média de 1,9% para os produtos importados do Brasil. Com a entrada em vigor do aumento nesta quarta-feira (6), essa média subiu para 32,2%, segundo levantamento realizado pela equipe de economistas da LCA Consultoria.

O levantamento mostra que, apesar de o decreto assinado por Trump (leia a íntegra) ter isentado 44,6% das exportações, as novas alíquotas, significativamente mais altas, vão pesar bastante.

Antes de Trump iniciar a guerra tarifária, 97% das exportações tinham uma tarifa abaixo de 5%. Agora, além do aumento, a variação é muito ampla. Para alguns produtos fica valendo uma taxa de 10%, anunciada na primeira rodada de aumento, em abril. Outros sofrem a sobretaxa adicional, de 40%, elevando o percentual a 50%.Os dados da LCA confirmam que o setor mais prejudicado é a agroindústria, cuja tarifa média foi multiplicada por dez, indo de 4% para 40,8%. Na sequência, entre os setores mais impactados estão químicos (de 2,3% para 40,1%), minérios e aço (de 0,5% para 38,7%), máquinas e equipamentos (de 0,8% para 38,2%)."A média vai variar por setor, porque não é uma decisão homogênea", explica a diretora de economia do direito na LCA, Verônica Cardoso.

"Dentro do agro, tem o café, que ficou de fora da isenção, por exemplo, e tem o suco de laranja que ficou na isenção. No caso de minério e aço, alguns tipos de aço ficaram de fora. Na química, é a mesma coisa."Entre os setores que ficaram com alíquota no piso estão aeronaves, cuja tarifa média foi de zero para 10%, e combustíveis, com elevação média de 1,5% também para 10%, porque a maior parte dos itens desses segmentos ficou na lista de isenção.

A lista de exceção conta com 694 itens. Destes, 565 estão relacionados ao segmento de aeronaves e 76 a petróleo, carvão, gás natural e seus derivados. Entre os alimentos, escaparam da taxação apenas castanhas-do-pará e polpa e suco de laranja.

"Não dá para dizer que, ao final, tivemos um alívio. Se por um lado houve um ganho, porque não vai ter um aumento para praticamente metade da pauta de exportação, que ficou na lista de isenção, a outra parte vai ter um aumento significativo de alíquota", diz Cardoso.

A sobretaxa de 50% a exportações brasileiras para o mercado americano entrou em vigor à 1h01 (horário do Brasil) desta quarta-feira (6) como a mais alta até o momento. Na mesma quarta, no entanto, Trump afirmou a repórteres na Casa Branca que vai impor uma tarifa de cerca de 100% sobre chips semicondutores importados para o país, sem ainda detalhar como será o processo.

 

lacas de aluga e venda em frente a casa na região da Vila MarianaBrasil, São Paulo, SP. 18/07/2012. Placas de aluga e venda em frente a casa na região da Vila Mariana, na região sul de São Paulo.

Os aluguéis residenciais no Brasil apresentaram um leve aumento de 0,06% em julho, após uma elevação mais significativa de 1,02% em junho, conforme indicado pelo Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Ao longo dos últimos 12 meses, o índice acumulou um crescimento de 5,79%. Analisando as principais capitais, São Paulo registrou uma desaceleração nos aluguéis, que passaram de 3,28% em junho para apenas 0,09% em julho.

No Rio de Janeiro, a variação caiu de 3,23% para 0,01%; em Belo Horizonte, a queda foi de -1,34% para 0,03%; enquanto Porto Alegre viu uma redução de 0,96% para 0,11%. No acumulado dos últimos 12 meses até julho, os aluguéis em São Paulo subiram 4,22%, enquanto em Porto Alegre o aumento foi de 5,20%. Belo Horizonte teve um crescimento expressivo de 10,31%, e o Rio de Janeiro registrou uma alta de 4,64%. O IVAR é um indicador que avalia a variação mensal dos preços de aluguéis residenciais no Brasil, utilizando dados de contratos firmados entre locadores e locatários.

