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A mediana do relatório Focus para o déficit primário do setor público consolidado em 2025 seguiu em 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB), pela 4ª semana consecutiva. A meta fiscal é de déficit zero nas contas do governo central este ano, com tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos. A estimativa intermediária para o déficit primário do setor público em 2026 permaneceu em 0,60% do PIB, pela 11ª semana seguida. O alvo do ano que vem é de um superávit de 0,25% do PIB para o governo central, também com tolerância de 0,25 ponto para mais ou para menos.

Nominal

A estimativa intermediária do Focus para o déficit nominal de 2025 permaneceu em 8,50% do PIB, pela 8ª semana consecutiva. A mediana para o rombo nominal de 2026 passou de 8,50% para 8,61% do PIB. Quatro semanas antes, era de 8,40%. O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. O resultado nominal reflete o saldo após o gasto com juros e outras despesas financeiras.

A mediana para a dívida líquida do setor público (DLSP) como proporção do PIB em 2025 permaneceu em 65,80%. A estimativa intermediária para 2026 passou de 70,08% para 70,11%. Quatro semanas atrás, estava em 70,08%.

A taxa de desemprego no Brasil alcançou 5,6% no trimestre encerrado em setembro, igualando o menor nível já registrado na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (31), mostram uma manutenção do patamar já observado nos trimestres finalizados em julho e agosto deste ano.

O resultado representa uma queda tanto na comparação com o trimestre anterior, de abril a junho, quando a taxa era de 5,8%, quanto em relação ao mesmo período de 2024, que registrou 6,4%.

Em números absolutos, o contingente de pessoas desempregadas no país chegou a 6 milhões, o menor total da série histórica. Isso significa que 209 mil pessoas deixaram a desocupação em relação ao trimestre anterior e 809 mil em comparação com o mesmo período do ano passado.

Enquanto isso, a população ocupada manteve-se estável, permanecendo no patamar recorde de 102,4 milhões de trabalhadores. Dentre eles, o número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado também atingiu uma nova máxima histórica, chegando a 39,2 milhões de pessoas.

Outros indicadores positivos acompanharam a queda na desocupação. O rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 3.507, um crescimento de 4% ao ano. Em relação a massa de rendimento real habitual, o valor chegou a R$ 354,6 bilhões. Além disso, a taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui os desocupados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e quem poderia trabalhar mas não procurou emprego, caiu para 13,9%, a menor da série.

Antes da divulgação oficial dos dados pelo IBGE, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, antecipou o resultado de 5,6% em uma publicação em suas redes sociais.

Ibovespa perdeu o nível dos 149 mil pontos e reduziu alta após o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de setembro mostrar uma criação de vagas maior do que a esperada, gerando dúvidas sobre quando o Banco Central (BC) deve começar a diminuir os juros – gatilho importante para a renda variável. Contudo, o índice conseguiu driblar a queda vista nas Bolsas de Nova York e renovou, pelo quarto pregão consecutivo, recorde de fechamento, respaldado pelo acordo sino-americano e a temporada de balanços. No sétimo avanço seguido, acumulando alta de 3,23%, o Ibovespa fechou aos 148.780,22 pontos (+0,10%) após oscilar dos 147 546,46 (-0,73%) aos 149.234,04 (+0,40%) pontos. O giro financeiro somou R$ 20,82 bilhões.

A mínima da Bolsa ocorreu perto da abertura, quando parte do mercado embolsava lucros na esteira de um ambiente mais cauteloso do exterior. Contudo, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) com queda de 0,36% em outubro, mais intensa do que a mediana das estimativas do Projeções Broadcast (-0,23%), ajudou a fazer o mercado focar na expectativa de corte pela Selic. Ainda pela manhã, o Ibovespa renovou recorde histórico intradia aos 149,2 mil pontos. Contudo, à tarde o movimento perdeu força após o Caged mostrar criação de 213.002 postos. O maior gerador de vagas foi o setor de serviços, com um saldo de 106.606 postos formais de trabalho. A indústria registrou o segundo maior saldo, com 43 095 postos.