 

 

 

Dólar cai e fecha a R$ 5,66 com Copom e acordo comercial entre EUA e Reino UnidoInício da vigência das tarifas de 50% sobre parte das exportações brasileiras ficou em segundo plano

O dólar apresentou queda firme nesta quarta-feira (6), acompanhando a onda de desvalorização global da moeda americana. O dia foi marcado por apetite por bolsas e divisas emergentes, em meio a crescentes apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve a partir de setembro. Com o ambiente externo favorável, o início da vigência das tarifas de 50% sobre parte das exportações brasileiras, cujos impactos parecem em boa parte já mapeados, ficou em segundo plano. À tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não pretende retaliar os Estados Unidos.

Lá fora, a guerra comercial ganhou um novo capítulo com a imposição pelos EUA de tarifas adicionais de 25% sobre importações indianas, em razão de compras de petróleo russo pela Índia. Os preços da commodity trocaram de sinal ao longo do pregão, encerrando em baixa de mais de 1%.

Afora uma alta pontual e limitada na primeira hora de negócios, o dólar operou em baixa no restante do pregão. Com mínima a R$ 5,4591, terminou a sessão em queda de 0,78%, a R$ 5,4632 – abaixo do nível de R$ 5,50 pela primeira vez desde 8 de julho (R$ 5,4458). Após encerrar julho com alta de 3,07%, a moeda americana apresenta perdas de 2,46% em relação ao real nos quatro primeiros pregões de agosto. No ano, a desvalorização acumulada é de 11,60%.

Termômetro do desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes, o índice DXY operou em queda firme ao longo do dia e recuava cerca de 0,60% no fim da tarde, na casa dos 98,200 pontos, após mínima aos 98,128 pontos. O Dollar Index cai cerca de 1,60% em agosto.

Entre divisas emergentes pares do real, destaque para o rand sul-africano, com ganhos de mais de 1%. Já o peso chileno andou na contramão e perdeu mais de 0,80%. O peso mexicano, por sua vez, teve desempenho similar ao da moeda brasileira. Após dados fracos da geração de empregos em julho, divulgados na última sexta-feira, cresceram as apostas de que o Fed, sob ataque cerrado do presidente dos EUA, Donald Trump, pode iniciar um processo de cortes de juros em setembro e reduzir a taxa em mais de 50 pontos-base ainda neste ano.

À tarde, o Banco Central informou que o fluxo cambial na semana passada foi positivo em US$ 2,010 bilhões, graças à entrada líquida de US$ 3,616 bilhões pelo comércio exterior. Em julho, o fluxo total foi negativo em US$ 301 milhões, com saída líquida de US$ 9,247 bilhões pelo canal financeiro.

De janeiro a julho, o fluxo foi negativo em US$ 14,646 bilhões, o segundo resultado mais negativo da série histórica do Banco Central para os sete primeiros meses de cada ano, atrás apenas de 2020 (US$ 15,818 bilhões), no auge da pandemia da covid-19.

Bolsa tem melhor série desde meados de junho 

O Ibovespa voltou a testar a linha dos 135 mil durante a sessão, algo que não ocorria desde 24 de julho, e conseguiu retomar a marca de 134 mil pontos em fechamento, atingindo assim seu maior nível de encerramento desde o último dia 23, há duas semanas. Nesta quarta, o índice da B3 oscilou dos 133.169,04 até os 135.240,61 pontos, ao fim em alta de 1,04%, aos 134.537,62 pontos, com giro a R$ 22,2 bilhões nesta quarta-feira. Na semana, o Ibovespa sobe 1,59% e, no mês, avança 1,10% no agregado de quatro sessões. No ano, a alta é de 11,85%.

Um ganho diário na casa de 1% também não era visto na B3 desde 3 de julho, nesta quarta, mais de um mês. Foi também a terceira alta consecutiva para o Ibovespa, o que não acontecia desde o intervalo entre 10 e 12 de junho, há quase dois meses. Entre os grandes bancos, destaque neste meio de semana para a alta de Itaú PN (+1,26%), o principal papel do setor financeiro, impulsionado pelo balanço do segundo trimestre, muito bem recebido pelos investidores.