O dólar apresentou alta firme em relação ao real nesta quinta-feira (30) em sintonia com o comportamento da moeda americana no exterior. Com máxima de R$ 5,39 e mínima de R$ 5,37, o dólar à vista fechou em alta de 0,40%, a R$ 5,38. Apesar disso, a divisa ainda perde 0,21% na semana. Em outubro, a moeda americana avança 1,09% em relação ao real, após recuo de 1,83% em setembro Na sexta, ocorre a tradicional disputa pela formação da última taxa Ptax do mês, o que pode exacerbar a volatilidade.

Investidores promoveram ajustes nas apostas em torno do tamanho do afrouxamento monetário nos Estados Unidos, após o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, afirmar na quarta-feira que um novo corte de juros em dezembro não está garantido. A sinalização de uma postura mais cautelosa do Fed daqui para frente, após duas reduções seguidas da taxa básica americana em 25 pontos-base, dominou as atenções do mercado, que deixou em segundo plano o anúncio de um entendimento comercial entre Estados Unidos e China, em grande parte já esperado.

Depois de reunião na Coreia do Sul com o presidente da China, Xi Jinping, Donald Trump anunciou na madrugada desta quinta que vai reduzir as tarifas de importação sobre produtos chineses de 57% para 47%. Em contrapartida, Pequim teria prometido restringir o envio aos EUA de substâncias químicas usadas na produção de fentanil. Pela manhã, em publicação na Truth Social, Trump afirmou que a China teria concordado em manter o fluxo de terras raras e minerais críticas “de forma aberta e livre”. Segundo o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, os documentos com os acordos com a China deverão ser assinados oficialmente na próxima semana.

 

O aumento das despesas em nível maior que as receitas fez o déficit primário subir em setembro de 2025. No mês passado, o Governo Central – Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social – registrou resultado negativo de R$ 14,5 bilhões, contra déficit primário de R$ 5,2 bilhões em setembro de 2024. Isso significa um aumento real de 166,6%, já considerando a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período, informou o Tesouro Nacional, em seu relatório divulgado nesta quinta-feira (30).

“Comparado a setembro de 2024, o resultado primário observado decorreu da combinação de um aumento real de 0,6% (R$ 1,1 bilhão) da receita líquida [após transferências a estados e municípios] e de um crescimento de 5,7% (R$ 10,2 bilhões) das despesas totais”.

O resultado de setembro passado veio pior do que o esperado pelas instituições financeiras. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Fazenda, os analistas de mercado esperavam resultado negativo de R$ 6 bilhões.

Já no acumulado do ano, o Governo Central registra déficit primário de R$ 100,4 bilhões, valor 9,1% menor que o obtido no mesmo período do ano passado, já considerando a inflação, que teve registro de R$ 103,6 bilhões. O resultado deste ano conjugou um superávit de R$ 185,9 bilhões do Tesouro Nacional e do Banco Central e um déficit de R$ 286,3 bilhões na Previdência Social.

O resultado primário representa a diferença entre as receitas e os gastos, desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano e o novo arcabouço fiscal estabelecem meta de déficit primário zero, com margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para cima ou para baixo, para o Governo Central. No limite inferior da meta, isso equivale a déficit de até R$ 31 bilhões.

Receitas e despesas

No último mês, as receitas líquidas subiram 5,8% em valores nominais. Descontada a inflação pelo IPCA, a alta foi a 0,6%. O crescimento resultou, majoritariamente, da elevação real de 11,9% (R$ 6,2 bilhões) na arrecadação líquida destinada à Previdência Social. De acordo com o Tesouro, o resultado foi influenciado, dentre outros fatores, “pela dinâmica positiva do mercado de trabalho” e pelo aumento dos recolhimentos do Simples Nacional previdenciário.