Com lucro recorde para o período, maior rentabilidade entre seus pares, tendências sólidas para as margens, crédito crescendo e inadimplência controlada, a ação do banco foi destaque de alta e, pelo peso no Ibovespa, foi contraponto importante ao desempenho negativo de Vale no fechamento. O comando do Itaú sinalizou também que, com capital excedente, distribuirá dividendos adicionais no começo de 2026, reportam os jornalistas Altamiro Silva Junior e Cynthia Decloedt, da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Com a guinada do positivo ao negativo para o Brent e o WTI no início da tarde – a quinta perda seguida para as duas referências, em meio a receios quanto ao nível de oferta da commodity -, Petrobras sustentou leve ganho na PN (+0,12%), mas devolveu a alta da ON (-0,23%) no fechamento. Vale ON, por sua vez, recuou nesta quarta 0,63%, impedindo que o ganho do Ibovespa fosse maior na sessão, assim como a perda de força em Petrobras do meio para o fim da tarde.

Na ponta vencedora do índice da B3, RD Saúde (+18,67%), após a divulgação do balanço trimestral. O papel da rede farmacêutica liderou as negociações da B3 na sessão em volume de negócios. Na visão do Santander, a companhia parece ter “atingido o fundo do poço” nas margens no primeiro semestre, abrindo espaço para revisões positivas de lucro. Destaque também para MRV (+7,24%) e Minerva (+6,28%). Na ponta oposta, Pão de Açúcar (-10,36%), Raízen (-2,90%) e SLC Agrícola (-2,43%).

O presidente do Banco CentralGabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (6) que é “essencial” aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65, que garante a autonomia financeira e orçamentária à autarquia. Sem isso, o BC pode se tornar “vítima das próprias entregas”, por causa do custo de manutenção do Pix, por exemplo. “É essencial que a gente consiga avançar nessas agendas para que o Banco Central não sofra com, e seja vítima, das próprias entregas que ele fez”, disse, na abertura da Blockchain Rio, no Rio de Janeiro. “Vou pontuar efetivamente o caso da PEC, que permite ao Banco Central ter recursos para que ele possa manter o Pix na condição que ele tem hoje”.

Galípolo vem defendendo a necessidade de “atualizar o arcabouço institucional” do BC, mas não costuma citar a PEC nominalmente. O texto está parado desde o ano passado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O relator, senador Plínio Valério (PSDB-AM), aguarda que a autoridade monetária envie sugestões à medida, para que ela possa ser votada.

O presidente do BC explicou que o gasto com tecnologia, hoje, está caminhando para atingir metade do orçamento da autarquia. Ele ponderou que até 70% do valor investido para gerar inovação – por exemplo, com a agenda evolutiva do Pix – continua sendo gasto depois, para dar manutenção aos sistemas. E negou que a aprovação da PEC possa levar a qualquer consequência negativa.

“Se inventa todo tipo de versão e narrativa maluca, quando, na verdade, o que a gente enxerga é o contrário: a gente precisa seguir avançando e garantir ao Banco Central que ele tenha um arcabouço legal, institucional, financeiro e orçamentário, para que ele possa suportar as inovações que ele produziu no sistema, e consiga continuar entregando o nível de excelência que ele entrega nos serviços para a população”, disse. “Senão, a gente vai ter o orçamento do Banco Central espremido”.

O governo da China manifestou seu apoio ao Brasil diante das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, que entraram em vigor nesta quarta-feira (6). O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, classificou a medida americana como uma “prática violenta e intimidadora”. A posição chinesa foi comunicada durante um telefonema de Wang Yi para Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República do Brasil. De acordo com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, o chanceler afirmou que a China defende o direito do Brasil ao desenvolvimento e se opõe a tarifas arbitrárias como as aplicadas pelo governo de Donald Trump. Em resposta, Amorim declarou que está disposto a expandir a cooperação com os chineses nas áreas de comércio, finanças e outros setores.

A aproximação entre China e Brasil ocorre em um momento de acirramento na guerra comercial entre Pequim e Washington. Com as novas tarifas americanas, os brasileiros se veem na necessidade de encontrar mercados alternativos para escoar sua produção, que agora enfrenta barreiras para entrar nos EUA.

Nesse cenário, a China pode se apresentar como um destino para os produtos brasileiros ou como uma intermediária para facilitar o acesso do Brasil a outros mercados na Ásia, onde possui grande influência. A cooperação entre os países do BRICS (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e o fortalecimento das nações do chamado “Sul Global” também foram pautas da conversa entre os diplomatas.