Já as despesas, no mês passado, subiram 11,2% em valores nominais e 5,7% considerando a inflação. A alta concentrou-se nas despesas discricionárias – que são aquelas não obrigatórias, como os investimentos e políticas públicas não essenciais ─ que subiram 100,9% (R$ 10,6 bilhões). Os itens que mais contribuíram para este crescimento foram os pagamentos em ações de saúde (R$ 4,1 bilhões) e demais despesas (R$ 2,9 bilhões).

O Tesouro explicou ainda que o comparativo interanual foi influenciado pela antecipação, em setembro de 2024, do pagamento de R$ 4,5 bilhões (a preços de setembro de 2025) de precatórios federais previstos para o exercício de 2025 referentes ao estado do Rio Grande do Sul, devido à situação de calamidade pública. Os precatórios são dívidas com sentenças judiciais definitivas a serem pagas pelo governo.

“Essa antecipação impactou principalmente as rubricas de Benefícios Previdenciários, Pessoal e Encargos Sociais e Sentenças Judiciais e Precatórios, acarretando redução nas despesas referentes às duas primeiras na comparação entre setembro de 2024 e setembro de 2025”, diz.

Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (30), a segunda fase da Operação Magna Fraus, com o objetivo de investigar um esquema que teria desviado mais de R$ 813 milhões por meio de empresas que gerenciam transferências Pix. Segundo a PF, o dinheiro foi desviado de contas usadas por bancos e instituições de pagamento para gerenciar transferências Pix de seus clientes.

A investigação tem braços no Brasil e no exterior, demandando, inclusive, prisões internacionais com o apoio da Interpol Argentina e Portugal, além do Brasil e da Espanha – onde contou com o apoio da Brigada Central de Fraudes Informáticos da Polícia Nacional da Espanha.

Mandados

No Brasil, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão e 26 de prisão nas idades de Goiânia, Brasília, João Pessoa, Belo Horizonte. Ainda em Minas Gerais, estão sendo cumpridos mandados nos municípios de Betim e Uberlândia.

Em Santa Catarina, os alvos dos mandados estão localizados nas cidades de Itajaí e Balneário Camboriú; na Bahia, em Camaçari; e, em São Paulo, no município Praia Grande, além da capital do estado.

Das 26 prisões demandadas à PF, 19 são preventivas e 7 são temporárias. Foram determinadas também medidas de bloqueio de bens e valores, na ordem de até R$ 640 milhões.

De acordo com a PF, os investigados são suspeitos de terem cometidos crimes de invasão de dispositivo informático e furto mediante fraude eletrônica, além de lavagem de dinheiro.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Magna Fraus foi deflagrada em julho, com o objetivo de investigar um “grupo criminoso responsável pela lavagem de dinheiro proveniente de fraudes e invasões de dispositivos eletrônicos”. Foram expedidos mandados de prisão temporária, bem como de busca e apreensão no Goiás e Pará.

Na época, a PF informou que estava apurando a atuação de “suspeitos especializados no uso de técnicas avançadas de negociação de criptoativos, empregadas para ocultar e dissimular a origem e a titularidade de valores ilícitos, dificultando sua rastreabilidade”.

A estimativa do mercado financeiro do Brasil para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,70% para 4,56%, em 2025. A previsão foi publicada no boletim Focus desta segunda-feira (27), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país. Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,27% para 4,20%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,82% e 3,54%, respectivamente.

Meta de inflação

A estimativa de inflação para 2025 está acima do teto da meta que deve ser perseguida pelo BC. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) neste ano é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Depois de queda em agosto, em setembro a inflação oficial subiu 0,48%, com influência da alta da conta de luz. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 5,17%. O dado de setembro é o maior desde março (0,56%).