Analistas apontam para uma inversão de papéis no cenário global: enquanto os Estados Unidos, historicamente defensores do livre-comércio, adotam medidas protecionistas, a China se posiciona em defesa da abertura de mercados. A estratégia americana de pressionar economicamente outros países pode, como efeito colateral, incentivar a formação de novas alianças e acordos comerciais que não incluem os EUA, como a aproximação entre o Mercosul e a União Europeia.

A crescente popularidade do morango do amor, um doce que se tornou uma verdadeira febre, está impactando diretamente o preço da fruta no Rio Grande do Sul. A alta procura, somada à falta de mão de obra e a uma safra menor, pressiona os produtores e coloca em destaque os desafios da agricultura familiar na região. O município de Bom Princípio, localizado a 76 km de Porto Alegre e conhecido como a “Capital Estadual do Moranguinho”, está no centro dessa questão. A cidade, que tem sua economia majoritariamente movida pela agricultura familiar, enfrenta uma escassez da fruta para atender à demanda inesperada.

A safra deste ano em Bom Princípio está estimada em 1.000 toneladas, uma redução em comparação com as 1.100 toneladas colhidas no ano anterior. Essa queda na produção é agravada por um problema estrutural: a falta de mão de obra.

Cerca de 60 famílias de agricultores são responsáveis por quase toda a produção de morango da cidade. O cultivo é feito de forma moderna, com 95% da produção em estufas semi-hidropônicas, mas a colheita é um processo 100% manual. A automação é inviável para as pequenas propriedades, o que torna a produção dependente de trabalhadores e expõe a dificuldade da sucessão rural no município de 13 mil habitantes.

Surpreendidos pela popularidade do “morango do amor” fora de época — já que o auge da safra ocorre tradicionalmente em setembro —, os produtores lutam para suprir o mercado. Apesar da quebra na safra, a cidade projeta uma alta no turismo e espera um público recorde de mais de 180 mil pessoas para a sua tradicional festa em setembro, impulsionada justamente pela fama do doce.

*Com informações de Arthur Cirpriani

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou na última segunda-feira (5) que a Constituição brasileira “não está em negociação” e classificou o “tarifaço” proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como parte de “ataques orquestrados por brasileiros em conluio com forças estrangeiras”. A declaração contundente é uma resposta direta à ameaça de sanções comerciais de Trump, que alega haver uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em um discurso firme, Vieira declarou ter “enorme orgulho” em liderar o Itamaraty “na defesa da soberania brasileira”. Ele reforçou que a soberania nacional “não é moeda de troca diante de exigências inaceitáveis” e que saudosistas do arbítrio e “amantes confessos da intervenção estrangeira não terão êxito”.

“A Constituição Cidadã não está e nunca estará em qualquer mesa de negociação. Nossa soberania não é moeda de troca diante de exigências inaceitáveis”, declarou Vieira, durante cerimônia pelos 80 anos do Instituto Rio Branco, no Itamaraty. Embora não tenha citado nomes, a fala do ministro é uma referência à atuação de aliados do ex-presidente, como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que tem articulado com a campanha de Trump nos EUA. A posição de Vieira representa um endurecimento no tom diplomático do governo federal frente à questão.

Apesar da forte reação, o governo brasileiro continua buscando diálogo com os Estados Unidos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem uma reunião prevista com o secretário do Tesouro americano, Scott Besent, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin mantém contato com o secretário de Comércio, Howard Lutnick. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também indicou estar aberto a conversar com Trump, desde que as críticas políticas ao sistema judiciário brasileiro fiquem fora da pauta de negociações.

*Com informações de André Anelli 

Comitê de Política Monetária (Copom) repetiu, na ata da sua última reunião, que antecipa uma “continuação na interrupção no ciclo de alta dos juros”. O objetivo é avaliar se a manutenção da taxa Selic no nível atual por período “bastante prolongado” é suficiente para fazer a inflação convergir à meta, de 3%. Na última quarta-feira (30) o colegiado decidiu manter os juros em 15% ao ano. O colegiado voltou a mencionar que a elevada incerteza no cenário demanda cautela na condução da política monetária, e reforçou a disposição para reagir, se necessário. “O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, diz a ata, repetindo um trecho do comunicado.

Segundo o Copom, a desancoragem das expectativas exige uma política monetária significativamente contracionista por período bastante prolongado para assegurar a convergência da inflação à meta. Além da desancoragem, o cenário também é marcado por projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho, disse o Comitê. O colegiado repetiu as suas projeções de inflação acumulada em 12 meses para 2025 (4,9%), 2026 (3,6%) e o primeiro trimestre de 2027 (3,4%), que é o horizonte relevante da política monetária. Todas as estimativas estão acima do centro da meta, de 3%. A trajetória leva em conta uma desaceleração dos preços livres, de 5,1% este ano para 3,3% no horizonte relevante. Os preços administrados devem passar de 4,4% para 3,9% nesse mesmo período.

Todas as projeções partem do cenário de referência, com trajetória de juros extraída do relatório Focus e bandeira verde de energia elétrica em dezembro de 2025 e 2026. A taxa de câmbio começa em R$ 5,55 e evolui conforme a paridade do poder de compra (PPC). Os preços do petróleo seguem aproximadamente a curva futura por seis meses e, depois, sobem 2% ao ano.

Banco Central do Brasil deu sinal verde para um aumento de capital de R$ 1 bilhão no Banco Master, elevando o total de capital para R$ 4,7 bilhões. Essa medida faz parte das exigências para a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). O incremento foi possibilitado pela negociação de R$ 1,5 bilhão em ativos do controlador Daniel Vorcaro com o BTG Pactual, o que gerou um alívio nas preocupações do mercado. A venda do Banco Master para o BRB já havia sido anunciada anteriormente, e o aumento de capital estava previsto nesse acordo. Contudo, a transação ainda precisa passar pela análise e aprovação do Banco Central.

A presença de Vorcaro no controle do banco era considerada um ponto delicado, e a nova estrutura da operação foi informada ao BC para garantir a conformidade. Além disso, as partes envolvidas na negociação comunicaram ao Banco Central uma nova alteração no escopo do negócio, que resultou na exclusão de R$ 48 bilhões em ativos da operação. Essa mudança reflete uma tentativa de ajustar a proposta às exigências regulatórias e às expectativas do mercado.

Com essas movimentações, o Banco Master deseja facilitar a venda e também assegurar uma transição mais tranquila para o BRB. A saída de Vorcaro do controle do conglomerado é vista como um passo positivo para a confiança dos investidores e para a estabilidade da operação.

Nos últimos anos, o sistema de pagamento Pix, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, tem se destacado como uma ferramenta revolucionária para transações financeiras. Recentemente, empresas em países que recebem um grande número de turistas brasileiros, como Paraguai e Argentina, começaram a adotar o Pix, surpreendendo positivamente os viajantes. Essa inovação permite que os turistas paguem suas contas de maneira mais prática e rápida, facilitando suas experiências no exterior. O Pix, implementado em 2020, tem se mostrado uma solução eficiente para brasileiros que viajam para o exterior. No entanto, para que o pagamento via Pix seja possível, tanto o pagador quanto o recebedor precisam ter contas no Brasil, já que transações internacionais ainda não são permitidas. Isso significa que, por enquanto, o sistema é limitado a transações entre contas brasileiras, mesmo quando utilizadas fora do país.

As fintechs, empresas especializadas em serviços financeiros e tecnologia, desempenham um papel crucial nesse processo. Elas permitem que estabelecimentos internacionais ofereçam a modalidade de pagamento via Pix. Durante a transação, o valor é inserido na moeda local e um QR code é gerado. Quando o turista brasileiro escaneia o código, a conversão para reais é feita instantaneamente, incluindo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) vigente no dia. Essa inovação tem sido bem recebida pelos turistas, que já puderam utilizá-la nas férias de julho, proporcionando uma alternativa mais conveniente em comparação ao uso de cartões de crédito.

Apesar do sucesso inicial, ainda não há planos concretos para transformar o Pix em um sistema de pagamento internacional, devido à complexidade dos tratados financeiros internacionais. Estudos estão em andamento para explorar a viabilidade dessa expansão, que eliminaria a necessidade de empresas estrangeiras terem contas no Brasil para oferecer o serviço. Enquanto isso, a adoção do Pix por países vizinhos representa um avanço significativo na facilitação das transações para turistas brasileiros, que agora podem desfrutar de mais comodidade em suas viagens.

*Com informações de Danúbia Braga 

 

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