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, em 17 de setembro, o colegiado manteve a Selic em 15% ao ano. As incertezas do cenário econômico externo e indicadores que mostram a moderação no crescimento interno estão entre os fatores que levaram à manutenção da Selic, na última reunião, no mês passado.

A última ata do órgão do Banco Central afirma que a intenção do Copom é manter a taxa de juros atual (15%) “por período bastante prolongado” para garantir que a meta da inflação seja alcançada. A estimativa dos analistas sobre a taxa básica que encerrará 2025 se manteve em 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB

Na edição do boletim Focus desta segunda-feira, a estimativa das instituições financeiras para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma dos bens e serviços produzidos no país – crescimento da economia brasileira este ano recuou de 2,17% para 2,16%. Para 2026, a projeção para o crescimento da atividade econômica brasileira é 1,78%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro está mais otimista e calcula a expansão do PIB para 1,83% e 2%, respectivamente.

Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

Câmbio

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,41 para o fim deste ano. No fim de 2026, a estimativa para a moeda norte-americana se manteve em R$ 5,50.

Associações industriais brasileiras, como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), reagiram com otimismo ao recente encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Malásia. As entidades avaliam a reunião como um passo positivo e fundamental para a intensificação das negociações comerciais entre os dois países, com a expectativa de que um novo acordo tarifário possa ser alcançado, garantindo a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

As associações receberam a notícia do encontro com grande expectativa. A Abiec, que representa a indústria exportadora de carne bovina, destacou a importância do diálogo para a manutenção da competitividade do setor. Os Estados Unidos são o segundo maior comprador da carne bovina brasileira, e a associação acredita que um entendimento entre os líderes pode preservar o acesso a este mercado crucial, oferecendo maior previsibilidade aos exportadores e ampliando a presença do produto brasileiro.

A Abimaq também demonstrou otimismo. Segundo o presidente da associação, José Veloso, o encontro representa um movimento importante do governo brasileiro. No entanto, ele expressou uma nota de cautela, apontando que as negociações comerciais costumam ser demoradas e que os prejuízos e demissões já estão ocorrendo no setor. Para mitigar os impactos, Veloso sugeriu que, em um primeiro momento, uma trégua nas tarifas seria uma medida bem-vinda, com uma possível redução para 10%, o que permitiria dar vazão aos produtos que estão atualmente parados, ou a concessão de novas exceções para setores específicos.

Com informações de Danúbia Braga

Chega a R$ 2,3 bilhões o valor ressarcido pelo governo federal às vítimas de descontos irregulares de mensalidades cobradas por associações, sindicatos, entidades de classe e organizações de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com o balanço mais recente, divulgado pelo instituto, esses valores, corrigidos pela inflação, correspondem aos cerca de 3,37 mil pagamentos já emitidos. Os pagamentos estão agendados até o dia 27 de outubro.

“Nesta nova fase do acordo, mais de 500 mil beneficiários que já haviam contestado descontos e aguardavam a análise da resposta das entidades vão poder aderir ao ressarcimento”, informou o INSS. Em nota, o instituto informou ter identificado nova irregularidade. “Pelo menos seis entidades usaram softwares para falsificar assinaturas ao responder às contestações dos aposentados e pensionistas. Muitas também enviaram gravações de áudio como resposta, o que não é aceito como prova”, disse o INSS.

Os descontos das mensalidades associativas diretamente dos benefícios previdenciários estão suspensos desde 23 abril deste ano, quando a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a chamada Operação Sem Desconto, tornando pública a existência de um “esquema nacional” que lesou milhões de aposentados e pensionistas de todo o Brasil.

A CGU e o INSS já instauraram 52 processos administrativos de Responsabilização (PAR) contra 50 associações e três empresas investigadas por supostamente terem fraudado o instituto, lesado aposentados e pensionistas e pagando propina a agentes públicos. Após identificar a fraude, o governo federal decidiu restituir os aposentados e pensionistas atingidos, desde que se comprometessem a, posteriormente, não entrar com ação contra o governo. Isso não inviabiliza que as vítimas do golpe não entrem com ações contra as entidades responsáveis pela fraude.

O recuo de 1,09% na energia elétrica residencial resultou no maior alívio sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de outubro. O subitem respondeu por uma contribuição de -0,05 ponto porcentual para a taxa de 0,18% apurada pelo IPCA-15 de outubro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Também houve influência negativa significativa de seguro voluntário de veículo, com queda de 2,12% e impacto de -0,02 ponto porcentual.

Na direção oposta, figuraram no ranking de maiores pressões sobre o IPCA-15 de outubro os subitens gasolina (alta de 0,99% e impacto de 0,05 ponto porcentual), aluguel residencial (0,95% e 0,03 ponto porcentual), passagem aérea (4,39% e 0,03 ponto porcentual), plano de saúde (0,50% e 0,02 ponto porcentual), etanol (3,09% e 0,02 ponto porcentual) e gás de botijão (1,44% e 0,02 ponto porcentual).

As contas externas do Brasil tiveram saldo negativo de US$ 9,774 bilhões em setembro, informou nesta sexta-feira (24) o Banco Central (BC). No mesmo mês de 2024, o déficit foi de US$ 7,383 bilhões nas transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda com outros países.

A piora na comparação interanual é resultado do recuo de US$ 2,2 bilhões no superávit comercial e do aumento de US$ 946 milhões do déficit em renda primária, que contabiliza o pagamento de juros e lucros, além de dividendos de empresas. Em contrapartida, houve redução de US$ 640 milhões no déficit em serviços e aumento de US$ 115 milhões no superávit em renda secundária.

Nos 12 meses encerrados em setembro, o déficit em transações correntes somou US$ 78,947 bilhões, o que corresponde a 3,61% do Produto Interno Bruto, indicador da soma dos bens e serviços produzidos no país. Em relação ao período equivalente terminado em setembro de 2024, houve aumento significativo no déficit; naquele mês, o resultado em 12 meses foi negativo em US$ 49,769 bilhões, ou 2,23% do PIB.

De acordo com o BC, as transações correntes têm cenário bastante robusto e vinham com tendência de redução nos déficits em 12 meses, o que se inverteu a partir de março de 2024. Ainda assim, o déficit externo está financiado por capitais de longo prazo, principalmente pelos investimentos diretos no país, que têm fluxos e estoques de boa qualidade.

Balança comercial e serviços

As exportações de bens totalizaram US$ 30,686 bilhões em setembro, com aumento de 7% em relação a igual mês de 2024. Enquanto isso, as importações chegaram a US$ 28,362 bilhões, com elevação de 17,4% na comparação com setembro do ano passado. É o recorde de importação do país, com destaque para a compra de uma plataforma de petróleo no valor de US$ 2,4 bilhões.

Com os resultados de exportações e importações, a balança comercial fechou com superávit de US$ 2,324 bilhões no mês passado, ante o saldo positivo de US$ 4,524 bilhões em setembro de 2024.

O déficit na conta de serviços – viagens internacionais, transporte, aluguel de equipamentos e seguros, entre outros – atingiu US$ 4,904 bilhões no mês passado, ante os US$ 5,544 bilhões em igual período de 2024.

Houve redução de 12,2% nas despesas líquidas com serviços de telecomunicação, computação e informações, totalizando US$ 735 milhões; e de 7% em transportes, que somou US$ 1,352 bilhão. As despesas líquidas de serviços de propriedade intelectual, ligados a serviços de streaming, aumentaram 64,9%, para US$ 1,214 bilhão.

No caso das viagens internacionais, o déficit na conta fechou no mesmo patamar de setembro de 2024, chegando a US$ 1,304 bilhão, resultado de US$ 596 milhões nas receitas – que são os gastos de estrangeiros em viagem ao Brasil – e de US$ 1,899 bilhão nas despesas de brasileiros no exterior.

Rendas

Em setembro de 2025, o déficit em renda primária – lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários – chegou a US$ 7,635 bilhões, 14,1% acima do registrado em setembro do ano passado, de US$ 6,690 bilhões. Normalmente, essa conta é deficitária, já que há mais investimentos de estrangeiros no Brasil – e eles remetem os lucros para fora do país – do que de brasileiros no exterior.

A conta de renda secundária – gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens – teve resultado positivo de US$ 441 milhões no mês passado, contra superávit US$ 327 milhões em setembro de 2024.

Financiamento

Os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 10,671 bilhões em setembro deste ano, ante US$ 3,861 bilhões em igual mês de 2024. Quando o país registra saldo negativo em transações correntes, precisa cobrir o déficit com investimentos ou empréstimos no exterior. A melhor forma de financiamento do saldo negativo é o IDP, porque os recursos são aplicados no setor produtivo e costumam ser investimentos de longo prazo.

O IDP acumulado em 12 meses totalizou US$ 75,843 bilhões (3,47% do PIB) em setembro, ante US$ 69,033 bilhões (3,18% do PIB) no mês anterior e US$ 69,315 bilhões (3,11% do PIB) no período encerrado em setembro de 2024.

No caso dos investimentos em carteira no mercado doméstico, houve entrada líquida de US$ 4,429 bilhões em setembro, composta por entradas líquidas de US$ 5,001 bilhões em títulos da dívida e saídas líquidas de US$ 572 milhões em ações e fundos de investimento. Nos 12 meses encerrados em setembro, os investimentos em carteira no mercado doméstico somaram ingressos líquidas de US$ 4,9 bilhões.

O estoque de reservas internacionais atingiu US$ 356,582 bilhões em setembro, aumento de US$ 5,815 bilhões em comparação ao mês anterior.

Cerca de 249 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco podem saber se receberão restituição. Às 10h desta sexta-feira (24), a Receita Federal libera a consulta ao lote da malha fina de fevereiro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 248.894 contribuintes receberão R$ 602,96 milhões. Desse total, R$ 349,31 milhões irão para contribuintes com prioridade no reembolso.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

A consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

O pagamento será feito em 31 de outubro, na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

 

 

 

 

 

 

 

 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu nesta terça-feira (21) instaurar uma consulta pública para subsidiar a regulamentação da lei que ampliou a Tarifa Social de Energia Elétrica para 17,1 milhões de famílias. O texto prevê ainda isenção do pagamento de quotas anuais da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) pelas famílias de baixa renda.

O período de contribuições para a consulta vai de 22 de outubro a 5 de novembro de 2025. A gratuidade na conta de luz para os elegíveis já está valendo, mas a isenção no pagamento da CDE valerá a partir de janeiro de 2026.

A Aneel precisará publicar uma tarifa específica para o desconto social. Até o fim de dezembro de 2025, as distribuidoras deverão identificar e classificar previamente as famílias que se enquadram nos critérios de renda para garantir a aplicação do benefício nas faturas de janeiro. A consulta pública também vai tratar sobre o tema dos descontos especiais nas tarifas de energia elétrica aplicáveis nas atividades de irrigação e aquicultura.

A licença concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à Petrobras para perfurar um poço exploratório de petróleo na Foz do Amazonas, anunciada nesta segunda-feira (20), provocou forte reação de ambientalistas e organizações da sociedade civil, que classificaram a decisão como uma “sabotagem”.

A autorização ocorre após meses de disputa entre o setor de óleo e gás e grupos ambientais, e foi concedida a pouco mais de duas semanas da COP-30, conferência climática da ONU que será sediada pelo Brasil, em Belém. Entidades já anunciaram que pretendem acionar a Justiça para reverter a decisão.

Em nota, a Petrobras afirmou que a perfuração tem caráter exclusivamente exploratório e visa “obter informações geológicas e avaliar se há petróleo e gás na área em escala econômica”, ressaltando que “não há produção de petróleo nessa fase”. A presidente da estatal, Magda Chambriard, celebrou a decisão como uma “conquista da sociedade brasileira” e destacou o compromisso da companhia com o desenvolvimento nacional. “As instituições demonstraram maturidade ao viabilizar projetos que podem representar o crescimento do País”, afirmou.

Para ambientalistas, no entanto, a medida contraria o discurso climático do governo. “É uma dupla sabotagem”, disse Suely Araújo, coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima e ex-presidente do Ibama. “Por um lado, o governo brasileiro atua contra a humanidade, apostando em mais aquecimento global. Por outro, atrapalha a própria COP-30, que deveria ser marcada pelo compromisso com a eliminação gradual dos combustíveis fósseis”, completou.

O climatologista Carlos Nobre, copresidente do Painel Científico para a Amazônia, também criticou a decisão, afirmando que “não há justificativa para qualquer nova exploração de petróleo”. Segundo ele, a Amazônia se aproxima de um ponto de não retorno, e o aumento das emissões pode acelerar o colapso do bioma.

A disputa sobre a exploração na Margem Equatorial — faixa costeira que vai do Rio Grande do Norte ao Amapá — vinha dividindo o próprio governo. Técnicos do Ibama recomendaram a rejeição do projeto no ano passado, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia manifestado apoio à exploração e chegou a criticar o órgão ambiental pela demora na análise do pedido, chamando-a de “lenga-lenga”. A concessão da licença agora expõe o governo a questionamentos internacionais e deve dominar os debates climáticos da COP-30, onde o Brasil pretende se afirmar como liderança global na agenda ambiental.

 

 

 

 

Impactado pela crise desencadeada com as intoxicações por metanol, o setor de bares e restaurantes viu as vendas recuarem 4,9% em setembro, segundo dados do índice Abrasel-Stone. Na comparação com o mesmo período de 2024, a queda foi de 3,9%, a primeira após uma sequência de três meses de estabilidade.

Presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Paulo Solmucci avalia que o mês já havia iniciado com ritmo abaixo do esperado na comparação com agosto, mês do Dia dos Pais e considerado uma data importante para o faturamento.

"Mas outros fatores também influenciaram no resultado negativo, como por exemplo, o alto índice de inflação que restringiu a renda da população, e o impacto dos casos de intoxicação por metanol, que espalhou pânico entre os consumidores e provocou uma queda na movimentação de alguns estabelecimentos", disse Solmucci em nota.

A leitura da Stone é um pouco mais pragmática. A companhia avalia que, apesar de o mercado de trabalho seguir em bom nível, com baixa taxa de desemprego, o ritmo de geração de vagas formais perdeu tração e o endividamento das famílias é uma preocupação.

Neste cenário, a crise do metanol é vista como um "fator pontual de incerteza", que pode ter contribuído para a retração no mês.

"Esse quadro limita a renda disponível para consumo e afeta especialmente itens não essenciais, como refeições e bebidas fora de casa. Além disso, a inflação específica do setor continua pressionada, com alta acumulada em 12 meses, o que encarece o tíquete médio e aumenta o preço", afirma Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone.

Apenas dois estados tiveram desempenho positivo em setembro na comparação anual: Maranhão e Mato Grosso do Sul, com 2,6% e 1% de crescimento, respectivamente.

As maiores quedas partiram de Roraima, com 11,5% de vendas a menos, Pará (9,9%), Rio de Janeiro e Santa Catarina (7,6%), Paraíba e Sergipe (7%).

Mato Grosso (6,9%), Rio Grande do Sul (6,5%), Rondônia (5,8%), Ceará (4,9%), Bahia (4,2%), Alagoas e Tocantins (4,1%), Pernambuco (3,9%), Espírito Santo (3%), São Paulo (2,7%), Minas Gerais (2,4%), Amazonas (1,6%), Goiás e Paraná (1,1%), Rio Grande do Norte (1%) e Piauí (0,4%) completam o quadro de quedas nas vendas.

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,72% para 4,70% este ano. A estimativa foi publicada no Boletim Focus desta segunda-feira (20), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,28% para 4,27%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,83% e 3,6%, respectivamente.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Depois de queda em agosto, em setembro a inflação oficial subiu 0,48%, com influência da alta da conta de luz. Em 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 5,17%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Juros básicos

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. As incertezas do cenário econômico externo e indicadores que mostram a moderação no crescimento interno estão entre os fatores que levaram à manutenção da Selic, na última reunião, no mês passado. A intenção do colegiado é, de acordo com a ata divulgada, manter a taxa de juros atual “por período bastante prolongado” para garantir que a meta da inflação seja alcançada.

A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio

Nesta edição do Boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano passou de 2,16% para 2,17%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,82% e 2%, respectivamente.

Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,45 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,50.

Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar na sexta-feira (17), às 11 horas, o mérito da ação do governo que questiona a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia. A discussão ocorre no mesmo momento em que a equipe econômica busca resolver o buraco fiscal de cerca de R$ 20,9 bilhões deixado pela rejeição da Medida Provisória (MP) que aumentava a tributação sobre investimentos e bets e limitava as compensações tributárias – proposta alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A análise é realizada no plenário virtual vai até a sexta-feira seguinte (24), se não houver pedido de vista ou destaque.

Em manifestação enviada ao Supremo em fevereiro, a Advocacia-Geral da União (AGU) afirmou que há risco de prejuízo de R$ 20,23 bilhões para os cofres públicos em 2025 devido à insuficiência das medidas adotadas para compensar a desoneração. Uma fonte do governo destacou à Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) que o aumento do IOF havia sido proposto justamente como uma forma de compensar a desoneração.

No ano passado, a desoneração chegou a ser suspensa por liminar do relator, Cristiano Zanin. Na ocasião, ele atendeu a um pedido da AGU, que alegou que o Congresso tinha a obrigação de apontar fontes de custeio para a prorrogação do benefício fiscal. Após acordo entre as partes e a definição das fontes, o ministro liberou a vigência da lei que prorrogou o benefício. O governo, porém, voltou a alegar que as medidas compensatórias estão sendo insuficientes.

O governo não fala publicamente sobre a expectativa de resolver o problema do IOF no Supremo e avalia um cardápio de medidas para tentar compensar as perdas. Como mostrou o Broadcast, medidas que já estavam na MP derrubada pela Câmara, mas que estão em forma de projeto de lei, estão entre as alternativas que vão ser colocadas na mesa pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Atos de competência exclusiva do Executivo, como um novo aumento do IOF, também estão entre as cartas da equipe econômica.

Nos bastidores da área jurídica do governo, porém, a expectativa é pela derrubada da lei da desoneração. Para uma fonte, o voto do relator, Cristiano Zanin, deve vir na mesma linha da liminar: “Sem compensação, é inconstitucional”.

De acordo com a AGU, o impacto negativo total da desoneração em 2024 foi de R$ 30,5 bilhões, enquanto as medidas arrecadatórias totalizaram R$ 9,38 bilhões, o que indica um déficit, no ano passado, de R$ 21,12 bilhões.

Intimado a se manifestar após a provocação da AGU, o Senado defendeu a lei que prorrogou a desoneração e argumentou que a Constituição exige que leis que criem despesas apresentem estimativas de impacto orçamentário, mas que não há a obrigatoriedade de prever medidas de compensação.

Para o Senado, não cabe ao Judiciário invalidar leis com base em frustrações de arrecadação ou de medidas de compensação. “O STF não é órgão de auditoria ou gestão fiscal, mas sim guardião da Constituição”, disse na manifestação.

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